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The Lexical‑Semantic Group ‘Aussie’ in Contemporary Australian Slang

Liudmyla Naumenko; Liliia Bilas; Vira Ponomarova

Abstract

    The aim of the article is to study the lexical-semantic group ‘Aussie’ in contemporary Australian slang (also strine). The objectives of the article are to determine the semantic structure of the lexeme Aussie and relations between its LSVs, to reconstruct the LSG ‘Aussie’ and its synonymous rows, to explore its representation in lexicographical and Internet sources, as well as to make lexical-semantic and stylistic analyses of the members of the synonymous rows of its LSVs. The conducted research has ascertained that the lexeme Aussie has four meanings in Australian slang: the main one – ‘Australia’ (the basic sema ‘country’), the derivative ones – ‘an Australian’ / ‘Australian people’ (the basic sema ‘inhabitant(s)’), ‘Australian English’ (the basic sema ‘language’), ‘Australian dollar’ (the basic sema ‘money’). The main and derivative meanings are in lexical-semantic relations ‘the whole – the part’. Each meaning (LSV) forms a synonymous row of slang nominations – words and word combinations in the following numerical representation: ‘Australia’ – 13, ‘an Australian’ – 170, ‘Australian English’ – 4, ‘Australian dollar’ – 45 lexical units. The lexical-semantic and stylistic analyses of synonyms have revealed: a) the ways of their formation – by affixation, compounding or both, clipping, abbreviation, hypocoristic shortening, blending, iteration; b) the naming processes – by periphrasis, metaphoric or metonymic transference, antonomasia, alliteration, assonance, onomatopoeia, rhyming, ablaut / gradation, allusion; c) the semantic traits that facilitate their creation – colour, size, material, function, appearance, social status, location, climate, pastime, feeling.

Full text

52 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXII LIUDMYLA NAUMENKO Ins i u e o Philology, Ta as She chenko Na ional Uni e sidade de Kie Campos de pesquisa: concep ualidade linguís ica, análise do discu so, semân ica léxica, comunicação emp esa ial, eo ia da adução, linguodidá ica. o cid.o g/0000-0002-4325-1673 (em inglês) LILIIA BILAS Ins i u o de Filologia, Ta as She chenko Nacional Uni e sidade de Kie Campos de pesquisa: es udos de á eas ame icanas e b i ânicas, comunicação in e cul u al, me odologia de ensino de inglês. o cid.o g/0000-0002-5514-9799 (em inglês) VIRA PONOMAROVA (em inglês) Ins i u o de Filologia, Ta as She chenko Nacional Uni e sidade de Kie Campos de pesquisa: oné ica eó ica, me odologia do ensino de línguas es angei as, CAT no ensino de inglês. O cídeo. o g/0000-0003-1880-4691 (em inglês) DOI: h ps://doi.o g/10.35321/all82-03 O léxico-semân ico G upo "AUSSIE" IN Con empo âneo Gí ia aus aliana Leksinė-seman inė „Aussie“ g upė šiuolaikiniame Aus alijos slenge S aipsniai A igo 53.o The Lexical-Seman ic G oup ‘Aussie’ in Con empo a y Aus alian Slang Resumo das conclusões O obje i o do a igo é es uda o g upo léxico-semân ico "Aussie" na gí ia aus aliana con empo ânea ( ambém s ine). Os objec i os do a igo são de e mina a es u u a semân ica do lexema Aussie e as elações en e os seus LSVs, econs ui o LSG […]Aussie[…] e as suas linhas sinônimas, explo a a sua ep esen ação em on es lexicog á icas e da In e ne , bem como aze análises léxico-semân icas e es ilís icas dos memb os das linhas sinônimas dos seus LSVs. A in es igação conduzida cons a ou que o lex- […] inhabi an (s)[…]), eme Aussie has ou meanings in Aus alian slang: he main one – ‘Aus alia’ ( he basic sema ‘coun y’), he de i a i e ones – ‘an Aus alian’ / ‘Aus alian people’ ( he basic sema […]Aus alian English[…] (o sema básico […]language[…]), […]Aus alian dolla […] (o sema básico […]money[…]). Os signi icados p incipal e de i ado es ão em elações léxico-semân icas "o odo […] a pa e". Cada signi icado (LSV) o ma uma linha sinônima de denominações de gí ia […] pala as e combinações de pala as na seguin e ep esen ação numé ica: […]Aus alia[…] […] 13, […]an Aus alian[…] […] 170, […]Aus alian English[…] […] 4, […]Aus alian dolla […] […] 45 unidades lexical-seman ic and s ylis ic analyses o synonyms ha e e ealed: a) he ways o hei o - léxicas. A ma ion […] po a ixação, composição ou ambos, eco e, ab e iação, encu amen o hipoco ís ico, mis u a, i e ação; b) os p ocessos de nomencla u a […] po pe i asia, ans e ência me a ó ica ou me onímica, an onomasia, ali e ação, assonância, onoma opéia, ima, g adação de ablau , alusão; c) os aços semân icos que acili am a sua c iação - co , amanho, ma e ial, unção, apa ência, es a u o social, localização, clima, passa empo, sen imen o. PALAVRAS-CHAPELAS: Aussie, gí ia aus aliana, g upo léxico-semân ico (LSG), a ian e léxico-semân ica (LSV), linha sinônima. ANOTACIJA (em inglês) S aipsnio ikslas iš i i leksinę-seman inę g upę Aussie šiuolaikiniame Aus alijos slenge ( aip pa žinomame kaip s ine, . y. aus ališkasis anglų kalbos a ian as). O obje i o é de e mina leksemos Aussie es u u a seman ina e jos LSV (leksinių-seman inių a ian ų) yšius, econs uo i Aussie leksinę-seman inę g upę (LSG) i jos sinonimiškas eiles, iš i i jos aizda imą leksikog a iniuose i LS šal iniuose in e ne o, aip pa a lik i jos S aV sinonimų e LSV leksinę-seman inę i s ilinę analizę. A lik as y imas pa odė, kad leksema Aussie Aus alijos slenge u i ke u ias eikšmes: pag indinė eikšmė Aus alija (pag indinė sema šalis), ediniai aus alas aus alai (pag indinė sema gy en ojas (-ai)), aus alų anglų kalba (pag indinė sema kalba), i Aus alijos dole is (pag indinė sema pinigai). P incipais e is es inhas signi icâncias a sispindi leksiniuose-seman iniuose san ykiuose isadalis. Kiek eikšmė (LSV) suda o sinoniminę slengo nominacijų s ilis inė sinonimų analizė a skleidė (LSV) a) hei o ma imo būdus a iksus, eilu ę – žodžius i žodžių junginius, pa eik us šia skai ine o ma: „Aus alija“ – 13, „aus- alas“ – 170, „aus alų anglų kalba“ – 3, „Aus alijos dole is“ – 45. Leksinė-seman inė i dū inius, umpinius, ab e ia ū as, hipoko is inius su umpinimus, maišinius (sulie us žodžius), (pa)ka ojimus; LIUDMYLA NAUMENKO, LILIIA BILAS, VIRA PONOMAROVA 54 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXII b) p ocesso į a dijimo pe i azę, me a o inius a me oniminius pe kėlimus, an onomab uožus, paleng inančius jų kū imą spal ą, p amį, ziją, ali e aciją, asonansą, onoma opėją, imą, abliaciją / g adaciją, aliuziją; c) seman inius medžiagą, unkciją, iš aizdą, socialinę padė į, ie ą,ą, klima ogą, jausmą. ESMINIAI ŽODŽIAI: Aussie, Aus alijos slengas, leksinė-seman inė g upė, leksinisseman inis a ian as, sinonimų eilė. 1. INTRODUÇÃO Du an e mui o empo, o inglês oi es udado na sua única o ma […] BBC English ou B i ish Recei ed P onuncia ion (RP); O ou o nome é "Queen's English". Quando os con a os se o na am mais pessoais no inal do século XX e início do século XXI, de ido à In e ne , ele ones celula es, con a os po sa éli e, em mui os casos, communica ion and o he elec onic de ices, social a ie ies o English ha e a ac ed a en ion bo h o common people and schola s. The abo e-men ioned são es ipulados, po um lado, pela endência ge al pa a a globalização do mundo e, po ou o lado, po um in e esse genuíno nas peculia idades locais da con e sa egional. En e os es udiosos que se concen a am no inglês aus aliano, pode-se pensa nas ob as de J. R. L. Be na d (1969), K. Bu idge e J. G. Mulde (1999), P. Collins (2012), F. Cox (2006), D. Moo e (2008), e c. En e os es udiosos uc anianos, ale a pena menciona a con ibuição de L. Bilas (2017) e V. Pa ashchuk (2014). Embo a os au o es conside em o inglês aus aliano a pa i de di e en es pon os de is a - onológico, es ilís ico, sociolinguís ico, his ó ico, e c. - nossa a enção p incipal é dedicada às publicações que elucidam suas camadas não pad ão, co idianas, coloquiais e gí ia. O obje i o do a igo é es uda o g upo léxico-semân ico "Aussie" na gí ia aus aliana con empo ânea. Os objec i os da in es igação são de e mina a es u u a semân ica do lexema Aussie e as elações en e os seus LSVs, econs ui o LSG […]Aussie[…] e as suas linhas sinônimas, explo a a sua ep esen ação em on es lexicog á icas e da In e ne , bem como aze análises léxico-semân icas e es ilís icas dos memb os das linhas sinônimas dos seus LSVs. 2. Co po 2.1 Obse ações p elimina es O inglês aus aliano (AuE, AusE, AusEng, en-AU) é uma e são ela i amen e no a da língua (a p imei a colônia b i ânica oi es abelecida em 1788 na No a S aipsniai A igo 55.o The Lexical-Seman ic G oup ‘Aussie’ in Con empo a y Aus alian Slang p o íncia de Gales do Sul, na Aus ália), que se o iginou do inglês ago a desapa ecido, dos diale os escocês e i landês, da gí ia cockney, dos abo ígenes e de ou as línguas azidas ao con inen e po seus habi an es (Moo e, 2008). O inglês aus aliano começou como koine da segunda ge ação de colonos b ancos. J. Be na d e e e-se a ele como "p o o-amplo" que di e gia de um in luxo de imig ação em g ande escala da G ã-B e anha na década de 1850-1880 em ês so aques iden i icá eis: Amplo, Ge al e Cul i ado (Be na d 1969). Como indicado no Po al Social do ATMC, o so aque ge al ep esen a o ipo mais comum de inglês alado na Aus ália; O so aque amplo é ge almen e desc i o como mais ex emo (e associado ao discu so da classe abalhado a); O so aque cul i ado é uma a iedade de p es ígio um pouco mais p óxima do RP b i ânico (embo a os alan es eais des e úl imo es ejam em mino ia) (3TAA 2018). A oné ica aus aliana Felici y Cox ac edi a que, a ualmen e, emb aces h ee g oups acco ding o he manne o p onouncing wo ds: S anda d AusE AusE, a iedades de inglês abo ígene, são diale os e nocul u ais AusE (Cox 2006: 10). A posição do inglês aus aliano é usada pa a se de inida de aco do com ês ca ego ias: diale o egional aus aliano, a ian e do inglês pad ão, língua nacional independen e do con inen e aus aliano (3TAADB 2011). A ualmen e, os aus alianos ope am po seu p óp io ocabulá io que se di e encia em ce as sublinguas ou camadas de linguagem. Es e ocabulá io emp es ou mui as pala as aladas po condenados b i ânicos e i landeses que a ualmen e êm a iações em seus signi icados: bush […] […] um e i ó io u al […], ma e […] […] um amigo […] (B E […] um cônjuge […]), paddock […] […] um campo […] (B E […] um pequeno ecin o pa a o gado […]), es ação […] […] uma azenda de gado ou o elhas […], ama a […] […] aga a ao pos e […], e c. Algumas ou as pala as emp es adas são conside adas únicas: azul […] […] uma pessoa ui a […], dinkum […] […] e dadei o, au ên ico […], b umby […] […] um ca alo sel agem […], dampe […] […] um ipo simples de pão […], sheila […] […] uma mulhe […], swagman […] […] um iajan e […]. Algumas ou as pala as são inco po adas de línguas abo ígenes locais como nomes de pessoas: koo i […] uma pessoa abo ígene […], jacka oo […] um abalhado ag ícola […]; mi ologia: alche inga […] […]d eam ime[…], bunyip […] […]um mons o de água[…], yowie […] […]um mons o pa ecido com um macaco[…]; lo a e auna: bind-eya coolibah (qualque um dos á ios eucalip os), bilby (uma espécie de coelho), galah (uma caca u osa e