A cidade p odu o a
(e consumido a)
Ca los Fabião
C is ina nozes
Guilhe me Ca doso
Coo denação Cien í ica
amílCa Gue a
ana bea iz san os
ana Ca a ina sousa
ana C is ina Fa inha
and eia ConCeição
an ónio Fialho
an ónio Gonzalez
a u oCha
Ca los Cos a
Ca los Fabião
Ca los ma ques da sil a
Ca los Pe ei a
Ca olina G ilo
Ca a ina ieGas
Céze san os
Cleia de y
C is ina nozes
e a lei ão
Gisela enCa nação
G aça C a inho
Guilhe me Ca doso
isabel C is ina F. Fe nandes
João Pimen a
Jo Ge aPoso
José Ca los qua esma
luís Fe ei a
luísa ba alha
ma a mi anda
miChelle eixei a san os
miGuel Co eia
noé ConeJo delGado
ui almeida
se e ino od iGues
sónia Gab iel
anessa dias
iC o FiliPe
A cidade p odu o a
(e consumido a)
Sumá io
6 Ap esen ação
8 No a In odu ó ia
Pa e I
13 Felici as Iulia Olisipo uma cidade
p odu o a (e consumido a)
Ca los Fabião
25 A p odução de p epa ados piscícolas
Ca los Fabião
37 As p imei as conse as
de sa dinha de Lisboa
Sónia Gab iel
47 Animais em Lisboa no pe íodo
Romano: o que dizem os ossos
Cleia De y
Ana Bea iz San os
63 O ab ico de ân o as
no es uá io do Tejo
Ca los Fabião
73 O inho Olisiponense
no con ex o da Lusi ânia
Ca los Fabião
87 O ca alo na Lisboa Romana
Cleia De y
Ca los Fabião
92 Gaio Apuleio Diocles, Lusi ano,
o mais amoso au iga de odos
os empos
Amílca Gue a
95 P odução local e de g ande
ci culação. Obje os e es é ica
Ca a ina Viegas
Ca olina G ilo
113 Impo ação de alimen os
Vic o Filipe
João Pimen a
Rui Almeida
127 Ro as come ciais
(comé cio in e no e ex e no)
Ca a ina Viegas
Vic o Filipe
João Pimen a
Pa e II
141 O Age Olisiponensis:
ma é ias ‑p imas e p odu os
Guilhe me Ca doso
C is ina Nozes
153 A Ocupação Romana
no Município de Ma a
Ma a Mi anda
Ca los Pe ei a
Ana Ca a ina Sousa
Ca los Cos a
167 O sí io omano das Almoínhas
(Lisboa, Lou es) e o case s udy
“Lou es nos séculos XIV e XV”
Ana C is ina Fa inha
181 Almoínhas, na pe i e ia de Olisipo:
p odução egional de Imi ações
de Engobe Ve melho não i i icado
(IEV) en e 190+ e 500+ d.C.
José Ca los Qua esma
189 Villa Romana da Quin a da Bolacha
(Amado a): uma impo an e es a ig a ia
pa a o comé cio da península de Lisboa
en e o úl imo qua el do século III
e o p imei o qua el do século VI d.C.
