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An Attempt at an Etymological Analysis of Ptolemy ́s Hydronyms of Eastern Balticum

Václav Blažek

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Straipsniai / Articles 25 VÁCLAV BLAŽEK Universidade de Masaryk Domínios de investigação: estudos indo-europeus, especialmente línguas eslavas, bálticas, celtas, anatólicas, tocharíacas e indo-iranianas; Feno-ugrico; Afro-asiático; etimologia; classificação genética; modelos matemáticos na linguística histórica. ATENTADO A Uma Análise etimológica HIDRONÍMOS de PTOLEMY do Báltico Oriental Bandymas etimologiškai analizuoti Ptolemajo užfiksuotus rytinio Baltijos regiono hidronimus (região do Báltico) Anotação A contribuição analisa quatro hidrônimos do Báltico Oriental, registrados por Ptolomeu em meados do século II. CE no contexto do testemunho de outros geógrafos antigos. Suas análises etimológicas revisadas levam à conclusão de que pelo menos três deles são de origem germânica, mas provavelmente se baseiam em suas prováveis contrapartes bálticas. Palavras-chave: Geografia, hidrônimo, etimologia, calque, germânico, báltico, balto-fênico. ANOTACIJA Šiame darbe analizuojami keturi Ptolemajo II a. po Kr. viduryje užrašyti rytinio Baltijos regiono hidronimai, paliudyti ir kitų senovės geografų. Šių hidronimų etimologinė analizė parodė, kad bent trys iš jų yra germaniškos kilmės, tačiau, tikėtina, baltiškų atitikmenų kalkės. ESMINIAI ŽODŽIAI: geografija, hidronimas, etimologia, kalkė, germanų, baltų, baltų ir finų kilmė. VÁCLAV BLAŽEK 26 Acta Linguistica Lithuanica LXXVI Os quatro nomes de rios localizados por Ptolomeu a leste do estuário do rio Vistula, Χρόνος, ούβων, Τουρούντος, Χε(ρ)σίνος, geralmente foram mecanicamente identificados com os maiores rios do Báltico Oriental de acordo com a sequência de coordenadas de Ptolomeu: Χρόνος ~ Prussian Pregora Germanel Russian Prególja Polish Pregoła Lithuanian Preglius /; 123 km (Mannert 1820: 257; Tomaschek, RE III/2, 1899, c. 2841). ούβων ~ lituano Nemunas polonês Niemen bielorrusso Nëman alemão Memel; / / 937 km (Mannert 1820: 258; Rappaport, RE 48, 1914, c. 1180); Τουρούντος ~ Latvian Venta / Lithuanian Vent / Livonian Vnta joug / Polish Windawa / German Windau; 346 km long (Mannert 1820: 258); Χε(ρ)σίνος ~ letão Daugava Bielorrusso Zaxodnjaja Dzvina russo Západnaja Dviná alemão Düna estoniano Väinä; / / 1020 km (Mannert 1820: 2580; Tomaschek, RE III/2, 1899, cc. 227374 também pensou sobre o Gauja Rio). 1. Evidência textual 1.1 Ptolomeu, cerca de 150 A.C. [3.5.] Εὐρώπης πίναξ η. Ἡ ἐν Εὐρώπῃ Σαρματία περιορίζεται ἀπὸ μὲν ἄρκτων τῷ τε Σαρματικῷ ὠκεανῷ κατὰ τὸν Οὐενεδικὸν κόλπον καὶ μέρει τῆς ἀγνώστου γῆς κατὰ περιγραφὴν τοιαύτην· μετὰ τὰς τοῦ Οὐϊστούλα ποταμοῦ ἐκβολὰς Χρόνου ποταμοῦ ἐκβολαί ν ν Ῥούβωνος ποταμοῦ ἐκβολαί νγ νζ Τουρούντου ποταμοῦ ἐκβολαί ν νη _ Χε(ρ)σίνου ποταμοῦ ἐκβολαί νη νθ _ A Sarmácia Europeia termina ao norte pelo oceano Sarmático adjacente à baía de Venedicus e por uma parte da terra desconhecida, cuja descrição é a seguinte. Depois da foz do rio Vístula: foz do rio Chronus 50*00 56°00 foz do rio Rubonis 53*00 57°00 foz do rio Turuntus 56*00 58°30 foz do rio Che(r)sinus 58*30 59°30 Para comparação, as coordenadas da foz dos rios Albis e Vístula foram determinadas por Ptolomeu [4.11.1 4] da seguinte forma: & ἄλβιος ποταμοῦ ἐκβολαὶ λα´ νϡ´δʺ […]As foz do rio Albis 31*00 56o15[…] Straipsniai