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A importância do turismo consciente na promoção do desenvolvimento to turismo de base comunitária no destino de Foz de Iguaçu

Abstract

Este estudo aborda a relação entre o Turismo Consciente e o Turismo de Base Comunitária, considerando as implicações entre estes conceitos e o desenvolvimento de atividades envolvendo a comunidade de Foz do Iguaçu. O objetivo deste estudo é analisar as implicações do turismo consciente para o desenvolvimento do Turismo de Base Comunitária – TBC, no destino turístico de Foz do Iguaçu. Para isso, identifica os conceitos do TBC, apresenta as bases teóricas do Turismo Consciente e descreve a relação entre a consciência do turista e a realização do turismo de base comunitária em Foz do Iguaçu. Os resultados obtidos com informações digitais da Secretaria Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu apresentam alguns exemplos de atividades de turismo comunitário desenvolvidos na região com a intenção de desenvolver a economia de base e envolver a comunidade local que se torna invisível diante do turismo de massa. Conclui-se que a formação de profissionais comprometidos em desenvolver o turismo consciente contribui para estabelecer medidas preventivas de impactos ambientais para preservar o meio ambiente e a cultura local.

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A importância do turismo consciente na promoção do desenvolvimento to turismo de base comunitária no destino de Foz de Iguaçu

Author: Barreto Lopes, Aurelinda; Rodrigues Soares, Jackson Renner; Santos Solla, Xosé Manuel
Publisher: Universidade Rio Grande do Norte
Year: 2023
Source: https://minerva.usc.es/bitstreams/c1b51096-770f-432c-8c98-d8bd6b7c0483/download
Re is a Tu ismo: Es udos & P á icas (RTEP)
. 12, n. 2, jul./dez. 2023 (ISSN: 2316-1493)
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A IMPORTÂNCIA DO TURISMO CONSCIENTE NA PROMOÇÃO DO
DESENVOLVIMENTO DO TURISMO DE BASE COMUNITÁRIA NO
DESTINO DE FOZ DO IGUAÇU
THE IMPORTANCE OF CONSCIOUS TOURISM IN PROMOTING THE DEVELOPMENT OF
COMMUNITY-BASED TOURISM IN THE DESTINATION OF FOZ DO IGUAÇU
Au elinda Ba e o Lopes
1
Jakson Renne Rod igues Soa es
2
Xosé Manuel San os
3
RESUMO: Es e es udo abo da a elação en e o Tu ismo Conscien e e o Tu ismo de Base
Comuni á ia, conside ando as implicações en e es es concei os e o desen ol imen o de
a i idades en ol endo a comunidade de Foz do Iguaçu. O obje i o des e es udo é analisa as
implicações do u ismo conscien e pa a o desen ol imen o do Tu ismo de Base Comuni á ia –
TBC, no des ino u ís ico de Foz do Iguaçu. Pa a isso, iden i ica os concei os do TBC, ap esen a as
bases eó icas do Tu ismo Conscien e e desc e e a elação en e a consciência do u is a e a
ealização do u ismo de base comuni á ia em Foz do Iguaçu. Os esul ados ob idos com
in o mações digi ais da Sec e a ia Municipal de Tu ismo de Foz do Iguaçu ap esen am alguns
exemplos de a i idades de u ismo comuni á io desen ol idos na egião com a in enção de
desen ol e a economia de base e en ol e a comunidade local que se o na in isí el dian e do
u ismo de massa. Conclui-se que a o mação de p o issionais comp ome idos em desen ol e o
u ismo conscien e con ibui pa a es abelece medidas p e en i as de impac os ambien ais pa a
p ese a o meio ambien e e a cul u a local. Pala as-cha e: Tu ismo de Base Comuni á ia.
Tu ismo Conscien e. Impac os ambien ais e cul u ais.
1
G aduada em Tu ismo. UNIOESTE, au elinda.lopes@unioes e.b , USC In e na ional Doc o al School,
Uni e si y o San iago de Compos ela, Uni e si y Squa e,15782 San iago de Compos ela, Spain.
