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Myracrodruon urundeuva M.Allemão (aroeira-do-sertão) recomendações silviculturais para técnicos e produtores rurais

Abstract

O Cerrado é um bioma considerado um “hotspot” de biodiversidade que possui 41,6% de sua cobertura vegetal substituída em decorrência de atividades antrópicas. Atualmente, tem crescido a demanda por produtos e serviços voltados à recuperação de áreas degradadas, em especial à produção de mudas de espécies florestais nativas. Com o intuito de conhecer e selecionar uma espécie que tenha alto potencial para ser usada na recuperação de áreas degradadas, objetivou-se fazer uma revisão bibliográfica da espécie Myracrodruon urundeuva Allemão, conhecida popularmente como aroeira-do-sertão. Com distribuição natural limitada à América do Sul, no Brasil ocorre principalmente nas regiões norte, nordeste, sudeste e centro-oeste

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Myracrodruon urundeuva M.Allemão (aroeira-do-sertão) recomendações silviculturais para técnicos e produtores rurais

Author: Urzua, Lisbeth Malawi Bautista; Souza, Priscila Bezerra de; Gessiel Newton Scheidt, Gessiel
Publisher: Universidade de Santiago de Compostela. Servizo de Publicacións e Intercambio Científico
Year: 2016
Source: https://minerva.usc.es/bitstreams/43cc2814-37cc-4e13-8c3c-0d9b33803026/download
A igo
Recu sos Ru ais (2016) nº 12 : 5-12
IBADER: Ins i u o de Biodi e sidade Ag a ia e Desen ol emen o Ru al ISSN 1885-5547 - e-ISSN 2255-5994
Recibido: 15 ab il 2016 / Acep ado: 1 xullo 2016
© IBADER- Uni e sidade de San iago de Compos ela 2016
Resumo O Ce ado é um bioma conside ado um “ho spo ”
de biodi e sidade que possui 41,6% de sua cobe u a
ege al subs i uída em deco ência de a i idades
an ópicas. A ualmen e, em c escido a demanda po
p odu os e se iços ol ados à ecupe ação de á eas
deg adadas, em especial à p odução de mudas de espécies
lo es ais na i as. Com o in ui o de conhece e seleciona
uma espécie que enha al o po encial pa a se usada na
ecupe ação de á eas deg adadas, obje i ou-se aze uma
e isão bibliog á ica da espécie My ac od uon u undeu a
Allemão, conhecida popula men e como a oei a-do-se ão.
Com dis ibuição na u al limi ada à Amé ica do Sul, no B asil
oco e p incipalmen e nas egiões no e, no des e, sudes e
e cen o-oes e.
Pala as-cha e Ce ado, p odução de mudas, ecupe ação
de á eas deg adadas, dis ibuição.
My ac od uon u undeu a Allemão (a oei a-do-se ão)
sil icul u al ecommenda ions o echnicians and
a me s
Abs ac The Sa annha biome is conside ed a “ho spo ” o
di e si y ha has 41.6% o i s plan co e age eplaced as a
esul an h opogenic ac i i ies. Cu en ly, i has g own he
demand o p oduc s and se ices dedica ed a he eco e y
o deg aded a eas, especially he p oduc ion o na i e
species seedlings. In o de o mee and selec a species ha
has he po en ial o be used in he eco e y o deg aded
a eas, he objec i e was o make a li e a u e e iew o he
species My ac od uon u undeu a Allemão, popula ly known
as a oei a-do-se ão. Wi h limi ed na u al dis ibu ion o
Sou h Ame ica, in B azil occu s mainly in he No h,
No heas , Sou heas and Midwes .
Key wo ds Sa annha, seedling p oduc ion, eco e y o
deg aded a eas, dis ibu ion.
In odução
O Ce ado é um bioma conside ado um “ho spo ” de
di e sidade onde demons a uma g ande biodi e sidade
lo ís ica em elação aos ou os biomas exis en es no
mundo (P egelli e al. 2008). O Ce ado ap esen a um
g adien e de biomassa, que pode se subdi idido em campo
limpo, campo sujo, campo ce ado, ce ado sensu s ic o e
ce adão essa di isão baseia-se apenas na isionomia da
ege ação, is o que a composição lo ís ica en e as á ias
isionomias de do bioma Ce ado a ia signi ica i amen e.
