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The Metaphor Cycle in a Term-Formation Process

Larisa Alekseeva; Svetlana Mishlanova; Heribert Picht

Abstract

Many models of term-formation and term-acquisition processes have been published over the years, representing them from different perspectives. This article outlines an investigation of the metaphorical term-formation process (MTFP), starting from an analysis of special knowledge modelling. We describe our theoretical framework and propose a four-staged procedure which is conceived to integrate different perspectives of concept-building and term-production into one integrated model which includes three levels. The first level is associated with the cycle of conceptualization developed by Lev Vygotsky, who suggests that each step in knowledge development is correlated with a certain mental structure. The second level correlates with Ikujirō Nonaka’s spiral model of knowledge development. The third level has been founded on the results of two experiments with terminology learners. Theoretical debate is accompanied by the discussion of the mode of peculiarities of metaphorical terms comprehension and usage. It is demonstrated how professional knowledge gets into mind, and how it is developed.

Full text

5 8 La isa Aleksee a O ciclo da me á o a em um p ocesso de o mação S e lana Mishlano a He ibe Pich de e mos doi.o g/10.35321/ e m27-03 O ciclo da me á o a em um p ocesso de o mação de e mos LARISA ALEKSEEVA Uni e sidade Es adual de Pe m, Rússia SVETLANA MISHLANOVA Uni e sidade Es adual de Pe m, Rússia HERIBERT PICHT Escola de Negócios de Copenhaga Resumo das conclusões Mui os modelos de p ocessos de o mação de e mos e de aquisição de e mos o am publicados ao longo dos anos, ep esen ando-os a pa i de di e en es pe spec i as. Es e a igo desc e e uma in es igação do p ocesso de o mação de e mos me a ó icos (MTFP), a pa i de uma análise da modelagem de conhecimen o especial. Desc e emos nosso quad o eó ico e p opomos um p ocedimen o em qua o es ágios que es á associado ao ciclo de concei ed o in eg a e di e en pe spec i es o concep -building and e m-p o- duc ion in o one in eg a ed model which includes h ee le els. The i s le el concei uação desen ol ido po Le Vygo sky, que suge e que cada passo no desen ol imen o do conhecimen o es á co elacionado com uma ce a es u u a men al. O segundo ní el co elaciona-se com o modelo em espi al de desen ol imen o do conhecimen o de Ikuji ō Nonaka. O e cei o ní el oi undado sob e os esul ados de duas expe iências com alunos de e minologia. O deba e eó ico é acompanhado pela discussão do modo de peculia idades dos e mos me a ó icos de comp eensão e uso. É demons ado como o conhecimen o p o issional en a na men e e como é desen ol ido. PALAVRAS-CHAPEL: p ocesso de o mação de e mos, e mos me a ó icos, modelo de ciclo de me á o as, concei ualização, ans e ência de conhecimen o ANOTACIJA (em inglês) Pe daugelį me ų bu o paskelb a daug e minų da ybos modelių i e minų a pažinimo p ocesų, nag inėjančių juos iš ski ingų pe spek y ų. Šiame s aipsnyje ap a iamas me a o inis e minų da ybos p ocesas, p asidedan is specialiųjų žinių 5Te minologia | 2020 | 27 análise de modelagem. Pa eikiamas eo inis pag indimas i siūlomas ke u ių e apų p ocesas, sujungian is ski ingas są okų kū imo i e minų da ybos pe spek y as į ieną ijų lygmenų modelį. Pi masis lygmuo siejamas su Le o Vygo skio pasiūly u koncep ualizacijos ciklu, pagal ku į kiek ienas žinių kū imo žingsnis ko eliuoja su am ik a men aline s uk ū a. An asis lygmuo co esponde Ikuji o Nonakos espi alį conhecimen os kū imo modelį. T ečiasis lygmuo suku as d iejų ekspe imen ų su besimokančiaisiais e minologijos ezul a ų pag indu. Teo inu diskusiją papildo me a o inių e minų su okimo i a ojimo ypa ybių ap a imas. Pa odoma, como p o esinės žinios pa enka į p o ą i kaip jos y a ku iamos. ESMINIAI ŽODŽIAI: p ocesso de da dos e mos, me a o iniai e minai, me á o os ciklo modelis, concep ualização, conhecimen os pe kėlimas 1.In odução A nossa in es igação cen a-se nas ques ões da modelagem do conhecimen o especial. A ques ão p incipal que amos discu i é […] O que p ocess modelling? This can bes be unde s ood in e ms o se e al sug- ges ions. I is known ha any model is cons uc ed by he e o s o é uma o mação de e mos mui as