Re is a Tu ismo: Es udos & P á icas (RTEP)
. 12, n. 2, jul./dez. 2023 (ISSN: 2316-1493)
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A IMPORTÂNCIA DO TURISMO CONSCIENTE NA PROMOÇÃO DO
DESENVOLVIMENTO DO TURISMO DE BASE COMUNITÁRIA NO
DESTINO DE FOZ DO IGUAÇU
THE IMPORTANCE OF CONSCIOUS TOURISM IN PROMOTING THE DEVELOPMENT OF
COMMUNITY-BASED TOURISM IN THE DESTINATION OF FOZ DO IGUAÇU
Au elinda Ba e o Lopes
1
Jakson Renne Rod igues Soa es
2
Xosé Manuel San os
3
RESUMO: Es e es udo abo da a elação en e o Tu ismo Conscien e e o Tu ismo de Base
Comuni á ia, conside ando as implicações en e es es concei os e o desen ol imen o de
a i idades en ol endo a comunidade de Foz do Iguaçu. O obje i o des e es udo é analisa as
implicações do u ismo conscien e pa a o desen ol imen o do Tu ismo de Base Comuni á ia –
TBC, no des ino u ís ico de Foz do Iguaçu. Pa a isso, iden i ica os concei os do TBC, ap esen a as
bases eó icas do Tu ismo Conscien e e desc e e a elação en e a consciência do u is a e a
ealização do u ismo de base comuni á ia em Foz do Iguaçu. Os esul ados ob idos com
in o mações digi ais da Sec e a ia Municipal de Tu ismo de Foz do Iguaçu ap esen am alguns
exemplos de a i idades de u ismo comuni á io desen ol idos na egião com a in enção de
desen ol e a economia de base e en ol e a comunidade local que se o na in isí el dian e do
u ismo de massa. Conclui-se que a o mação de p o issionais comp ome idos em desen ol e o
u ismo conscien e con ibui pa a es abelece medidas p e en i as de impac os ambien ais pa a
p ese a o meio ambien e e a cul u a local. Pala as-cha e: Tu ismo de Base Comuni á ia.
Tu ismo Conscien e. Impac os ambien ais e cul u ais.
1
G aduada em Tu ismo. UNIOESTE, au elinda.lopes@unioes e.b , USC In e na ional Doc o al School,
Uni e si y o San iago de Compos ela, Uni e si y Squa e,15782 San iago de Compos ela, Spain.
2
P o esso e pesquisado da Uni e sidade da Co uña, Depa men o Business, Uni e si y o A Co uña,
15001 A Co uña, Spain. Dou o em Di eção e Planejamen o do Tu ismo pela Uni e sidade da Co uña-ES.
E-mail, jakson.soa [email protected]
3
P o esso e pesquisado da Uni e sidade de San iago de Compos ela, Dou o em Geog a ia, Uni e sidade
de San iago. Depa men o Geog aphy, Uni e si y o San iago de Compos ela, Uni e si y Squa e, 15782
San iago de Compos ela, Spain. E.mail, xosemanuel.san [email protected],
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ABSTRACT: This s udy add esses he ela ionship be ween Conscious Tou ism and Communi y
Based Tou ism, conside ing he implica ions be ween hese concep s and he de elopmen o
ac i i ies in ol ing he communi y o Foz do Iguaçu. The objec i e o his s udy is o analyze he
implica ions o conscious ou ism o he de elopmen o Communi y Based Tou ism - TBC, in
he ou is des ina ion o Foz do Iguaçu. Fo his, i iden i ies he concep s o TBC, p esen s he
heo e ical bases o Conscious Tou ism and desc ibes he ela ionship be ween ou is
awa eness and he ealiza ion o communi y-based ou ism in Foz do Iguaçu. The esul s
ob ained wi h digi al in o ma ion om he Municipal Sec e a y o Tou ism o Foz do Iguaçu
p esen some examples o communi y ou ism ac i i ies de eloped in he egion wi h he
in en ion o de eloping he basic economy and in ol ing he local communi y ha becomes
in isible in he ace o mass ou ism. I is concluded ha he aining o p o essionals commi ed
o de eloping conscious ou ism con ibu es o es ablishing p e en i e measu es o
en i onmen al impac s o p ese e he en i onmen and local cul u e. Keywo ds: Communi y
Based Tou ism. Conscious Tou ism. En i onmen al and cul u al impac s.
