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Lingvistinis ir socialinis kodifikacijos santykis su norma

Pranas Kniūkšta

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PROBLEMAS DA SOCIOLINGUÍSTICA LITUANA DA LINGUÍSTICA QUESTÕES, XIX (1979) Pranas KNIŪKŠTA A RELAÇÃO DA CODIFICAÇÃO LINGUÍSTICA E SOCIAL COM A NORMA A norma linguística é um dos problemas e componentes mais importantes da prática linguística. A compreensão da norma formou-- se e mudou juntamente com a teoria da língua literária e da cultura linguística, estando com ela relacionada de forma recíproca. Da conceção teórica da cultura linguística decorre a conceção da norma, e a compreensão da norma, ir por sua vez, influencia toda a teoria e prática da cultura linguística. O termo norma linguística é utilizado em dois sentidos. Na linguagem cotidiana e na literatura sobre a prática linguística, denominam-se normas as regras, instruções e exemplos formulados, geralmente registrados também por escrito, que devem ser seguidos, ou fatos linguísticos concretos cujo uso é permitido. Norma entendida dessa maneira É um fenômeno linguístico ir conscientemente elaborado e regulamentado, de caráter social subjetivo. Na literatura teórica, o termo norma é usado em sentido mais amplo, isto é, as leis e os fenômenos reais — consolidados na língua, os «meios gramaticais e lexicais usados regularmente» [['aBpanek B., 1967, 339]. Desde Desde os tempos do Círculo Linguístico de Praga, passou-se a distinguir o uso real da língua, que denominamos norma, e o registro, a aprovação e a regulamentação do uso, que passaram a ser denominados codificação. Į Na norma entendida dessa maneira não entram aqueles momentos sociais subjetivos que vimos no primeiro caso. Eles são deixados para a codificação. Os linguistas checos consideravam e investigavam a norma ir linguística como um fenómeno sociolinguístico. Tal abordagem está universalmir ente consolidada na linguística ir soviética. A abordagem linguística social da norma decorre de uma abordagem correspondente — estrutural e funcional — da língua: į linguística do facto de iš que, nas palavras das „Teses“ do Círculo Linguístico de Praga, „a língua é um sistema de meios de expressão“, estrutural de que esse sistema „ajuda a alcançar — determinado objetivo“ [Te3ncki, 1967, 17]. O caráter social da norma é diretamente demonstrado pelo facto de ela ser ji comum ao coletivo que ta fala a língua, de mudar juntamente com as ji condições sociais e, su finalmente, de conter elementos que se desviam do ji sistema linguístico. Para a compreensão da norma, é importante outro princípio dos linguistas checos: ir distinguir claramente o uso da língua literária. — Tą Aplicando o princípio à língua lituana, distinguimos as normas da língua popular coloquial das da língua ir literária. Jų Os ir fundamentos sociolinguísticos são um tanto diferentes. A norma da língua popular baseia-se inteiramente no uso. O uso é a base das normas da língua ir literária, mas estas também são influenciadas pela teoria linguística e pelos esforços linguísticos e de outro tipo da ir sociedade. A isso jų pertence a codificação, os esforços para realizar tą a codificação, que podem ser chamados de normalização [HuxoBuu B. A., 1970, 13], ir diversas causas externas que determinam o destino de normas individuais. As normas da língua literária são mais conscientemente percebidas pelos seus usuários, mais obrigatórias e mais estáveis do que as normas da língua coloquial, pois somente uma língua literária que possua normas estáveis pode desempenhar as suas funções: ser, em primeiro lugar, um meio de comunicação de toda a — sociedade e, em segundo, um meio preciso e confiável de comunicação. Para trabalhar com sucesso ir no trabalho de cultura linguística da normalização da língua literária, é necessário compreender como ir ir iš ko se forma o mecanismo das normas da língua literária, o 85 que, por que razões, ir chega aqui proveniente do uso e determina ou pode iš determinar ką os esforços ar linguísticos de outra natureza da ar sociedade. A teoria abrangente da cultura da língua lituana ainda não