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A escola portuguesa pelos olhos dos adolescentes

Abstract

Young people who reported to like school have more positive behaviors associated, including better academic performance and more well-being. This study aims to understand 1) the relationship between liking school and academic ability 2) what young people would like to change in their schools, 3) check the variables that may predict liking school and perceived academic ability 4) analyze the variables related to the school including pressure with school work, problems about school, relationship with classmates and teachers. 6026 students from 6th, 8th and 10th grades that integrated the study Health Behaviour in School - Aged children (HBSC) in 2014 participated. Young people that reported to like school very much are those who would not change anything in their school and are the ones who have more trust in teachers. Students report that school subjects are too extensive, too boring and even useless and referred some negative parental overpressure regarding school success. The results suggest the need to review existing policies in Portuguese education system pointing out that it is crucial to intervene in schools, with families, teachers and young people.

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A escola portuguesa pelos olhos dos adolescentes

Author: Camacho, Inês,Reis, Marta,Tomé, Gina Maria Quinás,Branquinho, Cátia,Gaspar de Matos, Margarida
Publisher: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Year: 2017
Source: https://repositorio.ulisboa.pt/bitstream/10451/37671/1/Portuguese_school.pdf
Psic. da Ed., São Paulo, 45, 2º sem. de 2017, pp. 1-10
A ESCOLA PORTUGUESA PELOS OLHOS DOS ADOLESCENTES
The Po uguese School Th ough he Eyes o Adolescen s
La Escuela Po uguesa po los Ojos de los Adolescen es
Inês Nob e Ma ins Camacho
Ma a So ia Pe ei a dos Reis
Gina Ma ia Quinás Tomé
Cá ia B anquinho
Ma ga ida Gaspa de Ma os
Uni e sidade de Lisboa
Resumo
Os jo ens que e e em gos a da escola ap esen am mais compo amen os posi i os associados, nomeadamen e
melho desempenho académico e mais bem-es a . O p esen e es udo em como obje i os:1) comp eende a
elação exis en e en e o gos o pela escola e capacidade académica, e; 2)o que os jo ens gos a iam de muda
nas suas escolas; 3) e i ica as a iá eis que pode ão p edize o gos o pela escola e a capacidade académica
pe cebida; 4) analisa as a iá eis elacionadas com a escola nomeadamen e a p essão com os abalhos da
escola, p oblemas com a escola, elação com os colegas da escola e com os p o esso es. Pa icipa am 6026
alunos do 6º 8º e 10º ano de escola idade que in eg a am o es udo Heal h Beha iou in School – Aged
child en (HBSC) em 2014. Os jo ens que e e em gos a mui o da escola são os que não muda iam nada na
sua escola e são os que êm mais con iança nos p o esso es. Os alunos e e em que as ma é ias são demasiado
ex ensas, abo ecidas e mesmo inú eis salien ando alguns a p essão dos pais pa a o sucesso escola . Os esul ados
apon am pa a a necessidade de e e as polí icas públicas exis en es no ensino po uguês sendo c ucial in e i
nas escolas, jun o das amílias, p o esso es e jo ens.
Pala as-cha e: capacidade acadêmica, mudanças na escola, gos o pela escola, polí icas públicas
Abs ac
Young people who epo ed o like school ha e mo e posi i e beha io s associa ed, including be e academic
pe o mance and mo e well-being. This s udy aims o unde s and 1) he ela ionship be ween liking school
and academic abili y 2) wha young people would like o change in hei schools, 3) check he a iables
ha may p edic liking school and pe cei ed academic abili y 4) analyze he a iables ela ed o he school
including p essu e wi h school wo k, p oblems abou school, ela ionship wi h classma es and eache s. 6026
s uden s om 6 h, 8 h and 10 h g ades ha in eg a ed he s udy Heal h Beha iou in School - Aged child en
(HBSC) in 2014 pa icipa ed. Young people ha epo ed o like school e y much a e hose who would
no change any hing in hei school and a e he ones who ha e mo e us in eache s. S uden s epo ha
school subjec s a e oo ex ensi e, oo bo ing and e en useless and e e ed some nega i e pa en al o e p essu e
ega ding school success. The esul s sugges he need o e iew exis ing policies in Po uguese educa ion
sys em poin ing ou ha i is c ucial o in e ene in schools, wi h amilies, eache s and young people.
