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Evolução quaternária, distribuição de partículas nos solos e ambientes de sedimentação em manguezais do estado de São Paulo

Author: Souza Júnior, Valdomiro Severino de; Vidal Torrado, Pablo; Tessler, Moysés Gonzalez; Pessenda, Luiz Carlos Ruiz; Osório Ferreira, Tiago; Otero Pérez, Xosé Lois; Macías Vázquez, Felipe
Publisher: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo
Year: 2007
DOI: 10.1590/S0100-06832007000400016
Source: https://minerva.usc.es/bitstreams/73b7827f-175e-4b13-a424-2783528c5c29/download
EVOLUÇÃO QUATERNÁRIA, DISTRIBUIÇÃO DE PARTÍCULAS NOS SOLOS E AMBIENTES... 753
R. B as. Ci. Solo, 31:753-769, 2007
EVOLUÇÃO QUATERNÁRIA, DISTRIBUIÇÃO DE PARTÍCULAS
NOS SOLOS E AMBIENTES DE SEDIMENTAÇÃO EM
MANGUEZAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO(1)
Valdomi o Se e ino de Souza-Júnio (2), Pablo Vidal-To ado(3), Moysés
Gonzalez Tessle (4), Luiz Ca los Ruiz Pessenda(5), Tiago Osó io
Fe ei a(6), Xose Luiz O e o(7) & Felipe Macías(7)
RESUMO
A dis ibuição de pa ículas em solos ou sedimen os das planícies li o âneas
auxilia no en endimen o dos p ocessos de sedimen ação em es uá ios, se indo
com impo an e a ibu o pa a aplicações em es udos de econs ução
paleoambien al, ciclos geoquímicos e poluição ambien al, como con aminação po
me ais pesados e de ames de pe óleo, que, de ido à ação an ópica, são
ela i amen e comuns nesses ambien es. Com o obje i o de ca ac e iza os
ambien es de sedimen ação de aco do com a g anulome ia e com o p ocesso de
e olução qua e ná ia ao longo do li o al do Es ado de São Paulo, o am es udados
solos de 14 manguezais. As análises g anulomé icas o am ealizadas nas camadas
de 0–20 e 60–80 cm de p o undidade, de e minando as ações a gila, sil e, a eia
o al e cinco ações da a eia. Realiza am-se da ações 14C po cin ilação líquida,
espec ome ia de massa acoplada a acele ado de pa ículas na ação humina da
ma é ia o gânica e po e moluminescência em g ãos de qua zo, pa a amos as
de di e en es camadas dos manguezais amos ados. Os esul ados de
(1) Pa e da Tese de Dou o ado do p imei o au o ap esen ada ao P og ama de Solos e Nu ição de Plan as da Escola Supe io de
Ag icul u a “Luiz de Quei oz” – ESALQ/USP. Pi acicaba-SP. Recebido pa a publicação em dezemb o de 2005 e ap o ada em
ab il de 2007.
(2) P o esso adjun o da Unidade Acadêmica de Se a Talhada/UFRPE. Fazenda Saco, S/N. Caixa Pos al 063, CEP 56900-000
Se a Talhada (PE). E-mail: [email p o ec ed]
(3) P o esso do Depa amen o de Solos e Nu ição de Plan as, Escola Supe io de Ag icul u a “Luiz de Quei oz” – ESALQ/USP.
A . Pádua Dias 11. Bai o Ag onomia, CEP 13418-900. Pi acicaba (SP). Bolsis a do CNPq. E-mail: [email p o ec ed]
(4) P o esso do Depa amen o de Oceanog a ia Física, Uni e sidade de São Paulo – IO/USP. A . do Oceanog á ico 191, Cidade
Uni e si á ia, Bu an ã, CEP 05508-900 São Paulo (SP). Bolsis a do CNPq. E-mail: [email p o ec ed]
(5) P o esso do Cen o de Ene gia Nuclea na Ag icul u a – CENA/USP. A . Cen ená io 303, CEP 13416-000 Pi acicaba (SP).
Bolsis a do CNPq. E-mail: [email p o ec ed]
(6) P o esso adjun o do Depa amen o de Ciências do Solo, Uni e sidade Fede al do Cea á – UFCE. A . Mis e Hull 2977,
Campus do Pici, Caixa Pos al 12.168, CEP 60021-970 Fo aleza (CE). Email: [email p o ec ed]
(7) P o esso do Depa amen o de Eda ologia e Química Ag ícola da Uni e sidade de San iago de Compos ela. Campus Uni e si-
á io Su . Faculdade de Bioloxia. Uni e sidade de San iago de Compos ela. San iago de Compos ela. 15.782. A Co uña –
España. E-mails: [email p o ec ed]; [email p o ec ed]
