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Priešdėliniai ir priesaginiai darybiniai vertiniai lietuviškoje politechnikos terminijoje

Angelė Kaulakienė

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SOCIAIS LINGUÍSTICA PROBLEMAS LITUANOS QUESTÕES DE LINGUÍSTICA, XIX (1979) Angelė KAULAKIENĖ PREFIXAIS IR SUFIXAIS DERIVACIONAIS CALCADOS NA LÍNGUA LITUANA DA POLITÉCNICA NA 1. TERMINOLOGIA DA POLITÉCNICA Observações introdutórias Uma das questões mais importantes da terminologia de qualquer área científica é a formação de — novos termos. Ją geralmente atuam du fatores: interno e ir externo. Fator interno — — o léxico próprio geral da língua. Ji é a principal fonte de formação de novos termos. Fator externo — a — terminologia de outras línguas, cuja influência se ir manifesta por meio de decalques? O problema dos decalques, em termos gerais, não é muito antigo. Os į linguistas só deram atenção a esse conceito na a. segunda metade do século XIX. Ainda existem opiniões muito divergentes sobre os decalques: não há consenso quanto aos critérios de distinção, à definição, à jų classificação etc. ir A origem dos decalques também é explicada de duas maneiras. Alguns linguistas (L. Bulachóvski, S. Búlich, Unbegaun e B. outros) ir explicaram a formação dos decalques como a transferência das formas internas de uma o língua para outra; outros (A. Tomson, V. Poržezinski, D. Ušakov, G. Vinokur) analisaram-- — ją na sob o aspecto da estrutura morfológica. O segundo aspecto é mais difundido. Alguns linguistas tratam o calque como um empréstimo e ir analisam a própria formação dos calques como um problema parcial dos empréstimos [Mulina R., 1955, 135; Ponomarenko L., 1962, 92; Ivanovas V., 1973, 12; Sergejeva L., 1975, 156— 160]. Contudo, ultimamente, tende-se a considerar os calques como unidades lexicais distintas, não pertencentes aos empréstimos [Hegaj M., 1964, 299; Sanskis N., 1955, 28; Jefremovas L., 1960, 16—26; Laua A., 1969, 147—150; Osnovy, 1974, 79—86]. Be sem dúvida, todas as contradições semelhantes estão refletidas na classificação dos decalques. Por ir exemplo, na literatura linguística alemã, os tipos de decalques foram designados pelos seguintes termos: Bedeutungslehnworter (empréstimos semânticos), Bildungslehnwėrter (empréstimos derivacionais) [Flekenšteinas K., 1966, 152], Lehnbildungen [Flekenšteinas K., 1966, 154] (calques derivativos). Este grupo subdivide-- se ainda mais: 1) Lekniibersetzungen (calques derivativos exatos); 2) Lehnschopfungen (formações que transmitem autonomamente o conteúdo da palavra estrangeira); 3) Lehniibertragungen (calques derivativos que reproduzem livremente o seu modelo). Um grupo separado é constituído pelas Lehnprdgungen. A ele pertencem os calques semânticos e fraseológicos. Na linguística inglesa, os calques são classificados de maneira um pouco diferente: loanwords (empréstimos), loanblends (calques partiels), loanshifts [Flekenšteinas K., 1966, 157]. A este grupo pertencem os calques derivacionais e semânticos. Na literatura linguística francesa já foi apresentada uma classificação bastante detalhada dos calques [Flekenšteinas K., 1966, 152]: 1) emprunt semantigue (empréstimos semânticos); 2) emprunt du traduction (palavras traduzidas: palavras traduzidas exatas, palavras traduzidas inexatas, palavras traduzidas não totalmente exatas, calques parciais); 3) traduções de fraseologismos. Esta classificação constitui a base da classificação atual dos calques. Na linguística contemporânea, os calques semânticos e derivacionais são chamados pelo termo mais geral — calques lexicais. Do ponto de vista lexical, tal distinção dos decalques é aceitável, 1 Na nossa língua tende-se mais a usar, em vez do termo kalké, a palavra lituana vertinys. O termo vertinys surgiu na literatura linguística da nossa língua aproximadamente na segunda década do século XX. Pela primeira vez, o termo foi usado por Vydūnas m., šį 1914 o po 1930 m. jį consolidado por P. Skardžius, A. Salys e ir outros linguistas. 143 contudo, na classificação dos decalques, é mais conveniente distinguir os seguintes grupos de decalques e analisá-los separadamente. Um decalque semântico é um novo significado de uma palavra usada na língua, que surgiu de outra língua, por exemplo: nuovargis e (dos metais) nuovargis (cf. rus. ycranocTb, fr. Jfatiguė, al. Ermiidung); senėjimas e (do metal) senėjimas (cf. rus. crapenne, ingl. ageing, al. Alterung) etc. Mais difundidos e muito mais variados são os decalques derivacionais, por exemplo: bangorašis (cf. rus. BosiHorpad, alem. Wellenschreiber); pokalbė (cf. rus. rojibfū3biIkK, ingl. sublanguage): smūgmatis (cf. rus. Tosukomep, ingl. bumpometer) etc. Geralmente, cada decalque derivacional tem a sua fontež (um exemplo segundo o qual é formado- ). Tal decalque