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Kalbos taisyklingumas ir naujas požiūris į preskriptyvizmo teoriją Latvijoje

Dace Strelēvica-Ošiņa

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D. STRELĒVICA-OŠIŅA. Regula idade da linguagem e no a abo dagem à eo ia p esk ip i ismo na Le ónia 259 DACE STRELĒVICA-OŠIŅA Uni e sidade da Le ónia TELEBOS TAISCYCLINGUMAS IR NAUJAS POŽIŪRIS Į PRESKRIPTYVIZMO TRIJ LATVIA ESmInIAI VOODŽIAI: p esk ip y izmas, in luência de linguagem, socioling is ica, e os de linguagem. O p esk ip i ismo linguís ico e seu ap aiškos la ias sociedade é ak uali ema, po ém compa ado com Vaka ų pasauliu (ypač anglakalbe aplinka), onde p esk ip i ismo já há mui o empo sulaukė kalbininkų a enção, pouco in es ig a. As disposições sob e p esk ip i ismo exp essá am-se ambém na Li uânia (Lo e a Vaicekauskienė essencialmen e é assim desc i a a si uação da Li uânia: Kai codi icação de linguagem so ia nesêkmę, en a-se o ça a keis is consumido es, e não no mas (Vaicekauskienė 2011), e em ou os países ou e ninês comunidades, cujas his ó ia e polí ica expe iência são semelhan es (mais adian e įšime à ques ão de po que e como es a expe iência se elaciona com p esk ip i ismo). P esk ip i ismo nas nações na his ó ia exis iu quase odos os empos e em odas as cul u ase, desde mesmo linguagem, especialmen e esc eomosios, su gimen o. No en an o, na sociedade pós-so ié ica es e concei o, especialmen e en e linguagem não especialis as, ainda é ela i amen e a amen e usado e conhecido. Na li e a u a linguís ica la ias o e mo p esk ip i ismo apa eceu no XX a. dezim ojo décmecio inal Ie os Zaube gos (1998) e And ejo Veisbe go (1999) em a igos; Ele é usado e em algumas publicações des a au o a des e a igo (ž . S elē ica 2002, 2004, 2005, 2007; S elē ica-Ošiņa 2008a, 2008b, 2009, 2010a, 2010b, 2011 e k .). En ão o que é p esc ip i ismo? Apibend inando á ios kalbininkų men is, pode-se alega que p esk ip i ismo é a busca de egula idade da linguagem e, ainda mais, conscien e e ei o à língua, pa a que ela osse egulamen iga e š a i. F equen emen e p esk ip i is as (de enso es do en oque p esk ip i o) baseiam-se a p essupos o de que a qualidade da linguagem de e io a em compa ação com a an e io men e ex-ideal e acei á el à sua condição, po an o é p eciso es o ça -se con e es e p ocesso nega i o man endo es i amen e no mas da linguagem e e i ando, em suas pala as, po- 260 KALBOS KULTŪRA | 84 kyços em ala. O e mo acadêmico (angl. p esc ip i ism) kildizado de pala as p esc ibe (isc ibi [ ais us e e c.], indica , es abelece ) e p esc ip ion (nuodymas, po a kis, [ ais ų] ecei a), e es es sua ez u do la ynos p aesc ibe e (pazodžiui esc i í p iekyje, i šuje, i. y. da indicação) e p aesc ip io (indicação, po iz). O que é a egula idade da linguagem? Uma ez que egula idade é a ibuída mais cedo a uma ca ego ia é nica do que mokslui, socioling is ai ainda não pa eikę exaclija des e enômeno de inição, embo a alando sob e a elação humano com lingua ine i a elmen e em que en en a com o concei o de egula idade. Pode-se paci ua b i ão socioling is a Pe e io T udgillo Socioling is ikos e minų žodyne (A Glossa y o Sociolinguis ics, 2003) o necida i i a ó io pala a eg asingumas (co ec ness), onde es e concei o não é de inido, desc e e-se apenas seu uso: Kalbinėse bend uomenėse (speech communi ies), às quais ca ac e ís ico cla ous okusis (ž . okusu1 ( ocused)), as o mas da língua mui as ezes sup an a, cujas o mas são egula es e que não. Kalbininkai é aco doę, que ne aisyklinga pode chama -se al de usuá io, ao qual a língua não é na i a, língua, se nes a exis e ais o mas de e modos de consumo, dos quais os usuá ios da língua na i a nunca ne a a iam, po exemplo.: I am knowing him o many yea s. No en an o, linguis as não conco