Full text
52 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXII
LIUDMYLA NAUMENKO
Ins i u e o Philology, Ta as She chenko Na ional
Uni e sidade de Kie
Campos de pesquisa: concep ualidade linguís ica, análise do
discu so, semân ica léxica, comunicação emp esa ial, eo ia da
adução, linguodidá ica. o cid.o g/0000-0002-4325-1673 (em inglês)
LILIIA BILAS
Ins i u o de Filologia, Ta as She chenko Nacional
Uni e sidade de Kie
Campos de pesquisa: es udos de á eas ame icanas e
b i ânicas, comunicação in e cul u al, me odologia de ensino
de inglês. o cid.o g/0000-0002-5514-9799 (em inglês)
VIRA PONOMAROVA (em inglês)
Ins i u o de Filologia, Ta as She chenko Nacional
Uni e sidade de Kie
Campos de pesquisa: oné ica eó ica, me odologia do
ensino de línguas es angei as, CAT no ensino de inglês. O cídeo.
o g/0000-0003-1880-4691 (em inglês)
DOI: h ps://doi.o g/10.35321/all82-03
O léxico-semân ico
G upo "AUSSIE" IN
Con empo âneo
Gí ia aus aliana
Leksinė-seman inė „Aussie“ g upė
šiuolaikiniame Aus alijos slenge
S aipsniai A igo 53.o
The Lexical-Seman ic G oup ‘Aussie’
in Con empo a y Aus alian Slang
Resumo das conclusões
O obje i o do a igo é es uda o g upo léxico-semân ico "Aussie" na gí ia aus aliana
con empo ânea ( ambém s ine). Os objec i os do a igo são de e mina a es u u a
semân ica do lexema Aussie e as elações en e os seus LSVs, econs ui o LSG […]Aussie[…] e
as suas linhas sinônimas, explo a a sua ep esen ação em on es lexicog á icas e da
In e ne , bem como aze análises léxico-semân icas e es ilís icas dos memb os das linhas
sinônimas dos seus LSVs. A in es igação conduzida cons a ou que o lex- […] inhabi an (s)[…]),
eme Aussie has ou meanings in Aus alian slang: he main one – ‘Aus alia’ ( he basic
sema ‘coun y’), he de i a i e ones – ‘an Aus alian’ / ‘Aus alian people’ ( he basic sema
[…]Aus alian English[…] (o sema básico […]language[…]), […]Aus alian dolla […] (o sema básico
[…]money[…]). Os signi icados p incipal e de i ado es ão em elações léxico-semân icas "o odo
[…] a pa e". Cada signi icado (LSV) o ma uma linha sinônima de denominações de gí ia […]
pala as e combinações de pala as na seguin e ep esen ação numé ica: […]Aus alia[…] […] 13,
[…]an Aus alian[…] […] 170, […]Aus alian English[…] […] 4, […]Aus alian dolla […] […] 45 unidades
lexical-seman ic and s ylis ic analyses o synonyms ha e e ealed: a) he ways o hei o -
léxicas. A ma ion […] po a ixação, composição ou ambos, eco e, ab e iação, encu amen o
hipoco ís ico, mis u a, i e ação; b) os p ocessos de nomencla u a […] po pe i asia,
ans e ência me a ó ica ou me onímica, an onomasia, ali e ação, assonância, onoma opéia,
ima, g adação de ablau , alusão; c) os aços semân icos que acili am a sua c iação - co ,
amanho, ma e ial, unção, apa ência, es a u o social, localização, clima, passa empo,
sen imen o. PALAVRAS-CHAPELAS: Aussie, gí ia aus aliana, g upo léxico-semân ico (LSG),
a ian e léxico-semân ica (LSV), linha sinônima.
