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Lietuvių kalbos veiksmažodžių valentingumas ir jo aprašymo principai

Nijolė Sližienė

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LITUANA LINGUÍSTICA QUESTÕES XXXIII (1995) GRAMÁTICA IR LEXICOLOGIA NIJOLĖ SLIŽIENĖ LITUANOS DA LÍNGUA DOS VERBOS VALÊNCIA IR JO DA DESCRIÇÃO PRINCÍPI1. OS Observações introdutórias 1.1. O verbo é o centro da oração verbal. Em torno dele jį agrupam-se as outras palavras da oração, isoladamente ou com as suas su palavras dependentes, formando diversas estruturas sintáticas. Algumas palavras ligam-se ao verbo de maneira bastante livre; na frase, podem estar presentes ou não, e a sua forma e significado dependem não das propriedades semânticas do verbo, mas apenas das necessidades de expressão do pensamento, isto é, do que se pretende dizer, por exemplo: : Nesta s e ç ã o ela canta todas as noites; Ela canta todas as noites. Ela canta para o público; Ela canta com uma voz forte; Ela canta muito bem etc. A combinação de outras palavras é determinada pelo significado do verbo. Cada verbo caracteriza-- se por determinadas possibilidades de combinação, que se realizam na frase mediante a ligação ao verbo das palavras correspondentes e das suas formas. Por exemplo, o verbo valgyti requer dois casos do substantivo — o nominativo e o acusativo: A criança come uma maçã; exigir requer três casos — nominativo, acusativo e dativo: O professor deu um livro ao aluno; para o verbo dormir basta um nominativo: O pai dorme. Com essas palavras, os verbos formam o núcleo das orações verbais, isto é, determinados modelos estruturais de orações. Essas possibilidades de combinação dos verbos constituem aquilo que, na linguística contemporânea, se denomina valência dos verbos. Para construir uma oração correta sob todos os aspectos, é necessário levar em conta as propriedades valenciosas do verbo que exerce a função de predicado, isto é, é preciso saber com quantas e quais palavras e suas formas ele deve ocorrer, quais formas são indispensáveis na oração e quais podem ser omitidas, e qual é o significado dessas palavras. Para que as pessoas possam orientar-se mais facilmente nessa diversidade do uso dos verbos, escrevem-se determinados dicionários de combinatória verbal. 1.2. Os dicionários nos quais se indica o uso dos verbos com outras palavras são bastante variados. Alguns deles mostram com quais formas de palavras cada verbo ocorre quando empregado com um ou outro significado. Assim são alguns dicionários da língua russa dedicados à combinatória dos verbos (ou também de outras partes do discurso). Por exemplo, no dicionário "Yue6Hbi#t cJioBapb co4eTaeMOCTH CJIOB pycckoro a3sIiKa"*, a regência do verbo aums, com o sentido de "despejar", é indicada da seguinte forma: 1 Yue6nsrit c/10BAPE COYETAEMOCTH COB pyccekoro sssika. Ilo axuueft IT. H. llenucosa, B. B. Mopkoskuna. Mocksa, 1 7s. A peRaxnne 54 JluTs 4 T o: BONY, MOJIOKO, pacTBOD- ... JluTs 4TO-I. BO 4 T O: B Tas, B Be/lpo, B GO0u4KY, B 4aHHHK, B YamKy, B cTakaH, B TpaduH, B KOJIOY... JiuTh uT0-JI. H a 4 T O: Ha ronosy, Ha „pyKhH, Ha IIOJI, Ha 3eMJIJO, Ha TpaBy... JIATh 4To-1. M 3 Mero: u3 JieKikKu, "HM3 uaitHHKA, H3 rpadpuHa, U3 Befipa... JIaTh Ka k: ocTOopoxHO, NOTHXOHELKY, MHMO, 4epe3 Kpail... CraTkb, Ha4aTh, NPO/IOJIXKATh, BeJIETb KOMY-JI., 3aCTaBJISTb KOTO-JI. JIATh TO-JI. Em seguida, é apresentada uma ou outra frase ilustrativa. Ka.) como vemos, procura-se apresentar todas as formas de palavras que podem ocorrer com esse verbo, sem considerar i de modo algum su aquilo que determina a relação: o significado do į verbo, as propriedades de valência, a jų capacidade puramente gramatical que jo lhe é característicar a, como certa unidade da língua, de se ligar a outras palavras e formas. jų No dicionário "The Russian Verb”? são indicadas apenas as formas de palavras ir ai regidas pelos verbos e que se agregam a eles (casos, construções preposicionais, infinitivos); a jų presença na frase é determinada pelo significado dos verbos, jų pelas suas valências. Por exemplo, to pelo próprio significado do verbo «aums» a regência de «verter» já é indicada de forma (1) consideravelmente mais restrita: nepex. uro? Bomy, >xuaKOCTH; Kyja? B Beipo, B CTaKAH (B-+B); xa apeJIKy, Ha nox (Ha+B); us wero? us xpana, us KpyxXKH (us+P); gem? PY KKOMH, JIO>KKOMH. Não são fornecidos exemplos de frases. Outros dicionários são destinados especificamente à valência dos verbos. Tal, por exem- "plo, é o dicionário de valência dos verbos da língua alemã elaborado por ir G. Helbig W. Schenkel 1975). Jo o po to (Na parte ta introdutória 500 de Helbig—Schenkel, são expostos de forma bastante ampla os fundamentos teóricos da valência dos verbos, Jų apresenta aproximadamente verbos). Na primeira etapa é indicado o número dos ir acompanhantes facultativos de valência obrigatórios, na segunda, a — jų forma, na terceira indica-se a valência dos acompanhantes de valência — ‘o significado é apresentado ir por meio de exemplos. Os significados dos verbos polissémicos estão geralmente su relacionados com uma valência diferente. Eis, por exemplo, como neste dicionário é apresentada a valência do verbo gehen «mover-se com os pés, ir»: nominativo, on — pS — construção preposicional, I — infinitivo; +Anim ser vivo, Dir direção, Act ação): — geheny — (1) = 2 H gehen — Sn, (pS / I) I. Sn — +Anim (der O jovem, o cavalo vai o in estábulo.) p = em, junto a... (preposições de direção). pS — Dir (Er geht die in Stadt.) I — Act (Er geht einkaufen.) Na primeira etapa, observa-se que o verbo tem um complemento obrigatório e um não ir obrigatório ą (facultativo), portanto é bivalente. Na segunda etapa 2y; Andreyeva-Georg, V. Tolmachev a. The Russian Verb (Frepositional Governo). Moscou, 1975. 