foi criada, mas os seus princípios gerais já estão a ser formulados. Eles foram expostos por P. Jonikas (1937, 529—544), J. Palionis (1961, 5—21), K. Ulvydas (1965, 3—8; 1967, 36—67), A. Pupkis (1970, 65—67; 1972,5—11; 1977,23—29), nos artigos de A. Girdenis (1970, 65—67; 1977, 23 —29), A. Piro¢kinas (1970, 5—11), V. Labutis (1970, 12—18; 1972, 12-16), A. Paulauskienė (1972, 16 —26) e de outros linguistas. Esses princípios e, em geral, a teoria da cultura da nossa língua são elaborados principalmente com base nas ideias do Círculo Linguístico de Praga e nas obras teóricas dos linguistas soviéticos russos. São universalmente reconhecidas duas fontes da atual língua literária lituana: a língua viva do povo (os dialetos) e o próprio uso da língua literária, embora haja opiniões divergentes sobre a relação entre elas. Não há dúvida de que não se deve absolutizar o uso da língua literária, o pensamento dos linguistas, nem a importância da língua escrita. A nossa língua literária está muito mais estreitamente ligada à língua do povo e continua ainda a enriquecer abundantemente o seu fundo a partir dela. As normas que são retiradas do uso e codificadas para a língua literária chegam aqui acompanhadas das razões sociais e linguísticas que lhes permitiram surgir e enraizar-- se. Para a normalização da língua, são mais importantes não as razões do seu surgimento, mas quais fenômenos e por que motivo se transformam ou podem transformar-se em norma da língua literária, e para quais o caminho até ela está interditado. Os linguistas lituanos propuseram vários critérios pelos quais, do ponto de vista da codificação, são avaliados os fenômenos linguísticos existentes ou criados. Geralmente são indicados os critérios tradicionais de pureza, correção e clareza. Também são mencionados a precisão, a logicidade, a estética, a frequência de uso e a tipicidade. Entre eles, os linguísticos são a correção e a tipicidade, e os sociais —a frequência de uso e a estética. A pureza é —claramente— mista; os outros também são difíceis de atribuir a algum grupo. Ultimamente, são cada vez mais mencionados e enfatizados os critérios de finalidade e sistematicidade. O critério de finalidade significa avaliar os fenômenos linguísticos de acordo com a forma como cumprem seus objetivos e funções. Segundo ele, se um fenômeno linguístico cumpre sua tarefa, é bom; se não a cumpre —é mau. O critério de finalidade decorre da natureza social da língua e avalia as normas linguísticas apenas do exterior. Ele não diz nada sobre as características internas das normas; por meio dele não podemos verificar o valor linguístico dos fenômenos linguísticos existentes, muito menos dos emergentes, por isso não podemos considerá-lo «a única base real da codificação da língua literária» [[upasuuc A., Tlynkuc A., 1977, 23]. Junto dele, são necessários também outros — critérios linguísticos. Um dos mais propriamente linguísticos é o critério da sistematicidade. Ele é bastante próximo da correção; apenas, a correção é entendida mais como conformidade com leis linguísticas específicas ou regras codificadas, enquanto a sistematicidade é entendida como conformidade com o sistema da língua. A sistematicidade da língua é algo tão importante e necessário que, para alguns, ela nem sequer é considerada um critério, mas «uma condição prévia da existência da língua e de sua norma, conditio sine qua non» [Girdenis A., Pupkis A., 1970, 67]. No entanto, a sistematicidade não pode ser excluída do conjunto dos critérios. Igualmente conditio sine qua non é a finalidade, mas a finalidade é uma condição social, enquanto a sistematicidade é uma condição linguística da existência da língua e de suas normas. Os fenômenos linguísticos naturais correspondem a ambas; portanto, só podemos avaliar as normas da língua literária examinando-as transversalmente sob o ponto de vista da finalidade e da sistematicidade. Todos os outros critérios são combinados com eles ou utilizados quando estes não são suficientes. Não se pode aplicar proveitosamente, de modo independente de ambos — e não apenas de um deles, a finalidade — nem mesmo um critério