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A conduta matemática de estudantes em situação de incerteza: um olhar desde a teoria das situações didáticas

Abstract

A forma como os indivíduos aprendem tem sido objeto de estudo por parte de importantes pessoas ligadas à área educacional, como é o caso de Guy Brousseau (1986), teórico que desenvolveu a Teoria das Situações Didáticas (TSD), que se baseia no princípio de que cada conhecimento ou saber pode ser determinado por uma situação. Dessa teoria, apresentamos, neste artigo, uma síntese dos conceitos de situação didática, situação adidática, devolução da aprendizagem e tipos de situações didáticas, que especialmente nos foram úteis para analisar a conduta matemática de estudantes ao resolver um problema de incerteza. Evidenciamos que tal conduta é influenciada mais por suas crenças e experiências prévias do que por processos institucionais adquiridos em sala de aula

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A conduta matemática de estudantes em situação de incerteza: um olhar desde a teoria das situações didáticas

Author: Moura, Humberto Plácido Gusmão de; Fernández Blanco, María Teresa; Gusmão, Tânia Cristina Rocha Silva
Publisher: Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
Year: 2015
Source: https://minerva.usc.es/bitstreams/91461ea3-6dd3-4ca7-af09-b4655ab1f88e/download
A condu a ma emá ica de es udan es em si uação de
ince eza: um olha desde a Teo ia das Si uações Didá icas
The s uden s ’ma hema ical beha io unde unce ain y: a iew
om he Theo y o Didac ic Si ua ions
La conduc a ma emá ica de es udian es en si uación de
ince idumb e: una mi ada desde la Teo ía de las Si uaciones
Didác icas
Humbe o Plácido Gusmão de Mou a
Uni e sidade de San iago de Compos ela – Espanha
Faculdade Independen e do No des e – B asil
Te eza Fe nandez Blanco
Uni e sidade de San iago de Compos ela – Espanha
Tânia C is ina Rocha Sil a Gusmão
Uni e sidade Es adual do Sudoes e da Bahia – B asil
Resumo
A o ma como os indi íduos ap endem em sido obje o de es udo po pa e
de impo an es pessoas ligadas à á ea educacional, como é o caso de Guy
B ousseau(1986), eó ico que desen ol eu a Teo ia das Si uações Didá icas
(TSD), que se baseia no p incípio de que cada conhecimen o ou sabe pode se
P áxis Educacional Vi ó ia da Conquis a . 11, n. 19 p. 247-268 maio/ago. 2015
ARTIGO
Humbe o Plácido G. de Mou a, Te eza Fe nandez Blanco e Tânia C is ina R. Sil a Gusmão
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de e minado po uma si uação. Dessa eo ia, ap esen amos, nes e a igo, uma
sín ese dos concei os de si uação didá ica, si uação adidá ica, de olução da
ap endizagem e ipos de si uações didá icas, que especialmen e nos o am ú eis
pa a analisa a condu a ma emá ica de es udan es ao esol e um p oblema de
ince eza. E idenciamos que al condu a é in luenciada mais po suas c enças
e expe iências p é ias do que po p ocessos ins i ucionais adqui idos em sala
de aula.
Pala as-cha e: Teo ia das Si uações Didá icas. Si uação de ince eza. Condu a
ma emá ica de es udan es.
Abs ac
The way indi iduals lea n has been s udied by impo an people connec ed
o he educa ional ield, as in he case o Guy B ousseau (1986), heo e ician
who de eloped he Theo y o Didac ic Si ua ions (TDS), which is based on
he p inciple ha each knowledge can be de e mined by a si ua ion. F om his
heo y, we p esen in his a icle which a syn hesis o he concep s o didac ic
si ua ion, adidac ic si ua ion, lea ning e u n and ypes o eaching si ua ions,
especially in hose which we e use ul o analyze he s uden s’ ma hema ical
beha io o sol e a p oblem o unce ain y We ha e showed ha such beha io
is mo e in luenced by hei belie s and p e ious expe iences han by ins i u ional
p ocesses acqui ed in he class oom.
