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Prasmė legiruota garsu: poezija kaip muzika

Giedrius Alkauskas

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Įž algos / Insigh s 331 GIEDRIUS ALKAUSKAS Uni e sidade de Vilna Di eções de pesquisas cien í icas: o mas modula es, eo ia de núme os, ėkmės, geome ia di e encial; gam amoksliniai aspec os da musicologia, a di asis danų, b i ų e usų muzikinis oman ism. DOI: doi.o g/10.35321/all83-15 PRASM LEGIRUOTA VOCUS: POEIA COMP MÚSICA 1. (HARMONIN) PROGRESIÃO (KVINT) RATU aẽ ùż wisùs wi szẽsnys łaksz iñgałes basas: Piłnas, skadùs, g ioudíngas, e, eip saký, skałsùs: Skuba ûżia pa k úmus, i wĩs ki eìp maĩnos, I wĩs dûszion in sañga lĩg Le uwõs daĩnos. An anas Ba anauskas Es e ex o des ina-se a cônico da poesia, que ao mesmo empo é e cônico da música do pag indo a é ao išsixako; não a mis u a de dois menos, mas undini; não lapijų ijoms, e įšaknių sanbėgai1. Só e is ando a e is a Li u os muzikologija IXX omos, a igos, des inados de língua ou poesia, encon á amos não mui a (ž . li e a u a lis ). Aqui, Kamilės Rupeikai ės es udo Peculia idades de iden i icação de ins umen os de Música em Li uaniškos aduções do Sag ado Esc i u o (2007, . 8). Aqui ke asi poesia e música, a é e nomusikologia. Senoji a che ipinė lie u iška sąmonė kiau ai pe smelkusi cada aqui gimusį. Da isso não ugias, isso nãouneigas, mesmo se a quem às ezes apa ece que consegue. Gi es e pa adoxo (Geda 1998: 151): Ba anauskas mui o elhas elik as de eligião niau ina. E já ala-se de bispopá ca alikos! Conscien es assim acilmen e nãošnaikinha. Só pa es dela, mesmo as ão essenciais, como a mãe ala, al ez um pouco mais ácil. 1 Raiz pala a, indicando sin ezę e caminho al oyn. Em seguida, du an e a análise, descendem-se po įšaknes; pelo menos já al pala a um lingubinis sen imen ois padic ua ia. GIEDRIUS ALKAUSKAS 332 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII Visas con esões (senosas niau inas ambém) ep esen an es em ambas Li uânia de em conco da , que a lu a en e ca alikos e e o ma os XVIXVII a. oi milag eis Li uu ybei. Embo a Jono B e kūno milžinys ė há mui o paš ais e š iečia, Rupeikai ės ex e andame ainda mais o e idências (p. 91): Na Pasku iniame Psalmyno página B e kūnas lhe o nece žinomų muzikos insminė i kai ku ie umen ų są ašą, ka u nu odydamas i okiškus jų pa adinimus <...>. B e kūno e imas i in eikšmingas i uo, kad jame pi mą ka ą ašy iniame šal inyje pa- lie u iški ins umen ai kanklės, amzdžiai <...>. En ão seu abalho começou não só Li u ichas aduções da Bíblia, mas e his ó ia de ins umen os musicais. B e kūno ala pa icula men e poe inė, nep i ilg a a é Donelaičio. Mas no a igo luga es discu ida já e nominali poesia. Aqui, Valančius aduziu em zemaiços a mę e anos 1869 Tilžėje publicou odos 150 Vello Tes amen o salmos. Mais a de as sueilia a como kan ičkas e exibiu lá mesmo em 1872. Assim começou es a bíblica li o poé ica in e p e ação Li u iška his o ia. Rimuo ame e ime eilu ę (Ps 98: 6) Valančius записала так: Wož agius ubus Wieszpa em puskie . Paci ujan au o ę (p. 93): [Čia] pa a ojamas speci inis wož agio [ke džiaus ins umen o] nomeamen o. Tendo em con a a neeiliuo a [es a salmos] e são, é p o á el que o sho a [ins umen o i ual heb aico de animal de co no] aplicado ao ož agio nome Valančius de ido a imo sukei ė em luga es com ubu [chacoc a, sidab inis imi as]2. De a o, odos os lingubinhos, cul u ais, his ó icos e eligiosos músicas pjú ias mui o excudina. Já na p imei a conhecida no uo o em música, assim chamadas hu i ų caninhas (1400 BC, Mesopo amija), musikinhas explicações ap esen negimininga akadų kalba. E onde mais poe iniai camados de música! Rupeikai