Keywo ds: school, pe cei ed academic abili y, changes in school, like school
Resumen
Los jó enes que epo a on que les gus a el colegio ienen compo amien os más posi i os asociados, incluyendo
un mejo endimien o académico y un mayo bienes a . Es e es udio iene como obje i o comp ende : 1) la
elación en e el gus o po la escuela y la capacidad académica; 2) que les gus a ía cambia en sus escuelas;
3) de e mina las a iables que pueden p edeci el gus o po la escuela y la capacidad académica pe cibida;
4) analiza las a iables elacionadas con la escuela, incluyendo la p esión con el abajo escola , p oblemas en
la escuela, las elaciones con los compañe os y p o eso es. Pa icipado 6026 alumnos de 6º, 8º y 10º g ado
que in eg a on el es udio Heal h Beha iou in School – Aged child en (HBSC) em 2014. Los jó enes que
le gus an la escuela son aquellos que no cambia ían nada en su escuela y son aquellos que p esen an más
con ianza en los maes os. Los es udian es epo an que los ma e iales son demasiado g andes, abu ido e
Psic. da Ed., São Paulo, 45, 2º sem. de 2017, pp. 1-10
Inês Nob e Ma ins Camacho, Ma a So ia Pe ei a dos Reis, Gina Ma ia Quinás Tomé, Cá ia
B anquinho, Ma ga ida Gaspa de Ma os
DOI: 10.5935/2175-3520.20170012
2 Inês Nob e Ma ins Camacho, Ma a So ia Pe ei a dos Reis, Gina Ma ia Quinás Tomé, Cá ia B anquinho, Ma ga ida Gaspa de Ma os
Psic. da Ed., São Paulo, 45, 2º sem. de 2017, pp. 1-10
somen e o seu desempenho académico, mas am-
bém êm in luência no seu desen ol imen o social e
emocional. Es udos suge em que o en ol imen o e a
disciplina na escola in luenciam a sensação de sucesso
e exis ência de expec a i as no u u o (Piko & Ko ács,
2010). Jo ens que enham boa elação com os p o-
esso es e os colegas ap esen am meno es índices de
compo amen os de isco e meno es axas de abandono
escola (Yibing e al., 2011).Uma pe ceção nega i a
da escola aumen a a p obabilidade de en ol imen o
em compo amen os de isco, do absen ismo escola ,
do en ol imen o emlu as e o po e de a mas (Kasen,
Ba enson, Cohen, & Johnson, 2004).
Segundo o es udo Heal h Beha iou School-
aged Child en (HBSC) que con a com a pa icipação
de 44 países (Inchley e al., 2016), omando o úl imo
es udo ealizado em Po ugal em 2014hou e uma
descida da equência de jo ens que e e em gos a da
escola compa ando es e es udo com o es udo an e io
de 2010(Ma os e al., 2012, 2015).Os jo ens po u-
gueses compa ados com os jo ens eu opeus de aco do
com mais do que um es udo in e nacional(HBSC e
PISA) são dos que ap esen am pio ealização escola
que em esul ado de p o as que na sua pe ceção.
Habi ualmen e e e em gos a da escola; no en an o,
esse gos o e e e-se mais aos ec eios, à elação com os
colegas e com algumas a i idades ou com alguns p o-
esso es, e em indo a diminui (Ma os e al., 2015).
O Conselho Nacional de Educação (CNE)
ap esen ou ecen emen e um ela ó io sob e o Es ado
da Educação 2015 (CNE, 2016) com base no es udo
do HBSC nas suas ul imas cinco sé ies (1998, 2002,
2006, 2010 e 2014) salien am que os alunos que
e e emgos a mui o da escola ap esen am as pe cen-
agens mais ele adas quan o a não sen i p essão com
os abalhos de casa (47,1%). Quando se elaciona a
opinião dos alunos sob e “pe ceção do desempenho na
escola” e “gos a da escola”, os dados do es udo HBSC
de 2014 e e em que os adolescen es po ugueses que
gos am mui o da escola ap esen am as pe cen agens
A escola, pa a além de se um local onde os jo ens
desen ol em ap endizagens e p ocessos educacionais,
é ambém onde se p omo em elações in e pessoais
impo an es pa a acili a o seu desen ol imen o pes-
soal e social (Ruini, 2009). É um local p i ilegiado no
desen ol imen o de e amen as que ajudam os jo ens
na u ilização de es a égias de con í io com di e sas
si uações e desa ios (F ydenbe g,2008), nomeada-
men e na elação com o insucesso escola , com as
di iculdades de adap ação à escola e de egulação do
compo amen o pessoal e social. É esponsá el pela
ansmissão de pad ões e no mas compo amen ais,
endo um papel c ucial no p ocesso de socialização
da c iança e do adolescen e. É ambém capaz de uni
a iadas comunidades de pa es e p omo e a au oes-
ima e o desen ol imen o ha monioso en e jo ens,
sendo um espaço p i ilegiado de in e ações e encon os
(Bap is a, Tomé, Ma os, Gaspa , & C uz, 2008).O
gos o e a sa is ação pela escola, o apoio po pa e dos
p o esso es, o supo e pa en al e a pe ceção de au o-
nomia académica são a o es que êm sido associados
ao bem-es a na adolescência (Suldo, e al., 2008;
Danielsen, 2010; McG a h e al., 2009).
