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Terminology and language policy (towards establishing rudiments of linguopolitology)

Sergiusz Griniewicz

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6S. (em inglês) G iniewicz | Te minologia e polí ica linguís ica (pa a es abelece ... Te minologia e polí ica linguís ica (pa a es abelece os udimen os da linguopoli ologia) Se gius G inewicz Uma das di eções mais in e essan es e a uais do planejamen o linguís ico mode no, que em conjun o o mam a base de uma no a pesquisa lingüís ica eme gen e, diz espei o aos p oblemas da polí ica linguís ica e da ciência. Há nenhuma delas abo da os aspec os e minológicos da polí ica linguís ica, além já uma quan idade conside á el de publicações sob e o assun o, mas quase de menciona que na á ea da e minologia espec i a exis em mui as ambiguidades, complicadas pelo a o de que o campo, a é ce o pon o, em uma es u u a e minológica di e en e em di e en es línguas (Cillia e Busch, 2005). Nes e a igo, amos abo da as seguin es a e as: 1) es abelece o sis ema e o esquema concei ual básicos des e campo de conhecimen o e suge i o espec i o sis ema e minológico; 2) in oduzi e discu i b e emen e os seus elemen os; 3) e conside a os aspec os e minológicos da polí ica linguís ica. P e endemos indica , pelo menos, á ios aspec os e minológicos indispensá eis pa a a omada de decisões polí icas ela i as à linguagem e demons a que, embo a as ac i idades sis emá icas e minológicas conscien es sejam c uciais pa a a p omoção bem sucedida do desen ol imen o da linguagem, ac ualmen e não há p o as de uma abo dagem sis emá ica no planeamen o linguís ico. A explo ação dos aspec os polí icos da língua e da polí ica linguís ica em uma his ó ia conside á el. Como sus en am de cillia e Busch (cillia e Busch 2005), o início da e lexão cien í ica sob e as polí icas e a polí ica linguís ica (LPP) como um campo independen e oi ealizado pa icula men e na década de 1960 (Ricen o 2000: 10, Lab ie 1996: 828), em publicações como haugen (1966), Kloss (1966) ou Fishman (1968), e nes es o oco oi inicialmen e no aspec o do planejamen o linguís ico. Ricen o (2000) dis ingue um o al de ês es ágios na e olução da polí ica e do planeamen o linguís icos como uma á ea de in es igação: o que é ca ac e ís ico do abalho inicial é o in e esse Te minologia | 2010 | 17 7 na descolonização e o mação do es ado, a p edominância do es u u alismo nas ciências sociais e do p agma ismo como uma o ien ação es a égica. A segunda ase concen ou-se - sob a in luência da sociolingüís ica c í ica - nos e ei os sociais, econômicos e polí icos do con a o linguís ico. Nos anos 90, os di ei os humanos linguís icos o na am-se um objec i o es a égico; eo ias pós-mode nas e c í icas ideologias da linguagem em p imei o plano. Sob e a si uação con empo ânea, ele comen a: "ainda é p eciso e se o pa adigma da ecologia das línguas eme ge como o quad o concei ual mais impo an e pa a a pesquisa de PPP" (Ricen o 2000: 22). No en an o, na Eu opa O ien al, em pa icula na an iga URSS, já a pa i dos anos in e, em conexão com a elabo ação em g ande escala de línguas nacionais, hou e uma sé ie de publicações sob e o ema da polí ica linguís ica. As a i idades de planejamen o linguís ico basea am-se na c ença de que, na economia plani icada, a língua da sociedade socialis a pode ia se con olada com sucesso. Mais a de, esses es udos eó icos o na am-se pa e da sociolingüís ica, embo a hoje em dia es e campo de es udo enha ul apassado a es u u a da sociolingüís ica. De e-se menciona que, no momen o a ual, não há consenso nem seque sob e o nome da no a ciência. De aco do com Spolsky e Lambe , assim como com mui os no os campos, con inua a ha e desen endimen o sob e o nome des e, chamado de polí ica linguís ica (Nesiah 1954; Sibayan 1974), a amen