Iván
García García
T es e de d outoramento
O Asociacionismo no
desenvolvemento socioeducativo
e cultural do C oncello de Vedra.
Orixes , actualidade e
prospectiva
Santiago de Compostela, 2023
PD en Equidade e Innovación en Educación
TESE DE DOUTORAMENTO
O ASOCIACIONISMO NO DESENVOLVEMENTO
SOCIOEDUCATIVO E CULTURAL DO CONCELLO DE
VEDRA. ORIXES, ACTUALIDADE E PROSPECTIVA
Iván García García
Santiago de Compostela 2023
Programa de Doutoramento en Equidade e Innovación en Educación
DEC LARACI ÓN DO AUT OR/A DA TESE
D./Dna.
Iván G arcí a Garcí a
Título da tes e:
O asociacionismo no desenvolvemento so cioeducativo e cultural do Concello
de Vedra. Orixes, actuali dade e prospectiva.
Presento a miña tese, segui ndo o procede ment o axeit ado ao Regul amen to, e declaro que:
1) A tese abarca os r esultados da elaboración d o meu tra ballo.
2) De ser o caso, na te se faise referencia ás colab oracións que ti vo este traball o.
3) Confirmo que a tese non incorre en ningún tipo de plaxio doutro s autores nin de trabal los
presentados por min para a obt ención doutros tí tulos.
4) A tese é a versi ón definitiva presentada para a súa de fensa e c oincide a versión impresa coa
presentada en for mato ele ctrónico
E compromét ome a presen tar o Compromi so Docu mental de Supervisi ón n o c aso de que o orixinal non
estea na Esc ola.
En Vedra , 16 de Marzo de 2023 .
Sinatu ra elect rónica
AUTORIZA CIÓN DO DIR ECTOR /TITOR DA TESE
D./Dna. María Belén Caballo Villar
En condición de: Titor/a e director/a
Título da tese: O asociacionismo no desenvolvemento so cioeducativo e cultural do Concello
de Ve dra. Orixes, actuali dade e prospectiva.
INFORMA:
Que a presente te se, corre spóndese co traball o realiz ado por D/ Dna Iván García García, baixo a miña
dirección/tit orizaci ón, e a
utorizo
a s úa
pr ese nta ción
, consider ando
que r eún e os
r
equisito s
esixidos no R
egul amento
de Estudo s de
D o ut o ra m e nt o da USC,
e
que
com o dir ector/ ti to r
desta
non incorre nas causas de
abstenció n
estab lecid as
na Lei
40/2015.
En Santia go de Composte la , 16 de Ma rzo de 20 23
Sinatu ra elect rónica
AUTORIZA CIÓN DO DIR ECTOR /TITOR DA TESE
D./Dna.
Jesús R odríguez Rodríguez
En condición de:
Director /a
Título da tes e:
O asociacionismo no desenvolvemento so cioeducativo e cultural do Concello
de Ve dra. Orixes, actuali dade e prospectiva.
INFORMA:
Que a presente te se, corr e spóndese co traballo realiz ado por D/ Dna Iván García García, baixo a miña
dirección/tit orizaci ón, e a
utorizo
a s úa
pr ese nta ción
, co nsider ando
que r eún e os
r
equisito s
esixidos no R
egul amento
de Estudo s de
D o ut o ra m e nt o da USC,
e
que
com o dir ector/ ti to r
desta
non incorre nas causas de
abstenció n
estab lecid as
na Lei
40/2015.
En Santia go de Composte la , 16 de Mar zo de 20 23
Sinatu ra elect rónica
CAPÍTULO II. BA SES TEÓRICAS SOBR E
P A R T IC IP ACI ÓN SO CI AL E AS OC IA CI ON IS MO . . . . . .
2.1. CO MUNI DADE E CI DADA NÍA: O P AP EL D A
P A R T I CI P A CI Ó N NO B E NE ST AR COL EC TI V O . . . . . . . . . . . . . . . . 73
2.1.1. Dimensións da participación social . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.2. Participación social no ámbito local . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.3. Condicionantes para a participación social efectiva . . . . . . . . . . . . .
2.1.4. E d u c a r p a r a a p a r t i c i p a c i ó n ............................................
2.2. O ASOCIACIONISMO: ELEMENTOS DEFINIT ORIOS . . . . . . . . . .
2.2.1. O asociacionismo como forma de participación social . . . . . . . . .
2.2.2. Elementos propios do asociacionismo .. . . . .. . . . .. . . . . .. . . . .. . . . .. . . . .. .
2.2.3. Asociacionismo e identidade colectiva ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .
2.2.4. As asociacións como constru toras do benestar . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.2.5. Marco normativo e le xislativo das asoc iacións . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2 . 2 . 6 . T i p o l o x í a s a s o c i a t i v a s ..................................................
2.3. A S ITUAC IÓN DO ASO CIACI ONISM O EN GALICIA . . . . . . . . . . . . . 127
2.3.1. O papel do asociacionismo no ámbito rural . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.3.3. Situación e características do movemento asociativo en
G a l i c i a ......................................................................
2.3.3.1. Dinámica da participación asociativa en Galicia . . . . . . . . . . . . 140
73
85
88
97
101
108
109
1 13
114
1 17
1 18
124
127
138
2.3.2. Mirada histórica ao asociacionismo en Galicia ................. .... . 1 32
2.3.3.2. O tecido asociativo galego en números . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.3.3.3. Características xerais do asociacionismo galego . . . . . . . . . . . .
2.3.3.4. Desafíos e barreiras das asociacións na actualidade . . . . . . . . 168
B L O Q U E I I . M A R C O M E T O D O L Ó X I C O .....................................
CAPÍTULO III. DESE ÑO MET ODOL ÓXICO DA
INV ES TI GA CIÓ N . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.1. DEFINICIÓN DO PROBLEMA D E I NVESTIGACIÓN . . . . . . . . . . . .
3 . 2 . O B X E C T I V O S ..................................................................
3 . 3 . E N F O Q U E M E T O D O L Ó X I C O .............................................
3.3.1. Proceso de indagación cualitativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
17 7
17 9
18 0
18 3
3.3.2. Proceso de indagación cuantitativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 186
3 . 3 . 3 . T é c n i c a s d e r e c o l l i d a d e d a t o s .......................................... 188
3 . 3 . 3 . 1 . I n v e s t i g a c i ó n d o c u m e n t a l .......................................... 1 88
3 . 3 . 3 . 2 . E n t r e v i s t a s .............................................................. 194
3 . 3 . 3 . 3 . G r u p o s d e d i s c u s i ó n ................................................. 199
3 . 3 . 3 . 4 . C u e s t i o n a r i o ............................................................ 209
3.4. F ASES E TEM PORALIZ ACIÓN DA INVESTIGA CIÓN . . . . . . . . . . 2 17
177
158
165
177
BLOQUE III. MARCO EMPÍRICO-ANALÍTICO ............................... 22 3
CA PÍ TUL O IV . VE DR A, UNH A AP ROX IM AC IÓ N
CO NT E XT U AL
.....................................................................
4.1. ACHEGAMENT O AO MUNICIPIO DE VEDRA:
T E R R I T O R I O E P O B O A C I Ó N ...................................................
4 . 2 . R E A L I D A D E P O L Í T I C A M U N I C I P A L .........................................
22 3
22 4
24 1
4 . 3 . E C O N O M Í A E E M P R E G O ........................................................
4.4. RECURS OS P A T RIMO NIAIS E TURÍST ICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4 . 5 . E D U C A C I Ó N , C U L T U R A E D E P O R T E ...................................... 256
CAP ÍTU LO V . O A SOC IAC ION ISM O NO C ONC ELL O D E
VEDRA: RESUL T ADOS E DISCUSIÓN ...............................
5.1. ANTECEDEN TES D O SECTOR ASOCIA TIVO VED RÉS . . . . . . . . . . . . . .
28 3
28 4
5.2. REGU LAME NTOS, SER VIZOS E R ECUR SOS L OCAI S P ARA
A S A S O C I A C I Ó N S ..................................................................
5.2.1. Regulamentos municipais relacionados coa participación
s o c i a l e a s a s o c i a c i ó n s ..........................................................
29 5
29 5
5.2.2. Subvencións municipais dirixidas ás asociacións . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 299
5.2.3. Outros apoios municipais ás asociacións locais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 0
5.3. SITUAC IÓN DO TEC IDO ASOCIA TIVO D O CONCELLO DE
V E D R A ..................................................................................
5.3.1. O asociacionismo no ámbito local . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
246
252
305
305
5.3.1.1. Entidades inscritas no Rexistro Municipal de Asociacións . . . . . . . . .
5.3.1.2. Entidades non inscritas no Rexistro Municipal de Asociacións . . . .
5.3.1.3. T otal d e aso ciació ns do cumen tadas en V ed ra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5.3.2. Análise do asociacionismo vedrés. Resultados do cuestionario . . . . . . . . .
5.3.2.1. Caracterización das asociacións que responden ao cuestionario. . .
5 . 3 . 2 . 2 . X u n t a D i r e c t i v a ................................................................. 353
5 . 3 . 2 . 3 . P e r s o a s a s o c i a d a s ............................................................. 36 2
5 . 3 . 2 . 4 . P a r t i c i p a c i ó n .................................................................... 375
5 . 3 . 2 . 5 . R e c u r s o s e p e r s o a l ............................................................ 386
5 . 3 . 2 . 6 . A c t i v i d a d e s ...................................................................... 39 8
5 . 3 . 2 . 7 . C o m u n i c a c i ó n .................................................................. 4 02
5 . 3 . 2 . 8 . G r a o d e é x i t o d a s a s o c i a c i ó n s ..............................................
5.3.2.9. T raballo colaborativo e integrac ión no municipio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42 1
5.3.2.1 0. Nece sidades das asociac ións de V edra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44 0
5.3.2.1 1. O perfil tipo das asociaciós vedresas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. 4. O IMP ACTO NO D ESE NV OL VEM EN TO SO CI OE DU CA T IV O
E C U L T U R A L ...........................................................................
CAP ÍTU LO VI . PROPO ST AS D E A CTU AC IÓN P A RA
MEL LOR AR O EST ADO DO MO VEM ENTO
ASO CIA TIV O DO CON CEL LO D E VEDRA .........................
6. 1. PRO PO ST AS P A RA A ADM IN IS TR AC IÓN L OC AL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 457
6 . 2 . P R O P O S T A S P A R A A S A S O C I A C I Ó N S ........................................
VII .CON CLUS IÓNS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
305
335
336
338
340
408
446
448
457
463
469
REFERENCIAS BI B L I O G R Á F I C A S ...............................
A N E X O S ....................................................................
Í N D I C E D E A N E X O S ...................................................
Í N D I C E D E C A D R O S ...................................................
Í N D I C E D E T Á B O A S ...................................................
ÍNDICE DE R EPRESE NT ACIÓN S GRÁFICAS . . . . . . . . . . . . . . . .
ÍNDICE DE MAP AS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
481
513
515
593
595
601
6 1 1
O ASOCIACIONIS MO NO DESENVOLVEMENTO
SOCIOEDUCATIVO E CULT URAL DO CONCELLO DE
VEDRA. OR IXES, ACTUALIDADE E PROSPECTIVA
RESUMO
Esta investigación ten como obxecti vo analizar en clave descritiva
e interpretativa o tecido asociativo do Concello de Vedra estudando os
antecedentes, o perfil, as accións e o impacto no seu desenvolvemento
socioeducativo e cultural. Para acad ar este propósito, optamos por unha
metodoloxía que combinou método s cualitativos e cuantitativos,
empregando como técn icas de recollid a de datos: a investig ación
documental, entrevistas a políticos locais, nas q ue contamos con seis
participantes; dous grupos de discusión: un con integrantes do tecido
asociativo vedrés, e outro con persoas expertas a nivel galego ; e
un cuestionario realizado a cincuenta e catro entidades. Os
resultados indican que diferentes fitos históricos in fluíron na realidade
asociativa de Vedra. Tamén concluímos que as entidades vedresas
contan con diversas potencialidades, como pod e ser o nivel de
implicación da veciñanza ou a gran capacidade de acción, pero
ao tempo teñen limitacións, carencias e novos desafí os que
afrontar como o relevo xeracional e a necesidade de optimización
dos recursos. Por outra parte, identifícase que o impacto do
labor asociativo vedrés no desenvolvemento socioeducativo e
cu ltural da veciñanza é importante tanto a nivel individual (valores,
in centivo profesionalizador, recursos para a vida, de relación...),
como colectivo (transformacións sociocomunitarias dos contornos
e espazos de convivencia).
Palabras clave: asociacións, participación, educación, cultura,
transformación social, desenvolve mento comunitario, territorio.
2
IVÁN GARC ÍA GAR CÍA
EL AS OCIACIONISMO EN EL DESARROLLO
SOCIOEDUCATIVO Y CULT URAL DE L AYUNTAMIENTO
DE VEDRA. ORÍGENES, ACTUALI DAD Y PROSPE CTIVA
RESUMEN
Esta investigación tiene como objetivo analizar en clave
descriptiva e interpretativa el te jido asociativo del Ayuntamiento de
Vedra estudiando los anteceden tes, el perfil, las acciones y el impacto
en su desarrollo socioeducativo y cultural. Para conseguir este
propósito, optamos por una meto dología que combinó métodos
cualitativos y cuantitativos, emp lea ndo como técnicas de recogida de
datos: la investigación documental, entrev istas a políticos locales, en
las que contamos con seis participan tes; dos grupos de discusión: uno
con integrantes del tejido asociativo vedrés, y otro con personas
expertas a nivel gallego ; y un cues tionario realizado a cincuenta
y cuatro entidades. Los resultados indican que diferentes hi tos
históricos influyeron en la realidad asociativa de Vedra. También
concluimos que las entidades vedresas cuentan con diversas
potencialidades, como puede ser el nivel de implicación de la
vecindad o la gran capacidad de acción, pero al tiempo tien en
limitaciones, carencias y nuevos desafíos que afrontar como el
relevo generacional y la necesidad de optimización de los
recursos . Por otra parte, se identifica que el impacto del labor
asociativo vedrés en el desarrollo socioeducativo y cultural de la
vecindad es importante tanto a ni vel individual (valores, incentivo
profesionalizador, recursos para la vida, de relación...), como
colectivo (transformaciones sociocomunitarias de los contornos y
espacios de c onvivencia).
Palabras clave: asociac iones, participaci ó n, educación, cultura,
transformación social, desarro llo comunitario, territorio .
3
ASSOCIATIONISM IN TH E SOCIO-EDUCATIONAL AND
CULTURAL DEVELOPMENT OF THE MUNICIPALITY OF
VEDRA. ORIGINS, CURRENT SITUATION AND FUTURE
PROSPECTS
ABSTRACT
This research paper aims to analyze in a descriptive and
interpretative way the associative networks of the Council of Vedra
studying the precedents, the profile, the actions and the impact on its
socio-educational and cultural develo pment. To achieve this purpose,
we opted for a methodology that comb ined qualitative a nd quantitative
methods, using the following as data collection techniques:
documentation research, interviews with local p oliticians, in which we
had six participants; two discussion groups: one including members
Vedra’s associative network, and another comprising experts on
different subjects related to Galicia ; finally, a questionnaire compiled
among fifty-four entities. The results indicate that diff erent historical
milestones influenced the associat ive reality of Vedra. We also
conclude that Vedra’s entities have various pote ntialities, such as th e
level of involvement of the nei ghborhood or the great capacity for
action, but at the sa me time they have limitations, shortcomings and
new challenges to face such as generational change and th e need to
optimize resources. On the other han d, it has been found that the impact
of Vedra’s associative work on th e socio-edu cational and cultural
development of the neighborhood is important both at an individual
level (values, professional incentive s, life resources, relationships...),
and at a collective one a s well (socio- community transforma tions of the
surroundings and living spaces).
Key words: associations, partic ipation, education, culture, social
transformation, community development, territory.
INTRODUCIÓN
Neste apartado introdutorio expoñemos os motivos que nos
levaron a desenvolver o proxecto de invest igación que orixinou
esta t ese d outoral que ten por finalidade analizar o papel das
asociacións do Concello de Vedra no seu desenvolve mento
socioeducati vo e cultural, aproximándonos á súa historia e
ra diografiando a súa situación actual para obter pistas chave que
or ienten o quefacer futuro. Tamén presentamos os antecedentes
do tema de estudo centrándonos nas investigacións realizadas en
Ga licia sobre o asociacionismo, e avanzamos a estrutura e
contidos do conxunto do informe de investigación.
O contexto da investiga ción: mo tivacións persoais e antecedentes
do tema de estudo en Galicia
O meu interese persoal por levar a cabo esta investigación reside na
miña propia experienc ia vital. Nac ín na parroquia de San Miguel de
Sarandón do Concello de Vedra, a miña casa é a “taberna” fundada
polos meus bisavós, un local que conta con máis de cen anos de
antigüidade. Fun criad o neste contexto : a taberna como lugar de
encontro da veciñanza, de reunións para or ganizar as festas, o entroido
da Ulla, etc. Espazo no que se visibi lizan os carteis dos eventos de toda
a comarca e onde se estaba ao tanto do que acontecía polo continuo ir e
vir de xentes.
No ano 1987, e a iniciativa dun grupo de veciños e veciñas, xurde nesta
parroquia a Asociación Cultural San Campio. Ao longo do tempo esta
entidade desenvolveu unha morea de iniciativas: clases de música e
baile tradicional, teatro, festivais, concertos, viaxes e excursións,
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
12
finalmente de que forma se analiza e interpreta a información obtida no
estudo.
O cuarto capítulo titúlas e Vedra, unha aproximación contextual. No
seu percorrido explórase o contex to obxecto de estudo, facendo un
achegamento xeral a aspectos como á súa situación xeográfica, historia,
organización, poboación, política, economía e emprego, educación,
cultura e deporte.
O capítulo quinto, o terceiro da parte empírica, denomínase O
asociacionismo no concello de Vedra. Comeza achegándonos aos
antecedentes do asociacionismo ved rés . De forma particular analízase
o movemento asociativo do municipi o e outros elementos transversais
ligados a este. Logo afóndase no perfil asociativo de cara a coñecer
información básica d as entidades ved r esas: número de asociacións e de
socios/as, distribución territorial , actividades que desenvolven e
recursos que empregan, entre outras. É dicir, preséntans e os principais
resultados obtidos a partir da revisión documental, do cuestionario
realizado ás asociacións vedresas, xunto ás opinións -recollidas con
técnicas cualitativas- tanto dos re presentantes políticos, como das
persoas integrantes das asociacións locais, como das persoas expertas.
Estes datos discútense no contrast e con outros es tudos asociativos.
Finalmente, presentamos o perfil tipo das asociacións locais e o impacto
socioeducativo e cultural do labor asociativo neste contexto.
O sexto capítulo presen ta propostas de actuación para mellorar o
estado do movemento asociativo do concello de Vedra que, por unha
banda, acolle propostas dirixidas á ad ministración local e, pola outra,
ás propias entidades.
A última parte da tese aborda as conclusións que nos permiten coñecer
de maneira global o estado do move mento asociativo vedrés, dando
resposta aos obxectivos formulados nesta investigación. As reflexións
finais e a formulación de futuras liñas de investigación poñen o peche
a este capítulo.
Finalmente figuran as referenc ias bibliográficas consultadas e os
anexos que achegan os diferentes instrumentos de recollida de datos
empregados xunto a outra información de interese para complementar
este informe de tese.
BLOQUE I:
MARCO TEÓRICO-CONCEPTUAL
CAPÍTULO I.
SOCIEDADE, EDUCACIÓN E CULT URA COMO PIARES DO
DESENVOLVEMENTO S OCIOCOMUNITARI O
CAPÍTULO II.
BASES TEÓRICAS SOBRE PAR TICIPACIÓN SOCIA L E
ASOC IA CION ISM O
CAPÍTULO I. SOCIEDA DE, EDUCACIÓN E
CULTUR A COMO PIARES DO
DESENVOLVEM ENTO SOCIOCOMUNITARIO
O capítulo realiza un pe rcorrido de aclaracións conceptuais sobre
as diferentes acepcións que entendemos que son básicas para afrontar
esta investigación. Esta análise resulta fundamental no marco deste
traballo co propósito de contextua lizar o estudo do tecido asociativo
do concello considerado nesta tese de doutoram ento, o que nos a xuda
a entender o seu impacto no desenvolvemento socioeducativo e
cultural no contorno. Comezamos abordando os te rmos de
educación e cultura como motores de desenvolvemento pa ra
proseguir cunha aproximación aos conceptos de animación
so ciocultural e desenvolvemento comunitario, tratando de
dimensi onalos no marco do desenvolvemento local. Remataremos
cun esbozo sobre as oportunidades socioeducativas e culturais no
medio rural, ámbito da nosa investigación, que conta cunhas
características identificab les e propias; espazo no que o
asociacionismo dispón d un papel transformador do territorio e da
súa comunidade.
1.1. A EDUCACIÓN E A CULTU RA COMO MOTORES D E
DESENVOLVEMENTO
Poderiamos considerar inicialme nte a educación como o conxunto
de procesos de aprendizaxe que realiza unha persoa. Igualmente cómpre
aludir á existencia de moitos tipos de aprendizaxes, e como veremos
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
16
posteriormente, algunhas delas no n son necesariamen te educativas
(Esteve, 2010).
Tamén nos atopamos con que cultura é un termo que resulta difícil de
definir de maneira universal. Na súa acepción máis xe neralizada pode
conceptualizarse co mo:
Un repertorio de valores, conduc tas e bens materiais cos que se
identifica un determinado grupo ou sociedade. Na práctica configura
un sistema rel ativamente integrado de ideas, crenzas, usos, costumes,
normas e modos de vida que s on aprehendidos e transmitidos
socialmente, proporcionando referencias que orientan ou condiciona n
a inserción das persoas nunha socied ade, particularmente dos seus
membros máis xoves e dos que pertence n biolóxicamente á mesma.
(Caballo et al., 1997, p.24)
Por outra parte, se nos achegamos a outro dos conceptos nucleares desta
tese, que é o desenvolvemento soci oeducativo, observamos que o termo
“desenvolvemento” está vincula do á acción de desenvolver ou ás
consecuencias deste accionar. Rastrexando o significado deste verbo
atopamos que fai referen cia a incremen tar, agrandar, estender, ampliar,
aumentar algunha caracter ística dunha realidade física ou in telectual.
Esta palabra é vista como sinónimo de evolución e refírese ao proceso
de cambio e crecemento relacion ado cunha situación, individuo ou
obxecto determinado. Ao falar de desenvolvemento podemos referirnos
a diferentes aspectos : ao desenvolvemento hu mano, ao económico, ao
sostible, etc. Centrándonos no de senvolvemento humano, defínese
como un progreso ou melloría na calidade de vida das persoas,
integrando os seus aspectos sociais, económicos e políticos que, ao
unirse, supoñen unha evolución soci al. Por unha banda, dispón que as
persoas vexan cubertas as sú as necesidades básicas, logo as
complementarias e todo isto de ntro dun ambiente de respecto e
compromiso cos dereitos humanos. Po la outra, cando o concepto de
desenvolvemento se aplica en concreto a unha comunidade de seres
humanos, refírese ao progreso que acadan, no caso deste estudo en
relación aos eidos da ed ucación e a cultura (UNDP 2021). Polo tanto, o
desenvolvemento remítenos á imaxe de crecemento, de cambio, e
conecta coa idea de proceso e progreso. Neste senso, o
Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento
sociocomunitario
17
desenvolvemento sociocomunitario non é algo que sucede nun
momento concreto e de forma puntua l, senón que vai sucedendo co
discorrer do tempo.
Procedemos a continuación a afondar nos conceptos de educación e
cultura, como elementos chave in terrelacionados no desenvolvemento
das persoas e das sociedades. A cult ura dispón de diferentes maneiras
de educar ás persoas, de cultiva r a súa mente e sensibilidade, desde a
infancia ata a idade adulta; e a trav és da educación é como acadamos a
cultura.
1.1.1. A educación nos procesos de tr ansformación persoal e social
A educación cambia ás persoas e tr ansforma a realidade humana e
social. Etimoloxicamente esta palabra provén do latín, onde nos
atopamos con dous termos : por unha banda “educo-are”, que significa
alimentar, nutrir, conducir, guiar, polo que se alude á necesidade dun
educador que oriente o proceso. Refíre se, pois, a que o educador incide
no educando (heteroeducación). Por outra banda dis poñemos do termo
“educo-ere”, que significa extraer, facer saír, sac ar de dentro cara fóra,
e que atinxe á capacidade de educar se de cada un/unha . Esta opción pon
en valor a capacidade do educando para desenvolver a súa propia
formación (autoeducación). Son dú as visións complementarias que
axudan a concibir a educación como un proceso de construción de
representacións sociais e de dotación de sentido ás realidades e aos seres
do mundo.
Cómpre salientar que a educación na sú a primeira función social é
transmisión da cultura das xeracións adultas aos máis novos, polo que
o elemento esencial dos procesos educat i vos ao longo da historia tiñan
que ser nece sariamente os sabere s que cada comunidade vai crean do
e transmitindo de maneira natura l ou de xeito m á is ou menos
inconsciente (Cid, 200 7, p.60).
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
18
Seguindo a Vargas (2019) facemos unha síntese dos aspectos esenciais
do fenómeno educativo que axudan a contextualizar os procesos de
desenvolvemento sociocomunitario:
Cadro nº1. Concepto de educación
Qué Proceso de ensinanza-aprendizaxe
Quen Suxeito humano
Como A través da interacción co municativa
Cando Ao longo de toda a vi da
Onde Nas interaccións da vida cotiá e de forma especializad a
nos sistemas educativos insti tucionais escolares e non
escolares
Para que Transformar a realidade, mellor ar o ser humano, ampliar
as súas posibilidade s de desenvolvemen to, abrilo ao
mundo
Por que O ser humano é un suxeito inacabad o, educable,
destinado a humanizarse e desenvolver un marco
axiolóxico, un ser intelixente e capaz de me llorarse e
mellorar a súa sociedade e o seu mundo
Font e: Vargas (2019, p.8) . Reproducido con autorización.
Educar non é un proceso sinxelo, Va rgas (2019) indica que educar
fundaméntase en procesos tan comp lexos como a aprendizaxe, as
relacións humanas e a comunicación interpersoal. Por iso, segundo o
mesmo autor, o proceso educativo ten unha base axiolóxica, en canto
responde aos valores propios dunha determinada sociedade e, desde
eles, promove a permanencia da tradición e o cam bio-innovación, a
asimilación de normas e a liberd ad e para criticar e transformar a
sociedade. A educación ten lugar na vi da social en diversos contexto s e
con múltiples axentes e proc ura ser integr al (Muñoz, 2015),
comprendendo á persoa nas súas dime nsións individual, social, cu ltural
e mesmo asociativa. Susténtase n o coñecemento pedagóxico, pero
tamén precisa de saberes e competencias filosóficas, biolóxicas,
sociolóxicas, psicolóxicas, antr opolóxicas etc. (Vargas, 2019).
Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento
sociocomunitario
19
A continuación presentamos un esquem a das principais propostas de
diferentes autores/as sobre educació n, co fin de visibi lizar a evolución
do termo educación ao longo da historia , de cara a poder extraer aqu eles
aspectos esenciais que nos axuden a comprender os procesos de
desenvolvemento sociocomunitario:
Cadro nº2. Concepto de educación segundo diversos autores
AUTO
R
CONCEPTO
Rousseau,
2006, p.62
“Todo o que non temos no noso na cemento e necesitamos ao sermos
grandes énos dado pola educac ión, Esta educación vénnos da natureza,
dos homes ou das cousas”.
Kant,
1991, p.29
“O home é a única criatura que debe ser educada. Entendendo por
educación os coidados (susten to, manutención), a disciplina e a
instrución, así como a for mación. Por iso o home é neno pequeno,
educando e estudante”
Pestalozzi,
1988, p.81
“Se por educación entendemos non só o feito de explicar (...), senón
que máis ben debere mos facer que se cultiven toda s as disposición de
que a providen cia nos dotou, sexan as que s exan, teremos entón que a
tarefa educativa, así ampliada, poderá ser considerada dende un
criterio unitario”.
Freire,
1971, p. 91
“A educación verdadeira é praxe, reflexión e acción do home sobre o
mundo para tr ansformalo”.
Barreiro,
2010,
p.213
“A educación é unha das trabes do corpo enteiro dos dereitos humanos
(…) a educación é a fórmula mellor para chegar a unha sociedade do
coñecemento altamen te desenvolvida (…) a educación é, en defini tiva
unha “práctica técnica” e unha “práctica s ocial” que existe desde que
existen as sociedades human as. Primeiro, como pura mímese e máis
tarde, como unha práctica claramente reprodut ora e discriminato ria”.
Savater,
1997, p.18
“Educar… é crer na perfectibilidade humana, na capacida de innata de
aprender e no desexo de sa ber que a anima (…), en q ue os homes
podemos mellorar nos uns aos outros por m edio do coñecement o”.
Naval e
Altarejos,
2000,
pp.33-34
“Educación…é a acción recíp
r
oca de axuda e perfeccionamento
humano, ordenado intencionalmente á raz ón, e dirixido desde ela, en
canto promov e a formación de háb ito s eti came nte bos” .
Colom e
Núñez,
2001, p.22
“Educar… é desenvolver un proceso p ermanente mediante aprendizaxe
de formación persoal, social e cultural, orientado por un sistema
axiolóxico e moral que propicie a ca pacidade crítica e de adapt ación
innovadora no home”.
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
20
Llena e
Parcerisa,
2008, p.44
“Educar é proporcionar os elementos básicos ás persoas para que poidan
ser actores da súa propia vida, para que s exan capaces de construír
unha concepción propia e crítica da realidade dentro dun marco de
convivencia social, onde existen certos acordos basead os na
democracia, na xustiza social, nos dereitos e nas respo nsabilidades”.
Vargas,
2019, p.12
“Educación é u n proceso c omunicativo e soc ializador contextualizado e
atemporal de ensinanza e aprendizaxe, a través do q ue os seres
humanos de forma intencionada e in telixente xeran, intercambian e
transmiten coñecementos e s aberes propios da súa cultura, siste ma de
valores e visión do mundo, destinados a producir nova s aprendizaxes e
responden a obxecti vos individuais, sociais e institucionai s,
aprendizaxes útiles para responder aos plantexamentos da vida, qu e
cambian ás persoas e transforman a realidade social e natural, na liña
de desenvolver ao máximo as potencialida des das persoas e configurar
suxeitos e sociedades mái s humanizadas”.
Fonte: Elaboración propia.
Unha lectura detida do cadro anterior permítenos identificar aspectos
comúns de diferentes concepcións que responden a distintas épocas
históricas. Por unha parte, concluímos que a educación fundaméntase
en procesos cunha certa complexida de e que non existe educación sen
aprendizaxe, xa que educarse si gnifica aprender e educar, axudar a
aprender; é dicir, educar é ensinar a que outro/a aprenda. Pola outra, o
proceso educativo é s empre un fenómeno comunicativo que se
establece entre o ser qu e educa e o ser que é educado. O proceso
educativo é maioritar iamente inten cional, aínda que tamén exis te a
posibilidade de recibir influencias non intencionais que posúan efectos
educativos sobre a persoa. Neste senso, no proceso de educar a
outros/as, educámonos a nós mesmos como defende Paulo Freire
(1971). A educación responde aos valores propios dunha determinada
sociedade. Sabemos que os procesos educativos teñen lugar na vida
social en diversos contextos socioco munitarios e con múltiples axentes.
Ademais, educar debe supoñer inn ovar, cambiar e transformar. Ao
tempo, esta educación debe de ser cr ítica, debe conseguir a capacidade
crítica nos/as educandos/as, fome ntando a libre elección. A educación
debe estar ligada á ética e a valore s como a eq uidade, a igualdade, a
xustiza, o respecto, a empa tía ou a solidariedad e.
En síntese, destas definicións extraemos que a educación é unha
práctica técnica e unha práctica socia l; pero tamén é un dereito básico,
Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento
sociocomunitario
21
que debe de ser universal e que cons titúe un elemento fundamental para
a transformación do mundo, polo que aparece recollido na Declaración
Universal dos Dereitos Humanos . O dereito á educación considéra se un
dereito humano indispensable para o exercicio doutros dereitos da
persoa, así o recolle a Constitución Española no seu artigo 27 cand o
enuncia que todos os cidadáns teñe n dereito á ed ucación e outórgalle a
esta un papel para o pleno desenvol vemento da personalidade humana
no respecto aos principios democrát icos de convivencia e aos dereitos
e liberdades fundamentais.
Neste senso, o profesor Her minio Barreiro afirmaba que
A educación é por tanto un dereito básico irrenunciable do noso
tempo, unha contribución impor tantísima no camiño cara a unha
sociedade máis xusta e igualitaria e unha garantía de defensa das
diferenzas de atributos entre homes e mu lleres e da busca da igualdade
social entre unhas e outros. Segue a ser, desde a época das revolucións
contemporáneas, elemento fundamental e insubstituíble para a
transformación do mundo e para a conquista da liberdade. (Barreiro,
2010, p.213)
Como estamos vendo, a educación é “un fenómeno complexo,
multiforme, disperso, he teroxéneo, perman ente e case ubicuo” (Trilla,
2013, p.37). Porque a educación podemos atopala na escola, na familia,
nos museos, nun proceso de educación a distancia, na ludoteca, no cine,
en internet, na rúa, nunha asociación, nos xogos, nunha conversa etc. E
os axentes educadores, os que e ducan, poden ser moi variados; desde
os pais e nais, as e os mestres, artis tas, políticos, period istas, amizades,
veciñanza, compañeiros/as de trab allo, monitorado... Trilla (2013, p.37)
indica que
Esta multitude de procesos que c onviña en denominar educativos,
presenta tal variedade que, unha vez establecida a súa condición de
tales, para seguir falando deles con algún sentido imponse comezar a
distinguilos entre si. Imponse establecer clases.
Seguindo a Nogueiras Mascareñas (2010, p.171), observamos que ata
hai pouco a educación considerábas e un proceso limitado no tempo.
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
28
A educación do século XXI recl ama unha acción formativa que
potencie a creatividade e a busca co ntinua do saber, así como a
construción e reconstrución desde tódolos ámbitos e áreas do ser
humano.
En definitiva, entendemos que o concepto de educación leva no seu
interior varios sentidos e dimensións que conve rxen e se condicionan.
Entre eles s obresaen o humano e o soci al, é dicir, a persoa evoluciona
no marco du n determinado contexto social. A educación é polo tanto, o
proceso polo que unha sociedade lle garante aos cidadáns a evolución:
desenvolvemento da creatividade, da autonomía, da sens ibilidade, o
que quere dicir que a educación implica ao ser humano da práctica que
se realiza no proceso educativo. É dicir, o ser humano é o proceso e a
educación é a práctica que acompaña ese proceso. Neste senso, a
educación é unha práctica vital para a sociedad e porque lle é importante
e necesaria para a súa propia exis tencia, por iso se di que a educación é
unha función social permanente que condiciona e prepara ao individuo
non só para vivir no medio natural, senón tamén no social. Os procesos
de crecemento dos seres humanos pasan polo desenvolvemento
simultáneo das necesidades, das potencialid ades e das aprendizaxes;
pero o que representa ao human o non é individual, é colectivo e
comunitario. Sen os procesos cole ctivos e comunitarios o humano non
é humano, o individuo il lado é unha mera abstra cción; en realidad e o
“home” non existe, existe a comuni dade humana (Molina et al., 2011).
Partindo do anterior, cómpre recoñe cer a comunidade como un espazo
educativo do local, circunscrito a un deter minado territorio, a un espazo
que conta con máis dimensións que o xeográfico-administrativo
(Nogueiras, 1996) . Este mesmo autor indica que o territorio é un espazo
de vida e un espazo educati vo, aludindo a que a educación da
comunidade e para a co munidade é a propia educación comunitaria,
cuestión que potencia a vida en común, transforma a realidade, favorece
a participación etc. Polo tanto, a educación debe ser entendida, así,
como un proceso permanen te no que os saberes socialmente
construídos na práctica comunitaria deben form ar parte deste
proceso (Freire, 2004) .
Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento
sociocomunitario
29
Nesta liña, o movemento de cida des educadoras afirma que “a
comunidade está chamada a exercer un papel fundamental nas novas
necesidades educativas do mundo contemporáneo” (A sociación
Internacional de Cidades Educador as. Reflexións e propostas sobre a
cidade educadora, 2002, p.56). Ao fío deste novo paradigma a
educación é responsabilidade de todos os axentes que interactúan na
sociedade; entrando en acción o conc epto de comunida de educativa.
En conclusión, e coa finalidade de concretar, a educación maniféstase
apoiada nun conxunto organizado de con tidos, de principios éticos, de
sentimentos e de oportunidades de relación social, qu e se ensinan e
aprenden no sistema educativo regulado, no marco da educación social
e na súa práctica espontánea, especialmente a través dos grupos de
proximidade, posto que o principio bá sico da socialización, que é a
primeira función de todo proces o educativo, pois ten que ver coa
necesidade de formar parte do g rupo e de ser recoñecido como un dos
seus membros. Enténde se así, que o proceso educativo acolle toda a
intervención educativa orien tada a pot enciar a capacidade de mobilizar
os recursos persoais adquiridos a través da relación familiar e entre
iguais, da ensinanza regulada e do utros programas personalizados de
formación, sen esquecer a importancia da experiencia de relación social
exercida nos grupos tanto a ni vel racional como emocional.
Polo tanto, a educación é un medio por excelencia para transmitir os
valores culturais, é motor de de senvolvemento. Entendemos que se
require unha educación integral e innovadora, que non só informe e
transmita, senón que forme e renove, que permita ás persoas tomar
conciencia da realidade do seu te mpo e do seu medio, que favoreza o
florecemento da personalidade, que forme no respecto ás demais e na
solidariedad e social; unha educació n que capacite para a organización
e para a produtividade e que estimule a creatividade. UNESCO (1982,
pp.7-15).
Neste marco xeral, o movemento asoc iativo ten moito que dicir pois, -
como contextos educativos que son-, posibilitan a interacción entre as
persoas e, ao tempo que producen ef ectos nos modos de relacionarse,
soen ter a capacidade de transformar os saberes individuais e colectivos,
xa que nestes procesos actívanse a atención, o interese e a emoción.
