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Lengvi lietuvių kalbos sparnai

Naglis Kardelis

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Ac a Linguis ica Li huanica LXXVI 11 NAGLIS KARDELIS Uni e sidade de Vilna Di eções de pesquisas acadêmicas: An icos e Mediais iloso ia, e lexão da iloso ia clássica na iloso ia mode na, linguagem iloso ia, ciência iloso ia, eligião iloso ia, an ikinė kul ū a, an ikinė li e a ū a, senosios kalbos, ci ilizacijų is o ija. LENGVI LIETUVI LANGUABOS SPARNAI1 Pa a nós, li uanos, na i a língua não é peski naš a, des ino enca ada sob e os omb os e cu kian e à e a como pesos ped as. Não isso são á ias asas, le an an es nos mais al oš ei do que ou as línguas, que na sua ida ap ends amos mais a de, asas. Gim osios línguas asas são mais áceis, po que delas não p ecisam encaixa -se nas mãos como Ika ui elas nos da a p óp ia na u eza e c esce nos de omb os, e pakilus alç ai não su i ps a igual ce a. É o pa imónio na u al nosso asasi, le an an es nos a é à espí i as al u as e ca egan es u imãos pa a ho izon es de sen ido. In elizmen e, nós ge almen e esquecemos que emos essas ma a ilhosas asas do espí i o, e a a és campo de ida azemos a na i idade como uma ped a de di iculdade. Não só simples mo inhos, p ensados quo idianas bui es naš os, mas e cien í icos linguagem e esc i a pessoas aqueles, que ob iga iam a inga línguas asas, ge almen e conside am sob e a linguagem pe nelyg bui iamen e e ins umen almen e, eigando, que a língua é o mais simples meio de comunicação, po que p ecisamen e al é a p incipal unção dela. Koks nykus e seklus é al imaginação da na u eza da linguagem, po que é di ícil de pe cebe endo em con a o a o de que a pala a komunikacija, de i ado do la inisko daik a a d communica io ‘pa ilhasis, comunic a as, ansmissões, ansmi idões, e ela que comunicació é uma o mal pa ilhasis naquilo com que não es amos uns aos ou os ob igados: isso a um pa ilimas kažkuin com que pode se pa inga, mas com es e u ilijam se o malmen e, sem sen ido e em espí i o, de um comp omisso que não comunicamos. By he way, econhece ou excessi amen e acen ua apenas cognin ina, kogni y inę, a unção da linguagem ambém se ia excessi amen e maža: signi icância da linguagem limi adas somen e à á ea do conhecimen o mes 1 Es e a igo oi publicado na e is a Me ai, e seus agmen os a le po Spaudos pus yčius 2017 m. 8 de maio. Ac a Linguis ica Li huanis ica edi o ial opinião do colégio, ale es a pala a e publicado na e is a eks o y os. NAGLIS KARDELIS 12 Ac a Linguis ica Li huanica LXXVI não de idamen e subok amos a na u eza da linguagem e não ap ecia íamos esses espa nos de alo des inado ao homem e à nação. Conside ando sob e a linguagem on ologicamen e pon o de is a, acen uando sua įsišaknijimą bū yje, nós alamos já não sóim sob e comunicação apenas ansmissão de in o mação pu a g įs ą comun a imą, e sob e komuniją e dadei a e pilna išką comun ys ę, pessoas comun ys ę alle n o, que nos empob imos oda a nossa essências e espi i uais sa as ies. Is o é a e dadei a i iama d asinė bend ys ė, apie ku ią yliais išmin ingais žodžiais, be įman - gim ó ia línguas s ichijoje pa ių eo inių są okų, peleja anosios lie u ių li e a ū os au o iai e con empo aniai lie u ių poe ai bei p ozininkai. Mas em men e enho não só esc i o es […] de cada li ú io co ação naqueles idiomas, como de odos os nossos comunhos e de odos nos sucessionan e signi ica i os comun ys ės campo, pe cepção é mui o i a, mui o ín imo. Ga bus nosso ilóso o An anas Maceina é mencionado, que cada língua