INTRODUÇÃO
Es e es udo abo da o u ismo conscien e e o u ismo de base comuni á ia e
p ocu a elaciona es a emá ica, na pe spec i a de que um in e e e no
desen ol imen o do ou o. Dessa o ma, essa abo dagem analisa as pe spec i as pa a o
u ismo comuni á io na egião de Foz do Iguaçu, p ocu ando es abelece uma elação
en e o aspec o ino ado e a o mação dos p o issionais de u ismo pa a a sua
ealização. Há que se pe cebe que as ino ações no âmbi o do u ismo são mo i adas
pela inclusão social e pela conse ação ambien al.
A ealização de p á icas sus en á eis de u ismo necessi a es a aliada à
pa icipação e p o agonismo social, mani es ações cul u ais, pa a isso é necessá io que
os p o issionais que ealizam es as ações sejam p epa ados, an o nos conhecimen os
eó icos quan o p á icos pa a bem ealiza e conc e iza essas ino ações.
Ações de quali icação são essenciais à es u u ação u ís ica e e e i amen e
necessá ias pa a a qualidade dos se iços u ís icos p es ados aos u is as. Assim, de e-
se p omo e a qualidade dos p odu os u ís icos po meio da quali icação e o
ape eiçoamen o dos p o issionais a uan es na cadeia p odu i a do u ismo.
Pa a o Minis é io do Tu ismo, o Tu ismo de Base Comuni á ia (TBC) é um
enômeno econômico e social em que comunidades ecep o as assumem papel de a o es
p incipais na o e a dos p odu os e se iços u ís icos. Assim, a ibu os da na u eza e da
cul u a são ans o mados em a i os econômicos pa a o laze , en e enimen o e
di ulgação de conhecimen o pa a isi an es e al e na i as de inse ção socioeconômica
da população local nas a i idades elacionadas com o u ismo. Essas inicia i as
ep esen am uma o ma singula de es u u ação e o ganização de o ei os e/ou egiões
em que se compa ibiliza a o e a de p odu os e se iços u ís icos di e enciados com a
p omoção de melho ia na qualidade de ida das comunidades locais. Nesse con ex o, o
apoio pa a a consolidação des a ação em como oco o planejamen o, es u u ação,
quali icação e p omoção pa a inse ção no me cado (MTUR, 2011).
A maio pa e das inicia i as de u ismo de base comuni á ia esul a da
mobilização e o ganização da sociedade ci il, baseadas no modo de ida e na cul u a
local. Esse ema em sido obje o de in ensa discussão em algumas uni e sidades, como
ambém, no in e io de mo imen os sociais e ambien ais de comunidades adicionais.
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Nes e aspec o, há que analisa as ações de “ u ismo conscien e” enquan o
a i idade ambien al, social e economicamen e sus en á el, além de pesquisa as ações
de conscien ização que podem se desen ol idas pelos p o issionais do u ismo que
con ibuem pa a es abelece os limi es do u ismo conscien e, e i icando as p á icas de
ges ão de u ismo que con ibuem pa a minimiza os impac os ambien ais causados
pela a i idade u ís ica a pa i de um concei o adequado pa a o u ismo conscien e que
de e se o mado nas uni e sidades que desen ol em a o mação acadêmica em
u ismo.
O u ismo conscien e se con apõe à p óp ia p á ica do u ismo, is o que a
a i idade é pe meada pelo mo imen o e, odo mo imen o, acaba ge ando impac o. Os
mo imen os acabam sendo ealizados com a consciência de ão p o oca danos à
na u eza. A ce eza de que o impac o é ine i á el, conduz à cons a ação de que as
iagens u ilizam meios de anspo es, que u ilizam combus í eis que emi em gases e
p omo em danos ambien ais, os a iões são os que mais causam es e ipo de emissão, as
pessoas não deixam de iaja de a ião pa a aze u ismo só pa a não impac a o
ambien e na u al e, com isso, a a mos e a ai sendo des uída e az consequências pa a
as belezas na u ais que mo i am a isi ação u ís ica.
O con ex o de elabo ação do u ismo, ainda não encon ou um meio de
conscien iza as pessoas sob e a esponsabilidade de cada um na ge ação de impac os
ambien ais, especialmen e, em elação aos impac os que des oem os des inos u ís icos.