dam que a língua na i a dos consumido es usadas o mas pode iam se azoa elmen e a aliadas como nãoisyklingas. Eles indicam que, quando assim são a aliadas o mas amplamen e di undidas, ex.: I done i , sua base é a a aliação social, susi29). Es a ci ação pe ei amen e desc e e duas opiniões di undidas na con empo ânea anglakalb socie y: 1) con icção, que udo o que homem consome em n ojojá lingua, já, como is o de de inição, é egula iga, 2) abo dagem, que a alo ização da jęs su aldžios, u o i p es ižo papli imu bend uomenėje“ (T udgill 2003: egula idade da linguagem é p incipalmen e elacionada com socialine galia e p es ižu. Como su gi am es as opiniões, ou elas são uni e sais? A p imei a a i mação imedia amen e az come se pensa ou quando o usuá io da língua na i a adqui e e começa a ka o i um ou o au uço usoujamá ne aisyklingą 1 P. T udgillas p i a ia Robe o Le Pageo okusuo ųjų e išsisklaidžiusių comunidades ( ocused and di use communi ies) e na sua ou a diccioná ia as de ine assim: Pagal a ipologia de a ian es linguís icas, que es abelece o sociolingüis a b i ânico Robe Leas, cujas a ian es são ela i as di use e ou as. [...] Focusuo osas lingubinas comunidades são aquelas em que oco eu no á el pad onização e codi icação da língua, maio ia p i a ia no mas a osenai, os usuá ios da língua p eocupam-se pela pu eza da língua e pelo a o de que a sua a ian e da língua di e i -se de ou os [...]. Na Eu opa comunidades linguís icas são cla amen e ocadas (T udgill 2003: 4950). D. STRELĒVICA-OŠIŅA. Regula idade da linguagem e no a abo dagem à eo ia p esk ip i ismo na Le ônia 261 o ma, ela au oma icamen e o na aisyklinga? A es a pe gun a unei eikšmiamen e esponde não pode. Na sociedade la ia uma espos a posi i a se ia conside ada he e išku, pois ou os idiomas e ki a aučių in luência à la ia língua mui as ezes é conside ada um enómeno nega i o (plčiau sob e isso mais a de). No en an o não se pode nega o a o de que em odo o mundo des a manei a de ido a con ac os di ec os linguagem muda. Na u almen e, an e io men e ais mudanças o am conside adas como ne aisyklingumo ap aškos (p.ex., Augus as Schlegelis manê, que do sin é ico la ynos se desen ol eu anali as omanas línguas, po que Roma conque e am bá ba os bem neišmu a am la ynos línguas, e mais a de omėnai [...], ou indo sua língua soa inacabadamen e, ‒ começa am eles mesmos a esqueci dela dêsnius e àgdžio i no os gei gon (Schlegel 1818: 24)). Nos nossos empos man ém-se de ou a pe spec i a. De e ia conside a -se o a o de que nenhuma comunidade anglakalbių du an e ul imo milenme į (nuo p ancūzakalbių apa ecimen o b i as ilhas XI a.) sua e a não nesusidū ė com ou a língua albančiais conque u oais, p i ilegiijuo as p esença e p essão de língua es angei a. Desde aquele empo, em que a in luência de ingles e ancūzos idiomas con ac os se o mou idu inė anglų kalba (Middle English), mode nainės anglų kalbos pi m akė, ou as línguas in luência inglês língua mais nunca oi ão g ande, que anglakalbiai pe me asse ki a aučių e oneamen e o mados g ama ines kons ukcijas (leksiniai skoliniai neda o po eikio kalbos s uk ū ai). Tendo em is a, al ez anglakalbiai au o es possam de e dade e gamen e a i ma , que qualque qual ingles como g i m o s i o s linguagem consumido io usada o ma e cons ução é egulamen iga. Como en ão comen a o segundo P. T udgillo eseí, que a a aliação egula idade da linguagem p incipalmen e se liga a pode e p es ižu? An es de esponde a es a pe gun a, de e ia o nece uma b e e esumência his ó ica. Nas an igas cul u ase g ande impo ância à obse ância das no mas da língua p incipalmen e oi a ibuída em ex os eligiosos e ce imônias como es á indicado Malcolmmas D. Hymanas, g amá icas sansk i o o am esc i as pa a assegu a iam a egula idade da língua edas (Hyman 2002). À egula