Medioe o Ispanico
Collana di e a da Pila Lo enzo G adín
5
Volume pubblica o con il con ibu o del Minis e io de Economía
y Compe i i idad spagnolo (P oge o: FFI2011-26785)
I olumi pubblica i nella Collana sono so opos i a un p ocesso di pee e iew
che ne a es a la alidi à scien i ica.
Me cedes B ea, Es he Co al Díaz,
Miguel A. Pousada C uz
(eds.)
Pa odia y deba e
me ali e a ios
en la Edad Media
Edizioni dell’O so
Alessand ia
© 2013
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È ie a a la ip oduzione, anche pa ziale, non au o izza a, con qualsiasi mezzo e e ua a, com-
p esa la o ocopia, anche a uso in e no e dida ico. L’illeci o sa à penalmen e pe seguibile a
no ma dell’a . 171 della Legge n. 633 del 22.04.1941
ISBN 978-88-6274-497-3
Eu soo de o se na ama
emũaigualglo ia
comMancias
GilMoniz
Po es anoi esedias
me ejo semp e penado,
des asãomaisnamo ado
queMancias
Hen iquedeSaa
Seguindooexemplodou os einosondeo e sifica colec i oalcança aum
ex ao diná iosucessocomop o ade equin eepassa empopalaciano, ambém
emPo ugalas es asouos amososse õesceleb adosnaCo eac escen amo
seub ilhonasegundame adedoséculoXV,pa icipandodeuma idadeluxoe
g andeza:o ganizamsecaçadas, ou os, o neiosejogosdedadoseca as;as
simcomoseassis eamúsicas,danças,encenaçõeseimp o isospoé icos.1 Esque
cese,nes esen ido,adenúnciaquelança aoaus e oD.Dua ealgumasdécadas
a ás,quando,assumindoespecula men ea unçãodeedificaçãodosseussúbdi
os,lhesa ibuíaa aisceleb açõeso elaxamen ooua éen o pecimen odaau
ên ica o alezaedoespí i oca alei esconoseuLi o de ensinança de bem ca-
alga oda sela.
Quandoaindaosca ac e esmó eisoule asde o maacaba amdese in o
duzidasemPo ugal,imp imiusenoanode1516oCancionei o Ge al de Ga
ciadeResende, as acompilaçãodap odução e sifica ó iadasco espo ugue
sasdu an eumpe íodocomp eendidoen easegundame adedoséculoXVeos
p imei osdezasseisanosdoseguin e,co esponden esaos einadosdeD.A onso
V,D.JoãoIIeD.ManuelI.Acede aoimaginá ioqueseence aem aiscoo de
1 Op esen e abalholigaseaop oje odein es igaçãocom e e ênciaPGIDITINCI
TE09204068PR,concedidopelaXun adeGaliciaedi igidopo Es he Co alDíaz.
O modelo de poe a-aman e no Cancionei oGe al:
a p esença de Macias em deba es e compa ações
MARIA ISABEL MORÁN CABANAS
Uni e sidadedeSan iagodeCompos ela
MARIA ISABEL MORÁN CABANAS
470
nadasespaciaisesociaisexigeape ceçãodos ex osnãoapenascomoumasé ie
a ulsadecomposições eunidaspa aasp ese a dausu ado empo,massob e
udocomoummeioou e amen aeficazmen eu ilizá elnaemp esadamagnifi
caçãodopode ealedo alo nacional.