derivacional pode ter um equivalente direto em alguma língua, por exemplo: priesitampis (cf. alem. Vorspannung), ou ter vindo através de outras línguas — intermediárias (geralmente através do russo), por exemplo: nešėjas (física) <—nocumenrs<—alem. Trager || ingl. carrier etc. Por isso, o decalque formado diretamente segundo o exemplo de alguma língua pode ser chamado de decalque direto, enquanto o que chegou à língua lituana através de línguas intermediárias — de decalque indireto. Na tradução, utilizam-- se formantes derivacionais próprios, meios derivacionais próprios. Por isso, a formação de tais decalques é dupla. Caracteriza-se pela unidade indissociável de tradução e formação de palavras, baseada na motivação da fonte. Essa motivação é mais bem evidenciada pela análise da formação de palavras. Por isso, é útil examinar os calques sob o aspecto da análise da formação de palavras. Em nossa opinião, tal exame é pertinente porque evidencia: 1) a relação do calque com a fonte e 2) a relação do calque com a palavra principal da própria língua. Os calques derivacionais constituem o maior subgrupo dos calques lexicais. Na literatura linguística, a denominação desses calques ainda varia: às vezes, são chamados de calques morfológicos [Mulina R., 1955, 133; Lyberis A., 1958, 104]. Frequentemente, o calque derivacional é tratado como uma cópia palavra por palavra do vocábulo [Sanskis N., 1972, 306]. Recentemente, propõe-- se chamar o calque derivacional de calque estrutural-semântico, pois esse calque copia a estrutura da fonte e assume a sua semântica*. Calque derivacional — palavra formada com formantes derivacionais próprios, baseada na motivação da fonte e reproduzindo o significado da fonte. Normalmente, um calque derivacional tem o significado atual da fonte, embora às vezes também possa reproduzir o seu significado etimológico. O calque reproduz este último apenas quando, a partir da motivação da fonte, não se percebe por que razão tal conteúdo da palavra tem tal expressão, por exemplo, gr. geometria, cf. rus. 3emaemepue. Por vezes, o conceito de calque derivacional é indevidamente ampliado: ele é entendido não só como palavra, mas também como uma combinação de palavras copiada de uma fonte composta. Nesses casos, afirma-- se que a fonte é uma palavra composta e, portanto, o calque formado com base nela deve ser derivacional. Essa opinião não é correta. Geralmente, os calques são classificados como derivacionais não segundo a fonte, mas segundo o modo de formação do próprio calque. Por isso, uma combinação de palavras não pode ser um calque derivacional. Essa opinião também é adotada neste artigo. * Alguns linguistas utilizam o termo ucmourur xaabkuposarus para designar tal conceito (Dondukov U. —Ž. Š., 1972, 105). Outros —asstk-ucmounux [Ivanovas V., 1973, 11; Sanskis N., 1955, 32; Bulachovskis L., 1953, 127]. Ainda outros linguistas utilizam os termos npomomun ou UHO3bli4HbL i opueunaa [Deribas V., 1972, 84; Roitenbergas F., 1953, 15; Jefremovas L., 1960, 21]. Atualmente, L. Jefremovas propõe utilizar o termo kaaoxupyemsiii 06sexm [Osnovy, 1974, 61 —64]. Na linguística lituana, começou a ser utilizado para designar esse conceito o termo língua-fonte [Keinys S., 1974, 41]. Em nossa opinião, o termo fonte do decalque expressaria esse conceito com maior precisão. * B. Tatarincevas (1974, 7) compartilha dessa opinião, chamando o decalque de cópia semântica ou estrutural-semântica de uma palavra de outra língua. E. Šaachmedovas (1974) distingue dois métodos principais de formação de decalques — o estrutural e o semântico. V. Jarceva (1969, 21) e V. Ivanovas (1973, 105) empregam os termos decalques estruturais e estruturais-semânticos. ai 144 Tabela da classificação dos | decalques de formação | Relação su com a fonte Relação com | exatos inexatos | adequados | inadequados diretos | indiretos principais | Decalques decalqu- | es decalqu- | es decalques decalques decalques pela palavra pees (no que diz respeito à semântica) (no que diz respeito à formação) (em termos de origem) | | . . . - . 47 . - | Prefixais prefixo-prefixal |prefixal |prefixal |prefixal |prefixal decalques exatosinexatos adequadosinadequados diretos | indiretos | | 2 3 4 5 6 Sufixais | sufixosufixal sufixal | sufixal "sufixal || Driesaginis decalques exato-| inexato adequado inadequado direto indireto | | | | | | 7 8 9 10 | 11 | 12 Terminais terminal | galGininis terminal terminal | terminal | terminal decalques exatos | inexatos |adequados |inadequados| diretos | indiretos 13 14 15 15.7 art ją | 18 Compostos composto | composto composto composto composto | composto decalques | exatos inexatos | adequados inadequados diretos indiretos | | | 19 20 | 22 | 23 24 21 | Alguns linguistas dividem os decalques derivacionais apenas em