Artigo 27.o An Attempt at an Etymological Analysis of Ptolemy´s Hydronyms of Eastern Balticum Οὐστούλα ποταμοῦ ἐκβολαί με´ νϡ´ […]As bocas do rio Vistula 45*00 56o00[…] Traduzido por Edward L. Stevenson (1932) http://penelope.uchicago.edu/ThayerE.Gazetteer/PePtolemy[…]s Sarmatia Europeia por Sebastian Munster https: riods/Roman/_Texts/Ptolemy/3/5*.html www.wikipedia.org/wiki/Geography_(Ptolemy)#media_media_file:- Sebastian_Munster-_Tla_europa_Vav (Sarmatia).jpg 1.2 No quarto século. CE Marciano de Heraclea Pontica repetiu a sequência desses rios, mas com certas modificações de seus nomes: [2.39] Mετὰ τὰς ἐκβολὰς τοῦ Oὐϊστούλα ποταμοῦ ἐκδέχονται Xρόνου τοῦ ποταμοῦ ἐκβολαί. Apô δ Xrónu o ποταμοῦ ξῆς εσὶ ουδῶνος ποταμοῦ ἐκβολαί. Otoi δ o potataμοὶ ες τὸν Oὐενδικὸν κὸλπον ἐξίασιν, στις ἀπὸ τοῦ Oὐϊστούλα ποταμοῦ ρχεται παρήκων ἐπὶ πλεῖστον. […]π httpὸdata.perseus.org/citations/urn:cts:latinLit:stoa0023.stoa001.perseus-lat1:22.8.38 http://data.perseus.org/citations/urn:cts:latinLit:stoa0023.stoa001.perseus-eng1:22.8.38 VÁCLAV BLAŽEK 28 Acta Linguistica Lithuanica LXXVI δ τοῦ oυδῶνoς ποταμοῦ ξῆς εσὶ Toυρoύντου ποταμοῦ ἐκβολαί ἀπὸ δ Toυρoύντου ποταμοῦ ἐκδέχεται Xέσυνος ποταμὸς, καβο α τούτου ἐκλαί. […] Post Vistulae fluvii ostia sequuntur Chroni fluvii ostia; pós Chronum fluvium deinceps sunt Rhudonis fluvii ostia. Hi fluvii exeunt in sinum Vendicum, qui a Vistula flumine incipit, em imensum extensus. Rhudonem fluvium subsequuntur Turuntae fluvii ostia; Turuntam fluvium excipit Chesynus fluvius, eiusque ostia. e tradução latina por Müller Edição 1882. No final do século IV dC, Ammianus Marcellinus [22.8. 1.3.] registrou a forma Chronius do hidrônimo de Ptolomeu Χρόνος: [38] Ergo in ipso huius compagis exordio, ubihaei deficiunt montes, habitant Arimphaei, iusti homines placiditateque cogniti, quos amnes Riponius et Visula praeterfluunt; iuxtaque Massagetae, Halani et Sargetae, aliique plures obscuri, quorum nec vocabula nobis sunt nota nec mores. [38] Bem, então, no início deste distrito, onde as montanhas Riphaean afundam na planície, habitam os Aremphaei, homens justos e conhecidos por sua gentileza, através de cujo país fluem os rios Chronius e Visula. Perto deles estão os massagetas, os halani e os sargetas, bem como vários outros povos obscuros cujos nomes e costumes nos são desconhecidos. Ammianus Marcellinus, Rerum Gestarum, com uma tradução em inglês de John C. Rolfe. (Mass.): Imprensa da Universidade de Cambridge […] Londres: Heinemann 1935 […] 1940. 1.4 Provavelmente o mesmo hidrônimo, mas pertencente a um mar, já era usado por Plínio em meados do primeiro século. CE: [4.38/9495] exeundum deinde est, ut extera europae dicantur, transgressisque ripaeos montes litus oceani septentrionalis em laeva, donec perveniatur gadis, legendum. insulae complures sine nominibus eo situ traduntur, ex quibus ante scythiam quae appellatur baunonia unam abesse diei congelatum, in quam veris tempore fluctibus electrum men eiciatur, timaeus prodidit. reliqua litora incerta. signata fama septentrionalis oceani. amalchium eum hecataeus appellat a parapaniso amne, qua scythiam adluit, quod noeius gentis lingua significat. Philemon morimarusam a cimbris vocari, hoc est mortuum mare, inde usque ad promunturium rusbeas, ultra deinde cronium. xenophon lampsacenus a litore scytharum tridui navigatione insulam esse inmensae magnitudinis baltiam tradit, eandem pytheas