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O canto no currículo da Educação Infantil da Região Autónoma da Galiza

Casal de la Fuente, Lucía

Abstract

Até há um par de anos na Região Autónoma da Galiza para ser professor/a do ensino infantil ou básico era preciso estudar o correspondente curso. Com a nova implantação dos Graus em Professor/a, a formação é prolongada um ano. Este facto põe de manifesto que a formação do professorado nestas etapas é crucial (Hernández, 2010a). A realidade que é consequência da nova implantação dos planos de estudo de nível universitário para as/os futuras/os professoras/es faz com que desapareçam as especialidades entendidas como tal nas faculdades de Ciências da Educação. Não obstante, as/os futuras/os professoras/es do ensino básico poderão, segundo as optativas que escolherem, obter o título de Grau em Professor/a do Ensino Básico com uma menção, por exemplo, em Educação Musical. Por sua vez, as políticas educativas em Espanha não deixam de apontar para a relegação das artes no currículo. Entre os três e os seis anos de uma criança é especialmente chave o desenvolvimento das destrezas da fala e do canto (Hernández, 2010b), mas as professoras e professores do nível do ensino básico, ainda conhecendo a importância da música e do canto neste período, carecem de uma formação adequada (Hernández & Martín, 2010). Examinaremos e analisaremos neste texto a presença do canto no currículo de infantil, o qual nos levará a visibilizar o peso que por parte da Administração lhe é dado à atividade de voz cantada em dito currículo, indagando nas possíveis justificações. É surpreendente que o canto, que é um recurso muito rico para tais fins e um meio que serve para aprender, socializar, expressar..., não tenha um destaque no currículo oficial da Galiza. Para concluír, contrastar-se-á este fraco peso com as razões que indicam por quê é importante cantarmos quando crianças, convidando à reflexão de uma possível e necessária mudança deste texto oficial

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XI Colóquio sob e Ques ões Cu icula es VII Colóquio Luso-B asilei o & I Colóquio Luso-A o-B asilei o de Ques ões Cu icula es CURRÍCULO NA CONTEMPORANEIDADE: INTERNACIONALIZAÇÃO E CONTEXTOS LOCAIS 1 O CANTO NO CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO INFANTIL DA REGIÃO AUTÓNOMA DA GALIZA Casal de la Fuen e, L.1 1Uni e sidade de San iago de Compos ela, Galiza Email: [email protected] Resumo A é há um pa de anos na Região Au ónoma da Galiza pa a se p o esso /a do ensino in an il ou básico e a p eciso es uda o co esponden e cu so. Com a no a implan ação dos G aus em P o esso /a, a o mação é p olongada um ano. Es e ac o põe de mani es o que a o mação do p o esso ado nes as e apas é c ucial (He nández, 2010a). A ealidade que é consequência da no a implan ação dos planos de es udo de ní el uni e si á io pa a as/os u u as/os p o esso as/es az com que desapa eçam as especialidades en endidas como al nas aculdades de Ciências da Educação. Não obs an e, as/os u u as/os p o esso as/es do ensino básico pode ão, segundo as op a i as que escolhe em, ob e o í ulo de G au em P o esso /a do Ensino Básico com uma menção, po exemplo, em Educação Musical. Po sua ez, as polí icas educa i as em Espanha não deixam de apon a pa a a elegação das a es no cu ículo. En e os ês e os seis anos de uma c iança é especialmen e cha e o desen ol imen o das