2
P o esso e pesquisado da Uni e sidade da Co uña, Depa men o Business, Uni e si y o A Co uña,
15001 A Co uña, Spain. Dou o em Di eção e Planejamen o do Tu ismo pela Uni e sidade da Co uña-ES.
E-mail, jakson.soa [email protected]
3
P o esso e pesquisado da Uni e sidade de San iago de Compos ela, Dou o em Geog a ia, Uni e sidade
de San iago. Depa men o Geog aphy, Uni e si y o San iago de Compos ela, Uni e si y Squa e, 15782
San iago de Compos ela, Spain. E.mail, xosemanuel.san [email protected],
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ABSTRACT: This s udy add esses he ela ionship be ween Conscious Tou ism and Communi y
Based Tou ism, conside ing he implica ions be ween hese concep s and he de elopmen o
ac i i ies in ol ing he communi y o Foz do Iguaçu. The objec i e o his s udy is o analyze he
implica ions o conscious ou ism o he de elopmen o Communi y Based Tou ism - TBC, in
he ou is des ina ion o Foz do Iguaçu. Fo his, i iden i ies he concep s o TBC, p esen s he
heo e ical bases o Conscious Tou ism and desc ibes he ela ionship be ween ou is
awa eness and he ealiza ion o communi y-based ou ism in Foz do Iguaçu. The esul s
ob ained wi h digi al in o ma ion om he Municipal Sec e a y o Tou ism o Foz do Iguaçu
p esen some examples o communi y ou ism ac i i ies de eloped in he egion wi h he
in en ion o de eloping he basic economy and in ol ing he local communi y ha becomes
in isible in he ace o mass ou ism. I is concluded ha he aining o p o essionals commi ed
o de eloping conscious ou ism con ibu es o es ablishing p e en i e measu es o
en i onmen al impac s o p ese e he en i onmen and local cul u e. Keywo ds: Communi y
Based Tou ism. Conscious Tou ism. En i onmen al and cul u al impac s.
INTRODUÇÃO
Es e es udo abo da o u ismo conscien e e o u ismo de base comuni á ia e
p ocu a elaciona es a emá ica, na pe spec i a de que um in e e e no
desen ol imen o do ou o. Dessa o ma, essa abo dagem analisa as pe spec i as pa a o
u ismo comuni á io na egião de Foz do Iguaçu, p ocu ando es abelece uma elação
en e o aspec o ino ado e a o mação dos p o issionais de u ismo pa a a sua
ealização. Há que se pe cebe que as ino ações no âmbi o do u ismo são mo i adas
pela inclusão social e pela conse ação ambien al.
A ealização de p á icas sus en á eis de u ismo necessi a es a aliada à
pa icipação e p o agonismo social, mani es ações cul u ais, pa a isso é necessá io que
os p o issionais que ealizam es as ações sejam p epa ados, an o nos conhecimen os
eó icos quan o p á icos pa a bem ealiza e conc e iza essas ino ações.
Ações de quali icação são essenciais à es u u ação u ís ica e e e i amen e
necessá ias pa a a qualidade dos se iços u ís icos p es ados aos u is as. Assim, de e-
se p omo e a qualidade dos p odu os u ís icos po meio da quali icação e o
ape eiçoamen o dos p o issionais a uan es na cadeia p odu i a do u ismo.
Pa a o Minis é io do Tu ismo, o Tu ismo de Base Comuni á ia (TBC) é um
enômeno econômico e social em que comunidades ecep o as assumem papel de a o es
p incipais na o e a dos p odu os e se iços u ís icos. Assim, a ibu os da na u eza e da
cul u a são ans o mados em a i os econômicos pa a o laze , en e enimen o e
di ulgação de conhecimen o pa a isi an es e al e na i as de inse ção socioeconômica
da população local nas a i idades elacionadas com o u ismo. Essas inicia i as
ep esen am uma o ma singula de es u u ação e o ganização de o ei os e/ou egiões
em que se compa ibiliza a o e a de p odu os e se iços u ís icos di e enciados com a
p omoção de melho ia na qualidade de ida das comunidades locais. Nesse con ex o, o
apoio pa a a consolidação des a ação em como oco o planejamen o, es u u ação,
quali icação e p omoção pa a inse ção no me cado (MTUR, 2011).
A maio pa e das inicia i as de u ismo de base comuni á ia esul a da
mobilização e o ganização da sociedade ci il, baseadas no modo de ida e na cul u a
local. Esse ema em sido obje o de in ensa discussão em algumas uni e sidades, como
ambém, no in e io de mo imen os sociais e ambien ais de comunidades adicionais.
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Nes e aspec o, há que analisa as ações de “ u ismo conscien e” enquan o
a i idade ambien al, social e economicamen e sus en á el, além de pesquisa as ações
de conscien ização que podem se desen ol idas pelos p o issionais do u ismo que
con ibuem pa a es abelece os limi es do u ismo conscien e, e i icando as p á icas de
ges ão de u ismo que con ibuem pa a minimiza os impac os ambien ais causados
pela a i idade u ís ica a pa i de um concei o adequado pa a o u ismo conscien e que
de e se o mado nas uni e sidades que desen ol em a o mação acadêmica em
u ismo.
