The Dilemma of the Reliability of Geolinguistic and Dialectological Data for Sociolinguistic Research. The Case of the Andalusian Demerger of /θ/
Full text
S aipsniai / A icles 9
JUAN-ANDRÉS VILLENA-PONSODA
Uni e sidad de Málaga, Spain
Fields o esea ch: sociolinguis ics, social dialec ology,
a iação onológica, a iedades espanholas e andaluzas.
O DILEMMA da
RELIABILIDADE da geolinguís ica
E dialec ológico
Dados pa a a sociolinguís ica
Pesquisa. O CASO DO
Fusão andaluza de
Geolingüís ica e dialec ologia dados
pa ikimumo dilema a liekan pesquisas
sociolingüís icas. θ skilimo Andalūzijos
espanų kalboje a ejis
Ano ação
Di e enças eó icas e me odológicas e iden es en e, po um lado, a dialec ologia e a
geolinguís ica e, po ou o, a sociolingüís ica di icul am bas an e a a e a essencial de usa
dados das duas p imei as disciplinas pa a ajuda a úl ima a comple a a pesquisa a ual sob e as
comunidades de ala, pa icula men e quando se a a de econs ução do passado das
a iedades a uais. O p oblema é, po an o, em que medida os dados das monog a ias
geolinguís icas e dialec ológicas são iá eis pa a segui e ospec i amen e an o a his ó ia
de uma de e minada a iedade como uma de e minada mudança linguís ica.
Com base em esul ados icos de análises complexas usando a iá eis mac osociais,
mesociais e de pequena escala pa a explica a a iação da ala, que e elam o su gimen o de
uma no a a iedade no sul de Espanha, compa ação e ospec i a com dados de monog a ias geolinguís icas e dialec ológicas
discloses ideological d awbacks ega ding ep esen a ion o bo h he speech communi y and
he linguis ic s uc u e, as well as a qui e oubling con adic ion be ween geolinguis ic and
dialec monog aph da a.
Pala as-cha e: a iação da ala, sociolingüís ica, dialec ologia, espanhol,
a iedades andaluzas.
JUAN-ANDRÉS VILLENA-PONSODA
10 Ac a Linguis ica Li huanica LXXIX
ANOTACIJA
Aki aizdūs eo iniai i me odiniai dialek ologijos, geoling is ikos i socioling is ikos ski umai
apsunkina labaią užduo į d iejų pi mųjų mokslų duomenis panaudo i aip, kad jais bū ų padedama
ečiajam mokslui a liekan kalbinių bend uomenių y imą, ypač a ku i esamų siekian a mainų
kalbos is o iją. Taigi, nag inėjama p oblema susijusi su klausimu, kiek geoling is iniai i
monog a iniai a mių duomenys y a pa ikimi, siekian e ospek y iai nus a y i i iamos kalbos
a mainos is o iją i konk e ų kalbos poky į. Remian is gausiais mak osocialinius,
mezosocialinius bei mik olygmens kin amuosius skleidžiančiais kalbos a mainos a si adimą pie ų
į aukiančių sudė ingų y imų, ku iais siekiama paaiškin i kalbos į ai o ę, ezul a ais, a -
Ispanijoje, a lik as e ospek y inis palyginimas su geoling is iniais i monog a iniais a mių
da a pa odo ideologinius ūkumus, da us su kalbinės bend uomenės i kalbinės s uk ū os
ep ezen a imu, aip pa i ne imą kelian į p ieš a a be ween geoling is inių i monog a inių
a mių. ESMINIAI ŽODŽIAI: linguagem į ai o ė, socioling is ica, dialek ologija, espanų kalba,
Andalūzijos ispanų kalbos a mainos.
INTRODUÇÃO
Uma ez que os dados ob idos na geolinguís ica e na dialec ologia e os a uais e da
sociolinguis ics ha e been concei ed unde e y di e en heo ies on language
sociedade, a econs ução do passado de uma a iedade linguís ica em o mação
[…], bem como sua elação com ou as a iedades na comunidade de ala […] usando
dados de monog a ias geolinguís icas e de dialec os le a a um dilema. Embo a a
impo ância dos achados ob idos pelos dialec ólogos e geolinguis as adicionais
seja e iden e, de e se salien ado que os dados sociolinguís icos baseiam-se em
p essupos os sociológicos sob e amos agem e a iação que são incompa í eis
com os dados geolinguís icos e dialec ológicos subjacen es, pa icula men e os
a las e monog a ias mais an igos e desa ualizados (Villena-Ponsoda, 2010). O
p oblema é, en ão, em que medida os dados das monog a ias geolinguís icas e
dialec ológicas são iá eis pa a segui e ospec i amen e a his ó ia de uma
de e minada a iedade e de uma de e minada mudança linguís ica.
1 Os dados e os esul ados discu idos nes e documen o baseiam-se no P oje o de In es igação do
Minis e io de Economía y Compe i i idad DGICYT sob e os Pad ões Sociolingüís icos do Espanhol
Cas elhano (ECOPASOS, FFI2015-68171-C5-1 e undos FEDER). Es ou em dí ida com F ancisco
Díaz-Mon esinos, que examinou os mapas da ALEA, o ganizou e ez abelas comp eensí eis a pa i
de uma eno me massa de dados geolinguís icos, e com Pila Ga cía-Mou on, po sua ines imá el
ajuda e apoio. Ma ilde Vida-Cas o, F ancisco Díaz-Mon esinos, Godsuno Chela-Flo es e Ál a o
Molina-Ga cía e isa am gen ilmen e e sões an e io es des e a igo. Sou, no en an o, esponsá el pela sua o ma e con eúdo.
S aipsniai A igo 11.o
The Dilemma o he Reliabili y o Geolinguis ic and
Dialec ological Da a o Sociolinguis ic Resea ch.