Os jo ens que e e em gos a da escola ap e-
sen am mais compo amen os posi i os associados,
nomeadamen e: melho desempenho académico,
maio es ní eis de esiliência e compo amen os de
saúde associados (Lippman & Ri e s, 2008; Ca e ,
McGee, Taylo , & Williams, 2007).Se po um lado a
sa is ação com a escola es á posi i amen e associada ao
aumen o da mo i ação pa a a ap endizagem, sendo o
desempenho académico escola di e amen e in luen-
ciado pelas capacidades de os jo ens comp eende em
e egula em as suas emoções (Va as eanu & I ime,
2013), po ou o es á nega i amen e associada a
compo amen os des ian es no g upo de pa es (Wu,
Chong,Cheng, & Chen,2007; Camacho, Tomé, Ma os,
Gami o, & Diniz, 2010) e ao compo amen o an isso-
cial (Ro h e B ooks-Gunn, 2000).
Os adolescen es passam uma g ande pa e de
seu dia na escola, as expe iências aí i idas não a e am
incluso inú il, algunos sub ayan la p esión de los pad es pa a el éxi o escola . Os esul ados apon am pa a a
necessidade de e e as polí icas públicas exis en es no ensino po uguês sendo c ucial in e i nas escolas,
jun o das amílias, p o esso es e jo ens.
Los esul ados apun an la necesidad de e isa las polí icas públicas exis en es en la enseñanza de po ugués
siendo c ucial in e eni en las escuelas, jun o a las amilias, los maes os y los jó enes.
Palab as cla e: escuela, capacidad de la escuela, cambios en la escuela, gus o po la escuela.
A escola po uguesa pelos olhos dos adolescen es 3
Psic. da Ed., São Paulo, 45, 2º sem. de 2017, pp. 1-10
co espondendo a uma axa de espos a indi idual
es imada de 79%. A amos a icou cons i uída po
47,7% de apazes e 52,3% de apa igas. De alhes sob e
o es udo e aspec os me odológicos no es udo po uguês
podem se consul ados no ela ó io e e en e a odos os
dados po ugueses (Ma os e al., 2015).Ques ioná io
anónimo e con idencial.
h p://a en u asocial.com/a qui o/1437158618_
RELATORIO%20HBSC%202014e.pd
Ma e iais
O ques ioná io in e nacional, pa a cada es udo
HBSC, é desen ol ido a a és de uma in es igação
coope a i a en e os in es igado es dos países. O
ques ioná io “Compo amen o e saúde em jo ens em
idade escola ” u ilizado nes e es udo oi o ado ado no
es udo in e nacional do HBSC – Heal h Beha iou in
School-aged Child en (Cu ie e al., 2001), cujos esul-
ados quan i a i os es ão de alhados no ela ó io
nacional do es udo (Ma os e al.,2015).
Em Po ugal, à semelhança dos ou os países
en ol idos, o am incluídos odos os i ens ob iga ó ios
do ques ioná io, ab angendo aspec os da saúde em
ní el demog á ico, compo amen al e psicossocial.
Todas as ques ões segui am o o ma o indicado no
p o ocolo in e nacional (Cu ie e al., 2001). Na p e-
sen e análise, o am u ilizadas as a iá eis e e en es
à escola: o gos o pela escola; o que gos a na escola; o
que muda ia na escola; p oblemas iden i icados e e-
en es à escola; o que muda ia na escola; elação com
os colegas; e p o esso es e capacidade escola pe cebida.
P ocedimen o
Após a seleção das escolas, essas o am con ac-
adas ele onicamen e no sen ido de con i ma sua
disponibilidade pa a colabo a no es udo.
A ecolha de dados oi ealizada a a és de um
ques ioná io online, em janei o de 2014. Os ques io-
ná ios o am aplicados às u mas em sala de aula. Os
g upos escolhidos pa a aplicação dos ques ioná ios e-
quen a am o sex o ano (35,8%), o oi a o ano (39,1%)
e o décimo ano(25,1%) de escola idade, p ocu ando
encon a assim um máximo de jo ens com 11, 13 e
15 anos de idade (M= 13.77, DP= 1.68). Segundo o
p o ocolo in e nacional (Cu ie e al., 2001), p e en-
dia-se ap oximadamen e 1500 jo ens de cada escalão
e á io em odos os países pa icipan es.
mais ele adas na pe ceção académica pe cebida (pe -
cepção do que os seus p o esso es pensam ace ca da
capacidade académica).
