The Evolution of a European Language: Standard German
Full text
O G. S ickel. a e olução de uma
língua eu opeia: alemão pad ão 119
GERHARD STICKEL ins i u o
pa a a língua alemã a e olução
de uma língua eu opeia:
STANDARD GERMAN
1.PReSeN GeRMAN iN eUROPE cada língua em a sua his ó ia, especialmen e a
a iedade dominan e de uma língua que desen ol eu os seus pad ões a pa i
das á ias a iedades egionais e sociais da chamada linguagem na u al. Como
ocês es ão celeb ando o li uano pad ão e sua his ó ia, gos a ia de con ibui
pa a es e e en o esboçando e discu indo b e emen e o su gimen o e a
si uação a ual de ou a língua pad ão eu opeia, a língua com a qual es ou mais
amilia izado po que é minha língua na i a, ou seja, o li uano. Alemão.
A ualmen e, o alemão é a língua o icial da Alemanha, da Áus ia, do
Liech ens ein, de dois e ços da Suíça e de uma pequena egião no les e da
Bélgica. É uma das línguas o iciais do Luxembu go e de uma p o íncia do no e
da I ália. Também é alada como língua mino i á ia na Hung ia, Romênia,
Polônia, Rússia e á ios ou os países eu opeus e não eu opeus. O alemão é a
língua ma e na de ap oximadamen e 100 milhões de pessoas na Eu opa e é
usado ou ap endido como língua es angei a po ou os 30 a 40 milhões de
pessoas. Es es núme os imp essionan es, no en an o, de em se analisados
com mais cuidado. Se me limi a aos 100 milhões de alan es na i os, não
pode ia dize que odos alam o mesmo ipo de alemão. Mui os deles alam
diale os ou a iedades egionais de alemão. Tudo o que se pode dize é que a
g ande maio ia de odas essas pessoas en ende […] den o de pequenas
a iações nacionais […] a mesma a iedade de alemão, ou seja, alemão pad ão,
como di íamos Hochdeu sch. Como isso acon eceu é uma longa his ó ia de mais de mil anos.
Do século VIII ao século XX, as p imei as o mas de alemão se desen ol e am
a pa i das línguas das ibos ge mânicas ociden ais que, du an e a
mig ação de po os há ce ca de 1500 anos, se es abelece am nos empos
120 Kalbos Kul ū a | 83 na Eu opa cen al e undi am-se g adualmen e em
o mações ibais maio es. Com exceção de algumas insc ições únicas e
pala as indi iduais em con ex os la inos, nenhum documen o das p imei as
o mas do alemão an es da segunda me ade do século VIII oi p ese ado. O
alemão medie al exis ia em á ias a iedades ibais e egionais. Essas
a iedades se desen ol e am e se undi am em pa e em um p ocesso de
á ios séculos que começou du an e o einado de Ca los Magno e con inuou
mais ou menos a é o século XVIII. O p incipal desen ol imen o o mal que
esul ou na sepa ação das a iedades alemãs das ou as línguas ge mânicas
ociden ais, como o inglês, o isão, o holandês e o baixo-alemão, oi a mudança
de som do al o-alemão, ou seja, a mudança g adual de ce os onemas
ge mânicos pa a one icamen e elacionados. pa a da alguns exemplos: uma
pala a ge mânica como o elho saxão appul […]apple[…] o nou-se assim ap ul
no al o-alemão. O se ian saxão an igo "sen a -se" co esponde ao
se zan/sezzan do al o-alemão an igo, o saxão an igo que pa a
Daz da Alemanha Supe io .
ca olíngios, o uso do alemão além do la im oi enco ajado como meio de
c is ianização e p á ica eligiosa nas pa es ge mânicas do impé io anco.
Os dados daquela época são p incipalmen e esc i os eligiosos e,
adicionalmen e, agmen os de ei iços mágicos e poesia he óica. No século
X, a é o início do século XI, o la im ol ou a se quase o meio exclusi o de
eligião, di ei o, ap endizagem e p odução li e á ia. O bilinguismo uncional
(diglossia) da língua de p es ígio la ina como p incipal meio de eligião e
ap endizagem e das a iedades e náculas do alemão con inuou po séculos,
em alguns domínios a é o século XVIII. Em ce o sen ido, o su gimen o da
língua pad ão alemã oi um p ocesso de emancipação g adual do la im
medie al. es ígios des e p ocesso são, en e ou os, os mui os la inismos
e ou os omanismos no léxico ou no alemão mode no.