Po an o, é necessá io desen ol e uma o mação adequada pa a ealiza e conc e iza
o u ismo conscien e e sus en á el, ou seja, des u a do u ismo sem impac a , ge ando
o adequado e o no às comunidades locais em elação à p ese ação do ambien e, da
cul u a e da economia comuni á ia.
Dian e disso, o obje i o des e es udo é analisa as implicações do u ismo
conscien e pa a o desen ol imen o do Tu ismo de Base Comuni á ia – TBC, no des ino
u ís ico de Foz do Iguaçu. Pa a isso, iden i ica os concei os do TBC, ap esen a as bases
eó icas do Tu ismo Conscien e e desc e e a elação en e a consciência do u is a e a
ealização do u ismo de base comuni á ia em Foz do Iguaçu.
MATERIAIS E MÉTODOS
Es e es udo oi desen ol ido a pa i da análise quali a i a de uma e isão
bibliog á ica de publicações ob idas po meio busca digi al em bases de dados do Google
Schola e do Po al da Capes. Inicialmen e, de iniu-se como p oblema de pesquisa o
ques ionamen o sob e as implicações do u ismo conscien e no desen ol imen o do
u ismo de base comuni á ia, assim endo como desc i o es as pala as “ u ismo
Conscien e”, “Tu ismo Sus en á el” e “Tu ismo de Base Comuni á ia” o am
selecionados os a igos elacionados ao ema des e es udo.
A busca e e como c i é io de inclusão somen e a igos publicados em língua
po uguesa com da a de publicação en e os anos de 2010 a 2023. Após a lei u a de
í ulos, esumos e pala as-cha es, os es udos o am selecionados pa a a c iação de um
documen o desc i i o da e isão.
O CONCEITO DE TURISMO CONSCIENTE
A cons ução de um concei o pa a u ismo conscien e es á inculada aos
p incípios da é ica e da esponsabilidade, que odo se humano de e ao mundo em que
i e. É necessá io espei a a paisagem na u al, comba e a poluição, a des uição e os
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impac os, não apenas em a o da ecologia, mas pelo bem da ida e pelo
desen ol imen o como um odo.
Medei os (2013) desen ol eu seu es udo buscando analisa as implicações da
consciência e e i icou que o u ismo é a indús ia que mais c esce na economia mundial
con empo ânea, e po sua ez, den e odos os segmen os que o e ece, há que se ado a
um posicionamen o de ge i o u ismo de o ma sus en á el, nes e aspec o, o au o
conside a que o eco u ismo é a a i idade que mais se des aca, deixando e iden e o
in e esse das pessoas pela busca da na u eza e ques ões ambien ais.
O Tu ismo al e na i o di e e especi icamen e do u ismo de massa po eduzi o
núme o de isi an es, logo, se eduz ambém oda a es u u a que é u ilizada pa a
ecebe esses isi an es, como anspo e, hospedagem e equipamen os. Pa a Resende
(2010), é necessá io conside a que o u ismo al e na i o, quando não planejado
adequadamen e, pode se o na mais ag essi o ao meio ambien e, uma ez que mesmo
públicos meno es, podem impac a espaços de p ese ação, assim não se a a de
planeja a edução de isi an es no espaço, mas planeja pa a que mesmo os públicos
meno es não ealizem impac os ao meio ambien e du an e isi ação.
Dian e disso, comp eende o desen ol imen o do u ismo sus en á el em sendo
uma busca en e os es udiosos do u ismo, enquan o ciência que necessi a zela pela
in eg idade ambien al dos des inos u ís icos.
Os es udos desen ol idos po Cunha e Augus in (2014) demons am que a polí ica
da sus en abilidade que es á ligada ao desen ol imen o ambien al é di igida pa a
ques ões ligadas à poluição da água e do a , po ém há necessidade de uma polí ica global
que en ol a odos os se o es da economia, incluindo medidas de conse ação do meio
ambien e que es ejam in imamen e elacionadas aos p opósi os nacionais. O
desen ol imen o sus en á el pode se de inido como a a i idade capaz de sa is aze as
necessidades da sociedade con empo ânea, po ém não de e comp ome e a qualidade
de ida das ge ações u u as.
O desen ol imen o da esponsabilidade ambien al se e pa a escla ece que
exis e demanda pa a a ealização de se iços esponsá eis, pois o consumo dos ecu sos
e dos bens sociais de em se , indiscu i elmen e, man idos em qualque ci cuns ância.
