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Bruno Giancarli, Il concetto di Grazia nel pensiero del primo Lukács

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Bruno Giancarli, Il concetto di Grazia nel pensiero del primo Lukács

Author: Giancarli, Bruno
Year: 2016
Source: https://repositorio.ulisboa.pt/bitstream/10451/33803/1/48_Bruno_Giancarli_141_147.pdf
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one may unde s and Foucaul ’s “an i‑humanism”. This libe a ing nihilism
connec ed o he “dea h o man” (which is no an end in i sel ) does no
imply, howe e , a gap o ill. I a he aims o un old a space, po en ially
communica i e, whe e i will become uly possible o hink anew. In his
sense, man will end o disappea om he o de o mode n knowledge
(sa oi ) as soon as a new o m is ound. E en ually placed in he h eshold
o a new epis eme, ha di e en exe cise o hough may gi e place and
con ibu e o he cons i u ion o ano he o m o knowledge (sa oi ), ha
o us is s ill unde e mined, i.e., he e o opic.
To conclude, besides ying o elucida e ha he o en misunde s ood
“dea h o man” has a libe a ing in en ion o mode n hough (challenging
i ), ou he meneu ical analysis o Les mo s e les choses aimed o show ha
o Foucaul he e is no i educible sec e na u e o essence o man whose
u h one mus un eil o ha , as a knowing subjec , man migh cons i u e
himsel as an in ansi i e ins ance and seminal place o he g oundwo k o
knowledge. Unlike he adi ional his o ian o ideas, seeking o p o ide a
con inuous and eleological sense o uni y o man in ime, o he a chaeol‑
ogis , man is analysed as a subsidia y and ope a i e concep inside de e ‑
minan bu p o iso y his o ical condi ions.
Disse a ion ull‑ ex a ailable online a :
h p://hdl.handle.ne /10451/12208
B uno Gianca li, Il conce o di G azia nel pensie o del p imo Lukács.
Tese de Mes ado em Filoso ia, Faculdade de Le as da Uni e sidade
de Lisboa, 2016. O ien ado : José Ba a a-Mou a.
P emissa
Expo uma disse ação signi ica mos a não apenas o seu con eú‑
do mas ambém a sua o ma lógica. Es a sinopse es a á di idida em duas
pa es: na p imei a se ão indicadas as azões da ese em si, ou seja, as suas
p emissas me odológicas, e na segunda os mo i os undamen ais que a
compõem. T a a‑se de uma ope ação p e e í el ao simples esumo. Con‑
ém, po an o, começa po explica udo o que es á implíci o na ese.
Con ex ualização
A p emissa undamen al da disse ação é essencialmen e uma: o a‑
balho az sen ido apenas a pa i de uma pe spec i a hegeliana. Sem consi‑
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de a o papel c ucial an o da Fenomenologia do Espí i o quan o das Aulas
de es é ica, al a iam as azões que jus i icam odas as deduções p esen es
na disse ação.
O pon o mais ób io, e imp escindí el, é a dialéc ica: a disse ação,
que é de iloso ia da his ó ia, na medida em que uma es é ica hegeliana
coe en e não pode não basea ‑se numa iloso ia da his ó ia, en aíza‑se no
ac o de an o a his ó ia quan o a a e ep esen a em o caminho do espí i o
no mundo. É só quando se ad e e um impasse na dialéc ica, po al a em
os in é p e es do espí i o do mundo, ou seja, quando a dialéc ica, pa a u i‑
liza a exp essão do Ado no, se o na nega i a, que oco e ac edi a na
chegada da G aça.
Es a conside ação ajuda a aça uma dis inção undamen al: a G aça
não ep esen a um de e ‑se , uma a e a que o homem pede à his ó ia, uma
sua exigência pa icula , não é a exp essão da lei do co ação, como disse
Hegel: pa a pa a asea Ma x, o eino da G aça, a edenção do p esen e
não‑au ên ico, é ealidade que em que ac ua ‑se, po que é essa mesma his‑
ó ia a pedi uma in e são dialéc ica que ul apasse a sociedade capi alis a.