José Ca los Qua esma
Noé Conejo Delgado
Gisela Enca nação
Vanessa Dias
203 A Calcedónia no Mundo Romano
e a sua p o á el explo ação
na Falaguei a, Amado a
G aça C a inho
An ónio Gonzalez
213 Um esou o na se a? Es udo de um
conjun o peculia da Se a de Ca naxide
– ia F, Amado a
Noé Conejo Delgado
Gisela Enca nação
Vanessa Dias
225 A unidade de p odução de p epa ados
de peixe da Casa do Go e nado da
To e de Belém (a ual Ho el Palácio do
Go e nado ), em Belém (CNS 18071)
Ca los Fabião
235 Ce á ias omanas de Cascais
– P oduções pa a Olisipo
Se e ino Rod igues
243 Achados Romanos no ma de Cascais
An ónio Fialho
249 Ola ia Romana na Ma gem Sul do
Es uá io do Tejo: a eliês e p oduções
Jo ge Raposo
Miguel Co eia
Michelle Teixei a San os
Céze San os
259 A Explo ação Au í e a na Ma gem Sul:
As gale ias de Vale de Ga os e Silha
do Al e es II (Seixal)
Céze San os
Jo ge Raposo
Ca los Ma ques da Sil a
269 Ves ígios Romanos nos Te i ó ios
de Ba ei o e Moi a
An ónio Gonzalez
Luísa Ba alha
Guilhe me Ca doso
275 Indicado es do pe íodo omano
em Palmela: Cas elo e Al o da Queimada
Isabel C is ina F. Fe nandes
Michelle Teixei a San os
285 O e i o i cemp esicum nas dinâmicas
económicas cos ei as
Luís Fe ei a
And eia Conceição
297 Explo ação de ochas cons u i as
e o namen ais em época omana
no age Olisiponensis
E a Lei ão
Guilhe me Ca doso
308 Re e ências
333 Lis a de Au o es
127
Ro as come ciais
(comé cio in e no e ex e no)
Ca a ina ieGas
iC o FiliPe
João Pimen a
Lisboa no quad o do comé cio
an igo: p oblemas e pe spe i as
A endendo às ca ac e ís icas da sua locali‑
zação, com acilidade de acesso a um amplo
es uá io e ao A lân ico, é inegá el a impo ân‑
cia da cidade de Olisipo no con ex o do comé ‑
cio à escala do impé io omano. Apesa da sua
posição ela i amen e pe i é ica no quad o do
impé io omano, o núcleo u bano assumiu
des acada posição no con ex o da economia
egional do es uá io do Tejo e da Península
de Lisboa, cons i uindo ‑se ainda como o p in‑
cipal po o da p o íncia da Lusi ânia, com
impo an e papel desempenhado na o a
A lân ica que eio a ganha peso sob e udo a
pa i de meados do século I d.C.
Olisipo bene iciou da acilidade de acesso
que as ias lu iais e ma í imas lhe p opo cio‑
na am pe mi indo o con ac o com os g an‑
des po os do Medi e âneo e do A lân ico, e
possibili ando ainda a a és de ias e es es
a ligação aos e i ó ios do age e do in e io
do es uá io e da p óp ia capi al da p o íncia,
a cidade de Mé ida. E ec i amen e, de Lisboa
seguiam ias com ligação a Eme i a Augus a
(a a és de Scallabis ou a a és de Ebo a)
(Almeida, 2017), além da ligação a sul pa a
Pax Iulia e mesmo pa a o e i ó io alga io
(passando po Cae ob iga e Salacia) (Man as,
2012a; 2012b). As ecen es descobe as de
ma cos miliá ios em Almoínhas e o çam a
ideia da impo ância da ede iá ia e a neces‑
sidade da sua conse ação ainda du an e o
século III (B azuna e Coelho, 2012; Gue a,
2018). Es a enc uzilhada de caminhos, a que
se associa ainda a unção po uá ia, cons i‑
uí am uma an agem compe i i a de que a
cidade de Olisipo bene iciou cla amen e.
Apesa das inúme as lacunas que ainda
pe sis em no nosso conhecimen o i emos
p ocu a en a comp eende o papel de
Olisipo numa in incada ede de ocas que
se desen ol e am em dis in as escalas em
odo o impé io omano e en a pe cebe
os mecanismos que ouxe am ão a iados
p odu os à cidade. Os p ocessos po de ás
do que designamos de comé cio à escala do
impé io omano não co espondem a um
sis ema come cial uni á io ou cen alizado,
mas sim a uma complexa ede em que pa i‑
cipam di e sas economias egionais.
A ce âmica assume ‑se no amen e como o
pon o de pa ida pa a a ob enção de in o ma‑
ção ace ca do conjun o de p odu os que ci cu‑
la am em Olisipo e no seu e i ó io du an e
a época omana e pos e io . Re e imo ‑nos
po um lado a impo ações p o enien es do
ex e io da Lusi ânia (comé cio ex a p o in‑
cial), mas ambém aos p odu os que ci cu‑
la am a uma escala local / egional e que
pe mi em iden i ica algumas das dinâmi‑
cas dos me cados do in e io da p o íncia.
Pa a al e como já icou exp esso em páginas
128
an e io es nes e olume (Filipe, Pimen a e
Almeida; Viegas e G ilo), se á dada pa i‑
cula a enção, no amen e, não só às ân o‑
as que anspo a am sob e udo alimen os
como p epa ados de peixe, inho e seus de i‑
ados e azei e (mas igualmen e ou os p odu‑
os como alúmen), assim como às ce âmicas
inas de mesa (campaniense, e a sigilla a,
pa edes inas). Es es ma e iais de em ainda
se en endidos e alo izados po si só, mas
ambém como indicado es de ocas come ‑
ciais mais amplas que en ol e am ou os
p odu os que pelas suas ca ac e ís icas não
se conse a am no egis o a queológico.