The Case o he Andalusian Deme ge o /θ/
Es e documen o2 p e ende desc e e uma no a a iedade u bana em o mação que
en ol e um ce o núme o de mudanças - algumas delas de um desen ol imen o
su p eenden emen e ápido - e elando con e gência em di eção à a iedade
pad ão nacional e impulsionada pela adoção dos a uais alo es e a i udes de
p es ígio p incipal (Villena-Ponsoda, 2008). Apa en emen e, es a a iedade pode ia
e se o iginado na Andaluzia po ol a de meados dos anos cinquen a do século XX,
uma ez que apenas alguns es ígios de suas p incipais ca ac e ís icas o am
ses cu en ly ca ied ou show ha now we a e dealing wi h a cohe en a ie y,
which is pe cei ed as such by i s speake s (Villena, Vida 2017, 2018), and could
ha e eme ged as he ou come o he end o mode nisa ion and u banisa ion
ha ook place in sou he n Spain du ing he las decades o he 21 h cen u y
and, abo e all, a e F anco’s ule (1939–1975).
Eme gence o in e media e a ie ies be ween e nacula dialec s and he na-
ional s anda d is qui e a common p ocess in he Eu opean con ex , and i
seems o be ela ed o he ac ha u ban educa ed middle-class speake s need
means o exp ession di e en om bo h he na ional s anda d – oo o mal o
documen ados po dialec ólogos e geolinguis as. Resul ados de análises de
a iedades elegan es e e náculas demasiado udes e socialmen e ma cadas ( e
Aue 2005: 27-28). Embo a seja e dade que um pad ão egional andaluz alado
ealmen e exis e […] baseado no diale o u bano de Se ilha e des inado a cump i as
unções sociais a ibuídas ao pad ão nacional […] sua in luência não a inge mais
á eas u banas do les e (G anada, Málaga) ou do ex emo oes e (Huel a) da Andaluzia
( e Mapa 2 abaixo), de modo que os alan es de classe média dessas á eas que
en am ugi do e náculo endem a ado a o pad ão nacional e suas p incipais
ca ac e ís icas (Villena-Ponsoda 1996, 2005). A ca ac e ís ica mais in e essan e
des a endência de con e gência é que pa ece es a elacionada com os pe is dos
o ado es indi iduais, em pa icula no que diz espei o à sua mo i ação pa a
adqui i conhecimen os, ao seu g au de exposição aos meios de comunicação e à
consciência do luxo de in o mação na sociedade (ou seja, a noção de Bou dieu do
chamado capi al cul u al inco po ado), mais do que apenas com o capi al cul u al adqui ido em casa ou na escola, ou seja, o capi al cul u al ins i ucionalizado e obje i ado (Bou dieu, 1977, 1986).
Em seguida, su ge a ideia de um o ado p oa i o que a alia a no malização como um meio de mobilidade
e in eg ação social e que se e ela de maio in e esse pa a explica como a no a a iedade se
desen ol eu a é ago a. 2 O p esen e documen o é uma e são e isada do ex o da minha
ap esen ação ao IX Cong esso da Comissão pa a o seu apoio e comp eensão.
In e na ional Socie y o Dialec ology and Geolinguis ics, SIDG (23–27, July 2018, Vilnius, Li hua-
nia). I am g a e ul o he o ganise s o hei kind in i a ion and pa icula ly o Ju gi a Ja osla ienė
om he Resea ch Cen e o he S anda d Language a he Ins i u e o he Li huanian Language
JUAN-ANDRÉS VILLENA-PONSODA
12 Ac a Linguis ica Li huanica LXXIX
A econs ução das mudanças subjacen es a es a a iedade em empo eal
e ela-se como uma ques ão de impo ância, mas, ao mesmo empo, az à luz o
p oblema eco en e da iabilidade dos dados dialec ológicos e geolinguís icos
pa a a pesquisa sociolingüís ica.
A o ganização des e jo nal é a seguin e.
Na p imei a seção (A a iedade in e média) é desc i a a no a a iedade de classe
média u bana andalusa em o mação, concen ando-se pa icula men e em sua
onologia em elação à a iedade pad ão nacional e aos diale os e náculos andaluzes.
The second sec ion (The social meaning o he new a ie y) analyses sociolin-
a iação guís ica e coe ência da a iedade in e média, com ên ase no e ei o das
a iá eis mac osociais no compo amen o dos alan es. Na e cei a secção (O
o ado p oa i o. A impo ância dos e ei os indi ec os) en e as a iá eis de ala
we deal wi h he e ec o in e ening mesosocial and small-scale a iables be-
mac osociais e dependen es […] ou seja, a p obabilidade de o o ado usa a no a
a iedade. Mos amos que é a o ien ação pad ão do alan e - baseada em sua
capacidade de se in o mado e conec ado com o mundo ex e io além da comunidade
de ala local - o que de e mina sua decisão de usa um conjun o coe en e de
ca ac e ís icas cujo signi icado social es á elacionado à mode nidade e à
pad onização.
A qua a secção (O dilema) abo da a ques ão cen al des e a igo, a sabe , as
limi ações dos dados dialec ológicos do passado pa a econs ui o desen ol imen o
his ó ico das a iedades de hoje. Pa a o e ei o, são conside ados dois pon os
p incipais. Em p imei o luga , o nosso conhecimen o da comunidade de ala passada, o
que le a a di e enças me odológicas undamen ais en e, po um lado, a dialec ologia
e a geolinguís ica e, po ou o, a sociolinguís ica. Em segundo luga , o p oblema dos
dados linguís icos acessí eis, cuja obse ação e ela con adições en e os dados
geolinguís icos e os das monog a ias de diale os. Po úl imo, a quin a secção
(A queologia) ela a b e emen e um p ojec o em cu so que p e ende ob e dados
eais a pa i do momen o em que a a iedade su giu, com base em documen os
alados públicos ou p i ados.
THE INTERMEDIATE VARIETY
The ongoing o ma ion o an in e media e u ban middle-class a ie y be-
ween he Spanish na ional s anda d (Mad id) and he sou he n a ie ies in
A Andaluzia em sido en endida como o esul ado da endência de ni elamen o e
con e gência em di eção à a ual no ma de p es ígio de ala usada na Espanha
po alan es de classe média, cuja iden idade adicional sulis a em mudando
desde meados dos anos cinquen a e se ap oximando de iden idades mode nas de
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Dialec ological Da a o Sociolinguis ic Resea ch.