des ezas da ala e do can o (He nández, 2010b), mas as p o esso as e p o esso es do ní el do ensino básico, ainda conhecendo a impo ância da música e do can o nes e pe íodo, ca ecem de uma o mação adequada (He nández & Ma ín, 2010). Examina emos e analisa emos nes e ex o a p esença do can o no cu ículo de in an il, o qual nos le a á a isibiliza o peso que po pa e da Adminis ação lhe é dado à a i idade de oz can ada em di o cu ículo, indagando nas possí eis jus i icações. É su p eenden e que o can o, que é um ecu so mui o ico pa a ais ins e um meio que se e pa a ap ende , socializa , exp essa ..., não enha um des aque no cu ículo o icial da Galiza. Pa a concluí , con as a -se-á es e aco peso com as azões que indicam po quê é impo an e can a mos quando c ianças, con idando à e lexão de uma possí el e necessá ia mudança des e ex o o icial. Pala as-cha e: Educação In an il; can o; cu ículo escola ; Galiza. 1 In odução O CANTO NO CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO INFANTIL DA REGIÃO AUTÓNOMA DA GALIZA Casal de la Fuen e, L. 3513 TEMA 14 CURRÍCULO, CONHECIMENTO E DISCIPLINAS ESCOLARES ÍNDICE DE TEMAS E ARTIGOS XI Colóquio sob e Ques ões Cu icula es VII Colóquio Luso-B asilei o & I Colóquio Luso-A o-B asilei o de Ques ões Cu icula es CURRÍCULO NA CONTEMPORANEIDADE: INTERNACIONALIZAÇÃO E CONTEXTOS LOCAIS 2 O can o é um meio de exp essão excepcional que achega nume osos bene ícios. “Fisicamen e, eco e ao ôlego, à espi ação, ao om co po al e à agudeza audi i a. Con ibui pa a desen ol e o ó gão da audição, o ou ido, essencial pa a a ap endizagem da linguagem” (Vaillancou , 2009, p. 24). Ao can a mos, as pessoas con e emo-nos em e dadei os ins umen os musicais sen indo como ib a o co po odo. Es as ib ações/oscilações in e nas (de Fonzo, 2010) ajudam a eduzi as ensões, an o ísicas como men ais, po que o can o exige en ol imen o de ambos: co po e men e à ez. Se soma mos o mo imen o, a emos a i a o plano mo o e o in ele ual, azendo assim abalha a memó ia (Vaillancou , 2009). E se ao mesmo empo can amos em g upo, a o ecemos o desen ol imen o mo o , a capacidade linguís ica, o pensamen o conce ual abs a o, as habilidades sociais e a c ia i idade (Pascual, 2006). Pa a g ande pa e do p o esso ado especialis a em música o can o na escola é uma das a i idades mais impo an es do cu ículo de música (Wol e, 2002; em Cáma a Izagui e, 2008). Con udo, mui as/os docen es o ganizam a i idades ocais com o alunado pa a comba e o desin e ese des e pelas a i idades de can o como um excelen e ecu so pa a mo i a nas aulas de música da escola e pa a impulsiona a p á ica de can a . A c ença de que o can o é um dos alice ces da aula de música e lec e-se na omada des e ipo de inicia i as. Vis os pa e dos bene ícios que a p á ica do can o o e ece ao se humano e a conside ação que o p o esso ado a ibui a es a, é ele an e in es iga o alo que se ou o ga ao can o na Educação In an il desde a Adminis ação galega a a és do cu ículo o icial, dando a enção ao igen e cu ículo de Educação In an il na Galiza (Dec e o 330/2009; em Xun a de Galicia, 2009); e ao de ogado (Dec e o 426/1991). Os obje i os que nos p opomos são: P ocu a , iden i ica e ag upa as e e ências ao can o que cons am nes es dois cu ículos. Analisa o alo que o can o oma nes es ex os e es abelece uma compa ação en e ambos, pa a cons ui um discu so sob e a impo ância e necessidade das a i idades de can o na Educação In an il. 2Pe