CADMO
Re is a de His o ia An iga
Cen o de His ó ia
da Uni e sidade de Lisboa
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RECENSÕES
HISTÓRIA AUGUSTA. Volume I - Vidas de Ad iano, Éiio, An onino Pio,
Ma co Au élio, Lúcio Ve o, A ídio Cássio e Cómodo. T adução do la im,
in odução, no as e índice de Cláudia A. Teixei a, José Luís B andão, Nuno
Simões Rod igues, Coimb a: Cen o de Es udos Clássicos e Humanís icos/
Classica Digi alia Vni e si a is Conimb igensis, 2011, 244 pp. ISBN 978-
989-8281-87-6; ISBN Digi al 978-989-8281-88-3
A colecção «Classica e Digi alia» dá com es e olume início à publi-
cação da ob a conhecida, desde que o humanis a Isaac Casaubon assim a
designou em inícios do século XVII, como Sc ip o es His o iae Augus ae, ou,
em modo ab e iado, His o ia Augus a. Como o í ulo dos manusc i os, Vi ae
diue so um p incipum ac y anno um, deixa en e e , a a-se de um conjun o
de biog a ias de impe ado es omanos, legí imos (Augus i) ou usu pado es
(Ty anni), bem como de alguns he dei os (Caesa es), ab angendo um pe íodo
ão as o como o que ai desde Ad iano, que chegou ao pode em 117, a é
Nume iano e Ca ino, no ano 284-285. Bas a á egis a es as da as pa a de
imedia o nos ape cebe mos da impo ância da ob a, sem que po um só
momen o nos de enhamos a pensa no seu alo como documen o his ó ico
a aliado segundo os pad ões do que en endemos hoje po e acidade e igo
da in o mação, e mui o menos nos p eocupemos com 0 seu alo li e á io.
De ac o, são mui o escassas as on es que possuímos pa a o
conhecimen o dos séculos II e III da nossa e a e, po isso, e omando as
pala as de Ma gue i e You cena em Sous Béné ice d’in en ai e, ela que
con essadamen e buscou na His o ia Augus a an o da ma é ia de que
u diu as suas ex ao diná ias Mémoi es d’ Had ien, nenhum his o iado
da An iguidade pode igno a es a ob a, pois nela, pese embo a a a -se
de um ex o insegu o e que mui os conside am um amon oado de pa a-
nhas, inega elmen e encon amos alguma ap oximação dos ac os, das
ci cuns âncias e das igu as que as p o agoniza am.
Quan o à ques ão do seu alo li e á io, ema semp e aludido ou
deba ido nas ob as de especialidade, ninguém pode á dize que aqui se
encon a uma ob a-p ima da li e a u a la ina. Mas ambém não nos podemos
esquece de que, assumidamen e e omando o modo consag ado po
Sue ónio de esc e e his ó ia, e conc e amen e de compo uma biog a ia,
a His o ia Augus a so e com a compa ação ine i á el com um g ande
ul o li e á io de que, é e iden e, sai la gamen e pe dedo . Concede emos
que a esc i a não é ica, que a lógica de o denação dos con eúdos nem
semp e é i me, que o es ilo cai mui as ezes numa ulga idade pedes e,
que abundam os coloquialismos, os ecnicismos, as epe ições, as inco
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RECENSÕES
e ências, os luga es-comuns, que há ases absolu amen e a e esadas,
pa a não dize pio , do pon o de is a sin ác ico. Mas não podemos deixa
de nos emb enha mos, al ez pela cu iosidade que guia g ande pa e dos
nossos gos os, nos meand os da ida dos impe ado es, com os seus
po meno es anedó icos, ou biza os, ou mesmo escandalosos da sua
ida e mo e. Não podemos deixa de acompanha e 1e a decadência do
g ande impé io omano na p óp ia sucessão de mexe icos e i ialidades,
ou no elenco das ui u es e dos ui ia impe iais em que 0 au o se de ém
a p opósi o daqueles que de e iam se os g andes senho es do mundo
omano. Não podemos senão disce ni , na p ecedência que é dada ao
espec áculo da ida p i ada dos p incipes e seus sequazes sob e a
exposição da sua ida pública, em especial nos seus aspec os mili a es e
polí icos, um ce o gos o decaden e que anuncia ambém a necessidade
de ou os cânones li e á ios e e ela uma al e ação de códigos de alo .