basiliam nominat. http: data.perseus.org/citations/urn:cts:latinLit:phi0978.phi001.perseus-lat1:4.38 http: Straipsniai Artigo 29.o An Attempt at an Etymological Analysis of Ptolemy´s Hydronyms of Eastern Balticum Temos agora de deixar o Euxine para descrever as partes externas da Europa. Depois de passar pelas montanhas de Riphæan, temos agora de seguir as costas do Oceano do Norte à esquerda, até chegarmos a Gades. Nesta direção diz-se que existe um grande número de ilhas que não têm nome; entre as quais há uma que fica em frente à Escítia, mencionada sob o nome de Raunonia, e diz-se que está a uma distância de um dia de vela do continente; e sobre a qual, de acordo com Timaeus, o âmbar é jogado pelas ondas na primavera. Quanto às partes restantes dessas costas, elas só são conhecidas por relatos de autoridade duvidosa. Com referência ao Oceano Septentrional ou do Norte; Hecatæus chama-lhe, depois de termos passado a foz do rio Parapanisus, onde ele lava as costas escitas, o mar Amalchian, a palavra […]Amalchian[…] significando na linguagem dessas raças, congelado. Filemão diz novamente que é chamado de Morimarusa ou o "Mar Morto" pelos Cimbri, até o promontório de Rubeas, além do qual tem o nome de Mar Croniano. Xenofonte de Lampsaco nos diz que a uma distância de três dias de navegação das costas da Escítia, há uma ilha de imenso tamanho chamada Baltia, que por Pytheas é chamada Basilia. [4.41/104] sunt qui et alias prodant, scandias, dumnam, bergos maximamque omnium berricen, ex qua in tylen navigetur. a tyle unius diei navigatione mare concretum a nonnullis cronium appellatur. data.perseus.org/citations/urn:cts:latinLit:09phi78.phi001.perseus-lat1:4.41 […]Há escritores também que fazem menção de algumas outras ilhas, a saber, Scandia, Dumna, Bergos e, maior de todas, Nerigos, das quais as pessoas embarcam para Thule. A um dia de vela de Thule está o oceano congelado, que alguns chamam de Mar de Cronian. http://data.perseus.org/citations/urn:cts:latinLit:phi0978.phi001.perseus-eng1:4.30 Plínio, o Velho: Naturalis Historia, ed. por Karl Friedrich Theodor Mayhoff. Leipzig: Teubner em 1906. Plínio, o Velho: A História Natural, traduzido por John Bostock e H. T. Riley. Em Londres. Taylor e Francis, 1855: 4.30. 1.5. Dionísio Periegetes, segundo (ou terceiro?) século. CE repetiu as informações de Plínio sobre o Mar Croniano no norte, que tinha que estar congelado ou morto: 27 Πάντη δ’ ἀκαμάτου ῥόος Ὠκεανοῖο 28 εἷς μὲν ἐών, πολλῇσι δ’ ἐπωνυμίῃσιν ἀρερώς. 29 Ἡτοι ὁ μὲν Λοκροῖο παρ’ ἐσχατιὴν ζεφύραο 30 Ἄτλας ἑσπέριος κικλήσκεται. αὐταρ ὕπερθεν, 31 πρὸς βορέην, ἵνα παῖδες ἀρειμανέων Ἀριμασπῶν, 32 πόντον μιν καλέουσι πεπηγότα τε Kρόνιον τε. 33 ἅλλοι δ’ αὖ καὶ νεκρὸν ἐφήμισαν εἴνεκ’ ἀφαυροῦ VÁCLAV BLAŽEK 30 Acta Linguistica Lithuanica LXXVI 34 […]ελίου. Dionysius Periēgētes: Graece et Latine cum vetustis commentariis et interpretationibus, edição. O Gottfried Bernhardy. Leipzig: Weidmann em 1828. 27 Mas por todos os lados flui o poder do incansável Oceano, 28 e sendo um, ainda dotado de muitos nomes. 29 Bem, pelo recesso mais afastado do Zephyr Locrian 30 chama-se Atlas Ocidental, mas acima, 31 em direção ao norte, onde habitam os filhos dos loucos de guerra Arimaspoi, 32 eles o chamam de Frozen e o Mar Cronion. 