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Vernacular Literature as a Widening Field of Study in Contemporary Dialectology (On the Example of Podhale Region in Poland)

Anna Mlekodaj

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S aipsniai / A icles 45 ANNA MLEKODAJ Podhalańska Pańs wowa Wyższa Szkoła Zawodowa w Nowym Ta gu, Polónia Os p incipais ópicos da pesquisa cien í ica: linguís ica, es udos cul u ais, dialec ologia, educação. Indicação DOI Li e a u a e nácula Como um campo ala gado de Es udo em con empo âneo Dialec ologia (NO EXEMPLO de Região de PODHALE, na Polónia) Liaudies li e a ū a kaip besiplečian i s udijų s i is šiuolaikinėje dialek ologijoje (Lenkijos Podhalės egiono pa yzdys) (Lenkijos Podhalės egiono pa yzdys) (Lenkijos Podhalės egiono pa yzdys) (Lenkijos Podhalės egiono pa yzdys) (Lenkijos Podhalės egiono pa yzdys) (Lenkijos Podhalės egiono pa yzdys) (Lenkijos Podhalės egiono pa yzdys) Ano ação A li e a u a dialec al oi uma das o mas de sal a o diale o. Apesa de sua p esença dis in i a nos diale os silesiano, caxubio e podhaliano, an o a poesia dialec al quan o o épico ainda pe manecem o a do in e esse dialec al. Focada na oné ica, onologia, sin axe e léxica, incluindo con ex os p agmá icos, cul u ais e sociais, a li e a u a dialec al ainda não desen ol eu suas p óp ias e amen as de pesquisa capazes de cap u a a essência des e gêne o. O obje i o des e a igo é indica a necessidade de es ende o campo de pesquisa da dialec ologia mode na a es e enômeno elacionado à c iação de di e sidade es ilís ica den o do diale o. A li e a u a dialec al é uma p o a e iden e da c iação da a iedade a ís ico-li e á ia con ida ou encon ada no diale o. Es e p ocesso oi mais plenamen e desen ol ido em Podhale po á ias azões. Pala as-cha e: dialec ologia polonesa, li e a u a e nácula, iden idade, olclo e, egião de Podhale. ANNA MLEKODAJ 46 Ac a Linguis ica Li huanica LXXX ANOTACIJA (em inglês) Viena iš a mės išsaugojimo o mų a minė li e a ū a. Nepaisan šio eiškinio išski inumo Silezijos, Kašubijos i Podhalės egionų a mėse, iek a minė poezija, iek epas is da nesulaukė a mių y ėjų dėmesio. No s daug dėmesio ski iama one ikai, onologijai, sin aksei i leksikai, aip pa i p agma iniams, kul ū iniams i socialiniams kon eks ams, da nė a suku a y imo į ankių, ku iais bū ų galima už iksuo i šio žan o esmę. obje i o s aipsnio pab ėž i po e Šio išplės i mode niosios dialek ologijos y imų lauką aip, kad jis ap ėp ų s ilis inės į ai o ės kū imo eiškinį a mėje. A li e a u a e minada é uma e idência de que as a iedades li e á ias-li e á ias são a iadas. De ido a azões di e en es, es e p ocesso é mais passí el na egião de Podhales. ESMINIAI ŽODŽIAI: lenkų dialek ologija, a minė li e a ū a, apa ybė, au osaka, Podhalės egionas. Dialec ology desc ibes he lexical and g amma ical di e en ia ion o a lan- guage. T adi ionally, i was combined wi h he geog aphical dimension o his phenomenon, and a special ocus was made on he speech o he inhabi an s de uma de e minada aldeia. Hoje em dia, o campo de in e esse da dialec ologia ambém inclui á eas u banas com sua ica di e sidade sociológica (B i ânia 2010: 127 […] 128). A combinação de ambos os aspec os e di eções pode de ini o diale o como uma o ma pa icula de uma língua que é peculia a uma egião especí ica ou g upo social e cul u al. Na i ada en e os séculos XIX e XX, o am ado ados os p imei os pad ões de pesquisa da chamada dialec ologia adicional. Um dos p essupos os básicos e a a con icção de que cada diale o é insepa á el de um e i ó io de inido especí ico (Aue 2004: 149-150). O obje i o da dialec ologia e a, po an o, es abelece as linhas de on ei a en e os diale os izinhos, analisa a iabilidade das ca ac e