ANOTACIJA (em inglês)
S aipsnio ikslas iš i i leksinę-seman inę g upę Aussie šiuolaikiniame Aus alijos slenge ( aip
pa žinomame kaip s ine, . y. aus ališkasis anglų kalbos a ian as). O obje i o é de e mina
leksemos Aussie es u u a seman ina e jos LSV (leksinių-seman inių a ian ų) yšius,
econs uo i Aussie leksinę-seman inę g upę (LSG) i jos sinonimiškas eiles, iš i i jos
aizda imą leksikog a iniuose i LS šal iniuose in e ne o, aip pa a lik i jos S aV sinonimų e
LSV leksinę-seman inę i s ilinę analizę. A lik as y imas pa odė, kad leksema Aussie Aus alijos
slenge u i ke u ias eikšmes: pag indinė eikšmė Aus alija (pag indinė sema šalis), ediniai
aus alas aus alai (pag indinė sema gy en ojas (-ai)), aus alų anglų kalba (pag indinė sema
kalba), i Aus alijos dole is (pag indinė sema pinigai). P incipais e is es inhas signi icâncias
a sispindi leksiniuose-seman iniuose san ykiuose isadalis. Kiek eikšmė (LSV) suda o sinoniminę
slengo nominacijų s ilis inė sinonimų analizė a skleidė (LSV) a) hei o ma imo būdus a iksus,
eilu ę – žodžius i žodžių junginius, pa eik us šia skai ine o ma: „Aus alija“ – 13, „aus-
alas“ – 170, „aus alų anglų kalba“ – 3, „Aus alijos dole is“ – 45. Leksinė-seman inė i
dū inius, umpinius, ab e ia ū as, hipoko is inius su umpinimus, maišinius (sulie us žodžius),
(pa)ka ojimus;
LIUDMYLA NAUMENKO, LILIIA BILAS, VIRA PONOMAROVA
54 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXII b) p ocesso į a dijimo pe i azę, me a o inius a
me oniminius pe kėlimus, an onomab uožus, paleng inančius jų kū imą spal ą, p amį,
ziją, ali e aciją, asonansą, onoma opėją, imą, abliaciją / g adaciją, aliuziją; c) seman inius
medžiagą, unkciją, iš aizdą, socialinę padė į, ie ą,ą, klima ogą, jausmą.
ESMINIAI ŽODŽIAI: Aussie, Aus alijos slengas, leksinė-seman inė g upė,
leksinisseman inis a ian as, sinonimų eilė.
1. INTRODUÇÃO
Du an e mui o empo, o inglês oi es udado na sua única o ma […] BBC English ou
B i ish Recei ed P onuncia ion (RP); O ou o nome é "Queen's English". Quando os
con a os se o na am mais pessoais no inal do século XX e início do século XXI,
de ido à In e ne , ele ones celula es, con a os po sa éli e, em mui os casos,
communica ion and o he elec onic de ices, social a ie ies o English ha e
a ac ed a en ion bo h o common people and schola s. The abo e-men ioned
são es ipulados, po um lado, pela endência ge al pa a a globalização do mundo e,
po ou o lado, po um in e esse genuíno nas peculia idades locais da con e sa
egional.
En e os es udiosos que se concen a am no inglês aus aliano, pode-se pensa nas
ob as de J. R. L. Be na d (1969), K. Bu idge e J. G. Mulde (1999), P. Collins (2012), F. Cox
(2006), D. Moo e (2008), e c. En e os es udiosos uc anianos, ale a pena menciona a
con ibuição de L. Bilas (2017) e V. Pa ashchuk (2014). Embo a os au o es conside em o
inglês aus aliano a pa i de di e en es pon os de is a - onológico, es ilís ico,
sociolinguís ico, his ó ico, e c. - nossa a enção p incipal é dedicada às publicações
que elucidam suas camadas não pad ão, co idianas, coloquiais e gí ia. O obje i o do
a igo é es uda o g upo léxico-semân ico "Aussie" na gí ia aus aliana
con empo ânea. Os objec i os da in es igação são de e mina a es u u a
semân ica do lexema Aussie e as elações en e os seus LSVs, econs ui o LSG
[…]Aussie[…] e as suas linhas sinônimas, explo a a sua ep esen ação em on es
lexicog á icas e da In e ne , bem como aze análises léxico-semân icas e
es ilís icas dos memb os das linhas sinônimas dos seus LSVs.