SEÇÃO V - GÊNESE, MORFOLOGIA
E CLASSIFICAÇÃO DO SOLO
754 Valdomi o Se e ino de Souza-Júnio e al.
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g anulome ia o am a ados de aco do com os pa âme os es a ís icos de Folk &
Wa d. Os solos dos manguezais do Es ado de São Paulo êm idade holocênica
oscilando en e 410 e 3.700 anos AP, a é a p o undidade de 80 cm. Em alguns casos
es e subs a o holocênico encon a-se sob epos o à camada a enosa pleis ocênica,
como oi iden i icado em SG1 (65–77 cm = 11.000 anos e 90–95 cm = 24.700 anos),
PM (72–79 cm = 60.000 anos) e em RF, cuja camada a 40–50 cm ap esen ou idade
de 12.200 anos. Os manguezais ap esen am solos de di e en es ex u as, a iando
de a enosa a a gilosa. Os solos de cons i uição a enosa o am iden i icados na Ilha
do Ca doso, na planície do Rio Gua a uba e ao longo do li o al no e, cujos
manguezais o am es abelecidos sob e os sedimen os e abalhados de an igos
co dões a enosos e localizados às ma gens dos ios que d enam essas planícies
li o âneas (SG1, SG2, GUA e RE). Esses solos oco em ambém nas p oximidades
da desembocadu a dos ios, onde há maio in luência da ação de ondas (RF). Os
manguezais cujo subs a o são cons i uídos, p edominan emen e, de pa ículas
inas (sil e e a gila) es ão localizados nos compa imen os mais p o egidos do li o al,
como o Canal do Cananéia (PM e BAG), Ma Pequeno (IGUA) e den o do es uá io
de San os, na Baixada San is a (ITA, IRI, COS e CRU). O pe íodo de ma é
es acionada, que deco e da al e nância dos ciclos de enchen e e azan e des a,
a o ece ia a sedimen ação de pa ículas da ação sil e, explicando a oco ência
de al o eo de sil e na supe ície dos solos de manguezais de PM e BAG e ao longo
das camadas es udadas de IGUA e ITA.
Te mos de indexação: solos de manguezal, g anulome ia, e moluminescência,
da ação 14C, e olução cos ei a.
SUMMARY:
QUATERNARY EVOLUTION, PARTICLE DISTRIBUTION IN
SOILS AND SEDIMENTARY ENVIRONMENT IN MANGROVES
IN SÃO PAULO STATE, BRAZIL
Pa icle dis ibu ion in soil o sedimen s o coas al plains con ibu es o he
unde s anding o he sedimen a ion p ocesses in es ua ies. I is an impo an a ibu e o
applica ions in s udies o palaeoen i onmen al econs uc ion, geochemical cycles and
en i onmen al pollu ion such as hea y me al and oil spill con amina ion, which a e ela i ely
common in hese si es due o human impac . Wi h he objec i e o cha ac e izing he
sedimen a y en i onmen s acco ding o he pa icle size and he p ocess o qua e na y
e olu ion, 14 mang o es along he São Paulo S a e coas we e s udied. Pa icle size analyses
we e ca ied ou wi h samples o he laye s 0–20 and 60–80 cm. The clay, sil , o al sand
size and i e sand ac ions we e de e mined. Radioca bon da ing was ca ied ou by liquid
scin illa ion coun ing and accele a o mass spec ome y in humin ac ion o soil o ganic
ma e and by he moluminescence o qua z g ains, o samples o di e en laye s. The
esul s o pa icle size we e ea ed acco ding o he Folk and Wa d s a is ical pa ame e s.
The mang o e soils o São Paulo S a e a e holocenic wi h ages om 410 o 3,700 y B.P.
down o 80 cm dep h. In some cases, his holocenic subs a um o e lies a pleis ocenic
sandy laye , as iden i ied in SG1 (65–77 cm = 11,000 yea s and 90–95 cm = 24,700 y ),
PM. (72–79 cm = 60,000 y ), and in RF whe e he 40–50 cm laye was es ima ed a
12,200 yea s. The mang o e soil ex u es a yied om sandy o clayey. Sandy soils we e
iden i ied on Ca doso Island, on he Gua a uba i e plain and along he no he n coas .
These mang o es had de eloped on es uc u ed sedimen s o old sand idges and along
he banks o he i e s ha d ain he coas al plains (SG1, SG2, GUA, RE). These soils also
occu close o he i e mou hs whe e wa es ha e a s ong in luence (RF). The mang o e
soils ha consis mainly o ine pa icles (sil and clay) a e loca ed in he p o ec ed pa s
o he coas al line such as he Cananéia Channel (PM, BAG),
Ma Pequeno
(IGUA) and in
he San os es ua y o he
Baixada San is a
(ITA, IRI, COS, CRU). Pe iods o s eady idal
ha a e caused by he al e na ing high and low ide cycles would allow sil se ling,
explaining he highe sil con en in PM and BAG and ac oss he s udied laye s in IGUA
and ITA.
Index e ms: mang o e soils, pa icle size, he moluminescence, adioca bon da ing, coas al
e olu ion.
