Sullivan’s Travels – The Rise (and Fall) of an American Dreamer
Abstract
O presente trabalho pretende analisar o filme Sullivan’s travels (1941), de Preston Sturges, enquanto obra que se insere dentro do género da screwball comedy. Contudo, uma análise mais profunda irá revelar que Sturges consegue criar um filme em que vários géneros se cruzam, criando uma atmosfera interessante em que o espectador viaja pelo mundo do cinema através da personagem de J. L. Sullivan. Acima de tudo, este trabalho tem como objetivo tentar perceber de que forma a viagem empreendida por Sullivan (e também por Sturges), analisando momentos específicos do filme, tenta fazer passar a ideia central da obra: a importância de fazer filmes, o amor pelo cinema e, principalmente, fazer as pessoas rir.
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edição 11 | ano 6 | número 1 | janeiro-junho 2012 162 Sullivan’s travels - The fall (and rise) of an American dreamer José Duarte1 1 Investigador no Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa, onde também foi bolsista. É licenciado em estudos anglísticos pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde concluiu o seu mestrado em estudos americanos, sobre a série de televisão Six feet under. É doutorando em estudos americanos na mesma instituição e leciona a disciplina de geografia cultural dos Estados Unidos. Publicou dois livros de poesia e um livro infantil. [email protected]
ARTIGOS edição 11 | ano 6 | número 1 | janeiro-junho 2012 163 Resumo O presente trabalho pretende analisar o filme Sullivan’s travels (1941), de Preston Sturges, enquanto obra que se insere dentro do género da screwball comedy. Contudo, uma análise mais profunda irá revelar que Sturges consegue criar um filme em que vários géneros se cruzam, criando uma atmosfera interessante em que o espectador viaja pelo mundo do cinema através da personagem de J. L. Sullivan. Acima de tudo, este trabalho tem como objetivo tentar perceber de que forma a viagem empreendida por Sullivan (e também por Sturges), analisando momentos específicos do filme, tenta fazer passar a ideia central da obra: a importância de fazer filmes, o amor pelo cinema e, principalmente, fazer as pessoas rir. Palavras-chave screwball; burlesco; slapstick; cinema; viagem. Abstract This paper aims at analysing the movie Sullivan’s Travels (1941), directed by Preston Sturges, as a screwball comedy. However, this is a movie that straddles several genres, creating an atmosphere in which the audience embarks on a journey through the history of film. Above all, this papers aims at understanding the journey made by J. L. Sullivan (and also by Sturges) as a means to convey the key message of the movie: the importance of making movies and, of course, of making the audience laugh. Key words screwball; burlesque; slapstick; cinema; journey.
Sullivan’s Travels - The Fall (and rise) of an American Dreamer José Duarte 164 “Everybody is looking for answers in these hard times” O brother, where art thou? “I want this picture to be a document. I want to hold a mirror up to life. I want it to be a picture of dignity — a true canvas of the suffering humanity” Sullivan’s travels Neste trabalho, pretende-se analisar um filme que não só se insere num screwball comedy como também em muitos casos se desvia desse género, entrando em outras formas cinematográficas que permitem ao realizador penetrar pelos vários “mundos” do cinema; digamos que Sullivan’s travels, mais do que uma comédia, sendo um dos melhores filmes de Preston Sturges, é um pequeno “livro” (e é essa a concepção no genérico) que nos conta uma história do cinema e nos faz entrar no mundo de Hollywood (tal como os inevitáveis regressos de Sullivan) para nos contar uma história, seja ela política, seja ela moral, como iremos verificar. As aventuras de Sullivan — várias viagens por vários mundos, como o próprio Gulliver viaja em busca do mundo perfeito — têm por base a screwball comedy. Em We’re in the money: depression America and its films (1972), Andrew Bergman descreve a Screwball como sendo fora do comum, não obedecendo a convenções e normas. Era algo que ia em diferentes direções e que não se portava da maneira esperada. Se considerarmos as palavras do autor, verificamos que Sullivan’s travels corresponde a essa descrição, mas possui praticamente todas as características próprias da screwball, pois apresenta sequências ilógicas, impossíveis, carregadas de humor e abunda em variações cómicas. Dessa forma, tentar-se-á mostrar que Sullivan’s travels não vive enquanto fábula social, como nos filmes de Capra em resposta à Grande Depressão. Não existe aqui uma teoria social. O filme vive num espaço entre fronteiras definidas:
ARTIGOS edição 11 | ano 6 | número 1 | janeiro-junho 2012 165 outros géneros estão incluídos e bem delineados dentro dessa screwball. Sturges usa a comédia com o propósito da sátira, e não como resposta, embora por si só o filme não deixe de ser uma resposta — a resposta de Sturges e a sua forma de ajudar: fazer com que os outros se riam. Em Sullivan’s travels (1941), Preston Sturges apresenta-nos uma sátira brilhante a Hollywood e olha com nostalgia para o cinema. Tal como o título indica, o filme cita Gulliver’s travels, de Jonathan Swift e, de certa forma, é a viagem de Sturges, tal como a de Swift, através desse universo incompreensível e dele mesmo, para procurar a justificação para a sua existência. Para isso, Sullivan introduz-nos nesse universo através de John L. Sullivan (Joel McCrea), um realizador que funciona como seu alter ego e que pretende fazer um filme acerca do sofrimento alheio, um filme que possuísse uma força e uma moral intervencionista, quase Marxista: Sullivan: I wanted to make you something outstanding…something you could be proud of…something that would realize the potentialities of Film as the sociological and artistic medium it is…with a little sex in it… Hadrian: Something like Capra… (STURGES, 1941, p. 8). No início do filme, somos confrontados com essa realidade e com o desejo que Sullivan tem de fazer esse tipo de trabalho. Através de uma sequência do filme dentro do filme, Sturges cria a ilusão de que estamos já em Sullivan’s travels, ilusão essa que irá ser recorrente ao longo de todo o filme, bem como as incursões/viagens ao cinema. Nessa sequência, dois homens lutam um contra o outro em cima de um comboio2, acabando por se matarem, caindo no rio: Capitalismo e Proletariado anulam-se um ao outro. Por cima do rio, numa imagem sobreposta, surgem as palavras The End, enquanto a atenção recai sobre Sullivan e descobrimos que o verdadeiro filme começa agora: “Sullivan: Don’t you see? You see the symbolism of it — 2 Trem.
Sullivan’s Travels - The Fall (and rise) of an American Dreamer José Duarte 166 capital and labor destroy each other…it teaches a lesson, a moral lesson. It has social significance” (STURGES, 1941, p. 5). Sturges parodia assim os dramas sociais dos anos 30. Ao longo do filme, ele evoca os valores de Capra, mas para serem satirizados logo a seguir, tal como James Ursini Sturges comenta: “[Sturges] proceeds to deflate the pomposity and arrogance of filmmakers who would ignore their audience’s basic needs (i.e. a ‘good laugh’) in order to impose a didactic moralism keyed to spiritual uplift” (URSINI, 2003, p. 53). Como já foi referido anteriormente, o veículo para essa crítica é Sullivan, que, tal como Gulliver ou D. Quixote, empreende uma viagem para fazer O brother, where art hou?3 — o seu filme de “intervenção” — e, assim, “sofrer na pele” o que os vagabundos sofrem. Mesmo depois de os produtores lhe dizerem que os seus filmes são bons, ele decide continuar. Da mesma forma, também o mordomo, quase numa sequência oposta a Mr. Deeds goes to town (1936), de Frank Capra, trazendo o disfarce de vagabundo para Sullivan vestir, toma uma posição de oráculo e avisa-o: You see, Sir, rich people and theorists, who are usually rich people, think of poverty in the negative — as the lack of riches… as disease might be called the lack of health. But it isn’t, Sir. Poverty is not the lack of anything, but a positive plague, virulent in itself, contagious as cholera… with filth, criminality, vice, and despair as only a few of its symptoms. It is to be shunned (STURGES, 1941, p. 18). O discurso do mordomo é muito importante, pois funciona como uma espécie de figura clownesca que ultrapassa o ridículo e torna-se numa peça de extrema importância na catarse cómica. O seu discurso parece estar fora da ação; contudo, consegue ser interiorizado na ação. Sullivan começa aqui a sua “máscara”, para além das várias ilusões que vai criando, vestindo o 3 Filme que depois os irmãos Cohen fizeram, que utiliza claramente aspectos satíricos e cita em muitos aspectos a obra Sullivan’s travels, de Preston Sturges.