gun a de in es igação e me odologia De aco do com a pa e in odu o ia, pe gun amo-nos: Qual é a p esença di e a, e po an o a impo ância indi e a, que se ou o ga ao can o nos cu ículos da Educação In an il na Galiza? Exis em di e enças en e o cu ículo de 1991 e o de 2009? O mé odo de análise documen á io e do discu so, p óp io da me odologia quali a i a, pa eceu-nos o mais ap op iado pa a analisa o con eúdo cu icula . A écnica quali a i a indi e a u ilizada baseou-se nos p incípios e écnicas da g amá ica, da sin axe e da semân ica pa a a análise ex ual. 3Re e ências ao can o na no ma i a de 1991 e de 2009: compa ação Em ha monia com o Dec e o 426/1991 (de ogado cu ículo de Educação In an il da Galiza), o can o é en endido como: 3514 TEMA 14 CURRÍCULO, CONHECIMENTO E DISCIPLINAS ESCOLARES ÍNDICE DE TEMAS E ARTIGOS XI Colóquio sob e Ques ões Cu icula es VII Colóquio Luso-B asilei o & I Colóquio Luso-A o-B asilei o de Ques ões Cu icula es CURRÍCULO NA CONTEMPORANEIDADE: INTERNACIONALIZAÇÃO E CONTEXTOS LOCAIS 3 Modo de pa icipação, en ando que o alunado se en ol a em a i idades de can o em g upo. Canal de in e p e ação, achegando-se à sua cul u a a a és da in e p e ação de can os olcló icos, p ocedimen o a des aca na á ea de exp essão í mico-musical. Via de comunicação, a a és da pala a e do can o. Valo educa i o e a i udinal, mos ando gos o e in e esse pelas a i idades pa ilhadas, como pode se o can o g upal. Na linha dos ex os não no ma i os1 que acompanham o Dec e o 330/2009 (cu ículo igen e de Educação In an il na Galiza), o can o é uma/um: Recu so pa a a o ece o espei o en e as pessoas, já que nas o ien ações me odológicas pa a o 2º ciclo da Educação In an il comp eende-se o can o como meio pa a aze exp essa às c ianças os seus aços, in e esses e pe sonalidades, de modo que se conheçam en e si e ap endam a espei a e pe cebe a di e sidade e a singula idade das pessoas. Es a égia pa a desen ol e o sen ido de pe ença ao g upo, o qual ambém ajuda a e o ça as elações in e pessoais. Exp essão de emoções, sensações ou sen imen os. Nes e caso em conc e o só se az uma única e e ência a isso na á ea de Religião Ca ólica, como indicado especí ico de a aliação. Menciona-se des e modo o can o de ilancicos como o ma de exp imi a aleg ia e a emoção pelo Na al. Uma ez compiladas e ca ego izadas as e e ências2 ao can o no ex o cu icula de 1991 e nos documen os que se anexam ao cu ículo de 2009 (pos o que no p óp io cu ículo não se encon a am e e ências ao can o p op iamen e di as), desenhou-se o quad o que se ap esen a a segui , em que se eune a p esença do can o com espei o à ca ego ias que esumem as ideias sob e es e, e a isão que de di os ex os ob emos dele. Tabela 1: Compa ação da no ma i a de 1991 e de 2009 com espei o à conside ação/p esença do can o CONCEITO CURRÍCULO DE 1991 DOCUMENTOS ANEXOS AO CURRÍCULO DE 2009 Fa o ece a pa icipação √  Impo an e pa a abalha a in e p e ação musical √  Meio de comunicação/exp essão de emoções √ √ 1 Fo am idos só em con a as e e ências ao can o incluídas nos documen os anexos (não no ma i os) ao cu ículo de 2009 que igu am na publicação Xun a de Galicia (2009), assim como a “O dem de 25 de junho de 2009 po que se egula a implan ação, o desen ol imen o e a a aliação do segundo ciclo da educação in an il na Comunidade Au ónoma da Galiza” (DOG de 10 de julho de 2009, em Xun a de Galicia, 2009), pos o que no p óp io Cu ículo da Educação In an il de Galiza de 2009 a pala a “can o” es á ausen e. 2 Ve anexo. 