a e ia unikų požiū į į pasaulį, sa i ą pasaulio ma ymo kampą es a min is p imei a ez oi exp essa do ilóso o do idioma okiečių, iškilaus mąs y ojo Wilhelmo on Humbold o e mais a de plė o a A. Maceinos, iniciėjusio p o esionali adição da iloso ia da língua Li uânia. P ecisamen e A. Maceina seus abalhos, des inados à iloso ia da língua li uãs, mos ou, como o iginalmen e e p o undamen e possí el pensa sob e a língua li uânica pon o de is a ilosó ico, exalškinando li uãs língua abe o mundo de isão angulo peculia idade. Mas des a ez gos a ia de ponde a sob e ou a, embo a com iloso ia não menos ligada ao assun o sob e a na i idade da língua na i a mos ada nossa p oximidade e olimidade nãoalbine, anapus idiomas esančiai, ik o ei, ambém sob e algumas ou as, pa icula men e acudidamen e ac ualias, p oblemas, ligados com o des ino da língua na i a. Começa ei com a obse ação de que ala é p igni i o (na ū alus, na u al inis) e cul u al o ganismis ao mesmo empo. A união das línguas com a na u eza apa en emen e is a cada ez, quando dizemos a odos nós sem im mielą e b angų lie u išką pala as de combinação gim oji kalba. Įgim umas é essencial ca ac e ožas da língua na os. Juolab que língua ao mesmo é e uni e salia mais de odos os sen idos cul u ais meio de exis imen o. A singula idade da língua na i a e, digamos, exclusi o on ologico seu aužas, í biamen e impo an e de cada humano exis encia, é o que a língua na i a ja albančiojo expe iência uni ica p igni ina e culū inę plo mes uni ica assim, como isso nepajėg ų aze nenhuma língua negim oji, que emhinha ao nosso mundo só da cul u a pu a e só ia a cul u a. No en an o, ao mesmo empo é impo an e in ui que não só udo isso que adicionalmen e ligamos com a cul u a, cul u aines e imo e cul u aines ango, mas e os mesmos assun os da na u eza de emos conside a não an o po si en endidas como duo imis da exis ência, quan o a e as pelo que, sendo ecebendo da na u eza e endo de na u eza, Ac a Linguis ica Li huanica LXXVI 13 Leng i lie u ių kalbos spa nai emos con inua a cul i a e i e com os nossos p óp ios es o ços pessoais, sabedo ia e a kakliu, idan ando o abalho da na u eza li u iana nas nossas es abelecimen os cul u ais. Gim ó ia na u ezaškidade da linguagem de e mina e o a o de que ela a única é po êgi nos ab i absolu amen e au en išką kalbiškai medijuo a pa i ies ik umą e cada um de nós pessoal exis encial con empo aneidade na u alidade. P ecisamen e a língua na i a, sendo a uni e salia mais de odos os sen idos cul u ais meio de nascimen o e exis ência, a encijos i isos ik o ės in e p e a imo kon eks ą, ku io jau neįmanoma – i única įs engue nos o nece de ini i o žmogiškosios egzisnebū ina con inua a expandi po nenhum meios. Ao o nece -nos es e inal con ex o de in e p e ação de oda a ealidade e de nossos p óp ios se es, jun amen e com a nossa exis encial empo isena na u alidade língua na i a nos o e ece e se škosios plenna ės sensação al sensação, do qual não paigėg ų doano i nike ou a coisa no mundo. P ecisamen e es a nãoca ojamo sen imen o acompanhimą plna ės es adosená podemos conside a essencial essipiljiusios au en iškos bū ies b uožu. conside ando sob e a on ologia da linguagem na men e emos iloso iné a ligação da linguagem com se mi, mas se ies não e íamos pe cebe como bui ies, cuja naš a nos inclina à e a, ou como me amen e de exis ência ísica ou de qualque con ex o de ida humana semelançando ege a imen o: al, em odos ce os aspec os pilna iška, iznijildzisa ou conduzindo pa a a expição al, de e íamos pensa como um modo de se humano