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O asociacionismo no desenvolvemento socioeducativo e cultural do Concello de Vedra. Orixes, actualidade e prospectiva

García García, Iván

Abstract

Esta investigación ten como obxectivo analizar en clave descritiva e interpretativa o tecido asociativo do Concello de Vedra estudando os antecedentes, o perfil, as accións e o impacto no seu desenvolvemento socioeducativo e cultural. Para acadar este propósito, optamos por unha metodoloxía que combinou métodos cualitativos e cuantitativos, empregando como técnicas de recollida de datos: a investigación documental, entrevistas a políticos locais, nas que contamos con seis participantes; dous grupos de discusión: un a integrantes do tecido asociativo vedrés, e outro a persoas expertas a nivel galego, e un cuestionario realizado a cincuenta e catro entidades. Os resultados indican que diferentes fitos históricos influíron na realidade asociativa de Vedra. Tamén concluímos que as entidades vedresas contan con diversas potencialidades, como pode ser o nivel de implicación da veciñanza ou a gran capacidade de acción, pero ao tempo teñen limitacións, carencias e novos desafíos que afrontar como o relevo xeracional e a necesidade de optimización dos recursos. Por outra parte, identifícase que o impacto do labor asociativo vedrés no desenvolvemento socioeducativo e cultural da veciñanza é importante tanto a nivel individual (valores, incentivo profesionalizador, recursos para a vida, de relación...), como colectivo (transformacións sociocomunitarias dos contornos e espazos de convivencia)

Full text

Iván García García T es e de d outoramento O Asociacionismo no desenvolvemento socioeducativo e cultural do C oncello de Vedra. Orixes , actualidade e prospectiva Santiago de Compostela, 2023 PD en Equidade e Innovación en Educación TESE DE DOUTORAMENTO O ASOCIACIONISMO NO DESENVOLVEMENTO SOCIOEDUCATIVO E CULTURAL DO CONCELLO DE VEDRA. ORIXES, ACTUALIDADE E PROSPECTIVA Iván García García Santiago de Compostela 2023 Programa de Doutoramento en Equidade e Innovación en Educación DEC LARACI ÓN DO AUT OR/A DA TESE D./Dna. Iván G arcí a Garcí a Título da tes e: O asociacionismo no desenvolvemento so cioeducativo e cultural do Concello de Vedra. Orixes, actuali dade e prospectiva. Presento a miña tese, segui ndo o procede ment o axeit ado ao Regul amen to, e declaro que: 1) A tese abarca os r esultados da elaboración d o meu tra ballo. 2) De ser o caso, na te se faise referencia ás colab oracións que ti vo este traball o. 3) Confirmo que a tese non incorre en ningún tipo de plaxio doutro s autores nin de trabal los presentados por min para a obt ención doutros tí tulos. 4) A tese é a versi ón definitiva presentada para a súa de fensa e c oincide a versión impresa coa presentada en for mato ele ctrónico E compromét ome a presen tar o Compromi so Docu mental de Supervisi ón n o c aso de que o orixinal non estea na Esc ola. En Vedra , 16 de Marzo de 2023 . Sinatu ra elect rónica AUTORIZA CIÓN DO DIR ECTOR /TITOR DA TESE D./Dna. María Belén Caballo Villar En condición de: Titor/a e director/a Título da tese: O asociacionismo no desenvolvemento so cioeducativo e cultural do Concello de Ve dra. Orixes, actuali dade e prospectiva. INFORMA: Que a presente te se, corre spóndese co traball o realiz ado por D/ Dna Iván García García, baixo a miña dirección/tit orizaci ón, e a utorizo a s úa pr ese nta ción , consider ando que r eún e os r equisito s esixidos no R egul amento de Estudo s de D o ut o ra m e nt o da USC, e que com o dir ector/ ti to r desta non incorre nas causas de abstenció n estab lecid as na Lei 40/2015. En Santia go de Composte la , 16 de Ma rzo de 20 23 Sinatu ra elect rónica AUTORIZA CIÓN DO DIR ECTOR /TITOR DA TESE D./Dna. Jesús R odríguez Rodríguez En condición de: Director /a Título da tes e: O asociacionismo no desenvolvemento so cioeducativo e cultural do Concello de Ve dra. Orixes, actuali dade e prospectiva. INFORMA: Que a presente te se, corr e spóndese co traballo realiz ado por D/ Dna Iván García García, baixo a miña dirección/tit orizaci ón, e a utorizo a s úa pr ese nta ción , co nsider ando que r eún e os r equisito s esixidos no R egul amento de Estudo s de D o ut o ra m e nt o da USC, e que com o dir ector/ ti to r desta non incorre nas causas de abstenció n estab lecid as na Lei 40/2015. En Santia go de Composte la , 16 de Mar zo de 20 23 Sinatu ra elect rónica CAPÍTULO II. BA SES TEÓRICAS SOBR E P A R T IC IP ACI ÓN SO CI AL E AS OC IA CI ON IS MO . . . . . . 2.1. CO MUNI DADE E CI DADA NÍA: O P AP EL D A P A R T I CI P A CI Ó N NO B E NE ST AR COL EC TI V O . . . . . . . . . . . . . . . . 73 2.1.1. Dimensións da participación social . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.1.2. Participación social no ámbito local . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.1.3. Condicionantes para a participación social efectiva . . . . . . . . . . . . . 2.1.4. E d u c a r p a r a a p a r t i c i p a c i ó n ............................................ 2.2. O ASOCIACIONISMO: ELEMENTOS DEFINIT ORIOS . . . . . . . . . . 2.2.1. O asociacionismo como forma de participación social . . . . . . . . . 2.2.2. Elementos propios do asociacionismo .. . . . .. . . . .. . . . . .. . . . .. . . . .. . . . .. . 2.2.3. Asociacionismo e identidade colectiva ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . 2.2.4. As asociacións como constru toras do benestar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.2.5. Marco normativo e le xislativo das asoc iacións . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 . 2 . 6 . T i p o l o x í a s a s o c i a t i v a s .................................................. 2.3. A S ITUAC IÓN DO ASO CIACI ONISM O EN GALICIA . . . . . . . . . . . . . 127 2.3.1. O papel do asociacionismo no ámbito rural . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.3.3. Situación e características do movemento asociativo en G a l i c i a ...................................................................... 2.3.3.1. Dinámica da participación asociativa en Galicia . . . . . . . . . . . . 140 73 85 88 97 101 108 109 1 13 114 1 17 1 18 124 127 138 2.3.2. Mirada histórica ao asociacionismo en Galicia ................. .... . 1 32 2.3.3.2. O tecido asociativo galego en números . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.3.3.3. Características xerais do asociacionismo galego . . . . . . . . . . . . 2.3.3.4. Desafíos e barreiras das asociacións na actualidade . . . . . . . . 168 B L O Q U E I I . M A R C O M E T O D O L Ó X I C O ..................................... CAPÍTULO III. DESE ÑO MET ODOL ÓXICO DA INV ES TI GA CIÓ N . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.1. DEFINICIÓN DO PROBLEMA D E I NVESTIGACIÓN . . . . . . . . . . . . 3 . 2 . O B X E C T I V O S .................................................................. 3 . 3 . E N F O Q U E M E T O D O L Ó X I C O ............................................. 3.3.1. Proceso de indagación cualitativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 7 17 9 18 0 18 3 3.3.2. Proceso de indagación cuantitativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 186 3 . 3 . 3 . T é c n i c a s d e r e c o l l i d a d e d a t o s .......................................... 188 3 . 3 . 3 . 1 . I n v e s t i g a c i ó n d o c u m e n t a l .......................................... 1 88 3 . 3 . 3 . 2 . E n t r e v i s t a s .............................................................. 194 3 . 3 . 3 . 3 . G r u p o s d e d i s c u s i ó n ................................................. 199 3 . 3 . 3 . 4 . C u e s t i o n a r i o ............................................................ 209 3.4. F ASES E TEM PORALIZ ACIÓN DA INVESTIGA CIÓN . . . . . . . . . . 2 17 177 158 165 177 BLOQUE III. MARCO EMPÍRICO-ANALÍTICO ............................... 22 3 CA PÍ TUL O IV . VE DR A, UNH A AP ROX IM AC IÓ N CO NT E XT U AL ..................................................................... 4.1. ACHEGAMENT O AO MUNICIPIO DE VEDRA: T E R R I T O R I O E P O B O A C I Ó N ................................................... 4 . 2 . R E A L I D A D E P O L Í T I C A M U N I C I P A L ......................................... 22 3 22 4 24 1 4 . 3 . E C O N O M Í A E E M P R E G O ........................................................ 4.4. RECURS OS P A T RIMO NIAIS E TURÍST ICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 . 5 . E D U C A C I Ó N , C U L T U R A E D E P O R T E ...................................... 256 CAP ÍTU LO V . O A SOC IAC ION ISM O NO C ONC ELL O D E VEDRA: RESUL T ADOS E DISCUSIÓN ............................... 5.1. ANTECEDEN TES D O SECTOR ASOCIA TIVO VED RÉS . . . . . . . . . . . . . . 28 3 28 4 5.2. REGU LAME NTOS, SER VIZOS E R ECUR SOS L OCAI S P ARA A S A S O C I A C I Ó N S .................................................................. 5.2.1. Regulamentos municipais relacionados coa participación s o c i a l e a s a s o c i a c i ó n s .......................................................... 29 5 29 5 5.2.2. Subvencións municipais dirixidas ás asociacións . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 299 5.2.3. Outros apoios municipais ás asociacións locais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 0 5.3. SITUAC IÓN DO TEC IDO ASOCIA TIVO D O CONCELLO DE V E D R A .................................................................................. 5.3.1. O asociacionismo no ámbito local . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 246 252 305 305 5.3.1.1. Entidades inscritas no Rexistro Municipal de Asociacións . . . . . . . . . 5.3.1.2. Entidades non inscritas no Rexistro Municipal de Asociacións . . . . 5.3.1.3. T otal d e aso ciació ns do cumen tadas en V ed ra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.3.2. Análise do asociacionismo vedrés. Resultados do cuestionario . . . . . . . . . 5.3.2.1. Caracterización das asociacións que responden ao cuestionario. . . 5 . 3 . 2 . 2 . X u n t a D i r e c t i v a ................................................................. 353 5 . 3 . 2 . 3 . P e r s o a s a s o c i a d a s ............................................................. 36 2 5 . 3 . 2 . 4 . P a r t i c i p a c i ó n .................................................................... 375 5 . 3 . 2 . 5 . R e c u r s o s e p e r s o a l ............................................................ 386 5 . 3 . 2 . 6 . A c t i v i d a d e s ...................................................................... 39 8 5 . 3 . 2 . 7 . C o m u n i c a c i ó n .................................................................. 4 02 5 . 3 . 2 . 8 . G r a o d e é x i t o d a s a s o c i a c i ó n s .............................................. 5.3.2.9. T raballo colaborativo e integrac ión no municipio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42 1 5.3.2.1 0. Nece sidades das asociac ións de V edra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44 0 5.3.2.1 1. O perfil tipo das asociaciós vedresas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. 4. O IMP ACTO NO D ESE NV OL VEM EN TO SO CI OE DU CA T IV O E C U L T U R A L ........................................................................... CAP ÍTU LO VI . PROPO ST AS D E A CTU AC IÓN P A RA MEL LOR AR O EST ADO DO MO VEM ENTO ASO CIA TIV O DO CON CEL LO D E VEDRA ......................... 6. 1. PRO PO ST AS P A RA A ADM IN IS TR AC IÓN L OC AL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 457 6 . 2 . P R O P O S T A S P A R A A S A S O C I A C I Ó N S ........................................ VII .CON CLUS IÓNS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 305 335 336 338 340 408 446 448 457 463 469 REFERENCIAS BI B L I O G R Á F I C A S ............................... A N E X O S .................................................................... Í N D I C E D E A N E X O S ................................................... Í N D I C E D E C A D R O S ................................................... Í N D I C E D E T Á B O A S ................................................... ÍNDICE DE R EPRESE NT ACIÓN S GRÁFICAS . . . . . . . . . . . . . . . . ÍNDICE DE MAP AS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 481 513 515 593 595 601 6 1 1 O ASOCIACIONIS MO NO DESENVOLVEMENTO SOCIOEDUCATIVO E CULT URAL DO CONCELLO DE VEDRA. OR IXES, ACTUALIDADE E PROSPECTIVA RESUMO Esta investigación ten como obxecti vo analizar en clave descritiva e interpretativa o tecido asociativo do Concello de Vedra estudando os antecedentes, o perfil, as accións e o impacto no seu desenvolvemento socioeducativo e cultural. Para acad ar este propósito, optamos por unha metodoloxía que combinou método s cualitativos e cuantitativos, empregando como técn icas de recollid a de datos: a investig ación documental, entrevistas a políticos locais, nas q ue contamos con seis participantes; dous grupos de discusión: un con integrantes do tecido asociativo vedrés, e outro con persoas expertas a nivel galego ; e un cuestionario realizado a cincuenta e catro entidades. Os resultados indican que diferentes fitos históricos in fluíron na realidade asociativa de Vedra. Tamén concluímos que as entidades vedresas contan con diversas potencialidades, como pod e ser o nivel de implicación da veciñanza ou a gran capacidade de acción, pero ao tempo teñen limitacións, carencias e novos desafí os que afrontar como o relevo xeracional e a necesidade de optimización dos recursos. Por outra parte, identifícase que o impacto do labor asociativo vedrés no desenvolvemento socioeducativo e cu ltural da veciñanza é importante tanto a nivel individual (valores, in centivo profesionalizador, recursos para a vida, de relación...), como colectivo (transformacións sociocomunitarias dos contornos e espazos de convivencia). Palabras clave: asociacións, participación, educación, cultura, transformación social, desenvolve mento comunitario, territorio. 2 IVÁN GARC ÍA GAR CÍA EL AS OCIACIONISMO EN EL DESARROLLO SOCIOEDUCATIVO Y CULT URAL DE L AYUNTAMIENTO DE VEDRA. ORÍGENES, ACTUALI DAD Y PROSPE CTIVA RESUMEN Esta investigación tiene como objetivo analizar en clave descriptiva e interpretativa el te jido asociativo del Ayuntamiento de Vedra estudiando los anteceden tes, el perfil, las acciones y el impacto en su desarrollo socioeducativo y cultural. Para conseguir este propósito, optamos por una meto dología que combinó métodos cualitativos y cuantitativos, emp lea ndo como técnicas de recogida de datos: la investigación documental, entrev istas a políticos locales, en las que contamos con seis participan tes; dos grupos de discusión: uno con integrantes del tejido asociativo vedrés, y otro con personas expertas a nivel gallego ; y un cues tionario realizado a cincuenta y cuatro entidades. Los resultados indican que diferentes hi tos históricos influyeron en la realidad asociativa de Vedra. También concluimos que las entidades vedresas cuentan con diversas potencialidades, como puede ser el nivel de implicación de la vecindad o la gran capacidad de acción, pero al tiempo tien en limitaciones, carencias y nuevos desafíos que afrontar como el relevo generacional y la necesidad de optimización de los recursos . Por otra parte, se identifica que el impacto del labor asociativo vedrés en el desarrollo socioeducativo y cultural de la vecindad es importante tanto a ni vel individual (valores, incentivo profesionalizador, recursos para la vida, de relación...), como colectivo (transformaciones sociocomunitarias de los contornos y espacios de c onvivencia). Palabras clave: asociac iones, participaci ó n, educación, cultura, transformación social, desarro llo comunitario, territorio . 3 ASSOCIATIONISM IN TH E SOCIO-EDUCATIONAL AND CULTURAL DEVELOPMENT OF THE MUNICIPALITY OF VEDRA. ORIGINS, CURRENT SITUATION AND FUTURE PROSPECTS ABSTRACT This research paper aims to analyze in a descriptive and interpretative way the associative networks of the Council of Vedra studying the precedents, the profile, the actions and the impact on its socio-educational and cultural develo pment. To achieve this purpose, we opted for a methodology that comb ined qualitative a nd quantitative methods, using the following as data collection techniques: documentation research, interviews with local p oliticians, in which we had six participants; two discussion groups: one including members Vedra’s associative network, and another comprising experts on different subjects related to Galicia ; finally, a questionnaire compiled among fifty-four entities. The results indicate that diff erent historical milestones influenced the associat ive reality of Vedra. We also conclude that Vedra’s entities have various pote ntialities, such as th e level of involvement of the nei ghborhood or the great capacity for action, but at the sa me time they have limitations, shortcomings and new challenges to face such as generational change and th e need to optimize resources. On the other han d, it has been found that the impact of Vedra’s associative work on th e socio-edu cational and cultural development of the neighborhood is important both at an individual level (values, professional incentive s, life resources, relationships...), and at a collective one a s well (socio- community transforma tions of the surroundings and living spaces). Key words: associations, partic ipation, education, culture, social transformation, community development, territory. INTRODUCIÓN Neste apartado introdutorio expoñemos os motivos que nos levaron a desenvolver o proxecto de invest igación que orixinou esta t ese d outoral que ten por finalidade analizar o papel das asociacións do Concello de Vedra no seu desenvolve mento socioeducati vo e cultural, aproximándonos á súa historia e ra diografiando a súa situación actual para obter pistas chave que or ienten o quefacer futuro. Tamén presentamos os antecedentes do tema de estudo centrándonos nas investigacións realizadas en Ga licia sobre o asociacionismo, e avanzamos a estrutura e contidos do conxunto do informe de investigación. O contexto da investiga ción: mo tivacións persoais e antecedentes do tema de estudo en Galicia O meu interese persoal por levar a cabo esta investigación reside na miña propia experienc ia vital. Nac ín na parroquia de San Miguel de Sarandón do Concello de Vedra, a miña casa é a “taberna” fundada polos meus bisavós, un local que conta con máis de cen anos de antigüidade. Fun criad o neste contexto : a taberna como lugar de encontro da veciñanza, de reunións para or ganizar as festas, o entroido da Ulla, etc. Espazo no que se visibi lizan os carteis dos eventos de toda a comarca e onde se estaba ao tanto do que acontecía polo continuo ir e vir de xentes. No ano 1987, e a iniciativa dun grupo de veciños e veciñas, xurde nesta parroquia a Asociación Cultural San Campio. Ao longo do tempo esta entidade desenvolveu unha morea de iniciativas: clases de música e baile tradicional, teatro, festivais, concertos, viaxes e excursións, IVÁN GARCÍA GAR CÍA 12 finalmente de que forma se analiza e interpreta a información obtida no estudo. O cuarto capítulo titúlas e Vedra, unha aproximación contextual. No seu percorrido explórase o contex to obxecto de estudo, facendo un achegamento xeral a aspectos como á súa situación xeográfica, historia, organización, poboación, política, economía e emprego, educación, cultura e deporte. O capítulo quinto, o terceiro da parte empírica, denomínase O asociacionismo no concello de Vedra. Comeza achegándonos aos antecedentes do asociacionismo ved rés . De forma particular analízase o movemento asociativo do municipi o e outros elementos transversais ligados a este. Logo afóndase no perfil asociativo de cara a coñecer información básica d as entidades ved r esas: número de asociacións e de socios/as, distribución territorial , actividades que desenvolven e recursos que empregan, entre outras. É dicir, preséntans e os principais resultados obtidos a partir da revisión documental, do cuestionario realizado ás asociacións vedresas, xunto ás opinións -recollidas con técnicas cualitativas- tanto dos re presentantes políticos, como das persoas integrantes das asociacións locais, como das persoas expertas. Estes datos discútense no contrast e con outros es tudos asociativos. Finalmente, presentamos o perfil tipo das asociacións locais e o impacto socioeducativo e cultural do labor asociativo neste contexto. O sexto capítulo presen ta propostas de actuación para mellorar o estado do movemento asociativo do concello de Vedra que, por unha banda, acolle propostas dirixidas á ad ministración local e, pola outra, ás propias entidades. A última parte da tese aborda as conclusións que nos permiten coñecer de maneira global o estado do move mento asociativo vedrés, dando resposta aos obxectivos formulados nesta investigación. As reflexións finais e a formulación de futuras liñas de investigación poñen o peche a este capítulo. Finalmente figuran as referenc ias bibliográficas consultadas e os anexos que achegan os diferentes instrumentos de recollida de datos empregados xunto a outra información de interese para complementar este informe de tese. BLOQUE I: MARCO TEÓRICO-CONCEPTUAL CAPÍTULO I. SOCIEDADE, EDUCACIÓN E CULT URA COMO PIARES DO DESENVOLVEMENTO S OCIOCOMUNITARI O CAPÍTULO II. BASES TEÓRICAS SOBRE PAR TICIPACIÓN SOCIA L E ASOC IA CION ISM O CAPÍTULO I. SOCIEDA DE, EDUCACIÓN E CULTUR A COMO PIARES DO DESENVOLVEM ENTO SOCIOCOMUNITARIO O capítulo realiza un pe rcorrido de aclaracións conceptuais sobre as diferentes acepcións que entendemos que son básicas para afrontar esta investigación. Esta análise resulta fundamental no marco deste traballo co propósito de contextua lizar o estudo do tecido asociativo do concello considerado nesta tese de doutoram ento, o que nos a xuda a entender o seu impacto no desenvolvemento socioeducativo e cultural no contorno. Comezamos abordando os te rmos de educación e cultura como motores de desenvolvemento pa ra proseguir cunha aproximación aos conceptos de animación so ciocultural e desenvolvemento comunitario, tratando de dimensi onalos no marco do desenvolvemento local. Remataremos cun esbozo sobre as oportunidades socioeducativas e culturais no medio rural, ámbito da nosa investigación, que conta cunhas características identificab les e propias; espazo no que o asociacionismo dispón d un papel transformador do territorio e da súa comunidade. 1.1. A EDUCACIÓN E A CULTU RA COMO MOTORES D E DESENVOLVEMENTO Poderiamos considerar inicialme nte a educación como o conxunto de procesos de aprendizaxe que realiza unha persoa. Igualmente cómpre aludir á existencia de moitos tipos de aprendizaxes, e como veremos IVÁN GARCÍA GAR CÍA 16 posteriormente, algunhas delas no n son necesariamen te educativas (Esteve, 2010). Tamén nos atopamos con que cultura é un termo que resulta difícil de definir de maneira universal. Na súa acepción máis xe neralizada pode conceptualizarse co mo: Un repertorio de valores, conduc tas e bens materiais cos que se identifica un determinado grupo ou sociedade. Na práctica configura un sistema rel ativamente integrado de ideas, crenzas, usos, costumes, normas e modos de vida que s on aprehendidos e transmitidos socialmente, proporcionando referencias que orientan ou condiciona n a inserción das persoas nunha socied ade, particularmente dos seus membros máis xoves e dos que pertence n biolóxicamente á mesma. (Caballo et al., 1997, p.24) Por outra parte, se nos achegamos a outro dos conceptos nucleares desta tese, que é o desenvolvemento soci oeducativo, observamos que o termo “desenvolvemento” está vincula do á acción de desenvolver ou ás consecuencias deste accionar. Rastrexando o significado deste verbo atopamos que fai referen cia a incremen tar, agrandar, estender, ampliar, aumentar algunha caracter ística dunha realidade física ou in telectual. Esta palabra é vista como sinónimo de evolución e refírese ao proceso de cambio e crecemento relacion ado cunha situación, individuo ou obxecto determinado. Ao falar de desenvolvemento podemos referirnos a diferentes aspectos : ao desenvolvemento hu mano, ao económico, ao sostible, etc. Centrándonos no de senvolvemento humano, defínese como un progreso ou melloría na calidade de vida das persoas, integrando os seus aspectos sociais, económicos e políticos que, ao unirse, supoñen unha evolución soci al. Por unha banda, dispón que as persoas vexan cubertas as sú as necesidades básicas, logo as complementarias e todo isto de ntro dun ambiente de respecto e compromiso cos dereitos humanos. Po la outra, cando o concepto de desenvolvemento se aplica en concreto a unha comunidade de seres humanos, refírese ao progreso que acadan, no caso deste estudo en relación aos eidos da ed ucación e a cultura (UNDP 2021). Polo tanto, o desenvolvemento remítenos á imaxe de crecemento, de cambio, e conecta coa idea de proceso e progreso. Neste senso, o Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento sociocomunitario 17 desenvolvemento sociocomunitario non é algo que sucede nun momento concreto e de forma puntua l, senón que vai sucedendo co discorrer do tempo. Procedemos a continuación a afondar nos conceptos de educación e cultura, como elementos chave in terrelacionados no desenvolvemento das persoas e das sociedades. A cult ura dispón de diferentes maneiras de educar ás persoas, de cultiva r a súa mente e sensibilidade, desde a infancia ata a idade adulta; e a trav és da educación é como acadamos a cultura. 1.1.1. A educación nos procesos de tr ansformación persoal e social A educación cambia ás persoas e tr ansforma a realidade humana e social. Etimoloxicamente esta palabra provén do latín, onde nos atopamos con dous termos : por unha banda “educo-are”, que significa alimentar, nutrir, conducir, guiar, polo que se alude á necesidade dun educador que oriente o proceso. Refíre se, pois, a que o educador incide no educando (heteroeducación). Por outra banda dis poñemos do termo “educo-ere”, que significa extraer, facer saír, sac ar de dentro cara fóra, e que atinxe á capacidade de educar se de cada un/unha . Esta opción pon en valor a capacidade do educando para desenvolver a súa propia formación (autoeducación). Son dú as visións complementarias que axudan a concibir a educación como un proceso de construción de representacións sociais e de dotación de sentido ás realidades e aos seres do mundo. Cómpre salientar que a educación na sú a primeira función social é transmisión da cultura das xeracións adultas aos máis novos, polo que o elemento esencial dos procesos educat i vos ao longo da historia tiñan que ser nece sariamente os sabere s que cada comunidade vai crean do e transmitindo de maneira natura l ou de xeito m á is ou menos inconsciente (Cid, 200 7, p.60). IVÁN GARCÍA GAR CÍA 18 Seguindo a Vargas (2019) facemos unha síntese dos aspectos esenciais do fenómeno educativo que axudan a contextualizar os procesos de desenvolvemento sociocomunitario: Cadro nº1. Concepto de educación Qué Proceso de ensinanza-aprendizaxe Quen Suxeito humano Como A través da interacción co municativa Cando Ao longo de toda a vi da Onde Nas interaccións da vida cotiá e de forma especializad a nos sistemas educativos insti tucionais escolares e non escolares Para que Transformar a realidade, mellor ar o ser humano, ampliar as súas posibilidade s de desenvolvemen to, abrilo ao mundo Por que O ser humano é un suxeito inacabad o, educable, destinado a humanizarse e desenvolver un marco axiolóxico, un ser intelixente e capaz de me llorarse e mellorar a súa sociedade e o seu mundo Font e: Vargas (2019, p.8) . Reproducido con autorización. Educar non é un proceso sinxelo, Va rgas (2019) indica que educar fundaméntase en procesos tan comp lexos como a aprendizaxe, as relacións humanas e a comunicación interpersoal. Por iso, segundo o mesmo autor, o proceso educativo ten unha base axiolóxica, en canto responde aos valores propios dunha determinada sociedade e, desde eles, promove a permanencia da tradición e o cam bio-innovación, a asimilación de normas e a liberd ad e para criticar e transformar a sociedade. A educación ten lugar na vi da social en diversos contexto s e con múltiples axentes e proc ura ser integr al (Muñoz, 2015), comprendendo á persoa nas súas dime nsións individual, social, cu ltural e mesmo asociativa. Susténtase n o coñecemento pedagóxico, pero tamén precisa de saberes e competencias filosóficas, biolóxicas, sociolóxicas, psicolóxicas, antr opolóxicas etc. (Vargas, 2019). Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento sociocomunitario 19 A continuación presentamos un esquem a das principais propostas de diferentes autores/as sobre educació n, co fin de visibi lizar a evolución do termo educación ao longo da historia , de cara a poder extraer aqu eles aspectos esenciais que nos axuden a comprender os procesos de desenvolvemento sociocomunitario: Cadro nº2. Concepto de educación segundo diversos autores AUTO R CONCEPTO Rousseau, 2006, p.62 “Todo o que non temos no noso na cemento e necesitamos ao sermos grandes énos dado pola educac ión, Esta educación vénnos da natureza, dos homes ou das cousas”. Kant, 1991, p.29 “O home é a única criatura que debe ser educada. Entendendo por educación os coidados (susten to, manutención), a disciplina e a instrución, así como a for mación. Por iso o home é neno pequeno, educando e estudante” Pestalozzi, 1988, p.81 “Se por educación entendemos non só o feito de explicar (...), senón que máis ben debere mos facer que se cultiven toda s as disposición de que a providen cia nos dotou, sexan as que s exan, teremos entón que a tarefa educativa, así ampliada, poderá ser considerada dende un criterio unitario”. Freire, 1971, p. 91 “A educación verdadeira é praxe, reflexión e acción do home sobre o mundo para tr ansformalo”. Barreiro, 2010, p.213 “A educación é unha das trabes do corpo enteiro dos dereitos humanos (…) a educación é a fórmula mellor para chegar a unha sociedade do coñecemento altamen te desenvolvida (…) a educación é, en defini tiva unha “práctica técnica” e unha “práctica s ocial” que existe desde que existen as sociedades human as. Primeiro, como pura mímese e máis tarde, como unha práctica claramente reprodut ora e discriminato ria”. Savater, 1997, p.18 “Educar… é crer na perfectibilidade humana, na capacida de innata de aprender e no desexo de sa ber que a anima (…), en q ue os homes podemos mellorar nos uns aos outros por m edio do coñecement o”. Naval e Altarejos, 2000, pp.33-34 “Educación…é a acción recíp r oca de axuda e perfeccionamento humano, ordenado intencionalmente á raz ón, e dirixido desde ela, en canto promov e a formación de háb ito s eti came nte bos” . Colom e Núñez, 2001, p.22 “Educar… é desenvolver un proceso p ermanente mediante aprendizaxe de formación persoal, social e cultural, orientado por un sistema axiolóxico e moral que propicie a ca pacidade crítica e de adapt ación innovadora no home”. IVÁN GARCÍA GAR CÍA 20 Llena e Parcerisa, 2008, p.44 “Educar é proporcionar os elementos básicos ás persoas para que poidan ser actores da súa propia vida, para que s exan capaces de construír unha concepción propia e crítica da realidade dentro dun marco de convivencia social, onde existen certos acordos basead os na democracia, na xustiza social, nos dereitos e nas respo nsabilidades”. Vargas, 2019, p.12 “Educación é u n proceso c omunicativo e soc ializador contextualizado e atemporal de ensinanza e aprendizaxe, a través do q ue os seres humanos de forma intencionada e in telixente xeran, intercambian e transmiten coñecementos e s aberes propios da súa cultura, siste ma de valores e visión do mundo, destinados a producir nova s aprendizaxes e responden a obxecti vos individuais, sociais e institucionai s, aprendizaxes útiles para responder aos plantexamentos da vida, qu e cambian ás persoas e transforman a realidade social e natural, na liña de desenvolver ao máximo as potencialida des das persoas e configurar suxeitos e sociedades mái s humanizadas”. Fonte: Elaboración propia. Unha lectura detida do cadro anterior permítenos identificar aspectos comúns de diferentes concepcións que responden a distintas épocas históricas. Por unha parte, concluímos que a educación fundaméntase en procesos cunha certa complexida de e que non existe educación sen aprendizaxe, xa que educarse si gnifica aprender e educar, axudar a aprender; é dicir, educar é ensinar a que outro/a aprenda. Pola outra, o proceso educativo é s empre un fenómeno comunicativo que se establece entre o ser qu e educa e o ser que é educado. O proceso educativo é maioritar iamente inten cional, aínda que tamén exis te a posibilidade de recibir influencias non intencionais que posúan efectos educativos sobre a persoa. Neste senso, no proceso de educar a outros/as, educámonos a nós mesmos como defende Paulo Freire (1971). A educación responde aos valores propios dunha determinada sociedade. Sabemos que os procesos educativos teñen lugar na vida social en diversos contextos socioco munitarios e con múltiples axentes. Ademais, educar debe supoñer inn ovar, cambiar e transformar. Ao tempo, esta educación debe de ser cr ítica, debe conseguir a capacidade crítica nos/as educandos/as, fome ntando a libre elección. A educación debe estar ligada á ética e a valore s como a eq uidade, a igualdade, a xustiza, o respecto, a empa tía ou a solidariedad e. En síntese, destas definicións extraemos que a educación é unha práctica técnica e unha práctica socia l; pero tamén é un dereito básico, Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento sociocomunitario 21 que debe de ser universal e que cons titúe un elemento fundamental para a transformación do mundo, polo que aparece recollido na Declaración Universal dos Dereitos Humanos . O dereito á educación considéra se un dereito humano indispensable para o exercicio doutros dereitos da persoa, así o recolle a Constitución Española no seu artigo 27 cand o enuncia que todos os cidadáns teñe n dereito á ed ucación e outórgalle a esta un papel para o pleno desenvol vemento da personalidade humana no respecto aos principios democrát icos de convivencia e aos dereitos e liberdades fundamentais. Neste senso, o profesor Her minio Barreiro afirmaba que A educación é por tanto un dereito básico irrenunciable do noso tempo, unha contribución impor tantísima no camiño cara a unha sociedade máis xusta e igualitaria e unha garantía de defensa das diferenzas de atributos entre homes e mu lleres e da busca da igualdade social entre unhas e outros. Segue a ser, desde a época das revolucións contemporáneas, elemento fundamental e insubstituíble para a transformación do mundo e para a conquista da liberdade. (Barreiro, 2010, p.213) Como estamos vendo, a educación é “un fenómeno complexo, multiforme, disperso, he teroxéneo, perman ente e case ubicuo” (Trilla, 2013, p.37). Porque a educación podemos atopala na escola, na familia, nos museos, nun proceso de educación a distancia, na ludoteca, no cine, en internet, na rúa, nunha asociación, nos xogos, nunha conversa etc. E os axentes educadores, os que e ducan, poden ser moi variados; desde os pais e nais, as e os mestres, artis tas, políticos, period istas, amizades, veciñanza, compañeiros/as de trab allo, monitorado... Trilla (2013, p.37) indica que Esta multitude de procesos que c onviña en denominar educativos, presenta tal variedade que, unha vez establecida a súa condición de tales, para seguir falando deles con algún sentido imponse comezar a distinguilos entre si. Imponse establecer clases. Seguindo a Nogueiras Mascareñas (2010, p.171), observamos que ata hai pouco a educación considerábas e un proceso limitado no tempo. IVÁN GARCÍA GAR CÍA 28 A educación do século XXI recl ama unha acción formativa que potencie a creatividade e a busca co ntinua do saber, así como a construción e reconstrución desde tódolos ámbitos e áreas do ser humano. En definitiva, entendemos que o concepto de educación leva no seu interior varios sentidos e dimensións que conve rxen e se condicionan. Entre eles s obresaen o humano e o soci al, é dicir, a persoa evoluciona no marco du n determinado contexto social. A educación é polo tanto, o proceso polo que unha sociedade lle garante aos cidadáns a evolución: desenvolvemento da creatividade, da autonomía, da sens ibilidade, o que quere dicir que a educación implica ao ser humano da práctica que se realiza no proceso educativo. É dicir, o ser humano é o proceso e a educación é a práctica que acompaña ese proceso. Neste senso, a educación é unha práctica vital para a sociedad e porque lle é importante e necesaria para a súa propia exis tencia, por iso se di que a educación é unha función social permanente que condiciona e prepara ao individuo non só para vivir no medio natural, senón tamén no social. Os procesos de crecemento dos seres humanos pasan polo desenvolvemento simultáneo das necesidades, das potencialid ades e das aprendizaxes; pero o que representa ao human o non é individual, é colectivo e comunitario. Sen os procesos cole ctivos e comunitarios o humano non é humano, o individuo il lado é unha mera abstra cción; en realidad e o “home” non existe, existe a comuni dade humana (Molina et al., 2011). Partindo do anterior, cómpre recoñe cer a comunidade como un espazo educativo do local, circunscrito a un deter minado territorio, a un espazo que conta con máis dimensións que o xeográfico-administrativo (Nogueiras, 1996) . Este mesmo autor indica que o territorio é un espazo de vida e un espazo educati vo, aludindo a que a educación da comunidade e para a co munidade é a propia educación comunitaria, cuestión que potencia a vida en común, transforma a realidade, favorece a participación etc. Polo tanto, a educación debe ser entendida, así, como un proceso permanen te no que os saberes socialmente construídos na práctica comunitaria deben form ar parte deste proceso (Freire, 2004) . Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento sociocomunitario 29 Nesta liña, o movemento de cida des educadoras afirma que “a comunidade está chamada a exercer un papel fundamental nas novas necesidades educativas do mundo contemporáneo” (A sociación Internacional de Cidades Educador as. Reflexións e propostas sobre a cidade educadora, 2002, p.56). Ao fío deste novo paradigma a educación é responsabilidade de todos os axentes que interactúan na sociedade; entrando en acción o conc epto de comunida de educativa. En conclusión, e coa finalidade de concretar, a educación maniféstase apoiada nun conxunto organizado de con tidos, de principios éticos, de sentimentos e de oportunidades de relación social, qu e se ensinan e aprenden no sistema educativo regulado, no marco da educación social e na súa práctica espontánea, especialmente a través dos grupos de proximidade, posto que o principio bá sico da socialización, que é a primeira función de todo proces o educativo, pois ten que ver coa necesidade de formar parte do g rupo e de ser recoñecido como un dos seus membros. Enténde se así, que o proceso educativo acolle toda a intervención educativa orien tada a pot enciar a capacidade de mobilizar os recursos persoais adquiridos a través da relación familiar e entre iguais, da ensinanza regulada e do utros programas personalizados de formación, sen esquecer a importancia da experiencia de relación social exercida nos grupos tanto a ni vel racional como emocional. Polo tanto, a educación é un medio por excelencia para transmitir os valores culturais, é motor de de senvolvemento. Entendemos que se require unha educación integral e innovadora, que non só informe e transmita, senón que forme e renove, que permita ás persoas tomar conciencia da realidade do seu te mpo e do seu medio, que favoreza o florecemento da personalidade, que forme no respecto ás demais e na solidariedad e social; unha educació n que capacite para a organización e para a produtividade e que estimule a creatividade. UNESCO (1982, pp.7-15). Neste marco xeral, o movemento asoc iativo ten moito que dicir pois, - como contextos educativos que son-, posibilitan a interacción entre as persoas e, ao tempo que producen ef ectos nos modos de relacionarse, soen ter a capacidade de transformar os saberes individuais e colectivos, xa que nestes procesos actívanse a atención, o interese e a emoción. 30 IVÁN GARCÍA GAR CÍA 1.1.2. A cultura como panca de desenvolvemento socioeducativo Partimos de que os seres humanos teñen cultura, e que esta foise adquirindo no seu entorno. Desde antigo ata os nosos días, a cultura foi entendida como o conxunto de coñeceme ntos científicos e artísticos, de entre outros. Sen embarg o, a antropoloxía aportoulle ás cien cias sociais un novo concepto de cultura, no que esta se presenta como unha manifestación propiamente humana. A cultura comprende a maneira de pensar, sentir, expres arse, facer, así como os costumes e rituais dun determinado pobo. Etimoloxicamente a palabra cultura provén do latín “cultus” e fai referencia a cultivo. Ao mesmo temp o, “cultus” provén da voz “colere”, que ten un amplo rango de significa dos: habitar, cultivar, protexer, honrar con adoración, etc. A Unesco (1982) define a cu ltura nun sentido amplo como conxunto dos trazos distintivos, espirituais e materiais, intelectuais e afectivos que caracterizan a unha sociedade ou un grupo social. Ela engloba, ademais das artes e as letras, os modos de vida, os dereitos fundamentais ao ser humano, os sistemas de valores, as tradicións e as crenzas. A cultura dálle ao ser humano a capacidade de reflexionar sobre si mesmo. É ela a qu e fai de nós seres especifi camente humanos, racionais, críticos e eticamente comprometidos. A través dela o ser humano expresa, toma co nciencia de si mesmo, rec oñécese como un proxecto inacabado, pon en cuestión a súa propia realización, busca incansablemente novas significacións, e crea obras que o transcenden. A antropoloxía entende a cultura como un conxunto de valores, principios, tradicións e cost umes (conducta humana) que son aprendidos e que se transmiten ao longo da historia pola aprendizaxe social, enraizándose no carácter simbólico e significativo desta. (Sánchez e Franch, 2016). Por outra parte, a socioloxía conc ibe a cultura como un conxunto de valores, normas e prácticas a dquiridas e compartidas por unha pluralidade de persoas. Un dos seus representantes máis des tacados é Bourdieu, que desenvolve un aparato teórico e conceptual que permite Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento sociocomunitario 31 unha aproximación coidadosa ao fenó meno da cultura, entendido desde a socioloxía pero dun modo moi simi lar ao da antropoloxía. Neste senso, Bourdieu centra a súa atenci ón nos produtos culturais desde a perspectiva do habitus e as disposic ións que o forman; entendendo así como nos relacionamos con determin ados produtos culturais, coa alta cultura ou coa cultura popular e como nós mesmos producimos produtos culturais. Este autor tamén aborda a cuestión do capital cultural, no que destaca tres estados: - O capital cultural obx ectificado, que é o que reside en libros, pinturas, obras de arte, máqui nas, instrumentos... que son valorados. - O capital cultural incorporado, que é o que se transmite a través da socialización. - O capital cultural institucionaliza do, que se adquire a través do paso por institucións e ducativas recoñecidas que se acred ita mediante títulos. (Bourdieu, 2012) Nesta liña, Ander-Egg (1997) fálanos de dúas visións relacionadas con cultura, a unha denomínaa “cultura cultural”, e enténdea desde unha posición máis conser vadora da tradici ón; como as formas de ser, hábitos e maneiras de pensar herdadas en función do grupo social no que nos socializamos. E pola outra parte, atoparíase a visión baixo o nome de “cultura construtiva”, n a que asume a evolución natura l das culturas e a posibilidade e conveniencia de tran sformalas. Esta sería a “cultural cultural” pero proxectada cara o futuro ; é dicir, é o patrimonio que imos creando entre todas as persoas. No seguinte cadro presentamos va rias definicións aportadas por diversos autores en relación á cultura, que nos van axudar a comprender o fenómeno cultural na súa imensión de desenvolvemento sociocomunitario: IVÁN GARCÍA GAR CÍA 32 Cadro nº3. Concepto de cult ura segundo diversos autores AUTO R CONCEPTO Boas, 1916, p.320 “A cultura inclúe todas as manifestacións d os hábitos sociai s dunha comunidade, as reaccións dos individuos, na medida na que se ven afectados polos costu mes do grupo no que viven, e os produtos da actividade humana en canto que s e ven afectados por eses costumes” Bauman, 2002, pp.103-106 “A cultura oriéntase cara o espiritual e en téndese como algo que transcende ao patrimonial, pod endo ser herdada e adquirida, separánd ose do ser humano como posesión, moldeable e enmarcable, se gundo as necesidades humanas e a natureza, e que está saturada de valores” Olmos, 2008, p.52 “Unha forma integral de vida creada histórica e socialmente por unha comunidade a partir da súa particular maneira de resolver -desde o físico, emocional e men tal- as relacións que mantén a natu reza, consigo mesma, con outras comunida des e co que se considera sagrado, co propósito de d ar continuidade e sentido á tota lidade da súa existencia”. Gondar, 2010, p.147 “A cultura non é algo priva tiv o dun determin ado sector sen ón unha propiedade que posúen todos os seres humanos ata o punto de que aquela persoa que non a tivese non podería subsistir sobre a terra”. Fonte: Elaboración propia. De forma xeral, estas definicións véñennos dicir que a cultura vese reflectida nos comportame ntos colectivos dun p obo, tanto na dimensión conceptual compartida como na di mensión mental, reflexando así a forma de entender a vida dese pobo. En cada cultura, o comportamento humano está sometid o a uns modelo s que se aprenden. O humano nace sen respostas e necesita que llas proporcionen e ilas construíndo en sociedade. Neste proceso aprende as solucións aos problemas que lle axudan a sobrevivir. Polo tanto, como indica Rivas (2015, p.17) a cultura é un factor determinante de desenvolvemento humano ; "a cultura faise; as persoas non nacen con cultura; a cultura apréndese”. Entón a evolución do ser humano é permanente, polo que a cu ltura é dinámica e progresiva, e atópase marcada só polos límites humanos. É dicir, o humano é un ser cultural. Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento sociocomunitario 33 Ao fío do anterior, Caride e Po se (2022, p.13) argumentan que As ensinanzas e as aprendizaxes que alentan as c ulturas son piares fundamentais en calquera lectura do mundo e a súa transformación cara o logro de sociedades que sexan libr es, democráticas, equitativas, xustas e inclusivas. Toda transmisión cultu ral, humana, está estreitamente ligada á educación. Outra cuestión que debemos ter presente, é que en ocasións cultura e sociedade case se confunden, pero teñen significados distintos. Os límites de ámbolos dous conceptos son confusos. Mentres que a cultura é algo exclusivamente humano, a sociedade non, pois hai animais que viven en sociedade. Nesta liña, refe rímonos á sociedade para aludir a un grupo relativamente interdependente, que comparte un territorio, coa idea de conseguir algún obxectivo compartido, mantendo uns principios comúns de convivencia. D e cara a avanzar, e tratando de visibilizar o papel da cultura como motor de desenvolvemento sociocomunitario, imos a valernos dun informe con reflexións de interese en relación á cultura, á educación e ao desenvolvemento. Trátase dun docu mento aprobado na Conferencia Mundial sobre Políticas Culturais, celebrada en México entre o 26 de xullo e 6 de agosto de 1982. A continuación recollemos unha escolma de 7 citas que subliñan as aportacións da cultura nos procesos de dinamización social, e que están claramente vixentes hoxe en día: IVÁN GARCÍA GAR CÍA 34 Cadro nº4. Para comprender a cultura. Citas chave da conferencia mundial de política s culturais “A cultura é o procedemento medi ante o cal o pobo ou un grupo percibe aos demais e percíbese a si mesmo”. “A cultura nutre a trama social e a importancia do seu pap el é tan determinante que a cultura pode finalmente confundirse coa propia vida”. “A cultura exprésase en cada comunidade humana a través da infinita divers idade dos actos e dos intercambios mediante os cales o “home” dá un sentido á súa vida e deixa a súa marca na historia”. “A cultura debe de e manar do individuo, dos grupos e das asociacións”. “A identidade cultural é unha riqueza que dinamiza as pos ibilidades de realización da especie humana, a o mobili zar a cad a pobo e a cada grup o para nutrirse do seu pasado e acoller os aportes externos compatible s coa súa idiosincrasia e continuar así o proceso da súa propia creación”. “As interaccións naturais entre a cultura e a educación; lonxe de continuar sendo campos parellos, a cultura e a educación penetran mutuamente e deben desenvolverse en forma simbiótica, xa que a cultura nutre á educación, mentres que esta revélase o medio por exce lencia de transmisión da cultura e, por conseguinte, de promoción e fornecemento da identidade cultural”. “O desenvolvemento sig nifica o enriquec emento da ide ntidade profun da dun pobo, das súas aspiracións, da calidade integral da súa vida tan to no plano colectivo como no individu al. Non existe desenvolve mento sen conciencia histórica e sen salvagarda da iden ti dade. Debe reemprazarse a visión economicista, que reduce a cultura a unha mercadoría, por un enfoque no que se asigne a noción de desen volvemento end óxeno á súa ve rdadeira dimensión (…) mellorando a calidade de vida , destacando o papel que d esempeña a cultura neste proceso”. Font e: UNESCO (1982, pp. 7-15) . Elaboración propia. A pesar das profundas transfor macións do contex to cultura l, fundamentalmente pola centralidade que foron acadando as tecnoloxías da información e da comunicación e a extensión do modelo neoliberal, este conxunto de reflexións expresadas no a no 1982 seguen estando de actualidade e representan o mesmo cami ño a seguir 40 anos despois. As culturas dos pobos enfróntanse a r ealidades novas, marcadas pola imposición dun modelo universal baseado no consumo, na Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento sociocomunitario 35 competitividade e no individua lismo . O fenómeno globalizador achega novas realidades como diferentes fo rmas culturais de vivir, sentir, actuar e ser, novos modos de organi zación, desterritori alización, etc. A industria cultural de masas enfróntase ás tradicións dos grupos sociais, e transforma estas identidades tradicionais (UNESCO, 1982, pp.7-15). En base á anterior reflexión e ao exposto nas citas podemos afirmar que a pesar dos cambios, a cultura representa un conxunto de valores únicos e irreemprazables e conta cun pape l impulsor na transformación global da sociedade. Neste senso, ente ndemos o desenvolvemento cultural como un obxectivo en si mesmo, tant o a nivel de progr eso mat erial e intelectual, como na súa dimensión moral e espiritual. A cultura con ta cun papel fundamental na transformación global da sociedade, ten unha función impulsora, e de la depende a posibilid ade de facer xurdir e manter unha vontade colectiva de desenvolvemento (UNESCO, 1982, pp.7-15). Neste punto, debemos introducir un novo aspecto que fai relación ao dereito á cultura como un principi o democrático que corresponsabiliza a administracións e cidadanía na súa materializaci ón. A Declaración Universal dos Dereitos Humanos, no seu artigo 27, indica que “toda persoa ten dereito a tomar parte libremente na v ida cultural da comunidade, (...)” (ONU, 1948, p.8) e no 2001 a UNESCO realiza a Declaración Universal sobre a Divers idade Cultural, onde se definen os dereitos culturais como parte dos dereitos humanos e liberdades fundamentais, que deben ser respectados na identidade e práctica cultural, acc eso ás actividades cu lturais, creació n e participación na vida cultural, entre outros (UNESCO, 2001). A Constitución española (1978), ampara a cultura como un principio democrático que debe corresponsabilizar aos gobernantes (administracións públic as) coa soci edade civil na satisfacción dos dereitos e necesidades cultu rais da cidadanía. Así, no seu artigo 44, sinala que “os poderes públicos promoverán e tutelarán o acceso á cultura, á que todas as persoas teñen dereito”, o 9.2, indica que “corresponde aos poderes públicos (…) facilitar a participación de todos os cidadáns na vida política, económica, cultural e social”, outros artigos como o 46 e o 48, céntranse na protección do patrimonio e no IVÁN GARCÍA GAR CÍA 36 fomento da participación “lib re e eficaz” da xuventude no desenvolvemento cultural por part e das administracións públicas. A pesar de que a cultura é un dereito, debemos ter presente que esta ocupa tempos (programacións, medios dixitais etc.) e concrétase en espazos (rural, urbano, rururbano) no que as persoas contan cun protagonismo desigual, en base a una relación dialéctica entre identidade e diversidade, territori o -sobre todo local- e globalización, administracións públicas e sociedade civil. Esta situación lévanos a atopar cun contexto, cando menos, complexo. Neste marco xeral é onde aparece o territorio non só como unha determinante xeográfica, senón tamé n como unha construción histórica e unha práctica cultural. Unha construción de re ferentes identitarios fundamentais para os seus habitantes, cos que se sintetiza a súa historia e a súa memoria (Olmos 2008). Por es te motivo os territorios teñen funcións culturais e o desenvolvement o cultural funcións territoriais. Olmos (2008) indica que as funcións culturais do territorio veñen marcadas polo feito de dar fundamento e xerar re ferentes; é a identidade da xente co territorio. As funci óns territoriais do desenvolvemento cultural fan referenc ia a valorar tódala s expre sións cultura is e artísticas no espazo, difundilas e dotalas de significado. O desenvolvemento cultural atópase no territorio a trav és da relación entre a cultura e a natureza. En definitiva, a finalidade do dese nvolvemento cultura l sería producir fenómenos que contribúan a comp render, reproducir ou transformar tódalas prácticas dedicadas a soster o sistema social. Nesta i dea de desenvolvemento cultural comp réndese a importancia do desenvolvemento humano; o recoñecemento á diversidade cultural e á sustentabilidade ecolóx ica, co cal, ademais de integrar as potencialidades do territorio, tamén c onta coas habilidades culturais da súa xente e a harmonía co me dio ambiente (Zambrano, 2014). Para complementar o anterior Ana Calvo (2002, pp.46-47) argumenta que existe unha certa dialécti ca entre a acción cultural e o desenvolvemento territorial. Sinala que a cultura cumpre unha función social directamente relacionada co desenvolvemento, e entre os Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento sociocomunitario 37 distintos papeis da cultura no ma rco do desenvolvement o comunitario, destaca tres aspectos básicos: - A contribución da cultura á acumulación de coñecemento humano. Refírese ao poder de rexeneración da cultura, á creación dun novo “patrimonio” e novas formas cu lturais para as xeracións futuras. - A contribución da cultura nos planos económico e social a medio e longo prazo. Fai referencia á forma na que os elementos culturais contribúen á vida social, económica e política, ao produto interior bruto, á ocupación, etc. Tamén aos seus efectos educativos, especialmente pol o que se refire ás súas repercusións sobre o sistema de valores da comunidade. - A contribución da cultura como capital humano e como medio de poder e decisión. A cultura non é só un recurso social ou un instrumento de goberno, senón tamén é un capital humano en potencia en tanto en canto afecta á capacidade dos individuo s para afrontar os retos da vida cotiá e adaptarse aos cambios do seu entorno. Continuando a análise da rela ción entre cultura, ter ritorio e desenvolvemento, segundo Zambrano (2014), os antropólogos aportaron dúas ideas básicas sobre o desenvolvemento cu ltural. Unha é o relativismo cultu ral, que consiste e n entender que as diferen tes formas de relación entre os seres human os e a natureza posibilitaron a evolución e o desenvolvemento das culturas nos seus respectivos territorios. Pola outra parte, e continuando con este mesmo autor, atópase a corrente construtivista cultural, segundo a cal as culturas actúan sobre os mecanismos da evolución transformando as orientacións, os seus procesos e os seus significados que son actualizados e renovados periodicamente, xerando significados, creando recursos e benestar para unha mellor forma de estar “social” na vida. De cara a rematar o apartado, e en re lación a esta pequena análise sobre cultura, territorio e dese nvolvemento, Olmos achega unhas interesantes reflexións sobre o binomio educación-cultura, ind icando que “a IVÁN GARCÍA GAR CÍA 44 Igualmente cómpre destacar que no s primeiros anos da democracia, confluíron diversos fact ores que resultaron ch av e nes te proceso, como a reivindicación e recuperación de espazos para un uso público, a rehabilitación de inmobles emblemáticos en desuso (fabricas, centros culturais, edificios do fra nquismo …) que levou a moitas cidades a crear redes de centros cultu rais polivale n tes, orixe dos centros cívicos. Asemade, cómpre dest acar tamén os programas municipais de xuventude e o desenvolvemento de políticas de participación (Hernández, 1998). Como complemento ao percor rido hi stórico ex posto, no se guinte c adro mostramos unha síntese das principais fontes teórico-prácticas da ASC propostas por Gómez (2016): Cadro nº5. Fontes teórico-p rácticas da ASC Corrente Obxecto Teóricos Concepción culturalista A cultura como motor de desenvolveme nto e a acción sociocultural como un instrumento apropiado para xerar procesos de auto organización e dinamización de territorios e comunidades. Concepto de capital social Malraux, Putman e Fukuyama Corrente do traballo social A ASC como metodoloxía de traballo comunitario. Interprétase como unha tecnoloxía social. Ezequiel Ander Egg Educación popular e de adultos As prácticas socioculturais son críticas, políticas e buscan xerar procesos conse nsuados de emancipación e autodeterminación nos grupos, comunidades e territorios nos que se producen. Paulo Freire Desenvolv emen to comunitario Parte do traballo social e sociolóxico. Marco Marchioni Educación no tempo l ibre e da pedagoxía do ocio Xerou un movemento educativo importante no ámbito da infancia e a xuventude Fonte: Síntese de elaboración propia a partir de Gómez (2016) Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento sociocomunitario 45 A chegada a Galicia do método da AS C é un pouco tardía con respecto a outras comunidades pioneiras do Esta do como foron Cata luña e o País Vasco, ámbalas dúas caracterizadas pola importante industria coa que contaban e polo tanto motor im portante do seu desenvolvemento, pero tamén porque contaban cun maior e máis forte tecido asociativo. En Galicia faise presente parella ao desenvolvemento rural, polo papel de dinamización que realizan as Ofic inas de Extensión Agraria e pola chegada de iniciativas para poñer en valor o ru ral, como foron os programas Leader da Unión Europea. Poñendo o foco no século XXI, Jaume Colomer (2000, p.23) fai referencia a cinco feitos presentes aínda hoxe e a novos factores sociais que teñen a súa repercusión na c oncepción e na práctica da ASC: 1- O xurdimento das cidades europeas, o que se dá en chamar a Europa das cidades. Nestes mo mentos, cos Estados en declive e as cidad es fortes, as urbes adquiren unha impor tancia crecente no contexto deste continente. As cidades cons idéranse, potencialmen te, espazos educativos (a este respecto destaca o labor da Asociación In ternacional de Cidades Educadoras). 2- O impacto da revolución dixital, pois as tecnoloxías están a mudar a nosa sociedade dunha forma fonda e rápida. Esta revolución dixital achéganos novos modelos de relación interpersoal e outro modelo de “cidade”; tamén novas probl emáticas sociais, como a derivada da que se vén denominando "fenda dixital". 3- A presión migratoria preséntanos unha socieda de máis multicultural, a pesar dos límites restritivos. Neste senso, habitamos en contornas cada vez máis interculturais, nas que se produce unha crecente interacción entre as distintas culturas que convivan nun mesmo lugar. 4- O ocaso dos valores cívicos, refe rido á crise da participación cidadá, ao exceso de individualismo ou ás dificultades para activar o compromiso social, entre outros. 5- A acentuada expansión do mercado do ocio (venta de s ervizos de ocio) que na actualidade cambia dun ha forma radical as formas de vida das persoas, os modos de relaciona rse e os hábitos cotiás; é dicir, modifica os conceptos de comunida de e de convivencia tradicionais. IVÁN GARCÍA GAR CÍA 46 En definitiva, entendemo s que en certa medida a falta de tradición dun traballo socioeducativo forte e con entidade propia no noso país, fixo que ao longo do tempo foramos recibindo difere ntes influencias que foron configurando e condicionando tant o a teoría como a práctica da ASC. Como consecuencia, este mé todo de traballo contou cun perfil baixo nas nosas realid ad es máis cercanas. Aproximación ao concepto de animación sociocultural Como sabemos, existen moitas defi nicións de ASC e a continuación, imos presentar diferentes propostas de autores contemporáneos; pero neste discorrer imos fixar a nosa at ención no papel dos tres elementos esenciais neste proceso: os axen tes implicados, a acción desenvolvida e o campo de intervención (a quen vai dirixida). A primeira delas afirma que a ASC é un Conxunto de accións realizadas por individuos, grupos ou i nstitucións sobre unha comunidade ou sector da mesma, no marco dunha intervención concreta; co propósito pri ncipal de promover nos seus membros unha actitude de participación activa no proceso do seu propio desenvolvemento, tanto social como cultural (Colomer 2000, p.17). Desta definición extráese que a AS C é basicamente unha metodoloxía de intervención para conseguir uns fins, finalidades fundamentadas en catro dimensións chave: a cultu ral, a educativa, a social e a política. Recollendo a esencia do exposto, Ant onio del Valle (1972) considera a ASC como unha acción tendente a cr ear o dinamismo social alí onde non existe, ou ben favorecer a acción cultural e comunitaria, orien tando as súas actividades cara o cambi o social. Complementaria mente, segundo a UNESCO (1982), a ASC póde se definir como “o conxunto de prácticas sociais que teñen como fi nalidade estimular a iniciativa e a participación das comunidades no proceso do seu propio desenvolvemento e na dinámica globa l da vida sociopolítica na que están integrados/as”. Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento sociocomunitario 47 En palabras de Ezequiel A nder-Egg (1987, p.340), a ASC é un conxunto de técnicas sociais que, baseadas nunha pedagoxía participativa, ten por finalidade promover prácticas e activi dades voluntarias, que coa participación activa da xente, desenvólvense no seo dun grupo ou comunidade determinad a, e maniféstase nos diferentes ámbitos do desenvolvemento da calidade de vida. Para Petrus (1989, p.246), as caracte rísticas que singularizan a ASC son: - Ser un factor transformador do individuo e da sociedade - Servir de canle de participación comunitaria. - Constituír un vehículo de expresión cidadá. - Resulta un factor de motivación e de estímulo social. - Reduce os conflitos sociais e grupais. - Crea conciencia asociativa e cidadá. - Estimula, a través da vida asociativa, a relación e “cohabitación” social. - Fomenta os valores culturais e o espírito crítico. - Desenvolve a información e fomenta o asesoramento social. - Atende ás necesidades sociais bási cas en réxime de convivencia. Seguindo co percorrido polas definici óns de ASC, Xavier Úcar (1992) identifícaa como un proceso de in tervención tecnolóxico-educativa nunha determinada comunidade, na que os seus suxeitos estean activos para que sexan os protagonistas da súa propia transformación e a do seu entorno, de cara a unha mellora da súa calidade de vi da. A definición que aporta Trilla aséntase nos puntos chave de todas as anteriores, para el é: O conxunto de accións realizadas por individuos, grupos ou institucións sobre unha comunidade (ou sector da mesma) e no marco dun territorio concreto, co propósito pr incipal de promover nos seus membros unha actitude de participación activa no proceso do seu propio desenvolvemento, tanto social como cultural (1997, p.20). 48 IVÁN GARC ÍA GARCÍA Para continuar con este discorrer cómpre recapitular que ASC é “o proceso que se dirixe á organización das persoas pa ra realizar proxectos e iniciativas dende a cultura e para o desenvolvemento social” (Cembranos, et al. , 1998, p.240); nest e senso considérase como “unha maneira de actuar, unha metodoloxía de intervención, e polo tanto, como un medio e non como un fin”(Calvo, 2002, pp.18-19). En conclusión estamos ante un “conxunto de prácticas, métodos e técnicas, con intencionalidade educativa, contido cultural e continente social, dirixida a mellorar a calidad e de vida dun colectivo ou dunha comunidade de persoas” (Pose 2010, p.40). C onforme se viu ata aquí, a ASC pretende facilitar procesos de participación e comunicación entre grupos de cidadáns que se auto- organizan para dar repostas aos seus intereses e necesidades a nivel individual e grupal, facendo avan zar o desenvolvemento social e cultural. É dicir, a ASC prodúcese no me smo seo da vida social e supón, polo tanto, chegar un paso máis lonxe do obxectivo de poñer os bens culturais ao alcance de todo o mundo. Preténdese que as persoas pasen de ser espectadoras e consumidoras da cultura (democratización cultural) a ser creadoras, produtoras e protagonistas da mesma, no seu entorno (democracia cu ltural) (Gómez, 2016). Nesta liña, Caride ( 2006, p.321) afirma que A ASC require de tal maneira a democrac ia e a participación que sen elas non é posible concibila nin practicala, por moito que poidan darse outras experiencias e iniciativas nas que a so cie dade e a acción cultural son eixes vertebradores principais. Para reforzar estas definicións Jaume Trilla (1997, p.19) achéganos unhas reflexións sobre a polisemia do concepto analizado, ASC, tratando de caracterizar en que cons iste, ou o que designa directamente a expresión: - A ASC, como acción, intervención ou actuación alude ao que fai o axente. - A ASC como actividade ou práctica so cial designaría non tanto o que fai o axente, senón ao que este pr omove, unha actividade ou práctica social desenvolvida conxuntamente pol o axente e os destinatarios/as. Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento sociocomunitario 49 - A ASC como método evoca unha maneira de facer ou unha técnica, un medio o u instrumento. Tamén supón entend ela como unha metodoloxía ou unha tecnoloxía. - A ASC como proceso destaca a dimensión dinámica ou procesual da mes ma. Designaría unha especie de sucesión evolutiva ou progresiva de acontecementos. - A ASC como programa ou proxecto enfatiza o labor de deseño de actividades, procesos, accións, etc. - A ASC como función social evoca unha tarefa que debera de estar presente en toda comunidade ou soci edade, implícito ou endóxeno na propia comuni dade. - A ASC como factor fai énfase no carác ter operativo; algo que xera, produce, causa, motiva uns resultados ou procesos. Á vista das súas caracterizacións at opámonos que os fins da ASC son tan xenéricos como a “transformación da sociedade” ou a “formación integral das persoas”, pasando po r outros concretos como “dar a coñecer o patrimonio local” por ex emplo. En to do caso, do exposto ata o momento podemos identificar, xu nto con Froufe e Sánchez (1998), unha serie de rasgos e características identitarias da ASC que fundamentan esta metodoloxía de acci ón no contexto da investigación que presentamos: - Partic ipación colectiva: o individuo implícase activamente na vida da comunidade, fomenta a solidariedade e o coñecemento máis profundo da realidade, tr aballa para o cambio social. - Vida asociativa: realízase a través de instrumentos sen fins lucra tivos (asociacións), fomé ntase o tecido asociativo e as relacións sociais, ent endendo a vida asociativa como estratexia para os cambios sociais. - Protagonismo do individuo cidadán: o cidadán é o protagonista da praxe social des de unha pedagoxía liberadora, promove –individual e colectivam ente- procesos de reflexión- acción para o cambio social e constitúese en elemento transformador a nivel individual e social. IVÁN GARCÍA GAR CÍA 50 - Interxeracional: proceso único e globaliz ador. Non hai idades, calquera persoa en calquera momento do seu ciclo vital pode activ arse, participar e ser axente de cambio - Mello ra da calidade de vida: prete nde mellorar a calidade de vida das sociedades. En síntese, a ASC trata de poñer ás persoas no centro e propiciar que se convertan en actores do seu prop io desenvolvemento. O seu principio fundamental é a participación das pe rsoas destinatarias no seu propio proceso de transformación, a través da dinamización e desenvolvemento da comunida de, desde unha perspectiva socioeducativa. A participación é ch ave para en tender a proposta da ASC pois é a un tempo método e obx ectivo fundamental. Trátase de manter o grupo como referente e s ituar o fortalecemento do tecido comunitario-asociativo como meta. Indicabamos anteriormen te que ao longo da última década producíronse grandes cambios marcados pola revol ución das TICs, a crise económica e laboral, a crise po lítica, a cris e ambiental e agora a sa nitaria. A revolución dixital na que estamos inme rsos muda as formas de relación das persoas, o coñecemento constrúe se de forma colectiva, aparecen centos de ferramentas e aplicacións que favorecen a participación, o intercambio e a colaboración. Asem ade, o cambio político que supuxo o 15 M achegou un novo es cenario: movementos de participación cidadá, novos partidos políticos, etc. A sociedade sentiu que o sistema político do momento non os repr esentaba (García, 2018, pp.104-107). A recente crise da pand emia ta mén provocou un punto de in flexión á hora de definir as prioridades que cada un/unha quere para a súa vida. Neste contexto social xorden novos métodos e teorías que comparten o espazo de intervención da ASC. Un exemplo é a teoría dos comúns, que ten a súa base no papel social da cultura como ben común, e que vén derivada do dereito á cultu ra recoñecido no artigo 44 da Constitución Española. Polo tanto, esta teoría busca garantir non só o dereito de acceder á cultura, senón o dereito a participar nela (Jaron Rowan, 2016) . Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento sociocomunitario 51 Estes cambios, xunto a novas situ acións e movementos, tamén lle outorgan á ASC novos retos e oport unidades para xerar sinerxías e mudar ás persoas e ás súas comunidades, logrando maiores cotas de benestar colectivo e de calidade de vida. 1.2.2. Desenvolvemento Comunitario Antes de achegarnos á definición de desenvolvemento comunitario, de abordar os marcos teóricos que o sustentan e de tratar os seus desafíos, debemos clarificar o con cepto de comu nidade; unha acepción que fundamenta o contexto de acc ión do tecido asociativo. Desde unha perspectiva un tanto reducionista, identifícase coa poboación, coas persoas que conviven nun determin ado territorio. Ha i autores que enuncian a comunidade para referirse ao tecido asociativo e, nesta liña, entenden a comunidade como de stinataria dunha determinada intervención ou como protagoni sta dun proceso a desenvolver. De cara a analizar as caracter ísti cas básicas que a definen, valémonos do traballo de Nogueiras Mascareñ as (1996, pp.35-37), que indica as tres seguintes: É un territorio, é dicir, unha unidade de ref erencia que se conforma coa acumulación de distintos subs istemas (economía , educación, saúde, vivenda, emprego…) relacionados entre si, polo que esixe un tratamento interdisciplinar. É un espazo social no que se producen unha multiplicidade de interaccións, tanto no interior como entre ese ter ritorio e o exterior da comunidade. Esas interaccións inte gran a cooperación, pero tamén o conflito. É un espazo con sentido de pertenza , é dicir, as persoas identifícanse coa comunidade onde desenvolven a súa vida cotiá, sendo este o elemento que permite a apropi ación e a participación social. Polo tanto, as persoas atópanse nu n espazo social, formando parte de redes sociais e ins titucionais que favorecen ou dificultan a inclusión IVÁN GARCÍA GAR CÍA 52 dos individuos. O coñ ecemento desas redes e a súa po tenciación facilitan os procesos de desenvolvemento comunitario. Sen embargo, a día de hoxe, se fa lamos de comunidade, temos que diferenciar entre comunidade fí sica, territorial ou poboacional e a comunidade virtual, un esp azo comunitario globalizado e informatizado, posibilitado e cond icionado pola sociedade da información. Neste senso, existe unha ampla diversidade de comunidades e de formas de perten cer, estar, colaborar, participar ou ser parte das mesmas. Cómpre si nalar que a aparición de novos fenómenos ao longo das últimas décad as fai potenciar o comunitario. Nesta liña, Xavier Úcar (2009, p.5) alude a unha Volta á comunidade e, a miúdo, esta é presentada como o antídoto para boa parte dos “males” que sofre o n oso mundo moderno. O máis simple sería pensar que esta re fundación do comunitario é unha reacción fronte a unhas forzas globalizadoras que ame azan con uniformizar ou homoxeneizar o planeta. Se analizamos con detemento a s ituación actual podemos constatar que nos atopamos inmersos/as nun grav e proceso de fragmentación social. Aínda que temos unha sociedade má is rica en información, tecnoloxía e coñecementos, e a pesar de apreciar un certo auxe de accións comunitarias, atopámonos cun sector da poboación pobre en proxectos colectivos e en obxectivos de tran sformación e progreso. Neste marco, o papel do desenvolvemento co munitario resulta capital. De forma moi básica, podemos aludir ao desenvolvemento comunitario como un proceso que representa a superación dunha realidade, levándoa a niveis que posibiliten unha maior calidade de vida. Segundo Nogueiras os seus ante cedentes sitúanse “nas accións de cooperación, axuda mutua e esforzo colectivo dos individuos e das co munidades para acadar o benestar social e a mellora da calidade de vida dos seus habitantes” (2010, p.171) Nesta liña, Ana Calvo (2002, p.23), indica que o termo desenvolvemento comunitari o foi utilizado na súa orixe para designar programas de acción social levados a cabo polos británicos nas súas colonias co obxectivo de capacitar á poboación trala Segunda Guerra Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento sociocomunitario 53 Mundial. Tratábase de actividades de promoción da alfabetización, a agricultura, a sanidade ou os serv izos sociais a través da propia comunidade. As Nacións Unidas, e en concreto a UNESCO, é a primeira organización internacional que pon en práctica programas de desenvolvemento comunitario nas rexi óns rurais máis desfavorecidas do mundo, co obxectivo de axudar a s uperar o atraso económico, social, educativo e cultural na procura du nha mellor calidade de vida. Neste senso, Nogueiras (2010, p.171) fai me nción a que o desenvolvemento comunitario xorde nun primeiro momento como un modelo que se aplica aos países d o “Terceiro Mundo”, pero ideado e es timulado polas nacións máis favorecidas do planeta. N on obstante, a partir dos anos 60 o desenvolvemento comunitario dá un salto das zonas rurais pobres dos países do Terceiro Mundo ás contornas urbanas dos países máis favorecidos (barrios marxinais, co lectivos sociais en situ ación de vulnerabilidade, etc.) (Nogueiras, 2010, p.172) Podemos entón definir o desenvol vemento comunitario como “un proceso holístico de acción social no que se integran diferentes estratexias prácticas, co obxecto de promovelo benest ar social e a mellora da calidade de vida dos membros dunha comunidade” (Caballo, et. al., 1997, pp.29-30). Entre os seus puntos fortes atópase o incentivar o desenvolvemento endóxeno tanto a nivel económico, co mo educativo, cultural e asociativo, de entre outros. Trátase, pois, dun proceso complexo que integra unha visión mult idimensional. Cómpre destacar que o desenvolvemento comunitario pode ter a súa orixe tanto na propia comunidade como nun grupo de persoas expertas ou voluntarias. En palabras de Quintana o desenvolvemento comunitario é Un campo da educación comunitaria cunha notable dimensión social; como a animación sociocultural, a investigación participativa e a educación de adultos. É unha met odoloxía de traballo que ten c omo obxectivo dinamizar a iniciativa das comunidades nos proble mas de desenvolvemento (económico, humano, cultural, social) co fin de que saiban por si mesmas atopar unha saída á súa situación. Trátase dunha educación de adultos social (1991, pp.33-34). IVÁN GARCÍA GAR CÍA 60 Neste senso, os baixos niveis de emprego levar on á decadencia do medio rural como forma de vida e incrementaron o seu illamento. Como indica Vargas (2009), o despoboamento como principal problema do medio rural require da reorganización de tres elementos fundamentais: as relacións sociai s, as dinámicas económicas e os fundamentos do que se concibe como comunidade. Outro dos problemas atópase na apatía x eneralizada existente ante a falta de expectativas e fronte a unh as institucións públicas que non saben facilitar o camiño pa ra mudar esta situ ació n, o que deriva en que, en ocasións, se teñan que buscar so lucións desde fórmu las autóctonas e desde o tecido social, aproveitando as potencialidades que ofrece cada lugar. Diferentes colectivos están a realizar un importante labor por conservar e poñer en valor a vida ru ral realizand o accións de carácter cultural, educativo, económico e político. Aínda neste contexto, consideramos que o rural tamén representa un viveiro de oportunidades, neste cas o centrarémonos nas oportunidades socioeducativas e culturais. Por unha banda, as características sociais, culturais e naturais de cada ento rno son únicas e envolven unha gran variade de fortalezas, na súa xente e na imaxinación colectiva, no seu patrimonio etc. Hai zonas rurais que se transformaron en lu gares máis atractivos para vivir e nos que se acadou un incremento da calidade de vida, polo que é posible xerar op ortunidades e fixar poboación. A maioría dos territorios rurais está n continuamente en proceso de desenvolvemento, pero este proceso debe entenderse desde o cambio social que afecta a todos os elem en tos do sistema local e desde as relacións que se establezan. Á hora de tratar as opo rtunidades socioeducativas e cultu rais no medio rural cómpre coñecer os termos de desenvolvemento local e d e desenvolvemento rural , xa que ámbolos dous representan o impulso necesario de cara a dar forma e ma terializar as oportunidades do territorio. Izquierdo Vallina define o desenvolvemento local como un método que pretende a avaliación do territorio por medio dun proceso de mobilización dos recursos endóxenos (os propios dun territorio ou dunha cultura), ao servizo da promoción social e persoal Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento sociocomunitario 61 da comunidade local. A súa cons ecución conséguese a s umindo iniciativas de emprego e desen volvemento compatibles coa conservación do seu patrimonio cultural e natural (2005, p. 71). Outros autores como Pérez e Gi ménez (1994, pp.219-233) indican que, cando menos, deben darse dúas circunstancias nos procesos de desenvolvemento local: - Que exista unha certa marxe para a xeración de actividades produtivas, de acumulación de riqueza e de creación de emprego. - Posibilitar a mobilización de recursos mediante políticas e instrumentos apropiados, que deberían orientarse preferentemente á potenciación dos actores sociais capaces de facelo. Na actualidade considérase que a solución aos problemas das comunidades locais p asa pola utili zación das súas pos ibilidades de transformación mediante unha estr atexia de desenvolvemento local integrado, na que as propias co munidades sexan quen de dar unha resposta axeitada aos seus problem as de desenvolvemento. Pero esta estratexia esixe novas formas de relacionarse e de coordinar as actuacións dos distintos axentes ex ternos (Unión Europea, Estados, autoridades rexionais e locais e empresariado loca l) e das comunidades locais. Neste senso, o desenvolveme nto local integrado comporta o desenvolvemento endóxeno e o de senvolvemento esóxeno. O primeiro deles é propio da comunidade lo cal artellada en asociacións ou instancias operativas de animaci ón e desenvolvemento local, mentres que o desenvolvemen to esóxeno corresponde ás institu ción externas (poderes públicos, entidades privadas e organizacións non gobernamentais) e abrangue as medida s e iniciativas (de información, formación, animación, apoio etc. ) necesarias para potenciar o desenvolvemento endóxeno. Así, “o desenvolvemento local é fundamentalmente desenvolvement o endóxeno encamiñado a espertar a capacidade de iniciati va da poboación e a convertela en protagonista do seu propio desenvolvemento” (Nogueiras, 2010, p.172). No que respecta ao desenvolvemento rural pode entenderse nun sentido básico como a mellora das condici óns de vida dos habitantes dos territorios rurais que, á súa vez, im plica o incremento dos niveis de IVÁN GARCÍA GAR CÍA 62 renda, a mellora nas condicións de vida e de traballo e a conservación do medio ambiente (Gómez, 2002). Para Márquez o desenv olvemento rural é “o proceso de crecemento económico e cambio estrutural para me llorar as condicións de vida da poboación local que habita un espazo; identifica tres dimensións do mesmo: a economía, a sociocultura e a política adminis trativa” (2002, pp.11-28). Para achegarse ao concepto de “desenvolvemento rural” tamén é preciso facer referencia ao en foque LEADER da Comisión Europea pois no marco do Estado non se concibe o desenvolvemento de zonas rurais sen facer referencia a esta pers pectiva. Parte de qu e as estratexias de desenvolvemento son máis efectivas e eficaces se as deciden e poñen en práctica a escala local os propios interesados/as, comp lementándoa con procedementos claro s e transparentes, co apoio das admin istracións públicas pertinen tes e coa asistencia técnica necesaria para posibilitar a transferencia de boas prácticas. Po lo tanto, o enfoque LEADER busca, por unha parte, o empoderamento da cidadanía como un dereito e, pola outra, a implicación directa e activ a na toma de decisións. Seguimos avanzando nestas definici óns para identificar os catro elementos básicos que permiten con ectar os conceptos de animación sociocultural, desenvolv emento rural e educación social. Os tres alud en a: - Proceso de cambio - Territorio/Comunidade - Participación socia l - Mellora da calidade de vida Estes catro elementos poden ser as refe rencias básicas e fundamentais para contribuír á dinamización de procesos de intervención socioeducativa e cultural nas zonas rurais. De feito, no medio rural pódense atopar todas as ferramenta s necesarias para poñer en marcha procesos de participación social, ut ilizando para iso a metodoloxía da animación sociocultural. Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento sociocomunitario 63 1.3.1 A educación no medio rural Neste punto, ímonos deter e tratar de visibilizar o imp ortante papel da educación en tódolos elementos relaci onados coa cuestión rural. Vargas pon de relevancia a vertente institu cional e social da educación reflexionando do seguinte xeito: Primeiro, a súa función de xerar representacións sociais que facilitan a construción de imaxinarios sobre a vida no mundo rural; segundo, p ola súa capacidade para sensibilizar a quen toma as deci sións en relación á importancia e á necesidade de manter a vitalidade das vilas tradicionais e, por último, pola súa función de estimular a creatividade local e esóxena que permita activar servizos, recursos e iniciativas destinadas a fomentar e mellorar a vida rural. (2021, pp.31-32) Tendo en conta os tres puntos ante riores, podemos c onstatar que os espazos educativos e culturais no rural aparecen definidos, fundamentalmente, pola fa milia, a escola, as ad ministración públicas, o terceiro sector, as TICs, e o sector económico e laboral. Realizaremos un breve repaso por este espazos. Sen lugar a dúbidas a familia ocupa un lugar prioritario na educación e na cultura. Nela danse os primeiros pasos de ensinanza e aprendizaxe, e sobre eles construirase a vida pers oal e social dos seus membros. Este espazo é esencial á hora de educar ás persoas do núcleo familiar en valores, no eido emocional e dotalos de ferramentas para p articipar de forma activa en sociedade. É un esce nario de encontro in terxeracional entre fillo s/as, pais e nais, avós e av oas. Este espazo atópase ma rcado polas propias características do cont orno, polos seus potenciais recursos de aprendizaxe e, en definitiva, po r un proxecto vital de existencia en común. Este proceso acentúase e vi sibilízase máis no medio rural. Con respecto á escola no rural , esta conta cun papel importante, polo tanto non debe ignorar isto, todo o contrario, debe aproveitalo. Nos últimos tempos as escolas rurais adoptaron unha diversidade de formatos de cara a ofrec er respostas educativas nos dist intos contextos, que van desde as escolas rurais unita rias, ata os centros de educación infantil e primaria (CEIP) ou os centr os públicos integrados (C.P.I) nos IVÁN GARCÍA GAR CÍA 64 que imparten educación infantil, pr imaria e secundaria obrigatoria. A medio camiño entre estas dúas, at ópase a resposta comunitaria, representada polos colexios rura is agrupados (CRA), na que as diferentes localidades próximas conforman un proxecto compartido. Unha das características que hai que de fender da escola rural é que sexa innovadora (Vázquez, 2008). Entre as vantaxes da educación no medio rural para poñer en marcha pr oxectos innovadores atópase: a proximidade física dos axentes lo cais e institucionais, a ubicación en contornos estreitamente vinculados ao territorio, a posibilidade de que participen persoas do entorno, que poden ensinarlle ao alumnado coñecementos que o profesorado non domina tanto, a abu ndancia e diversidade de paraxes naturais próx imas e de fácil acceso que se poden utilizar como recurso educativo (Abós et al., 2021). Unha escola pequena pode xerar un vínculo im portante entre os/as mestres/as, o alumnado, a familia e o pobo; un vínc ulo que xurde grazas á relación de proximidade entre todos /as eles/as. Esta ce rcanía axuda a que o traballo sexa máis personalizado. Outro aspecto positivo é que neste tipo de escolas danse grupos multinivel e multiciclo que fan que o alumnado de diferen tes idades e me stres/as interaccionen entre si. Isto fai que o alumnado de menor idade escoite aos maiores, e viceversa, cuestión que fomenta a autonomía, a responsabilidade e o traballo cooperativo. Dito isto, a chave para o bo funcionamento da escola rural son os/as mestres/as. (Grupo de tr aballo sobre a escola rural, escuelarural.net, 2022). O descoñecemento e os estereotipos que resultan da educación rural deben ser abordados desde o mesm o escenario que a participación comunitaria dos seus protagonistas, e evitar discursos alonxados da realidade destes contextos. Porque a escola no medi o rural continúa dando mostras de riqueza, de potencial de experiencias educativas e de intervención comunitaria (CCOO enseñanza, 2018). Esas experien cias xorden, normalmente, na confluencia entre a valorización moi positiva da escola polas familia s e polas comunidades, di ficilmente equiparab le a outros territorios, coas relacións de proximidade e de inserción significativa no medio local, así como do traballo escolar do alumnado, do profesorado e doutros actores loca is, que as circunstancias axudan a promover (Amiguinho, 2011). Hoxe en dí a as escolas rurais non están Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento sociocomunitario 65 illadas, polo xeral son dinámicas, complexas e de calidade, e poden contar cos mesmos recursos que unha escola da cidade. Podemos atopar exemplos de boas prácticas na Rede Ibero americana de Educación en Territorios Rurais (RIBETER), ou en publicacións como a Revista Galega de Educación , que conta cunha sección específica enfocada á realidade rural. A nivel socioeducativo, as escola s rurais tamén poden ter unha cara negativa, como por ex emplo unha limitada posi bilidade de ofrecer actividades extraescolares polas dife rencias de idades dos/as nenos/as. Neste senso, as ANPAS e os concello s están a facer un gran esforzo por ofertar actividades en igualdade de condicións e descentralizadas no territorio, por exemplo. Complementariamente, Froufe (1995, p.38) defende que “a escola pode ser un elemento transformador da realidade rural, mediante unha educación comprometida e defensora da cultura, unha educación aberta, unha educación para a liberdade persoa l e social”. É así que a escola tamén ten un papel importante na construción de valores rurais. Polo tanto, segue tendo vixencia aquelo que xa nos dicía Tonucci (1996), que a escola rura l é como un laboratorio contextualizado, aberto á experimentación e á innovación. Outro elemento fundamental para impulsar oportunidades socioeducativas e culturais no rural son as administracións públicas , especialmente as ad ministracións lo cais, é dicir, os concellos, que xunto ás escolas, o tecido social e as entidades privadas dun territorio deben ser o viveiro de estratexias de acción cola borativas e transversais que promovan o desenvolvemento socioeducativo e cultural integral da comunidade (Muñoz, 2015). Cada concello presenta un patrimonio natural, cultural, etnográfico, hist órico..., e unha serie de fenómenos e condicionantes que definen un espazo con características propias e con elementos diferenciadores, que se c onverten en recursos de primeira orde. Todo isto, a calquera contorno apórtalle mú ltiples oportunidades que os concellos deben materializar a través de proxectos, programas e plans. Cómpre destacar toda a programación cultu ral, deportiva e educativa coa que contan a maiorí a dos concellos rurais, e que van desde escolas deportivas e culturais, ata obradoiros, formació ns para o IVÁN GARCÍA GAR CÍA 66 emprego, actuacións e proxectos es pecíficos de dinamización local dirixidos a toda a poboación. Tamé n a rede de equipamentos sociocultura is e deportiv os que en ocasións aparecen estruturados baixo unha filosofía de centralidade na capital municipal, o que supón un difícil acceso para a maioría da poboación diseminada polas aldeas; e noutras situacións resp onden a unha descentr alización con locais sociais en todas as parroquias que ás v eces coinciden coas antigas escolas unitarias restauradas para un novo uso. Neste eido aínda queda moito traballo por facer, xa que ex iste un notable desequilibrio en tre uns concellos e outros, tanto en actividades como en infraestruturas e dinamismo. Por outra parte sitúas e o asociacionismo como forma de organización social e cun rol imprescindible na dinamización da e ducación, a cultura e a vida rural. O tecido asociativo ten a capacidade de recoñecer e de darlle forma a dive rsos intereses e obxectivos, posibilitando a interacción persoal, a participaci ón, a convivencia e axuda mutua, a solidariedade e a creación de proces os de aprendizaxe e de vínculos sociocultura is. En chave rural o asociacionismo conta con moitas vantaxes. Tomando como referencia o traballo de Va rgas, propoñemos a seguinte síntese, sobre o asociacionismo, ligado ao be nestar e ao desenvolvemento local: Cadro nº7. Vantaxes do asoci aci onis mo loca l Facilitar a estruturación de espazos institucionais e territor iais nos que as persoas das entidades l ocais dun amplo territorio poden conv erxer Crea r estratexias de apoio mu tuo entre os colectivos Potencia r o desenvolvemento de contex tos sociais máis democrátic os Potencia r a capacidade de participación nas di versas iniciativa s xeradas na contorna Incrementar a capacidade de negoci ación dos co lectivos ancorado s nun determinado e spazo territori al Tomar conciencia dos espazo s, recursos e servizos da comunidade am pliada Construír redes asocia tivas tamén implica a suma de ca pacidades human as Desenvolver lazos de solidariedade Font e: Síntese de elaboración propia a partir de Vargas (2021, pp.34-35) Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento sociocomunitario 67 Xa a nivel individual, en relación ao benestar persoal o asociacionismo implica, seguindo novament e a Vargas (2021, p.35): - A creación de redes de apoio interpersoais. - Unha oportunidade de encontro, de coñecemen to do outro, dos outros membros da comunida de ampliada, cos que se desenvolverá sentimento de amizade e comunidade. - Un sentimento menos individua lista. - Unha vida máis pública, que romp e cos límites establecid os polo círculo privado. En definitiva, o tecido asociativo o q ue fai é amp liar os límites reais do medio rural, tratando de darlle forma e de construír a denominada “comunidade ampliada”, que como indica Vargas (2021, p.35) é Unha comunidade que resulta da suma de territorio (espazos, recursos, servizos) e habitantes (capacidades humanas) que se integran a través da convivencia que promove o aproveitamento óptimo das posibilidades e oportunidades, de toda índole, para o benestar persoal e desenvolvemento local. En relación ao que nos ocupa, a vida asociativa canaliza unha ampla gama de oportunidades para acce der a fon tes de aprendizaxe, a diversidade de coñecementos e a a ccións formativas variadas, tanto xerais como especializadas. (Merelas e Sánchez, 2018) No rural existen moitos espazos de participación que se converten en verdadeiras oportunidades de transf ormación social, algúns deles poden ser: - Asociación s locais: xuvenís, culturais, de amas de casa, de p p ersoas maio res, de festexos , deportivas, veciñais… - Accións orientadas ao dese nvolvemento comunitario: programas, o o rganizacións de carácter social, administracións… - ONGs de ámbito xeral: Cruz V ermella ou Cáritas… - Grupos de voluntarios/as que particip an dir ectamente en servizos p p úblicos: Ex. programas de Servizos Sociais IVÁN GARCÍA GAR CÍA 68 - A parroquia: en torno á “Igr exa” xorden iniciativas de educación no tempo libre e redes de apoio, entre outras. - Grupos de Acción Local (GAL), nacidos desde as iniciativas públicas de apoio a proxectos de desenvolveme nto local en zonas rurais. Ex. Programas LEADER II e PRODER, da U.E. - Grupos informais: co n proxectos específicos. Por outra parte, imos presentar algún s dos princ ipais retos das entidades no medio rural. Segundo Jaraiz (2000) son os seguintes: - Actuar desd e referentes de acción global , o que supón incorporar o principio de transversalidade ao que aludiamos cando abordabamos o concepto de desenvolvemento com unitario. Só así se poderá facer fronte a desafíos como manter a poboación que vi ve no rural, mellorar a calidade de vida ou facer fronte á identidade cultural local. - O traballo en rede , estratexia imprescindible para concretar o principio de transversalidade. - Descubrir as potencialidades e valores do rural: por exemplo, os procesos de autoaxuda e solidarieda de familiar e veciñal ou os espazos de comunicación. - Deseñar estratex ias que melloren as condicións da poboación máis desfavorecida. A estes retos formulados por Jaraiz en gadiríamos o de traballar en chave interxeracional por toda a riqueza que acolle este proceso único. Este enfoque supón crear oportunidades para xuntar persoas de diferentes idades, partindo dunha mesma dimensión espazo-temporal, compartindo un pasado histórico e experiencias de vida, “ámbito xeográfico-territorial, valores, espazo sociocultural e ámbito educativo e de lecer, entre outros. Contexto s que configuran o carácter e a personalidade das xeracións medi ante procesos sinérxicos que contribúen aos seus acenos de identi dade persoal, afectivo-emocional e comunitaria”. (Gutierrez Moar 2021, p.26). Estes procesos favorecen unha cultura de convivencia excepci onal cunha forte base de cohesión social, inclusión, participación, solida riedade, etc. entre as persoas maiores e adultas, a moci dade e a infancia. Guti errez (2021, p.26) indica Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento sociocomunitario 69 que a acción interxeraci onal “designa os proc esos recíprocos de orientación, influencia, intercambio e ensino -apr endizaxe entre dúas ou máis xeracións”. En definitiva, so n momentos e espazos onde persoas de difer entes idades poden ens inar e aprender unhas das outras a todos os niveis: valores, destrezas, ha bilidades, optimización de recursos económicos, educativos e sociocumunitarios. Polo tanto, o asociacionismo representa unha alternativa con potencial socioeducativo e cultural entre outros moitos, para configurar unha nova estrutura territorial e humana no mundo rural. Nesta liña, afirmamos con Limón et al. (2002) que o asociacionismo favorece un reequilibrio sustentable, que limita o despoboamento do medio rura l e propicia o equilibrio territorial na participación política, nos servizos, no desenvolvemento económico e na cultura. Tamén cómpre referirnos ao conc epto de “identidade rural” que desenvolve unha función importante á hora de xerar sentido de pertenza e conciencia de vinculación co terr itorio e coa comunidade, que como recoñece a profesora Gutierrez Mo ar (2021, p.25) “favorecen as actitudes participativas, de colabo ración e cooperaci ón no medio e na comunidade e facilitan a inclusi ón do que se achega ás comunidades rurais de Galicia. Son, polo tanto, os acenos de identidade, persoais e/ou colectivas, que configuran vida rural”. Neste senso, os vínculos que as persoas establecen co territorio son esenciais na construción da súa identidade, de cara a entender os valor es rurais, a idiosincrasia, a súa forma de vida, experiencias e apos ta individual e colectiva por vivir nese lugar; cuestións que logo poden transmitir ás novas xeracións. Outra dimensión destacada a ter en conta e que, ao tempo, preséntase como unha barreira ou como unha oportunidade socioeducativa, cultural e laboral pa ra o rural son as TICs , condicionadas polo nivel de accesibilidade e conectividade. Un proceso complexo que moi pouco a pouco vai chegando aos contornos ru rais (Gallardo e Sánchez, 2022). Como puidemos ver ao longo da recente crise sanitar ia, as TICs no rural manifestaron moitas debilidades e amenazas, sobre todo para o “teletraballo” e en todos os sectores : empresarial, de estudantado e de veciñanza en xeral; pero tamén achegou pinceladas de todas as fortalezas e oportunidades que 76 IVÁN GARCÍA GARCÍA - Niveis de comunidade: microsistemas (grupos de axuda mutua, clases), organizacións (grupos comunita rios, congregacións relixiosas, lugares de traballo), localidades (barrio, pobo, cidade, área rural). O caso é que a complexidade do con cepto de comunidade medra cando observamo s as múltip les formas nas q ue aparece. Seguindo a Isidro Maya (2004, p.187) “a comunidade é froito da interdependencia natural das von tades huma nas, mentres que a asociación é unha sorte de convivencia pública que obriga ao mantemento da in terdependencia entr e os individuos”. Pola súa parte, Fernández Gestido incide na impor tancia do sentido identitario da comunidade, que vén dada “pola capacidade que ten o individuo de incidir coas súas obras e opinións, en relación cos demais, sobre a súa realidade inmediata”. Cando esas rel acións ou a incidencia na realidade social se ve mermada, preséntase “unha fractura, unha desafección, unha desresponsabilización do indivi duo co seu contorno” (2006, p.88). Así, nos últimos anos apréciase a existencia dunha cer ta preocupación xeneralizada polo deteri oro da comunidade. Un repaso a diversas cuestións pon de manifesto que os procesos de individualización reconfi guran a sociedade, axudados polo papel das tecnoloxías da información e da comunicación (Sánchez, 2020). Ao mesmo tempo a organización social tamén acolleu num erosos camb ios en canto ás relacións de p arella, ás tipoloxías de familia, aos procesos de socialización etc. Hoxe en día continúan medrando as desigualdades e o desapego aos gobernantes; a democrac ia representativa está en crise, a presión dos medios de comunicación e a imaxe de corrupción dos políticos -entre outros -, xeran un distanciam ento da cidadanía cos “temas públicos”. Esta situación leva a atoparnos cunha sociedade bastante atomizada, pasiva e desmembrada (Font, 2017); e neste contexto pouco esperanzador, as pe rsoas como seres sociais que son, precisan relacionarse e co mpar tir coas dema is. Igualmente, os nosos concellos non s on alleos ás grandes problemáticas contextuais da sociedad e occident al: consumis mo, crise a mbiental, desmantelamento da s ociedade do benestar , individualismo, crise económica, desconfianza da clase po lítica,...,tampouco ao conxunto de problemáticas máis específicas do territorio (envellecemento, abandono Bases teóricas sobre participación social e asociacionismo 77 do rural, ...), nun momento de cambio no que, ademais, a calidade de vida é obxectivamente mellor que en calquera outro período do pasado (aínda que se perciba unha tendencia involucionista), a mocidade ten o maior nivel formativo da historia (sen que is o supoña unhas mellores perspectivas vitais) e no que se dá por feito que o mundo, grazas á globalización e ás tecnoloxías, está ao alcance de calquera (sendo, máis ben, que os seus efectos perniciosos que chegan a todos/as e as súas vantaxes non a tantos). Con todo, convén ter presente outras visións e tendencias que dalgún xeito supoñen condicionantes nos procesos de desenvolvemento sociocomunitario: Por exemplo, aumentou o número de pa rticipantes en grupos de auto axuda e en organizacións non gobernamentais. Produciuse unha expansión do voluntariado , do move mento feminista e dos gr upos ecoloxistas. En internet floreceron “comunidades virtuais” de todo tipo. Por iso, unha interpretación alterna tiva consiste en afirmar que están cambiando as formas de participación, orientándose cara comunidades que esixen un compromiso máis débil. Non se está producindo neste caso a desaparición da comunidade sen máis, senón o xurdimento de novas formas comunitarias, cara cteri zadas polo auxe do individualismo e a personalización das prácticas sociais. (Maya, 2004, p.188) Cidadanía O termo cidadanía vén representar a, persoas libres que, como tal, teñ en recoñecido o dereito a ser in formadas, a opinar e a intervir na vida política e social da comuni dade. Asemade, teñen o d ereito a participar para que todo funcione mellor e se responda aos intereses e ne cesid ades colectiv as e non só ás dunhas poucas persoas. Pero ao tempo, tamén implica asumir uns de beres. O concepto cidadanía dá r esposta á calidade de cidadán dun dete rminado lugar. Por outra parte, a palabr a “cívico ”, adxectiv a a co ndición de cidadán das persoas e ap lícase a estas aludindo ao xeito de comportarse debidamente nas súas rela cións co s demais. Polo tant o, a de finición de cidadán fai referencia a todo membro dunha comunidade polí tica. (Olías de Lima, 2007) IVÁN GARCÍA GAR CÍA 78 En relación a isto, debemos ter claro que non se nace cidadán, senón que se aprende a exercer a cidadanía. Isto require dun proceso de empoderamento entendido non só como a capacidade para xestionar o colectivo, senón como a capacidade para resolver os conflitos e tomar decisións. Potenciación comunitaria Unha das estratexias para impulsar os procesos de empoderamento da cidadanía é a potenciación comun itaria. Zimmerman (2000) propón este concepto para referirs e ao proceso polo que as persoas, organizacións e comunidades adquiren ou melloran a súa capacidade de control sobre as súas vidas. Se gundo este autor, a potenciación comunitaria é un proceso dinámico de adquisición de recursos, poder ou influencia e exprésase en diferentes niveis. Por exemplo, a través da participación individual con outras persoas para conseguir determinados obxectivos, ou a nivel organización, mellorando a estrutura para facilitar a participac ión dos seus membros e aumentar a efectividade. Do mesmo xeito, a acción colectiva contribú e a mellorar a calidade de vida ou a conexión entr e organizacións comunitarias. Así, a potenciación comunitaria é: Por un lado, un valo r que suxire me tas e e stratexias para implementar o cambio social. Polo outro, é un marc o teórico que suxire como medir o concepto en diferentes contextos – como estudar o proceso-, e como distinguilo de outros. Na primeira acepción refírese a unha aproximación distintiva no desenvolvemento da intervención social e na promoción do cambio comunitario (Maya, 2004, p.197). Cómpre sinalar que a potenciación comunitaria é un proceso colectivo que se desenvolve de “abaixo cara arri ba”, é dicir, desde a base social cara estamentos superiores (ad m inistracións públicas, empresas, entidades privadas...). Polo tanto, o colectivo ten un papel determinante no establecemento de metas e no proceso de implementación. Maya (2004, p.205) defende que hai mú ltiples evidencias de que “o sentido psicolóxico de comunidade é un vaticinador da participación”. Ademais, a participación vese fa cilitada por elemen tos como a Bases teóricas sobre participación social e asociacionismo 79 existencia de relacións veciñais, a satisfacción co contexto comunitario ou a percepción de problemas no entorno inmediato. Isto leva a concluír que a participación produce resultad os significativos desde o punto de vista psicolóxico, tamén desde o e ducativo. Por exemplo, adquírese “competencia participativa”, referida ás habilidades que se xe ran como consecuencia da colaboración prolo ngada con accións comunitarias; constrúense relacións de colabor ación e desenvólvense capacidades para o traballo en equip o; a xestió n de conflitos; a planificación de estratexias p ara o cambio comunita rio ou a obtención de apoio social. Na potenciación comunitaria factores co mo o optimismo, o compromiso moral e os reforzamentos como os compoñentes que poden exercer unha función motivadora, tr ansfórmanse nun referente práctico para a intervención. En suma, a potenciación é un proceso complexo, onde a participación e o sentido de comunidade xogan un papel destacado. Como podemos ver, o sentido de comunidade é un catalizador da participación comunitaria e ao tempo un elemento de responsabilidade cívica e tamén o punto de partida para que unha provocación externa inicie un pro ceso de participación (Maya, 2004). Para que se dea esta mobilización é pr ecis a a existencia de certo sentido de implicación co entorno. Ao tempo, a participación vese facilitada pola existencia de orga nizacións comunitarias e polo sentimen to de pertenza que se xera no proceso. Capital social Neste punto, e de cara a continuar profundando nesta temática, imos aproximarnos de forma breve ao co ncepto de capital social, xa que representa unha cuestión de prime ira orde no marco da dinamización comunitaria. Segundo Fukuyama (1999), defínese como a norma que fai que exista cooperación entre dúas partes e pódese resumir en que non só é importante o que cada persoa sabe e o que ten, senón a quen coñece. No estudo do capital social atopám onos con diferentes dimensións: a individual, a grupal (referida ás re lacións) e a comunitaria. O enfoque estrutural do capital social pon én fase na dimensión individual e no IVÁN GARCÍA GAR CÍA 80 fornecemento de redes (Esparcia et al., 2016). Dous representantes destacados deste enfoque son Bourdi eu e Coleman. Para Bourdieu o capital social é un elemento que axuda a manter as diferencias entre as clases e grupos sociais. Sustenta a concepción do capital social en dous elementos principais: as relación s sociais que p ermiten vincular aos individuos entre si, e os recursos e vantaxes ás que acceden os individuos grazas á construción intenc ionada d esas relacións (López et al., 2007, p.1063; Bourdieu, 1980). Nest a liña Bourdieu defende que a pertenza ao grupo é un factor esenci al na creación e preservación do capital social. As relacións expr esan a pertenza a un grupo no que o nivel de institu cionalización garan te o mantemento deses vínculo s sociais. Estas relacións danse nas familias, nos clans ou nos partidos políticos por exemplo. Por outra parte, Ramírez (2005, p.21) expón que para Coleman o capital social constitú e un instrumento teó rico que permite integrar nun me smo modelo e nivel micr o (o individual), e o nivel macro (a estrutura); este mes mo autor entende o capital social como “o conxunto de elementos que artellan unha estrutura, na que os individuos que se atopan dentro da mesma, poden cumprir as súas metas”. Desta man eira combina o nivel macro e micro á hora de explicar fenómenos sociais. Sendo as í, o capital social mostraría dúas características important es: a estrutur a social na que se atopa acollido o individuo, e o potencial desa estrut ura como ferramenta para facilitar as accións dos individuos. Dentro do capital social a dimensión comunitaria é un dos seus obxectos de estudo. Esta fai referencia aos procesos de democratización e aos bens comunitarios ou públicos. Para Durston a “dimensión clásica de comunidade abarca as pectos de actividade coordinada con certo propósito en común, autogoberno, supere strutura cultural e sentido da identidade “ (2000, p.21), que vai máis alá do establecemento de redes. Este autor fundamenta a diferencia dun capital comunitario fronte a un capital individual. Nest e senso ind ica que o modelo de capital social ten unha dimensión grupal, coñecida como capital soci al comunitario e que “fai referen cia ás normas, institucións e organizac ións que promoven a confianza, a axuda recí proca e a cooperación” (Durston, 2000, p.7). Mentres que o cap ital social individual “fai referencia ás Bases teóricas sobre participación social e asociacionismo 81 relacións e ás normas de reciprocid ad e e solidariedade para a obtención de recursos en momento s de necesidade” (Durston, 2000, p.21). Outro dos autores que traballou este concepto é Putnam. Para el o capital social comunitario está constituído por tres elemento s principais: a confianza, as normas de reciprocidade e as redes de compromiso público (Ramírez, 2005, p.30). Para Putnam, esta confianza vai estar sus tentada nas redes de compromiso cívico e nas normas de reciprocidade (Putnam, 2011, p.243). Este au tor basea a súa teoría no principio de que “a par ticipación en asociacións voluntarias fornece as redes de compromiso cívico e, á súa vez, o fornecemen to destas redes terá efecto positivo ao incrementar a confianza social”, cuestión que beneficiará a cooperaci ón para o beneficio mutuo (Putnam 2011, p.246). É por iso que unha sociedad e cunha boa rese rva de capital social acada con máis fac ilidade o benestar da co munidade e, polo tanto, logra un dos obxectivos máis vali osos do desenvolvemento humano que é compartir normas e va lores asociados a dita s relacións sociais. Por iso, nesta investigación sobre o asoc iacionismo, achegarno s á temática do capital social re sulta fundamental. Participación Á hora de falar de participación debemos acudir a au tores como Hummel (1999, p.267) que manifesta que “educación e participación son os piares do xogo democrático capaces de dar independencia ao s suxeitos: variable chave no exercici o da liberdade individual e valor supremo da nosa sociedade democrática”. Sendo así, cómpre deterse nos diferentes niveis da participación e a súa gradación. López-Cabanas e Chacón (1997, pp.127-161) propoñen a seguinte estrutura: - Exercicio individual de dereitos: o voto nos procesos electorais. - Apoio social informal: condutas de axuda espontánea dirixidas a membros próximos da comuni dade (familia, amigos/as, veciñanza…). IVÁN GARCÍA GAR CÍA 82 - Voluntariado: conduta de axuda planificada e no marco dun pr oxecto realizado a través de entidades de voluntari a do; supó n un compromiso e implicación ao longo do tempo. - Movementos sociais: i mplicación nunha mobilización cidadá para resolver de forma cole ctiva un determinado problema social. - Asociacionismo: formar parte dunha entidade-organización (política, veciñal, cultural, deportiva…) que agrupa diferentes persoas, temas ou fins comúns. Nesta liña, as asociacións repr esentan a máxima expresión da participación; e es ta acción partic ipativa plena esixe un e levado nivel de compromiso. Tamén os movement os sociais están outorgándolle aos cidadáns espazos de an álise e de decisión que fai décadas resultaban case que inaccesibles, recuperando unha parte do poder político real para a “sociedade civil”. Ao fin e ao cabo a participación é un mecanismo político de distribución de poder, responsabilidade e to ma de decisións. Os gobernos transformadores p recisan aos movementos sociais de empux e, innovando e abrindo camiños, constr uíndo conxuntamente. Pero ao tempo, estes gobernos tamén precisan aos movementos sociais detrás, vixiando o seu quefacer.. O novo discurso político pon en va lor a participación cidadá, o protagonismo da xente e a forma de relación entre as institucións políticas e a sociedade civil. Neste senso as persoas deben de estar no centro do debate sobre calquera opci ón de futuro. Precísanse persoas comprometidas, que