Com base em odos os es udos e e idos, e
com base na ealidade po uguesa, o p esen e es udo
p e ende comp eende analisa dados quan i a i os e
quali a i os do es udo HBSC em Po ugal es udando
a elação exis en e en e o gos o pela escola e capaci-
dade académica, e o que os jo ens gos a iam de muda
nas suas escolas. P e ende-se igualmen e e i ica as
a iá eis que pode ão p edize o gos o pela escola e a
capacidade académica pe cebida. Além do an e io -
men e e e ido, p e ende-se analisa as a iá eis ela-
cionadas com a escola, nomeadamen e a p essão com
os abalhos da escola, p oblemas sen idos na escola,
elação com os colegas da escola e com os p o esso es.
MÉTODO
Pa icipan es
De modo a ob e uma amos a ep esen a i a
da população escola po uguesa, no es udo HBSC
2014 o am selecionados 36 ag upamen os de escolas
do ensino egula de odo o país (Po ugal Con inen al)
e 473 u mas. A amos a oi es a i icada po egiões do
país (cinco egiões escola es): na egião No e, o am
so eados doze ag upamen os de escolas e 174 u -
mas; na egião Cen o, oi o ag upamen os de escolas
e 74 u mas; na egião de Lisboa e Vale do Tejo, no e
ag upamen os de escolas e 101 u mas; na egião do
Alen ejo, qua o ag upamen os de escolas e 55 u mas;
e na egião do Alga e, ês ag upamen os de escolas
e 59 u mas.
De aco do com o p o ocolo de aplicação do
ques ioná io Heal h Beha iou in School-aged Child en
(HBSC) pa a 2014 (Cu ie, Samdal, Boyce, & Smi h,
2001), a écnica de escolha da amos a oi a clus e
sampling, em que o clus e , ou unidade de análise, oi
a u ma.
Rela i amen e à axa de espos a ob ida dian e
do núme o de ag upamen os selecionados (36)
eponde am 35 ag upamen os, ob endo-se uma axa
de espos a de 97,2%. Rela i amen e às u mas sele-
cionadas pa a pa icipa no es udo (473) em que se
ob e e espos a de 381 u mas –80,5% de espos a.
Pelo ac o de e sido aplicado o ques ioná io online,
não oi possí el es abelece a axa de espos a po aluno
com p ecisão. Es imando-se, no en an o, a exis ência
de 20 alunos po u ma, esponde am 6026 jo ens
4 Inês Nob e Ma ins Camacho, Ma a So ia Pe ei a dos Reis, Gina Ma ia Quinás Tomé, Cá ia B anquinho, Ma ga ida Gaspa de Ma os
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– Windows” ( e são 22.0) e p ocedeu-se à sua análise
es a ís ica (análise desc i i a, es e Qui-Quad ado e
Reg essão Logís ica). As in o mações ela i as às ans-
o mações que os alunos deseja am pa a as suas escolas
o am ca ego izadas e classi icadas ambém no SPSS.
RESULTADOS
Rela i amen e ao gos o pela escola, 55,5% dos
alunos e e em que gos am mais ou menos da escola e
17,6% e e em que gos am mui o da escola.
Quando ques ionados sob e o que gos a iam
de muda na escola pa a a o na melho , ce ca de
13,1% dos jo ens e e em que gos a iam de melho a
as es u u as ísicas (ex: “aumen a o espaço dos bal-
neá ios”, “coloca aquecimen o nas salas”, “a anja as
casas de banho”); 10,4% não muda iam nada; 10,1%
muda iam a comida (ex: “ a comida da can ina pode ia
se melho e mais a iada”) e 6,2% dos alunos e e em
que gos a iam de e menos ca ga ho á ia (ex: “menos
empo de aulas”, “menos ca ga ho á ia”) ( e Tabela
1 – opções com mais de 1% de escolhas).
Fo am en iados, ia e-mail, pa a a di eção de
odas as escolas pa icipan es, uma ca a di igida ao
Di e o , ap esen ando o es udo bem como os p oce-
dimen os com os links co esponden es a cada ano de
escola idade, uma passwo d pa a cada uma das u mas
pa icipan es (sem a passwo d não se ia possí el o p een-
chimen o do ques ioná io) e o o mulá io do pedido
de consen imen o in o mado pa a en ega aos pais.
An es do p eenchimen o dos ques ioná ios in o -
ma a-se que a espos a e a olun á ia, con idencial e
anónima; o ques ioná io de au op eenchimen o oi
ealizado em sala de aula numa sala de in o má ica,
sob supe isão do p o esso da especialidade, e de e ia
se p eenchido num pe íodo de empo en e 60-90
minu os. O es udo e e a ap o ação da Comissão de
É ica do Hospi al de S. João no Po o.