33 Outros, novamente, também o chamavam de Morto, por causa da fraqueza 34 do sol. Dionysius Periegetes: Descrição do Mundo Conhecido Tradução: Ekaterina Ilyushechki http://www.dh.informatik.uni-erlangen.deIMMD/staff/Goerz.E5-ln.tx 1.6. Seguindo Plínio, mais breve foi Solino [19.2] no terceiro século. CE: Oceanum septemtrionalem ex ea parte, qua a Propanisso amne Scythia adluitur, Hecataeus Amalcium appellat, quod gentis illius lingua significat congelatum. Filemon a Cimbris ad promunturium Rubeas Morimarusam dicit vocari, hoc est mortuum mare: ultra Rubeas quicquid est Cronium nominat. Gaius Julius Solinus: De mirabilibus mundi http://www.thelatinlibrary.com/solinus2a.html […]O Oceano do Norte naquela parte onde Paropamisus a Ryuer da Escítia se lava nele, é nomeado de Hecataeus Amalchium: que na língua dessa nação, significa o mar congelado. Filémon diz, que dos cimbrianos ao Promontorie Rubeas, é chamado Morimarusa, que é tanto para saie, como o Traduzido por Arthur Golding (16th cent.) http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http: http. dead Sea. Whatsoeuer is beyonde Rubeas is called Cronium.” 2. Propósitos e determinação de A afiliação linguística do Hidronimas Nesta contribuição, quatro hidrônimos localizados por Plínio, Ptolomeu e seus seguidores na parte oriental do Báltico, a saber, Χρόνος/Chronius/Cronium, ούβων Του ούδων, Τουρούντος, Χε(ρ)σίνος, são analisados em perspectiva etimológica. Straipsniai Artigos 31 e 31 An Attempt at an Etymological Analysis of Ptolemy´s Hydronyms of Eastern Balticum A primeira tarefa é determinar a afiliação linguística desses hidronímicos. Dois deles, Χρόνος & Χε(ρ)σίνος, são caracterizados pela inicial χ-, ou seja, [kh]. Nas línguas indo-europeias da Europa, este som é típico do grego, eslavo e germânico. O grego e o eslavo são excluídos por razões geográficas (mencionemos que, no eslavo, a inicial *x geralmente é de origem germânica ou iraniana). Se o germânico permanece como o candidato mais promissor, é natural perguntar se há ainda outro argumento que apoie a afiliação germânica desses nomes de rios. A resposta pode ser positiva: em Τουρούντος, é possível ver o reflexo zero germânico *-unþ-*-unđ do sufixo participio presente *-n […]t-, que é rudimentarmente produtivo nas antigas línguas germânicas literárias: o antigo alto-alemão weisunt […]vein[…] ~ o antigo inglês w[…]send id., de *u[…]ei[…]s- […]to flow[…] (Pokorny, 1959: 1134), ou o gótico hulundi […]cave[…] vs. o antigo nórdico holr, o antigo inglês, o antigo alto-alemão saxão, o antigo alto-alemão adj […] hol […], tudo do verbo atestado no gótico huljan […]to[…], o antigo nórdico hullan, o antigo alemão. (Brugmann 1906: 216, 461; Pokorny 1959: 553; Lehmann 1986: 193[…]94; Kroonen 2013: 253). Este papel do sufixo *-unþis é geralmente aceito na formação de tunþus gótico […]dente[…] (Brugmann 1906: 460; Kroonen 2013: 509[…]10). A Comissão considera que a Comissão não tem competência para determinar se a medida é compatível com o mercado interno. 3. Análises etimológicas 3.1 Χρόνος [Ptolomeu 3.5.2]; Chronius [Ammianus Marcellinus 22.8.38]; talvez também Mare Cronium [Plínio 4.38/94 […]1095, 414]. Existem pelo menos três possíveis etimologias germânicas: a) Müllenhoff (1887: 351) tentou explicar o hidrônimo com a ajuda do nórdico antigo hrynja stürzen, fallen, strömen, islandês hrynja id., hrun Sturz, norueguês rynja lärmen, poltern, sueco antigo rynia lärmen; talvez também Old High German hrono gestürzter Baumstamm, Middle Low German ro13839), parece mais fraco em