55 indicaram que o complemento obrigatório é o nominativo do substantivo, e o complemento facultativo é uma o construção preposicional ou o — infinitivo. No terceiro nível, explica-se o significado das formas. O nominativo do substantivo designa um ser tų vivo, a construção preposicional expressa a direção da ação, pois dela fazem parte preposições com o significado direcional. O infinitivo é uma ação. į — Aqui mesmo, são su apresentados exemplos de frases com cada satélite. Cada dicionário é útil para os leitores, embora difiram quanto à quantidade e à natureza das informações apresentadair s. Na linguística, nos últimos tempos, tem aumentado o número de dicionários de valência (não apenas de verbos, mas também de outras classes ir gramaticais, por exemplo, substantivos e adjetivos). 1.3. Atualmente No Instituto da Língua Lituana está sendo preparado o "Dicionário de regência dos verbos da língua (I t. lituana", entregue para 1991 impressão em m., II t. está sendo escrito). Nele, a regência dos verbos é determinada com base nas jų propriedades de valência; portanto, em iš essência, trata-se de um dicionário de valência dos verbos da língua lituana. Diferentemente do dicionário de G. Helbig ir e ne ir jų W. Schenkel , nele é indicada apenas a forma e o significado dos acompanhantes valenciais do verbo, mas também as suas funções semânticas (isto é, valência semântica do verbo). A combinabilidade dos verbos no dicionário é descrita com base em uma determinada concepção da valência dos verbos, exposta em trabalhos anteriores da autora— se (1978; 1980; 1985; 1986; 1989; 1990), e também na introdução do dicionário que está sendo elaborado. Aqui discutiremos brevemente apenas os aspectos principais, para que fique claro como a valência é entendida no dicionário em elaboração e como ela se relaciona com o significado dos verbos. 2. Três níveis de valência: valência sintática, semântica e lexical 2.1. A valência dos verbos é considerada a propriedade, determinada pelo seu significado, de abrir um certo número de posições livres, ocupadas na frase por palavras (ou seus equivalentes) de determinado significado e forma. A valência está relacionada com três níveis: o nível abstrato da semântica lógica e dois níveis concretos da língua — a sintaxe e a semântica lexical. No nível abstrato, determinam-se o número de posições livres do verbo e as funções semânticas (agente, paciente etc.) das palavras capazes de ocupá-las; nos níveis concretos da língua, selecionam-- se as palavras e as formas capazes de ocupar essas posições e de funcionar como complementos valenciais do verbo. No nível sintático determina-- se a forma gramatical dos satélites e a sua obrigatoriedade ou facultatividade, enquanto, no nível da semântica lexical, determina-- se a sua semântica (isto é, que palavras de que classes semânticas podem ser satélites desse verbo). Desse modo, no nível da semântica lógica determina-- se a valência semântica do verbo, no nível sintático — a sintática, e, no nível da semântica lexical — a valência lexical. Esses são três aspectos da valência, inseparavelmente relacionados entre si e dependentes do significado do verbo. No dicionário, eles são indicados da seguinte forma*: ai 3 No artigo são usados os seguintes símbolos de marcação da valência sintática e lexical: Nom — nominativo (do substantivo ou do seu equivalente- ), Gen — genitivo, Dat — dativo, Acc — acusativo, Instr — instrumental, AdvLoc — satélite adverbial que indica lugar, plur — plural; — Hum — — pessoa (t.p. coletivo de pessoas, instituiçir ão etc.), +Anim — — ser vivo, —Anim — objeto — inanimado, Abstr — coisa — abstrata. Os símbolos de marcação da valência semântica e as suas explicações são apresentados a seguir, ver. 2.4. 56 premiar, ~ja, ~jos Nom Acusativo Instrumental [Ay P Con] valência — sintática ir semântica Nom Hum Acc Hum valência lexical Instr Anim 2.2. Para podermos determinar a valência de um verbo, temos de saber que significado ele tem. jo O significado do verbo esclarece-se geralmente na frase, onde em torno do verbo se agrupam outras palavras da frase. O significaiš do é constituído por certos elementos (os chamados semas), que exigem um complemento correspondente. š to daí decorrem as potencialidades de combinação do verbo, que na frase são realizadas pelas palavras que se ligam ao verbo — jo satélites valenciais. Iš tų A partir das palavras, ir esclarece-se o significado do verbo. Por exemplo, na frase Žmogus eina per auką, o verbo eiti significa o movimento por um caminho de um ponto a outro; na iš frase aikrodis eina, į indica apenas o o funcionamento de determinado mecanismo. Essas diferenças de significado ai estão su relacionadas à quantidade de ir palavras de determinada forma que acompanham o su verbo, bem como ao at significado tų lexical dessas palavras. 