en menciona e Ruigys, Ka aliauskas, Ba anauskas, Rubšys, Ku šai is, Sk i eckas, Bíblias (i ins umen os denominações) aduções em polkų, usų kalbas bei žymioji olandų kal inis ų S a enbijbel (1637). Em 1993 pa icipei Ba anausko monumen o a ida yme Anykščiuose. Lá es a a e Saulius Šal enis com Sigi u Geda ( oliau S. G.). Aqui o que Šal enis esc e e sob e isso (Geda 1998: 145): Mui as in eligências de línguas e silencios, ão di íceis unsalomas Sigi o jookas ( ami linksmybė, mixida com liūdesiu e ka ėliu) a pa i do p og esso Li u ians poesiaij, quando ac edi a-se, que cada ez melho e melho esc i o es esc a o, cada ez mais e in elingesni, do que an es de cen o anos ou de cen o e meio, plunksna sk ebina sabe. Pa ece ia, que odos aqueles, p isili adas a Gilgameço, Dan e ou Ha izo, êm de ejei a absu diçada idêja sob e linijinho p og esso. Mas po isso poesia al ez seja necessá ia pa a composi o es? Pelo menos já me al oi, po que semp e galuoda a slogu is al ez aqui al o ma e og adijos, s aig i desde Nikolajaus Rimskio-Ko sako o, mas não 2 Ko ek ū os e o: não imas, e i mo. P asmė legi uo a ga su: poezija kaip muzika Įž algos / Insigh s 333 de Ka lheinco Š okhauzen? Poezija espondeu não. G an ilis Ban okas, Michailas Glinka, Hen ikas Šiucas e Johanesas Okehemas não há nenhuma e og adia. O que a é ago a a mui os mode nis as da escola Da mš a o musikinis au ismo az imp essão. Minha opinião mui o ígida, conco do. Ry is Mažulis (Paliauka, Mažulis 2011) nuosaikiau ala sob e adições e ino ações, poesia e engenha ia balansą. Mas po que es e des io sob e Ba anauská? Po que não odo Li u os muzikologijos ū is sob e poesia e música é ão u iningos. Aqui, Vi os Česnule iū ės Muzika Al onso Nykos-Niliūno Dieno aščio ag men uose e P a adimo sim onijoje: in e medialus dialogas (2005, . 6). Au o ê cole usi mui os musicais Nykos-Niliūno diá io luga es. Mas ou os au o es ci ados pensam mui as ezes i ialokas, como Monsieu T ique kuple ai3, às ezes p i empadas, como aquele cu ioso aco de de Moza 4, mui as ezes especulaa i ios, como Vaka ų sla ų dainos5, oomis apa en emen e localisingas, como que Šionbe go ne exys ė sob e a a eisiančia se ializmo hegemoniją6. Po exemplo, na 46a página apela-se a musicólogo Mečislo o Tomaše skios pesquisas: Nag inhando a pala a e música elações, Tomaše ski dis ingue qua o ca ego ias, uma das quais in odu a dija como imanen ina musicalização de ob a li e á ia. Ele pode se pe cebido de êspéssimas: como en aquecimen o da p ecisão semân ica e da pala a onicos e pu a exp essões (pa yପରି, usado po Schwei ze one iniuose eilė aščiuose) aumen o, como ins umen os de composição musical e eno, lei mo y o e . . ojimą (pa yପରି, Tomo S e nso Elio o eilė aščiai) e como e indimos a noo a eal do suspinho eu onija e eu i mija (pa yପରି, simbolis as Ku ija). Aqui e užsiplieskia e melona lempelė. O que mais Schwei e s, Elio e simbolis as? Piemenų minklės, shamanų ag ama izmai, ejinės su a inės s a omas de p ecisamen e ais b y ų. É pois elemen a ybės, pi minės s ichijos, gijos, desde o mesmo começo 3 An ipe ekcionis inė (i pelo ca i) Pio o I. Čaiko skio s ilis ika quando que ia, esc e eu complexa, a é žiau ią muziką (Mo ozo o p ologikos scena Op ičnike). Mas se ši din en isda am, u iliza am e alguma banalidade. No T ique kuple ai de Eugenijaus Onegino ou pas o alė Pikų damoje e pake i: nai us g akš umas! 4 A noldas Šionbe gas em sua ma ciojada Ha monijoje (Schoenbe g 1997) omou Moca o 40-osios (g-moll) sim oniais pa i u as e icalų pjū į (p. 324) e em b incadei a nomeou aquela sąskambį aco ddu Moca o. Aišku, picaunando pa i u a e icalmen e g ei o empo luga , pode ob e qualque ų só que keis ų, nees e iškų de inių. 5 Vaka ų sla ų dainos, 1835 anos aduzidos Aleksand o Pushkin de anonimo ancūziško 1827 ano coleção La Guzla; es e úl imo oi P ospe o Me imė li e á ia mis i icação. 