O p esen e, i ido enquan o não eal, não pode se e e nizado: o p oblema,
po an o, é que a edenção não pode não se ex a‑his ó ica, po que o p e‑
sen e não em a o ça pa a se edimi . É nes e sen ido que em que se lida
a sín ese que Lukács ez en e Hegel e Fich e: a época da pe ei a culpabili‑
dade, uma ez alcançado o seu limi e, p epa a a seguin e. Po ou o lado, se
a disse ação es á co e a, pe cebe‑se em que sen ido a in luência de Fich e
não possa se limi ada ao céleb e inal da Teo ia do omance. A His ó ia
do d ama mode no pode se lida enquan o ob a que mos a a inu ilidade da
lu a en e Eu e Não‑Eu: o he ói da agédia econhece o seu p óp io des‑
ino enquan o única subs ancialidade, e o mundo apenas enquan o palco
onde ep esen á‑lo. Mas se o mundo se o na em algo de insu icien e pa a
o he ói, e se po ou o lado a indi idualidade mode na se o na p oblemá‑
ica, cai aquele espelho que pe mi e o au o‑ econhecimen o do sujei o: só
a G aça pode p opo , no amen e, aquele aco do en e eu e mundo que e a
pelo menos alcançá el nas épocas an e io es.
É necessá io epa a em mais uma coisa: a G aça não é u opia, ou
pelo menos, pode sê‑lo só se se u iliza a exp essão U opia no sen ido de
Bloch. A U opia, nes e caso, não é o imagina um u u o eliz, pa a depois
colocá‑lo longe no empo ou no espaço, mas é o econhece os sinais de um
u u o que ago a não exis e e que ao mesmo empo começa a mani es a ‑se:
o exemplo canónico é o da oi a a sin onia de Mahle , no caso de Bloch, e
de Dos oie ski, no caso de Lukács. Pô uma u opia como exis en e signi ica
des ui a ob a de a e enquan o o ma, esc e eu ele na Teo ia do omance.
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Cla amen e, es as conside ações êm uma implicação necessá ia: na
medida em que liga o ema da G aça a Hegel, a disse ação oma uma
posição explíci a con a qualque en a i a de e na iloso ia de Lukács
uma an ecipação do exis encialismo ancês ou de Heidegge : a a‑se de
posições, ao ní el da iloso ia da his ó ia, que não admi em conciliações.
Embo a seja possí el – como alguns es udos anceses en a am demons‑
a – mos a in luências, ou pelo menos pa alelismos, en e Se e Tempo
e His ó ia e Consciência de Classe, é e ado e no p imei o Lukács, em
pa icula no caso de As almas e as o mas, aços de exis encialismo: o
in e esse de Lukács não é a ques ão do homem no mundo con empo âneo,
mas sim p ocu a um luga onde o Espí i o possa encon a o pon o pa a
ecomeça o seu caminho.
É semp e a iloso ia da his ó ia que explica o sen ido da disse ação:
na medida em que a dialéc ica esul a bloqueada, a análise do p esen e não
pode se polí ica e nem seque sociológica. Só es a o domínio da a e, po ‑
que a ob a de a e pode apon a em di ecção a um mundo já edimido. Es a
em uma dupla unção no p esen e bu guês. Po um lado, é a exp essão
mais pe ei a do impasse da his ó ia – a disse ação concen a‑se nos dois
casos pa adigmá icos, Flaube e Ibsen –, mas, po ou o, como mos am as
ob as de Dos oie ski e E ns , pode e uma ca ga messiânica.
Con ém epa a em mais uma coisa: a a e, na opinião de Lukács,
não edime po si. T a a‑se de uma he ança da iloso ia hegeliana: a iloso‑
ia da a e é a iloso ia da mo e da a e, ou seja, do seu alo de e dade.
É po isso que quando Lukács julgou e encon ado a classe messiânica
eden o a da humanidade, o p ole a iado, abandonou qualque conside a‑
ção de ipo es é ico. O p ole a iado o na eal o que a épica de Dos oie ski
inha anunciado.