Nes esen ido, an oao ganizaçãoeseleçãodoma e ialpoé ico,comoop ó
logo,dedicadoao“P íncipe,NossoSenho ”( u u o eiD.JoãoIII),ece aspa i
cula idadesg áficas(asimbologiahe áldicaen ol eoCancionei odep incípioa
fim),ganhamumespecial ele o.Aliás,Ga ciadeResende ec iminaaliospo u
gueses,lamen andoasua al adein e esseemdeixa memó iadasg andesnume
osas açanhasquep o agoniza am,apesa dese emes assupe io esàsdosp ó
p iosg egose omanos.Facea alapa ia,elemani es aain ençãodedi ulga em
o maimp essaalgumasamos asdapoesiacul i adanoPo ugaldaquelaal u a
(coisas de olga e gen ilezas)comoump imei opassoquesi apa aincen i a
osau o escommaio alen oaabo da li e a iamen eou asques õesdemaio al
cance–que dize ,asa en u asul ama inas:
E,po que,Senho [P íncipeD.JoaoIII],asou ascousassamemsi amg andes
quepo suag andezaemeu acoen ende namde ode oca nelas,nes a,queé
asomenos,po emalgũapa esa is aze aodesejoquesemp e i ede aze algũa
cousaemqueVossaAl eza ossese idoe omassedesen adamen o,de e minei
ajun a algũasob asquepudeha e d’algũspassadosep esen eseo dena es e
li o,nampe apo elasmos a quaes o amesam,maspa aosquemaissabem
s’espe a ema olga d’esc e e e aze aamemo iaosou osg andes ei os,nos
quaesnamsamdinodeme e amão.2
Afi ma o alen ocul u aleli e á iodopaísimplicacan a osp óp iosmi osou
ap op ia seeexplo a osp óximos,con ibuindoem odososcasospa ao o a
lecimen odep es ígio.Na e dade,amaio pa edapoesiadoCancionei o Ge-
algi aao edo dedoisg andeseixos emá icos:amo esa i a,e igindosecomo
umapon een epassado,p esen ee u u onaa epoé ica–come ei o,aexp es
sãonãodi e eemg andemedidadaqueca ac e izaoli ismo o ado escodeo i
gemp o ençal,masin oduzainfluênciadali e a u acas elhana ecolhidanos
cancionei osdeQua ocen osece osmo i ose ecu sosno osquese o na ão
clichésnaRenascençaeemépocaspos e io es.A éseanunciaumBa ococheio
2 “P ólogo”,doCancionei o Ge al de Ga cia de Resende,edi adopo AidaFe nan
daDias,Maia,Imp ensaNacionalCasadaMoeda,19901993,4 ols.,eac escen adoem
1998e2003comos olumesV(ATemá ica)eVI(Dicioná iocomum,onomás icoe o
ponímico), espe i amen e.Ospoemasqueaolongodanossacomunicaçãose ão ansc i
osseguem ambémes aedição,comindicaçãode olumeenúme odecomposição.
O MODELO DE POETA-AMANTE NO CANCIONEIRO GERAL 471
desub isconcei osea i ícios,pa adoxos,amos asdeengenhosidade,deslum
b an eshipé boles,an í eses iolen asesignificadosin encionadamen eobscu os,
apenasacessí eispa auma es ingidaeli edeen endedo es.3
Os ex os ecolhidosobedecemsemp eauma unçãocomunicacionaleape
la i ade e minada,enquad andosena ea alidadeco esaapa i doelogio,da
celeb ação,dabu la,doinsul o,doin e câmbiodepe gun ase epos as,docon
selho,daencomenda,e c.E, alcomoacon eceem elaçãoàs o asdedicadasa
InêsdeCas odaau o iadocompilado (opoli ace adoGa ciadeResende:c o
nis a,músico,compilado poe a…),as e e ênciasàfigu adeMaciasoNamo ado
dispe saspelacolec anêapo uguesa eme emnos ambémpa aaconc e ização
domi oda o çadoamo sob equalque in e esseoucon ençãosocial,capazde
ul apassa ap óp iamo e.