Po isso, é di ícil compa ilha a opinião de quan os c êem e esc e em
que a His o ia Augus a é uma ob a despicienda den o da li e a u a la ina.
Po al mo i o, cong a ulamo-nos com a edição des e p imei o olume que
nos az se e das in a biog a ias que compõem a ob a. Pode 0 lei o conhece
ago a 0 que a His o ia Augus a egis ou sob e Ad iano, Élio, An onino Pio, Ma co
Au élio, Ve o, A ídio Cássio e Cómodo. Bas a á elenca es es nomes pa a
que de imedia o adi inhemos que a amos a se e ela signi ica i a, na medida
em que engloba p íncipes que 0 o am e ec i amen e e ou os que apenas
aspi a am a sê-lo, mas, acima de udo, coloca p íncipes «bons», modelo de sinal
posi i o, como Ma co Au élio ou An onino Pio, a pa de p íncipes hediondos,
pa adigma de maldade, como Cómodo, numa o ma de composição his ó ica
a que Sue ónio nos habi uou. Os con as es não se icam po aqui, pois o
au o da HA não deixa ob iamen e de explo a 0 ac o de Cómodo se ilho de
Ma co Au élio e, po isso, demons a que 0 egime da sucessão pela he ança
do sangue não é de modo algum ga an ia de que « al pai, al ilho». Além do
mais, e co endo 0 isco de uma dig essão, 0 au o das biog a ias não pe de
a opo unidade, com esse con as e de ca ác e e compo amen o en e pai e
ilho, de ab i espaço pa a eicula um dos seus episódios escab osos, des a
ez a p opósi o de Faus ina, a mulhe de Ma co Au élio, episódio que se e 0
duplo p opósi o de enlamea a igu a eminina da impe a iz, como é usual na
oada misógina com que as mulhe es são desenhadas na ob a, e de explica
gene icamen e que ao impe ado ilóso o es óico enha sucedido um mons o
que se comp azia na a ena e ma a a animais e homens indi e en emen e.
Leia-se 0 passo, pa a que se eja de que alamos quando dizemos que não é
empo pe dido 0 dedicado à lei u a des a ob a. A adução do passo, 19,1-6,
da Vi a de Ma co Au élio, é de Cláudia Teixei a:
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«Dizem alguns, e isso pa ece c edí el, que Cómodo An onino, seu
sucesso e ilho, não inha sido ge ado po ele, mas que nasce a de um
adul é io; e, apoiados no ala ó io do po o, ecem a seguin e his o ie a:
um ce o dia, Faus ina, ilha de Pio e mulhe de Ma co, endo is o passa
uns gladiado es, incendiou-se de amo es po um deles e, ao padece de
uma p olongada doença, con essou ao ma ido essa paixão. Quando Ma co
ela ou es e ac o aos Caldeus, eles o am de conselho que, depois de se
da a mo e ao gladiado , Faus ina omasse banho com 0 seu sangue e,
desse modo, se dei asse com o ma ido. Quando isso oi ei o, dissol eu-
se, na e dade, aquela paixão, mas Cómodo nasceu gladiado e não
p íncipe, pois, enquan o impe ado , pa icipou publicamen e em ce ca de
mil comba es de gladiado es, pe an e a is a do po o, como se di á na
sua ida. Na e dade, es a his ó ia é c edí el pelo ac o de 0 ilho de um
p íncipe ão ene á el e ido cos umes que não e e nenhum lanis a,
nenhum ac o , nenhum gladiado , en im, nenhum homem o mado pela
junção de odas as deson as e de odos os c imes».