A pa i de meados do século XI, o alemão ganhou e eno como um meio de
li e a u a que oi c iado não apenas po clé igos e udi os, mas ambém po
memb os da nob eza in e io . Eles sabiam pouco ou nada de la im e o am
in luenciados pelas adições da ca ala ia ancesa e p o ençal e da poesia de
amo da co e. Assim, as le as secula es (Minnesang) e os épicos (Pa zi al,
Nibelungenlied, e c.) lo esce am. nos campos da gue a, da ca ala ia e dos
bens de luxo, mui as pala as o am emp es adas do ancês an igo ou da
P o ença; po exemplo, ā en iu e < OF a en u e, banie < OF banie e, anzen < OF dance.
O G. S ickel. A e olução de uma língua eu opeia: o alemão pad ão (121), no inal
do século XIII, quando mais e mais cidadãos das cidades e ilas em c escimen o
ambém se o na am al abe izados, o uso do alemão (além do la im) pa a
li e a u a, documen os legais, esc i os educacionais, médicos e eligiosos
aumen ou. Embo a as ca ac e ís icas das a iedades egionais da língua
esc i a ainda sejam pe cep í eis, as p imei as endências pa a uma língua
pad ão do al o-alemão se desen ol e am na poesia. Do século XII ao meio do
século XIV, a população de língua alemã aumen ou conside a elmen e em
densidade e ex ensão e i o ial. Os p íncipes alemães expandi am seus
einos pa a e as esla as e unda am no as cidades e aldeias em g ande
núme o, às ezes, mas nem semp e, po con i e dos go e nan es esla os
locais. Um e i ó io linguís ico alemão bas an e es á el oi o mado e
exis iu mais ou menos a é o século XX. Após a queda dos Hohens au en (1268), o
pode polí ico e econômico deslocou-se do sudoes e alemão pa a o les e e
sudes e com as pode osas dinas ias de Meissen-Saxônia, os luxembu gueses
na Boêmia e depois os Habsbu gos nos e i ó ios aus íacos. Isso ambém
le ou a uma c escen e in luência das a iedades linguís icas o ien ais no
desen ol imen o do alemão, como documen ado, en e ou os, em
documen os legais pa a algumas chancela ias (Kanzleien) que usa am o alemão
e náculo, embo a a maio ia deles ainda con inuasse a esc e e .
La im medie al.
Du an e o século XVI, o desen ol imen o do alemão em di eção a uma língua
pad ão ez um p og esso no á el. Dois a o es o am de impo ância: o uso de
uma mis u a especial de alemão cen al e supe io pela chancela ia impe ial em
P aga, mais a de Viena, que in luenciou a linguagem de ou as chancela ias, e a
escolha de Ma inho Lu e o da língua o icial da chancela ia Meissen-Saxon, uma
a iedade cen al o ien al de alemão, pa a suas aduções da Bíblia e seus
esc i os e o mado es. O uso da imp ensa com ipos mó eis de me al
in en ada po Johannes Gens leisch, conhecido como Gu enbe g, em meados do
século XV e o su gimen o de casas de imp essão em á ias cidades po ol a do
início do século XVI ajuda am a espalha a Re o ma po oda a Eu opa Cen al.