Des eau o ,conside adodecanodos o ado esincluídosnachamada“escola
galegocas elhana”,apenasseconse amalgunspoemasque,comdi e en eg au
de e osimilhança,lhesãoa ibuídosnoscancionei oscas elhanos.4Oquecele
3 Osau o esusa ama adiçãoeino a amnacomelemen osdein en i idadeec ia i
idade,ab indono aspossibilidadeses é icaseexplo andoinclusi eaexis ênciama e ial
do ex o( isual)a a ésde ecu sosquechega ãoase especialmen epos asemdes a
quenapoesiaconc e is aeexpe imen alis adoséculoXX,comosublinhaGe aldoAu
gus oFe nandesnasuaTesedeDou o amen osob eO amo pela o ma no Cancionei o
Ge al de Ga cia de Resende,de endidaem2011naUni e sidadedeSãoPauloou,mais
esumidamen e,noseua igo“NoCancionei o Ge aldeGa ciadeResende,ac ia i ida
depalacianaemFe nãodaSil ei a”,Labi in os. Re is aElec ônicadoNúcleodeEs u
dosPo ugueses,3,1ºsemes ede2008(h p://www.ue s.b /nep/labi in os/, alcomo oi
cap u adoem3deagos ode2011).
4 Tan oaau o iade ex oscomoaediçãoc í icades esap esen amp oblemasdedi
ícil esolução.Algunses udiososdasuaob achega amaconcede lhe,coma gumen
osmaisoumenosplausí eis,apa e nidadede in ee êscomposições,algumasdelas
conse adasapenasem o ma agmen á ia.O a, endoemcon aacasuís icade alques
ão,JuanCasasRigallclassificaospoemasdeMaciasnosseguin esg upos:ob adeMa
cias;a ibuiçõesp o á eis;a ibuiçõesdu idosas;a ibuiçõesmui odu idosas;ea ibui
çõese adas.Nap imei asé iefigu am“Ca i odamiña is u a”;“Amo c ueleb ioso”,
“Seño aenquefiança”;“P o eidebusca mesu a”;e“Cuidadosemaginança”, odaselas
de emá icaexclusi amen eamo osa.En eosmo i osli e á iosqueMaciasmaisexplo
ades acaosilêncioco ês;aloucu apassional;oso imen o;ape sonificaçãodoco ação
oudeen idadescomoaMesu a,aCo esia,aCo du a;asimagens i adasdocampobéli
co;e c.(“Elenigmali e á iodeMacias”,El Ex amundi y los Papeles de I ia Fla ia,6,
1996,pp.1145).Pa aci a apenasalgunsdosdi e sos abalhospublicadosemda as e
cen essob ea idaeob ado o ado , ejaseCleo éTa o,“Apun essob eMacías”,Qua-
de ni del Dipa imen o di Lingue e Le e a u e s anie e mode ne dell’Uni e si à di Pa-
MARIA ISABEL MORÁN CABANAS
472
b izouMaciascomoespelhodosapaixonadosnão oiasuap oduçãolí ica,mas
ce osaspe osdeumabiog afialendá iac iadaà ol adesuposiçõesace cadasua
da aeluga denascimen o,dosmo i osdasuamo eedece asci cuns ânciasin
e p e adascomo eaisapa i de e sosconside adosdasuaau o ia.Asuaa en
u aequipa aseaumague a/ba alhadeamo emqueaconquis adadamaé is
acomoumacon endamili a eoaman eficap isionei o–daíacéleb eme á o
adocá ce edeamo .
Aliás,ainclusãodape sonificaçãodoses adosdeânimo,comoT is ezaeCui
dado,con ibuempa ao omlac imogéneodosseuspoemas–en eeles,“Ca i o
damiña is u a∙,quepodemosconside a comoo ex o undacionaldomi o.De
poisdeumab e ealusãoqueoMa quêsdeSan ilhana ezem1448aoseuenamo
amen o na amosa Ca a P ohemio al Condes able Don Ped o de Po ugal, jáno
p óp ioséculoXVapa ecemou os ela osquenosin o mamsob eoso imen o
deMacias.NaSá i a de Felice e In elice Vida,odes ina á iodaca amencionada
(c.1450),con acomoseapaixonoupo umadonzelaque inhasal adodemo e
a ogadanum ioecomo,embo a endoelacasadocomou oca alei o,con inuou
aamálaa équealançadoma idociumen oacaboucomasua ida.