perspectiva semântica. b) Kuhn (1941: 113) pensou ne id. and Old English hruna in place-names (de Vries 1962: 263; Holthausen 1963: 176). Although this idea is followed by Scheungraber & Grünzweig (AgT em uma conexão de Mare Cronium e o nórdico antigo hrnn f. onda; A filha do Ægir. Juntamente com o islandês hrönn […]wave[…] e o inglês antigo hræn ~ hærn f. […]waves, tide, sea[…], provavelmente refletem o germânico VÁCLAV BLAŽEK 32 Acta Linguistica Lithuanica LXXVI *hraznō1 (de Vries 1962: 264; Holthausen 1963: 146). Relacionado pode ser o alemão médio (15o século) rünne f. Sturmwoge, se for derivado de *hrōnnjō(n)- (Falk & Torp 1909: 104; Orel 2003: 185; enquanto Kroonen 2013: 418 prefere a protoforma *runnjō(n)-). Apenas a protoforma reconstruída *hrōnnjō(n)- f., apesar da diferença de gênero, está muito próxima de Mare Cronium de Plínio e Ammianus Marcellinus […] Chronius. O Cis inicial talvez causado pela influência de Κρονία λς, usado para o Mar Adriático por Apolônio Rodio [Argonautica 4.324, 509] no século III. A.C. O nome do mar é provavelmente motivado pela expectativa de que em uma hipotética língua germânica do Báltico Oriental o aglomerado *-zn ainda fosse preservado, se fosse preservado no gótico bíblico theonym Κρόνος. On the other hand, in the 1st and 2nd cent. CE one would registrado por volta de 350 dC, por exemplo. Razn gótico […]house[…], ga-razna […]neighbor[…] (~ Old Norse granni id) vs. Old Norse rann, Old English ræn ~ ærn n. […]house, dwelling[…], Old Frisian fa-ern […]animal barn[…] […]razna-, além do Old English ræsn n. […]board[…] […] *rasna- (Lehmann 1986: 283; de Vries 1962: 433); Germânico > finlandês (arch. & dial.) rahna Holzstück, von dem Späne abgerissen werden; Brennender Baumstamm auf der Schwende; (em inglês) Ackerwalze, rahn estoniano, gen. rahnu & rahna Block, Klotz, grosses Stück, ungespaltener Stamm, livoniano ron( Z) umgeworfener Baumstumpf; Baumstamm am Meeresboden[…] (LGLO III 105). O edifício é um edifício de construção civil. Cf. também o nome pessoal Rasne-hildi gen.sg. [CIL XIII 7660] (Schönfeld 1911: 185), datado do século VII. C.E. Em resumo, embora esta solução seja muito atraente do ponto de vista da semântica, deve ser abandonada por razões fonéticas. c) Outra possibilidade é representada pelo hraun do nórdico antigo […]steiniger Boden, Lava[…], hraun islandês […]steiniges Land ohne vegetation[…], reyn das Ilhas Feroe, røn dinamarquês […]Steinbank auf Meeresboden[…] > røn(i) […] Steingrund[…], norueguês Hell Röuna, sueco Rönö, Röne (de Vries: 252; NL 1962 1957: 1); o aglomerado medial *-znis confirmado por comparação externa com o grego *kvask […] Aeolic […], dórico, árctico, attico […] Kresna […], fonte [Il.]; Além disso, *κροσνός > κρουνός […] primavera, cabeça de poço, de onde os riachos saem[…] [Il. 22.147, 208], cf. a glossa de Hesychius κροῦναι · κρναι τέλειῆαι (ver de Saussure 1881 II: 119; Frisk 16, 27; Beekes 2010: 7). Mais tarde, foram adicionados cognatos em outras línguas também: albanês krua ~ krue m., pl. kronj, kroje […] primavera, fonte […] (Orel 1998: 198); Céltico: Old Irish crond, Cornish cronn […] um nome de um rio […] (Stokes 1907: 247). As protoformas *k […]r […]sn[…] e *k […]rosno-[…] (Beekes, EIEC 539) são compatíveis com uma das designações de IE de […]cabeça[…], atestadas, por exemplo, em grego κρ[…]νίον […]crânio, cabeça[…], krye albanês n., pl. krerë ~ krenë […]cabeça[…] (Orel 