Além disso, como um odo não possui uma ege ação
ca ac e izada po uma única lo a, mas duas, sendo uma
he báceo-suba bus i a e ou a lenhosa (Ne i e al. 2011).
Segundo S a (2009) o Ce ado possui 41,6% de sua
cobe u a ege al subs i uída em deco ência de a i idades
an ópicas, quando desen ol idas deso denadamen e, sem
oma em conside ação aspec os conse acionis as que
aca e am a deg adação dos ecossis emas. Es e a o em
como consequência a e osão dos solos, o asso eamen o
dos cu sos de água, a deg adação de di e sas nascen es e
ex inção de á ias espécies, deslizamen os em á ea com
decli idade, além das enchen es nas á eas u banas
(P egelli e al. 2008). Des a o ma, a demanda de
conhecimen o ge ada pela sociedade, pa a e e são dos
p oblemas ambien ais, em susci ado a c iação de no as
écnicas e es a égias de ecupe ação de á eas
deg adadas, assim como dos ecossis emas in ensamen e
Lisbe h Malawi Bau is a U zua
Uni e sidade Fede al do Tocan ins, P og ama de Pós-G aduação
em Ciências Flo es ais e Ambien ais, Rua Badejós, Lo e
7,Cháca as 69/72, Zona Ru al. Cx. pos al 66. CEP: 77402-
970,Gu upi-TO, B asil.
Mes anda em Ciências Flo es ais e Ambien ais - UFT.
E-mail: [email p o ec ed]
P iscila Beze a de Souza
P o esso a do Cu so de Engenha ia Flo es al e do P og ama de
Pós-G aduação em Ciências Flo es ais e Ambien ais – UFT. E-mail:
[email p o ec ed]
Gessiel New on Scheid
Coo denado do P og ama de Pós-G aduação em Bio ecnologia –
UFT. E-mail: [email p o ec ed]
My ac od uon u undeu a Allemão (a oei a-do-se ão)
ecomendações sil icul u ais pa a écnicos e p odu o es
u ais.
Lisbe h Malawi Bau is a U zua · P iscila Beze a de Souza ·
Gessiel New on Scheid
modi icados pelas a i idades an ópicas (Valca cel & Sil a
1997).
Rod igues & Gandol i (2004) a i mam que a ecupe ação da
ege ação de uma á ea deg adada undamen a-se em:
ca ac e ização lo ís ica (o que plan a ); le an amen o
i ossociológico (quan o plan a ) e nos p incípios de
sucessão secundá ia (como plan a ) obje i ando a
econs i uição do ecossis ema, ga an indo a manu enção da
biodi e sidade ege al e suas in e ações com a auna ao
longo do empo.
Escolhe co e amen e a comunidade de plan as que i á
inicia o p ocesso de sucessão em uma á ea deg adada é
um dos pon os mais c í icos do p ocesso de ecupe ação.
Es udos i ossociológicos de ambien es na u ais
p ese ados, al e ados, pe u bados e deg adados êm
como obje i o não apenas a escolha das espécies, mas,
ambém, descob i como emp egá-las e icien emen e nos
p oje os de ecupe ação. A en a i a de ep odução das
es u u as das comunidades ege ais pa ece se o melho
caminho, pois em sido la gamen e emp egada com bons
esul ados (Co êa & Melo Filho 1998).
Com o in ui o de conhece e seleciona uma espécie que
enha al o po encial pa a se usada na ecupe ação de
á eas deg adadas, obje i ou-se aze uma e isão
bibliog á ica da espécie My ac od uon u undeu a (a oei a-
do-se ão).