6 Ele se su p eende ia ao sabe que no luga disso eio o minimalismo. GIEDRIUS ALKAUSKAS 334 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII ejamos pa a a pala a a e na pliones. Tio men e a bússola não em li os alin o, e em in uição pusê de e ia i a . As línguas do mundo de aco do ní el da cai yba a ia desde analí icos a é polisin e inos. Exis e e hipo e inė oligosin ezės ca ego ia, embo a não haja a es uadas nem uma dessas línguas. O sh ai au o ė, baseando-se Bo is Kaco li o ak ai“ (1997), kalba apie e ikalų mon ažą i poli onalumą poezijoje; onacijų Rusų poezijos muzikiniai olis a lieka eiksmažodžių laikai. Segundo al de inição en ão e F ansua Vijonas (Villon 1998) usou ex emamen e kompleksišką e icalų mon ažą. Mas isso é ão mesma ca ego ia eó ica na poesia, como que oligosin ezê linguo y oje. O muzikines onações com eiksmažodžių laikais uneja neben o que, com ou os elemen en ais g ama icos onações de odo ninguém nesieja. Jus iça, seu, como composi o io, ob aboje com iso iamen e panašiu eiškiniu sou con on ū ęs. Juozo E licko em eilė aš í Melodija algumas linhas cons i uídas de na ų sekų; po exemplo, a do mi la do si. A esse ex o esc e i uma canção em is-moll e g-moll onações7. Eilė aš yje esan ys na as denominações ais mesmo na os e exage nados, e en ão melodija enc ip a em a-moll ou C-du onações. Pa a a men i a do oman ismo isso é mui o comum. Mas aqui não eiksmažodžių laikai e não poli onalumas. E ainda só a ligação en e poesia e e ical mon ajo exis e. P imei o cine o conduziu Se gejus Eizenš ein (m. 1925, Ša uo is Po iomkinas). Pa a ou o, já amoso, ilme do di e o Aleksand as Ne skis (1938) a música esc e eu Se gejus P oko je (opus. 78). Na, o S. G. Babilono a s a yme (p. 86) encon amos o í ulo poemá io: Šėpos ea as: mis e ija mize ija abou š en ąjį Aleksand ą Be ie į (S. P oko je o ope os Alikas iš Ne os muzika). Aqui menciona ei e sepa á-lo a ado ema de yšio, nomeadamen e B onių Ku a ičių. Mesmo qua o a igos monog a ia (MCT 2014) pa a isso: (S ony ė 2014), (Gaidama ičiū ė 2014), (Mikeš 2014), (Nakienė 2014). Mikeš uma das se e azões especiais de Ku a ičiaus-S. G. yšio indica es ai al: Ku a ičiaus polinkis em linguagem, ascinaçãois ex os e pala as; Gedos poesia p óp iaiminis po aukis muzikalização, muzikinė ex o qualidade. P óp io composi o : Sigi o exs ai nãop óxina música, a é ela é gimem. sob e es a ligação e Landsbe gy ė ex o (2010). Mais alguns exemplos b iskús. Feliksas Bajo as: o a o ija Va po kėlimas, Jono S ielkūno eilės, ope a De o a inėlis, S. G. lib e as. Mindaugas U bai is, S. G. pala as: miuziklas Dainuojan is e šokan is me gai ės ie e sėlis e Soc a es con e sa-se com en o cho ui. Ano composi o ious, a es e compósi o as pala as p óp io encomendas; nome mais a de caiu sob e o p óp io Poe o cons i uídas suas sel inas. 7 Álbum Į sapnų i bu ų lauką (2011), que pode se encon ado paka o .l e you ube.com. P asmė legi uo a ga su: poezija kaip muzika Įž algos Insigh s 335 / 2. SVARSTYBOS APIE SVARSTYKLES This se aph-band, each wa ed his hand, No oice did hey impa – No oice; bu oh! he silence sank Like music on my hea . Samuel Taylo Cole idge The Rime o he Ancien Ma ine e Só conside o […] nãoweigo. Legi ação e liga u a e mos, usados kal ys ėje. Um me al en elheis no ou o. Assim pasikeičia comuns p op iedades: būsenos e smos limi es, laiduma, du e uma, amp uma, co pa, a spe idade co osijai, oxidacii. Te mai ambém amplamen e usados e ju ely ikoje. En ão, mene. Só cabe um a igo sob e poesia no í ulo usa s e imkūnius? Assim