linguis icamen e, isso a e ou as egiões do no e da Alemanha, onde o baixo
alemão inha sido a língua pad ão da eligião e da adminis ação. A é en ão, o
baixo alemão ambém inha sido a lingua anca da pode osa Hanse, a liga
hanseá ica, en e No go od, no les e, e Be gen e Lond es, no oes e. Ago a, os
pas o es p o es an es p ega am e o a am na a iedade lu e ana do alemão. O
declínio da Hanse p omo eu essa mudança da língua esc i a de
122 Kalbos Kul ū a | 83 baixo a al o alemão. no sul de língua alemã, ambém ha ia
endências pa a pad oniza a língua esc i a. Apesa dessas endências, as
a iedades egionais e locais da língua alada pe manece am em uso, e o azem
mais ou menos a é o p esen e. Os esc i os de Lu e o e os ex os eligiosos e
legais de au o es de di e en es egiões en iquece am o léxico das a iedades
pad ão do alemão com pala as como geis eich […]wi y[…], kleingläubig […]o li le
ai h[…], Mach wo […]wo d o command[…] e mui as ou as. aduções de
emp és imo de exp essões la inas apa ece am como Eigenname (<nomen
p op ium), Gegensa z (<opposi io), Mu e sp ache (<lingua ma e na). o
emp és imo do la im, g ego (a a és do la im), ancês e i aliano con inuou:
Kapi el, Minis o, Akademie, Dekan, P o esso , Manie , Bankie , b u o, ne o e c.
Em meados do século XVII, uma o ma pad ão de alemão esc i o com algumas
a ian es egionais es a a bas an e bem es abelecida nas egiões do cen o,
no e e sul da Alemanha, embo a não i esse econhecimen o como um meio pa a
mui os domínios "mais ele ados". Além do la im, que ainda e a a língua da
educação e, nas egiões ca ólicas, da ig eja, o ancês da co e de Luís XV
ambém se o nou, nas e as alemãs, a língua do p es ígio, especialmen e en e
a eli e a is oc á ica. Is o oi c i icado e opos o pelas Sp achgesellscha en
[…]sociedades linguís icas[…] que su gi am em á ios luga es. A mais an iga e mais
in luen e, a F uch b ingende Gesellscha , oi undada em 1617 em Weima , no
modelo da Accademia della C usca lo en ina (desde 1582) e euniu mui os dos
p oeminen es esc i o es e g amá icos da época com o obje i o de p ese a e
p omo e a língua alemã, que e a concebida como um meio ideal e "pu o" de
li e a u a sem pala as es angei as e exp essões dialec ais. O século XVIII,
inalmen e, ouxe uma saída das di e enças egionais do pad ão e o
es abelecimen o do uso do alemão em odos os domínios uncionais. En e ou as
in luências, as exo ações do e sá il e udi o Go ied Wilhelm Leibniz (1646-1716)
a usa o alemão na ciência e na polí ica, o uso p o oca i o do alemão em ez do
la im pelo p o esso uni e si á io Ch is ian Thomas (1655-1728) e o abalho
e minológico do ilóso o Ch is ian Wol (1679-1754) ab i am o caminho pa a o
alemão como meio de educação, iloso ia, ciência e adminis ação pública. Com o
uso das línguas de p es ígio la im e ancês, no inal do século XVIII, ilóso os
como Kan e He de , esc i o es como Lessing, Goe he e Schille , e mui os ou os
au o es, pude am desen ol e sua p óp ia c ia i idade linguís ica com base em
uma língua pad ão es abelecida e, assim, o na am-se modelos pa a o uso da
língua das classes educadas. No inal do século XVIII, essas classes, no en an o,
não comp eendiam mais do que no máximo 20% da população em odas as egiões de
língua alemã. A comp eensão passi a da língua pad ão melho ou du an e o século
O G. S ickel. a e olução de uma língua eu opeia: o alemão pad ão 123 diminuiu
mui o na "al a sociedade" e na ciência. No ge al, a emancipação do alemão do
la im medie al começou mais a de e le ou mais empo do que o su gimen o
do espanhol, do i aliano e do ancês como línguas dominan es em seus
espec i os países e egiões. Além da emancipação e pad onização dessas
línguas, o desen ol imen o do alemão pad ão não oi apoiado ou mesmo
o çado po dec e os eais ou go e namen ais, mas po um c escen e
consenso cul u al en e es udiosos e bu gueses educados. É
ca ac e ís ico que o la im, além do alemão, enha pe manecido como uma
das duas línguas o iciais do Sac o Impé io Romano-Ge mânico a é o im
des e impé io em 1806.