Isso implica em consumo esponsá el em meios de hospedagem como necessidade a se
implemen ada quando se a a de u ismo conscien e. Po an o, é necessá io
desen ol e uma elação ha mônica en e o u is a e os meios de hospedagem, pois,
nes e aspec o, a sus en abilidade de e se alcançada como esul ado das elações sociais
(Souza; Balbino , 2021).
Medei os e Mo aes (2013) pon uam que o u ismo se o na conscien e quando
seu desen ol imen o consegue alia os se o es econômico, social, cul u al e ambien al
na busca po minimiza os e ei os dos impac os des a o á eis e maximiza os impac os
a o á eis, assim o na-se necessá io ealiza p á icas que e idenciem a
sus en abilidade ambien al onde sejam desen ol idas amplas demandas de a i idades
u ís icas. Assim, p opõem-se que sejam de ec ados os impac os nega i os causados
pelo u ismo deso denado, o que pe mi e ap esen a meios de di imi os e ei os e
implemen a o mas e p á icas de u ismo sus en á el. A o imização dos bene ícios em
localidades u ís icas e o omen o de maio sensibilização em elação às ações
ecologicamen e co e as, indica a ag egação de alo es an o pa a a população local,
como ambém aos seus isi an es.
Os hábi os dos consumido es são ele an es pa a a manu enção da
sus en abilidade de um des ino u ís ico e a o mação desses hábi os depende das ações
desen ol idas pelos p o issionais do u ismo e que in luenciam o me cado (COSTA,
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2014). A ap oximação ap esen a esul ados que indicam que os p o issionais possuem
conhecimen o sob e o u ismo sus en á el, po ém pouco azem a espei o pa a a
manu enção da sus en abilidade em um des ino u ís ico.
Exis e um conjun o de indicado es que a alia a sus en abilidade do u ismo,
assim, de e-se inclui di e en es componen es do sis ema u ís ico e p opo um
conjun o de p ocessos zonais, que ope acionalizem cada uma das dimensões e á eas
cha es iden i icadas em es udos. Os esul ados des acam a análise eó ica e p á ica
sob e o p ocesso de ges ão pa a o desen ol imen o do u ismo sus en á el,
ap esen ando como conclusão a exposição de um conjun o de indicado es de ges ão,
associados a cada uma das dimensões da sus en abilidade u ís ica, pe mi indo analisa
o cump imen o dos obje i os, es a égias e p io idades es abelecidos pelo p og ama de
desen ol imen o u ís ico (Cedeño; Sánchez, 2020).
Pa a Resende (2010) o eco u ismo az e e ência ao u ismo conscien e, es a
ques ão em se desen ol endo, especialmen e, com p eocupações com os aspec os
elacionados ao meio ambien e, deco en e da explo ação ilimi ada p a icada pelo se
humano. Esse p ocesso pe mi e obse a uma no a consciência causada pela busca do
exó ico, in ocado e p ese ado. De aco do a au o a, o eco u ismo, enquan o al e na i a
com al o ní el de sus en abilidade, c esce e p opõe uma o ma de u ismo conscien e e
o almen e ol ado pa a a na u eza.
Medidas de desen ol imen o de u ismo esponsá el e sus en á el p ecisam se
implemen adas, pois con ibuem pa a eduzi a pob eza e p omo e a inclusão social
das populações de baixa enda p omo endo melho ias na economia das localidades do
en o no dos pon os u ís icos (Fon ainha, 2014).
Pa a en ende a elação en e o u ismo e a sus en abilidade é impo an e
con ex ualiza a si uação a ap esen a uma análise das a i idades de Relações Públicas
que podem se uni icadas às es a égias de u ismo em busca de desen ol imen o
sus en á el em cada egião. O desen ol imen o sus en á el é es udo ecen e, mas em
cons an e p og esso, en e an o, ainda não az uso das capaci ações dos Relações
Públicas pa a o imiza a sus en abilidade, mesmo conside ando que as a i idades
u ís icas azem e icácia e ge am esul ados sa is a ó ios (Abdalla, 2010).
O u ismo conscien e é um concei o que e oluiu do u ismo sus en á el, endo
como a o di e encial a inco po ação da é ica, a é o p esen e momen o o u ismo
conscien e em sendo desen ol ido po meio de uma isão analí ica de espe os, que
de ine o u is a conscien e como aquele que conside a a pa icipação a i a, a imagem
na u al, a sa is ação com a isi a e a in enção de e o na ao des ino u ís ico isi ado
(Cedeño; Sánchez, 2020).