o linguís ico (Neus ad 1970), cul i o linguís ico (Escola de P aga 1973), engenha ia linguís ica (Sibayan 1974), planejamen o linguís ico (Haugen 1959) e ge enciamen o linguís ico (Je nudd 2001). Do pon o de is a da e minologia cien í ica, es a é uma si uação no mal […] na ase inicial, ge almen e exis em á ios nomes de uma no a ciência, e le indo di e en es abo dagens e possí eis aspec os a se em le ados em conside ação. No en an o, já é possí el es abelece a es u u a ge al de uma no a ciência, suas p incipais di isões e di eção de pesquisa com base nas de inições p opos as e no ma e ial em in es igação. No que diz espei o à nomeação dos undamen os eó icos da polí ica linguís ica, gos a íamos de suge i o e mo linguopoli ologia, endo em con a a exis ência da poli ologia como ciência es abelecida e na analogia com a ciência linguocul u ologia já exis en e. Há mui o em comum nas abo dagens pa a comp eende a polí ica linguís ica na Eu opa Ociden al e na Eu opa O ien al. Se a polí ica linguís ica é de inida como o conjun o comumen e aco dado de escolhas de i ens linguís icos ou a iedades linguís icas e as c enças ou ideologias associadas a essas escolhas 8S. (em inglês) G iniewicz - Te minologia e polí ica linguís ica (pa a es abelece ... em uma comunidade de ala (um e mo inde inido, a iando em amanho de uma amília a a és de um es ado-nação a um ag upamen o mul inacional) ealizado em p á icas linguís icas ou em decisões polí icas o mais, como leis, cons i uições ou egulamen os (Spolsky e Lambe 2005) ou a concepção e planejamen o da a i idade polí ica em elação à língua (Cillia e Busch 2005), ou som o al de p incípios ideológicos e a i idades p á icas na esolução de p oblemas linguís icos em comunidade ou es ado como pa e da polí ica nacional (Deche ie 1990). A polí ica linguís ica pode se ex e na quando se a a de elações linguís icas o a do país ou in e na, quando se a a de elações linguís icas den o do país. A i ma-se que a ideologia da linguagem su giu como um campo sepa ado de es udo linguís ico-an opológico nas úl imas décadas do século XX, combinando a e nog a ia linguís ica com insigh s do es udo sociocênico da ideologia (Blommae , 2006). Embo a es e campo, de aco do com Woola d, ainda es eja em cons ução, sua in luência na an opologia linguís ica, linguís ica, análise do discu so e sociolingüís ica é conside á el (Woola d, 1998). Na nossa opinião, quando alamos de ideologia linguís ica, ge almen e e e imos-nos a uma es a égia linguís ica baseada na si uação linguís ica exis en e e na a aliação do es ado da língua (s) em pa icula […] es ima i a linguís ica. Na si uação linguís ica, podem dis ingui -se os seguin es aspec os: - núme o de idiomas exis en es (en endendo idioma como a linguagem p óp ia ou ípica de um po o ou luga ; um diale o ou língua local […] The Ox o d companion o he English language 1992); - ca á e dos componen es da si uação linguís ica (linguas, diale os ou subdiale os); - elações gené icas de idioma ( elacionadas, não elacionadas); - unções de exp essões idiomá icas pa icula es; - ca á e de idioma dominan e […] na i o ou impo ado (c . Vinho-cidade 1990). Exis em á ios ipos de si uações linguís icas. Pode se monolingue, bilíngue ou mul ilíngue; exoglossal, sendo a soma o al de di e en es línguas ou endoglossal […] a soma o al de diale os e i o iais e sociais da mesma língua; equilib ado, se os seus componen es (linguas, diale os) são uncionalmen e equipollen es, ou desequilib ado, quando os seus componen es são Te minologija | 2010 | 17 9 dis ibuído po á ias es e as de comunicação e g upos sociais (Швейцер 1990). Na es ima i a da língua (diale o, sublíngua) (a aliação da língua, análise da língua) são omadas em conside ação as seguin es ca ac e ís icas quan i a i as: pode demog á ico da idiomá ica (o núme o de alan es na i