Re isão Bibliog á ica
My ac od uon u undeu a, conhecida popula men e como
a oei a-do-se ão pe ence a amília Anaca diaceae, a a-
se de uma espécie decídua, helió i a e sele i a xe ó i a;
sendo capaz supo a empe a u as al as, solos salinos,
com baixa e ilidade e g ande dessecação. Com
dis ibuição na u al limi ada à Amé ica do Sul, sendo
encon ada nas egiões chaquenha da Bolí ia, Pa aguai,
A gen ina e no B asil onde oco e p incipalmen e nas
egiões no e, no des e, sudes e e cen o-oes e. O po e
a ia de aco do com o seu local de oco ência, podendo
a ingi a é 30 me os de al u a, com lo ação dos meses de
julho a se emb o e a ma u ação dos u os de se emb o a
ou ub o (San in & Lei ão-Filho 1991; Lo enzi 1992; Ca alho
1994; Gu gel-Ga ido e al. 1997; Figuei ôa e al. 2004;
And ade e al. 2013).
No B asil a a oei a-do-se ão em uma ampla dis ibuição,
oco endo em á ias egiões i oecológicas: na Flo es a
Es acional Semidecidual Submon ana (Ca alho e al.
1996); na Flo es a Es acional Decidual, no oes e da Bahia
(Sil a e al. 1983), na o mação Submon ana, no baixo
Pa anaíba, em Minas Ge ais (Ca alho e al. 1999) e na
o mação das Te as Baixas e Submon ana, em Ma o
G osso do Sul (Po e al. 2000) Figu a 1.
Desc ição bo ânica
My ac od uon u undeu a possui um onco ge almen e
cu o e o uoso na Caa inga, mas na lo es a plu ial,
ap esen a us e com a é 12 m de comp imen o. Rami icação
simpodial dico ômica a i egula e copa i egula ,
caduci oliada. A casca ex e na é de colo ação cas anho-
escu a, áspe a, sube osa, sulcada, subdi idida em placas
escami o mes ap oximadamen e e angula es nas á o es
adul as; nas á o es jo ens a casca é lisa, cinzen a e
cobe a de len icelas já a casca in e na é a e melhada.
Suas olhas são compos as, impa ipinadas, de inse ção
al e na, com 5 a 7 pa es de olíolos opos os, o ados, com
a é 5 cm de comp imen o e 3 cm de la gu a e os olíolos
quando mace ados exalam o e odo de e ebin ina (chei o
de manga). As Flo es masculinas, sésseis, pequenas, de
colo ação pú pu a; he ma odi as, eunidas em panículas de
a é 20 cm de comp imen o, consequen emen e seus u os
são do ipo d upa globosa ou o óide, com cálice pe sis en e,
conside ado um u o-semen e (Figuei ôa 2004) Figu a 2. A
semen e é única (0,2 a 0,4 cm de diâme o), globosa,
desp o ida de endospe ma, com epica po cas anho-escu o,
mesoca po cas anho, ca noso, esiní e o, com odo
ca ac e ís ico e egumen o memb anáceo (Almeida e al.
1998). My ac od uon u undeu a é uma espécie calcí ila, ou
seja, as melho es populações dessa espécie apa ecem em
solos icos em cálcio (Ca) e asos e si uados em decli es
acen uados (He inge & Fe ei a 1973) Figu a 2.
6
Figu a 1.- Oco ência na u al de My ac od uon u undeu a no
B asil
P odu os e u ilizações
En e as espécies bas an e explo adas, des acam-se as da
amília Anaca diaceae, especialmen e a My ac od uon
u undeu a, possui g ande alo econômico de ido à
qualidade de sua madei a e pela p esença de g andes
quan idades de subs âncias bioa i as em sua en ecasca, a
exemplo dos aninos, que possuem p op iedades an i-
in lama ó ias, ads ingen es, an ialé gicas e cica izan es
(Teó ilo e al. 2004; Do nelles e al. 2005), sendo de
oco ência comum o comé cio de cascas e emédios
casei os enga a ados em ei as li es do no des e. Em
i ude de suas múl iplas u ilizações, associada a uma
o ma de explo ação p eda ó ia em-se e i icado in ensa
edução da a iabilidade gené ica, o que em comp ome ido
a p ese ação das populações den o do seu “habi a ”
na u al. No en an o, de ido aos seus p incípios ale gênicos,
a á o e não de e se cul i ada em locais de ácil acesso ao
público (Almeida e al. 1998).