idade da língua mui a a enção é dedicada e An igos Romoje sob e isso esc e eu g ama ikai, li e a ai, o a o iai e k . Em mui as on es indica-se que omėnų sociedadeé dis ingue suno min ą e a komą se mo u banus (‘mies o kalbą šneką) de simples liaudies šnekamosios kalbos, ou se mo us icus (‘kaimo kalba šneka /). P eocupa -se com a egula idade da língua p omo eu á ias azões o aspec o eligioso, o desejo man e uma egula comum língua como símbolo de es a u o social, es o ços p o ege a 262 KALBOS CULTŪRA | 84 pe íodo de queda do impé io (Hyman 2002). P esk ip y ismo adição man ida e nos meados, ela pa icula men e Sukhlėjo pe íodo do Renascimen o, quando o am ís agadas di e amen e à linguagem egula idade e š a umui p ê e as academias Accademia della C usca I alijoje, Académie ançaise F ançaijoje e . . Na Ingla e a ais academias não hou e (nego ais planos exis a), po ém pala as puoselėjimu a i amen e p eocupa am-se e sob e egula es da linguagem bū inumą g ama ikai e ašynų suda y ojai (especialmen e XVIII c., que mui os conside a especial pe íodo de sukles imen o do angliškojo p esk ip y ismo e ao qual ainda olįšime). De e ia en a iza -se que, an es de adqui i in o e mo p esk ip i ismo, es e eiškinyo às ezes oi chamado de pu izmu e mo apa eceu Renascimen o empos F ança, e mais a de oi pe meado inglês e ou as cul u as. O dicioná io do inglês de Ox o d (Ox o d English Dic iona y) ao lado da i ulação pala a pu ism (‘pu izmas) ap esen a agmen o de 1804 m. publicado abalho de William Mi o d, onde é mencionada ai, o que ancúzai chama de pu izmu (OED [1933] 1961). Sua ezze o OED à i ula ó ia pala a pu is (‘pu is as) ci ada em 1706. no edi ed Edwa d Phillipso inglês linguagem dicioná io dada a de inição: Pu is a aquele que se es o ça ala ou esc e e o denadamen e e egula men e (OED [1933] 1961). Naquele mesmo signi icado es a pala a não é in equen emen e usada e na linguís ica la ia, po exemplo, In a F eimanė desc e e pu ismá como nesi aiks ymą [...] com qualque ipo de linguagem da kymu (F eimane 1993: 51) e menciona seu con á io an ino miškumo polinkį, que ealizá el, negando a essência delibe adamen e kiš is pa į kalbos p ocesą ( en). Henceasi, I. F eimanês usado o e mo pu izmas podemos de ce o sen ido conside a e mo p esk ip y izmas sinônimo. língua la inas de ou as línguas, especialmen e aumen ado Roma Hoje o pu ismo é p incipalmen e usado num sen ido mais es ei o ele é chamado de supos amen e indesejados enômenos léxicos (a é p incipalmen e e i ação de emp és imos de ou as línguas). O sociolingüis a Geo geas Thomas chama al espécie de pu ismo de kseno obiškuoju pu izmu e en a iza que ele é o mais comumęs (Thomas 1991: 204205). (Pu izmo ap aiškas la ians em línguas é a isãous Aina Blinkena, Ina D u ie e, Vine a (Zoldne e) Po iņa e já mencionado And ejs Weisbe gas.) Beça an o empo, como e o p óp io p esk ip i ismo, exis ia e de uma isão nega i a em ele apa aškos e dade, só agmen škos e mui o que menos documen ados do que p esk ip y iosios disposições. Como um dos mais conhecidos an igos p esk ip i ismo oponen es menė inas IVV a. i ês pai da Ig eja Augus ine, que alou: Melius es ep ehendan nos g amma ici quam D. STRELĒVICA-OŠIŅA. Regula idade da linguagem e no a abo dagem à eo ia p esk ip i ismo na Le ônia 263 non in ellegan populi2 (418 m.; Ena a iones in psalmos, 138, 20). Ele ejei ou o e dė ą ado adas no mas de obse amen o, se po isso nãopaisoma linguagem mudanças e ealícia a osenes. XIX a. o am eiškiamas idėjos, que na u al linguagem aida é mais desejadau ina do que p esk ip y i a kyba e no minimas. O socioling is a Johnas Ea las Josephas eziuma: Do pon o de is a lingüo í ica cien í ica do De ynioliks o século a pad onização da língua oi o e imen o da condição na u al da língua. Es a isão ainda e a gene alizada na