No en an o, Mon esdeoca (2017), ca ac e iza o u ismo conscien e como aquele
que demons a coesão en e a sus en abilidade e a é ica, en a izando a elação en e
é ica e consciência no desen ol imen o da p á ica u ís ica. Nes e aspec o, o u ismo
conscien e se ap esen a como uma al e na i a pa a os obs áculos que se ap esen am ao
melho ap o ei amen o dos pon os u ís icos com en oque é ico.
Ce quei a (2020) pon ua que o u ismo possui ca a e ís icas demog á icas que
in luenciam a aplicação de p á icas conscien es e o desen ol imen o da pe cepção
ace ca do concei o de u ismo conscien e. Dessa o ma, há que se p omo e mais
in es igação, di eciona melho a abo dagem pa a a emá ica do u ismo conscien e,
pe mi indo analisa a dimensão é ica do u ismo, em que o que p e alece é a ação, os
compo amen os e a esponsabilidade assumida du an e a expe iência u ís ica.
Na opinião de Pollock (2012), o concei o de iagem conscien e pode se de inido
de ês manei as: a p imei a em po encial pa a se uma no a men alidade e um modelo
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ope acional que ans o ma a manei a como se pe cebe e se ealiza o u ismo, isso pode
ans o ma a indús ia u ís ica pa a melho e abo da as alhas no modelo ope acional
do u ismo de massa que em sendo aplicado desde a década de 1950. A segunda es á
elacionada ao mo imen o de c enças compa ilhado pelas pessoas em busca de
obje i os que ge em bene ícios eais e que açam menos mal do que bem. A e cei a
manei a é elacionada ao emp eendedo , c iando um modelo de negócio que sus en a a
disseminação do concei o e ge a p o as de alo angí el eal. Nes e con ex o, su ge a
noção de uma comunidade de ap endizado em que an i iões de u ismo ge am luc os
pa a negócios indi iduais e ao mesmo empo en egam e o nos a sua base social.
Nesse sen ido é necessá io en ende a a i idade u ís ica como uma ealidade
cons i uída, mas que p ecisa se es udada no seu con ex o social, econômico e polí ico,
pa a que se conc e ize como um concei o de u ismo conscien e.
O u ismo mapeia e i ó ios e c ia e i o ialidades, pois de ine des inos, p opõe
o ei os, dá isibilidade a espaços a é en ão, não conhecidos ou inexis en es. Pa a
Fab ini; Dias (2012), além de cons ui espaço simbólico, a a i idade u ís ica ece
ex ensa ede de pequenos negócios e c ia di e en es sociabilidades.
A a i idade u ís ica de e se i como es imulo às mani es ações de exp essões
a ís icas e cul u ais, assim como despe a a conscien ização pa a alo ização cul u al e
ambien al (F aga, 2017). O u ismo necessi a de in aes u u as desen ol idas, de
supe es u u as e de equipamen os de anspo e, alojamen o u ís ico e planejamen o
u bano e u al. Necessi am de in es imen os inancei os, assim como de apoio
go e namen al.
Modelos al e na i os de desen ol imen o do u ismo, que en ol em uma maio
pa icipação da comunidade, êm ap esen ado maio es bene ícios pa a as comunidades
ecep o as. O Tu ismo de Base Comuni á ia se con apõe ao u ismo massi icado,
alo izando o a endimen o pe sonalizado, a ligação maio com os ambien es na u ais e a
cul u a de cada luga , a hospi alidade, o diálogo e in e ação en e isi an es e isi ados,
espei ando as he anças cul u ais e adições locais (Ga cia, 2012).
Median e o expos o, e a e idência da impo ância da inco po ação des e modelo
al e na i o de desen ol imen o do u ismo que ag ega as comunidades as a i idades
u ís icas locais, p opiciando ge ação de emp ego e enda, su ge o in e esse pela
pesquisa nes e segmen o. Assim, pode-se a a as de inições do Tu ismo de base
comuni á ia como elemen o que necessi a se pensado pa a exe ce um impac o
bené ico sob e a ealidade.