se preocupen polo que é de todos/as e que se involucren na construción dun proxect o colectivo. Débese de recuperar a noción clásica de cidadanía. Este concepto de cidadanía permítenos concibir as persoas que falan e inte ractúan entre elas; persoas que en vez de centrarse nas súas amb ición s individuais dial ogan para crear proxectos en común. Polo tanto, se r cidadáns implica formar parte dunha comunidade e facela progresar a través do intercambio de ideas e do diálogo (Arnanz e Barba, 2015). A cidadanía, as persoas, teñen que poñerse no centro da vida e das decisión políticas, económicas e sociais para ach egarlle ética e valores á xestión común. Neste eido o papel da “democracia” é chave, pero ao Bases teóricas sobre participación social e asociacionismo 83 tempo resulta complexo porque as istimos a unha importante crise das democracias “modernas” que a maio ría da cidadanía non comprende (Olías de Lima, 2007). Os conceptos e argumentacións pr esentadas ata o momento, axúdanos a entender a participación cidadá como un instrumento de impulso político e de control dos nosos re presentantes, que non pretende ser unha alternativa á democr acia representativa -ent endida como o sistema formal e legalmente constituíd o polo que os políticos electos representan os intereses dos seus el ectores-, senón resituar as cousas, devolvendo á cidadanía a voz e aos políticos a súa condición de servidores públicos, para admin istrar o que é de todos/a s. O certo é que actualmente a democracia representativ a é insuficiente para garantir a eficacia e eficiencia da xestión públ ica (Urbinati, 2017) . Por iso, resulta imprescindible que os/as cidadáns /ás tomen parte nos procesos deliberativos dunha nova xestión púb lica con maior participación da cidadanía. Ao tempo hai que ser consci entes de que definir isto é fácil, pero poñelo en práctica resulta complexo. Neste contexto xurde o concepto de democracia particip ativa, expresión redundante pero necesaria para reforzar a partic ipación nos sistemas democráticos, denunciando que sen participación aberta, hai menos democracia (Parés, 2009). Autores como Subirats, Blan co e Gomá tratan esta temática con detalle. Non nos cabe dúbida que estas caracterizacións se enmarcan nunha crise sistémica máis ampla na que se aprecia que a vontade e lexitimidade política das democ rac ias liberais, entregad as a un neoliberalismo devorador , está posta en cuestión polos cidadáns. O “non nos representan” que se articula fronte ás grandes institu cións estatais e supraestata is, distantes e impersoais, alleas ao común dos cidadáns, podería traducirse nun “represéntannos mal” das ins titución locais e supralocais. Cris e de repres entatividade que, ademais e ao noso modo de ver , está agravada por unhas estruturas político- administrativas demasiado encorsetad as e ríxidas, onde a burocracia, mal entendida e mal usada, se conve rte noutro obstáculo á participación nas súas diversas realidades. IVÁN GARCÍA GAR CÍA 84 Ao fío do anterior, outra cuestión qu e debemos tratar fai r eferencia ao cambio de papel do Estado en relación ás necesid ades sociais da poboación. Pasou de intentar satisfacer esas n ecesidades a través do Estado do Benestar, no que o Estado ten a responsabilidade de facilitar un determinado grao de calidade de vida a todos os cidadáns mediante diferentes intervencións na econo mía de mercado e no ámb ito social; a intentar artellar as relacións e os medios para facelo desde o modelo de Estado Relacional (Conde e Bengoa, 2015) , no que trata de potenciar a súa capacidade de integración tanto de persoas como de recursos para acadar proxectos estratéxicos terr itoriais. Neste novo modelo, cómpre reforzar a cultura democrática, pot enciala e dinamizala, o q ue require dun cambio de mentalidade: hai qu e considerar o público como algo que nos afecta a todos/as e a cada un/unha de forma individual. Pero a reflexión sobre a cidadanía e a democracia non debe referirse só á política, senón a todos os ámbitos da vida colectiva e dos servizos públicos. Parello ao concepto de Es tado Relacional xur de o termo de gobernanza (Aguilar, 2007) coa idea de designar a eficacia, calidade e boa orientación da intervención do Estado e das administracións públicas, que proporciona unha certa lexitimid ade e que ás veces se define como unha nova forma de gobernar. Polo tanto, á vista do exposto, preséntase complicado construír a comunidade se as persoas non teñe n un proxecto de vida autónomo e definido, con perspectiva colectiva. As persoa s deben ter “vocación comunitaria”, é dicir, ferrament as para construír xuntos/as a comunidade, compromiso por un proxecto compartido na busca dunha maior e mellor calidade de vida na experiencia cotiá de todos/as, que vaia gañando terreo desde a pequena comunidade ata instancias de maior envergadura e dimensións. A situación da participación na sociedade actual é un problema complexo, tanto no referido á cantida de de persoas comprometidas como á calidade e estabilidade dese compromiso participativo. De cantidade, porque participan poucos /as; principalmente uns poucos en todo e uns moitos/as en nada; e de calidade, porque pa rticípase pouco e de forma bastante selectiva. Bases teóricas sobre participación social e asociacionismo 85 Para rematar este apartado consid eramos que é preciso aludir aos novos movementos cidadás, que teñe n un papel destacado de cara a interconectar coas institucións, polas iniciativas e valores que aportan, e pola súa relevancia como moto r de cambio. Son unha canle de expresión do descontento da cidada nía ante a distancia coa política institucional, son portadores de elementos propositivos e de rexeneración democ rática; resultan tamén d e interese pola incapacidade das institucións que configuran o sistema de mocrático actual para modificalo substancialmente (Arnanz e Barba, 2015). Estes movementos cidadás están aporta ndo moitos valores e desenvolvendo funcións importantes como: ro mper co bloqueo psicolóxico e ideolóxico, achegar algo novo, a ausencia de medo e dos condicionantes do poder, conectar coa realidade, representar á cidadanía, canalizar a participación, transversalidade e capacidade para integrar a diversidade, outras pr ácticas, métodos e iniciativas, a interconexión entre mov ementos cidadá s, partidos e institucións, facer efectivos os cambios que demanda a so ciedade, criticar aos p artidos e demandar unha mellor cone xión coa cidadanía etc. En resumo, a participación é o exer cicio da democracia e apórtalle a esta un contido social, ao temp o que a lexitima. Contribúe ao desenvolvemento da solidariedade e da responsabilidade colectiva, potenciando o desenvolvemento de id eas e o pluralismo, e axuda a ter un maior coñecemento da realidade e a marcar o camiño para unh a mellor transformación. Tamén favorece a educación social e cívica d a cidadanía e o desenvolvemento do de nominado terceiro sector, formado polas organizacións so ciais. 2.1.1. Dimensións da participación social A participación, como capacidade inherente ao ser humano, implica diferentes procesos de carácter ax iolóxico, pedagóxico e práctico que, ao tempo, definen as dimensións propias da participación: ética, pedagóxica e praxe social. Vargas e Gradaílle (2008, p.185) argumentan que “a participación constitúe unha capacidade humana que afecta ás condutas que o suxeito IVÁN GARCÍA GAR CÍA 92 Tendo presente a súa complexidade, “o desafío da participación reside en devolverlles o protagonismo ás persoas, un protagonismo que só pode ser real nas comunidades pequen as, no barrio, no grupo” (Vargas e Andrade, 2008, p.183). Así, “ao longo do último século, co desenvolvemento da planificación dos servizos públicos... as decisións poucas e grandes dos xestores viñeron substitu ír ás moitas e pequenas dos usuarios” Heras (2002, p.21), xerando procesos de illamento, autosuficiencia e apatía social qu e ata o presente desarticularon sistemas tradicionais de particip ación e convivencia. Esta situación, pódese superar a nivel local, desen volvendo procesos participativos desde o ámbito da comunidade. Vargas e Andrade (2008, p.185) refl exionan sobre a finalidade do concepto que analizamos conclu índo que a participación “ten como fin último o coidado da vida, a procura de bases culturais para a convivencia e, nunha liña máis indivi dual, a dotación dun sentido vital, que permita sentir ao suxeito que forma parte dunha identidade grupal e colectiva”. Baixo estas premisas a participación no ámbito local debe buscar que os asuntos xerais da cida danía funcionen mellor e de acordo cos intereses e necesidades de todas as persoas, e non só dunha minoría que condiciona a toda a comunidade. Nesta liña, David Mathews (1999) comenta que a participación da cidadanía na vida da co munidade non é só un medi o para acadar o apoio a causas e proxectos, xa que é un fin en si mesma. As comunidades son máis fortes cando contan cunha ci dadanía sólida e comprometida. A tradición da organización comunita ria atopa na participación unha estratexia fundamental para o labor vertebrador da comunidade. Isto lévanos a falar do desenvolvemento lo cal como un proceso de mellora das condicións de vida dun territori o concreto, asumido e protagonizado pola poboación local. A nivel local podemos apreciar que son poucas as persoas comprometidas coa par ticipación cotiá, mentres que son máis as que participan esporadicame nte; dá a sensación de que sempre están as mesmas persoas nas diferentes situ acións e iniciativas. Neste nivel tamén constatamos que non é tan co mún participar espontaneamente, xa que non se sente esa necesidade po r que percibimos ter cubertas todas Bases teóricas sobre participación social e asociacionismo 93 as necesidades; mergulláronnos nunha cultura da satisfacción, consumista, conformista e superfic ial, na que se bota en falta a educación para a participación, a falta de recoñecemento ás diferentes iniciativas e a falta de impulso po r parte das administr acións entre outros motivos. Neste senso, para que as administración s públicas poidan desenvolver o seu papel de pr omotoras da participación cidadá a nivel local, Teñen que comezar por facer un esforzo de reestruturación interna, avanzando cara a modelos organiza tivos de carácter horizontal e descentralizado, que faciliten novas formas de traballar e un funcionamento dinámico e de colaboración cos axentes sociais presentes no territorio (Caballo, 2008, p.199). Seguindo coa análise da participación social no ámbito local, temos que ser quen de visibilizar que os problemas globais esixen unha comprensión holística desde os luga res da cidadanía e de acción local organizada. A cidadanía de hoxe en día debe cons truírse na interacción do global e o local, xerando contexto s próximos, espazos públicos de participación, desde os que trab allar conxuntamente (Mayer, 2002, pp. 83-104). Isto vennos a dicir que ao mesmo tempo pertencemos a un mundo global, interconexionado e interdependente, no que debemos compartir dereitos, deberes e re sponsabilidades; tamén temos unha pertenza local, unha identidade qu e se dá nas comunidades de proximidade nas que vivimos, que so n o noso referente inmediato. Este achegamento facilita o intercambio de puntos de vista e de contacto e permite un maior coñecemento de temas colectivos o que aporta un maior compromiso e corre sponsabilidade comunita ria. Así que, aínda que por unha parte, a pr oximidade sexa o noso espazo preferente d e participación real, efectiva e de aprendizaxe, polo outro hai moitas decisións que afectan á vida cotiá que se producen lonxe da nosa comunidade e sen ningún control po r parte desta. En definitiva, O exercicio da democracia, da cidadanía, da compaxinación do global co local e da convivencia natural entre diferentes identidades, esixe construír un futuro diferente sobr e novas bases que dean resposta ao cambio de época que estamos vivindo (Arnanz e Barba, 2015,p. 94) IVÁN GARCÍA GAR CÍA 94 Cómpre sinalar que existen diferentes organizacións in ternac ionais que tratan o tema da participación no ám bito local. Neste senso, o Consello de Europa, preocupado pola calidade da democracia, impu lsa á súa vez a participación cidadá, recolléndoa na Recomendación número 18, de 6 de novembro de 1981, do Comité de Ministros dos Estados Membros, relativa á participación no nivel municipal nos seguintes termos: - Fomentaranse políticas de promoción da participación na vida pública local. - Invitarase ás administración s lo cais a adoptar medidas como: - Intensificar os intercambi os de información e comunicación a nivel local entre os/as cidadáns/ás e os seus representantes elixidos a fin de mellorar as posib ilidades ofrecidas para exercer a súa influencia. - Mellorar as posibilidades de participación dos/as cidadáns/ás en xeral, e en particular dos que por razóns diversas experimentan dificultades en participar na xestión dos asuntos municipais, e desenvolver as súas capacidades políticas. - Aumentar a influencia dos cidadáns/ás na planificación municipal, dándolle a posibilidade de intervir nas diferentes etapas dos procesos de decisión. - Reforzar a influencia do cida dán/á sobre o medio de vida, facilitando as condicións de traballo das organizacións voluntarias, promovendo a creación a nivel de barrio de diferentes tipos de órganos, elixidos e com postos que estarían formados por membros dotados de funcións c onsultivas e de xestión; creando oficinas administrativas de servizos locais. - Establecer o marco xurídico, cando non exista, permitindo ás administracións públicas locais adoptar estas medidas. Así mesmo, resultan interesa ntes as conclusións do Seminario sobre a participación dos cidadáns no rena cemento da cidade e a acción dos poderes locais , organizado polo Consello de Europa en decembro de 1981. Entre as ideas básicas destacan: - Constatar o dereito que teñen todos os cidadáns a ser consultado s antes de adoptar decisións que poidan afectar ao desenvolvemento da vida sociocultural da súa cidade. Bases teóricas sobre participación social e asociacionismo 95 - A consulta e a participación deben estenderse a todos os sectores da vida municipal. - Hai que investigar aquelas moda lidades que permiten evolucionar dunha democracia representativa a unha democracia máis participativa. - Redefinir o papel dos/as funcionari os/as e animadores/as municipais coa finalidade de que a participación sexa efectiva en todos os aspectos mediante unha descentralización adecuada en materia de planificación urbana e de representación dos veciños/as nos distintos barrios e distritos municipais. Tamén a Carta Europea de Autonomía Local aprobada o 15 de outubro de 1985 en Estrasburgo, é unha d eclaración decidida a favor dos dereitos das colectivid ades locais. Este documento céntras e en tres cuestións: - A participación dos/as cidadáns/ás na xestión dos asuntos público s como suprema expresión dos princi pios democráticos da Europa Comunitaria. - A necesidade de interrelacionar o poder local e o concepto de colectividade. - Os requisitos económicos, estruturais e organizativos que garantan a autonomía real dos poderes locais. No preámbulo da devandita Carta recóllese que o der eito dos/as cidadáns/ás a participar na xestión dos asuntos públicos forma par te dos pr incipios democráticos comúns a todos os Estados membros do Consello de Europa. Defende que é no n ivel local onde este dereito pode ser exercido con maiores garantía s; tamén que a ex istencia d e colectividad es locais investid as de responsabilid ades efectivas fai p osible unha administración que combine a eficacia coa proximidade ao cidadán/á. Xunto a isto, o propio Consello de Europa edita no ano 2000 un interesante manual titu lado: A participación dos cidadáns na vida pública local , onde quedan plasmadas todas as súas r ecomendacións e directrices acerca desta temática. Tamén a política de participación da Unión Europea na Decisión do Consello do 26 de xaneiro de 2004, establece un programa de acción comunitaria para a promoción da cidadanía europea activa IVÁN GARCÍA GAR CÍA 96 (participación cidadá) (CE, 2004, p.100). Entre os seus obxectivos atópase o de estimular as inic iati vas de entidades que contribúan a promover unha cidadanía activa e participativa (artigo 1.1.e) Á vista do exposto, case que 40 anos despois, moitos destes procesos seguen estando pendentes. Se ben é certo que, como indicamos anteriormente, desenvolvérons e diferentes acción s para dar cumprimento a estas rec omendacións, falta aínda moito por avanzar. Pecharemos este apartado poñendo en valor algúns elementos destacados vinculados á participació n no contexto local. O p rimeiro, fai referencia aos viveiros de participac ión, que teñen na familia, na escola e na sociedade en xeral, pero ta mén nas asociacións, institucións e programas en particular, os seus compoñentes esenciais. Un segundo aspecto ten que ver coas canles de participa ción, que no ámbito local atópanse representadas polos gobernos, os concellos, os sistemas de comunicación, as formas individuais e colectivas de participac ión entre outras; e finalmen te as canles de participación social, entre elas, votar nos procesos electorais, procesos de apoio soci al informa l a memb ros próximos da comunidade (familia, a mizades, veciñanza...), realizar voluntariado, implicarse en moveme ntos sociais, pertencer a unha asociación, formar parte dun partido político ou dun sindicato que desde o local acadan unha grande vi sibilidade pola idoneidade e potencialidade que lle ap orta este ámbito de proximid ade ao fenómeno da participación social. Deixamos patente que “son nos contex tos locais onde as persoas deixan de ser individuos anónimos para transformarse en cidadáns que participan” (Vargas e Andrade, 2008, p.184). Polo tanto, é nas comunidades pequenas onde mellor se pode participar e tomar decisións colexiadas, onde o prota gonismo real pode ser da veciñanza que vive o día a día, onde se xera n procesos de transformación natural e sociocultural e novos modelos de convivencia que melloran a calidade de vida. Ao fío destas cu estións Alguacil pon de relevo que A cidadanía non será plena se os cidadáns non teñen a oportunidade de participar activamente na consecuci ón da satisfacción das súa s necesidades e este proceso iníci ase e proxéctase desde a esfera do mundo da vida cotiá. (2006 , p.15) Bases teóricas sobre participación social e asociacionismo 97 2.1.3. Condicionantes para a participación social efectiva De cara a achegarnos aos condicion antes da participación social efectiva debemos dar resposta a dúas preguntas fundamentais: por que participar e o para que da participación. Con respec to ao por que, entendemos que a participación é un valor en si mesma e constitú e un obxectivo substancial da educación cí vica da cidadanía. Tamén é unha responsabilidade cidadá, xa que é a base de moitos Dereitos Humanos fundamentais. O para que da partic ipación reforza a re sposta anterior, xa que a participación é o exercicio da democracia, desenvolve a solidariedade, o labor colectivo, aché ganos á realidade, contribúe á educación social-cívica da cidad anía e favorece as organizacións sociais. Para o Equipo Claves para a Educación Popular (1991, p.144) a participación enténdese como un pro ceso e para que este sexa efectivo é preciso que exis tan tres requisitos primordia is: - Querer participar: en primeiro lugar requírese a predisposición das persoas; o desexo de participar está relacionado coa motivación froito dos valores persoais do individuo e sociais dunha comunidade. - Saber participar: en segundo lugar é preciso que as persoas saiban participar, é dicir, que dispoñan da formación e da información necesaria. - Poder participar: e en terceiro luga r, as persoas deben poder participar, para o que é preciso que se organicen colectivamente e manifesten colexiadamente as súas opinións, esixindo canles e mo dos de participar nos asuntos públicos de interese xeral. Para que un proceso participativo teña éxito debe contemplar unha necesaria transferencia de habilidad es, de form a que as persoas e os grupos se desenvolvan en plena auto nomía. Neste senso, a participación é unha oportunidade, polo que cómpre entender que hai diferentes maneiras de participar, clarif icando expectativas, avaliando a participación real e apostando máis polos procesos que polos produtos. Neste senso, Morán (2008, p.190) lémbranos que “a acción participativa plena esixe un alto ni vel de compromiso dos suxeitos nos labores de planificación, xestión e avaliación”. Igualmente indícanos IVÁN GARCÍA GAR CÍA 98 que debemos ter presente a existe ncia dunha ampla variedade de condicionantes contextuais da acci ón participativa, entre os que sobresaen as liberdades públicas que fan referencia á fo rma de exercer e respectar estas liberda des na vida cotiá; o c onsenso como obxectivo que pasa a xerar un compromiso co mún; a participación como un proceso continuo e global, facendo refe rencia á necesidade de promover procesos participativos integrados nunha dinámica global, continua e ascendente; o reforzo e creación de organizacións sociais, apoiando as asociacións existentes e promove ndo novas entidades; a p roximidade social entre os seus membros; a in formación, que sexa fluída e en sentido horizontal, ascendente e de scendente entre as diversas estruturas sociais; o liderado responsable e equilibrado; o calendario e horarios, que requiren unha planific ación tempo ral axeitada tanto ás características do pro ceso como á dispoñibilid ade horaria dos participantes. Complementariamente, Antonio More no e Fernando de la Riva (2015a) do Colectivo de Educación para a Participación, CRAC, achégannos algunhas chaves a ter en conta para unha participación social efectiva: Bases teóricas sobre participación social e asociacionismo 99 Cadro nº8 Chaves para unha participación social efectiva Escoitar , non hai participación posible sen escoita; en todos os sentidos e en todas as direccións. Entender o gob erno do públic o desde a defens a do ben común . No n hai participación social sen tecer complicidades, sen establecer e reforzar conexións cidadáns. Predicar co exemplo : non vale pedir cooperación á cidadanía cando a administración funciona de forma compartimentada e descoordinada. Estimular a participación ; que as persoas tomen conciencia das súas necesidades, da súa responsabilidade cívica. É preciso desenvolver accións de sensibilización, pois a motivación para a participación é a chave. Promover diálogos-comunicación ; precísase construír unha cultura de participación cívica que non existe. Crear unha relación cotiá entre a sociedade civil organizada e os diferentes axentes sociais. Fornecer o exist ente e incent ivar a súa transformación; é dicir, existen entidades con anos de traxectoria e con experiencias positivas e negativas que hai que apoiar na súa transformación car a os tempos actuais. Favorecer a participación para que a xente se organice pola súa conta e coas súas propias formas. Poñer en valor todos os modos de participación que xurdan ; funcionar en rede de cara a integrar as diferentes aportacións da cidadanía aos diversos proxectos do noso entorno. Potenciar as conexións, relacións, redes comunitarias etc. Establecer con c laridade os disti ntos n iveis de participación ; resulta imprescindible definir con precisión os niveis de participación en calquera proceso. Combinar estratexias e formas ; impulsar mecanismos e estruturas qu e teñan a capacidade de que a cidadanía os sinta como propios, que se perciba formando parte. Conxugar o presencial e o virtual ; buscar un equilibrio aproveitando as TICs e combinando con espazos pres enciais de relación, comunicación e diálogo directo. Experimentar, inno var, aprender ; na participación non existen manuais de instrución, senón a experimentación permanente en diferentes contexto s. Hai que espertar a creatividade e a coherencia ao servizo do ben común. Fixarse nas boas prácticas que poden servir de referencia, adaptándoas á realidade de cada contexto e orientando a acción. Dedicar tempo e constancia ; os procesos participativos requiren tempo, cunha aposta pro gres iva e sosti da na que a s perso as v an acadando maior protagonismo e estes procesos fanse máis sólidos, inclu sivos e intelixentes. Destinar m edios e recurso s ; é preciso dispoñer de recursos ma teriais e humanos para avanzar na procura dunha participación social efectiva. Font e: Síntese de elaboración propia a partir de Antonio Mo reno e Fernando de la Riva (2015a) 100 IVÁN GARC ÍA GAR CÍA Á hora de falar dos condicionantes e retos da participación social efectiva, debemos botar a vista at rás e apreciar como evolucionou o ciclo da participación cidadá que se inicia no ano 2011 co xurdimento do movemento 15M. Este proceso supuxo un punto de inflexión que fixo aflorar un tempo novo na vida so cial e política do Estado español. Perdeuse o medo a pensar e a dicir e veuse que era posible cambiar as cousas. As concentracións e acampadas na Porta do Sol de Madrid, tiveron efecto chamad a noutras cidade s españolas e encheron as prazas de persoas que reivindicaban cambio s na Lei Electoral, a garantía do cumprimento da Constitución, unha re forma fiscal favor able para as rendas máis baixas, a condena da co rrupción... entre outr os aspectos. O importante é que deste viveiro fo ron nacendo pequenas iniciativas a todos os niveis: solidar ias, colaborativas, com unitarias, espazos de emprendemento social etc. Tamén xu rdiron accións de transversalidade social defendendo os servizos públic os, mobilizando traballadores/as da sanidade, da educación ou mesmo pensionistas. O máis importante destes novos movementos sociais é qu e compartían unha serie de sinais de identidade: novos métodos de cons trución dos proxectos colectivos, a cooperación, o diálogo, a participac ión, a horizontalidade e o respecto á diversidade entre outras (Monge, 2017). Deste descontento cidadá, no mo vemento 15M xurdiron varias iniciativas p olíticas e sociais que pr etendían dar resposta aos programas políticos das persoas indignadas. Como produto do 15M, en 2014 veu a luz Unidas Podemos, obtendo catro deputados nas elección s europeas; e contando cun longo percorrido ata a actualidade, que forma parte do goberno. Pero non foi o único parti do que naceu deste movemento; outros foron por exemplo, Pa rtido X e Recortes Cero. Desta realidade tamén xurdiron diferentes mareas co mo a Marea Branca, en defensa da Sanidade P ública, e a Verde, en defensa d a Educación Pública, a Marea Violeta (igualdade), a Vermella (emprego de calidade), a Laranxa (servizos sociais), entre outr as (Mir, 2021). O caso é que 10 anos despois aínda seguen defendendo as súas consignas e a mellora das condicións laborais en cada un dos sectores. Como conclusión deste apartado, pens emos na participación como a intervención activa e or ganizada da sociedade civil e da cidadanía en Bases teóricas sobre participación social e asociacionismo 101 xeral en todas as facetas da vida comunitaria que se desenvolve en calquera ámbito e espazo xeográf ico; pero tamén pensemos na participación como un proceso de aprendizaxe de dúas vías: entre os cidadáns e entre a cidadanía e as in stitucións do sector público elix idas democraticamente, en busca do en tendemento común. O certo é que hoxe en día, e cada vez máis, asócia se a participación con liberdade e calidade democrática, por iso as institucións pú blicas dunha ou doutra forma tiveron que crear espazos p ara que este fenómeno se abrira camiño. Polo tanto, a participación cidadá é un indicador de modernidade e bene star colectivo. 2.1.4. Educar para a participación Desde que o ser humano nace, toda a súa vida transcorre en grupos nos que se vai socializando e ed ucando dunha maneira determinada (Orduna, 2000). Como en calquera das facetas da vida, para participar, ademais de querer facelo, hai que sabe r participar. É d icir, saber para que, como, en que e de que formas. Ne ste senso, a par ticipación precisa unha formación, require educarnos , dotarnos dos coñecementos e habilidades necesarias para actuar colectivamente. A educación para a participación é un proceso de a prendizaxe dos coñecementos, competencias, hab ilidades e valores necesarios para conseguir traducir as ideas en acción de forma autónoma, así como a incorporación de capacidades para organizar e organizarse de forma colectiva. (Moreno, 2016, p.8). Esta educación para a participac ión pode facerse desde diversos ámbitos educativos: o regulado, como a escola, coas súas materias transversais; o non regulado, como os grupos de tempo libre, na intervención socioeducativa que se de senvolve en diversos ámbitos; en espazos cotiás como a familia ou en experien ci as autoxestionadas, dunha forma menos visible pero ig ualmente efectiva, aínda que non sexa formación nun sentido estrito. Se partimos de que o obxectivo final da participación é mellorar a calidade de vida das persoas, sendo conscientes do importante papel da IVÁN GARCÍA GAR CÍA 108 ao coñecemento, senón en saber xestionalo para obter respostas útiles (Amar, 2008). Polo tanto, a educación para a pa r ticipación c onta con dous retos fundamentais: - Aprender a traballar con outras pe rsoas desde unha cultura de cooperación, apoio mu tuo e o compartir. - Aprender a recoñecer e xestionar as nosas emocións, desenvolvendo unha intelixencia emocional entendida como a xestión positiv a das emocións a favo r dos procesos participativos. En definitiva, a particip ación supón a posta en valor da intelixencia colectiva porque participar é ap ortar algo, unha idea, unha opinión, recursos, esforzo, tempo, etc., que nos pode levar a implicarnos, é dicir, a aportar algo dun mesmo/a, comprometéndose. Por iso, a educación para a participación, a educación cívi ca, hai que facela de sde a casa, na familia, na escola -desde edu cación infantil ata a universidade-, formando persoas autóno mas; e nas organizacións nos que cada persoa se integra, como esp azos de ed ucación en valores comunitarios e cívicos. Con todo o tratado, queda patente que a participación é un ámbito educable e un instrumento para acadar metas dese xadas que ten como elementos esenciais a implicación, a comunicación, a responsabilidade, o compromiso e a ética. 2.2. O ASOCIACIONISMO: ELEMENTOS DEFINITORIOS Neste apartado achegarémonos ao co ncepto de asociacionismo e aos elementos que o conforman. Ta mén coñeceremos o seu marco normativo e lexislación, así como as diferentes tipoloxías asociativas. O papel do asociacionismo no medi o rural será outro do s temas tratados. Finalmen te reali zaremos un percorrido histórico a través do movemento asociativo galego e desc ubriremos as súas principais características, desafíos e barreiras. Bases teóricas sobre participación social e asociacionismo 109 2.2.1. O asociacionismo como forma de participación social Cando falamos de asociacións, referí monos á condición de cidadanía organizada. Pero non de calquera ma neira, senón desde onde e para que, iso é o que lle dá sentido á asocia ción. O labor das asociacións foi e é fundamental, porque acompañan a mil leiros de persoas nos seus procesos persoais. Existen moitas asociac ións compro metidas coa transformación do seu entorno e da súa comunidade, nest a dirección atopa mos as ociacións pequenas que desenvolven un gran labor e que compren unha función social impre scindible. En xeral, as asociacións contan cunha enorme potencialidade para a transformación socioeducativa e cultural do seu contorno, e ao tempo son recursos imprescindibles de organización social e de práctica democrática. Non é posible entender o asociacionism o sen participación, ao igual que non é posible participar de form a efectiva sen estar vinculado socialmente, é dicir, sen estar asoc iado/a , é preciso compartir certos intereses. P olo tanto, entendemos o asociacionismo como unha forma de participación que implica a in stitucionalización e a organización formal e democrática dun colectivo que se asocia libremente para responder, de maneira estable e medi ante unha acción colectiva, a unha necesidade. Por iso, o asociacionis mo implica un compromiso maior que o dos grupos que se constitúen para desenvolver un proxecto puntual; as asociacións requiren unha estabilidade no traballo, un sistema democrático: asemblea de soci os/as, elección de representantes, estatutos, etc.; unh a formulac ión de dereitos e deberes; responsabilidades e tarefas dos membros. María Jesús Funes (2001) define as as ociacións a partir de cinco características: - Ser un grupo artificial de persoas que comp arte e defend e intereses comúns. - Ter un ha especificidad e temática, esp acial ou temporal. - Manterse no tempo e estar minimamente organizado. - O voluntariado é unha figura central. - Non considerar como obxectivo o beneficio económico ou o reparto de beneficios. IVÁN GARCÍA GAR CÍA 110 Polo tanto, unha asociación é unha agrupación de persoas que desenvolven unha actividade colectiva de forma estable, democrática e sen fins de lucro. A diferencia doutra s formas de organizarse e actuar, a asociación goza de personalidade xurídica, o que a fai capaz de adquirir dereitos e c ontraer obrigas. Desde unha perspectiva na que se subliña o compoñente político e de cambio social, Morales define as asociacións como Grupos formalmente organizados de cidadáns que perseguen bens colectivos e que teñen como principal obxectivo influenciar nos procesos de adopcións de decisións políticas, xa sexa mediante a súa intervención na selección de persoal gobernamental ou nas súas actividades, a introdución de temas na axenda política ou a transformación dos valores e preferencias que guían a adopción de decisións políticas. (2006, p.30) O asociacionismo e a pa rticipación so cial dos cid adáns nas sociedades modernas son unha peza chave para comprender a vitalidade e o desenvolvemento social, político e incluso económico dun territorio. Igualmente hai que ter en conta a relación que hai entre o número e fortaleza das asociaci óns coa saúde democrát ica dun país. Putnam (1993) considera que as asociacións supoñen o indicador fundamental, xunto á confianza interpersoal, do que se veu en chamar capital social, termo que tratamos anteriormente. As asociacións como tal pertencen ao denominado terceiro sector, un concepto complexo que acolle todo o que non se identifica co primeiro sector - o Estado e as administracións- e o se gundo sector, o mercado. Este terceiro sector atópase nun marco diverso en relación á súa organización e funcionamento, e en canto a orientacións ideolóxicas e políticas. Neste senso, o terceiro sector sería o campo social do altruísmo, da doazón voluntaria e libre; o espazo propio da sociedade civil e onde se cultiva o capital soci al que dá fortaleza a unha sociedade. As asociacións, en xeral, nunha soci edade crecentemente individualista, Bases teóricas sobre participación social e asociacionismo 111 xeran espazos para a reinvención du nha experiencia de comunidade e para a confianza, para establecer un vínculo entre o que su cede no marco asociativo e o seu entorno ou na sociedade máis ampla. Por iso, a participación acada a súa má xima expresión na implicació n asociativa. É a forma máis rica de participación, porque son verdadeiras escolas de vida. Desde as asociacións estase a tr aballar na busca dunha participación transformadora, na procura dun ha cidadanía má is activa e comprometida co cambio de socied ade e de forma de vida e de convivencia. Esta participación tr ansformadora podémola visibilizar desde diferentes dimensións: pode ser transformadora mudando a forma de facer a asociación, tanto nos seus procesos, como nos medios e recursos para a acción. Tamén trans formadora das persoas que participan na entidade, tanto en ór ganos directivos, como asociados ou como participantes das activ idad es. Transformadora do obxecto sobre o que se actúa, é dicir, tanto nos pr opios obxectivos da entidade, como sobre as persoas ou colectivos. E por último, transformadora do contorno ou contexto no que se actúa, unha com unidade, un territorio, etc. (Zubero, 2013, p.24). Continuando con este percorrido de análise, as teorías das Ciencias Políticas e da Socioloxía analizaron e interpretaron o asociacionismo e a participación social desde múlt iples perspectivas. No ámbito do pensamento social e humano, ten un papel fundamental no estudo da acción colectiva entendida como “toda acción conxunta que persegue uns intereses comúns e que para conseguilos desenvolve unhas prácticas de mobilización concreta s” (Funes e Monferrer, 2003, p.23). No marco da literatura académica existen diferentes aproximacións teóricas desde as que abordar o es tudo do asociacionismo e da acción colectiva. Unha primeira aproxi mación podémola atopar no enfoque de redes, que ofrece unha perspectiva es trutural facilitadora da análise do tecido social á hora de analizar os vínculos que se es tablecen entre os actores: “a teoría de redes céntrase na estrutu ra social, no armazón de vínculos que liga aos me mbros individuais e col ectivos da sociedade” (Ritzer, 1993, p.562). Nesta liña, autores como Requena poñen o acento na importancia das redes sociais como elementos vertebradores da 112 IVÁN GARC ÍA GAR CÍA sociedade civil, caracterizando a so ciedade civil como unha “estrutura reticular” (2008, p.20). Unha segunda aproximación analítica ao asociacionismo e á acción colectiva atopámola no estudo do capita l social, cuestión presentada no apartado dedicado á participaci ón social no ám bito loca l. Nas últimas décadas do século XX, asistimo s a unha explosión asociativa no Estado español. Esta situación de proliferación de asociacións e os camb ios asociados que foron experimentando as modalidades de intervención e de afil iación, e as relacións das entidades coa administración e coa sociedade, marcan un momento histórico no sector. Este incremento e a heteroxeneidade das asociacións, as í como das moitas e diversas funcións que desenvolven, foron amplamente documentadas en todos e cada un dos es tudos realizados por autores do ámbito español como Ruiz Olabuenaga, 2000, 2006; Rodríguez Cabrero e outros, 2003; Pérez Díaz e López Novo, 2003; ou do ámbito internacional como Anheier e Kendall, 2003; Salomon, 2001, 2004; por citar algúns deles. Nun contexto de crise da participaci ón política, este impulso asociativo expresou unha busca de alternativas ao descontento e á apatía política. Así, a democracia participa tiva complementou ou profundou na democracia representativa e no s m ovementos e asoc iacións renaceu unha cidadanía política activa (Ariño, 2004). No auxe do asociacionismo, ponse de manifesto a crecente institucionalización deste sector complementario do Estado e do mercado. Ariño (2004), indica que o benestar ten unha composición cada vez máis plural, e que a cont ra-posición tradicional entre unha esfera pública e outra privada resulta insuficiente para expresar a complexidade das sociedades modernas, onde a maio r visibilid ade e crecente proliferación de organizacións non lucrativas mostran qu e existe un terceiro espazo definido po lo rexeitamento tanto da lóxica meramente merc antil (a ganancia e b eneficio) como da lóxica impersoal e burocrática. Bases teóricas sobre participación social e asociacionismo 113 En definitiva, o asociacionismo foi desde sempre unha ferramenta de cambio e progreso, pois rei vindica e conquista de dereitos e liberdades; tamén cuestións do día a día que melloran a calidade de vida. Hoxe segue sendo prioritario apostar polo asociacionismo de cara a unha mellor vertebración social; unha sociedade na que a participación cidadá estea viva é sen dúbida máis avanzada e democrática. 