cinza), joey (um bebê cangu u), jumbuck (uma o elha), cangu u, koala, a es uz, quokka e wallaby (cangu ues pequenos e de amanho médio), quoll (uma espécie de ma supial), yabby (qualque um dos á ios ca anguejos de água doce); enômenos na u ais: billabong […] um b aço de um io ei o pela água que lui da co en e p incipal […], bombo a […] uma onda o mada sob e um eci e ou ocha […], gilgai […] um e eno de ele o baixo com ca idades, bo das e mon es […]; A mas: bume angue; Ins umen os musicais: didge idoo, yidaki (ins umen os de sop o); ações: cooee […] […] uma chamada aguda […], yakka […] […] abalho du o […], bogey […] […] nada ou oma banho […], bo as […] n[…]all […] […] aze algo com gos o […], e c. Além disso, os aus alianos êm a sua p óp ia língua e nácula colo ida chamada s ine que se o iginou da gí ia cockney e do diale o i landês dos p imei os condenados e LIUDMYLA NAUMENKO, LILIIA BILAS, VIRA PONOMAROVA 56 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXII adqui iu o nome de linguagem lash. É uma sublinguagem in o mal, humo ís ica e me a ó ica da subcul u a ebelde que e le e a o iginalidade do país. É o maio p odu o c ia i o da Aus ália que pode se i ônico e au o-dep eca i o, mas ambém ude, b u o e c uel (Hampshi e 2010). A gí ia aus aliana, que é de inida como "lingua in o mal ou pala as especí icas usadas p incipalmen e na linguagem alada" (100ASWP 2020), es á cheia de ab e iações, pala ões e ulga ismos, po exemplo: a o (pa a a de), Aussie (pa a Aus ália ou um aus aliano), ABC (pa a um chinês nascido na Aus ália), ba bie (pa a um chu asco), doco (pa a um documen o), oo y, oo ie (pa a u ebol), smoko (pa a uma ), elly (pa a ele isão), G[…]day, gidday (pa a bom dia), BYO (pa a aze as suas p óp ias bebidas, comida ou sob emesa) (AS); whi e maggo (pa a um jogado de u ebol aus aliano, de og.), wog (pa a uma pessoa de ascendência medi e ânea ou do O ien e Médio, menos dep ecia i a ago a, mas ainda o ensi a) (TBGAS 2004: 120); cama ão (pa a as indicações êm cono ações ulga es e udes. Na Encyclopedia a ool pe son, abusi e) (MOAWI); piss ( o bee ), piss up ( o a pa y), pissed as a new ( o d unk), a piece o piss ( o an easy alk) (UASD 2011: 46). The la e B i annica, a noção de gí ia é de inida po D. W. Mau e como pala as ou ases não con encionais que exp essam algo no o ou algo an igo de uma no a manei a. Suas me á o as colo idas são ge almen e di ecionadas à espei abilidade, e é essa c í ica social sucin a, às ezes espi i uosa, equen emen e impe inen e que dá à gí ia seu sabo ca ac e ís ico. Es as pala as co espondem à de inição de gí ia da es udiosa uc aniana Lesia S a y ska: […]Slang é um ambien e linguís ico de comunicação de um g ande núme o de pessoas que é a aliado pela sociedade como exp essi amen e não o icial, co idiano, amilia […] (S a y ska 2005: 24). J. Hun e , o edi o de The T ue Blue Guide o Aus alian Slang, obse a: "Os aus alianos são conhecidos po sua in o malidade e na u eza descon aída, e isso se e le e em seu uso libe al de gí ia colo ida e di e ida" (TBGAS 2004). Os aus íacos são bas an e libe ais em seu compo amen o linguís ico, usam piadas e me á o as, imas, maldições, dis emismos, insinuações sexuais, pala as que exp essam idiossinc asias. A gí ia aus aliana o nou-se uma con e sa casual, in o mal e comum pa a o país que alo iza in eligência i ele an e, humo , i onia e au o-dep eciação. F ases como con abandis as de papagaios ( ajes de banho de um homem), ca é da manhã de dingo (sem ca é da manhã), pa os no lago (mulhe es es ão indo) (ASDKN 2018) o na am-se ípicas pa a a comunicação co idiana dos na i os aus alianos. 