segunda pa e do século XX. (Joseph 1987: 910). No en an o p esk ip i ismo eiškinys in oduzido só no XX a. início, quando uma isão nega i a a ele o na o icialia polí ica. Na época na Amé ica desen ol ia-se a chamada desc i i ioji lingu is ica al concei o inicialmen e aplicado a sinc onina alo y a. Desk ip y ismo aida oi es ei amen e elacionado com as p incipais daquele empo ame icanos linguo y os c ip imis s uk u ine e an opologine lingu is ica. Um des a linguís ica de a e as desc ição de línguas indêneas de habi an es locais da Amé ica. Dado que es as línguas segundo seu ipo mo ologico (a maio ia polisin e icas) e unções socioling is inas (a maio ia não inha aš o e eu opie iškąja sen ido e am nones anda izuo as) mui o se di e iam das línguas indoeu opeias, as p ecisa am obje i amen e e quan o possí el mais p ecisamen e desc e e eixidas ex e nas, não p eocupando-se po mudanças de linguagem, e os esp. de no mas ado adas e e c. an e io men e isso e a não e i ado, pa a os al inos eminio de aško idio analisando suas p óp ias línguas, além disso. De ia ac escen a -se que, de ido à al a de monumen os de esc i a, a his ó ia das línguas dos an igos habi an es ame icanos e a p a icamen e desconhecida; linguas desc e e oi possí el só sinch oniamen e, sem subme e das a aliadas decisões e p esk ipções. Rapidamen e isso incen i ou os linguis as a epensa sob e a possibilidade de pesquisa e ou as (incluindo e inglês) línguas, man endo dis ância, e udo o que o linguis a alguma ez em língua kons a a o e za egis ou, conside a legal e egulamen iga pa e daquela língua. O sociolingüis a Richa d Hudson conside a que uma das mais impo an es conquis as do século XX. linguo i is a des uída idéia [...], que algumas línguas ou línguas 2 Jau e čiau egu nos ep ocha uma g ama ikai, nem não en ende a gen e. 3 Sociologia, an opologia e em ou o luga u ilizadas duas concepções con á ias eminis e e inis posições. Te minus emic e e ic, que kildinami de phonemic (‘ oneminis) e phone ic (‘ one inis), 1954 m. começou a usa os lingüis as ame icanos Kenne has L. Pikeas. Com base em á ias opiniões de especialis as, eles signi icam idinho esp. ex e inho pon o de is a pa a alguma g upo-ca ac e ís ico eiškinį, dependendo de se a alia do pon o de is a de um pa icipan e do g upo, ou de um pesquisado obje i o si uado ex e namen e. KALBOS KULTŪRA | 84 264 ejei a idėja (cuja em g ande pa e baseia p esk ip y izmo) que a bend iné língua adicionalmen e pon o de is a é a ian ai y a ge esni už ki us“ (Hudson [1980] 2001: 203). Ki aip a ian – eg asingότερη pa a dialek us e sociolek us. Pamažu su o mulada e já axioma o nusa o mulae, que Occiden as, especialmen e anglakalbėje kalbo y oje, ep ojama mul idões ezes (dažnai nek i iškai e neįsigilinan ) kalbo y a é desc ipy inė, e não p esk ip y inė. Jeanas Ai chisonas, po exemplo, esc e e: P imíssima e mais impo an e k a l b o y a y a desc ip i y inė, e não p esk ip y inė. O o binis a in e essa pelo que é di o, e não pelo que, sua opinião, de e se di o. [...] Ele não c ia co ecklismo leis (Ai chison 1978: 13; des acada au o ês). Semelhan emen e es a idéia signi ica e ou os au o es. O concei o p esk ip i ismo oi usado com obje i o desc e e nega i amen e a adicional acesso à linguagem e sua u ilização, ela oi ligada com no mine g ama ica e egula izada de esc i a conhecynas cons i uição e conselhos caip egula men e ala esc e e como já oi mencionado, es a adição de língua inglesa pa icula men e sukles ê no XVIII. G ande B i ânia. Ne e ai desc ip i ismo e an ip esk ip i ismo (Nos ociden ais socioling is os é usado e es e e mo, in oduzindo an es p esk ip i ismo des iu as a i udes e ações) lei mó i os šūkis Paliki e kalbą amybėje, escolhido segundo o í ulo do li o de Robe o A. Hallo Lea e You Language Alone (Lea e You