2.2.2. Elementos propios do asociacionismo Neste apartado ímonos achegar a dous elementos chave das asociacións. Trataremos, seguindo a Cortina (1993) o suxeito como interlocutor válido neste marco, e tamén nos achegare mos a el como “movemento social”. Na busca dun espazo reflexivo entr e os valores de liberdade e comunidade, Cortina (1993) ofrécenos na súa teoría da ética do discurso e a acción comunicativa unha adecuada interpretación do suxeito ao que define como “interlocutor válido” que debe ser tido “dialóxicamente en conta”. Esta caracterización da pers oa supón o estímulo á participación significativa xeral, non obstante, neste marco, os sistemas de representación considéranse opera tivos pero insuficientes. Reflexionando sobre as posibilid ades do asociacionismo, a mesma Adela Cortina indica que Para Habermas a función das asociacións dentro do macro contexto social, será a de formadoras de opinión que vitalizando o discurso sobre os asuntos públicos e educa ndo á s persoas para o exercicio da participación, estenden redes de articulación solidaria de intereses e poden influír e presionar, indirectamente, sobre as institucións políticas recoñecidas (1993, p.119). Polo tanto o suxeito, entendido como interlocutor válido, axustaríase ao tipo de cidadán polo que se avogaba na concepción de democracia alternativa pois cada persoa pode realizar unha participación significativa no seu medio, que é do que ten información e coñecemento para arte llar alternativas viables. IVÁN GARCÍA GAR CÍA 114 Tratando agora o suxeito como move mento social, Tounaire constrúe a súa argumentación arredor deste termo, outorgándolle á actividade asociativa: Calidades específicas para o impulso de prácticas políticas rexeneradoras e integradoras de capas cada vez máis extensas da sociedade, o que permitirá diminuír a radical separación das elites e das masas e limitar as t endencias de oligarquización da vida pública (1993, pp.29 9-324). O devandito autor fai fincapé na nova realidade asociativa xurdida ao redor dos valores dos novos moveme ntos sociais, subliñando que aportan elementos significativos do mundo da política, tales como a centralidade do fundamento moral e a incorporación de aspectos habitualmente considerados persoa is, ou do ámbito privado. Indica que achegan, tamén, un novo sentido do inte rnacionalismo, qu e vai máis alá dos vellos movementos sociais. Para concluír esta apartado cómpre indicar que tanto Habermas (1983) como Tounaire (1993) optan pol o protagonismo dos cidadáns expresándose a través de diversas fórmulas de acc ión colectiva; e tamén por propiciar procedementos que per mitan a estas asociacións ter unha maior capacidade de influencia no si stema. 2.2.3. Asociacionismo e identidade colectiva Desde unha perspectiva antropol óxica (Cucó, 2004), considerouse que as asociación s constitúense en marcos para o estab lecemento e extensión das redes so ciais tanto verticais (patrón /cliente), como horizontais (amizade, c ooperación, alianza, axud a mutua), en medios para a obtención de prestixio, influenc ia e liderado social por parte dos individuos e grupos, en definitiv a, en instrumentos para o exercicio e control do poder social e polític o no contexto da acción social. Pola súa parte, a posición sociolóxica afirma que, nas s ociedades modernas, as asociacións sati sfán unha tripla función: Bases teóricas sobre participación social e asociacionismo 115 - Distribúen o poder entre gr an parte dos cidadáns. - Satisfán as necesidades d o indi viduo ao axudarlle a comprender, a partir da experiencia dun pequeno grupo, os mecanismos democráticos, en lugar de c oñecelos desde un poder máis afastado e impersoal. - Constitúen un mecanismo de cambio social continuo que tende a definir e resolver os novos intereses e necesidades da poboación. (Meister, 1974) Polo tanto, as asociació ns, como ax entes por ex celencia da sociedade civil, revélanse tamén como unha ve rdadeira escola de cidadanía e como unha estrutura de mediación en tre os cidadáns e os centros de decisión do Estado. En liña co anterior, e de acordo c on Albert Rodrigo (2004), enténdese o concepto de asociación como un espazo común no que se dá un determinado tipo de relacións soci ais (de afinid ade), que permiten a expresión de sentimentos (de pertenza e de solidariedade) e unhas determinadas formas de acción, n as que poden observarse as distintas dimensións deste concepto en catr o tipos de relación como son: a sociabilidad e, a solidariedade, a identidade e a participación. As asociacións son espazos nos que os actores sociais cultivan a sociabilidad e, entendida como o gusto pola compañía e o trato con outras persoas. Nas asociacións es tab lécense relacións relativas á solidariedade, isto é, estados de axuda que poden ter diversas fontes como o parentesco, a amizade, o terr itorio, a condición humana etc. O concepto de solidariedade refírese neste contexto a un proceso no que os membros dunha sociedade teñen experiencia e conciencia de pertencer a ela, de compartir un ví nculo social (Ariño et al., 1999). As asociacións artellan, de maneira complexa, diversas formas de solidariedade con base nas relacións e intereses que unen aos seus membros, á vez que se constitú en en fonte de solidariedad e, cuestión que une aos seus asociados/as por enriba doutro tipo de filiacións. Configúranse, ademais, como ca nles de participación política e instancias de interlocución coas institucións públicas para a defensa dos IVÁN GARCÍA GAR CÍA 116 intereses e dereitos das persoas. Nest e senso, as asociacións convértense en escenario de estratexias orientadas á obtención de recursos das institucións públicas, á vez que en espazos de loita pola cap acidade de representación e de defi nición da identidade col ectiva. En efecto, non só constitúen espazos para a recreación da identidade -que os membros dos grupo (e os alleos a el) poden definir como relix iosa, étnica ou cultural-, senón que, en tanto que a identidade é un proceso de construción social, as asociacións xeran novos espazos desde os que se negocian e articulan os sentidos da s identidades (Gadea e Carrasquilla, 2009). Desde teorías construtivistas, a identidade ob edece a un proceso de construción, é un produto social e cultural; Anderson (1993), indica que é unha maneira de imaxinarnos, dependendo das circunstancias e dos contextos sociais e culturais. As id entidad es, en canto construcións discursivas e imaxinaria s, son produto da prác tica social. Os grupos e individuos interiorizan e intent an evidenciar un conxunto de características que lles permitan considerarse “iguais entre si” e “diferentes a outros”, deste xeito, un grupo humano non se diferencia dos demais porque teña unhas caracter ísticas culturais particulares, senón que adopta unhas característic as culturais singulares porque previamente optou por diferencia rse. Son os mecan ismos de diversificación os que provocan a busca duns sinais capaces de dar contido á esixencia de diferencia ción dun grupo humano. O carácter de construción social da identidade é especialmente evidente nas sociedades actuais, onde os proces os migratorios e a expansión do modo de vida urbano fixeron do mul ticulturalismo unha característica fundamental das interaccións cotiás; é por iso que a identidade moderna adscrita a un territorio e a unha cultu ra, xa non se sostén nun contexto de globalización. Se continuamos avanzando nesta liña, Bourdieu (2007), fálanos dos “habitus”, afirmando que actúan co mo principios xeradores e organizadores de prácticas e re presentacións e, neste senso, constitúense como un sistema de dispos ición para actuar, sentir e pensar dunha determinada maneir a, interiorizadas e incorporadas polos individuos no transcurso da historia. Os habitus non son regras para a acción, senón principios que guían as prácticas nas diferentes situacións Bases teóricas sobre participación social e asociacionismo 117 de interacción social. Neste carácter orientador do habitus, e do sentido práctico que proporciona, pódense consid erar as prácticas en termos de estratexias, en tanto que liñas de acción obxectivamente orientadas, qu e obedecen a regularidades e forman configuracións coherentes e socialmente intelixible s. (Gutierrez, 2002). 2.2.4. As asociacións como construtoras do benestar As transformacións actuais poñen de manifesto os límites que atopa o Estado para cumprir en solita rio o seu papel de creador de benestar. Neste marco entran en xogo cuesti óns moi complexas como poden ser o déficit económico ou a burocra tización, que condicionan este proceso; ao igual que o seu labor en temas de prime ira orde como son a pobreza, a marxinación, ou a exclusión, de entre moitos ou tros. Ao fío disto, a produción de benestar social tende a buscar novas fórmulas que teñan en conta aos actores da vida cotiá: asociació ns e familias. Progresivamente, nas sociedades avanzadas as asociacións van asumindo un rol má is significati vo como xeradoras de benestar. Durante o liberalismo moderno os dereitos das asociacións estaban máis limitados á esfera priv ada e, polo tanto, er an unha extensión dos dereitos por natureza individu ais, pero no tránsito cara a postmodernidade constátase unha tendencia a recoñecer ás asociacións como suxeitos públicos, o que ta mén pode interpretarse como unha nova fase da modernización, que implica unha crecente auton omía das asociacións en case todas as áreas da sociedade (Berger e Luckaman, 1995) Estas asociacións, como indicamos anteriormen te, inclúense no chamado “terceiro sector”, onde se agrupan unha ampla variedade de organizacións: asociació ns civís, co operativas sociais, organizacións de voluntariado, etc. Neste senso, O terceiro sector no marco da sociedade civil organizada, establec e un sistema propio de intercambio de bens relacionais que se orientan ao benestar xeral, cuxa perman encia depende tanto da dimensión que ocupa no espazo público, como da va loración que proxecta a súa IVÁN GARCÍA GAR CÍA 124 se pode solicitar na Axencia Tributaria. As entidades que cumpran os requisitos de entidade de carácter social poden aplicar a exención en servizos de asistencia social, en servizos prestados a persoas físicas que prac tiquen deporte e en servizos de carácter cultural. 2.2.6. Tipoloxías asociativas O asociacionismo comprende calq uera inicia tiva de persoas que comparten un obxectivo, unha estrat exia e un percorrido común. Existe unha ampla diversidade de asociación s, desde agrupaci óns culturais ata deportivas e sociais, e resulta di fícil delimitar o seu alcance real. Juan Sebastián Fernández indica que “os tipos de asociacións son tan amplos como as problemáticas e ám bitos sociais dos que tratan ou se ocupan: cultura, política, relixión, ambi ental, profesional, empresarial, consumo, etc.” (Fernández, 2009, p.17). Podemos distinguir diversos tipos de asociacións en función de varios criterios: Pola súa finalidade: - Asociacións de fins partic ulares, cando a actividade que desenvolven está orientada cara os/as asociados/as. - Asociacións de fins xerais, ca ndo a súa actividad e transcende os/as asociados/as e favorece tamén a terceiras persoas. - Polo seu ámbito de actuación: - Destinadas a un colectivo específico: infancia, ma iores, colectivo desfavorecido etc. - Veciñais: limítase a un terr itorio (barrio ou parroquia, por exemplo). - Educativas: un exemplo son as as ociacións de nais e pais de alumnos/as, pero existen outras entidades de base educativa. - Culturais: o seu quefacer diríxese a actividades c omo o teatro, a arte, a danza ou a música, entr e outras moitas propostas. Bases teóricas sobre participación social e asociacionismo 125 - Deportivas: a súa finalidad e é a promoción do deporte. - De tempo libre: tratan de fomentar afeccións como o sendeirismo, viaxar, etc. - Medioambientais: procuran a posta en valor e o coidado do entorno. - Socioeconómicas: o seu labor céntrase en defender dereitos relacionados co traballo. - ONG: entidades enfocadas á cooperación ao desenvolvemento e á sensibilización sobre determ inados asuntos que afectan á sociedade. (asociaciones.org, sen data) No seguinte cadro presentamos unha ampla revisión tipolóxica que ten identificada a Xunta de Galicia (sen data) no marco do Rexistro de Asociacións a través de “Códigos de actividade das asociacións”. Cadro nº9. Tipoloxías asociativas Ideolóxicas, culturais, educativas e de comunicación Ideolóxicas, dereitos humanos, liberdades públicas , promoción da calidade democ rática, promoción da convivencia e a tolerancia, cívico-políticas, pacifistas, de base relixiosa, de base filosófica, referidas a temas militares. Culturais Artes, humanidades, ciencias, defensa do patrimonio, musicais, teatro, espectáculos, históricas, cultura popular, gastronomía, outras máis xerais. Educativas Nais e pais de alumnos/as, estudantes, promoción do ensino, socio-educativas. De comunicación Audiovisuais, radio, televisión, Internet, redes sociais. Muller, igualdade de trato e non discriminación Muller, igualdade de trato e de oportunidades entre mulleres e homes, violencia de xénero. Igualdade de trato e non discriminación por outros m otivos Xenofobia, discriminación racial ou étnica, orientación sexual e identidade de xénero, ideoloxía, relixión ou crenzas. Infancia Propias deste colectivo Mocidade Propias deste colectivo Persoas maiores Propias deste colectivo Familia Propias deste colectivo Benestar Benestar persoal, benestar social, mellora das condicións de vida, desenvolvem ento comunitario, urbanismo, vivenda. IVÁN GARCÍA GAR CÍA 126 Medio ambiente Defensa do medio ambiente, ecoloxistas, conservacionistas, protección d e animais e plantas, desenvolvemento sustentable. Saúde Investigación, servizos sanitarios, prevención e acción contra enfermidades, prevención e acción contra dependencias, naturismo, medicamentos alternativos , promoción da saúde. Discapacidade e dependencia Dereitos de persoas con dis capacidade e/ou en situación de dependencia, asistenciais a persoas con discapacidade e/ou en situación de dependencia, outras referidas a discapacidade e/ou dependencia. Vítimas, afectados/as e prexudicados/as Vítimas de delitos, vítimas d o terrorismo, vítimas de accidentes, afectados, prexudicados. Solidariedade Acción social, voluntaria do, integración social, integración social de inmigr antes, minorías, reinserción social de penados, inclusión social, cooperación ao desenvolveme nto, coope ración ao dese nvolve mento, codesenvolvemento, axuda humanitaria, protección civil, emigración, inserción laboral. Económicas Agricultura, gandería, silvicultura, caza, pesca, industria, enerxía, transporte, comercio, servizos, turismo, economía social, re sponsabilidade social corporativa, emprego, emprendemento. Tecnolóxicas Ciencia, tecnoloxía, TIC., investigación, desenvolvemento,innovación,telecomunicacións. De profesionais Xuristas, médicos/as, farmacéuticos/as, outros/as sanitarios/as, enxeñeiros/as, arquitectos/as, ensino, outras. Defensa de intereses Mellora dos servizos públicos, usuarios/as de servizos privados, consumo, municipios e provincias, propietarios/as, veciños/as, reivindicativas. Deportivas Fomento do deporte, desenvolvemento deportivo, deportistas, ex deportistas, socios/as, seguidores/as. Recreativas Peñas, clubs, ca sas rexionais, f estexos, lecer, tempo libre, afeccións en xeral. Varias Filiais de asociacións estranxeiras, asociacións vinculadas a organizacións internacionais. Font e: Síntese de elaboración propia a partir dos “Códigos de actividade das asociación s” do Rexistro de Asociacións da Xunta de Galicia Como observamos, as tipoloxías so n diversas e están bastante ben estruturadas e incluídas nos apartados temá ticos. Pero tamén debemos ter presente que moitas asociacións teñen un carác ter máis xeral e transversal e entendemos que será difícil adscribilas a unha única tipoloxía. Vemos que se atopan re collidas a maioría das tipolox ías posibles, pero ta mén é certo que este rexistro é dinámico e vai dando resposta a novas especializacións. Bases teóricas sobre participación social e asociacionismo 127 Outra cuestión a ter presente é a distinción entre asociacións, unións, federacións ou coordinadoras e confed eracións, que serían as entidades formadas pola agrup ación de vari as asociacións ou federacións. Os aspectos legais, fiscais, económic os, administrativos etc. destas organizacións son semellantes, a dife rencia é que os socios/as serán persoas xurídicas, é dicir, as asociacións poden pertencer a unha federación ou coordinadora; e as federacións poden pertencer a unha confederación. 2.3. A SITUACIÓN DO ASOCIACIONISMO EN GALICIA Baixo este título, imos r ealizar un breve percorrido polo pasado e polo presente do asociacionismo galego. Nun primeiro momento introduciremos o papel das asociacións no ámbito rural -contexto desta inve stigación-. A conti nuación ollaremos con perspectiva histórica a realidade do asociacionismo en Galicia para, nunha última parte, centrarnos na situación actual e nas propias características do movemento asoc iativo galego, concretando algúns dos desafíos e barreiras das entidades. 2.3.1. O papel do asociacionismo no ámbito ru ral Historicamente, no rural as relacións veciñais estaban marcadas pola “solidariedade da aldea” e existen mi lleiros de exemplos que o ilustran: colaboración nos traballos do cam po, levar a alguén ao médico/a, a or ganización das festas e celebracións, o compartir recursos.... Estas accións voluntarias están encadradas dentro dos espazos de participación na vida do pobo que hai que ter moi en conta cando analizamos o tecido as ociativo do rural. Non hai dúbidas de que no medio rura l o asociacionismo é u n elemento de vertebración social e cultural, de cohesión e de desenvolvemento local importante. Cuestións como o envellecemento da poboación, a falta de relevo xeracional e o éxodo cara as cidades, foi a tendencia que asolagou ao IVÁN GARCÍA GAR CÍA 128 rural desde os anos 90 ata a actualidade. No caso galego, o rural atópase condicionado pola orografía, a disp ersión das aldeas , a irregular conexión dixital ou a fall a de infraestruturas. Fronte a esta realidad e foron xurdindo elemen tos dinamizadores nos pobos da man de asociacións culturai s, de veciños/as, etc., porque o rural non só ten debilidades e amea zas, senón que conta con moitas oportunidades e fortalezas, como é o papel do tecido asociativo. Unha das vantaxes da particip ac ión aso ciativa no rural é que habitualmente implícase na s actividades unha boa parte da masa social dos pobos, creando verdadeiros esp azos interxeracionais. Estes procesos de implicación requiren vontade e labores persoais e colaborativas porque os medios soen ser escasos. Pensemos nas celebracións do ciclo anual co mo o San Xoán, magosto, festas patronais entre outras. Por iso, o valor do quefa cer das asociacións do medio rural é inmenso porque intenta mover á veciñanza das súas casas, e porque mantén activa a vida do pobo. O profesor Héctor Pose indica que O participar a través dunha entid ade sen ánimo de lucro xera sentimento de pertenza a esa comunidade e contribúe á súa cohesión social; á súa vez, tales asociaci óns signifícanse como importantes recursos socioculturais necesarios para a mobilización e a acción colectiva. A súa forza e capaci dade de estar presentes no cuestionamento da súa realidade circundante e a resolución de problemas, depende, xa que logo, de que os responsables políticos e técnicos locais faciliten espazos e procesos para que se lles outorgue a importancia que merecen”. (Pose, 2008, p.211) Os movementos sociais e asociativos marcan a constr ución dun futuro ilusionante nas comarc as rurais. En certa medida apreciamos que diferentes iniciativas de desenvol vemento, levadas a cabo por toda a xeografía galega, foron fracasando e deixaron un rural con graves problemas estruturais, con pouca poboación e pouco at ractivo para quedarse a vivir nel. Pero tamén se sabe que desde a opción do asociacionismo pódese mudar a tendenci a con novos e diferentes retos, desenvolvendo accións que poden achegar beneficios como fixar Bases teóricas sobre participación social e asociacionismo 129 poboación, conservar o medio ambi ente, avanzar na soberanía alimentaria, mellorar a economía e contribuír a crear riqueza sociocultural (Entrena, 1998). Neste senso, concibimos o asociacion ismo como unha p eza chave para a dinamización rural. O tecido asoc iativo ten mo ita importanc ia á hora de asentar as bases para un desenvolvemento rural a medio e longo prazo porque as asociacións son unha ferramenta de presión imprescindible, un elemento que axuda a identifi car necesidades, demandas e oportunidades do contor no. Tamén son unha peza chave para que os intereses entre o púb lico e o privado conflúan. Como indican Rodríguez e Pérez (2004), un movemento asociativo forte no rural, ben estruturado, cos seus obx ectivos claros repercute de forma directa na mellora do dinamismo do territori o. Por iso, falar de asociacionismo no rural é falar de participación, implicación directa e dinamización. No ámbito rural unha das tipoloxías as ociativas máis característica é a asociación de veciños/as, integradas pola veciñanza das parroquias, barrios ou aldeas. O seu la bor céntrase en demandar melloras para o seu territorio e en controlar a acci ón municipal e das restantes administracións que inciden no mesmo; en solicitar axudas, construír equipamentos e defender os dereitos e cuestións d e interese xe ral. Outro labor fundamental deriva da súa concepción como espazo de relación da veciñanza, de expresión de intereses comúns e de creación de comunidade. Non debemos esquecer de ste espazo o seu carácter lúdico e recreativo (Rodríguez, 2014). Tamén coexisten outras moitas entidades orien tadas á representación, defensa e reivindicación de intereses, como sindicatos de tr aballadores/as, organizacións de consumidores/as, federacións de cooperativas, etc. Outras asociacións moi presentes no ámbito rural teñen que ver coas orientadas á actividade económica co mo poden ser as comunidades de montes, as organizacións agrarias e gandeiras e mesmo as entidades de produción e comercialización de produt os. Tamén hai que ter en conta o importante papel que no rural teñ n as asociacións de mulleres, que veñen constituíndo unha vía de participación social e un espazo para xerar dinámicas de empoderamento pe rsoal e colectivo; ao tempo que 130 IVÁN GARCÍA GAR CÍA favorecen a aprendizaxe, a divers ión e a socialización. (Merelas e Sánchez, 2018). Outro asociacionismo destacado, tant o polo número de organizacións como polo seu papel, é o que ten por obxecto a promoción de actividades socio culturais, lúdico -recreativas, ocio e tempo libre, festivas e deportivas. Estas entid ades, como resultado das súas actividades, xeran ámb itos de sociabilidade para a veciñanza, de construción da identidade, para integrar afectos, emocións e sentimentos. Cómpre destacar o labor dos Grupos de Acción Local xurdidos a raíz de programas europeos de desenv olvemento rural, que axudaron a promover estratexias de dinamización territorial, onde a implicació n dos habitantes e do tecido asociativo fo i esencial para o discorrer destas iniciativas. Actualmente o asocia cionismo no rural é moito máis variado, rico e heteroxéneo que antano; cun cambio de modelo asociativo que permite enfrontarse a novos problemas con solucións máis innovadoras e valores sociais alternativos, cun de senvolvemento de as ociacións máis “especializadas” fronte ás de carácter “ xeral”. Á hora de analizar a temática do as ociacionismo no rural debemos ser quen de facer visibles os espazos e os procesos comunitarios que se dan neste contexto. En primeiro lugar, entender que o encontro leva á participación colectiva e comunitaria, por iso calquera proceso comunitario tende a favorecer e pr oducir relacións entre persoas (Burgos et al., 2020). No que se refire aos espazos de encontro, no rural atopamos por unha banda aqueles de carácter formalizado, como son as infraestruturas públicas ou as sedes das asociacións. Pola outra, espazos de encontro informais como os b are s, as “tabernas” , supermercados e establecementos de servizos variad os, as prazas e parques. Tamén lugares de encontro entre formai s e info rmais como equi pamentos culturais, locais sociais, infraestruturas dep ortivas. Os centros relixiosos como a igrexa, que aínda que está en crise por non conectar coas xeracións máis novas, aínda conta cunha vida comunitaria importante. Tampouco debemos es quecer os espazos de encontro intanxibles facilitados polas Te cnoloxías da Información e da Bases teóricas sobre participación social e asociacionismo 131 Comunicación, que son invi sibles para todos excepto para os seus propios membros (Marchioni, 2013). Estes espazos de encontro e a xente que neles se atopa son, entre outros, os que dan lugar a iniciativas e proxectos asociativos. As asociacións no medio rural permiten exercer liderados e confórmanse como esp azos de recoñ ecemen to e autoestima colectiva. As entidades son unha ferramen ta que fan de apoio para o desenvolvemento local e endóxeno. E por iso a propia dinámica e necesidade da vida rural, xunto ao seu sistema de valo res e unha solidariedad e activa, permite unha organización social flexible representada polas redes sociais e a actividade asociativa (Burgos et al., 2020). En resumo, o tecido asociativo no c ontexto rural as ume un papel moi amplo que vai desde a mellora xe ral das condicións de vida, pasando por buscar solucións ás debilidad es produtivas, mellorar as posibilidades de xeración de valor engadido, impulsar a participación da poboación máis vulnerable, ata co nsolidarse como unha ferramenta de empoderamento, un espazo de encontro sociocultural con oportunidades formativas, de ocio e tempo libre e de recuperación da memoria colectiva. Sob re todo, constitúe o elemento d e unión para cooperar en torno a un proxecto co mún que é compartido e que xera identidade. En conclusión, as as ociacións do medio rural son a ferramenta que tr ata de coidar e ste territorio como tal, facendo recoñecer as condicións da súa exis tencia, resistenci a e persistencia, xerando conciencia. As continuas crises, e s obre todo esta última sanitaria por todo o que está supoñendo, semella al borexar unhas gañas de volta da xente ao rural. Se isto é real, de seguro que as asociacións seguirán sendo tanto o punto de encontro de t oda a veciñanza como o foco de milleiros de oportunidades en chave colectiva. 132 IVÁN GARC ÍA GAR CÍA 2.3.2. Mirada histórica ao asoc iaci onismo en Galicia A historia do asociacionismo galego transcorre á par da do Estado español, pero conta cunhas caract erísticas propias que iremos presentando neste apartado. Ao longo do século XIX foron xur dindo timidamente diferentes asociacións que contaban cun papel reivindicativ o dos dereitos básicos en relación á saúde ou ás condicións laborais. Co mo indica o profesor Caride Hai que agardar ata 1868 no período denominado ”Sexenio Democrático”, para que se formal ice o libre dereito de reunión e asociación mediante un Decreto que permite constituír libremente asociacións, que acadará un maior rango coa promulgación da nova constitución en xuño de 1869. Tras varios avatares no ano 1887, é aprobada a Lei de Asociacións. (2008, p.20) A partir deste feito, cómpre dest acar dous fenómenos importantes que desde finais do século XIX -e princ ipalmente nos inicios do século XX - produciron no noso territorio unha in fluencia directa que posibilitou incorporar formas de facer, de re lacionarse e de construír en común, dando orixe a experiencias de acción colectiva como foron o “agrarismo” e as “sociedades de emigrantes ”, con presenza ata os nosos días. Por unha banda, o asociacionismo ga lego na emigración proliferou desde, principios do século XX coa creación das sociedades galegas de emigrantes, constituídas especialmente en Arxentina e en Cuba. Como indica Ramón Villares, presiden te do Consello da Cultura Galega no ano 2008 -ano no que se presenta a exposición “Nós mesmos, asociacionismo galego na emigración”- no período de 1907 a 1912, ademais de crearse grandes centros , fóronse cons tituíndo moitas outras asociacións que teceron unha ampla rede de microsociedades de dimensión parroquial ou comarcal , baixo o nome de “Fillos de” ou “Naturais de”. Estas sociedades fo ron unha grande contribución, tanto na organización dos/as galegos/as no exterior como para a formación da identidade galeg a na terra de orixe. Máis alá des ta tradición Bases teóricas sobre participación social e asociacionismo 133 asociativa xerada en América, xurd i ron outras formas de organización comunitaria no seo das co munidades galegas da e migración, como as dos anos 60 no continente europeo. O que queda patente é que a experiencia compartida da emigraci ón é unha das bases fundamentais do asociacionismo galego. Pola outra banda, o “agrarismo” fo i un movemento re ivindicativo de masas no que o campesiñado galego part icipou a ctivamente a través das sociedades agrarias e sindicato s agrícolas no primeiro terzo do século XX, sobre todo a partir de 1907. Os se us obxectivos eran a loita contra o sistema foral -que obrigaba ao campesiñado a pagar rendas abusivas- e contra o caciquismo, ademais de promover a renova ción técnica do sector agrario galego. A pretensión dos labregos era converterse en propietarios plenos das terras que traballaban. O agrarismo constituíu o primeiro movemento de masas da idade contemporánea; da súa implantación por toda Galicia resu lta destacado que nos anos vinte existisen máis de mil sociedades agrarias (Cabo, 1998). No período de República divers ificouse ideoloxica mente e desaparec eu ao estalar a Guerra Civil española. Tal e como referencia Iniciativa S ocial (2004), durante os anos que estivo vixente a Segunda República o asociacionismo en xeral gozou dun marco normativo favorable. Coa cheg ada da Guerra Civil, e logo coa Ditadura, quedan en suspenso as liberdades de reunión e asociación, incluso cando o Estado español pa sou a formar parte das Nacións Unidas a principios dos anos 50. No ano 1964 o réxime franquista vese obrigado a flexibilizar a regulación do asociacion ismo e faino coa Lei de Asociacións, que dalgún xeito ofrece certas posibilidades, aínda que moi limitadas, á constitu ción de asociacións. Pouco a pouco comezaron a xurdir tímidos intentos de part icipación social, con diferentes actuacións de algún grupo no entorno da Igrexa católica, como Cáritas, Cruz Vermella e asociacións de serv izos e de promoción como as de discapacitados/as. A Igrexa abre os locais parroquiais para desenvolver unha variedade de actividades e créase a rede de teleclubs. Tamén nacen outras asociacións que teñen un pape l moi importante na vida social, cultural e educativ a nos diversos con cellos galegos. En relación a esta cuestión Pérez Rúa menciona que IVÁN GARCÍA GAR CÍA 232 Táboa nº2 1 . Poboación do Concello de Vedra segundo sexo e grandes grupos de idade (1998-2019) Total Homes Mullere s Total 1998 5.101 2.446 2.655 2004 5.057 2.429 2.628 2010 5.052 2.447 2.605 2016 5.012 2.462 2.550 2019 5.036 2.475 2.561 Menos de 16 1998 792 398 394 2004 599 300 299 2010 547 288 259 2016 575 328 247 2019 614 331 283 16-64 1998 3.298 1.657 1.641 2004 3.376 1.697 1.679 2010 3.392 1.710 1.682 2016 3.185 1.611 1.574 2019 3.133 1.583 1.550 Máis de 64 1998 1.011 391 620 2004 1.082 432 650 2010 1.113 449 664 2016 1.252 523 729 2019 1.289 561 728 Fonte: INE. Padrón muni cipal de habitantes (16-10-2020) . Reproducido con autorización Vedra, unha aproximación contextual 233 Como indicamos anteriormente, neste período a poboación de Vedra mantívose bastante estable. En canto á poboación de menos de 16 anos foi descendendo entre 1998 ata o ano 2010, que baixa a 547 habitantes; desde aquí comeza a ascender de forma moderada ata as 614 persoas no 2019. Neste tramo de idade o número de homes é maior que o de mulleres. Entre os 16 e os 64 anos a poboación sofre diferentes subidas e baixadas pasando de 3.298 persoas en 1998 a 3.133 en 2019. Ao igual que no caso anterior, neste tramo de idad e o número de homes é maior que o de mulleres. No que re specta á poboación d e máis de 64 anos, entre o ano 1998 e 2002 sofre un pequeno aumento, retraéndose durante 3 anos para logo crecer paseniñamente at a a cifra de 2019, que é de 1.289 habitantes. Pola contra, neste tram o de idade o número de mulleres é superior ao de homes. A diferenza de esperanza de vida entre a muller e o home é determinante á hor a de estudar estes datos. Analizando máis polo miúdo o número de habitantes por grupos de idade -menores de 14 anos (infancia), de 14 a 35 anos (xuventude), entre 36 e 65 (adultos) e máis de 65 anos (maiores)-, na táboa seguinte obsérvase que no período 1998-2018 a poboación de menores de 14 anos descendeu en 100 persoas. No grupo de xu ventude este descenso é maior, reducíndose en má is de 530 persoas. Po la contra, no tramo de idade de 36 a 65 anos a poboación incrementouse en 400 persoas. O mesmo pasa cos maiores de 65 anos que aumentaron en máis de 240. Estamos, pois, ante un municipio envellecido. No ano 2020 o índice de envellecem ento vedrés foi de 195,01, isto quere dicir que de cada 195 persoas maiores de 64 anos hai 100 xóvenes menores de 16. Se compar amos estes datos coa si tuación de Galicia, vemos que o índice de envellecem ento da comunidade é de 202,2 % (IGE, 2020), cuestión que mostra que o grao de envellecemento da poboación galega é maior que a do Concello de Vedra. Se observamos este mesmo índice de envellecemen to en concellos próximos como o de Teo ou o de Ames, comprobamos que no primeiro este índice acada un 105,37, e no segundo só un 57,25. Nestas cifras queda patente a aposta destes dous municipios por crear parque de vivenda para acoller a xente 234 IVÁN GARCÍA GAR CÍA nova, con grandes urbanizacións, fr onte a Vedra, que apostou por manter os seus recursos e valores tradiciona is. O perfil da poboación do concello será tratado con maior profundidade nos seguintes apartados, pero nest e punto cabe destaca r que na primeira década dos anos dous mil, nas dúas parroquias que lindan con Santiago (San Xián de Sales e San Fins de Sales) construíronse un elevado número de “chalets” que están ha bitados por familias cun nivel socioeconómico e cultural medio-alt o. Proveñen, polo xeral, do mundo do funcionariado da universidade , sanitario ou da admini stra ción autonómica; tamén profesionais autónomos e empresarios/as. A motivación principal era a cercanía á cid ade de Santiago de Compostela. Táboa nº2 2 . Nacementos, defuncións, ma trimonios e crecemento vexetativo. Galicia, provincias, comarcas e concellos. 1975-2020 (Concello de Vedra) Nace- mentos Nacementos homes Nacementos mulleres Defuncións Defuncións homes Defuncións mulleres Saldo vexetativo Matrimo- nios 1975 84 .. .. 