XIX com a in odução da educação escola ob iga ó ia ge al nos á ios es ados de
língua alemã e, consequen emen e, a al abe ização da maio ia da população
aumen ou. A língua pad ão ambém oi es abilizada e o alecida po dicioná ios e
g amá icas que apa ece am no cu so do século XIX. Como uma ilus ação
(g ossamen e simpli icado a) das mudanças o mais do alemão desde o século IX,
aqui es ão á ios b e es echos de di e en es aduções ou adap ações alemãs
da Bíblia (Lucas 2.1):
- La im (Vulga a):
Fac um es au em diebus illis exii edic um a Cæsa e Augus o u desc ibe e u
uni e sus o bis. (Naquela época, saiu um dec e o do impe ado Augus o pa a que odo
o mundo osse egis ado.
- Al o alemão an igo ( a iano, c. 830):
Uua d hô gi ân em hên agun amquam gibo on đemo aluual en keisu e haz
gib ie ie i u di al hese umbiuue . - Al o alemão médio (Ma hias on Beheim,
1343): Abi geschên is in den Tagen ein gebo gînc ûz on dem keise e Augus ô, daz
besc iben wo de de ummec eiz allesamen . 1 exemplos i ados de schi ch: 1969,
24 .
124 Kalbos
Kul ū a | 83 (em inglês)
- alemão mode no an igo (Ma in Lu he , 1522):
ES begab sich abe zu de zey das eyn gepo on dem keyse Augus o aus gieng das
alle well gesche z wu de.
- Alemão mode no (ce ca de 1900):
Esab beg sich abe zu de Zei , daß ein Gebo on dem Kaise Augus us ausging,
daß alle Wel geschä z wü de. (Esab beg sich abe zu de Zei , daß ein Gebo on dem Kaise Augus us ausging, daß alle Wel geschä z wü de.) (Esab beg sich abe zu de Zei , daß ein Gebo on dem Kaise Augus us ausging, daß alle Wel geschä z wü de.) (Esab beg sich abe zu de Zei , daß ein Gebo on dem Kaise Augus us ausging.) (Esab beg sich abe zu de Zei .)) (Esab beg sich abe zu de Zei .) (Esab beg sich abe zu de Zei .)
A pa i de meados do século XIX, o alemão, como ou as línguas eu opeias,
so eu uma as a expansão de seu léxico como consequência da e olução
indus ial, do desen ol imen o de ciências e ecnologias cada ez mais
especializadas e dos con a os mul iplicados com ou as línguas pelo
comé cio, as gue as, os no os meios de comunicação e, mais ecen emen e,
o u ismo. Desde meados do século XX, o emp és imo léxico do inglês, que
começou an es, aumen ou conside a elmen e. Sin omá ico é a oca de
elhas pala as emp es adas do ancês po anglicismos; Po exemplo,
apa amen o po apa amen o, banquei o po banquei o, manequim po modelo.
As no mas o og á icas das á ias egiões de língua alemã con e gi am em
g ande medida a é o inal do século XIX. Depois de inúme as en a i as
an e io es, uma o og a ia pad ão oi inalmen e esol ida na 2a Con e ência
O og á ica (1901) em Be lim e oi o icialmen e in oduzida du an e os anos
seguin es nas escolas e na adminis ação pública de odos os es ados e
egiões de língua alemã. al e ações a es a no ma o am p opos as e
discu idas epe idamen e. Finalmen e, em 1996, as au o idades dos países e
egiões pa icipan es aco da am numa no ma e isada, que, após algumas
ligei as e isões, oi o icialmen e acei a e in oduzida nas escolas em 2006.
A pedido dos a o es dos mui os ea os da á ea de língua alemã, ambém
hou e en a i as no inal do século XIX de pad oniza a p onúncia do alemão
alado. Em 1892, Theodo Siebs ap esen ou sua […]Deu sche
Bühnenaussp ache[…] (P onúncia alemã pa a o palco). Sua no ma, que se
basea a p incipalmen e na a iculação alemã do no e da língua pad ão, não
ob e e, no en an o, acei ação sup a- egional o a dos ea os, embo a, de
o ma mode ada, a no ma de Siebs ainda enha alguma in luência na p onúncia
dos al o- alan es de ádio e ele isão na Alemanha. na Áus ia e na Suíça, as
no mas o oépicas pa a o uso público da língua pad ão di e em ligei amen e
da alemã.