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INTRODUÇÃO
As oscilações no ní el ela i o médio do ma
(n mm) êm desempenhado impo an e papel na
e olução das á eas cos ei as (Wood o e, 1992;
Villwock, 2005). Em ní el global, o pe íodo
Qua e ná io êm sido ca ac e izado pela exis ência de
á ias oscilações no n mm, as quais êm deixado
es emunhos em á ias egiões. Assim, em pa e do
li o al b asilei o, com des aque pa a o li o al do Es ado
de São Paulo, oi possí el e idencia pelo menos dois
e en os de a iações ela i as do ní el do ma ao longo
do pe íodo Qua e ná io, denominadas de:
T ansg essão Cananéia e T ansg essão San os,
oco idas em seus picos de oscilação posi i a máxima,
espec i amen e, há ce ca de 120.000 e 5.100 anos
an es do p esen e (AP) (Suguio & Ma in, 1978).
No li o al paulis a, a ansg essão de idade
pleis ocênica (T ansg essão Cananéia), ao a ingi seu
máximo ansg essi o (ap oximadamen e +8,0 m),
deslocou o ní el do ma pa a o sopé da Se a do Ma ,
p eenchendo as a uais planícies li o âneas com
sedimen os ma inhos. Esse e en o co esponde à
Penúl ima T ang essão en e Bahia e Pe nambuco
(Bi encou e al., 1979) e a sis emas de Ilhas-
ba ei a/laguna III no Rio G ande do Sul (Villwock e
al., 1986) e é co elacionado na Eu opa com o
in e glacial Eemiano (Shackle on e al., 2003) e
Sangamoniano na Amé ica do No e (Chappell, 1983).
Na e olução do p ocesso ansg essi o- eg essi o
pleis ocênico oco eu o ebaixamen o do n mm, que
ao longo do úl imo máximo glacial (~17.000 anos AP)
deslocou o ní el de base a é p o undidades p óximas das
a uais ba imé icas de -110 m (Suguio & Ma in, 1978).
Na seqüência é ap esen ado o p ocesso e olu i o
do li o al do Es ado de São Paulo du an e o
Qua e ná io, de aco do com os abalhos desen ol idos
po Suguio & Ma in (1978) e Suguio & Tessle (1992).
No deco e do pe íodo eg essi o, após o úl imo
máximo glacial, o am o madas as planícies de co dões
li o âneos de cons i uição a enosa, assen adas sob e
os depósi os a enosos e a gilo-a enosos ansg essi os.
Ainda no deco e do e en o eg essi o, além da
cons ução das planícies de co dões eg essi os, a
d enagem con inen al, no seu p ocesso de e olução
sob e o espaço ge ado pelo ecuo ma inho, ocasionou
ap o undamen o dos canais lu iais a pa i da e osão
dos sedimen os da planície a enosa ansg essi a,
o mando, dessa manei a, ex ensos canais de
d enagem, baías e lagunas.
Após o úl imo máximo glacial, po ocasião da ans-
g essão holocênica (T ansg essão San os), o ma ans-
g ediu no amen e em di eção ao con inen e, pene an-
do p io i a iamen e pelas pa es mais dep imidas, ou
seja, po meio dos canais de d enagem o mados du-
an e a eg essão mencionada an e io men e.
Esse a anço ma inho p omo eu a deposição de
sedimen os a enosos e a eno-a gilosos nos canais,
baías e lagunas, po meio do e abalhamen o dos
sedimen os p eexis en es e dos sedimen os ca eados
pela d enagem a ogada pelo a anço do ní el ma inho.
Além disso, p opo cionou a e osão de co dões a enosos
pleis ocênicos, disponibilizando os sedimen os e odidos
pa a a cons ução das planícies cos ei as holocênicas
eg essi as.
Após a T ansg essão San os, o n mm passou po
um p ocesso de descensão con ínua a é o ní el a ual.
Con udo, du an e esse pe íodo oco e am ao menos
duas ápidas oscilações do ní el ma inho, ocasionando,
há ce ca de 3.800 anos AP, uma oscilação posi i a en e
3,0 e 4,0 m acima do ní el a ual e en e 0,5 e 2,0 m
há ce ca de 2.000 anos AP (Suguio & Ma in, 1978).
No e en o eg essi o holocênico, iniciado após o
pico de oscilação posi i a da T ansg essão San os,
além da o mação dos a uais co dões a enosos
li o âneos holocênicos, o am ambém ede inidas as
con igu ações espaciais das a uais baías e lagunas
localizadas ao longo do li o al do Es ado de São Paulo.
Nesse con ex o, o ecossis ema de manguezal, ao se
es abelece na in e ace do ambien e ma inho e
con inen al (Coope , 2001), ap esen a sua o mação
elacionada com as lu uações ela i as do ní el do ma
qua e ná io, pelo p eenchimen o dos ales dos ios,
ma gens de lagunas e baías com sedimen os an o de
o igem con inen al como ma inha (Wolanski &
Chappell, 1996).