ís icas dialec ais no discu so dos mo ado es de um de e minado e i ó io (incluindo seu cen o e pe i e ia) e, em is a das mudanças p og essi as elacionadas às mig ações da população ou às mudanças es u u ais na base econômica da egião, iden i ica as p incipais ca ac e ís icas dialec ais no discu so dos habi an es de uma de e minada egião. A dialec ologia adicional concen ou-se p incipalmen e nas ca ac e ís icas linguís icas que o am en ão analisadas em e mos de suas ca ac e ís icas p imá ias e secundá ias que dis inguiam um de e minado diale o da língua pad ão. A p incipal á ea de pesquisa dos dialec ólogos e a a ala i a dos aldeões. As on es mais con iá eis e am homens u ais idosos e imó eis cuja ala e a conside ada a mais c edí el em e mos de ep esen ação de ce as ca ac e ís icas dialec ais (B i ain 2010: 129, Chambe s and Reudgill 1998: 29), e o mé odo de pesquisa básica e a um amplo inqué i o baseado em ques ioná io de um diale o com oco na p onúncia ou no léxico (uma dialec ologia baseada em inqué i o). Isso esul ou em es udos monumen ais, S aipsniai A igo 47.o Ve nacula Li e a u e as a Widening Field o S udy in Con empo a y Dialec ology (On he Example o Podhale Region in Poland) como Alexande John Ellis […] The Exis ing Phonology o English Dialec s Compa ed Wi h Tha o Wes Saxon Speech (1889). Iniciado no século XIX, o in e esse nos ecu sos oné icos e léxicos de diale os indi iduais, jun amen e com a possibilidade de iden i icação geog á ica de aços especí icos, con ibuiu pa a a c iação do a las de diale os (dialec ologia baseada em a las). Es a adição de pesquisa con inua i a. Também em sua ep esen ação na dialec ologia polonesa (Reichan, Woźniak 2004). Sua con inuação a ual pode se is a em g andes p oje os no campo da lexicog a ia baseada em diale os pa a as egiões indi iduais da Polônia, po exemplo, Podhale, O awa, Lubelszczyzna e Śląsk (Wyde ka 2000 […] 2017; Kąś 2007; Kąś 2015 […] 2018; Pelcowa 2013 […] 2018). O ma e ial ecolhido em a las e dicioná ios pode cons i ui a base pa a uma in es igação mais ap o undada, an o do pon o de is a sinc ónico como diac ónico. co po a, como "colecções de p incípios, possi elmen e compu ado izadas Con empo a y dialec ology is inc easingly ocused on he c ea ion o dialec e amplamen e ep esen a i as de ma e ial dialec al na u alis a alado (e às ezes esc i o) " (Ande wald e Szm ecsanyi 2009: 1126). A dialec ologia baseada em co pus não é apenas uma on e de conhecimen o sob e diale os indi iduais em uma abo dagem sinc ônica e diac ônica, mas pe mi e o es udo ex ensi o em ambas as disciplinas da linguís ica e da e nog a ia. Uma an agem inques ioná el da dialec ologia co po al é o uso das amplas possibilidades ecnológicas da In e ne , incluindo a possibilidade de expandi con inuamen e os ecu sos de dados e a acilidade de compa ilhá-los (Ka aś 2015: 83[…]84). A no idade da dialec ologia baseada em co pus es á se expandindo pa a ex os esc i os dialec ais. A dialec ologia adicional e a o ien ada p incipalmen e pa a a língua alada, mas e a cé ica sob e qualque o ma esc i a. Enquan o isso, com o passa do empo, com as mudanças que oco em no campo, a o ma esc i a es á desempenhando um papel cada ez mais impo an e, o que se á discu ido nes e a igo. En e os ex os dialec ais, uma ên ase pa icula é a ibuída aos ex os a ís icos, ou li e a u a dialec al. Enquan o nos países da Eu opa Ociden al a li e a u a em sua língua nacional pad ão e a p ecedida po ex os c iados em diale os (I ália, F ança), a li e a u a dialec al polonesa não conhecia uma o ma imp essa a é o século XX na Polônia. A li e a u a dialec al exis ia apenas naqueles diale os que esis i am à in ensa uni icação e pad onização da língua polonesa após o Segunda