Keywo ds: Theo y o he Didac ic Si ua ions. Si ua ion o unce ain y.S uden s’
ma hema ical beha io .
Resumen
La mane a en que los indi iduos ap enden ha sido obje o de es udio po pa e
de impo an es pe sonas del á ea educacional. En pa icula B ousseau (1986)
basa su Teo ía de las Si uaciones Didác icas (TSD) en el p incípio de que
cada conocimien o o sabe puede se de e minado po una si uación. En es e
a ículo, p esen amos una sín esis de algunos concep os de esa eo ía como
si uación didác ica, si uación adidác ica, de olución del ap endizaje y ipos
de si uaciones didác icas, que especialmen e han sido e icaces pa a analiza la
conduc a ma emá ica de es udian es al esol e un p oblema de ince idumb e.
E idenciamos que al conduc a es in luenciada más po sus c eencias y
expe iencias p e ias que po p ocesos ins i ucionales adqui idos en la clase.
Palab as-cla e: Teo ía de las Si uaciones Didác icas. Ince idumb e. Conduc a
ma emá ica de es udian es.
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Si uação didá ica e si uação adidá ica
Pa a B ousseau (1986), uma si uação didá ica é uma si uação
cons uída in encionalmen e com o in ui o de que os alunos adqui am
um sabe de e minado. Ela é o mada pelas múl iplas elações
pedagógicas es abelecidas en e a íade p o esso -aluno-meio, com a
inalidade de desen ol e a i idades pa a a ap endizagem e o ensino
de um de e minado con eúdo. A si uação didá ica ambém pode se
comp eendida como o p ocesso no qual o docen e p opo ciona o meio
didá ico,no qualo es udan e cons ói seu conhecimen o, consis indo na
in e - elação dos ês elemen os que a compõe.
Especi icamen e, B ousseau (apud GÁLVEZ, 1996) de ine uma
si uação didá ica como:
Um conjun o de elações explíci a e /ou implici amen e en e um
aluno ou g upo de alunos, um de e minado meio (que ab ange
e en ualmen e ins umen os e obje os) e um sis ema educa i o
( ep esen ado pelo p o esso ) com a inalidade de consegui
que es es alunos ap op iem-se de um sabe cons i uído ou em
ias de cons i uição. (GÁLVEZ, 1996, p.28).
A elação assimé ica do sabe en e p o esso e aluno de e se
supe ada po uma elação didá ica, a im de p omo e uma mudança do
quad o inicial do aluno ace ao sabe , con e indo um papel undamen al
do p o esso : o acesso ao conhecimen o cien í ico.
Em con apa ida, a a i idade do p o esso não de e se
consolida na comunicação ou ep odução de um sabe . Ao p o esso
cabe a esponsabilidade de ap esen a um “bom p oblema”, que
se ia o desencadeado pa a a busca de um no o sabe ; e ao aluno, e
condição pa a a esolução do p oblema, dando início ao p ocesso de
ap endizagem.
O econhecimen o da necessidade de momen os de ap endizagem
dá luga à noção de si uação adidá ica, ambém de inida po B ousseau
(1986) como sendo as decisões que oma o aluno (boas ou más) sem
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in e enção do p o esso , mas com a pos a em p á ica dos conhecimen os
ou do sabe an e io men e ap endidos. Ou seja, uma si uação adidá ica
é o p ocesso no qual o docen e p opõe ao es udan e um p oblema
que se assemelhe a si uações da ida eal e que pode ão se abo dadas
a a és de seus conhecimen os p é ios, pe mi indo a ge ação de
hipó eses e conjec u as que se assemelham ao abalho ealizado no
meio ins i ucional. Em ou as pala as, o aluno se encon a á dian e de
de e minadas si uações e que, sem a in e enção di e a do p o esso , i á
en a esol ê-las, com o p opósi o pos e io men e de ins i ucionaliza
o sabe adqui ido.