No ano de 1992 My ac od uon u undeu a en ou pa a a lis a
de espécies ameaçadas em ex inção na ca ego ia
ulne á el, mas no ano de 2014 a a oei a-do-se ão oi
conside ada o a de pe igo, en e an o sua explo ação ainda
é p oibida pela Po a ia N.º 83-N, de 26 de se emb o de
1991, cabendo essal a que a mesma só pode se
explo ada a a és de um Plano de Manejo Flo es al de
Rendimen o Sus en ado, p e iamen e ap o ado pelo
IBAMA. Essa p o eção se az necessá ia já que além de
possui uma madei a com ca ac e ís icas ana ômicas
desejá eis na p odução de mó eis de luxo, ado nos
o neados, cons ução ci il, pos es e do men es pa a
ce cas, a espécie ambém possui usos a macológicos, pois
a en e casca em ações an i-in lama ó ias, ads ingen es,
an ialé gicas e cica izan es, suas aízes são usadas no
a amen o de euma ismo e as olhas indicadas pa a o
a amen o de úlce as, dessa o ma My ac od uon
u undeu a é uma espécie mui o a a i a pa a ex a i ismo
ilegal (San os 1987; Rizzini 1995; Mo aes & F ei as 1997).
Em unção des as peculia idades, a a oei a-do-se ão em
so endo um p ocesso de explo ação in ensa, de o ma
p eda ó ia, eduzindo suas populações na u ais mais do
que em ou as espécies, eque endo assim es udos pa a
ga an i a sua conse ação (Nunes e al. 2008).
P odução de mudas de lo es ais na i as
Dian e dessas múl iplas possibilidades de explo ação,
es udos ol ados pa a a ge minação de semen es e
p odução de mudas são necessá ios em p og amas de
manejo e es au ação de populações na u ais, e um dos
a o es que de e minam o desen ol imen o sa is a ó io das
mudas e sua sob e i ência em campo é o subs a o
u ilizado. Dessa manei a é de ex ema impo ância a
escolha do subs a o, pois se o na necessá io obse a as
suas ca ac e ís icas ísicas e químicas, pa a ga an i que a
7
Figu a 2.- My ac od uon u undeu a (A) Aspec o ge al. (B) Folhas. (C) In lo escência. D) F u os. (E) Semen es. (F)
Casca. (G) Madei a
composição escolhida pe mi a a semen e condições pa a
ge minação e pos e io o mação do sis ema adicula e
pa e aé ea (And ade e al. 2013).
A demanda po mudas de espécies na i as em c escido
bas an e nos úl imos anos, an o pela alo ização das
espécies quan o pela necessidade de ecupe ação das
Á eas de P ese ação Pe manen e – APP e das Á eas de
Rese a Legal – RL (Oli ei a e al. 2008). En e an o, a
endência a ual dos p oje os de ecomposição lo es al em
o ma lo es as com ele ada di e sidade de espécies
na i as, em esba ado na di iculdade de se encon a
mudas na i as de espécies a iadas seja pela al a de
conhecimen o de como p oduzi-las ou de como cole a e
bene icia as semen es (Ma ins 2009; Oli ei a e al. 2008).
A ge minação, do pon o de is a isiológico, pode se
di idida em di e en es e apas: embebição de água
( eid a ação), aumen o da espi ação, alongamen o das
células, di isão celula (consequen e o mação de enzimas,
diges ão, mobilização, anspo e das ese as e
assimilação me abólica), c escimen o e di e enciação dos
ecidos (Cas o & Hilho s 2004). Fa o es bió icos,
in ínsecos à p óp ia semen e e abió icos, como luz,
empe a u a e umidade, a e am di e en emen e a
ge minação (Baskin & Baskin 1998).