pois kal ys ė in asiona em dis in o domínio. Ge almen e: é sensa o a ans e ência de c i é ios de uma á ea de conhecimen o pa a ou a? A mas signi ica i as es e ikos in asões? Bepjū es a as in e enções? Mundėma os medidação nep igim iniu medida? Realmen e não. E pois isso pe cebe não é ácil. Pa cia c iado es, endoços apenas um único b ilhan es alen o, ainda mais di ícil. Di ei a é ka ego iškio: um g ande alen o nug amzdina. Juk g eikų alan on é peso is, balanço. Pess ilhês! Kai de di e en es lados mui o weia, mas não nussi a. E mesmo a pala a pusiaus y a já indica pe lydį. isso se não osse só jongli uo ê e imonu, se ia um pouco mais ácil. Mas não há mais ácil. Com uma balans ykle já nada nãoamais, a menos a dis ância a é undo. Mas algumapodê algo que mede. Ma eia udo. Ainda mais: de um g ande alen o p o a elmen e nem exis e. Nes g ande o acompanha ainda algo, embo a e mesmo o meno . Tal ez só especial sensibilidade a alguém o a de g ande limi es, mas ainda assim acompanha. Isso, conco do, é uma eg a subjec i a. Mas quando odas coloce ys ne elpa, algum que, mensagem,ysiama. Como que andai oi di o: se há eg a, as exceções a apenas con i mam. Bem conhecida ó mula. Mas há eg as sem exceções? Cla o, que acon ece! Kad e al: Teo ema. Taisyklė exceção só con i ma a eg a es á sem exceções. E idência. Digamos ao con á io, a a i mação não é e dadei a. En ão a eg a em ques ão em mesmo uma exceção: exis e algumaquia eg a, endo exceção, que eg as de odo não con i ma. En ão não há e eg as. Kon a. Quod E a Demons andum. En ão mui o gos a ia, que quem encon asse isimbio Li u iškoje eg as uma g ande alen ą lydi ligi uojan is (no s e minia iū inis) alen as. Bei se o que e as, egê ica. Po que ainda não en endo: po que em algumas á eas c ia i as, digamos, em ísica e GIEDRIUS ALKAUSKAS 336 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII na li e a u a, como em nenhum ou o luga , an os en endimen os, nas quais ne asu os zonas sulimpa em neu onais junções quase impene á eis conglome a os? Mas isso já é sepa ado pošnekis. Nãou in balanço, in oduzida só uma balançe lê, mui o ácil localumą ap esen a como globalumą, mic okosmosą como mak okosmosą, e elia y ą como absoliu ą. Se não há em que se basea , eco e-se ao ba ão Miunhauzens. e essa é a minha pe gun a: há alguma quebbiška poé ica, ilegi ada música? Essencialmen e legi u a não p imaišy a, não di undu a. Cad ėkmę es yškin ų, ė as escondp ų. Melodia, ing essiejan e como a p óp ia ida, e não como algum excliuzy inis inclliuzas (S. G.): Ela esselia a e a uni e sos e eu, I g i a ledynų sesuo, Didinga p o ė iai nosso alsa o, apnoidi ada Sesuo ela ida alsuo , Žmonių e mundo melodia, Ja Melodija ua sesuo, E u ja enquan o i o alsuok. Remexi pode o que só quise . Quem mis u a, e e que não mis u a. Mas sąlydji p ecisa pess ículos. Reque alan on. Não é azio e moeda o alen o, como a medalha, em dois lados8. Só como encon a sen ido en e as di e enças? Rim ydas S anke ičius, ap esen ando seu li o Kiau ai kūnus (2020 m. 5 de ou ub o) disse: A esa gi dėję Вы что из дережей и паukščių? Respos a: sim. Tu ima omeny ne e balinė kalba, sub ilieji des e mundo elações. Na e dade udo é um. Há um con ex o ge al em que en amos. Sim, ce o, não semp e nós ade a diklye es amos. Fo epijão em pedalão lega o. Quando ocê ape á-lo, udo se jun a. Todo homem em al pedalą, só não semp e ele é nusp essus as. P osmės paieškos oi e se á o p incipal mo o da ida humana, mesmo se a p asmė é a i inė ( a iklis é que em aze abalho). Assim e no í ulo des e a igo es ando legi ação com S anke ičiaus lega o au ologicamen e jun a a pala a jungiu (i . lego). Não podemos busca de signi icado e i a mesmo o