A si uação didá ica con ém in insecamen e a in enção de que
alguém ap enda algo. Es a in encionalidade não desapa ece na si uação
adidá ica, o que oco e ambém é a não in encionalidade con ida nes e
concei o e se e e e ao a o de que o aluno de a se elaciona com o
p oblema, espondendo ao mesmo com base em seus conhecimen os
e mo i ado pelo p oblema, e não pa a sa is aze um desejo do docen e,
ou seja, o docen e não in e ém di e amen e na esolução do p oblema,
somen e colabo a em sua solução inal. Daí se deduz que a si uação
didá ica engloba as si uações adidá icas.
Quando o aluno o na-se capaz de coloca em uncionamen o
e u iliza po ele mesmo o conhecimen o que ele es á
cons uindo, em si uação não p e is a de qualque con ex o
de ensino e ambém na ausência de qualque p o esso , es á
oco endo en ão o que pode se chamado de si uação adidá ica.
(BROUSSEAU, 1986, apud PAIS, 2002, p.68).
A in e ação en e os sujei os da si uação didá ica acon ece no
meio didá ico que o docen e elabo ou pa a que se ealize a cons ução
do conhecimen o (si uação didá ica), e possa o es udan e, a sua ez,
en en a aqueles p oblemas insc i os nes a dinâmica sem a pa icipação
do docen e (si uação adidá ica).
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Tipos de si uações didá icas
Em se a ando do conhecimen o ma emá ico e, dada a
especi icidade que es e en ol e, como concei os, sis emas de ep esen ação,
p ocedimen os de desen ol imen o e alidação (GODINO, 1991),
B ousseau essal a que se á p eciso conside a ou os ipos de si uações
didá icas, a sabe : si uações de ação, si uações de o mulação, si uações
de alidação e si uações de ins i ucionalização.
● Si uações de Ação: são aquelas que a o ecem ao aluno o uso de
p ocedimen os mais imedia os pa a a esolução de uma a e a, sem
necessidade de ealiza explicações eó icas sob e os a gumen os
ou p ocedimen os u ilizados. Assim sendo, são si uações ma cadas
pela p odução/aquisição de um conhecimen o mais expe imen al
e in ui i o do que eó ico, que pode explica , em pa e, a ausência
de a gumen os po pa e de nossos alunos, quando encon am a
solução co e a e não sabem explica os p ocedimen os po eles
seguidos;
● Si uações de Fo mulação: são si uações que a o ecem a aquisição de
modelos eó icos e me odológicos que an es não e am exigidos
na si uação an e io . O que ma ca essas si uações é o a o de o
es udan e cons ui a i mações e pode a é explicá-las, mas não
em a in enção de julga a alidade do conhecimen o;
● Si uações de Validação: são aquelas em que há necessidade de alida
o conhecimen o; de aze uso de mecanismos de p o as; de
explica eo ias. O sabe começa se u ilizado com a inalidade
essencialmen e eó ica. O que ma ca uma si uação de alidação
é que os a gumen os são acionais e o que se que é a e acidade
do conhecimen o;
● Si uações de Ins i ucionalização: são aquelas que êm a inalidade de
da um ca ác e o icial/uni e sal aos conhecimen os abalhados
na sala de aula e que de em se e idos pa a um abalho pos e io .
O conhecimen o sai da es e a do pa icula e indi idual pa a uma

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dimensão his ó ica e cul u al do sabe cien í ico. O que ma ca
uma si uação de ins i ucionalização é que o sabe passa a e um
es a u o de e e ência pa a o aluno.
B ousseau não plani icou essas si uações pa a a o ece um
ensino-ap endizagem adicional, sua on ade oi de c ia uma eo ia que
pe mi isse explica as si uações oco idas em sala de aula, e po enciasse
uma adequada in e - elação da íade p o esso -aluno-sabe , a im de que
o es udan e comp eendesse plenamen e os conhecimen os e en en asse
os p oblemas sem uma in e enção didá ica di e a.