2. Co po
2.1 Obse ações p elimina es
O inglês aus aliano (AuE, AusE, AusEng, en-AU) é uma e são ela i amen e
no a da língua (a p imei a colônia b i ânica oi es abelecida em 1788 na No a
S aipsniai A igo 55.o
The Lexical-Seman ic G oup ‘Aussie’
in Con empo a y Aus alian Slang
p o íncia de Gales do Sul, na Aus ália), que se o iginou do inglês ago a desapa ecido,
dos diale os escocês e i landês, da gí ia cockney, dos abo ígenes e de ou as
línguas azidas ao con inen e po seus habi an es (Moo e, 2008). O inglês
aus aliano começou como koine da segunda ge ação de colonos b ancos. J. Be na d
e e e-se a ele como "p o o-amplo" que di e gia de um in luxo de imig ação em
g ande escala da G ã-B e anha na década de 1850-1880 em ês so aques
iden i icá eis: Amplo, Ge al e Cul i ado (Be na d 1969). Como indicado no Po al Social
do ATMC, o so aque ge al ep esen a o ipo mais comum de inglês alado na Aus ália;
O so aque amplo é ge almen e desc i o como mais ex emo (e associado ao discu so
da classe abalhado a); O so aque cul i ado é uma a iedade de p es ígio um pouco
mais p óxima do RP b i ânico (embo a os alan es eais des e úl imo es ejam em
mino ia) (3TAA 2018). A oné ica aus aliana Felici y Cox ac edi a que, a ualmen e,
emb aces h ee g oups acco ding o he manne o p onouncing wo ds: S anda d
AusE AusE, a iedades de inglês abo ígene, são diale os e nocul u ais AusE (Cox 2006:
10). A posição do inglês aus aliano é usada pa a se de inida de aco do com ês
ca ego ias: diale o egional aus aliano, a ian e do inglês pad ão, língua nacional
independen e do con inen e aus aliano (3TAADB 2011). A ualmen e, os aus alianos
ope am po seu p óp io ocabulá io que se di e encia em ce as sublinguas ou
camadas de linguagem. Es e ocabulá io emp es ou mui as pala as aladas po
condenados b i ânicos e i landeses que a ualmen e êm a iações em seus
signi icados: bush […] […] um e i ó io u al […], ma e […] […] um amigo […] (B E […] um
cônjuge […]), paddock […] […] um campo […] (B E […] um pequeno ecin o pa a o gado […]),
es ação […] […] uma azenda de gado ou o elhas […], ama a […] […] aga a ao pos e
[…], e c. Algumas ou as pala as emp es adas são conside adas únicas: azul […] […]
uma pessoa ui a […], dinkum […] […] e dadei o, au ên ico […], b umby […] […] um ca alo
sel agem […], dampe […] […] um ipo simples de pão […], sheila […] […] uma mulhe […],
swagman […] […] um iajan e […]. Algumas ou as pala as são inco po adas de
línguas abo ígenes locais como nomes de pessoas: koo i […] uma pessoa abo ígene
[…], jacka oo […] um abalhado ag ícola […]; mi ologia: alche inga […] […]d eam ime[…],
bunyip […] […]um mons o de água[…], yowie […] […]um mons o pa ecido com um
macaco[…]; lo a e auna: bind-eya coolibah (qualque um dos á ios eucalip os), bilby
(uma espécie de coelho), galah (uma caca u osa e cinza), joey (um bebê cangu u),
jumbuck (uma o elha), cangu u, koala, a es uz, quokka e wallaby (cangu ues
pequenos e de amanho médio), quoll (uma espécie de ma supial), yabby (qualque um
dos á ios ca anguejos de água doce); enômenos na u ais: billabong […] um b aço de
um io ei o pela água que lui da co en e p incipal […], bombo a […] uma onda
o mada sob e um eci e ou ocha […], gilgai […] um e eno de ele o baixo com
ca idades, bo das e mon es […]; A mas: bume angue; Ins umen os musicais:
didge idoo, yidaki (ins umen os de sop o); ações: cooee […] […] uma chamada aguda […],
yakka […] […] abalho du o […], bogey […] […] nada ou oma banho […], bo as […] n[…]all […] […] aze algo com gos o […], e c. Além disso, os aus alianos êm a sua p óp ia língua e nácula colo ida chamada s ine que se o iginou da gí ia cockney e do diale o i landês dos p imei os condenados e
LIUDMYLA NAUMENKO, LILIIA BILAS, VIRA PONOMAROVA
56 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXII adqui iu o nome de linguagem lash. É uma
sublinguagem in o mal, humo ís ica e me a ó ica da subcul u a ebelde que e le e
a o iginalidade do país. É o maio p odu o c ia i o da Aus ália que pode se i ônico e