A oco ência desse ecossis ema es á elacionada à
p esença de e enos baixos e planos das egiões
es ua inas às ma gens de lagunas ou ao longo de
canais na u ais e dos cu sos in e io es de ios, a é
onde oco e o luxo das ma és (IPT, 1988). Segundo
Cin ón & Schae e -No elli (1983) e Hillie (1995),
esses locais são p opícios a uma in ensa deposição de
sedimen os de ex u a ina, cujo subs a o o mado
ap esen a consis ência pas osa, denominado
gene icamen e de lama ou sedimen o lodoso.
No en an o, de aco do com Clough (1992), podem
oco e solos a enosos, como os encon ados ao longo
do li o al do Es ado de São Paulo po Rossi & Ma os
(2002), que, ao ca ac e iza em os solos de 18
manguezais, cons a a am o p edomínio da ex u a
a eia e a eia anca na camada supe icial de odos os
locais es udados.
O en endimen o da dis ibuição de pa ículas em
solos de planícies es ua inas auxilia na comp eensão
dos p ocessos que dominam a sedimen ação dessas
pa ículas den o do es uá io (Wang & Le, 1997; Xia
e al., 2004) e em es udos de econs ução
paleoambien al de egião cos ei a (La io e al., 2002).
Além disso, é um a ibu o u ilizado em es udos de
impac os an ópicos, como con aminação po me ais
pesados e de ames de pe óleo, que são ela i amen e
comuns nesses ambien es (Lee & Page, 1997; Bi ch
& Taylo , 1999; Millwa d e al., 1999; Tam & Wong,
2000), bem como em es udos geoquímicos de me ais
(Cla k e al., 2000; Tu ne & Millwa d, 2002; V ecaa
& Dolenec, 2005).
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De aco do com os es udos elacionados com a
e olução da linha de cos a paulis a du an e o
Qua e ná io, em-se po hipó ese que os a uais
manguezais o am es abelecidos após o máximo da
T ansg essão San os e que a compa imen ação
geomo ológica ao longo do li o al é condicionan e pa a
a sedimen ação nas á eas de mangues. Dessa
manei a, o p esen e es udo e e como obje i o
ca ac e iza os ambien es de sedimen ação dos solos
dos manguezais do Es ado de São Paulo, de aco do
com sua g anulome ia e o p ocesso de e olução do
li o al ao longo do Qua e ná io.
MATERIAL E MÉTODOS
Localização geog á ica da á ea de es udo
Os manguezais es udados es ão localizados nos ês
mac ocompa imen os do li o al do Es ado de São
Paulo, gene icamen e denominados de Li o al Sul,
Baixada San is a e Li o al No e, ap esen ados na
igu a 1. As coo denadas geog á icas dos pon os
cole ados encon am-se no quad o 1.
No li o al sul, os pon os amos ados es ão localiza-
dos no Sis ema Cananéia-Iguape, da seguin e o ma:
Figu a 1. Geologia e compa imen ação geomo ológica das planícies cos ei as do Es ado de São Paulo.
Fon e: Modi icado de Suguio & Tessle (1992), com a localização dos pon os amos ados.
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Ilha do Ca doso: Manguezal do Rio Sí io G ande – nes e
o am cole ados dois pon os, um no baixo cu so e ou-
o no médio cu so do io (SG1 e SG2); Manguezal do
Rio Ipaneminha (IPA) e da T ansição Res inga-Man-
gue do Rio Ipaneminha (TRA); e Canal de Cananéia:
Manguezal da Ilha de Pai Ma os (PM) e Manguezal da
Ilha de Baguaçu (BAG). Nas p oximidades do municí-
pio de Iguape, no canal do Ma Pequeno, oi amos ado
o manguezal da Ilha do Ca anguejo (IGUA), localiza-
do imedia amen e após a desembocadu a do Valo
G ande, que se a a de um canal cons uído a i ici-
almen e pa a liga o Rio Ribei a do Iguape ao Ma
Pequeno, ob a concluída em 1855 (Besna d, 1950).
Na Baixada San is a o am e e uadas as cole as
no manguezal do Rio C umahú, no município do
Gua ujá (CRU), nos manguezais dos Rios I apanhaú
(ITA), I i i (IRI) e Gua a uba (GUA), no município de
Be ioga, e no manguezal do Canal da Cosipa, em
Cuba ão (COS).
No se o no e do li o al, o am amos ados os
manguezais do Rio Escu o (RE) e do Rio da Fazenda
(RF), localizados espec i amen e ao sul e ao no e do
município de Uba uba.
