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The role of cognitive modelling in general and that of frames in particular in terminology theory and practice

Willy Martin

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Te minologia | 2010 | 17 2 1 O papel da modelagem cogni i a em ge al e dos quad os em pa icula na eo ia e na p á ica da e minologia Willy MaR IN (em inglês) G upo de in es igação em lexicologia e e minologia da V ije Uni e si ei ams e dam 1. INTRODUÇÃO E ENQUISTA Nes e a igo, a modelagem cogni i a se á en endida como a ep esen ação sis emá ica do conhecimen o den o de um de e minado assun o ou campo de conhecimen o. O e mo modelo se á omado aqui como um undo em elação ao qual, ou um sis ema po meio do qual, o conhecimen o pode se o ganizado. A TD (Te minological Da abase) se á, en e ou os, conside ada como a desc ição de um campo de conhecimen o po meio de uma e minologia. Um dicioná io e minológico, em oposição a um banco de dados e minológico, se á conside ado secundá io a es e úl imo, em ou as pala as, os dicioná ios se ão conside ados como de i ações ( on -ends) de bases de dados subjacen es. O a igo em si se á compos o po ês pa es. Em p imei o luga , se ão dis inguidos e ilus ados di e en es ní eis de modelagem cogni i a. Em segundo luga , se á discu ida uma abo dagem baseada no quad o pa a um dos ní eis, a sabe , o dos e mos e concei os. Em e cei o e úl imo luga , a abo dagem de endida se á con on ada com um conjun o de ques ões e minológicas impo an es a im de a si ua e a aliá-la. 2.NIVELS DE MODELANDO COGNITIVO A im de unciona bem (de modo que o conhecimen o possa se [ acilmen e] adqui ido e [adequadamen e] u ilizado), a gumen a ei que um TD p ecisa se o ganizado em, pelo menos, ês ní eis, a sabe : • o do domínio; • o da base de dados; e • o dos e mos e concei os. No que se segue, po an o, a a ei de • modelagem de domínio (modelação a um ní el mais ele ado, o chamado ní el mac os u u al); 2 W. Ma in | O papel da modelagem cogni i a em ge al e o dos quad os... • modelagem de dados (modelação a ní el in e mediá io, o das en idades e elações numa base de dados, o chamado ní el medios u u al); • modelagem de e mos e concei os (modelação no ní el mais baixo, o dos e mos e concei os, o chamado ní el mic os u u al). A im de escla ece o que se p e ende, ilus a ei os espec i os ní eis um a um nas secções seguin es. 2.1 Modelagem de domínio Se uma base de dados e minológica des ina-se a lida com o conhecimen o e com a sua ges ão, en ão em de o nece um modelo que ep esen e a o ma como o "sub-mundo", o domínio, é o ganizado ou es u u ado. Assim, po exemplo, na medicina, um concei o básico, a sabe , o da doença (nosologia na igu a 1 abaixo) es u u a odo o campo. É o p incípio cen al de o ganização den o des e "mundo". Se se ala aqui de pa es do co po, é po causa do a o de que elas são ou podem se a e adas; se se ala de o ganismos, o mesmo se aplica; Os p ocedimen os e apêu icos só êm sen ido quando se e e em a doenças, assim como os sin omas (cons a os), as causas (e iologia) e c. Tudo no mundo medicinal es á ligado di e a ou indi e amen e (a a és de ou os concei os) ao concei o cen al de doença. A quan idade e g anula idade da in o mação dada sob e ou os concei os é de inida po essa elação di e a ou indi e a. A modelagem de domínios é, po an o, uma condi io sine qua non sem a qual é impossí el cons ui uma base de dados e minológica. Na igu a 1 é ap esen ada uma ep esen ação esquemá ica simpli icada de al modelagem de domínio pa a a medicina [pa