57 34 23 27 24 1980 64 34 30 61 28 33 3 37 1985 74 40 34 55 25 30 19 21 1990 46 18 28 51 28 23 -5 23 1995 44 23 21 69 36 33 -25 14 2000 24 17 7 53 31 22 -29 10 2005 36 19 17 74 36 38 -38 18 2010 37 20 17 59 28 31 -22 26 2015 26 17 9 51 26 25 -25 22 2020 26 16 10 62 30 32 -36 16 Font e: IGE, INE. Movement o natural da poboación (30-07-2021) . Reproducido con autorización Vedra, unha aproximación contextual 235 Desde o ano 1992 ata a actualidade o Concello de Vedra tivo un saldo vexetativo negativo considerable mente fluctuante, é dicir, existe un número maior de defuncións que de nacemen tos; falamos, por exemplo, de que no ano 2005 morreron 74 pers oas mentras que só naceron 36. No ano 2015 o saldo vexetativo fo i de -25, xa que o número de nacementos foi de 26 e o de def uncións de 51. O ano 2018 acada a maior diferencia cun -41, descendendo levemente nos dous anos seguintes a -36. Táboa nº2 3 . Indicadores demográficos do Concello de Vedra (Porcentaxe) Taxa bruta de natalidade Número medio de fillos po r muller Idade media á materni- dade Taxa bruta de mortalidade Taxa bruta de nupcialidade Idade media ao primeiro matrimonio. Homes Idade media ao primeiro matrimonio. Mulleres 1998 7,07 1,04 29,77 13,94 2,94 32,19 28,29 2001 6,69 1,02 30,55 11,41 2,75 30,86 27,77 2004 8,58 1,20 31,42 12,37 4,19 31,03 26,96 2007 7,18 1,03 33,09 9,97 4,99 33,60 30,46 2010 7,50 1,05 34,06 11,95 5,27 33,00 31,17 2013 10,18 1,50 33,07 12,42 2,04 35,94 34,11 2016 7,92 1,20 32,70 14,62 4,67 33,20 31,58 2019 5,07 0,75 35,86 12,38 3,45 36,63 31,07 Font e: IGE. Indicadores demográf icos Nos an os 1998, 1999, 2 000 e 2001, as cif r as de pobo ación utilizadas para o cálculo dos indicadores para os ámbitos inferiores á provincia, proc eden do Padrón municipal de habitantes . (26-03-2021) . Reproducido con autorización No ano 2019 a taxa bruta de natalidade é de 5,07 e a taxa bruta de mortalidade dóbrase, chegando a un 12,38. O número medio de fillos por mull er é variable, pasando do 1,50 no ano 2013 ao 0,75 no 2019. No que se refire á idade media da poboación, a de Vedra sitúase nos 48,44 anos; sendo a dos homes de 46,53 e a das mulleres de 50,30 anos segundo datos do 2020. IVÁN GARCÍA GAR CÍA 236 No seguinte gráfico pódese comproba r que a densidade de poboación, aínda sendo variable, conta cunha certa estabilidade. Acada a súa menor porcentaxe no ano 2013 con 92,5 persoas por quilómetro cadrado. No ano 2017 a cifra ascende a 93,7. Representación gráfica nº 9 Font e: INE. Pa drón Municipal de Habitantes e Instituto de Estudo s do Terr itorio (02- 06-2020) . Reproducido con autorización Vedra, unha aproximación contextual 237 Táboa nº2 4 . Poboación de Vedra residente no estranxeiro (distribución por sexo) Total Homes Mulleres 2009 1.055 475 580 2010 1.081 473 608 2011 1.107 485 622 2012 1.149 502 647 2013 1.190 525 665 2014 1.227 540 687 2015 1.277 569 708 2016 1.274 569 705 2017 1.277 572 705 2018 1.278 575 703 2019 1.288 576 712 2020 1.287 573 714 Fonte: INE. Padrón de Espa ñoles Residentes en el Extranjero (PERE) (18-03-2021) . Reproducido con autorización No período 2009-2020 a poboación vedr esa residente no estranxeiro sofre un aumento importante, pasando de 1.055 a 1.287 persoas. Isto responde, por unha banda, aos fillo s/as de emigrantes e, pola outra, aos procesos de regulación abertos po la administración. En menor medida tamén responde ás pers oas que marcharon en bus ca de traballo despois das crises do 2008 e sucesivas. Como en tantos outros concellos de Galicia, o fenómeno migratorio foi un elemento central na historia d e Vedra, tamén na historia do seu movemento asociativo. A súa incidenc ia na demografía, na economía, na política, na educació n ou na cultura foi dete rminante. A emigración deuse no Val do Ulla, e máis en conc reto en Vedra, desde hai séculos , IVÁN GARCÍA GAR CÍA 238 e trátase dun feito relacionado coa forma de propiedade da terra e a estrutura económica e social d a zona. Rey e Turnes (1990) sinalan que duran te o século XIX foi relevante a emigración a Cádiz (Andalucía), e incluso a Portugal, dos mozos que tiñan que facer o serviz o militar. Desde 1880 au menta a emigración a América: Arxentina é o destino dun 60% dos veciños que marchan deste municipio. Outros países receptore s son Cuba, Uruguai, Porto Rico ou Brasil. En España o destino priori tario é -como avanzamos- Cádiz, seguido de Madrid. Cómpre sinalar que a causa prin cipal da emigración da época contemporánea atópase no desequi librio existente entre poboación e recursos. Neste sentido, Rey e Turnes (1990) apuntan como principais motivos a crise da industria téxtil , que non pode colocar a produción de liño; o incremento da fi scalidade estatal desde 1838; o servizo militar obrigatorio, tamén desde 1838; a cr ise da produción vitícola desde 1853, debida en parte ás pragas; e o es tado de miseria de gran parte dos veciños, que son braceiros e xorna leiros, e que non encontran na comarca industria nin comerc io que lles dea traballo. Ás causas anteriores hai que sumarlle o denominado “efecto chamada”, que retroalimenta o mesmo fenóme no. Básicamente foron os homes solteiros os que antes colleron o cam iño da emigración. Cada emigrante de Vedra -e foron milleiros-, te ntou abrir un camiño novo para él mesmo, para a súa familia e para a súa terra. Parte do que agora é, é o resultado da corrente migratoria, so bre todo a América. Os emigrantes de Vedra, co seu aforro, contri buíron a desenvolver algunhas obras colectivas imprescindibles para que Vedra poidera evolucionar: escolas, cemiterios, camiños e pontes… Tamén apoiaron o eido educativo e a modernización da agri cultura e da gandería, destacando a recuperación do viñedo ou a creación de cobertu ras sociais inexistentes ata o momento (Cerdeira, 2010). A modo de exemplo, os emigrantes natu rais de Vedra na cidade de Bos Aires a primeiros do século XX crearon moitas sociedades de carácter local, parroquial, municipal, coma rcal; un proceso de organización comunitaria con obxectivos moi disp ares en canto á misión, visión e valores, chegando algunha delas ata a actualidade. Vedra, unha aproximación contextual 239 Nesta liña, Xurxo Cerdei ra (2010, p.88) indica que “a proliferación de asociacións de carácte r microterritorial fo i un fenómeno que carac teriza a colectividade galega dentro do c ontexto do asociacionismo hispánico en América”. A persoa emigrada tendía a buscar a compaña dos seus veciños tratando de organizar a súa sociab ilidade e tempo libre. Deste xeito, fúndanse as sociedades como espazos de interacción social, de entre outros moitos motivos. Con esta base, xorden en Bos Aires diferentes sociedades creadas polo s emigrantes de Vedra. A súa tipoloxía era variad a: instructivas , agrarias, instructivo agrarias, recreativas, mutualis tas e culturais. Xa na década de 1960 a emigración de Vedra diríxese cara países europeos, especialmente Francia, Alem aña e Suiza; tamén cara ás zonas máis industrializadas de España (Paí s Vasco, Barcelona e Madrid), pero a dinámica e o labor desta emigración non ten nada que ver coa que se dirixiu a América a fin ais do século XIX e na primeira metade do XX. Foi unha emigración máis “individual” no sentido amplo da palabra. O sistema de agrupación dos/as galegos/ as constituiuse de forma xeral en “centros galegos”, focalizando as súas actividades no apartado cultural e recreativo exclusivamente. Nos últimos anos do século XX e principios do XXI a dinámic a da emigración vedresa muda. Existe emigración interna no marco da propia comunidade e unha leve emigración externa a outras comunidades autónomas do Estado. A países estranxeiros, como pode comprobarse na seguite táboa, o fenómeno migratorio é mínimo. IVÁN GARCÍA GAR CÍA 240 Táboa nº2 5 . Emigracións de vedreses/ as segundo tipo de migración (en números) Total Emigración interna Á mesma provincia Á mesma comarca A outra comarca da mesma provincia A outra provincia de Galicia Emigració n externa A outra CCAA Ao estran- xeiro 1990 43 .. .. .. .. .. .. .. .. 1995 68 57 41 37 4 16 11 11 .. 2000 75 58 45 38 7 13 17 17 .. 2005 140 120 80 68 12 40 20 17 3 2010 144 134 103 81 22 31 10 9 1 2015 174 141 118 99 19 23 33 27 6 2020 135 122 86 78 8 36 13 8 5 Fonte: INE. Estatíst ica de vari acións residenciais.(20-08-2021) . Reproducido con autorización Na táboa anterior refíctense as grandes variacións do fenómeno migratorio de Vedra desde o ano 1990 ata o 2020. No 1990 emigran 43 persoas fronte ás 174 de 2015. É certo que os datos indican que a maior parte desta emigración é interna, dentro da propia comunidade. Poñendo como exemplo o ano 2020, no que emigraron 135 persoas, destas 122 quedaron na comunidade -delas 86 na propia provincia e 78 na mesma comarca-; 8 marcharo n a outras comarcas da mesma provincia; 36 a outra provincia de Ga licia. 13 persoas emig raron a fóra da comunidade, dos cales 8 foron a outras comunidades autónomas e só 5 ao extranxeiro. Vedra, unha aproximación contextual 241 4.2. REALIDADE POLÍTICA MUNICIPAL O Concello é a primeir a institución coa que co ntacta a cidadanía, o primeiro destina tario das súas deman das. Así está reflec tido na Lei de Racionalización e Sostibilidade da Administración Local (27/2013, de 27 de decembro) na que se sinala que os Municipios “son entidades básicas da organización territorial do Estado e canles inmediatas de participación cidadá nos asuntos públicos, que instituci onalizan e xestionan con autonomía os inte reses propios das correspondentes colectividades”; é po r iso que os c oncellos deben estar ben organizados e estructurados para que as demandas da veciñanza poi dan ser resoltas no mínimo tempo posible. Volvendo a vista atrás, e apoiá ndonos na obra de Neira (2021, pp.307- 309), na historia recente de Vedra o primeiro alcalde democrático foi Francisco Carrillo Barros, de Coalición Democrática, gañador nas eleccións municipais celebr adas o 8 de abril de 1979. Nas eleccións do 8 de maio de 1983 resulta elix ido alcalde por Coalición Popular Francisco Carrillo Barros; o 24 de maio de 1983 constitúese a nova corporación. Carrillo será substituído po r Argimiro González Neira (Partido dos Socialis tas de Galicia-Partido Socialista Obrero Español, PSdeG-PSOE) en febreiro de 1987, tras o seu falecemento. Nas eleccións municipais do 10 de xuño de 1987 foi elixido alcalde de Vedra pola Candidatura Independente do Concello de Vedra (CICV) José Mogo Castelao, quen renovou o cargo nas do 26 de maio de 1991, agora polo Partido Popular de Galicia (PPdeG). Nas do 18 de maio de 1995 resulta elixido alcalde Pedro Guitián Rodríguez, pola Alternativa Veciña l Independente por Vedra (AVIVE). En xuño de 1997 substitúeo Odón Casi miro Cobas García, do PSdeG- PSOE, en virtude do pacto de g oberno asinado ó principio da lexislatura. Nas eleccións do 13 de xuño de 1999 fo i elixido alcalde Odón Casimiro Cobas García polo PSdeG-PSOE -fo rmando goberno co BNG- quen renovou o cargo nas do 25 de maio de 2003 por maioría absoluta e nas do 27 de maio de 2007. IVÁN GARCÍA GAR CÍA 248 Táboa nº2 8 . Afiliados á Seguridade Social en alta laboral no Concello de Vedra, o sexo e a idade Total Homes Mulleres Total 2011/Abril 1.961 1.074 887 2012/Marzo 1.894 1.016 878 2013/Marzo 1.821 962 859 2014/Marzo 1.863 977 886 2015/Marzo 1.883 1.001 882 2016/Marzo 1.908 1.002 906 2017/Marzo 1.993 1.048 945 2018/Marzo 2.037 1.063 974 2019/Marzo 2.069 1.100 969 2020/Marzo 2.016 1.057 959 Fonte: IGE. Afiliacións á Seguridade So cial por concello de residencia do af iliado (28-07-2021) . Reproducido con autorización Vedra, unha aproximación contextual 249 Táboa nº 29 . Paro rexistrado segundo xénero e nivel de estudos rematados no Concello de Vedra Total Homes Mulleres 2014/Decembro 354 191 163 2016/Decembro 251 123 110 2018/Decembro 210 97 113 2020/Decembro 223 103 120 Analfabetos 2014/Decembro 1 0 1 2016/Decembro 3 1 2 2018/Decembro 1 1 0 2020/Decembro 1 1 0 Estudos primarios incompletos 2014/Decembro 12 7 5 2016/Decembro 9 5 6 2018/Decembro 10 6 4 2020/Decembro 18 9 9 Estudos primarios completos 2014/Decembro 42 25 17 2016/Decembro 40 26 13 2018/Decembro 21 13 8 2020/Decembro 25 14 11 Estudos secundarios 2014/Decembro 226 134 92 2016/Decembro 210 112 83 2018/Decembro 133 62 71 2020/Decembro 131 56 75 Estudos postsecundarios 2014/Decembro 73 25 48 2016/Decembro 64 22 45 2018/Decembro 45 15 30 2020/Decembro 48 23 25 Fonte: Consellería de Economía, Emprego e Industria. Información subministrada directam ente (08-01-2019) . Reproducido con autorización En relación ao paro re xistrado, na táboa ante rior obsérvase que non é directamente proporcional ao nivel de estudos. A maior taxa de paro atópase entre as persoas con es tudos secundarios ou estudos 250 IVÁN GARCÍA GAR CÍA postsecundarios. Por exemplo, tomando como base o mes de decembro de 2020 (IGE), o paro rexistrado era de 223 persoas; sendo menores de 25 anos 11, dos cales 6 son homes e 5 mulleres. Noutras idades son 212 persoas; 97 homes e 115 mulleres. Os sectores que concentran as maiores taxas de paro so n o comercio por xunto e ao retallo; reparación de vehículos de motor e motoc iclet as cun tota l de 45 persoas, seguido pola industria manufactureira c on 22 e a hostalaría con 21. Táboa nº3 0 . Número de beneficiarios de pensións no n contributivas da Seguridade Social segundo sexo e tipo de pensión no Concello de Vedra. Persoas Total Homes Mulleres Total Invalidez Xubilación To tal Inva lidez Xubilación Tot al Invalide z Xubilación 2006 142 35 107 27 12 15 115 23 92 2008 130 32 98 24 11 13 106 21 85 2010 111 32 79 21 11 10 90 21 69 2012 105 31 74 23 11 12 82 20 62 2014 99 29 70 25 12 13 74 17 57 2016 89 24 65 17 9 8 72 15 57 2018 88 21 67 16 7 9 72 14 58 2020 77 17 60 16 7 9 61 10 51 Font e: Consellería de Política Social. In formación subministrad a directament e. (24- 09-2021) . Reproducido con autorización Entre os anos 2006 e 2020 o número de pensións non contributivas reduciuse considerablemente, pasando de 142 en 2006 a 77 en 2020. Destas últimas 17 son pensións de invalidez e 60 de xubilación; en homes 7 son de invalidez e 9 de xubilación; e en mulleres 16 de invalidez e 51 de xubilación . Vedra, unha aproximación contextual 251 Táboa nº3 1 . Número de pensionistas e importe medio segundo o sexo. Información a nivel do Concello de Vedra Total Homes Mulleres Número Importe medio Mediana do importe Número Importe medio Mediana do importe Número Importe medio Mediana do importe 2011 1.190 716,54 612,7 581 815,54 708,5 609 622,09 612,7 2013 1.248 759,7 631,3 614 862,99 757,51 634 659,66 631,3 2014 1.263 771,27 632,9 630 872,8 4 771,45 633 670,19 632,9 2015 1.275 788,19 634,5 632 896,5 9 779,22 643 681,65 634,5 2016 1.285 810,93 636,1 641 923,8 9 784,9 644 698,49 636,1 2017 1.300 823,92 637,7 668 935,9 1 786,9 632 705,55 637,7 2018 1.271 855,55 663,98 652 971,22 810,60 619 733,71 656,90 2019 1.257 896,58 695,98 648 1.010,76 835,80 609 775,08 677,40 Fonte: Elaboración propia a partir do s ficheiros da Seguridade Social Os datos son relativos a pensións b ásicas en alta da Seguridade Social de residentes nas Comunidade Aut ónoma de G alicia.(16-06-2020) O número de pensionistas do Concello de Vedra aumentou paseniñamente desde o ano 2011 ata o 2017, pasando de 1.190 pensionistas a 1.300. Desde aquí co meza a descender. No ano 2019 o importe medio das pensións era de 896,58 €. Os homes pensionistas eran 648, cun importe medio de 1.01 0,76 €; e as mulleres eran 609 cun importe medio de 775,08 € de pensión. Táboa nº3 2 Produto interior bruto (PIB) do Concello de Vedra Miles de euros/euros por habitante Miles de euros Euros por habitante 2010 2012 2014 2016 2018 2010 2012 2014 2016 2018 82.101. 73.702 72.709 82.456 92.360 16.630 15.026 14.724 16.746 18.693 Font e: IGE.Produto interior br uto municipal. Base 2010, IG E. Cifr as poboacionais de ref erencia (25-05-2021) . Reproducido con autorización 252 IVÁN GARCÍA GAR CÍA O produto interior br uto do Concello de Vedra no período 2010-2018 móstrase bastante estable. No ano 2018 conta con 92.360.000 €, sendo de 18.693 € por habitante. Os datos de Galicia neste mesmo ano son de 62.225.855.000, cunha media de 23.031 €. Podemos apreciar que a media galega por habitante é superi or en máis de 4.000 € á vedresa. Na táboa que se presenta a continuación observamos que a renda dispoñible bruta por habitante ten o seu máximo no ano 2018 con 14.397 €. Desde o ano 2005 ata o 2010 incrementouse progresivamente. A partir deste ano retrocede ata o 2015 para comezar de novo a senda de crecemento. Táboa nº3 3 . Renda dispoñible bruta po r habitante no Concello de Vedra. Euros 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 11.042 11. 209 11.87 2 12.81 0 12.84 9 13.04 3 12.951 12.489 12. 423 12.25 3 12. 934 13.703 14. 014 14.39 7 Font e. IGE. Renda municipal dos fogares. Base 2010; IGE Cifras poboacionais de referencia. (23-04-2021) . Reproducido con autorización 4.4. RECURSOS PATRIMONIAIS E TURÍS T ICOS O territorio de Vedra estivo habitado desde a antigüidade. Encontráronse restos de tumbas me galíticas, Castros do século I d.C. e grande cantidade de vestixios da ép oca romana. Desta última, destacan os restos dunha vía militar que cruz aba a rex ión proced ente de Braga. Atopuose nesa vía un milinario da época do emperador Calígula, conservado no Museo da Catedral de Santiago de Compostela. Vedra estivo integrada no bispado de Iria Flavia ata o sécu lo X, que pasou a formar parte da diócese de Santiago. É parte da ruta da Vía da Prata ou Camiño Mozárabe do Camiño de Santiago, que segue a antiga vía romana desde o sur de España at a a cap ital galega. Esta ruta cruza a ponte medieval de Busacos en San Fi ns de Sales (Conc ello de Vedra. Arquivo Municipal. Turismo). Outro Camiño de Santiago que discorre por Vedra é o denominado Miñoto- Ribeiro que parte de Braga e atravesa a provincia de Ourense pasando por Ribadavia, entre outros concellos, e na de Pontevedra por Forcarei e A Estrada, ata a súa entrada Vedra, unha aproximación contextual 253 en terras vedresas. Este era un antigo camiño dos arrieiros polo que transportaban o viño do Ribeiro ata Compostela. Cómpre c itar tamén o Camiño de Inverno, que discorre na súa última etapa por terras vedresas. Esta ruta é a entrada natu ral a Galicia desde a meseta, un acceso xa usado polos romanos. Pénsase que puido xu rdir como alternativa, na época invernal, á dur a subida á cima nevada do Cebreiro. O medio rural no que se asenta o Concello de Vedra fai do seu territorio un espazo verde e natural de gran ca lidade. Este patrimonio natura l ten un claro protagonista: o rí o Ulla e os seus afluíntes, que orixinan magníficas paraxes natura is, pontes, muíños de auga, coutos de pesca... Así pois, este municipio conta con diferentes áreas d e recreo, concibidas como espazos lúdicos e de encontro: a de Cubelas, n as terras de San Pedro de Sarandón; o Cout o de Ximonde, en San Miguel de Sarandón; a de Agronovo, en Santa Cr uz de Ribadulla, e a área de recreo do Campo de Gundián, na Ponte Ulla. De entre o contorno natural que ofrece, h ai que salientar o Paso da Cova, que xorde cando a ladeira sur do Pico Sacro se corta para deixar paso ao río Ulla; fórmase así un en clave único e singular, un magnífico estreitamento do río entre dúas parede s duns cincuenta metros de caída vertical. Este paso queda salvado na actualidade pola vella ponte do ferrocarril e, a es casos metros, atópas e a nova do AVE. Neste enclave atópase o mirador de Gundián. (Conce llo de Vedra. Arquivo municipal. Turismo) Como territorio habitado desde an tigo e formado na actualidade por doce parroquias, conta con moitos exem plos de arquitectura relixiosa. Na obra Vedra na Vía da Prata, Xan Muras (1997) recolle que ademais das igrexas parroquiais –nalgúns casos de orixe medieval e reformadas ao longo dos séculos-, existen tamé n pequenas capelas entre as que destaca, polo seu peso histórico e lendario, a capela do Santiaguiño. Ademais desta, hai vario s exemplos merecedores de visita: a ermida de Santa Isabel, a dos Remedios, a de San Gregorio e Santo André, a ermida das Dores e a de Gundián, onde ten lugar unha das romarías con máis sona na bisbarra. En canto ás igrexas parroquiais, son doce as atopadas en Vedra, cada unha delas con algunha característica salientable. Destaca polo seu interi or a igrexa parr oquial de Santa IVÁN GARCÍA GAR CÍA 254 Eulalia, situada nun alto domina ndo todo o val e formando conxunto co cruceiro e a font e ao pé do adro. Tamén signif icativas son a igrexa parroquial de San Xián de Sales, de mediados do século XVIII, ond e sobresaen os seus retablos e o cruceiro, ademáis do hórreo cos que forma conxunto; a de Santo Andr é de Trobe, destacable pola súa fachada barroca e por gardar no seu interior a lápida sepulcral de Nausto, bispo de Coimbra; e a Igre xa parroquial de San Mamede de Ribadulla, que ten a súa orixe na segunda metade do século XII. É tamén salientable a Igrexa parroqu ial da Ponte Ulla, que conserva elementos románicos. Para completar a visita ás parroquias habería que pasar polos conxuntos de San Fins de Sales, Santo André de Illobre, San Pedro de Sarandón, San Migu el de Sarandón, Santa Cruz de Ribadulla e San Pedro de Vilanova. Por último, hai que mencionar as ca sas reitorais, e destacar o conxunto que forma coa súa resp ectiva igrexa a da pa rroquia de Merín, pola singular cruz e o galo catavento s que coroan o seu portalón. Á hora de falar da arquitectura ci vil, hai que sa lientar unha das tipoloxías máis propias desta terra, os pazos, co ncibidos como cas as señoriais que servían de residencia ás grandes familias. Foron moitos os que se construíron ás marx es do río Ulla, sobre todo como residencias de descanso dalgunhas fa milias de Compostela. Un deles, quizais o mellor conservado e visitable, é o pazo de Ortigueira ou de Santa Cruz de Ribadulla, declarado ben de intere se cultural. Os seus xardíns son considerados un dos principais espazos botánicos de Galicia. Moi preto do ante rior atópase o pazo de Guimaráns, aínda que destaca tamén o de Ximonde, na parroquia de San Miguel de Sarandón. Na Ponte Ulla, atópase o pazo de Vi sta Alegre, que alberga actualmente un restaurante. Por último, en San Ma mede de Ribadulla está o pazo da Costa. Ademais destes pazos, entre as tipoloxías de vive nda destacan as casas grandes, que se levantan por todo o territori o municipal. O outro exemplo de arquitectura civil vedresa, consecuencia da estreita relación desta terra co río Ulla, so n as pontes. De entre as antigas, destacan a ponte Busacos, pola que transcorría na súa orix e a Vía da Prata que leva a Santiago, e a pont e vella de Ponte Ulla, obra do arquitecto compostelán Tomás del Rí o, que data da segunda metade do Vedra, unha aproximación contextual 255 século XVIII. De entre as modernas , sobresae a d o fe rrocarril da Ponte Ulla, de mediados do século XX, a do AVE que é a máis recente; pero tamén a da estrada nacional 525, a da autoestrada Santiago a Ourense, a ponte de Sarandón ou a ponte colgan te de Ximonde, entre outras. Son numerosas as manifestacións de arquitectura popular que agroman en tódolos recunchos de Vedra, na súa maioría relacionadas con funcións agrícolas ou cotiás e fro ito de necesidades ou crenzas que derivan da sabedoría do pobo: muíños, pombais, hórreos, cruceiros, fontes, miliarios... No que se refire aos cruceiros, son moi numerosos, en tódolas parroquias aparecen exemplos de tód alas épocas e estilos. Tamén están os muíños, como os que forman a Área de In terpretación adicada a eles, singular espazo co nfigurado por vari as edificacións restauradas que seguen o curso do rí o de Merín e poñen de manifesto a tradición muiñeira des tas terras. Destacan tamén os que seguen o curso do río Pereiro, algúns aínda en activo, e o muíño de Reboredo na Ponte Ulla. O Ulla e os seus afluíntes, indisc utibles protagonistas da xeografía vedresa, ofrecen a posibilid ade de gozar de múltiples a ctividades fluviais: barcas do Ulla, piraguas, pesca... Tamén de tres rutas de sendeirismo, San Xoan da Cova PR G-36 de 12 km., Pereiro-Sales de 19 km. e a dos Muíños de 2 km. A ruta cicloturística polo Val do Ulla tamén representa unha opción interesante para descubrir o territorio. Ao longo do ano desenvólvense un amplo ab ano de actividades culturais, sociais e deportivas, impulsadas mo itas delas desde as asociacións locais. A gastronomía e o enoturis mo (“Ruta do Viño da Ribeira do Ulla”) son dous grandes atractivos dest a zona produtora de viños da Denominación de Orixe Rías Baixas, subzona Ribeira do Ulla; de augardentes e licores con denominación de orixe protexida; de queixos; de doces tradicionais e de froitas e verduras, converténdose así na horta de Compostela. Asemade, Vedra ten un amplo abano de festas de cará cter gastronómico e de interese xeral que potencian a interacción entre as diferentes parroquias e os diversos colectivos organizadores das mesmas. Neste IVÁN GARCÍA GAR CÍA 256 sentido, abundan as fes tas e celebra cións relacionadas cos productos da terra: a festa da Cacheira, as Xorn adas arredor da Camelia a E xaltación do viño da Ulla, a festa da Orella, a do Porco á Brasa, a do Carneiro ao Espeto, a festa do Escalo e a festa do chourizo.... A elas engádense as festas parroquiais que ao longo de todo o ano, pero sobre todo no período estival, honran aos diversos santos. Pola súa singularidade merece menci ón aparte o Entroido da Ulla, declarado festa de in terese turístic o de Galicia, e que trataremos no apartado de cultura. Por último, indicar que Vedra conta cunha oficina de turismo, situada na Rectoral da Ponte Ulla e o Centro de Dinamización e Promoción Municipal “Casa dos Peóns” en Picón-Vilanova. (Concello de Vedra. Arquivo municipal. Turismo). 4.5. EDUCACIÓN, CULTURA E DEPORTE De vello, Vedra conta con actividad e educativa no seu territorio, pois na Idade Media a educación concentrábase nos mo steiros e conventos, atopándose neste concello os de San Xoán da Cova, San Miguel de Sarandón e Santo André de Trobe. Estes mosteiros supoñían un importante foco cultural no territorio e cabe supor que impartisen formación a membros da s famili as de mellor posición social. As primeiras escolas do Concello de Vedra sobre as que existen información son as que menciona o dicionario de Madoz, publicado entre 1846 e 1850. No apartado sobre Vedra indica que “hai escolas temporais para nenos e nenas pero sen dotación fixa”. A realidade educativa deste municipio ata ben entrado o século XX podería responder aos trazos definitorios da educación en E uropa no século XVIII enunciados por Cos ta Rico, aínda que dous sécu los despois: O panorama educativo europeo a comezos e durante as primeiras décadas do século XVIII era moi limitado: atinxía a unha porcentaxe Vedra, unha aproximación contextual 257 reducida de poboación, contribuía escasamente a u nha alfabetización restrinxida, e limitada sobre todo ao rexistro lector, era penoso o estatuto dos que exercían como mestres e profesores, sendo en ext remo deficientes os aspectos curriculares e o conxunto de condición dos recursos físicos e das mediacións didácticas utilizadas. (2002, p.45) Tanto as infraestruturas como o mobi liario e os métodos de ensino eran pobres. Consistía nunhas nocións básicas das catro regras aritméticas e das regras gramaticais. A apre ndizaxe era sucesiva, baseada nunha ausencia de material pedagóxico, se ndo case a lectura a única materia de aprendizaxe garantid a (Martínez Domínguez, 2008). Pola súa banda, o profesorado non dispoñía dunha formación mínima . Como en todo o rural galego, un dos principais obstáculos da tarefa educativa, era o escaso interese dos pais e do entorno social, que non estaba sensibilizado coas necesidades educativas dos nenos e nenas (Cerdeira, 2010). No marco desta re alidade, Vedra contou con mestres que fixeron grandes esforz os para ensinar a ler e a escribir, mesmo para transmitir outros coñecementos á ve ciñanza. Un exemplo foi o Mestre Manuel Gómez Lorenzo, que preparou a moita xente vedresa para emprender a emigración. De feito, o 85% das persoas deste municipio que emigraban a finais do século XI X declaraban saber ler e escribir, cifra que está moi por riba dos ni veis de alfabetización medios de Galicia, que era do 65%. Así, cómpre destarcar que os que emigran sabían ler e escribir nunha procentaxe maior ca os que quedaban na terra. Débese ter en conta que en 1860 Vedra presenta ba uns elevados niveis de alfabetización masculina pero nesa data só o 30 % de mulleres sabían ler e escribir, aínda así s ituábase por riba da media galega (Martínez Domínguez, 2008) Xurxo Cerdeira (2010) afirma na súa obra Proceso migratorio e sociedades de emigrantes de Vedra, a viaxe cara a modernidade que os intelectuais da colectividade galega de emigrantes atribuíanlle á educación, de entre outro s, dous obxectivos: o primeiro a rexeneración do país, a modernización vencellada á instrución dos seus habitantes, que tería como consecuencia a re dución de persoas que se vían obrigadas a emigar. O segundo, edu car para emigar en mellores condicións. IVÁN GARCÍA GAR CÍA 264 En canto a equipamentos no eido socioeducativo Vedra conta cos seguintes recursos: - A Escola Infantil Municipal (Gar dería) destin ada a nenos/as de 0 a 3 anos. Leva en funcionamento desde o ano 2005. Está situada en San Fins de Sales. - O Centro Municipal de Formación. Ubicado na Casa da Estación do Tren de Santa Cruz de Ribadul la. Unha instalación dotada de aula, oficinas e un espazo cowork ing. Nel desenvólvense diversas accións formativas dirixidas a toda a poboación (cursos para a xuventude, obradoiros de emprego…). - O Telecentro Municipal; unha aula equipada que se destinada a impartir cursos de informática e tecnoloxías da información e da comunicación. En todo o municipio realízanse un amplo abano de iniciativas da denominada “educación social” o ferta das desde o propio concello e desde as diferentes asociacións (cue stión que se amplía no capítulo V dedicado ao estudo das asociación s), que van desde as escolas de música, escolas culturais e deportivas , obradoiros diversos, escola de inglés, formación de teatro, de audiovisuais, música e baile tradicional… As diversas áreas municipais (exc epto cultura e deportes que, pola súa importancia para o tema que nos ocupa, presentaremos deseguido) impulsan de forma transversal u nha multitude de actividades socioeducativas: - Oficina Municipal de Información ao Consumidor/a: acció ns formativas, campañas de concie nciación, curso de manipulador de alimentos… - Medioambiente: campañas de c oncienciación medioambiental; de reciclaxe e compostaxe ; o programa de voluntariado ambiental “Luvas Verdes”; curs os formativos sobre a Rede Natura 2000; charlas sobre a vesp a velutina, coidado do monte, entre outras. Vedra, unha aproximación contextual 265 - Desenvolvemento agrícola: cursos de agricultura ecolóxica, poda, uso de fitosanitarios, etc. - Emprego: proxectos de formaci ón e inserción laboral que se concretan en obradoiros de emprego, programas de cooperación, cursos formativos dirixidos a persoas desempregadas, a traballadores/a s en activo, a empresarios/as … - Educación e formación: escola de familias; pro grama para a reducción do abandono escolar; educación d e adultos; Conxuga: medida de conciliación familia r onde se ofertan actividades educativas e de atención a menores. - Xuventude: cursos formativos va rios como os de monitorado de actividades de tempo libre, de emprendemento ou de habilidades sociais. Destacan o ”Posta a punto”, programa socioeducativo con xuntanzas un ve nres ao mes; os programas europeos de intercambio xuvenil, de voluntariado ou as prácticas formativas (Galeuropa). - Servizos Sociais: accións educativas do Plan de Igualdade, o programa-equipamento da Ludot eca Municip al, o Programa de animación e desenvolvemento com unitario co colectivo de persoas maiores e o propio equi pamento do Centro Social de Maiores de Vedra, o progra ma de ed ucación familiar… Outro aspecto a valorar é o papel das tr es asociacións de nais e pais de alumnado: ANPA A Boca de Vedra, ANPA Ortigueira e ANPA Val do Ulla do CRA Boqueixón-Vedra. Cómpre resaltar o seu importante labor como eixe vertebrador do conxunto da comunidade educativa. Cada unha delas conta cun programa anua l de actividades extraescolares. Para rematar este apartado imos d ar conta de diferentes iniciativas educativas merecedoras de menció n que se desenvolveron en Vedra desde o inicio do ano 2000 ata a actualidade: - O Programa Educativo Ulla Elemental (impulsado polo Concello de Vedra): iniciuse no 2005 e pretende potenciar o coñecemento do patrimonio natural e histó rico-cultural de Vedra e da Ulla, entendéndoo como recurso sostible e sinal de IVÁN GARCÍA GAR CÍA 266 identidade; facilitar a relación co medio para que se convirta nun lugar de observación e experiment ación; e asumir os dereitos e obrigas como cidadáns no respecto ao patrimonio. Neste marco desenvolvéronse accións formativas para o profesorado, saídas de campo para o alumnado, mate riais didácticos (sobre a camelia, a auga, as festas e a e migración), e ou tros recursos como o libro “Os Bolechas van a Vedra”, así como diferentes audiovisuais sobre a transformación da paisaxe, remedios caseiros… Está dirixido a t oda a comunidade vedresa. - Rede de Escolas na Nube: o C.R.A. Boqueixón-Vedra “Neira Vilas” comezou no ano 2010 a par ticipación neste proxecto de ensino baseado en aulas virtuais e no uso da computación na nube na mellora das escolas ru rais agrupadas. Recibiu un galardón a nivel mundial dunha fi rma tecnolóxica de EE.UU, e no 2013 foi finalista dos premios e-Content+ Creativity, impulsados polas Nacións Unidas (ONU). - Repensando a escola: o CEIP Ortig ueira está a desenvolver este proxecto no que o conxunto da co munidade educativa aporta ideas para realizar as obras futuras d e adaptación dos edificios do colexio. - Vedra Medra: o CPI de Vedra acolle este proxecto desde o curso 2016-2017. Busca que o alumnado do s centros de Vedra medre, se forme e se recoñeza n a súa te rra e no que nela alberga. O seu slogan é: “Por un patrimonio vivo; coñecer, v alorar, comprender, actuar”. Esta in iciativa leva conseguido 3 recoñecementos: o premio didác tico Antón Fraguas, o premio a proxectos de innovación en dinamización lingüística da Secretaría Xeral de Política Li ngüística e o premio Proxecta de Innovación Educativa 2018 da Consellería de Educación. Vedra, unha aproximación contextual 267 Cultura A pegada cultural de Vedra apare ce reflexada na arquitectura das diferentes igrexas e capelas espallada s por todo o concello. Neira (2021) destaca varios exemplos: como mo stra do prerrománico (medival) a lauda do bispo Nausto, de principios do século X, situada na igrexa parroquial de Trobe; de estilo románi co consérvase un ábside na igrexa parroquial da Ponte Ulla; de esti lo renacentista destaca o retablo executado por Juan Bautista Celma para a igrexa parroquial de Santa Cruz de Ribadulla ou as pinturas da capela maior da igrexa parroquial da Ponte Ulla; do estilo barroco hai varios retablos moi interesantes, entre eles o da igrexa pa rroquial de San Mamede de Ribadulla; en estilo rococó a imaxe de Santa Eu lalia realizada para esta igrexa por Gambino; de estilo neoclásico é o de San Pedro de Vilanova etc. Entre outros exemplos do seu rico patrimonio cultural está o muro exterior da igrexa parroquial de San Miguel de Sarandón, no que se aprecia unha xamba da antiga igrexa románic a. Ao longo do século XIX Vedra conta c on destacados referentes no eido cultural. Entre eles sobresaen: - Andrés Betetos (Trobe 1818-1882), escultor e pintor. Entre as súas obras atópase a ermida dos Remedios co seu cruceiro. - Benito Losada Astray (Santia go de Compostela 1824 - San Mamede de Ribadulla 1891), médi co e militar. De staca pola súa actividade literaria e a poesía. Entre as súas obras sobresaen ‘Recordos d’a Ulla’ e ‘Soazes d’un v ello’ (1886). - Carolina Neira Flórez (A Ponte Ulla 1831-1917), foi unha das primeiras debuxantes e pintoras galegas das que se conservan obras asinadas. No Pazo Vista Alegre da Ponte Ulla consérvan se dous cadros atribuídos a ela. Era tía avoa do escritor Gerardo Gasset Neyra. - Antonio López Ferreiro (Santiago de Compostela 1837- Pazo de Galegos, San Pedro de Vilanova 1910), coengo e historiador. Entre as súas obras destacan ‘Historia de la San ta Apostólica Metropolitana Igles ia de Santia go de Compostela’, de once tomos. Publicou varias novelas en galego: ‘A tecedeira de Bonaval’ (1894), ‘O castelo de Pambre’ (1895) e ‘O niño de IVÁN GARCÍA GAR CÍA 268 pombas’ (1905). Foi un dos enca rgados da busca das reliquias do Apóstolo Santiago que durante séculos es tiveran agochadas na Catedral por temor ás inva sión. É unha figura chave polos seus estudos de Historia de Gali cia e en especial da eclesiástica (Concello de Vedra. Arquivo municipal. Cultura). No século XX e comezos do XXI aflo ran novas figuras en diferentes disciplinas c ulturais: - Na literatur a: autores como Xosé María Castr oviejo, (Paizás- Trobe). En Vedra naceu a auto ra Marisa Villardefrancos, que acadou o éxito con novelas populares a partir da década de 1950. De finais do século XX e principi os do XXI destacan: Henrique Neira Pereira, que conta cun am plo abano de publicacións de investigación histórica sobre o concello de Vedra e a comarca natural da Ulla; tamén o seu irmán Xerardo, con contos e novelas; Xurxo Cerdeira con es tudos sobre a emigración; a historiadora Celia Alegre e os escritores Tomás Pereira, Emily Rodríguez e Carmen Cutrín. - En pintura e escultura: Esperanz a Lema Bouzas (San Miguel de Sarandón), conta con innumerables obras pictóricas (a maioría paisaxes) coas que realizou exposicións mesmo a nivel internacional, tamén levou a cabo traballos de escultura en madeira e pedra; outros refere ntes no eido da pintura son: Modesto Paz Camps, que durante anos contou cunha exposición permanente na Casa das Artes; Xosé Ramón Morquecho,Teresa Puy ou Jesús Damiá. Cándido Pazos (Trobe), é escultor e artista multidisciplinar, na súa obra destacan as esculturas e publicacións relacionadas co Camiño de Santiago e co mundo do viño como “La mano de Baco”. Outro escultor vedrés é Tino Canicoba. - Creación artística: Arturo Álva rez (San Miguel d e Sarandón) é un consolidado creador recoñecido polas súas aportacións conceptuais ao mundo da iluminación de deseño. - Nas artes escénicas e audiovisuis: Ernesto Chao (A Ponte Ulla), María Bouzas (A Ponte Ulla), Me la Casal (San Fins de Sales), Manuel Cortés (Trobe) , Cándido Pazó (San Xián de Sales ), María Mera (San Xián d e Sales) entre outros, qu e escolleron o Vedra, unha aproximación contextual 269 concello de Vedra para vivir; e moitos outros actores e actrices locais, e mesmo directores/as de curtas e de outros audiovisuais como Abelardo Rendo, Maria Otero, Manuel García Torre, Juan José García e Emilio C lemente. Tamén ten a s úa orixe neste concello o cineasta Alfonso Zarauza. - Na creación cultural en xeral Vedra conta cun número importante de artistas novos/as. O