De olução da ap endizagem
Ao p opo uma si uação didá ica pa a que o aluno cons ua o
conhecimen o, é p eciso an es que es e se in e esse pessoalmen e pela
solução do p oblema. A es a implicação do aluno na si uação B ousseau
(1986) chamou de “de olução”. Pa a ele, a de olução da ap endizagem
pode se da po e apas:
● P imei a e apa: ap oximação pu amen e lúdica
Os alunos não comp eendem que, en e as soluções pa a um
p oblema, umas são desejá eis, e ou as não. Os es udan es esol em a
ques ão sem se impo a se az sen ido ou não a sua espos a e icam
elizes com as suas ações, sejam quais o em (BROUSSEAU, 1986).
● Segunda e apa: De olução de uma p e e ência
Os alunos comp eendem o e ei o desejado do p oblema, da
si uação, mas a ibuem os esul ados, bons ou uins, a uma espécie de
a alidade ou casualidade. “Es a classe de in e p e ação é adequada pa a
nume osos jogos, como, po exemplo: ‘a ba alha’ ou os ‘ca alinhos’, o
p aze nasce da espe a do que lhe ese a a so e, enquan o que o jogado
não oma nenhuma decisão” (BROUSSEAU, 1986, p.17).
● Te cei a e apa: De olução de uma esponsabilidade e de uma causalidade
A de olução de uma esponsabilidade se dá quando o aluno
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se sen e esponsá el pelas escolhas que ele mesmo az en e di e sas
possibilidades que lhe é o e ecida e, en ão, conside a a elação de
causalidade exis en e en e as decisões que oma e os esul ados
consequen es delas; median e um p ocesso de e isão, é possí el
lemb a -se de suas ações e conside a que pode ia e ei o di e en e. Es a
de olução é delicada, pois, embo a os alunos es ejam dispos os a acei a
a esponsabilidade pelo esul ado,o p o esso de e da a eles os meios
de assumi-la e, em caso de não alcança o desejado, não conseguindo
elaciona suas ações aos esul ados alcançados, de e enegociá-la com
os alunos, sob pena de p o oca -lhes sen imen os de culpabilidade e
de injus iça, p ejudiciais nas ap endizagens pos e io es e na noção de
causalidade p op iamen e di a (BROUSSEAU, 1986).
● Qua a e apa: De olução da an ecipação
Segundo B ousseau, a elação en e a decisão e o esul ado
consequen e dela de e se isualizada an es da decisão inal. “O aluno
oma, a seu ca go, an ecipações que excluem oda in e enção ocul a.
Inclusi e se não es á de udo sob con ole, a an ecipação é conside ada
como esponsabilidade cogni i a do jogado e não somen e sua
esponsabilidade social” (BROUSSEAU, 1986, p.17).
● Quin a e apa: De olução da si uação a-didá ica
Pa a esol e um p oblema, o aluno de e azê-lo não “po
casualidade”, “é necessá io que saiba ep oduzi-lo espon aneamen e
e em ci cuns âncias a iadas. É necessá io que seja conscien e do
que es á azendo e que enha um conhecimen o, ao menos in ui i o,
das condições que lhe pe mi am boas possibilidades de êxi o”
(BROUSSEAU, 1986, p.17). Ainda nes a e apa, es e eó ico essal a que
a de olução não se az sob e o obje o de ensino e sim sob e as si uações
que o ca ac e izam, em suas pala as, “o que o aluno sabe aze , não
lhe oi nomeado, iden i icado e, sob e udo, não lhe oi desc i o como
um p ocedimen o ‘ ixo’” (p.17).