1998: 199); Tocharian B kri(ye) (nape do) pescoço (Adams 2013: 230), etc. No que diz respeito ao desenvolvimento semântico, cf. Latim caput fontis ou caput aquae e grego de Saussure κρά: 119 1881 e Frisk II, 16. Esta conclusão implica a reconstrução de *k […]-. O reflexo albanês kbefore -ris é regular. Straipsniai Artigo 33.o An Attempt at an Etymological Analysis of Ptolemy´s Hydronyms of Eastern Balticum 874). (1994: 888[…]92) adiciona o orônimo alemão Rhön2. Germânico > Finlandês Turai […]grober Kies, kleine Steine auf dem Grund eines Sees[…], Finlandês, Votic & Ingrian raunio, Karelian raunivo […]Steinhaufen[…], Estoniano raun, gen. Turai […]Stein Granithaufen[…] (LGLO III 136). Os autores antigos diferenciaram duas variantes, Χρόνος & Chronius, que podem ser projetadas no proto-germânico como *hrauna- & *hraunija-/*hraunijō(n)-3. Há um par sugestivamente correspondente ao hidrônimo - provavelmente era o mesmo dialeto germânico que legou os in Balto-Fennic, *rauna & *raunio respectively. Thanks to this correspondence it is possible to determine the dialect affiliation of the Germanic dialect of primeiros empréstimos germânicos nas línguas balto-fênicas. Resta discutir a motivação semântica deste hidrônimo. Rochas ou grandes pedras não são típicas das bocas e córregos inferiores dos rios do Báltico Oriental. É por isso que "gravel" parece ser um motivo semântico mais promissor. Talvez, poderia ser o Vistula Spit (polonês Mierzeja Wiślana; alemão Frische Nehrung; russo Baltijskaja kosa) ou o Spit Curonian (Kuršių nerija), ambos consistindo nas dunas de cascalho e areia4 que levaram à designação Mare Cronium da Lagoa de Vistula ou Lagoa de Curonian, respectivamente. No que diz respeito à sua água doce ou salobra, as lagoas foram congeladas mais ou menos regularmente, ao contrário do mar aberto e mais salgado. O mar congelado provavelmente era entendido como o mar morto por visitantes do Mediterrâneo. O termo originalmente reservado para uma dessas lagoas foi mais tarde talvez transmitido para os estreitos que ligam as lagoas ao Mar Báltico, parecendo os estuários de rios vistos do mar, ou para os rios que desembocam nessas lagoas. Vamos analisar os nomes dos rios, compatíveis com a esfera semântica do germânico *hrauna- & *hraunija- *hraunijō(n)/-. O candidato mais frequente para Χρόνος & Chronius tem sido o rio Pregel Pregolja. Na realidade, a latitude de sua foz não é muito diferente da foz do rio Vístula (Ptolomeu determinou ambos a 56°00). A etimologia deste hidrônimo não é inequívoca. Gerullis (1922, 135), resumindo registros antigos, a saber, Prigora (1302), Pregor (1359), além das formas dissimiladas Pregoll, Pregel (1331), Pregill (1460), procurou explicação em prgaras lituanos […]grundloser Weg, Abgrund, Hölle[…] (também […]Vielfrass[…]). Está relacionado com pragorė […] […]Abgrund, unermessliche Tiefe[…] e ambos foram derivados da 2 A cordilheira Rhön está localizada na fronteira dos estados da Baviera, Hesse e Turíngia. Seu topo mais alto, Wasserkuppe, tem 950 m de altura. 3 O diftongo proto-germânico *au, confirmado nos empréstimos balto-fênicos, pode ter sido mudado para o em transcrições gregas e latinas, cf. Austrogoti contra Ostrogothi (Schönfeld) 1911: 38). 4 A maior duna do espeto de Vistula, chamada Wielblądźi Garb = Kamelhöcker, é 48,50 m de altura. A maior duna do Spit Curonian, chamada Vecekrug, é mais alta, 67,20 m.