exatos, į inexatos e semidecalqueir s. Geralmente, tal classificação é determinada pela relação do calque com a su $fonte. Outros linguistas classificam os calques derivacionais segundo os formantes derivacionais (afixos derivacionais). Tal classificação evidencia-se pela relação do calque com a palavra principal da própria língua. Ao que parece, é conveniente considerar ambos os critérios classificatórios: a relação do calque com a fonte e a relação do calque com a palavra principal. Isso é exigido também pela própria natureza dual dos calques derivacionais. Tal análise evidencia uma classificação mais detalhada dos calques derivacionais. Quanto à relação com a palavra principal, os calques podem ser classificados em prefixais, sufixais, flexionais e compostos; quanto à relação com a fonte — em exatos e inexatos (no que diz respeito à semântica), diretos e indiretos (no que diz respeito à origem), adequados e inadequados (no que diz respeito à formação) etc. (ver a tabela 1). Sem dúvida, tal classificação é determinada pelas tendências de formação de palavras da língua lituana e pela analogia com outras línguas. Contudo, em nossa opinião, a classificação dos decalques derivacionais deve basear-- se em dois critérios classificatórios principais: a relação do decalque com a fonte e a relação do decalque com a palavra-- base. Neste artigo são analisados os decalques derivacionais prefixais e sufixais. Analisam- -se as relações desses decalques com a fonte e com a palavra própria da língua que lhes serve de base. Essa análise evidencia a motivação dos decalques e a própria formação dos decalques. O material é extraído de diversas fontes impressas: dicionários de termos, revistas científicas e de divulgação científica, manuais de instituições de ensino superior e de escolas secundárias especializadas, etc. Esse material diversificado ajuda a determinar melhor as tendências correspondentes de formação dos decalques derivacionais prefixais e sufixais e a evidenciar os critérios de sua avaliação. 10. Abrev. N.º 1554 145 2. Visão geral dos derivados prefixais Uma característica importante que distingue os derivados prefixais dos derivados sufixais é o facto de os prefixos, na maioria dos casos, não alterarem o estatuto gramatical da palavra-- base, isto é, a sua pertença a uma ou outra classe de palavras. Alguns linguistas designam esta sua característica como ausência de significado classificatório e consideram-na um traço distintivo importante deste tipo de derivados [Levkovskaja K., 1960, 86]. Esta característica permite aproximar os derivados prefixais das "palavras compostas". Além disso, o prefixo, enquanto formante de formação de palavras, mantém-- se no derivado mais autónomo fonética, morfológica e semanticamente do que o sufixo. Contudo, em termos de produtividade, os derivados prefixais ficam ainda assim muito aquém dos outros derivados. Segundo os dados de S. Keinys, no „Dicionário politécnico russo-lituano“ (V., 1959) e no „Dicionário de termos de tecnologia informática russo-lituano-inglês“ (V., 1971), mais de três quartos das formações apresentadas (ao todo, mais de 4300) são derivados sufixais (cerca de 3400). Termos com prefixos constituem apenas cerca de 29, [Keinys S., 1975a, 15]. Na «Gramática da língua lituana» indica-se que, na formação de substantivos da língua literária, são utilizados os seguintes prefixos: ant-, apy-(ap-, api-), at-(ata-, ato-), be-, į-, iš-, ne-, nuo-, pa-, per-, po-, pra-, prie-, pries-, pro-, są-(sam-, san-), už-(užu-, užuo-) [Gramatika, 1965, 423]. Quanto à produtividade, V. Urbutis organiza estes prefixos da seguinte forma: pa-, už-(uZu-, užuo-), ant-, prie-, ne-, į-, apy-(ap-, api-), po-, be-, prieš-, at-(ata-, ato-), iš-, per-, pro-, nuo-, pra-, są-(sam-, san-) [Urbutis V., 1971, 30]. Além disso, a gramática mencionada apresenta também 19 prefixos internacionais mais marcantes: a-, anti-, ark(i)-, dis-, eks-, for-, infra-, ko(n)-, kontr(a)-, meta-, peri-, pro-, proto-, re-, sub-, super-, trans-, ultra-, vice-. Na terminologia politécnica atual do nosso país, os calques são formados com maior frequência apenas com os seguintes prefixos: a) lituanos ant-, at(o)-, ne-, pa-, po-, prieš-, virš-; b) internacionais anti-, infra-, pro-, sub-, super-, ultrair etc. Os substantivos com prefixos internacionais geralmente mantêm inalterada a terminação do substantivo-base. Além disso, parte desses decalques é formada a partir de derivados sufixais estruturalmente complexos, por exemplo: pós-limpeza (técnica de computação), antissobreposição (física), supercondutor (física) etc. A esses derivados juntam-se ainda decalques formados com vários outros prefixoides, por exemplo: milicurie-hora (física), botão de parada (técnica de computação), telecontrole (automação), multiplicador