30
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
1.1.2. A cultura como panca de desenvolvemento socioeducativo
Partimos de que os seres humanos teñen cultura, e que esta foise
adquirindo no seu entorno. Desde antigo ata os nosos días, a cultura foi
entendida como o conxunto de coñeceme ntos científicos e artísticos, de
entre outros. Sen embarg o, a antropoloxía aportoulle ás cien cias sociais
un novo concepto de cultura, no que esta se presenta como unha
manifestación propiamente humana. A cultura comprende a maneira
de pensar, sentir, expres arse, facer, así como os costumes e rituais dun
determinado pobo.
Etimoloxicamente a palabra cultura provén do latín “cultus” e fai
referencia a cultivo. Ao mesmo temp o, “cultus” provén da voz “colere”,
que ten un amplo rango de significa dos: habitar, cultivar, protexer,
honrar con adoración, etc.
A Unesco (1982) define a cu ltura nun sentido amplo como
conxunto dos trazos distintivos, espirituais e materiais, intelectuais e
afectivos que caracterizan a unha sociedade ou un grupo social. Ela
engloba, ademais das artes e as letras, os modos de vida, os dereitos
fundamentais ao ser humano, os sistemas de valores, as tradicións e as
crenzas. A cultura dálle ao ser humano a capacidade de reflexionar
sobre si mesmo. É ela a qu e fai de nós seres especifi camente humanos,
racionais, críticos e eticamente comprometidos. A través dela o ser
humano expresa, toma co nciencia de si mesmo, rec oñécese como un
proxecto inacabado, pon en cuestión a súa propia realización, busca
incansablemente novas significacións, e crea obras que o transcenden.
A antropoloxía entende a cultura como un conxunto de valores,
principios, tradicións e cost umes (conducta humana) que son
aprendidos e que se transmiten ao longo da historia pola aprendizaxe
social, enraizándose no carácter simbólico e significativo desta.
(Sánchez e Franch, 2016).
Por outra parte, a socioloxía conc ibe a cultura como un conxunto de
valores, normas e prácticas a dquiridas e compartidas por unha
pluralidade de persoas. Un dos seus representantes máis des tacados é
Bourdieu, que desenvolve un aparato teórico e conceptual que permite
Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento
sociocomunitario
31
unha aproximación coidadosa ao fenó meno da cultura, entendido desde
a socioloxía pero dun modo moi simi lar ao da antropoloxía. Neste
senso, Bourdieu centra a súa atenci ón nos produtos culturais desde a
perspectiva do habitus e as disposic ións que o forman; entendendo así
como nos relacionamos con determin ados produtos culturais, coa alta
cultura ou coa cultura popular e como nós mesmos producimos
produtos culturais. Este autor tamén aborda a cuestión do capital
cultural, no que destaca tres estados:
- O capital cultural obx ectificado, que é o que reside en libros,
pinturas, obras de arte, máqui nas, instrumentos... que son
valorados.
- O capital cultural incorporado, que é o que se transmite a través
da socialización.
- O capital cultural institucionaliza do, que se adquire a través do
paso por institucións e ducativas recoñecidas que se acred ita
mediante títulos.
(Bourdieu, 2012)
Nesta liña, Ander-Egg (1997) fálanos de dúas visións relacionadas con
cultura, a unha denomínaa “cultura cultural”, e enténdea desde unha
posición máis conser vadora da tradici ón; como as formas de ser, hábitos
e maneiras de pensar herdadas en función do grupo social no que nos
socializamos. E pola outra parte, atoparíase a visión baixo o nome de
“cultura construtiva”, n a que asume a evolución natura l das culturas e
a posibilidade e conveniencia de tran sformalas. Esta sería a “cultural
cultural” pero proxectada cara o futuro ; é dicir, é o patrimonio que imos
creando entre todas as persoas.
No seguinte cadro presentamos va rias definicións aportadas por
diversos autores en relación á cultura, que nos van axudar a comprender
o fenómeno cultural na súa imensión de desenvolvemento
sociocomunitario:
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
32
Cadro nº3. Concepto de cult ura segundo diversos autores
AUTO
R
CONCEPTO
Boas, 1916, p.320 “A cultura inclúe todas as manifestacións d os hábitos sociai s
dunha comunidade, as reaccións dos individuos, na medida
na que se ven afectados polos costu mes do grupo no que
viven, e os produtos da actividade humana en canto que s e
ven afectados por eses costumes”
Bauman, 2002,
pp.103-106
“A cultura oriéntase cara o espiritual e en téndese como algo
que transcende ao patrimonial, pod endo ser herdada e
adquirida, separánd ose do ser humano como posesión,
moldeable e enmarcable, se gundo as necesidades humanas
e a natureza, e que está saturada de valores”
Olmos, 2008, p.52 “Unha forma integral de vida creada histórica e socialmente
por unha comunidade a partir da súa particular maneira de
resolver -desde o físico, emocional e men tal- as relacións que
mantén a natu reza, consigo mesma, con outras comunida des
e co que se considera sagrado, co propósito de d ar
continuidade e sentido á tota lidade da súa existencia”.
Gondar, 2010,
p.147
“A cultura non é algo priva tiv o dun determin ado sector sen ón
unha propiedade que posúen todos os seres humanos ata o
punto de que aquela persoa que non a tivese non podería
subsistir sobre a terra”.
Fonte: Elaboración propia.
De forma xeral, estas definicións véñennos dicir que a cultura vese
reflectida nos comportame ntos colectivos dun p obo, tanto na dimensión
conceptual compartida como na di mensión mental, reflexando así a
forma de entender a vida dese pobo. En cada cultura, o comportamento
humano está sometid o a uns modelo s que se aprenden. O humano nace
sen respostas e necesita que llas proporcionen e ilas construíndo en
sociedade. Neste proceso aprende as solucións aos problemas que lle
axudan a sobrevivir.
Polo tanto, como indica Rivas (2015, p.17) a cultura é un
factor determinante de desenvolvemento humano ; "a cultura faise; as
persoas non nacen con cultura; a cultura apréndese”. Entón a
evolución do ser humano é permanente, polo que a cu ltura é
dinámica e progresiva, e atópase marcada só polos límites humanos.
É dicir, o humano é un ser cultural.
Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento
sociocomunitario
33
Ao fío do anterior, Caride e Po se (2022, p.13) argumentan que
As ensinanzas e as aprendizaxes que alentan as c ulturas son piares
fundamentais en calquera lectura do mundo e a súa transformación cara
o logro de sociedades que sexan libr es, democráticas, equitativas, xustas
e inclusivas. Toda transmisión cultu ral, humana, está estreitamente ligada
á educación.
Outra cuestión que debemos ter presente, é que en ocasións cultura e
sociedade case se confunden, pero teñen significados distintos. Os
límites de ámbolos dous conceptos son confusos. Mentres que a
cultura é algo exclusivamente humano, a sociedade non, pois hai
animais que viven en sociedade. Nesta liña, refe rímonos á sociedade
para aludir a un grupo relativamente interdependente, que comparte
un territorio, coa idea de conseguir algún obxectivo compartido,
mantendo uns principios comúns de convivencia.
D e cara a avanzar, e tratando de visibilizar o papel da cultura
como motor de desenvolvemento sociocomunitario, imos a
valernos dun informe con reflexións de interese en relación á
cultura, á educación e ao desenvolvemento. Trátase dun docu mento
aprobado na Conferencia Mundial sobre Políticas Culturais, celebrada
en México entre o 26 de xullo e 6 de agosto de 1982. A continuación
recollemos unha escolma de 7 citas que subliñan as aportacións da
cultura nos procesos de dinamización social, e que están claramente
vixentes hoxe en día:
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
34
Cadro nº4. Para comprender a cultura.
Citas chave da conferencia mundial de política s culturais
“A cultura é o procedemento medi ante
o cal o pobo ou un grupo percibe aos
demais e percíbese a si mesmo”.
“A cultura nutre a trama social e a
importancia do seu pap el é tan
determinante que a cultura pode
finalmente confundirse coa propia
vida”.
“A cultura exprésase en cada
comunidade humana a través da
infinita divers idade dos actos e dos
intercambios mediante os cales o
“home” dá un sentido á súa vida e deixa
a súa marca na historia”.
“A cultura debe de e manar do
individuo, dos grupos e das
asociacións”.
“A identidade cultural é unha riqueza
que dinamiza as pos ibilidades de
realización da especie humana, a o
mobili zar a cad a pobo e a cada grup o
para nutrirse do seu pasado e acoller os
aportes externos compatible s coa súa
idiosincrasia e continuar así o proceso
da súa propia creación”.
“As interaccións naturais entre a
cultura e a educación; lonxe de
continuar sendo campos parellos, a
cultura e a educación penetran
mutuamente e deben desenvolverse en
forma simbiótica, xa que a cultura
nutre á educación, mentres que esta
revélase o medio por exce lencia de
transmisión da cultura e, por
conseguinte, de promoción e
fornecemento da identidade cultural”.
“O desenvolvemento sig nifica o enriquec emento da ide ntidade profun da dun
pobo, das súas aspiracións, da calidade integral da súa vida tan to no plano
colectivo como no individu al. Non existe desenvolve mento sen conciencia
histórica e sen salvagarda da iden ti dade. Debe reemprazarse a visión
economicista, que reduce a cultura a unha mercadoría, por un enfoque no que se
asigne a noción de desen volvemento end óxeno á súa ve rdadeira dimensión (…)
mellorando a calidade de vida , destacando o papel que d esempeña a cultura neste
proceso”.
Font e: UNESCO (1982, pp. 7-15) . Elaboración propia.
A pesar das profundas transfor macións do contex to cultura l,
fundamentalmente pola centralidade que foron acadando as tecnoloxías
da información e da comunicación e a extensión do modelo neoliberal,
este conxunto de reflexións expresadas no a no 1982 seguen estando de
actualidade e representan o mesmo cami ño a seguir 40 anos despois. As
culturas dos pobos enfróntanse a r ealidades novas, marcadas pola
imposición dun modelo universal baseado no consumo, na
Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento
sociocomunitario
35
competitividade e no individua lismo . O fenómeno globalizador achega
novas realidades como diferentes fo rmas culturais de vivir, sentir,
actuar e ser, novos modos de organi zación, desterritori alización, etc. A
industria cultural de masas enfróntase ás tradicións dos grupos sociais,
e transforma estas identidades tradicionais (UNESCO, 1982, pp.7-15).
En base á anterior reflexión e ao exposto nas citas podemos afirmar que
a pesar dos cambios, a cultura representa un conxunto de valores únicos
e irreemprazables e conta cun pape l impulsor na transformación global
da sociedade. Neste senso, ente ndemos o desenvolvemento cultural
como un obxectivo en si mesmo, tant o a nivel de progr eso mat erial e
intelectual, como na súa dimensión moral e espiritual. A cultura con ta
cun papel fundamental na transformación global da sociedade, ten unha
función impulsora, e de la depende a posibilid ade de facer xurdir e
manter unha vontade colectiva de desenvolvemento (UNESCO, 1982,
pp.7-15).
Neste punto, debemos introducir un novo aspecto que fai relación ao
dereito á cultura como un principi o democrático que corresponsabiliza
a administracións e cidadanía na súa materializaci ón. A Declaración
Universal dos Dereitos Humanos, no seu artigo 27, indica que “toda
persoa ten dereito a tomar parte libremente na v ida cultural da
comunidade, (...)” (ONU, 1948, p.8) e no 2001 a UNESCO realiza a
Declaración Universal sobre a Divers idade Cultural, onde se definen os
dereitos culturais como parte dos dereitos humanos e liberdades
fundamentais, que deben ser respectados na identidade e práctica
cultural, acc eso ás actividades cu lturais, creació n e participación na
vida cultural, entre outros (UNESCO, 2001).
A Constitución española (1978), ampara a cultura como un principio
democrático que debe corresponsabilizar aos gobernantes
(administracións públic as) coa soci edade civil na satisfacción dos
dereitos e necesidades cultu rais da cidadanía. Así, no seu artigo 44,
sinala que “os poderes públicos promoverán e tutelarán o acceso á
cultura, á que todas as persoas teñen dereito”, o 9.2, indica que
“corresponde aos poderes públicos (…) facilitar a participación de
todos os cidadáns na vida política, económica, cultural e social”, outros
artigos como o 46 e o 48, céntranse na protección do patrimonio e no
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
36
fomento da participación “lib re e eficaz” da xuventude no
desenvolvemento cultural por part e das administracións públicas.
A pesar de que a cultura é un dereito, debemos ter presente que esta
ocupa tempos (programacións, medios dixitais etc.) e concrétase en
espazos (rural, urbano, rururbano) no que as persoas contan cun
protagonismo desigual, en base a una relación dialéctica entre
identidade e diversidade, territori o -sobre todo local- e globalización,
administracións públicas e sociedade civil. Esta situación lévanos a
atopar cun contexto, cando menos, complexo.
Neste marco xeral é onde aparece o territorio non só como unha
determinante xeográfica, senón tamé n como unha construción histórica
e unha práctica cultural. Unha construción de re ferentes identitarios
fundamentais para os seus habitantes, cos que se sintetiza a súa historia
e a súa memoria (Olmos 2008). Por es te motivo os territorios teñen
funcións culturais e o desenvolvement o cultural funcións territoriais.
Olmos (2008) indica que as funcións culturais do territorio veñen
marcadas polo feito de dar fundamento e xerar re ferentes; é a identidade
da xente co territorio. As funci óns territoriais do desenvolvemento
cultural fan referenc ia a valorar tódala s expre sións cultura is e artísticas
no espazo, difundilas e dotalas de significado. O desenvolvemento
cultural atópase no territorio a trav és da relación entre a cultura e a
natureza.
En definitiva, a finalidade do dese nvolvemento cultura l sería producir
fenómenos que contribúan a comp render, reproducir ou transformar
tódalas prácticas dedicadas a soster o sistema social. Nesta i dea de
desenvolvemento cultural comp réndese a importancia do
desenvolvemento humano; o recoñecemento á diversidade cultural e á
sustentabilidade ecolóx ica, co cal, ademais de integrar as
potencialidades do territorio, tamén c onta coas habilidades culturais da
súa xente e a harmonía co me dio ambiente (Zambrano, 2014).
Para complementar o anterior Ana Calvo (2002, pp.46-47) argumenta
que existe unha certa dialécti ca entre a acción cultural e o
desenvolvemento territorial. Sinala que a cultura cumpre unha función
social directamente relacionada co desenvolvemento, e entre os
Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento
sociocomunitario
37
distintos papeis da cultura no ma rco do desenvolvement o comunitario,
destaca tres aspectos básicos:
- A contribución da cultura á acumulación de coñecemento
humano. Refírese ao poder de rexeneración da cultura, á
creación dun novo “patrimonio” e novas formas cu lturais para
as xeracións futuras.
- A contribución da cultura nos planos económico e social a
medio e longo prazo. Fai referencia á forma na que os elementos
culturais contribúen á vida social, económica e política, ao
produto interior bruto, á ocupación, etc. Tamén aos seus efectos
educativos, especialmente pol o que se refire ás súas
repercusións sobre o sistema de valores da comunidade.
- A contribución da cultura como capital humano e como medio
de poder e decisión. A cultura non é só un recurso social ou un
instrumento de goberno, senón tamén é un capital humano en
potencia en tanto en canto afecta á capacidade dos individuo s
para afrontar os retos da vida cotiá e adaptarse aos cambios do
seu entorno.
Continuando a análise da rela ción entre cultura, ter ritorio e
desenvolvemento, segundo Zambrano (2014), os antropólogos
aportaron dúas ideas básicas sobre o desenvolvemento cu ltural. Unha é
o relativismo cultu ral, que consiste e n entender que as diferen tes formas
de relación entre os seres human os e a natureza posibilitaron a
evolución e o desenvolvemento das culturas nos seus respectivos
territorios. Pola outra parte, e continuando con este mesmo autor,
atópase a corrente construtivista cultural, segundo a cal as culturas
actúan sobre os mecanismos da evolución transformando as
orientacións, os seus procesos e os seus significados que son
actualizados e renovados periodicamente, xerando significados,
creando recursos e benestar para unha mellor forma de estar “social” na
vida.
De cara a rematar o apartado, e en re lación a esta pequena análise sobre
cultura, territorio e dese nvolvemento, Olmos achega unhas interesantes
reflexións sobre o binomio educación-cultura, ind icando que “a
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
44
Igualmente cómpre destacar que no s primeiros anos da democracia,
confluíron diversos fact ores que resultaron ch av e nes te proceso, como
a reivindicación e recuperación de espazos para un uso público, a
rehabilitación de inmobles emblemáticos en desuso (fabricas, centros
culturais, edificios do fra nquismo …) que levou a moitas cidades a crear
redes de centros cultu rais polivale n tes, orixe dos centros cívicos.
Asemade, cómpre dest acar tamén os programas municipais de
xuventude e o desenvolvemento de políticas de participación
(Hernández, 1998).
Como complemento ao percor rido hi stórico ex posto, no se guinte c adro
mostramos unha síntese das principais fontes teórico-prácticas da ASC
propostas por Gómez (2016):
Cadro nº5. Fontes teórico-p rácticas da ASC
Corrente Obxecto Teóricos
Concepción culturalista A cultura como motor de
desenvolveme nto e a acción
sociocultural como un instrumento
apropiado para xerar procesos de
auto organización e dinamización
de territorios e comunidades.
Concepto de capital social
Malraux,
Putman
e Fukuyama
Corrente do traballo social A ASC como metodoloxía de traballo
comunitario.
Interprétase como unha tecnoloxía
social.
Ezequiel Ander Egg
Educación popular e de
adultos
As prácticas socioculturais son
críticas, políticas e buscan xerar
procesos conse nsuados de
emancipación e autodeterminación
nos grupos, comunidades e
territorios nos que se producen.
Paulo Freire
Desenvolv emen to
comunitario
Parte do traballo social e
sociolóxico.
Marco Marchioni
Educación no tempo l ibre
e da pedagoxía do ocio
Xerou un movemento educativo
importante no ámbito da infancia e
a xuventude
Fonte: Síntese de elaboración propia a partir de Gómez (2016)
Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento
sociocomunitario
45
A chegada a Galicia do método da AS C é un pouco tardía con respecto
a outras comunidades pioneiras do Esta do como foron Cata luña e o País
Vasco, ámbalas dúas caracterizadas pola importante industria coa que
contaban e polo tanto motor im portante do seu desenvolvemento, pero
tamén porque contaban cun maior e máis forte tecido asociativo. En
Galicia faise presente parella ao desenvolvemento rural, polo papel de
dinamización que realizan as Ofic inas de Extensión Agraria e pola
chegada de iniciativas para poñer en valor o ru ral, como foron os
programas Leader da Unión Europea.
Poñendo o foco no século XXI, Jaume Colomer (2000, p.23) fai
referencia a cinco feitos presentes aínda hoxe e a novos factores sociais
que teñen a súa repercusión na c oncepción e na práctica da ASC:
1- O xurdimento das cidades europeas, o que se dá en chamar a Europa
das cidades. Nestes mo mentos, cos Estados en declive e as cidad es
fortes, as urbes adquiren unha impor tancia crecente no contexto deste
continente. As cidades cons idéranse, potencialmen te, espazos
educativos (a este respecto destaca o labor da Asociación In ternacional
de Cidades Educadoras).
2- O impacto da revolución dixital, pois as tecnoloxías están a mudar a
nosa sociedade dunha forma fonda e rápida. Esta revolución dixital
achéganos novos modelos de relación interpersoal e outro modelo de
“cidade”; tamén novas probl emáticas sociais, como a derivada da que
se vén denominando "fenda dixital".
3- A presión migratoria preséntanos unha socieda de máis multicultural,
a pesar dos límites restritivos. Neste senso, habitamos en contornas cada
vez máis interculturais, nas que se produce unha crecente interacción
entre as distintas culturas que convivan nun mesmo lugar.
4- O ocaso dos valores cívicos, refe rido á crise da participación cidadá,
ao exceso de individualismo ou ás dificultades para activar o
compromiso social, entre outros.
5- A acentuada expansión do mercado do ocio (venta de s ervizos de
ocio) que na actualidade cambia dun ha forma radical as formas de vida
das persoas, os modos de relaciona rse e os hábitos cotiás; é dicir,
modifica os conceptos de comunida de e de convivencia tradicionais.
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
46
En definitiva, entendemo s que en certa medida a falta de tradición dun
traballo socioeducativo forte e con entidade propia no noso país, fixo
que ao longo do tempo foramos recibindo difere ntes influencias que
foron configurando e condicionando tant o a teoría como a práctica da
ASC. Como consecuencia, este mé todo de traballo contou cun perfil
baixo nas nosas realid ad es máis cercanas.
Aproximación ao concepto de animación sociocultural
Como sabemos, existen moitas defi nicións de ASC e a continuación,
imos presentar diferentes propostas de autores contemporáneos; pero
neste discorrer imos fixar a nosa at ención no papel dos tres elementos
esenciais neste proceso: os axen tes implicados, a acción desenvolvida
e o campo de intervención (a quen vai dirixida).
A primeira delas afirma que a ASC é un
Conxunto de accións realizadas por individuos, grupos ou i nstitucións
sobre unha comunidade ou sector da mesma, no marco dunha
intervención concreta; co propósito pri ncipal de promover nos seus
membros unha actitude de participación activa no proceso do seu
propio desenvolvemento, tanto social como cultural (Colomer 2000,
p.17).
Desta definición extráese que a AS C é basicamente unha metodoloxía
de intervención para conseguir uns fins, finalidades fundamentadas en
catro dimensións chave: a cultu ral, a educativa, a social e a política.
Recollendo a esencia do exposto, Ant onio del Valle (1972) considera a
ASC como unha acción tendente a cr ear o dinamismo social alí onde
non existe, ou ben favorecer a acción cultural e comunitaria, orien tando
as súas actividades cara o cambi o social. Complementaria mente,
segundo a UNESCO (1982), a ASC póde se definir como “o conxunto
de prácticas sociais que teñen como fi nalidade estimular a iniciativa e a
participación das comunidades no proceso do seu propio
desenvolvemento e na dinámica globa l da vida sociopolítica na que
están integrados/as”.
Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento
sociocomunitario
47
En palabras de Ezequiel A nder-Egg (1987, p.340), a ASC é
un conxunto de técnicas sociais que, baseadas nunha pedagoxía
participativa, ten por finalidade promover prácticas e activi dades
voluntarias, que coa participación activa da xente, desenvólvense no seo
dun grupo ou comunidade determinad a, e maniféstase nos diferentes
ámbitos do desenvolvemento da calidade de vida.
Para Petrus (1989, p.246), as caracte rísticas que singularizan a ASC
son:
- Ser un factor transformador do individuo e da sociedade
- Servir de canle de participación comunitaria.
- Constituír un vehículo de expresión cidadá.
- Resulta un factor de motivación e de estímulo social.
- Reduce os conflitos sociais e grupais.
- Crea conciencia asociativa e cidadá.
- Estimula, a través da vida asociativa, a relación e “cohabitación”
social.
- Fomenta os valores culturais e o espírito crítico.
- Desenvolve a información e fomenta o asesoramento social.
- Atende ás necesidades sociais bási cas en réxime de convivencia.
Seguindo co percorrido polas definici óns de ASC, Xavier Úcar (1992)
identifícaa como un proceso de in tervención tecnolóxico-educativa
nunha determinada comunidade, na que os seus suxeitos estean activos
para que sexan os protagonistas da súa propia transformación e a do seu
entorno, de cara a unha mellora da súa calidade de vi da. A definición
que aporta Trilla aséntase nos puntos chave de todas as anteriores, para
el é:
O conxunto de accións realizadas por individuos, grupos ou
institucións sobre unha comunidade (ou sector da mesma) e no marco
dun territorio concreto, co propósito pr incipal de promover nos seus
membros unha actitude de participación activa no proceso do seu propio
desenvolvemento, tanto social como cultural (1997, p.20).
48
IVÁN GARC ÍA GARCÍA
Para continuar con este discorrer cómpre recapitular que ASC é “o
proceso que se dirixe á organización das persoas pa ra realizar
proxectos e iniciativas dende a cultura e para o
desenvolvemento social” (Cembranos, et al. , 1998, p.240); nest e
senso considérase como “unha maneira de actuar, unha metodoloxía
de intervención, e polo tanto, como un medio e non como un
fin”(Calvo, 2002, pp.18-19). En conclusión estamos ante un
“conxunto de prácticas, métodos e técnicas, con intencionalidade
educativa, contido cultural e continente social, dirixida a mellorar
a calidad e de vida dun colectivo ou dunha comunidade de
persoas” (Pose 2010, p.40).
C onforme se viu ata aquí, a ASC pretende facilitar procesos de
participación e comunicación entre grupos de cidadáns que se auto-
organizan para dar repostas aos seus intereses e necesidades a nivel
individual e grupal, facendo avan zar o desenvolvemento social e
cultural. É dicir, a ASC prodúcese no me smo seo da vida social e
supón, polo tanto, chegar un paso máis lonxe do obxectivo de poñer
os bens culturais ao alcance de todo o mundo. Preténdese que as
persoas pasen de ser espectadoras e consumidoras da cultura
(democratización cultural) a ser creadoras, produtoras e
protagonistas da mesma, no seu entorno (democracia cu ltural)
(Gómez, 2016).
Nesta liña, Caride ( 2006, p.321) afirma que
A ASC require de tal maneira a democrac ia e a participación que sen elas
non é posible concibila nin practicala, por moito que poidan darse outras
experiencias e iniciativas nas que a so cie dade e a acción cultural son eixes
vertebradores principais.
Para reforzar estas definicións Jaume Trilla (1997, p.19) achéganos
unhas reflexións sobre a polisemia do concepto analizado, ASC,
tratando de caracterizar en que cons iste, ou o que designa directamente
a expresión:
- A ASC, como acción, intervención ou actuación alude ao que fai o
axente.
- A ASC como actividade ou práctica so cial designaría non tanto o que
fai o axente, senón ao que este pr omove, unha actividade ou práctica
social desenvolvida conxuntamente pol o axente e os destinatarios/as.
Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento
sociocomunitario
49
- A ASC como método evoca unha maneira de facer ou unha técnica,
un medio o u instrumento. Tamén supón entend ela como unha
metodoloxía ou unha tecnoloxía.
- A ASC como proceso destaca a dimensión dinámica ou procesual da
mes ma. Designaría unha especie de sucesión evolutiva ou progresiva
de acontecementos.
- A ASC como programa ou proxecto enfatiza o labor de deseño de
actividades, procesos, accións, etc.
- A ASC como función social evoca unha tarefa que debera de estar
presente en toda comunidade ou soci edade, implícito ou endóxeno na
propia comuni dade.
- A ASC como factor fai énfase no carác ter operativo; algo que xera,
produce, causa, motiva uns resultados ou procesos.
Á vista das súas caracterizacións at opámonos que os fins da ASC son
tan xenéricos como a “transformación da sociedade” ou a “formación
integral das persoas”, pasando po r outros concretos como “dar a
coñecer o patrimonio local” por ex emplo. En to do caso, do exposto ata
o momento podemos identificar, xu nto con Froufe e Sánchez (1998),
unha serie de rasgos e características identitarias da ASC que
fundamentan esta metodoloxía de acci ón no contexto da investigación
que presentamos:
- Partic ipación colectiva: o individuo implícase activamente na
vida da comunidade, fomenta a solidariedade e o coñecemento
máis profundo da realidade, tr aballa para o cambio social.
- Vida asociativa: realízase a través de instrumentos sen fins
lucra tivos (asociacións), fomé ntase o tecido asociativo e as
relacións sociais, ent endendo a vida asociativa como estratexia
para os cambios sociais.
- Protagonismo do individuo cidadán: o cidadán é o
protagonista da praxe social des de unha pedagoxía liberadora,
promove –individual e colectivam ente- procesos de reflexión-
acción para o cambio social e constitúese en elemento
transformador a nivel individual e social.
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
50
- Interxeracional: proceso único e globaliz ador. Non hai idades,
calquera persoa en calquera momento do seu ciclo vital pode
activ arse, participar e ser axente de cambio
- Mello ra da calidade de vida: prete nde mellorar a calidade de
vida das sociedades.
En síntese, a ASC trata de poñer ás persoas no centro e propiciar que se
convertan en actores do seu prop io desenvolvemento. O seu principio
fundamental é a participación das pe rsoas destinatarias no seu propio
proceso de transformación, a través da dinamización e
desenvolvemento da comunida de, desde unha perspectiva
socioeducativa. A participación é ch ave para en tender a proposta da
ASC pois é a un tempo método e obx ectivo fundamental. Trátase de
manter o grupo como referente e s ituar o fortalecemento do tecido
comunitario-asociativo como meta.
Indicabamos anteriormen te que ao longo da última década producíronse
grandes cambios marcados pola revol ución das TICs, a crise económica
e laboral, a crise po lítica, a cris e ambiental e agora a sa nitaria. A
revolución dixital na que estamos inme rsos muda as formas de relación
das persoas, o coñecemento constrúe se de forma colectiva, aparecen
centos de ferramentas e aplicacións que favorecen a participación, o
intercambio e a colaboración. Asem ade, o cambio político que supuxo
o 15 M achegou un novo es cenario: movementos de participación
cidadá, novos partidos políticos, etc. A sociedade sentiu que o sistema
político do momento non os repr esentaba (García, 2018, pp.104-107).
A recente crise da pand emia ta mén provocou un punto de in flexión á
hora de definir as prioridades que cada un/unha quere para a súa vida.
Neste contexto social xorden novos métodos e teorías que comparten
o espazo de intervención da ASC. Un exemplo é a teoría dos comúns,
que ten a súa base no papel social da cultura como ben común, e que
vén derivada do dereito á cultu ra recoñecido no artigo 44 da
Constitución Española. Polo tanto, esta teoría busca garantir non só o
dereito de acceder á cultura, senón o dereito a participar nela (Jaron
Rowan, 2016) .
Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento
sociocomunitario
51
Estes cambios, xunto a novas situ acións e movementos, tamén lle
outorgan á ASC novos retos e oport unidades para xerar sinerxías e
mudar ás persoas e ás súas comunidades, logrando maiores cotas de
benestar colectivo e de calidade de vida.
1.2.2. Desenvolvemento Comunitario
Antes de achegarnos á definición de desenvolvemento comunitario,
de abordar os marcos teóricos que o sustentan e de tratar os seus
desafíos, debemos clarificar o con cepto de comu nidade; unha acepción
que fundamenta o contexto de acc ión do tecido asociativo. Desde unha
perspectiva un tanto reducionista, identifícase coa poboación, coas
persoas que conviven nun determin ado territorio. Ha i autores que
enuncian a comunidade para referirse ao tecido asociativo e, nesta liña,
entenden a comunidade como de stinataria dunha determinada
intervención ou como protagoni sta dun proceso a desenvolver.
De cara a analizar as caracter ísti cas básicas que a definen, valémonos
do traballo de Nogueiras Mascareñ as (1996, pp.35-37), que indica as
tres seguintes:
É un territorio, é dicir, unha unidade de ref erencia que se conforma
coa acumulación de distintos subs istemas (economía , educación, saúde,
vivenda, emprego…) relacionados entre si, polo que esixe un
tratamento interdisciplinar.
É un espazo social no que se producen unha multiplicidade de
interaccións, tanto no interior como entre ese ter ritorio e o exterior da
comunidade. Esas interaccións inte gran a cooperación, pero tamén o
conflito.
É un espazo con sentido de pertenza , é dicir, as persoas identifícanse
coa comunidade onde desenvolven a súa vida cotiá, sendo este o
elemento que permite a apropi ación e a participación social.
Polo tanto, as persoas atópanse nu n espazo social, formando parte de
redes sociais e ins titucionais que favorecen ou dificultan a inclusión
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
52
dos individuos. O coñ ecemento desas redes e a súa po tenciación
facilitan os procesos de desenvolvemento comunitario.
Sen embargo, a día de hoxe, se fa lamos de comunidade, temos que
diferenciar entre comunidade fí sica, territorial ou poboacional e a
comunidade virtual, un esp azo comunitario globalizado e
informatizado, posibilitado e cond icionado pola sociedade da
información. Neste senso, existe unha ampla diversidade de
comunidades e de formas de perten cer, estar, colaborar, participar ou
ser parte das mesmas. Cómpre si nalar que a aparición de novos
fenómenos ao longo das últimas décad as fai potenciar o comunitario.
Nesta liña, Xavier Úcar (2009, p.5) alude a unha
Volta á comunidade e, a miúdo, esta é presentada como o antídoto
para boa parte dos “males” que sofre o n oso mundo moderno. O máis
simple sería pensar que esta re fundación do comunitario é unha
reacción fronte a unhas forzas globalizadoras que ame azan con
uniformizar ou homoxeneizar o planeta.
Se analizamos con detemento a s ituación actual podemos constatar que
nos atopamos inmersos/as nun grav e proceso de fragmentación social.
Aínda que temos unha sociedade má is rica en información, tecnoloxía
e coñecementos, e a pesar de apreciar un certo auxe de accións
comunitarias, atopámonos cun sector da poboación pobre en proxectos
colectivos e en obxectivos de tran sformación e progreso. Neste marco,
o papel do desenvolvemento co munitario resulta capital.
De forma moi básica, podemos aludir ao desenvolvemento comunitario
como un proceso que representa a superación dunha realidade, levándoa
a niveis que posibiliten unha maior calidade de vida. Segundo
Nogueiras os seus ante cedentes sitúanse “nas accións de cooperación,
axuda mutua e esforzo colectivo dos individuos e das co munidades para
acadar o benestar social e a mellora da calidade de vida dos seus
habitantes” (2010, p.171)
Nesta liña, Ana Calvo (2002, p.23), indica que o termo
desenvolvemento comunitari o foi utilizado na súa orixe para designar
programas de acción social levados a cabo polos británicos nas súas
colonias co obxectivo de capacitar á poboación trala Segunda Guerra
Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento
sociocomunitario
53
Mundial. Tratábase de actividades de promoción da alfabetización, a
agricultura, a sanidade ou os serv izos sociais a través da propia
comunidade.
As Nacións Unidas, e en concreto a UNESCO, é a primeira
organización internacional que pon en práctica programas de
desenvolvemento comunitario nas rexi óns rurais máis desfavorecidas
do mundo, co obxectivo de axudar a s uperar o atraso económico, social,
educativo e cultural na procura du nha mellor calidade de vida. Neste
senso, Nogueiras (2010, p.171) fai me nción a que o desenvolvemento
comunitario xorde nun primeiro momento como un modelo que se
aplica aos países d o “Terceiro Mundo”, pero ideado e es timulado polas
nacións máis favorecidas do planeta. N on obstante, a partir dos anos 60
o desenvolvemento comunitario dá un salto das zonas rurais pobres dos
países do Terceiro Mundo ás contornas urbanas dos países máis
favorecidos (barrios marxinais, co lectivos sociais en situ ación de
vulnerabilidade, etc.) (Nogueiras, 2010, p.172)
Podemos entón definir o desenvol vemento comunitario como “un
proceso holístico de acción social no que se integran diferentes
estratexias prácticas, co obxecto de promovelo benest ar social e a
mellora da calidade de vida dos membros dunha comunidade” (Caballo,
et. al., 1997, pp.29-30). Entre os seus puntos fortes atópase o incentivar
o desenvolvemento endóxeno tanto a nivel económico, co mo educativo,
cultural e asociativo, de entre outros. Trátase, pois, dun proceso
complexo que integra unha visión mult idimensional. Cómpre destacar
que o desenvolvemento comunitario pode ter a súa orixe tanto na propia
comunidade como nun grupo de persoas expertas ou voluntarias.
En palabras de Quintana o desenvolvemento comunitario é
Un campo da educación comunitaria cunha notable dimensión social;
como a animación sociocultural, a investigación participativa e a
educación de adultos. É unha met odoloxía de traballo que ten c omo
obxectivo dinamizar a iniciativa das comunidades nos proble mas de
desenvolvemento (económico, humano, cultural, social) co fin de que
saiban por si mesmas atopar unha saída á súa situación. Trátase dunha
educación de adultos social (1991, pp.33-34).
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
60
Neste senso, os baixos niveis de emprego levar on á decadencia do
medio rural como forma de vida e incrementaron o seu illamento.
Como indica Vargas (2009), o despoboamento como principal
problema do medio rural require da reorganización de tres elementos
fundamentais: as relacións sociai s, as dinámicas económicas e os
fundamentos do que se concibe como comunidade.
Outro dos problemas atópase na apatía x eneralizada existente ante a
falta de expectativas e fronte a unh as institucións públicas que non
saben facilitar o camiño pa ra mudar esta situ ació n, o que deriva en que,
en ocasións, se teñan que buscar so lucións desde fórmu las autóctonas e
desde o tecido social, aproveitando as potencialidades que ofrece cada
lugar. Diferentes colectivos están a realizar un importante labor por
conservar e poñer en valor a vida ru ral realizand o accións de carácter
cultural, educativo, económico e político.
Aínda neste contexto, consideramos que o rural tamén representa un
viveiro de oportunidades, neste cas o centrarémonos nas oportunidades
socioeducativas e culturais. Por unha banda, as características sociais,
culturais e naturais de cada ento rno son únicas e envolven unha gran
variade de fortalezas, na súa xente e na imaxinación colectiva, no seu
patrimonio etc. Hai zonas rurais que se transformaron en lu gares máis
atractivos para vivir e nos que se acadou un incremento da calidade de
vida, polo que é posible xerar op ortunidades e fixar poboación. A
maioría dos territorios rurais está n continuamente en proceso de
desenvolvemento, pero este proceso debe entenderse desde o cambio
social que afecta a todos os elem en tos do sistema local e desde as
relacións que se establezan.
Á hora de tratar as opo rtunidades socioeducativas e cultu rais no medio
rural cómpre coñecer os termos de desenvolvemento local e d e
desenvolvemento rural , xa que ámbolos dous representan o impulso
necesario de cara a dar forma e ma terializar as oportunidades do
territorio. Izquierdo Vallina define o desenvolvemento local como
un método que pretende a avaliación do territorio por medio dun
proceso de mobilización dos recursos endóxenos (os propios dun
territorio ou dunha cultura), ao servizo da promoción social e persoal
Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento
sociocomunitario
61
da comunidade local. A súa cons ecución conséguese a s umindo
iniciativas de emprego e desen volvemento compatibles coa
conservación do seu patrimonio cultural e natural (2005, p. 71).