no mundo, que ab isse um ho izon e de sen ido inal, o qual alcançado já não necessi asse de ou o, ainda mais dis an e, ho izon e, e, ainda mais. A linguagem acima de udo a língua na i a nos jus amen e e ab e aquela pe spec i a do nosso se e sa imonê, que nos insigni ica a é o im, plna iamen e, ealizuodama nossas possibilidades de desen ol imen o espi i ual a é a inal eleológica nossa on ei a, p ecisamen e po isso exalminamen o momen imá a nós e pa-sen imos, que um con ex o mais amplo nos já não p ecisa. Tokį sen imen o nós chamamos de elicidade expe imen a imi, ulna e. Embo a, po um lado, o con ex o da linguagem é odo o mundo, que na u almen e pe cebemos como mais as o pa a a linguagem e a um ap êpian e ela de o a, no en an o, olhando um pouco de ou a o ma, podemos assegu a -nos, que em ce o sen ido a p óp ia língua especialmen e gim oji é o con ex o de odo o es o do mundo. As on ei as da linguagem às ezes são mais amplas do que as on ei as do mundo, po an o ela pajági comp eende não só a nossa exis ência, mas e odo o mundo. Gim oji língua isso úl ima a on ei a do ho izon e do nosso sen ido. Pensando sob e a elação linguagem e mundo emos de conside a à língua peculia de na u eza (na ū os) e cul u a dialec iká, e elandoando que a na i a língua, que emos de na u eza, na u almen e, nós somos capazes de con inua a cons ui conscien ing cul u alem es o ços do nosso espi i o e usilá-la como pode inga ginklá, com a qual sua p óp ia se a de endemos con a in asões de insensibilidade. Mas a língua na i a ealmen e pode o na -se nossa a ma? Ten emos quan o mais de alhe panag ina es a ques ão, lemb ando a an e io nossa insiunção sob e o a o de que p ecisamen e na i a NAGLIS KARDELIS 14 Ac a Linguis ica Li huanica LXXVI a língua nos o e ece a mais opo unidade de nos ap oxima mos do mundo e, se necessá io, mais de nos a as a dele; in imamen e aze amizade com mundou e, se isso o na ine i á el, mais em elação dele sus e imê. A linguagem nos pede o ça pa a ap oxima -nos ao mundo, quando ele nos pa ece amá el e po an o nós desejamos a ele an o quan o possí el ap oxima -nos. Po ou o lado, a língua įsueca nos a as a do mundo a dis ância segu a, quando ele, apa ecendo em o ma b u alais, nos de epen e paside elas nemielas. Dos baisumes do mundo nos p o ege poesia poé ico da pala a s ichija, de expe imen os akimi ką p iglaudjian e nos como ela ala no as jaukūs namai, ampan ys mums nauju pasauliu i nauja ik o e. Ypač gim o- nos dá opo unidade de caminha mui o di e sau dis ância do mundo. An ai ela pe mi e ap oxima -se à não-balbinês ealidade daik ų ik o ės a mais do que qualque ou a língua, po que, a dando na i osas pala as, às quais desde a in ância es amos acos umadas de modo, como se elas ossem sepa adas do mesmo ik o iško mundo coisas, comple amen e coincidan es com suas in oduijamis daik ų ik o ės coisas, nós na nossa men e imos já não as pala as, mas os mesmos daik us. Pode íamos dize mais adicalmen e: a dando pala as da na i a língua nós de a o p ono iamos não eles, mas os mesmos i ens in oduzidos po eles. Digamos, a língua na i a nos o e ece possibilidade de denuncia não pala as, e pá ias coisas pois an ai a dami a pala a medis, ao qual desde a in ância es amos acos umadas de modo que seu p óp io já não pe cebemos e po isso ins inc i amen e su apa izamos com o seu mesmo en e iam a coisa i a á o e, nós em nossa men e ou imagem de imedia o e i amos a á o e, e não a pala a medis. Ta dami qualque qual língua na i a a dažodį nós na nossa imaginaçãoe a de imedia o egime anapus seu exis en