3515 TEMA 14 CURRÍCULO, CONHECIMENTO E DISCIPLINAS ESCOLARES ÍNDICE DE TEMAS E ARTIGOS XI Colóquio sob e Ques ões Cu icula es VII Colóquio Luso-B asilei o & I Colóquio Luso-A o-B asilei o de Ques ões Cu icula es CURRÍCULO NA CONTEMPORANEIDADE: INTERNACIONALIZAÇÃO E CONTEXTOS LOCAIS 4 Valo educa i o e a i udinal √ √ Ajuda a desen ol e a acei ação das di e enças en e as pessoas  √ Fa o ece a coesão g upal √ √ √: ideia ecolhida / : ideia não ecolhida Fon e: Elabo ação p óp ia Ap eciamos que o can o es á p esen e como ecu so socializado no cu ículo de 1991, mas ausen a-se po comple o no cu ículo de 2009, mesmo que sim se e i am a ele os documen os não no ma i os que o acompanham, como a ma a o ecedo a do espei o ca a as di e enças indi iduais en e as pessoas e como es a égia de o alecemen o do sen ido de pe ença a um g upo. 4 Discussão e conclusões Em esumo, com espei o ao can o, são 6 as ideias em que se podem cong ega as e e ências compiladas dos documen os de 2009 e de 1991: 1. Fa o ece a pa icipação. 2. É impo an e pa a abalha a in e p e ação musical. 3. Meio de comunicação/exp essão de emoções. 4. Valo educa i o e a i udinal. 5. Ajuda a desen ol e a acei ação das di e enças en e as pessoas. 6. Fa o ece a coesão g upal. No cu ículo de 1991 es ão ecolhidas 5 ca ego ias de um o al de 6, igu ando nos ex os de 2009 uma menos, que dize , 4 de 6. Em 1991 a que não se eúne é a quin a; enquan o que em 2009 as que não apa ecem são a p imei a e a segunda. Tendo em con a que nem no Dec e o 330/2009 nem na “O dem de 25 de junho de 2009 po que se egula a implan ação, o desen ol imen o e a a aliação do segundo ciclo da educação in an il na Comunidade Au ónoma da Galiza” não há nenhuma e e ência ao can o, é de espe a que se conclua que ao can o não se dá impo ância nem como con eúdo nem como c i é io de a aliação. Mas su p eende que não se aça e e ência ao can o em g upo, po exemplo, como a o a o ecedo da pa icipação, ainda que possa es a ligado ao aspe o que sim se ecolhe sob e o sen ido de pe ença ao g upo. Não obs an e, quiséssemos des aca que o ac o de que uma c iança se sin a pa e de um g upo não em po quê supo que o ní el de pa icipação seja al o, mesmo que no malmen e sim á ligado. Começa emos a análise documen á ia isando a ideia de que é cu ioso que no Dec e o 330/2009, po que se publica o cu ículo igen e da Educação In an il na Galiza, a pala a “can o” es eja ausen e. Consequen emen e, na “O dem de 25 de junho de 2009 po que se egula a implan ação, o desen ol imen o e a a aliação do segundo ciclo da 3516 TEMA 14 CURRÍCULO, CONHECIMENTO E DISCIPLINAS ESCOLARES ÍNDICE DE TEMAS E ARTIGOS XI Colóquio sob e Ques ões Cu icula es VII Colóquio Luso-B asilei o & I Colóquio Luso-A o-B asilei o de Ques ões Cu icula es CURRÍCULO NA CONTEMPORANEIDADE: INTERNACIONALIZAÇÃO E CONTEXTOS LOCAIS 5 educação in an il na Comunidade Au ónoma da Galiza”, é de espe a que ambém não se aça e e ência ao can o de o ma pa icula . Também não achamos es a pala a no documen o “Achega da e apa da educação in an il à aquisição de compe ências básicas”. Es as mani es ações não são senão indícios da pouca conside ação ou conhecimen o do alo do abalho do can o na in ância e udo o que isso signi ica. Mas ainda esul a mais es anho que, não igu ando na o dem p e iamen e desc i a, pela qual se egula, en e ou os aspe os, a a aliação, sim se aça e e