Gue a Mundial. No quad o da dialec ologia polonesa adicional, os pesquisado es emba ca am nes a á ea pa a um p opósi o especí ico, que di ou odo o p ocesso de pesquisa. Se os pesquisado es es a am in e essados em analisa a e minologia que desc e e como uma de e minada e amen a oi cons uída ou como as pessoas ealiza am a i idades indi iduais (na á ea da ag icul u a ou dos cos umes adicionais), eles se concen a am exclusi amen e nesse aspec o. O assun o de es udo mais desejá el e a um ep esen an e da ge ação mais elha que se lemb a a dos elhos empos. Po conseguin e, a in es igação cen ou-se p incipalmen e nos seguin es pon os: ANNA MLEKODAJ 48 Ac a Linguis ica Li huanica LXXX eunindo os exemplos de alguns emanescen es da língua an iga, que não podiam mais da uma desc ição c edí el de ido a mudanças no es ado mode no. Além disso, o pesquisado e a ge almen e um es anho de o a, de uma e a dis an e, um cien is a ge almen e da cidade, que, po azões desconhecidas, insis ia cons an emen e sob e alguns dos cos umes da língua local. Depois de cole a os ma e iais, ele saía pa a um local não e elado, e nunca ol a a pa a compa ilha os esul ados de sua pesquisa com os mo ado es da aldeia. Além disso, as escolas u ais locais não ecebe am qualque apoio pa a ac i idades elacionadas com o omen o do diale o local. Os dialec ólogos es uda am os diale os, enquan o os educado es lu a am pa a ex ingui-los ao mesmo empo. Tais es udos o am ealizados na Polônia p incipalmen e no século XX. Es es o am os empos em que o diale o oi de inido como ala da aldeia. Naquela época, as pessoas que i iam no campo, especialmen e as mais elhas, ge almen e não usa am uma língua di e en e. A sua linguagem e a o diale o da necessidade, não da escolha. A ha ime, in gene al, he gene al opinion was ha dialec s did no inspi e espec . They we e conside ed an indica o o low educa ion and social s a us, and some imes “backwa dness”. This kind o s igma de e mined by a pe son’s O discu so não é um enômeno a o, nem se limi a apenas ao ambien e de língua polonesa. Além disso, o sis ema escola lu ou con a o diale o, denunciando os alunos po usá-lo. A implemen ação das no mas nacionais em ma é ia de língua, sem a possibilidade de p a ica o bilinguismo dialec al, oi um dos p incipais objec i os do ensino p imá io uni e sal. Ac edi a a-se que o uso do diale o impedia os jo ens de adqui i em o ensino supe io e o que acompanha, ou seja, uma melho qualidade de ida. Nes as condições, a ju en ude u al abandonou ansiosamen e es a pa e de sua he ança. No en an o, os jo ens, que assumi am a azenda amilia após comple a seus es udos, ge almen e ol a am a usa o diale o a é ce o pon o. Po ou o lado, os que se muda am pa a as cidades o deixa am de lado comple amen e. Es a si uação acabou po muda adicalmen e. Na Polônia, o es emunho de usos dialec ais es a a ligado à ans o mação polí ica e às subsequen es mudanças econômicas. Um diale o adicional desc e e o mundo em que o conhecimen o sob e os aspec os ma e iais e espi i uais da ida oi ansmi ido de ge ação em ge ação. Enquan o isso, nos úl imos anos, o campo mudou adicalmen e a sua es u u a económica. As pequenas explo ações ag ícolas o na am-se não en á eis. Há um oco impo an e na consolidação de á eas pas o ais nas mãos de ag icul o es selecionados e na conco ência no me cado de p odução de p odu os ag ícolas. Um p oblema adicional oi a necessidade de esc e e one icamen e, le ando em con a os sis emas onológicos e a di e sidade de di e en es diale os. Um diale o, de a o, unciona a apenas na adição o al, desca ando assim a possibilidade de o ex o se lido po um não-especialis a. S aipsniai A igo 49.o Ve nacula Li e a u e as a Widening Field o S udy in Con empo a y Dialec