e e seu į a dijamo coisa. Gąim ja língua p o e i pala as nos ab e au en iškiausią nežmogiškos ik o ės pe cepção, qual só em ge al possama ao homem. Falando qualque que c ia ou a não gim ąja língua, a dis ância a é nãomogiñas coisas e odo deles compa y o nãomogiškojo mundo semp e pe manece maio . Ta dami pala as de língua es animas nós nãojêgiamos ap oxima -se ao nãomogiško mundo an o quan o quise íamos. Po ou o lado, podemos pensa sob e a con e sa como sob e e pê de poesia a ís ica. Simila men e como em ge al nenhuma poesia é possí el sem linguagem, assim e de e dade au en iška poesia é impossí el sem língua na i a. Os poe as mui as ezes c iam não só ma ąja língua, mas e á ias es anhas línguas, po ém de guia poé icas, de guia mais p o undas, de guia mais p o undas sensacional niuansai a i e ia só i p onunciando pala as da ma ó ia língua. O mundo da poesia ealmen e mui o peculia e nãoapa ašus a nenhum ou o Josi as B odskis e Tomas Venclo a é mais de ez įž algiai obse ėję, que línguas e poesia mundiai são absoliučiai au onomiški ou mesmo au a kiški. Pala as capazes c ia al e na i a ią ik o ę, e es a pode o na a s a a ik ajam mundo, que um ou ou o momen o da ida, especialmen e enclupado a di íceis p o as, mui as ezes apa ece nemielas, nep ensmingas, b u alus, ejei an e. Se o mundo nos abo ece, nós emos a possibilidade de nos a as a em ou a, al e na i aų, que nos egala poesia. Ac a Linguis ica Li huanica LXXVI 15 Leng i lie u ių kalbos spa nai En ão cada ez que nos eme ge exis ensenè necessidadeinybê ape a -nos do mundo a dis ância segu auma pa a ou a, al e na i as, mundo, nós e no amen e podemos eco e à na i a língua. Mas pela qual ou a não gim ąja língua c ia-se poesia, s okodama au en icas, ca ac e ís icas à poesia, esc i as p óp ias na u eza de na u eza doano a língua, já não em o ça a c ia ais adicais e al on ologicamen e au onomiškos al e na i as ao mundo exis en e, po an o e neįpõe-nos a a as a dos b u alis o mas o mas a si ê usio an o mundo, quan o quise íamos. É mui o impo an e pe cebe a linguagem como um o ganismo i o, semp e em c escimen o. Pa a melho en ende mos a in e ligação en e linguagem p igim iškumo e língua ca ac e izados pode es de c escimen o, chama-se a enção ao a o de que a p óp ia na u eza dos an igos g egos oi pe cebida não s a iicamen e e não daik iicamen e, como algumain qual sua aidoje in e ompida e pa a odos os empos concluída doo i, e p ocesualmen e ao mesmo empo e como p ocesso de c escimen o, e como esul ado de c escimen o, cons an emen e a inoujan e du an e o p óp io p ocesso de c escimen o. A ende emos ao a o de que g ego é daik a a dis phusis ‘p igim is; na u eza é ei o a pa i da šaknia phu-, da qual ei o e g eikiškas eiksmažodis phuō ‘augin i bei pasy inė sua o ma phuomai ‘bū i auginamam; c esce . By he way, a mesma indoeu opie išką šaknį a pazįs ame e lie u iškame eiksmažodyje bū i bei daik a a dyje bū is isso é i in impo an e ci cuns ância, que ob igamos e em men e conside ando sob e linguagem on ologiją, bū iškuosius kalbos pama as. En ão a p óp ia sabedo ia da linguagem nos es emunha, que a semân ica do c escimen o é mui o impo an e êndendo sob e qualque […] ambém e da linguagem na u eza. Linguagem é um o ganismo i o, edian e milha es de anos, e cada pala a imp essionan e óssia í ida, con indo não só á ias milênios de his ó ia, mas á ias milênios de idade inin e up a his ó ia de desen ol imen o i o. Embo a as p óp ias línguas li uanianas ainda não ossem naqueles empos, quando apa eceu indoeu opie iškos chacnys, elas são puikiai