os em p opo ção ao núme o o al de habi an es do e i ó io); possibilidades comunica i as idiomá icas (o núme o de unções de de e minadas exp essões idiomá icas em elação ao núme o o al de ais unções); es a u o polí ico da linguagem; p es igio idiomá ico; ní el de desen ol imen o idiomá ico; axa de mudança de idioma (desen ol imen o); endências linguís icas (c . Vinog ado 1990). Os ac o es acima mencionados de em se omados em conside ação na es a égia linguís ica […] in enções conscien es ou implíci as ela i as a uma língua (ou línguas) […] que omam o ma nas espec i as abo dagens e são ealizadas na polí ica. Tal es a égia pode se e ospec i a […] di igida à p ese ação do es ado exis en e de uma língua (man e a cul u a linguís ica, limi a os ansbo damen os de emp és imos, e c.) ou pe spec i a […] des inada ao desen ol imen o da língua, e ambém assumi a o ma de nacionalismo linguís ico quando as línguas mino i á ias são ameaçadas e ma ginalizadas pelo domínio das línguas nacionais es abelecidas ou pelo plu alismo linguís ico (si uação linguís ica na Suíça ou na Bélgica, onde as línguas nacionais êm di ei os iguais). A polí ica linguís ica pode se de inida como uma a i idade polí ica eal em elação à língua e pode se dis inguida da polí ica linguís ica, ou seja, a concepção e o planejamen o de al a i idade (Ammon, 2006) ou como a i idades p á icas em conexão com a língua na comunidade ou no Es ado como pa e da polí ica nacional (Deshe ie , 1990). Os obje i os do LPT podem a ia mui o, dependendo dos in e esses e mo i os - po exemplo, "pu i ica " a p óp ia língua nacional de emp és imos es angei os pa a moldá-la em um símbolo mais adequado de iden idade nacional, ou di undi a língua den o do es ado ou além, a im de exe ce o pode de o ma mais e icien e. O LP em de e em con a os di ei os linguís icos exis en es e pode esul a em no os di ei os linguís icos (Pauls on, 1997). De aco do com Ammon, o LPT in e no egula a linguagem den o da polí ica, enquan o o LPT ex e no isa além dela. Pa a o Es ado, o p imei o é pa e 1 0 S. G iniewicz | Te minologia e polí ica linguís ica (pa a o es abelecimen o... da polí ica in e na, a úl ima da polí ica ex e na. O LPT in e no pode se di igido à es u u a da linguagem (polí ica do co pus da linguagem, LcP ) ou ao s a us e unção da linguagem (polí ica do s a us da linguagem, LSP ). Os obje i os ípicos do LcP são a g a ização (in odução ou egulação de esc i a e o og a ia); no malização, incluindo codi icação (seleção e codi icação de no mas de o og a ia, p onúncia, ocabulá io, g amá ica e es ilo ou ex os); "Pu i icação" (eliminação de emp és imos es angei os); e mode nização (desen ol imen o de e minologia mode na). Os obje i os ípicos do LSP são a disseminação da no ma de uma a iedade pad ão e, no caso de comunidades mul ilíngues, a alocação de línguas a ce as egiões (McRae 1975) ou domínios e unções - po exemplo, o icial (Lai in 1992), educacional (médio ou assun o de ensino em á ios ní eis educacionais; Lo Bianco 1987), eligiosa (Landau e Kellne -heinkele 2001), os meios de comunicação ou os mili a es (Age 1996, Schi man 1996). As polí icas de p omoção da língua, manu enção da língua ou enascimen o da língua podem inclui LcP , como cons ui ou econs ui o ocabulá io, bem como LSP , como enco aja o uso na amília ou a ins i ucionalização na escola ( Riagáin 1997). A julga pelo acúmulo de nomes pa a es e concei o nos úl imos 40 anos - como a amen o da linguagem (Neus upny 1970), cul i o da linguagem (Escola de P aga 1973), engenha ia da linguagem (Sibayan 1974), planeamen o da linguagem (haugen 1959) e ges ão da linguagem (Je nudd 2001) - é um concei o mui o impo an e que implica um amplo espec o de a i idades. Como em mui os casos semelhan es, esses sinônimos pode iam se usados, de aco do com seus signi icados habi uais, como