2.2 Me odologia A me odologia da pesquisa baseia-se nos abalhos do lexicólogo aus aliano J. R. L. Be na d (1969) e da oné ica Felici y Cox (2006) dedicados S aipsniai / A icles 57 The Lexical-Seman ic G oup ‘Aussie’ in Con empo a y Aus alian Slang às a iedades egionais e locais de AusE, ou seja, suas a ian es de p onúncia e di e enciação léxico-semân ica. Assim, a pesquisa es á ocada na gí ia aus aliana como um enômeno sociolingüís ico. A me odologia aplicada inclui os mé odos de de inições de pala as e compa ação de signi icados de pala as de gí ia em di e en es on es lexicog á icas e da In e ne , análise componencial do lexema Aussie, análises léxico-semân icas e es ilís icas dos memb os das linhas sinônimas de LSVs. O undo eó ico da pesquisa é apoiado pela ideia ge almen e acei a da o ganização sis êmica de uma língua ou de uma sublinguagem, em pa icula da gí ia aus aliana. A p esunção des e pon o de is a baseia-se, po um lado, na eo ia de Fe dinand de Saussu e de uma linguagem como um sis ema hie á quico de elações: "Em uma linguagem, udo é baseado em elações" (Saussu e 1916: 122) […] linea sin agmá ico, pa adigmá ico, associa i o, oposicional, idên ico, equi alen e, semelhan e, complemen a , con as i o, de inclusão exclusão, causa- esul ado, hiponimo-hipe ônimo, e c. […] ; Po ou o lado, na o ganização sis émico-es u u al do ocabulá io linguís ico em campos léxico-semân icos (LSF), g upos léxico-semân icos (LSG), linhas sinônimas (SR), g upos emá icos (TG) e c. (Le y skiy 2012: 271). Um g upo léxico-semân ico de pala as é en endido como "um conjun o de unidades es u u adas de o ma di e en e o madas com base no núcleo semân ico comum que de e mina a dependência e as elações de seus elemen os como unidades do sis ema linguís ico" (K ekhno 2005: 25). De aco do com L. M. Vasilie , um g upo léxico-semân ico é conside ed “a class o wo ds (lexemes) uni ed a leas by one lexical pa adig- ma ic sema” (Vasilie 1971: 109). O p oeminen e es udioso uc aniano V. V. Le i skiy p opõe se e elações c i u ais e ia o dis inguish an LSG om o he lexical mic osys ems, i.e.: 1) he lin- guis ic / ex a-linguis ic de e mina ion o lexical links; 2) he ype o s uc- di e enciais (subs i uição de comu ação) no âmbi o de um mic osis ema; 3) o ipo e o local da denominação do g upo; 4) o deno a o ideal ma e ial; 5) a disc e ença da não-disc e ença dos obje os nomeados da ealidade; 6) o olume de um g upo; 7) a con igu ação de um g upo (unidimensional, bidimensional ou idimensional) (Le i skiy 2012: 269-283). De aco do com os dois p imei os c i é ios, um LSG é um mic osis ema com elações não ele an es com obje os da ealidade e, po an o, o a anjo de seu léxico akes place on he basis o in e language ela ions – bo h synonymous and an onymous. Acco ding o he o he c i e ia, an LSG includes he wo ds which nomeia obje os ma e iais e ideais, bem como pala as com signi icados abs a os e conc e os; o dominan e léxico é um memb o da pala a do g upo; os elemen os do g upo es ão em elações de comu ação e subs i uição; o olume do g upo comp eende pelo menos á ios memb os e em uma con igu ação bidimensional. LIUDMYLA NAUMENKO, LILIIA BILAS, VIRA PONOMAROVA 58 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXII Como a i ma a lexicóloga ussa A. A. U im se a, "a base de um LSG é uma pala a […] em suas elações a iá eis e complexas com ou as unidades de dicioná io" (U im se a 2002: 4). Tal pala a básica ( ambém nome ou dominan e semân ica) é um lexema polissemá ico. Cada uma de suas a ian es léxico-semân icas o ma uma linha sinônima com ou as pala as que pe encem a es e LSG. Assim, a es u u a léxico-semân ica de uma dominan e semân ica de um LSG, de aco do com V. V. Le i skiy (2012: 280), pode se ilus ada pelo seguin e esquema: […] a1[…] a2[…] a3[…] a4[…] a5 A→ b1 […] b2 […] b3 […] b4 […] b5 […]c1 […]c2 […]c3 […] c4 […] c5 Esquema 1. Es u u a léxico-semân ica da dominan e semân ica de um LSG De aco do com o esquema 1, o símbolo A ep esen a uma pala a básica polissemá ica de um LSG; o LSV p incipal é ep esen ado pelos símbolos a1 […] a2 […] a3, e c. ; os es an es LSVs […] pelos símbolos b1 […] b2 […] b3, e c. e c1 […] c2 […] c3, e c., co esponden emen e. O p óximo passo do es udo de um LSG é econs ui a es u u a semân ica da pala a básica, aça elações en e seus LSVs, compo linhas sinônimas pa a cada LSV, aze análises léxico-semân icas e es ilís icas de sinônimos. 2.3 Dados do co pus The ga he ed co pus da a comp ise au hen ic Aus alian slang dic iona ies, ocabula ies, lexicons, i.e.: Aus alian Guide o Language (AGL), Aus alian Slang (AS), Aussie Slang Dic iona y (ASD 2004), Aussie Slang Dic iona y. (em inglês) O Koala. (ASDKN 2018), Aus alian Slang and O he Local Lingo (ASOLL 2017), and Dic iona y o Aus alian Slang (DAS), Concise New Pa idge Dic iona y o Slang Uncon en ional English (CNPDSUE 2008), A Dic iona y o Aus alian Wo ds and Te ms by G. W. Lawson (DAWT 1997), Meanings and O igins o by J. Hun e (TBGAS 2004), The Aus alian Wo ds and Idioms (MOAWI), The T ue Blue Guide o Aus alian Slang Ul ima e Aussie Slang Dic iona y (UASD 2011), Wo d up. Um léxico e guia pa a a comunicação no século XXI po M. McC indle e E. Wol inge (WLGC21C 2011), 100 pala as e ases de gí ia aus alianas (100ASWP 2020), 125 pala as e ases de gí ia aus alianas. Um guia de gí ia aus aliana (125ASWP 2015); Recu sos de In e ne elacionados com o ópico sob esc u ínio: C ow-ea e s, Sandg ope s, Banana bende s, Co ns alks and Mo e (CSBBCM 2016), E e Colou ul Aus alian Cu ency Slang Nicknames (ECACSN), Holey Dolla s o G ey Nu ses po M. Gwynn (Gwynn 2014), Slang: S aipsniai A igos 59 e 59 The Lexical-Seman ic G oup ‘Aussie’ in Con empo a y Aus alian Slang O que os aus alianos chamam de ou os aus alianos, po F. Po ah e A. Middle on (Po ah 2013), Te mos de gí ia pa a dinhei o. Cu en Denomina ions (STMCD), e a pla a o ma on-line pa a escla ece o signi icado de ce as pala as de gí ia: B owse he Aussie Dicioná io de gí ia (BASD 2020). 2.4 Recons ução do LSG […]Aussie[…] O LSG […]Aussie[…] oi selecionado pa a a análise a pa i de ais conside ações: é nomeado po uma pala a polisemá ica (com pelo menos qua o signi icados) e possui o maio núme o de sinônimos (231 unidades léxicas) em compa ação com ou as nomeações (espo es e jogos […] 50, nomes de luga es […] 40, polí ica […] 24, ma é ia mili a […] 19) de aco do com nossos cálculos de unidades de gí ia no ma e ial pesquisado. Os p óximos passos, com e e ência à me odologia acima expos a, são elucida os signi icados LSVs da pala a Aussie, econs ui sua es u u a semân ica (de e mina os semas p incipais e de i ados e as elações en e eles), cons ui linhas sinônimas pa a cada LSV de aco do com as on es lexicog á icas e ou as on es ele an es explo adas. Assim, o lexema Aussie é egis ado lexicog a icamen e com os seguin es signi icados: 1) […]Aus alia[…] (MOAWI); 2) "Aus aliano" (AS; ASDKN 2018; MOAWI; UASD 2011: 15), "um aus aliano" (DAS), "po o aus aliano" (TBGAS 2004:10); 3) "Inglês aus aliano" (MOAWI); 4) "Dóla aus aliano" (MOAWI). O signi icado p incipal da pala a Aussie é "Aus ália", os ou os "um po o aus aliano aus aliano", "inglês aus aliano", "dóla aus aliano" sendo suas elações a i es. They o igina ed on he basis o he main meaning by me onymic ans- e ence and co espond o i as ‘ he pa ’ o ‘ he whole’, hus o ming he lexi- de i a i as-semân icas "o odo" "a pa e". O p imei o signi icado LSV […]Aus alia[…] (o sema básico […]coun y[…]) o ma a seguin e linha de sinônimos ep esen ados po 13 unidades