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Uma análise da condu a ma emá ica de es udan es em si uação
de ince eza
Po condu a ma emá ica, en endemos como sendo a manei a
como os es udan es eagem an e uma si uação p oblema que eque
(implíci a ou explici amen e) o uso de um aciocínio ma emá ico, que
pode se obse ado po meio de suas espos as esc i as ou o ais dadas
a es as si uações.
A si uação de ince eza que se coloca é o p oblema conhecido
como: “Onde es á a Cab a”? E az pa e de um conjun o de ques ões
da ese de dou o ado em andamen o de um dos au o es. A escolha des a
ques ão oi mo i ada pelo in e esse em es uda a condu a dos alunos
dian e de uma si uação de isco ( udo ou nada) e se es es u iliza iam
alguma e amen a ma emá ica pa a esol ê-la, se alguém ou alguma
coisa pode ia in luencia na sua espos a, como ambém analisa seus
conhecimen os ma emá icos. De modo pa icula , es e p oblema o ça
o esolu o a oma decisões, aze eleições, julgamen os e a se exp essa
li emen e, ugindo de espos as es e eo ipadas, ademais, solici amos que
o aluno jus i ique semp e a sua linha de aciocínio.
Responde am a essa ques ão 53 alunos da Uni e sidade Es adual
do Sudoes e da Bahia, sendo 16 do cu so de Bacha elado em Ciências
da Compu ação, 23 da Licencia u a em Ma emá ica e 14 da Licencia u a
em Física, e que ha iam cu sado a disciplina Es a ís ica e P obabilidade.
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O p oblema da cab a em sua o igem nos anos 70 em um concu so
ele isi o ame icano e icou conhecido como P oblema de Mon y Hall,
nome dado ao ap esen ado do concu so. O obje i o é escolhe uma
das po as, ganhando o p êmio que ela esconde.
Uma in e p e ação que pode se dada ao p oblema é que, no
momen o da abe u a de uma das po as, pode se a as ada qualque
dominação de uma das pa es (ap esen ado ou concu san e) a a és da
in eligência, indução, o ça, habilidade, conhecimen o ou expe iência,
su gindo a ques ão so e como pode equalizado , ou seja, o acaso
acaba se o nando, de uma manei a ou de ou a, um ins umen o de
jus iça com uma g ande an agem sob e qualque ou o. Pa a sua
ONDE ESTÁ A CABRA?
Em um concu so ele isi o:
− O concu san e pode elege en e ês po as: a ás de uma delas há um ca o e
a ás de cada uma das ou as há uma cab a.
− Uma ez ealizada a eleição, o ap esen ado , que sabe onde es á o ca o, ab e
uma das po as não escolhidas, a ás da qual exis e, na u almen e, uma cab a.
− Ago a o ap esen ado dá ao concu san e a possibilidade de muda a po a
escolhida an e io men e pela que ainda es á po ab i .
Nes e caso, pa a ocê é melho muda de po a, con inua com a escolhida ou se á
indi e en e?
Qual (is) o(s) caminho(s) que lhe le a am a escolhe es a opção?
Jus i ique a sua opção, espondendo:
a) Conside a p o á el esol e o p oblema em um empo b e e?
b) Reco dou concei os e écnicas pa a esol e o p oblema?
c) Pa eceu-lhe uma o ma econômica – elegan e - engenhosa – impac an e de se
esol e o p oblema?
d) Se ia ácil de explica a sua escolha?
“Von Sa an , que igu a no li o Guiness como o coe icien e in elec ual mais al o do
mundo, de ende que é an ajoso muda de po a”. Assim pe gun amos: Muda ias
de opinião se soubesse dis o?
“P es igiosos ma emá icos e es a ís icos eplicam a Von Sa an e pedem que ela
e i ique seus a gumen os”. Você conco da com es es es udiosos?
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Na qua a e apa, de olução da an ecipação, 32,1% dos
es udan es pa ecem p e e , an ecipa as consequências de suas escolhas,
es abelecendo assim uma elação en e a decisão omada e o esul ado
inal. Na espos a do es udan e ap esen ada a segui , a in e ogação que
ele az “... en ão po que muda ?” nos e ela uma in encionalidade da
an ecipação dos esul ados.