Geomo ologia e geologia da egião
A egião li o ânea do Es ado de São Paulo pode se
gene icamen e subdi idida em ês pa es bas an e
dis in as: Li o al Sul, onde se desen ol em g andes
planícies essencialmen e o madas po depósi os
ma inhos e lú io-laguna es; Baixada San is a,
deslocando-se ao no e, com amplas planícies
p eenchidas com sedimen os qua e ná ios; e Li o al
No e do Es ado, onde a planície é es ei a e o ma
es á em con a o com os g ani os e gnaisses da Se a
do Ma em quase oda a sua ex ensão (Suguio &
Ma in, 1978) (Figu a 1).
Clima
O clima que ca ac e iza g ande pa e do li o al,
segundo a classi icação de Köppen, é do ipo opical,
com a empe a u a média do mês mais quen e supe-
io a 18 °C; o o al de chu as do mês mais seco é de
60 mm e a p ecipi ação anual a ia en e 1.600 e
2.000 mm. Não ap esen a es ação seca in e nal, ape-
nas diminuição de plu iosidade, enquan o os e ões
são excessi amen e úmidos (Rossi, 1999). As ca ac-
e ís icas climá icas ao longo do li o al paulis a são
bem homogêneas, com exceção da egião de Cananéia
(li o al sul), onde a empe a u a média de in e no é
ligei amen e mais baixa do que no li o al no e e Bai-
xada San is a (Lampa elli, 1998).
P ocedimen o de campo
As amos agens o am ealizadas nos manguezais
ci ados no quad o 1, e i ando-se as amos as de aco do
com os obje i os analí icos a segui .
De e minação da g anulome ia: As cole as o am
ealizadas com o amos ado pa a solos inundados, e-
i ando amos as nas p o undidades de 0–20 (camada
supe icial) e 60–80 cm (camada subsupe icial), que,
em seguida, o am acondicionadas em sacos plás i-
cos, iden i icadas e encaminhadas pa a o labo a ó io.
Manguezal Código La i ude Longi ude
Ilha do Ca doso (Li o al Sul)
Rio Sí io G ande (1) SG1 25º 04' 48'' S 47º 56' 53'' W
Rio Sí io G ande (2) SG2 25º 04' 57'' S 47º 56' 54'' W
T ansição mangue- es inga TRA 25º 04' 37'' S 47º 56' 16'' W
Rio Ipaneminha IPA 25º 04' 44'' S 47º 56' 13'' W
Canal de Cananéia e Ma Pequeno (Li o al Sul)
Ilha Pai Ma os PM 24º 59' 48'' S 47º 54' 19'' W
Ilha Baguaçu BAG 24º 58' 39'' S 47º 53' 50'' W
Ilha Ca anguejo IGUA 24º 43' 28'' S 47º 34' 00'' W
Baixada San is a
Rio C umahú CRU 23º 56' 07'' S 46º 14' 36'' W
Rio I i i IRI 23º 53’ 36’’ S 46º 12’ 16’’ W
Canal da Cosipa COS 23º 52’ 44’’ S 46º 22’ 21’’ W
Rio I apanhaú ITA 23º 51' 17'' S 46º 09' 16'' W
Rio Gua a uba GUA 23º 44' 44'' S 45º 53' 43'' W
Li o al No e
Rio Escu o RE 23º 29' 20'' S 45º 09' 55'' W
Rio da Fazenda RF 23º 21' 34'' S 44º 50' 48'' W
Quad o 1. Iden i icação e coo denadas geog á icas dos manguezais amos ados ao longo do li o al paulis a

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Da ação po 14C: As cole as pa a es e im o am
ealizadas com um amos ado pa a solos inundados
“Eijkelkamp”, e i ando as amos as nas á eas
cen ais dos manguezais, denominadas “núcleo de
mangue”, as quais o am encaminhadas pa a o
labo a ó io nos p óp ios ubos de cole a.
Da ação po e moluminescência (TL): A inalidade
dessa cole a oi amos a ní eis de e minados da
seqüência sedimen a pa a ob enção de idades dos
di e en es ní eis dos depósi os a enosos. A esse
p ocedimen o oi dispensada uma a enção especial, a
im de e i a que a luminosidade incidisse na amos a
e, com isso, comp ome esse a exa idão do dado de
da ação. Po an o, essas amos agens o am
ealizadas com o auxílio de ubos de PVC p e o de
5 polegadas de diâme o e 1,5 m de comp imen o,
adap ados ao amos ado “Eijkelkamp”. Em seguida,
os ubos o am encaminhados ao labo a ó io, onde oi
ealizado o seccionamen o das amos as, as quais
o am pos e io men e en iadas pa a análise.
P ocedimen os de labo a ó io
A de e minação g anulomé ica oi ealizada po
meio do mé odo da pipe a, após a eliminação da
ma é ia o gânica com H2O2 a 10 % e la agem dos
sais solú eis, como p econizado po Gee & Baude
(1986).