O u ismo conscien e se con apõe à p óp ia p á ica do u ismo, is o que a
a i idade é pe meada pelo mo imen o e, odo mo imen o, acaba ge ando impac o. Os
mo imen os acabam sendo ealizados com a consciência de ão p o oca danos à
na u eza. A ce eza de que o impac o é ine i á el, conduz à cons a ação de que as
iagens u ilizam meios de anspo es, que u ilizam combus í eis que emi em gases e
p omo em danos ambien ais, os a iões são os que mais causam es e ipo de emissão, as
pessoas não deixam de iaja de a ião pa a aze u ismo só pa a não impac a o
ambien e na u al e, com isso, a a mos e a ai sendo des uída e az consequências pa a
as belezas na u ais que mo i am a isi ação u ís ica.
O con ex o de elabo ação do u ismo, ainda não encon ou um meio de
conscien iza as pessoas sob e a esponsabilidade de cada um na ge ação de impac os
ambien ais, especialmen e, em elação aos impac os que des oem os des inos u ís icos.
Po an o, é necessá io desen ol e uma o mação adequada pa a ealiza e conc e iza
o u ismo conscien e e sus en á el, ou seja, des u a do u ismo sem impac a , ge ando
o adequado e o no às comunidades locais em elação à p ese ação do ambien e, da
cul u a e da economia comuni á ia.
Dian e disso, o obje i o des e es udo é analisa as implicações do u ismo
conscien e pa a o desen ol imen o do Tu ismo de Base Comuni á ia – TBC, no des ino
u ís ico de Foz do Iguaçu. Pa a isso, iden i ica os concei os do TBC, ap esen a as bases
eó icas do Tu ismo Conscien e e desc e e a elação en e a consciência do u is a e a
ealização do u ismo de base comuni á ia em Foz do Iguaçu.
MATERIAIS E MÉTODOS
Es e es udo oi desen ol ido a pa i da análise quali a i a de uma e isão
bibliog á ica de publicações ob idas po meio busca digi al em bases de dados do Google
Schola e do Po al da Capes. Inicialmen e, de iniu-se como p oblema de pesquisa o
ques ionamen o sob e as implicações do u ismo conscien e no desen ol imen o do
u ismo de base comuni á ia, assim endo como desc i o es as pala as “ u ismo
Conscien e”, “Tu ismo Sus en á el” e “Tu ismo de Base Comuni á ia” o am
selecionados os a igos elacionados ao ema des e es udo.
A busca e e como c i é io de inclusão somen e a igos publicados em língua
po uguesa com da a de publicação en e os anos de 2010 a 2023. Após a lei u a de
í ulos, esumos e pala as-cha es, os es udos o am selecionados pa a a c iação de um
documen o desc i i o da e isão.
O CONCEITO DE TURISMO CONSCIENTE
A cons ução de um concei o pa a u ismo conscien e es á inculada aos
p incípios da é ica e da esponsabilidade, que odo se humano de e ao mundo em que
i e. É necessá io espei a a paisagem na u al, comba e a poluição, a des uição e os
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impac os, não apenas em a o da ecologia, mas pelo bem da ida e pelo
desen ol imen o como um odo.
Medei os (2013) desen ol eu seu es udo buscando analisa as implicações da
consciência e e i icou que o u ismo é a indús ia que mais c esce na economia mundial
con empo ânea, e po sua ez, den e odos os segmen os que o e ece, há que se ado a
um posicionamen o de ge i o u ismo de o ma sus en á el, nes e aspec o, o au o
conside a que o eco u ismo é a a i idade que mais se des aca, deixando e iden e o
in e esse das pessoas pela busca da na u eza e ques ões ambien ais.
O Tu ismo al e na i o di e e especi icamen e do u ismo de massa po eduzi o
núme o de isi an es, logo, se eduz ambém oda a es u u a que é u ilizada pa a
ecebe esses isi an es, como anspo e, hospedagem e equipamen os. Pa a Resende
(2010), é necessá io conside a que o u ismo al e na i o, quando não planejado
adequadamen e, pode se o na mais ag essi o ao meio ambien e, uma ez que mesmo
públicos meno es, podem impac a espaços de p ese ação, assim não se a a de
planeja a edução de isi an es no espaço, mas planeja pa a que mesmo os públicos
meno es não ealizem impac os ao meio ambien e du an e isi ação.
Dian e disso, comp eende o desen ol imen o do u ismo sus en á el em sendo
uma busca en e os es udiosos do u ismo, enquan o ciência que necessi a zela pela
in eg idade ambien al dos des inos u ís icos.