ARTIGOS edição 11 | ano 6 | número 1 | janeiro-junho 2012 167 seu fato4 de vagabundo e partindo para a aventura, pois, como ele refere, “life is a cockeyed caravan”. Dessa forma, começa a grande expedição de Sullivan “into the valley of the shadow of adversity…” que segue com a sua viagem, mas sempre vigiado e perseguido por uma caravana com os “nine stooges”, cheia de comodidades. Nessa primeira parte do filme, a sequência da caravana, assistimos a um momento em que a figura do vagabundo é caricaturada quase como um Chaplin ou um Keaton, um dos grandes exemplos de splastick comedy — imagem que se contrapõe a uma exploração publicitária, sendo desse modo satirizada. Ao som da abertura de William Tell, após Sullivan ter entrado num carro com um miúdo5 (imagem de um Liliputiano) e acelerar, a carrinha6 persegue-o e o caos instala-se: todos os ocupantes fazem uma corrida louca; pratos, mesas, comida, as pessoas saltam de um lado para o outro em voltas e voltas; o cozinheiro afro-americano leva com um preparado branco, que imita a tão famosa torta de natas na cara, criando desse modo uma inversão da prática de “black face” — que depois se irá refletir no polícia7 que fica com a cara cheia da lama após a passagem da caravana —, embora não deixe de representar a figura típica do “bafoon”. Tudo isso em “speed up motion”, de forma a contribuir para o “comic relief”, juntamente com a velocidade dos diálogos (típico de Sturges) e, ao mesmo tempo, um débito nos diálogos, ritmos vertiginosos, uma comédia da palavra (como se verifica desde os diálogos iniciais), de texto e de situação e em que Sturges não esquece o “high tone” da comédia sofisticada que é sempre trazida aos referentes humanos. Repare-se que nessa expedição física e espiritual é muito importante a relação do slapstick com a sofisticação dos diálogos em que, por um lado, Sullivan 4 Terno. 5 Criança. 6 Van. 7 Policial.
Sullivan’s Travels - The Fall (and rise) of an American Dreamer José Duarte 168 lembra personagens do burlesco e, por outro, as personagens secundárias, que procuram criar aqui uma história sensacionalista, representam um segundo nível por oposição à aprendizagem de Sullivan. Eles parecem figuras saídas de uma comédia de Shakespeare, representantes da comedia dell’arte, pois os seus papéis estão delineados com substância e personalidade. Livre dessa companhia, Sullivan inicia a sua primeira viagem, em que encontra duas mulheres e trabalha para elas, sendo alvo de insinuações sexuais e estando sob a alçada de um marido ausente (morto), mas que, através de uma fotografia, tudo observa, com um ar bastante duvidoso. O burlesco instala-se precisamente quando Sullivan é trancado num quarto por uma das mulheres, e o marido, através da fotografia, olha para ele. Contudo, os dois momentos mais importantes nessa sequência não se resumem ao jogo de “gato e rato” pontuado por momentos cómicos. São dois os momentos importantes nesta sequência: em primeiro lugar, destaca-se mais uma viagem ao cinema. Sullivan e as duas mulheres vão ao cinema e, aqui, Sturges satiriza o cinema aborrecido, em que a única coisa cómica é a tentativa de aproximação de uma das mulheres8, que coloca a mão nas mãos de Sullivan. Podemos, até, considerar essas duas mulheres exemplos das oposições que o realizador pretende demonstrar no filme. Uma possui um lado mais sério, enquanto a outra tem um lado mais cómico. Sullivan está no meio e é tentado por uma delas, digamos, pela comédia (como se fosse uma alusão aos cartoons em que se vê de um lado o anjo e, do outro, o diabo). O segundo momento surge após Sullivan ser trancado e tentar fugir. A sua fuga é um puro momento de slapstick, principalmente pela forma como ele foge e cai da corda improvisada dentro de um barril de água. Sozinho, Sullivan apanha boleia para lugar incerto e acaba por regressar ao ponto de 8 Sullivan só se aperceberá da importância da comédia no fim. É clara oposição entre esses filmes que Sullivan vai ver e os filmes que Sullivan realizou, como Ants in your pants ou Hay Hay in a hayloft. Esses filmes que Sullivan faz são alusões irónicas às fórmulas habituais de Hollywood (principalmente no plano musical), em que todas as estrelas eram associadas para fazerem um filme — all-star, all-dancing, all-singing. Foi o caso das Broadway melodies ou da série dos Gold diggers, da Warner Studios.