Análise dos Dados
Os dados p o enien es do Limesu ey o am
ans e idos pa a uma base de dados no p og ama
“S a is ical Package o Social Sciences – SPSS
Tabela 1
O que muda iam na escola (N = 2937)
Se pudesse o que azia pa a o na a minha escola melho N %
Es u u as ísicas (“aumen a o espaço dos balneá ios”, “coloca aquecimen o
nas salas”, “a anja as casas de banho”) 386 13,1
Nada 304 10,4
Comida(“comida melho e mais a iada”) 297 10,1
Menos ca ga ho á ia (“menos empo de aulas”, “menos ca ga ho á ia”) 228 7,8
Mais empo de in e alo 221 7,5
Não sei 136 4,6
Mais es u u as de laze (“uma sala de con í io”) 120 4,1
Mais a i idades ex acu icula es (“clube de ea o”, “mais a i idades ex a
cu icula es”) 107 3,6
Aulas mais dinâmicas (“aulas mais di e idas com jogos”, “aulas in e a i as”) 104 3,5
Expulsão dos jo ens com p oblemas de compo amen o 89 3,0
Muda as a i udes dos alunos (“alunos espei assem uns aos ou os”) 89 3,0
Dos jo ens inqui idos 1,6% e e em não gos a
nada dos colegas, enquan o 54,1% e e em gos a
mui o.
Ce ca de 1,9% dos jo ens e e e que não gos a
nada dos in e alos enquan o 57,5% e e em gos a
mui o. Quando ques ionados sob e o quan o gos am
dos p o esso es, 6,5 % e e em que não gos am nada,
enquan o 15,5% e e em que gos am mui o. Quando
colocada a mesma ques ão, mas e e en e a gos a das
aulas, 12,4% dos jo ens e e em que não gos am nada,
e 9,5% e e em que gos am mui o. Ce ca de 22,6%
dos jo ens e e em que não gos am nada da comida, e
ce ca de 10,2% e e em que gos am mui o da comida
que comem na escola ( e Tabela 2).
A escola po uguesa pelos olhos dos adolescen es 5
Psic. da Ed., São Paulo, 45, 2º sem. de 2017, pp. 1-10
é demasiada ma é ia e 61,8% e e e que é po que
a ma é ia é abo ecida. Ce ca de 54,8% e e e que
nunca ou quase nunca a ma é ia é inú il, e 48,4% que
o ambien e da escola não e p oblemas. No que diz
espei o à p essão que sen em po pa e dos pais, pa a
e em boas no as, ce ca de 42,9% e e em que às ezes
sen em essa p essão ( e Tabela 3).
Rela i amen e à p essão sen ida pelos abalhos
de casa, 32,4% e e em que não sen em nenhuma
p essão, enquan o 27,7% sen em alguma, e 9,3%
mui a.
Quando ques ionados sob e os p oblemas que
iden i icam na escola, 73,5% dos jo ens e e e que
é po que às ezes a ma é ia é di ícil, 60,9%po que
Tabela 2
Dis ibuição dos sujei os pelo que gos am na escola
Não gos o nada 2 3 4 Gos o mui o
N % N % N % N % N %
Gos a da comida 1292 22.6 1089 19.0 1605 28.1 1150 20.1 581 10.2
Gos a das aulas 711 12.4 870 15.1 1927 33.5 1697 29.5 545 9.5
Gos a de a i idades
ex a-cu icula es 589 10.3 414 7.3 1235 21.6 1565 27.4 1904 33.4
Gos a dos p o esso es 374 6.5 570 9.9 1713 29.7 2219 38.5 892 15.5
Gos a dos in e alos 107 1.9 158 2.7 538 9.3 1652 28.6 3323 55.1
Gos a dos colegas 92 1.6 117 2.0 537 9.3 1907 33.0 3130 54.1
Tabela 3
Dis ibuição dos sujei os pelos p oblemas iden i icados na escola
Semp e/
quase semp e Às ezes Quase nunca/nunca
N % N % N %
Demasiada ma é ia 1342 23.4 3497 60.9 902 15.7
P essão po pa e dos pais pa a e boas no as 1243 21.7 2462 42.9 2035 35.5
Ma é ia abo ecida 1144 20.0 3536 61.8 1044 18.2
Ambien e da escola e p oblemas 651 11.4 2304 40.2 2772 48.4
Ma é ia di ícil 645 11.2 4229 73.5 883 15.3
Ma é ia inú il 589 10.3 1988 34.9 3120 54.8
Quando ques ionados sob e o que acham dos
seus colegas de u ma, 71,6% dos jo ens conco dam
que os colegas gos am de es a jun os, 77,7% conco -
dam que os colegas são simpá icos e p es á eis, 76,9%
conco dam que os colegas os acei am al como eles
são, e apenas 13.3% e e em que se sen em colocados
de lado.
No que diz espei o ao que acham ela i amen e
aos p o esso es, 79,8 dos jo ens conco dam que os
p o esso es os acei am al como são, 63,5% conco -
dam que os p o esso es se in e essam po eles como
pessoas, e 56,2% sen em con iança nos p o esso es
( e Tabela 4).