Outros autores como Pérez e Gi ménez (1994, pp.219-233) indican que,
cando menos, deben darse dúas circunstancias nos procesos de
desenvolvemento local:
- Que exista unha certa marxe para a xeración de actividades
produtivas, de acumulación de riqueza e de creación de emprego.
- Posibilitar a mobilización de recursos mediante políticas e
instrumentos apropiados, que deberían orientarse preferentemente á
potenciación dos actores sociais capaces de facelo.
Na actualidade considérase que a solución aos problemas das
comunidades locais p asa pola utili zación das súas pos ibilidades de
transformación mediante unha estr atexia de desenvolvemento local
integrado, na que as propias co munidades sexan quen de dar unha
resposta axeitada aos seus problem as de desenvolvemento. Pero esta
estratexia esixe novas formas de relacionarse e de coordinar as
actuacións dos distintos axentes ex ternos (Unión Europea, Estados,
autoridades rexionais e locais e empresariado loca l) e das comunidades
locais. Neste senso, o desenvolveme nto local integrado comporta o
desenvolvemento endóxeno e o de senvolvemento esóxeno. O primeiro
deles é propio da comunidade lo cal artellada en asociacións ou
instancias operativas de animaci ón e desenvolvemento local, mentres
que o desenvolvemen to esóxeno corresponde ás institu ción externas
(poderes públicos, entidades privadas e organizacións non
gobernamentais) e abrangue as medida s e iniciativas (de información,
formación, animación, apoio etc. ) necesarias para potenciar o
desenvolvemento endóxeno. Así, “o desenvolvemento local é
fundamentalmente desenvolvement o endóxeno encamiñado a espertar
a capacidade de iniciati va da poboación e a convertela en protagonista
do seu propio desenvolvemento” (Nogueiras, 2010, p.172).
No que respecta ao desenvolvemento rural pode entenderse nun sentido
básico como a mellora das condici óns de vida dos habitantes dos
territorios rurais que, á súa vez, im plica o incremento dos niveis de
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
62
renda, a mellora nas condicións de vida e de traballo e a conservación
do medio ambiente (Gómez, 2002).
Para Márquez o desenv olvemento rural é “o proceso de crecemento
económico e cambio estrutural para me llorar as condicións de vida da
poboación local que habita un espazo; identifica tres dimensións do
mesmo: a economía, a sociocultura e a política adminis trativa” (2002,
pp.11-28).
Para achegarse ao concepto de “desenvolvemento rural” tamén é
preciso facer referencia ao en foque LEADER da Comisión Europea
pois no marco do Estado non se concibe o desenvolvemento de zonas
rurais sen facer referencia a esta pers pectiva. Parte de qu e as estratexias
de desenvolvemento son máis efectivas e eficaces se as deciden e poñen
en práctica a escala local os propios interesados/as, comp lementándoa
con procedementos claro s e transparentes, co apoio das admin istracións
públicas pertinen tes e coa asistencia técnica necesaria para posibilitar a
transferencia de boas prácticas. Po lo tanto, o enfoque LEADER busca,
por unha parte, o empoderamento da cidadanía como un dereito e, pola
outra, a implicación directa e activ a na toma de decisións.
Seguimos avanzando nestas definici óns para identificar os catro
elementos básicos que permiten con ectar os conceptos de animación
sociocultural, desenvolv emento rural e educación social. Os tres alud en
a:
- Proceso de cambio
- Territorio/Comunidade
- Participación socia l
- Mellora da calidade de vida
Estes catro elementos poden ser as refe rencias básicas e fundamentais
para contribuír á dinamización de procesos de intervención
socioeducativa e cultural nas zonas rurais. De feito, no medio rural
pódense atopar todas as ferramenta s necesarias para poñer en marcha
procesos de participación social, ut ilizando para iso a metodoloxía da
animación sociocultural.
Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento
sociocomunitario
63
1.3.1 A educación no medio rural
Neste punto, ímonos deter e tratar de visibilizar o imp ortante papel da
educación en tódolos elementos relaci onados coa cuestión rural. Vargas
pon de relevancia a vertente institu cional e social da educación
reflexionando do seguinte xeito:
Primeiro, a súa función de xerar representacións sociais que facilitan a
construción de imaxinarios sobre a vida no mundo rural; segundo, p ola
súa capacidade para sensibilizar a quen toma as deci sións en relación á
importancia e á necesidade de manter a vitalidade das vilas tradicionais
e, por último, pola súa función de estimular a creatividade local e
esóxena que permita activar servizos, recursos e iniciativas destinadas
a fomentar e mellorar a vida rural. (2021, pp.31-32)
Tendo en conta os tres puntos ante riores, podemos c onstatar que os
espazos educativos e culturais no rural aparecen definidos,
fundamentalmente, pola fa milia, a escola, as ad ministración públicas, o
terceiro sector, as TICs, e o sector económico e laboral.
Realizaremos un breve repaso por este espazos.
Sen lugar a dúbidas a familia ocupa un lugar prioritario na educación e
na cultura. Nela danse os primeiros pasos de ensinanza e aprendizaxe,
e sobre eles construirase a vida pers oal e social dos seus membros. Este
espazo é esencial á hora de educar ás persoas do núcleo familiar en
valores, no eido emocional e dotalos de ferramentas para p articipar de
forma activa en sociedade. É un esce nario de encontro in terxeracional
entre fillo s/as, pais e nais, avós e av oas. Este espazo atópase ma rcado
polas propias características do cont orno, polos seus potenciais recursos
de aprendizaxe e, en definitiva, po r un proxecto vital de existencia en
común. Este proceso acentúase e vi sibilízase máis no medio rural.
Con respecto á escola no rural , esta conta cun papel importante, polo
tanto non debe ignorar isto, todo o contrario, debe aproveitalo. Nos
últimos tempos as escolas rurais adoptaron unha diversidade de
formatos de cara a ofrec er respostas educativas nos dist intos contextos,
que van desde as escolas rurais unita rias, ata os centros de educación
infantil e primaria (CEIP) ou os centr os públicos integrados (C.P.I) nos
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
64
que imparten educación infantil, pr imaria e secundaria obrigatoria. A
medio camiño entre estas dúas, at ópase a resposta comunitaria,
representada polos colexios rura is agrupados (CRA), na que as
diferentes localidades próximas conforman un proxecto compartido.
Unha das características que hai que de fender da escola rural é que sexa
innovadora (Vázquez, 2008). Entre as vantaxes da educación no medio
rural para poñer en marcha pr oxectos innovadores atópase: a
proximidade física dos axentes lo cais e institucionais, a ubicación en
contornos estreitamente vinculados ao territorio, a posibilidade de que
participen persoas do entorno, que poden ensinarlle ao alumnado
coñecementos que o profesorado non domina tanto, a abu ndancia e
diversidade de paraxes naturais próx imas e de fácil acceso que se poden
utilizar como recurso educativo (Abós et al., 2021). Unha escola
pequena pode xerar un vínculo im portante entre os/as mestres/as, o
alumnado, a familia e o pobo; un vínc ulo que xurde grazas á relación
de proximidade entre todos /as eles/as. Esta ce rcanía axuda a que o
traballo sexa máis personalizado. Outro aspecto positivo é que neste
tipo de escolas danse grupos multinivel e multiciclo que fan que o
alumnado de diferen tes idades e me stres/as interaccionen entre si. Isto
fai que o alumnado de menor idade escoite aos maiores, e viceversa,
cuestión que fomenta a autonomía, a responsabilidade e o traballo
cooperativo. Dito isto, a chave para o bo funcionamento da escola rural
son os/as mestres/as. (Grupo de tr aballo sobre a escola rural,
escuelarural.net, 2022).
O descoñecemento e os estereotipos que resultan da educación rural
deben ser abordados desde o mesm o escenario que a participación
comunitaria dos seus protagonistas, e evitar discursos alonxados da
realidade destes contextos. Porque a escola no medi o rural continúa
dando mostras de riqueza, de potencial de experiencias educativas e de
intervención comunitaria (CCOO enseñanza, 2018). Esas experien cias
xorden, normalmente, na confluencia entre a valorización moi positiva
da escola polas familia s e polas comunidades, di ficilmente equiparab le
a outros territorios, coas relacións de proximidade e de inserción
significativa no medio local, así como do traballo escolar do alumnado,
do profesorado e doutros actores loca is, que as circunstancias axudan a
promover (Amiguinho, 2011). Hoxe en dí a as escolas rurais non están
Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento
sociocomunitario
65
illadas, polo xeral son dinámicas, complexas e de calidade, e poden
contar cos mesmos recursos que unha escola da cidade. Podemos atopar
exemplos de boas prácticas na Rede Ibero americana de Educación en
Territorios Rurais (RIBETER), ou en publicacións como a Revista
Galega de Educación , que conta cunha sección específica enfocada á
realidade rural.
A nivel socioeducativo, as escola s rurais tamén poden ter unha cara
negativa, como por ex emplo unha limitada posi bilidade de ofrecer
actividades extraescolares polas dife rencias de idades dos/as nenos/as.
Neste senso, as ANPAS e os concello s están a facer un gran esforzo por
ofertar actividades en igualdade de condicións e descentralizadas no
territorio, por exemplo.
Complementariamente, Froufe (1995, p.38) defende que “a escola pode
ser un elemento transformador da realidade rural, mediante unha
educación comprometida e defensora da cultura, unha educación aberta,
unha educación para a liberdade persoa l e social”. É así que a escola
tamén ten un papel importante na construción de valores rurais.
Polo tanto, segue tendo vixencia aquelo que xa nos dicía Tonucci
(1996), que a escola rura l é como un laboratorio contextualizado, aberto
á experimentación e á innovación.
Outro elemento fundamental para impulsar oportunidades
socioeducativas e culturais no rural son as administracións públicas ,
especialmente as ad ministracións lo cais, é dicir, os concellos, que
xunto ás escolas, o tecido social e as entidades privadas dun territorio
deben ser o viveiro de estratexias de acción cola borativas e transversais
que promovan o desenvolvemento socioeducativo e cultural integral da
comunidade (Muñoz, 2015). Cada concello presenta un patrimonio
natural, cultural, etnográfico, hist órico..., e unha serie de fenómenos e
condicionantes que definen un espazo con características propias e con
elementos diferenciadores, que se c onverten en recursos de primeira
orde. Todo isto, a calquera contorno apórtalle mú ltiples oportunidades
que os concellos deben materializar a través de proxectos, programas e
plans. Cómpre destacar toda a programación cultu ral, deportiva e
educativa coa que contan a maiorí a dos concellos rurais, e que van
desde escolas deportivas e culturais, ata obradoiros, formació ns para o
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
66
emprego, actuacións e proxectos es pecíficos de dinamización local
dirixidos a toda a poboación. Tamé n a rede de equipamentos
sociocultura is e deportiv os que en ocasións aparecen estruturados baixo
unha filosofía de centralidade na capital municipal, o que supón un
difícil acceso para a maioría da poboación diseminada polas aldeas; e
noutras situacións resp onden a unha descentr alización con locais
sociais en todas as parroquias que ás v eces coinciden coas antigas
escolas unitarias restauradas para un novo uso. Neste eido aínda queda
moito traballo por facer, xa que ex iste un notable desequilibrio en tre
uns concellos e outros, tanto en actividades como en infraestruturas e
dinamismo.
Por outra parte sitúas e o asociacionismo como forma de organización
social e cun rol imprescindible na dinamización da e ducación, a cultura
e a vida rural. O tecido asociativo ten a capacidade de recoñecer e de
darlle forma a dive rsos intereses e obxectivos, posibilitando a
interacción persoal, a participaci ón, a convivencia e axuda mutua, a
solidariedade e a creación de proces os de aprendizaxe e de vínculos
sociocultura is.
En chave rural o asociacionismo conta con moitas vantaxes. Tomando
como referencia o traballo de Va rgas, propoñemos a seguinte síntese,
sobre o asociacionismo, ligado ao be nestar e ao desenvolvemento local:
Cadro nº7. Vantaxes do asoci aci onis mo loca l
Facilitar a estruturación de espazos institucionais e territor iais nos que as persoas
das entidades l ocais dun amplo territorio poden conv erxer
Crea
r
estratexias de apoio mu tuo entre os colectivos
Potencia
r
o desenvolvemento de contex tos sociais máis democrátic os
Potencia
r
a capacidade de participación nas di versas iniciativa s xeradas na
contorna
Incrementar a capacidade de negoci ación dos co lectivos ancorado s nun
determinado e spazo territori al
Tomar conciencia dos espazo s, recursos e servizos da comunidade am pliada
Construír redes asocia tivas tamén implica a suma de ca pacidades human as
Desenvolver lazos de solidariedade
Font e: Síntese de elaboración propia a partir de Vargas (2021, pp.34-35)
Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento
sociocomunitario
67
Xa a nivel individual, en relación ao benestar persoal o asociacionismo
implica, seguindo novament e a Vargas (2021, p.35):
- A creación de redes de apoio interpersoais.
- Unha oportunidade de encontro, de coñecemen to do outro, dos
outros membros da comunida de ampliada, cos que se
desenvolverá sentimento de amizade e comunidade.
- Un sentimento menos individua lista.
- Unha vida máis pública, que romp e cos límites establecid os
polo círculo privado.
En definitiva, o tecido asociativo o q ue fai é amp liar os límites reais do
medio rural, tratando de darlle forma e de construír a denominada
“comunidade ampliada”, que como indica Vargas (2021, p.35) é
Unha comunidade que resulta da suma de territorio (espazos, recursos,
servizos) e habitantes (capacidades humanas) que se integran a través
da convivencia que promove o aproveitamento óptimo das
posibilidades e oportunidades, de toda índole, para o benestar persoal
e desenvolvemento local.
En relación ao que nos ocupa, a vida asociativa canaliza unha ampla
gama de oportunidades para acce der a fon tes de aprendizaxe, a
diversidade de coñecementos e a a ccións formativas variadas, tanto
xerais como especializadas. (Merelas e Sánchez, 2018)
No rural existen moitos espazos de participación que se converten en
verdadeiras oportunidades de transf ormación social, algúns deles poden
ser:
- Asociación s locais: xuvenís, culturais, de amas de casa, de
p p ersoas maio res, de festexos , deportivas, veciñais…
- Accións orientadas ao dese nvolvemento comunitario: programas,
o o rganizacións de carácter social, administracións…
- ONGs de ámbito xeral: Cruz V ermella ou Cáritas…
- Grupos de voluntarios/as que particip an dir ectamente en servizos
p p úblicos: Ex. programas de Servizos Sociais
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
68
- A parroquia: en torno á “Igr exa” xorden iniciativas de educación no
tempo libre e redes de apoio, entre outras.
- Grupos de Acción Local (GAL), nacidos desde as iniciativas públicas
de apoio a proxectos de desenvolveme nto local en zonas rurais. Ex.
Programas LEADER II e PRODER, da U.E.
- Grupos informais: co n proxectos específicos.
Por outra parte, imos presentar algún s dos princ ipais retos das entidades
no medio rural. Segundo Jaraiz (2000) son os seguintes:
- Actuar desd e referentes de acción global , o que supón incorporar o
principio de transversalidade ao que aludiamos cando abordabamos o
concepto de desenvolvemento com unitario. Só así se poderá facer
fronte a desafíos como manter a poboación que vi ve no rural, mellorar
a calidade de vida ou facer fronte á identidade cultural local.
- O traballo en rede , estratexia imprescindible para concretar o
principio de transversalidade.
- Descubrir as potencialidades e valores do rural: por exemplo, os
procesos de autoaxuda e solidarieda de familiar e veciñal ou os espazos
de comunicación.
- Deseñar estratex ias que melloren as condicións da poboación máis
desfavorecida.
A estes retos formulados por Jaraiz en gadiríamos o de traballar en chave
interxeracional por toda a riqueza que acolle este proceso único. Este
enfoque supón crear oportunidades para xuntar persoas de diferentes
idades, partindo dunha mesma dimensión espazo-temporal,
compartindo un pasado histórico e experiencias de vida, “ámbito
xeográfico-territorial, valores, espazo sociocultural e ámbito educativo
e de lecer, entre outros. Contexto s que configuran o carácter e a
personalidade das xeracións medi ante procesos sinérxicos que
contribúen aos seus acenos de identi dade persoal, afectivo-emocional e
comunitaria”. (Gutierrez Moar 2021, p.26). Estes procesos favorecen
unha cultura de convivencia excepci onal cunha forte base de cohesión
social, inclusión, participación, solida riedade, etc. entre as persoas
maiores e adultas, a moci dade e a infancia. Guti errez (2021, p.26) indica
Sociedade, educación e cultura como piares do desenvolvemento
sociocomunitario
69
que a acción interxeraci onal “designa os proc esos recíprocos de
orientación, influencia, intercambio e ensino -apr endizaxe entre dúas ou
máis xeracións”. En definitiva, so n momentos e espazos onde persoas
de difer entes idades poden ens inar e aprender unhas das outras a todos
os niveis: valores, destrezas, ha bilidades, optimización de recursos
económicos, educativos e sociocumunitarios.
Polo tanto, o asociacionismo representa unha alternativa con
potencial socioeducativo e cultural entre outros moitos, para
configurar unha nova estrutura territorial e humana no mundo
rural. Nesta liña, afirmamos con Limón et al. (2002) que o
asociacionismo favorece un reequilibrio sustentable, que limita o
despoboamento do medio rura l e propicia o equilibrio territorial na
participación política, nos servizos, no desenvolvemento económico
e na cultura.
Tamén cómpre referirnos ao conc epto de “identidade rural”
que desenvolve unha función importante á hora de xerar sentido de
pertenza e conciencia de vinculación co terr itorio e coa comunidade,
que como recoñece a profesora Gutierrez Mo ar (2021, p.25)
“favorecen as actitudes participativas, de colabo ración e cooperaci ón
no medio e na comunidade e facilitan a inclusi ón do que se achega
ás comunidades rurais de Galicia. Son, polo tanto, os acenos de
identidade, persoais e/ou colectivas, que configuran vida rural”. Neste
senso, os vínculos que as persoas establecen co territorio son
esenciais na construción da súa identidade, de cara a entender os
valor es rurais, a idiosincrasia, a súa forma de vida, experiencias e
apos ta individual e colectiva por vivir nese lugar; cuestións que logo
poden transmitir ás novas xeracións.
Outra dimensión destacada a ter en conta e que, ao tempo, preséntase
como unha barreira ou como unha oportunidade socioeducativa,
cultural e laboral pa ra o rural son as TICs , condicionadas polo nivel
de accesibilidade e conectividade. Un proceso complexo que moi
pouco a pouco vai chegando aos contornos ru rais (Gallardo e
Sánchez, 2022). Como puidemos ver ao longo da recente crise
sanitar ia, as TICs no rural manifestaron moitas debilidades e
amenazas, sobre todo para o “teletraballo” e en todos os sectores :
empresarial, de estudantado e de veciñanza en xeral; pero tamén
achegou pinceladas de todas as fortalezas e oportunidades que
76
IVÁN GARCÍA GARCÍA
- Niveis de comunidade: microsistemas (grupos de axuda mutua,
clases), organizacións (grupos comunita rios, congregacións relixiosas,
lugares de traballo), localidades (barrio, pobo, cidade, área rural).
O caso é que a complexidade do con cepto de comunidade medra cando
observamo s as múltip les formas nas q ue aparece.
Seguindo a Isidro Maya (2004, p.187) “a comunidade é froito da
interdependencia natural das von tades huma nas, mentres que a
asociación é unha sorte de convivencia pública que obriga ao
mantemento da in terdependencia entr e os individuos”. Pola súa parte,
Fernández Gestido incide na impor tancia do sentido identitario da
comunidade, que vén dada “pola capacidade que ten o individuo de
incidir coas súas obras e opinións, en relación cos demais, sobre a súa
realidade inmediata”. Cando esas rel acións ou a incidencia na realidade
social se ve mermada, preséntase “unha fractura, unha desafección,
unha desresponsabilización do indivi duo co seu contorno” (2006, p.88).
Así, nos últimos anos apréciase a existencia dunha cer ta preocupación
xeneralizada polo deteri oro da comunidade.
Un repaso a diversas cuestións pon de manifesto que os procesos de
individualización reconfi guran a sociedade, axudados polo papel das
tecnoloxías da información e da comunicación (Sánchez, 2020). Ao
mesmo tempo a organización social tamén acolleu num erosos camb ios
en canto ás relacións de p arella, ás tipoloxías de familia, aos procesos
de socialización etc. Hoxe en día continúan medrando as desigualdades
e o desapego aos gobernantes; a democrac ia representativa está en crise,
a presión dos medios de comunicación e a imaxe de corrupción dos
políticos -entre outros -, xeran un distanciam ento da cidadanía cos
“temas públicos”. Esta situación leva a atoparnos cunha sociedade
bastante atomizada, pasiva e desmembrada (Font, 2017); e neste
contexto pouco esperanzador, as pe rsoas como seres sociais que son,
precisan relacionarse e co mpar tir coas dema is.
Igualmente, os nosos concellos non s on alleos ás grandes problemáticas
contextuais da sociedad e occident al: consumis mo, crise a mbiental,
desmantelamento da s ociedade do benestar , individualismo, crise
económica, desconfianza da clase po lítica,...,tampouco ao conxunto de
problemáticas máis específicas do territorio (envellecemento, abandono
Bases teóricas sobre participación social e
asociacionismo
77
do rural, ...), nun momento de cambio no que, ademais, a calidade de
vida é obxectivamente mellor que en calquera outro período do pasado
(aínda que se perciba unha tendencia involucionista), a mocidade ten o
maior nivel formativo da historia (sen que is o supoña unhas mellores
perspectivas vitais) e no que se dá por feito que o mundo, grazas á
globalización e ás tecnoloxías, está ao alcance de calquera (sendo, máis
ben, que os seus efectos perniciosos que chegan a todos/as e as súas
vantaxes non a tantos).
Con todo, convén ter presente outras visións e tendencias que dalgún
xeito supoñen condicionantes nos procesos de desenvolvemento
sociocomunitario:
Por exemplo, aumentou o número de pa rticipantes en grupos de auto
axuda e en organizacións non gobernamentais. Produciuse unha
expansión do voluntariado , do move mento feminista e dos gr upos
ecoloxistas. En internet floreceron “comunidades virtuais” de todo tipo.
Por iso, unha interpretación alterna tiva consiste en afirmar que están
cambiando as formas de participación, orientándose cara comunidades
que esixen un compromiso máis débil. Non se está producindo neste
caso a desaparición da comunidade sen máis, senón o xurdimento de
novas formas comunitarias, cara cteri zadas polo auxe do individualismo
e a personalización das prácticas sociais. (Maya, 2004, p.188)
Cidadanía
O termo cidadanía vén representar a, persoas libres que, como
tal, teñ en recoñecido o dereito a ser in formadas, a opinar e a
intervir na vida política e social da comuni dade. Asemade, teñen
o d ereito a participar para que todo funcione mellor e se responda
aos intereses e ne cesid ades colectiv as e non só ás dunhas poucas
persoas. Pero ao tempo, tamén implica asumir uns de beres. O
concepto cidadanía dá r esposta á calidade de cidadán dun
dete rminado lugar. Por outra parte, a palabr a “cívico ”, adxectiv a a
co ndición de cidadán das persoas e ap lícase a estas aludindo ao xeito
de comportarse debidamente nas súas rela cións co s demais. Polo tant o,
a de finición de cidadán fai referencia a todo membro dunha
comunidade polí tica. (Olías de Lima, 2007)
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
78
En relación a isto, debemos ter claro que non se nace cidadán, senón
que se aprende a exercer a cidadanía. Isto require dun proceso de
empoderamento entendido non só como a capacidade para xestionar o
colectivo, senón como a capacidade para resolver os conflitos e tomar
decisións.
Potenciación comunitaria
Unha das estratexias para impulsar os procesos de empoderamento da
cidadanía é a potenciación comun itaria. Zimmerman (2000) propón
este concepto para referirs e ao proceso polo que as persoas,
organizacións e comunidades adquiren ou melloran a súa capacidade de
control sobre as súas vidas. Se gundo este autor, a potenciación
comunitaria é un proceso dinámico de adquisición de recursos, poder
ou influencia e exprésase en diferentes niveis. Por exemplo, a través da
participación individual con outras persoas para conseguir
determinados obxectivos, ou a nivel organización, mellorando a
estrutura para facilitar a participac ión dos seus membros e aumentar a
efectividade. Do mesmo xeito, a acción colectiva contribú e a mellorar
a calidade de vida ou a conexión entr e organizacións comunitarias. Así,
a potenciación comunitaria é:
Por un lado, un valo r que suxire me tas e e stratexias para implementar o
cambio social. Polo outro, é un marc o teórico que suxire como medir o
concepto en diferentes contextos – como estudar o proceso-, e como
distinguilo de outros. Na primeira acepción refírese a unha
aproximación distintiva no desenvolvemento da intervención social e
na promoción do cambio comunitario (Maya, 2004, p.197).
Cómpre sinalar que a potenciación comunitaria é un proceso colectivo
que se desenvolve de “abaixo cara arri ba”, é dicir, desde a base social
cara estamentos superiores (ad m inistracións públicas, empresas,
entidades privadas...). Polo tanto, o colectivo ten un papel determinante
no establecemento de metas e no proceso de implementación.
Maya (2004, p.205) defende que hai mú ltiples evidencias de que “o
sentido psicolóxico de comunidade é un vaticinador da participación”.
Ademais, a participación vese fa cilitada por elemen tos como a
Bases teóricas sobre participación social e
asociacionismo
79
existencia de relacións veciñais, a satisfacción co contexto comunitario
ou a percepción de problemas no entorno inmediato. Isto leva a concluír
que a participación produce resultad os significativos desde o punto de
vista psicolóxico, tamén desde o e ducativo. Por exemplo, adquírese
“competencia participativa”, referida ás habilidades que se xe ran como
consecuencia da colaboración prolo ngada con accións comunitarias;
constrúense relacións de colabor ación e desenvólvense capacidades
para o traballo en equip o; a xestió n de conflitos; a planificación de
estratexias p ara o cambio comunita rio ou a obtención de apoio social.
Na potenciación comunitaria factores co mo o optimismo, o
compromiso moral e os reforzamentos como os compoñentes que poden
exercer unha función motivadora, tr ansfórmanse nun referente práctico
para a intervención. En suma, a potenciación é un proceso complexo,
onde a participación e o sentido de comunidade xogan un papel
destacado. Como podemos ver, o sentido de comunidade é un
catalizador da participación comunitaria e ao tempo un elemento de
responsabilidade cívica e tamén o punto de partida para que unha
provocación externa inicie un pro ceso de participación (Maya, 2004).
Para que se dea esta mobilización é pr ecis a a existencia de certo sentido
de implicación co entorno. Ao tempo, a participación vese facilitada
pola existencia de orga nizacións comunitarias e polo sentimen to de
pertenza que se xera no proceso.
Capital social
Neste punto, e de cara a continuar profundando nesta temática, imos
aproximarnos de forma breve ao co ncepto de capital social, xa que
representa unha cuestión de prime ira orde no marco da dinamización
comunitaria. Segundo Fukuyama (1999), defínese como a norma que
fai que exista cooperación entre dúas partes e pódese resumir en que
non só é importante o que cada persoa sabe e o que ten, senón a quen
coñece.
No estudo do capital social atopám onos con diferentes dimensións: a
individual, a grupal (referida ás re lacións) e a comunitaria. O enfoque
estrutural do capital social pon én fase na dimensión individual e no
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
80
fornecemento de redes (Esparcia et al., 2016). Dous representantes
destacados deste enfoque son Bourdi eu e Coleman. Para Bourdieu o
capital social é un elemento que axuda a manter as diferencias entre as
clases e grupos sociais. Sustenta a concepción do capital social en dous
elementos principais: as relación s sociais que p ermiten vincular aos
individuos entre si, e os recursos e vantaxes ás que acceden os
individuos grazas á construción intenc ionada d esas relacións (López et
al., 2007, p.1063; Bourdieu, 1980). Nest a liña Bourdieu defende que a
pertenza ao grupo é un factor esenci al na creación e preservación do
capital social. As relacións expr esan a pertenza a un grupo no que o
nivel de institu cionalización garan te o mantemento deses vínculo s
sociais. Estas relacións danse nas familias, nos clans ou nos partidos
políticos por exemplo. Por outra parte, Ramírez (2005, p.21) expón que
para Coleman o capital social constitú e un instrumento teó rico que
permite integrar nun me smo modelo e nivel micr o (o individual), e o
nivel macro (a estrutura); este mes mo autor entende o capital social
como “o conxunto de elementos que artellan unha estrutura, na que os
individuos que se atopan dentro da mesma, poden cumprir as súas
metas”. Desta man eira combina o nivel macro e micro á hora de
explicar fenómenos sociais. Sendo as í, o capital social mostraría dúas
características important es: a estrutur a social na que se atopa acollido
o individuo, e o potencial desa estrut ura como ferramenta para facilitar
as accións dos individuos.
Dentro do capital social a dimensión comunitaria é un dos seus obxectos
de estudo. Esta fai referencia aos procesos de democratización e aos
bens comunitarios ou públicos. Para Durston a “dimensión clásica de
comunidade abarca as pectos de actividade coordinada con certo
propósito en común, autogoberno, supere strutura cultural e sentido da
identidade “ (2000, p.21), que vai máis alá do establecemento de redes.
Este autor fundamenta a diferencia dun capital comunitario fronte a un
capital individual. Nest e senso ind ica que o modelo de capital social
ten unha dimensión grupal, coñecida como capital soci al comunitario e
que “fai referen cia ás normas, institucións e organizac ións que
promoven a confianza, a axuda recí proca e a cooperación” (Durston,
2000, p.7). Mentres que o cap ital social individual “fai referencia ás
Bases teóricas sobre participación social e
asociacionismo
81
relacións e ás normas de reciprocid ad e e solidariedade para a obtención
de recursos en momento s de necesidade” (Durston, 2000, p.21).
Outro dos autores que traballou este concepto é Putnam. Para el o
capital social comunitario está constituído por tres elemento s
principais: a confianza, as normas de reciprocidade e as redes de
compromiso público (Ramírez, 2005, p.30). Para Putnam, esta
confianza vai estar sus tentada nas redes de compromiso cívico e nas
normas de reciprocidade (Putnam, 2011, p.243). Este au tor basea a súa
teoría no principio de que “a par ticipación en asociacións voluntarias
fornece as redes de compromiso cívico e, á súa vez, o fornecemen to
destas redes terá efecto positivo ao incrementar a confianza social”,
cuestión que beneficiará a cooperaci ón para o beneficio mutuo (Putnam
2011, p.246). É por iso que unha sociedad e cunha boa rese rva de capital
social acada con máis fac ilidade o benestar da co munidade e, polo tanto,
logra un dos obxectivos máis vali osos do desenvolvemento humano que
é compartir normas e va lores asociados a dita s relacións sociais. Por
iso, nesta investigación sobre o asoc iacionismo, achegarno s á temática
do capital social re sulta fundamental.
Participación
Á hora de falar de participación debemos acudir a au tores como
Hummel (1999, p.267) que manifesta que “educación e participación
son os piares do xogo democrático capaces de dar independencia ao s
suxeitos: variable chave no exercici o da liberdade individual e valor
supremo da nosa sociedade democrática”.
Sendo así, cómpre deterse nos diferentes niveis da participación e a súa
gradación. López-Cabanas e Chacón (1997, pp.127-161) propoñen a
seguinte estrutura:
- Exercicio individual de dereitos: o voto nos procesos electorais.
- Apoio social informal: condutas de axuda espontánea dirixidas a
membros próximos da comuni dade (familia, amigos/as,
veciñanza…).
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
82
- Voluntariado: conduta de axuda planificada e no marco dun pr oxecto
realizado a través de entidades de voluntari a do; supó n un
compromiso e implicación ao longo do tempo.
- Movementos sociais: i mplicación nunha mobilización cidadá para
resolver de forma cole ctiva un determinado problema social.
- Asociacionismo: formar parte dunha entidade-organización (política,
veciñal, cultural, deportiva…) que agrupa diferentes persoas, temas
ou fins comúns.
Nesta liña, as asociacións repr esentan a máxima expresión da
participación; e es ta acción partic ipativa plena esixe un e levado nivel
de compromiso. Tamén os movement os sociais están outorgándolle aos
cidadáns espazos de an álise e de decisión que fai décadas resultaban
case que inaccesibles, recuperando unha parte do poder político real
para a “sociedade civil”.
Ao fin e ao cabo a participación é un mecanismo político de distribución
de poder, responsabilidade e to ma de decisións. Os gobernos
transformadores p recisan aos movementos sociais de empux e,
innovando e abrindo camiños, constr uíndo conxuntamente. Pero ao
tempo, estes gobernos tamén precisan aos movementos sociais detrás,
vixiando o seu quefacer..
O novo discurso político pon en va lor a participación cidadá, o
protagonismo da xente e a forma de relación entre as institucións
políticas e a sociedade civil. Neste senso as persoas deben de estar no
centro do debate sobre calquera opci ón de futuro. Precísanse persoas
comprometidas, que se preocupen polo que é de todos/as e que se
involucren na construción dun proxect o colectivo. Débese de recuperar
a noción clásica de cidadanía. Este concepto de cidadanía permítenos
concibir as persoas que falan e inte ractúan entre elas; persoas que en
vez de centrarse nas súas amb ición s individuais dial ogan para crear
proxectos en común. Polo tanto, se r cidadáns implica formar parte
dunha comunidade e facela progresar a través do intercambio de ideas
e do diálogo (Arnanz e Barba, 2015).
A cidadanía, as persoas, teñen que poñerse no centro da vida e das
decisión políticas, económicas e sociais para ach egarlle ética e valores
á xestión común. Neste eido o papel da “democracia” é chave, pero ao
Bases teóricas sobre participación social e
asociacionismo
83
tempo resulta complexo porque as istimos a unha importante crise das
democracias “modernas” que a maio ría da cidadanía non comprende
(Olías de Lima, 2007).
Os conceptos e argumentacións pr esentadas ata o momento, axúdanos
a entender a participación cidadá como un instrumento de impulso
político e de control dos nosos re presentantes, que non pretende ser
unha alternativa á democr acia representativa -ent endida como o sistema
formal e legalmente constituíd o polo que os políticos electos
representan os intereses dos seus el ectores-, senón resituar as cousas,
devolvendo á cidadanía a voz e aos políticos a súa condición de
servidores públicos, para admin istrar o que é de todos/a s. O certo é que
actualmente a democracia representativ a é insuficiente para garantir a
eficacia e eficiencia da xestión públ ica (Urbinati, 2017) . Por iso, resulta
imprescindible que os/as cidadáns /ás tomen parte nos procesos
deliberativos dunha nova xestión púb lica con maior participación da
cidadanía. Ao tempo hai que ser consci entes de que definir isto é fácil,
pero poñelo en práctica resulta complexo. Neste contexto xurde o
concepto de democracia particip ativa, expresión redundante pero
necesaria para reforzar a partic ipación nos sistemas democráticos,
denunciando que sen participación aberta, hai menos democracia
(Parés, 2009). Autores como Subirats, Blan co e Gomá tratan esta
temática con detalle.
Non nos cabe dúbida que estas caracterizacións se enmarcan nunha
crise sistémica máis ampla na que se aprecia que a vontade e
lexitimidade política das democ rac ias liberais, entregad as a un
neoliberalismo devorador , está posta en cuestión polos cidadáns. O
“non nos representan” que se articula fronte ás grandes institu cións
estatais e supraestata is, distantes e impersoais, alleas ao común dos
cidadáns, podería traducirse nun “represéntannos mal” das ins titución
locais e supralocais. Cris e de repres entatividade que, ademais e ao noso
modo de ver , está agravada por unhas estruturas político-
administrativas demasiado encorsetad as e ríxidas, onde a burocracia,
mal entendida e mal usada, se conve rte noutro obstáculo á participación
nas súas diversas realidades.
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
84
Ao fío do anterior, outra cuestión qu e debemos tratar fai r eferencia ao
cambio de papel do Estado en relación ás necesid ades sociais da
poboación. Pasou de intentar satisfacer esas n ecesidades a través do
Estado do Benestar, no que o Estado ten a responsabilidade de facilitar
un determinado grao de calidade de vida a todos os cidadáns mediante
diferentes intervencións na econo mía de mercado e no ámb ito social; a
intentar artellar as relacións e os medios para facelo desde o modelo de
Estado Relacional (Conde e Bengoa, 2015) , no que trata de potenciar a
súa capacidade de integración tanto de persoas como de recursos para
acadar proxectos estratéxicos terr itoriais. Neste novo modelo, cómpre
reforzar a cultura democrática, pot enciala e dinamizala, o q ue require
dun cambio de mentalidade: hai qu e considerar o público como algo
que nos afecta a todos/as e a cada un/unha de forma individual.
Pero a reflexión sobre a cidadanía e a democracia non debe referirse só
á política, senón a todos os ámbitos da vida colectiva e dos servizos
públicos. Parello ao concepto de Es tado Relacional xur de o termo de
gobernanza (Aguilar, 2007) coa idea de designar a eficacia, calidade e
boa orientación da intervención do Estado e das administracións
públicas, que proporciona unha certa lexitimid ade e que ás veces se
define como unha nova forma de gobernar.
Polo tanto, á vista do exposto, preséntase complicado construír a
comunidade se as persoas non teñe n un proxecto de vida autónomo e
definido, con perspectiva colectiva. As persoa s deben ter “vocación
comunitaria”, é dicir, ferrament as para construír xuntos/as a
comunidade, compromiso por un proxecto compartido na busca dunha
maior e mellor calidade de vida na experiencia cotiá de todos/as, que
vaia gañando terreo desde a pequena comunidade ata instancias de
maior envergadura e dimensións.
A situación da participación na sociedade actual é un problema
complexo, tanto no referido á cantida de de persoas comprometidas
como á calidade e estabilidade dese compromiso participativo. De
cantidade, porque participan poucos /as; principalmente uns poucos en
todo e uns moitos/as en nada; e de calidade, porque pa rticípase pouco
e de forma bastante selectiva.