a mais po meno es, e Ma in e.a. 199]. Como se pode obse a , odas as p incipais ca ego ias es ão cen icamen e elacionadas com a doença (nosologia): ana omia (MEMF) e o ganismos pela elação "a e o", e iologia pela elação "causado po ", achados pela elação "sin omas", p ocedimen os e apêu icos pela elação " a amen o", e c. No malmen e, en ão, o domínio medicinal é um domínio bem delineado e cen alizado: um domínio com uma ca ego ia cen al ou cen al à qual odas as ou as ca ego ias es ão elacionadas. É ób io que a omada dos mesmos obje os e a sua colocação num domínio di e en e ("d ogas" na medicina e sus a mesma ca ego ia na a mácia) al e a a es u u a do campo e a quan idade e o ca á e do conhecimen o que de e se exp esso. Es a é, en e ou as coisas, uma das azões pelas quais a modelagem de domínio é c ucial quando se começa com a cons ução de um TD e se lida com a ep esen ação do conhecimen o. Te minologia | 2010 | 17 2 3 Figu a 1: Exemplo de um domínio cen alizado "delimi ado" (medicina) No en an o, nem odos os domínios ap esen am o mesmo ipo de es u u a. Assim, po exemplo, na igu a 2 é dado um exemplo do domínio dos sis emas educacionais, que em uma es u u a inco po ada ou semelhan e a uma cebola. Aí pode-se a gumen a que odas as únicas jun as o mam o odo (a cebola) e que (po isso) simplesmen e não se pode es ingi , po exemplo, à única mais in e na, mas e á que seleciona en e odas as únicas (cí culos) se quise lida com o domínio dos sis emas educacionais como um odo. Como mos am os exemplos an e io es, os campos ou domínios emá icos nem semp e são o denados hie a quicamen e (de aco do com as elações is-a ou pa -o ) como se pode ia espe a à p imei a is a, de ido aos modelos biológicos com sua es i a o dem axonômica. Além disso, às ezes os domínios são bas an e di usos. Enquan o, po exemplo, o domínio a ado da medicina é bas an e bem delineado, o dos negócios é mui o menos, como ilus a a igu a 3. Embo a se possa obse a que o negócio de domínio implica a in e ação en e uma emp esa e seus pa cei os ex e nos e suas pa es in e nas (P = seção de p odução, F = seção inancei a, S = seção de enda, A = seção adminis a i a) e embo a em ambas as in e ações a enda 2 W. Ma in | O papel da modelagem cogni i a em ge al e o dos quad os... Figu a 2: Exemplo de um domínio o ganizado semelhan e a uma cebola (sis emas educacionais) Figu a 3: Exemplo de um domínio cen alizado di uso (negócios) (negócios) e pa cei os (indus iais) êm em p imei o luga , mas o domínio como al pe manece di uso, embo a seja o ganizado cen almen e. Seja qual o o domínio, e uma boa isão da supe ou mac os u u a do campo é uma condição necessá ia an o pa a delinea melho o p óp io campo- ema como pa a o ganiza ou ep esen a o conhecimen o den o desse campo po meio de um TD. Te minologia | 2010 | 17 2 5 2.2 Modelação de dados sob modelagem de dados Eu en endo aqui a modelagem de dados como em uma base de dados, implicando • a de inição das en idades do modelo e as suas elações (po exemplo, e mos, concei os, colocações e as elações ou ligações que exis em en e eles) e • a de inição das ca ego ias de dados pa a as di e en es en idades ( an o os a ibu os como os [domínios dos seus] alo es). De a o, em um modelo de dados, não só é p eciso deixa cla o o que se que ep esen a do pon o de is a do con eúdo ( e 2.1 acima: o quad o ge al ou a mac os u u a do mundo ou domínio a se ep esen ado), mas ambém como se ai azê-lo: po meio de quais obje os, en idades e elações o mais. Em um p oje o chamado DOT (ac ônimo de Du ch Da abank o