Os di e en es diâme os de pa ículas o am
de inidos de aco do com a escala de A e be g
modi icada e es abelecidos da seguin e o ma: a eia
o al (2–0,05 mm), sil e (0,05–0,002 mm), a gila
(< 0,002 mm), a eia mui o g ossa (2–1 mm), a eia
g ossa (1–0,5 mm), a eia média (0,5–0,25 mm), a eia
ina (0,25–0,1 mm) e a eia mui o ina (0,1–0,05 mm)
(Soil Su ey Di ision S a , 1993). A pa i dos dados
de dis ibuição g anulomé ica, os solos o am
enquad ados em classes ex u ais de o ma
simpli icada (A enosa, F anca e A gilosa), de aco do
com Soil Su ey Manual (Soil Su ey Di ision S a ,
1993), da seguin e o ma: Tex u a A enosa: a eia e
a eia anca; Tex u a F anca: anco-a enosa, anca,
anco-sil osa, sil e, anco-a gilosa, anco-a gilo-
a enosa e anco-a gilo-sil osa; e Tex u a A gilosa:
a gila a enosa, a gila sil osa e a gila.
Os esul ados da dis ibuição g anulomé ica (sil e,
a gila e ações da a eia isoladas) o am a ados
es a is icamen e pelo p og ama PHI (P og ama de
mic ocompu ado pa a análise es a ís ica da
g anulome ia), desen ol ido po Jong an Lie &
Vidal-To ado (1992), o qual u iliza os pa âme os
es a ís icos de Folk & Wa d (1957). No p og ama
PHI, os dados de en ada co espondem às
po cen agens absolu as de cada ação g anulomé ica
po amos a e seu espec i o diâme o na escala phi
[φ = -log2 D (mm)] desc i a po K umbein (1934). Os
diâme os em mm o am ans o mados pa a escala
phi, es abelecidos da seguin e o ma: φ -1 a 0 = 2 a
1 mm; φ 0 a 1 = 1 a 0,5 mm; φ 1 a 2 = 0,5 a 0,25 mm;
φ 2 a 3,32 = 0,25 a 0,1 mm; φ 3,32 a 4,32 = 0,1 a
0,05 mm; φ 4,32 a 8,97 = 0,05 a 0,002; e φ > 8,97 =
< 0,002 mm.
Fo am elabo adas as cu as de eqüência
acumulada da dis ibuição de pa ículas das ações
o ais do solo e ambém da ação a eia.
Du an e a sepa ação das amos as em camadas,
os ubos des inados à da ação po TL o am seccionados
longi udinalmen e, e i ando-se seções a enosas de
aco do com a p o undidade escolhida pa a es udo. Es a
a i idade oi desen ol ida em sala iluminada com luz
e melha, colocando as amos as em sacos plás icos
p e os en olados em papel-alumínio, iden i icados e
pos e io men e encaminhados pa a p ocedimen o
analí ico no Labo a ó io de Da ação e Vid os da
Faculdade Tecnológica de São Paulo (Fa ec). As
amos as pa a da ação po 14C o am e i adas dos
ubos po meio de p essão com êmbolo, ealizando em
seguida a sepa ação das camadas e acondicionando-
as em sacos plás icos.
Os p ocedimen os analí icos pa a da ação po 14C
o am ealizados no Labo a ó io de 14C do Cen o de
Ene gia Nuclea na Ag icul u a (Cena/USP). As
da ações o am de e minadas a pa i da ação
humina da ma é ia o gânica do solo, u ilizando-se o
mé odo da sín ese do benzeno e de ecção de 14C po
espec ome ia de cin ilação líquida, de aco do com o
mé odo p econizado po Pessenda & Cama go (1991).
Hou e amos as que não p oduzi am quan idade
su icien e de gás CO2 pa a pe mi i a da ação po
cin ilação líquida. Pa a esses casos, o e e ido gás de
cada amos a oi encaminhado pa a o
Iso ace
Labo a o y
, na Uni e sidade de To on o (Canadá),
sendo analisadas po meio da écnica de espec ome ia
de massa acoplada a acele ado de pa ículas (AMS)
(S ui e e al., 1998).
Todas as idades adioca bônicas o am no malizadas
pa a δ13C de -25‰ e exp essas em anos AP (an es do
p esen e), sendo o p esen e o ano de 1950 (S ui e e
al., 1998).
A da ação po e moluminescência oi ealizada de
aco do com o p ocedimen o analí ico ci ado po Ta umi
e al. (2003); a idade absolu a oi ob ida po
e moluminescência dos g ãos de qua zo.
RESULTADOS
A igu a 2(a, b) ap esen a os diag amas de classe
ex u al dos solos dos manguezais localizados no li o al
sul. Os pon os localizados na Ilha do Ca doso
ap esen a am, na camada supe icial (0–20 cm),
signi ica i a p esença de a eia em sua composição
g anulomé ica, con e indo-lhes ex u a a enosa, com
exceção do manguezal do Rio Ipaneminha (IPA), que
possui ex u a anca. Na camada subsupe icial (60–
80 cm) e i icou-se signi ica i o inc emen o na
quan idade de sil e e a gila. Nes a p o undidade, os
solos em SG1 e IPA o am classi icados como ex u a
anca, enquan o aqueles em TRA o am classi icados
EVOLUÇÃO QUATERNÁRIA, DISTRIBUIÇÃO DE PARTÍCULAS NOS SOLOS E AMBIENTES... 759
R. B as. Ci. Solo, 31:753-769, 2007
como de ex u a a gilosa. A manu enção da ex u a
a enosa em p o undidade oco eu apenas em SG2
(Quad o 2).