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globalização, mode ação e u banização ( e Villena-Ponsoda, 2008;
He nández-Campo, Ville na Ponsoda, 2009; Regan, 2017a, b; Villena-Ponsoda, 2018).
Es a endência em pa icula expe imen ou um o e aumen o após a e a de
F anco (1939-1975), quando a ansição de uma ideologia p edominan emen e
u al, adicional e local pa a a mode nização assumiu (Die z 2001).
O pon o linguis icamen e mais in e essan e aqui é que es a a iedade en ol e uma
sín ese - a é ce o pon o, con adi ó ia - de signi icados sociais de (1) mode ação (ou
seja, o ien ação pad ão) e (2) adição (ou seja, iden idade adicional do sul). Pa a isso,
é ei a uma combinação de ca ac e ís icas pad ão nacionais em sílabas e
onse posi ion wi h sou he n e nacula ea u es in he coda. This combina ion
is mean o le speake s symbolically lee ei he he u al o u ban wo king-class
backg ound – i.e. in doing so, he in e media e- a ie y speake s in end o aban-
ca ac e ís icas de ala elacionadas aos signi icados sociais do " adicional", do "mais
an igo", do " u al" e c. e, além disso, acei a conscien emen e ca ac e ís icas pad ão,
mesmo que possam implica a pa ada e a é a e e são de mudanças mul issecula es
e/ou a aquisição de no os con as es onológicos. Ao mesmo empo, p ese am uma
g ande pa e do so aque do sul - o chamado acen o andaluz ( so aque andaluz), que é
pa icula men e iden i icado com p ocessos de a iação e osi a não ma cados da
lenção e exclusão de codas. Assim, como a gumen ado, os signi icados sociais de
pad onização e mode nização, po um lado, e os que ep esen am a lealdade aos alo es
da comunidade do sul, po ou o, podem se , a é ce o pon o, compa í eis. MAP 1 (mapa
1) Mosaico de diale os e línguas espanholas peninsula es con empo âneas
(He nández-Campoy, Villena-Ponsoda 2009: 184).
JUAN-ANDRÉS VILLENA-PONSODA
14 Ac a Linguis ica Li huanica LXXIX
On i s way owa ds he na ional s anda d a ian s, he Andalusian u ban
middle-class a ie y speake s mee dialec use s om sou he n Cas ile, Mu cia
e Ex emadu a ( e mapa 1). Esses diale os compa ilham mui as ca ac e ís icas
com as a iedades andaluzas, de modo que um con inuum em sido adicionalmen e
p opos o pa a ep esen a a a iação geolinguís ica em jogo aqui (Na a o-Tomás,
Espinosa, Rod íguez-Cas ellano 1933). Po an o, a ideia de uma a iedade
sup a- egional in e mediá ia aplica ia-se não apenas à dimensão sociolingüís ica,
mas ambém ao espaço geolingüís ico ( e Villena-Ponsoda, Vida-Cas o 2017). Tan o
a con e gência linguís ica como a no a iden idade mis a subjacen e en ol em a
aquisição, en e ou as, de algumas ca ac e ís icas pad ão, nomeadamen e a
di isão da ica i a co onal θ. Es a mudança implica a econs ução do con as e
cas elhano da Idade Média […] que se undiu nos p imei os diale os andalusos desde o
século XIII […] en e conjun os de pala as com apicals […], (casa […]house[…]) e
laminals […], an e io men e a ica e […] s […] (caça […]hun ing[…]), que oi man ido na
a iedade pad ão a a és do con as e en e apicals […] [kas[…]a] e den al […] in e […].
θ [/ˈkaθa] ( e quad o 1 abaixo):
TABELLA 1 Tabela 1 A Comissão conside a que a Comissão não cump iu as ob igações que
lhe incumbem po o ça do a igo 107.o, n.o 1, do T a ado. In en á io de consoan es
obs uen es no e náculo andaluz (esque da) e na a iedade in e média (di ei a) labial
den al pala al ela labial den al pala al ela p k enso p k enso b d g lax b d g lax θ
h ica i o s x ica i o enso
θlax
S aipsniai A igo 15.o
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The Case o he Andalusian Deme ge o /θ/
A di isão do andaluz θ/ implica a econs ução do con as e acima mencionado
en e os conjun os de pala as da Idade Média com s[…]/ e com s/, en ão
/s/, by imi a ion o he s anda d. F om wha we know now, he deme ge o
/θ/ mus ha e been a ha d indi idual p ocess in ol ing he building-up o an
acous ic mul i-pa ame ic dis ance be ween bo h ica i es (Regan 2017b; Mo-
lina-Ga cía 2018). Es e con as e onêmico é a ualmen e usado po jo ens
alan es u banos educados.
Análise de dados de a las linguís icos, nomeadamen e do ALPI ou A las de la Península
Ibé ica (A las da Península Ibé ica) (p imei o qua o do século XX) e do ALEA ou A las
Lingüís ico y E nog á ico de Andaluzia (início dos anos cinquen a), bem como dos
esul ados de monog a ias de diale os que desc e em alguns diale os u banos
(nomeadamen e Al a , 1974, 1993 [3]), apoiada pelo ac o de e em sido de ec ados
sugges s ha /θ/ spli ing has been a quick change om abo e. This idea is
mui o poucos, se não quaisque , es ígios da sua exis ência a é aos anos oi en a
( e Ca bone o, 1980; Sa o , 2001). A mudança espalhou-se apidamen e pelos cen os
u banos da Andaluzia, pa icula men e na pa e o ien al da á ea, e a e ou apenas
pa cialmen e os g upos de s a us mais baixos (Villena, Á ila-Muñoz 2014; e Mapa 2).