pesquisas. Em p imei o luga , o p og esso na e minologia em sido dependen e da e iciência da modelagem da o mação de e mos, is a como um mo o me odológico pa a descob i a na u eza do e mo (Bjö k 2007; Campo, Co mie 2005; Fabe 2003; Fabe 2009; Myking 2001). A modelagem do conhecimen o e minológico exis e há mui o empo (To 2011). A eo ia da e minologia pa ece es a e oluindo de uma pe spec i a p esc i i a pa a uma pe spec i a desc i i a com um oco c escen e no es udo de unidades linguís icas especializadas de uma isão social e cogni i a (MA; Pich 2005; Temme man 1997). Assim, o es udo da linguagem especializada es á passando po uma mudança cogni i a, o que conduz a uma maio ên ase no signi icado, bem como nas es u u as concei uais (Fabe 2009). O que é menos pesquisado em Te minologia é a na u eza do p ocesso e minológico do pon o de is a cogni i o. Os e minólogos mode nos mui as ezes sal am os es ágios básicos da a i idade e minológica e dão po ce o a suges ão de que o conhecimen o p o issional é adqui ido como um conhecimen o "o - he-shel ". No en an o, não podemos es uda uma língua p o issional sem e conhecimen o sob e as o mas e mecanismos de sua c iação e desen ol imen o. Pa a o e ei o, emos de modela um p ocesso e minológico, e elando os mecanismos linguís icos e cogni i os da ac i idade p o issional. An es do inal da década de 1960, o e mo "modelo" e a a amen e usado em pesquisas. Os e mos dominan es e am "sequências", "e apas", "quad o", "pa adigma" ou "con- 6 0 La isa Aleksee a O ciclo da me á o a em um p ocesso de o mação de S e lana Mishlano a He ibe Pich e mos […] (Godin 2015). O e mo "modelo" começou a se u ilizado apenas em he 1970s (Roge s e al. 1977). Now i is common knowledge ha models allow people o unde s and, p edic , and acili a e o sol e scien i ic p oblems. Em segundo luga , em compa ação com mui os ou os p ocessos e minológicos, o desen ol imen o de modelagem de e mos me a ó icos é especialmen e desa iado . Os pesquisado es c ia am inúme os modelos pa a en ende e melho a o p ocesso de cons ução de e mos, conside ando suas ca ac e ís icas pa icula es. (Aleksee a, Mishlano a 2019; Gibbs e M. Tendahl 2006; Lako 1993; Mishlano a 2002; S een 2007; Temme man 2002). Su giu da necessidade de acili a a ans e ência de conhecimen os especializados. A isão mode na sob e a me á o a é que os cien is as p ecisam da me á o a como uma pon e en e o conhecimen o an igo e o no o e po essa me á o a ob ém uma na u eza hipo é ica. A imagem cien í ica do mundo é c iada po meio de " e " o mundo como uma ce a imagem. De al o ma, a me á o a é a base das eo ias e concei os cien í icos. Em e cei o luga , a ideia de "con e são de conhecimen o" pode se as eada nas pesquisas de L. Vygo sky (Vygo sky 1934; Vygo sky conside ado como as p imei as en a i as sis emá icas de es uda o desen ol imen o de concei os cien í icos, 1980). Ele es udou o conhecimen o do indi íduo como a o mação da es u u a cogni i a language ep esen s he majo media o o human cogni ion, and 2) he heo y o psychological p ocesses ounded on he assump ion ha “com- da pessoa. Da eo ia de L. Vygo sky, i amos duas suges ões: 1) a ideia de que os p ocessos psicológicos do plex es ão associados à " ala in e na" e à sua ex e io ização pos e io . Em qua o luga , de aco do com a isão concei ual dos p ocessos de c iação de conhecimen o, al como desc i o em A Dynamic Theo y o Knowledge C ea ion (Nonaka 1994), a sociedade em que i emos ans o mou-se numa "sociedade do conhecimen o". No en an o, em-se p es ado ela i amen e pouca a enção à o ma como o conhecimen o é c iado e à o ma como o p ocesso de c iação de conhecimen o pode se ge ido (Nonaka 1994: 16). Tendo is o em conside ação, I. Nonaka c iou o modelo de "espi al" pa a o p ocesso de con e são de conhecimen o. Po con e são, ele que dize que o conhecimen o exis en e pode se "con e ido" em no o conhecimen o. Ac edi amos que es a ideia é mui o u í e a pa a modela p ocessos men ais com ên ase especial na in e ação dinâmica en e os di e en es modos de con e são de conhecimen o. Finalmen e, a pe gun a sob e o modelo de ciclo de me á o a é espondida con as ando com os modelos p esc i i os de e mos. Tendo em con a: 6Te minologia | 2020 | 27 ação do ca á e dinâmico da e minologia e do concei o de ciclo de conhecimen o, e elamos o sis ema análogo de e