servo (técnica de computação) etc. Consideraremos todos esses derivados com prefixos e prefixoides internacionais como semidecalques e não os abordaremos neste artigo. Além disso, aos semidecalques também se juntam derivados formados por um prefixo lituano e uma palavra internacional, por exemplo: subprograma (técnica de computação) — rus. noonpozpamma || ingl. subprogram(me). Atualmente, esses decalques tornam-se cada vez mais frequentes e, ocasionalmente, são corrigidos por mais um prefixo (por exemplo, subsuprograma). Na terminologia politécnica, ao lado dos decalques prefixais — termos propriamente ditos dessa área — há também derivados que não foram formados como termos dessa área, mas foram tomados já prontos para designar conceitos específicos de diversos ramos da técnica, por exemplo: subgrupo (técnica de computação) etc. Tais decalques também não fazem parte do objeto de nossa análise. A seguir, examinaremos os decalques lituanos empregados na terminologia politécnica de acordo com cada prefixo. Traduções dos prefixos ant-, virš-*. Na terminologia politécnica, os derivados com o prefixo antgeralmente indicam um excesso daquilo que é designado pelo termo expresso pela palavra-base. Para o mesmo fim, por vezes emprega-se também o prefixo virš- (cf. antįtampis e vir§itampis- ). Ambos os prefixos dos derivados correspondem aos prefixos russos XaO-, ceepx-, alemão iiber-, inglês super-, over-. O uso dos prefixos ante viršneste caso ainda não está devidamente normalizado; são mais frequentes os derivados com o prefixo ant-, por exemplo: antsrovis (física) <— rus. ceepxmox, inglês supercurrent, antslėgis (física) <- rus. ceepxdasienue, inglês superpressure etc. 4 Neste caso, a preposição virš passa para o grupo dos prefixos. Os decalques formados com ele são considerados decalques do prefixo virš-. 146 „Decalques do prefixo pries-. Com estes prefixos traduz-se geralmente: o prefixo russo npomue-, os alemães gegen-, vor-, o inglês counter- (e o internacional kontra-). Os decalques geralmente indicam uma determinada oposição ao designatum terminológico denominado to pela palavra principal, por exemplo: contrapressão (física)— russo npomueodaenenue, alemão Gegendruck ir etc. Nesses casos, os calques são formados por derivados de iš sufixos e terminações, por exemplo: priešstiprintuvis (física)<-rus. npedycurumens, priesitampis (física)<-alem. Vorspannung pan. ir Derivados com o prefixo po-. Com estes prefixos traduz-se geralmente: o prefixo russo nod-, o inglês (e internacional) sub-, o alemão unter-. Os calques geralmente designam uma unidade menor do designatum terminológico nomeado pela palavra principal; por exemplo: pokalbé (cibernética) rus. nó em 2361, inglês. sublanguage, subárea (técnica de computação)<-- rus. nodo6.racme, inglês. subregion, subespaço (f izika)—ruūs. nodnpocmpancmeo, inglês. subspace, alemão. Subespaço ir pan. Traduções prefixais não valorativas. Com este prefixo traduz-se geralmente: o prefixo russo xe-, os prefixos ingleses non-, un-, o prefixo alemão nicht-, un-. As traduções geralmente indicam a oposição negativa do designatum terminológico nomeado pela palavra-base, por exemplo: não condutor (física)<—rūus. KenpoeoOdKux, alem. Nichtleiter ir pan. A escassez de traduções prefixais na terminologia politécnica lituana não permite tirar conclusões generalizadoras mais amplas. Iš Do que foi dito sobre os decalques prefixais, só se podem constatar os seguintes aspectos: na terminologia politécnica du lituana, os 1) decalques prefixais são geralmente criados quando o designato terminológico derivado é expresso por meio do designato principal, com o qual está relacionado por determinadas relações de classificação; ir su na terminologia politécnica lituana contemporânea, os decalques prefixais são 2) cada vez mais formados a partir de derivados com vários sufixos. iš 3. Panorama dos decalques sufixais Todos os decalques derivacionais sufixais utilizados na terminologia politécnica podem ser divididos em dois grupos. į Ao primeiro grupo pertencem os decalques que, pela relação com a palavra su principal da ir língua-fonte, devem ser considerados decalques reais (autênticos). Geralmente, nesses decalques, a própria palavra principal já é um decalque. Ao segundo grupo devem ser atribuídos os decalques derivacionais sufixais que só pela relação com a língua-fonsu te podem ser ni considerados decalques. Em relação à palavra su principal da própria língua, esses decalques são relativos, pois a palavra jų principal é própria, lituana. Por isso, neste caso, é impossível ir separar rigorosamente o derivado calque. Pode-se apenas indicar a influência ar de uma ou outra língua, devido à qual surgem neologismos semelhantes. Ao primeiro grupo pertence o sufixo de muitos calques usados