6 Inês Nob e Ma ins Camacho, Ma a So ia Pe ei a dos Reis, Gina Ma ia Quinás Tomé, Cá ia B anquinho, Ma ga ida Gaspa de Ma os
Psic. da Ed., São Paulo, 45, 2º sem. de 2017, pp. 1-10
muda iam nada na suaescola (19%, χ2=92.708,
gl.=18, p≤.001) e coloca iam mais es u u as de laze
(11.3%, χ2=92.708, gl.=18, p≤.001). Os ou os
jo ens (gos am mais ou menos da escola) são os que
e e em que muda iam as es u u as ísicas (18.6%,
χ2=92.708, gl.=18, p≤.001) e gos a iam de e aulas
mais dinâmicas (5.2%, χ2=92.708, gl.=18, p≤.001)
( e Tabela 5).
Ce ca de 51,4% dos jo ens e e em que sua
capacidade escola é mui o boa/boa, enquan o 48,5%
e e em que é média/in e io à média.
Quando compa ados os jo ens ela i amen e
ao gos o pela escola (gos o mui o; não gos o nada)
e o que muda iam na sua escola (com base nas 10
maio es pe cen agens – Tabela 2),obse a-se que os
jo ens que gos am mui o da escola são os que não
Tabela 4
Dis ibuição dos sujei os pela opinião que êm sob e colegas e p o esso es
Conco do Nem conco do
nem disco do Disco do
N % N % N %
P o esso es acei am-me como sou 4629 79.8 885 15.3 284 4.9
P o esso es in e essam-se po mim como pessoa 3685 63.5 1691 29.2 422 7.2
Sin o mui a con iança nos meus p o esso es 3260 56.2 1864 32.1 674 11.6
Colegas são simpá icos e p es á eis 4503 77.7 934 16.1 363 6.2
Colegas acei am-me como eu sou 2459 76.9 977 16.8 364 6.3
Colegas gos am de es a jun os 4151 71.6 1317 22.7 332 5.7
Sin o-me pos o de lado po se como sou 775 13.3 708 12.2 4317 74.4
Tabela 5
Dis ibuição do que gos a na escola pelo gos o pela escola
Gos o mui o
da escola
Não gos o nada
da escola Ou os To al χ2 gl.
N % N % N %
Es u u as Físicas 61 16.8 23 9.9 302 18.6
1294 92.708*** 18
Nada 69 19.0 34 14.7 201 12.3
Comida 56 15.4 13 5.6 228 14.0
Ou o 42 11.5 61 26.3 188 11.5
Mais empo de in e alo 29 8.0 26 11.2 165 10.1
Menos ca ga ho á ia 20 5.5 28 12.1 153 9.4
Mais es u u as de laze 41 11.3 13 5.6 124 7.6
Não sei 15 4.1 17 7.3 104 6.4
Mais a i idades ex acu icula es 22 6.0 6 2.6 79 4.9
Aulas mais dinâmicas 9 2.5 11 4.7 84 5.2
***p≤.001
Quando compa ados os jo ens ela i amen e
à capacidade académica pe cebida (mui o boa/boa;
média e in e io à média) e o que muda iam na sua
escola, pode-se obse a que os jo ens que e e em que
a sua capacidade é mui o boa/boa são os que muda iam
as es u u as ísicas de sua escola (19,4%, χ2=75.347,
gl.=18, p≤.001), a comida (15,3%, χ2=92.708,
gl.=18, p≤.001), gos a iam de e mais es u u as de
laze (9,2%, χ2=92.708, gl.=18, p≤.001). Os jo ens
que e e em que sua capacidade académica é média
são os que e e em que não sabem o que muda iam
na sua escola (8,7%, χ2=92.708, gl.=18, p≤.001)
( e Tabela 6).
A escola po uguesa pelos olhos dos adolescen es 7
Psic. da Ed., São Paulo, 45, 2º sem. de 2017, pp. 1-10
Fo am e e uadas duas análises de eg essão
logís ica com o obje i o de a alia os a o es p edi o-
es do gos o pela escola e pela capacidade académica
pe cebida. As a iá eis gos o pela escola (1 – gos a
da escola; 0 – não gos a da escola) e a capacidade
académica o am dico omizadas (1 – boa capacidade
académica; 0 – má capacidade académica). Todas as
a iá eis incluídas na eg essão o am dico omizadas.
Na p imei a análise de eg essão e e en e ao
gos o pela escola, ob e e-se um modelo ajus ado
(Hosme e Lemeshow χ2= 0.98 (2) p=.197) e a
equação de eg essão explicou 21% da a iância
(Nagelke ke R2=.20.6). Nesse modelo, a explicação
da condição “gos o da escola” ez-se pelas a iá eis
capacidade escola (os que e e em que sua capacidade
académica é in e io gos am menos da escola), a
ma é ia se abo ecida (os adolescen es que gos am
mais da escola são os que sen em p eocupação da
ma é ia se abo ecida), gos a dos in e alos (jo ens
que gos am da escola são os que gos am menos dos
in e alos), gos a das aulas (os jo ens que gos am
da escola gos am mais das aulas) e a con iança que
sen em nos p o esso es (os jo ens que gos am mais
da escola são os que con iam mais nos p o esso es)
( e Tabela 7).