ência especí ica ao can o no documen o não no ma i o “A aliação: indicado es obse á eis especí icos”. Pe gun amos-nos como pode se que o can o não seja incluído como con eúdo no p óp io cu ículo se depois p e endemos a aliá-lo. In e p e amos que, no caso conc e o da eligião ca ólica, po se uma á ea não ob iga ó ia no ensino público, pode pe cebe -se que o can o não seja conside ado um con eúdo, como im em si mesmo, mas sim como ecu so com anscendência simbólica, a a és do qual pode emos pe cebe se uma c iança ansmi e aleg ia can ando can os de Na al (po exemplo), mani es ação da qual pode íamos aduzi se com e ei o exp essa algum alo da eligião em ques ão. Ainda sendo mais an igo, o cu ículo já de ogado (Dec e o 426/1991), sim az e e ência explíci a ao can o. Resul a espan oso que há 20 anos se inha dado impo ância ao can o em aspe os de desen ol imen o pessoal e social, sem incula à eligião, enquan o que em 2009 sim se elaciona o can o à eligião. Dá nas is as po dois mo i os: Ainda que bem é ce o que as polí icas educa i as em Espanha apon em pa a o con inamen o das ma é ias de ca á e a ís ico ( eja-se a LOMCE), mui as são as publicações e in es igações que chegam do es angei o (Tomlinson, 2012; Da ow, 2011; Cheng, Ockel o d & Welch, 2009; Ta u i, 2005), e ambém de ca á e nacional (Gillande s, 2010; Cáma a, 2008; López de la Calle, 2007; Pascual, 2006), que insis em na impo ância da Educação Musical na in ância, po con ibui pa a o desen ol imen o de ce as capacidades que sem dú ida são necessá ias e complemen am o sucesso em ma é ias de ca á e mais ins umen al ou adicional, e inclusi e a ní el de o mação da pe sonalidade ou desen ol imen o da emocionalidade, básicas pa a o c escimen o dos indi íduos. Já desde inais do século passado as c ianças (ainda que maio i a iamen e o azem as amílias po elas) nos cen os públicos e em alguns p i ados e conce ados podem escolhe es uda eligião (ca ólica ou ou a que o e ece o cen o), ou no seu de ei o, uma a i idade le i a pa alela, como pode se a já caduca “Al e na i a” ou a exis en e “A enção educa i a”. Também cada ez mais se abalha ans e salmen e o espei o às di e en es cul u as e ole ância às di e sas eligiões que num cen o educa i o de uma mesma comunidade podem con i e , in e p e ando e i endo a mul icul u alidade como um ac éscimo de en iquecimen o à con i ência escola . Seguindo es a lógica, pe gun amo-nos como é possí el que, pe an e es e ac o, no documen o Xun a de Galicia (2009) só o can o igu e como al ligado à eligião ca ólica e não es eja ligado à eligião no de ogado cu ículo da década de 90, quando naqueles anos não ha ia an as possibilidades na escola, como po exemplo, a de escolhe cu sa ma é ias inculadas a eligiões di e en es à ca ólica ou al e na i as à eligião. Po ou a pa e, ainda que “o can o e a a melho o ma de exp essa os sen imen os eligiosos [na Idade Média]” (Pascual, 2006, p. 7), os discu sos mode nos de c ença de hoje em dia alam mais da impo ância da é em si mesma que do ac o de mos á-la publicamen e, a a és do can o, da o ação, ou de ou a ia mais exp essa. Con udo, em ambos ex os de 2009 e de 1991, des aca-se o alo do can o como e o ço das elações humanas e po enciado da sociabilidade. Ap eciamos pa icula men e o alo que se ac escen a sob e o can o nas o ien ações me odológicas pa a o 2º ciclo (Xun a de Galicia, 2009), como canal de exp essão de ideias, in e esses e ca a e ís icas pessoais pa a