TURISMO DE BASE COMUNITÁRIA
O TBC possui mecanismos que dispõem de condições pa a o desen ol imen o de
emp esas de pequeno po e, bene iciando a população menos a o ecida e a
comunidade local. De aco do com B i o (2013), a a-se de uma a i idade ino ado a de
laze , que so e mudanças deco en es da compe i i idade do me cado e da exigência
cada ez maio da demanda. Con udo as emp esas do amo buscam di e sas o mas de
especialização pa a o e ece em se iços quali icados pa a uma clien ela especí ica.
Des a o ma, su gi am no os segmen os ampliando a gama de opções de laze
o e ecidas aos u is as, como eco u ismo, u ismo cul u al, u ismo espo i o, u ismo
de negócios e e en os, u ismo de a en u a, eco u ismo, u ismo de base comuni á ia e
u ismo de expe iência. Pa a Medei os (2013), a a i idade do u ismo em duas aces,
po um lado ge a iquezas, alo iza o local, p omo e a cul u a e no as elações, po
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ou o lado, o na-se um p edado ambien al, cul u al e explo ado econômico, des a
o ma ap esen a an agens e des an agens sociais e ambien ais.
Almeida; Emmendoe e (2023) analisa am os meios que o Tu ismo de Base
Comuni á ia (TBC) u iliza pa a con ibui pa a o desen ol imen o sus en á el das
comunidades en ol idas no u ismo. Pa a es es au o es o u ismo de base comuni á ia
ap esen a um modelo de ges ão pa a a isi ação u ís ica buscando o equilíb io dos
elemen os sociais com os e i o iais. Os p incípios do u ismo comuni á io são
semelhan es aos p incípios do u ismo sus en á el. A pesquisa desen ol ida demons a
que u ismo de base comuni á ia con ibui sus en a elmen e pa a a expansão
comuni á ia ge ando bene ícios econômicos, ecológicos, sociais, cul u ais e polí icos, po
isso, de e-se es uda e ap o unda os conhecimen os e o çando as p á icas de u ismo
comuni á io em a o da ge ação de bene ícios pa a o desen ol imen o sus en á el.
Boulhosa (2020) pon ua que nas úl imas décadas o u ismo se des aca como
uma impo an e a i idade socioeconômica, o que in luencia a economia e o
desen ol imen o mundial. Assim, mesmo sendo impo an e, o u ismo se e ela como
uma a i idade excluden e, pois p i ilegia pequenas pa celas da sociedade, em
de imen o ao in e esse da maio ia, e le indo o ideá io neolibe al. Isso p o oca uma
busca po ino ações na p omoção do u ismo. E en e es as encon a-se o Tu ismo de
Base Comuni á ia – TBC, o ganizado em o ma de au oges ão sus en á el dos ecu sos
das comunidades, na coope ação, no abalho e na dis ibuição dos bene ícios ge ados
pelo u ismo às comunidades.
O Tu ismo de Base Comuni á ia (TBC) az uma p opos a de desen ol imen o
de u ismo na escala local e cen ado nos ecu sos endógenos das comunidades, o que
segundo Fab ino, Nascimen o e Cos a (2016) con ibui pa a essal a o po encial da
conse ação ambien al, alo izando a iden idade cul u al e a ge ação de bene ícios pa a
as comunidades ecep o as.
O Tu ismo de Base Comuni á ia p a icado no B asil, segundo Teixei a, Viei a e
May (2019), pode se econhecido como es a égia de desen ol imen o local, mas
ap esen a p oblemas. Ge almen e, é compos o à semelhança clus e de emp esas, cujo
conhecimen o pode ia se i ao es udo e análise desse ipo de u ismo. Isso, pode
con ibui pa a soluciona p oblemas e a o ece o desen ol imen o desse u ismo no
e i ó io b asilei o. Esse modelo de ges ão do u ismo a localização geog á ica,
coope ação e compa ilhamen o de ecu sos.