Language Alone, 1950). Encan ado , que na XX a. p imei a me ade anglakalbiai kalbininkai em ge al se es o ça am igno a p esk ip i izm, como no a elmen e passenusį e anach onišką, e só na XX a. segunda me ade ėmė conside á-lo e u obje o de a enção e pesquisas. Melho mencionado dos anos dez do século no e os in es igado es anglakalbios à abo dagem ao p esk ip i ismo esumem as pala as de J. Josepho: Can o melho conhecemos o p esk ip i ismo, mais cedo pode emos abandoná-lo comple amen e (Joseph 1987: 18). Simila men e meu e James Mil oyus e Lesley Mil oy de g ande ex ensão abalho Au o i e as alboje. Línguas p esk ipções e pad onizações y imai (Au ho i y in Language. In es iga ing Language P esc ip ion and S anda diza ion, 1985). Mais a de, no inal do XX a. e amžių sandū oje, gilin asi-se em p esk ip i ismo eiškinį ainda mais obje i amen e e consis en emen e. Como uma das mais impo an es pode-se menciona socioling is a Debo ah Came on e sua li o Ve bamen o Higiene (Ve bal Hygiene, 1995) ap esen adas as conclusões de que na u ais são não só mudanças de linguagem, mas ambém as elações das pessoas e eação ( ambém nega i a) a elas; na u al é e p eocupação pela egula idade do uso da linguagem. Se a língua é um enômeno social, o pesquisado da linguagem não de e ia condenk i e nepaisi i socialinių eiksnių. Sa o po z u an ip esk ip y inė D. STRELĒVICA-OŠIŅA. 265 Regula idade da linguagem e no a abo dagem à eo ia do p esc ip i ismo na Le ônia ideologia, segundo D. Came on, é mui as ezes não menos ka ego iška e nepaisan e de p ocessos na u ais como adicional p esk ip i ismo: Daugelis kalbininkų [...] conside a que eles ejei a am po p incípio qualque p esk ip i ismo. Mas se a aseė Pe mi e a linguagem em paz! não é p esk ipção, en ão o que ela en ão? (Came on 1995: 7). Pode-se dize que no mundo Ociden al p esk ip i ismo começou a eabili ua socioling is ica, pois ela ėmė jus i ica do idioma egula idade p iežiū ą como na u al de, mui os comuni omenias linguís icos ca ac e ís ica enómenoškinį e ejei ou ka ego išką seu sme kimą, que a é ol p opagou ou as di eções linguo y os. a. XX au o es ge almen e ao p esk ip i ismo p ikişa am seu nemocliškumą na u ais mudanças de linguagem nesu okimen o e nepag įs ą buscação os suspindi , conside ando klaidomis. Mui os an ip esk ip i is as acha am, que conscien iamen e ope a a linguagem impossí el. O lingubinis a B i ão Da idas C ys alas a i ma: Negalima suspundi línguas ki imų. ocês podem não gos a ; pode lamen a -se de que na linguagem apa eça no os elemen os de ou nė pe nago juodymą negali e am da y i jokios į akos“ esqueçam elhos, po ém (C ys al [2006] 2007: 89; des acada au o ês). Essa pe spec i a é um pouco exage ada. Possí el conscien emen e aze in luência à língua isso mos a com sucesso no inglês alado di undido o co e icismo polí ico e a neu alidade de gêne o (gende -neu ali y), quando as pala as he (‘jis) e man (‘ y as, человек) a ualmen e p a icamen e não são ojadas no sen ido ge al, acompanhando ambos os sexos sob e a g ande semelhança en e o poli icamen e co e ismo e p esk ip i ismo já há esc i as não poucas au o es. (Tal ez de e ia aze -se a conclusão de que é mais ácil começa a muda a linguagem e aquelas mudanças implemen a do que as pa a .) Sob e p esk ip i ismo como sob e manei a esis i mudanças Anne Cu zan ašo: Anglų kalbos is o ijos y ėjai mui as ezes impensadamen e p esk ip y is ų es o ço p ilygino be il iškai, nesėkmei pasme k ai combai com na os s ichija idioma ki imais. De a o, se a suspensão desses ki imų osse conside ada sėkme, en ão se ia possí el ala sob e p esk ip y ismo zlugimen o. Uma ques ão mui o mais complexa quan o os es o ços p esk ip i is as pode iam a e a an o a o al como a esc i a inglês, especialmen e se p esk ip i ismo conside amos pa e do p