Unsanosmais a de,quandoop o esso deg egoemSalamanca,Núñezde
Toledo,comen aoLabe in o de la Fo unadeJoãodeMena(1499),insis ena
amaque odeiao o ado galegoenasdis o çõesaquee asubme idaasuabio
g afia,aca e andono osdados.Pos e io men e,A go edeMolinaincluionasua
Nobleza de Andalucia, o necendoumano a e sãodasua idae elacionando
comou aspe sonagens.5Asin o mações o necidas a iamemmaisoumenos
po meno es:ma ouooesposodasuaamada,masonde?Numaceldadocá ce
e?Enquan obeija aaspegadasdamulhe queama a?Oseumi ocomo í ima
ia,18,2001,pp.531ouManuelGahe eJu ado,“Ejessemán icosenlapoesíadeMacías
oNamo ado,un o ado gallegoenelCancione o de Baena”,Juan Al onso de Baena y
su cancione o. Ac as del I Cong eso In e nacional sob e el Cancione o de Baena,ed.po
JesúsLuísSe anoReyesyJuanFe nándezJiménez,Baena,Ayun amien odeBaenaDi
pu acióndeCó doba,2001,pp.161182.
5 En eou oses udosque e isam odoop ocessode o mação,consolidaçãoein en
sificaçãodomi odeMaciasoNamo ado, ejaseF anciscoSe anoPuen e,“No aspa a
unpa alelo:Rod íguezdePad ón–Macias”,Cuade nosdein es igaciónfilológica,12,
1975,pp.7178,eAn onioCo ijoOcaña,“Elmi odeMacíasenlali e a u aespañola.
Ap opósi odePo fia has amo i deLopedeVega”, disponi elemh p://www.ehuma
nis a.ucsb.edu/p ojec s/Belmon e/index.sh ml, alcomo oicap u adoem1dejunhode
2012.Nes esen ido, enhase ambémemcon aaob adeEn icDolziFe e ,Sie o li-
b e de amo de Juan Rod íguez del Pad ón: es udio y edición, València,Uni e si a de
València,2004.
O MODELO DE POETA-AMANTE NO CANCIONEIRO GERAL 473
dapaixão oise o jandoecon e endoseem ecunda on edeinspi ação–com
e ei o,apenasalgunsanosdepoisdasuamo e,osseuscongéne esjá eemnele
ummodelodeamado eca alhei o.
Asuafigu aé ec iada an opelaficçãosen imen alnosfinaisdaIdadeMé
dia– o nandoseobje ode ene açãoemSie o lib e de amo (c.1440),doseu
con e âneoRod íguezdelPad ón–,comonapoesia ecolhidanoscancionei os
peninsula es.Daíaspala asdePed oJoséPidal:“Nosepuede o ma una e da
de aideadelaceleb idaddeMaciassinoconociendoloscancione osmanusc i os
y iendoelg annúme odecomposicionesenlasqueseceleb ayensalza”6 ou as
deTeófiloB agaem elaçãoàp oduçãoespecificamen epo uguesa:“De odosos
poe as(…)umdosmaisconhecidosemPo ugal oioenamo adoMancias,cujo
nomese o noup o e biale ípicode odososaman es”.7
Come ei o,Macias(g a adocomoMancias)apa ecenoCancionei o Ge al
em epe idasocasiõescomoa qué ipodeen ega o alàpaixão.Jáno ex oem
o madedeba esob ecasuís icaamo osacomqueseab ees a egicamen eaco
le ânea egis aseoseunomeo aem e sosqueseap esen amcomoa gumen
oo anou osquep e endemse con aa gumen odaqueles.Taldeba ees abele
ceseem o madep ocessojudiciá io,emes ilodiscu si oenumalinguagemca
ac e izadapelagí iaepelas ó mulas o enses,es endendoseaolongodemui as
es o es.Na e dade,cons i uiumaceleb açãohomenagemdomona caD.João
II,queapa eceali, in eanosdepoisdamo e,exe cendocomoRei,comoDeus
ecomoJuizdeAmo .