Os es udos desen ol idos po Cunha e Augus in (2014) demons am que a polí ica
da sus en abilidade que es á ligada ao desen ol imen o ambien al é di igida pa a
ques ões ligadas à poluição da água e do a , po ém há necessidade de uma polí ica global
que en ol a odos os se o es da economia, incluindo medidas de conse ação do meio
ambien e que es ejam in imamen e elacionadas aos p opósi os nacionais. O
desen ol imen o sus en á el pode se de inido como a a i idade capaz de sa is aze as
necessidades da sociedade con empo ânea, po ém não de e comp ome e a qualidade
de ida das ge ações u u as.
O desen ol imen o da esponsabilidade ambien al se e pa a escla ece que
exis e demanda pa a a ealização de se iços esponsá eis, pois o consumo dos ecu sos
e dos bens sociais de em se , indiscu i elmen e, man idos em qualque ci cuns ância.
Isso implica em consumo esponsá el em meios de hospedagem como necessidade a se
implemen ada quando se a a de u ismo conscien e. Po an o, é necessá io
desen ol e uma elação ha mônica en e o u is a e os meios de hospedagem, pois,
nes e aspec o, a sus en abilidade de e se alcançada como esul ado das elações sociais
(Souza; Balbino , 2021).
Medei os e Mo aes (2013) pon uam que o u ismo se o na conscien e quando
seu desen ol imen o consegue alia os se o es econômico, social, cul u al e ambien al
na busca po minimiza os e ei os dos impac os des a o á eis e maximiza os impac os
a o á eis, assim o na-se necessá io ealiza p á icas que e idenciem a
sus en abilidade ambien al onde sejam desen ol idas amplas demandas de a i idades
u ís icas. Assim, p opõem-se que sejam de ec ados os impac os nega i os causados
pelo u ismo deso denado, o que pe mi e ap esen a meios de di imi os e ei os e
implemen a o mas e p á icas de u ismo sus en á el. A o imização dos bene ícios em
localidades u ís icas e o omen o de maio sensibilização em elação às ações
ecologicamen e co e as, indica a ag egação de alo es an o pa a a população local,
como ambém aos seus isi an es.
Os hábi os dos consumido es são ele an es pa a a manu enção da
sus en abilidade de um des ino u ís ico e a o mação desses hábi os depende das ações
desen ol idas pelos p o issionais do u ismo e que in luenciam o me cado (COSTA,
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2014). A ap oximação ap esen a esul ados que indicam que os p o issionais possuem
conhecimen o sob e o u ismo sus en á el, po ém pouco azem a espei o pa a a
manu enção da sus en abilidade em um des ino u ís ico.
Exis e um conjun o de indicado es que a alia a sus en abilidade do u ismo,
assim, de e-se inclui di e en es componen es do sis ema u ís ico e p opo um
conjun o de p ocessos zonais, que ope acionalizem cada uma das dimensões e á eas
cha es iden i icadas em es udos. Os esul ados des acam a análise eó ica e p á ica
sob e o p ocesso de ges ão pa a o desen ol imen o do u ismo sus en á el,
ap esen ando como conclusão a exposição de um conjun o de indicado es de ges ão,
associados a cada uma das dimensões da sus en abilidade u ís ica, pe mi indo analisa
o cump imen o dos obje i os, es a égias e p io idades es abelecidos pelo p og ama de
desen ol imen o u ís ico (Cedeño; Sánchez, 2020).
Pa a Resende (2010) o eco u ismo az e e ência ao u ismo conscien e, es a
ques ão em se desen ol endo, especialmen e, com p eocupações com os aspec os
elacionados ao meio ambien e, deco en e da explo ação ilimi ada p a icada pelo se
humano. Esse p ocesso pe mi e obse a uma no a consciência causada pela busca do
exó ico, in ocado e p ese ado. De aco do a au o a, o eco u ismo, enquan o al e na i a
com al o ní el de sus en abilidade, c esce e p opõe uma o ma de u ismo conscien e e
o almen e ol ado pa a a na u eza.
Medidas de desen ol imen o de u ismo esponsá el e sus en á el p ecisam se
implemen adas, pois con ibuem pa a eduzi a pob eza e p omo e a inclusão social
das populações de baixa enda p omo endo melho ias na economia das localidades do
en o no dos pon os u ís icos (Fon ainha, 2014).