MAP dois. Andaluzia u bana
Um conjun o de ou as ca ac e ís icas pa alelas mos ando a mesma
aje ó ia p o a elmen e e ia aumen ado no mesmo empo. Es as ca ac e ís icas o am ealmen e analisadas de modo a
JUAN-ANDRÉS VILLENA-PONSODA
16 Ac a Linguis ica Li huanica LXXIX os pesquisado es es ão amilia izados com a
ideia do su gimen o de uma a iedade in e média […] ela i amen e coe en e […]
en e os diale os do no e p óximos ao pad ão e os diale os do sul dis an es do
pad ão ( e Villena-Ponsoda, Vida-Cas o 2018). Em suma, pode ia dize -se que, além
da desin eg ação de […], que é, na u almen e, a mudança socialmen e mais salien e
en e o conjun o […], a a iedade in e média ado a a ian es pad ão ou
hib idizadas capazes de e i a usos e náculos (T udgill 1986; Chambe s, T udgill
2004 [1980]; Siegel 2010 [2006]; Be u o
2005; Almeida 2018; e quad o 2.
TABELLA 2 - Reações ad e sas Mudanças onológicas. Fusões e di isões (adap ado de
Villena-Ponsoda, Vida-Cas o 2018)
Va iedades conjun os de pala as: <caza> <casa> <caja>
<cacha> <cada> Pad ão kaθa kasa kaxa kaa kaða
In e media e kaθa kasa kaxaˈkaha kaa kaðaˈka
Língua e nácula
s […] […] s […] s […] s […] s […] s […] s […] s […] s […] s […] s […] s […] s […] s […] s […] s […] s […] s
[…] s […] s […] s […] s […] s […] s […] s […] s […] s […] s […] […] s […] s […] […] s […] […] s […] […] s […]
[…] s […] […] s […] […] s […] […] […] s […] […] s […] […] […] s […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […]
[…] […] […] <unk […] […] […] […] […] […] <unk […] […] […] […] […] […] […] <unk […] […] […] <unk […] […]
Gloss hun ing house box bu ock each
As shown in Table 2, on he one hand, he new a ie y s ops e nacula
p ocesses, including ei he equen and ela i ely accep ed me ge s o co onal
[…] […] […] […] […] […] […] […] […] <unk […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […]
[…] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] <unk […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […]
[…] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] […] <unk Po ou o lado, ado a
a ian es de p es ígio de co en e p incipal ma cadas onologicamen e (a icado
[], ica i o [x] e ap oximado [ð], em ez de suas con apa es e nacuais não ma cadas ( ica i o [], aspi ado [h] ou excluído [x] e excluído [d]).
O SEMANTO SOCIAL
Da NOVA VARIEDADE
How his new a ie y has sp ead ou and o wha ex en we can alk abou a
cohe en a ie y is a ele an ma e o discussion. Howe e , a c ucial issue o
S aipsniai / A icles 17
The Dilemma o he Reliabili y o Geolinguis ic and
Dialec ological Da a o Sociolinguis ic Resea ch.
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be poin ed o is he social p o ile o i s speake s. Resul s o p e ious esea ch
end o indica e ha i is u ban young – mos ly emale – uni e si y-g adua e
speake s who lead he use o he se o ea u es shaping he in e media e a i-
e y, que pa ece espalha -se social e geog a icamen e (Villena-Ponsoda 2001;
Moya-Co al, Sosinski 2015; Regan 2017b). Inespe adamen e, a imagem con empo ânea
das comunidades de ala andaluz mos a uma di e gência c escen e en e dois
conjun os de a iedades; nomeadamen e, po um lado, os adicionais diale os
e nacuais u banos da classe abalhado a e u ais, que es ão ela i amen e o a da
in luência da a ual endência pad ão de con e gência e, po ou o lado, a no a
a iedade de classe média in e média (Villena-Ponsoda, Á ila-Muñoz 2014). As
ca ac e ís icas que azem pa e des a a iedade se co elacionam de al o ma que
o seu uso pa ece se a e ado po es ições de coe ência. As a iá eis elacionadas
com os alo es e a i udes pad ão endem a oco e em con ex os e a se em usadas
po alan es que são imp o á eis de p omo e a iá eis que ep esen am
signi icados sociais e náculos, e o con á io ambém é e dade ( e Tabela 2 acima).
Em seguida, a co-oco ência das a iá eis indi iduais o ma clus e s onde podemos
iden i ica a iá eis ou componen es subjacen es mais complexos, capazes de nos
da uma ideia de sua dis ibuição comum, que é de a o compa í el com a noção de uma
a iedade coe en e ( e Guy, Hinskens, 2016). Dado nosso p opósi o de explo a a
exis ência de uma a iedade in e média cen al-sul (pad ão- e nacula ) e uma ez que
nosso obje i o é p o a sua coe ência, uma boa manei a de p ocede pode ia se
he basis o hei simila a iance. Doing so, we would be able o seize which
a iables a e likely o co-occu and he kind o speake s who would use hem –
i.e. which ea u es shape a pa icula a ie y and hei social dis ibu ion. To
iden i ica aglome ados de a iá eis pa a descob i quais ca ac e ís icas se eúnem
analysis was ca ied ou .3 Based on mul iple co ela ion, wo p incipal compo-
de aco do com sua espec i a a iância, um a o ou aglome ados subjacen es de
a iá eis o am encon ados, que são ealmen e capazes de explica a dependência
c uzada en e as a iá eis indi iduais. Em ou as pala as, es as a iá eis,
componen es ou ac o es subjacen es complexos ep esen a iam a base comum pa a as a iá eis indi iduais.
A a iação global dos dados oi en ão eduzida a duas dimensões ou ac o es que explicam 69,5% da
a iação (39,1 e 30,4, espec i amen e). Uma ma iz de sa u ação dos p incipais componen es é
ap esen ada na abela 3, onde é ap esen ada a p opo ção de a iância pa a cada a iá el explicada,
espec i amen e, pelos a o es 1 e 2. A igu a 1 mos a a posição ela i a de cada a iá el no ideal 3 No
âmbi o de um p ojec o de in es igação mais amplo, abalhámos com uma amos a de 72 alan es de ambos
space delimi ed by bo h ac o s gi ing us an idea o how hey co ela e.
os sexos (m = 36, = 36), es a i icados po ní el de escola idade e idade. O abalho de campo pa a es e
es udo oi ealizado du an e a p imei a década do século XXI. Ve Villena-Ponsoda 2008.