concello organizou dúas exposicións con catálogo, a primeira do cole ctivo 15885 baixo o título de “Estación C reativa” (201 4), e a segunda denomin ada “Próxima Estación” (Concello de Vedra, 2018), na que as xeracións máis novas deixaron a súa pegada no eido cultural en disciplinas como pin tura, mú sica, audiovisual, moda, deseño gráfico ou cerámica (Concello de Vedra. Arquivo municipal. Cultura). Outra parte importante da cultura, son as festas. No apartado de turismo avanzamos que Vedra conta cunha importante cantidade delas, tanto gastronómicas como culturais e “parroquiais”, que teñen maioritariamente orixe relixiosa. Táboa nº 39 . Calendario anual das festas vedresas MES DÍA S CELEBR ACIÓN PARROQ UIA Xaneiro 1ª fin de semana despois de reis Festas Patronais San Xián de Sales. Finais de xaneiro Festa das Candeas Santa Cruz de Ribadulla Febreiro 2 de febreiro Ceremonia das Candeas San Pedro de Sarandon O domingo seguinte ao 3 de febreiro San Blas San Mamede de Ribadulla Última fin de semana de febreiro Xornadas Arredor da Cameli a Santa Cruz de Ribadulla Febreiro ou marzo Sen data fixa Festa da Cacheira e entroido Vilanova Sen data fixa Entroido Trobe Sábado seguinte ao martes de entroido Entroido San Xián de Sale s Abril Domingo de Pascua Virxe das Angustias Illobre Segundo domingo de abril Exaltación do Viño da Ulla San Miguel de Sarandón IVÁN GARCÍA GAR CÍA 270 Maio O domingo seguin te ó 29 de abril San Pedro Mártir Merín O primeiro sábado de maio Santa Cruz Santa Cruz de Ribadulla Sen data fixa Festa da Orella San Fins de Sales Sen data fixa Festa do Porco á Brasa Trobe Sen data fixa Festa do Carneiro ao Espeto San Xián de Sales. Xuño Sen data fixa Santísimo San Xián de Sales O segundo domin go desp ois de Corpus Santa Isabel San Fins de Sales 29 e 30 San Pedro San Pedro de Sarandón A primeira fin de semana tralo 29 San Pedro Vilanova Xullo O primeiro domingo de xullo Concepción San Pedro de Sarandón O primeiro domingo despois do 10 de xullo San Cristovo Merín O domingo segu inte ó 16 de xullo O Carme Trobe 22 e 23 Festas da Madanela A Ponte Ulla Segundo domingo de xullo Festa do Escalo Área de Recreo de Agronovo Santa Cruz de Ribadulla Agosto 1, 2 e 3 Festas Patronais San Fins de Sales 7 e 8 Festas Patronais San Mamede de Ribadulla 9, 10 e 11 San Campio San Miguel de Sarandón O sábado anterior ao último domingo Santiaguiño Vilanova O derradeiro domingo Romaría dos Remedi os Trobe Setembro O primeiro domingo As Dores Vedra 7 e 8 Romaría do Gundián- Procesión e Fogos de artificio A Ponte Ulla O luns despois do terceiro domingo O Patio Santa Cruz de Ribadulla 29 e o sábado e domingo seguintes San Miguel San Miguel de Sarandón Outubro Última fin de semana Espazo Activo da Ulla- Pasabodeghas San Miguel de Sarandón Novembro 30 de novembro Santo André Illobre Decembro 10 de decembro Santa Baia Vedra Fonte: Elaborac ión propia a partir do Arquivo munici pal de turismo do Concello de Vedra. Vedra, unha aproximación contextual 271 A organización das “festa s parroquiais” é moi se mellante en todas elas: hai unha misa grande á que lle segu en unha romaría e baile. Actúan, bandas de música, charangas, orquestras, grupos de música tradicional... A dinámic a organizativa das fest as gastronómicas xa é diferente, conformando cada unha delas unha esencia propia. Este amplo calendario visibiliza ce lebracións que son xeradoras de dinamización parroquial e mun icipal. Detrás de cada evento atópase unha entidade organizadora e unha veci ñanza que colabora, participa e se implica nestes procesos. De entr e elas, e pola súa fonda pegada cultural, o Entroido d a Ulla require un trato especial. A bisbarra natural da Ulla posúe este or ixinal entro ido rural do que temos teste muñas desde mediados do s. XIX. Foron moitos os autores que escribiron artigos ou pequenas notas para difu ndir esta tradición, entre outros, Alfredo Vicenti, Bouza Brey, Manuel García Barros, Neira Vilas, González Reboredo, Mariño Ferro, Ar ca Caldas, Federico Cocho, etc.De entre as caracterís ticas deste Entroido sobresaen as súas personaxes máis representativas: os Xenerais e Correos que van a cabalo, percorrendo as parroquias ao longo do día dando vivas a veciños/as e visitantes. Estes va n acompañados dun “exército” de abandeirados, coros de bonito, comp arsas e parrandas de vellos. O día remata cunha escenificac ión, un atranque ou alto dos correos e xenerais; este é un enfrontamento dialéctico po r parellas, aproveitado para facer burla e sátira de asuntos locais, de política ou do corazón, acontecidos durante o ano (www.xeneraisdaul la.gal). Un punto chave deste Entroido é a súa propia idiosincra sia no proceso de organización, implicación e dinamización da veci ñanza. Consolídase como un fenómeno de participación, creatividade e inxenio, como sinal cultural moi arraigad o. Tamén destaca Vedra no eido musical, pois desde finais do século XIX hai testemuñas dun bo número de formacións nacidas no propio concello. Segundo o rexistrado no Arquivo Municipal e na obra de Henrique Neira (2021) mencionan as seguintes agrupacións musicais sen actividade na actualidade, son: IVÁN GARCÍA GAR CÍA 272 Táboa nº4 0 . Histórico: agrupacións musicais vedresas sen actividade Tipo de mú sica Nome do grupo Parroquia Anos de referencia Música de banda A Banda de Sarandón San Miguel de Sarandón Finais do s. XIX e principios do XX Música tradicional e folk Coro Airiños da Ulla Santa Cruz de Ribadulla 1950 A Gaita de San Miguel ou Quinteto Gallego San Miguel de Sarandón 1920-1930 A Gaita de Merín San Cristovo de Merín 1930 A Gaita de Vilanova San Pedro de Vilanova 1930 A Gaita de Vedra Vedra 1950 Grupo de música e baile tradicional Aloumiños da A.C. San Campio San Miguel de Sarandón 1990 A Requinta da Ulla San Miguel de Sarandón 1990 Grupo de música e baile tradicional Santiaguiño San Pedro de Vilanova Finais dos 90 e na primeira década do 2000 Grupo de música e baile Raiolo San Xián de Sales Finais dos 90 e na primeira década do 2000 Árdelle o Eixo Santa Cruz de Ribadulla Finais dos 90 e na primeira década do 2000 Grupo de música e baile Agarimo San Fins de Sales Finais dos 90 e ata o 2018 Grupo de música e baile Treixada Trobe 2000 Vedra, unha aproximación contextual 273 Música vocal Vox Pópuli Santa Cruz de Ribadulla 1974 Música de corda Rondalla de San Miguel San Miguel de Sarandón 1990 – 2000 Música pop-rock Extrema Unción, log o pasa a denominarse Metropol Santa Cruz de Ribadulla 1980-1990 Corazones Salvajes (este grupo tamén utilizou os nomes de Tabú e Sin Documentos) San Miguel de Sarandón 1993-2000 Música rock Inopexia (nun principio recibe o nome de Hertz) Santa Cruz de Ribadulla Principio de 1990 Declandestinos Vedra Finais de 1990 T. Lápi dus San Miguel de Sarandón 1990 Entrance (logo muda a Invivo) Santa Cruz de Ribadulla Finais de 1990 Eh tú! (pasa a chamarse Viches Nésporas) San Mamede de Ribadulla Finais de 1990 Fonte: Elaboración propia a partir do Arqu ivo municipal de cultura do Concello de Vedra e de Neira (2021). IVÁN GARCÍA GAR CÍA 280 actividades deportivas non ofertada s por outras entidades do concello, promover a actividade deportiva en xeral no ámbito municipal creando hábitos de vida saudables, oferta r un ocio e tempo libre saudables, construtivo e de carácter social e fomentar a adqui sición de aptitudes de participación, compro miso e esforzo. Os principais ámbitos de actuación so n as escolas deportivas municipais para a idade escolar, activ idades deportivas para persoas adultas e outras actividades como a “Gala do Deporte de Vedra”(bianual), campionato de fútbol sala, carre ira solidaria nocturna , Btt da Camelia… e a colaboración e apoio a outra s iniciativas deportivas que se desenvolven no marco do municipio. No que se refire aos equipament os deportivos, na actualidade Vedra dispón de: - Pavillón Municipal de Deportes de Vedra - Ximnasio Municipal - Piscina Municipal - Campo de Fútbol de San Mamede de Ribadulla - Campo de Fútbol do Coto, en Santa Cruz de Ribadulla - Campo de Fútbol de Vilanova - Pista de Atletismo de Vedra - Pista Polideportiva “O Coto” de Santa Cruz de Ribadulla - Pista Polideportiva “Chaoredondo” , en San Xián de Sales - Pista Polideportiva de Merín Tamén conta con canchas deportiv as nos campos da festa de Trobe, San Pedro de Sarandón, San Mamede de Ribadulla e I llobre (Arquivo municipal. Deportes) Polo territorio vedrés discor rer on probas deportivas como a Volta Ciclista a España no ano 2013, o Rally do Botafumeiro (proba automovilística que se c elebra na ca pital galega e comarca), a travesía da Ruta da Prata con cans de tiro de trineo (mushing), entre outras. Vedra, unha aproximación contextual 281 En definitiva, o deporte representa un longo percorrido de superación constante, de convivencia e de traballo; unha oportunidade para desenvolverse como “deportistas e como persoas” nun ambiente de compañeirismo. Pero ao tempo, o deporte tamén representa participación asocia tiva e implicaci ón en proxectos e procesos de desenvolvemento comunitario. O deporte vedrés foi un dos principais viveiros de líderes asociativos que logo pasaron a formar parte doutro tipo de entidades nas diferentes parroquias. C APÍTULO V. O ASOCIACIONISMO NO CONCELLO DE VEDRA: RESULTADOS E DISCUSIÓN O propósito deste capítulo é presentar os resultados do estudo empírico, dando resposta ao obxectivo xe ral desta tese que é analizar en clave descritiva e inter pretativa o tecido asociativo do Concello de Vedra, estudando os antecedentes, o perfil, as accións e o impacto no desenvolvemento socioeducat ivo e cultural local. O capítulo estrutúrase en catro apartados: - O primeiro realiza un percorrido polos antecedentes do sector asociativo local. Estes datos for on extraídos tanto da análise documental (arquivo da emigraci ón e rexistro municipal de asociacións), como das entrev is tas a políticos e do grupo de discusión con integrantes da s asociacións de Vedra. - Regulamentos, servizos e recursos locais para as asociacións, é a temática do segundo apartado. Para a s úa elaboración empregamos como técnica de reco llida de datos a investigació n documental, centrada nos divers os arquivos municipais. Nel repasamos os diferen tes re gulamentos relacionados coa participación socia l e as as ociacións, as convocatorias de subvencións municipais dirixi das ás entidades, e finalmente presentamos outros recursos loca is para as aso ciacións como poden ser: o Rexistro Municipal de A s ociacións, a cesión de uso de locais e equipamentos para o desenvolvemento das actividades asociativas, recursos de comunicación, o servizo de asesoramento e apoio asociativo, e as accións formativ as dirixidas a este sector. - O terceiro está dedicado á situación das asociacións. Nun primeiro momento desenvólve se unha revisión sobre o asociacionismo no ámbito lo cal. Partindo dunha análise documental centrada no rexis tro municipal de asociacións IVÁN GARCÍA GAR CÍA 284 estudamos as entidades vedresas inscritas e non inscritas neste rexistro segundo a súa tipoloxía, distribución terr itorial e nivel de actividade. Nun segundo momento, presentamos a caracterización das asociacións que responderon ao cuestionario realizado. As temáticas están agrupadas en diversas epígrafes: xunta directiva, persoas asociada s, participación, recursos e persoal, actividades, comuni cación, grao de éxito d as asociacións, traballo colaborativo e necesidad es das asociacións, e o perfil tipo. - O último dos apartados analiza o impacto no desenvolvemen to socioeducativo e cultu ral, tanto a nivel ind ividual como comunitario, que producen as entid ades vedresas na veciñanza. Neste proceso as técnicas de recollida de datos empregadas foron, ademais do cuestionario, as entrevistas e os grupos de discusión tanto o de integrantes de asociacións locais como o de persoas expertas. 5. 1. ANTECEDENTES DO SECT OR ASOCIATIVO VEDRÉS Determinar os anteceden tes do sector asociativo do Concello de Vedra resulta unha tarefa complexa. Para debuxar as súas orixes e para comprendelas é preciso ter en cont a o marco contextual presentado no capítulo IV, que axuda a c ontextualizar as terras vedresas no Val do Ulla, e na pr oximidade e área de influencia de Santiago de Compostela. Unha segunda cuestión a ter en conta, refírese á multit ude de elementos que entran en xogo e que interactúan de forma transversal para crear ese pouso e esencia que dá lugar á par ticipación e implicación asociativa. Falamos de elementos relacionados coa organización da terra, cos sectores económicos da época, coa cultura e trad icións etc., e que ao longo do tempo foron deixando pegada na veciñanza e que foi transmitido de xeración e xeración. Valéndonos da revisión documental, da opinión dos/as representantes políticos/as recollidas nas entrevis tas realizadas e das opinións das persoas das asociacións vedresas extraídas do grupo de discusión, tratamos de definir a orixe do te cido asociativo deste municipio. O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión 285 A continuación, procedemos a inicia r un percorrido polos diferentes hitos da orixe asociativa vedresa. Na segunda metade do século XIX e nos inicios do século XX dérons e en Vedra dous fenómenos que entendemos que poden ser orixes do asociacionismo local. Por unha banda, a masonería, que tivo unha de stacad a representación tanto neste concello, como en todo o Val do Ulla. Chega a este territorio a través da emigración retornada a finais do século XIX e prin cipios do XX que fixo fortuna (Valín, 1990). Hai casos recoñecidos da emigración a Cuba. Ao parecer, o mé dico, militar e escritor B enito Losada Astr ay: (Santiago de Compostela 1824 - San Mamede de Ribadulla 1891) era membro da masonería. Era un reco ñeci do anticlerical e estaba afiliado ao partido republicano. En conversas coa veciñanza, indican que nas diferentes parroquias do concello a masonería contaba con representantes. Pola outra banda, este territor io tamén contou con organización rotariana (Rotary Club 1 ) que en parte defendían as estruturas empresar iais. A proximidade a Santiago, cidade administrativa e universita ria, xunto que Vedra era unha terra de pazos e casas grandes onde residían pe rsoeiros de clase medio-alta fundamentan esta cuestión. Polo ta nto, a masonería e os R otary Club como organizacións teñen a capacid ade de xerar unha certa dinámica ao seu redor. Outros dous fenómenos que, como experiencias d e acción colectiva -ao igual que noutros municipios gale gos-, marcan a orixe do sector asociativo vedrés, son as “sociedades de emigrantes” e, da súa man, os “sindicatos agrícolas” (agrarismo) (Peña, 1991). Xorden nos primeiros anos do século XX. No caso de Vedra, e no marco da importante colonia de naturais do municipio en Bos Aires, déronse as condición necesarias para a creación dun potente movemento asoc iativo que emerxeu con forza, e 1 O Rotary Club é unha organización internaci onal e cl ub de servizo cu xo propósito é reunir a líderes empresariais e profesiona is universitario s e n on un iversitarios , co fin de prestar servizos hu manitarios nas súas c omunidades, promover elevadas normas de ética en todas as ocupacións e contribuir a formentar boa vontade e a paz no mundo. (Wikipedia, https://es.wikipedia.org/wiki/Rotary_International) 2 . IVÁN GARCÍA GAR CÍA 286 que logo interveu desde alí na súa terr a de orixe. Polo tanto, as primeiras expresións do asociacionismo de Vedra atopámolas na emigración, entre os emigrantes cunha certa form ación adquirida (boa parte dela xa alén do mar), xunto a outros con mellor posición económica, que crearon en Bos Aires sociedades de cará cter moi diverso: mutualis ta, instrutivas, agrarias, re creativas, culturais e de fomento, repercutindo, en xeral, nos seus lugares de orixe. (Cerdeira, 2010, p.87) A continuación, baseándonos na re visión do Arquivo Municipal da Emigración e na obra de Xurxo Cerdeira (2010), presentamos de forma sintética as Sociedades de emigran tes do concello de Vedra en Bos Aires: - Sociedad Agrícola de Resident es del Municipio de Vedra en Buenos Aires, fundada en 1910, as súas pretensións eran a de unión, protección e apoio. As fina lidades da asociación tiñan carácter cultural, instrutivo e mutua lista. Neste último aspecto, primou a axuda ao Sindicato de Agricultores de Vedra. No eido cultural e instrutivo a sú a preocupación era mellorar a calidade do ensino no Concello de Vedra a través da construción de escolas e axudas escolare s. Tamén a mellora das comunicacións: camiños e pontes , asistencia médica para os seus asociados/as, pago de enterros, billetes de chamada e de retorno, axudas a familias necesit adas, tanto na Arxentina co mo en Vedra, etc. (Cerdeira, 2010). A Casa do Sindicato de Agricultore s de Vedra, construíuse entre 1911 e 1917. A Sociedad de Residentes del Municipio de Vedra en Buenos Aires cubriu a totali dade dos gastos de compra do terreo e da súa construción (Amabul, 2011). Adem ais recibiron apoio para a compra de sementes e plantas para os socios /as, e financiaron a posta en marc ha dunha mutua de seguros do gando. - Sociedad Agrícola, Ganadera y de Instrucción de Santa Eulalia de Vedra en Buenos Aires , fundada en 1910. En 1917 esta sociedade cambia de nome pasando a denominarse Cultura e Progreso parroquial de Vedra. Apoiou a construción da Casa da Irmandade, destinada a sede soci al e escola que, en verdade, O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión 287 logrouse en boa medida pola esfo rzo desta sociedade. As obras iniciáronse no ano 1915 e concluír onse a primeiros da década de 1920 (Amabul, 2011) Desde 1957 esta sociedade conta cun grupo de música e baile tradicional. Unha data destacada é o ano 1974, cando a sociedade adquire un solar para a edificación da súa sede social. En 1992 esta entidade inscríbe se no Rexistro Oficial da Galeguidade; ademais forma part e da Unión de Asociaciones Gallegas de Bos Aires e da Federación de Sociedades Españolas en Bos Aires. Esta é a única sociedade activa a día de hoxe e desenvolve un amplo programa de actividades socioculturais. - Sociedad Unión y Progreso de San Julián de Sales : fúndase en 1913 e o seu obxectivo principal era loitar , desde Arxentina, pola mellora da súa parroquia. Os seus fins eran instrutivos e agrarios. Entre os anos 1917 e 1924, a Sociedad Unión y Progreso de San Xián de Sales en Bos Aires aportou todos os recursos económicos necesarios p ara dotar á parroquia dun campo da festa e da sede social, que sería tamén e dificio escolar. Asemade, en 1935 apoiaron a apertura do camiño á aldea da Torre. En 1922, un grupo de soci os deciden fundar unha nova sociedade denominad a Juventud de Naturales de San Julián de Sales. - Comité Auxiliar da Sociedad de Agricultore s de Vedra en Buenos Aires (fúndase en 1915) e a Sociedad Mutua y Auxiliar de Agricultores del Munic ipio de Vedra (fúndase en 1920); foron constituídas a partir da escisión de membros da Sociedade Residentes do Municipio de Vedra. - O Progreso de San Andrés de Illobre, fundada en 1917, fixo aportacións para que a parroquia puidera contar cunha escola e coa casa da mestra. - Sociedad Nueva Era de Vilanova e o seu contorno : fundouse en 1922 e deixou de funcionar en 1930. As súas finalidades eran educativas e mutualistas. Durante varios anos sostiveron a IVÁN GARCÍA GAR CÍA 288 escola da parroquia de San Pedro de Vilanova, chamada “República Argentina”. Segundo Xu rxo Cerdeira (2010), esta sociedade ten un lugar de honr a reservado na historia do asociacionismo galego da di áspora grazas á destacada participación que tivo Nueva Era no IV Congreso da Federación de Sociedades Galegas, celebrado en 1925. - Comisión Pro-Escuelas de Puente Ulla (1926): aportaron os recursos necesarios para convert er o antigo cárcere en escola. Así mesmo, emig rantes de Vedra participaron en mo itas entidades galegas creadas no exterior e mesm o axudaron a fundar algunhas delas. Durante a presentación das socied ades de emigrantes xa se foi destacando o labor principal de cad a unha delas. A continuación faise referencia, a modo de resumo e de xeito transversal, ás principais liñas de acción: - A acción mutualista das sociedades de Vedra foi fundamental, pois unha das súas finalidades era prestarlle axuda aos socios/as que por motivos de enfermidade o u accidente quedaban en situación de indefensión. - As caixas de préstamos foron outro dos servizos que as sociedades de Vedra poñ ían a dis posición dos seus integrantes. Con elas apoiaban aspectos como a innovación agrícola, a dignificación das condicións de vida dos labregos e mesmo a cobertura de necesidades básicas. - A acción educativa das sociedades vólvese priorita ria, os emigrados descobren de primeira man a necesidade de instrución e as vantaxes que de rivan dela. Apostan pola creación de escolas, por estimular a asis te ncia dos nenos e nenas a trav és de premios escolares; tamén de senvolven outras accións para o fomento da escolarización ao te mpo que denuncian as carencias socioeducativas da poboación. As sociedades de emigrantes de Vedra colaboraron na construci ón das escolas de A Ponte Ulla, San Pedro de Sarandón, Trobe, Santo André de Illobre, San Xián de Sales e Merín. O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión 289 - Infraestruturas : en relación ás infraes truturas na ma ioría das parroquias do concello atópase a pegada destas obras imprescindibles: ponte da Pedrei ra, ponte de B azar, ponte de Couso, camiño da Torre e a cas a da Irmandade de Vedra. - Agricultura: outras das finalidades destas sociedades era a modernización da agricultura e da gandería. Apoiaron mutuas para os seguros do gando, a comp ra de plantas e sementes, a recuperación do viñedo que es taba ameazado polas pragas e polos atrancos para a súa comercialización… tamén financiaron a construción da Casa do Sindicat o de Agriculto res e impulsaron a creación da propia entidade. - Creación e mantemento de publicacións : as sociedades de Vedra sostiñan publicacións pe riódicas como órganos de comunicación ao servizo dos se us obxectivos. Entre eles, “o propiamente informativo; unha función propagandística ou mentalizadora, dirixida a espallar o ideario agrarista e, en boa medida, rexionalista-republicano; e a formativa e/ou educativa. Un exemplo é a revista Unión de Teo y Vedra”. (Cerdeira, 2010, p.123) - A acción sociocultural : as sociedades vedresas contaban cunha oferta de actividades de ti po lúdico, recreativo, de ocio e culturais coas que satis facer as súas necesidades n este eido; por exemplo festas e celebracións, bailes, teatro ou conmemoracións. Cómpre destacar tamén que pouco a pouco diversas asociación s fóronse constituíndo en federacións. En 1918 a Sociedade Unión e Progreso de San Julián de Sales, xunto á sociedade Cultura e Progreso parroquial de Vedra e Progreso de San Andrés de Illobre, fundan a Federación do distrito Municipal de Vedra en Bos Aires. En 1920 a Sociedade Agrícola de Residentes do Municipi o de Vedra, xunto ao Centro de Residentes de Teo, cr ean a Federación de Sociedades Agrarias e Instrutivas da Provincia da Coruña en Sudamérica, na que se integraron as sociedades de emigrantes de Ordes, Padrón, Negr eira, Boqueixón e Monfero. Á vista de todo o anterior, débese ter presente que o dinamismo das sociedades de emigrantes de Vedra é difícil de atopar noutro ámbito da IVÁN GARCÍA GAR CÍA 296 marcha coa finalidade de ter unh as bases comúns de desenvolvemento en diferentes ámbitos ou equi pamentos; son os seguintes: Cadro nº21. Regulamentos munic ipais relacionados coa participación social e as asociacións Nº Boletín Oficial da Provincia Data de publicación Regulamento 241 21-10-2005 Regulamento de réxime interno do Centro Sociocultural da Terceira Idade de Vedra 68 25-03-2008 Regulamento de participación veciñal 274 27-11-2008 Regulamento para a utilización dos locais existentes nas casas de cultura e locais parroquia is 274 27-11-2008 Regulamento para a utilización dos sal óns de actos das casas de cultura. 162 27-08- 2012 Regulamento interno de acci ón voluntaria do Concello de Vedra Fonte: Arquivo Municipal do Concello de Vedra. Elaboración propia En primeiro lugar atópase o Regulamento de réxime interno do Centro Sociocultural da Terceira Idade , que recolle os fins e actividades a desenvolver, os dereitos e deberes das persoas usuarias, socias ou colaboradoras e os órganos de partic ipación e representación, de entre outras. Este equipamento ten como fi n fundamental servir de espazo de encontro e convivencia para o colect ivo de persoas maiores do Concello de Vedra. O feito de que existan unhas bases reguladas axuda a unha mellor convivencia e uso desta infraestrutura. No caso do Regulamento de participación veciñal pretende acadar os obxectivos que se enumeran a con tinuación, e que teñen carácter de principios básicos : facilitar a máis ampla información sobre as súas actividades, obras e servizos ; facer efectivos os dereitos veciñais recollidos na lexislación vixente; facilitar e promover a iniciativa e O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión 297 participación dos veciños e veciñas e entidades cidadáns na xestión municipal; fomentar a vida asociativa do con cello e achegar a xestión municipal aos cidadáns e cidadás. Neste senso, o obxecto do presente regulamento é a regulación das formas, medios e procedementos de información e participación dos/as veciños/as e entidades cidadás na xestión municipal. Os artigos que teñen que ver máis di rectamente co asociacion ismo local son os que a continuación se presentan: Artigo 8, recolle que nas dependenc ias do Concello funcionará unha Oficina de Información Municipal e Asesoramento ás Asociacións sen ánimo de lucro. Artigo 21, indica que calquera entidade inscrita no Rexistro Municipal de Asociacións ten dereito a intervir no Pleno da Cor poración mediante un representante cando se traten as untos do seu interese, solicitando a intervención mediante es crit o motivado dirixido ao Alcalde. Artigo 24, recolle que poderán fa cer propostas e presentar mocións para o debate no Pleno da Corporación as asociacións inscritas no Rexistro Municipal de Asociacións , sobre asuntos do seu ámbito de actuación. Ademais, o Título III do regu lamento recolle o obxecto e os requirimentos para que as entidade s vedresas p oidan formar parte do Rexistro Municipal de Asociacións . É de destacar que no artigo 29 aparecen mencionados os dereitos das asociacións rexistradas: a) Recibir apoio económico do co ncello, na medida en que o permitan os orzamentos, para as súas actividad es e gastos de funcionamento. b) Acceder aos medio s públicos municipais, especialmente locais e medios de comunicación, coas limitacións que impoña a coincidencia de uso por outras entidades ou polo propio concello. c) R ecibir as publicacións, pe riódicas ou non, editadas polo Con cello, sempre que resulten de interes e para a asociación, atendendo ao seu obxecto social. IVÁN GARCÍA GAR CÍA 298 Este regulamento é unha boa ferramenta pa ra fome ntar a participación veciñal e para poñer en valor o tecido asociativo de Vedra. En si, non supuxo un gran cambio, pero o feito de que exista e regule este eido resulta fundamental para o seu desenvolvemento. En relación ao Regulamento para a utilización dos locais e xistentes nas casas de cultura e locais parroquiais , cómpre dicir que ten por obxecto a definición, regulación e réxime orga nizativo interno dos edificios de titularidade munic ipal que son utilizados polas distintas as ociacións rexistradas no concello, e aqueles outr os que poidan utilizarse para tal fin nun futuro. Os obxectivos que persegue esta normativa son, con carácter xeral: - Ofrecer cobertura ás estratex ias de apoio e protección do movemento asociativ o como elemento catalizador da participación cidadá. - Fomentar o asociacionismo veciñal e a participación da cidadanía na vida social, a través de oportunidades de relación, poñendo á súa disposición as infr aestruturas e os recursos municipais neste eido. - Facilitar o acceso dos distintos co lectivos ás actividades para mellorar a calidade de vida. - Ser punto de encontro e de de senvolvemento de programas de actividades e servizos que promo van o benestar social, a animación comunitaria e a cultura. O Regulamento para a utilización dos salóns de actos das casas de cultura , recolle que: As casas de cultura son infraestrutu ras municipais estables postas a disposición da cidadanía e que teñe n como finalidade a participación dos colectivos veciñais na vida cultural e social municipal así como o desenvolvemento de actividades socioculturais, educativas e institucionais promovidas polo Concello de Vedra ou polos colectivos cidadáns do concello. Esta s casas están dotad as de salóns de actos que precisan dunha regulación que facilite o seu funcionamento e o seu uso, O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión 299 para o que se articula o presente regulamento, o cal será de aplicación para a cesión temporal do uso dos salóns de actos. Finalmente, o Regulamento interno de acción voluntaria do Concello de Vedra nace co fin de regular a acci ón vo luntaria que se poida desenvolver desde o propio concello e como apoio e complemento á realizada polo tecido asociativo local. Polo tanto, este regulamento é de aplicación aos programas, proxectos ou actuacións de voluntariado no municipio. 5.2.2. Subvencións municipais dirixidas ás asociacións De cara a apoiar ás asociacións lo cais o Concello de Vedra puxo en marcha dúas liñas de subvención: - Subvencións municipais dirixi das ao apoio e promoción do deporte orientadas a deporte fe derado, escolas deportivas e actividades deportivas non federa das de mantemento de maiores de idade. Esta convocatoria real ízase de forma continuada entre os anos 2007 e 2017. No ano 2018 fusiónanse as escolas deportivas e desaparece a convo catoria de subvención. - Subvencións para o desenvolvemento de actividades levadas a cabo por entidades sen ánimo de lucro no termo municipal, co obxectivo de promover e dinamizar a particip ación activa da veciñanza no tecido asociativo co mo xerador de sinerxías que contribúan á mellora da calidade de vida. Considéranse actividades obxecto desta subvención as seguintes: - As culturais en calquera dos se us ámbitos (teatro, cine, danza, música, canto coral e/ ou calquera ou tra iniciativa artística). - Actividade s para a recupera ción e a difusión do patrimonio cultural, etnográfico e histórico. - As formativas. - De lecer e do tempo libre. - Aquelas relacionadas coa cr eación de espazos para a comunicación e coas novas tecnoloxías. IVÁN GARCÍA GAR CÍA 300 - As que contribúan á conserva ción do ambiente e á posta en valor do patrimonio natural. - Actividades que promovan a igualdade de xénero. - As orientadas á educ ación para a saúde e hábitos de vida saudables. - Conciliación da vida laboral e familiar. - De integración de colectivos en risco de exclusión social. - Actividade s para a participación social. - De promoción económica e desenvolvemento local. - Aquelas que favorezan o emprendemento e o emprego. - Outras actividades de interese municipal que se axusten ao obxecto da convocatoria. Esta convocatoria realízase por primeira vez no a 2018 e, segundo a documentación recollida no arquivo m unicipal, subvencionaron un total de 15 proxectos asociativos. No a no 2019 subvencionaron 14 iniciativas e no 2020 en plena pandemia, 12. Es ta convocatoria de axudas ás asociacións supón un apoio fundam ental, xa que a cantidade se aproxima aos 2.000 € por proposta. Ademais convé rtese nun elemento dinamizador de novas actividades. Po lo tanto, a consecución de todos estes proxectos subvencionados teñen un grande impacto na comunidade vedresa. 5.2.3. Outros apoios municipais ás asociacións locais Anteriormente á existencia de subvencións, ou como complemento a estas, segundo fontes municipais, o concello apoia e colabora coas asociacións mediante convenios específicos ou cubrindo gastos de organización (son, ca rpas, vallas…), aportando medios municipais propios e in fraestruturas, premios, ag asallos ou actuacións, impresión de cartele ría e folletos, di fusión en medios de comunicación, etc. Outro modo de colaboración, neste ca so coas comisións de festas, é a aportación dunha actuaci ón anual da Banda de Música de Santa Cruz de Ribadulla, pois o concello s ubvenciona co 65% do seu custe. O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión 301 O Rexistro Municipal de Asociacións Como se adiantou no punto dedicado ás “Entidades inscritas no Rexistro Municipal de Asociacións” , o Concello de Vedra, ante a cantidade e diversidade de asocia cións e entidade s que se foron constituíndo ao longo do tempo, o 10 de maio de 1995 acorda crear o Rexistro Municipal de Asociacións. Esta ferramenta, ademais de permitir a coordinación entre as entidad es, constitúese como unha canle de comunicación fundamental. A cesión de uso de locais e eq uipamentos municipais para o desenvolvemento das actividades asociativas A colaboración mediante a cesión de locais e equipamentos é imprescindi ble pois facilítanse espazos de oficina, reunión e almacenamento de materiais para cada unha das entidades. Tamén se ceden equipamentos municipais co mo o pavillón, campos de fútbol, salóns de actos, áreas de recreo, erecursos materiais como equipo de son, canón de proxección, escenarios, cadeiras, mesas, entre outros. O Boletí n Informat ivo do Concello En setembro de 1999 chegou á casa da veciñanza vedresa o primeiro boletín municipal de tirada mensua l. Editan 1400 exemplares cada mes cunha extensión de 12 páxinas, que reparte Correos en cada domicilio, ademais de distribuírse en locais públicos, da h ostalaría e comercios. Ten por fina lidade difun dir as novas municipais e as actividades que se desenvolven en Vedra. Un dos apartados está dedicado ás iniciativas asociativas. Para as entidades é vi tal con tar cunha ferramen ta destas características que permita visibilizar o seu quefacer . Co paso dos anos, a maiores da publicación en formato papel, creouse o servizo de [email protected] , ademais este labor de comunicación tamén conta con espazo propio na páxina web e nas redes sociais municipais. Nos últimos tempos púxose en marc ha un servizo de novas por WhatsApp. IVÁN GARCÍA GAR CÍA 302 A Axencia Municipal para o Voluntariado e as Asociació ns No ano 2006 -e no marco do Programa de Cooperación e Solidariedade Social (Programa dos Servizos Soci ais Comunitarios Básicos) que ten por finalidade facilitar a participaci ón comunitaria en tarefas colectivas, impulsando o asociacionismo e a or ganización do voluntariado-, ponse en funcionamento un servizo de información, asesoramento e formación a disposición de todas as iniciativas sociais que se activen no Concello de Vedra. No arquivo municipal recóllese que os obxectivos deste servizo son: - Difundir e sensibilizar entre a poboación en xeral, o valor do voluntariado como forma de par ticipación social e exercicio de corresponsabilid ade. - Informar e orientar sobre vol untariado: oportunidades e necesidades do mesmo, programas, recursos. - Ofrecer servizos de apoio a asociacións e voluntarios/as: documentación, form ación e asesoría dirixida ás entidades e ás persoas voluntarias, p ara que consoliden a súa acción. - Intermediar para potenciar os vínculos entre organizacións e posibles voluntarios/as, aquí e en proxectos de voluntariado europeo. - Fortalecer o tecido asociativo med iante a información e a formación coas asociacións de mulleres, xoves, veciños, culturais, deportivas... - Impulsar o traballo en rede, a ni vel local e aut onómico, de forma que se enriqueza a práctica diaria e se fortaleza a acción. En relación ao voluntariado de senvolvéronse actividades de: - Información das organizacións, dos programas e dos postos de voluntariado. - Asesoramento sobre os dereitos e deberes como voluntario/a. - Intermediación para potenciar os vínculos entre organizacións e voluntarios/as, en Vedra e en proxectos de voluntariado europeo. O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión 303 - Formación para o in icio do labor de voluntariado. - Acompañamento no labor de voluntariado. O traballo coas asociación centrouse no apoio en: - Difundir a información das activ idades (boletín informativo, web e redes municipais…). - Derivar persoas voluntarias. - Informar de recursos e activ idades. - Asesorar sobre temas de xestión e administración (subvencións…). - Buscar espazos de coordinación. - Formar ás persoas das entidades nos temas que demandan. En relación á formación, na tábo a seguinte recóllense as accións formativas impulsad as polo concello , e de forma transversal desde os departamentos de Servizos Sociais, Cultura e Xuventude dirixidas ao eido da participación social, ás asoc iacións e ao tem po libre. Indícase o ano no que se impartiu a acción formativa, a temática, o n úmero de horas de formación e de participantes. Táboa nº4 3 . Accións formativas concello Ano Temática Número participantes 2006 Curso de Monitorado de Actividade s de Tempo Libre (350 h.) 21 2007 Xornadas de voluntariado (4 h.) 36 2007 Curso de Educación Ambi ental para a formación de monitorado (50 h.) 20 2009 Curso básico de xestión de asociacións (6 h.) 20 2009 Curso de recursos europeos p ara a mocidade, o programa a Xuventude en Acción (10 h.) 12 2010 Curso de dinámicas de grupo e animación x uvenil (20 h.) 12 2011 Xornadas formativas do Voluntariado Xu venil (4 h.) 4 2012 Incubadora de proxectos (2 h.) 6 2012 Xornadas formativas do Voluntariado Xu venil (4 h.) 4 IVÁN GARCÍA GAR CÍA 304 2013 Incubadora de proxectos (2 h.) 4 2013 Xornadas formativas do Voluntariado Xu venil (4 h.) 8 2014 Xornadas formativas do Voluntariado Xu venil (4 h.) 8 2014 Curso de maquillaxe de animación sociocultural (8 h.) 12 2014 Curso de Monitorado de Actividade s de Tempo Libre (350 h.) 16 2015 Xornadas formativas do Voluntariado Xu venil (4 h.) 10 2015 Mesa redonda: A fiscalidade na s asociacións IV E, declaración a terceiros, lei de antibranqu eo de capitais, IRPF, exencións, imposto de s ociedades (2 h.) 56 2016 Incubadora de proxectos (2 h.) 4 2016 Xornadas formativas do Voluntariado Xu venil (4 h.) 10 2016 Obradoiro de iniciació n ao “crowdfunding” ou financiamento colectivo (2 h.) 15 2016 Curso de Monitorado de Actividade s de Tempo Libre (350 h.) 15 2016 100x100, Experiencias que transforman: xornada de difusión e valorización de experiencias xuvenís 55 2017 Xornadas formativas do Voluntariado Xu venil (4 h.) 10 2017 Obradoiro: que che of rece Europa; intercambios, voluntariado (2 h.) 8 2017 Curso: Recursos para a Educación Ambiental (12 h.) 8 2017 Curso de animación infantil (8 h.) 8 2017 Curso de Monitorado de Actividade s de Tempo Libre (350 h.) 19 2017 Intercambio de boas prá cticas para animadores de xuventude (32 h.) 10 2017 Navegando na educación non formal (40 h) 9 2018 Xornadas formativas do Voluntariado Xu venil (4 h.) 10 2019 Curso de Monitorado de Actividade s de Tempo Libre (350 h.) 10 2019 Xornadas formativas do Voluntariado Xu venil (4 h.) 10 2020 Xornadas formativas do Voluntariado Xu venil (4 h.) 10 Fonte: Arquivo Municipal. Cultural e Xuventude. Elaboración propia. O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión 305 É de salientar o feito de que nun período de 15 anos participaran arredor de 460 persoas en accións formativas destas características, xa que teñen como unha das súas finalidades introducir á poboación xeral, pero en especial á mocidade, na “cu ltura da participación local”. 