apas no MTFP. O modelo de ciclo de me á o a oi c iado pa a abo da mui as ques ões di e en es no MTFP. A pesquisa suge e que a maio ia dos casos de MTFP pode ia se desc i a com a ajuda des e modelo. O modelo elabo ado o nece in o mações sob e di e en es ní eis de pensamen o e concei ualização. A no a con ibuição des e a igo é a aplicação do modelo MTFP a p oje os e minológicos. Nossos desen ol imen os na eo ia e minológica cogni i a suge em que ela é al amen e de e minada pela c iação de conhecimen o em á ios ní eis. Na nossa in es igação, apoiamos a ideia, suge ida po um g upo de e minólogos, de que "uma eo ia coe en e da e minologia não su giu nas p imei as décadas do mo imen o e minológico; As ac i idades e minológicas o am o ien adas p agma icamen e e ca ac e izadas po uma o e o ien ação linguís ica (especialmen e no planeamen o linguís ico) ou po uma abo dagem p edominan emen e p o issional e não linguís ica (An ia e al. 2005). Dados expe imen ais da semân ica do p ocesso de aquisição de e mos apa ece am p incipalmen e em análises de e mos não me a ó icos. No que segue, o e ecemos no os esul ados do es udo des e p ocesso po meio de no os expe imen os de in e ência e minológica e desc e emos mudanças nas es u u as concei uais adqui idas em odos os es ágios da a i idade da pe sonalidade p o issional, ou seja, o p ocesso de e minologização me a ó ica. Pa a o e ei o, concebemos e desen ol emos duas expe iências impo an es com es udan es de medicina, que adqui em no os conhecimen os p o issionais. Fomos mo i ados e p ocu amos abo da ce as ca ac e ís icas da aquisição de conhecimen os p o issionais, com e e ência especí ica à compe ência de o mação de e mos. O pa ág a o 4 desc e e como o modelo cíclico de o mação de e mos pode des aca os es ágios de inidos do desen ol imen o do concei o. A gumen amos que o desen ol imen o do conhecimen o es á co elacionado com o desen ol imen o do concei o. Assim, examinamos a ans e ência do conhecimen o p o issional apoiado pelo p ocesso de desen ol imen o de concei os. Modelando o p ocesso de o mação de e mos me a ó icos como um ciclo, ganhamos insigh s undamen ais sob e os desa ios de se ap oxima da a i idade men al humana. Tendo em con a a suges ão de que os concei os es ão se desen ol endo, é possí el conclui que a essência p incipal de seu desen ol imen o eside p incipalmen e na ansição de uma es u u a de gene alização pa a ou a. 2 La isa Aleksee a O ciclo da me á o a num p ocesso de o mação de e mos S e lana Mishlano a He ibe Pich The main ene o ou esea ch is ha e ms, being specialized uni s o cogni ion and e balized in language, a e adap ed o he p ocess o ge - Es a isão dos e mos o nece a mediação de sua comp eensão a a és da comunicação de conhecimen o. As ques ões de in es igação são as seguin es: (1) Como os e mos in e agem com as capacidades e habilidades cogni i as na exp essão dos pensamen os (concei os) de alguém? (2) Como o ciclo de me á o as e le e o p ocesso de p odução de e mos? Em nosso es udo, (1) compa amos es o ços an e io es pa a explica o p ocesso de o mação de e mos de um e mo me a ó ico, (2) baseamos-nos em e idências de es udos eó icos e empí icos e (3) desc e emos qua o es ágios do "ciclo de me á o a" de um p ocesso de o mação de e mos me a ó icos. 2.Algumas aplicações eó icas à modelagem Sabe-se que os p imei os modelos cíclicos o am usados na iloso ia e na sociologia. O conhecido ilóso o ancês Edga Mo in, undado da eo ia dos sis emas, desen ol eu um p oje o de sociologia complexa no cen o do qual es ão os p incípios da ince eza, da au o-o ganização e do diálogo. Ele a ançou a ideia de que os mo imen os cogni i os conside ados den o dos quad os de complexidade são semp e ci cula es e não-linea es (Mo in 1977). O pon o de pa ida pa a a modelagem é a suges ão de que a comp eensão e a explicação da ealidade de uma pessoa é ei a po meio de exp essões linguís icas. Qualque comp eensão é baseada no uso de ce os concei os que explicam o que é obse ado no mundo. Po an o, o desen ol imen o do conhecimen o apa ece-nos como o desen ol imen o de concei os. Obse amos que á ios modelos cíclicos apa ecem na me odologia da linguís ica no início do século XXI. P. Ca lile conside a o desen ol imen o do conhecimen o como um modelo cíclico, ou o ciclo de ans o mação do conhecimen o (Ca lile 2003). Es