Bases teóricas sobre participación social e
asociacionismo
85
Para rematar este apartado consid eramos que é preciso aludir aos novos
movementos cidadás, que teñe n un papel destacado de cara a
interconectar coas institucións, polas iniciativas e valores que aportan,
e pola súa relevancia como moto r de cambio. Son unha canle de
expresión do descontento da cidada nía ante a distancia coa política
institucional, son portadores de elementos propositivos e de
rexeneración democ rática; resultan tamén d e interese pola incapacidade
das institucións que configuran o sistema de mocrático actual para
modificalo substancialmente (Arnanz e Barba, 2015). Estes
movementos cidadás están aporta ndo moitos valores e desenvolvendo
funcións importantes como: ro mper co bloqueo psicolóxico e
ideolóxico, achegar algo novo, a ausencia de medo e dos
condicionantes do poder, conectar coa realidade, representar á
cidadanía, canalizar a participación, transversalidade e capacidade para
integrar a diversidade, outras pr ácticas, métodos e iniciativas, a
interconexión entre mov ementos cidadá s, partidos e institucións, facer
efectivos os cambios que demanda a so ciedade, criticar aos p artidos e
demandar unha mellor cone xión coa cidadanía etc.
En resumo, a participación é o exer cicio da democracia e apórtalle a
esta un contido social, ao temp o que a lexitima. Contribúe ao
desenvolvemento da solidariedade e da responsabilidade colectiva,
potenciando o desenvolvemento de id eas e o pluralismo, e axuda a ter
un maior coñecemento da realidade e a marcar o camiño para unh a
mellor transformación. Tamén favorece a educación social e cívica d a
cidadanía e o desenvolvemento do de nominado terceiro sector, formado
polas organizacións so ciais.
2.1.1. Dimensións da participación social
A participación, como capacidade inherente ao ser humano, implica
diferentes procesos de carácter ax iolóxico, pedagóxico e práctico que,
ao tempo, definen as dimensións propias da participación: ética,
pedagóxica e praxe social.
Vargas e Gradaílle (2008, p.185) argumentan que “a participación
constitúe unha capacidade humana que afecta ás condutas que o suxeito
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
92
Tendo presente a súa complexidade, “o desafío da participación reside
en devolverlles o protagonismo ás persoas, un protagonismo que só
pode ser real nas comunidades pequen as, no barrio, no grupo” (Vargas
e Andrade, 2008, p.183). Así, “ao longo do último século, co
desenvolvemento da planificación dos servizos públicos... as decisións
poucas e grandes dos xestores viñeron substitu ír ás moitas e pequenas
dos usuarios” Heras (2002, p.21), xerando procesos de illamento,
autosuficiencia e apatía social qu e ata o presente desarticularon
sistemas tradicionais de particip ación e convivencia. Esta situación,
pódese superar a nivel local, desen volvendo procesos participativos
desde o ámbito da comunidade.
Vargas e Andrade (2008, p.185) refl exionan sobre a finalidade do
concepto que analizamos conclu índo que a participación “ten como fin
último o coidado da vida, a procura de bases culturais para a
convivencia e, nunha liña máis indivi dual, a dotación dun sentido vital,
que permita sentir ao suxeito que forma parte dunha identidade grupal
e colectiva”. Baixo estas premisas a participación no ámbito local debe
buscar que os asuntos xerais da cida danía funcionen mellor e de acordo
cos intereses e necesidades de todas as persoas, e non só dunha minoría
que condiciona a toda a comunidade.
Nesta liña, David Mathews (1999) comenta que a participación da
cidadanía na vida da co munidade non é só un medi o para acadar o apoio
a causas e proxectos, xa que é un fin en si mesma. As comunidades son
máis fortes cando contan cunha ci dadanía sólida e comprometida. A
tradición da organización comunita ria atopa na participación unha
estratexia fundamental para o labor vertebrador da comunidade. Isto
lévanos a falar do desenvolvemento lo cal como un proceso de mellora
das condicións de vida dun territori o concreto, asumido e protagonizado
pola poboación local.
A nivel local podemos apreciar que son poucas as persoas
comprometidas coa par ticipación cotiá, mentres que son máis as que
participan esporadicame nte; dá a sensación de que sempre están as
mesmas persoas nas diferentes situ acións e iniciativas. Neste nivel
tamén constatamos que non é tan co mún participar espontaneamente,
xa que non se sente esa necesidade po r que percibimos ter cubertas todas
Bases teóricas sobre participación social e
asociacionismo
93
as necesidades; mergulláronnos nunha cultura da satisfacción,
consumista, conformista e superfic ial, na que se bota en falta a
educación para a participación, a falta de recoñecemento ás diferentes
iniciativas e a falta de impulso po r parte das administr acións entre
outros motivos. Neste senso, para que as administración s públicas
poidan desenvolver o seu papel de pr omotoras da participación cidadá
a nivel local,
Teñen que comezar por facer un esforzo de reestruturación interna,
avanzando cara a modelos organiza tivos de carácter horizontal e
descentralizado, que faciliten novas formas de traballar e un
funcionamento dinámico e de colaboración cos axentes sociais
presentes no territorio (Caballo, 2008, p.199).
Seguindo coa análise da participación social no ámbito local, temos que
ser quen de visibilizar que os problemas globais esixen unha
comprensión holística desde os luga res da cidadanía e de acción local
organizada. A cidadanía de hoxe en día debe cons truírse na interacción
do global e o local, xerando contexto s próximos, espazos públicos de
participación, desde os que trab allar conxuntamente (Mayer, 2002, pp.
83-104). Isto vennos a dicir que ao mesmo tempo pertencemos a un
mundo global, interconexionado e interdependente, no que debemos
compartir dereitos, deberes e re sponsabilidades; tamén temos unha
pertenza local, unha identidade qu e se dá nas comunidades de
proximidade nas que vivimos, que so n o noso referente inmediato. Este
achegamento facilita o intercambio de puntos de vista e de contacto e
permite un maior coñecemento de temas colectivos o que aporta un
maior compromiso e corre sponsabilidade comunita ria. Así que, aínda
que por unha parte, a pr oximidade sexa o noso espazo preferente d e
participación real, efectiva e de aprendizaxe, polo outro hai moitas
decisións que afectan á vida cotiá que se producen lonxe da nosa
comunidade e sen ningún control po r parte desta. En definitiva,
O exercicio da democracia, da cidadanía, da compaxinación do global
co local e da convivencia natural entre diferentes identidades, esixe
construír un futuro diferente sobr e novas bases que dean resposta ao
cambio de época que estamos vivindo (Arnanz e Barba, 2015,p. 94)
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
94
Cómpre sinalar que existen diferentes organizacións in ternac ionais que
tratan o tema da participación no ám bito local. Neste senso, o Consello
de Europa, preocupado pola calidade da democracia, impu lsa á súa vez
a participación cidadá, recolléndoa na Recomendación número 18, de 6
de novembro de 1981, do Comité de Ministros dos Estados Membros,
relativa á participación no nivel municipal nos seguintes termos:
- Fomentaranse políticas de promoción da participación na vida pública
local.
- Invitarase ás administración s lo cais a adoptar medidas como:
- Intensificar os intercambi os de información e comunicación a
nivel local entre os/as cidadáns/ás e os seus representantes
elixidos a fin de mellorar as posib ilidades ofrecidas para exercer
a súa influencia.
- Mellorar as posibilidades de participación dos/as cidadáns/ás en
xeral, e en particular dos que por razóns diversas experimentan
dificultades en participar na xestión dos asuntos municipais, e
desenvolver as súas capacidades políticas.
- Aumentar a influencia dos cidadáns/ás na planificación
municipal, dándolle a posibilidade de intervir nas diferentes
etapas dos procesos de decisión.
- Reforzar a influencia do cida dán/á sobre o medio de vida,
facilitando as condicións de traballo das organizacións
voluntarias, promovendo a creación a nivel de barrio de diferentes
tipos de órganos, elixidos e com postos que estarían formados por
membros dotados de funcións c onsultivas e de xestión; creando
oficinas administrativas de servizos locais.
- Establecer o marco xurídico, cando non exista, permitindo ás
administracións públicas locais adoptar estas medidas.
Así mesmo, resultan interesa ntes as conclusións do Seminario sobre a
participación dos cidadáns no rena cemento da cidade e a acción dos
poderes locais , organizado polo Consello de Europa en decembro de
1981. Entre as ideas básicas destacan:
- Constatar o dereito que teñen todos os cidadáns a ser consultado s
antes de adoptar decisións que poidan afectar ao desenvolvemento da
vida sociocultural da súa cidade.
Bases teóricas sobre participación social e
asociacionismo
95
- A consulta e a participación deben estenderse a todos os sectores da
vida municipal.
- Hai que investigar aquelas moda lidades que permiten evolucionar
dunha democracia representativa a unha democracia máis
participativa.
- Redefinir o papel dos/as funcionari os/as e animadores/as municipais
coa finalidade de que a participación sexa efectiva en todos os
aspectos mediante unha descentralización adecuada en materia de
planificación urbana e de representación dos veciños/as nos distintos
barrios e distritos municipais.
Tamén a Carta Europea de Autonomía Local aprobada o 15 de outubro
de 1985 en Estrasburgo, é unha d eclaración decidida a favor dos
dereitos das colectivid ades locais. Este documento céntras e en tres
cuestións:
- A participación dos/as cidadáns/ás na xestión dos asuntos público s
como suprema expresión dos princi pios democráticos da Europa
Comunitaria.
- A necesidade de interrelacionar o poder local e o concepto de
colectividade.
- Os requisitos económicos, estruturais e organizativos que garantan a
autonomía real dos poderes locais.
No preámbulo da devandita Carta recóllese que o der eito dos/as
cidadáns/ás a participar na xestión dos asuntos públicos forma par te dos
pr incipios democráticos comúns a todos os Estados membros do
Consello de Europa. Defende que é no n ivel local onde este dereito pode
ser exercido con maiores garantía s; tamén que a ex istencia d e
colectividad es locais investid as de responsabilid ades efectivas fai
p osible unha administración que combine a eficacia coa
proximidade ao cidadán/á.
Xunto a isto, o propio Consello de Europa edita no ano 2000 un
interesante manual titu lado: A participación dos cidadáns na vida
pública local , onde quedan plasmadas todas as súas r ecomendacións e
directrices acerca desta temática.
Tamén a política de participación da Unión Europea na Decisión
do Consello do 26 de xaneiro de 2004, establece un programa de
acción comunitaria para a promoción da cidadanía europea
activa
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
96
(participación cidadá) (CE, 2004, p.100). Entre os seus obxectivos
atópase o de estimular as inic iati vas de entidades que contribúan a
promover unha cidadanía activa e participativa (artigo 1.1.e)
Á vista do exposto, case que 40 anos despois, moitos destes procesos
seguen estando pendentes. Se ben é certo que, como indicamos
anteriormente, desenvolvérons e diferentes acción s para dar
cumprimento a estas rec omendacións, falta aínda moito por avanzar.
Pecharemos este apartado poñendo en valor algúns elementos
destacados vinculados á participació n no contexto local. O p rimeiro, fai
referencia aos viveiros de participac ión, que teñen na familia, na escola
e na sociedade en xeral, pero ta mén nas asociacións, institucións e
programas en particular, os seus compoñentes esenciais. Un segundo
aspecto ten que ver coas canles de participa ción, que no ámbito local
atópanse representadas polos gobernos, os concellos, os sistemas de
comunicación, as formas individuais e colectivas de participac ión entre
outras; e finalmen te as canles de participación social, entre elas, votar
nos procesos electorais, procesos de apoio soci al informa l a memb ros
próximos da comunidade (familia, a mizades, veciñanza...), realizar
voluntariado, implicarse en moveme ntos sociais, pertencer a unha
asociación, formar parte dun partido político ou dun sindicato que desde
o local acadan unha grande vi sibilidade pola idoneidade e
potencialidade que lle ap orta este ámbito de proximid ade ao fenómeno
da participación social.
Deixamos patente que “son nos contex tos locais onde as persoas deixan
de ser individuos anónimos para transformarse en cidadáns que
participan” (Vargas e Andrade, 2008, p.184). Polo tanto, é nas
comunidades pequenas onde mellor se pode participar e tomar
decisións colexiadas, onde o prota gonismo real pode ser da veciñanza
que vive o día a día, onde se xera n procesos de transformación natural
e sociocultural e novos modelos de convivencia que melloran a
calidade de vida. Ao fío destas cu estións Alguacil pon de relevo que
A cidadanía non será plena se os cidadáns non teñen a oportunidade
de participar activamente na consecuci ón da satisfacción das súa s
necesidades e este proceso iníci ase e proxéctase desde a esfera do
mundo da vida cotiá. (2006 , p.15)
Bases teóricas sobre participación social e
asociacionismo
97
2.1.3. Condicionantes para a participación social efectiva
De cara a achegarnos aos condicion antes da participación social
efectiva debemos dar resposta a dúas preguntas fundamentais: por que
participar e o para que da participación. Con respec to ao por que,
entendemos que a participación é un valor en si mesma e constitú e un
obxectivo substancial da educación cí vica da cidadanía. Tamén é unha
responsabilidade cidadá, xa que é a base de moitos Dereitos Humanos
fundamentais. O para que da partic ipación reforza a re sposta anterior,
xa que a participación é o exercicio da democracia, desenvolve a
solidariedade, o labor colectivo, aché ganos á realidade, contribúe á
educación social-cívica da cidad anía e favorece as organizacións
sociais.
Para o Equipo Claves para a Educación Popular (1991, p.144) a
participación enténdese como un pro ceso e para que este sexa efectivo
é preciso que exis tan tres requisitos primordia is:
- Querer participar: en primeiro lugar requírese a predisposición das
persoas; o desexo de participar está relacionado coa motivación froito
dos valores persoais do individuo e sociais dunha comunidade.
- Saber participar: en segundo lugar é preciso que as persoas saiban
participar, é dicir, que dispoñan da formación e da información
necesaria.
- Poder participar: e en terceiro luga r, as persoas deben poder participar,
para o que é preciso que se organicen colectivamente e manifesten
colexiadamente as súas opinións, esixindo canles e mo dos de participar
nos asuntos públicos de interese xeral.
Para que un proceso participativo teña éxito debe contemplar unha
necesaria transferencia de habilidad es, de form a que as persoas e os
grupos se desenvolvan en plena auto nomía. Neste senso, a participación
é unha oportunidade, polo que cómpre entender que hai diferentes
maneiras de participar, clarif icando expectativas, avaliando a
participación real e apostando máis polos procesos que polos produtos.
Neste senso, Morán (2008, p.190) lémbranos que “a acción
participativa plena esixe un alto ni vel de compromiso dos suxeitos nos
labores de planificación, xestión e avaliación”. Igualmente indícanos
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
98
que debemos ter presente a existe ncia dunha ampla variedade de
condicionantes contextuais da acci ón participativa, entre os que
sobresaen as liberdades públicas que fan referencia á fo rma de exercer
e respectar estas liberda des na vida cotiá; o c onsenso como obxectivo
que pasa a xerar un compromiso co mún; a participación como un
proceso continuo e global, facendo refe rencia á necesidade de promover
procesos participativos integrados nunha dinámica global, continua e
ascendente; o reforzo e creación de organizacións sociais, apoiando as
asociacións existentes e promove ndo novas entidades; a p roximidade
social entre os seus membros; a in formación, que sexa fluída e en
sentido horizontal, ascendente e de scendente entre as diversas
estruturas sociais; o liderado responsable e equilibrado; o calendario e
horarios, que requiren unha planific ación tempo ral axeitada tanto ás
características do pro ceso como á dispoñibilid ade horaria dos
participantes.
Complementariamente, Antonio More no e Fernando de la Riva (2015a)
do Colectivo de Educación para a Participación, CRAC, achégannos
algunhas chaves a ter en conta para unha participación social efectiva:
Bases teóricas sobre participación social e
asociacionismo
99
Cadro nº8 Chaves para unha participación social efectiva
Escoitar , non hai participación posible sen
escoita; en todos os sentidos e en todas as
direccións.
Entender o gob erno do públic o desde a
defens a do ben común . No n hai
participación social sen tecer
complicidades, sen establecer e reforzar
conexións cidadáns.
Predicar co exemplo : non vale pedir
cooperación á cidadanía cando a
administración funciona de forma
compartimentada e descoordinada.
Estimular a participación ; que as persoas
tomen conciencia das súas necesidades, da
súa responsabilidade cívica. É preciso
desenvolver accións de sensibilización, pois
a motivación para a participación é a chave.
Promover diálogos-comunicación ;
precísase construír unha cultura de
participación cívica que non existe.
Crear unha relación cotiá entre a
sociedade civil organizada e os
diferentes axentes sociais.
Fornecer o exist ente e incent ivar a súa
transformación; é dicir, existen entidades
con anos de traxectoria e con experiencias
positivas e negativas que hai que apoiar na
súa transformación car a os tempos actuais.
Favorecer a participación para que a xente
se organice pola súa conta e coas súas
propias formas.
Poñer en valor todos os modos de
participación que xurdan ; funcionar en
rede de cara a integrar as diferentes
aportacións da cidadanía aos diversos
proxectos do noso entorno. Potenciar as
conexións, relacións, redes comunitarias
etc.
Establecer con c laridade os disti ntos n iveis
de participación ; resulta imprescindible
definir con precisión os niveis de
participación en calquera proceso.
Combinar estratexias e formas ; impulsar
mecanismos e estruturas qu e teñan a
capacidade de que a cidadanía os sinta como
propios, que se perciba formando parte.
Conxugar o presencial e o virtual ; buscar
un equilibrio aproveitando as TICs e
combinando con espazos pres enciais de
relación, comunicación e diálogo directo.
Experimentar, inno var, aprender ; na
participación non existen manuais de
instrución, senón a experimentación
permanente en diferentes contexto s. Hai
que espertar a creatividade e a coherencia
ao servizo do ben común. Fixarse nas boas
prácticas que poden servir de referencia,
adaptándoas á realidade de cada contexto e
orientando a acción.
Dedicar tempo e constancia ; os procesos
participativos requiren tempo, cunha aposta
pro gres iva e sosti da na que a s perso as v an
acadando maior protagonismo e estes
procesos fanse máis sólidos, inclu sivos e
intelixentes.
Destinar m edios e recurso s ; é preciso dispoñer de recursos ma teriais e humanos para
avanzar na procura dunha participación social efectiva.
Font e: Síntese de elaboración propia a partir de Antonio Mo reno e Fernando de la
Riva (2015a)
100
IVÁN GARC ÍA GAR CÍA
Á hora de falar dos condicionantes e retos da participación social
efectiva, debemos botar a vista at rás e apreciar como evolucionou o
ciclo da participación cidadá que se inicia no ano 2011 co xurdimento
do movemento 15M. Este proceso supuxo un punto de inflexión que
fixo aflorar un tempo novo na vida so cial e política do Estado español.
Perdeuse o medo a pensar e a dicir e veuse que era posible cambiar as
cousas. As concentracións e acampadas na Porta do Sol de Madrid,
tiveron efecto chamad a noutras cidade s españolas e encheron as prazas
de persoas que reivindicaban cambio s na Lei Electoral, a garantía do
cumprimento da Constitución, unha re forma fiscal favor able para as
rendas máis baixas, a condena da co rrupción... entre outr os aspectos. O
importante é que deste viveiro fo ron nacendo pequenas iniciativas a
todos os niveis: solidar ias, colaborativas, com unitarias, espazos de
emprendemento social etc. Tamén xu rdiron accións de transversalidade
social defendendo os servizos públic os, mobilizando traballadores/as da
sanidade, da educación ou mesmo pensionistas. O máis importante
destes novos movementos sociais é qu e compartían unha serie de sinais
de identidade: novos métodos de cons trución dos proxectos colectivos,
a cooperación, o diálogo, a participac ión, a horizontalidade e o respecto
á diversidade entre outras (Monge, 2017).
Deste descontento cidadá, no mo vemento 15M xurdiron varias
iniciativas p olíticas e sociais que pr etendían dar resposta aos programas
políticos das persoas indignadas. Como produto do 15M, en 2014 veu
a luz Unidas Podemos, obtendo catro deputados nas elección s europeas;
e contando cun longo percorrido ata a actualidade, que forma parte do
goberno. Pero non foi o único parti do que naceu deste movemento;
outros foron por exemplo, Pa rtido X e Recortes Cero.
Desta realidade tamén xurdiron diferentes mareas co mo a Marea
Branca, en defensa da Sanidade P ública, e a Verde, en defensa d a
Educación Pública, a Marea Violeta (igualdade), a Vermella (emprego
de calidade), a Laranxa (servizos sociais), entre outr as (Mir, 2021).
O caso é que 10 anos despois aínda seguen defendendo as súas
consignas e a mellora das condicións laborais en cada un dos sectores.
Como conclusión deste apartado, pens emos na participación como a
intervención activa e or ganizada da sociedade civil e da cidadanía en
Bases teóricas sobre participación social e
asociacionismo
101
xeral en todas as facetas da vida comunitaria que se desenvolve en
calquera ámbito e espazo xeográf ico; pero tamén pensemos na
participación como un proceso de aprendizaxe de dúas vías: entre os
cidadáns e entre a cidadanía e as in stitucións do sector público elix idas
democraticamente, en busca do en tendemento común. O certo é que
hoxe en día, e cada vez máis, asócia se a participación con liberdade e
calidade democrática, por iso as institucións pú blicas dunha ou doutra
forma tiveron que crear espazos p ara que este fenómeno se abrira
camiño. Polo tanto, a participación cidadá é un indicador de
modernidade e bene star colectivo.
2.1.4. Educar para a participación
Desde que o ser humano nace, toda a súa vida transcorre en grupos
nos que se vai socializando e ed ucando dunha maneira determinada
(Orduna, 2000). Como en calquera das facetas da vida, para participar,
ademais de querer facelo, hai que sabe r participar. É d icir, saber para
que, como, en que e de que formas. Ne ste senso, a par ticipación precisa
unha formación, require educarnos , dotarnos dos coñecementos e
habilidades necesarias para actuar colectivamente.
A educación para a participación é un proceso de a prendizaxe dos
coñecementos, competencias, hab ilidades e valores necesarios para
conseguir traducir as ideas en acción de forma autónoma, así como a
incorporación de capacidades para organizar e organizarse de forma
colectiva. (Moreno, 2016, p.8).
Esta educación para a participac ión pode facerse desde diversos
ámbitos educativos: o regulado, como a escola, coas súas materias
transversais; o non regulado, como os grupos de tempo libre, na
intervención socioeducativa que se de senvolve en diversos ámbitos; en
espazos cotiás como a familia ou en experien ci as autoxestionadas,
dunha forma menos visible pero ig ualmente efectiva, aínda que non
sexa formación nun sentido estrito.
Se partimos de que o obxectivo final da participación é mellorar a
calidade de vida das persoas, sendo conscientes do importante papel da
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
108
ao coñecemento, senón en saber xestionalo para obter respostas útiles
(Amar, 2008).
Polo tanto, a educación para a pa r ticipación c onta con dous retos
fundamentais:
- Aprender a traballar con outras pe rsoas desde unha cultura de
cooperación, apoio mu tuo e o compartir.
- Aprender a recoñecer e xestionar as nosas emocións,
desenvolvendo unha intelixencia emocional entendida como a
xestión positiv a das emocións a favo r dos procesos
participativos.
En definitiva, a particip ación supón a posta en valor da intelixencia
colectiva porque participar é ap ortar algo, unha idea, unha opinión,
recursos, esforzo, tempo, etc., que nos pode levar a implicarnos, é dicir,
a aportar algo dun mesmo/a, comprometéndose. Por iso, a educación
para a participación, a educación cívi ca, hai que facela de sde a casa, na
familia, na escola -desde edu cación infantil ata a universidade-,
formando persoas autóno mas; e nas organizacións nos que cada persoa
se integra, como esp azos de ed ucación en valores comunitarios e
cívicos.
Con todo o tratado, queda patente que a participación é un ámbito
educable e un instrumento para acadar metas dese xadas que ten como
elementos esenciais a implicación, a comunicación, a responsabilidade,
o compromiso e a ética.
2.2. O ASOCIACIONISMO: ELEMENTOS DEFINITORIOS
Neste apartado achegarémonos ao co ncepto de asociacionismo e aos
elementos que o conforman. Ta mén coñeceremos o seu marco
normativo e lexislación, así como as diferentes tipoloxías asociativas.
O papel do asociacionismo no medi o rural será outro do s temas
tratados. Finalmen te reali zaremos un percorrido histórico a través do
movemento asociativo galego e desc ubriremos as súas principais
características, desafíos e barreiras.
Bases teóricas sobre participación social e
asociacionismo
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2.2.1. O asociacionismo como forma de participación social
Cando falamos de asociacións, referí monos á condición de cidadanía
organizada. Pero non de calquera ma neira, senón desde onde e para que,
iso é o que lle dá sentido á asocia ción. O labor das asociacións foi e é
fundamental, porque acompañan a mil leiros de persoas nos seus
procesos persoais.
Existen moitas asociac ións compro metidas coa transformación do seu
entorno e da súa comunidade, nest a dirección atopa mos as ociacións
pequenas que desenvolven un gran labor e que compren unha función
social impre scindible. En xeral, as asociacións contan cunha enorme
potencialidade para a transformación socioeducativa e cultural do seu
contorno, e ao tempo son recursos imprescindibles de organización
social e de práctica democrática.
Non é posible entender o asociacionism o sen participación, ao igual que
non é posible participar de form a efectiva sen estar vinculado
socialmente, é dicir, sen estar asoc iado/a , é preciso compartir certos
intereses. P olo tanto, entendemos o asociacionismo como unha forma
de participación que implica a in stitucionalización e a organización
formal e democrática dun colectivo que se asocia libremente para
responder, de maneira estable e medi ante unha acción colectiva, a unha
necesidade. Por iso, o asociacionis mo implica un compromiso maior
que o dos grupos que se constitúen para desenvolver un proxecto
puntual; as asociacións requiren unha estabilidade no traballo, un
sistema democrático: asemblea de soci os/as, elección de representantes,
estatutos, etc.; unh a formulac ión de dereitos e deberes;
responsabilidades e tarefas dos membros.
María Jesús Funes (2001) define as as ociacións a partir de
cinco características:
- Ser un grupo artificial de persoas que comp arte e defend e intereses
comúns.
- Ter un ha especificidad e temática, esp acial ou temporal.
- Manterse no tempo e estar minimamente organizado.
- O voluntariado é unha figura central.
- Non considerar como obxectivo o beneficio económico ou o reparto
de beneficios.
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
110
Polo tanto, unha asociación é unha agrupación de persoas que
desenvolven unha actividade colectiva de forma estable, democrática e
sen fins de lucro. A diferencia doutra s formas de organizarse e actuar,
a asociación goza de personalidade xurídica, o que a fai capaz de
adquirir dereitos e c ontraer obrigas.
Desde unha perspectiva na que se subliña o compoñente político e de
cambio social, Morales define as asociacións como
Grupos formalmente organizados de cidadáns que perseguen bens
colectivos e que teñen como principal obxectivo influenciar nos
procesos de adopcións de decisións políticas, xa sexa mediante a súa
intervención na selección de persoal gobernamental ou nas súas
actividades, a introdución de temas na axenda política ou a
transformación dos valores e preferencias que guían a adopción de
decisións políticas. (2006, p.30)
O asociacionismo e a pa rticipación so cial dos cid adáns nas sociedades
modernas son unha peza chave para comprender a vitalidade e o
desenvolvemento social, político e incluso económico dun territorio.
Igualmente hai que ter en conta a relación que hai entre o número e
fortaleza das asociaci óns coa saúde democrát ica dun país. Putnam
(1993) considera que as asociacións supoñen o indicador fundamental,
xunto á confianza interpersoal, do que se veu en chamar capital social,
termo que tratamos anteriormente.
As asociacións como tal pertencen ao denominado terceiro sector, un
concepto complexo que acolle todo o que non se identifica co primeiro
sector - o Estado e as administracións- e o se gundo sector, o mercado.
Este terceiro sector atópase nun marco diverso en relación á súa
organización e funcionamento, e en canto a orientacións ideolóxicas e
políticas. Neste senso, o terceiro sector sería o campo social do
altruísmo, da doazón voluntaria e libre; o espazo propio da sociedade
civil e onde se cultiva o capital soci al que dá fortaleza a unha sociedade.
As asociacións, en xeral, nunha soci edade crecentemente individualista,
Bases teóricas sobre participación social e
asociacionismo
111
xeran espazos para a reinvención du nha experiencia de comunidade e
para a confianza, para establecer un vínculo entre o que su cede no
marco asociativo e o seu entorno ou na sociedade máis ampla. Por iso,
a participación acada a súa má xima expresión na implicació n
asociativa. É a forma máis rica de participación, porque son verdadeiras
escolas de vida.
Desde as asociacións estase a tr aballar na busca dunha participación
transformadora, na procura dun ha cidadanía má is activa e
comprometida co cambio de socied ade e de forma de vida e de
convivencia. Esta participación tr ansformadora podémola visibilizar
desde diferentes dimensións: pode ser transformadora mudando a forma
de facer a asociación, tanto nos seus procesos, como nos medios e
recursos para a acción. Tamén trans formadora das persoas que
participan na entidade, tanto en ór ganos directivos, como asociados ou
como participantes das activ idad es. Transformadora do obxecto sobre
o que se actúa, é dicir, tanto nos pr opios obxectivos da entidade, como
sobre as persoas ou colectivos. E por último, transformadora do
contorno ou contexto no que se actúa, unha com unidade, un territorio,
etc. (Zubero, 2013, p.24).
Continuando con este percorrido de análise, as teorías das Ciencias
Políticas e da Socioloxía analizaron e interpretaron o asociacionismo e
a participación social desde múlt iples perspectivas. No ámbito do
pensamento social e humano, ten un papel fundamental no estudo da
acción colectiva entendida como “toda acción conxunta que persegue
uns intereses comúns e que para conseguilos desenvolve unhas
prácticas de mobilización concreta s” (Funes e Monferrer, 2003, p.23).
No marco da literatura académica existen diferentes aproximacións
teóricas desde as que abordar o es tudo do asociacionismo e da acción
colectiva. Unha primeira aproxi mación podémola atopar no enfoque de
redes, que ofrece unha perspectiva es trutural facilitadora da análise do
tecido social á hora de analizar os vínculos que se es tablecen entre os
actores: “a teoría de redes céntrase na estrutu ra social, no armazón de
vínculos que liga aos me mbros individuais e col ectivos da sociedade”
(Ritzer, 1993, p.562). Nesta liña, autores como Requena poñen o acento
na importancia das redes sociais como elementos vertebradores da
112
IVÁN GARC ÍA GAR CÍA
sociedade civil, caracterizando a so ciedade civil como unha “estrutura
reticular” (2008, p.20).
Unha segunda aproximación analítica ao asociacionismo e á acción
colectiva atopámola no estudo do capita l social, cuestión presentada no
apartado dedicado á participaci ón social no ám bito loca l.
Nas últimas décadas do século XX, asistimo s a unha explosión
asociativa no Estado español. Esta situación de proliferación de
asociacións e os camb ios asociados que foron experimentando as
modalidades de intervención e de afil iación, e as relacións das entidades
coa administración e coa sociedade, marcan un momento histórico no
sector.
Este incremento e a heteroxeneidade das asociacións, as í como das
moitas e diversas funcións que desenvolven, foron amplamente
documentadas en todos e cada un dos es tudos realizados por autores do
ámbito español como Ruiz Olabuenaga, 2000, 2006; Rodríguez
Cabrero e outros, 2003; Pérez Díaz e López Novo, 2003; ou do ámbito
internacional como Anheier e Kendall, 2003; Salomon, 2001, 2004; por
citar algúns deles.
Nun contexto de crise da participaci ón política, este impulso asociativo
expresou unha busca de alternativas ao descontento e á apatía política.
Así, a democracia participa tiva complementou ou profundou na
democracia representativa e no s m ovementos e asoc iacións renaceu
unha cidadanía política activa (Ariño, 2004).
No auxe do asociacionismo, ponse de manifesto a crecente
institucionalización deste sector complementario do Estado e do
mercado. Ariño (2004), indica que o benestar ten unha composición
cada vez máis plural, e que a cont ra-posición tradicional entre unha
esfera pública e outra privada resulta insuficiente para expresar a
complexidade das sociedades modernas, onde a maio r visibilid ade e
crecente proliferación de organizacións non lucrativas mostran qu e
existe un terceiro espazo definido po lo rexeitamento tanto da lóxica
meramente merc antil (a ganancia e b eneficio) como da lóxica impersoal
e burocrática.
Bases teóricas sobre participación social e
asociacionismo
113
En definitiva, o asociacionismo foi desde sempre unha ferramenta de
cambio e progreso, pois rei vindica e conquista de dereitos e liberdades;
tamén cuestións do día a día que melloran a calidade de vida.
Hoxe segue sendo prioritario apostar polo asociacionismo de cara a
unha mellor vertebración social; unha sociedade na que a
participación cidadá estea viva é sen dúbida máis avanzada e
democrática.
2.2.2. Elementos propios do asociacionismo
Neste apartado ímonos achegar a dous elementos chave das
asociacións. Trataremos, seguindo a Cortina (1993) o suxeito como
interlocutor válido neste marco, e tamén nos achegare mos a el
como “movemento social”.
Na busca dun espazo reflexivo entr e os valores de liberdade e
comunidade, Cortina (1993) ofrécenos na súa teoría da ética do
discurso e a acción comunicativa unha adecuada interpretación do
suxeito ao que define como “interlocutor válido” que debe ser tido
“dialóxicamente en conta”. Esta caracterización da pers oa supón o
estímulo á participación significativa xeral, non obstante, neste
marco, os sistemas de representación considéranse opera tivos pero
insuficientes.
Reflexionando sobre as posibilid ades do asociacionismo, a mesma
Adela Cortina indica que
Para Habermas a función das asociacións dentro do macro contexto
social, será a de formadoras de opinión que vitalizando o discurso
sobre os asuntos públicos e educa ndo á s persoas para o exercicio da
participación, estenden redes de articulación solidaria de intereses e
poden influír e presionar, indirectamente, sobre as institucións
políticas recoñecidas (1993, p.119).
Polo tanto o suxeito, entendido como interlocutor válido, axustaríase ao
tipo de cidadán polo que se avogaba na concepción de democracia
alternativa pois cada persoa pode realizar unha participación
significativa no seu medio, que é do que ten información e coñecemento
para arte llar alternativas viables.
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
114
Tratando agora o suxeito como move mento social, Tounaire constrúe a
súa argumentación arredor deste termo, outorgándolle á actividade
asociativa:
Calidades específicas para o impulso de prácticas políticas
rexeneradoras e integradoras de capas cada vez máis extensas da
sociedade, o que permitirá diminuír a radical separación das elites e
das masas e limitar as t endencias de oligarquización da vida pública
(1993, pp.29 9-324).
O devandito autor fai fincapé na nova realidade asociativa xurdida ao
redor dos valores dos novos moveme ntos sociais, subliñando que
aportan elementos significativos do mundo da política, tales como a
centralidade do fundamento moral e a incorporación de aspectos
habitualmente considerados persoa is, ou do ámbito privado. Indica que
achegan, tamén, un novo sentido do inte rnacionalismo, qu e vai máis alá
dos vellos movementos sociais.
Para concluír esta apartado cómpre indicar que tanto Habermas (1983)
como Tounaire (1993) optan pol o protagonismo dos cidadáns
expresándose a través de diversas fórmulas de acc ión colectiva; e tamén
por propiciar procedementos que per mitan a estas asociacións ter unha
maior capacidade de influencia no si stema.
2.2.3. Asociacionismo e identidade colectiva
Desde unha perspectiva antropol óxica (Cucó, 2004), considerouse
que as asociación s constitúense en marcos para o estab lecemento e
extensión das redes so ciais tanto verticais (patrón /cliente), como
horizontais (amizade, c ooperación, alianza, axud a mutua), en medios
para a obtención de prestixio, influenc ia e liderado social por parte dos
individuos e grupos, en definitiv a, en instrumentos para o exercicio e
control do poder social e polític o no contexto da acción social.
Pola súa parte, a posición sociolóxica afirma que, nas s ociedades
modernas, as asociacións sati sfán unha tripla función:
Bases teóricas sobre participación social e
asociacionismo
115
- Distribúen o poder entre gr an parte dos cidadáns.
- Satisfán as necesidades d o indi viduo ao axudarlle a comprender,
a partir da experiencia dun pequeno grupo, os mecanismos
democráticos, en lugar de c oñecelos desde un poder máis
afastado e impersoal.
- Constitúen un mecanismo de cambio social continuo que tende
a definir e resolver os novos intereses e necesidades da
poboación.
(Meister, 1974)
Polo tanto, as asociació ns, como ax entes por ex celencia da sociedade
civil, revélanse tamén como unha ve rdadeira escola de cidadanía e
como unha estrutura de mediación en tre os cidadáns e os centros de
decisión do Estado.
En liña co anterior, e de acordo c on Albert Rodrigo (2004), enténdese
o concepto de asociación como un espazo común no que se dá un
determinado tipo de relacións soci ais (de afinid ade), que permiten a
expresión de sentimentos (de pertenza e de solidariedade) e unhas
determinadas formas de acción, n as que poden observarse as distintas
dimensións deste concepto en catr o tipos de relación como son: a
sociabilidad e, a solidariedade, a identidade e a participación.
As asociacións son espazos nos que os actores sociais cultivan a
sociabilidad e, entendida como o gusto pola compañía e o trato con
outras persoas. Nas asociacións es tab lécense relacións relativas á
solidariedade, isto é, estados de axuda que poden ter diversas fontes
como o parentesco, a amizade, o terr itorio, a condición humana etc. O
concepto de solidariedade refírese neste contexto a un proceso no que
os membros dunha sociedade teñen experiencia e conciencia de
pertencer a ela, de compartir un ví nculo social (Ariño et al., 1999). As
asociacións artellan, de maneira complexa, diversas formas de
solidariedade con base nas relacións e intereses que unen aos seus
membros, á vez que se constitú en en fonte de solidariedad e, cuestión
que une aos seus asociados/as por enriba doutro tipo de filiacións.