A quin a e apa, de olução da si uação a-didá ica, é cons a adaem
uma pequena pa cela de nossa amos a, 7,5%. O c i é io po nós u ilizado
pa a enquad amen o das espos as nessa e apa oi o aluno coloca em
p á ica um uncionamen o ma emá ico mais elabo ado, alidando po
meio de p o as ma emá icas, ou não, suas espos as. O exemplo a segui
pode se in e essan e pa a mos a o ní el de consciência e segu ança que
o aluno pa ece e de seus conhecimen os, quando o mesmo a gumen a
de o ma con incen e o seu aciocínio.
Pois o ap esen ado (que sabe onde es á o ca o) en a á lhe induzi ao e o, e a p obabilidade de
ace o é igual, mudando ou não.
Minha opinião é conc e a, a chance de ace a é a mesma de e a , en ão po que muda ?
An es, as chances de e a e am 2 de 3, mas como já oi eliminada uma po a e ada, a chance
de e a muda pa a 1 de 2, que é a mesma chance de ace o.

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Ago a, di igindo nossas análises pa a as espos as dadas aos dois
úl imos i ens (ou a i ma i as) do p oblema, a im de obse a a é que
pon o o pensamen o dos alunos podem se in luenciados po ou as
opiniões, o ganizamos ais espos as nos quad os a segui :
Quad o 1: A i ma i a de Von Sa an
“Von Sa an , que igu a no li o Guiness como o
coe icien e in elec ual mais al o do mundo, de ende
que é an ajoso muda de po a”. Assim pe gun amos:
Muda ias de opinião se soubesse dis o? To al
Sim Não Tal ez Em b anco
Muda 6 9 1 16
Con inua 9 2 11
Indi e en e 1 21 3 1 26
To al 7 39 6 1 53
Quad o 2: A i ma i a de ma emá icos e es a ís icos
“P es igiosos ma emá icos e es a ís icos eplicam a Von
Sa an e pedem que ela e i ique seus a gumen os”.
Você conco da com es es es udiosos?
To al
Sim Não Tal ez Em b anco
Muda 4 10 2 16
Con inua 6 3 2 11
Indi e en e 17 5 3 1 26
To al 27 18 7 1 53
No p imei o quad o, e idenciamos que a maio ia (ainda se
conside a mos os que decidi am con inua ou se indi e en e) não
muda ia de opinião em p ol do aciocínio de Von Sa an e um pouco
mais da me ade (27 es udan es) do segundo quad o conco da com a
segunda a i ma i a (dos ma emá icos e es a ís icos), e o çando, em
pa e, a nega i a dada pa a a ase an e io .
Den e os 16 que decidi am muda de po a, 6 es ão de aco do
com o aciocínio de Von Sa an , sendo que ês deles admi em que é
mais an ajosa a mudança e que pensa am igual a Von Sa an , e ou os
ês apenas disse am que muda iam, mas não ap esen am jus i ica i as.O
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aciocínio dos 9 es udan es que decidi am muda de po a e que não
conco dam com a a i ma i a de Von Sa an não explica am o mo i o
da nega i a, en e an o, buscando en ende o que lhes le a am a al
aciocínio, eco emos às suas jus i ica i as dadas ao i em no qual lhe
solici a explica os caminhos que lhes le a am a escolhe a opção e,
assim, cons a amos p a icamen e uma única linha de aciocínio: ale a
pena muda po que as chances aumen am, não pe cebendo com isso a
elação de suas espos as com as de Von Sa an .
Pa a os que decidi am con inua com a po a escolhida,9 de 11
não conco dam com essa p imei a a i ma i a e 2 disse am “ al ez”,
jus i icando que de e se obse ado a eação do ap esen ado e suas
es a égias de pe suasão ou en ão que se ia melho con inua pa a não
se a epende .