Do conjun o de biog a ias ago a indas a lume, há ambém uma
ca ac e ís ica que é possí el de imedia o e i ica : a i egula idade das
Vi ae. É ce o que odas elas p ocu am, em maio ou meno g au, a e -se
ao esquema da exposição pe species que não deixa de abo da aspec os
como a o igem amilia , a da a e o local de nascimen o, 0 cu ículo an e io
à subida ao impé io ou à indigi ação como he dei o, 0 cu sus hono um, os
sinais p emoni ó ios de ascensão, de desg aça, ou de mo e, as iagens
e as campanhas mili a es, os amo es, os gos os, no mais ou dep a ados,
os desas es oco idos no empo da go e nação, os monumen os e igidos,
os di os céleb es, en im, odo um conjun o de aspec os que en o mam
um quad o ideológico bem de inido e desenham uma g elha ape ada de
ui u es s. ui ia que pe mi e dis ingui os impe ado es ideais, ou quase
ideais, dos maus ou mui o maus, ou a e i do es a u o in e médio que é
a ibuído a alguns, como é especialmen e 0 caso de Ad iano que se a igu a,
no dize de José Luís B andão na in odução à ob a, como «uma sín ese
de con as es desconce an es». Mas, do pon o de is a da cons ução
das biog a ias, e i ica-se e ec i amen e uma ce a i egula idade que
se aduz numa maio ou meno p eocupação, es ilís ica sob e udo, mas
ambém de o ganização e desen ol imen o de con eúdos. Assim, emos
uma Vi a de Ad iano mais pe ei a, ou as, mais b e es, menos cuidadas,
mas nem semp e menos in e essan es. A a enção ao po meno é, po ém,
cons an e, com ce o empenho na escolha de adjec i os e no ace o da
escolha ocabula . Si am de exemplo ão-só dois passos da biog a ia de
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An onino Pio (2, 1 -2 e 12, 4-8), na adução de Nuno Simões Rod igues.
O p imei o desc e e o impe ado , num jogo de adjec i os ap eciá el:
«Foi um homem de igu a no á el, de na u eza b ilhan e, cos umes
mode ados, de nob eza, semblan e calmo, ca ác e singula , eloquência
lo escen e, com uma e udição especial, sób io, ag icul o cuidadoso,
plácido, gene oso, man endo a dis ância do que lhe e a alheio, mode ado
em odas es as qualidades e sem jac ância, lou á el no es o e, na opinião
dos i uosos, digno de se compa ado a Numa Pompilio. »
O segundo, e e e-se à sua mo e, com e idência de po meno es:
«An onino mo eu aos se en a anos, mas oi cho ado como se osse
ainda um adolescen e. A sua mo e con a-se do seguin e modo: endo-se
excedido a come queijo dos Alpes ao jan a , omi ou du an e a noi e e, no
ou o dia, a eb e omou con a dele. Ao e cei o dia, endo que a si uação
se ag a a a, con iou o bem público e a sua ilha a Ma co An onino, na
p esença dos p e ei os, e o denou que ans e issem pa a os aposen os
daquele a es á ua áu ea da Fo una, que cos uma a es a no qua o dos
p íncipes. Depois, deu ao ibuno a senha «da mode ação» e, ol ando-se
como se se p epa asse pa a do mi , exalou 0 espí i o em Ló io. Enquan o
deli a a com eb e, não alou senão do bem público e dos eis com quem
se zanga a. Deixou à ilha o seu pa imónio p i ado. No en an o, no seu
es amen o, hon ou odos os seus com legados adequados.»