ology (On he Example o Podhale Region in Poland) o çou mudanças na ecnologia. O an igo ipo de azenda amilia adicional oi subs i uído po emp esas ag ícolas a ualizadas que p oduzem alimen os em maio escala. Es a no a pad onização da ealidade ambém ouxe uma no a linguagem pad ão. O diale o es a a indispensa elmen e ligado a ou o mundo e empo baseados em ou os p incípios, e a ou o sis ema de alo es. Ou a causa impo an e que en aqueceu a posição do diale o no campo oi uma mudança undamen al na comunicação social mais ampla elacionada à econ igu ação da cul u a e, mais especi icamen e, com a ansição de uma ase analógica pa a uma ase digi al, elacionada às mudanças (Hop inge 2009: 295 […] 297). A ampla disseminação da In e ne e das mídias sociais acele ou o p ocesso de pad onização da linguagem. Além disso, a globalização da cul u a acele ou-se. A escola idade mode na já não en a lu a con a os diale os, mas ambém não os expe imen a dia iamen e en e os seus alunos. As aldeias u ais es ão a pe de a sua língua e ambém es ão a pe de a sua iden idade. Felizmen e, es e enômeno desc i o acima não se aplica a odas as á eas da Polónia. Exis em egiões que, no en an o, man êm a sua dis in i idade linguís ica e cul u al. Is o oco eu p incipalmen e nas á eas onde o diale o local e a especi icidade cul u al ecebe am um alo social mui o ele ado. Essas egiões são p incipalmen e a Silésia, Kaszuby, Ku pie, Spisz, O awa e Podhale. Em cada uma dessas egiões, o am u ilizados di e en es caminhos pa a cons ui a con icção social da necessidade de p ese a a iden idade egional, incluindo o discu so egional. Cada um desses caminhos pode ia se o assun o de um a igo sepa ado, mas pa a o equilíb io des e a igo, ou me concen a na egião de Podhale que eu conheço melho e de onde eu enho. Podhale ica no sul da Polônia, ao pé das Mon anhas Ta a, as mais al as mon anhas polonesas do ipo alpino, pe encen es à cadeia dos Cá pa os. O solo pob e e as condições na u ais di íceis con ibuí am pa a o desen ol imen o do pas o eio. A cul u a pas o al especí ica oi o mada sob a o e in luência dos Vlachs, que, jun amen e com seus ebanhos, se muda am da Península dos Balcãs a a és do a co dos Cá pa os pa a o oes e. Eles deixa am es ígios não apenas na cul u a ge al, mas ambém no discu so dos mon anhosos poloneses. Du an e séculos, de di ícil acesso, pe dido en e as mon anhas e as lo es as, Podhale icou isolado do es o do país. Vindo do no e, ie am colonos poloneses que ecebe am nume osos p i ilégios dos eis, limpa am as lo es as e unda am assen amen os. Du an e séculos, esses habi an es i e am em isolamen o na u al, c iando uma cul u a o iginal e p ese ando sua língua a caica. Foi só no século XIX que os ep esen an es in e essados da in elligen sia ie am a es e can o; Eles ie am pa a os Ta a pa a ins de pesquisa (geólogos, geóg a os e na u alis as), e mais a de ambém po causa dos bene ícios climá icos pa a melho a sua saúde e laze . Os ecém-chegados descob i am pessoas exó icas meio sel agens e meio pagãs que e am mui o o gulhosas e independen es, ANNA MLEKODAJ 50 Ac a Linguis ica Li huanica LXXX Po que nunca conhece am a esc a idão ou a se idão. Po es a azão, na i ada do século, os mo ado es locais o na am-se obje o de ascínio uni e sal e uma espécie de moda. Da mesma o ma, den o da cul u a dos mon anhosos de Ta a, as pessoas no a am o po encial nacional, que ajuda ia a econs ui a iden idade polonesa após a decla ação da independência nacional. Po es a azão, os líde es nacionais que iam odea es a cul u a com cuidado e a enção ab angen es. Sob a in luência de al in e esse po pa e dos líde es nacionais, os p óp ios mon anheses ap ecia am o alo de sua p óp ia cul u a e decidi am p o egê-la, p imei o