e heids e minologie: Da abase Go e nmen Te minology; e Maks e.a. 2000 e Maks e.a. 2001), o sis ema p ecisa a de en idades: concei os, e mos, colocações e links pa a ep esen a e mos, o uso de e mos como em colocações, a elação en e e mos como (quase) sinonimia, (quase) equi alência e a ins. A igu a 4 pode da uma ideia do que se que dize . Como se obse a á, di e en es emp esas g á icas são usadas pa a dis ingui en e: • concei os (c), • e mos (T) e • colocações (cOLL). Além disso, é ei a uma dis inção cla a ( e linha ho izon al queb ada) en e e mos e concei os, implicando que as en idades concei uais co espondem a unidades semân icas exp essas po um ou mais e mos em uma ou mais línguas. As en idades de e mos ep esen am um e mo jun amen e com a sua desc ição linguís ica comple a, incluindo a sua u ilização. As en idades de colocação azem o mesmo pa a as colocações. Exis em ambém á ios ipos de links: ambos explíci os (as linhas comple as no esquema) e links implíci os (as linhas queb adas). Um exemplo de uma ligação explíci a (que o e minólogo em de p eenche explici amen e) é a en e um concei o e um e mo, ou a en e um concei o e um concei o (com alo es como NEARSyN, hyPER, hyPO, REL(ATED)). As ligações implíci as são ligações que o sis ema pode de i a au oma icamen e: de ido ao ac o de os e mos es a em ligados a concei os e de os alo es p agmá icos se em especi icados po 2 W. Ma in | O papel da modelagem cogni i a em ge al e o dos quad os... Figu a 4: En idades, ligações e elações em DOT (baseado em Maks e.a. 2000, e ambém Maks e.a. 2001 pa a mais in o mações). A an agem de man e sepa ados o ní el concei ual e o ní el linguís ico ( e minológico) é, en e ou os, que a desc ição de um e mo numa língua não in luencia a desc ição do seu chamado equi alen e de adução nou a língua. Em ou as pala as, pode-se ago a abalha com en adas unilingues, o que signi ica que os e mos de uma língua podem se desc i os de o ma independen e dos de ou a e, no en an o, podem se ligados uns aos ou os a a és do ní el concei ual. Na igu a 5, a di e ença en e as en adas unilingues e mul ilingues numa base de dados mul ilingue é ep esen ada esquemá icamen e. Te minologija | 2010 | 17 2 7 As en adas unilingues (en adas den o de uma língua) podem se ligadas a ou as en adas unilingues (en adas de uma ou mais línguas) sem que uma língua p ejudice a desc ição da ou a. Nas en adas mul ilíngues, uma en ada con ém odas as in o mações pa a odas as línguas. O p oblema, en ão, é que as di e enças a ní el concei ual são des ocadas se os e mos de línguas di e en es são a ados como equi alen es de adução sem se em o almen e equi alen es. O que p ecede não só deixa cla o que não se pode cons ui um modelo de dados sem e qualque noção sob e o ( e mos que oco em no) domínio com o qual se es á a lida , mas ambém que não se de e abs ai das a e as que se que ealiza com o banco de dados (como no caso do DOT: compa a sis emas ju ídicos e aduzi ex os "go e namen ais"). A modelagem de dados não comp eende apenas a de inição de en idades, mas ambém a das ca ego ias de dados/in o mações que "deco am" essas en idades. Na p óxima secção, ou a a de uma des as en idades, ou seja, de concei os. 2.3 Modelagem concei ual Na secção an e io , já indiquei algumas das an agens de uma abo dagem concei ual. Um dos p oblemas encon ados aqui é como ep esen a os concei os ( omados como blocos de cons ução men ais pa a o ganiza o conhecimen o). Se acei a mos que o signi icado (concei ual) de um e mo é, em eg a ge al, ep esen ado pela sua de inição, pode emos ep esen a o signi icado, a de inição ou o concei o exp essos pelo e mo u ilizando uma ede semân ica. 2 W. Ma in | O papel da modelagem cogni i a em ge al e o dos quad os... como modelo ( e , po exemplo, F aas 1998: 433 ss.). Em 1998, Ma in ep esen ou edes semân icas na o ma de quad os e, en e ou os, usou-as como modelos de de inição. Na p óxima pa e, ou elabo a mais sob e o papel dos quad os e sob e a de uma abo dagem baseada em quad os pa a a e minologia. 