Pa a en ende a elação en e o u ismo e a sus en abilidade é impo an e
con ex ualiza a si uação a ap esen a uma análise das a i idades de Relações Públicas
que podem se uni icadas às es a égias de u ismo em busca de desen ol imen o
sus en á el em cada egião. O desen ol imen o sus en á el é es udo ecen e, mas em
cons an e p og esso, en e an o, ainda não az uso das capaci ações dos Relações
Públicas pa a o imiza a sus en abilidade, mesmo conside ando que as a i idades
u ís icas azem e icácia e ge am esul ados sa is a ó ios (Abdalla, 2010).
O u ismo conscien e é um concei o que e oluiu do u ismo sus en á el, endo
como a o di e encial a inco po ação da é ica, a é o p esen e momen o o u ismo
conscien e em sendo desen ol ido po meio de uma isão analí ica de espe os, que
de ine o u is a conscien e como aquele que conside a a pa icipação a i a, a imagem
na u al, a sa is ação com a isi a e a in enção de e o na ao des ino u ís ico isi ado
(Cedeño; Sánchez, 2020).
No en an o, Mon esdeoca (2017), ca ac e iza o u ismo conscien e como aquele
que demons a coesão en e a sus en abilidade e a é ica, en a izando a elação en e
é ica e consciência no desen ol imen o da p á ica u ís ica. Nes e aspec o, o u ismo
conscien e se ap esen a como uma al e na i a pa a os obs áculos que se ap esen am ao
melho ap o ei amen o dos pon os u ís icos com en oque é ico.
Ce quei a (2020) pon ua que o u ismo possui ca a e ís icas demog á icas que
in luenciam a aplicação de p á icas conscien es e o desen ol imen o da pe cepção
ace ca do concei o de u ismo conscien e. Dessa o ma, há que se p omo e mais
in es igação, di eciona melho a abo dagem pa a a emá ica do u ismo conscien e,
pe mi indo analisa a dimensão é ica do u ismo, em que o que p e alece é a ação, os
compo amen os e a esponsabilidade assumida du an e a expe iência u ís ica.
Na opinião de Pollock (2012), o concei o de iagem conscien e pode se de inido
de ês manei as: a p imei a em po encial pa a se uma no a men alidade e um modelo

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ope acional que ans o ma a manei a como se pe cebe e se ealiza o u ismo, isso pode
ans o ma a indús ia u ís ica pa a melho e abo da as alhas no modelo ope acional
do u ismo de massa que em sendo aplicado desde a década de 1950. A segunda es á
elacionada ao mo imen o de c enças compa ilhado pelas pessoas em busca de
obje i os que ge em bene ícios eais e que açam menos mal do que bem. A e cei a
manei a é elacionada ao emp eendedo , c iando um modelo de negócio que sus en a a
disseminação do concei o e ge a p o as de alo angí el eal. Nes e con ex o, su ge a
noção de uma comunidade de ap endizado em que an i iões de u ismo ge am luc os
pa a negócios indi iduais e ao mesmo empo en egam e o nos a sua base social.
Nesse sen ido é necessá io en ende a a i idade u ís ica como uma ealidade
cons i uída, mas que p ecisa se es udada no seu con ex o social, econômico e polí ico,
pa a que se conc e ize como um concei o de u ismo conscien e.
O u ismo mapeia e i ó ios e c ia e i o ialidades, pois de ine des inos, p opõe
o ei os, dá isibilidade a espaços a é en ão, não conhecidos ou inexis en es. Pa a
Fab ini; Dias (2012), além de cons ui espaço simbólico, a a i idade u ís ica ece
ex ensa ede de pequenos negócios e c ia di e en es sociabilidades.
A a i idade u ís ica de e se i como es imulo às mani es ações de exp essões
a ís icas e cul u ais, assim como despe a a conscien ização pa a alo ização cul u al e
ambien al (F aga, 2017). O u ismo necessi a de in aes u u as desen ol idas, de
supe es u u as e de equipamen os de anspo e, alojamen o u ís ico e planejamen o
u bano e u al. Necessi am de in es imen os inancei os, assim como de apoio
go e namen al.
Modelos al e na i os de desen ol imen o do u ismo, que en ol em uma maio
pa icipação da comunidade, êm ap esen ado maio es bene ícios pa a as comunidades
ecep o as. O Tu ismo de Base Comuni á ia se con apõe ao u ismo massi icado,
alo izando o a endimen o pe sonalizado, a ligação maio com os ambien es na u ais e a
cul u a de cada luga , a hospi alidade, o diálogo e in e ação en e isi an es e isi ados,
espei ando as he anças cul u ais e adições locais (Ga cia, 2012).