Após a ge minação das semen es de My ac od uon
u undeu a, du an e o p epa o e a manu enção de mudas
em i ei o, a oei a-do-se ão em se mos ado exigen e em
nu ien es (Quei oz e al. 2002). Segundo Mendonça e al.
(1999) concluí am que a omissão de N, P, K, Ca e Mg o am
limi an es ao desen ol imen o das plân ulas, enquan o que
a omissão de Cu, Fe, Mn e Zn não a e a am o c escimen o
das mudas a é o qua o mês após a epicagem. Segundo
Melo o e al.(2009) os nu ien es azem pa e de uma sé ie
de a o es que a uam sob e o c escimen o das plan as
jun amen e com luz, empe a u a, a , água, manejo,
p op iedades e ca ac e ís icas do solo ou subs a o.
Os es udos com ge minação de semen es são ge almen e
ealizados com o obje i o de amplia os conhecimen os
isiológicos, e i icando as espos as de ge minação a
a o es ambien ais, causas e mé odos de supe ação de
do mência, conhecimen os mo ológicos, acompanhamen o
do desen ol imen o do emb ião e da plân ula com in ui o de
e i ica o es ádio de ma u ação das semen es e do e ei o
do p ocessamen o e a mazenamen o sob e a qualidade das
semen es (Baskin & Baskin 1998).
Pacheco e al. (2006) a i mam que conhece as condições
que p opo cione ge minação ápida e uni o me das
semen es da espécie My ac od uon u undeu a é
ex emamen e impo an e no momen o da semeadu a. Já
que a ge minação ápida e o desen ol imen o homogêneo
das plân ulas eduzem os cuidados ad indos dos i ei is as,
uma ez que as mudas e ão o desen ol imen o mais
acele ado, esul ando em um po oamen o uni o me no
campo.
Segundo Sil ei a e al. (2002) a ase de p odução de mudas
é uma das e apas mais impo an es que compõe o sis ema
p odu i o, e que, nos dias a uais, es a ase es á mui o
dependen e da u ilização de insumos p oduzidos
quimicamen e. De aco do com Figliolia e al. (1993) á ios
subs a os al e na i os êm sendo es ados, endo es es as
mais a iadas o igens, logo, e i ica-se que uma das o mas
pa a melho a a qualidade nu icional do subs a o pa a
p odução de mudas, es á na u ilização de esíduos ege ais
e esíduos indus iais, podendo es es se em mis u ados
en e si, e com ou os elemen os na u ais, p oduzindo assim
uma homogeneidade das subs âncias ag egadas que i ão
nu i as plan as, ou seja, uma al e na i a de diminuição de
cus os pa a ob enção do subs a o, ob endo um insumo de
qualidade, bem como uma o ma de melho ia e p ese ação
do meio ambien e. A qualidade da muda é de e minan e na
ga an ia do maio po encial de sob e i ência e c escimen o
após o plan io, mui as ezes dispensando o eplan io e
eduzindo os a os cul u ais de manu enção (Ca nei o
1995).
Subs a os u ilizados na p odução de mudas
Pa a que oco a uma boa ge minação, de aco do com as
eg as pa a análise de semen es, além da luz, empe a u a
e oxigênio, o subs a o em undamen al impo ância nos
esul ados do es e de ge minação (BRASIL 2009). Fa o es
ais como ae ação, es u u a capacidade de e enção de
água, en e ou os, podem a ia de um subs a o pa a
ou o, a o ecendo ou p ejudicando a ge minação das
semen es (Ba bosa e al. 1985).
Figliolia e al. (1993) a i mam que subs a o em unção de
sup i as semen es da umidade e p opo ciona condições
adequadas à ge minação das mesmas e pos e io men e
desen ol imen o das plân ulas de endo man e uma
p opo ção adequada en e a disponibilidade de água e a
ae ação e assim e i a a o mação de uma película aquosa
sob e a semen e, que impede a pene ação de oxigênio e
con ibui pa a a p oli e ação de pa ógenos (Popinigis 1985).
Ao escolhe um subs a o, alguns aspec os de em se
conside ados, como o amanho da semen e, a exigência
com elação à umidade e à luz, a acilidade que ele o e ece
du an e a ins alação, a ealização das con agens e a
a aliação das plân ulas (BRASIL 1992).