Numa segunda análise de eg essão logís ica e e-
en e à capacidade escola pe cebidae colocando odas
as a iá eis colocadas no modelo an e io , ob e e-se
um modelo não ajus ado (Hosme e Lemeshow χ2=
0.154 (3) p=.001).
Tabela 6
Dis ibuição do que gos a na escola pela capacidade académica pe cebida
Mui o boa/Boa Média In e io
à Média To al χ2 gl.
N % N % N %
Es u u as Físicas 225 19.4 149 16.1 12 8.6
1294 75.347*** 18
Nada 156 13.5 134 14.5 13 9.3
Comida 177 15.3 107 11.6 13 9.3
Ou o 142 12.3 112 12.1 36 25.7
Mais empo de in e alo 114 9.8 93 10.1 13 9.3
Menos ca ga ho á ia 90 7.8 88 9.5 23 16.4
Mais es u u as de laze 107 9.2 63 6.8 8 5.7
Não sei 46 4.0 80 8.7 10 7.1
Mais a i idades ex acu icula es 54 4.7 46 5.0 7 5.0
Aulas mais dinâmicas 47 4.1 52 5.6 5 3.6
***p≤.001
8 Inês Nob e Ma ins Camacho, Ma a So ia Pe ei a dos Reis, Gina Ma ia Quinás Tomé, Cá ia B anquinho, Ma ga ida Gaspa de Ma os
Psic. da Ed., São Paulo, 45, 2º sem. de 2017, pp. 1-10
muda ia a comida. Ao elaciona esses dados com o
gos o pela escola e a capacidade académica pe cebida,
obse a-se que os jo ens que gos am mui o da escola
não muda iam nada na sua escola; po ou o lado, os
que e e em que êm mui o boa/boa capacidade acadé-
mica muda iam as es u u as ísicas. Es udos e e em
que os jo ens que gos am da escola êm associado um
maio bem-es a (Suldo e al., 2008; Danielsen, 2010;
McG a h e al., 2009) e menos compo amen os de
isco (Yibing e al., 2011). To na-se e iden e que o
gos o pela escola su ge como a o de p o eção na ida
do adolescen e. O ac o do gos o pela escola es a a
diminui em Po ugal, associado à aca posição de
Po ugal no es udo HBSC in e nacional desde o início
da inclusão (Cu ie e al., 2000; Cu ie e al., 2014),
eme e pa a a necessidade de epensa oda a dinâmica
escola e o papel que cada agen e educa i o no p o-
cesso de ap endizagem. Com p og amas cu icula es
ex ensos, ele ada ca ga ho á ia, aulas pe cebidas como
pouco dinâmicas, ajuda pe cebida como insu icien e-
pa a os jo ens com di iculdades de ap endizagem, aca
elação en e a escola e a amília, apon am pa a um
maio isco de a as amen o dos jo ens, desmo i ados
pa a a ap endizagem e com pouco gos o pela a escola.
O es udo desen ol ido po Kasen e seus colabo ado es
DISCUSSÃO
A p esen e análise em como obje i osnão só
comp eende a elação exis en e en e o gos o pela
escola e capacidade académica, e o que os jo ens
gos a iam de muda nas suas escolas, mas ambém
e i ica as a iá eis que pode ão p edize o gos o pela
escola e a capacidade académica pe cebida. Su ge ainda
como obje i o, analisa as a iá eis elacionadas com
a escola nomeadamen e a p essão com os abalhos da
escola, p oblemas iden i icados na escola, elação com
os colegas da escola e com os p o esso es.
Obse a-se que mais de me ade dos jo ens
inqui idos do 6º, 8º e 10º ano de escola idade gos am
mais ou menos da escola. Segundo o ela ó io de 2015
e e en e à educação em Po ugal (Miguéns, 2016) e
com base nes e es udo HBSC (Ma os e al., 2015), o
gos o pela escola po pa e dos jo ens em Po ugal
em indo a diminui al como os au o es do es udo
HBSC em Po ugal inham já a ale a . Essa diminui-
ção eme e pa a uma possí el mudança de a i ude dos
jo ens pe an e a escola.
Os esul ados do p esen e es udo demos am
que quando ques ionados sob e o que muda iam
na sua escola, ce ca de 12% gos a iam de muda as
es u u as ísicas, 9,4% não muda ia nada e 9,2%
Tabela 7
Reg essão Logís ica das a iá eis p edi o as do gos o pela escola (N=1171)
B Sig. OR 95% I.C.