Median e o expos o, e a e idência da impo ância da inco po ação des e modelo
al e na i o de desen ol imen o do u ismo que ag ega as comunidades as a i idades
u ís icas locais, p opiciando ge ação de emp ego e enda, su ge o in e esse pela
pesquisa nes e segmen o. Assim, pode-se a a as de inições do Tu ismo de base
comuni á ia como elemen o que necessi a se pensado pa a exe ce um impac o
bené ico sob e a ealidade.
TURISMO DE BASE COMUNITÁRIA
O TBC possui mecanismos que dispõem de condições pa a o desen ol imen o de
emp esas de pequeno po e, bene iciando a população menos a o ecida e a
comunidade local. De aco do com B i o (2013), a a-se de uma a i idade ino ado a de
laze , que so e mudanças deco en es da compe i i idade do me cado e da exigência
cada ez maio da demanda. Con udo as emp esas do amo buscam di e sas o mas de
especialização pa a o e ece em se iços quali icados pa a uma clien ela especí ica.
Des a o ma, su gi am no os segmen os ampliando a gama de opções de laze
o e ecidas aos u is as, como eco u ismo, u ismo cul u al, u ismo espo i o, u ismo
de negócios e e en os, u ismo de a en u a, eco u ismo, u ismo de base comuni á ia e
u ismo de expe iência. Pa a Medei os (2013), a a i idade do u ismo em duas aces,
po um lado ge a iquezas, alo iza o local, p omo e a cul u a e no as elações, po
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ou o lado, o na-se um p edado ambien al, cul u al e explo ado econômico, des a
o ma ap esen a an agens e des an agens sociais e ambien ais.
Almeida; Emmendoe e (2023) analisa am os meios que o Tu ismo de Base
Comuni á ia (TBC) u iliza pa a con ibui pa a o desen ol imen o sus en á el das
comunidades en ol idas no u ismo. Pa a es es au o es o u ismo de base comuni á ia
ap esen a um modelo de ges ão pa a a isi ação u ís ica buscando o equilíb io dos
elemen os sociais com os e i o iais. Os p incípios do u ismo comuni á io são
semelhan es aos p incípios do u ismo sus en á el. A pesquisa desen ol ida demons a
que u ismo de base comuni á ia con ibui sus en a elmen e pa a a expansão
comuni á ia ge ando bene ícios econômicos, ecológicos, sociais, cul u ais e polí icos, po
isso, de e-se es uda e ap o unda os conhecimen os e o çando as p á icas de u ismo
comuni á io em a o da ge ação de bene ícios pa a o desen ol imen o sus en á el.
Boulhosa (2020) pon ua que nas úl imas décadas o u ismo se des aca como
uma impo an e a i idade socioeconômica, o que in luencia a economia e o
desen ol imen o mundial. Assim, mesmo sendo impo an e, o u ismo se e ela como
uma a i idade excluden e, pois p i ilegia pequenas pa celas da sociedade, em
de imen o ao in e esse da maio ia, e le indo o ideá io neolibe al. Isso p o oca uma
busca po ino ações na p omoção do u ismo. E en e es as encon a-se o Tu ismo de
Base Comuni á ia – TBC, o ganizado em o ma de au oges ão sus en á el dos ecu sos
das comunidades, na coope ação, no abalho e na dis ibuição dos bene ícios ge ados
pelo u ismo às comunidades.
O Tu ismo de Base Comuni á ia (TBC) az uma p opos a de desen ol imen o
de u ismo na escala local e cen ado nos ecu sos endógenos das comunidades, o que
segundo Fab ino, Nascimen o e Cos a (2016) con ibui pa a essal a o po encial da
conse ação ambien al, alo izando a iden idade cul u al e a ge ação de bene ícios pa a
as comunidades ecep o as.
O Tu ismo de Base Comuni á ia p a icado no B asil, segundo Teixei a, Viei a e
May (2019), pode se econhecido como es a égia de desen ol imen o local, mas
ap esen a p oblemas. Ge almen e, é compos o à semelhança clus e de emp esas, cujo
conhecimen o pode ia se i ao es udo e análise desse ipo de u ismo. Isso, pode
con ibui pa a soluciona p oblemas e a o ece o desen ol imen o desse u ismo no
e i ó io b asilei o. Esse modelo de ges ão do u ismo a localização geog á ica,
coope ação e compa ilhamen o de ecu sos.