Ao alo iza os p odu os anspo ados
em ân o as de e ainda e ‑se em linha de
con a que de e minados p odu os (como o
inho, po exemplo) podem e sido ans‑
po ados em onéis ou od es, não deixando
qualque es ígio no egis o a queológico
(Fabião, 1998). Também, no ol de p odu‑
os impo ados pa a Olisipo pa a os quais
dispomos de e idência a queológica, pode‑
mos ainda inclui os a e ac os em id o, os
má mo es, en e ou os. A í ulo de exemplo,
na Rua da Saudade, jun o ao Tea o Romano,
oi ecen emen e documen ada a p esença
de má mo es e ou as ochas o namen‑
ais p o enien es de pa agens ão di e sas e
dis an es como o no des e da Ta aconense,
a I ália, a Tunísia, a G écia, as Ilhas do Egeu e
a Ásia Meno (Sequei a, Pe ei a e Fe nandes,
FIG. 1
Lisboa no quad o do impé io omano (Filipe, 2019)
129
2020). Ou o dos p odu os que são mencio‑
nados pelas on es clássicas e que de e iam
assumi um papel de ele o no comé cio
ex a p o incial do po o de Olisipo com o
mundo omano, mas pa a os quais, os es í‑
gios são énues no egis o a queológico, são
os a amados ca alos Lusi anos, céleb es pela
sua elocidade. O comé cio de esc a os se ia
igualmen e uma ealidade.
Os nau ágios cons i uem es emunhos
essenciais pa a o es udo do comé cio e da
economia an iga. Au ên icas cápsulas com
conjun os de a e ac os em ci culação num
momen o mui o p eciso, o seu es udo ajuda
a pe cebe os p incipais ci cui os e o as
exis en es (Pa ke , 1992). No en an o, e al
como sucede com a maio pa e da e idên‑
cia a queológica, a geog a ia da sua dis ibui‑
ção encon a ‑se dependen e do in es imen o
ei o na sua iden i icação e es udo. Não
espan a po isso que a maio concen ação
des e ipo de es emunhos se encon e no
Medi e âneo, nas cos as de I ália, da Gália,
e em meno g au na Hispânia. Po ou o
lado, a ela i a escassez de nau ágios na
cos a A lân ica ica ainda a de e ‑se à di icul‑
dade da sua iden i icação, em g ande medida
de ido às ans o mações da linha de cos a,
egimes de ma és, en e ou os ac o es. É o
caso dos pu a i os nau ágios omanos exis‑
en es no es uá io do Tejo, pau ados nas cícli‑
cas ecolhas de ân o as comple as, mas que
as complexas dinâmicas do io êm impedido
de in es iga de o ma sis emá ica (Pimen a e
Mendes, 2016/2017).
A maio pa e das e idências des es
nau ágios eme e pa a conjun os de a e‑
ac os (ce âmicas e alimen os anspo a‑
dos em ân o as) e de ma é ias p imas com
o igens bas an e di e si icadas, mos ando
po an o ca gas mis as que se iam compos‑
as em di e sas cidades po uá ias – e da‑
dei os en epos os ou pla a o mas logís icas
– sendo ela i amen e menos equen es
as ca gas em que se encon a ma e iais
exclusi amen e o iginá ios de uma egião.
Assim, a complexa ede come cial que Olisipo
in eg ou de e semp e se en endida numa
escala sup a egional e no quad o da in e de‑
pendência p o incial. Nes e quad o, ou as
cidades po uá ias de e ão e ido um papel
undamen al, com pa icula des aque, po
exemplo, pa a o po o de Cádis.
Po ou o lado, na iden i icação dos p inci‑
pais ci cui os come ciais do pe íodo omano
impe ial, e i ica ‑se que uma pa e signi‑
ica i a dos p odu os que e am ansacio‑
nados à escala do Impé io co espondiam
ao chamado abas ecimen o ins i ucional
(sob e udo a pa i do einado de Augus o).