É semp e a mo e da a e que se liga ao an i‑capi alismo omân ico
do p imei o Lukács: exis iu um momen o na his ó ia em que a G aça oi
ac ual, eal, o mundo de Home o. Pode ‑se‑á chama Lukács de classicis‑
a, na medida em que ambém o oi Hegel: ou seja, ambos ac edi am que
hou e um momen o em que ida e essência es a am unidas numa o ma
imedia a. É o caminho do espí i o a des ui es a unidade imedia a, e que
apenas a pos e io i pode se is a como abs ac a. O an i‑capi alismo o‑
mân ico, po an o, é nos algia po um passado adicalmen e pe dido, ódio
p o undo pelo p esen e e espe ança num u u o, pa a u iliza as pala as de
Bloch, apocalíp ico, des u o e eden o .
Es es dois úl imos pon os ajudam a explica o papel da ob a de a e no
pensamen o de Lukács: é e dade, ela não pode c ia uma edenção, a G aça
não chega ao mundo a a és de uma pin u a ou de um omance, mas não é
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possí el cai num ou o ipo de e o, pa cialmen e ligado ao de jun a es as
e lexões àquelas ou as ace ca de uma U opia sem aízes na iloso ia da
his ó ia: não é possí el, quando não se encon a G aça no mundo, ingi que
ela seja ac ual: ala‑se do caso do als ob. Os a is as e dadei amen e g an‑
des, na opinião de Lukács, escolhe am c ia um mundo já edimido só como
ex ema condenação do mundo, po que nada pe mi ia pos ula algo capaz
de an ecipa a ul apassagem da não‑au en icidade do mundo: mas o als ob
não pode em caso algum ep esen a um im em si. Es a ca ego ia é a úl ima
o ma de desespe ação pela impossibilidade da chegada da G aça: o als ob
enquan o escolha conscien e se ia só o que e e i a a esponsabilidade e se‑
iedade mo al, é ica e ambém polí ica de c ia de qualque modo um mundo
pelo menos me ecedo da G aça, pa a ugi na i olidade das an asias.
A disse ação, simpli icando eno memen e, ala dis o: e em que
medida se declina a espe a da g aça, ou a desespe ação à qual conduz a
sua ausência, em au o es pa adigmá icos: essencialmen e Ibsen, E ns ,
Flaube e Dos oie ski.
A gumen ação
An es de começa , pode‑se ac escen a mais um pon o ace ca das
azões pelas quais se ala de G aça só a pa i do pon o de is a da iloso ia
da a e: dá‑se a e, sus en a Lukács, só enquan o não se ole a o mundo. A
a e ep esen a a úl ima o ma de ecusa do p esen e possí el. Dos oie ski e
Tols oi, di á ainda pouco an es de mo e , mos a am‑nos como na li e a u a
seja possí el condena em bloco odo um sis ema. Se a disse ação começa
com a análise da agédia é po que es a, na opinião de Lukács, ep esen a o
ideal pla ónico da ida, a ida como de e ia se , e po an o é o luga p i i‑
legiado pa a pe cebe em que medida seja possí el o da ‑se da G aça.
E i ando econs ui a e olução do d ama mode no, pode‑se come‑
ça com Ibsen.
Na medida em que o d ama esponde à pe gun a sob e como a
essência possa aduzi ‑se na ida, Lukács en a pe cebe a azão pela qual
a agédia mode na já não consegue sa is aze es a a e a. As agédias
de Ibsen mos am que a bu guesia não pode se exp essão de um des ino
capaz de edimi ‑se a si p óp ia e ao mundo, po que a indi idualidade
mode na não é capaz de aduzi uma essência que ad e e enquan o
p oblemá ica: aquela lu a con a o espí i o objec i o, que e a ípica em
Hebbel, o na‑se em Ibsen na cons a ação da inu ilidade des a mesma lu a.
É o mesmo concei o de indi idualidade a se aqui pos o em discussão,
o homem mode no pe cebe a a és da agédia a c ise da sua p óp ia
subs ancialidade. Não ale a pena pe manece à espe a de uma G aça lida
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enquan o milag e: Deus não pode mani es a ‑se numa ida não essencial,
mas a agédia, po de inição, não pode não se exp essão des e mesmo
p esen e – e da sua classe dominan e, a bu guesia – que impede a chegada
dele. No des ino do he ói a essência aco da‑se à ida e a ida, em en e da
ealidade des a única e dadei a essência, cai no não‑se .