na terminologia su politécnica -imas. Na língua russa, a este sufixo corresponde o sufixo -exue, no alemão -ung, no inglês -ing. Com o sufixo -imas, nos calques são designados a própria ação, processo ou estado. Os calques deste tipo são formados a partir de verbos iš prefixados. Tais calques, segundo a relação su com a fonte, são adequados (no que diz respeito à ir formação), geralmente exatos (no que diz respeito à semântica). Por isso, é fácil distingui-- los de iš outros derivados lituanos do mesmo tipo. Be Além disso, a palavra principal desses calques é ela própria um calque. A motivação destas formações com o sufixo -imas é determinada por relações duplas, nas quais se evidencia a ligação semântica iš estrutural entre o termo motivador e o ir motivado, por exemplo, apvandeninti ir apvandeninimas — (técnica), cf. russo 06600Kenue, alemão Bewdsserung; įanglinti — įanglinimas (técnica), cf. rus. xayznepodicusanue, alem. Durchkohlung ; nuanglinti->nuanglinimas (técnica) cf. rus. obGesyeaepoxcusarue, alem. Remoção de carbono: nuriebalinti->nuriebalinimas (técnica) cf. rus. 06essxcupueanue, alem. Entfetung: desidrogenar->desidrogenação (técnica de computação), cf. rus. 06eseomxueanue, alem. Entwässerung. Às vezes, segundo uma única fonte, formam-- du se derivados lituanos com o sufixo -imas, usados ir como equivalentes paralelamente 10* 147 na terminologia politécnica, por exemplo, inulinti—jnulinimas (técnica) ir aterrar->aterramento (técnica) cf. rus. sasemaerue, ingl. earting. O segundo grupo é um pouco mais diversificado. A ele pertencem tais decalques sufixais. Sufixos Traduções de -tuvas. Na língua russa, a este sufixo correspondem os sufixos -meas, -HUK, -4UK, no alemão -er, no inglês -er, -or. Com os derivados do sufixo -tuvas, são designados diversos instrumentos, aparelhos e mecanismos. Isto coincide iš essencialmente com os su sufixos da ir língua popular literária -tuvas pelas tendências de formação de derivados. Tais derivados usados apenas na língua literária, do ponto de vista da formação, geralmente estão relacionados com verbos su sem prefixo; os calques, com verbos o prefixados. Os — su verbos prefixados são, ao que parece, escolhidos com maior frequência devido à influência da terminologia de outras línguas. Tais calques com o sufixo -tuvas, do ponto de vista da origem (segundo a relação com su a fonte), devem ser consideradO os calques; do ponto de vista da estrutura (segundo a relação su com a palavra-ba- — se), derivados. Por isso, calques semelhantes devem ser chamados relativos, por exemplo, atskirti—atskirtuvas (técnica térmica) cf. rus. omadeaumeas, ingl. separador; descarregar—descarregador (técnica) cf. rus. pasepyxcameas, alem. descarregador, inglês descarregador; remover—removedor (técnica de computação) cf. rus. cCSennHnuK, alemão Abnehmer: descarregar->descarregador (técnica) cf. rus. copacoisanieno, angl. kicker; aquecer->aquecedor (técnica) cf. rus. noJdo2peeameno, angl. aquecedor; superaquecer->superaquecedor (engenharia térmica) cf. rus. nepe2peeameno, alem. Uberhitzer: interromper->interruptor (técnica) cf. rus. npepoteameno, ingl. interrupter; lavar—lavador (técnica) cf. rus. npomsieameas, alem. Wascher, ingl. washer; aceitar—receptor (física) cf. rus. npuemrux, alem. Empfinger ir pan. Be assim, muitos destes equivalentes são usados na terminologia politécnica juntamente com derivados sufixais sem prefixo derivados com o sufixo -tuvas. Tal uso demonstra que as variantes prefixais surgiram sob a influência de outras línguas, pelo que devem ser consideradas decalques, por exemplo, divisor ir separador (engenharia térmica) cf. rus. omdeaumeas, inglês separador; receptor ir receptor (física) cf. russo npuemnux, alemão Empfinger; direcionador ir direcionador (técnica) cf. rus. omkaonumens, ingl. deflector; aquecedor ir pré-aquecedor (técnica) cf. rus. nodoepesamens, ingl. aquecedor; lavador ir enxaguador (técnica) cf. rus. npomsisamens, alem. Wiischer, ingl. washer ir etc. A motivação destes valores é determinada por relações duplas (relação ir semântica estrutural — da unidade ir lexical — principal da fonte da tradução). Por vezes, a relação natural da unidade lexical su traduzida com a palavra principal é violada. Então, as traduções com prefixo e sufixo -fuvas são incorretas e pouco criativas, ir por exemplo, nukreiptuvas (técnica), cf. rus. omkKA0Hume.no, ingl. deflector; aquecedor (técnica) cf. rus. nodoepeeamens, inglês heater ir etc. Sufixos Calques do sufixo -iklis. Na terminologia politécnica, são designados por calques deste sufixo: a) dispositivos mais simples ar jų peças ir b) várias substâncias químicas. Uma grande parte dos sufixos que nomeiam dispositivos -iklis (russo -me1b, inglês -er, -or, alemão -er) dos calques é formada a iš partir de verbos