O G. S ickel. a e olução de uma
língua eu opeia: alemão pad ão 125
A á ea de língua alemã na Eu opa e e a sua maio ex ensão após a colonização de
colonos e mig an es de língua alemã nos séculos XIII e XIV. Apesa dos
desen ol imen os polí icos, mili a es e econômicos, es a á ea pe maneceu mais
ou menos cons an e a é a Segunda Gue a Mundial. Após es a gue a, iniciada pelo
"Te cei o Reich" go e nado pelos nazis as em 1939, o e i ó io da Alemanha oi
conside a elmen e eduzido no les e. a população de língua alemã das egiões
pe didas oi o çada a se muda pa a o oes e pa a as pa es es an es da
Alemanha e da Áus ia. As a iedades nacionais de alemão pad ão são ma cadas
po di e enças em pequenas pa es do léxico, especialmen e na e minologia
ju ídica e adminis a i a e em exp essões que se e e em a i ens alimen a es.
Há ambém alguma a iação na mo o onémica e na p onúncia. As a iedades
nacionais ambém di e em nos usos das a iedades egionais em elação ao uso da
língua pad ão. o no e da Alemanha usa pouco ou nenhum diale o na ala co idiana,
mas sim a iedades pan- egionais pad ão ou quase pad ão. No sul e em pa es da
Alemanha Cen al e O ien al, as a iedades egionais são equen emen e
u ilizadas, mas ligadas à o malidade das si uações. Os diale os são
p e e i elmen e usados em si uações in o mais, a iedades pad ão ou quase
pad ão em si uações o mais. em ge al, as a iedades egionais dis in i as es ão
a diminui e a se subs i uídas po a iedades pan- egionais. a u ilização de
o mas linguís icas egionais con inua a se ma cada po um baixo p es ígio
social se o o ado não se adap a à si uação de ala ( o mal-in o mal,
dis an e-pe o, e c.). A si uação linguís ica aus íaca é ma cada, po um lado,
po a iedades dialec ais ligadas a egiões indi iduais (Bundesland) e, po ou o
lado, pelo uso c escen e de uma a iedade koiné que se espalha da egião de Viena
pelas pa es o ien al e cen al do país. A ca ac e ís ica do uso das a iedades
na Áus ia é a al e nância en e a iedades egionais, pan- egionais e pad ão
den o de sequências cu as de discu sos, dependendo de a o es como a elação
en e o o ado e o ou in e e o s a us da si uação de ala como o mal ou não
o mal. o uso de a iedades não pad ão em si uações de ala co idianas é no mal
em odos os g upos sociais e não é socialmen e ma cado. Há, no en an o, uma
di e ença en e as a iedades u banas e não u banas, sendo as a iedades não
u banas conside adas de meno p es ígio. A si uação linguís ica da Suíça ainda é
di e en e da dos ou os dois países, uma ez que exis e uma diglossia en e as
a iedades de […]Swi ze -
Kalbos Kul ū a | 83 126 dü sch (alemão suíço), ou seja, as a iedades egionais
(can onais) do alemão alemão e a o ma pad ão suíça do alemão. Nenhum g upo
social usa a linguagem pad ão como no ma pa a con e sas co idianas. Os
alan es de alemão suíço alam diale o e esc e em em linguagem pad ão - uma
si uação chamada diglossia medial na sociolingüís ica. Não há in e linguagem
en e as a iedades medianas. O uso o al da língua pad ão só é encon ado na
ins ução o mal em escolas e uni e sidades, em p og amas de ádio e ele isão
o ien ados pa a os ac os, no pa lamen o e em discu sos o mais. De modo
ge al, não há p es ígio social ou es igma ização en ol idos no uso de qualque
uma das a iedades da língua e nácula alemã suíça, que comp eende um g ande
núme o de a iedades egionais na sua maio ia mu uamen e comp eensí eis.
Além dos usos de diale os e a iedades pan- egionais, as di e enças en e as
a iedades nacionais do alemão pad ão, especialmen e em seu uso esc i o, não
são ão p onunciadas como, po exemplo, as di e enças en e as a iedades
pad ão de inglês na G ã-B e anha, Aus ália e Es ados Unidos da Amé ica.