tão importante como a pureza. Os fenômenos de origem estrangeira que duplicam palavras ou construções da própria língua são selecionados segundo os critérios da pureza e da finalidade. Contudo, a medida mais importante do valor dos estrangeirismos é, afinal, a sistematicidade (correção). Devem ser rejeitados incondicionalmente os fenômenos estrangeiros que não se adaptam ao sistema da nossa língua e o destroem. Tais são, na maioria das vezes, os estrangeirismos sintáticos e de formação de palavras 86 que têm equivalentes lituanos excelentes, por exemplo: jis grįžo pirmo birželio (=.birZelio pirmą); tris dienas išbuvo ant biuletenio (= turėjo biuletenį); kibirkščių gaudytojas (= gaudytuvas); consertou (= reparou) o trator. Também não se podem justificar estrangeirismos que desestruturam o sistema e para os quais é mais difícil encontrar substitutos próprios. Em tais casos, é preciso ter mais inventividade. Afastando-nos do original traduzido, substituímos com êxito a imprensa de escritores pela imprensa literária, pois a imprensa dos escritores não era adequada para esse fim. No entanto, sob o pretexto de que “não há com que substituir”, toleramos o verbo priešpastatyti, que não se harmoniza com a formação das palavras da língua lituana. Ora, vencendo a inércia, poderíamos substituí-lo por priešpriešinti ou supriešinti. jį Tų Não podemos ar condenar os empréstimos de tradução cuja estrutura ar derivacional e forma interna se harmonizam com o sistema da língua lituana e de que se necessita do ponto de vista da finalidade, apenas por serem de origem estrangeira. Savikritika, varstotas ou blynas têm todos os direitos das palavras lituanas. A palavra «tarka» finalmente se infiltrou nas normas da língua lituana. Começamos a compreender que também teremos de admitir «papkė», mas, apesar da sua pertinência, continuamos, ainda assim, a querer chamar «tasė» de «krepšys», «liustra» de «šviestuvas» e «faršas» de «malta mėsa». E, em geral, os codificadores rejeitam muitos empréstimos não por serem desnecessários ou inadequados à língua lituana, mas por tradição, por autoestima nacional e por outras razões subjetivas. Essa autoestima é, sem dúvida, necessária ao linguista, mas não se pode fazer dela um princípio de codificação. Colocando em primeiro lugar os critérios de pertinência e sistematicidade; ainda assim, não é possível, com base neles, ordenar os fenômenos linguísticos em séries contínuas. Por exemplo, parece pouco pertinente ter vários modos de expressão para a mesma realidade, mas fenômenos sinónimos, até paralelos, exceto na terminologia, não constituem um defeito. É inútil discutir qual das variantes — «kiškis» ou «zuikis», «meška» ou «lokys» — deixar na língua literária e qual expulsar dela. A própria língua procura regular os fenômenos excessivos — ou os diferencia, ou escolhe um deles, e não é necessário antecipar-se artificialmente a ela. i ' As variantes da norma são um fenômeno natural da língua, inclusive da língua literária. Sem elas, não poderíamos diferenciar os estilos funcionais, que atualmente todos reconhecem em teoria, mas que, na prática, muitos evitam ou até corrigem enunciados do estilo informativo e oficial: saída para a cidade pelo túnel, abriu a reunião, assegurar a participação. As variantes de modo algum destroem as normas da língua; apenas as tornam mais flexíveis, permitindo passar gradualmente de uma para outra. A mudança da norma por meio das variantes ajuda a manter uma estabilidade flexível (dinâmica), eliminando a contradição entre a permanência da norma e o seu desenvolvimento [Mertesuye B., 1967, 381; Emnnuka A., 1967, 553; Cksopuos JI. H., 1970, 68]. Uma codificação inflexível, que não reconhece variantes, frequentemente destrói a estabilidade. Isso é demonstrado claramente pela acentuação dos adjetivos com o sufixo -inis. Ao longo de três décadas, nos três dicionários normativos da língua lituana publicados, foram alteradas e precisadas as regras de acentuação desses adjetivos e, em conformidade com ar elas, a acentuação de determinados adjetivos. Por exemplo, «acentuava veislinis, dujinis, arbatinis, RŽ DŽ ir