au o-dep eca i o, mas ambém ude, b u o e c uel (Hampshi e 2010). A gí ia
aus aliana, que é de inida como "lingua in o mal ou pala as especí icas usadas
p incipalmen e na linguagem alada" (100ASWP 2020), es á cheia de ab e iações,
pala ões e ulga ismos, po exemplo: a o (pa a a de), Aussie (pa a Aus ália ou
um aus aliano), ABC (pa a um chinês nascido na Aus ália), ba bie (pa a um
chu asco), doco (pa a um documen o), oo y, oo ie (pa a u ebol), smoko (pa a
uma ), elly (pa a ele isão), G[…]day, gidday (pa a bom dia), BYO (pa a aze as
suas p óp ias bebidas, comida ou sob emesa) (AS); whi e maggo (pa a um jogado
de u ebol aus aliano, de og.), wog (pa a uma pessoa de ascendência medi e ânea
ou do O ien e Médio, menos dep ecia i a ago a, mas ainda o ensi a) (TBGAS 2004: 120);
cama ão (pa a as indicações êm cono ações ulga es e udes. Na Encyclopedia
a ool pe son, abusi e) (MOAWI); piss ( o bee ), piss up ( o a pa y), pissed as
a new ( o d unk), a piece o piss ( o an easy alk) (UASD 2011: 46). The la e
B i annica, a noção de gí ia é de inida po D. W. Mau e como pala as ou ases não
con encionais que exp essam algo no o ou algo an igo de uma no a manei a. Suas
me á o as colo idas são ge almen e di ecionadas à espei abilidade, e é essa
c í ica social sucin a, às ezes espi i uosa, equen emen e impe inen e que dá à
gí ia seu sabo ca ac e ís ico. Es as pala as co espondem à de inição de gí ia
da es udiosa uc aniana Lesia S a y ska: […]Slang é um ambien e linguís ico de
comunicação de um g ande núme o de pessoas que é a aliado pela sociedade como
exp essi amen e não o icial, co idiano, amilia […] (S a y ska 2005: 24). J. Hun e , o
edi o de The T ue Blue Guide o Aus alian Slang, obse a: "Os aus alianos são
conhecidos po sua in o malidade e na u eza descon aída, e isso se e le e em seu
uso libe al de gí ia colo ida e di e ida" (TBGAS 2004). Os aus íacos são bas an e
libe ais em seu compo amen o linguís ico, usam piadas e me á o as, imas,
maldições, dis emismos, insinuações sexuais, pala as que exp essam
idiossinc asias. A gí ia aus aliana o nou-se uma con e sa casual, in o mal e
comum pa a o país que alo iza in eligência i ele an e, humo , i onia e
au o-dep eciação. F ases como con abandis as de papagaios ( ajes de banho de
um homem), ca é da manhã de dingo (sem ca é da manhã), pa os no lago (mulhe es
es ão indo) (ASDKN 2018) o na am-se ípicas pa a a comunicação co idiana dos
na i os aus alianos.
2.2 Me odologia
A me odologia da pesquisa baseia-se nos abalhos do lexicólogo aus aliano
J. R. L. Be na d (1969) e da oné ica Felici y Cox (2006) dedicados
S aipsniai / A icles 57
The Lexical-Seman ic G oup ‘Aussie’
in Con empo a y Aus alian Slang
às a iedades egionais e locais de AusE, ou seja, suas a ian es de p onúncia e
di e enciação léxico-semân ica. Assim, a pesquisa es á ocada na gí ia aus aliana
como um enômeno sociolingüís ico. A me odologia aplicada inclui os mé odos de
de inições de pala as e compa ação de signi icados de pala as de gí ia em
di e en es on es lexicog á icas e da In e ne , análise componencial do lexema
Aussie, análises léxico-semân icas e es ilís icas dos memb os das linhas sinônimas
de LSVs. O undo eó ico da pesquisa é apoiado pela ideia ge almen e acei a da
o ganização sis êmica de uma língua ou de uma sublinguagem, em pa icula da
gí ia aus aliana. A p esunção des e pon o de is a baseia-se, po um lado, na
eo ia de Fe dinand de Saussu e de uma linguagem como um sis ema hie á quico de
elações: "Em uma linguagem, udo é baseado em elações" (Saussu e 1916: 122) […]
linea sin agmá ico, pa adigmá ico, associa i o, oposicional, idên ico, equi alen e,
semelhan e, complemen a , con as i o, de inclusão exclusão, causa- esul ado,
hiponimo-hipe ônimo, e c. […] ; Po ou o lado, na o ganização sis émico-es u u al
do ocabulá io linguís ico em campos léxico-semân icos (LSF), g upos
léxico-semân icos (LSG), linhas sinônimas (SR), g upos emá icos (TG) e c.
(Le y skiy 2012: 271).