A igu a 3(a, b) ap esen a as cu as de eqüência
acumulada en e as ações o ais dos solos analisados.
O manguezal SG2 oi u ilizado pa a ep esen a o
ca á e a enoso dos manguezais da Ilha do Ca doso,
uma ez que a igu a 3 e o quad o 2 demons am a
p edominância da ação g ossa nesse ambien e.
Ainda no echo sul do li o al, os manguezais
es abelecidos no Canal de Cananéia e no Ma Pequeno
ap esen a am em supe ície maio es quan idades de
sil e e a gila, em elação aos encon ados na Ilha do
Ca doso. Assim, como mos a a igu a 2a, a ex u a
anca oi ob ida em PM e IGUA, com des aque pa a
os eo es ela i amen e al os de sil e nesses solos
(Quad o 2), a ingindo 51 % em IGUA e 30 % em PM.
O manguezal BAG em mais pa ículas inas e oi
classi icado como de ex u a a gilosa. Na igu a 3a
es ão ep esen ados os manguezais PM e IGUA.
Apesa de es a em localizados no mesmo se o do
li o al, as suas cu as de eqüência acumulada são
bem dis in as da ob ida em SG2, e idenciando nos
p imei os o maio acúmulo de pa ículas inas.
Os dados ob idos pa a a camada subsupe icial
mos am uma dis inção en e os manguezais
localizados no Canal de Cananéia (BAG e PM) e o
encon ado no Ma Pequeno (IGUA). No p imei o
g upo o am encon ados eo es de a eia supe io es a
80 % (Quad o 2), ou seja, ex u a a enosa (Figu a 2b).
Po ou o lado, no manguezal do Ma Pequeno
p a icamen e não hou e a iação na dis ibuição
g anulomé ica en es as camadas, con e indo-lhe,
ambém, ex u a anca em subsupe ície.
Manguezal A gila Sil e A eia o al AMG AG AM AF AMF
____________________________
%
____________________________ ________________________________________
%
(1)
_________________________________________
Ilha do Ca doso (Li o al Sul)
SG10–20 8 6 86 07977 7
SG1 60–80 23 21 56 0 7 10 64 19
SG2 0–20 4 6 90 0 0 1 63 36
SG2 60–80 5 8 87 0 0 1 82 17
TRA0–20 9 6 85 00394 3
TRA 60–80 41 24 35 0 0 2 91 7
IPA0–20 25 16 59 00191 8
IPA 60–80 22 13 65 0 0 0 91 9
Canal de Cananéia e Ma Pequeno (Li o al Sul)
PM 0–20 38 30 32 0 1 1 81 17
PM 60–80 10 6 84 0 0 0 89 11
BAG 0–20 42 45 13 0 0 0 61 39
BAG 60–80 9 5 86 0 0 0 95 5
IGUA 0–20 31 51 18 0 0 0 28 72
IGUA 60–80 33 54 13 0 0 0 30 69
Baixada San is a
CRU 0–20 37 21 42 0 19 36 33 12
CRU 60–80 72 23 5 0 0 0 60 40
COS0–20 57 34 9 XXXX X
IRI0–20 30 31 39 XXXX X
ITA 0–20 32 56 12 0 0 6 37 56
ITA 60–80 31 45 24 0 1 1 41 57
GUA 0–20 4 8 88 0 0 0 85 15
GUA 60–80 12 14 74 0 0 0 83 17
Li o al No e
RE 0–20 3 4 93 0 0 0 88 11
RE 60–80 7 8 85 0 0 0 77 23
RF 0–20 3 3 94 8 8 5 58 21
RF60–80 1 2 97 255510 8 2
Quad o 2. Dis ibuição de pa ículas dos solos dos manguezais es udados ao longo do li o al paulis a
(1) Pe cen agem em elação ao o al de a eia. AMG: a eia mui o g ossa; AG: a eia g ossa; AM: a eia média; AF: a eia ina; AMF:
a eia mui o ina.
760 Valdomi o Se e ino de Souza-Júnio e al.
R. B as. Ci. Solo, 31:753-769, 2007
(a) (b)
(c) (d)
(e) ( )
Figu a 2. Classes ex u ais dos solos de manguezais es udados do li o al paulis a: (a) Li o al Sul (0–20 cm);
(b) Li o al Sul (60–80 cm); (c) Baixada San is a (0–20 cm); (d) Baixada San is a (60–80 cm); (e) Li o al
No e (0–20 cm); e ( ) Li o al No e (60–80 cm).