e modelo baseia-se em ês concei os: ans o mação, a mazenamen o e ecupe ação. O ciclo de ans o mação do conhecimen o começa com o sec o da acumulação. Na nossa opinião, es e modelo es á co elacionado com o concei o ge al de desen ol imen o do conhecimen o e eque algum es o ço e e inamen o quando u ilizado em elação a p ocessos especí icos. 3Te minologia | 2020 | 27 The ounda ions ha ou app oach builds on a e he ollowing: (1) I. Nonaka’s model o knowledge de elopmen , (2) A eo ia de L. Vygo sky sob e o desen ol imen o de concei os, (3) os esul ados de nossas p óp ias expe iências. Essas undações são desa iado as po á ias azões: (ou seja, a (1) hey ouch he ole o language in highe psychological p ocesses linguagem no papel de p incipal mediado da cognição humana), o CESS (2) he s udy o language ep esen a ions o he concep -building p o- o nece modelagem men al e pesquisa de pensamen o de sis emas, ala (3) obse ing hese ounda ions, i is possible o come close o he in e na po meio do es udo de seu ca á e complexo. Nosso modelo de o mação de e mos me a ó icos é undado em ês camadas. A camada in e io do modelo cons uído é o chamado modelo em espi al de I. Nonaka discu ido em I. Nonaka […]A dynamic Theo y o O ganiza ional Knowledge C ea ion[…] (1994) ( e Fig.1). Figu a 1. I. Modelo em espi al de Nonaka 4 La isa Aleksee a O ciclo de me á o as em um p ocesso de o mação de e mos S e lana Mishlano a He ibe Pich Como emos, a Fig. 1 ilus a a c iação de um no o conhecimen o em e mos de um diálogo con ínuo en e conhecimen o áci o e explíci o (Nonaka 1994: 15). I. Nonaka desc e e o conhecimen o áci o como sendo al amen e pessoal, di ícil de o maliza e di ícil de comunica . Es á p o undamen e en aizada na ação e no comp omisso de um indi íduo com um con ex o especí ico. O conhecimen o áci o ( e Polanyi 1966) consis e em pa e em compe ências écnicas e conhecimen os que o am desen ol idos ao longo de anos de p á ica. A dimensão cogni i a do conhecimen o áci o eside em sua composição de modelos men ais, c enças e pe spec i as, que são di íceis de explica po que os de en o es des e conhecimen o o dão po ce o. A suposição de I. Nonaka sob e a c iação de conhecimen o pe mi e-lhe dis ingui qua o "modos" de con e são de conhecimen o: (1) do conhecimen o áci o pa a o conhecimen o áci o, (2) do conhecimen o explíci o pa a o conhecimen o explíci o, (3) do conhecimen o áci o pa a o conhecimen o explíci o e (4) do conhecimen o explíci o pa a o conhecimen o áci o. A camada média es á associada à eo ia de L. Vygo sky sob e o desen ol imen o de concei os ( e Fig. 2). Já na p imei a me ade do século XX, L. Vygo sky es a a in oduzindo idéias elacionadas às o mas da men e. Ele es udou o p ocesso de desen ol imen o do conhecimen o. O ema p incipal do quad o eó ico de L. Vygo sky é que a in e ação social desempenha um papel undamen al no desen ol imen o da cognição. L. Vygo sky ac edi a que udo é ap endido em dois ní eis: "cada unção no desen ol imen o cul u al da c iança apa ece duas ezes: p imei o, no ní el social, e mais a de, no ní el indi idual; p imei o, en e as pessoas (in e psicológico) e depois den o da c iança (in apsicológico). Isso se aplica igualmen e à a enção olun á ia, à memó ia lógica e à o mação de concei os. Todas as unções supe io es o iginam-se como elações eais en e indi íduos […] (Vygo sky 1987: 57). Assim, ele es udou o desen ol imen o do conhecimen o com base no desen ol imen o do concei o. In his iew, concep is no a simple summa ion o associa i e ela ions, bu a complex p ocess o hinking, du ing which one’s hough ises in seu desen ol imen o in e no a um ní el mais ele ado, c iando a possibilidade de um concei o nasce na men e. Um a o in ínseco na o ganização sis êmica de p ocessos psicológicos complexos é o en ol imen o de ce as o mas concei uais (sinc e o, complexo, p é-concei o e concei o). De aco do com as suas p incipais suges ões, o 5Te minologia | 2020 | 27 O papel dessas o mas concei uais é no es abelecimen o da mediação do conhecimen o, uni e sal pa a odos os ipos de conhecimen o (Vygo sky 1934: 239). Como diz L. Vygo sky, os concei os em qualque ní el de seu desen ol imen o são, do pon o de is a psicológico, a os de ge ação. Tendo em con a a suges ão de que os concei os es ão se desen ol endo, é possí el conclui que a essência p incipal de seu