Um g upo léxico-semân ico de pala as é en endido como "um conjun o de unidades
es u u adas de o ma di e en e o madas com base no núcleo semân ico comum
que de e mina a dependência e as elações de seus elemen os como unidades do
sis ema linguís ico" (K ekhno 2005: 25). De aco do com L. M. Vasilie , um g upo léxico-semân ico é
conside ed “a class o wo ds (lexemes) uni ed a leas by one lexical pa adig-
ma ic sema” (Vasilie 1971: 109).
O p oeminen e es udioso uc aniano V. V. Le i skiy p opõe se e elações c i u ais
e ia o dis inguish an LSG om o he lexical mic osys ems, i.e.: 1) he lin-
guis ic / ex a-linguis ic de e mina ion o lexical links; 2) he ype o s uc-
di e enciais (subs i uição de comu ação) no âmbi o de um mic osis ema; 3) o ipo e o
local da denominação do g upo; 4) o deno a o ideal ma e ial; 5) a disc e ença da
não-disc e ença dos obje os nomeados da ealidade; 6) o olume de um g upo; 7) a
con igu ação de um g upo (unidimensional, bidimensional ou idimensional)
(Le i skiy 2012: 269-283).
De aco do com os dois p imei os c i é ios, um LSG é um mic osis ema com elações
não ele an es com obje os da ealidade e, po an o, o a anjo de seu léxico
akes place on he basis o in e language ela ions – bo h synonymous and
an onymous. Acco ding o he o he c i e ia, an LSG includes he wo ds which
nomeia obje os ma e iais e ideais, bem como pala as com signi icados abs a os e
conc e os; o dominan e léxico é um memb o da pala a do g upo; os elemen os do
g upo es ão em elações de comu ação e subs i uição; o olume do g upo
comp eende pelo menos á ios memb os e em uma con igu ação bidimensional.
LIUDMYLA NAUMENKO, LILIIA BILAS, VIRA PONOMAROVA
58 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXII
Como a i ma a lexicóloga ussa A. A. U im se a, "a base de um LSG é uma pala a
[…] em suas elações a iá eis e complexas com ou as unidades de dicioná io"
(U im se a 2002: 4). Tal pala a básica ( ambém nome ou dominan e semân ica) é
um lexema polissemá ico. Cada uma de suas a ian es léxico-semân icas o ma
uma linha sinônima com ou as pala as que pe encem a es e LSG. Assim, a
es u u a léxico-semân ica de uma dominan e semân ica de um LSG, de aco do
com V. V. Le i skiy (2012: 280), pode se ilus ada pelo seguin e esquema:
[…] a1[…] a2[…] a3[…] a4[…] a5
A→ b1 […] b2 […] b3 […] b4 […] b5
[…]c1 […]c2 […]c3 […] c4 […] c5
Esquema 1. Es u u a léxico-semân ica da dominan e semân ica de um LSG De
aco do com o esquema 1, o símbolo A ep esen a uma pala a básica polissemá ica
de um LSG; o LSV p incipal é ep esen ado pelos símbolos a1 […] a2 […] a3, e c. ; os
es an es LSVs […] pelos símbolos b1 […] b2 […] b3, e c. e c1 […] c2 […] c3, e c.,
co esponden emen e. O p óximo passo do es udo de um LSG é econs ui a
es u u a semân ica da pala a básica, aça elações en e seus LSVs, compo
linhas sinônimas pa a cada LSV, aze análises léxico-semân icas e es ilís icas de sinônimos.
2.3 Dados do co pus
The ga he ed co pus da a comp ise au hen ic Aus alian slang dic iona ies,
ocabula ies, lexicons, i.e.: Aus alian Guide o Language (AGL), Aus alian
Slang (AS), Aussie Slang Dic iona y (ASD 2004), Aussie Slang Dic iona y. (em inglês) O
Koala. (ASDKN 2018), Aus alian Slang and O he Local Lingo (ASOLL 2017), and
Dic iona y o Aus alian Slang (DAS), Concise New Pa idge Dic iona y o Slang
Uncon en ional English (CNPDSUE 2008), A Dic iona y o Aus alian Wo ds and Te ms
by G. W. Lawson (DAWT 1997), Meanings and O igins o by J. Hun e (TBGAS 2004), The
Aus alian Wo ds and Idioms (MOAWI), The T ue Blue Guide o Aus alian Slang
Ul ima e Aussie Slang Dic iona y (UASD 2011), Wo d up. Um léxico e guia pa a a
comunicação no século XXI po M. McC indle e E. Wol inge (WLGC21C 2011), 100
pala as e ases de gí ia aus alianas (100ASWP 2020), 125 pala as e ases de
gí ia aus alianas. Um guia de gí ia aus aliana (125ASWP 2015); Recu sos de
In e ne elacionados com o ópico sob esc u ínio: C ow-ea e s, Sandg ope s,
Banana bende s, Co ns alks and Mo e (CSBBCM 2016), E e Colou ul Aus alian
Cu ency Slang Nicknames (ECACSN), Holey Dolla s o G ey Nu ses po M. Gwynn
(Gwynn 2014), Slang:
S aipsniai A igos 59 e 59
The Lexical-Seman ic G oup ‘Aussie’
in Con empo a y Aus alian Slang
O que os aus alianos chamam de ou os aus alianos, po F. Po ah e A.