omen a o espei o das di e enças e igualdades que exis em en e as pessoas. Tem um ca á e ans e sal que conside amos undamen al e alo izamos especialmen e como modo de abalha a ansigência e a 3517 TEMA 14 CURRÍCULO, CONHECIMENTO E DISCIPLINAS ESCOLARES ÍNDICE DE TEMAS E ARTIGOS XI Colóquio sob e Ques ões Cu icula es VII Colóquio Luso-B asilei o & I Colóquio Luso-A o-B asilei o de Ques ões Cu icula es CURRÍCULO NA CONTEMPORANEIDADE: INTERNACIONALIZAÇÃO E CONTEXTOS LOCAIS 6 acei ação das di e enças en e os iguais de uma o ma a aen e, pa a inculca alo es de ole ância, ão necessá ios na nossa sociedade. To na-se uma o ma o iginal, que bem modelada na p á ica, pode ia se um bom alice ce pa a ap o unda , ambém, em aspe os da coeducação. Re e ências Cáma a, A. (2008). Ac i idades de can o en la Escuela P ima ia: posicionamien o del alumnado de e ce ciclo y del p o eso ado de música. Tese de dou o amen o, Euskal He iko Unibe si a ea. Cheng, E.; Ockel o d, A.; Welch, G. (2009). Resea ching and de eloping music p o ision in special schools in England o child en and young people wi h complex needs. Aus alian Jou nal o Music Educa ion, 2, 27‐48. Da ow, A. (2011). Ea ly childhood special music educa ion. Gene al Music Today, 24 (2), 28‐30. Dec e o 426/1991, de 12 de decemb o, polo que se es ablece o cu ículo da Educación In an il na Comunidade Au ónoma de Galicia (DOG 8/92 de 14 de xanei o de 1992). Disponí el em h p://cen os.edu.xun a.es/cp donbosco/ iles/CURRICULO%20DE%20LA%20EDUCACION%20INFANTIL%20N %20LA%20COMUNIDAD%20AUTONOMA%20DE%20GALICIA.(D.O.G.%208‐92%20DE%2014%20DE%20ENER.d oc de Fonzo, M. (2010). Can o e apia. Il eo ema del can o. Roma: A mando. Gillande s, C.J. (2011). Los medios en la p ác ica docen e del especialis a en educación musical en Galicia. Tese de dou o amen o, Uni e sidade de San iago de Compos ela. He nández, M.D.M. (2010a). El can o en las escuelas in an iles de la Comunidad de Mad id: un ecu so poco u ilizado en la educación in eg al del niño. Re is a Ibe oame icana de Educación, 52 (4), 1-12. He nández, M.D.M. (2010b). Desa ollo del can o en el niño. II Cong ès In e nacional de Didàc iques, 1-6. He nández, M.D.M. & Ma ín, M. (2010). El can o en la Educación In an il. ¿Cómo escoge un epe o io adap ado a la isiología del niño y a su desa ollo ocal? II Cong ès In e nacional de Didàc iques, 1-6. López de la Calle Samped o, M.Á. (2007). La música en cen os de educación in an il 3‐6 años de Galicia e Ingla e a, un es udio de su p esencia y de las p ác icas educa i as. Tese de dou o amen o, Uni e sidade de San iago de Compos ela. Pascual, P. (2006). Didác ica de la música. Mad id: Pea son Educación. Ta u i, J. (2005). Lo s iluppo musicale nel bambino. Quade ni acp, 12 (3), 96‐98. Tomlinson, M. (2012). T ans o ma i e music in en ion: in e p e i e edesign h ough music dialogue in class oom p ac ices. Aus alian Jou nal o Music Educa ion, 1, 42‐56. Vaillacou , G. (2009). Música y musico e apia: su impo ancia en el desa ollo in an il. Mad id: Na cea. Xun a de Galicia (2009). Lexislación da Educación In an il en Galicia. Galicia: Conselle ía da Educación e O denación Uni e si a ia, Tó culo Edicións. Anexos 3518 TEMA 14 CURRÍCULO, CONHECIMENTO E DISCIPLINAS ESCOLARES ÍNDICE DE TEMAS E ARTIGOS XI Colóquio sob e Ques ões Cu icula es VII Colóquio Luso-B asilei o & I Colóquio Luso-A o-B asilei o de Ques ões Cu icula es CURRÍCULO NA CONTEMPORANEIDADE: INTERNACIONALIZAÇÃO