Pe cebemos en e os que disse am se indi e en e à mudança de
po a, 17, conco dando com os ma emá icos e es a ís icos, o que pa ece
lógico, já que são opções excluden es (ou é indi e en e ou conco da que
muda em an agens), e os 5 que disco da am pa ecem ap esen a ce a
“indi e ença” a essa ques ão, em ou as pala as, uma ez decidido que
se á indi e en e, não lhes in e essa implica em ou a opção.
A p obabilidade de e e ado na p imei a escolha é maio que de e ace ado. Po an o, é mais
lógico muda .
Se ocê muda de po a, de e-se obse a a eação do ap esen ado e suas es a égias de pe suasão.
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A condu a ma emá ica de es udan es em si uação de ince eza: um olha desde a Teo ia das Si uações Didá icas
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Tudo isso nos le a a ac edi a que o aciocínio po ás da
a i ma i a de Von Sa an das an agens ma emá icas não oi pe cebido
pela g ande maio ia dos es udan es, não sendo possí el, po an o, in e i
que hou e uma in luência dessa a i ma i a no aciocínio dos mesmos.
Tampouco podemos ala que hou e in luência da segunda a i ma i a
sob e o pensamen o dos alunos, que aí a am, em sua maio ia, de e o ça
o di o an e io men e.
Po ou o lado, azendo uma análise do pon o de is a das
in luências que as a iá eis c enças e expe iências p é ias podem e
em si uações p oblemas que se assemelhamou se con undem com
si uações da ida eal, como é o caso des e p oblema, pe cebe-se que es as
a iá eis sejam ão o es que di icilmen e os alunos ab em mão delas em
de imen o de um aciocínio incomum. Em ou as pala as, pode íamos
ainda conside a que o conhecimen o ins i ucional abalhado (pa a não
dize cons uído) não oi su icien e pa a aze o aluno du ida de sua
p óp ia expe iência, ans e i os conhecimen os, e assim podemos ala
de uma possí el in luência exe cida pelas c enças e expe iências pessoais,
como é o caso do aciocínio a segui , em que “muda implica ia num
a ependimen o”.
Não, con inua ia meu pensamen o.
Nada i á muda es e a gumen o.
Caso o ap esen ado não pe mi isse a oca, es a ia eu com a mesma po a e muda e assim
e a me a ia sen imen o de a ependimen o.
Humbe o Plácido G. de Mou a, Te eza Fe nandez Blanco e Tânia C is ina R. Sil a Gusmão
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Conside ações inais
Ao aze uma análise do pon o de is a das si uações didá icas,
oi possí el in e i que a condu a ma emá ica dos es udan es, an e uma
si uação de ince eza, es e e ma cada po uma lei u a pouco acional
do p oblema, azendo uso de um aciocínio mais elemen a , mais
p á ico, in ui i o, exp essando suas c enças ou expe iências p é ias, em
de imen o de um aciocínio mais elabo ado e que se ap oximasse de
p ocessos ma emá icos mais ins i ucionais.
Em se a ando das expe iências p é ias, conside amos que, assim
como as c enças são conhecimen os subje i os, es as ambém podem
se , uma ez que es ão elacionadas a ques ões associadas a decisões
do mundo eal, a jogos que en ol em sen imen os de “so e/aza ” e
p obabilidades subje i as, e pa ece am in luencia signi ica i amen e
na o ma como os es udan es en en a am a si uação p opos a. Tal
cons a ação nos eme e a pensa no concei o de Con a o Didá ico1, não
abo dado aqui, mas a ado na Teo ia das Si uações Didá icas, uma ez
que o aluno, não endo pe cebido a elação da si uação ap esen ada com
os con eúdos abalhados nas disciplinas de Es a ís ica e P obabilidade,
cu sadas po eles, ins ala-se uma up u a ou não cump imen o das eg as
do con a o, ejamos: Po pa e dos alunos que,embo a enham cu sado
ais disciplinas e não enham pe cebido, a p io i, a solução, pode iam e
in es ido numa solução mais ins i ucional, assumindo a esponsabilidade
de esol e o p oblema que não lhes oi ensinado a solução; po pa e
do p o esso , ao não p opo ciona os meios e e i os aos alunos pa a a
aquisição de conhecimen os.