É assim que se assis e a uma in e são dialéc ica, e a pa i da a‑
gédia se chega ao d ama não‑ ágico, ou d ama da g aça. T a a‑se de uma
in e são no plano da iloso ia da his ó ia, e não c onológica. O p esen e
ago a é is o enquan o adicalmen e não‑exis en e: a elação en e homem
e des ino o na‑se p oblemá ica. O mundo deixa de exis i , só a chamada à
G aça é eal, como demons a o caso da pe sonagem de A iana no d ama
de E ns . O homem, no d ama não‑ ágico, comp eende que não é a a‑
és de uma acção na his ó ia, ou seja, da lu a con a o espí i o objec i o,
mas só a pa i de uma elação com a anscendência doado a de edenção
que pode chega sal ação. Bem se comp eende a no idade da análise de
Lukács, e a sua p oximidade com as, pos e io es, de Benjamin: o d ama
não‑ ágico é um géne o li e á io em que a se p edominan e é a alego ia e
não, como na agédia, o símbolo, na medida em que, se aí os deuses não
podem apa ece , aqui é exac amen e o apon a em di ecção da al e idade,
o a da ede dos signi icados mundanos, a se ac o doado de sen ido. O
p oblema, mais uma ez, é o da iloso ia da his ó ia: não exis e uma base
conc e a, um mo o dialéc ico, que seja ga an ia não apenas da necessidade
des a passagem – po que a chegada da g aça é necessá ia –, mas ambém
da sua conc e a possibilidade his ó ica.
A análise da épica ep esen a o momen o da an í ese: aqui a pe gun a
undamen al é: como pode a ida o na ‑se essencial? O caso de Ibsen pode
ajuda a comp eende um ac o simples: a pe gun a em si é con adi ó ia. A
ida mode na é não‑essencial, e é po isso que o omance, a o ma épica da
mode nidade, é ec o nega i o e nega ó io. Mas ambém na negação se põe,
pa adoxalmen e, o p oblema da edenção, como mos a o caso de Flaube .
Se o aco do en e ida e essência é a p io i impossí el, po que o
omance é a o ma do mundo abandonado pelos deuses, a G aça coincide
com a sua negação: é a i onia. A educação sen imen al é o omance onde a
i onia, a a és de uma complicada dialéc ica en e espe ança e eco dação,
consegue condena a impossibilidade da edenção com um so iso.
A i onia é a objec i idade do omance: a ce eza que no não que e
sabe e no não pode sabe da i onia, seja alcançada, is a e comp eendida
a subs ância úl ima e e dadei a, que é a p esença do deus não exis en e.
A i onia ep esen a a lucidez de quem já não consegue ac edi a na pos‑
sibilidade de que o mundo ol e em se essencial. Não se pode ac edi a
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num sen ido exis en e o a do p esen e, mas ao mesmo empo não se pode
ac edi a nes e mesmo p esen e: a desespe ação mode na alcança aqui o
seu pon o mais al o.
Dos oie ski chega apenas ao im des e pe cu so, e ep esen a não a
sín ese, mas sim a p omessa, a espe ança da sín ese a pa i daquela adica‑
lização da ini ude que já o omance exp imia. Is o que dize que, como a
i onia, a épica de Dos oie ski ecusa‑se a p ocu a numa al e idade qualque
a edenção, pa a encon a na ausência de sen ido do p esen e a in e são
dialéc ica capaz de e nes a mesma al a o único sen ido possí el. Se an o
o d ama quan o o omance não conseguem não coloca o p oblema da lu a
con a o espí i o objec i o, Dos oie ski i e no mundo, na linguagem de
Lukács, da segunda é ica, ou seja, no eino de um Espí i o Absolu o onde o
milag e da bondade seja eal. O p oblema da iloso ia da his ó ia é ago a o‑
almen e di e en e: não é o de ga an i a possibilidade conc e a da chegada
da G aça, mas o de pe mi i que es a p imei a econciliação, p ome ida po
Dos oie ski, não seja su ocada pela o ça do me amen e exis en e, ou seja,
pelo p esen e bu guês que a sua épica en a ul apassa . A edenção que o
espí i o usso o e ece, o mi o do Ex o ien e lux do qual ala ambém Bloch,
é eal, mas não necessá io. O homem bom, ep esen ado pelas pe sonagens
de Dos oie ski, o homem que põe o Espí i o Objec i o enquan o não exis‑
en e, é exp essão de uma concepção eli is a, não em a ca ga me a ísica
de uma classe, de um agen e his ó ico. Ele só pode se um sinal: o homem
bom, po assim dize , em que o na ‑se na humanidade boa.