conse a as saky ume, kažin qualbinės paleon ologijos manei a засиконсервавusios lie u iškuose žodžiuose. I in a chajiškus na i a língua pala as emos de pe cebe não só como ce os ce os já acabados c esce c esce lingubinês na u eza o ganismos, es emunhanços uma ce a men e e o seu linguino ao o mínio esul ado o mais não só como a ozcida e em que a ped enão sus ingu ia kadaise lig magma cals os e akios kalbinės masės uolieną, mas e como ainda c escendo e de odos nossos ainda cul i ados. Gim osas pala as da língua, a é ago a ebeaugan es e nossos cul i ados como peci os lingubinês na u eza o ganismos, pačia ainda ainda plazdančia seu gy as imi nos ob iga a eles de ende e gua da . Todos amigas eles saem dian e de nós um único i o linguís ico co po como o denados apelo con inua a desen ol e a na i a língua, pois ela não é nem mo a, nem nossos an eê ios pa a odos os empos concluída ela cons an emen e c esce e desen ol e-se, ke odama po en o espi i u iška ąžuolu. Linba ca ac e ís ica complexa es á ica e dinâmica dialé ica. Se da linguagem pensamos de seu sis ema, sinch oniamen e ixado de seu pjú o pon o de is a, sem dú ida, somos o çados a pe cebê-la como es a ís ica, po ém de emos não esquece que al NAGLIS KARDELIS 16 Ac a Linguis ica Li huanica LXXVI momen ina ixação do desen ol imen o da língua, e cian i jle g i não em i o augancio da língua ąžuolo kamieną, e em um ou ou o do seu nupjau o kamieno (be abejo, nupjau o ne ik o ėje, a eo ia dos idiomas min yse) ske spjū į, ixsuojan is só algum só um sinc onizado pjū į do seu sis ema de linguagem, esme é pu amen e ins umen al ação, alag inando o eo é ico p ocessos de linguagem ik o i, mas em si mesmo con indo pouco com a mesma. A linguagem, pensoma como s a iška sinch oninė sis ema, é mais bem abs ak i eo inė idealizacija do que aquilo que de a o exis ia na mesma ik o ėje, po que, como já mencionámos, em sua p igim ine esme língua é mais bem dinamiška do que s a iška. Além disso, sob e a linguagem, especialmen e a na al, é necessá io pensa não só a pa i da linguagem, como obje o de análise eó icas, mas e do pon o de is a do sujei o da linguagem. Po um lado, a língua c esce como se em si mesma em ce o sen ido não nós cul i amos a linguagem, mas ela nos c esce, e não an o nós alamos língua quan o ela ala em nós (que po pa adoxalmen e que isso soe). Po ou o lado, olhando um pouco di e en e, é necessá io econhece que, de ce o pon o de is a, cada um de nós somos c iado es e cul i ado es da língua na i a, ne u in ys di ei os nsuísil a i des e di ícil, mas mui o p akilnaus abalho. Tad ala, embo a e c escen i como mesma em si, ainda assim em seu cul i in oją não algum algum um des inado à homem, e oda a nação, como cole i ão do idioma cul i inimo sujeu, embo a isso e não negigia conclusões, que ao abalho de cul i inimo da língua na i a podemos e ob igamos con ibui cada ulhas en im odos nós, como paski i pessoas esponsá eis somos, os seus língua na i a cul i ado es. Nós somos esponsá eis po pala as, cujas šaknims são pelo menos seis ou se e milimes anos isso é só apy ik is sua idade a aliação, pois indoeu opeis ika pajêgi econs ui ap oximadamen e al ho izon e de empo. Ás ezes olhando pa a uma es ellada dos céus nós emos luz, que sua es ela deixou há alguns milha es de anos, se a dis ância a é aquela es ela é alguns milha es de anos luz. Nós ma a ilhamos em es anhos can os endo ke ojanças milžiniškus á o es sequ ojas, k ip ome ías e gająsias pušis, às quais já há alguns milha es de anos, e de jei o algum não podemos ac edi a , que