ocesso de pad onização e codi icação inglesa. (Cu zan 2009: 27). Rep esen an es do p esk ip i ismo mui as ezes são c i icados po in ole ância e indemoc a iedade (de ou as línguas a iadas dialek os e sociolek ų ele ada e p i ilegiada bend iné língua), po disc iminação de pessoas (pelo seus us o- 266 KALBOS KULTŪRA | 84 jamos idiomas) e . . Não aciden almen e an e io men e ci ada na de inição de P. T udgillo menciona a a aliação social da egula idade da linguagem, elacionada com o pode u i ude e p es igio p ema imu na comunidade (T udgill 2003: 29). Como puicos exemplo pode se dado e 2009 m. 16 de janei o d. jo nal da Le ônia Kul ū as diena publicado a A o S ecės pokalbį com aus alų kilmės kalbininku Dylanu Glynu. Rep esen a endo o ípisk (ou, melho , es e eo ipiškam) anglakalbių an ip esk ip i is as de pon o de is a o úl imo a i ma: Be qual linguis a de Occiden ų conco da ia, que, se ocê ala e em ma ąja língua e não es ejês pau gês, ou, digamos, pí , udo, o que ocê ala, lingubiamen e é egulamen iga. O p incipal p incípio de qualque linguís ica é desc ição, e não p esk ipção. P e s k ip c i j a é um enômeno sociológico. Ela é signi ica i a, se ji y a a l d ž i o s s uk ū ų i š a i š ko s d a l i s k a l b o j e (S ece 2009; des acado au o ės). Tokie alegações ambien e de língua inglesa de e dade são logicamen e baseadas. Sob e a egula idade da absolu a língua na i a já oi alado. Se alássemos sob e p esk ip i ismo como sob e pode (galios) exp essi a, de e ia lemb a -se que desde an igo na G ã-B e anha exis a a classes a sociedade, na qual ín eg os séculos um dos mais impo an es indicado es de camada social humana e a sua usada língua. Taisyklinga e no mas con o mes bend inė língua, como e clássico An i Ancien Romos pe íodo, oi os mais al os das classes sociais sinais. Especialmen e a ques ão da egula idade da linguagem suak ual eio XVIII a., quando ao homem su giu a possibilidade de se exal a (upwa d mobili y) e, ap o ei ando sua ca ei a, ealizações, educa im e habilėjim ala comunine língua, pakliū i nas mencionadoas camoksnios da sociedade. Socioling is ê Lynda Muggles one, desc e endo exclusi o papel da egula comum de língua a ia como indicado do social s a o XVIII a., usa a nacional obsession (na ional obsession) concei o (Muggles one [1995] 2007: 5). A ligação en e p esk ip i ismo, cuidadoimosi eg as da língua e socialines pode os bem p es ižo ainda p o undamen e en sišaknijess inglês língua consumido es conscien iê. Po exemplo, uma in odução de um gênio de língua inglesa con empo ânea como au oen endida menção é o a o de que an e io men e popula ús p esk ip y inie dênios são mui as ezes socialiniai dênios, que, como se p esume, desc e em a alan e ou esc i o a como educadou ou como am i k a m i s u o m e n ė s s l u o k s n i u i a s o a u j a n a in o s m e n (Ca e , McCa hy: 2006 6; des acadas au o ês). De e ia en a iza -se que do p esc ip i ismo linguís ico pa ekimą į nemalonę lemb ou não só no as polinkia linguo y as, mas ambém di e sos socialus e poli iniai D. STRELĒVICA-OŠIŅA. Regula idade da linguagem e no a abo dagem à eo ia p esk ip i ismo na Le ónia 267 p ocessos, elacionados com a democ acia, ole ância, já mencionado poli ico co ek iškumo idėjos aida. Tal ez a hos ilidade ao p esc ip i ismo adicional es i esse ligada com a hos ilidade polí ica, que o am man idas p esc ip i ismo aukso age na G ã-B e anha e em ou os países semelhan es impe ialismo, endências de colonialismo, acismo e ou as disc iminações? Psicholing is a S e enas Pinke is, sendo zamquenhado c í ico p esk ip i ismo, em meados de XX a. i onicamen e a eleb ou sob e poli icamen e o ien ada ko ingąjį an ip esk ip i ism: Ski ingai do que alguns alguns ep esen an es do mundo acadêmico do XX a. dezesse e, eu não acho que ensino de inglês