Pa a que o Tu ismo de base comuni á ia desen ol a sua po encialidade,
econômica, social ou ambien al, é necessá ia a adoção de modelos de u ismo
al e na i os e inclui as necessidades da população local no p ocesso de planejamen o e
desen ol imen o da a i idade u ís ica, omando como a o es impo an es os
enômenos sociais e cul u ais e não apenas a a i idade econômica. Assim, pa a conhece
e es imula a implemen ação de p oje os al e na i os de u ismo, busca-se equilib a a
elação en e a a i idade u ís ica e o ambien e, a cul u a e sociedade local,
p opo cionando um desen ol imen o de maio qualidade e inclusão (Nascimen o; Lima,
2020)
De aco do com os es udos ealizados po Ga cia (2012), o u ismo es á em
desen ol imen o cons an e, o que pe mi e ealiza mui os bene ícios, mesmo em
localidades que acabam desen ol endo o u ismo de o ma descon olada e que az
g a es male ícios, além de ge a um u ismo massi o, que pode aze sé ias
consequências pa a a comunidade ecep o a.
O es udo desen ol ido po Pe ei a (2016) escla ece as de e minações da
ca ego ia u ismo no con ex o de mundialização do capi al, assim analisam-se os
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undamen os das eo ias e o mis as do capi al, em especí ico a eo ia do
desen ol imen o sus en á el na qual se o igina o Tu ismo de Base Comuni á ia.
Co eia e al (2015) comen a que o u ismo de base comuni á ia se ap esen a sob
di e en es pe spec i as po que es á elacionado à ans o mação social que ge a em
uma localidade, emp esa ou p odu o. Assim, esse u ismo em sido p omulgado como
no a o ma de aze u ismo que se opõe ao u ismo de massa.
Mo aes; No o (2014) analisa am as ações do p oje o de u ismo de base
comuni á ia com base no Código de É ica Mundial do Tu ismo con ex ualizando as
expe iências de u ismo de base comuni á ia. Assim, os au o es ealiza am uma
ca ac e ização socioespacial e u ís ica de uma comunidade pa a iden i ica as
a i idades ealizadas e a alia se es as a endem aos p incípios da é ica mundial do
u ismo.
Nascimen o; Lima (2020) pon uam que o Tu ismo de Base Comuni á ia é uma
espos a ao u ismo massi o que em se pe pe uado po décadas e que p o oca
impac os nega i os na ida das comunidades, causando exclusão dos mo ado es locais e
deg adação do meio ambien e.
Pa a Mo aes; No o (2014) a conc e ização do u ismo de base comuni á ia
depende de planejamen o das a i idades, de o ma a sensibiliza as comunidades em
elação à conse ação dos seus aspec os cul u ais e na u ais, mas depende ambém dos
incen i os públicos e da inclusão das comunidades no desen ol imen o pa a des u a
dos bene ícios econômicos, sociais e cul u ais com a a i idade u ís ica.
Co eia e al (2015) apon a di ecionamen os impo an es pa a a pe spec i a de
se desen ol e a anjos p odu i os e ino ações nas comunidades, pois são elemen os
que eme gem da in e ação de ca ego ia de ino ação social que in eg am as eo ias do
u ismo de base comuni á ia.
Dessa o ma, pa a Lima; Anjos (2020), de e-se lança um olha mais humanizado,
que pe mi a impac a posi i amen e as comunidades, pois os mo ado es p ecisam
es abelece uma conexão com no as ap endizagens que consolidem a educação dos
cos umes, das c enças e dos sabe es locais pa a não se em con aminados pelos impac os
do u ismo massi o.
Pa a en ende os p incípios do u ismo de base comuni á ia de e-se
comp eende os impac os do u ismo e as g andes di e enças socioeconômicas nos
locais que se o nam des inos u ís icos, no en an o é necessá io conside a que g ande
pa e das comunidades dessas á eas pe manecem isoladas des e desen ol imen o, não
pa icipando dos ecu sos e bene ícios des e ipo de explo ação.
O DESTINO TURÍSTICO IGUAÇU E AS INICIATIVAS DE TURISMO DE BASE
COMUNITÁRIA
Foz do Iguaçu é uma cidade cosmopoli a que encan a pela di e sidade de opções
u ís icas. As Ca a a as do Rio Iguaçu oi elei a uma das se e ma a ilhas do mundo, a
hid elé ica de I aipu é conside ada uma das Se e Ma a ilhas do Mundo Mode no, além
de mui as ou as belezas na u ais inesquecí eis, a a i os u ís icos mundialmen e
amosos, cul u a di e si icada, o ei os de eco u ismo e a en u a, es au an es de
cozinha in e nacional, comé cio pa a odos os gos os, a i idades no u nas como shows e
cassinos e uma excelen e es u u a de ho éis e e en os, en im a ocação u ís ica de Foz
do Iguaçu é indiscu í el.