léxicas: Bazzaland […] […]Aus alia[…] (UASD 2011: 17); Abaixo de […] […] Aus ália e No a Zelândia […] (ASDKN 2018); A G ande Te a do Sul; A Te a do Longo Fim de Semana (TBGAS 2004: 65); O país so udo […] […] um e mo sinônimo de Aus ália […] (ASDKN, 2018); Nunca […] […] o cen o da Aus ália […] (ASDKN 2018); Ou back […] […] o in e io da Aus ália […] (ASDKN 2018); Oz […] Aus ália (ASD 2004; ASDKN 2018; DAS; UASD 2011: 45); RARA […] […] aus ália u al e egional […] (TBGAS 2004: 86); S aya […] "Aus ália" (125ASWP 2015), ab e ia u a de "Aus ália" (100ASWP 2020); Top End […] […] o ex emo no e da Aus ália […] (ASDKN 2018); a ampla e a cas anha o país queimado pelo sol […] […] e e e-se à Aus ália […] (MOAWI) LIUDMYLA NAUMENKO, LILIIA BILAS, VIRA PONOMAROVA 60 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXII A p imei a linha de sinônimos é ep esen ada po unidades de gí ia o madas po : eco e da pala a já exis en e em o ma de sincope […] S aya (Aus ália); ab e iação em o ma de ac ônimo […] RARA (Aus ália u al e egional); composição […] Bazzaland; i e ação […] Nunca Nunca; Renomeação. A enomeação p oduz pe i ases com base nos seguin es aços semân icos: "localização": Down Unde […] Ou back […] Top End, The G ea Sou he n Land; "clima": o país queimado pelo sol; "Colou ": o amplo e eno cas anho; […]pas ime[…]: A e a do longo im-de-semana; Sen imen o: O País da So e, ou alusão: Oz. É in e essan e no a que o apelido Bazzaland oi o mado sob a in luência do pe sonagem de desenho animado Ba y (Bazza) McKenzie c iado po Ba y Humph ies em 1973. O nome do luga Oz ep oduz po esc i o a p onúncia do opônimo Aus ália. Sua p imei a e idência como Oss apa eceu em 1908; ocasionalmen e, a pala a e a esc i a como Aus, mas p onunciada da mesma o ma. P esumi elmen e, a o ma oi in luenciada po "O Mágico de Oz" (exibido no en edo do con o de adas de L. F ank Baum), um ilme que ganhou popula idade mundial em 1939. O p imei o egis o da pala a Oz no signi icado "Aus ália" oi ma cado no bole im de no ícias de gue a em 1944 (MOAWI). A ase "The G ea Sou he n Land" apa eceu pela p imei a ez no nome de um single lançado pela banda de ock aus aliana Icehouse em 1982; a ampla e a cas anha e o país queimado pelo sol se o igina am no poema "My Coun y" de Do o hea Mackella em 1908. O segundo signi icado LSV […]um aus aliano[…] […]po o aus aliano[…] (o sema básico […]inhabi an (s)[…]) o ma a seguin e linha de sinônimos ep esen ados po 170 unidades léxicas: ABC […] […]um chinês nascido na Aus ália[…] (AS) […]; abo boong […] um abo ígene […] (AS); comedo de maçãs […] […]alguém da Tasmânia[…] (UASD 2011: 14); banana bende […] "uma pessoa de Queensland" (ASDKN 2018; UASD 2011: 16); B uce […] um Aussie bloke […] (125ASWP 2015), bushie […] um bushman […] (ASDKN 2018; DAS; TBGAS 2004: 27; UASD 2011: 21); cabbage pa che – ‘a esiden o he s a e o Vic o ia’ (AS; UASD 2011: 21); sapo de cana […] "alguém do es ado de Queensland" (AS); ba a a […] "uma pessoa de No a Gales do Sul" (ASDKN 2018); Ea e c ow pie ea e […] […] um esiden e da Aus ália do Sul[…] (AS; ASDKN 2018; UASD 2011: 44); dinky di dink dinkum idgy didge […] […] um au ên ico aus aliano […] (AS; ASOLL 2017; DAS; TBGAS 2004: 36; UASD 2011: 55); Eas e ne […] "uma pessoa dos es ados o ien ais" (UASD 2011: 28); geebung […] […] um aus aliano na i o que i e numa á ea emo a[…] (UASD 2011: 32); Gumsucke " esiden e do es ado de Vic o ia" (UASD 2018: 33); Joe Bloggs, Joe Blow […] um aus aliano comum […] (DAS; TBGAS 2004: 60); Magpie […] […] um aus aliano do sul […] (UASD 2018: 41); Mainlande uma pessoa do con inen e da Aus ália (UASD 2011: 42); Mexicano […] […] uma pessoa do sul da on ei a de Queensland ou de No a Gales do Sul[…] (ASDKN 