ARTIGOS edição 11 | ano 6 | número 1 | janeiro-junho 2012 169 partida: Hollywood. Sullivan está outra vez no lugar donde partiu, exemplo da dificuldade que ele tem em fugir à máquina que é Hollywood. Já na sua segunda tentativa de viagem, Sullivan irá se encontrar com a “failed starlet” (Veronica Lake), que irá ser a sua companheira de viagem. Vestido como vagabundo, Sullivan apanha o seu próprio carro e resolve dar boleia9 a “The Girl”, como irá ser apelidada daí em diante. Na conversa que têm no carro Sullivan, pergunta-lhe o que ela acha dos filmes de Hollywood, e ela responde que tem preferência por comédias e não gosta de “deep-dish movies”. Se Sullivan a tivesse ouvido desde princípio, a sua viagem não teria sido necessária, mas ele terá que aprender que “…there’s a universal law that says, ‘stay put’. As you are so shall you remain” e que a melhor forma de ajudar é através dos seus filmes, que surgem como “escapist entertainment”. Sullivan e a sua companheira acabam por ser presos por “roubarem” o carro que é de Sullivan (aqui também começa a troca de identidades) e, mais uma vez, após ser libertado, de uma forma muito rápida e fácil, ele regressa a Hollywood, ao seu conforto e luxo. Nas suas duas primeiras viagens, Sullivan regressa, inevitavelmente, a Hollywood, porque, tal como refere João Mário Grilo: o que domina Sullivan’s Travels é a acuidade de uma lição política sobre Hollywood, é o retrato construído sobre um modelo concentracionário impiedoso, onde o asilo se converte em exílio, e onde toda a saída é, imediatamente, o começo de um retorno (GRILO, 1997, p. 54). A sua viagem começa verdadeiramente agora com “The Girl” e, finalmente, viajam para “the other side of the track”, como é referido em The best years of our lives (1946), de William Wyler, o lugar dos pobres. Sullivan e “The Girl” viajam disfarçados num comboio10 — símbolo de uma viagem física e espiritual e 9 Carona. 10 O comboio representa a viagem física e real, enquanto o cinema representa a viagem imaginativa e estática. Não
Sullivan’s Travels - The Fall (and rise) of an American Dreamer José Duarte 170 o elemento que desde o início até ao fim pauta/divide as cenas mais importantes do filme — e aí encontram um outro nível de vivência. Sullivan tenta perguntar aos vagabundos que se encontram no vagão o que eles sentem, mas a resposta é nula; existe uma certa incomunicabilidade, pois estamos perante dois níveis diferentes. Nesse espaço de concentração do olhar sobre os vagabundos, a luz contrasta com a luz das cenas cómicas (preferidas por Sturges); a presença de um chiaroscuro é importantíssima para a criação da atmosfera dramática, assim como a música que acompanha a sequência em que se concentra a atenção nas caras desfalecidas dos pobres, como se estivéssemos perante uma Wasteland. Esse também é um mundo de Chaplin — é uma homenagem clara de Sturges ao cinema mudo —, um mundo em que o diálogo não impera, só com música, como se fosse uma espécie de documentário social, igualando filmes como The grapes of wrath (1940), de John Ford e, sem esperar, entrámos no campo do drama, tal como comenta Rozgonyi: Through the first two-thirds or so of the film, Sturges for the most of the part play’s Sully’s attempts to find trouble for laughs. But once Sully and The Girl finally