Configúranse, ademais, como ca nles de participación política e
instancias de interlocución coas institucións públicas para a defensa dos
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
116
intereses e dereitos das persoas. Nest e senso, as asociacións convértense
en escenario de estratexias orientadas á obtención de recursos das
institucións públicas, á vez que en espazos de loita pola cap acidade de
representación e de defi nición da identidade col ectiva. En efecto, non
só constitúen espazos para a recreación da identidade -que os membros
dos grupo (e os alleos a el) poden definir como relix iosa, étnica ou
cultural-, senón que, en tanto que a identidade é un proceso de
construción social, as asociacións xeran novos espazos desde os que se
negocian e articulan os sentidos da s identidades (Gadea e Carrasquilla,
2009).
Desde teorías construtivistas, a identidade ob edece a un proceso de
construción, é un produto social e cultural; Anderson (1993), indica que
é unha maneira de imaxinarnos, dependendo das circunstancias e dos
contextos sociais e culturais. As id entidad es, en canto construcións
discursivas e imaxinaria s, son produto da prác tica social. Os grupos e
individuos interiorizan e intent an evidenciar un conxunto de
características que lles permitan considerarse “iguais entre si” e
“diferentes a outros”, deste xeito, un grupo humano non se diferencia
dos demais porque teña unhas caracter ísticas culturais particulares,
senón que adopta unhas característic as culturais singulares porque
previamente optou por diferencia rse. Son os mecan ismos de
diversificación os que provocan a busca duns sinais capaces de dar
contido á esixencia de diferencia ción dun grupo humano. O carácter de
construción social da identidade é especialmente evidente nas
sociedades actuais, onde os proces os migratorios e a expansión do
modo de vida urbano fixeron do mul ticulturalismo unha característica
fundamental das interaccións cotiás; é por iso que a identidade moderna
adscrita a un territorio e a unha cultu ra, xa non se sostén nun contexto
de globalización.
Se continuamos avanzando nesta liña, Bourdieu (2007), fálanos dos
“habitus”, afirmando que actúan co mo principios xeradores e
organizadores de prácticas e re presentacións e, neste senso,
constitúense como un sistema de dispos ición para actuar, sentir e pensar
dunha determinada maneir a, interiorizadas e incorporadas polos
individuos no transcurso da historia. Os habitus non son regras para a
acción, senón principios que guían as prácticas nas diferentes situacións
Bases teóricas sobre participación social e
asociacionismo
117
de interacción social. Neste carácter orientador do habitus, e do sentido
práctico que proporciona, pódense consid erar as prácticas en termos de
estratexias, en tanto que liñas de acción obxectivamente orientadas, qu e
obedecen a regularidades e forman configuracións coherentes e
socialmente intelixible s. (Gutierrez, 2002).
2.2.4. As asociacións como construtoras do benestar
As transformacións actuais poñen de manifesto os límites que atopa
o Estado para cumprir en solita rio o seu papel de creador de benestar.
Neste marco entran en xogo cuesti óns moi complexas como poden ser
o déficit económico ou a burocra tización, que condicionan este
proceso; ao igual que o seu labor en temas de prime ira orde como son
a pobreza, a marxinación, ou a exclusión, de entre moitos ou tros. Ao fío
disto, a produción de benestar social tende a buscar novas fórmulas que
teñan en conta aos actores da vida cotiá: asociació ns e familias.
Progresivamente, nas sociedades avanzadas as asociacións van
asumindo un rol má is significati vo como xeradoras de benestar.
Durante o liberalismo moderno os dereitos das asociacións estaban máis
limitados á esfera priv ada e, polo tanto, er an unha extensión dos
dereitos por natureza individu ais, pero no tránsito cara a
postmodernidade constátase unha tendencia a recoñecer ás asociacións
como suxeitos públicos, o que ta mén pode interpretarse como unha
nova fase da modernización, que implica unha crecente auton omía das
asociacións en case todas as áreas da sociedade (Berger e Luckaman,
1995)
Estas asociacións, como indicamos anteriormen te, inclúense no
chamado “terceiro sector”, onde se agrupan unha ampla variedade de
organizacións: asociació ns civís, co operativas sociais, organizacións de
voluntariado, etc. Neste senso,
O terceiro sector no marco da sociedade civil organizada, establec e
un sistema propio de intercambio de bens relacionais que se orientan
ao benestar xeral, cuxa perman encia depende tanto da dimensión
que ocupa no espazo público, como da va loración que proxecta a súa
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
124
se pode solicitar na Axencia Tributaria.
As entidades que cumpran os requisitos de entidade de carácter social
poden aplicar a exención en servizos de asistencia social, en servizos
prestados a persoas físicas que prac tiquen deporte e en servizos de
carácter cultural.
2.2.6. Tipoloxías asociativas
O asociacionismo comprende calq uera inicia tiva de persoas que
comparten un obxectivo, unha estrat exia e un percorrido común. Existe
unha ampla diversidade de asociación s, desde agrupaci óns culturais ata
deportivas e sociais, e resulta di fícil delimitar o seu alcance real.
Juan Sebastián Fernández indica que “os tipos de asociacións son tan
amplos como as problemáticas e ám bitos sociais dos que tratan ou se
ocupan: cultura, política, relixión, ambi ental, profesional, empresarial,
consumo, etc.” (Fernández, 2009, p.17).
Podemos distinguir diversos tipos de asociacións en función de varios
criterios:
Pola súa finalidade:
- Asociacións de fins partic ulares, cando a actividade que
desenvolven está orientada cara os/as asociados/as.
- Asociacións de fins xerais, ca ndo a súa actividad e transcende
os/as asociados/as e favorece tamén a terceiras persoas.
- Polo seu ámbito de actuación:
- Destinadas a un colectivo específico: infancia, ma iores,
colectivo desfavorecido etc.
- Veciñais: limítase a un terr itorio (barrio ou parroquia, por
exemplo).
- Educativas: un exemplo son as as ociacións de nais e pais de
alumnos/as, pero existen outras entidades de base educativa.
- Culturais: o seu quefacer diríxese a actividades c omo o teatro, a
arte, a danza ou a música, entr e outras moitas propostas.
Bases teóricas sobre participación social e
asociacionismo
125
- Deportivas: a súa finalidad e é a promoción do deporte.
- De tempo libre: tratan de fomentar afeccións como o
sendeirismo, viaxar, etc.
- Medioambientais: procuran a posta en valor e o coidado do
entorno.
- Socioeconómicas: o seu labor céntrase en defender dereitos
relacionados co traballo.
- ONG: entidades enfocadas á cooperación ao desenvolvemento
e á sensibilización sobre determ inados asuntos que afectan á
sociedade.
(asociaciones.org, sen data)
No seguinte cadro presentamos unha ampla revisión tipolóxica que ten
identificada a Xunta de Galicia (sen data) no marco do Rexistro
de Asociacións a través de “Códigos de actividade das asociacións”.
Cadro nº9. Tipoloxías asociativas
Ideolóxicas, culturais, educativas
e de comunicación
Ideolóxicas, dereitos humanos, liberdades públicas ,
promoción da calidade democ rática, promoción da
convivencia e a tolerancia, cívico-políticas, pacifistas,
de base relixiosa, de base filosófica, referidas a temas
militares.
Culturais Artes, humanidades, ciencias, defensa do patrimonio,
musicais, teatro, espectáculos, históricas, cultura
popular, gastronomía, outras máis xerais.
Educativas Nais e pais de alumnos/as, estudantes, promoción do
ensino, socio-educativas.
De comunicación Audiovisuais, radio, televisión, Internet, redes sociais.
Muller, igualdade de trato e non
discriminación
Muller, igualdade de trato e de oportunidades entre
mulleres e homes, violencia de xénero.
Igualdade de trato e non
discriminación por outros m otivos
Xenofobia, discriminación racial ou étnica, orientación
sexual e identidade de xénero, ideoloxía, relixión ou
crenzas.
Infancia Propias deste colectivo
Mocidade Propias deste colectivo
Persoas maiores Propias deste colectivo
Familia Propias deste colectivo
Benestar Benestar persoal, benestar social, mellora das
condicións de vida, desenvolvem ento comunitario,
urbanismo, vivenda.
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
126
Medio ambiente Defensa do medio ambiente, ecoloxistas,
conservacionistas, protección d e animais e plantas,
desenvolvemento sustentable.
Saúde Investigación, servizos sanitarios, prevención e acción
contra enfermidades, prevención e acción contra
dependencias, naturismo, medicamentos alternativos ,
promoción da saúde.
Discapacidade e dependencia Dereitos de persoas con dis capacidade e/ou en
situación de dependencia, asistenciais a persoas con
discapacidade e/ou en situación de dependencia,
outras referidas a discapacidade e/ou dependencia.
Vítimas, afectados/as e
prexudicados/as
Vítimas de delitos, vítimas d o terrorismo, vítimas de
accidentes, afectados, prexudicados.
Solidariedade Acción social, voluntaria do, integración social,
integración social de inmigr antes, minorías, reinserción
social de penados, inclusión social, cooperación ao
desenvolveme nto, coope ración ao dese nvolve mento,
codesenvolvemento, axuda humanitaria, protección
civil, emigración, inserción laboral.
Económicas Agricultura, gandería, silvicultura, caza, pesca,
industria, enerxía, transporte, comercio, servizos,
turismo, economía social, re sponsabilidade social
corporativa, emprego, emprendemento.
Tecnolóxicas Ciencia, tecnoloxía, TIC., investigación,
desenvolvemento,innovación,telecomunicacións.
De profesionais Xuristas, médicos/as, farmacéuticos/as, outros/as
sanitarios/as, enxeñeiros/as, arquitectos/as, ensino,
outras.
Defensa de intereses Mellora dos servizos públicos, usuarios/as de servizos
privados, consumo, municipios e provincias,
propietarios/as, veciños/as, reivindicativas.
Deportivas Fomento do deporte, desenvolvemento deportivo,
deportistas, ex deportistas, socios/as, seguidores/as.
Recreativas Peñas, clubs, ca sas rexionais,
f
estexos, lecer, tempo
libre, afeccións en xeral.
Varias Filiais de asociacións estranxeiras, asociacións
vinculadas a organizacións internacionais.
Font e: Síntese de elaboración propia a partir dos “Códigos de actividade das
asociación s” do Rexistro de Asociacións da Xunta de Galicia
Como observamos, as tipoloxías so n diversas e están bastante ben
estruturadas e incluídas nos apartados temá ticos. Pero tamén debemos
ter presente que moitas asociacións teñen un carác ter máis xeral e
transversal e entendemos que será difícil adscribilas a unha única
tipoloxía. Vemos que se atopan re collidas a maioría das tipolox ías
posibles, pero ta mén é certo que este rexistro é dinámico e vai dando
resposta a novas especializacións.
Bases teóricas sobre participación social e
asociacionismo
127
Outra cuestión a ter presente é a distinción entre asociacións, unións,
federacións ou coordinadoras e confed eracións, que serían as entidades
formadas pola agrup ación de vari as asociacións ou federacións. Os
aspectos legais, fiscais, económic os, administrativos etc. destas
organizacións son semellantes, a dife rencia é que os socios/as serán
persoas xurídicas, é dicir, as asociacións poden pertencer a unha
federación ou coordinadora; e as federacións poden pertencer a unha
confederación.
2.3. A SITUACIÓN DO ASOCIACIONISMO EN GALICIA
Baixo este título, imos r ealizar un breve percorrido polo pasado e
polo presente do asociacionismo galego.
Nun primeiro momento introduciremos o papel das asociacións no
ámbito rural -contexto desta inve stigación-. A conti nuación ollaremos
con perspectiva histórica a realidade do asociacionismo en Galicia para,
nunha última parte, centrarnos na situación actual e nas propias
características do movemento asoc iativo galego, concretando algúns
dos desafíos e barreiras das entidades.
2.3.1. O papel do asociacionismo no ámbito ru ral
Historicamente, no rural as relacións veciñais estaban marcadas pola
“solidariedade da aldea” e existen mi lleiros de exemplos que o ilustran:
colaboración nos traballos do cam po, levar a alguén ao médico/a, a
or ganización das festas e celebracións, o compartir recursos.... Estas
accións voluntarias están encadradas dentro dos espazos de
participación na vida do pobo que hai que ter moi en conta cando
analizamos o tecido as ociativo do rural.
Non hai dúbidas de que no medio rura l o asociacionismo é u n elemento
de vertebración social e cultural, de cohesión e de desenvolvemento
local importante.
Cuestións como o envellecemento da poboación, a falta de relevo
xeracional e o éxodo cara as cidades, foi a tendencia que asolagou ao
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
128
rural desde os anos 90 ata a actualidade. No caso galego, o rural atópase
condicionado pola orografía, a disp ersión das aldeas , a irregular
conexión dixital ou a fall a de infraestruturas.
Fronte a esta realidad e foron xurdindo elemen tos dinamizadores nos
pobos da man de asociacións culturai s, de veciños/as, etc., porque o
rural non só ten debilidades e amea zas, senón que conta con moitas
oportunidades e fortalezas, como é o papel do tecido asociativo.
Unha das vantaxes da particip ac ión aso ciativa no rural é que
habitualmente implícase na s actividades unha boa parte da masa social
dos pobos, creando verdadeiros esp azos interxeracionais. Estes
procesos de implicación requiren vontade e labores persoais e
colaborativas porque os medios soen ser escasos. Pensemos nas
celebracións do ciclo anual co mo o San Xoán, magosto, festas patronais
entre outras. Por iso, o valor do quefa cer das asociacións do medio rural
é inmenso porque intenta mover á veciñanza das súas casas, e porque
mantén activa a vida do pobo.
O profesor Héctor Pose indica que
O participar a través dunha entid ade sen ánimo de lucro xera
sentimento de pertenza a esa comunidade e contribúe á súa cohesión
social; á súa vez, tales asociaci óns signifícanse como importantes
recursos socioculturais necesarios para a mobilización e a acción
colectiva. A súa forza e capaci dade de estar presentes no
cuestionamento da súa realidade circundante e a resolución de
problemas, depende, xa que logo, de que os responsables políticos e
técnicos locais faciliten espazos e procesos para que se lles outorgue
a importancia que merecen”. (Pose, 2008, p.211)
Os movementos sociais e asociativos marcan a constr ución dun futuro
ilusionante nas comarc as rurais. En certa medida apreciamos que
diferentes iniciativas de desenvol vemento, levadas a cabo por toda a
xeografía galega, foron fracasando e deixaron un rural con graves
problemas estruturais, con pouca poboación e pouco at ractivo para
quedarse a vivir nel. Pero tamén se sabe que desde a opción do
asociacionismo pódese mudar a tendenci a con novos e diferentes retos,
desenvolvendo accións que poden achegar beneficios como fixar
Bases teóricas sobre participación social e
asociacionismo
129
poboación, conservar o medio ambi ente, avanzar na soberanía
alimentaria, mellorar a economía e contribuír a crear riqueza
sociocultural (Entrena, 1998).
Neste senso, concibimos o asociacion ismo como unha p eza chave para
a dinamización rural. O tecido asoc iativo ten mo ita importanc ia á hora
de asentar as bases para un desenvolvemento rural a medio e longo
prazo porque as asociacións son unha ferramenta de presión
imprescindible, un elemento que axuda a identifi car necesidades,
demandas e oportunidades do contor no. Tamén son unha peza chave
para que os intereses entre o púb lico e o privado conflúan. Como
indican Rodríguez e Pérez (2004), un movemento asociativo forte no
rural, ben estruturado, cos seus obx ectivos claros repercute de forma
directa na mellora do dinamismo do territori o. Por iso, falar de
asociacionismo no rural é falar de participación, implicación directa e
dinamización.
No ámbito rural unha das tipoloxías as ociativas máis característica é a
asociación de veciños/as, integradas pola veciñanza das parroquias,
barrios ou aldeas. O seu la bor céntrase en demandar melloras para o seu
territorio e en controlar a acci ón municipal e das restantes
administracións que inciden no mesmo; en solicitar axudas, construír
equipamentos e defender os dereitos e cuestións d e interese xe ral. Outro
labor fundamental deriva da súa concepción como espazo de relación
da veciñanza, de expresión de intereses comúns e de creación de
comunidade. Non debemos esquecer de ste espazo o seu carácter lúdico
e recreativo (Rodríguez, 2014). Tamén coexisten outras moitas
entidades orien tadas á representación, defensa e reivindicación de
intereses, como sindicatos de tr aballadores/as, organizacións de
consumidores/as, federacións de cooperativas, etc.
Outras asociacións moi presentes no ámbito rural teñen que ver coas
orientadas á actividade económica co mo poden ser as comunidades de
montes, as organizacións agrarias e gandeiras e mesmo as entidades de
produción e comercialización de produt os. Tamén hai que ter en conta
o importante papel que no rural teñ n as asociacións de mulleres, que
veñen constituíndo unha vía de participación social e un espazo para
xerar dinámicas de empoderamento pe rsoal e colectivo; ao tempo que
130
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
favorecen a aprendizaxe, a divers ión e a socialización. (Merelas e
Sánchez, 2018).
Outro asociacionismo destacado, tant o polo número de organizacións
como polo seu papel, é o que ten por obxecto a promoción de
actividades socio culturais, lúdico -recreativas, ocio e tempo libre,
festivas e deportivas. Estas entid ades, como resultado das súas
actividades, xeran ámb itos de sociabilidade para a veciñanza, de
construción da identidade, para integrar afectos, emocións e
sentimentos.
Cómpre destacar o labor dos Grupos de Acción Local xurdidos a raíz
de programas europeos de desenv olvemento rural, que axudaron a
promover estratexias de dinamización territorial, onde a implicació n
dos habitantes e do tecido asociativo fo i esencial para o discorrer destas
iniciativas.
Actualmente o asocia cionismo no rural é moito máis variado, rico e
heteroxéneo que antano; cun cambio de modelo asociativo que permite
enfrontarse a novos problemas con solucións máis innovadoras e
valores sociais alternativos, cun de senvolvemento de as ociacións máis
“especializadas” fronte ás de carácter “ xeral”.
Á hora de analizar a temática do as ociacionismo no rural debemos ser
quen de facer visibles os espazos e os procesos comunitarios que se dan
neste contexto. En primeiro lugar, entender que o encontro leva á
participación colectiva e comunitaria, por iso calquera proceso
comunitario tende a favorecer e pr oducir relacións entre persoas
(Burgos et al., 2020). No que se refire aos espazos de encontro, no rural
atopamos por unha banda aqueles de carácter formalizado, como son as
infraestruturas públicas ou as sedes das asociacións. Pola outra, espazos
de encontro informais como os b are s, as “tabernas” , supermercados e
establecementos de servizos variad os, as prazas e parques. Tamén
lugares de encontro entre formai s e info rmais como equi pamentos
culturais, locais sociais, infraestruturas dep ortivas. Os centros
relixiosos como a igrexa, que aínda que está en crise por non conectar
coas xeracións máis novas, aínda conta cunha vida comunitaria
importante. Tampouco debemos es quecer os espazos de encontro
intanxibles facilitados polas Te cnoloxías da Información e da
Bases teóricas sobre participación social e
asociacionismo
131
Comunicación, que son invi sibles para todos excepto para os seus
propios membros (Marchioni, 2013). Estes espazos de encontro e a
xente que neles se atopa son, entre outros, os que dan lugar a iniciativas
e proxectos asociativos.
As asociacións no medio rural permiten exercer liderados e
confórmanse como esp azos de recoñ ecemen to e autoestima colectiva.
As entidades son unha ferramen ta que fan de apoio para o
desenvolvemento local e endóxeno. E por iso a propia dinámica e
necesidade da vida rural, xunto ao seu sistema de valo res e unha
solidariedad e activa, permite unha organización social flexible
representada polas redes sociais e a actividade asociativa (Burgos et al.,
2020).
En resumo, o tecido asociativo no c ontexto rural as ume un papel moi
amplo que vai desde a mellora xe ral das condicións de vida, pasando
por buscar solucións ás debilidad es produtivas, mellorar as
posibilidades de xeración de valor engadido, impulsar a participación
da poboación máis vulnerable, ata co nsolidarse como unha ferramenta
de empoderamento, un espazo de encontro sociocultural con
oportunidades formativas, de ocio e tempo libre e de recuperación da
memoria colectiva. Sob re todo, constitúe o elemento d e unión para
cooperar en torno a un proxecto co mún que é compartido e que xera
identidade. En conclusión, as as ociacións do medio rural son a
ferramenta que tr ata de coidar e ste territorio como tal, facendo
recoñecer as condicións da súa exis tencia, resistenci a e persistencia,
xerando conciencia.
As continuas crises, e s obre todo esta última sanitaria por todo o que
está supoñendo, semella al borexar unhas gañas de volta da xente ao
rural. Se isto é real, de seguro que as asociacións seguirán sendo tanto
o punto de encontro de t oda a veciñanza como o foco de milleiros de
oportunidades en chave colectiva.
132
IVÁN GARC ÍA GAR CÍA
2.3.2. Mirada histórica ao asoc iaci onismo en Galicia
A historia do asociacionismo galego transcorre á par da do
Estado español, pero conta cunhas caract erísticas propias que
iremos presentando neste apartado.
Ao longo do século XIX foron xur dindo timidamente diferentes
asociacións que contaban cun papel reivindicativ o dos dereitos básicos
en relación á saúde ou ás condicións laborais. Co mo indica o profesor
Caride
Hai que agardar ata 1868 no período denominado ”Sexenio
Democrático”, para que se formal ice o libre dereito de reunión e
asociación mediante un Decreto que permite constituír libremente
asociacións, que acadará un maior rango coa promulgación da nova
constitución en xuño de 1869. Tras varios avatares no ano 1887, é
aprobada a Lei de Asociacións. (2008, p.20)
A partir deste feito, cómpre dest acar dous fenómenos importantes que
desde finais do século XIX -e princ ipalmente nos inicios do século XX
- produciron no noso territorio unha in fluencia directa que posibilitou
incorporar formas de facer, de re lacionarse e de construír en común,
dando orixe a experiencias de acción colectiva como foron o
“agrarismo” e as “sociedades de emigrantes ”, con presenza ata os nosos
días.
Por unha banda, o asociacionismo ga lego na emigración proliferou
desde, principios do século XX coa creación das sociedades galegas de
emigrantes, constituídas especialmente en Arxentina e en Cuba. Como
indica Ramón Villares, presiden te do Consello da Cultura Galega no
ano 2008 -ano no que se presenta a exposición “Nós mesmos,
asociacionismo galego na emigración”- no período de 1907 a 1912,
ademais de crearse grandes centros , fóronse cons tituíndo moitas outras
asociacións que teceron unha ampla rede de microsociedades de
dimensión parroquial ou comarcal , baixo o nome de “Fillos de” ou
“Naturais de”. Estas sociedades fo ron unha grande contribución, tanto
na organización dos/as galegos/as no exterior como para a formación
da identidade galeg a na terra de orixe. Máis alá des ta tradición
Bases teóricas sobre participación social e
asociacionismo
133
asociativa xerada en América, xurd i ron outras formas de organización
comunitaria no seo das co munidades galegas da e migración, como as
dos anos 60 no continente europeo. O que queda patente é que a
experiencia compartida da emigraci ón é unha das bases fundamentais
do asociacionismo galego.
Pola outra banda, o “agrarismo” fo i un movemento re ivindicativo de
masas no que o campesiñado galego part icipou a ctivamente a través das
sociedades agrarias e sindicato s agrícolas no primeiro terzo do século
XX, sobre todo a partir de 1907. Os se us obxectivos eran a loita contra
o sistema foral -que obrigaba ao campesiñado a pagar rendas abusivas-
e contra o caciquismo, ademais de promover a renova ción técnica do
sector agrario galego. A pretensión dos labregos era converterse en
propietarios plenos das terras que traballaban. O agrarismo constituíu o
primeiro movemento de masas da idade contemporánea; da súa
implantación por toda Galicia resu lta destacado que nos anos vinte
existisen máis de mil sociedades agrarias (Cabo, 1998). No período de
República divers ificouse ideoloxica mente e desaparec eu ao estalar a
Guerra Civil española.
Tal e como referencia Iniciativa S ocial (2004), durante os anos que
estivo vixente a Segunda República o asociacionismo en xeral gozou
dun marco normativo favorable. Coa cheg ada da Guerra Civil, e logo
coa Ditadura, quedan en suspenso as liberdades de reunión e asociación,
incluso cando o Estado español pa sou a formar parte das Nacións
Unidas a principios dos anos 50. No ano 1964 o réxime franquista vese
obrigado a flexibilizar a regulación do asociacion ismo e faino coa Lei
de Asociacións, que dalgún xeito ofrece certas posibilidades, aínda que
moi limitadas, á constitu ción de asociacións. Pouco a pouco comezaron
a xurdir tímidos intentos de part icipación social, con diferentes
actuacións de algún grupo no entorno da Igrexa católica, como Cáritas,
Cruz Vermella e asociacións de serv izos e de promoción como as de
discapacitados/as. A Igrexa abre os locais parroquiais para desenvolver
unha variedade de actividades e créase a rede de teleclubs. Tamén nacen
outras asociacións que teñen un pape l moi importante na vida social,
cultural e educativ a nos diversos con cellos galegos. En relación a esta
cuestión Pérez Rúa menciona que
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
232
Táboa nº2 1 . Poboación do Concello de Vedra segundo sexo e grandes
grupos de idade (1998-2019)
Total Homes Mullere s
Total
1998 5.101 2.446 2.655
2004 5.057 2.429 2.628
2010 5.052 2.447 2.605
2016 5.012 2.462 2.550
2019 5.036 2.475 2.561
Menos de 16
1998 792 398 394
2004 599 300 299
2010 547 288 259
2016 575 328 247
2019 614 331 283
16-64
1998 3.298 1.657 1.641
2004 3.376 1.697 1.679
2010 3.392 1.710 1.682
2016 3.185 1.611 1.574
2019 3.133 1.583 1.550
Máis de 64
1998 1.011 391 620
2004 1.082 432 650
2010 1.113 449 664
2016 1.252 523 729
2019 1.289 561 728
Fonte: INE. Padrón muni cipal de habitantes (16-10-2020) .
Reproducido con autorización
Vedra, unha aproximación contextual
233
Como indicamos anteriormente, neste período a poboación de Vedra
mantívose bastante estable. En canto á poboación de menos de 16 anos
foi descendendo entre 1998 ata o ano 2010, que baixa a 547 habitantes;
desde aquí comeza a ascender de forma moderada ata as 614 persoas no
2019. Neste tramo de idade o número de homes é maior que o de
mulleres.
Entre os 16 e os 64 anos a poboación sofre diferentes subidas e baixadas
pasando de 3.298 persoas en 1998 a 3.133 en 2019. Ao igual que no
caso anterior, neste tramo de idad e o número de homes é maior que o
de mulleres. No que re specta á poboación d e máis de 64 anos, entre o
ano 1998 e 2002 sofre un pequeno aumento, retraéndose durante 3 anos
para logo crecer paseniñamente at a a cifra de 2019, que é de 1.289
habitantes. Pola contra, neste tram o de idade o número de mulleres é
superior ao de homes. A diferenza de esperanza de vida entre a muller
e o home é determinante á hor a de estudar estes datos.
Analizando máis polo miúdo o número de habitantes por grupos de
idade -menores de 14 anos (infancia), de 14 a 35 anos (xuventude),
entre 36 e 65 (adultos) e máis de 65 anos (maiores)-, na táboa seguinte
obsérvase que no período 1998-2018 a poboación de menores de 14
anos descendeu en 100 persoas. No grupo de xu ventude este descenso
é maior, reducíndose en má is de 530 persoas. Po la contra, no tramo de
idade de 36 a 65 anos a poboación incrementouse en 400 persoas. O
mesmo pasa cos maiores de 65 anos que aumentaron en máis de 240.
Estamos, pois, ante un municipio envellecido.
No ano 2020 o índice de envellecem ento vedrés foi de 195,01, isto
quere dicir que de cada 195 persoas maiores de 64 anos hai 100 xóvenes
menores de 16. Se compar amos estes datos coa si tuación de Galicia,
vemos que o índice de envellecem ento da comunidade é de 202,2 %
(IGE, 2020), cuestión que mostra que o grao de envellecemento da
poboación galega é maior que a do Concello de Vedra. Se observamos
este mesmo índice de envellecemen to en concellos próximos como o de
Teo ou o de Ames, comprobamos que no primeiro este índice acada un
105,37, e no segundo só un 57,25. Nestas cifras queda patente a aposta
destes dous municipios por crear parque de vivenda para acoller a xente
234
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
nova, con grandes urbanizacións, fr onte a Vedra, que apostou por
manter os seus recursos e valores tradiciona is.
O perfil da poboación do concello será tratado con maior profundidade
nos seguintes apartados, pero nest e punto cabe destaca r que na primeira
década dos anos dous mil, nas dúas parroquias que lindan con Santiago
(San Xián de Sales e San Fins de Sales) construíronse un elevado
número de “chalets” que están ha bitados por familias cun nivel
socioeconómico e cultural medio-alt o. Proveñen, polo xeral, do mundo
do funcionariado da universidade , sanitario ou da admini stra ción
autonómica; tamén profesionais autónomos e empresarios/as. A
motivación principal era a cercanía á cid ade de Santiago de
Compostela.
Táboa nº2 2 . Nacementos, defuncións, ma trimonios e crecemento vexetativo.
Galicia, provincias, comarcas e concellos. 1975-2020 (Concello de Vedra)
Nace-
mentos
Nacementos
homes Nacementos
mulleres Defuncións Defuncións
homes
Defuncións
mulleres
Saldo
vexetativo
Matrimo-
nios
1975 84 .. .. 57 34 23 27 24
1980 64 34 30 61 28 33 3 37
1985 74 40 34 55 25 30 19 21
1990 46 18 28 51 28 23 -5 23
1995 44 23 21 69 36 33 -25 14
2000 24 17 7 53 31 22 -29 10
2005 36 19 17 74 36 38 -38 18
2010 37 20 17 59 28 31 -22 26
2015 26 17 9 51 26 25 -25 22
2020 26 16 10 62 30 32 -36 16
Font e: IGE, INE. Movement o natural da poboación (30-07-2021) .
Reproducido con autorización
Vedra, unha aproximación contextual
235
Desde o ano 1992 ata a actualidade o Concello de Vedra tivo un saldo
vexetativo negativo considerable mente fluctuante, é dicir, existe un
número maior de defuncións que de nacemen tos; falamos, por exemplo,
de que no ano 2005 morreron 74 pers oas mentras que só naceron 36.
No ano 2015 o saldo vexetativo fo i de -25, xa que o número de
nacementos foi de 26 e o de def uncións de 51. O ano 2018 acada a
maior diferencia cun -41, descendendo levemente nos dous anos
seguintes a -36.
Táboa nº2 3 . Indicadores demográficos do Concello de Vedra (Porcentaxe)
Taxa bruta
de
natalidade
Número
medio de
fillos po r
muller
Idade
media á
materni-
dade
Taxa bruta
de
mortalidade
Taxa bruta de
nupcialidade
Idade media
ao primeiro
matrimonio.
Homes
Idade media
ao primeiro
matrimonio.
Mulleres
1998 7,07 1,04 29,77 13,94 2,94 32,19 28,29
2001 6,69 1,02 30,55 11,41 2,75 30,86 27,77
2004 8,58 1,20 31,42 12,37 4,19 31,03 26,96
2007 7,18 1,03 33,09 9,97 4,99 33,60 30,46
2010 7,50 1,05 34,06 11,95 5,27 33,00 31,17
2013 10,18 1,50 33,07 12,42 2,04 35,94 34,11
2016 7,92 1,20 32,70 14,62 4,67 33,20 31,58
2019 5,07 0,75 35,86 12,38 3,45 36,63 31,07
Font e: IGE. Indicadores demográf icos
Nos an os 1998, 1999, 2 000 e 2001, as cif r as de pobo ación utilizadas para o cálculo
dos indicadores para os ámbitos inferiores á provincia, proc eden do Padrón
municipal de habitantes . (26-03-2021) . Reproducido con autorización
No ano 2019 a taxa bruta de natalidade é de 5,07 e a taxa bruta de
mortalidade dóbrase, chegando a un 12,38.
O número medio de fillos por mull er é variable, pasando do 1,50 no ano
2013 ao 0,75 no 2019. No que se refire á idade media da poboación, a
de Vedra sitúase nos 48,44 anos; sendo a dos homes de 46,53 e a das
mulleres de 50,30 anos segundo datos do 2020.
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
236
No seguinte gráfico pódese comproba r que a densidade de poboación,
aínda sendo variable, conta cunha certa estabilidade. Acada a súa menor
porcentaxe no ano 2013 con 92,5 persoas por quilómetro cadrado. No
ano 2017 a cifra ascende a 93,7.
Representación gráfica nº 9
Font e: INE. Pa drón Municipal de Habitantes e Instituto de Estudo s do Terr itorio (02-
06-2020) . Reproducido con autorización
Vedra, unha aproximación contextual
237
Táboa nº2 4 . Poboación de Vedra residente no estranxeiro
(distribución por sexo)
Total Homes Mulleres
2009 1.055 475 580
2010 1.081 473 608
2011 1.107 485 622
2012 1.149 502 647
2013 1.190 525 665
2014 1.227 540 687
2015 1.277 569 708
2016 1.274 569 705
2017 1.277 572 705
2018 1.278 575 703
2019 1.288 576 712
2020 1.287 573 714
Fonte: INE. Padrón de Espa ñoles Residentes en el Extranjero
(PERE) (18-03-2021) . Reproducido con autorización
No período 2009-2020 a poboación vedr esa residente no estranxeiro
sofre un aumento importante, pasando de 1.055 a 1.287 persoas. Isto
responde, por unha banda, aos fillo s/as de emigrantes e, pola outra, aos
procesos de regulación abertos po la administración. En menor medida
tamén responde ás pers oas que marcharon en bus ca de traballo despois
das crises do 2008 e sucesivas.
Como en tantos outros concellos de Galicia, o fenómeno migratorio foi
un elemento central na historia d e Vedra, tamén na historia do seu
movemento asociativo. A súa incidenc ia na demografía, na economía,
na política, na educació n ou na cultura foi dete rminante. A emigración
deuse no Val do Ulla, e máis en conc reto en Vedra, desde hai séculos ,
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
238
e trátase dun feito relacionado coa forma de propiedade da terra e a
estrutura económica e social d a zona.
Rey e Turnes (1990) sinalan que duran te o século XIX foi relevante a
emigración a Cádiz (Andalucía), e incluso a Portugal, dos mozos que
tiñan que facer o serviz o militar. Desde 1880 au menta a emigración a
América: Arxentina é o destino dun 60% dos veciños que marchan deste
municipio. Outros países receptore s son Cuba, Uruguai, Porto Rico ou
Brasil. En España o destino priori tario é -como avanzamos- Cádiz,
seguido de Madrid.
Cómpre sinalar que a causa prin cipal da emigración da época
contemporánea atópase no desequi librio existente entre poboación e
recursos. Neste sentido, Rey e Turnes (1990) apuntan como principais
motivos a crise da industria téxtil , que non pode colocar a produción de
liño; o incremento da fi scalidade estatal desde 1838; o servizo militar
obrigatorio, tamén desde 1838; a cr ise da produción vitícola desde
1853, debida en parte ás pragas; e o es tado de miseria de gran parte dos
veciños, que son braceiros e xorna leiros, e que non encontran na
comarca industria nin comerc io que lles dea traballo.
Ás causas anteriores hai que sumarlle o denominado “efecto chamada”,
que retroalimenta o mesmo fenóme no. Básicamente foron os homes
solteiros os que antes colleron o cam iño da emigración. Cada emigrante
de Vedra -e foron milleiros-, te ntou abrir un camiño novo para él
mesmo, para a súa familia e para a súa terra. Parte do que agora é, é o
resultado da corrente migratoria, so bre todo a América. Os emigrantes
de Vedra, co seu aforro, contri buíron a desenvolver algunhas obras
colectivas imprescindibles para que Vedra poidera evolucionar:
escolas, cemiterios, camiños e pontes… Tamén apoiaron o eido
educativo e a modernización da agri cultura e da gandería, destacando a
recuperación do viñedo ou a creación de cobertu ras sociais inexistentes
ata o momento (Cerdeira, 2010).
A modo de exemplo, os emigrantes natu rais de Vedra na cidade de Bos
Aires a primeiros do século XX crearon moitas sociedades de carácter
local, parroquial, municipal, coma rcal; un proceso de organización
comunitaria con obxectivos moi disp ares en canto á misión, visión e
valores, chegando algunha delas ata a actualidade.
Vedra, unha aproximación contextual
239
Nesta liña, Xurxo Cerdei ra (2010, p.88) indica que “a proliferación de
asociacións de carácte r microterritorial fo i un fenómeno que carac teriza
a colectividade galega dentro do c ontexto do asociacionismo hispánico
en América”. A persoa emigrada tendía a buscar a compaña dos seus
veciños tratando de organizar a súa sociab ilidade e tempo libre. Deste
xeito, fúndanse as sociedades como espazos de interacción social, de
entre outros moitos motivos. Con esta base, xorden en Bos Aires
diferentes sociedades creadas polo s emigrantes de Vedra. A súa
tipoloxía era variad a: instructivas , agrarias, instructivo agrarias,
recreativas, mutualis tas e culturais.
Xa na década de 1960 a emigración de Vedra diríxese cara países
europeos, especialmente Francia, Alem aña e Suiza; tamén cara ás zonas
máis industrializadas de España (Paí s Vasco, Barcelona e Madrid), pero
a dinámica e o labor desta emigración non ten nada que ver coa que se
dirixiu a América a fin ais do século XIX e na primeira metade do XX.
Foi unha emigración máis “individual” no sentido amplo da palabra. O
sistema de agrupación dos/as galegos/ as constituiuse de forma xeral en
“centros galegos”, focalizando as súas actividades no apartado cultural
e recreativo exclusivamente.
Nos últimos anos do século XX e principios do XXI a dinámic a da
emigración vedresa muda. Existe emigración interna no marco da
propia comunidade e unha leve emigración externa a outras
comunidades autónomas do Estado. A países estranxeiros, como pode
comprobarse na seguite táboa, o fenómeno migratorio é mínimo.
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
240
Táboa nº2 5 . Emigracións de vedreses/ as segundo tipo de
migración (en números)
Total Emigración
interna
Á mesma
provincia
Á mesma
comarca
A outra
comarca
da
mesma
provincia
A outra
provincia
de Galicia
Emigració n
externa
A outra
CCAA
Ao
estran-
xeiro
1990 43 .. .. .. .. .. .. .. ..