2018); no ma […] […]um sujei o médio[…] (TBGAS 2004: 74); Oz […] um aus aliano […] (ASD 2004); sandg ope uma pessoa da Aus ália Ociden al (AS; ASDKN 2018; UASD 2011: 50); swaggie inal do século XX […] início do século XXI; b) S aipsniai A igo 67.o The Lexical-Seman ic G oup ‘Aussie’ in Con empo a y Aus alian Slang on es linguís icas e cul u ais de emp és imo de pala as de gí ia de di e en es diale os ingleses, línguas abo ígenes e ou as; c) social cul u al […] o igem de pala as de gí ia em di e en es es e as sociais e subcul u as: polí ica, negócios, exé ci o, espo e, comunicação na In e ne , con e sa de condenados, adolescen es, bush ange s e beachcombe s. 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S aipsnio siekiniai y a nus a y i leksemos „Aussie“ seman inę s uk ū ą i jos leksinių-seman inių LIUDMYLA NAUMENKO, LILIIA BILAS, VIRA PONOMAROVA 70 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXII a ian ų (LSV) yšius, ekons uo i „Aussie“ leksinę-seman inę g upę (LSG) i jos sino- nimų eiles, iš i i jos aizda imą leksikog a iniuose i in e ne o šal iniuose, aip pa a lik i jos LSV sinonimų eilių na ių leksinę-seman inę i s ilis inę analizę. P elimina ūs y imai apima Aus alijos slengo y inėjimą užsienio i Uk ainos moksli- ninkų da buose, a i inkamų šiuolaikinių žodynų, ezau ų, in e ne o s e ainių i in e ne o šal inių, ski ų šiam kalbiniam eiškiniui, leksinę-seman inę i lyginamąją slengo žodžių analizę pagal į ai ius šal inius, siekian išsiaiškin i jų eikšmes i kilmę. Ty imo me odo- loginis pag indas g indžiamas naujausiais semasiologiniais i leksikologiniais y imais i suponuoja a i inkamus me odus: žodžių apib ėžimų analizę, lyginamąją, sudė inę, leksinę- seman inę i s ilis inę analizę. Ty imo me u bu o nus a y a, kad leksema „Aussie“ u i ke u ias pag indines eikš- mes šiuolaikiniame Aus alijos slenge: pag indinė eikšmė – „Aus alija“ (pag indinė sema „šalis“), ediniai – „aus alas“ / „aus alai“ (pag indinė sema „gy en ojas (-ai)“), „aus alų anglų kalba“ (pag indinė sema „kalba“) i „Aus alijos dole is“ (pag indinė sema „pini- gai“). Pag indinės i iš es inės eikšmės a sispindi leksiniuose-seman iniuose san ykiuose „ isa–dalis“. Kiek iena eikšmė (LSV) suda o sinonimų slengo nominacijų eilę – žodžius i žodžių junginius, pa eik us šia skai ine o ma: „Aus alija“ – 13, „aus alas“ – 170, „aus alų anglų kalba“ – 3, „Aus alijos dole is“ – 45. Leksinė-seman inė i s ilis inė sinonimų analizė a skleidė: a) jų o ma imo būdus – a ik- sus, dū inius, umpinius, ab e ia ū as, hipoko is inius su umpinimus, maišinius (sulie us žodžius), (pa)ka ojimus; b) į a dijimo p ocesus – pe i azę, me a o inius a me oniminius pe kėlimus, an onomaziją, ali e aciją, asonansą, onoma opėją, imą, abliaciją / g adaciją, aliuziją; c) seman inius b uožus, paleng inančius jų kū imą – spal ą, dydį, medžiagą, unk- ciją, iš aizdą, socialinę padė į, ie ą, klima ą, p amogą, jausmą. S aipsnis a e ia olesnio Aus alijos slengo y imo pe spek y ą ski ingais požiū- iais: a) is o iniu – i smai šiais laiko a piais: XVIII–XIX amžiaus žemyno kolonizacija, Aukso ka š ligė (1850 m.), Pi masis pasaulinis ka as, poka io imig acija (1945–1960 m.), XX a. pabaiga–XXI a. p adžia; b) kalbinių-kul ū inių – šal iniai, iš ku ių galima pasisko- lin i slengo žodžius iš angliškų a mių, abo igenų i ki ų kalbų; c) sociokul ū inių – slengo žodžių kilmė ski ingose socialinėse s e ose i subkul ū ose: poli ikoje, e sle, ka iuome- nėje, spo e, in e ne o komunikacijoje, nu eis ųjų, paauglių, bušido i paplūdimio žaidėjų pokalbiuose. Į eik a 2020 m. balandžio 2 d. LIUDMYLA NAUMENKO Ins i u o de Filologia, Uni e sidade Nacional Ta as She chenko de Kie T. She chenko Bl d. 14, Kyi 01060 Uc ânia -naumenko@uk .ne