5.3. SITUACIÓN DO TECIDO ASOCIATIVO DO CONCELLO DE VEDRA Neste punto, trataremos de profundar na análise da realidade das asociacións vedresas. Entre os obxectivos deste es tudo está o realizar un achegamento ao perfil asociativo de cara a coñecer información básica destas entidades: número de asoc iacións e de soci os/as, tipoloxía, distribución te rritorial, activid ades que desenvolven, recursos que empregan, nivel de participación, tr aballo colaborativo e necesidades das asociacións. Esta análise real ízase en base a unha revisión documental e aos resultados do cuestionario aplicado ás asociacións. 5.3.1. O asociacionismo no ámbito local As asociacións constitúen un fenómeno sociolóxico e político, pois expresan a tendenc ia natural das persoas a agruparse e c onstitúen un instrumento de participación e desenvolveme nto comunitario. Este perfil de entidades son as que nace ron en Vedra ao longo do tempo. Nas seguintes páxinas coñeceremos d e primeira man a diversidade tipolóxica das asociacións vedresas, os seus fins prioritarios e o tipo de accións e actividades que desenvolv eron ou que aínda están a levar a cabo. 5.3.1.1. Entidades inscritas no Rexistro Municipal de Asociacións As asociacións comezan a crearse en Galicia, fundamentalmente, ao abeiro da Lei 191/1964 e sobre to do a partir de 1978, coa aprobación da Constitución Española e o recoñecemento do dereito de asociación, posteriormente regulado na Lei Orgánica 1/2002, do Dereito de IVÁN GARCÍA GAR CÍA 312 Cadro nº23. Asociacións de Festexos Nome Parroquia/Domicilio social Ano de fundación En activo Asociación de Festexos Populares “San Miguel de Sarandón” San Miguel de Sarandón 1992 Si Asociación d e Festexos “A Concepción” San Pedro de Sarandón 1994 Si Asociación C ultural e de Festexos “Santa Baia de Ve dra” Santa Baia de Vedra 1995 Si Asociación C ultural e de Festexos “Fon te de Apóstol” San Pedro de Vilanova 1997 Si Asociación Cultural, Recreativa e Festiva “O Patio” Santa Cruz de Ribadulla 1998 Si Asociación de Festexos “S an Julián de Sales” San Xián de Sales 2001 Si Asociación Cultural de festas e espectáculos “AFESA” Sans Fins de Sales 2001 Si Asociación C ultural e de Festexos “San Cristo bal de Merín” San Cristovo de M erín 2004 Si Asociación C ultural e de Festexos “Virxe do Carm e” Santo André de Trobe 2004 Si Asociación C ultural “Neira- Feal” San Mamede de Ribadulla 2006 Si Asociación C ultural “Andrés Avelino” San Mamede de Ribadulla 2007 Si Asociación C ultural e de Festexos de “X imonde” San Miguel de Sarandón 2016 Si Fonte: Información extraída do Rexistro Municipal de Asociaci óns. Elaboración propia. O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión 313 Asociacións Culturais O asociacionismo cultural ved rés concíbese como un medio para qu e a veciñanza acceda a unha vida máis rica, activa e creado ra, tanto a nivel individual como colectiva, particip ando no seu entorno social e cultural e contribuíndo a transformalo. Como podemos observar na táboa, o rexurdir do asociacionismo cultural de Vedra atópase a finais dos anos 80 e ao longo dos 90. Para coñecer os fins e as activid ades de cada unha das asociacións organizamos a presentación en tres bloques: asociacións musicais, asociacións culturais xerais -onde prima a músi ca e o baile tradicional- e outras asociacións culturais Cadro nº24. Asociacións Culturais Nome Parroquia/Domicilio social Ano de fundación En activo Banda de Música de San ta Cruz de Ribadulla Santa Cruz de Ribadulla 1985 Si Asociación Cultural “Agarimo” San Fins de Sales 1986 Non Asociación Cultural “San Campio” San Miguel de Sarandón 1987 Si Asociación Cultural “Papaventos” Santa Baia de Vedra 1988 Si Asociación Fo lclórica e Cultural de Santa Cruz de Ribadulla Santa Cruz de Ribadulla 1989 Non Asociación Cultural de Ensino do Arte da Música de Santa Cruz de Ribadulla Santa Cruz de Ribadulla 1992 Si Asociación C ultural e Deportiva “Ra iolo” San Xián de Sales 1994 Non Asociación Cu ltural “O Porteliño” San Cristovo de M erín 1994 Si IVÁN GARCÍA GAR CÍA 314 Asociación Cultural “Ullán” Santa Cruz de Ribadulla 1994 Non Asociación Cultural- Escola de Gaitas e Baile Galego “Santiaguiño” San Pedro de Vilanova 1994 Si Rondalla de San Miguel San Miguel de Sarandón 1995 Non Asociación “A Requinta da Ulla” San Miguel de Sarandón 1996 Non Asociación Cultural e Deportiva “Cracy Cabezas” San Cristovo de M erín 1996 Non Asociación C ultural e Deportiva “Treixada” Santo André de Trobe 1997 Non Asociación A migos da Camelia do Val do Ulla Santa Baia de Vedra 1999 Si Asociación A migos da Coral Polifónica de Santa Cruz de Ribadulla Santa Cruz de Ribadulla 2000 Si Asociación Raiceiros San Miguel de Sarandón 2001 Si Asociación Cultural “Escola de Música de Vedra” Santa Baia de Vedra 2004 Si Asociación de Pandereteiras “Silandeira” San Xián de Sales 2006 Si Asociación C ultural da Terceira Idade “Os do Canto” Santa Baia de Vedra 2009 Si Asociación C ultural e Teatral “Tira e Afloxa” San Pedro de Vilanova 2009 Si Asociación Senunpeso Producións San Miguel de Sarandón 2009 Si Asociación Music al “Ghazafellos” Santo André de Illobre 2017 Si Fonte: Info rmación ext raída do Re xistro Municipal de Asociaci óns. Elabo ración propi a. O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión 315 Asociacións musicais A Banda de Música de Santa Cruz de Ribadulla ten como principal fin o de promocionar e difundir a música e a formación musical no Val da Ulla. Para iso realiz a ensaios e actua cións, concertos e festiv ais como os de Nadal ou o Festival de Ba ndas de Música do Patio… Realizou actuacións por toda Galicia, por outras Comunidades do Estado e mesmo en Portugal (Web: http ://bmscr.org). A Asociación Cultural de Ensino da Arte da Música de Santa Cruz de Ribadulla céntrase no fome nto da ensinanza da mú sica en tódalas sú as manifestacións. Hoxe en día con ta cu nha escola de música cun grande potencial, non só polo número de alumnado e pola variedade de instrumentos de vento ou de percusión que ensinan, senón tamén polo nivel que acadan no proceso de ensinanza-aprendizaxe. Ademais organizan diversas actividades como o concerto de Nadal, o festival de música fin de curso, campamento s musicais, intercambios, concertos e actuacións, Festival de Ba ndas de Música Xuvenís... No caso da Rondalla de San Miguel pr ocura a promoción da música de corda. As súas activ idades centráb anse en clases de música (guitarra, laúde, bandurria…) e actuaci óns e concertos. Lev a anos sen actividade, e deuse de baixa no Rexistro Municipal de Asociacións. A asociación A Requinta da Ulla créase co obxectivo de recuperar a requinta, unha frauta traveseira carac terística desta zona. Ademais de realizar recollid as de campo sobre a histo ria e pezas musica is crearon un grupo tradicional de requintas. A principios dos anos 2000 esta entidade disolveuse. No caso da Asociación Amigos da Co ral Polifónica de Santa Cruz de Ribadulla o obxectivo é promover, fo mentar e desenvolver a cultura da música e os seus valores poéticos e pedagóxicos. Imparten clases de canto-coral dous días á semana. Tamé n organizan festivais de corais e intercambios, e participan en actuacións e concertos tanto po la comarca como noutros puntos de Galicia. A Asociación Cultural Escola de Música de Vedra promove manifestacións artísticas divulgánd oas entre o público en xeral, IVÁN GARCÍA GAR CÍA 316 fomenta o nacemen to de vocacións musicais e o ensino da música en tódalas súas formas e manifestacións .. A súa escola de música céntrase, sobre todo, na aprendizaxe de instru mentos de corda. Ao longo do ano desenvolve actividades como o concerto de Nadal, o festival de música fin de curso, concertos e act uacións, campamento musical… No referido á Asociación de Pa ndereteiras “Silandeira”, co seu quefacer perseguen a promoción, difu sión e conservación do folclore tradicional galego. Son un grupo de pandereteiras que, ademais de clases e ensaios, desenv olven actu acións e concertos e participan e colaboran con outros pr oxectos culturais. A Asociación cultural C oral da Terc eira Idade “Os do Canto” ten entre os seus fins principais a preparaci ón e interpretación de can to-coral e a cooperación e o intercambio cultural entre asociacións e entidades, para así cumprir cun papel difusor da mú sica nas súas divers as formas e manifestacións. O seu programa de actividades está composto por obradoiros de canto-coral , concertos e actuacións , intercambios entre corais e a organización do festival de Nadal de corais, entre outros. Por último, a Asociación Musical “Ghazafello s” trata de difundir e promover a música tradicional ga lega. Conta cun grupo de música tradicional dedicado a rea lizar recollidas de camp o, ensaios, actuacións e concertos. Asociacións culturais xerais on de prima a música e o baile tradicional A Asociación Cultural “Agarimo” céntr ase na promoción cultural, a formaci ón e o entretemento da veci ñanza. Contaba cunha escola de música e baile tradicional e con dife rentes grupos. Ademais de ensaios, actuacións e concertos, dinamizaban outras actividades socio culturais como festivais ou saídas . Recen temente cesou a súa actividade. Pola súa parte, a Asociación Cultura l San Campio ten por fins o estudo, investigación e práctica do folclore galego, así como a realización e promoción de actividades cult urais e recreativas. Programa e desenvolve actividades socioculturais ao longo de todo o ano: escola de O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión 317 música, baile e pandeireta -conta co s grupos de baile “Os Campiños”, pandereteiras “Dedaleiras” e “A Re quinta da Laxeira”-, campamento de Nadal, festival de Nadal, cantarelas de Nadal, proxeccións de cine, festival folclórico, baile e concurso de disfr aces de Entroido, Serán das Letras, Festa do Socio/a-sardiñad a, Espazo Activo-Pasabodeghas, obradoiros: de guitarra, ukelele, baile de salón, costura, barro…Os grupos desta entidade realizaron actu acións por todo o Estado, e mesmo en Portugal, Francia, Alemaña ou Arxentina (Web: www.arequintadalaxeira.com). A Asociación Folclórica e Cultura l de Santa Cruz de Ribadulla figura actualmente de baixa no Rexistro M unicipal de Asociacións. Tiña por obxectivos desenvolver actividades mu sicais e organizar actividades culturais diversas. Contaba cun grup o de música e de baile. A sí mesmo realizaba actuacións, viaxes e excursións. Actualmente xúntanse para tocar e bailar na festa das flores da parroquia. A Asociación Cultural e Deportiva “Raiolo”, tamén sen actividade a día de hoxe, tiña dous obxectivos principais: organizar actividades culturais div ersas e fomentar as trad icións galegas. De entre as súas iniciativas destacaban as clases de música (ga ita, pandeireta…) e baile tradicional, actuac ións e festivais, in tercambios, celebración das festas do ciclo anual, excursión s e obradoiros infantís. A Asociación Cultural Escola d e Gaitas e Baile Galego “Sa ntiaguiño” organiza e promove o estudo e recompilación de tódolos valores culturais, principalmente os musi cais e baile do pobo galego. Do seu programa de actividades sobresaen as clases de mús ica e baile tradicional, actuacións, interca m bios culturais (En Arxentina, Portugal…), cursos, charlas, expos icións… Colabora puntualmente no Entroido e noutras celebracións pa rroquias, aínda que a día de hoxe a súa actividade é escasa. Por último, a Asociación Cultural e Deportiva “Treixada”, que nace para facilitar un espazo de práctica e divulgación da música e a danza galega, e para promover a creaci ón e organización de manifestacións folclórico-culturais. Desde o seu n acemento artellaron clases de música e baile tradicional, in tercambios, festivais folclóricos, actuacións, IVÁN GARCÍA GAR CÍA 318 excursións e outras moitas actividad es socioculturais. Desde o ano 2016 esta asociación está sen actividade. Outras asociacións culturais A Asociación Cultural Papaventos, fúndase para trab allar pola defensa e difusión da cultura galega. Nos se us inicios desenvolveu unha ampla variedade de iniciativas como obradoi ros de actividades de tempo lib re, concursos artísticos e literarios, cursos, conferencias e coloquios, celebración de datas de transcenden c ia para a identidade d e Galicia, cine-club, festivais folclóricos, car reira pedestre… Despois duns anos sen actividade, volveu con forza para especializarse no teatro. Ademais de ter escola de teatro organiza no mes de marzo a Mostra de Teatro Amador de Vedra “Teatrofilia”. Neste marco, organizan un concurso de carteis, apostan polo teatro local e dedican un día a teatro infantil. Tamén realizan intercambios con outros grupos de teatro galegos, de Portugal, Asturias, e mesmo ac tuaron en Bos Aires (Blog: http://asociacionpapaventos.blogspot.com.es). A Asociación Cultural “O Portel iño” busca promover e realizar actividades culturais e recreativas. En tre as súas actividades destacan os cursos de agricultura ecolóxi ca, exposición de fotos antigas, celebración das festas do ciclo a nual, cursos socioculturais… Na actualidade desenvolve actividad es de xeito moi puntual. Pola súa banda, a Asociac ión Cultural Ullán, actualmente sen actividade, buscou promove r e realizar actos cu ltu rais varios como coloquios, conferencias e charlas, cursos, exposicións, concertos, excursións… pero sobre todo foi refe rente pola publicación da revista Ullán e polo labor do seu grupo de teatro. A Asociación Cultural e Deportiva “Cracy Cabezas” ten obxectivos relacionados coa promoción da cultur a, a arte e o deporte. Ademais de desenvolver algunha viaxe e excursións , a súa actividade estrela durante varios anos foi a orga nización do festival “V edra Rock”, todo un referente a nivel galego en cant o a asistencia e nivel dos grupos participantes. A modo de anécdota, no ano 2000, no V Festival Vedra O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión 319 Rock, estivo a banda californiana “Testament”, que ofreceu tres concertos no Estado español: Barcelona, Madrid e Vedra. A Asociación Cultural Amigos da Camelia do Val do Ulla recolle nos seus estatutos que asu men como fi ns os de promover, fomentar e desenvolver a cultura da camelia, os seus valores botánicos, paisaxísticos e poéticos, favorecer a investigación, formación, organización de ac tividades culturais d e exaltación da camelia e intercambios de experiencias con outros/as amantes da camelia. A súa actividade principal é a organizació n das Xornadas arredor da Camelia, que consisten nunha exposición desta flor, concursos, cursos, charlas, saídas e excursións, concertos e actuacións. A Asociación Raiceiros traballa pa ra e pola recup era ción e difusión do patrimonio cultural, natural, social, etnográfico e histór ico do territorio, desenvolvendo calquera tipo de actu ación encamiñada a este fin. De entre as súas actividades destacan as recollidas de campo, a realización de exposicións, audiovisuais, obrad oiros de educación no patrimonio, charlas e conferencias, a particip ación en proxectos europeos de intercambio e numerosas publicació ns (Web: ww w.raiceiros.org). A Asociación Cultural e Teatral “Tir a e Afloxa” traballa para fomen tar o teatro como fe ito cultural, pa ra promover, animar, impulsa r e favorecer a cultura teatral median te a busca de oportunidades para actores noveis e grupos de teatro afeccionado, así como para difundir entre o público obras e /ou espectác ulos importantes para a cultura xeral. Entre as ac tividades que im pulsa atópanse: clases de teatro, representacións teatrais e unha concentración de espantallos. Por último, a Asociación Senunpeso Producións procura promover a formación, a produción e o coñece mento audiovisual a través de xornadas ou proxeccións, prop orcionar espazos de encontro, creatividade e intercamb io para a ve ciñanza da comarca da Ulla, xerar alternativas de ocio e tempo libre educativo, canali zar e facilitar a obtención de recursos para a realizac ión de actividades auto xestionad as e promover e divulgar a cultura gale ga na comarca, en especial a característica da zona. A súa activ id ade referente é o LAV; Laboratorio Audiovisual de Vedra, unhas xorn adas de formación e mostra 320 IVÁN GARC ÍA GAR CÍA audiovisual. No ano 2018 artell ou o Lav.mov; unha iniciativa que inclúe obradoiros audiovisuais e o concurso “a fume de carozo”. Tamén organiza outras actividades como ci clos de cinema, de documentais e de curtas en clave galega. Desenvol ve producións audiovisuais propias (Web: www.senunpeso.org). Asociacións dirixidas á xuventude En Vedra, o asociacion ismo xuvenil non acadou un d esenvolvemento destacado. A día de hoxe só perm anecen en activo dúas asociacións xuv enís. Neste senso, enténdese que a mocidade está integrada nas asociacións doutra tipoloxía. Cadro nº25. Asociacións dirixidas á xuventude Fonte: Información extraída do Rexistro Municipal de Asociaci óns. Elaboración propia. A continuación realizaremos un percorrido polo seu quefacer: A Asociación Xuvenil “Dorna” ten como sinais de identidade fomentar a cultura e o deporte. As súas actividades referentes son o “Día da Nome Parroquia/Domicilio social Ano de fundación En activo Asociación Xu venil “Dorna” Santo André de Trobe 1994 Si Asociación de Promoción da Xuventude, Deporte e Cultura “PRODECU San Fins” San Fins de Sales 2004 Non Asociación Cul tural, Deportiva e Xuvenil “Verea” Santo André de Trobe 2005 Non Asociación Soci ocultural “A Sementeira” Santa Baia de Vedra 2009 Non Asociación Cul tural, Deportiva e Xuvenil “ACUXUVE” San Xián de Sales 2016 Si O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión 321 bicicleta” e o “Xogos de Peñas” ( un campionato de xogos alternativos en equipos). Ademais desenvolveu fe stivais musicais e excursións, entre outras. A Asociación de Promoción da Xuventude, Deporte e Cultura “PRODECU San Fins” reco lle nos seus estatutos os seguintes fins: promover a prestación de serviz os á xuventude que contribúan á formación, integración social, defens a dos seus dereitos, entretemento, cultura e deporte, promover e fo mentar a divulgación cultural e promover e fomentar a pr áctica do deporte en tódalas súas v ariedades. Realizou actividades cu lturais e de portivas diversas. Leva anos sen actividade. No caso da Asociación Cultural, De portiva e Xuvenil “Verea” os seus fins céntranse en proporcionar espazos de encontro, creatividade e intercambio s aos veciños/as da comarca da Ulla, facendo especial fincapé na mocidade, xerar alternativ as de ocio e tempo libre educativo, canalizar e facilitar a obtención de recursos para a realización d e actividades auto xestio nadas pola mocidade e veciñ anza en xeral, informar á mocidade e á sociedade sobre as distin tas problemátic as xuvenís e culturais, promover e divulgar a cultura galega na comarca, en especial as características da zona e promover usos e háb itos máis respectuosos co medio natural e o avance do desenvolvemento sostible. As súas actividades son diversas : obradoiros e cursos, charlas e conferencias, excursións e saídas, activid ades multiaventura… A súa aposta principal foi a organizaci ón do “Verea rock”, que trataba de darlle continuidade ao que fora o “Vedra rock”. Tamén no eido musical puxo en marcha o festival “Ríos de Música” con actuacións nos establecementos hostaleiros da contor na. Outra iniciativa importante foi o Formacción, Xornadas de Formación e Mostra Audiovisual. Deuse de baixa no Rexistro Muni cipal de Asociacións. A Asociación Sociocultural “A Sementeira”, que leva uns anos sen actividade, tiña como obxectivos promover o estudo, investigación, reflexión e difusión das ideas e coñecementos nos ámbitos cultural, deportivo, social e político dentro dos ideais do humanismo cristián e os valores e principios básicos da democracia. Na súa andaina desenvolveu cursos formativos como o de monitorado de actividades 328 IVÁN GARC ÍA GAR CÍA centro, facilitar a representación das nais e pais de alumnado no consello escolar do centro, estimular a participación de pais e nais de alumnado na programación xeral da ensinanza a través do órgano colexiado correspondente, fomentar as relacións de cooperación do centro con outros centros escolares e os sectores sociais e culturais do entorno, promover a plena realizaci ón do principio de gratuidade no ámbito do centro, así como a efectiv a igualdade de dereitos de todo o alumnado, requirir aos poderes púb licos o cumprimento das leis, regulamentos e plan s de actuación relativos á edu cación, promover actividades formativas , culturais e de est udo, promover reunións de colaboración de pais e nais co profesorado e as boas relacións entre ambos fins como os anteriores. Ta mén as actividades das diferentes ANPAs son coincidentes e concrétanse no apoio ao equipo docente, charlas, conferencias e xornadas di rixid as ás nais/p ais e tamén ao alumnado, accións solidaria s, festivais es colares, excursións e saídas, actividades extraescolares. Na asoc iación do CPI de Vedra, tamén se facilita apoio para a viaxe de fin de curso . Cadro nº28. Asociacións de nais e pais de alumnado Nome Parroquia/Domicilio social Ano de f undación En a ctivo A NPA “A Boca” do CPI de Vedra Santa Baia de Vedra 1980 Si A NPA do Colexio de Educación Infantil e Primaria “Ortigueira” S anta Cruz de Ribadulla 1998 Si A sociación de Nais e Pais “Pino Manso” d a Escola de San Miguel de Sarandón S an Miguel de Sarandón 2003 Non Asociación de Nais e Pais “Val do Ulla” do CRA Boqueixón-Vedr a Lestedo (Concello de Boqueixón) 2007 Si Fonte: Información extraída do Rexistro Municipal de Asociaci óns. Elaboración propia. O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión 329 Asociacións deportivas As asociacións de carácter depor tivo teñen como fin o fomento e a práctica da actividade físico-deportiv a; atopando a diferenciación nas modalidades deportivas practicadas e se as mesmas se atopan federadas ou non. Cadro nº29. Asociacións deportivas Nome Parroquia/Domicilio social Ano de fundación En activo Club Deportivo San Mamed San Mamede de Ribadulla 1967 Si Sociedade de Caza Vedra Santa Baia de Vedra 1978 Si Club Atlético Ponte Ulla A Ponte Ulla 1982 Non Agrupación Deportiv a “Raiola” Santa Baia de Vedra 1988 Non Club Balteiro-San Mamed San Mamede de Ribadulla 1993 Non Boqueixón-Airiños C.F. Santa Cruz de Ribadulla 1994 Non Escola Deportiva “Val do Ulla” O Forte (Concello de Boqueixón) 1994 Non Club Fútbol Vedra Santa Baia de Vedra 1995 Non Airiños, Club Deportiv o Santa Cruz de Ribadulla 1996 Non Club Motociclista “Val do Ulla” Santa Baia de Vedra 1997 Non Club Deportivo “O Dragón” de Vedra Santa Baia de Vedra 1998 Non Club Deportivo Fútbol Sala “Ulla Oil” A Ponte Ulla 1999 Non Club Fútbol Sala Feminino “Mesón R ío Ulla” Santa Cruz de Ribadulla 2001 Non IVÁN GARCÍA GAR CÍA 330 Club Deportivo “San Xián” San Xián de Sales 2002 Si Sociedade de Pesca Deportiva “Agronov o” Santa Cruz de Ribadulla 2002 Si Peña Deport ivist a “O Lagar do Val do Ulla” San Miguel de Sarandón 2002 Non Escola Deportiva “Ribadulla” Santa Cruz de Ribadulla 2003 Non Club Olímpico de Vedra San Fins de Sales 2005 Si Peña Barcelonista “Ribeira do Ulla” San Pedro de Sarandón 2005 Non Unión Deportiva “Val do Ulla” Santa Cruz de Ribadulla 2007 Si Asociación Cul tural e Deportiva “Moteiros Val do Ulla” Santa Baia de Vedra 2008 Si Asociación E cuestre “Cabaleiros de Santiago” San Pedro de Vilanova 2009 Si Club de Montaña “Vértice” Santa Baia de Vedra 2016 Si Asociación Sociocultural e Deportiva “Ribadoulla” Santa Baia de Vedra 2017 Si Fonte: Información extraída do Rexistro Municipal de Asociaci óns. Elaboración propia. En relación á práctica deportiva do fú tbol, o Concello de Vedra contou ao longo da historia con diferent es equipos de fú tbol afeccionado federado. Varios destes clubs tiver on e teñen equipos en categorías inferiores e mesmo crearon escolas deportivas. Cómpre re ferenciar: o Club Deportivo San Mamed, -un club histórico que celebrou recentement e o seu 50 aniversario- ; o Club Atlético Ponte Ulla, que leva varios anos sen actividade; o Boqueixón-Airiños C.F. que se creou a partir da unión dos equipos Airiños e Boqueixón (tamén está de baixa no Rexistro Municipal de Asociaci óns); a Escola Deportiva “Val do Ulla” (sen actividade), o Club de Fútbol Vedra e o Airiños, Club O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión 331 no Rexistro Municipal de Asociaci óns); a Escola Deportiva “Val do Ulla” (sen actividade), o Club de Fútbol Vedra e o Airiños, Club Deportivo (ambos de baixa); a Esco la Deportiva Ribadulla e a Unión Deportiva “Val do Ulla”. Relacionado estreitamente co fú tbol están a Peña Deportivista “O Lagar do Val do Ulla”, sendo o seu fi n principal seguir ao Real Club Deportivo da Coruña; e a Peña Barcelonista “Ribeira do Ulla”, formada por simpatizantes do F.C. Barcelon a. Realizaron viaxes e asistencia a partidos para apoiar ao seu equipo, actos de c onfraternidade (ce as, charlas…). Actualmente están sen actividade. O Club Balteiro-San Mamed foi un proxecto que pr etendía acoller diversas modalidades deportivas, pero nunca se puxo en marcha. Rexistrouse, pero logo deuse de baixa. Cómpre destacar dúas iniciativas d eportivas que s e crearon parellas ao Colexio de Vedra: por unha banda a Agrupación Deportiva ”Raiola”, que xurde co obxectivo de desenvolver actividades físico-deportivas na liña de deportes para todos/as e do tempo libre.. Na súa andaina organizou diversos campionato s deportivos. Pola outra, o Club Deportivo “O Dragón” de Vedra, qu e naceu coa fin alidade de saír a competir. Entre as modalidades coas que contaba destacan: badminton, baloncesto, fútbol, volei, balonm án. Ámbolos dous clubs están sen actividade e dados de baixa no Rexi stro Municipal de Asociacións. Outras entidades son o Club Deportivo Fútbol Sala Feminino “Ulla Oil”, e o Club Fútbol Sala Femi nino “Mesón Río Ulla” -equipo que acadou importantes éxitos-. Os dous atópanse se n actividade a día de hoxe. O Club Deportivo San Xián tamén impulsa o fútbol sala e conta cun equipo nesta disciplina deportiva. A Sociedade de Caza Vedra traba lla polo fomento e práctica da modalidade deportiva de caza; e a Sociedade de Pesca Deportiva “Agronovo” procura o fomento e práct ica deportiva da pesca. Para acadar este fin organiza o concurso de pesca de escalo no Ulla, a festa do escalo, obradoiros d e moscas, mantemento da área de recreo de Agronovo… IVÁN GARCÍA GAR CÍA 332 O Club Motociclista “Val do U lla” céntrase nas activ idades mototurísticas. Entre as súas actividades so bresaen as saídas e excursións e a Concentración Mo teiros Val do Ulla. Esta entidade mudou de denominación e ampliou os seus obxectivos: Asociación Cultural e Deportiva Moteiros-as Va l do Ulla para a Promoción do Camiño de Santiago, do Turismo e E liminación da Infra representación Feminina. O Club Olímpico de Vedra é un cl ub referente en todo o territorio. Creou unha escola de duathlon e triathlon; tamén acolle outras modalidades deportivas. O seu program a de actividades é amplo, desde competir por todo o Estado ata a or ganización de probas federadas, carreiras populares ou o dua thlon de Vedra (Web: www.olimpicodevedra.org). A Asociación Ecuestre “Cabaleiro s de Santiago” ten como fins fundacionais: promover o coñecemento do “mundo do cabalo”, incidindo na súa importancia social , cultural e deportiva, fomentar actividades ecuestres d irixidas ao público en xeral, na súa faceta deportiva, de ocio e tempo libre, favorecer as canles para que os coidadores/as e propieta rios/as manteñan os cabalos en condicións óptimas.. A súa actividade princip al é a “Ruta Cabalar do Santiaguiño”. Ademais organizan saída e rutas. O Club de Montaña Vértice encontra a súa razón de ser no fomento e práctica das carreiras de mont aña e no fomento e práctica das modalidades deportivas de sendeirismo e escalada. Na súa corta vida xa organizou o Maratón de montaña, tr ail e andaina da Camelia e o trai l Desafío Vértice. Tamén sae a competir. Finalmente, a Asociació n Sociocultural e Deportiva “Ribadoulla” ten como fins a promoción da vida saudable e o deporte, o fomento e desestacionalización do turismo e cosostible e promover as relacións entre a veciñanza e a súa participac ión nas actividades soc ioculturais e deportivas. Está a organizar charlas, saídas, rutas en bicicleta, e colabora na organización da Ruta Btt da Camelia polo Val do Ulla. O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión 333 Distribución territorial das asociaci óns locais e nivel de actividade Unha vez rematado o percorrido pol o tecido asociativo vedrés, a continuación presentamos o número de asociacións inscritas no Rexistro Municipal segundo a parr oquia do seu domicilio social. Na táboa obsérvase que as dúas parroqui as con máis entid ades domiciliadas son Santa Baia de Vedra e Santa Cr uz de Ribadulla que, ao tempo, son a terceira e segunda parroquia c on maior poboación, despois de San Xián de Sales. De tódolos xeit os, e como veremos, o número de veciños/as por parroquia non é determin ante á hora de relacionalo co número de asociacións. Outros elemen tos como a cultu ra asociativa e de participación, o nivel de activid ade cultural, etc. de seguro que xogan un papel prioritario. O número total de asociacións re xistradas no período 1996-2020 é de 94, das cales 5 son entidades con domicilio social fóra do co ncello. Representación gráfica nº11 Fonte: Información extraída do Rexistro Municipal de Asociaci óns. Elaboración propia. IVÁN GARCÍA GAR CÍA 334 A táboa anterior pres enta datos das asociacións rexistradas por parroquias e aínda de alta. As 3 parroquias con maior número de entidades rexistradas n o históric o, son nas que máis asociacións quedaron sen actividade. Actualment e están en funcionamento e con actividade, aínda que en diferentes graos, un total de 65 asociacións das inscritas no rexis tro municipal. En relación á tipoloxía asociativa da s entidades inscritas no rexistro municipal (histórico) sobresaen, por unha banda, as asociacións deportivas que chegaron a ser 24, se guidas polas cultura is que son 23. Pola outra, as entidades veciñais a cadan as 16 e as de festexos son 12. Noutras tipoloxías máis específicas o número de entidades descende. Representación gráfica nº12 Fonte: Información extraíd a do Rexistro Municipal de Asociaci óns. Elabor ación propia. 16 12 23 555 4 24 16 12 15 2 3 4 3 10 0 5 10 15 20 25 30 Asoc. Veciñais Asoc. de Festexos Asoc. Culturais Asoc. Xuvenís Asoc. con carácter social Asoc. específicas ANPAS Asoc. Deportivas Número de asociacións inscritas no R existr o Municipal segundo a súa tipolo xía (1996-2020) e número de asociacións inscritas no R exis tr o Municipal segundo a súa tipolo xía e con actividade (2020) Número de asociac ións inscritas no Rexi stro Municipal segundo a súa tipoloxía (1996-2020) Número de asociac ións inscritas no Rexi stro Municipal segundo a súa tipoloxía e con actividade (2020) O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión 335 Se ben é certo que as asociacións deportivas trataron de agruparse, chama a atención o brusco descenso do número de entidades, que pasa das 24 ás 10 na actualidade. O me smo sucede co asociacionismo cultural que descende das 23 ás 15 entidades e que responde a un proceso de cambio cara asociacións máis específicas, deixan do atrás o antigo modelo de entidade cultural “p arroquial”. As as ociacións xuvenís tamén sofren unha caída, pasa ndo de 5 a 2 . Cómpre lembrar que esta tipoloxía de entidade nunca tivo unha gran representación no municipio obxecto de estudo. 5.3.1.2. Entidades non inscritas no Rexi stro Municipal de Asociacións Ademais das asociacións citadas no punto anterior, existen outras entidades que actu aron ou actúan no territo rio e que teñen en Vedra o seu domicilio social, pero que non es tán inscritas no Rexistro Municipal de Asociacións. Segundo a docum entación revisada no arquivo municipal e no Rexistro Central de Asociacións da Xunta de Galicia, tense constancia das s eguintes entidad es: Cadro nº30. Entidades identificadas e non inscritas no Rexistro Munic ipal de Asociacións Nome En activo Asociación Cul tural “Benito Losada As tray” Non Asociación Irmandade da Aug ardente da Ulla Non Asociación de Xinetes “Promadelos ” Non Asociación Cultural e de Fest exos “O Cruceiro da Ulla” Si Asociación Cabalar e Medioa mbiental “Río Pereiro” Si Asociación Cul tural “A Gaita de Sarandón ” Si Asociación Cul tural “Ponte da Pena” Si Basket Ribadulla Si Asoc. “Tirolecos San Xián ” Non Fútbol Veteran os San Pedro de Vilanova Si IVÁN GARCÍA GAR CÍA 336 Asociación de Viticultores “Val do U lla” Si Asociación “Te rras de Compostela” Si Fútbol Sala Feminino Vedra Si Asociación Mus ical BB+ Si Escola Deportiva Vedra Si Asociación Galeg a de Tiro de Campo ASCT Non MKM Competición Non Asociación Cultural e Xuven il “Xeración Perdida” Non Asociación Cul tural e Xuvenil “O Inxerto” Non Mulleres en Igualdade Non Goming Gundián Galicia Non Asociación Cul tural Gastro nómica “Casa Mouriño” Non Asociación Cul tural Gastronómica “Ca sa Martiño” Non Asociación C omisión panteó ns “San Xián” Non Asociación de Mulleres do Rural “Raíña Lupa” Non Asoc. Sociedade Lúdica “A ad ega de Manolo de Casimiro” Non Asoc. Veciñal “Comuner os de auga e outros de Cubelas” Non Fonte: Información extraída do Arquiv o Municipal e do Rexistro Central de Asociacións da Xunta de Galicia (2020). Elaboración propia. Das 27 entidades documentadas, 16 están sen actividade, e 11 activas. Segundo a súa tipoloxía, 10 son de carácter cultural, 10 deportivas e 7 máis específicas (a de viticultores , “T erras de Compostela”-que ten por finalidade o desenvolvemento rural-, dúas de mulleres, dúas de carácter veciñal e unha de festexos). 5.3.1.3. Total de asociacións documentadas en Vedra O número total de asociacións documentadas en Vedra desde o ano 1996 (ano da posta en marcha do Rexistro Municipal de Asociacións) ata a actualidade é de 121 entidades , das cales 94 inscribíronse no rexistro e 27 non. O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión 337 Na actualidade, as asociacións activ as no municipio de Vedra son 76, aínda que cun nivel de activid ade moi desigual; delas, 65 atópans e inscritas no rexis tro municipal e 11 non . Na gráfica que segue pódense observa r as tipoloxías asociativas de forma cuantitativa e en clave históric a. O total de asociacións deportivas documentadas é de 34, seguidas de pr eto polas culturais que son 33. Representación gráfica nº13 Fonte: Información extraída do Arqu ivo Municipal. Elaboración propia. Desta análise descritiv a é salientable o grande descenso das e ntidades deportivas, reducíndose á metade, pasando de 34 documentadas neste período a 15 en activo a día de hoxe. Isto débese, como indicabamos, aos procesos de fusión realizados entre as escolas deportivas do s diferentes clubs, e tamén pola desapa rición de equipos de fútbol campo e de fútbol sala sobre todo. 18 13 33 5 77 4 34 16 13 18 2 3 6 3 15 0 5 10 15 20 25 30 35 40 Asoc. Veciñais Asoc. de Festexos Asoc. Culturais Asoc. Xuvenís Asoc. con carácter social Asoc. específicas ANPAS Asoc. Deportivas Número de asociacións document adas en V e dr a segundo a súa tipolo xía (1996-2020) e número de asociacións document adas activ as, segundo a súa tipolo xía (2020) Número de asociacións do cumentadas en Vedra segundo a súa tipoloxía (1996- 2020) Número de asociacións documentadas activa s, segundo a súa tipoloxía (2020) IVÁN GARCÍA GAR CÍA 344 Representación gráfica nº17 Fonte: Datos da enquisa a asociacións do Concello de Vedra. Elaboración propia. No referente a este punto, as as ociacións de Vedra presentan unha antigüidade similar á da s asociacións culturais a nivel estatal, cunha caída respecto a estas nas asoc iacións fundadas entre 1996 e 2000. Pódese dicir que o tecido asociati vo do municipio é relativamente novo en comparación, xa que case un 50% das asociacións foron fundadas do ano 2001 en diante. Representación gráfica nº18 Fonte: Lazcano, I. (2011). Elaboración propia. 13,0 38,9 25,9 14,8 7,4 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 Antigüidade (%) 7,4 3,7 9,3 7,4 18,5 5,6 48,1 0 10 20 30 40 50 60 Antes de 1975 1976-1980 1981-1985 1986-1990 1991-1995 1996-2000 2001 o posterior Antigüidade das asociacións España (Aso ciacións cultur ais) Vedra [Document text truncated for crawler view.]