prefixados. De modo semelhanir te ao sufixo -tuvas, na formação de decalques, os verbos prefixados são escolhidos para decalques desse tipo devido à analogia com outras línguas. Assim, pela relação com a su fonte, devem ser considerados o decalques; pela su relação com a palavra-base, podem ser derivados. Também não é possível separar rigorosamente tais decalques. Pode-se constatar apenas o fato tą de que, na língua literária lituana, são mais usuais os derivados não prefixados desse sufixo. Os neologismos terminológicos prefixados com o sufixo -iklis, na terminologia politécnica, surgiram devido à influência de outras línguas. bų Alguns jų devem ser considerados decalques, pois são ir semanticamente su adequados à sua fonte do ponto de vista da formação, por exemplo, atskyriklis (técnica) cf. rus. omdeaumeas, ingl. separador; lançador (técnica térmica) cf. rus. cOpaceiéamens, ingl. kicker; empurrador (técnica) cf. rus. ommaakusameas, ingl. repeler; comutador (técnica) cf. russo. não afiado, alemão comutador; interruptor (técnica) cf. russo. de dois gumes, inglês conector; comutador (técnica) cf. rus. nepezpyncameno, angl. shifter , 148 dispositivo de lavagem (técnica) cf. rus. npomeisamens, alemão. Wiischer, inglês. arruela; ejetor (técnica) cf. russo. eormeckumeno, alemão. Verdringer. Alguns decalques do sufixo -iklis na terminologia politécnica são usados como nomes de diversas substâncias químicas. Esses decalques estão relacionados su com verbos prefixados, por exemplo, nuspalviklis (técnica), cf. russo окраситель; praskiediklis (química- ), cf. rus. pa36aeumeno pan., ir embora por vezes se escolham verbos prefixados conforme a be necessidade (diluente cf. rus. pas6aeumeno). Na terminologia politécnica atual, utilizam-se bastante ir neologismos terminológicos não prefixados com o sufixo -iklis, que designam nomes de substâncias químicas. Esses neologismos também devem ser considerados decalques, pois foram formados segundo a analogia de outras línguas, por exemplo, aušiklis (física) cf. russo oxaaJdOumeAo; ésdiklis (técnica) cf. russo mpasumeas, alemão Atzer; interruptor (técnica) cf. rus. coeduxumeno, alemão Verbindungsmitter; endurecedor (técnica) cf. rus. omeepOumeo, inglês hardener; aglutinante (técnica) cf. rus. omowumeas; retardador (técnica) cf. rus. samedaumens, alem. Verzėgerer; amaciador (técnica) cf. rus. mseuumens, ingl. softener. ; Os derivados correspondentes ao sufixo -iklis são formados na terminologia politécnica lituana a partir de iš verbos com prefixos. Esses calques são relativos, pois a palavra principal é autóctone, lituana. Essa tendência de formação também é característica dos calques correspondentes ao sufixo -tuvas. Por isso, não é possível distinguir de modo muito rigoroso os calques dos sufixos -tuvas e -iklis. Pode-se supor que, na maioria das vezes, os calques desses sufixos estejam relacionados com verbos prefixados. A motivação derivacional dos calques dos sufixos -fuvas e -iklis evidencia-se pela relação estrutural e semântica entre o calque — a fonte e o calque — a palavra-base. Ultimamente, na terminologia politécnica, os decalques dos sufixos -tuvas e -iklis são usados com muita frequência em termos compostos completos*, como stiprintuvas-išlygintuvas (técnica), cf. rus. ycuaumeano-soinpamumens, ingl. amplifier-rectifier; perjungiklis-skyriklis (técnica), cf. rus. nepexaouameas-omoeaumeas, ingl. switch-separator; pertauktuvas- -skirstytuvas (técnica), cf. rus. npepoeamens6-pacnpedenumeno, ingl. interrupter-distributor, alem. Unterbrecher-Verteiler e semelhantes. O uso de tais termos compostos completos é justificável. Neles, unem-se por hífen dois substantivos de igual valor, que se relacionam entre si de modo equivalente, sendo um deles um decalque. Contudo, em geral, tais denominações de máquinas complexas não são práticas. Nesses casos, propõe-se denominar apenas a função específica (a mais geral será compreendida de qualquer modo). Em outros casos, seria conveniente substituir tais termos compostos plenos por combinações atributivas — termos compostos [Balašaitis A., 1977, 20]. O sufixo russo -meas, os sufixos ingleses -er, -or e o alemão -er correspondem, em lituano, aos sufixos -ėjas, -tojas. Os substantivos formados com esses sufixos em russo e, frequentemente, em inglês e alemão, designam tanto agentes quanto objetos. Em geral, quanto ao significado, atualmente o sufixo russo -meas deveria ser considerado abstrato, com o mínimo de significados concretos que o incluiriam em determinado grupo semântico de palavras estritamente delimitado. Muito mais precisa é a antiga acepção gramatical do sufixo -me/6, correspondente aos sufixos lituanos -éjas, -tojas. Por isso, o uso do sufixo -me/v está relacionado a uma duplicidade semântica. Em primeiro lugar, continuam