Nessa achadapoé ica,cons uídaapa i das eg asdodi ei ocomocampo
deumsabe pe ei amen ees u u adoecapazdeo ganiza comcoe ênciaamul
iplicidadeedi e sidadedasin e enções,discu esesob eag a idadeesince
idadedassin oma ologiasdoaman e:Quala i udesupõe e dadei amen eum
maio o men o?Éocuida ,que dize ,oso e emsilêncio(ain ospeção)?Ou
éosospi a , amani es ação/ e elaçãodado a a ésdossuspi osp oceden esda
alma?Sucedemseospa ece esdaspe sonagensa a o dasince idadedeuma
ouou a eação,p o ocandodoisjulgamen os:op imei op esididopelasenho a
Leono daSil a,di adaCo e;eosegundo, omadocomodefini i o,pelodeus
Amo ,soboqualapa ece ansfigu adaaimagemdeD.JoãoII,ochamadoP ín
cipePe ei o.8
6 ApudCa losMa inezBa bei o,Macías el Enamo ado y Juan Rod íguez del Pa-
d ón,San iagodeCompos ela,BibliófilosGallegos,1951,p.38.
7 Ibidem, p.56.
8 Àsuamemó iaesob easexcelênciasdamona quiadeA iscompuse am e sos
DiogoB andão( ol.II,nº333)eLuisHen iques( ol.II,nº367).Op imei oap esen
MARIA ISABEL MORÁN CABANAS
480
Vósdizeiquesamcasado
eque obemacasada,
sendod’amo am o çado
que nam sen o po pecado
elase demimamada.
Nemmepossoconhece
senam amsojei odela,
quecuidoquepadece
e as padece mo e
de osopo a po ela.
Eopecadosegundo
lhedi eis:Quemeusen ido
nam se unda nem me undo
senam semp e nes e mundo
que e malaseuma ido.
Eamo elhedesejo
maiscedoquepossase
eodemonele ejo,
eheig amp aze sobejo,
quandoaelaposso e .
O e cei oconc usam
ósdizei:Quesam am o e
amado po condiçam
quenamsen ocon içam
nem eceominhamo e.
Nemd’almanamsamlemb ado,
nemde ezamnemde ama,
neméou omeucuidado,
sal an ese namo ado
daques acasadadama.
( ol.II,nº228)
Op óp iocon essandoma caa p io iassuascondiçõeseimpõelimi ações
quan oaosmodosdeexpu ga as al as.Elejájejuaquandonão êasuadamae
jápassaanoi eem igíliaquandopensanela.Quan oàso ações,jápodemse
i como ais odasasdo ese ibulaçõesqueoseuco açãopadece.E,noquediz
IlhanoCancionei o Ge aldeGa ciadeResende”,Agália. Re is a de Ciências Sociais e
Humanidades,48,in e no1996,pp.435450,es udoqueemb e ese ápublicadocom
e isõeseac éscimos.
O MODELO DE POETA-AMANTE NO CANCIONEIRO GERAL 481
espei oàesmola,mos adispos oapaga comquan odinhei o i e ea écoma
suap óp iapele(“quem’es ole”)o“se iço”dadama,comoqualoeupoé ico
seconsola,que dize ,sa is azosdesejos.O a,nuncaacei a áp escindi de al e
lação:“an ememandema a /po ou aqualque manei a”.