JUAN-ANDRÉS VILLENA-PONSODA
24 Ac a Linguis ica Li huanica LXXIX
A análise do caminho subjacen e e ela en ão uma imagem de in e ações complexas
en e a iá eis ( e Figu a 5 abaixo). Po um lado, o e ei o nega i o ge al da educação
(x1) (Be a = −.562) é explicado an o pela sua in luência di e a (Be a = −.293) como
indi e amen e a a és da a iá el in e mediá ia x5, o ien ação Media/S anda d,
Be a = −.210: quan o maio a educação dos alan es e quan o maio a sua pon uação na
o ien ação Media/S anda d (Be a =.765), meno a sua posição na dimensão F1 (Be a =
−.276). Po ou o lado, a educação a ua ambém como in e mediá ia da in luência
indi e a das a iá eis que ep esen am o con ex o da aquisição linguís ica (x2,
Be a= −.266 e x3, Be a = −.233) e a idade do alan e (x4, Be a = −.139). Os e ei os di e os
dessas a iá eis na educação do o ado são posi i os, mas indi e amen e, a a és
da educação como uma a iá el in e encionis a, a e am nega i amen e a F1 ou
apenas minimizam a sua in luência posi i a o iginal. Finalmen e, a ede do alan e não
só em um e ei o posi i o di e o em F1 (Be a = 0,272), mas ambém quase anula o
e ei o da educação (−0,059). Todos os e ei os são signi ica i os (p < 0,05). Gêne o (x6) é
uma a iá el ic ícia, onde 0 = homem, 1 = mulhe x4 Idade x5 Mídia/O ien ação pad ão
x6 Gêne o x7 Fo ça da ede x8 Uso da ala
x1 Speake ’s educa ion
x2 Mo he ’s educa ion
x3 Fa he ’s educa ion
FIGURE 5. Diag am o he mul i-causal p ocess o he e ec s o he speake ’s a iables
on speech use
S aipsniai / A icles 25
The Dilemma o he Reliabili y o Geolinguis ic and
Dialec ological Da a o Sociolinguis ic Resea ch.
The Case o he Andalusian Deme ge o /θ/
Os esul ados da análise do caminho são en ão compa í eis com a ideia do
su gimen o de uma a iedade in e média en e o pad ão nacional e os diale os
e nacuais andalusos. Os alan es que a ualmen e usam ca ac e ís icas de ala que
ca ac e izam essa a iedade êm pon uações baixas na a iá el subjacen e F1 que
ep esen a indexicalidades e náculas. Como se pode deduzi acilmen e dos
esul ados ap esen ados na Tabela 4 e na Figu a 5, es a no a a iedade u bana é
alada p incipalmen e po jo ens educadas e bem in o madas, alan es emininas o ien adas pa a pad ões com edes pessoais sol as.
O DILEMMA
Tendo em con a um p ocesso ão complexo de a iação sociolingüís ica, a
econs ução do passado da a iedade in e média pa ece se um desa io emocionan e.
No en an o, a ques ão cen al ago a é se os dados disponí eis do passado a que emos
acesso são comple os e sa is a ó ios o su icien e pa a esponde às p incipais
ques ões le an adas no decu so da in es igação sob e o p esen e. Is o oco e po que
os dados do passado o am ob idos u ilizando mé odos de amos agem, abalho de
campo e análise que nem semp e são compa í eis com os u ilizados pa a lida com a
complexidade dos dados da comunidade de ala con empo ânea. Apesa do eno me igo
e gene osidade que se ex aem do seu abalho, exis em p o undas di e enças
ideológicas subjacen es en e os esul ados ob idos pelos dialec ólogos e
geolinguis as e os ob idos no quad o do a ual pa adigma sociolingüís ico. Po um lado,
basicamen e, no campo da geog a ia dialec al ( ep esen ação di e a da a iação local
usando ocabulá ios e mapas, de Wenke a Gillié on a é os p oje os con empo âneos) e
da monog a ia dialec al (sem econs ução e que o pa ois au ên ico de uma
ing he p o o ypical local dialec , om Ascoli and Wegene h ough o mode n
sociolinguis ics), dialec ologis s ha e ca ied ou an essen ial and indispensable
wo k. Howe e , hei aim was o show ha laws o linguis ic change a e excep-
comunidade de ala local é a o ma mais pu a de uma língua, ale a pena p ese a da
con aminação ex e na e es uda o con as e concei ual en e a solida iedade
as a ese oi o o iginal pu i y (see Villena-Ponsoda 2010: 614–615 e passim).
On he o he hand, da a o he p esen ha e o do wi h a e y di e en ou -
look, which e lec s a d ama ic and eal change in socie y. In ac , adop ing
mecânica e o gânica), a ansição das comunidades indus iais adicionais pa a as
mode nas. A solida iedade mecânica de Du kheim, apoiando comunidades u ais
adicionais es ei amen e unidas e e le indo a uni o midade dos es ados de
consciência do o ado , oi subs i uída pelas comunidades u banas con empo âneas
o emen e es a i icadas e sol as baseadas na solida iedade o gânica e na di isão do
abalho (Be hele 2004: 732 […] 734). A sociedade mode na ap esen a uma
JUAN-ANDRÉS VILLENA-PONSODA
26 Ac a Linguis ica Li huanica LXXIX imagem de he e ogeneidade que apenas as
co elações ex alingüís icas (ocupação, educação, idade, sexo, e c.) pode iam
ajuda a o ganiza . Po an o, as di e enças ideológicas en e ambos os pa adigmas
o na am-se em p imei o luga eó icas e, e en ualmen e, me odológicas. A
dialec ologia e a sociolingüís ica acaba am ão sepa adas uma da ou a quan o os
ipos de comunidade que de e iam desc e e . Nes e quad o, de em se
conside adas duas ques ões ao compa a […] como é o caso aqui […] dados
con empo âneos e his ó icos de um ipo ão di e en e: do passado?
(1) The speech communi y. Wha do we know abou he speech communi y
(2) Os dados linguís icos eais. Como e a o ganizada no passado a es u u a
linguís ica que conhecemos hoje?