Alguns dos subs a os p esc i os e ecomendados nas
Reg as pa a Análise de Semen es (BRASIL 1992) são papel
( oalha, il o, ma a-bo ão), solo e a eia. En e an o, exis em
poucas ecomendações pa a as espécies lo es ais, e
ou os ipos de subs a os são es ados, como o Plan max®
(Oli ei a e al. 2003), e miculi a e pó de coco (Lace da e
al. 2003).
O subs a o além de se impo an e nos es es de
ge minação, em como p incipal unção de sus en a a
muda e o nece condições adequadas pa a o
desen ol imen o e uncionamen o do sis ema adicula ,
assim como os nu ien es necessá ios ao desen ol imen o
da plân ula. En e an o, o subs a o de e se isen o de
semen es de plan as in aso as, p agas e ungos
pa ogênicos, e i ando-se, assim, a necessidade de sua
desin es ação (Gonçal es e al. 2000).
Pa a um bom desen ol imen o das mudas, aspec os como:
ae ação, es u u a, capacidade de e enção de quan idades
8
su icien es de água, de em se obse ados, po se em
capaz de a ia con o me o ipo de ecipien e e do subs a o
e a e a di e amen e a ge minação das semen es, o igo
das plân ulas, a o mação do sis ema adicula e o
desen ol imen o da pa e aé ea. O subs a o adequado
de e ap esen a boas ca ac e ís icas ísicas, químicas e
biológicas, possibili ando, um ápido c escimen o da muda,
um bom eo de ma é ia seca nas pa es aé ea e adicula ,
po an o o uso de ma é ia o gânica no subs a o é um dos
a o es que in luenciam na abso ção de nu ien es (Caldei a
2014).
Na ca ac e ização química dos subs a os, basicamen e são
de e minados: o pH, a capacidade de oca de cá ions e a
condu i idade elé ica, pa a as p op iedades ísicas
des acam-se: a densidade, a po osidade, o espaço de
ae ação e a disponibilidade híd ica ( olumes de água
disponí eis em di e en es po encias), nas quais são
essências pa a um subs a o de qualidade. Na p odução de
mudas de qualidade busca-se um subs a o que
disponibilize água e nu ien es de o ma equilib ada, bem
como uma boa ixação da plân ula, endo em sua
composição uma p opo ção adequada de mac o e
mic opo os (A aújo 2010).
Discussão sob e o compos agem de esíduos
o gânicos
O subs a o é o a o que exe ce in luência signi ica i a na
ge minação e desen ol imen o das mudas, e apas que
ep esen am a ase mais c í ica no ciclo de ida das plan as,
ou seja, sua sob e i ência es á di e amen e ligada à
capacidade de ge mina e en aiza apidamen e as aízes
no solo (Casag ande Júnio e al. 1996; Figuei ôa e al.
2004).
Vá ios são os ma e iais que podem se usados na sua
composição o iginal ou combinados (Caldei a e al. 2008).
Po se u ilizado em um es ágio de desen ol imen o em que
a plân ula é mui o susce í el ao a aque de mic o ganismos
e pouco ole an e ao dé ici híd ico, po an o as qualidades
ísicas e químicas do subs a o pa a p odução de mudas
lo es ais na i as são de ex ema impo ância (Oli ei a e al.
2008).
Segundo Kämp (2005), condicionado de subs a o é o
componen e que isa melho a as p op iedades do meio de
cul i o, sendo que es e componen e pa icipa de uma
mis u a em ação igual ou meno que 50%. En e os
p incipais condicionado es es ão a a eia, di e sos p odu os
esul an es do p ocesso de compos agem, se apilhei a,
casca de a oz ca bonizada, polies i eno expansí el
(isopo ), ib a de xaxim, casca de á o es, en e ou os.
A casca de a oz ca bonizada é um subs a o es é il de ido
ao p ocesso de ca bonização, po se le e e po osa,
pe mi e boa ae ação, d enagem e oca de a na base das
aízes, sendo ecomendada pa a a ge minação de
semen es e en aizamen o de es acas (Souza 1993).