c iando a Associação de Mon anheses (1904) e mais a de a Aliança de Mon anheses Poloneses. En e os memb os ecém-c iados da Aliança ambém hou e um aumen o da consciência da necessidade de educação. Mui os mon anhosos ob i e am um diploma uni e si á io, e embo a não pudessem encon a abalho em Podhale, es imula am o desen ol imen o de sua cul u a. Os u is as que isi a am de longe o am in oduzidos pela p imei a ez no olclo e das e as al as p incipalmen e a a és de expedições de mon anha. De aco do com o cos ume local daquela época, uma expedição pa a as mon anhas e a acompanhada po uma companhia de nume osos guias de e as al as, músicos e ajudan es […] po ei os. Os passeios ge almen e du a am á ios dias. As noi es ao lado da oguei a pa a os con idados es a am cheias de con os, música, canções e danças dos mon anhosos. Os esc i o es es a am p incipalmen e ascinados com os con os das e as al as. Os p imei os ex os que in oduzi am o diale o de Podhale o am publicados em 1889. O p imei o oi o con o de adas de Sabala, esc i o pelo au o Hen yk Sienkiewicz, que mais a de ecebeu o P êmio Nobel de Li e a u a. No início do século XX, ou o amoso esc i o polonês, Kazimie z Te maje , c iou uma sé ie de his ó ias de F om he Rocky Podhale (1914), com a maio ia das peças esc i as na língua es ilizada do diale o de Podhale. Enquan o Sienkiewicz não inha ligações p é ias com Podhale, o p óp io Te maje nasceu e, mas não e a sua língua na i a, uma ez que ele inha de uma amília nob e, e não de spen he i s 8 yea s o his li e he e. He knew he dialec and unde s ood i , uma amília de mon anhas. Po es a azão, nem o con o de adas de Sabala nem as his ó ias de Te maje podem se conside ados ex os dialec ais au ên icos. Eles são os únicos exemplos de es ilizas ou imp o isações a ís icas do diale o. Com a o mação de um segmen o indígena de habi an es educados das e as al as que es a am mui o en ol idos no mo imen o de iden idade egional, eles ize am uma c uzada pa a o ma ob as li e á ias egionais. Os na i os das e as al as de Podhale começa am a esc e e seus p óp ios e sos em sua língua ou diale o indígena. O p imei o deles oi And ew S opka, um alpinis a na i o da aldeia de Koscielisko, ao pé de Zakopane, que ansc ibiu mui os con os de Sabala, seu izinho. 2 Sabala é o apelido do amoso con ado de his ó ias das e as al as John K zep owski (1809-1894), que se o nou um ícone das e as al as de Podhale. S aipsniai A igo 51.o Ve nacula Li e a u e as a Widening Field o S udy in Con empo a y Dialec ology (On he Example o Podhale Region in Poland) S opka ambém é o au o de um ex o dialec al o iginal, que desen ol eu o ema dos ca alei os do mindo nas Mon anhas Ta a. Ambos os ex os o am esc i os e publicados no inal do século XIX. Pa a os pesquisado es a uais do diale o dos mon anhosos, os esc i os de S opka são uma on e con iá el de conhecimen o sob e a o ma do diale o de seu empo, mesmo que enham, sem dú ida, um al o lo escimen o a ís ico, e o diale o usado neles ap esen a uma o ma ligei amen e di e en e da usada no discu so co idiano. Uma conclusão semelhan e pode se alcançada sob e os esc i os de ou o mon anhoso educado de Zakopane […] Wojciech B zega […] que publicou um olume de con os esc i os no diale o in i ulado Posiady. His ó ias de Podhale (1913) no início do século XX. Sendo um mon anhoso na i o, B zega usou sua p imei a língua ou diale o. Tan o pa a S opka quan o pa a B zega, o diale o e a sua p imei a língua na u al, com a língua pad ão polonesa ap endida mui o mais a de (e p o a elmen e com di iculdade) como esul ado de sua educação escola e uni e si á ia. Seu abalho lançou as bases pa a a esc i a egional de Podhale, e o diale o do Ta a já es a a i o pa a e sua p óp ia li e a u