Quan o ao espei o pelo léxico p óp io das di e en es ac i idades, eja-
-se um exemplo ela i o à gí ia mili a , chamando a a enção pa a a cópia de
po meno es que a adução, de José Luís B andão, espei a. T a a-se de
um passo da Vi a de Ad iano (10, 3-8), sob e as medidas que omou pa a
es au a a disciplina mili a :«[R]es au ou, de ac o, a disciplina, que, depois
de Césa Oc a iano, anda a pe icli an e po incú ia dos p íncipes an e io es.
Depois de egula an o os de e es como as despesas, jamais ole ou que
alguém se ausen asse do acampamen o sem jus i icação, ao mesmo empo
que não e a o a o dos soldados, mas a jus iça, a ecomenda os ibunos.
Exo a a, além disso, os ou os com 0 exemplo do seu alo , ao caminha
mesmo in e mil passos a mado; ao sup imi do acampamen o os iclínios,
os pó icos, as g u as e os ja dins; ao adop a equen emen e oupa da
mais simples; ao usa um cin u ão sem ado nos de ou o; ao cingi -se com
uma i ela sem ped as p eciosas; ao en e ga a amen e uma espada que
e minasse com punho de ma im; ao isi a os soldados doen es nos seus
luga es de epouso; ao escolhe 0 luga pa a 0 acampamen o; ao não a ibui
a e gas a de ide senão a quem possuísse obus ez e boa epu ação; nem
aze ibunos senão homens de ba ba ija ou aqueles cuja idade sa is izesse
a au o idade do ca go com p udência e ma u idade; e ao não ole a que
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um ibuno acei asse o que que que osse de um soldado; ao bani odas
as olúpias onde que que exis issem; e, inalmen e, ao melho a as a mas
deles e 0 equipamen o. No que oca à idade dos soldados, de e minou que
não i esse no campo, con a iamen e ao an igo uso, ninguém mais no o
do que a co agem exigia ou mais elho do que a humanidade consen ia;
p ocu a a semp e conhecê-los e sabe 0 seu núme o».
Es amos em c e que os exemplos aduzidos são assaz eloquen es
do abalho sé io e igo oso de adução que encon amos nes e p imei o
olume das Vi ae da His o ia Augus a. Pa a que cons e, eis 0 nome dos
adu o es e das biog a ias de que se ocupa am: as de Ad iano e Cómodo,
aduzidas po José Luís B andão; as de Élio, An onino Pio e A ídio Cássio,
po Nuno Simões Rod igues; e as de Ma co Au élio e Ve o, po Cláudia
Teixei a. Dissemos que es amos pe an e um abalho sé io e, pa a 0 p o a ,
egis amos apenas, ambém em jei o de ad e ência ao u u o lei o , que
0 esc úpulo ai ao pon o de não e i a epe ições que o au o az e pa a
nós esul am ines é icas e penosas ao ou ido. Mas a e dade é que 0
ex o la ino as em e os adu o es en ende am, ace adamen e, que não
lhes cabe a a e a de emenda 0 o iginal. Assim, pa a só da um exemplo,
quando, na Vi a de Ad iano, 0 passo 16, 9 é aduzido como «E ainda que
ele p óp io osse 0 causado de mui os se e i a em essen idos de jun o
dele, dizia que lhe cus a a mui o e alguém essen ido», não al ou a
José Luís B andão a imaginação e a desen ol u a lexical: é, sim, o au o
da His o ia Augus a quem epe e 0 adjec i o is is, essen ido.
Os adu o es acompanha am as biog a ias de um ex enso conjun o
de no as que o necem escla ecimen os de ca ác e p osopog á ico, opo-
g á ico, e nog á ico e, de um modo mais amplo, cul u al. O lei o menos
ape echado no conhecimen o do mundo an igo pode assim abo da a
ob a sem eceio. Quan o aos mais e udi os, pe mi a-se a i onia de eco da
que... quod abunda non noce .
Além do índice, me ece ele o, nes e olume, uma in odução, de
José Luís B andão, que não é, não p e ende, nem de e ia se exaus i a.