3. uma abo dagem baseada em quad os pa a a modelagem concei ual os quad os são omados aqui no sen ido de IA da pala a, seguindo a adição de Minskyan ( e , po exemplo, Minsky 1975). Nes e sen ido, são es u u as que ep esen am o conhecimen o de undo, implíci o e es e eo ipado, que é necessá io pa a comp eende concei os e signi icados. Os quad os de IA à la Minsky êm um o ma o de p eenchimen o de slo . A pa i des e pon o de is a, um quad o é um conjun o de ca ego ias ou elações concei uais ge ais (slo s) seguidas de especi icações (enchimen os). A im de escla ece o que se p e ende, ou e e i -me a um exemplo conc e o. Os quad os semân icos es ão ligados a ipos, o que signi ica que es ão ligados a ce os ipos de concei os. Os ipos de concei o de em e sido es abelecidos na ase de modelagem do domínio ( e secção 2.1 acima). Po exemplo, no domínio da e minologia go e namen al, oco e á um ipo como subsídio. A ep esen ação em o ma de quad o pa a o subsídio é a seguin e ( e ambém Ma in e heid 2001: 58): Quad o 1: Quad o pa a a anquia de ipo subsídio Pa á ase do obje i o do Slo : qual é a on e do subsídio, quem o paga, o bene iciá io que ecebe o subsídio, a azão pela qual o subsídio é pago, o mon an e do subsídio, o empo em que o subsídio é pago, a pe iodicidade, quan as ezes o subsídio é pago, a o ma em que o subsídio é dado, a condição sob a qual o subsídio é dado. Te minologia | 2010 | 17 2 9 O quad o subjacen e pa a es e ipo consis i á nos seguin es slo s ou elemen os: • bene iciá io que ecebe o subsídio? • on e que dá o a. ? • obje i o pa a que é dado o a? • azão ou undamen o em que se baseia a decisão? • amanho qual é o amanho do a. ? • pe iodicidade quan as ezes é dado o a? • Quando é dado o a? • o ma em que (p. ex., dinhei o ou ou os alo es) é o Um dado? • Condição em que condições é concedido o a? Uma pensão é uma quan ia de dinhei o, ixada po lei ou aco do de segu o, paga a alguém (um pensioná el ou sua iú a ou ó ãos) po ou a pessoa (um [an e io ] emp egado , uma o ganização execu i a), pe iodicamen e (po exemplo, odos os meses) pa a cob i o cus o de ida, depois de se aposen a po e a ingido a idade ixa de aposen ado ia ou po causa de in alidez, se uma con ibuição oi paga du an e o manda o. Na u almen e, an o a o ma conc e a como o con eúdo da p óp ia de inição dependem o emen e do u ilizado pa a quem são des inadas. No en an o, se se assumi como ce o que o signi icado concei ual de um e mo é, como eg a ge al, ep esen ado pela sua de inição, en ão modelos cogni i os como os quad os podem ce amen e se de g ande ajuda na sis ema ização de de inições. Na seção seguin e, en a ei escla ece que a modelagem cogni i a em ge al e uma abo dagem baseada em quad os em pa icula ão além disso e êm um impac o não apenas no domínio das de inições e concei os, mas ambém na eo ia e na p á ica e minológica em ge al. 4.DISCUSSÃO: Impac o da modelagem cogni i a Sob e a eo ia e a p á ica da e minologia A alegação básica ap esen ada nes e a igo oi a seguin e: Se a e minologia em a e com o • aquisição, • ep esen ação e • aplicação