Na e dade,aumap imei alei u ado ex ocomofingimen opoé icoligadoà
ea alidadeco esãsegueseou aemquepodemosdescob i umain e i acon
aoindi íduomencionadonop imei o e so.Nãocon émesquece ae imolo
giae o maçãodoan opónimoMou a o:olexema“mou ”eosufixo“a o”pa e
cem eme e nospa aae niadosmou os,anulandojáasince idadedo i ualc is
ão.Aliás,aludeseàconfiançanain e mediaçãode alindi íduopa aconsegui
absol ição/pe dãoe,simul âneaepa adoxalmen e,lemb aseapouca equência
comquees esecon essa.Comojá emosassinaladonou aocasião,o ela opa
ecedi igidoaes e,quese o na í imadeumaduplabu la:pelao igemmou a
epo se ,p ecisamen eele,oma idoenganado.Ap opósi odo e mojejua , e
nhamseemcon aasoco ênciasdoseuan ónimocome comome á o adoa o
sexualna adiçãocancionei il;e,quan oàaceçãoe ó icadainsónia,pensese,
po exemplo,naespa sadocas elhanoGue a aàsuaamiga,“es andoconellaen
lacama”,noCancione o Gene aldeHe nandodelCas illo:“¡Quénoche anmal
do mida!/Quesueño andes elado!/Quéges oel ues o,deDios!/Quémalel
mío,con icio!…”.18
Po ou olado,numa aqueme ali e á iodeca iz eligioso,aludeseaocul o
i acionalqueospoe as endemaodeusdesignadocomoMaciasouCupido,em
ezdeado a figu asmaisdignaspelasua éc is ã,comooApós oloSan oAn
d é:D.JoãoManueles abeleceumcon on oen eamo sensual e sus espi i
ual,c i icandoop imei oelamen andoummundo ao e ês. A emá icamo ale
eligiosadominao ex o,peloqueMaciase odososseusseguido es ep esen am
umcon a alo ,aenca naçãodomalouog upodo“imigo”:“Poe asou o a
do es/quedespendeis ossosdias/emdize cemmilp imo es/deCopidoede
Mancias,/dobemnamdizbemninguem,/omallou aesdesigual,/sois o a
do esdobem/ebendizen esdomal”( ol.I,nº138)–eisumaado açãoquenos
azàmemó iao ela odeRod íguezdelPad ónnoSie o lib e de Amo , em que
o úmulodeMaciasapa ececomo emplodepe eg inação eligiosa,ondesep o
am,àmanei aa ú ica,os e dadei osamado es.
Comoacon ececomocasodeInêsdeCas o,comquecompa ilhaomo i
odo ágicodes inopeloseuamo impossí elepelasuao igemgalega,ami i
ficaçãodoNamo ado egis ase,pelap imei a eznapoesiapo uguesa,noCan-
18 ApudKei hWhinnom,La poesía ama o ia de la época de los Reyes Ca ólicos,Du
ham,Uni e si yo Du ham,1981,p.32.
MARIA ISABEL MORÁN CABANAS
482
cionei o Ge al,sendo eiculadanomolde ipicamen equa ocen is ada edondi
lha.Mais a de,con inua áase explo adanou osme osegéne ospo au o es
comoLuísdeCamões,quenapeça ea aldo Au o de Filodemocompa aaspala
assang en asdeDu ianocomasdeMacias,apa i deum e soamiúdeglosa
dono epe ó iopoé icohispânico:“eseis onãobas a ,salgan las palab as mas
sang ien as del co azón, en oadasde eição,quedigamquesouumMancias,e
pio ainda”.19Écla oqueap esençadonossoca i odeamo nali e a u alusase
encon ain imamen eligadaàinfluênciadapoesiadeCas ela:quaseumadéci
mapa edos ex osalicompiladoses ãocompos osemcas elhanoe,independen
emen edalínguau ilizada,sob essaineleum e dadei oap eçoea é ene ação
pelosau o esdaCo e izinhaa a ésda e e ência(implíci aouexplíci a),daci
açãoedaglosa–sob e udoem elaçãoà emá icaamo osa.
19 Rep oduzimoses e–nalgumaocasiãoa ibuídoaGa ciSánchezdeBadajoz–em
i álico.C .PalomaDíazMas,“Algomássob e omances(ycanciones)enensaladas”,
Nue a Re is a de Filologia Hispánica,41,1993,p.237,eaediçãodoCancione o de Ga -
cí Sánchez de Badajoz,p epa adapo JuliaCas illo,Mad id,Edi o aNacional,1980.