DZ, —veislinis, dujinis, arbatinis; RZ e DZ acentuavam visūomeninis, santykinis, DZ, visuomeninis, santykinis; būdvardinis, sintaksinis, — RZ — DZ — būdvardinis, sintaksinis, DZ, novamente būdvardinis, sintaksinis. DZ, alterou cerca de 150 DZ a acentuação dos adjetivos. O que é considerado norma num dicionário torna-se erro noutro. To não aconteceria se não se temesse reconhecer na língua as variantes da norma que realmente existem. A norma seria apenas ne mais flexível, mas mais estável. ir A estabilidade das normas ir é prejudicada pelo desejo excessivo de į as encaixar num sistema esquematizado, de as organizar, para usar as palavras de Mathesius, segundo «o princípio da regularidade contínua» [Maresuyc, 1967, 384]. As regras contínuas são aplicadas com mais proveito na ar codificação ao criar novos fenómenos. Por exemplo, para a formação de palavras são necessários sufixos ir especializados, típicos 1 É verdade que, no DZ, surgiram cerca de dez variantes de acentuação destes adjetivos, mas muito mais formas têm uma acentuação jų ainda mais uniforme, por exemplo, os adjetivos com o sufixo -ingas. Be aqui são apresentados derivados de substantivos com variantes de acentuação dupla su -inis: proginis (:préga 1, proga 4), irklinis (:irklas 1, 3), rūšinis (: rūšis 1, rūšis 4); audrinis (:audra dudra 4, vapsvyinis vapsva 1), modelos de (: formação, embora 2, 4). 87 aqui também sejam necessárias raízes de palavras retiradas da periferia do uso, sufixos atípicos e meios internos adicionais de formação de palavras. Tanto mais que só com cautela se podem enquadrar em regras esquemáticas as palavras já enraizadas na língua e que, em essência, não contradizem o sistema. į Durante muito tempo usamos os substantivos darbovietė, darbotvarkė. Mas eis que alguém teve a ideia de substituir a vogal de ligação o, que não coincide com a terminação do radical do primeiro elemento, por um a «mais correto». Surgiram darbavietė e darbatvarkė. Aqueles que não estão satisfeitos com a vogal o, mas compreendem o prejuízo causado pela alteração da forma das palavras, usam as combinações darbų tvarka e darbo vieta. Ao rejeitarmos as variantes consagradas com o, violámos não só a estabilidade, mas também o princípio da finalidade: para designar os mesmos conceitos, surgiram três variantes. Além disso, misturam-se dois conceitos diferentes: darbo vieta, «lugar onde se trabalha», e darbovietė, «instituição onde se trabalha». Nada disso teria acontecido se tivéssemos deixado em paz a vogal de ligação, pois ela não tem necessariamente de coincidir com a terminação do radical, cf.: darbams — darbymetis, kojoms — kojugalis, kraštams — kraštotyra. Os partidários da regularidade absoluta tendem a considerar errados os adjetivos dvišakas e keturkampas, pois, dizem eles, a terminação das palavras compostas deveria ser -is. Eles não querem admitir na língua literária o substantivo skaitliukai, porque nela não existe a palavra skaitlius. Surgiu até uma variante «corrigida» dessa palavra: skaičiukai. Mas será que o termo necessário à língua literária não pode ser formado a partir de uma palavra dialetal? Afinal, não condenamos a palavra antplūdis pelo fato de o verbo da língua literária não ser antplūsti, mas sim užplūsti. Por fim, não se podem acaso tomar do dialeto as palavras nele formadas e usadas e entendê-las como não derivadas. Em todos os casos mencionados e em muitos outros, ao corrigir supostas incorreções, não se levam em conta a finalidade e o uso real. É especialmente preocupante que sejam tachadas de erros as palavras dos dialetos que não cabem nas regras criadas pelas gramáticas. A. Jonaitytė expressou essa preocupação da seguinte maneira:,,Ao ler os artigos de alguns linguistas ou ouvir seus discursos, às vezes também se tem a impressão de que os dialetos são — quase o maior problema da nossa língua e de que todos os males da língua surgem principalmente por causa deles“ (1969, 2). A esse problema também se pode atribuir o uso do substantivo metai com numerais. Na língua literária, exige-se que metai, assim como os outros substantivos usados apenas no plural, seja empregado somente