a. An es da Segunda Gue a Mundial, ês olumes de poesia au o-publicados no diale o dos mon anhosos (An hony Zachemski Gęśle z Jawo a em 1935, S anisław Nedzie-Kubic Na Nowa Pe ć em 1936 e Jan Mazu Z wysokik Ta e wia e ny sum em 1937) apa ece am. Poemas adicionais no diale o das e as al as apa ece am na imp ensa em publicações egionais e nacionais. Em 1937, a an ologia in i ulada Poezja mlodego podhala oi compilada na Uni e sidade Jagiellonian, em C acó ia. Concen ou-se em ap esen a os esc i os de jo ens au o es dos al iplãs, que esc e iam no diale o. En e os au o es es a am licenciados uni e si á ios e mon anhosos au odida as, mulhe es e homens; Com exceção de uma mulhe , a sua in ância en e as c ianças das e as al as, que moldou a sua ala e isões do mundo. Du an e oda a sua ida, Nowobielska esc e eu poemas no diale o (ela mo eu em 1992) e o nou-se uma poe a mon anhosa amplamen e conhecida. In luenciado pelos ecém-chegados de ou as egiões da Polônia, o mo imen o li e á io Ta a lançado no século XX p og ediu con inuamen e i adiando in luência pa a hey we e all bo n in highlande amilies in Podhale, and he dialec was hei i s language. Only Anna Nowobielska did no o igina e om Podhale; howe - e , she a i ed he e wi h he mo he - eache a he age o wo yea s and spen as egiões izinhas. Hoje, já podemos ala sob e as cinco ge ações de na i os das e as al as do Ta a esc e endo e publicando seus poemas e p osa no diale o de Podhale. Es a li e a u a disseminou-se amplamen e en e inúme as audiências de e as al as. De ido ao a o de que o diale o de Ta a, como o diale o da língua polonesa, não é di ícil de en ende po um polonês médio, 3 me e i o em p imei o luga a Joseph Koś, au o da ob a monumen al Illus a ed Lexicon o Dialec and Cul u e o Podhale (publicado em se e olumes di e en es desde 2015). ANNA MLEKODAJ 52 Ac a Linguis ica Li huanica LXXX e sua o og a ia4 e e e-se à o og a ia polonesa, a li e a u a do diale o é uma g ande on e pa a conhece a men alidade dos Highlande s de Podhale e o mundo em que i em. Duas endências p incipais su gi am no es ágio inicial do desen ol imen o do diale o na li e a u a de Podhale. O p imei o se desen ol eu em es ei a conexão com as adições do olclo e local, e e indo-se, da pe spec i a da p osa, a um con o de adas olcló ico chamado godka em Podhale e às canções olcló icas da pe spec i a da poesia. Es as e e ências são an o emá icas como o mais. A ima de qua o e sos é ípica de Podhale e es abeleceu a o ma básica da poesia das e as al as. Além disso, no âmbi o do con eúdo ap esen ado, es a endência é uma con inuação de mo i os e ios olcló icos adicionais. A segunda endência é de inida po a is as inspi ados nas conquis as da p osa e da poesia polonesas con empo âneas, das quais eles p incipalmen e i am suas inspi ações. Isso se aplica pa icula men e a poe as com educação supe io que es ão cien es de sua écnica poé ica. O seu abalho isa amplia o diale o com a possibilidade de exp essa o con eúdo que não oca am egula men e em uma base diá ia. De emos-lhes ambém o seu in e essan e imaginá io dialec al, g aças ao qual o nou-se possí el cap u a o con eúdo que ai além da expe iência co idiana de i e numa aldeia mon anhosa. Pa adoxalmen e, de ido a esse abalho c ia i o, a poesia dialec al mui as ezes pe manece além do in e esse da dialec ologia, que se concen a p incipalmen e na desc ição de um sis ema es á el de inido no qual a linguagem é um e lexo di e o da ealidade. A p odução dialec al, e p incipalmen e a poesia des a endência não- olcló ica, c ia uma á ea de diale o pa a a qual de em se c iadas e amen as de pesquisa ap op iadas. Há á ias azões pelas quais a esc i a dialec al, especialmen e a poesia além da endência olcló ica, não é