nomes pa a aspec os pa icula es da polí ica linguís ica. Na nossa opinião, de em se dis inguidos, em p imei o luga , dois aspec os ge ais da polí ica linguís ica: o a amen o da língua (ou abo dagem da língua) e a ges ão da língua. Exis em dois ipos de abo dagens linguís icas: o cul i o da língua ou o impedimen o do desen ol imen o da língua. No caso do cul i o da língua (cul i o […] melho ia ou desen ol imen o po a enção cuidadosa, einamen o ou es udo […] Dicioná io Longman de língua e cul u a inglesas) a c iação de condições bené icas pa a o desen ol imen o da língua pode assumi á ias o mas […] simplesmen e p omo e a língua melho ando seu es ado, ele ando seu p es ígio (na e minologia de M. Inoue […] alo ização de uma língua em pa icula […] Inoue 2006), a ançando seu ocabulá io, simpli icando sua o og a ia e g amá ica, in oduzindo bene ícios pa a seu uso (p e e ências em comunicação, disponibilidade de li e a u a, e c.). Te minologija | 2010 | 17 1 1 Lançamen o de campanhas de p omoção, medidas es a ais, como a pad onização de um idioma escolhido. A pad onização da linguagem dá p i ilégio, au o idade e legi imidade a uma a iedade de linguagem pa icula e, assim, c ia uma hie a quia na qual as a iedades "não pad ão", sejam elas ca ac e izadas como so aques, diale os ou ou as línguas, são ma ginalizadas. Tal hie a quia linguís ica é mui as ezes hegemônica no sen ido de que é simplesmen e omada po ce o pelos alan es. Mesmo em uma sociedade onde um ideal mul icul u al, mul ié nico e mul ilíngue é o icialmen e celeb ado e de endido, a pad onização da linguagem é aci amen e assumida e na u alizada de al o ma que é associada à supe io idade mo al, à mobilidade de classe e à "cul u a" (Inoue 2006). Em alguns casos, o cul i o da língua pode assumi a o ma de e i alização da língua ( e i alização, ecupe ação). Pode ambém assumi a o ma g ossei a de imposição de línguas, o que con adiz a noção uni e salmen e acei a de di ei os linguís icos, mas, no en an o, ainda é p a icado em alguns países eu opeus. O bloqueio (impedi , di icul a , expulsa , expulsa , o ça , op imi ) da língua ambém pode assumi á ias o mas, desde o a aso da língua po meios o iciais e não o iciais, o bloqueio di e o da língua (obs ui o seu desen ol imen o, niilismo da língua) e o ex e mínio da língua (expulsão, deslocamen o, demissão, deslocamen o, genocídio da língua). No caso da ges ão da língua (ge enciamen o - a a e ou p á ica de con ola os assun os - Dicioná io Longman de língua e cul u a inglesas), isso pode se is o como ações omadas po au o idades o mais, como go e nos ou ou as agências ou pessoas que ac edi am e au o idade, como pais, p o esso es ou academias, pa a modi ica as escolhas de linguagem ei as po aqueles que a i mam e sob seu con ole (Spolsky 2004). A ges ão linguís ica em ês componen es: o desen ol imen o de planos e polí icas linguís icas explíci as, que suge imos chama de planeamen o linguís ico p op iamen e di o (planeamen o […] a o mação de planos que p oje am algo; […] Longman dic iona y o english language and cul u e), a sua implemen ação (po eg as ou leis ou alocação de ecu sos), que suge imos chama de egulação linguís ica, e a a aliação dos esul ados e e ei os (c . Rubin e Je nudd 1979: 2 […]3). Quando alamos de á ias acções que cons i uem a ges ão da língua, de emos, em p imei o luga , conside a as ac i idades e minológicas po á ias azões. Em p imei o luga , o desen ol imen o da linguagem consis e p incipalmen e no c escimen o do ocabulá io, sendo o ní el léxico do sis ema linguís ico mais p openso a mudanças do que ou os ní eis. Como já sublinhamos em á ios dos 1 S. G iniewicz | Te minologia e polí ica linguís ica (pa a es abelece ... publicações) (G iniewicz 2006, G ine -G ine ich 2008), o c escimen o dos ocabulá ios cien í icos e écnicos é mui o mais ápido do que