A anscendência em que o na ‑se imanen e: o espí i o absolu o, o
mundo da g aça ac ual, em que aduzi ‑se no Espí i o Objec i o, ou seja,
na base de uma ans o mação eal. Cla amen e, is o az sen ido só na e‑
o mulação da dialéc ica hegeliana ope ada po Lukács: Espí i o Objec i o
e Absolu o lu am en e eles. É uma ou a o ma pa a a i ma o que já oi
di o no começo da ap esen ação, ou seja, a ideia do impasse da dialéc ica:
a c ise da iloso ia da his ó ia é a al a de aco do en e os dois espí i os.
O p oblema da passagem do Espí i o Absolu o ao Objec i o pode
se comp eendido a a és de mais duas emá icas, pa cialmen e c uzadas
en e si: a do e o ismo, que se á decisi a na p imei a elabo ação do co‑
munismo de Lukács pelo seu liga ‑se à ques ão da iolência e olucioná‑
ia, e, mais impo an e, a da bondade.
A análise do ema da bondade enquan o g aça ep esen a o único
momen o explici amen e desligado po qualque análise de iloso ia da
a e, e só com algumas simpli icações pode se de inida uma ques ão de
iloso ia mo al, ou da eligião. A impo ância do ema não é apenas ilo‑
só ica, mas ambém biog á ica, como as análises pon uais do diá io e das
ca as de Lukács demons am.
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Na concepção do jo em Lukács, é possí el di idi a humanidade
em ês cas as: a dos homens da ida não‑au ên ica, a dos homens do We k
(à qual Lukács sen e pe ence ) e en im a dos homens que ecebe am o
milag e da bondade. Na medida em que a bondade é G aça, exis em ho‑
mens des inados ao eino do Espí i o Absolu o, que conseguem não e os
limi es que as o mas impõem ao mundo. A análise é ex ao dina iamen e
conco dan e com as, pos e io es, do li o sob e Dos oie ski, a demons a‑
ção da impo ância do ema da G aça na p odução lukácsiana.
A edenção do mundo não pode chega a pa i de uma eli e de ho‑
mens bons: a g aça da bondade não em a o ça pa a edimi a humanida‑
de, em pa icula na p o unda desespe ação ligada aos anos da p imei a
gue a mundial. Só no inal des e caminho é que se pode comp eende a
necessidade do comunismo lukácsiano: o p ole a iado é a classe messiâ‑
nica eden o a da humanidade. A G aça em encon ado o seu in é p e e,
po an o, a pa i des e momen o não pode e nenhum sen ido p ocu a os
seus sinais nas ob as de a e: o na ‑se‑á necessá ia a con e são na iloso ia
polí ica, e na polí ica em sen ido es i o. Não se pode á con inua a ala de
g aça, po que a dialéc ica do Espí i o ol ou a unciona . O que a his ó ia
pede, ago a, é ope a ac i amen e a edenção. To na‑se necessá io acei a
a é a iolência e olucioná ia e a ilegalidade pa a pe mi i que a ans o ‑
mação do mundo seja e ec i a.
O caminho de Lukács a é His ó ia e consciência de classe pode se
julgado linea , mas a pa i da sua no a pe spec i a comunis a se á neces‑
sá io abandona uma ideia de G aça, de messianismo, que é is a como su‑
pé lua pa a a a e a e olucioná ia. A conclusão des e pe cu so não pode
não se a seguin e: pa a u iliza a exp essão de Wi gens ein, Lukács em
de, po assim dize , dei a o a a escada, depois de e subido po ela. O
sen ido da disse ação, po an o, é mui o simples: mos a a beleza daquela
escada, embo a Lukács enha passado a sua in ei a ida a esquece ‑se dela.
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