Pa a que o Tu ismo de base comuni á ia desen ol a sua po encialidade,
econômica, social ou ambien al, é necessá ia a adoção de modelos de u ismo
al e na i os e inclui as necessidades da população local no p ocesso de planejamen o e
desen ol imen o da a i idade u ís ica, omando como a o es impo an es os
enômenos sociais e cul u ais e não apenas a a i idade econômica. Assim, pa a conhece
e es imula a implemen ação de p oje os al e na i os de u ismo, busca-se equilib a a
elação en e a a i idade u ís ica e o ambien e, a cul u a e sociedade local,
p opo cionando um desen ol imen o de maio qualidade e inclusão (Nascimen o; Lima,
2020)
De aco do com os es udos ealizados po Ga cia (2012), o u ismo es á em
desen ol imen o cons an e, o que pe mi e ealiza mui os bene ícios, mesmo em
localidades que acabam desen ol endo o u ismo de o ma descon olada e que az
g a es male ícios, além de ge a um u ismo massi o, que pode aze sé ias
consequências pa a a comunidade ecep o a.
O es udo desen ol ido po Pe ei a (2016) escla ece as de e minações da
ca ego ia u ismo no con ex o de mundialização do capi al, assim analisam-se os
Re is a Tu ismo: Es udos & P á icas (RTEP)
. 12, n. 2, jul./dez. 2023 (ISSN: 2316-1493)
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undamen os das eo ias e o mis as do capi al, em especí ico a eo ia do
desen ol imen o sus en á el na qual se o igina o Tu ismo de Base Comuni á ia.
Co eia e al (2015) comen a que o u ismo de base comuni á ia se ap esen a sob
di e en es pe spec i as po que es á elacionado à ans o mação social que ge a em
uma localidade, emp esa ou p odu o. Assim, esse u ismo em sido p omulgado como
no a o ma de aze u ismo que se opõe ao u ismo de massa.
Mo aes; No o (2014) analisa am as ações do p oje o de u ismo de base
comuni á ia com base no Código de É ica Mundial do Tu ismo con ex ualizando as
expe iências de u ismo de base comuni á ia. Assim, os au o es ealiza am uma
ca ac e ização socioespacial e u ís ica de uma comunidade pa a iden i ica as
a i idades ealizadas e a alia se es as a endem aos p incípios da é ica mundial do
u ismo.
Nascimen o; Lima (2020) pon uam que o Tu ismo de Base Comuni á ia é uma
espos a ao u ismo massi o que em se pe pe uado po décadas e que p o oca
impac os nega i os na ida das comunidades, causando exclusão dos mo ado es locais e
deg adação do meio ambien e.
Pa a Mo aes; No o (2014) a conc e ização do u ismo de base comuni á ia
depende de planejamen o das a i idades, de o ma a sensibiliza as comunidades em
elação à conse ação dos seus aspec os cul u ais e na u ais, mas depende ambém dos
incen i os públicos e da inclusão das comunidades no desen ol imen o pa a des u a
dos bene ícios econômicos, sociais e cul u ais com a a i idade u ís ica.
Co eia e al (2015) apon a di ecionamen os impo an es pa a a pe spec i a de
se desen ol e a anjos p odu i os e ino ações nas comunidades, pois são elemen os
que eme gem da in e ação de ca ego ia de ino ação social que in eg am as eo ias do
u ismo de base comuni á ia.
Dessa o ma, pa a Lima; Anjos (2020), de e-se lança um olha mais humanizado,
que pe mi a impac a posi i amen e as comunidades, pois os mo ado es p ecisam
es abelece uma conexão com no as ap endizagens que consolidem a educação dos
cos umes, das c enças e dos sabe es locais pa a não se em con aminados pelos impac os
do u ismo massi o.
Pa a en ende os p incípios do u ismo de base comuni á ia de e-se
comp eende os impac os do u ismo e as g andes di e enças socioeconômicas nos
locais que se o nam des inos u ís icos, no en an o é necessá io conside a que g ande
pa e das comunidades dessas á eas pe manecem isoladas des e desen ol imen o, não
pa icipando dos ecu sos e bene ícios des e ipo de explo ação.
O DESTINO TURÍSTICO IGUAÇU E AS INICIATIVAS DE TURISMO DE BASE
COMUNITÁRIA
Foz do Iguaçu é uma cidade cosmopoli a que encan a pela di e sidade de opções
u ís icas. As Ca a a as do Rio Iguaçu oi elei a uma das se e ma a ilhas do mundo, a
hid elé ica de I aipu é conside ada uma das Se e Ma a ilhas do Mundo Mode no, além
de mui as ou as belezas na u ais inesquecí eis, a a i os u ís icos mundialmen e
amosos, cul u a di e si icada, o ei os de eco u ismo e a en u a, es au an es de
cozinha in e nacional, comé cio pa a odos os gos os, a i idades no u nas como shows e
cassinos e uma excelen e es u u a de ho éis e e en os, en im a ocação u ís ica de Foz
do Iguaçu é indiscu í el.