elas, apesa de al inac edi ado idade, são ainda i as e ainda c escen es, mas di icilmen e pe cebemos ou simplesmen e umpa egiamen e não pe cebe emos, que as pala as da língua li uana são ão an igas e ão i as e que elas são a nossa p óp ia au is icidade, gin i a eičiai, a ei ies ka oms. I bū en jie – ūks an mečiai gim osios kalbos que ago a já nós mesmos auzodzes nos dá aquela i as an e alsa idade de espí i o. Gim ós línguas pala as são se ški, eles nos o necem inal ho izon e de signi icância al, ao qual ainda mais amplo ho izon o já p ecisa, e amesia con ex os de in e p e ação da ealidade al, ao qual não p ecisa ainda mais amplo mesmo o con ex o o eiškinancio. A linguagem nub ėžia as on ei as do nosso au en iškos se e de ineia sa as ingą nosso se con oū ą. Sendo p op iedade de oda a comunidade Ac a Linguis ica Li huanica LXXVI 17 Leng i lie u ių kalbos spa nai lingubinês, ela ao mesmo empo é e a maio iqueza pessoal de cada um de nós. Es a dialé ica p óp ia de comuni a iedade e pe sonalidade ambém é mui o impo an e: pois a linguagem não só exp essa pensamen os abs a os, que são possí eis cla amen e pe cebe com a men e e p ecisamen e ansmi i comunica a ou os memb os da comunidade linguís ica, e não só cujas pala as indicam conc e os e e en es ísicos habi uais, que podem se expe imen ados sensu liais, mas e exp essa os su ilíssimos sen imen os que nós já e le imos uns pa a os ou os de manei as não- e bal . Dece o, nós não somos capazes de sen i di e amen e os sen imen os de ou o homem (ou, alando ainda mais p ecisamen e, embo a não in ei amen e egula men e, no a piamen e sen i com os sen imen os de ou o homem) podemos só de lado obse a o o sen ixien e, e o p óp io sen imen o do ou o homem nos cessa de sen i di e amen e. No en an o, o homem, alando ala, especialmen e gim ąja, aqueles sen imen os nos comunicam e não só simplesmen e comunicam, mas e ambém, digamos, compa ilha-os com nós na manei a de comunhão de sen imen os sec e an es, pelo menos em pa e ansmi indo e sua do e aleg ia, sua expe imen ada signi icância s ygių e signi icância ulna ę. En ão a língua é não só suscalbamen o (įp as os in o macionais comunicações), mas e susseu imo, digamos, sen imen os comun ys ês, sen imen os comunhão ins umen o. Es a é in ini amen e impo an e unção da língua, e nes e sen ido a língua é um enômeno único em oda a ealidade: pa adooksalos singula idade da língua na ó ia dimei a isso que ela, sendo uma comunidadeomeniška, oda comunhinha linguís ica p op iedade e comum iqueza dela, é ao mesmo empo e mais ca os pessoal de cada um de nós. Ma y , nãouklysiu pasakęs, que lie u ių kalba isso e o maio conjun o de oda a nação lie u ių pa imônio, e o maio pessoal pa imônio de cada paski o lie u io. D asios plo mėje as possibilidades de linguagem in ini as. Em cada língua há mul idão de pala as, aquelas pala as em mul idão de signi ica i os e in inalê ainda sub ilha es signi ica i os a spal ios, que sua ez a sua podem se mui o di e en emen e pe cebiados di e en es a mesma ma ąja língua albanços pessoas e an o mais odos ou os idiomas us ojanços memb os das comunidades, en an es ala em línguas es anhas e pe cebe sa i ą sua e os. Di e sas in e ligações cul u ales bem como associações seman inas s eigia imap as ai di e sai dos idiomas mundo sendo ão di e so, ele pode quan o pe ei amen e ansmi i a con u a de nossa sielas, exp essando a nossa giliausiąją esmę e au en išką nosso selas į. Ca u komunikuo i ki iems žmonėms – a ne daly is su jais bend ąja p asme i d au- es e mundo da linguagem pe mi e-nos