2.3. O verbo, por su meio de seus satélites valenciais (isto é, o núcleo da frase) representa uma determinada situação. O ser ją humano percebe a estrutura jų das ar relações entre objetos e características. É uma estrutura abstrata do pensamento, à qual corresponde o predicado de uma frase verbal com um determinado su número de argumentos. Na frase, ao predicado corresponde o verbo, e aos o argumentos, — as palavras que, ligadas ao ie verbo, o ir acompanham jo como seus complementos valenciais. 2.4. As relações entre os argumentos — lexicalizados ir pelo verbo predicativo tų são compreendidas como determinadas funções semânticas (na literatura linguística, por exemplo, nos trabalhos de Ch. J. ir Fillmore e outros, elas também são chamadas casos semânticos). Nos trabalhos de jų diferentes ir investigadores, o número e a š natureza dessas funções variam tų bastante; em parte, ir isso depende da orientação dos trabalhos e das tarefas que lhes são propostas. Ao indicar a valência semântica dos verbos no dicionário em elaboração, distinguem-se as seguintes funções semânticas. Agentej [A] iniciador — e executor da ação ir aria); gente (ž m 0 g u s [Ay] executor — of the action, inanimate and immaterial (causer), lacking initiative, (t 7 a u k i n y s comes, rages a u d r a); agent [A] — general function of the agent; agent as, [A.] — causative agent, an actor . performing an action on the initiative of another person (she has her hair cut by a good p a s hairdresser); patient [P] — destinatário do efeito da ação ou possuidor de uma antiga propriedade física (algo se quebrará apenas em linho, o copo quebrou, inspira) paciente resultativo [P,..] g ė- — consequência da ação (jiestaton amą, kilomaištas); percipiente [Pep] — experienciador de um estado (v a i k a s mental quer dormir, Jon u i preocupa-se com o trabalhoČi ); talvez fiente [B] — destinatário, receptor, possuidor (ele mostrou s ūn u i uma cegonha, etrasgavo uma carta, tė v aituri um jardim); causador [C] da ação, — o antigo iniciador derrubou a (p 0 n a s floresta, t ė v a s infla as rodas); causativo [Caus] da — ação, causa do estado (eles temem o futuro, o d ė I início atrasa o trabalho) ao contra-agente [CA] força que atua contra um agente, oposta a ele (o lobo defendia- -se do cão ų, uo fome; as pessoas lutam s u contra os malfeitores); comitativo 57 (João discute [Com] agente — antraeilis, paciente, percipienta, beneficiente com Pedro, ele pôs o irmão contra a irmã, Marcė desentendeu-se com o irmão) su ]} leo? nope. Need JSON su valid. Need translate fragments faithfully. Lithuanian weird truncated. su Pranu, o pai dividiu os bens A Jurgis s u Antanulj re z ul pai [R] — resultado da mudança, transformação de uma coisa em outra (a água transformou-se em į gelo g/l edu, a bruxa transformou-o em pedra); conteúdo jį [Con] — conteúdo da ação, do estado (ouço b a Is para nós, as pessoas esperam céu limpo, ele precisa de dinheiro, o filho está a aprender carpintaria, a margem ficou coberta de a Lk 8- ... , o quarto ...); Fonte [0] — origem da ação, do estado, material inicial (estado inicial) (recebi iš uma carta do irmão, ele está a rebocar iš o celeiro de barro, iš as crianças tornam-- se pessoas); motivo [M] — fundamento da ação, do estado (retribuí-lhe u ž trabalho, jj puniu o roubo, u trabalhei para pagar o už irmão); instrumento [I] meio de — ação (espetei-me s u ad'at vou de bicicleta, a, pagalãsk peiį akmeni, su jisjoja ant arklio); comparativo[Comp] padrão de į comparação — (a cópia corresponde ao original, o filho iguala-se ao pai, Agnė distingue-se das outras į crianças)įretributivo n u o [Rt — retribuição už ką embora (comprei (vendi) um livro uw Z du rub us, li retribuímos com trabalho); finitivo [Fin] — objetivo, finalidade (o gato espreita o rato, procuro pei li o, destinou parte do dinheiro a viagens); quantitativo [0] — quantidade (volume, peso, capacidade, preço dos objetos, duração ir de uma ação, etc.) (a palestra durou duas horas, o pão pesa um quilograma); modus [Mod] — qualidade, modo de uma ação (ele g T acomporta-se mal, vive bem; avaliou o trabalho positivamente, sente-se cansado, parece doente, mantém os i, cavalos amarrados); loka tyvas [L] lugar — de uma ação ou estado (há um ruído no quarto, eles vivem perto, o livro está sobre a mesa); diretivo [Dir] — função geral da direção da ação, que tem três variedades: a) a) ponto inicial [Ab] (saiu de iš casa, levantou- -se da cadeira, desatou a ligadura n uo da cabeça); b) caminho [Via] (as pessoas caminham pela estrada, pelo campo; as po crianças correm pelo corredor, sobem as escadas, ga passam por ali); c) ponto final [Ad] (voltamos para casa, percorri o į quarto, aproximei- -me da.porta). 2.5. Estrutura predicativa (F(x) ou xRy...) su designada pelas funções semânticas dos argumentos é a estrutura semântica da frase, juntamente ir com a estrutura de valência semântica do verbo que desempenha a função de predicado (SemVS). Para que seja possível determinar a SemVS do verbo, é necessário dispor de su frases formadas com ele. Só na frase se esclarece o significado do verbo e como é interpretada a situação que percebemos. Por exemplo, com a frase (1) Monika retirou a louça da mesa descreve-se uma situação na qual há três participantes (referentes): a pessoa que desloca (o agente, ou a gen ta), a louça deslocada (os objetos afetados, ou o paciente) e a mesa da qual ela foi retirada (o lugar onde a ação começou e do qual os objetos afetados se afastaram, isto é, o ponto inicial). A estrutura semântica dessa frase é constituída pelo predicado e por três actantes (isto é, argumentos com