desen ol imen o eside p incipalmen e na ansição de uma es u u a de gene alização pa a ou a (Vygo sky 1934: 164–165). De aco do com L. Vygo sky, o nascimen o do concei o cien í ico começa não com um encon o imedia o com as coisas, mas com uma elação mediada com o obje o (Vygo sky 1934: 218). O p imei o es ágio do p ocesso de desen ol imen o do concei o é ca ac e izado pela cons ução de imagens sinc é icas, ou sinc e es, que são as p imei as o mas de pensamen o que e le em o ipo mais ge al e dissociado de encon o da pessoa com no os obje os. Eles es ão associados a obje os conc e os que su gem na memó ia como esul ados de pe cepção ou in o mações an e io es sob e a ida. The second s age is an ad anced s ep in concep de elopmen and is cha ac e ized by he cons uc ion o mo e complex men al uni s called complexos. O es ágio dos complexos sinaliza que uma pessoa eúne ou une sync e ic images cons uc ed a he p e ious s age in o a g oup in ac- co dance wi h hei common quali ies and cha ac e is ics. A complex is he i s s uc u ed men al image based on he empi ical simila i y o obje os isolados. As qualidades desses obje os são gene alizadas e ep esen adas em uma imagem unida. Assim, os complexos são mais abs a os e ge ais do que os sinc e os. P e-concei os e concei os são baseados em á ios ipos de conexões lógicas ou elações en e obje os. O concei o baseia-se em conexões uni o mes. No concei o, cada obje o é incluído den o da gene alização na mesma base que odos os ou os obje os. Cada um dos elemen os es á ligado ao odo, e a a és des e odo a cada um dos ou os elemen os. A ansição de p é-concei os pa a concei os é ealizada po meio de ipos de abs ação ainda mais ge ais em compa ação com os es ágios an e io es de desen ol imen o de concei os. Assim, o na-se cla o que o desen ol imen o do conhecimen o es á co elacionado com o do concei o. Como podemos no a nes e modelo, os ciclos de desen ol imen o de concei os es ão associados aos es ágios de a i idade men al - sinc e o, complexo, p é-concei o e concei o, que ep esen am o p ocesso de abs ação. 6 La isa Aleksee a O ciclo da me á o a em um p ocesso de o mação de e mos S e lana Mishlano a He ibe Pich Es e p ocesso conside ado como o ciclo de concei ualização oi chamado po L. Vygo sky de "conhecimen o i o", esul a na localização de um concei o den o de um ce o sis ema de elações (Vygo sky 1934: 166). A ançando es e e mo, o au o que dize que os concei os não su gem po si mesmos, mas são p oduzidos como esul ado de uma g ande ensão e a i idade do pensamen o humano. Des a o ma, ele suge e que "o pensamen o se mo e a a és dos po ões dos concei os cien í icos" (Vygo sky 1934: 193 […] 194). Es e mo imen o pode se in e p e ado como uma espécie de ans e ência de conhecimen o. Obse amos na Fig. 2 que os dois p imei os es ágios es ão associados ao desen ol imen o in e no no su gimen o de concei os cien í icos. L. Vygo sky dis inguiu en e "discu so in e no" (discu so social in e nalizado), incluindo "discu so egocên ico (p i ado) " (ou discu so pa a nós mesmos) e "discu so ex e no (social) " (ou discu so usado em in e ações sociais). É impo an e no a que há um p ocesso de "in e nalização" no qual o p imei o (discu so ex e no ou social) é ans o mado no segundo (discu so egocên ico ou p i ado) e, inalmen e, no e cei o (discu so in e no). Figu a 2. Modelo de desen ol imen o de concei os de L. Vygo sky 7Te minologia | 2020 | 27 A a e a p incipal do nosso expe imen o é in es iga o p ocesso de e minologização da me á o a, moni o ando as e apas de o mação da compe ência e minológica em odos os ipos de discu so, po meio da análise das espos as ao es ímulo IMMUNIDADE. Os es ágios obse ados de um ciclo de o mação de e mos me a ó icos são cla amen e is os no deco e de um expe imen o psicolingüís ico (um expe imen o de associação li e) ( e quad o 2). Pa a es e im, o mamos á ios g upos de in o man es cuja compe ência p o issional co espondia aos ipos de conhecimen o médico cien í ico, p o issional e p á ico e ingênuo (g upo de con olo). O p imei o g upo oi ep esen ado pelos es udan es do sex o ano da Academia Médica de Pe m (50 es udan es), pelos es udan es do quin o ano (39 es udan es), pelos es udan es do e cei o e qua o anos (39 es udan es), pelos es udan es do segundo ano (43 es udan es) e pelos es udan es do p imei o ano (52 es