O dilema da comunidade da ala. Os dados da comunidade de ala u bana de Málaga
ela i os ao pe íodo de empo-cha e com o qual nos p eocupamos aqui es ão
disponí eis apenas do A las Lingüís ico y E nog á ico de Andalucía, ALEA (1961-1973).
O abalho de campo pa a es e a las oi ealizado du an e os anos 50 ( e Al a 1955;
Ga cía-Mou on 1992; Mo illo-Vela de 2001) u ilizando ques ioná ios múl iplos e
epe idos e indi íduos ó imos (Al a 1959: 10, 27-30). Uma ez que a ideia e a […] segui
Gillié on, Pop, Pusca iu e ou os […] pa a ob e [...] […]a ins an ânea do discu so em um
momen o pa icula […], [...] p ocu amos a pessoa capaz de se o sujei o des a
[…] o og a ia linguís ica[…], e i ando a es idencia […] não o mais elho, o mais
pessoal ou os dados mais ecen es […] apenas a média, embo a às ezes possa se
necessá io eco e às pessoas mais an igas pa a pega um enômeno em declínio
ou uma peça de a esana o desapa ecida. É po isso que um homem en e os
cinquen a e os sessen a anos de idade p oje a á mui o p o a elmen e a imagem
p ecisa do que es amos p ocu ando (Al a 1959: 29, minha adução).
Pa a concebe amos as pa a cidades e algumas das maio es cidades, á eas locais e as melho es
he in o man ’s age, gende and social class we e conside ed as a sou ce o a -
iabili y, ollowing Jabe g and Jud (1928–1960) p ocedu es o he AIS (Jabe g
1936: 20; see also Jabe g 1959). Howe e , a he end o he day, and in spi e o
in enções, apenas qua o indi íduos o am in es igados na cidade de Málaga (mais de 270 000
habi an es na época) (4). Na e dade, embo a es e a las em pa icula con enha uma boa quan idade
de in o mações sob e a a iação sociolingüís ica da época - incluindo o chamado "polimo ismo" ou
a iação inconscien e - a a e a 4 T ês homens, um deles de inido como g aduado uni e si á io e os
ou os dois como anal abe o, e uma mulhe g aduada uni e si á ia; Não são o necidos po meno es
especí icos sob e a sua idade.
S aipsniai A igo 27.o
The Dilemma o he Reliabili y o Geolinguis ic and
Dialec ological Da a o Sociolinguis ic Resea ch.
The Case o he Andalusian Deme ge o /θ/
o loca ing and ga he ing his in o ma ion om each map ou he six olumes
o he a las is exhaus ing, and di ec da a on sociolinguis ic di e ences – ak-
en om pa allel ques ionnai es wi h di e en subjec s – a e no always clea ly
sepa a ed om obse a ions by he esea che based on he in o man ’s linguis-
ic awa eness (see Mo illo-Vela de 2001: 15–21 e passim). As a ma e o ac ,
a sys ema ic sc u iny o pa icula sociolinguis ic co ela ions be ween speech
a ian es e a iá eis de alan es pa a uma de e minada localidade u bana den o do
a las e ela escassez de oco ências e, po an o, al a de i meza de conclusões. No
en an o, o p incipal p oblema é a exis ência de duas manei as di e en es de
ap esen a dados de dialec os.
Po um lado, emos os dados geolinguís icos acessí eis pa a cada localidade e
cada a iá el onológica, mo ológica, léxica ou sin á ica. Es es dados o am
o necidos po um in o mado NORM especí ico pa a cada pon o do mapa, com
dados suplemen a es de uma mulhe pa a um ce o núme o de localidades e
a iá eis, e, como mencionado acima, com a iação pelo menos de sexo e educação,
no caso das cidades e das maio es cidades ( e Al a 1959: 29 […] 30). Na u almen e,
es e ipo de dados são di e os e, sem dú ida, a e ados pela inclinação ligada ao
mé odo de amos agem de o ado es NORM. Po ou o lado, os dados
dialec ológicos, que consis em em um conjun o de obse ações adicionais sob e os
signi icados sociais elacionados ao s a us, idade ou gêne o do alan e. Es as
obse ações são incluídas an o como no as suplemen a es den o dos p óp ios
mapas como a a és da u ilização de símbolos com glosses nas ma gens dos
mapas. Com base, apa en emen e, an o nes as duas on es de dados como em
egis os adicionais e obse ações quali a i as, as monog a ias de diale os o am
and hen dialec monog aph da a a e also a ailable (Al a 1993 [1973], 1974).
This ype o da a is in luenced hen no only by he same ideological and me h-
odological bias as he geolinguis ic da a, bu also by he di ec e ec o quali a-
ealizadas pelos p óp ios in es igado es. pe il dos o mado es (homens en e 50
The dilemma o he linguis ic da a. Based bo h on he o e all ALEA in-
e 60 anos de idade) e sob e as in o mações ela i as aos alan es es udados na
cidade de Málaga (4 alan es, 1 mulhe com o mação uni e si á ia e 3 homens, um
deles com o mação uni e si á ia e os ou os dois anal abe os), é p o á el
e i ica que, de aco do com a dis ibuição apa en e do empo comen ada nos
pa ág a os an e io es, en e es es alan es […] que e iam 85 […] 90 anos de idade
no momen o em que o abalho de campo pa a o es udo de a iedades
in e mediá ias de Málaga […] os alan es masculinos anal abe os não usa iam as
a ian es pad ão. (Os po meno es sob e es es al o- alan es são ap esen ados no
quad o 5).