a ser formados em russo substantivos com o sufixo -mne16 que têm o significado de agente (pessoa). Por outro lado, cada vez mais, especialmente no uso especializado da terminologia técnica, surgem com esse sufixo palavras que designam objetos, instrumentos ou até componentes abstratos [Sorokinas J., 1965, 229]. Sem dúvida, essa dualidade semântica do referido sufixo teve influência nos correspondentes decalques desse sufixo usados na língua lituana. Por isso, devido a tal analogia com as línguas russa, por vezes inglesa e alemã, na terminologia politécnica lituana surge um uso duplo dos decalques desse sufixo: a) correto, b) incorreto. * Na literatura linguística russa, termos semelhantes são chamados de „C. I0>xxHOcOcTaBHbleė TEpMHHbI“ ou „AByXOCHOBbIe CJIOxKEeHHsi“ [Andrejevas N., 1963, 119—134]. 149 Na língua lituana, distinguem-se estes sufixos. Para designar nomes de agentes ou de portadores de uma característica verbal, usam-se os sufixos -ėjas, -tojas, cf. rus. -Mme/1b, ingl. -er, -or, alem. -er; os nomes de diversos aparelhos, mecanismos ou de suas partes são formados com os sufixos -tuvas, -iklis, cf. rus. também -meas, ingl. -er, -or, alem. -er, por exemplo, ingl. finder cf. lit. 1. localizador. 2. buscador; rus. depacameas, ingl. holder, alem. Halter cf. lit. 1. suporte. 2. detentor; rus. Hocumeas, angl. carrier, vok. Trager cf. lith. 1. nešėjas. 2. nešiklis etc. Na terminologia politécnica lituana, os decalques formados com estes sufixos são mais próximos das denominações de detentores de uma característica verbal. Com tais decalques geralmente não são designadas as próprias pessoas, por exemplo, vartotojas cf. rus. nompebumeas, sukėlėjas cf. rus. 6036ydumeans: Analisa-se o problema de otimização quando se dispõe de utilizadores, cada um dos quais é constituído por k elementos que consomem o recurso (i=1,... n). O oxigénio é considerado um causador incontestável da corrosão do metal da caldeira. Com estes decalques, aos objetos inanimados é atribuído, em sentido figurado, o nome de agente, mais precisamente, de detentor de uma característica verbal; cf. ainda gamykla gamintoja rus. 3asod-npoussodumeasv, gamykla teršėja rus. 3a6000-30epasKumeno, gamykla tiekėja rus. 3a800-nocmaswuk etc. Somente do ponto de vista lógico, termos como fábrica produtora e fábrica fornecedora são incompreensíveis, pois toda fábrica produz e fornece alguma coisa. Em geral, esse uso de decalques dos sufixos -ėjas, -tojas na terminologia politécnica é justificável, pois a relação semântica e estrutural entre o decalque —fonte e o decalque — palavra principal não é violada. O decalque é morfologicamente motivado e assume a motivação morfológica da fonte. Às vezes, devido à ambivalência semântica do sufixo -meas, na terminologia politécnica lituana também são traduzidos e amplamente usados muitos decalques incorretos. Eles são de três tipos. A incorreção de alguns decalques está relacionada à palavra principal, que foi escolhida inadequadamente. Nesses casos, viola-se a relação semântica entre o decalque e a palavra principal. Esse decalque derivacional sufixal, morfologicamente adequado à sua fonte, é semanticamente impreciso e incorreto, por exemplo, nešėjas cf. rus. Hocumeas, ingl. carrier, alemão Trager || «portador de isótopo», rus. Hocumeaov u3omona, ingl. isotopic carrier, alemão Izotopentrūger || portador de carga, rus. Hocumeas sapada, ingl. charge carrier, alemão Ladungstrager || portador minoritário, rus. HEOCHOBHO LU Hocumens, portador minoritário, voc. Minoritdtstrdger (física). A irregularidade de outros termos usados na terminologia politécnica está relacionada com o uso incorreto do próprio sufixo, por exemplo, atšakotojas (técnica), cf. rus. omeemeumeas, ingl. coupler; comutador (técnica), cf. rus. nepexawouamens, ingl. reverser, alem. Umschalter; excitador (técnica), cf. rus. 8036y0ume/o, ingl. exciter; interruptor (técnica), cf. rus. npepsisameas, ingl. interrupter e assim por diante. Além disso, com outros decalques dos sufixos -ėjas, -tojas, são nomeadas incorretamente substâncias, por exemplo, inflamador (técnica), cf. rus. 60cnmanMeKHumenob; revitalizador (técnica), cf. rus. 6ocemaxoeumeno; refrigerador (técnica), cf. rus. ox1ad0umeas e assim por diante. A maioria dessas formações calcadas derivacionais sufixais irregulares encontra- -se nos manuais das escolas secundárias especializadas e nas revistas científicas. A motivação dessas formações calcadas é infundada. Também é pouco clara a relação derivacional e semântica entre a formação calcada e a palavra de base. Por isso, tais formações calcadas cegas não correspondem às normas de formação de palavras da língua lituana. Na terminologia, para designar dispositivos ou materiais semelhantes, devem ser usados outros sufixos, que podem ser especializados [Keinys S., 1975b, 7—53]. As formações calcadas dos sufixos -ėjas, -tojas, usadas na terminologia politécnica lituana, são mais próximas das designações de portadores de uma propriedade verbal. Devido à dualidade semântica do sufixo russo -meab e de sufixos análogos usados em outras línguas 4, esses termos compostos não são considerados formações calcadas derivacionais. No entanto, o seu componente —nešėjas —é uma formação calcada derivacional; por isso, analisa-se a semântica dessa formação calcada. 