Na camada supe icial dos manguezais amos ados
na Baixada San is a, como ap esen ados na igu a 2c,
o am encon adas as ês classes ex u ais. Con udo,
os dados ap esen ados no quad o 2 mos am o
p edomínio das ações inas (sil e e a gila) nos
manguezais IRI, ITA, CRU e COS. Os dois p imei os
o am classi icados na classe ex u al anca, e os dois
úl imos, na classe a gilosa. A dis ibuição
g anulomé ica encon ada em GUA di e e
comple amen e das demais, com p edomínio absolu o
da ação a eia (88 %) na supe ície, sendo es e um
ípico manguezal de subs a o a enoso.
EVOLUÇÃO QUATERNÁRIA, DISTRIBUIÇÃO DE PARTÍCULAS NOS SOLOS E AMBIENTES... 761
R. B as. Ci. Solo, 31:753-769, 2007
As amos as de subsupe ície cole adas em ITA e
CRU pe manecem na mesma classe ex u al daquela
ob ida na camada supe io , po ém e idencia-se
signi ica i o inc emen o no eo de a gila em CRU,
a ingindo 72 %. Em GUA oco e pequeno inc emen o
na quan idade de pa ículas inas (Quad o 2), o
su icien e pa a modi ica a classe ex u al pa a anca.
De o ma semelhan e ao que oco e nos manguezais
do Canal de Cananéia e Ma Pequeno, há mui o sil e
nos pon os amos ados na Baixada San is a. Os
esul ados do quad o 2 mos am alo es de 34, 31 e
56 % em COS, IRI e ITA, espec i amen e, pa a a
camada supe icial, e 45 % em ITA na subsupe ície.
O compo amen o dos manguezais localizados na
Baixada San is a, mais p ecisamen e no es uá io de
San os, é semelhan e ao encon ado em IGUA, como
pode se obse ado na igu a 3(a, b). Nela ica e idenci-
ado o maio acúmulo de pa ículas inas nesses locais
es udados, em ambas as p o undidades analisadas.
Nos manguezais do li o al no e, os solos de RE e
RF são a enosos nas duas camadas analisadas
[Figu a 2(e, )]. A cu a de eqüência acumulada é
ep esen ada po RE e compo a-se semelhan emen e
à encon ada em SG2 [Figu a 3(a, b)].
O p edomínio das ações mais inas da a eia em
p a icamen e odos os solos dos manguezais es udados
es á g a icamen e demons ado po meio de cu as
de eqüência acumulada na igu a 3(c, d) e
ep esen ados pelos manguezais SG2, BAG, IGUA,
ITA, RE e RF. O compo amen o desse a ibu o
analisado po meio dessas cu as di e iu apenas na
camada subsupe icial de RF, em que a a eia o al é
p edominan emen e cons i uída das ações a eia
g ossa e mui o g ossa (Figu a 3d).
A análise es a ís ica da dis ibuição das cinco
ações de a eia, ealizada nos esul ados de análises
de solos de se e manguezais, ep esen ando os dis in os
se o es do li o al paulis a, é ap esen ada no quad o 3.
Fo am de e minados os alo es de diâme o médio das
pa ículas em escala φ e o des io-pad ão, es e úl imo
u ilizado pa a classi ica as pa ículas quan o ao g au
de seleção. Os esul ados ob idos mos am que o
diâme o médio (Mz) a iou en e 0,533 e 3,464 φ,
es ando a g ande maio ia dos alo es en e 2,368 e
3,464 φ. Os alo es de des io-pad ão (σ) a ia am
en e 0,404 e 1,237, oco endo, dessa manei a,
p edomínio de a eias bem selecionadas, com algumas
oco ências de g ãos mode adamen e selecionados e
pob emen e selecionados. No Li o al Sul, o g au de
seleção é ele ado e, nos demais, ele a ia (Quad o 3).
Os esul ados ob idos a pa i das da ações
ealizadas nos subs a os dos manguezais dis ibuídos
ao longo da cos a do Es ado de São Paulo encon am-
se no quad o 4. Na Ilha do Ca doso oi da ado o
manguezal do Sí io G ande 1, o qual ap esen ou na
camada supe icial (5–15 cm) a idade de 1.900 anos
AP ± 130, e nas p o undidades de 65–77 e 90–95 cm
o am ob idas, espec i amen e, as idades de
11.000 anos ± 1.300 e de 24.700 anos ± 2.800.
Figu a 3. Cu as de eqüência acumulada das ações o ais e ações da a eia dos solos de manguezais ao
longo do li o al paulis a. (a) ações o ais (0–20 cm); (b) ações o ais (60–80 cm); (c) ações da a eia
(0–20 cm); e (d) ações da a eia (60–80 cm).
ESCALA
(a) (b)
(c) (d)
FREQÜÊNCIA ACUMULADA, %
768 Valdomi o Se e ino de Souza-Júnio e al.
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