JUAN-ANDRÉS VILLENA-PONSODA
28 Ac a Linguis ica Li huanica LXXIX
TABELLA 5. Tí ulo In o man es da ALEA na cidade de Málaga ( on e: adap ado de Al a (1993 [1973])
In o mado 45 50 583 506
Local a ea Ci y cen e Ci y cen e Semi-u ban Semi-u ban
Localidade Malaga Malaga Chu iana Izna e
Gêne o Homem Mulhe Homem
Os in o man es com o mação uni e si á ia (45 e 50) o nece am espos as apenas
ao ques ioná io oné ico, enquan o os in o man es anal abe os (583 e 506)
esponde am a odos os i ens de cada pa e de odo o ques ioná io. Fo am
p epa ados um "esquema linguís ico" compos o po qua o ou cinco páginas, que oi
incluído na pa e oné ica do ques ioná io, bem como uma página comple a de
ansc ição oné ica do discu so de cada in o man e, incluindo ambém g a ações e
pala og amas. Es e ma e ial não es á disponí el. A imagem da comunidade de ala
baseada nos dados o necidos po esses alan es é, é cla o, mui o limi ada, mas se ia
de se espe a que as in o mações geolinguís icas e dialec ológicas dadas ossem
su icien emen e p óximas […] e não con adi ó ias […] pa a pe mi i a econs ução
da aje ó ia his ó ica seguida pelas mudanças que le a am à a iedade in e média.
No en an o, ambas as on es de dados não coincidem. Na u almen e, como apon ado
acima, se ia espe ado […] dados os esul ados ob idos no es udo con empo âneo de
Málaga, com base em dados cole ados pela a iedade de so aque do sul usada pelos
alan es uni e si á ios. No en an o, embo a es a seja p ecisamen e a imagem que
he ea ly yea s o he 21s cen u y – ha we had o ace e idence, on he one
hand, o a s ongly-ma ked e nacula a ie y used by he illi e a e speake s
and, on he o he hand, o a less ma ked and mo e s anda d-like bu clea ly
eme ge quando conside amos os dados dialec ológicos, isso não é ão cla o quando os
dados geolinguís icos são le ados em con a. Quando nos concen amos nas
ca ac e ís icas mais ele an es da a iedade in e média ( e quad o 2 acima), as
in o mações dialec ológicas o necidas po Al a (1993 [1973]) […] a d e apoiam o
su gimen o da no a a iedade u bana in e média de classe média. Embo a odas as
which is he unique dialec monog aph dealing wi h he u ban dialec o Mala-
ga o he i s hal o he 20 h cen u y – con i ms he cu en hypo heses abou
he se o quick changes enhanced by con e gence owa ds he na ional s and-
ca ac e ís icas e náculas mencionadas po Al a es ejam elacionadas com os
alan es anal abe os, com exceção da usão de […] […] = […] (o chamado yeísmo), que é
acei o como no mal pelos g aduados uni e si á ios, sua desc ição não suge e que as
mudanças que le am à si uação a ual es i essem em andamen o na época (Tabela 6).
Na e dade, a opinião mais acei a en e os es udiosos em meados dos anos cinquen a
e a que o diale o andaluz pa ecia se socialmen e homogêneo:
S aipsniai A igo 29.o
The Dilemma o he Reliabili y o Geolinguis ic and
Dialec ological Da a o Sociolinguis ic Resea ch.
The Case o he Andalusian Deme ge o /θ/
No que diz espei o à sua di usão social, a a iedade andaluza não em limi es: a inge os
g upos mais al os da sociedade. E quando os chamo de "os mais al os", e i o-me aos
g upos cul os, que são os mais p opensos a ni ela ou a esis i à di usão. A p onúncia
de um alan e andaluz al abe izado é cla amen e semelhan e à de seus compa io as
anal abe os. O léxico e os p ocedimen os de exp essão podem muda , mas a p onúncia é
a mesma. De a o, pa a es uda a oné ica de G anada, o am in es igados alan es
uni e si á ios, a é mesmo p o esso es uni e si á ios (Sal ado
[1963]: 64, minha adução).
Po ou o lado, um esc u ínio exaus i o dos dados geolinguís icos da ALEA e ela uma
imagem bas an e di e en e. As in o mações de i adas do A las e as o necidas como
esul ado de análises quali a i as de dialec ólogos endem a con as a . A imagem
geolinguís ica da ALEA é compa í el com um cená io em que a maio ia das mudanças que
ealmen e moldam a a iedade in e média es a am em andamen o já nos anos 50,
pa icula men e en e os alan es da classe média u bana. O quad o 6 ap esen a uma
compa ação en e as duas on es de in o mação. Ca ac e ís icas ão ele an es pa a a
ca ac e ização da a iedade in e média como o con as e en e s e θ nos ajudam a
en ende ambas as posições. (199 a 3 [1973]) apon a que o pad ão mais equen e de
ealização de ica i a usionada [θ] en e alan es al abe izados é a ica i a sibilan e
[s] (seseo), enquan o os alan es anal abe os endem a usa a ica i a não-sibilan e [θ]
(ceceo). No en an o, os esul ados do esc u ínio dos mapas da ALEA mos am que a
a iação pa ece e começado no momen o do abalho de campo pa a o a las, incluindo
alguns es ígios da di isão de θ/ ( e Tabela 7). TABELLA 6. Tí ulo Di e enças educacionais
no uso das ca ac e ís icas e náculas de Málaga (adap adas de Al a (1993 [1973]) e ALEA)
Diale o Dados monog á icos Dados geolinguís icos Es ánda d Uni e sidade
anal abe a Uni e sidades anal abe as Ceceo[ˈpoθo] Seseo[ˈposo]
Ceceo/Seseo/Spli SeseoSpli pocho [ˈpoo] F ica i o [ˈpoo] A ica e [ˈpoo]
A ica e A ica e -0ddedo Dele ion [ˈdeo] Main . [deˈðo] Manu enção de a iação
-#ddado Dele ão [ˈdao] Dele ão [ˈdao] Va iação de exclusão O mesmo pode se
aplicado ao es o das ca ac e ís icas da Tabela 6. Os esul ados dialec ológicos e
geolinguís icos compa ados alam po si mesmos ( e ambém os quad os 7 e 9). A
apa en e homogeneidade do compo amen o da ala p ojec ada pela análise da
monog a ia dialec al é, a é ce o pon o, con adi a pelos esul ados ob idos após
um es udo ap o undado dos mapas, incluindo o ela o quan i a i o das espos as.