Is o signi ica que exis iam ci cui os come ‑
ciais que assegu a am o ap o isionamen o
à cidade de Roma (po exemplo, de ce eais
o iundos do No e de Á ica e de azei e da
Bé ica de que o Mon e Tes accio se cons i‑
ui como o mais o eloquen e es emunho)
(Remesal, 1986). Nes e comé cio ha ia ainda
que assegu a o abas ecimen o aos exé ci‑
os es acionados no No e da Eu opa (nas
egiões da ac ual Alemanha e Países Baixos),
Ilhas B i ânicas e aos con ingen es mili a es
es acionados no No oes e. Pa e signi ica i a
das ocas come ciais co esponde iam ainda
ao que se conside a e sido o comé cio li e,
le ado a cabo po nego ia o es e na icula ii.
Quan o aos agen es que es a iam en ol i‑
dos nes e comé cio, a in o mação é escassa
e pa a Olisipo, os dados epig á icos que
mencionam di e amen e os agen es en ol i‑
dos no comé cio ma í imo são quase inexis‑
en es. Se em B aca a Augus a (a ual B aga)
dispomos de epig a ia que se e e e conc e‑
amen e à exis ência de nego ia o es (come ‑
cian es ou negocian es) (Mo ais, 2005),
e que nos eme e pa a a impo ância da
cidade no con ex o do No oes e peninsula ,
essa in o mação não exis e em Olisipo. No
en an o, exis e documen ação da p esença
de um olisiponense ligado ao comé cio, M.
Cassius Semp onianus, um di uso olea ius
130
(come cian e de azei e) cuja insc ição se
encon ou na p o íncia da Bé ica, pe o de
Se ilha (na a ual Andaluzia) (Fe nandez,
1983 apud Man as, 1994). De des aca que
os Cassi se encon am a es ados na epig a‑
ia olisiponense – na e mas dos Cassius e
ainda na epig a ia an ó ica, em D essel 20,
jus amen e as ân o as que anspo a am
azei e do ale do Guadalqui i . Não se a a‑
ia po an o de simples negocian es mas
sim de pe sonagens en ol idos no abas eci‑
men o o icial de alimen os à cidade de Roma
(annona).
Sob e os consumido es olisiponenses se á
no amen e a epig a ia a pode o nece ‑nos
in o mações ele an es sob e udo quando
se p ocu a jus i ica um consumo de ca iz
sump uá io, e idenciado na impo ação de
de e minados p odu os. Nes e caso podem
co esponde às eli es, de en o as dos p inci‑
pais ca gos públicos e que com os seus a os
de e e ge ismo se assumem, ainda, como
esponsá eis pela cons ução ou econs ução
de alguns dos edi ícios públicos conhecidos.
Den o des a eli e con am ‑se ainda os p op ie‑
á ios das illae dos a edo es da cidade.
Con udo, a maio pa e dos p odu os
que chega am ao po o de Olisipo du an e a
an iguidade não co espondiam a p odu os
luxuosos, mas sim a p odu os alimen a es
que o am impo ados em la ga escala pa a a
cidade e o seu e i ó io pa a abas ecimen o
à sua população, como o inho e p odu os
ínicos, o azei e e di e sos ipos de p epa a‑
dos piscícolas. Is o não signi ica que a cidade
não osse ela p óp ia p odu o a de alimen‑
os, aspe o que é e iden e nos conjun os de
es u u as des inadas ao ab ico de p epa a‑
dos de peixe (pa a da apenas um exemplo),
mas a sua iqueza pe mi iu ‑lhe abas ece ‑se
nou os me cados, no que aliás cons i uiu
um aço ca ac e ís ico da economia an iga.
P incipais o as come ciais /
Tendências da ci culação
de p odu os em que Olisipo
pa icipou
República e início do pe íodo impe ial
(séculos II a.C ‑II d.C.)
Ao analisa em conc e o as o as come ciais
que i e am Olisipo como palco no pe íodo
comp eendido en e o início da ocupação
omana (século II a.C.) e os p imei os sécu‑
los do pe íodo impe ial (século II d.C.) de e
e e i ‑se que an es de se encon a sob a ó bi a
omana, Olisipo já se cons i uí a como cen o
p odu o , ece o e edis ibuido de p odu os
manu a u ados (ce âmicas) e de ân o as que
anspo a am p odu os alimen a es (A uda,
1999/2000; Sousa e Pimen a, 2014).