Ou a al e na i a de subs a o é o uso do lodo de esgo o o
mesmo o nece ma é ia o gânica pa a a composição de
subs a os pa a a o mação de mudas u í e as e lo es ais.
Um dos aspec os mais p omisso es na u ilização de lodo de
esgo o é a disponibilidade de mac o e mic onu ien es
(Schee e al. 2010). Os au o es a i mam que, além do
bene ício ambien al, o uso de lodo de esgo o na
composição de subs a os pe mi e uma economia na
adubação suplemen a e melho ias no pe cen ual de
ap o ei amen o do i ei o. No en an o, de em-se
conside a os a anjos pe cen uais des es componen es, já
que esul am em di e en es quan idades de nu ien es,
oxigênio e capacidades de e enção híd ica (T iguei o &
Gue ini 2003).
And iolo (1999) essal a a impo ância e necessidade de se
ca ac e iza os di e en es ma e iais encon ados nas
di e en es egiões do país e o ná-los disponí eis como
subs a os ag ícolas. Dessa o ma, ma é ias como o esíduo
de sisal, bagaço de cana e pó de coco su gem como
al e na i as iá eis e ecologicamen e co e as,
p incipalmen e nas egiões com g ade disponibilidade e ácil
aquisição desses ma e iais ( ejei o).
And iolo (1999) a i ma que os es e cos êm sendo
u ilizados desde os empos emo os, mas com o ad en o
dos adubos químicos o in e esse pelos e ilizan es
o gânicos diminuí am, en e an o, a ualmen e, em
deco ência da disseminação da ag icul u a sus en á el e
da p eocupação com a deg adação ambien al, o in e esse
pelo uso dos es e cos oi eno ado, ou seja, os es e cos de
animais são os mais impo an es adubos o gânicos, de ido
à composição, disponibilidade ela i a e bene ícios da
aplicação. Con udo, o ap o ei amen o dos esíduos
o gânicos de o igem animal como e ilizan e,
especialmen e o es e co de bo inos é um ema
ela i amen e pouco es udado no B asil.
O subs a o a eia, mesmo sendo ecomendado pelas
Reg as pa a Análise de Semen es (BRASIL 2009) em
di iculdades pa a condução de es es de ge minação de ido
a sua ápida d enagem da água, o que causa
consequen emen e o essecamen e da pa e supe io do
subs a o.
Em elação aos subs a os como e miculi a e pó de coco,
além de p opo ciona em um bom desempenho ge mina i o,
acili a o manuseio du an e a condução dos es es e
ap esen am uma boa capacidade de e enção de água, o
que a o ece a manu enção da umidade po um pe íodo
maio (Souza e al. 2008). O Pó de Coco é um esíduo
o gânico de i ado do mesoca po ib oso do coco e em se
mos ado como uma al e na i a pa a a edução dos cus os
dos subs a os, com esul ados posi i os no
desen ol imen o de plân ulas de di e sas cul u as (Mee ow
1994).
Conclusão
O subs a o adequado de e ap esen a boas ca ac e ís icas
ísicas, químicas e biológicas, possibili ando, um ápido
c escimen o da muda, um bom eo de ma é ia seca nas
pa es aé ea e adicula , pelo qual o uso de ma é ia
o gânica no subs a o é um dos a o es que in luenciam na
abso ção de nu ien es.
9

Po an o, o subs a o ideal pa a o p odu o é aquele que
ap esen a baixo cus o, boas ca ac e ís icas ísicas,
químicas e biológicas, possibili ando, um ápido
c escimen o da muda, um bom eo de ma é ia seca nas
pa es aé ea e adicula . Po essa azão a p eocupação
a ual é eu iliza os esíduos ege ais e indus iais como
medida de e i a a con aminação do meio ambien e.
Ag adecimen os Ao Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología
(CONACYT) e G upo Coimb a de Uni e sidades B asilei as
(GCUB) pelo apoio e pa ocínio pa a a in es igação.
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