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Localizada no ex emo oes e do Es ado do Pa aná, na on ei a do B asil com o
Pa aguai e A gen ina, é a quin a maio cidade do Pa aná, e a di e sidade é nica e
cul u al lhe a ibui um aspec o cosmopoli a ico e di e si icado.
Foz do Iguaçu em uma das maio es di e sidades biológicas do mundo, que pode
se obse ada no Pa que Nacional do Iguaçu, no Pa que das A es, no Re úgio Biológico
en e ou os. A isi a pano âmica da I aipu Binacional em uma isão ex e na da melho
usina hid elé ica do mundo em ge ação de ene gia. O Re úgio Biológico Bela Vis a
o e ece o ei os com lições de educação ambien al e caminhadas pela lo es a na i a. No
Ecomuseu é possí el ica sabendo mais sob e a his ó ia e os p oje os ambien ais
conduzidos pela emp esa. O Canal de Pi acema exempli ica o comp omisso de I aipu
com o meio ambien e: uma ob a a qui e ônica que pe mi e aos peixes do Rio Pa aná
supe a em a ba agem pa a segui em di eção às á eas de ep odução e assim, I aipu
desen ol e um dos maio es p oje os de esponsabilidade socioambien al do B asil.
O Pa que Nacional do Iguaçu é econhecido como “Pa imônio Na u al da
Humanidade”, ombado pela Unesco, as Ca a a as do Iguaçu possuem um cânion de
2.700 m de la gu a, com 275 sal os, que deslumb am os isi an es pela exube ância do
encon o da ma a, ocha e água em um cená io inesquecí el. Nas noi es de lua cheia, as
quedas d´água ganham um isual especial sob a luz do lua , o mando um a co-í is de
beleza única e, a ualmen e, já é possí el obse a o amanhece nas ca a a as,
p opo cionando uma expe iência inédi a aos u is as. A ações como o Macuco Sa a i dá
ao u is a a opo unidade de obse a as Ca a a as, a a és de um passeio de ba co, o
Cânion Iguaçu o e ece a i idades adicais, como a o ismo com i olesa, a ing nas
co edei as do Rio Iguaçu, apel de 55m de al u a e escalada nos pa edões de ocha com
is a pano âmica das Ca a a as, além do passeio do Macuco Ecoa en u a, passeio
ecológico pa a conhece as espécies locais.
Foz do Iguaçu é o maio cen o u ís ico do oes e do Pa aná e é um dos mais
impo an es des inos u ís icos b asilei os, con ando com ampla es u u a em seu
desen ol imen o u ís ico: ae opo o In e nacional capaci ado pa a ecebe a iões de
g ande po e, Cen o de Con enções e e icien e Pa que Ho elei o, com milha es de
lei os disponí eis e di e sas opções de u ismo ecológico, comp as, cul u al e de laze ,
que a aem um núme o cada ez maio de isi an es odos os anos à egião.
Dian e de an as especi icidades p opo cionadas pelo u ismo de isi ação a
ecu sos na u ais, su ge a ques ão elacionada à comunidade local e aos impac os que o
u ismo de massa p o oca no des ino u ís ico. Nes e aspec o, é undamen al que os
p o issionais que a uam na p omoção do u ismo es ejam p epa ados pa a planeja
isi ações seguindo os p incípios de p omoção do u ismo conscien e em elação ao
espei o com os locais de isi ação e a p e enção de impac os ambien ais. Além disso, a
comunidade local não pode pe manece in isí el, pois de e con a com ecu sos pa a
sob e i e e não pode se a e ada pelo u ismo de massa que ge a impac os no
ambien e local
Po udo isso, o u ismo em sendo amplamen e mode nizado e passa po
a iações na on ei a, pois além das con encionais isi as aos pon os u ís icos da
na u eza, a ualmen e desen ol e-se o u ismo u al e de base comuni á ia como uma
das on es da economia local.
Como inicia i a do u ismo u al, oi desen ol ido pela Sec e a ia de Tu ismo do
município o CITUR, um ci cui o de isi ação u ís ica no espaço u al do município de
Foz do Iguaçu que é compos o po emp eendimen os u ais, de en o es de a a i os
ípicos da ida campesina local, e seus po enciais se con igu am pela o e a de p odu os
in na u a ecológicos, doces, conse as, compo as, in u as, lico es, pani icados e massas