comun iné é um meio, podin supo a pa ia chalį capi alis a domina imen o da aça b anca e que a nação p ecisa se libe a, que um pode ia esc e e assim, quan o quise . (Pinke 1994: 399). po ém, é de a o as a i udes p esc ip i as em odos os casos ligadas com socialine hie a quia e pode ? Bū a sepa as en a i as des e mé odo analisa e p esk ip i ismo ap aiškas La ijoje aqui pode-se menciona alguns Gačio Dilāno 20032005 m. publicações imp udo da Le ônia. O au o a i ma que a pô -da-língua num símbolo de pode con e e a isolados kalbinis as p esk ip y is iamen e dispos os e aos seus g upos de xaninhei os in luência e pode p i ilegiado [...] e que pe nelyg o e de e minada g ama ização da língua ou empuja-se s ilizelização de cimaus pe mi e aos consumido es des e p ocesso semp e se sen i em p o eçenos [...], e olha em pa a ou os kalbinis as como a segundos ou incompe en es (Dilans 2005). Em ou o a igo p esk ip i ismo ap aiškas La ijoje ele chama ais inga socialinės kon olės a maina (Dilāns 2003). No en an o, qualque , in imamen e amilia izado com a his ó ia cul u al da Le ônia e con ex o social, al a aliação desc e e ia como unila e al, quando, ž elando do anglakalbių cul u a e pa i ies pon o de is a, igno a-se a peculia idade da si uação da Le ônia (e de ou os semelhan es bend uomenias). Po que a si uação da Le ónia é di e en e? Segundo I. F eimanės, la ių kalba ak iškai nieku kada o o como p i ilijuo ųjų klasių a ição (F eimane 1993: 40). Pode-se imagina que eo icamen e al si uação podendo susi o ma -se no pe íodo da p imei a República da Le ônia po ém mencionadois pe íodo e a pe umpas, que a egula idade da língua osse começada ei i com p i ilégios e pode . Na nação la ians, a maio pa e da sua his ó ia no ex-domínio de ou os-lingues, ao longo das ezes não se o mou uma eli e social, que se sepa a ų poli ine ú ica, melho educacão, ao qual pessoas de camadas mais baixas socie á ias espė ųsi subliū i en ando ap ende a ala yk ais- 274 KALBOS KULTŪRA | 84 idual. P oceedings o Canadian S udies Con e ence o Bal ic S a es, Šiauliai: Publicação da Uni e sidade de Šiaulių, 6472. S e l ē i c a D. 2007: Valodas pū isma endências sociedade: sp iedzi mazinošs ac o s s a pe niskajās a iecībās? Akadēmiķa J. Endzelīna 134.dzimšanas dienas a ce es s a p au iskās zinā niskās kon e ences ma e iāli, Rīga: LU La iešu alodas ins i ū s, 6667. S e l ē i c a - O š i ņ a D. 2008a: Valodas p esk ip ī isma izpausmes La ijā un ā pozi ī ās blakuspa ādības. Linguis ica Le ica 17, Rīga: LU La iešu alodas ins i ū s, 7891. S e l ē i c a - O š i ņ a D. 2008b: The Bene i s o Language Con lic : Quebecois and La ian Expe iences. Canadian Mosaic. P oceedings o he Annual Bal ic Canadian S udies Con e ence o 2006 in Riga, Rīga: La ian Associa ion o Canadian S udies, 5162. S e l ē i c a - O š i ņ a D. 2009: Dialek s kā komisma a o s: socioling is iskie un socio ēs u iskie aspek i. An iqui as Vi a 3. S udia Classica, Rīga: LU Akadēmiskais apgāds, 108127. S e l ē i c a - O š i ņ a D. 2010a: Pa eizs cil ēks, pa eiza aloda ai pa eizs ā ds? T īs p esk ip ī isma i zieni un La ijas si uācija. Akadēmiķa J. Endze līna 137.dzimšanas dienas a ce es s a p au iskās zinā niskās kon e ences ma e iāli, Rīga: LU La iešu alodas ins i ū s, 5556. S e l ē i c a - O š i ņ a D. 2010b: Valodas pa eizības izp a ne un p esk ip ī isma cēloņi un sekas: La ijas un pasaules pie edze, P omocijas da ba kopsa ilkums, Rīga: La ijas Uni e si ā e. S elē ica-Ošiņa D. 2011: Po que nós g ibam, lai aloda i pa eiza? Ieska s p esk ip ī isma ēs u ē, eo ijā un p aksē, Rīga: LU La iešu alodas ins i ū s. S e c e A. 2009: Ku š p o unā la iski? [En e is a a Dilanu Glinnu]. Kul ū as Diena, 16.jan ā is. T h o m a s G. 1991: Linguis ic Pu ism, London and New Yo k: Longman. T udgill P. 2003: A Glossa y o Sociolinguis ics, Edinbu gh Uni e si y P ess. Va i c e k a u s k i e n ė L. 2011: Language ‘na ionaliza ion: One hund ed yea s o S anda d Li huanian. T. K is iansen & N. 