os seus pensamen os e sen imen os ge expe imen ada se ies de um sen ido de es a jun os pilna e: alando língua, especialmen e gim ąja, o name slėpiningas comun ys ės sensmėje e comun ys ės pilna ėje signi icância comunias e pilna ės comunijas pa icipa i os. Conside ando sob e iloso ia da linguagem não de e íamos acha , que semelhan es ques ões eó icas de em p eocupa -se só pa a ilóso os e olbinis as. Não as conside ações ilosó icas sob e a na u eza da língua na i a e a con inuação do seu cul i o de em se impo an es pa a oda a comunidade linguís ica, odos os memb os da nação e especialmen e os polí icos, sob e NAGLIS KARDELIS 18 Ac a Linguis ica Li huanica LXXVI cujos peços gula mui o sunki esponsabilidades po nau os a ei į, kalbos a ei į e gim ąja kalba ku iamas li e a ū as a ei į naš a. Finalmen e e esponsabilidades não só po designas pessoas bemo ê, mas e po oda a nação exis encial sen ido o ien y os s eig į e conse a ojimen o naš a. Nuola ando ou i que a língua li uânica é baudžiauninkų kalba, mužikų kalba, ou que nela não haja e minų, com os quais pode ia se exp essados complexos concei os cien í icos; is o ciados a ou i ins uções pe mi indo aos cien is as humani á ios esc i os em línguas es anhas c ia , ou, nas pala as do ja gão dos go e ndinhei os, ab ica (lyg kokiame mokslo kalbos ab ike) a chamada p es igiada p odução cien í ica, des inada a publica -se em p es igiais e is as es angei as, nós, humani a ianos, não emos di ei os silencia , po que isso d ąsiai uznlišinkime em elação à nação ada ikiška e a é mesmo nusikal ėka bu eauc a s, aos quais em ge al não se concedessem os di ei os de educação e ciência. Sob e isso alando ale lemb a , que gelminė humani á ias ciências na u eza e na u al ésmia es á elacionada com signi icados seus nascimen o, pe cepção, in e p e a im e pa ilhisi po eles. E isso é a p incipal akosky a, dis inguindo humani iką das ciências na u ais, que, baseando-se em a os empí icos, az com que a nossa exis ência nes a e a osse isicamen e possibili ada, e aqui as ciências humani á ias ob iga iam a laidua , pa a que a nossa exis ência osse não só isicamen e possibili ada, mas ainda e signi ica i o. Tad humani ika ala sob e comple amen e ou os assun os sob e se a descobe a, s eig į, conse ação do ho izon e do sen ido da exis ência e essa descobe a bem como condições de conse ação possibilidade. Humani a ika ope a com sen idos, e não com ba ei os ac os. Ve dade, e nas humanidades ciências mui as ezes emos negócio com a os, mas eles nunca o nam ou pelo menos não de em o na sa i icsliu assun o, pe manecendo impo an es só an o quan o con ibuem à busca de sen ido. O s a us do a o empi ico nu na humani á ia comple amen e di e en e do que nas ciências da na u eza, aos quais impo a descob i p ecislias cons an es ales, conc e os ísicos, químicos e de ou oskios es ados na u ais e em ge al mui a quan idade di e sa de empi iais ac os, ex emamen e impo an es pa a ecnologias, e ecnologias, como odos puikiai conhecemos, o necem ape cipá el u ilidade jie ne eikia, jų neįmanoma panaudo i echnologijoms ku i, be o, pa ys sa ai- p á ica. Humani a ikoje a os são me a de secundá ia impo ância assun o nenhuma u ilidade p á ica me, a é en a i as de in e p e á-los, esses a os nada dizem sob e sen ido, e pois p ecisamen e ela e cuida ou ob iga iam a cuida humani á ios ciências. Ma não é ão impo an e, quando algum esc i o nasceu e quando mo eu, ou quando esc e eu um ou ou o có inho o essencial coisa é au o iaus ob a ab i e ianças signi icâncias, que em ce os momen os