4. LANGUAGE leGiSlATION E LANGUAGE iNSTITUTIONS na Alemanha, a língua alemã
não em es a u o cons i ucional, como, po exemplo, o ancês na F ança, o
espanhol na Espanha ou o li uano na Li uânia. ou seja, não há nenhuma
egulamen ação na cons i uição alemã, al como "o alemão é (ou se á) a língua
es a al da Alemanha". Apenas leis especiais p esc e em o alemão como língua
o icial da ju isdição e da adminis ação pública. O es a u o do alemão como
língua "nacional" ou "o icial" ou como uma das á ias línguas o iciais é, no
en an o, explici amen e decla ado nas leis cons i ucionais da Áus ia,
Liech ens ein, Suíça e Bélgica. Ins i uições o iciais com ampla compe ência
no ma i a pa a a língua pad ão, como, po exemplo, a Académie ançaise
pa a o ancês ou a Academia española pa a o espanhol, não exis em em
nenhum dos países de língua alemã. A codi icação de ac o do alemão pad ão
es á nas mãos de edi o as como a Duden e lag, Be elsmann e ou as pa a a
Alemanha e a Ös e eichische Bundes e lag pa a a Áus ia, que publica o
dicioná io […]Ös e eichisches Wö e buch[…]. A Suíça não em o seu p óp io
dicioná io de alemão, em ez disso, são usados os dicioná ios publicados na
Alemanha.
O G. S ickel. a e olução de uma língua eu opeia: alemão pad ão 127 na Alemanha,
á ias ins i uições di idem en e si unções compa á eis às de uma academia
de línguas. o ins i u o ü Deu sche Sp ache (ins i u o pa a a língua alemã) em
Mannheim, sendo o maio cen o de pesquisa pa a a língua alemã, em seu oco
na desc ição empí ica do alemão mode no e sua his ó ia ecen e. Os esul ados
são, en e ou os, uma g ande g amá ica do alemão con empo âneo, dicioná ios
especiais e uma mul idão de monog a ias e manuais sob e á ios aspec os do
alemão2. O ins i u o ambém é enomado pelos g andes co po a de línguas que
o am cole ados du an e os úl imos 40 anos. A Deu sche Akademie ü Sp ache
und Dich ung (Academia Alemã de Linguagem e Poesia) em Da ms ad eúne
enomados omancis as, poe as, c í icos li e á ios e (alguns) linguis as dos
á ios países de língua alemã com o obje i o de p omo e e cul i a a língua e
a li e a u a alemãs, o ganizando con e ências sob e ques ões li e á ias e
linguís icas e concedendo p êmios a esc i o es no á eis. o ins i u o Goe he
p eocupa-se p incipalmen e com a di usão e p omoção do alemão em países não
de língua alemã. Exis em á ias ou as o ganizações, na sua maio ia p i adas,
que se p eocupam com a u ilização e o desen ol imen o a uais do alemão
pad ão. De longe a maio , a Ve ein Deu sche Sp ache (Associação de Língua
Alemã) com ce ca de 30.000 memb os, es á i idamen e lu ando con a o uso de
anglicismos. A Gesellscha ü deu sche Sp ache (a sociedade da língua alemã)
ambém se p eocupa com o uso do alemão pad ão con empo âneo, mas de o ma
mais sé ia e linguis icamen e undada. Desde 2003, as maio es ins i uições
linguís icas apoiadas pelo Es ado coope am no Deu sche Sp ach a (conselho
da língua alemã), uma associação sol a com o obje i o de melho a o
conhecimen o da língua en e a população alemã. na Áus ia, a codi icação da
língua es á nas mãos da unidade de dicioná ios da Ös e eichische
Bundes e lag, que publica o Ös e eichisches Wö e buch (Dicioná io
aus íaco). exis em duas pequenas unidades de in es igação pa a o es udo do
alemão aus íaco, a p imei a na Academia Aus íaca de Ciência e Tecnologia, a
segunda na Uni e sidade de G az. Es e úl imo p eocupa-se p incipalmen e com a
compilação de dicioná ios e co po a especiais.
A é à da a, a Suíça não dispõe de uma ins i uição de codi icação. Uma
unção egulado a é exe cida pela Schweize ische
e ziehungsdi ek o enkon e enz eDk 2 Ve www.ids-mannheim.de pa a lis as de alhadas de publicações.