o do ocabulá io de ala co idiana, de modo que a ualmen e o núme o de e mos em algumas ciências (po exemplo, química ou biologia) excede o núme o de pala as comuns. As in o mações mais ecen es nos ob igam a a ualiza alguns de nossos dados an e io es ap esen ados em (G iniewicz 2006) […] de aco do com a Wikipedia, a e minologia biológica mode na pode ago a a ingi a é 100 milhões de nomes pa a a iedades de se es i os, e p o a elmen e hoje em dia unidades lexicais especiais comp eendem não 90%, mas mais de 99% de no as pala as em línguas mode nas. Es a endência con inua ia, po que o ocabulá io especial não só já comp eende a maio pa e de qualque língua nacional a ançada, mas ambém é o es a o mais dinâmico da linguagem. Em segundo luga , ul imamen e su gi am azões polí icas conc e as pa a p es a mais a enção à egulamen ação do ocabulá io especial. A ualmen e, a ciência da e minologia se p eocupa com a globalização da indús ia, da economia, da cul u a e a é mesmo da ida co idiana, que esul a na o mação de no as condições de exis ência e in e ação das línguas nacionais. Uma delas é a diminuição do núme o de línguas a i amen e u ilizadas. De aco do com os cálculos da uNO, du an e o século a ual, ap oximadamen e 2.500 das 3.000 línguas a ualmen e em uncionamen o desapa ece ão do uso a i o. Di e o do Ins i u o de Pesquisa de Línguas Vi as pa a Línguas Em Pe igo no Swa hmo e College (Pennsyl ania) D . K. Da id Ha ison p e ê que 90% das línguas do mundo se ão ex in as a é 2050. Ou os cálculos mencionam 6.800 línguas, ou en e 6.000 e 7.000 línguas, das quais 90% de em desapa ece , sendo o esul ado ap oximadamen e o mesmo (G enoble 2006, Go e 2006). Essas decla ações soam ágicas, mas a on e de ais decla ações pode se uma igno ância e minológica ou desleixu a quando não apenas os diale os, mas às ezes os subdiale os (diale os de uma aldeia, go ou i […] as meno es a iedades e i o iais de linguagem, meios de comunicação co idiana dos habi an es de uma, a amen e algumas aldeias […] Kasa kin 1990, Pšenično a 1997) ambém são inco e amen e incluídos nas lis as de línguas ( odas as on es sus en am que é di ícil da um núme o exa o do núme o de línguas que exis em no mundo, po que a di e ença en e uma língua e um diale o nem semp e é cla a). Po exemplo, no Dagues ão, algumas das línguas, como chamalinskij, bag alinskij, bo lihskij, godobe ihskij, bezh inskij, h a shinskij, gunzibskij, ginuhskij, a chinskij, buduhskij, hinalugskij, […] são usadas po menos de Te minologia | 2010 | 17 1 3 5 mil pessoas cada e não êm o ma esc i a. Es ão pe o de pe de o s a us de línguas independen es. Isso não signi ica que eles desapa ece iam - em ez disso, eles se iam co e amen e ap eendidos como diale os das línguas mais p óximas e mais amplamen e usadas. De aco do com as úl imas publicações, alguns deles já são conside ados diale os. Assim, na e dade, emos de nos ocupa de co igi o e o de chama e oneamen e de línguas o que na ealidade são diale os. Em condições mode nas de globalização do espaço mundial e de o mação de no os es ados em algumas á eas da Ásia e da Á ica, podemos e endências cen ípe as ca ac e ís icas do pe íodo de o mação de no os es ados na Eu opa nos empos mode nos, quando os diale os locais se a as am e o diale o cen al se e de base pa a uma língua es a al nacional. O p incípio "uma língua, uma nação" não é mais álido quando mui as nações compa ilham a mesma língua. Pode ha e á ias causas pa a o desapa ecimen o das línguas mino i á ias - a mais na u al é es abelece com mais p ecisão o es a u o de algumas línguas meno es que na ealidade são diale os; ambém podem ha e azões polí icas, po exemplo, a p oclamação da língua molda a como um diale o da língua omena. Segue-se que as línguas sob e i en es ala ga ão o seu domínio uncional e e i ó io o a dos países de o igem (pode-se menciona como um ac o cu ioso que, ac ualmen e, an o os b i ânicos como os ussos cons i uem mino ias nacionais en e os alan es na i os das espec i as línguas). Com o início da aplicação in e nacional de algumas das línguas exis en es, encon amos o p oblema do seu uso e icaz. E aqui su ge a ques ão da polí ica linguís ica nacional. A im de elabo a ecomendações pa a al polí ica, é necessá io, em p imei o luga , analisa a si uação linguís ica ac ual. A ualmen e podemos e que algumas das decisões polí icas ela i as à língua êm apenas azões polí icas momen âneas, com comple a igno ância das endências na u ais do desen ol imen o da língua. Po conseguin e, o na-se necessá ia a elabo ação de ecomendações sólidas e impa ciais baseadas na análise dos p ocessos na u ais de e olução e, em pa icula , da in e acção in e nacional das línguas. Es as ecomendações de em e e i -se p incipalmen e à e minologia po á ias azões. Em p imei o luga , em con as e com o ocabulá io co idiano comum, que é ela i amen e es á el e não é susce í el a mudanças, o ocabulá io especial pode se egulado. A e minologia é semp e o esul ado de um aco do sob e a u ilização de 1 S. G iniewicz | Te minologia e polí ica linguís ica (pa a es abelece ... ce os nomes de concei os de especialis a do espec i o campo de conhecimen o. Po an o, o ocabulá io especial é p o a elmen e a única pa e da linguagem que pode se conscien emen e manipulada e con olada. Em mui as línguas é possí el elabo a conjun os de eg as pa a cunha no as unidades léxicas especiais e egula as exis en es. Há azões pa a c e que a camada mais nume osa de ocabulá io especial, cons i uída pelos chamados nomes, possa se egulada e desen ol ida com sucesso de aco do com conjun os de eg as p é-es abelecidos. Em segundo luga , de e-se menciona que alguns p oblemas linguís icos, especialmen e de na u eza semân ica, pode iam se is os mui o mais cla amen e no domínio da e minologia, que es á ligado à na u eza p ecisa dos e mos. Em e cei o luga , o con ole de ocabulá io especial pode aumen a mui o o p og esso da ciência e da ecnologia. O sucesso da pesquisa con empo ânea das leis do pensamen o (especialmen e c ia i o) e da simulação de p ocessos de pensamen o, in es igando o desen ol imen o da ci ilização humana e es imulando o p og esso cien í ico e ecnológico depende em g ande pa e da esolução de uma sé ie de p oblemas e minológicos. Po úl imo, os úl imos dados an opolingüís icos dão mo i os pa a c e que podem exis i ce as co espondências en e o amanho do ocabulá io nacional e o ní el da men alidade nacional. Po conseguin e, os aspec os e minológicos de em se necessa iamen e omados em conside ação (se não se em decisi os) nas decisões de es a égia linguís ica. A polí ica linguís ica conscien e e, em p imei o luga , a ges ão linguís ica de em p eocupa -se p incipalmen e com o a anço do ocabulá io especial. O planeamen o linguís ico, especialmen e o planeamen o a longo p azo, de e basea -se na análise ge al sis êmica do es ado da e minologia exis en e e no exame a en o das endências e endências exis en es (um exemplo de e elação das endências do desen ol imen o das e minologias é ap esen ado em G ine 1993), na p e isão do desen ol imen o linguís ico e no es abelecimen o de di eções e modos de egulação do ocabulá io especial. O abalho e minológico p á ico, como pa e c ucial da polí ica linguís ica, de e p essupo uma abo dagem sis émica baseada num conhecimen o sólido das p incipais ca ac e ís icas das e minologias. A expe iência do abalho e minológico na an iga URSS mos ou que es e e a um objec i o bas an e di ícil. Como oi mencionado em (G ine 1994) o ca á e peculia das a i idades e minológicas so ié icas e da espec i a eo ia oi o emen e in luenciado pela c ença inicial de que o desen ol imen o ge al da linguagem pode ia se o denado e