E CONTEXTOS LOCAIS 7 A segui mos amos as e e ências3 ao can o que igu am na no ma i a sob e Educação In an il na Galiza, obje o da nossa análise. Tabela 2: Re e ências ao can o no de ogado Cu ículo de Educação In an il (Dec e o 426/1991) EPÍGRAFE REFERÊNCIA Anexo. O cu ículo de educação in an il 3. Á ea de Comunicação e ep esen ação 3.2. Blocos de con eúdos 3.2.5. EXPRESSÃO RÍTMICO-MUSICAL Fac os e concei os A oz como meio de comunicação (pala a/can o) (p. 40). P ocedimen os In e p e ação de imas e can os de olclo e popula . Pa icipação do can o em g upo (pp. 40-41). A i udes, alo es e no mas Gos o pela comunicação g upal em a i idades pa ilhadas de can o, baile ou mo imen os e sons a pa i do es abelecimen o de um empo comum pa a odas as c ianças (p. 41). Fon e: Elabo ação p óp ia Tabela 3: Re e ências ao can o no documen o não no ma i o “A aliação: indicado es obse á eis especí icos” (Xun a de Galicia, 2009) EPÍGRAFE REFERÊNCIA A aliação: indicado es obse á eis especí icos das di e en es á eas Ensino de eligião Religião ca ólica C i é io de a aliação: Sabe obse a os e e en es eligiosos do seu a edo . Indicado especí ico: Pa icipa no can o de ilancicos pa a exp essa a aleg ia e a emoção do Na al (p. 151). Fon e: Elabo ação p óp ia Tabela 4: Re e ências ao can o no documen o não no ma i o “O ien ações me odológicas pa a o segundo ciclo da Educação In an il” (Xun a de Galicia, 2009) EPÍGRAFE REFERÊNCIA Á ea de conhecimen o de si mesmo e au onomia pessoal Pa a a o ece que as c ianças descub am e espei em an o as suas ca a e ís icas e in e esses pessoais como as ca a e ís icas e in e esses das demais pessoas, é necessá io que exp essem, em si uações a iadas e a a és de di e en es o mas de comunicação e linguagens, o conhecimen o que ão adqui indo das suas ca a e ís icas ísicas, gos os, emas que lhes in e essam e das pessoas que lhes são signi ica i as. Pa a a o ece es a exp essão, emp ega -se-ão jogos, mímicas, can os e ep esen ações o mais icas possí eis (p. 161). Á ea de conhecimen o da en ol ência A o ganização de p oje os, consensuados, negociados e le ados a cabo cole i amen e pelo g upo, a ealização de assembleias pa a comen a acon ecimen os -o nascimen o de uma c ia u a humana ou animal, as p imei as lo es, a en ada na u ma de uma no a ou no o aluno, sob e udo quando es e pe ence a ou a cul u a di e en e, e c.- ou discu i e decidi de e minados aspe os da a i idade diá ia, di isão de a e as, planeamen o de uma saída…, as euniões em 3 Se den o da cela “epíg a e” não igu am odas as epíg a es supe io es da hie a quia do ex o, pe cebe -se-á que se ão os mesmos que os da cela imedia amen e supe io , e idenciando só as epíg a es in e io es em que di i am. 3519 TEMA 14 CURRÍCULO, CONHECIMENTO E DISCIPLINAS ESCOLARES ÍNDICE DE TEMAS E ARTIGOS XI Colóquio sob e Ques ões Cu icula es VII Colóquio Luso-B asilei o & I Colóquio Luso-A o-B asilei o de Ques ões Cu icula es CURRÍCULO NA CONTEMPORANEIDADE: INTERNACIONALIZAÇÃO E CONTEXTOS LOCAIS 8 g upo pa a con a um con o ou can a uma canção, e c. cons i uem aliosas es a égias que a pessoa docen e u iliza á po que são al amen e mo i ado as e a o ecem o desen ol imen o das elações in e pessoais, o es abelecimen o de ínculos a e i os, assim como que a c iança se sin a memb o do g upo pa icipando a i amen e nele (p. 167). Fon e: Elabo ação p óp ia 3520 TEMA 14 CURRÍCULO, CONHECIMENTO E DISCIPLINAS ESCOLARES ÍNDICE DE TEMAS E ARTIGOS