funções semânticas definidas): o agente, o paciente e o ponto inicial, que correspondem integralmente aos papéis dos referentes da situação que imaginamos; portanto, neste caso, a estrutura semântica é uma representação direta dessa situação. Eis que, com a frase liesa šis sai — ir 58 Ro | i a S (2) Monika retirou a mesa, a mesma situação é descrita de outra maneira. O predicado aqui tem apenas dois actantes — o agente e o paciente —, e eles não correspondem aos papéis dos referentes da situação que imaginamos. A mesa, da qual a louça é retirada, é tratada nesta frase como paciente (isto é, como objeto afetado), destacando-se assim a relevância desse participante da situação, enquanto os objetos deslocados se tornam completamente irrelevantes e não têm qualquer correspondente nem na frase, nem na sua estrutura semântica. As duas frases diferem do ponto de vista significacional: na primeira, diz-se o que foi feito com a louça; na segunda — com a mesa. Consequentemente, a estrutura semântica da frase (assim como a valência semântica do verbo) apresenta apenas determinados aspectos da situação que percebemos (cf. Starosta 1978: 512—518, 522—523). A diferente interpretação da situação reflete-se em diferentes estruturas de valência semântica do verbo: (1) [A; P Ab], (2) [A; PJ. A certas diferenças de valência correspondem determinadas diferenças no significado do verbo: no primeiro caso, o verbo significa "retirar, remover algo de algo”, e, no segundo —"fazer com que fique vazio, esvaziar”. Assim, considerando į o significado do verbo na frase e a ir į forma como a situação descrita é interpretada, podemos prever as funções semânticas dos complementos de valência do verbo e determinar a SemVS do verbo. 2.6. Por outro lado, sobre a SemVS do verbo pode-se ir iš jo inferir a partir da forma gramatical dos complementos de valência. Os complementos do verbo são os correspondentes sintáticos dos actantes do predicado. Entre os casos (simples ou com su preposições, isto é, das sogenannten Präpositionalkonstruktionen), die die typischsten Formen von Verbkomplementen sind, besteht eine ir gewisse Beziehung zu den semantischen Funktionen der Aktanten, obwohl keine vollständige Übereinstimmung (1 : 1) ir não há. Algumas funções semânticas têm uma expressão bastante regular. Por exemplo, o nominativo junto a verbos de significado de ação geralmente corresponde ao agente; (por ex. : v ai k a s chora, m uė voa pelo po quarto), junto o aos verbos de significado de estado ou processo corresponde ao paciente (por exemplo: a criança dorme, o copo partiu-se), o beneficiário (com verbos de significado possessivo, por exemplo: os pais têm uma casa, br oo vencedor ganhou um televisor) ou o percipiente (com verbos de perceção, por exemplo, o falcão vê a presa). O acusativo, com verbos de significado de ação, corresponde geralmente ao paciente (por exemplo, as lebres m e roeram os rebentos) e ir frequentemente ao conteúdo (o conteúdo da ação, por exemplo, os rapazes jogam basquetebol); o com verbos de significado de estado ou de processo, corresponde geralmente ao conteúdo (o conteúdo do estado, por exemplo: ouço tri u k § m ą, a equipa venceu o jogo), mais raramente o paciente (ao lado do beneficiário, por exemplo: eles [B] receberam um apartamento, nós [B] temos s o d ¢). O dativo corresponde ao beneficiário tanto com verbos de significado de processo de ação como de estado ar (cf. o pai arou uma cegonha para o J on ui filho, corre bem, a casa coube a br o liu i), o experiencio ador ele designa apenas junto ao estado (dos verbos de perceção) (por exemplo, Rimas gosta de rosas). 2.7. No dicionário, o verbo A SemVS é registada indicando as funções semânticas dos argumentos. Por exemplo, a valência semântica do verbo dar é indicada assim: as [A; P BJ. Assim, o significado deste verbo é compreendido como uma relação entre o agente, o paciente e o beneficiário; o verbo é ir trivalente. ir Do verbo sirgti é marcada pela SemVS [P], o jo significado é compreendido como a propriedade do paciente (do único actante), razão pela qual o verbo é to monovalente. 59 A SemVS indica o número e a natureza dos actantes do verbo; no nível ir abstrato da semântica lógica, mostra quantos complementos valenciais o ir verbo possui no nível sintático externo e quais são as suas funções semânticas. A forma gramatical dos complementos jų depende das formas de palavra com que o verbo ocorre na frase, isto é, su das suas jo possibilidades de regência. Por exemplo, comparemos os verbos de percepção bijoti džiaugtis; a SemVS de ir ambos é [Pcp Con], mas um é usado com o genitivo su (bijo vi lk 0), o o outro com o su instrumental (džiaugiasi pavasariu). Os verbos pertencem ao mesmo grupo semântico, mas a combinabilidade difere. jų A estrutura jų de valência sintática (SinVS) de um é — Nom Gen, kito — Nom Instr. Os acompanhantes do verbo são apenas aquelas formas dependentes das palavras jo que correspondem aos actantes SemVS do to verbo. Conhecendo-se o SemVS do verbo, pode-se inferir pelo menos parte iš jo do SinVS, pois, como vimos anteriormente (cf. 2.6), entre as formas dos ir acompanhantes e as funções semânticas dos actantes há uma ir certa correspondência, embora incompleta. 