1995 68 57 41 37 4 16 11 11 ..
2000 75 58 45 38 7 13 17 17 ..
2005 140 120 80 68 12 40 20 17 3
2010 144 134 103 81 22 31 10 9 1
2015 174 141 118 99 19 23 33 27 6
2020 135 122 86 78 8 36 13 8 5
Fonte: INE. Estatíst ica de vari acións residenciais.(20-08-2021) .
Reproducido con autorización
Na táboa anterior refíctense as grandes variacións do fenómeno
migratorio de Vedra desde o ano 1990 ata o 2020. No 1990 emigran 43
persoas fronte ás 174 de 2015. É certo que os datos indican que a maior
parte desta emigración é interna, dentro da propia comunidade.
Poñendo como exemplo o ano 2020, no que emigraron 135 persoas,
destas 122 quedaron na comunidade -delas 86 na propia provincia e 78
na mesma comarca-; 8 marcharo n a outras comarcas da mesma
provincia; 36 a outra provincia de Ga licia. 13 persoas emig raron a fóra
da comunidade, dos cales 8 foron a outras comunidades autónomas e só
5 ao extranxeiro.
Vedra, unha aproximación contextual
241
4.2. REALIDADE POLÍTICA MUNICIPAL
O Concello é a primeir a institución coa que co ntacta a cidadanía, o
primeiro destina tario das súas deman das. Así está reflec tido na Lei de
Racionalización e Sostibilidade da Administración Local (27/2013, de
27 de decembro) na que se sinala que os Municipios “son entidades
básicas da organización territorial do Estado e canles inmediatas de
participación cidadá nos asuntos públicos, que instituci onalizan e
xestionan con autonomía os inte reses propios das correspondentes
colectividades”; é po r iso que os c oncellos deben estar ben organizados
e estructurados para que as demandas da veciñanza poi dan ser resoltas
no mínimo tempo posible.
Volvendo a vista atrás, e apoiá ndonos na obra de Neira (2021, pp.307-
309), na historia recente de Vedra o primeiro alcalde democrático foi
Francisco Carrillo Barros, de Coalición Democrática, gañador nas
eleccións municipais celebr adas o 8 de abril de 1979.
Nas eleccións do 8 de maio de 1983 resulta elix ido alcalde por
Coalición Popular Francisco Carrillo Barros; o 24 de maio de 1983
constitúese a nova corporación. Carrillo será substituído po r Argimiro
González Neira (Partido dos Socialis tas de Galicia-Partido Socialista
Obrero Español, PSdeG-PSOE) en febreiro de 1987, tras o seu
falecemento.
Nas eleccións municipais do 10 de xuño de 1987 foi elixido alcalde de
Vedra pola Candidatura Independente do Concello de Vedra (CICV)
José Mogo Castelao, quen renovou o cargo nas do 26 de maio de 1991,
agora polo Partido Popular de Galicia (PPdeG).
Nas do 18 de maio de 1995 resulta elixido alcalde Pedro Guitián
Rodríguez, pola Alternativa Veciña l Independente por Vedra (AVIVE).
En xuño de 1997 substitúeo Odón Casi miro Cobas García, do PSdeG-
PSOE, en virtude do pacto de g oberno asinado ó principio da
lexislatura.
Nas eleccións do 13 de xuño de 1999 fo i elixido alcalde Odón Casimiro
Cobas García polo PSdeG-PSOE -fo rmando goberno co BNG- quen
renovou o cargo nas do 25 de maio de 2003 por maioría absoluta e nas
do 27 de maio de 2007.
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
248
Táboa nº2 8 . Afiliados á Seguridade Social en alta laboral no Concello de Vedra,
o sexo e a idade
Total Homes Mulleres
Total
2011/Abril 1.961 1.074 887
2012/Marzo 1.894 1.016 878
2013/Marzo 1.821 962 859
2014/Marzo 1.863 977 886
2015/Marzo 1.883 1.001 882
2016/Marzo 1.908 1.002 906
2017/Marzo 1.993 1.048 945
2018/Marzo 2.037 1.063 974
2019/Marzo 2.069 1.100 969
2020/Marzo 2.016 1.057 959
Fonte: IGE. Afiliacións á Seguridade So cial por concello de residencia do
af iliado (28-07-2021) . Reproducido con autorización
Vedra, unha aproximación contextual
249
Táboa nº 29 . Paro rexistrado segundo xénero e nivel de estudos rematados
no Concello de Vedra
Total Homes Mulleres
2014/Decembro 354 191 163
2016/Decembro 251 123 110
2018/Decembro 210 97 113
2020/Decembro 223 103 120
Analfabetos
2014/Decembro 1 0 1
2016/Decembro 3 1 2
2018/Decembro 1 1 0
2020/Decembro 1 1 0
Estudos primarios incompletos
2014/Decembro 12 7 5
2016/Decembro 9 5 6
2018/Decembro 10 6 4
2020/Decembro 18 9 9
Estudos primarios completos
2014/Decembro 42 25 17
2016/Decembro 40 26 13
2018/Decembro 21 13 8
2020/Decembro 25 14 11
Estudos secundarios
2014/Decembro 226 134 92
2016/Decembro 210 112 83
2018/Decembro 133 62 71
2020/Decembro 131 56 75
Estudos postsecundarios
2014/Decembro 73 25 48
2016/Decembro 64 22 45
2018/Decembro 45 15 30
2020/Decembro 48 23 25
Fonte: Consellería de Economía, Emprego e Industria. Información
subministrada directam ente (08-01-2019) . Reproducido con autorización
En relación ao paro re xistrado, na táboa ante rior obsérvase que non é
directamente proporcional ao nivel de estudos. A maior taxa de paro
atópase entre as persoas con es tudos secundarios ou estudos
250
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
postsecundarios. Por exemplo, tomando como base o mes de decembro
de 2020 (IGE), o paro rexistrado era de 223 persoas; sendo menores de
25 anos 11, dos cales 6 son homes e 5 mulleres. Noutras idades son 212
persoas; 97 homes e 115 mulleres. Os sectores que concentran as
maiores taxas de paro so n o comercio por xunto e ao retallo; reparación
de vehículos de motor e motoc iclet as cun tota l de 45 persoas, seguido
pola industria manufactureira c on 22 e a hostalaría con 21.
Táboa nº3 0 . Número de beneficiarios de pensións no n contributivas da
Seguridade Social segundo sexo e tipo de pensión no Concello de Vedra. Persoas
Total Homes Mulleres
Total Invalidez Xubilación To tal Inva lidez Xubilación Tot al Invalide z Xubilación
2006 142 35 107 27 12 15 115 23 92
2008 130 32 98 24 11 13 106 21 85
2010 111 32 79 21 11 10 90 21 69
2012 105 31 74 23 11 12 82 20 62
2014 99 29 70 25 12 13 74 17 57
2016 89 24 65 17 9 8 72 15 57
2018 88 21 67 16 7 9 72 14 58
2020 77 17 60 16 7 9 61 10 51
Font e: Consellería de Política Social. In formación subministrad a directament e. (24-
09-2021) . Reproducido con autorización
Entre os anos 2006 e 2020 o número de pensións non contributivas
reduciuse considerablemente, pasando de 142 en 2006 a 77 en 2020.
Destas últimas 17 son pensións de invalidez e 60 de xubilación; en
homes 7 son de invalidez e 9 de xubilación; e en mulleres 16 de
invalidez e 51 de xubilación .
Vedra, unha aproximación contextual
251
Táboa nº3 1 . Número de pensionistas e importe medio segundo o
sexo. Información a nivel do Concello de Vedra
Total Homes Mulleres
Número Importe
medio
Mediana
do
importe
Número Importe
medio
Mediana
do
importe
Número Importe
medio
Mediana
do
importe
2011 1.190 716,54 612,7 581 815,54 708,5 609 622,09 612,7
2013 1.248 759,7 631,3 614 862,99 757,51 634 659,66 631,3
2014 1.263 771,27 632,9 630 872,8 4 771,45 633 670,19 632,9
2015 1.275 788,19 634,5 632 896,5 9 779,22 643 681,65 634,5
2016 1.285 810,93 636,1 641 923,8 9 784,9 644 698,49 636,1
2017 1.300 823,92 637,7 668 935,9 1 786,9 632 705,55 637,7
2018 1.271 855,55 663,98 652 971,22 810,60 619 733,71 656,90
2019 1.257 896,58 695,98 648 1.010,76 835,80 609 775,08 677,40
Fonte: Elaboración propia a partir do s ficheiros da Seguridade Social
Os datos son relativos a pensións b ásicas en alta da Seguridade Social de residentes
nas Comunidade Aut ónoma de G alicia.(16-06-2020)
O número de pensionistas do Concello de Vedra aumentou
paseniñamente desde o ano 2011 ata o 2017, pasando de 1.190
pensionistas a 1.300. Desde aquí co meza a descender. No ano 2019 o
importe medio das pensións era de 896,58 €. Os homes pensionistas
eran 648, cun importe medio de 1.01 0,76 €; e as mulleres eran 609 cun
importe medio de 775,08 € de pensión.
Táboa nº3 2 Produto interior bruto (PIB) do Concello de Vedra
Miles de euros/euros por habitante
Miles de euros Euros por habitante
2010 2012 2014 2016 2018 2010 2012 2014 2016 2018
82.101. 73.702 72.709 82.456 92.360 16.630 15.026 14.724 16.746 18.693
Font e: IGE.Produto interior br uto municipal. Base 2010, IG E. Cifr as poboacionais
de ref erencia (25-05-2021) . Reproducido con autorización
252
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
O produto interior br uto do Concello de Vedra no período 2010-2018
móstrase bastante estable. No ano 2018 conta con 92.360.000 €, sendo
de 18.693 € por habitante. Os datos de Galicia neste mesmo ano son de
62.225.855.000, cunha media de 23.031 €. Podemos apreciar que a
media galega por habitante é superi or en máis de 4.000 € á vedresa.
Na táboa que se presenta a continuación observamos que a renda
dispoñible bruta por habitante ten o seu máximo no ano 2018 con
14.397 €. Desde o ano 2005 ata o 2010 incrementouse progresivamente.
A partir deste ano retrocede ata o 2015 para comezar de novo a senda
de crecemento.
Táboa nº3 3 . Renda dispoñible bruta po r habitante no Concello de Vedra.
Euros
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
11.042 11. 209 11.87 2 12.81 0 12.84 9 13.04 3 12.951 12.489 12. 423 12.25 3 12. 934 13.703 14. 014 14.39 7
Font e. IGE. Renda municipal dos fogares. Base 2010; IGE Cifras poboacionais
de referencia. (23-04-2021) . Reproducido con autorización
4.4. RECURSOS PATRIMONIAIS E TURÍS T ICOS
O territorio de Vedra estivo habitado desde a antigüidade.
Encontráronse restos de tumbas me galíticas, Castros do século I d.C. e
grande cantidade de vestixios da ép oca romana. Desta última, destacan
os restos dunha vía militar que cruz aba a rex ión proced ente de Braga.
Atopuose nesa vía un milinario da época do emperador Calígula,
conservado no Museo da Catedral de Santiago de Compostela.
Vedra estivo integrada no bispado de Iria Flavia ata o sécu lo X, que
pasou a formar parte da diócese de Santiago. É parte da ruta da Vía da
Prata ou Camiño Mozárabe do Camiño de Santiago, que segue a antiga
vía romana desde o sur de España at a a cap ital galega. Esta ruta cruza a
ponte medieval de Busacos en San Fi ns de Sales (Conc ello de Vedra.
Arquivo Municipal. Turismo). Outro Camiño de Santiago que discorre
por Vedra é o denominado Miñoto- Ribeiro que parte de Braga e
atravesa a provincia de Ourense pasando por Ribadavia, entre outros
concellos, e na de Pontevedra por Forcarei e A Estrada, ata a súa entrada
Vedra, unha aproximación contextual
253
en terras vedresas. Este era un antigo camiño dos arrieiros polo que
transportaban o viño do Ribeiro ata Compostela. Cómpre c itar tamén o
Camiño de Inverno, que discorre na súa última etapa por terras
vedresas. Esta ruta é a entrada natu ral a Galicia desde a meseta, un
acceso xa usado polos romanos. Pénsase que puido xu rdir como
alternativa, na época invernal, á dur a subida á cima nevada do Cebreiro.
O medio rural no que se asenta o Concello de Vedra fai do seu territorio
un espazo verde e natural de gran ca lidade. Este patrimonio natura l ten
un claro protagonista: o rí o Ulla e os seus afluíntes, que orixinan
magníficas paraxes natura is, pontes, muíños de auga, coutos de pesca...
Así pois, este municipio conta con diferentes áreas d e recreo,
concibidas como espazos lúdicos e de encontro: a de Cubelas, n as terras
de San Pedro de Sarandón; o Cout o de Ximonde, en San Miguel de
Sarandón; a de Agronovo, en Santa Cr uz de Ribadulla, e a área de
recreo do Campo de Gundián, na Ponte Ulla.
De entre o contorno natural que ofrece, h ai que salientar o Paso da
Cova, que xorde cando a ladeira sur do Pico Sacro se corta para deixar
paso ao río Ulla; fórmase así un en clave único e singular, un magnífico
estreitamento do río entre dúas parede s duns cincuenta metros de caída
vertical. Este paso queda salvado na actualidade pola vella ponte do
ferrocarril e, a es casos metros, atópas e a nova do AVE. Neste enclave
atópase o mirador de Gundián. (Conce llo de Vedra. Arquivo municipal.
Turismo)
Como territorio habitado desde an tigo e formado na actualidade por
doce parroquias, conta con moitos exem plos de arquitectura relixiosa.
Na obra Vedra na Vía da Prata, Xan Muras (1997) recolle que ademais
das igrexas parroquiais –nalgúns casos de orixe medieval e reformadas
ao longo dos séculos-, existen tamé n pequenas capelas entre as que
destaca, polo seu peso histórico e lendario, a capela do Santiaguiño.
Ademais desta, hai vario s exemplos merecedores de visita: a ermida de
Santa Isabel, a dos Remedios, a de San Gregorio e Santo André, a
ermida das Dores e a de Gundián, onde ten lugar unha das romarías con
máis sona na bisbarra. En canto ás igrexas parroquiais, son doce as
atopadas en Vedra, cada unha delas con algunha característica
salientable. Destaca polo seu interi or a igrexa parr oquial de Santa
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
254
Eulalia, situada nun alto domina ndo todo o val e formando conxunto co
cruceiro e a font e ao pé do adro. Tamén signif icativas son a igrexa
parroquial de San Xián de Sales, de mediados do século XVIII, ond e
sobresaen os seus retablos e o cruceiro, ademáis do hórreo cos que
forma conxunto; a de Santo Andr é de Trobe, destacable pola súa
fachada barroca e por gardar no seu interior a lápida sepulcral de
Nausto, bispo de Coimbra; e a Igre xa parroquial de San Mamede de
Ribadulla, que ten a súa orixe na segunda metade do século XII. É
tamén salientable a Igrexa parroqu ial da Ponte Ulla, que conserva
elementos románicos. Para completar a visita ás parroquias habería que
pasar polos conxuntos de San Fins de Sales, Santo André de Illobre,
San Pedro de Sarandón, San Migu el de Sarandón, Santa Cruz de
Ribadulla e San Pedro de Vilanova.
Por último, hai que mencionar as ca sas reitorais, e destacar o conxunto
que forma coa súa resp ectiva igrexa a da pa rroquia de Merín, pola
singular cruz e o galo catavento s que coroan o seu portalón.
Á hora de falar da arquitectura ci vil, hai que sa lientar unha das
tipoloxías máis propias desta terra, os pazos, co ncibidos como cas as
señoriais que servían de residencia ás grandes familias. Foron moitos
os que se construíron ás marx es do río Ulla, sobre todo como
residencias de descanso dalgunhas fa milias de Compostela. Un deles,
quizais o mellor conservado e visitable, é o pazo de Ortigueira ou de
Santa Cruz de Ribadulla, declarado ben de intere se cultural. Os seus
xardíns son considerados un dos principais espazos botánicos de
Galicia. Moi preto do ante rior atópase o pazo de Guimaráns, aínda que
destaca tamén o de Ximonde, na parroquia de San Miguel de Sarandón.
Na Ponte Ulla, atópase o pazo de Vi sta Alegre, que alberga actualmente
un restaurante. Por último, en San Ma mede de Ribadulla está o pazo da
Costa. Ademais destes pazos, entre as tipoloxías de vive nda destacan as
casas grandes, que se levantan por todo o territori o municipal.
O outro exemplo de arquitectura civil vedresa, consecuencia da estreita
relación desta terra co río Ulla, so n as pontes. De entre as antigas,
destacan a ponte Busacos, pola que transcorría na súa orix e a Vía da
Prata que leva a Santiago, e a pont e vella de Ponte Ulla, obra do
arquitecto compostelán Tomás del Rí o, que data da segunda metade do
Vedra, unha aproximación contextual
255
século XVIII. De entre as modernas , sobresae a d o fe rrocarril da Ponte
Ulla, de mediados do século XX, a do AVE que é a máis recente; pero
tamén a da estrada nacional 525, a da autoestrada Santiago a Ourense,
a ponte de Sarandón ou a ponte colgan te de Ximonde, entre outras.
Son numerosas as manifestacións de arquitectura popular que agroman
en tódolos recunchos de Vedra, na súa maioría relacionadas con
funcións agrícolas ou cotiás e fro ito de necesidades ou crenzas que
derivan da sabedoría do pobo: muíños, pombais, hórreos, cruceiros,
fontes, miliarios... No que se refire aos cruceiros, son moi numerosos,
en tódolas parroquias aparecen exemplos de tód alas épocas e estilos.
Tamén están os muíños, como os que forman a Área de In terpretación
adicada a eles, singular espazo co nfigurado por vari as edificacións
restauradas que seguen o curso do rí o de Merín e poñen de manifesto a
tradición muiñeira des tas terras. Destacan tamén os que seguen o curso
do río Pereiro, algúns aínda en activo, e o muíño de Reboredo na Ponte
Ulla.
O Ulla e os seus afluíntes, indisc utibles protagonistas da xeografía
vedresa, ofrecen a posibilid ade de gozar de múltiples a ctividades
fluviais: barcas do Ulla, piraguas, pesca... Tamén de tres rutas de
sendeirismo, San Xoan da Cova PR G-36 de 12 km., Pereiro-Sales de
19 km. e a dos Muíños de 2 km. A ruta cicloturística polo Val do Ulla
tamén representa unha opción interesante para descubrir o territorio. Ao
longo do ano desenvólvense un amplo ab ano de actividades culturais,
sociais e deportivas, impulsadas mo itas delas desde as asociacións
locais.
A gastronomía e o enoturis mo (“Ruta do Viño da Ribeira do Ulla”) son
dous grandes atractivos dest a zona produtora de viños da
Denominación de Orixe Rías Baixas, subzona Ribeira do Ulla; de
augardentes e licores con denominación de orixe protexida; de queixos;
de doces tradicionais e de froitas e verduras, converténdose así na horta
de Compostela.
Asemade, Vedra ten un amplo abano de festas de cará cter gastronómico
e de interese xeral que potencian a interacción entre as diferentes
parroquias e os diversos colectivos organizadores das mesmas. Neste
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
256
sentido, abundan as fes tas e celebra cións relacionadas cos productos da
terra: a festa da Cacheira, as Xorn adas arredor da Camelia a E xaltación
do viño da Ulla, a festa da Orella, a do Porco á Brasa, a do Carneiro ao
Espeto, a festa do Escalo e a festa do chourizo.... A elas engádense as
festas parroquiais que ao longo de todo o ano, pero sobre todo no
período estival, honran aos diversos santos.
Pola súa singularidade merece menci ón aparte o Entroido da Ulla,
declarado festa de in terese turístic o de Galicia, e que trataremos no
apartado de cultura.
Por último, indicar que Vedra conta cunha oficina de turismo, situada
na Rectoral da Ponte Ulla e o Centro de Dinamización e Promoción
Municipal “Casa dos Peóns” en Picón-Vilanova. (Concello de Vedra.
Arquivo municipal. Turismo).
4.5. EDUCACIÓN, CULTURA E DEPORTE
De vello, Vedra conta con actividad e educativa no seu territorio,
pois na Idade Media a educación concentrábase nos mo steiros e
conventos, atopándose neste concello os de San Xoán da Cova, San
Miguel de Sarandón e Santo André de Trobe. Estes mosteiros supoñían
un importante foco cultural no territorio e cabe supor que impartisen
formación a membros da s famili as de mellor posición social.
As primeiras escolas do Concello de Vedra sobre as que existen
información son as que menciona o dicionario de Madoz, publicado
entre 1846 e 1850. No apartado sobre Vedra indica que “hai escolas
temporais para nenos e nenas pero sen dotación fixa”.
A realidade educativa deste municipio ata ben entrado o século XX
podería responder aos trazos definitorios da educación en E uropa no
século XVIII enunciados por Cos ta Rico, aínda que dous sécu los
despois:
O panorama educativo europeo a comezos e durante as primeiras
décadas do século XVIII era moi limitado: atinxía a unha porcentaxe
Vedra, unha aproximación contextual
257
reducida de poboación, contribuía escasamente a u nha alfabetización
restrinxida, e limitada sobre todo ao rexistro lector, era penoso o estatuto
dos que exercían como mestres e profesores, sendo en ext remo
deficientes os aspectos curriculares e o conxunto de condición dos
recursos físicos e das mediacións didácticas utilizadas. (2002, p.45)
Tanto as infraestruturas como o mobi liario e os métodos de ensino eran
pobres. Consistía nunhas nocións básicas das catro regras aritméticas e
das regras gramaticais. A apre ndizaxe era sucesiva, baseada nunha
ausencia de material pedagóxico, se ndo case a lectura a única materia
de aprendizaxe garantid a (Martínez Domínguez, 2008). Pola súa banda,
o profesorado non dispoñía dunha formación mínima .
Como en todo o rural galego, un dos principais obstáculos da tarefa
educativa, era o escaso interese dos pais e do entorno social, que non
estaba sensibilizado coas necesidades educativas dos nenos e nenas
(Cerdeira, 2010). No marco desta re alidade, Vedra contou con mestres
que fixeron grandes esforz os para ensinar a ler e a escribir, mesmo para
transmitir outros coñecementos á ve ciñanza. Un exemplo foi o Mestre
Manuel Gómez Lorenzo, que preparou a moita xente vedresa para
emprender a emigración. De feito, o 85% das persoas deste municipio
que emigraban a finais do século XI X declaraban saber ler e escribir,
cifra que está moi por riba dos ni veis de alfabetización medios de
Galicia, que era do 65%. Así, cómpre destarcar que os que emigran
sabían ler e escribir nunha procentaxe maior ca os que quedaban na
terra. Débese ter en conta que en 1860 Vedra presenta ba uns elevados
niveis de alfabetización masculina pero nesa data só o 30 % de mulleres
sabían ler e escribir, aínda así s ituábase por riba da media galega
(Martínez Domínguez, 2008)
Xurxo Cerdeira (2010) afirma na súa obra Proceso migratorio e
sociedades de emigrantes de Vedra, a viaxe cara a modernidade que os
intelectuais da colectividade galega de emigrantes atribuíanlle á
educación, de entre outro s, dous obxectivos: o primeiro a rexeneración
do país, a modernización vencellada á instrución dos seus habitantes,
que tería como consecuencia a re dución de persoas que se vían
obrigadas a emigar. O segundo, edu car para emigar en mellores
condicións.
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
264
En canto a equipamentos no eido socioeducativo Vedra conta cos
seguintes recursos:
- A Escola Infantil Municipal (Gar dería) destin ada a nenos/as de 0
a 3 anos. Leva en funcionamento desde o ano 2005. Está situada
en San Fins de Sales.
- O Centro Municipal de Formación. Ubicado na Casa da Estación
do Tren de Santa Cruz de Ribadul la. Unha instalación dotada de
aula, oficinas e un espazo cowork ing. Nel desenvólvense diversas
accións formativas dirixidas a toda a poboación (cursos para a
xuventude, obradoiros de emprego…).
- O Telecentro Municipal; unha aula equipada que se destinada a
impartir cursos de informática e tecnoloxías da información e da
comunicación.
En todo o municipio realízanse un amplo abano de iniciativas da
denominada “educación social” o ferta das desde o propio concello e
desde as diferentes asociacións (cue stión que se amplía no capítulo V
dedicado ao estudo das asociación s), que van desde as escolas de
música, escolas culturais e deportivas , obradoiros diversos, escola de
inglés, formación de teatro, de audiovisuais, música e baile
tradicional…
As diversas áreas municipais (exc epto cultura e deportes que, pola súa
importancia para o tema que nos ocupa, presentaremos deseguido)
impulsan de forma transversal u nha multitude de actividades
socioeducativas:
- Oficina Municipal de Información ao Consumidor/a: acció ns
formativas, campañas de concie nciación, curso de manipulador
de alimentos…
- Medioambiente: campañas de c oncienciación medioambiental;
de reciclaxe e compostaxe ; o programa de voluntariado
ambiental “Luvas Verdes”; curs os formativos sobre a Rede
Natura 2000; charlas sobre a vesp a velutina, coidado do monte,
entre outras.
Vedra, unha aproximación contextual
265
- Desenvolvemento agrícola: cursos de agricultura ecolóxica,
poda, uso de fitosanitarios, etc.
- Emprego: proxectos de formaci ón e inserción laboral que se
concretan en obradoiros de emprego, programas de
cooperación, cursos formativos dirixidos a persoas
desempregadas, a traballadores/a s en activo, a empresarios/as …
- Educación e formación: escola de familias; pro grama para a
reducción do abandono escolar; educación d e adultos; Conxuga:
medida de conciliación familia r onde se ofertan actividades
educativas e de atención a menores.
- Xuventude: cursos formativos va rios como os de monitorado
de actividades de tempo libre, de emprendemento ou de
habilidades sociais. Destacan o ”Posta a punto”, programa
socioeducativo con xuntanzas un ve nres ao mes; os programas
europeos de intercambio xuvenil, de voluntariado ou as
prácticas formativas (Galeuropa).
- Servizos Sociais: accións educativas do Plan de Igualdade, o
programa-equipamento da Ludot eca Municip al, o Programa de
animación e desenvolvemento com unitario co colectivo de
persoas maiores e o propio equi pamento do Centro Social de
Maiores de Vedra, o progra ma de ed ucación familiar…
Outro aspecto a valorar é o papel das tr es asociacións de nais e pais de
alumnado: ANPA A Boca de Vedra, ANPA Ortigueira e ANPA Val do
Ulla do CRA Boqueixón-Vedra. Cómpre resaltar o seu importante labor
como eixe vertebrador do conxunto da comunidade educativa. Cada
unha delas conta cun programa anua l de actividades extraescolares.
Para rematar este apartado imos d ar conta de diferentes iniciativas
educativas merecedoras de menció n que se desenvolveron en Vedra
desde o inicio do ano 2000 ata a actualidade:
- O Programa Educativo Ulla Elemental (impulsado polo
Concello de Vedra): iniciuse no 2005 e pretende potenciar o
coñecemento do patrimonio natural e histó rico-cultural de
Vedra e da Ulla, entendéndoo como recurso sostible e sinal de
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
266
identidade; facilitar a relación co medio para que se convirta nun
lugar de observación e experiment ación; e asumir os dereitos e
obrigas como cidadáns no respecto ao patrimonio. Neste marco
desenvolvéronse accións formativas para o profesorado, saídas
de campo para o alumnado, mate riais didácticos (sobre a
camelia, a auga, as festas e a e migración), e ou tros recursos
como o libro “Os Bolechas van a Vedra”, así como diferentes
audiovisuais sobre a transformación da paisaxe, remedios
caseiros… Está dirixido a t oda a comunidade vedresa.
- Rede de Escolas na Nube: o C.R.A. Boqueixón-Vedra “Neira
Vilas” comezou no ano 2010 a par ticipación neste proxecto de
ensino baseado en aulas virtuais e no uso da computación na
nube na mellora das escolas ru rais agrupadas. Recibiu un
galardón a nivel mundial dunha fi rma tecnolóxica de EE.UU, e
no 2013 foi finalista dos premios e-Content+ Creativity,
impulsados polas Nacións Unidas (ONU).
- Repensando a escola: o CEIP Ortig ueira está a desenvolver este
proxecto no que o conxunto da co munidade educativa aporta
ideas para realizar as obras futuras d e adaptación dos edificios
do colexio.
- Vedra Medra: o CPI de Vedra acolle este proxecto desde o curso
2016-2017. Busca que o alumnado do s centros de Vedra medre,
se forme e se recoñeza n a súa te rra e no que nela alberga. O seu
slogan é: “Por un patrimonio vivo; coñecer, v alorar,
comprender, actuar”. Esta in iciativa leva conseguido 3
recoñecementos: o premio didác tico Antón Fraguas, o premio a
proxectos de innovación en dinamización lingüística da
Secretaría Xeral de Política Li ngüística e o premio Proxecta de
Innovación Educativa 2018 da Consellería de Educación.
Vedra, unha aproximación contextual
267
Cultura
A pegada cultural de Vedra apare ce reflexada na arquitectura das
diferentes igrexas e capelas espallada s por todo o concello. Neira (2021)
destaca varios exemplos: como mo stra do prerrománico (medival) a
lauda do bispo Nausto, de principios do século X, situada na igrexa
parroquial de Trobe; de estilo románi co consérvase un ábside na igrexa
parroquial da Ponte Ulla; de esti lo renacentista destaca o retablo
executado por Juan Bautista Celma para a igrexa parroquial de Santa
Cruz de Ribadulla ou as pinturas da capela maior da igrexa parroquial
da Ponte Ulla; do estilo barroco hai varios retablos moi interesantes,
entre eles o da igrexa pa rroquial de San Mamede de Ribadulla; en estilo
rococó a imaxe de Santa Eu lalia realizada para esta igrexa por
Gambino; de estilo neoclásico é o de San Pedro de Vilanova etc. Entre
outros exemplos do seu rico patrimonio cultural está o muro exterior da
igrexa parroquial de San Miguel de Sarandón, no que se aprecia unha
xamba da antiga igrexa románic a.
Ao longo do século XIX Vedra conta c on destacados referentes no eido
cultural. Entre eles sobresaen:
- Andrés Betetos (Trobe 1818-1882), escultor e pintor. Entre as
súas obras atópase a ermida dos Remedios co seu cruceiro.
- Benito Losada Astray (Santia go de Compostela 1824 - San
Mamede de Ribadulla 1891), médi co e militar. De staca pola súa
actividade literaria e a poesía. Entre as súas obras sobresaen
‘Recordos d’a Ulla’ e ‘Soazes d’un v ello’ (1886).
- Carolina Neira Flórez (A Ponte Ulla 1831-1917), foi unha das
primeiras debuxantes e pintoras galegas das que se conservan
obras asinadas. No Pazo Vista Alegre da Ponte Ulla consérvan se
dous cadros atribuídos a ela. Era tía avoa do escritor Gerardo
Gasset Neyra.
- Antonio López Ferreiro (Santiago de Compostela 1837- Pazo de
Galegos, San Pedro de Vilanova 1910), coengo e historiador.
Entre as súas obras destacan ‘Historia de la San ta Apostólica
Metropolitana Igles ia de Santia go de Compostela’, de once
tomos. Publicou varias novelas en galego: ‘A tecedeira de
Bonaval’ (1894), ‘O castelo de Pambre’ (1895) e ‘O niño de
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
268
pombas’ (1905). Foi un dos enca rgados da busca das reliquias
do Apóstolo Santiago que durante séculos es tiveran agochadas
na Catedral por temor ás inva sión. É unha figura chave polos
seus estudos de Historia de Gali cia e en especial da eclesiástica
(Concello de Vedra. Arquivo municipal. Cultura).
No século XX e comezos do XXI aflo ran novas figuras en diferentes
disciplinas c ulturais:
- Na literatur a: autores como Xosé María Castr oviejo, (Paizás-
Trobe). En Vedra naceu a auto ra Marisa Villardefrancos, que
acadou o éxito con novelas populares a partir da década de 1950.
De finais do século XX e principi os do XXI destacan: Henrique
Neira Pereira, que conta cun am plo abano de publicacións de
investigación histórica sobre o concello de Vedra e a comarca
natural da Ulla; tamén o seu irmán Xerardo, con contos e
novelas; Xurxo Cerdeira con es tudos sobre a emigración; a
historiadora Celia Alegre e os escritores Tomás Pereira, Emily
Rodríguez e Carmen Cutrín.
- En pintura e escultura: Esperanz a Lema Bouzas (San Miguel de
Sarandón), conta con innumerables obras pictóricas (a maioría
paisaxes) coas que realizou exposicións mesmo a nivel
internacional, tamén levou a cabo traballos de escultura en
madeira e pedra; outros refere ntes no eido da pintura son:
Modesto Paz Camps, que durante anos contou cunha exposición
permanente na Casa das Artes; Xosé Ramón Morquecho,Teresa
Puy ou Jesús Damiá. Cándido Pazos (Trobe), é escultor e artista
multidisciplinar, na súa obra destacan as esculturas e
publicacións relacionadas co Camiño de Santiago e co mundo
do viño como “La mano de Baco”. Outro escultor vedrés é Tino
Canicoba.
- Creación artística: Arturo Álva rez (San Miguel d e Sarandón) é
un consolidado creador recoñecido polas súas aportacións
conceptuais ao mundo da iluminación de deseño.
- Nas artes escénicas e audiovisuis: Ernesto Chao (A Ponte Ulla),
María Bouzas (A Ponte Ulla), Me la Casal (San Fins de Sales),
Manuel Cortés (Trobe) , Cándido Pazó (San Xián de Sales ),
María Mera (San Xián d e Sales) entre outros, qu e escolleron o
Vedra, unha aproximación contextual
269
concello de Vedra para vivir; e moitos outros actores e actrices
locais, e mesmo directores/as de curtas e de outros audiovisuais
como Abelardo Rendo, Maria Otero, Manuel García Torre, Juan
José García e Emilio C lemente. Tamén ten a s úa orixe neste
concello o cineasta Alfonso Zarauza.
- Na creación cultural en xeral Vedra conta cun número
importante de artistas novos/as. O concello organizou dúas
exposicións con catálogo, a primeira do cole ctivo 15885 baixo
o título de “Estación C reativa” (201 4), e a segunda denomin ada
“Próxima Estación” (Concello de Vedra, 2018), na que as
xeracións máis novas deixaron a súa pegada no eido cultural en
disciplinas como pin tura, mú sica, audiovisual, moda, deseño
gráfico ou cerámica (Concello de Vedra. Arquivo municipal.
Cultura).
Outra parte importante da cultura, son as festas. No apartado de turismo
avanzamos que Vedra conta cunha importante cantidade delas, tanto
gastronómicas como culturais e “parroquiais”, que teñen
maioritariamente orixe relixiosa.
Táboa nº 39 . Calendario anual das festas vedresas
MES DÍA S CELEBR ACIÓN PARROQ UIA
Xaneiro
1ª fin de semana despois de
reis
Festas Patronais San Xián de Sales.
Finais de xaneiro Festa das Candeas Santa Cruz de
Ribadulla
Febreiro
2 de febreiro Ceremonia das
Candeas
San Pedro de
Sarandon
O domingo seguinte ao 3 de
febreiro
San Blas San Mamede de
Ribadulla
Última fin de semana de
febreiro
Xornadas Arredor da
Cameli a
Santa Cruz de
Ribadulla
Febreiro ou
marzo
Sen data fixa Festa da Cacheira e
entroido
Vilanova
Sen data fixa Entroido Trobe
Sábado seguinte ao martes
de entroido
Entroido San Xián de Sale s
Abril
Domingo de Pascua Virxe das Angustias Illobre
Segundo domingo de abril Exaltación do Viño da
Ulla
San Miguel de
Sarandón
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
270
Maio
O domingo seguin te ó 29 de
abril
San Pedro Mártir Merín
O primeiro sábado de maio Santa Cruz Santa Cruz de
Ribadulla
Sen data fixa Festa da Orella San Fins de Sales
Sen data fixa Festa do Porco á
Brasa
Trobe
Sen data fixa Festa do Carneiro ao
Espeto
San Xián de Sales.
Xuño
Sen data fixa Santísimo San Xián de Sales
O segundo domin go desp ois
de Corpus
Santa Isabel San Fins de Sales
29 e 30 San Pedro San Pedro de
Sarandón
A primeira fin de semana
tralo 29
San Pedro Vilanova
Xullo
O primeiro domingo de
xullo
Concepción San Pedro de
Sarandón
O primeiro domingo
despois do 10 de xullo
San Cristovo Merín
O domingo segu inte ó 16 de
xullo
O Carme Trobe
22 e 23 Festas da Madanela A Ponte Ulla
Segundo domingo de xullo Festa do Escalo Área de Recreo de
Agronovo
Santa Cruz de
Ribadulla
Agosto
1, 2 e 3 Festas Patronais San Fins de Sales
7 e 8 Festas Patronais San Mamede de
Ribadulla
9, 10 e 11 San Campio San Miguel de
Sarandón
O sábado anterior ao
último domingo
Santiaguiño Vilanova
O derradeiro domingo Romaría dos
Remedi os
Trobe
Setembro
O primeiro domingo As Dores Vedra
7 e 8 Romaría do Gundián-
Procesión e Fogos de
artificio
A Ponte Ulla
O luns despois do terceiro
domingo
O Patio Santa Cruz de
Ribadulla
29 e o sábado e domingo
seguintes
San Miguel San Miguel de
Sarandón
Outubro Última fin de semana Espazo Activo da Ulla-
Pasabodeghas
San Miguel de
Sarandón
Novembro 30 de novembro Santo André Illobre
Decembro 10 de decembro Santa Baia Vedra
Fonte: Elaborac ión propia a partir do Arquivo munici pal de turismo do Concello de
Vedra.
Vedra, unha aproximación contextual
271
A organización das “festa s parroquiais” é moi se mellante en todas elas:
hai unha misa grande á que lle segu en unha romaría e baile. Actúan,
bandas de música, charangas, orquestras, grupos de música
tradicional... A dinámic a organizativa das fest as gastronómicas xa é
diferente, conformando cada unha delas unha esencia propia.