De um modo ge al, pode a i ma ‑se que
a cidade de Olisipo pa icipou das p incipais
endências que se conhecem sob e a ci cula‑
ção de p odu os manu a u ados nas p o ín‑
cias do Impé io. Nes e sen ido, du an e os
p imei os séculos da p esença omana em
Olisipo (séculos II e I a.C.) assinala ‑se, o
domínio dos p odu os de o igem i álica com
impo ações que co espondem ao inho
anspo ado em ân o as (G eco ‑i álicas e
D essel 1), assim como a ce âmica de mesa
de e niz neg o (Campaniense) e de pa edes
inas i álicas (Pimen a, Ribe a i Lacomba e
So ia, 2018). Es as impo ações elacionam‑
‑se com os con ingen es mili a es es aciona‑
dos na á ea do Cas elo de S. Jo ge e nas suas
imediações (Pimen a, 2005; Pimen a e al.,
2014; Filipe, 2019). Ainda que escasso, o azei e
o iundo da T ipoli ânia su ge igualmen e nos
con ex os des a ase, assinalando ‑se ainda
a p esença de um abundan e conjun o de
p odu os o iundos da Ul e io /Bé ica (a ual
Andaluzia) sob e udo ân o as que anspo ‑
a am p odu os piscícolas, num momen o em
que a p odução des es p odu os ainda não se
iniciou na egião do Tejo ou Sado.
137
igualmen e ep esen a i os des a e apa, como
as ân o as o ien ais, os numismas Bizan inos
ou mesmo as ân o as onubenses (do ipo La
O den). Todos conjugados, es es pon os no
mapa do ociden e peninsula desc e em ‑nos
a con inuidade da come cialização que e e
como eixo o Medi e âneo e colocam mais
uma ez Olisipo no eixo de ligação à achada
A lân ica.
A i alidade da o a A lân ica mani es a‑
‑se assim, no amen e du an e a An iguidade
a dia, ganhando ambém des aque o po o
de Vigo como pon o essencial a conside a no
anspo e de ce âmicas o ien ais e es an es
p odu os medi e âneos des inados às ilhas
b i ânicas (Fe nández, 2014).
Conclusões
A posição p i ilegiada de Felici as Iulia
Olisipo e as excelen es condições na u ais do
seu po o lu io ‑ma í imo es ão na base da
impo ância que a cidade alcançou na An i‑
guidade. O conhecimen o que a ualmen e
se de ém sob e a sua dinâmica come cial, a
que a ás se ez alusão, pe mi e a i ma com
alguma p op iedade que Olisipo se cons i ui‑
ia em Época Romana como o p incipal po o
ma í imo da Lusi ânia e de oda a achada
a lân ica da Hispânia, bem como o p incipal
po o de abas ecimen o à capi al p o incial,
Augus a Eme i a.
A p esença em Olisipo de uma quan idade
ap eciá el de p odu os impo ados das mais
di e sas egiões do Medi e âneo, e idencia
a sua a i a pa icipação nas complexas edes
de in e câmbio come cial, demons ando
que a cidade bene icia ia, de igual o ma, dos
abas ecimen os de ca ác e o icial, con ola‑
dos e cen alizados pelo es ado omano.
Pela sua posição, Olisipo se ia ce amen e
escala ob iga ó ia na o a a lân ica, que es a‑
belecia a ligação ma í ima en e o No e
do Impé io e o Medi e âneo, assegu ando
o abas ecimen o ins i ucional aos con in‑
gen es mili a es do No oes e Peninsula ,
da Ge mania e da B i annia, disso i ando
ní ido p o ei o. Es a impo an e o a p opo ‑
ciona a ainda o desen ol imen o de edes
come ciais pa alelas e complemen a es de
ca ác e p i ado.
Mas o po o de Olisipo não se ia apenas
local de passagem e pa agem ob iga ó ia nas
o as que sulca am o A lân ico. Se ia igual‑
men e o des ino inal de algumas dessas
o as, a uando como cen o edis ibuido
pa a o in e io , nomeadamen e pa a Augus a
Eme i a, a a és do io Tejo e das ias e es‑
es. Ainda quan o a a a ‑se de um des ino
inal, e i a ‑se a menção de uma o a en e
a Lusi ania e o O ien e (Sy ia) no Édi o de
Diocleciano (301 d.C.), onde se encon a‑
am abelados os p eços de e es po o a
(Duncan ‑Jones, 1974). Ainda que o Édi o não
explici e o nome do po o, oi já undamen‑
ado que se a a á mui o p o a elmen e do
po o de Olisipo (Scheidel, 2013).
308
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