com numerais distributivos. Na imprensa, atualmente é assim que se faz, mas, nos textos não editados, na língua coloquial não dialetal e nos dialetos, com esta palavra usam-se principalmente os numerais cardinais simples. No «Dicionário da língua lituana» (1970, 90—100), junto à palavra para “anos”, foram apresentadas onze frases com numerais de um a nove: uma com o numeral vieni, três com treji, e as outras sete com numerais cardinais simples: frys (2x), šeši (2x), septyni. aštuoni, devyni. Na «Coletânea de textos dos dialetos da língua lituana» (1970), foi possível encontrar 110 ocorrências da palavra metai usada com numerais cardinais de um a nove. Aqui também ela aparece mais frequentemente com numerais cardinais simples, e não com numerais multiplicativos. O uso de metų na coletânea é mostrado pela tabela apresentada na p. 89. ; Os dados tanto do Dicionário quanto da Coletânea mostram que, em toda a Lituânia, são correntes as expressões dveji, treji metai, embora, paralelamente, também se usem du, trys metai. De quatro a nove, com o substantivo metai, praticamente toda a Lituânia usa numerais cardinais simples. (Os numerais multiplicativos, e precisamente com o sufixo -eli, são usados consistentemente com anos apenas numa pequena região do nordeste da Lituânia — nas proximidades de Ignalina e Švenčionys.) O uso desses numerais com anos desvia-se da regularidade contínua em dois aspectos. Em primeiro lugar, os numerais cardinais simples são usados não apenas pelos dialetos que, para designar um período astronómico de tempo («rog»), têm a forma singular metas, e, em segundo lugar — além de dveji, treji, diz-se frequentemente keturi, penki... devyni metai. Na Crestomatia há frases, inclusive da própria Lituânia oriental, em que, ao lado do numeral multiplicativo dveji, outro numeral é simples: Račiūkuose dvejų mėtų vaikėlį traūkė, o penkiū mėtų paskui račiukūs eina (283) (Mančiušėnai, distrito de Širvintos); Kéturis metus piemenėlė buvaū, dvejūs metus krutéjau už merigą (355) (Sutai, Švenčionys, 88 Numeral Žem. | Ocid. | Centro. Or. Cf. | No lituano | De todos en uno —2 = = = = 2 unos —3 —3 1 i 9 dos 6 || = || 2 = 10 | dos |--3 | 1 6 1 1 13 3 três 4 3 = gi, — —10 três =-= —2 2 —4 , | quatro TA ee 6 1 | 4 9 quatro —= = = | i = = | | ; | | | k cinco | 4 = pate | sand cinco — —| —mia D | || | 6 | | 6 seis || | —2 1 = | 4 quádruplos == = L „2. -| -— | „| sete ad tai 5 9 i Reg (E sete = -——2 =p 2 | 8 oito || —2 3 —| = 6 | oito =—= J || | || | 2 9 nove = 3 1 2 = -| 6 | "nove - | = TT = = EEL į || | cm = : | : simples 21 10 9 | 30 6 —76 No total als multiplicandos 3 4 1 | 11 12 3 34 Na || | mų. | distrito ). — Parece que a extensão da palavra e a comodidade da articulação têm ir importância: uma coisa é pronunciar dveji, treji, outra é septyneri, devyneri, e ainda mais devyniasdešimt — devyneri metai. o Esse inconveniente, na prática, surge apenas com os anos. su Su com outros substantivos no plural, por exemplo, pirštinės, žirklės, lubos, durys, kailiniai, marškiniai, geralmente usam-se os numerais vieni, dveji, treji; mencionamos frequentemente quantidades de anos das mais o variadas. A necessidade frequente de numerais na ir forma longa leva a usar, para os anos, variantes tų mais convenientes. O ir uso é jų influenciado por várias outras su razões que, entrelaçando-se e complementando-se mutuamente, criam a língua ir viva. ir Será que, por uma questão de sistematicidade, ao ignorarmos o uso, não destruímos a confiança na língua viva, ar não cortamos as raízes da língua natural? 