udan es). O segundo g upo es a a ep esen ado po médicos (23 pessoas) e po en e mei os (53 pessoas). O e cei o g upo oi o mado po p o esso es escola es e pacien es de clínicas médicas (130 pessoas). O úl imo g upo oi o mado pelos es udan es do I[…]II ano da uni e sidade poli écnica de Pe m (44 es udan es). Assim, o núme o o al de en e is ados do expe imen o associa i o li e oi de 534 pessoas. O expe imen o oi conduzido pelo mé odo de análise dos campos associa i os (AF) do e mo IMMUNIDADE em á ios ní eis de conhecimen o […] cien í ico, p o issional, p á ico e ingênuo. Quad o 2. Dados expe imen ais TIPOS DE RESPONDENTES CONHECIDOS FAE de Ano Es udan - cien í i- V ano 39 es de II ano 43 I ano 52 co VI 50 medicina III-IV anos 36 Médicos p o issionais En e me- 23 i os 53 P ác ico Pacien - es 194 Ingênuo Es udan es da uni e sidade poli écnica 44 To al de 534 344 pessoas 4 La isa Aleksee a O ciclo de me á o as em um p ocesso de o mação de e mos S e lana Mishlano a He ibe Pich Foi-lhes suge ido que dessem as suas espos as ao e mo p incipal da imunologia […] IMMUNIDADE (expe imen o associa i o li e, FAe). De inimos o campo associa i o como um conjun o o denado de eações ao es ímulo. O was he e m IMMuNITY. Tha was he ask associa ed wi h pseudo-iden- es ágio do es ímulo. O objec i o da expe iência é en a em con ac o com o le el o concep ualiza ion o indi idual knowledge. As a esul o FAE, a p o undo ce o Ma ix oi abalhado. Nes a expe iência, in es igámos os ipos s uc u es o he associa i e ields o he e m IMMuNITY in di e en de discu so médico (nai o, p á ico, p o issional e cien í ico). Os esul ados do FAE e a am a maio dis ibuição dos concei os do pe íodo cien í ico de desen ol imen o da imunologia no discu so cien í ico: p o eção, a o es de imunidade e o ganismo. E a maio dis ibuição dos concei os do desen ol imen o p é-cien í ico da imunologia no discu so ingênuo: saúde e doença. O segundo expe imen o (expe imen o di igido, de) oi associado a MuNITY he hi d s age o ou model – he p ocess o me apho ical e m- o ma ion. In he second expe imen , we asked he esponden s o use he e m IM- em ases p óp ias. Es udamos a dinâmica das es u u as concei uais. Es a expe iência a a a da ex e nalização (a iculação) do conhecimen o áci o. É o p ocesso de ansição do discu so in e no comp imido máximo (discu so pa a si mesmo) pa a o discu so e balizado dob ado. Como descob imos, apenas 5 concei os (de 7) são a i ados […] a in e ação do pe íodo cien í ico e a acinação do pe íodo p é-cien í ico são omi idas. T ês concei os do pe íodo cien í ico são ep esen ados (p o eção, a o es de imunidade e o ganismo) e apenas dois concei os do pe íodo p é-cien í ico são a i ados (doença e saúde). A maio ia das eacções es á ligada ao concei o de o ganismo (55%). O domínio do concei o de o ganismo pode se explicado pela endência de um en e is ado a associa o seu conhecimen o à sua expe iência p i ada e po um acen o em si mesmo. Assim, emos que a maio ia das eações es á ligada aos concei os do pe íodo cien í ico. Podemos conclui que a compe ência e minológica dos es udan es es á o mada e a aliada a um bom ní el. A a e a pa a os es udan es da qua a ase oi ligada à segunda pa e da expe iência di igida, quando os en e is ados o am con idados a da de inições do e mo IMMUNIDADE ( e quad o 3). Fizemos as análises concei uais das suas de inições. Venhamos da suges ão de que uma de inição 5Te minologia | 2020 | 27 é compos o po ês componen es: um componen e gené ico in eg ado , um componen e de espécie di e enciado a e um elemen o conc e izado acul a i o. Conside e: "A imunidade é a capacidade de um o ganismo de se de ende de agen es es anhos po meio da p odução de an ico pos". É í ido que o componen e in eg ado explica o concei o deFeNSe. O ní el mais al o do modelo de compe ência e minológica é o ien ado pa a a a i idade e lexi a, e elando que o conhecimen o das p incipais leis da IMMUNIDADE p o es e m é comp eendido p incipalmen e sional and ans essional ac i i y, and he abili y o wo k consciously and au onomously. We ha e ound ou ha he concep ual s uc u e o he pelos en e is ados den o da es e a cien í ica do conhecimen o. Eles conside am o e mo IMUNIDADE como p o eção (40,3%), como a necessidade de acinação (36%) e como a unção do o ganismo (21,3%). Es a comp eensão do e mo IMUNIDADE co