De modo simila , e idenciamos pela análise das de oluções da
ap endizagem, po exemplo, que embo a alguns alunos ap esen assem
comp eensão do p oblema e es abelecessem uma elação de causalidade
en e as decisões e os esul ados, o p oblema oi esol ido po c i é ios
pouco con encionais ou azendo um uso supe icial de concei os
1 O con a o didá ico se e e e à elação en e p o esso e aluno, de o ma a es abelece o conjun o de
compo amen os que o p o esso espe a do aluno e o conjun o de compo amen os que o aluno
espe a do docen e. Pa a maio es in o mações eme emos a B ousseau (1986).
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ma emá icos, mesmo sabendo que a ques ão, de ce a o ma, induza o
aluno a se exp essa li emen e sem uma ob iga o iedade ou o malidade
ma emá ica.
Es a pesquisa nos pe mi iu cons a a condu as ma emá icas,
mas ambém condu as não ma emá icas de es udan es, ao en en a
um p oblema de ince eza e pensa , embo a não enha sido obje o
da pesquisa, na necessidade de o p o esso e isa o abalho com
a ma emá ica em sala de aula, quando se deseja que o aluno use de
conhecimen os ins i ucionais pa a desc e e melho a ealidade que o
ce ca e, po sua ez, econheça os p oblemas da ealidade, do co idiano,
pa a da maio sen ido à ma emá ica escola .
Pa a conclui , essal amos que a eo ia p opos a po B ousseau
esul ou em um impo an e ins umen o eó ico-me odológico pa a
comp eende melho a condu a ma emá ica de es udan es, quando
esol em p oblemas.
Re e ências
BARDIN, Lau ence. Análise de con eúdo. Lisboa: 70, 2009.
BROUSSEAU, Guy. Fondemen s e mé hodes de la didac ique des
ma héma iques. Reche chesen Didac iquedes Ma héma iques, ol.
7, n. 2, 33-115, 1986.
GÁLVEZ, G ecia. A didá ica da ma emá ica. In: PARRA, Cecília; SAIZ,
I ma (O g.). Didá ica da ma emá ica: e lexões pedagógicas. Po o
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GODINO, Juan Díaz. Hacia una eo ia de la didác ica de la ma emá ica.
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PAIS, Luiz Ca los. Didá ica da ma emá ica: uma análise da in luência
ancesa. Belo Ho izon e: Au ên ica, 2002.

Humbe o Plácido G. de Mou a, Te eza Fe nandez Blanco e Tânia C is ina R. Sil a Gusmão
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Dou o ando Humbe o Plácido Gusmão de Mou a
Uni e sidade de San iago de Compos ela – Espanha
Faculdade Independen e do No des e – B asil
G upo de Es udos e Pesquisas em Didá ica das Ciências
Expe imen ais e da Ma emá ica
E-mail:humbe [email protected]
P o a. D a. Te eza Fe nandez Blanco
Uni e sidade de San iago de Compos ela – Espanha
P og ama de Pós-G aduação em de Didá ica das Ciências
Expe imen ais e da Ma emá ica
G upo de Pesquisa em Didác ica de las Ma emá icas
Email: e e [email protected]
P o a. D a. Tânia C is ina Rocha Sil a Gusmão
Uni e sidade Es adual do Sudoes e da Bahia – B asil
P og ama de Educação Cien í ica e Fo mação de P o esso es
G upo de Es udos e Pesquisas em Didá ica das Ciências
Expe imen ais e da Ma emá ica
Email: [email p o ec ed]
Recebido em: 17 ma . 2015
Ap o ado em: 20 ab . 2015