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Localizada no ex emo oes e do Es ado do Pa aná, na on ei a do B asil com o
Pa aguai e A gen ina, é a quin a maio cidade do Pa aná, e a di e sidade é nica e
cul u al lhe a ibui um aspec o cosmopoli a ico e di e si icado.
Foz do Iguaçu em uma das maio es di e sidades biológicas do mundo, que pode
se obse ada no Pa que Nacional do Iguaçu, no Pa que das A es, no Re úgio Biológico
en e ou os. A isi a pano âmica da I aipu Binacional em uma isão ex e na da melho
usina hid elé ica do mundo em ge ação de ene gia. O Re úgio Biológico Bela Vis a
o e ece o ei os com lições de educação ambien al e caminhadas pela lo es a na i a. No
Ecomuseu é possí el ica sabendo mais sob e a his ó ia e os p oje os ambien ais
conduzidos pela emp esa. O Canal de Pi acema exempli ica o comp omisso de I aipu
com o meio ambien e: uma ob a a qui e ônica que pe mi e aos peixes do Rio Pa aná
supe a em a ba agem pa a segui em di eção às á eas de ep odução e assim, I aipu
desen ol e um dos maio es p oje os de esponsabilidade socioambien al do B asil.
O Pa que Nacional do Iguaçu é econhecido como “Pa imônio Na u al da
Humanidade”, ombado pela Unesco, as Ca a a as do Iguaçu possuem um cânion de
2.700 m de la gu a, com 275 sal os, que deslumb am os isi an es pela exube ância do
encon o da ma a, ocha e água em um cená io inesquecí el. Nas noi es de lua cheia, as
quedas d´água ganham um isual especial sob a luz do lua , o mando um a co-í is de
beleza única e, a ualmen e, já é possí el obse a o amanhece nas ca a a as,
p opo cionando uma expe iência inédi a aos u is as. A ações como o Macuco Sa a i dá
ao u is a a opo unidade de obse a as Ca a a as, a a és de um passeio de ba co, o
Cânion Iguaçu o e ece a i idades adicais, como a o ismo com i olesa, a ing nas
co edei as do Rio Iguaçu, apel de 55m de al u a e escalada nos pa edões de ocha com
is a pano âmica das Ca a a as, além do passeio do Macuco Ecoa en u a, passeio
ecológico pa a conhece as espécies locais.
Foz do Iguaçu é o maio cen o u ís ico do oes e do Pa aná e é um dos mais
impo an es des inos u ís icos b asilei os, con ando com ampla es u u a em seu
desen ol imen o u ís ico: ae opo o In e nacional capaci ado pa a ecebe a iões de
g ande po e, Cen o de Con enções e e icien e Pa que Ho elei o, com milha es de
lei os disponí eis e di e sas opções de u ismo ecológico, comp as, cul u al e de laze ,
que a aem um núme o cada ez maio de isi an es odos os anos à egião.
Dian e de an as especi icidades p opo cionadas pelo u ismo de isi ação a
ecu sos na u ais, su ge a ques ão elacionada à comunidade local e aos impac os que o
u ismo de massa p o oca no des ino u ís ico. Nes e aspec o, é undamen al que os
p o issionais que a uam na p omoção do u ismo es ejam p epa ados pa a planeja
isi ações seguindo os p incípios de p omoção do u ismo conscien e em elação ao
espei o com os locais de isi ação e a p e enção de impac os ambien ais. Além disso, a
comunidade local não pode pe manece in isí el, pois de e con a com ecu sos pa a
sob e i e e não pode se a e ada pelo u ismo de massa que ge a impac os no
ambien e local
Po udo isso, o u ismo em sendo amplamen e mode nizado e passa po
a iações na on ei a, pois além das con encionais isi as aos pon os u ís icos da
na u eza, a ualmen e desen ol e-se o u ismo u al e de base comuni á ia como uma
das on es da economia local.
Como inicia i a do u ismo u al, oi desen ol ido pela Sec e a ia de Tu ismo do
município o CITUR, um ci cui o de isi ação u ís ica no espaço u al do município de
Foz do Iguaçu que é compos o po emp eendimen os u ais, de en o es de a a i os
ípicos da ida campesina local, e seus po enciais se con igu am pela o e a de p odu os
in na u a ecológicos, doces, conse as, compo as, in u as, lico es, pani icados e massas