Middle on (Po ah 2013), Te mos de gí ia pa a dinhei o. Cu en Denomina ions
(STMCD), e a pla a o ma on-line pa a escla ece o signi icado de ce as pala as de gí ia: B owse he Aussie
Dicioná io de gí ia (BASD 2020).
2.4 Recons ução do LSG […]Aussie[…] O LSG […]Aussie[…] oi selecionado pa a a
análise a pa i de ais conside ações: é nomeado po uma pala a polisemá ica
(com pelo menos qua o signi icados) e possui o maio núme o de sinônimos (231
unidades léxicas) em compa ação com ou as nomeações (espo es e jogos […]
50, nomes de luga es […] 40, polí ica […] 24, ma é ia mili a […] 19) de aco do com
nossos cálculos de unidades de gí ia no ma e ial pesquisado.
Os p óximos passos, com e e ência à me odologia acima expos a, são elucida
os signi icados LSVs da pala a Aussie, econs ui sua es u u a semân ica
(de e mina os semas p incipais e de i ados e as elações en e eles), cons ui
linhas sinônimas pa a cada LSV de aco do com as on es lexicog á icas e ou as
on es ele an es explo adas.
Assim, o lexema Aussie é egis ado lexicog a icamen e com os seguin es
signi icados: 1) […]Aus alia[…] (MOAWI); 2) "Aus aliano" (AS; ASDKN 2018; MOAWI;
UASD 2011: 15), "um aus aliano" (DAS), "po o aus aliano" (TBGAS 2004:10); 3)
"Inglês aus aliano" (MOAWI); 4) "Dóla aus aliano" (MOAWI). O signi icado
p incipal da pala a Aussie é "Aus ália", os ou os "um po o aus aliano
aus aliano", "inglês aus aliano", "dóla aus aliano" sendo suas elações
a i es. They o igina ed on he basis o he main meaning by me onymic ans-
e ence and co espond o i as ‘ he pa ’ o ‘ he whole’, hus o ming he lexi-
de i a i as-semân icas "o odo" "a pa e". O p imei o signi icado LSV
[…]Aus alia[…] (o sema básico […]coun y[…]) o ma a seguin e linha de sinônimos
ep esen ados po 13 unidades léxicas: Bazzaland […] […]Aus alia[…] (UASD 2011:
17); Abaixo de […] […] Aus ália e No a Zelândia […] (ASDKN 2018); A G ande Te a do
Sul; A Te a do Longo Fim de Semana (TBGAS 2004: 65); O país so udo […] […] um
e mo sinônimo de Aus ália […] (ASDKN, 2018); Nunca […] […] o cen o da Aus ália
[…] (ASDKN 2018); Ou back […] […] o in e io da Aus ália […] (ASDKN 2018); Oz […]
Aus ália (ASD 2004; ASDKN 2018; DAS; UASD 2011: 45); RARA […] […] aus ália u al e
egional […] (TBGAS 2004: 86); S aya […] "Aus ália" (125ASWP 2015), ab e ia u a de
"Aus ália" (100ASWP 2020); Top End […] […] o ex emo no e da Aus ália […]
(ASDKN 2018); a ampla e a cas anha o país queimado pelo sol […] […] e e e-se à
Aus ália […] (MOAWI)
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60 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXII
A p imei a linha de sinônimos é ep esen ada po unidades de gí ia o madas po :
eco e da pala a já exis en e em o ma de sincope […] S aya (Aus ália);
ab e iação em o ma de ac ônimo […] RARA (Aus ália u al e egional); composição
[…] Bazzaland; i e ação […] Nunca Nunca; Renomeação. A enomeação p oduz
pe i ases com base nos seguin es aços semân icos: "localização": Down Unde
[…] Ou back […] Top End, The G ea Sou he n Land; "clima": o país queimado pelo sol;
"Colou ": o amplo e eno cas anho; […]pas ime[…]: A e a do longo im-de-semana;
Sen imen o: O País da So e, ou alusão: Oz.