Este amplo calendario visibiliza ce lebracións que son xeradoras de
dinamización parroquial e mun icipal. Detrás de cada evento atópase
unha entidade organizadora e unha veci ñanza que colabora, participa e
se implica nestes procesos. De entr e elas, e pola súa fonda pegada
cultural, o Entroido d a Ulla require un trato especial. A bisbarra natural
da Ulla posúe este or ixinal entro ido rural do que temos teste muñas
desde mediados do s. XIX. Foron moitos os autores que escribiron
artigos ou pequenas notas para difu ndir esta tradición, entre outros,
Alfredo Vicenti, Bouza Brey, Manuel García Barros, Neira Vilas,
González Reboredo, Mariño Ferro, Ar ca Caldas, Federico Cocho,
etc.De entre as caracterís ticas deste Entroido sobresaen as súas
personaxes máis representativas: os Xenerais e Correos que van a
cabalo, percorrendo as parroquias ao longo do día dando vivas a
veciños/as e visitantes. Estes va n acompañados dun “exército” de
abandeirados, coros de bonito, comp arsas e parrandas de vellos. O día
remata cunha escenificac ión, un atranque ou alto dos correos e xenerais;
este é un enfrontamento dialéctico po r parellas, aproveitado para facer
burla e sátira de asuntos locais, de política ou do corazón, acontecidos
durante o ano (www.xeneraisdaul la.gal). Un punto chave deste
Entroido é a súa propia idiosincra sia no proceso de organización,
implicación e dinamización da veci ñanza. Consolídase como un
fenómeno de participación, creatividade e inxenio, como sinal cultural
moi arraigad o.
Tamén destaca Vedra no eido musical, pois desde finais do século XIX
hai testemuñas dun bo número de formacións nacidas no propio
concello. Segundo o rexistrado no Arquivo Municipal e na obra de
Henrique Neira (2021) mencionan as seguintes agrupacións musicais
sen actividade na actualidade, son:
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
272
Táboa nº4 0 . Histórico: agrupacións musicais vedresas sen actividade
Tipo de mú sica Nome do grupo Parroquia Anos de referencia
Música de banda A Banda de Sarandón San Miguel de
Sarandón
Finais do s. XIX e
principios do XX
Música tradicional e
folk
Coro Airiños da Ulla Santa Cruz de
Ribadulla
1950
A Gaita de San Miguel
ou Quinteto Gallego
San Miguel de
Sarandón
1920-1930
A Gaita de Merín San Cristovo de
Merín
1930
A Gaita de Vilanova San Pedro de
Vilanova
1930
A Gaita de Vedra Vedra 1950
Grupo de música e
baile tradicional
Aloumiños da A.C.
San Campio
San Miguel de
Sarandón
1990
A Requinta da Ulla San Miguel de
Sarandón
1990
Grupo de música e
baile tradicional
Santiaguiño
San Pedro de
Vilanova
Finais dos 90 e na
primeira década do
2000
Grupo de música e
baile Raiolo
San Xián de Sales Finais dos 90 e na
primeira década do
2000
Árdelle o Eixo Santa Cruz de
Ribadulla
Finais dos 90 e na
primeira década do
2000
Grupo de música e
baile Agarimo
San Fins de Sales Finais dos 90 e ata
o 2018
Grupo de música e
baile Treixada
Trobe 2000
Vedra, unha aproximación contextual
273
Música vocal Vox Pópuli Santa Cruz de
Ribadulla
1974
Música de corda Rondalla de San
Miguel
San Miguel de
Sarandón
1990 – 2000
Música pop-rock
Extrema Unción, log o
pasa a denominarse
Metropol
Santa Cruz de
Ribadulla
1980-1990
Corazones Salvajes
(este grupo tamén
utilizou os nomes de
Tabú e Sin
Documentos)
San Miguel de
Sarandón
1993-2000
Música rock
Inopexia (nun
principio recibe o
nome de Hertz)
Santa Cruz de
Ribadulla
Principio de 1990
Declandestinos Vedra Finais de 1990
T. Lápi dus San Miguel de
Sarandón
1990
Entrance (logo muda
a Invivo)
Santa Cruz de
Ribadulla
Finais de 1990
Eh tú! (pasa a
chamarse Viches
Nésporas)
San Mamede de
Ribadulla
Finais de 1990
Fonte: Elaboración propia a partir do Arqu ivo municipal de cultura do Concello de
Vedra e de Neira (2021).
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
280
actividades deportivas non ofertada s por outras entidades do concello,
promover a actividade deportiva en xeral no ámbito municipal creando
hábitos de vida saudables, oferta r un ocio e tempo libre saudables,
construtivo e de carácter social e fomentar a adqui sición de aptitudes de
participación, compro miso e esforzo.
Os principais ámbitos de actuación so n as escolas deportivas municipais
para a idade escolar, activ idades deportivas para persoas adultas e
outras actividades como a “Gala do Deporte de Vedra”(bianual),
campionato de fútbol sala, carre ira solidaria nocturna , Btt da
Camelia… e a colaboración e apoio a outra s iniciativas deportivas que
se desenvolven no marco do municipio.
No que se refire aos equipament os deportivos, na actualidade Vedra
dispón de:
- Pavillón Municipal de Deportes de Vedra
- Ximnasio Municipal
- Piscina Municipal
- Campo de Fútbol de San Mamede de Ribadulla
- Campo de Fútbol do Coto, en Santa Cruz de Ribadulla
- Campo de Fútbol de Vilanova
- Pista de Atletismo de Vedra
- Pista Polideportiva “O Coto” de Santa Cruz de Ribadulla
- Pista Polideportiva “Chaoredondo” , en San Xián de Sales
- Pista Polideportiva de Merín
Tamén conta con canchas deportiv as nos campos da festa de Trobe,
San Pedro de Sarandón, San Mamede de Ribadulla e I llobre (Arquivo
municipal. Deportes)
Polo territorio vedrés discor rer on probas deportivas como a Volta
Ciclista a España no ano 2013, o Rally do Botafumeiro (proba
automovilística que se c elebra na ca pital galega e comarca), a travesía
da Ruta da Prata con cans de tiro de trineo (mushing), entre outras.
Vedra, unha aproximación contextual
281
En definitiva, o deporte representa un longo percorrido de superación
constante, de convivencia e de traballo; unha oportunidade para
desenvolverse como “deportistas e como persoas” nun ambiente de
compañeirismo. Pero ao tempo, o deporte tamén representa
participación asocia tiva e implicaci ón en proxectos e procesos de
desenvolvemento comunitario. O deporte vedrés foi un dos principais
viveiros de líderes asociativos que logo pasaron a formar parte doutro
tipo de entidades nas diferentes parroquias.
C APÍTULO V. O ASOCIACIONISMO NO
CONCELLO DE VEDRA: RESULTADOS E
DISCUSIÓN
O propósito deste capítulo é presentar os resultados do estudo
empírico, dando resposta ao obxectivo xe ral desta tese que é analizar en
clave descritiva e inter pretativa o tecido asociativo do Concello de
Vedra, estudando os antecedentes, o perfil, as accións e o impacto no
desenvolvemento socioeducat ivo e cultural local.
O capítulo estrutúrase en catro apartados:
- O primeiro realiza un percorrido polos antecedentes do sector
asociativo local. Estes datos for on extraídos tanto da análise
documental (arquivo da emigraci ón e rexistro municipal de
asociacións), como das entrev is tas a políticos e do grupo de
discusión con integrantes da s asociacións de Vedra.
- Regulamentos, servizos e recursos locais para as asociacións, é
a temática do segundo apartado. Para a s úa elaboración
empregamos como técnica de reco llida de datos a investigació n
documental, centrada nos divers os arquivos municipais. Nel
repasamos os diferen tes re gulamentos relacionados coa
participación socia l e as as ociacións, as convocatorias de
subvencións municipais dirixi das ás entidades, e finalmente
presentamos outros recursos loca is para as aso ciacións como
poden ser: o Rexistro Municipal de A s ociacións, a cesión de uso
de locais e equipamentos para o desenvolvemento das
actividades asociativas, recursos de comunicación, o servizo de
asesoramento e apoio asociativo, e as accións formativ as
dirixidas a este sector.
- O terceiro está dedicado á situación das asociacións. Nun
primeiro momento desenvólve se unha revisión sobre o
asociacionismo no ámbito lo cal. Partindo dunha análise
documental centrada no rexis tro municipal de asociacións
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
284
estudamos as entidades vedresas inscritas e non inscritas neste
rexistro segundo a súa tipoloxía, distribución terr itorial e nivel
de actividade. Nun segundo momento, presentamos a
caracterización das asociacións que responderon ao cuestionario
realizado. As temáticas están agrupadas en diversas epígrafes:
xunta directiva, persoas asociada s, participación, recursos e
persoal, actividades, comuni cación, grao de éxito d as
asociacións, traballo colaborativo e necesidad es das
asociacións, e o perfil tipo.
- O último dos apartados analiza o impacto no desenvolvemen to
socioeducativo e cultu ral, tanto a nivel ind ividual como
comunitario, que producen as entid ades vedresas na veciñanza.
Neste proceso as técnicas de recollida de datos empregadas
foron, ademais do cuestionario, as entrevistas e os grupos de
discusión tanto o de integrantes de asociacións locais como o de
persoas expertas.
5. 1. ANTECEDENTES DO SECT OR ASOCIATIVO VEDRÉS
Determinar os anteceden tes do sector asociativo do Concello de
Vedra resulta unha tarefa complexa. Para debuxar as súas orixes e para
comprendelas é preciso ter en cont a o marco contextual presentado no
capítulo IV, que axuda a c ontextualizar as terras vedresas no Val do
Ulla, e na pr oximidade e área de influencia de Santiago de Compostela.
Unha segunda cuestión a ter en conta, refírese á multit ude de elementos
que entran en xogo e que interactúan de forma transversal para crear ese
pouso e esencia que dá lugar á par ticipación e implicación asociativa.
Falamos de elementos relacionados coa organización da terra, cos
sectores económicos da época, coa cultura e trad icións etc., e que ao
longo do tempo foron deixando pegada na veciñanza e que foi
transmitido de xeración e xeración.
Valéndonos da revisión documental, da opinión dos/as representantes
políticos/as recollidas nas entrevis tas realizadas e das opinións das
persoas das asociacións vedresas extraídas do grupo de discusión,
tratamos de definir a orixe do te cido asociativo deste municipio.
O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión
285
A continuación, procedemos a inicia r un percorrido polos diferentes
hitos da orixe asociativa vedresa. Na segunda metade do século XIX e
nos inicios do século XX dérons e en Vedra dous fenómenos que
entendemos que poden ser orixes do asociacionismo local. Por unha
banda, a masonería, que tivo unha de stacad a representación tanto neste
concello, como en todo o Val do Ulla. Chega a este territorio a través
da emigración retornada a finais do século XIX e prin cipios do XX que
fixo fortuna (Valín, 1990). Hai casos recoñecidos da emigración a
Cuba. Ao parecer, o mé dico, militar e escritor B enito Losada Astr ay:
(Santiago de Compostela 1824 - San Mamede de Ribadulla 1891) era
membro da masonería. Era un reco ñeci do anticlerical e estaba afiliado
ao partido republicano. En conversas coa veciñanza, indican que nas
diferentes parroquias do concello a masonería contaba con
representantes. Pola outra banda, este territor io tamén contou con
organización rotariana (Rotary Club 1 ) que en parte defendían as
estruturas empresar iais. A proximidade a Santiago, cidade
administrativa e universita ria, xunto que Vedra era unha terra de pazos
e casas grandes onde residían pe rsoeiros de clase medio-alta
fundamentan esta cuestión. Polo ta nto, a masonería e os R otary Club
como organizacións teñen a capacid ade de xerar unha certa dinámica
ao seu redor.
Outros dous fenómenos que, como experiencias d e acción colectiva -ao
igual que noutros municipios gale gos-, marcan a orixe do sector
asociativo vedrés, son as “sociedades de emigrantes” e, da súa man, os
“sindicatos agrícolas” (agrarismo) (Peña, 1991). Xorden nos primeiros
anos do século XX.
No caso de Vedra, e no marco da importante colonia de naturais do
municipio en Bos Aires, déronse as condición necesarias para a
creación dun potente movemento asoc iativo que emerxeu con forza, e
1 O Rotary Club é unha organización internaci onal e cl ub de servizo cu xo propósito é
reunir a líderes empresariais e profesiona is universitario s e n on un iversitarios , co fin
de prestar servizos hu manitarios nas súas c omunidades, promover elevadas normas
de ética en todas as ocupacións e contribuir a formentar boa vontade e a paz no
mundo. (Wikipedia, https://es.wikipedia.org/wiki/Rotary_International) 2 .
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
286
que logo interveu desde alí na súa terr a de orixe. Polo tanto, as primeiras
expresións do asociacionismo de Vedra atopámolas na emigración,
entre os emigrantes cunha certa form ación adquirida (boa parte dela xa
alén do mar), xunto a outros con mellor posición económica, que
crearon en Bos Aires sociedades de cará cter moi diverso: mutualis ta,
instrutivas, agrarias, re creativas, culturais e de fomento, repercutindo,
en xeral, nos seus lugares de orixe. (Cerdeira, 2010, p.87)
A continuación, baseándonos na re visión do Arquivo Municipal da
Emigración e na obra de Xurxo Cerdeira (2010), presentamos de forma
sintética as Sociedades de emigran tes do concello de Vedra en Bos
Aires:
- Sociedad Agrícola de Resident es del Municipio de Vedra en
Buenos Aires, fundada en 1910, as súas pretensións eran a de
unión, protección e apoio. As fina lidades da asociación tiñan
carácter cultural, instrutivo e mutua lista. Neste último aspecto,
primou a axuda ao Sindicato de Agricultores de Vedra. No eido
cultural e instrutivo a sú a preocupación era mellorar a calidade
do ensino no Concello de Vedra a través da construción de
escolas e axudas escolare s. Tamén a mellora das
comunicacións: camiños e pontes , asistencia médica para os
seus asociados/as, pago de enterros, billetes de chamada e de
retorno, axudas a familias necesit adas, tanto na Arxentina co mo
en Vedra, etc. (Cerdeira, 2010).
A Casa do Sindicato de Agricultore s de Vedra, construíuse entre
1911 e 1917. A Sociedad de Residentes del Municipio de Vedra
en Buenos Aires cubriu a totali dade dos gastos de compra do
terreo e da súa construción (Amabul, 2011). Adem ais recibiron
apoio para a compra de sementes e plantas para os socios /as, e
financiaron a posta en marc ha dunha mutua de seguros do
gando.
- Sociedad Agrícola, Ganadera y de Instrucción de Santa
Eulalia de Vedra en Buenos Aires , fundada en 1910. En 1917
esta sociedade cambia de nome pasando a denominarse Cultura
e Progreso parroquial de Vedra. Apoiou a construción da Casa
da Irmandade, destinada a sede soci al e escola que, en verdade,
O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión
287
logrouse en boa medida pola esfo rzo desta sociedade. As obras
iniciáronse no ano 1915 e concluír onse a primeiros da década
de 1920 (Amabul, 2011)
Desde 1957 esta sociedade conta cun grupo de música e baile
tradicional. Unha data destacada é o ano 1974, cando a
sociedade adquire un solar para a edificación da súa sede social.
En 1992 esta entidade inscríbe se no Rexistro Oficial da
Galeguidade; ademais forma part e da Unión de Asociaciones
Gallegas de Bos Aires e da Federación de Sociedades Españolas
en Bos Aires. Esta é a única sociedade activa a día de hoxe e
desenvolve un amplo programa de actividades socioculturais.
- Sociedad Unión y Progreso de San Julián de Sales : fúndase
en 1913 e o seu obxectivo principal era loitar , desde Arxentina,
pola mellora da súa parroquia. Os seus fins eran instrutivos e
agrarios. Entre os anos 1917 e 1924, a Sociedad Unión y
Progreso de San Xián de Sales en Bos Aires aportou todos os
recursos económicos necesarios p ara dotar á parroquia dun
campo da festa e da sede social, que sería tamén e dificio escolar.
Asemade, en 1935 apoiaron a apertura do camiño á aldea da
Torre. En 1922, un grupo de soci os deciden fundar unha nova
sociedade denominad a Juventud de Naturales de San Julián de
Sales.
- Comité Auxiliar da Sociedad de Agricultore s de Vedra en
Buenos Aires (fúndase en 1915) e a Sociedad Mutua y
Auxiliar de Agricultores del Munic ipio de Vedra (fúndase en
1920); foron constituídas a partir da escisión de membros da
Sociedade Residentes do Municipio de Vedra.
- O Progreso de San Andrés de Illobre, fundada en 1917, fixo
aportacións para que a parroquia puidera contar cunha escola e
coa casa da mestra.
- Sociedad Nueva Era de Vilanova e o seu contorno : fundouse
en 1922 e deixou de funcionar en 1930. As súas finalidades eran
educativas e mutualistas. Durante varios anos sostiveron a
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
288
escola da parroquia de San Pedro de Vilanova, chamada
“República Argentina”. Segundo Xu rxo Cerdeira (2010), esta
sociedade ten un lugar de honr a reservado na historia do
asociacionismo galego da di áspora grazas á destacada
participación que tivo Nueva Era no IV Congreso da Federación
de Sociedades Galegas, celebrado en 1925.
- Comisión Pro-Escuelas de Puente Ulla (1926): aportaron os
recursos necesarios para convert er o antigo cárcere en escola.
Así mesmo, emig rantes de Vedra participaron en mo itas entidades
galegas creadas no exterior e mesm o axudaron a fundar algunhas delas.
Durante a presentación das socied ades de emigrantes xa se foi
destacando o labor principal de cad a unha delas. A continuación faise
referencia, a modo de resumo e de xeito transversal, ás principais liñas
de acción:
- A acción mutualista das sociedades de Vedra foi fundamental,
pois unha das súas finalidades era prestarlle axuda aos socios/as
que por motivos de enfermidade o u accidente quedaban en
situación de indefensión.
- As caixas de préstamos foron outro dos servizos que as
sociedades de Vedra poñ ían a dis posición dos seus integrantes.
Con elas apoiaban aspectos como a innovación agrícola, a
dignificación das condicións de vida dos labregos e mesmo a
cobertura de necesidades básicas.
- A acción educativa das sociedades vólvese priorita ria, os
emigrados descobren de primeira man a necesidade de
instrución e as vantaxes que de rivan dela. Apostan pola creación
de escolas, por estimular a asis te ncia dos nenos e nenas a trav és
de premios escolares; tamén de senvolven outras accións para o
fomento da escolarización ao te mpo que denuncian as carencias
socioeducativas da poboación. As sociedades de emigrantes de
Vedra colaboraron na construci ón das escolas de A Ponte Ulla,
San Pedro de Sarandón, Trobe, Santo André de Illobre, San
Xián de Sales e Merín.
O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión
289
- Infraestruturas : en relación ás infraes truturas na ma ioría das
parroquias do concello atópase a pegada destas obras
imprescindibles: ponte da Pedrei ra, ponte de B azar, ponte de
Couso, camiño da Torre e a cas a da Irmandade de Vedra.
- Agricultura: outras das finalidades destas sociedades era a
modernización da agricultura e da gandería. Apoiaron mutuas
para os seguros do gando, a comp ra de plantas e sementes, a
recuperación do viñedo que es taba ameazado polas pragas e
polos atrancos para a súa comercialización… tamén financiaron
a construción da Casa do Sindicat o de Agriculto res e impulsaron
a creación da propia entidade.
- Creación e mantemento de publicacións : as sociedades de
Vedra sostiñan publicacións pe riódicas como órganos de
comunicación ao servizo dos se us obxectivos. Entre eles, “o
propiamente informativo; unha función propagandística ou
mentalizadora, dirixida a espallar o ideario agrarista e, en boa
medida, rexionalista-republicano; e a formativa e/ou educativa.
Un exemplo é a revista Unión de Teo y Vedra”. (Cerdeira, 2010,
p.123)
- A acción sociocultural : as sociedades vedresas contaban cunha
oferta de actividades de ti po lúdico, recreativo, de ocio e
culturais coas que satis facer as súas necesidades n este eido; por
exemplo festas e celebracións, bailes, teatro ou
conmemoracións.
Cómpre destacar tamén que pouco a pouco diversas asociación s fóronse
constituíndo en federacións. En 1918 a Sociedade Unión e Progreso de
San Julián de Sales, xunto á sociedade Cultura e Progreso parroquial de
Vedra e Progreso de San Andrés de Illobre, fundan a Federación do
distrito Municipal de Vedra en Bos Aires. En 1920 a Sociedade
Agrícola de Residentes do Municipi o de Vedra, xunto ao Centro de
Residentes de Teo, cr ean a Federación de Sociedades Agrarias e
Instrutivas da Provincia da Coruña en Sudamérica, na que se integraron
as sociedades de emigrantes de Ordes, Padrón, Negr eira, Boqueixón e
Monfero.
Á vista de todo o anterior, débese ter presente que o dinamismo das
sociedades de emigrantes de Vedra é difícil de atopar noutro ámbito da
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
296
marcha coa finalidade de ter unh as bases comúns de desenvolvemento
en diferentes ámbitos ou equi pamentos; son os seguintes:
Cadro nº21. Regulamentos munic ipais relacionados coa participación
social e as asociacións
Nº
Boletín
Oficial
da
Provincia
Data de
publicación
Regulamento
241 21-10-2005 Regulamento de réxime interno do Centro
Sociocultural da Terceira Idade de Vedra
68 25-03-2008 Regulamento de participación veciñal
274 27-11-2008 Regulamento para a utilización dos locais existentes
nas casas de cultura e locais parroquia is
274 27-11-2008 Regulamento para a utilización dos sal óns de actos das
casas de cultura.
162 27-08- 2012 Regulamento interno de acci ón voluntaria do Concello
de Vedra
Fonte: Arquivo Municipal do Concello de Vedra. Elaboración propia
En primeiro lugar atópase o Regulamento de réxime interno do Centro
Sociocultural da Terceira Idade , que recolle os fins e actividades a
desenvolver, os dereitos e deberes das persoas usuarias, socias ou
colaboradoras e os órganos de partic ipación e representación, de entre
outras. Este equipamento ten como fi n fundamental servir de espazo de
encontro e convivencia para o colect ivo de persoas maiores do Concello
de Vedra. O feito de que existan unhas bases reguladas axuda a unha
mellor convivencia e uso desta infraestrutura.
No caso do Regulamento de participación veciñal pretende acadar os
obxectivos que se enumeran a con tinuación, e que teñen carácter de
principios básicos : facilitar a máis ampla información sobre as súas
actividades, obras e servizos ; facer efectivos os dereitos veciñais
recollidos na lexislación vixente; facilitar e promover a iniciativa e
O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión
297
participación dos veciños e veciñas e entidades cidadáns na xestión
municipal; fomentar a vida asociativa do con cello e achegar a xestión
municipal aos cidadáns e cidadás. Neste senso, o obxecto do presente
regulamento é a regulación das formas, medios e procedementos de
información e participación dos/as veciños/as e entidades cidadás na
xestión municipal.
Os artigos que teñen que ver máis di rectamente co asociacion ismo local
son os que a continuación se presentan:
Artigo 8, recolle que nas dependenc ias do Concello funcionará unha
Oficina de Información Municipal e Asesoramento ás Asociacións sen
ánimo de lucro.
Artigo 21, indica que calquera entidade inscrita no Rexistro Municipal
de Asociacións ten dereito a intervir no Pleno da Cor poración mediante
un representante cando se traten as untos do seu interese, solicitando a
intervención mediante es crit o motivado dirixido ao Alcalde.
Artigo 24, recolle que poderán fa cer propostas e presentar mocións
para o debate no Pleno da Corporación as asociacións inscritas no
Rexistro Municipal de Asociacións , sobre asuntos do seu ámbito de
actuación.
Ademais, o Título III do regu lamento recolle o obxecto e os
requirimentos para que as entidade s vedresas p oidan formar parte do
Rexistro Municipal de Asociacións . É de destacar que no artigo 29
aparecen mencionados os dereitos das asociacións rexistradas:
a) Recibir apoio económico do co ncello, na medida en que o
permitan os orzamentos, para as súas actividad es e gastos de
funcionamento.
b) Acceder aos medio s públicos municipais, especialmente locais e
medios de comunicación, coas limitacións que impoña a coincidencia
de uso por outras entidades ou polo propio concello.
c) R ecibir as publicacións, pe riódicas ou non, editadas polo
Con cello, sempre que resulten de interes e para a asociación,
atendendo ao seu obxecto social.
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
298
Este regulamento é unha boa ferramenta pa ra fome ntar a participación
veciñal e para poñer en valor o tecido asociativo de Vedra. En si, non
supuxo un gran cambio, pero o feito de que exista e regule este eido
resulta fundamental para o seu desenvolvemento.
En relación ao Regulamento para a utilización dos locais e xistentes nas
casas de cultura e locais parroquiais , cómpre dicir que ten por obxecto
a definición, regulación e réxime orga nizativo interno dos edificios de
titularidade munic ipal que son utilizados polas distintas as ociacións
rexistradas no concello, e aqueles outr os que poidan utilizarse para tal
fin nun futuro.
Os obxectivos que persegue esta normativa son, con carácter xeral:
- Ofrecer cobertura ás estratex ias de apoio e protección do
movemento asociativ o como elemento catalizador da
participación cidadá.
- Fomentar o asociacionismo veciñal e a participación da
cidadanía na vida social, a través de oportunidades de relación,
poñendo á súa disposición as infr aestruturas e os recursos
municipais neste eido.
- Facilitar o acceso dos distintos co lectivos ás actividades para
mellorar a calidade de vida.
- Ser punto de encontro e de de senvolvemento de programas de
actividades e servizos que promo van o benestar social, a
animación comunitaria e a cultura.
O Regulamento para a utilización dos salóns de actos das casas de
cultura , recolle que:
As casas de cultura son infraestrutu ras municipais estables postas a
disposición da cidadanía e que teñe n como finalidade a participación
dos colectivos veciñais na vida cultural e social municipal así como o
desenvolvemento de actividades socioculturais, educativas e
institucionais promovidas polo Concello de Vedra ou polos colectivos
cidadáns do concello. Esta s casas están dotad as de salóns de actos que
precisan dunha regulación que facilite o seu funcionamento e o seu uso,
O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión
299
para o que se articula o presente regulamento, o cal será de aplicación
para a cesión temporal do uso dos salóns de actos.
Finalmente, o Regulamento interno de acción voluntaria do Concello
de Vedra nace co fin de regular a acci ón vo luntaria que se poida
desenvolver desde o propio concello e como apoio e complemento á
realizada polo tecido asociativo local. Polo tanto, este regulamento é de
aplicación aos programas, proxectos ou actuacións de voluntariado no
municipio.
5.2.2. Subvencións municipais dirixidas ás asociacións
De cara a apoiar ás asociacións lo cais o Concello de Vedra puxo en
marcha dúas liñas de subvención:
- Subvencións municipais dirixi das ao apoio e promoción do
deporte orientadas a deporte fe derado, escolas deportivas e
actividades deportivas non federa das de mantemento de maiores
de idade. Esta convocatoria real ízase de forma continuada entre
os anos 2007 e 2017. No ano 2018 fusiónanse as escolas
deportivas e desaparece a convo catoria de subvención.
- Subvencións para o desenvolvemento de actividades levadas a
cabo por entidades sen ánimo de lucro no termo municipal, co
obxectivo de promover e dinamizar a particip ación activa da
veciñanza no tecido asociativo co mo xerador de sinerxías que
contribúan á mellora da calidade de vida.
Considéranse actividades obxecto desta subvención as seguintes:
- As culturais en calquera dos se us ámbitos (teatro, cine, danza,
música, canto coral e/ ou calquera ou tra iniciativa artística).
- Actividade s para a recupera ción e a difusión do patrimonio
cultural, etnográfico e histórico.
- As formativas.
- De lecer e do tempo libre.
- Aquelas relacionadas coa cr eación de espazos para a
comunicación e coas novas tecnoloxías.
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
300
- As que contribúan á conserva ción do ambiente e á posta en
valor do patrimonio natural.
- Actividades que promovan a igualdade de xénero.
- As orientadas á educ ación para a saúde e hábitos de vida
saudables.
- Conciliación da vida laboral e familiar.
- De integración de colectivos en risco de exclusión social.
- Actividade s para a participación social.
- De promoción económica e desenvolvemento local.
- Aquelas que favorezan o emprendemento e o emprego.
- Outras actividades de interese municipal que se axusten
ao obxecto da convocatoria.
Esta convocatoria realízase por primeira vez no a 2018 e, segundo a
documentación recollida no arquivo m unicipal, subvencionaron un total
de 15 proxectos asociativos. No a no 2019 subvencionaron 14 iniciativas
e no 2020 en plena pandemia, 12. Es ta convocatoria de axudas ás
asociacións supón un apoio fundam ental, xa que a cantidade se
aproxima aos 2.000 € por proposta. Ademais convé rtese nun elemento
dinamizador de novas actividades. Po lo tanto, a consecución de todos
estes proxectos subvencionados teñen un grande impacto na
comunidade vedresa.
5.2.3. Outros apoios municipais ás asociacións locais
Anteriormente á existencia de subvencións, ou como
complemento a estas, segundo fontes municipais, o concello apoia e
colabora coas asociacións mediante convenios específicos ou cubrindo
gastos de organización (son, ca rpas, vallas…), aportando medios
municipais propios e in fraestruturas, premios, ag asallos ou actuacións,
impresión de cartele ría e folletos, di fusión en medios de comunicación,
etc.
Outro modo de colaboración, neste ca so coas comisións de festas, é a
aportación dunha actuaci ón anual da Banda de Música de Santa Cruz
de Ribadulla, pois o concello s ubvenciona co 65% do seu custe.
O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión
301
O Rexistro Municipal de Asociacións
Como se adiantou no punto dedicado ás “Entidades inscritas no
Rexistro Municipal de Asociacións” , o Concello de Vedra, ante a
cantidade e diversidade de asocia cións e entidade s que se
foron constituíndo ao longo do tempo, o 10 de maio de 1995 acorda
crear o Rexistro Municipal de Asociacións. Esta ferramenta,
ademais de permitir a coordinación entre as entidad es, constitúese
como unha canle de comunicación fundamental.
A cesión de uso de locais e eq uipamentos municipais para o
desenvolvemento das actividades asociativas
A colaboración mediante a cesión de locais e equipamentos é
imprescindi ble pois facilítanse espazos de oficina, reunión e
almacenamento de materiais para cada unha das entidades. Tamén se
ceden equipamentos municipais co mo o pavillón, campos de fútbol,
salóns de actos, áreas de recreo, erecursos materiais como equipo de
son, canón de proxección, escenarios, cadeiras, mesas, entre outros.
O Boletí n Informat ivo do Concello
En setembro de 1999 chegou á casa da veciñanza vedresa o primeiro
boletín municipal de tirada mensua l. Editan 1400 exemplares cada mes
cunha extensión de 12 páxinas, que reparte Correos en cada domicilio,
ademais de distribuírse en locais públicos, da h ostalaría e comercios.
Ten por fina lidade difun dir as novas municipais e as actividades que se
desenvolven en Vedra. Un dos apartados está dedicado ás iniciativas
asociativas. Para as entidades é vi tal con tar cunha ferramen ta destas
características que permita visibilizar o seu quefacer . Co paso dos anos,
a maiores da publicación en formato papel, creouse o servizo de
[email protected] , ademais este labor de comunicación
tamén conta con espazo propio na páxina web e nas redes sociais
municipais. Nos últimos tempos púxose en marc ha un servizo de novas
por WhatsApp.
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
302
A Axencia Municipal para o Voluntariado e as Asociació ns
No ano 2006 -e no marco do Programa de Cooperación e Solidariedade
Social (Programa dos Servizos Soci ais Comunitarios Básicos) que ten
por finalidade facilitar a participaci ón comunitaria en tarefas colectivas,
impulsando o asociacionismo e a or ganización do voluntariado-, ponse
en funcionamento un servizo de información, asesoramento e
formación a disposición de todas as iniciativas sociais que se activen
no Concello de Vedra.
No arquivo municipal recóllese que os obxectivos deste servizo son:
- Difundir e sensibilizar entre a poboación en xeral, o valor do
voluntariado como forma de par ticipación social e exercicio de
corresponsabilid ade.
- Informar e orientar sobre vol untariado: oportunidades e
necesidades do mesmo, programas, recursos.
- Ofrecer servizos de apoio a asociacións e
voluntarios/as: documentación, form ación e asesoría dirixida ás
entidades e ás persoas voluntarias, p ara que consoliden a súa
acción.
- Intermediar para potenciar os vínculos entre organizacións e
posibles voluntarios/as, aquí e en proxectos de voluntariado
europeo.
- Fortalecer o tecido asociativo med iante a información e a
formación coas asociacións de mulleres, xoves, veciños,
culturais, deportivas...
- Impulsar o traballo en rede, a ni vel local e aut onómico, de forma
que se enriqueza a práctica diaria e se fortaleza a acción.
En relación ao voluntariado de senvolvéronse actividades de:
- Información das organizacións, dos programas e dos postos de
voluntariado.
- Asesoramento sobre os dereitos e deberes como voluntario/a.
- Intermediación para potenciar os vínculos entre organizacións e
voluntarios/as, en Vedra e en proxectos de voluntariado
europeo.
O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión
303
- Formación para o in icio do labor de voluntariado.
- Acompañamento no labor de voluntariado.
O traballo coas asociación centrouse no apoio en:
- Difundir a información das activ idades (boletín informativo,
web e redes municipais…).
- Derivar persoas voluntarias.
- Informar de recursos e activ idades.
- Asesorar sobre temas de xestión e administración
(subvencións…).
- Buscar espazos de coordinación.
- Formar ás persoas das entidades nos temas que demandan.
En relación á formación, na tábo a seguinte recóllense as accións
formativas impulsad as polo concello , e de forma transversal desde os
departamentos de Servizos Sociais, Cultura e Xuventude dirixidas ao
eido da participación social, ás asoc iacións e ao tem po libre. Indícase o
ano no que se impartiu a acción formativa, a temática, o n úmero de
horas de formación e de participantes.
Táboa nº4 3 . Accións formativas concello
Ano Temática Número
participantes
2006 Curso de Monitorado de Actividade s de Tempo Libre (350 h.) 21
2007 Xornadas de voluntariado (4 h.) 36
2007 Curso de Educación Ambi ental para a formación de
monitorado (50 h.)
20
2009 Curso básico de xestión de asociacións (6 h.) 20
2009 Curso de recursos europeos p ara a mocidade, o programa a
Xuventude en Acción (10 h.)
12
2010 Curso de dinámicas de grupo e animación x uvenil (20 h.) 12
2011 Xornadas formativas do Voluntariado Xu venil (4 h.) 4
2012 Incubadora de proxectos (2 h.) 6
2012 Xornadas formativas do Voluntariado Xu venil (4 h.) 4
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
304
2013 Incubadora de proxectos (2 h.) 4
2013 Xornadas formativas do Voluntariado Xu venil (4 h.) 8
2014 Xornadas formativas do Voluntariado Xu venil (4 h.) 8
2014 Curso de maquillaxe de animación sociocultural (8 h.) 12
2014 Curso de Monitorado de Actividade s de Tempo Libre (350 h.) 16
2015 Xornadas formativas do Voluntariado Xu venil (4 h.) 10
2015 Mesa redonda: A fiscalidade na s asociacións IV E,
declaración a terceiros, lei de antibranqu eo de capitais,
IRPF, exencións, imposto de s ociedades (2 h.)
56
2016 Incubadora de proxectos (2 h.) 4
2016 Xornadas formativas do Voluntariado Xu venil (4 h.) 10
2016 Obradoiro de iniciació n ao “crowdfunding” ou
financiamento colectivo (2 h.)
15
2016 Curso de Monitorado de Actividade s de Tempo Libre (350 h.) 15
2016 100x100, Experiencias que transforman: xornada de
difusión e valorización de experiencias xuvenís
55
2017 Xornadas formativas do Voluntariado Xu venil (4 h.) 10
2017 Obradoiro: que che of rece Europa; intercambios,
voluntariado (2 h.)
8
2017 Curso: Recursos para a Educación Ambiental (12 h.) 8
2017 Curso de animación infantil (8 h.) 8
2017 Curso de Monitorado de Actividade s de Tempo Libre (350 h.) 19
2017 Intercambio de boas prá cticas para animadores de
xuventude (32 h.)
10
2017 Navegando na educación non formal (40 h) 9
2018 Xornadas formativas do Voluntariado Xu venil (4 h.) 10
2019 Curso de Monitorado de Actividade s de Tempo Libre (350 h.) 10
2019 Xornadas formativas do Voluntariado Xu venil (4 h.) 10
2020 Xornadas formativas do Voluntariado Xu venil (4 h.) 10
Fonte: Arquivo Municipal. Cultural e Xuventude. Elaboración propia.
O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión
305
É de salientar o feito de que nun período de 15 anos participaran arredor
de 460 persoas en accións formativas destas características, xa que
teñen como unha das súas finalidades introducir á poboación xeral, pero
en especial á mocidade, na “cu ltura da participación local”.
5.3. SITUACIÓN DO TECIDO ASOCIATIVO DO CONCELLO
DE VEDRA
Neste punto, trataremos de profundar na análise da realidade das
asociacións vedresas. Entre os obxectivos deste es tudo está o realizar un
achegamento ao perfil asociativo de cara a coñecer información básica
destas entidades: número de asoc iacións e de soci os/as, tipoloxía,
distribución te rritorial, activid ades que desenvolven, recursos que
empregan, nivel de participación, tr aballo colaborativo e necesidades
das asociacións.
Esta análise real ízase en base a unha revisión documental e aos
resultados do cuestionario aplicado ás asociacións.
5.3.1. O asociacionismo no ámbito local
As asociacións constitúen un fenómeno sociolóxico e político,
pois expresan a tendenc ia natural das persoas a agruparse e c onstitúen
un instrumento de participación e desenvolveme nto comunitario. Este
perfil de entidades son as que nace ron en Vedra ao longo do tempo. Nas
seguintes páxinas coñeceremos d e primeira man a diversidade
tipolóxica das asociacións vedresas, os seus fins prioritarios e o tipo de
accións e actividades que desenvolv eron ou que aínda están a levar a
cabo.