2.8. As funções semânticas dos actantes estão intimamente su relacionadas com os significados lexicais dos complementos jų do verbo; disso depende em grande medida quais palavras de classes semânticas podem ser complementos do verbo. Por to exemplo, o agente, o perciente, o beneficiário e o causador estão geralmente associados a um ser vivo; por isso, na su frase, são habitualmente correspondidos por substantivos concretos que designam um ser vivo; o conteúdo está muito frequentemente associado a coisas abstratas e, na frase, corresponde a substantivos abstratos, orações subordinadas de períodos compostos, infinitivos, etc. Contudo, muito depende também do significado lexical de cada verbo e das suas possibilidades de combinação semântica com outras palavras. Por isso, por exemplo, dizemos que o cão ladra, o gato mia, o cavalo relincha e o porco grunhe. A capacidade de um verbo de se combinar com palavras de determinado significado, ou as suas possibilidades de combinação semântica mútua com outras palavras, é geralmente chamada de valência lexical. A valência lexical determina todo o ambiente do verbo na frase, ou a distribuição lexical (isto é, todas as palavras que podem ligar-se ao verbo), enquanto os seus complementos valenciais constituem apenas uma parte dela: são as palavras e formas exigidas pelo significado do verbo e que entram no núcleo da frase. Apenas essa parte da valência lexical é relevante para a descrição da valência dos verbos. No dicionário, a valência lexical dos verbos é caracterizada indicando-- se quais palavras de classes semânticas podem ser complementos valenciais desse verbo. Por exemplo, o SinVS do verbo bijoti é Nom Gen, e a sua valência lexical é descrita da seguinte forma: Nom + Anim, Gen + Anim, Absir; isto significa que na forma do nominativo aparecem palavras que designam seres vivos, e no genitivo o — ir seres vivos, objetos ir inanimados, coisas ir abstratas (por exemplo: vaikas bijo šuntes, diržo, tamsos). Em certos casos, por exemplo, quando a realização lexical de determinado complemento é muito limitada ou quando verbos sinónimos diferem apenas na expressão lexical de determinado complemento, indicam-se palavras concretas ir (por exemplo, na posição do acusativo junto do verbo dėti, ao falar de aves, serpentes e alguns animais, só pode ocorrer o ir substantivo kiaušinis). 60 3. Complementos ir obrigatórios e facultativos do verbo 3.1. Os complementos do verbo que não podem ser omitidos na frase — se forem omitidos, a frase torna-se incompleta e agramatical — são chamados o obrigatórios. Os satélites que podem ser omitidos na frase sem que ela deixe de ser gramatical são chamados facultativos. A obrigatoriedade ou a facultatividade dos satélites é determinada por meio da transformação de ir eliminação: omitindo ora um, to ora outro membro da frase, determina-se quais são iš jų obrigatórios, quais são facultativos. a 2 O número de satélites no obrigatórios é maior, isto é, geralmente há um ou jų dois. : Num contexto mais amplo, as frases podem ser usadas sem ir be satélites obrigatórios, se a informação jų fornecida for ir be to clara, conhecida, já mencionada anteriormente. No diálogo, a omissão dos satélites obrigatórios é por vezes até necessária para evitar o excesso comunicativo, por exemplo. : "Os Jurgaičiai compraram uma televisão nova". — "E nós compraremos” (é claro, uma televisão). A necessidade estrutural dos complementos valenciais dos verbos na frase deve ser distinguida da necessidade comunicativa de outros membros da frase. Uma ou outra ar palavra pode ser necessária para o verbo apenas em determinada frase; se omitida, a frase torna-se sem sentido, por exemplo: : jį (3) Tu para mim, substituirás todas as riquezas do mundo. (4) Uma boa galinha ir substitui um ganso. Eliminando-se a palavra (3) man, a frase ( Tu substituiria todas as riquezas do mundo) deveria ter um significado diferente. 3.3. Os satélites facultativos, tal como os ir obrigatórios, correspondem aos Entre os actantes ir do SemVS entram į jo ao determinar o — número de valências, na determinação da valência quantitativa, su são contabilizados juntamente com os satélites obrigatórios. Por exemplo, na frase (5) Vyraiišpakul ų veja virves o verbo vyti tem três satélites, portanto é trivalente, embora a construção preposicional seja facultativa e possa ser omitida: ir (6) Vyrai veja virves. Ao escrever os modelos sintáticos de valência, os satélites facultativos são colocados į entre parênteses. Neste caso, o verbo vyti SinVS é Nom Acc (de Gen). As frases dos be acompanhantes facultativos significam aproximadamente isto, ką ir su eles (cf. pakoBckuft 1974 : 350; Helbig 1971 : 276; 1977 : 65; 1979 : 70; Com eles é er 1977 : 350), designada uma determinada parte da situação que percebemos. Interpretada semanticamenji te, torna-se parte do verbo Como componente ir do SemVS, entra na significação do verbo de į forma bastante geral. Por exemplo, ao ouvirmos o sinal (7) Pai [A1] vendeu um cavalo [P], já sabemos que alguém comprou o cavalo tą que ir už jį foi paga uma certa quantia de dinheiro. Os acompanhantes facultativos descrevem a parte da situação menos relevante para o significado do verbo. ai ta a informação torna-se importante para o falante, sendo ji especificada pela menção dos acompanhantes facultativos, por exemplo, : 8) O pai vendeu o cavalo ao vizinho [B]. 9) Ele vendeu o cavalo už du milhares de litas [Rt]. Na oração pessoal, podem não ocorrer os 1 pronomes pessoais de 2.