esponde às in e p e ações pu amen e cien í icas des e concei o den o da lógica do seu desen ol imen o his ó ico. Quad o 3. Fo mação de de inições (DE) Tipo de Conheci- p ó- a o- men o TION es TEC-OF MuNITY (em inglês) ó gão- a- IM-ISM cinação NATION saúde Cien í ico 40.3 17.2 21.3 36 9.1 8.1 Ano VI 44 20 18 0810 Ano V 41.0 20.5 20.5 10.2 5.5 2.6 III-IV anos 41.7 22.2 25.0 0 8.3 2.8 Segundo ano 44.2 18.6 14.0 4.7 7.0 11.62 I ano 32.1 9.4 28.3 3.8 13.2 11.3 P o issional 26.7 12.0 37.3 3 10.7 12.0 médicos 30.4 21.7 30.4 4.3 8.6 4.3 En e mei os 25.0 7.7 40.4 0 11.5 154 P ác ico 16.0 1.6 36.6 3.2 12.6.9 P o esso es 28.1 1.6 42.2 3.2 14.1 Pacien es 10.0 1.5 33.8 3.1 13.8 12.3 men . A maio ia das eacções es á ligada ao concei o de P o eção (73%). Os esul ados des a pa e da expe iência pe mi em obse a Naï e 15.9 2.3 18.2 11.4 18.2 25.6 S uden s o PSPu 15.9 2.3 18.2 11.4 18.2 25.6 7 La isa Aleksee a O ciclo de me á o as em um p ocesso de o mação de S e lana Mishlano a He ibe Pich I is known ha he concep P o ec ion is he la es om he poin o e mos isão da his ó ia do desen ol imen o do e mo IMMUNIDADE. Descob imos que as espos as que ep esen am es e concei o são as mais ípicas e cons i uem 27,5%. Es e concei o é ep esen ado em odos os ipos de discu so. O núme o máximo de espos as associadas a es e concei o encon a-se no discu so cien í ico e o meno núme o no discu so ingênuo (40,3% e 15,9% espec i amen e). As espos as mais equen es associadas ao concei o de p o eção são as seguin es: p o eção, p o eção do o ganismo, sis ema de p o eção do co po. O concei o de o ganismo é ambém um dos mais equen es em odos os ipos de discu so (28,8%). A sua ac i idade pode se explicada pelo ac o de e ela di ec amen e o signi icado do e mo IMMUNIDADE em quase odas as on es lexicog á icas. Da mesma o ma, es e a o se e de explicação pa a a a i idade do concei o O ganismo nos ipos de discu so p á ico (36,6%) e p o issional (37,3%) e o meno g au de a i idade no discu so ingênuo (18,2%). As espos as mais ípicas que ep esen am es e concei o são as seguin es: o ganismo, não-pe cep i idade, especí ica, pode osa, aca. We ha e ound ou ha only 3 concep s a e used in s uden s’ de ini- ions. All o hem a e om he scien i ic pe iod o immunology de elop- o ca á e de si uações mais ou menos es e eo ipadas. Além do a o de que a li e a u a mode na básica sob e imunologia é dedicada p incipalmen e aos a o es de imunidade, es e concei o não es á comple amen e ep esen ado em dicioná ios, especialmen e em esau os. No en an o, o con eúdo das espos as ep esen adas ligado ao concei o é de 13,9%. É o e cei o concei o do pon o de is a da sua alidade. A máxima ep esen a i idade do concei o de o ganismo encon a-se no discu so cien í ico (17,2%). É ambém bas an e a i o no discu so p o issional (12%). A meno ep esen a i idade do concei o Fa o es de imunidade é obse ada nos ipos de discu so p á ico (1,6%) e ingênuo (2,3%). As espos as mais ípicas associadas a es e concei o são as seguin es: célula, lin óci os, mac ó agos, imunoglobulina, an ico pos e sangue. Ca ac e izando os concei os do es ágio p é-cien í ico de desen ol imen o, apon amos a a i idade máxima desses ês concei os p é-cien í icos no discu so ingênuo; o mais a i o en e eles é o an igo concei o de Saúde (25,6%), seguido pelo concei o de Doença (18,2%) e Vacinação 7Te minologia | 2020 | 27 (11.4%). En e odos os concei os p é-cien í icos, os concei os Saúde e Doença (10,9% e 10,2%, espec i amen e) são dominan es, enquan o o concei o Vacinação (4,2%) é o menos a i o. Obse amos que o concei o Doença é mais a i o no discu so cien í ico, e o concei o Saúde é mais a i o den o de ipos de discu so p o issionais e ingênuos. As espos as mais ípicas que ep esen am o concei o Saúde são as seguin es: saúde, saúde e ecupe ação. As espos as mais ípicas que ep esen am o concei o de doença são as seguin es: doença, SIDA, g ipe, aqueza e dé ici . A maio a iedade de a ian es de ep esen ação des e concei o é no ada den o do discu so p á ico, den o do qual, além das espos as já ma cadas, no amos o seguin e: doença, do , in ecção, de uma picada de ca apa os, ale gia e ale gia a an ibió icos, medicamen os e comp imidos. Também descob imos que em odos os ipos de discu so, que a ualizam o concei o de doença, exce o pa a p o issional, há a espos a AIDS. O discu so ingênuo con ém á ias a ian es des e es ado pa ológico: AIDS, HIV e imunode iciência adqui ida. O concei o Vacinação es á egis ado em odos os ipos de discu so. No en an o, en e os es udan es de medicina de e cei o, qua o e sex o anos e en e os en e mei os não há espos as ao es ímulo associado ao e mo IMUNIDADE. 