Abo da oda ia os p incipais p oblemas le an ados pela His o ia Augus a,
como sejam os da da ação da ob a; da sua au o ia (seis au o es ou
apenas um?); da o dem de edacção das biog a ias; das possí eis azões
pa a que, en e 0 im do De ui a Caesa um de Sue ónio com a biog a ia
de Domiciano, e 0 início da His o ia Augus a, com Ad iano, ha e um
in e alo c onológico não con emplado, o dos p incipados de Ne a e de
T ajano; do mé odo his o iog á ico e da he ança ou des io de um modelo,
Sue ónio; da iden i icação das on es; da alsi icação dessas on es e
documen os ou da sua c edibilidade; do géne o a que a ob a pe ence.
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Nes e úl imo caso, o lei o é despe ado pa a uma ques ão que pode
esumi -se do seguin e modo: His ó ia ou icção? Dessa al e na i a nasce,
po ap oximação com 0 omance, a eo ia de que pode emos olha pa a
a His o ia Augus a como um documen o da li e a u a didác ica esc i a
pa a uma época de e minada, di igida a um al o especí ico e espelho da
pe spec i a sena o ial. Faz, pois, odo o sen ido que, após os aspec os
ge ais, a in odução se deb uce sob e es as se e biog a ias em pa icula ,
in e p e ando a in encionalidade de ce as e e ências nelas p esen es.
Espe amos ago a que não a de mui o 0 momen o de pode mos
ap ecia as es an es in e e ês biog a ias. Pessoalmen e, agua damos
com especial cu iosidade a lei u a da ida de Heliogábalo, péssimo en e
os péssimos, biog a ia que, como mandam as eg as, em seguida de
uma que se ocupa de um impe ado de boa es ela, Alexand e Se e o.
Também an ecipamos conhece em po uguês 0 impe ado na u al de
Lep is Magna, que nunca pe deu 0 so aque a icano, Sep imio Se e o,
che e que, em ce os aspec os, de e ia ag ada em empos como os
de hoje, pois es ia ba a o, comia pouco e p e e ia os legumes que a
sua pá ia p oduzia, e i a a a ca ne e bebia de quando em ez inho,
e, pe an e uma escassez de í e es, p eocupou-se de al manei a com
que nada osse despe diçado que conseguiu que, à sua mo e, 0 po o
omano i esse ese as pa a se e anos. Espe amos ambém po Zenobia,
cuja ida az pa e da biog a ia dos T in a Usu pado es, mas que e ela,
mal dis a çada sob e a iden i icação com aços a onis de ca ác e , uma
in encí el admi ação po essa mulhe mo ena, de olhos neg os luminosos
e p o undos, de ex ao diná ia beleza e espí i o co ajoso e audaz.
Não al a á mui o, é 0 que espe amos. Sem dú ida, quando os ês
adu o es chega em às úl imas pala as da His o ia Augus a, sen i-las-ão um
pouco como suas, e com jus iça 0 a ão. Em adução mui o li e, eco demo-las:
«Recebe, meu amigo, es e meu p esen e que, como disse epe ida-
men e, ouxe à luz não pela sua eloquência, mas pela sua cu iosidade,
azendo sob e udo com que, se alguém eloquen e quise des enda os
ei os dos p íncipes, não enha de os p ocu a e os encon e nos meus
li os como auxilia es do seu discu so. Peço- e, pois, que iques con en e
e que comp eendas que quis esc e e 0 melho que me oi possí el.»1
C is ina Pimen el
(1) Habe, mi amice, meum munus, quod ego, u s<a>ep[a]e dixi, non eloquen iae causa sed
cu iosi a is in lumen edidi, id p aecipu[a]e agens, u , si quis eloque<n>s elle ac a p incipum
ese a e, ma e iam non equi e e , habi u <u>s meos libellos minis os eloquii. Te quaeso, sis
con en us nosque sic oluisse sc ibe e melius quam po uisse con endas. (Vi a Ca i e Ca ini e
Nume iani 21, 1-2).
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