de nossas idas po á ias azões pessoais qualque um de nós pode inespe adamen e ab i -se como exis encialmen e sem impo an es im e pos e io men e aidė i Ac a Linguis ica Li huanica LXXVI 19 Leng i lie u ių kalbos spa nai sieloje p aėjus desim anos após o ecapi ulamen o do abalho. E aqueles signi icados não podem se cap ados em nada de ou a o ma só nãua língua. Esc e endo não só os p óp ios g ožinos ex os, mas e ambém ciência eicalos sob e gim ąja língua c iados ob as li e á ias, ou as nãog osias línguas já impossí el adek ačiai, nep a andando essenciais signi icâncias e signi icância nuanças, pe da daquelas cien í ic insj algos, pelas quais se p e ende econs ui ho izon ho izon de signi icância dos ex os analisados. Nokia es anima lingua impossí el esc e e de e dade bom ex o cien í ico nem sob e gim ąja lingua c iu ą g ožinę li e a u ę, nem sob e au en išką, de pa i ies gelmių kylančią iloso iją an o mais o iginalmen e iloso icamen e pensa . Re o nando à idéia sob e a língua ca ac e izando na u eza (na ū os) e cul u a dialec iká, ale lemb a -se hipó ese de adqui im umo de habilidades lingüís icas: pasak des a hipó es, cada naujagimis a si em si mesmo pasig iebia sua pais pais na i inha língua e įsidiegia ela sa yje. Nós aqui emos e iden ejão de na u eza e cul u a in e ligação: isso que nos desde o início oi dado não cul u almen e, e quase biologicamen e, di íamos, con e ida p óp ia da biológica na u eza humana, mais a de em conscien e ase de ida de e se concluída po a i os es o ços cul u ales, e žliu cul u a kul i a im. Tendo em men e a na i a língua como ingênua doo ão, que, pa a nós mais cedo ou mais a de o nados conscien es se es humanos, ob iga ans o ma -se em cul u ine a e a. Po an o, de odos nós, humani á ios, mui o impo an e a e a, di ia, de odos a nossa di e a esponsabilidade e a é mesmo nossa au oig exa assun o é explica a polí icos e à ciência bu oc a as, que esc e e humanidades á eas de ciência eicaus é algo ou o do que na u al omocslinius ex os. Fac os nas ciências da na u eza são não só bem mui o mais impo an es do que humani á ias eles, acima de udo, são impe sonalmen e, nemcaip nemimė i especí icas de luga , na qual i e uma ou ou a nação, nacionalidades e com ela elacionadas campos de signi icância, são po an o cosmopoli amen e uni e sais, e humani á ias in e p e adas signi ica i as a é e uni e salmen e (kosmopoli iquemen ) signi ica i as semp e impo an e a mesma luga , na qual odas elas se e igiam, e p ecisamen e nes e sen ido são locais. Todas as signi icâncias cul u ais, mesmo e aquelas que mais a de o nam-se uni e salmen e signi ica i as, enco s a e inicialmen e i eu su okus ampa aišku, kad pa ašy i ge ą izikos, chemijos a molekulinės biolo- p ecisamen e como signi icâncias locais, a um ce o empo ins au adas conc e os comuni á ios cul u ais, habi an es em conc e os locais geog á icos. Só a língua na i a é su icien emen e sens i à localidade do sen ido cul u almen e s eig os, podendo ansmi i isso, o que chama íamos sa i a limmin imi do luga . Isso gijos eikalą é comple amen e ou a e di e en e de ou o ipo, ou a na u eza e ou a des inação cul u alesa a e a do que esc e e um bom ex o cien í ico sob e qualque um obje o humani ikos. Es a conclusão pa ece ób ia já apenas endo em con a a ci cuns ância, que algumas su ilíssimas in es igado humani a o ape cebidas signi icados especialmen e aquelas que são adul as com a mesma seu s eig ie luga e ansmi em sabedo ia do luga de jei o nenhum e nunca pode ão se adequadamen e ansmi idas po quaisque línguas es anhas.