150 formam-se numerosos decalques incorretos. Para alguns, escolhe-se um verbo principal inadequado. Há decalques desse tipo em dicionários terminológicos. A incorreção de outros decalques está relacionada su com o uso incorreto da própria sufixação. Os decalques deste tipo encontram-- se geralmente nos manuais das escolas secundárias especializadas. Decalques com o sufixo -umas. Em russo, a este sufixo corresponde o sufixo -0cmb, inglês -bility, alemão -keit. Sufixos Os derivados com -umas designam uma característiš ica, propriedade ou estado generalizado, abstrato, decorrente do significado da palavra principal. Esses derivados geralmente são traduzidos por particípios presentes da voz passiva em russo, por exemplo, apdirba—apdirbamas—apdirbamumas iš k. I. (técnica) cf. russo 06pa6amoteaem-—>00pa6ambieaembiti—>06pa6bambieaenocmo, vok. Bearbeitbarkeit; repete-se repetível->repetibilidade — (técnica de computação) cf. rus. no8MOPACMEA—>NOBMOPACMbLU—>N0BMOPAEMOCME; restaura—restaurável—restaurabilidade (técnica de computação) cf. rus. eoccrmanasausaem—»eoccmanasausaemolii— soccmanasaueaemocme, angl. restorability; bebe—>bebível—bebibilidade (técnica) cf. rus. snumeisaem—enumeisaemolii—enumeoleaemocmes; neapvercia—-neapverciamas—neapverciamumas (técnica térmica) cf. rus. wenepesepmoieaem— Henepesepmoléaemslii — Henepesepmolgaemocms, alemão. Unkenterbarkeit; suspaudzia—suspaudZiamas — suspaudZiamumas (técnica) cf. rus. cacumaem — cucumaeMoll —cocumaemocmes, inglês. compressibility etc. Esses equivalentes são semanticamente exatos e morfologicir amente adequados. Na terminologia politécnica são usados vários equivalentes desse sufixo que são semanticamente exatos, mas não são morfologicamente adequados, pois as tendências de formação de palavras da língua lituana não coincidem com as tendências de formação de palavras da fonte do equivalente (neste caso, a língua russa), por exemplo, užsidegamumas (técnica) cf. rus. camososeapaemocme; atsistatomumas (técnica de computação) cf. rus. camosoccmarasausaemocme, ingl. self-restorability etc. Os calques do sufixo -umas são geralmente formados a partir de particípios do presente na voz passiva. A palavra principal desses calques é prefixal. Tais calques são adequados e exatos em relação à sua fonte, mas às vezes excessivamente desajeitados. De modo geral, a formação de derivados com o sufixo -umas em lituano a partir de particípios não é usual. Contudo, esses derivados participiais desse sufixo estão difundidos e continuam a difundir-se na terminologia. Sua difusão pode ser explicada pela influência de outras línguas, especialmente da língua russa. Por isso, na terminologia politécnica, ao lado dos neologismos, empregam- -se também calques derivacionais relativos desse sufixo, formados a partir de substantivos. Tais decalques são chamados denominais. Na terminologia politécnica também se empregam decalques verbais (formados a partir de verbos). Assim, todos os decalques derivacionais sufixais podem ser divididos em reais e relativos, verbais e denominais. Os decalques derivacionais sufixais verbais apresentam-se em 5 tipos, com os sufixos -imas (nomes de ações), -tuvas (nomes de instrumentos), -iklis (nomes de instrumentos), ~ ėjas (nomes de detentores de uma propriedade verbal), -tojas (nomes de detentores de uma propriedade verbal). Os decalques derivacionais sufixais denominais empregam-se apenas com o sufixo -umas (nomes de propriedades). A motivação derivacional dos decalques derivacionais sufixais verbais e denominais revela-se a partir de relações duplas: a ligação estrutural e semântica do decalque —fonte e do decalque —palavra-base. Literatūra Balašaitis A. Žemės ūkio specialistų kalbos rūpesčiai. — Kalbos kultūra. V., 1977, sąs. 33. Keinys S. Kurie-ne-kurie terminų darybos bruožai. — Kalbotyra. V., 1974, t. 25 (1). Keinys S. Lietuviškų technikos terminų darybos apžvalga. — Kalbų dėstymas. K., 1975 a. Keinys S. Priesaginė lietuviškų terminų daryba. — Lietuvių kalbotyros klausimai. V., 1975 b, t. 16. Lietuvių kalbos gramatika. V., 1965, t. 1. Laua A. Latviešu leksikologija. Riga, 1969. Lyberis A. ir Ulvydas K. Lietuvių literatūrinės kalbos leksikos praturtėjimas tarybinės santvarkos metais. — Kn.: Literatūra ir kalba. V., 1958, t. 3. 151