5.3.1.1. Entidades inscritas no Rexistro Municipal de Asociacións
As asociacións comezan a crearse en Galicia, fundamentalmente,
ao abeiro da Lei 191/1964 e sobre to do a partir de 1978, coa aprobación
da Constitución Española e o recoñecemento do dereito de asociación,
posteriormente regulado na Lei Orgánica 1/2002, do Dereito de
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
312
Cadro nº23. Asociacións de Festexos
Nome Parroquia/Domicilio
social
Ano de
fundación
En activo
Asociación de Festexos
Populares “San Miguel de
Sarandón”
San Miguel de
Sarandón
1992 Si
Asociación d e Festexos “A
Concepción”
San Pedro de
Sarandón
1994 Si
Asociación C ultural e de
Festexos “Santa Baia de Ve dra”
Santa Baia de Vedra 1995 Si
Asociación C ultural e de
Festexos “Fon te de Apóstol”
San Pedro de Vilanova 1997 Si
Asociación Cultural, Recreativa
e Festiva “O Patio”
Santa Cruz de
Ribadulla
1998 Si
Asociación de Festexos “S an
Julián de Sales”
San Xián de Sales 2001 Si
Asociación Cultural de festas e
espectáculos “AFESA”
Sans Fins de Sales 2001 Si
Asociación C ultural e de
Festexos “San Cristo bal de
Merín”
San Cristovo de M erín 2004 Si
Asociación C ultural e de
Festexos “Virxe do Carm e”
Santo André de Trobe 2004 Si
Asociación C ultural “Neira-
Feal”
San Mamede de
Ribadulla
2006 Si
Asociación C ultural “Andrés
Avelino”
San Mamede de
Ribadulla
2007 Si
Asociación C ultural e de
Festexos de “X imonde”
San Miguel de
Sarandón
2016 Si
Fonte: Información extraída do Rexistro Municipal de Asociaci óns. Elaboración
propia.
O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión
313
Asociacións Culturais
O asociacionismo cultural ved rés concíbese como un medio para qu e a
veciñanza acceda a unha vida máis rica, activa e creado ra, tanto a nivel
individual como colectiva, particip ando no seu entorno social e cultural
e contribuíndo a transformalo.
Como podemos observar na táboa, o rexurdir do asociacionismo
cultural de Vedra atópase a finais dos anos 80 e ao longo dos 90.
Para coñecer os fins e as activid ades de cada unha das asociacións
organizamos a presentación en tres bloques: asociacións musicais,
asociacións culturais xerais -onde prima a músi ca e o baile tradicional-
e outras asociacións culturais
Cadro nº24. Asociacións Culturais
Nome Parroquia/Domicilio social Ano de
fundación
En activo
Banda de Música de San ta
Cruz de Ribadulla
Santa Cruz de Ribadulla 1985 Si
Asociación Cultural
“Agarimo”
San Fins de Sales 1986 Non
Asociación Cultural “San
Campio”
San Miguel de Sarandón 1987 Si
Asociación Cultural
“Papaventos”
Santa Baia de Vedra 1988 Si
Asociación Fo lclórica e
Cultural de Santa Cruz de
Ribadulla
Santa Cruz de Ribadulla 1989 Non
Asociación Cultural
de Ensino do Arte da
Música de Santa
Cruz de Ribadulla
Santa Cruz de Ribadulla 1992 Si
Asociación C ultural e
Deportiva “Ra iolo”
San Xián de Sales 1994 Non
Asociación Cu ltural “O
Porteliño”
San Cristovo de M erín 1994 Si
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
314
Asociación Cultural
“Ullán”
Santa Cruz de Ribadulla 1994 Non
Asociación Cultural-
Escola de Gaitas e Baile
Galego “Santiaguiño”
San Pedro de Vilanova 1994 Si
Rondalla de San Miguel San Miguel de Sarandón 1995 Non
Asociación “A Requinta
da Ulla”
San Miguel de Sarandón 1996 Non
Asociación Cultural e
Deportiva “Cracy
Cabezas”
San Cristovo de M erín 1996 Non
Asociación C ultural e
Deportiva “Treixada”
Santo André de Trobe 1997 Non
Asociación A migos da
Camelia do Val do Ulla
Santa Baia de Vedra 1999 Si
Asociación A migos da
Coral Polifónica de Santa
Cruz de Ribadulla
Santa Cruz de Ribadulla 2000 Si
Asociación Raiceiros San Miguel de Sarandón 2001 Si
Asociación Cultural
“Escola de Música de
Vedra”
Santa Baia de Vedra 2004 Si
Asociación de
Pandereteiras
“Silandeira”
San Xián de Sales 2006 Si
Asociación C ultural da
Terceira Idade “Os do
Canto”
Santa Baia de Vedra 2009 Si
Asociación C ultural e
Teatral “Tira e Afloxa”
San Pedro de Vilanova 2009 Si
Asociación Senunpeso
Producións
San Miguel de Sarandón 2009 Si
Asociación Music al
“Ghazafellos”
Santo André de Illobre 2017 Si
Fonte: Info rmación ext raída do Re xistro Municipal de Asociaci óns. Elabo ración
propi a.
O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión
315
Asociacións musicais
A Banda de Música de Santa Cruz de Ribadulla ten como principal fin
o de promocionar e difundir a música e a formación musical no Val da
Ulla. Para iso realiz a ensaios e actua cións, concertos e festiv ais como
os de Nadal ou o Festival de Ba ndas de Música do Patio… Realizou
actuacións por toda Galicia, por outras Comunidades do Estado e
mesmo en Portugal (Web: http ://bmscr.org).
A Asociación Cultural de Ensino da Arte da Música de Santa Cruz de
Ribadulla céntrase no fome nto da ensinanza da mú sica en tódalas sú as
manifestacións. Hoxe en día con ta cu nha escola de música cun grande
potencial, non só polo número de alumnado e pola variedade de
instrumentos de vento ou de percusión que ensinan, senón tamén polo
nivel que acadan no proceso de ensinanza-aprendizaxe. Ademais
organizan diversas actividades como o concerto de Nadal, o festival de
música fin de curso, campamento s musicais, intercambios, concertos e
actuacións, Festival de Ba ndas de Música Xuvenís...
No caso da Rondalla de San Miguel pr ocura a promoción da música de
corda. As súas activ idades centráb anse en clases de música (guitarra,
laúde, bandurria…) e actuaci óns e concertos. Lev a anos sen actividade,
e deuse de baixa no Rexistro Municipal de Asociacións.
A asociación A Requinta da Ulla créase co obxectivo de recuperar a
requinta, unha frauta traveseira carac terística desta zona. Ademais de
realizar recollid as de campo sobre a histo ria e pezas musica is crearon
un grupo tradicional de requintas. A principios dos anos 2000 esta
entidade disolveuse.
No caso da Asociación Amigos da Co ral Polifónica de Santa Cruz de
Ribadulla o obxectivo é promover, fo mentar e desenvolver a cultura da
música e os seus valores poéticos e pedagóxicos. Imparten clases de
canto-coral dous días á semana. Tamé n organizan festivais de corais e
intercambios, e participan en actuacións e concertos tanto po la comarca
como noutros puntos de Galicia.
A Asociación Cultural Escola de Música de Vedra promove
manifestacións artísticas divulgánd oas entre o público en xeral,
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
316
fomenta o nacemen to de vocacións musicais e o ensino da música en
tódalas súas formas e manifestacións .. A súa escola de música céntrase,
sobre todo, na aprendizaxe de instru mentos de corda. Ao longo do ano
desenvolve actividades como o concerto de Nadal, o festival de música
fin de curso, concertos e act uacións, campamento musical…
No referido á Asociación de Pa ndereteiras “Silandeira”, co seu
quefacer perseguen a promoción, difu sión e conservación do folclore
tradicional galego. Son un grupo de pandereteiras que, ademais de
clases e ensaios, desenv olven actu acións e concertos e participan e
colaboran con outros pr oxectos culturais.
A Asociación cultural C oral da Terc eira Idade “Os do Canto” ten entre
os seus fins principais a preparaci ón e interpretación de can to-coral e a
cooperación e o intercambio cultural entre asociacións e entidades, para
así cumprir cun papel difusor da mú sica nas súas divers as formas e
manifestacións. O seu programa de actividades está composto por
obradoiros de canto-coral , concertos e actuacións , intercambios entre
corais e a organización do festival de Nadal de corais, entre outros.
Por último, a Asociación Musical “Ghazafello s” trata de difundir e
promover a música tradicional ga lega. Conta cun grupo de música
tradicional dedicado a rea lizar recollidas de camp o, ensaios, actuacións
e concertos.
Asociacións culturais xerais on de prima a música e o baile
tradicional
A Asociación Cultural “Agarimo” céntr ase na promoción cultural, a
formaci ón e o entretemento da veci ñanza. Contaba cunha escola de
música e baile tradicional e con dife rentes grupos. Ademais de ensaios,
actuacións e concertos, dinamizaban outras actividades socio culturais
como festivais ou saídas . Recen temente cesou a súa actividade.
Pola súa parte, a Asociación Cultura l San Campio ten por fins o estudo,
investigación e práctica do folclore galego, así como a realización e
promoción de actividades cult urais e recreativas. Programa e
desenvolve actividades socioculturais ao longo de todo o ano: escola de
O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión
317
música, baile e pandeireta -conta co s grupos de baile “Os Campiños”,
pandereteiras “Dedaleiras” e “A Re quinta da Laxeira”-, campamento
de Nadal, festival de Nadal, cantarelas de Nadal, proxeccións de cine,
festival folclórico, baile e concurso de disfr aces de Entroido, Serán das
Letras, Festa do Socio/a-sardiñad a, Espazo Activo-Pasabodeghas,
obradoiros: de guitarra, ukelele, baile de salón, costura, barro…Os
grupos desta entidade realizaron actu acións por todo o Estado, e mesmo
en Portugal, Francia, Alemaña ou Arxentina (Web:
www.arequintadalaxeira.com).
A Asociación Folclórica e Cultura l de Santa Cruz de Ribadulla figura
actualmente de baixa no Rexistro M unicipal de Asociacións. Tiña por
obxectivos desenvolver actividades mu sicais e organizar actividades
culturais diversas. Contaba cun grup o de música e de baile. A sí mesmo
realizaba actuacións, viaxes e excursións. Actualmente xúntanse para
tocar e bailar na festa das flores da parroquia.
A Asociación Cultural e Deportiva “Raiolo”, tamén sen actividade a
día de hoxe, tiña dous obxectivos principais: organizar actividades
culturais div ersas e fomentar as trad icións galegas. De entre as súas
iniciativas destacaban as clases de música (ga ita, pandeireta…) e baile
tradicional, actuac ións e festivais, in tercambios, celebración das festas
do ciclo anual, excursión s e obradoiros infantís.
A Asociación Cultural Escola d e Gaitas e Baile Galego “Sa ntiaguiño”
organiza e promove o estudo e recompilación de tódolos valores
culturais, principalmente os musi cais e baile do pobo galego. Do seu
programa de actividades sobresaen as clases de mús ica e baile
tradicional, actuacións, interca m bios culturais (En Arxentina,
Portugal…), cursos, charlas, expos icións… Colabora puntualmente no
Entroido e noutras celebracións pa rroquias, aínda que a día de hoxe a
súa actividade é escasa.
Por último, a Asociación Cultural e Deportiva “Treixada”, que nace
para facilitar un espazo de práctica e divulgación da música e a danza
galega, e para promover a creaci ón e organización de manifestacións
folclórico-culturais. Desde o seu n acemento artellaron clases de música
e baile tradicional, in tercambios, festivais folclóricos, actuacións,
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
318
excursións e outras moitas actividad es socioculturais. Desde o ano 2016
esta asociación está sen actividade.
Outras asociacións culturais
A Asociación Cultural Papaventos, fúndase para trab allar pola defensa
e difusión da cultura galega. Nos se us inicios desenvolveu unha ampla
variedade de iniciativas como obradoi ros de actividades de tempo lib re,
concursos artísticos e literarios, cursos, conferencias e coloquios,
celebración de datas de transcenden c ia para a identidade d e Galicia,
cine-club, festivais folclóricos, car reira pedestre… Despois duns anos
sen actividade, volveu con forza para especializarse no teatro. Ademais
de ter escola de teatro organiza no mes de marzo a Mostra de Teatro
Amador de Vedra “Teatrofilia”. Neste marco, organizan un concurso
de carteis, apostan polo teatro local e dedican un día a teatro infantil.
Tamén realizan intercambios con outros grupos de teatro galegos, de
Portugal, Asturias, e mesmo ac tuaron en Bos Aires (Blog:
http://asociacionpapaventos.blogspot.com.es).
A Asociación Cultural “O Portel iño” busca promover e realizar
actividades culturais e recreativas. En tre as súas actividades destacan
os cursos de agricultura ecolóxi ca, exposición de fotos antigas,
celebración das festas do ciclo a nual, cursos socioculturais… Na
actualidade desenvolve actividad es de xeito moi puntual.
Pola súa banda, a Asociac ión Cultural Ullán, actualmente sen
actividade, buscou promove r e realizar actos cu ltu rais varios como
coloquios, conferencias e charlas, cursos, exposicións, concertos,
excursións… pero sobre todo foi refe rente pola publicación da revista
Ullán e polo labor do seu grupo de teatro.
A Asociación Cultural e Deportiva “Cracy Cabezas” ten obxectivos
relacionados coa promoción da cultur a, a arte e o deporte. Ademais de
desenvolver algunha viaxe e excursións , a súa actividade estrela durante
varios anos foi a orga nización do festival “V edra Rock”, todo un
referente a nivel galego en cant o a asistencia e nivel dos grupos
participantes. A modo de anécdota, no ano 2000, no V Festival Vedra
O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión
319
Rock, estivo a banda californiana “Testament”, que ofreceu tres
concertos no Estado español: Barcelona, Madrid e Vedra.
A Asociación Cultural Amigos da Camelia do Val do Ulla recolle nos
seus estatutos que asu men como fi ns os de promover, fomentar e
desenvolver a cultura da camelia, os seus valores botánicos,
paisaxísticos e poéticos, favorecer a investigación, formación,
organización de ac tividades culturais d e exaltación da camelia e
intercambios de experiencias con outros/as amantes da camelia. A súa
actividade principal é a organizació n das Xornadas arredor da Camelia,
que consisten nunha exposición desta flor, concursos, cursos, charlas,
saídas e excursións, concertos e actuacións.
A Asociación Raiceiros traballa pa ra e pola recup era ción e difusión do
patrimonio cultural, natural, social, etnográfico e histór ico do territorio,
desenvolvendo calquera tipo de actu ación encamiñada a este fin. De
entre as súas actividades destacan as recollidas de campo, a realización
de exposicións, audiovisuais, obrad oiros de educación no patrimonio,
charlas e conferencias, a particip ación en proxectos europeos de
intercambio e numerosas publicació ns (Web: ww w.raiceiros.org).
A Asociación Cultural e Teatral “Tir a e Afloxa” traballa para fomen tar
o teatro como fe ito cultural, pa ra promover, animar, impulsa r e
favorecer a cultura teatral median te a busca de oportunidades para
actores noveis e grupos de teatro afeccionado, así como para difundir
entre o público obras e /ou espectác ulos importantes para a cultura
xeral. Entre as ac tividades que im pulsa atópanse: clases de teatro,
representacións teatrais e unha concentración de espantallos.
Por último, a Asociación Senunpeso Producións procura promover a
formación, a produción e o coñece mento audiovisual a través de
xornadas ou proxeccións, prop orcionar espazos de encontro,
creatividade e intercamb io para a ve ciñanza da comarca da Ulla, xerar
alternativas de ocio e tempo libre educativo, canali zar e facilitar a
obtención de recursos para a realizac ión de actividades auto xestionad as
e promover e divulgar a cultura gale ga na comarca, en especial a
característica da zona. A súa activ id ade referente é o LAV; Laboratorio
Audiovisual de Vedra, unhas xorn adas de formación e mostra
320
IVÁN GARC ÍA GAR CÍA
audiovisual. No ano 2018 artell ou o Lav.mov; unha iniciativa que
inclúe obradoiros audiovisuais e o concurso “a fume de carozo”. Tamén
organiza outras actividades como ci clos de cinema, de documentais e
de curtas en clave galega. Desenvol ve producións audiovisuais propias
(Web: www.senunpeso.org).
Asociacións dirixidas á xuventude
En Vedra, o asociacion ismo xuvenil non acadou un d esenvolvemento
destacado. A día de hoxe só perm anecen en activo dúas asociacións
xuv enís. Neste senso, enténdese que a mocidade está integrada nas
asociacións doutra tipoloxía.
Cadro nº25. Asociacións dirixidas á xuventude
Fonte: Información extraída do Rexistro Municipal de Asociaci óns. Elaboración
propia.
A continuación realizaremos un percorrido polo seu quefacer:
A Asociación Xuvenil “Dorna” ten como sinais de identidade fomentar
a cultura e o deporte. As súas actividades referentes son o “Día da
Nome Parroquia/Domicilio
social
Ano de
fundación
En activo
Asociación Xu venil “Dorna” Santo André de
Trobe
1994 Si
Asociación de Promoción da
Xuventude, Deporte e
Cultura “PRODECU San Fins”
San Fins de Sales 2004 Non
Asociación Cul tural,
Deportiva e Xuvenil “Verea”
Santo André de
Trobe
2005 Non
Asociación Soci ocultural “A
Sementeira”
Santa Baia de Vedra 2009 Non
Asociación Cul tural,
Deportiva e Xuvenil
“ACUXUVE”
San Xián de Sales 2016 Si
O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión
321
bicicleta” e o “Xogos de Peñas” ( un campionato de xogos alternativos
en equipos). Ademais desenvolveu fe stivais musicais e excursións,
entre outras.
A Asociación de Promoción da Xuventude, Deporte e Cultura
“PRODECU San Fins” reco lle nos seus estatutos os seguintes fins:
promover a prestación de serviz os á xuventude que contribúan á
formación, integración social, defens a dos seus dereitos, entretemento,
cultura e deporte, promover e fo mentar a divulgación cultural e
promover e fomentar a pr áctica do deporte en tódalas súas v ariedades.
Realizou actividades cu lturais e de portivas diversas. Leva anos sen
actividade.
No caso da Asociación Cultural, De portiva e Xuvenil “Verea” os seus
fins céntranse en proporcionar espazos de encontro, creatividade e
intercambio s aos veciños/as da comarca da Ulla, facendo especial
fincapé na mocidade, xerar alternativ as de ocio e tempo libre educativo,
canalizar e facilitar a obtención de recursos para a realización d e
actividades auto xestio nadas pola mocidade e veciñ anza en xeral,
informar á mocidade e á sociedade sobre as distin tas problemátic as
xuvenís e culturais, promover e divulgar a cultura galega na comarca,
en especial as características da zona e promover usos e háb itos máis
respectuosos co medio natural e o avance do desenvolvemento sostible.
As súas actividades son diversas : obradoiros e cursos, charlas e
conferencias, excursións e saídas, activid ades multiaventura… A súa
aposta principal foi a organizaci ón do “Verea rock”, que trataba de
darlle continuidade ao que fora o “Vedra rock”. Tamén no eido musical
puxo en marcha o festival “Ríos de Música” con actuacións nos
establecementos hostaleiros da contor na. Outra iniciativa importante foi
o Formacción, Xornadas de Formación e Mostra Audiovisual. Deuse de
baixa no Rexistro Muni cipal de Asociacións.
A Asociación Sociocultural “A Sementeira”, que leva uns anos sen
actividade, tiña como obxectivos promover o estudo, investigación,
reflexión e difusión das ideas e coñecementos nos ámbitos cultural,
deportivo, social e político dentro dos ideais do humanismo cristián e
os valores e principios básicos da democracia. Na súa andaina
desenvolveu cursos formativos como o de monitorado de actividades
328
IVÁN GARC ÍA GAR CÍA
centro, facilitar a representación das nais e pais de alumnado no
consello escolar do centro, estimular a participación de pais e nais de
alumnado na programación xeral da ensinanza a través do órgano
colexiado correspondente, fomentar as relacións de cooperación do
centro con outros centros escolares e os sectores sociais e culturais do
entorno, promover a plena realizaci ón do principio de gratuidade no
ámbito do centro, así como a efectiv a igualdade de dereitos de todo o
alumnado, requirir aos poderes púb licos o cumprimento das leis,
regulamentos e plan s de actuación relativos á edu cación, promover
actividades formativas , culturais e de est udo, promover reunións de
colaboración de pais e nais co profesorado e as boas relacións entre
ambos fins como os anteriores. Ta mén as actividades das diferentes
ANPAs son coincidentes e concrétanse no apoio ao equipo docente,
charlas, conferencias e xornadas di rixid as ás nais/p ais e tamén ao
alumnado, accións solidaria s, festivais es colares, excursións e saídas,
actividades extraescolares. Na asoc iación do CPI de Vedra, tamén
se facilita apoio para a viaxe de fin de curso .
Cadro nº28. Asociacións de nais e pais de alumnado
Nome Parroquia/Domicilio
social
Ano de
f undación
En
a ctivo
A
NPA “A Boca” do CPI de Vedra Santa Baia de Vedra 1980 Si
A NPA do Colexio de Educación Infantil
e Primaria “Ortigueira”
S
anta Cruz de Ribadulla 1998 Si
A
sociación de Nais e Pais “Pino Manso”
d
a Escola de San Miguel de Sarandón
S
an Miguel de Sarandón 2003 Non
Asociación de Nais e Pais “Val do
Ulla” do CRA Boqueixón-Vedr a
Lestedo
(Concello de
Boqueixón)
2007 Si
Fonte: Información extraída do Rexistro Municipal de Asociaci óns. Elaboración
propia.
O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión
329
Asociacións deportivas
As asociacións de carácter depor tivo teñen como fin o fomento e a
práctica da actividade físico-deportiv a; atopando a diferenciación nas
modalidades deportivas practicadas e se as mesmas se atopan federadas
ou non.
Cadro nº29. Asociacións deportivas
Nome Parroquia/Domicilio
social
Ano de
fundación
En activo
Club Deportivo San
Mamed
San Mamede de Ribadulla 1967 Si
Sociedade de Caza
Vedra
Santa Baia de Vedra 1978 Si
Club Atlético Ponte
Ulla
A Ponte Ulla 1982 Non
Agrupación Deportiv a
“Raiola”
Santa Baia de Vedra 1988 Non
Club Balteiro-San
Mamed
San Mamede de Ribadulla 1993 Non
Boqueixón-Airiños C.F. Santa Cruz de Ribadulla 1994 Non
Escola Deportiva “Val
do Ulla”
O Forte
(Concello de Boqueixón)
1994 Non
Club Fútbol Vedra Santa Baia de Vedra 1995 Non
Airiños, Club Deportiv o Santa Cruz de Ribadulla 1996 Non
Club Motociclista “Val
do Ulla”
Santa Baia de Vedra 1997 Non
Club Deportivo “O
Dragón” de Vedra
Santa Baia de Vedra 1998 Non
Club Deportivo Fútbol
Sala “Ulla Oil”
A Ponte Ulla 1999 Non
Club Fútbol Sala
Feminino “Mesón R ío
Ulla”
Santa Cruz de Ribadulla 2001 Non
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
330
Club Deportivo “San
Xián”
San Xián de Sales 2002 Si
Sociedade de Pesca
Deportiva “Agronov o”
Santa Cruz de Ribadulla 2002 Si
Peña Deport ivist a “O
Lagar do Val do Ulla”
San Miguel de Sarandón 2002 Non
Escola Deportiva
“Ribadulla”
Santa Cruz de Ribadulla 2003 Non
Club Olímpico de Vedra San Fins de Sales 2005 Si
Peña Barcelonista
“Ribeira do Ulla”
San Pedro de Sarandón 2005 Non
Unión Deportiva “Val
do Ulla”
Santa Cruz de Ribadulla 2007 Si
Asociación Cul tural e
Deportiva “Moteiros
Val do Ulla”
Santa Baia de Vedra 2008 Si
Asociación E cuestre
“Cabaleiros de
Santiago”
San Pedro de Vilanova 2009 Si
Club de Montaña
“Vértice”
Santa Baia de Vedra 2016 Si
Asociación
Sociocultural e
Deportiva “Ribadoulla”
Santa Baia de Vedra 2017 Si
Fonte: Información extraída do Rexistro Municipal de Asociaci óns. Elaboración
propia.
En relación á práctica deportiva do fú tbol, o Concello de Vedra contou
ao longo da historia con diferent es equipos de fú tbol afeccionado
federado. Varios destes clubs tiver on e teñen equipos en categorías
inferiores e mesmo crearon escolas deportivas. Cómpre re ferenciar: o
Club Deportivo San Mamed, -un club histórico que celebrou
recentement e o seu 50 aniversario- ; o Club Atlético Ponte Ulla, que
leva varios anos sen actividade; o Boqueixón-Airiños C.F. que se creou
a partir da unión dos equipos Airiños e Boqueixón (tamén está de baixa
no Rexistro Municipal de Asociaci óns); a Escola Deportiva “Val do
Ulla” (sen actividade), o Club de Fútbol Vedra e o Airiños, Club
O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión
331
no Rexistro Municipal de Asociaci óns); a Escola Deportiva “Val do
Ulla” (sen actividade), o Club de Fútbol Vedra e o Airiños, Club
Deportivo (ambos de baixa); a Esco la Deportiva Ribadulla e a Unión
Deportiva “Val do Ulla”.
Relacionado estreitamente co fú tbol están a Peña Deportivista “O
Lagar do Val do Ulla”, sendo o seu fi n principal seguir ao Real Club
Deportivo da Coruña; e a Peña Barcelonista “Ribeira do Ulla”, formada
por simpatizantes do F.C. Barcelon a. Realizaron viaxes e asistencia a
partidos para apoiar ao seu equipo, actos de c onfraternidade (ce as,
charlas…). Actualmente están sen actividade.
O Club Balteiro-San Mamed foi un proxecto que pr etendía acoller
diversas modalidades deportivas, pero nunca se puxo en marcha.
Rexistrouse, pero logo deuse de baixa.
Cómpre destacar dúas iniciativas d eportivas que s e crearon parellas ao
Colexio de Vedra: por unha banda a Agrupación Deportiva ”Raiola”,
que xurde co obxectivo de desenvolver actividades físico-deportivas na
liña de deportes para todos/as e do tempo libre.. Na súa andaina
organizou diversos campionato s deportivos. Pola outra, o Club
Deportivo “O Dragón” de Vedra, qu e naceu coa fin alidade de saír a
competir. Entre as modalidades coas que contaba destacan: badminton,
baloncesto, fútbol, volei, balonm án. Ámbolos dous clubs están sen
actividade e dados de baixa no Rexi stro Municipal de Asociacións.
Outras entidades son o Club Deportivo Fútbol Sala Feminino “Ulla
Oil”, e o Club Fútbol Sala Femi nino “Mesón Río Ulla” -equipo que
acadou importantes éxitos-. Os dous atópanse se n actividade a día de
hoxe. O Club Deportivo San Xián tamén impulsa o fútbol sala e conta
cun equipo nesta disciplina deportiva.
A Sociedade de Caza Vedra traba lla polo fomento e práctica da
modalidade deportiva de caza; e a Sociedade de Pesca Deportiva
“Agronovo” procura o fomento e práct ica deportiva da pesca. Para
acadar este fin organiza o concurso de pesca de escalo no Ulla, a festa
do escalo, obradoiros d e moscas, mantemento da área de recreo de
Agronovo…
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
332
O Club Motociclista “Val do U lla” céntrase nas activ idades
mototurísticas. Entre as súas actividades so bresaen as saídas e
excursións e a Concentración Mo teiros Val do Ulla. Esta entidade
mudou de denominación e ampliou os seus obxectivos: Asociación
Cultural e Deportiva Moteiros-as Va l do Ulla para a Promoción do
Camiño de Santiago, do Turismo e E liminación da Infra representación
Feminina.
O Club Olímpico de Vedra é un cl ub referente en todo o territorio.
Creou unha escola de duathlon e triathlon; tamén acolle outras
modalidades deportivas. O seu program a de actividades é amplo, desde
competir por todo o Estado ata a or ganización de probas federadas,
carreiras populares ou o dua thlon de Vedra (Web:
www.olimpicodevedra.org).
A Asociación Ecuestre “Cabaleiro s de Santiago” ten como fins
fundacionais: promover o coñecemento do “mundo do cabalo”,
incidindo na súa importancia social , cultural e deportiva, fomentar
actividades ecuestres d irixidas ao público en xeral, na súa faceta
deportiva, de ocio e tempo libre, favorecer as canles para que os
coidadores/as e propieta rios/as manteñan os cabalos en condicións
óptimas.. A súa actividade princip al é a “Ruta Cabalar do Santiaguiño”.
Ademais organizan saída e rutas.
O Club de Montaña Vértice encontra a súa razón de ser no fomento e
práctica das carreiras de mont aña e no fomento e práctica das
modalidades deportivas de sendeirismo e escalada. Na súa corta vida xa
organizou o Maratón de montaña, tr ail e andaina da Camelia e o trai l
Desafío Vértice. Tamén sae a competir.
Finalmente, a Asociació n Sociocultural e Deportiva “Ribadoulla” ten
como fins a promoción da vida saudable e o deporte, o fomento e
desestacionalización do turismo e cosostible e promover as relacións
entre a veciñanza e a súa participac ión nas actividades soc ioculturais e
deportivas. Está a organizar charlas, saídas, rutas en bicicleta, e
colabora na organización da Ruta Btt da Camelia polo Val do Ulla.
O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión
333
Distribución territorial das asociaci óns locais e nivel de actividade
Unha vez rematado o percorrido pol o tecido asociativo vedrés, a
continuación presentamos o número de asociacións inscritas no
Rexistro Municipal segundo a parr oquia do seu domicilio social. Na
táboa obsérvase que as dúas parroqui as con máis entid ades domiciliadas
son Santa Baia de Vedra e Santa Cr uz de Ribadulla que, ao tempo, son
a terceira e segunda parroquia c on maior poboación, despois de San
Xián de Sales. De tódolos xeit os, e como veremos, o número de
veciños/as por parroquia non é determin ante á hora de relacionalo co
número de asociacións. Outros elemen tos como a cultu ra asociativa e
de participación, o nivel de activid ade cultural, etc. de seguro que
xogan un papel prioritario.
O número total de asociacións re xistradas no período 1996-2020 é de
94, das cales 5 son entidades con domicilio social fóra do co ncello.
Representación gráfica nº11
Fonte: Información extraída do Rexistro Municipal de Asociaci óns. Elaboración
propia.
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
334
A táboa anterior pres enta datos das asociacións rexistradas por
parroquias e aínda de alta. As 3 parroquias con maior número de
entidades rexistradas n o históric o, son nas que máis asociacións
quedaron sen actividade. Actualment e están en funcionamento e con
actividade, aínda que en diferentes graos, un total de 65 asociacións das
inscritas no rexis tro municipal.
En relación á tipoloxía asociativa da s entidades inscritas no rexistro
municipal (histórico) sobresaen, por unha banda, as asociacións
deportivas que chegaron a ser 24, se guidas polas cultura is que son 23.
Pola outra, as entidades veciñais a cadan as 16 e as de festexos son 12.
Noutras tipoloxías máis específicas o número de entidades descende.
Representación gráfica nº12
Fonte: Información extraíd a do Rexistro Municipal de Asociaci óns. Elabor ación
propia.
16
12
23
555 4
24
16
12
15
2 3 4 3
10
0
5
10
15
20
25
30
Asoc.
Veciñais
Asoc. de
Festexos
Asoc.
Culturais
Asoc.
Xuvenís
Asoc. con
carácter
social
Asoc.
específicas
ANPAS Asoc.
Deportivas
Número de asociacións inscritas no R existr o Municipal
segundo a súa tipolo xía (1996-2020) e número de
asociacións inscritas no R exis tr o Municipal segundo a
súa tipolo xía e con actividade (2020)
Número de asociac ións inscritas no Rexi stro Municipal segundo a súa tipoloxía
(1996-2020)
Número de asociac ións inscritas no Rexi stro Municipal segundo a súa tipoloxía e
con actividade (2020)
O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión
335
Se ben é certo que as asociacións deportivas trataron de agruparse,
chama a atención o brusco descenso do número de entidades, que pasa
das 24 ás 10 na actualidade. O me smo sucede co asociacionismo
cultural que descende das 23 ás 15 entidades e que responde a un
proceso de cambio cara asociacións máis específicas, deixan do atrás o
antigo modelo de entidade cultural “p arroquial”. As as ociacións
xuvenís tamén sofren unha caída, pasa ndo de 5 a 2 . Cómpre lembrar
que esta tipoloxía de entidade nunca tivo unha gran representación no
municipio obxecto de estudo.
5.3.1.2. Entidades non inscritas no Rexi stro Municipal de Asociacións
Ademais das asociacións citadas no punto anterior, existen outras
entidades que actu aron ou actúan no territo rio e que teñen en Vedra o
seu domicilio social, pero que non es tán inscritas no Rexistro Municipal
de Asociacións. Segundo a docum entación revisada no arquivo
municipal e no Rexistro Central de Asociacións da Xunta de Galicia,
tense constancia das s eguintes entidad es:
Cadro nº30. Entidades identificadas e non inscritas
no Rexistro Munic ipal de Asociacións
Nome En activo
Asociación Cul tural “Benito Losada As tray” Non
Asociación Irmandade da Aug ardente da Ulla Non
Asociación de Xinetes “Promadelos ” Non
Asociación Cultural e de Fest exos “O Cruceiro da Ulla” Si
Asociación Cabalar e Medioa mbiental “Río Pereiro” Si
Asociación Cul tural “A Gaita de Sarandón ” Si
Asociación Cul tural “Ponte da Pena” Si
Basket Ribadulla Si
Asoc. “Tirolecos San Xián ” Non
Fútbol Veteran os San Pedro de Vilanova Si
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
336
Asociación de Viticultores “Val do U lla” Si
Asociación “Te rras de Compostela” Si
Fútbol Sala Feminino Vedra Si
Asociación Mus ical BB+ Si
Escola Deportiva Vedra Si
Asociación Galeg a de Tiro de Campo ASCT Non
MKM Competición Non
Asociación Cultural e Xuven il “Xeración Perdida” Non
Asociación Cul tural e Xuvenil “O Inxerto” Non
Mulleres en Igualdade Non
Goming Gundián Galicia Non
Asociación Cul tural Gastro nómica “Casa Mouriño” Non
Asociación Cul tural Gastronómica “Ca sa Martiño” Non
Asociación C omisión panteó ns “San Xián” Non
Asociación de Mulleres do Rural “Raíña Lupa” Non
Asoc. Sociedade Lúdica “A ad ega de Manolo de Casimiro” Non
Asoc. Veciñal “Comuner os de auga e outros de Cubelas” Non
Fonte: Información extraída do Arquiv o Municipal e do Rexistro Central de
Asociacións da Xunta de Galicia (2020). Elaboración propia.
Das 27 entidades documentadas, 16 están sen actividade, e 11 activas.
Segundo a súa tipoloxía, 10 son de carácter cultural, 10 deportivas e 7
máis específicas (a de viticultores , “T erras de Compostela”-que ten por
finalidade o desenvolvemento rural-, dúas de mulleres, dúas de carácter
veciñal e unha de festexos).
5.3.1.3. Total de asociacións documentadas en Vedra
O número total de asociacións documentadas en Vedra desde o ano
1996 (ano da posta en marcha do Rexistro Municipal de Asociacións)
ata a actualidade é de 121 entidades , das cales 94 inscribíronse no
rexistro e 27 non.
O asociacionismo no Concello de Vedra. Resultados e discusión
337
Na actualidade, as asociacións activ as no municipio de Vedra son 76,
aínda que cun nivel de activid ade moi desigual; delas, 65 atópans e
inscritas no rexis tro municipal e 11 non .
Na gráfica que segue pódense observa r as tipoloxías asociativas de
forma cuantitativa e en clave históric a. O total de asociacións deportivas
documentadas é de 34, seguidas de pr eto polas culturais que son 33.
Representación gráfica nº13
Fonte: Información extraída do Arqu ivo Municipal. Elaboración propia.
Desta análise descritiv a é salientable o grande descenso das e ntidades
deportivas, reducíndose á metade, pasando de 34 documentadas neste
período a 15 en activo a día de hoxe. Isto débese, como indicabamos,
aos procesos de fusión realizados entre as escolas deportivas do s
diferentes clubs, e tamén pola desapa rición de equipos de fútbol campo
e de fútbol sala sobre todo.
18
13
33
5 77 4
34
16 13
18
2 3 6 3
15
0
5
10
15
20
25
30
35
40
Asoc.
Veciñais
Asoc. de
Festexos
Asoc.
Culturais
Asoc.
Xuvenís
Asoc. con
carácter
social
Asoc.
específicas
ANPAS Asoc.
Deportivas
Número de asociacións document adas en V e dr a segundo
a súa tipolo xía (1996-2020) e número de asociacións
document adas activ as, segundo a súa tipolo xía (2020)
Número de asociacións do cumentadas en Vedra segundo a súa tipoloxía (1996-
2020)
Número de asociacións documentadas activa s, segundo a súa tipoloxía (2020)
IVÁN GARCÍA GAR CÍA
344
Representación gráfica nº17
Fonte: Datos da enquisa a asociacións do Concello de Vedra. Elaboración propia.
No referente a este punto, as as ociacións de Vedra presentan unha
antigüidade similar á da s asociacións culturais a nivel estatal, cunha
caída respecto a estas nas asoc iacións fundadas entre 1996 e 2000.
Pódese dicir que o tecido asociati vo do municipio é relativamente novo
en comparación, xa que case un 50% das asociacións foron fundadas do
ano 2001 en diante.
Representación gráfica nº18
Fonte: Lazcano, I. (2011). Elaboración propia.
13,0
38,9
25,9
14,8
7,4
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0 Antigüidade (%)
7,4 3,7 9,3 7,4
18,5
5,6
48,1
0
10
20
30
40
50
60
Antes de
1975
1976-1980 1981-1985 1986-1990 1991-1995 1996-2000 2001 o
posterior
Antigüidade das asociacións
España (Aso ciacións cultur ais) Vedra
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