É in e essan e no a que o apelido Bazzaland oi o mado sob a in luência do
pe sonagem de desenho animado Ba y (Bazza) McKenzie c iado po Ba y
Humph ies em 1973. O nome do luga Oz ep oduz po esc i o a p onúncia do
opônimo Aus ália. Sua p imei a e idência como Oss apa eceu em 1908;
ocasionalmen e, a pala a e a esc i a como Aus, mas p onunciada da mesma o ma.
P esumi elmen e, a o ma oi in luenciada po "O Mágico de Oz" (exibido no en edo
do con o de adas de L. F ank Baum), um ilme que ganhou popula idade mundial em
1939. O p imei o egis o da pala a Oz no signi icado "Aus ália" oi ma cado no
bole im de no ícias de gue a em 1944 (MOAWI). A ase "The G ea Sou he n Land"
apa eceu pela p imei a ez no nome de um single lançado pela banda de ock
aus aliana Icehouse em 1982; a ampla e a cas anha e o país queimado pelo sol se
o igina am no poema "My Coun y" de Do o hea Mackella em 1908. O segundo
signi icado LSV […]um aus aliano[…] […]po o aus aliano[…] (o sema básico
[…]inhabi an (s)[…]) o ma a seguin e linha de sinônimos ep esen ados po 170
unidades léxicas: ABC […] […]um chinês nascido na Aus ália[…] (AS) […]; abo boong […]
um abo ígene […] (AS); comedo de maçãs […] […]alguém da Tasmânia[…] (UASD 2011: 14);
banana bende […] "uma pessoa de Queensland" (ASDKN 2018; UASD 2011: 16); B uce […]
um Aussie bloke […] (125ASWP 2015), bushie […] um bushman […] (ASDKN 2018; DAS; TBGAS
2004: 27; UASD 2011: 21); cabbage pa che – ‘a esiden o he s a e o Vic o ia’
(AS; UASD 2011: 21); sapo de cana […] "alguém do es ado de Queensland" (AS); ba a a
[…] "uma pessoa de No a Gales do Sul" (ASDKN 2018); Ea e c ow pie ea e […] […] um
esiden e da Aus ália do Sul[…] (AS; ASDKN 2018; UASD 2011: 44); dinky di dink dinkum
idgy didge […] […] um au ên ico aus aliano […] (AS; ASOLL 2017; DAS; TBGAS 2004: 36;
UASD 2011: 55); Eas e ne […] "uma pessoa dos es ados o ien ais" (UASD 2011: 28);
geebung […] […] um aus aliano na i o que i e numa á ea emo a[…] (UASD 2011: 32);
Gumsucke " esiden e do es ado de Vic o ia" (UASD 2018: 33); Joe Bloggs, Joe Blow
[…] um aus aliano comum […] (DAS; TBGAS 2004: 60); Magpie […] […] um aus aliano do
sul […] (UASD 2018: 41); Mainlande uma pessoa do con inen e da Aus ália (UASD 2011:
42); Mexicano […] […] uma pessoa do sul da on ei a de Queensland ou de No a Gales
do Sul[…] (ASDKN 2018); no ma […] […]um sujei o médio[…] (TBGAS 2004: 74); Oz […] um
aus aliano […] (ASD 2004); sandg ope uma pessoa da Aus ália Ociden al (AS;
ASDKN 2018; UASD 2011: 50); swaggie inal do século XX […] início do século XXI; b)
S aipsniai A igo 67.o
The Lexical-Seman ic G oup ‘Aussie’
in Con empo a y Aus alian Slang
on es linguís icas e cul u ais de emp és imo de pala as de gí ia de di e en es
diale os ingleses, línguas abo ígenes e ou as; c) social cul u al […] o igem de
pala as de gí ia em di e en es es e as sociais e subcul u as: polí ica, negócios,
exé ci o, espo e, comunicação na In e ne , con e sa de condenados,
adolescen es, bush ange s e beachcombe s.