conside ada como uma boa on e de conhecimen o pela maio ia dos dialec os. Es a condição ainda se aplica a mui os ou os diale os poloneses. É po isso que os 4 The spelling o he Podhale dialec is a di e en issue. Acco ding o he classical app oach, he dialec ólogos usa am egis os oné icos. Es e ipo de egis o, no en an o, é he mé ico, e a capacidade de usá-lo é ge almen e limi ada a um ambien e es ei o de linguis as. Pa a o poe a que esc e e no diale o das e as al as, o polonês o nou-se a base da ansc ição. Inicialmen e, alguns sinais comuns o am in oduzidos, que de e iam dis ingui uma implemen ação di e en e de sons indi iduais, mas com o empo, isso oi abandonado no en endimen o comum da comunidade. A o og a ia do diale o de Podhale ainda não es á es abilizada nem uni e salmen e de inida. Cada au o esc e e como acha ap op iado. Ge almen e, po ém, essa abo dagem não in e e e na iden i icação do diale o. A c iação de uma a iação esc i a de uma de e minada língua é um p ocesso de longo p azo. Enquan o isso, as mais longas adições li e á ias que emos no caso de Podhale êm apenas 120 anos de idade. Tal ez, como esul ado do desen ol imen o da li e a u a nes a egião, uma o og a ia uni o me seja c iada. Em g ande pa e, isso pode acon ece de ido ao abalho eme gen e Lexicon Illus a ed o Dialec and Cul u e o Podhale do P o . Józe Kąś. De ido à au o idade do au o , a o og a ia ou o og a ia usada nele pode se o na a no ma ao longo do empo. S aipsniai A igo 53.o Ve nacula Li e a u e as a Widening Field o S udy in Con empo a y Dialec ology (On he Example o Podhale Region in Poland) Diale ólogos. O mais impo an e deles es á elacionado à abo dagem indi idual do au o à linguagem. Alguns dialec ólogos ac edi am que o poema do au o ambém pode da sua p óp ia isão do diale o. Pode, po exemplo, o alece algumas de suas ca ac e ís icas e en aquece ou as. Seu diale o pode e o ca á e da p ojeção ou uma isão indi idual en aizada na expe iência do passado desse indi íduo. Nes a dimensão, o diale o pode escapa da imagem o mada a pa i da base das e amen as usadas a é ago a. No en an o, se a a mos a c iação a ís ica dialec al como uma das o mas de ida no diale o, sua análise pe spicaz pode ia o nece mui as in o mações aliosas sob e a indi idualização da exp essão dialec al ou es ilizagem in a-es ilizada. O diale o, como qualque língua, em o di ei o de c ia den o de seu escopo á ios ipos de a iedades, algumas das quais da ão e idência do sis ema ge al da linguagem, enquan o ou as sob e suas de i ações es ilís icas in e nas. A li e a u a dialec al é uma delas. Ou a azão é a con icção de que a li e a u a dialec al da endência não olcló ica é um enômeno essencialmen e es anho ao diale o […] em um sen ido an ina u al. Ge almen e é associado à c iação de uma isão do mundo que não é compa í el com o olclo e adicional egis ado nos ex os. In oduz uma pe spec i a di e en e de olha pa a a ealidade, queb ando os es e eó ipos exis en es. É um ipo de implemen ação que escapa às eg as an e io es de desc ição. No en an o, é bas an e a iscado igno a es a o ma de a i idade linguís ica apenas po que não se encaixa na isão comple a do diale o como um odo. Hoje em dia, obse amos um a as amen o gene alizado do diale o no discu so co idiano da aldeia ( ambém em Podhale). No en an o, ao mesmo empo, a li e a u a dialec al de hoje de emos is s ill de eloping. New olumes o poems a e published; au ho s use S anda d Polish daily, while emaining ai h ul o i in w i en poe y. O e ime, li e a- u e can become an impo an , i no he only, a ea o dialec al li e. The e o e, ap ende a le á-la a sé io e ap ende com ela sob e o papel e o luga do diale o no mundo mode no. 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