89 É possível responder de uma maneira ou de outra a essas perguntas, mas, sem dúvida, é um equívoco acrescentar ao numeral vieni o sufixo -eri dos outros numerais distributivos. Vieni já é um numeral plural. A forma plural de vienas é necessária apenas para ser usada com substantivos plurais, pois para designar mais de um objeto existem outros numerais: du, trys, keturi... Entre vienas e vieni há a mesma relação que entre du e dveji, cf.: viena pirštinė —vienos pirštinės (um par) e dvi pirštinės —dvejos pirštinės (dois pares). A palavra vieneri não é usada por nenhum dialeto, nem com anos, nem com outros substantivos plurais. Diz-se: Penki tvartai, vienos durys; Retiraram umas janelas, as segundas ficaram. Só depois que começámos a confundir-- nos com septyniais e septyneriais metais é que inventámos também substituir vienus metus por vieneriais. E então surgiram também vieneri rūmai, vienerios staklės, até kiekvieneri metai. Para alcançar a plena „correção“ só falta substituirmos dvejus, trejus por dvejeriais, trejeriais. Até mesmo alguns daqueles linguistas cujos artigos teóricos expõem ideias bastante moderadas acabam por inclinar-se para uma pureza excessiva e uma regularidade absoluta. A teoria não coincide inteiramente com a prática, aparentemente porque as recomendações práticas, as correções e os seus princípios se baseiam numa tradição bastante longa, enquanto as ideias teóricas são em sua maior parte tomadas das obras de linguistas de outras nações. Nem sempre conseguimos conciliar esses dois aspectos. Nem sempre eles são suficientemente relacionados com a nossa situação atual. Afinal, nem tudo o que serve para outras línguas pode ser aplicado à língua lituana, e nem tudo o que foi introduzido na prática da língua lituana se consolidou e é adequado aos nossos dias. Não devemos alimentar ilusões de que todos os desejos dos linguistas atuais serão satisfeitos e todas as suas propostas serão aceitas. O trabalho de cultura e normalização da língua realizado pelos linguistas será tanto mais eficaz quanto melhor atender às necessidades linguísticas da sociedade e quanto mais levar em conta, na prática linguística, as condições linguísticas e sociais características da atual língua literária lituana. Bibliografia DŽ —Dicionário da língua lituana contemporânea. V., 1954. DŽ, —Dicionário da língua lituana contemporânea. V., 1972. Girdenis A., Pupkis A. As normas da língua padrão e a sua codificação. —Kultūros barai, 1970, n.º 1. 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A fala está sujeita à influência não apenas de fatores objetivos, mas, em grande medida, também de fatores sociais subjetivos. São reconhecidas como fontes da norma da língua literária lituana: a fala popular e o uso na própria língua literária. Diferentes critérios de normalização da língua literária são definidos — correção, pureza, precisão, lógica etc. Recentemente, em primeiro plano, destacam-- se os critérios de finalidade e sistematicidade. O primeiro deles é externo e social; o segundo, interno e linguístico. Aplicando conjuntamente esses critérios, pode-se definir a norma da língua literária. Todos os demais critérios, incluindo o critério de pureza, são secundários e auxiliares. A ausência de critérios torna a sistematicidade da representação impossível. Contudo, na qualificação da letra como O/H, tanto uma como outra, e na consideração da não conformidade, é inadmissível ignorar. A existência na língua literária de formas sinônimas de expressão. A variabilidade é uma propriedade inevitável da norma literária. As variantes contribuem para a diferenciação estilística dos meios linguísticos e eliminam a contradição entre a estabilidade e o desenvolvimento da norma. No exemplo da mudança da acentuação do nome de Ivã. Dos substantivos com o sufixo -inis, vê-se que o nomeHO AUSÊNCIA das variantes/viola ESTÁVEL. Densidade NORMAS. N Não se deve absolutizar e aceitar como regra de validade a correção de palavras que se desviaram do modelo do dicionário, por exemplo: darbovietė (em vez de darbūvietė), keturkampas (em vez de keturkampis), skaitliukai (em vez de skaiéinkai). Tais correções frequentemente perturbam a estabilidade da norma ou conduzem à inconveniência. Tendência duvidosa de considerar erradas algumas formas que são usadas em toda a Lituânia, por exemplo: septyni, devyni métai. Mas, não está estabelecida a formação do numeral com o sufixo -eri (por exemplo, ketv-eri, septyn-eri) de modo generalizado +erį. Y A língua literária lituana moderna e as possibilidades de sua normalização R da língua moderna. sa t “ “ Lituânia RSS Ciências Academia de Estudos da totalidade dos fenómenos linguísticos e sociais r) TEDHLIX, AJA “X AN Ee ———