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Leksinė-seman inė „Aussie“ g upė
šiuolaikiniame Aus alijos slenge
SANTRAUKA
S aipsnyje nag inėjama nepelny ai apleis o kalbinio eiškinio, . y. Aus alijos slengo,
ku is apibūdina kasdienį bend a imą šiuolaikinėje Aus alijoje, p ob lema. S aipsnio iks-
las – iš i i leksinę-seman inę g upę „Aussie“ šiuolaikiniame Aus alijos slenge. S aipsnio
siekiniai y a nus a y i leksemos „Aussie“ seman inę s uk ū ą i jos leksinių-seman inių
LIUDMYLA NAUMENKO, LILIIA BILAS, VIRA PONOMAROVA
70 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXII
a ian ų (LSV) yšius, ekons uo i „Aussie“ leksinę-seman inę g upę (LSG) i jos sino-
nimų eiles, iš i i jos aizda imą leksikog a iniuose i in e ne o šal iniuose, aip pa a lik i
jos LSV sinonimų eilių na ių leksinę-seman inę i s ilis inę analizę.
P elimina ūs y imai apima Aus alijos slengo y inėjimą užsienio i Uk ainos moksli-
ninkų da buose, a i inkamų šiuolaikinių žodynų, ezau ų, in e ne o s e ainių i in e ne o
šal inių, ski ų šiam kalbiniam eiškiniui, leksinę-seman inę i lyginamąją slengo žodžių
analizę pagal į ai ius šal inius, siekian išsiaiškin i jų eikšmes i kilmę. Ty imo me odo-
loginis pag indas g indžiamas naujausiais semasiologiniais i leksikologiniais y imais i
suponuoja a i inkamus me odus: žodžių apib ėžimų analizę, lyginamąją, sudė inę, leksinę-
seman inę i s ilis inę analizę.
Ty imo me u bu o nus a y a, kad leksema „Aussie“ u i ke u ias pag indines eikš-
mes šiuolaikiniame Aus alijos slenge: pag indinė eikšmė – „Aus alija“ (pag indinė sema
„šalis“), ediniai – „aus alas“ / „aus alai“ (pag indinė sema „gy en ojas (-ai)“), „aus alų
anglų kalba“ (pag indinė sema „kalba“) i „Aus alijos dole is“ (pag indinė sema „pini-
gai“). Pag indinės i iš es inės eikšmės a sispindi leksiniuose-seman iniuose san ykiuose
„ isa–dalis“. Kiek iena eikšmė (LSV) suda o sinonimų slengo nominacijų eilę – žodžius i
žodžių junginius, pa eik us šia skai ine o ma: „Aus alija“ – 13, „aus alas“ – 170, „aus alų
anglų kalba“ – 3, „Aus alijos dole is“ – 45.
Leksinė-seman inė i s ilis inė sinonimų analizė a skleidė: a) jų o ma imo būdus – a ik-
sus, dū inius, umpinius, ab e ia ū as, hipoko is inius su umpinimus, maišinius (sulie us
žodžius), (pa)ka ojimus; b) į a dijimo p ocesus – pe i azę, me a o inius a me oniminius
pe kėlimus, an onomaziją, ali e aciją, asonansą, onoma opėją, imą, abliaciją / g adaciją,
aliuziją; c) seman inius b uožus, paleng inančius jų kū imą – spal ą, dydį, medžiagą, unk-
ciją, iš aizdą, socialinę padė į, ie ą, klima ą, p amogą, jausmą.
S aipsnis a e ia olesnio Aus alijos slengo y imo pe spek y ą ski ingais požiū-
iais: a) is o iniu – i smai šiais laiko a piais: XVIII–XIX amžiaus žemyno kolonizacija,
Aukso ka š ligė (1850 m.), Pi masis pasaulinis ka as, poka io imig acija (1945–1960 m.),
XX a. pabaiga–XXI a. p adžia; b) kalbinių-kul ū inių – šal iniai, iš ku ių galima pasisko-
lin i slengo žodžius iš angliškų a mių, abo igenų i ki ų kalbų; c) sociokul ū inių – slengo
žodžių kilmė ski ingose socialinėse s e ose i subkul ū ose: poli ikoje, e sle, ka iuome-
nėje, spo e, in e ne o komunikacijoje, nu eis ųjų, paauglių, bušido i paplūdimio žaidėjų
pokalbiuose.
Į eik a 2020 m. balandžio 2 d.
LIUDMYLA NAUMENKO
Ins i u o de Filologia, Uni e sidade Nacional
Ta as She chenko de Kie T. She chenko Bl d.
14, Kyi 01060 Uc ânia -naumenko@uk .ne