ª pessoa no nominativo, pois o ių significado dos pronomes está implícito no significado 1 ir 2 das formas pessoais dos verbos, cf.: parduodu arklį Aš — Vendo um cavalo; Jūs važiuokite namo — Važiuokite são 61 casa. Noutros casos, o nominativo do sujeito é necessário na frase, o as frases be jo tratados como modelos independentes de orações impessoais. O acusativo do complemento ocorre facultativamente com bastante pouca frequência, pois, tal como o nominativo, ir geralmente expressa na oração os elementos mais significativos da situação descrita. Nominativos e acusativos tautológicos (chove chuva, sofrer g ą) na frase são redundantes e não são ir considerados complementos facultativos. 4. Constituintes livres 4.1. As palavras da frase que não são nem complementos necessários nem facultativos do verbo são constituintes livres. — Jų a sua presença na frase é ne determinada pelo significado o jo do verbo, pela capacidade puramente gramatical de ligar palavras, característica dele enquanto determinada classe gramatical. Os membros livres na frase podem ser acrescentados ou omitidos com bastante liberdade, mas leva-se em consideração a compatibilidaį jų ir de semântica mútua do verbo. Por exemplo, não se diz st a igiai guli, miega, juokiasiar ilgai stryktelėjo, sukirto, užmušė, pois aqui não se harmonizam os significados de duração e momentaneidade. Diferentemenir te dos acompanhantes facultativos, os membros livres não têm como suporte a SemVS do verbo; ao removê-los, a informação transmitida pela frase to desaparece imediatamente iš iš jų (cf. Xpakoscku#t 1974 : 9). Na estrutura predicativa da frase, eles correspondem aos argumentos do ne predicado e a predicados o separados; por isso, no nível sintático, to podem ser tratados como frases reduzidas, substituídas por orações subordinadas de frases complexas, ir construções com particípios ativos e passivos, frases independentes etc. ir Por exemplo. : (10) Nós iremos para casa v akare «+ Nós iremos para casa, quando for noite/ao chegar a noite; Nós iremos para casa. Será à noite. Os membros livres no dicionário de valências são mencionados apenas em alguns casos, quando são usados muito frequentemente com algum verbo, quando parecem substituir os complementos valenciais do verbo, por exemplo: (11) Eu ouvi de uma maneira completamente diferente (cf. o quê). (12) Foi isso (cf. isso) que o pai quis. (13) A Aldutė não gostou no jardim de infância (cf. jardim de infância). (14) Na mina de carvão (cf. à mina), ele entregou toda a sua saúde (LKŽ). (15) A família sentou-se para o pequeno-almoço (cf. à mesa, à mesa). Contudo, mesmo nesses casos, os membros livres não são incluídos nos modelos sintáticos, sendo apresentados em observações marginais. 4.2. O chamado o dativo livre também não entra na SinVS dos verbos; de resto, ele é necessário na frase, pois, do ponto de vista semântico, é exigido por outro substantivo. Entre eles existe uma relação de parte e todo (possessiva), que, noutros casos, é expressa pelo genitivo, cf. : (16) As minhas mãos estão frias. (17) As minhas mãos estão frias. Do dativo, o ne o uso do genitivo mostra que a forma do dativo é aqui determinada pelo verbo, pelo substantivo. o ne Portanto, o dativo na frase está relacionado por uma dupla relação: ao substantivo, por uma su relação semântica, o su ao verbo, por — uma relação sintática. Por isso, to alguns pesquisadores consideram a jį vados verbos 62 5.4. Assim, as relações dos significados do verbo com a sua valência são bastante complexas. A valência sintática, que primeiro chama a atenção do falante, por si só não indica nem a identidade nem a diferença dos significados do verbo. Os significados individuais do verbo estão mais estreitamente relacionados com a sua valência semântica do que com a sintática; além disso, estão muito estreitamente ligados à valência lexical do verbo. Quando a valência semântica é diferente, o verbo geralmente é usado com significados diferentes; contudo, não raro, nesses casos observam-- se apenas diferenças de natureza significacional, surgidas devido à interpretação semântica desigual da situação descrita. Como vimos nos exemplos apresentados, no dicionário são indicados os significados individuais dos verbos e, em cada caso, a valência sintática, semântica e lexical do verbo. Geralmente, evidenciam-se algumas diferenças de valência: se a valência sintática é igual, diferem a valência semântica | ou a valência semântica e lexical; se são iguais tanto a valência sintática quanto a semântica, difere pelo menos a valência lexical. Muito frequentemente, diferem também a valência sintática, a semântica e a lexical. 5.5. Ao determinar a valência dos verbos e, desse modo, esclarecer sua combinabilidade, o dicionário baseia-se nas descrições dos significados dos verbos apresentadas no "Dicionário da língua lituana contemporânea“ (II ed. compl., 1972) e no acadêmico "Dicionário da língua lituana" (t. 1—15). Aqui e ali, a distinção ou a definição dos significados é ligeiramente ajustada. 