5. Conclusão Ao modela o ciclo de ida e minológico, cen ámo-nos nos p ocessos cogni i os com o objec i o de de e mina como o conhecimen o p o issional en a na men e e como é desen ol ido. Nosso obje i o e a es uda ep esen ações ex e nas de concei ualização que o necem in o mações sob e cons uções e p ocessos in e nos. A análise expe imen al indica que as ep esen ações ex e nas podem o nece in o mações ú eis sob e como os alunos es ão concei uando o e mo IMMUNIDADE. Espe amos e p o ado a e iciência da eo ia de L. Vygo sky pa a se aplicada ao es udo do p ocesso de p odução de e mos. Ao aplica es a eo ia, é possí el desc e e cada ase do modelo de "conhecimen o i o" e e ela peculia idades da concei uação humana. Além disso, é impo an e es uda as ansições de conhecimen o den o des e ciclo de e minologia. Fo necemos no as expe iências de in e ência e minológica, incluindo expe iências di igidas. Desc e emos mudanças nas es u u as concei uais em odos os es ágios da a i idade p o issional de uma pe sonalidade, ou seja, o p ocesso de e minologia. Mos ámos que o desen ol imen o do conhecimen o co ela es wi h he de elopmen o concep . 7 8 La isa Aleksee a The Me apho Cycle in a Te m-Fo ma ion P ocess S e lana Mishlano a He ibe Pich REFERENcES Aleksee a La isa, Mishlano a S e lana 2014: Knowledge T ans e in he P ocess o ansla ion o Special ex s. – P oceedings o SGEM Con e ence on An h opology, A cheology, His o y, Philosophy, 1–10 Sep em- be 2014, Albena, Bolga ia, 115–122. Aleksee a La isa, Mishlano a S e lana 2019: Me apho om he de i a ional Pe spec i e. – Fachsp ache Special Issue 41(S1): Me apho as Means o Knowledge Communica ion, 3–21. 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A siž elgian į pas a ųjų me ų kogni y inės e minologijos pažangą, galima suku i me a o inio e minų da ybos p oceso modelį. A siž elgian į pas a ųjų me ų kogni y inės e minologijos pažangą, galima suku i me a o inio e minų da ybos p oceso modelį. Como se ia possí el c ia es e modelo? A siž elgian į eiginį, kad są okos y a ku iamos, s a bu kons a uo i, kad jų kū imo p oceso es pi miausiai suda o pe ėjimas iš ienos apibend inimo s uk ū os į ki ą. 8 0 La isa Aleksee a O ciclo da me á o a em um p ocesso de o mação de e mos S e lana Mishlano a He ibe Pich Pi mame sky iuje su o muluojami pag indiniai y imo klausimai: (1) kaip e minai są eikauja su kogni y iniais pajėgumais i gebėjimais iš eiškian sa o min is (są okas)? ; (2) qual é a me á o a de um ciclo de e lexão sob e o p ocesso de c iação? An ame sky iuje siūlomos modeliui suku i eikalingos eo ijos: (1) Ikuji o Nonakos žinių kū imo modelis; (2) Le o Vygo skio są okų kū imo eo ia; (3) esul ados dos nossos expe imen os. T ečiame sky iuje p is a omas ke u ių e apų p ocesas, sujungian is ski ingas są okų kū imo i e minų da ybos pe spek y as į ieną in eg uo ą ijų lygmenų modelį. Assim, iena e us, mūsų modelis a skleidžia e minologizacijos p ocesą i , ki a e us, p o esinių žinių kū imo p ocesą. Pi masis nosso modelio lygmuo siejamas su L. Vygo skio pasiūly u koncep ualizacijos ciklu, pagal ku į kiek ienas žinių kū imo žingsnis ko eliuoja su am ik a men aline s uk ū a. An asis lygmuo a i inka I. Nonakos spi alinį žinių kū imo modelį. T ečiasis lygmuo suku as d iejų ekspe imen ų su besimokančiaisiais e minologijos ezul a ų pag indu. Teo inu diskusiją papildo me a o inių e minų su okimo i a ojimo ypa ybių ap a imas. Pa odoma, como p o esinės žinios pa enka į p o ą i kaip jos y a ku iamos. Ke i as sky ius é des inado nosso e apams expe imen ais i ezul a ams ap ašy i. da ome iš adą, kad modeliuodami e minologinio p oceso ciklą, daugiausiai dėmesio sky ėme kogni y iniams p ocesams, siekdami paaiškin i, kaip p o esinės žinios pa enka į p o ą i kaip jos y a ku iamos. S aipsnyje eigiame, kad e minai, kaip specialieji kalboje e balizuojami kogni y iniai iene ai, y a p i aikomi žinių ga imo p ocesui. Gau a 2020-10-05 La isa Aleksee a La [e-mail p o egido] S e lana Mishlano a mishlano [email p o ec ed]u He ibe Pich [E-mail p o egido]