In e io Supe io
Capacidade escola -,932 ,000 ,200 ,266 ,583
Ma é ia se di ícil -,058 ,817 ,250 ,578 1,540
Demasiada ma é ia -,212 ,401 ,252 ,494 1,326
Ma é ia se abo ecida -1,128 ,000 ,220 ,210 ,498
Ma é ia se inú il ,159 ,415 ,195 ,800 1,717
P essão po pa e dos pais pa a e boas no as -,131 ,486 ,188 ,607 1,268
Mau ambien e da escola -,057 ,759 ,186 ,656 1,360
Gos a in e alos -1,185 ,012 ,470 ,122 ,768
Gos a aulas 1,002 ,021 ,434 1,163 6,375
Gos a comida ,268 ,260 ,238 ,820 2,086
Gos a a i idades ex acu icula es -,139 ,644 ,301 ,482 1,570
Alunos gos am de es a jun os ,181 ,382 ,207 ,799 1,798
Colegas são simpá icos ,062 ,794 ,238 ,667 1,698
Colegas acei am como eu sou -,263 ,277 ,242 ,479 1,235
Sin o-me colocado de lado -,818 ,000 ,229 ,282 ,692
P o esso es acei am-me como eu sou -,136 ,728 ,873 ,565 1,839
P o esso es in e essam-se po mim como pessoa -,825 ,001 ,258 ,264 ,728
Tenho con iança nos p o esso es -,707 ,001 ,221 ,319 ,761
Cons an e ,166 ,792 1,181
= .206; p = 0.98; .197
A escola po uguesa pelos olhos dos adolescen es 9
Psic. da Ed., São Paulo, 45, 2º sem. de 2017, pp. 1-10
a impo ância de aulas mais dinâmicas adap adas às
no as ecnologias a que os jo ens de hoje êm acesso
e ajudando os alunos a man e uma mo i ação e uma
pa icipação mais a i a no p ocesso de ap endizagem.
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O ganiza ion.
(2004) e o çam que uma pe ceção nega i a da escola
aumen a a p obabilidade de en ol imen o em com-
po amen os de isco e o absen ismo escola .
Pa a além dos ex ensos cu ículos p og amá icos
nas escolas po uguesas su ge a p essão sen ida com os
abalhos de casa. No p esen e es udo, obse a-se que
ce ca de 28% dos jo ens sen em alguma p essão com
os abalhos de casa, endo esse alo indo a aumen a
desde 1998 (Ma os e al., 2015). No que diz espei o
às opiniões ela i as aos p oblemas na escola, ce ca de
74% e e em que, às ezes, a ma é ia é di ícil, ce ca
de 43% dos jo ens e e em que às ezes se sen em
p essionados pelos pais pa a e em boas no as.
Além do gos o pela escola, uma boa elação
com os pa es e o supo e po pa e dos p o esso es
pa ecem e um papel mui o impo an e na sa is ação
pela ida escola , que es á associada à da mo i ação
pa a a ap endizagem (Va as eanu & I ime, 2013). A
maio ia dos jo ens po ugueses e e e que os p o es-
so es os acei am al como eles são (79,8%)e conco da
que os p o esso es se in e essam po eles como pessoas
(56,2%) e ainda e e em que con iam nos p o esso es
(56,2%). Rela i amen e aos colegas, os jo ens inqui-
idos e e em que os colegas gos am de es a jun os
(71,6%) que são simpá icos e p es á eis (77,7%) e
que os colegas os acei am al como eles são (76,9%) .
Na p esen e análise, e o ça-se a ideia que os
jo ens que e e em que sua capacidade académica é
in e io à média são os que gos am menos da escola
e que os jo ens que gos am mais da escola são os que
con iam mais nos p o esso es, mas ambém os que mais
e e em acha as ma é ias inú eis.
Os esul ados mos am que mais de me ade dos
jo ens po ugueses gos am mais ou menos da escola
e iden i icam p oblemas ela i amen e à escola. Os
jo ens que e e em gos a mui o da escola são os que
não muda iam nada na sua escola e são os que êm
mais con iança nos p o esso es. O gos o pela escola
em indo a diminui ao longo dos anos desde 1998
de aco do com o es udo HBSC, e a pe ceção de sucesso
académico não em melho ado, os alunos e e em que
as ma é ias são demasiado ex ensas, abo ecidas e
mesmo inú eis, salien ando alguns a p essão dos pais
pa a o sucesso escola . Os esul ados apon am pa a a
necessidade de e e as polí icas públicas exis en es
no ensino po uguês sendo c ucial in e i nas escolas,
jun o das amílias, p o esso es e jo ens. Pa ece impo -
an e não só epensa os p og amas cu icula es,mas
ambém a me odologia de ensino usada, salien ando