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Ao con á io do mundo Anglophone, onde p esc ip i ismo em sido econhecido, named and c i icized (como unscien i ic and socially in ole an and non-democ a ic) o almos a cen u y, in La ian cul u e i has been only abou en yea s ha p esc ip i e a i udes ha e a ac ed he a en ion o sociolinguis s, and, maiso e , ha e been a ibu ed he e m p esc ip i ism. Howe e , he pu sui o language accu acy has always been a he in ense in La ia (and usually associa ed wi h na ional iden i y issues). My esea ch has led me o new insigh s in he heo y o p esc ip i ism (mos o hem can be ound in my doc o al hesis o 2010 and he book subsequen ly published in 2011). I ha e o e ed a new classi ica ion o p esc ip i ism, which includes h ee main ypes: 1) Human-o ien ed p esc ip i ism is a ype o p esc ip i ism known (and c i icised) in Anglophone cul u e, whe e language co ec ness is his o ically ela ed o a pe sons social ‘co ec ness and people ha e ied o imp o e hei linguis ic pe o mance in o de o asse o secu e hei place in he social hie a chy. An ip esc ip i is s, d awing on his expe ience, see linguis ic p esc ip i ism as mainly based on ou da ed pe cep ions o social p es ige and powe . 2) Language-o ien ed p esc ip i ism is a ype o p esc ip i ism which a emp s o ‘sa e language om alleged deg ada ion, especially i caused by he in luence o o he languages. É cha ac e is ic o communi ies which ha e been domina ed by allophone e hnic g oups (bu ha e ne e heless success ully e ained hei language and s ill use i in all sociolinguis ic unc ions), such as he La ian communi y wi h he his o ical expe ience o Ge man and Russian poli ical and linguis ic dominance. Es as comunidades êm mui as ezes conside ado a p o eção de sua língua e sua co ec ness and ‘pu i y as a symbol o and inspi a ion o na ional sel -con idence and poli ical p o es . This kind o p esc ip i ism and pu ism has some imes been c edi ed wi h xenophobia and e hnic in ole ance. No en an o, como a e idência suge e, comunidades linguís icas que a ibuem g ande impo ância à língua como a base de iden idade nacional, e a language issues em ge al (incluindo p esc ip i e and pu is ca e abou language co ec ness), são capazes de man e he e hnic con o e sies wi hin he sphe e o language and o a oid physical agg ession. 3) E o -o ien ed p esc ip i ism is a ype o p esc ip i ism which can coexis in pa allel wi h ei he o he i s wo ypes. I is a endency o s igma ize and 276 KALBOS KULTŪRA | 84 elimina e ce ain ‘popula (o en encoun e ed and/o c i icized), eal o imagined language e o s. This ype o p esc ip i ism can be obse ed in many cul u es and is some imes seen by he ecipien s o he c i ique as he p esc ip i is s desi e o psychologically humilia e o he people. The p esen a icle discusses some o he aspec s o p esc ip i ism and language co ec ness as well, such as challenging he popula iew in Anglophone linguis ics ha all o ms u e ed by na i e speake s a e by de ini ion co ec . Enquan o his may be ue o he English language (whe e, o he las millennium, he e has been no conside able impac on i s g amma by he domina ing p esence o a o eign language), we should p obably no assume ha in any o he linguis ic communi y a o m o cons uc ion used ung amma ically by non-na i e speake s and epea ed likewise by one o mo e na i e speake s au oma ically becomes co ec . KEy wORDS: linguis ic p esc ip i ism, linguis ic dominance, sociolinguis ics, language e o s. DACE STRELĒVICA-OŠIŅA Uni e sidade da Le ónia La iešu alodas ins i ū s Akadēmijas laukums 1, 902 is ., Rīga LV-1050 [email p o ec ed]