6. Sobre a estrutura do dicionário 6.1. No dicionário em elaboração, os verbos são apresentados em ordem alfabética, indicando-- se as três formas principais: infinitivo, presente e passado. Se o verbo tem apenas um significado ou é apresentado apenas com o significado mais usual, o índice de valência é indicado imediatamente após a última forma e, geralmente, não se fornece nenhuma definição do significado. Na linha seguinte, registra-- se a estrutura da valência sintática e, ao lado dela, entre colchetes — a estrutura da valência semântica. Nas linhas seguintes indica-se a expressão lexical dos complementos do verbo, isto é, a pertença das palavras que funcionam como complementos a determinadas classes semânticas mais gerais (valência lexical). Apresentam-se também frases ilustrativas. Por exemplo: apkalti, apkala, apkalé; Nom Acc Instr [A; P Con] Nom Hum Laivų apačią jie apkalé plonais švininiais lapais; Acc —Anim | Meistrai apkalė trobą lentomis Instr —Anim i Após as formas principais do verbo polissémico, apresentam-- se sucessivamente os significados individuais do ir verbo; em cada caso, indica-se a valência. O verbo é escrito na forma infinitiva; depois dele indica-se o índice de valência e apresenta-se a descrição do significado. Em seguida, tal como após as formas de um verbo monovalente, escrevem-se as estruturas de valência semântico-sintática e indica-se a expressão lexical dos complementos ir do verbo. Por exemplo: desenterrar, desenterra, desenterrou desenterrar, escavar; limpar cavando l. 69 Nom Acc [A; ing P] Nom Anim O | cão desenterrou um osso; As crianças desenterraram uma grande minhoca; Guardião Acc +Anim | desenterrou o 92, caminho desenterrar ao cavar, remover (terra, areia, neve) Nom Acc deGen [A; P Ab] Nom Hum O guarda retirou a neve do caminho Acc — Anim deGen —Anim es Os satélites facultativos nas estruturas de valência sintática são apresentados entre parênteses. Nas secções de exemplos, a facultatividasu de é ilustrada por frases com satélites ir be jų facultativos ou por satélites facultativos Neles, são escritos su entre parênteses. Os símbolos que indicam as funções semânticas nas estruturas de valência semântica ta são apresentados na mesma ir ordem que as formas dos satélites valenciais correspondentes a essas funções nas estruturas de valência sintática. 6.2. No dicionário, os verbos sem prefixo são apresentados em ordem ir alfabética; os verbos com prefixo que diferem dos correspondentes verbos sem prefixo apenas quanto ao aspeto, mas no ne significado lexical ir (por exemplo, važiuoti, atvažiuoti, išvažiuoti, pervažiuoti, suvažiuoti; kalti, apkalti, atkalti, ir užkalti, etc.). Os verbos com prefixo que diferem dos verbos sem prefixo apenas quanto ao aspeto são apresentados juntamente com estes su (por exemplo, padaryti su juntamente com daryti, su išmaišyti ir juntamente com maišyti, etc.). Os prefixos são indicados entre parênteses junto aos significados individuais da po forma infinitiva, pois um verbo usado com significados diferentes muito frequentemente se relaciona, pela relação de ação, com verbos lo prefixados diferentes ou, em alguns casos, su não tem de modo algum correspondentes perfectivos. iš jų Ex.: gėlti, gélia, gėlė gelti 1. (į-)2 introduzir o ferrão, picar Nom (Acc/Dat- /iAcc) [A1 P] Nom +Anim | Os mosquitos picam-me; Uma abelha picou o cavalo; Uma vespa picou-me Acc +Anim | na perna; Antes da chuva, os mosquitos picam muito Dat +Anim Acc —Anim 2. picar; ser capaz de, ter o hábito de deixar os ferrões Nom [P] Nom +Anim | Abelhas, mosquitos, cobras 3. picam picar (su-); doer Nom/Acc/AdvLoc [P] Nom —Anim | Todos os ossos (todos os ossos) doem-me; Ela foi picada po Acc —Anim peito | (nas entranhas) AdvLoc Os prefixos são indicados junto às definições dos significados quando são apresentados dois ou ar mais significados relacionados su por correspondentes prefixais distintos do aspeto do evento, por | 70 exemplo: braukti a) fazer ficar nu ao (des-)lizar; b) limpar (a chaminé) (es-); c) acender (um fósforo) (a-, en-) Nom Acc [A; P] Nom Hum a) A criança varre (limpa) as varinhas e dá-as ao avô; Acc —Anim | b) Ele limpa bem as chaminés (esfrega- -as); c) Varre (varre para dentro, varre por cima) o fósforo, ilumina Os prefixos que se aplicam a todos os significados ou ao verbo apresentado apenas com um significado são indicados junto às formas principais do verbo após a última, isto é, após a forma do pretérito simples, por exemplo: daugėti, ~ja, ~jo mo (pa-)1 dauginti, ma, (pa-) 1. daugintis fazer com que haja mais, aumentar em quantidade 2. daugintiz realizar a operação de multiplicação 6.3. Os verbos reflexivos que, sem diferença de significado, são usados paralelamente com os correspondentes não reflexivos são apresentados juntos no dicionário, por exemplo: atminti, atmena, atminé; ; atsiminti, atsimena, atsiminė bijéti(s), bijo(si), ~jo(si). 1. bijoti(s) (pa(si)-)2 sentir, suportar medo em relação a alguém 2. bijoti(s) (pa(si)-)2 temer, inquietar-se com algo 3. bijoti(s) (pa-)2 não suportar, não aguentar Os verbos reflexivos que diferem dos correspondentes não reflexivos apenas pelo significado reflexivo direto ou indireto, isto é, indicam que a ação é dirigida ao próprio agente ou realizada em seu benefício (cf. A mãe dá banho à criança — A mãe toma banho; Ela colheu uma flor (para mim) — Ela colheu uma flor para si), geralmente não são incluídos no dicionário. Essa diferença em relação aos verbos não reflexivos é regular e, portanto, irrelevante para a descrição da valência. : 6.4. No dicionário, prevê-se apresentar aproximadamente 2000 verbos. Procura-se selecionar aqueles cujo uso é mais variado e complexo, levando-se igualmente em consideração suas į oscilações, os erros cometidos etc. ir Nas frases ilustrativas, o predicado é constituído pela forma flexionada do verbo descrito ou pelo seu infinitivo (mais raramente, pelo particípio ativo do pretérito simples) junto com a forma flexionada de um verbo fasal ou modal (trabalha, começou a trabalhar, deixou de trabalhar, pode trabalhar). Adota-se a opinião de que o verbo fasal ou modal apenas modifica o significado da ação indicada pelo infinitivo; portanto, o infinitivo não é seu complemento valencial, mas, juntamente com a forma flexionada do verbo, constitui o centro verbal da oração. T. Observações finais T.1. Em preparação O objetivo do «Dicionário de regência dos verbos da língua lituana» é fornecer informações básicas sobre o uso dos verbos com outras palavras e construções. su Nisso, ele difere tanto de "Do Dicionário da Língua Lituana Contemporânea", tanto da acadêmica Do "Dicionário da Língua Lituana", no qual se procura esclarecer tão bem quanto possível o significado dos verbos, apenas dos exemplos apresentados. No dicionário o jų valência 71 a acadêmico, iš assinala-se a transitividade ou intransitividade dos verbos, ne contudo to ne é sempre suficiente para empregar corretamente um ou outro verbo e formar ar com ele frases impecáveis. ir su | gel 7.2. A valência dos verbos no referido dicionário é descrita com base na jy valência. Na descrição de cada verbo são apresentadas três estruturas de jo valência: sintática, semântica e — lexical. ir Iš jų torna-se claro quais palavras, de que formas ir e com que significados, são os acompanhantto es valenciais do verbo, com os quais ele forma o núcleo da su frase verbal, quais acompanhantes são obrigatórios na frase e quais são tų facultativos, bem como quais são as funções semânticas. o jų a 7.3. A maioria dos verbos apresentados é polissémica. No dicionário são indicados os principais significados dos verbos, mais frequentemente usados na língua padrão, e assinalada a relação nos três níveis de valência (valência jų sintática, su semântica e lexical). As diferenças de significado podem estar relacionadas ir com todas as três variedades de valência ou apenas com uma ou duas delas. su su ar iš O "Dicionário da regência dos verbos da língua lituana", elaborado segundo os princípios mencionados, deveria revelar a diversidade e as normas do uso dos verbos da língua lituana. ir mais ou ar menos esclarecido LITERATURA b e n J. Deutshe Gramática. Frankfurt am Main, 1big 1968. G. (Ed.). Contribuições para a teoria da valência. Halle (Saale), ] 1971. 3. He bi g G. Sobre a caracterização semântica dos argumentos dos Predicado. — Em: Problemas de significado e combinabilidade im Alemão. Leipzig, 1977, S. 40—92. 4. Helbig G. Zum Status der Valenz und der semantischen Kasus. — Deutsh als Fremdsprache. H. 2, 1979, S. 65—78. 5.HelbigG., SchenkelW. Dicionário da valência e distribuição dos verbos alemães. Leipzig, 1975. 6. Sliži en ė N. Veiksmažodžių valentingumo klausimu. —Livro. Questões de linguística lituana, vol. 18, 1978, p. 107—123. 7. Z i e n ė N. O papel da subjetivação e da objetivação na determinação da valência sintática dos verbos da língua lituana. —Trabalhos da Academia de Ciências da RSS da Lituânia. Série A, vol. 1(70), 1980, p. 93—105. 8. S l i ž i e n ė N. A valência dos verbos da língua lituana e a classificação sintática. —Livro. Questões de linguística lituana. T. 25, 1986, p. 45—96. 9. Sližien eN. O significado e a valência dos verbos da língua lituana. — Baltinticūs Anexo III, (2) 1989, p. 414— 420. ; 1Z1en e N. Escreve-se a combinabilidade dos verbos Zod so cultura. N.º 59, Vilnius, 1990, p. 73—77. Je pg Kalbos 11. StarostasS. O Um Por Cento Solução. — Em: Abraham W. (ed.). Valência, Caso Semântico e Relações Gramaticais. Amesterdão, 1978, p. 459—575. „ViehwegerD.u. a. Pró i : i Gramática XV. erlų r eme der semantischen Analyse, als: Studia 13. C nu xx e x e H.K. K sonpocy o nepeMeHHOft BAJIEHTHOCTH MIAIMMoOJIOB nuTOBeKoro assika. Kn. : As línguas bálticas un antes e agora. Riga, 1985, c. 167—174. 14. X park onek nu ž B.C. [Taccununie KOHCTpykuuu. — B xu. Tunojornsa MACCHBHBRIX KOHCTPyKuu#. [IuaTess: u sanoru. Jieuunurpajn, 1974, c. 5—45. 1. Er 2. He 72 LITUANO VERBO VALÊNCIA E PRINCÍPIOS OF SEUS DESCRI ÇÃO Resumo O presente artigo trata dos princípios e métodos de investigação da valência verbal e de sua descrição em of um Dicionário da Valência dos Verbos Lituanos, cujo primeiro volume já foi concluído e está sendo impresso, enquanto o segundo ainda está em preparação. O objetivo deste dicionário é apresentar of informações gerais sobre o uso dos verbos lituanos com outras palavras e at construções. is in Essas informações são necessárias is para garantir o uso gramatical e sintaticamente correto do verbo específico na frase. A capacidade dos verbos de tomar palavras e construções é descrita neste dicionário com base em sua valência. São apresentadas estruturas de valência sintática, semântica e léxica. to in is on Eles indicam a forma gramatical correta e o significado semântico das palavras que devem ser tomadas como determinados of complementos pelo verbo específico; também é feita uma distinção entre complementos obrigatórios e opcionais, e suas funções semânticas são definidas. Todas as três estruturas de valência são acompanhadas de exemplos. A maioria dos verbos of apresentados é polissêmica. O dicionário revela relações entre os significados dos verbos e diferenças na valência sintática, semântica e lexical. O dicionário is presumivto elmente inclui 2000 cerca de verbos. 73