start living among the poor the tone starts decidedly serious. The lengthy montage sequence shows us the brutal reality that Sully observes: people living in shacks put together with plywood and cardboard…; flophouse denizens sleeping virtually on top of one another; and men and women looking old and haggard well beyond their years, and with a hard edge to their faces that could only developed after a lifetime of outright suffering. […] Sturges paints a very bleak picture of the life that America’s poor people were leading in 1941, and his prescription of laughter provides no real hope for improving their plight (ROZGONYI, 1995, p. 91). Após ter vivido durante algum tempo entre os pobres, após lhe terem roubado os sapatos, que o identificavam, Sullivan regressa mais uma vez a Hollywood, mas decide regressar, mais tarde, aos vagabundos, para distribuir esquecendo também que essa ligação com os comboios poderá ser uma ligação com a famosa sequência dos irmãos Lumiére e, portanto, mais uma clara homenagem e citação ao cinema mudo.
ARTIGOS edição 11 | ano 6 | número 1 | janeiro-junho 2012 177 a audiência, ou até mesmo o elenco de atores, não se sinta feliz acerca dessa obra. Sturges nunca esquece a quem deve as primeiras comédias e agradece no fim, homenageando todos aqueles que fizeram rir o grande público, pois, para ele, esse é o maior valor de todos.
Sullivan’s Travels - The Fall (and rise) of an American Dreamer José Duarte 178 Referências BAZIN, A. O cinema da crueldade. Tradução de: António Padua Danesi. São Paulo: Martins Fontes, 1989. BERGMAN, A. We’re in the money: depression America and its films. New York, Evanston, San Francisco, London: Harper Colophon Books, 1972. BYRGE, D.; MILLER, R. M. Screwball comedy films: a history and filmography: 19341942. Chicago: St. James Press, 1991. DICKOS, A. Intrepid laughter: Preston Sturges and the movies. Metuchen: The Scarecrow Press, 1985. GEHRING, W. D. Screwball comedy: a genre of madcap romance. New York: Greenwood Press, 1986. GRILO, J. M. A Ordem no cinema. Vozes e palavras de ordem no estabelecimento do cinema em Hollywood. Relógio d’Água, 1997. HARPER, D. “Sullivan’s Travels”. Disponível em: <http://archive.sensesofcinema.com/ contents/cteq/01/12/sullivans.html>. Acesso em: 21 mar. 2010. HENDERSON, B. “Cartoon and narrative in the films of Frank Tashlin and Preston Sturges”. In: HORTON, A. (Org.). Comedy, cinema, theory. Berkeley: University of California Press, 1991, p. 153-173. ROZGONY, J. Preston Sturges’s vision of America: critical analysis of fourteen movies. London: McFarland and Company, 1995. STURGES, P. Sullivan’s travels. Script disponível em: <http://www.mypdfscripts.com/ screenplays/sullivans-travels>. Acesso em: 21 mar. 2010. SWIFT, J. Gulliver’s travels. Introduction and notes by Doreen Roberts. London: Wordsworth Classics, 1992.
ARTIGOS edição 11 | ano 6 | número 1 | janeiro-junho 2012 179 URSINI, J. Preston Sturges: un humorista americano/an American humorist; con un ensayo crítico de Richard Corliss. San Sebastian: Festival Internacional de Cine, Filmoteca Española, 2003. Filmografia STURGES, P. Sullivan’s travels. Paramount Pictures, 1941. Restaurado por Universal Studios, 1969. COEN, E. and J. O brother, where art thou?, Universal Pictures e Touchstone Pictures, 2000.