JUAN-ANDRÉS VILLENA-PONSODA
30 Ac a Linguis ica Li huanica LXXIX
TABLE 7. Educa ional di e ences in he ealisa ion o wo d se s wi h <s> and <z, ce,
ci> in Malaga (sou ce: adap ed om he ALEA)
Anal abe o uni e si á io
Masculino Feminino Masculino Masculino
O E im. [s] [θ] To al [s] [θ] To al [s] [θ] To al [s] [θ]
To al s13 114 14 014 9258 204 38 242 z, ceci 526 31 35 136
92.9 7.1 100.0 0.0 3.4 96.6 84.3 15.7
0316 316 149 115 264
16.1 83.9 97.2 2.7 0.0 100.0 56.4 43.6
To al 18 27 45 49 1 50 9574 583 353 153 506 TABELHA 8. Di e enças educacionais na
ealização de in e ocalidade em Málaga ( on e: adap ada da ALEA)
Anal abe o uni e si á io
Masculino Feminino Masculino Masculino
0d/ [d] To al [d] To al [d] N [d] To al [d]
8 2 10 8 2 10 32 69 101 43 54 97
80.0 20.0 80.0 20.0 31.7 68.3 44.3 55.7
#d/ 257 4 3 7 3 106 109 192 93 ou
28.6 71.4 57.1 42.9 2.8 97.2 1.1 98.9
10 717 12 517 35 175 210 44 146 190
58.8 41.2 70.6 29.4 16.7 83.3 23.2 76.8
TABELLA 9. Tí ulo Di e enças educacionais na ealização de […]/ em
Málaga ( on e: adap ado da ALEA)
Li e acia e anal abe ismo
Male Female Male Male
[ʧ] 16 76.2 23 100.0 136 97.8 116 87.2
[ʃ] 52.8 00.0 32.2 17 12.8
To al de 21 23 139 133 pessoas
S aipsniai A igos 31 e 31
The Dilemma o he Reliabili y o Geolinguis ic and
Dialec ological Da a o Sociolinguis ic Resea ch.
The Case o he Andalusian Deme ge o /θ/
Pe an e es e con as e de esul ados en e monog a ias de diale os e abalhos
geolinguís icos, ques ões-cha e sob e o su gimen o e o desen ol imen o da
a iedade in e média andaluz pe manecem sem espos a. Realmen e não sabemos
se a maio ia das a iá eis onológicas que a ualmen e moldam essa a iedade
es a am ausen es do epe ó io dos alan es em meados do século XX e su gi am
de epen e e inespe adamen e impulsionadas po ce as mudanças sociais e
cul u ais ou se eles es a am se desen ol endo - al ez desde os elhos empos - e,
we e al eady obse able in ha same pe iod as p ocesses o socially condi ioned
po an o, eles a iação.
No p imei o caso, es a íamos dian e de um exemplo de mudança ápida de cima,
pe ei amen e analisá el usando dados de co pus alado desde a úl ima década do
século XX. As análises ans e sais do empo apa en e se iam en ão ap op iadas e
os seus esul ados p o a elmen e coincidi iam com os dados das monog a ias de
diale os. No segundo caso, p ecisa íamos de eanálises mais de alhadas dos dados
geolinguís icos e de uma compa ação sis emá ica com os esul ados
sociolinguís icos a uais. Es udos de endência longi udinal baseados, digamos, em
be desi able. Al hough a discussion abou he exac na u e o he la e so o
dados a queológicos se iam en ão o assun o de um a igo in ei o, um b e e esboço
é esumido no p óximo pa ág a o.
A queologia
Além da bem conhecida dispa idade de mé odos e suposições eó icas en e
dialec ologia, geolinguís ica e sociolinguís ica - pa a não menciona no amen e as
pe spec i as ideológicas subjacen es en ol idas - a nossa en a i a
e ospec i a de iden i ica es ígios cla os de mudanças sono as i as em
monog a ias de dialec os e mapas linguís icos encon ou uma on e suplemen a
de p oblemas. As a aliações subje i as do uso do diale o a endem ao iés do
alan e NORM e o nam di ícil a compa ação de dados a uais com os de i ados do
abalho dialec ológico e geolinguís ico. O abalho con empo âneo nessas
disciplinas adicionais mudou comple amen e a si uação. Os excelen es
esul ados em ambos os domínios acili a ão as coisas no u u o. No en an o,
ago a emos de lida com o pano ama andaluz al como é.
A eanálise dos dados de pesquisa geolinguís ica e dialec ológica, bem como o acesso a
g a ações de ansmissão de ádio e ele isão e a qui os de ilmes documen á ios, nos
pe mi i ia (1) examina em empo eal (embo a se e amen e endencioso) a expansão
em oda a sociedade das mudanças a ualmen e em andamen o e (2) explo a ambém o
a aso ideológico que a e a esse ipo de aje ó ias e ospec i as. A a aliação da
selec ion c i e ia unde lying NORM speake s in geolinguis ics and adi ional
JUAN-ANDRÉS VILLENA-PONSODA
32 Ac a Linguis ica Li huanica LXXIX
dialec ologia (ou seja, a ideia de um diale o "genuíno" ou "pu o") é uma o ma
in e essan e de en en a es a ques ão em pa icula .
A a queologia é um p ojec o de in es igação em cu so que p e ende e acesso
a on es suplemen a es de dados alados e esc i os, pe mi indo a possibilidade
de uma compa ação. Es udos de endência longi udinal sob e on es de a qui o
de ádio ( e Van de Velde, an Hou , Ge i sen 1996, 1997; He nández-Campoy
2018), bem como documen os públicos e p i ados esc i os complemen a es (He nández-Campoy,
Conde-Sil es e 2012), will p o ide compa a i e e idence o language change
and he his o y o he o ma ion o he Andalusian in e media e a ie y.
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5
No âmbi o do acima mencionado (na no a de odapé 1) P oje o sob e os pad ões sociolinguís icos
do espanhol cas elhano (ECOPASOS, FFI2015-68171-C5-1 e undos FEDER).
S aipsniai A igo 33.o
The Dilemma o he Reliabili y o Geolinguis ic and
Dialec ological Da a o Sociolinguis ic Resea ch.
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