quei ando, po que al é o mecanismo e oluucinis. Os impulsos ne osos de ecep o es iajam pa a o cé eb o, po que assim cole a in o mação. Mas mesmo e jun a em ela oda, dados às ezes não bas am. En ão nos cen os de pensamen o oco e in e p e ação, uščių a pų, paaiškinančių u iKogni y inėje psichologijoje são bem conhecidos ges al g upa imo p incípios: p oximidade, simili ude, sime ijos, bom p olongamen o, comum des ino. O úl imo é 8 Neaiški pala a medalis e imologia. Segundo um dos ikė iniausias e sões, a pala a o iginęs do la ynų medialis, . y. mybę, užpildymas. Ki aip iskas bū ų be-p asmiška. idu inis. sim, Li u iškasis seu genmai is en ão se ia madei a (Sabaliauskas 1994: 213), Se e eiginys medalis em duas pa es, e a madei a é a edálus o na pa adoxal. Planoščias e a alus a y um pe silydo alboje. P asmė legi uo a ga su: poezija kaip muzika Įž algos / Insigh s 337 mais impo an e ouças. De a o, o ou ido a inge a iadas ib ações de a . Dependendo da equência, i pa di e en es locais da memb ana subjacen e (IPO 1987). De aco do comum des ino (singodas ib a o, começos e inais empo, e es ikalas de som), cé eb o de uma ce a šūsnį eqüências põe em sepa adoą caixau ê e decide: isso é uma. Só como aqui esguea poesia? P a quê udo isso? Como en éga em acê ais signi icado e apjunção ques ões: Se sulydom ecep o es com sinapases? Taip. CNS não só in e p e a os sinais, mas ambém os en ia de ol a pa a os ecep o es. Assim mencionado osy a amen o da memb ana undamen al, co esponden e essononan e equência, sus i iquem […] ampli ude éauga, equência é yškėja. O som e o signi icado? Taip. Onoma opėjos. Ainda mais aqueles animais, que da sons não consegui am pe cebe a geome ia do espaço, ins an inhas ensões e iscos, não sob e i e am. Aida, que ai dian e do som, maquinas ansmi e a mesma quan idade de dados, como e poga sinis aida, mas à ida al in o mação quase neišci u a. Fo ma e con eúdo? Taip. Polonezas. Sa abanda. Muzica s yginių qua e ui. Va iação a i- a i9 ema. Quan o mui o se pode auscul a só só sabendo o nome, só da sono ís ica in o mação e balização. Rela i o e absolu o? Taip. Muzikinês pa i u as ho izan alus (i ela i us) dimensão é empo, e e ical (i absoliu us) equência, que ainda ca ila em poma menius, pe cepuiamus absoliučiai ( onacia) e ela i i amen e (de mė). Mas aqui i: Belos Ba oko Mik okosmoso II-a li o no 62o abalho Mažosios seks os lygiag ečiame judėjime pa a a segunda oz são usadas p ecisamen e ais seks os: a p imei a oz ansponuojam não dia oniamen e (que se ia habi ual), e ch oma iškai. E o na-se obscu o: qual a oz é a p imei a? Ku onacia, e onde de mė? Assim pe silydo ela i o e absolu o. Es a es anha ca ego iões sulie is me há mui o exci a10. Mas é ainda keisčiau: dimensão ho izon al, empo, medido segundos. Ve icalus, equência, medido em he cais. Po an o, in e idos segundos11. En ão absoliu i e icalė é como in e s a ela i a i i ho izon alė. Ben assim saiu ma ema icamen e. E al ez não só. Co po e espí i o? 9 Ta i- a i ( us. тати-тати, ang. chops icks) – kū iniai o epijonui ke u ioms ankoms. Piano p i- mo g oja pap as ą muzikinį sakinį g g e a e a d h d h c C c C, o piano secondo įkomponuoja ai em mui o di e en es con ex os: mazu kos, gedulingo ma šo, also, ka ilijonų muzikos e . . Tokius ob as são c iū ę Nikolajus Rimskis-Ko sako s, Aleksand as P. Bo odinas, Ana olijus K. Liado s, Ceza is A. Kiuji, Fe encas Lisz as. 10 Muzikos ba ai 2014, No 78, p. 27. 11 Hz=s-1. GIEDRIUS ALKAUSKAS 338 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII Taip. Tokia é chalkedonines c is ologia c is ologia o muluo é, que não só uni ica essas duas ca ego ias, mas e su apa ina mis u a com lidiniu, e du e com dois, e com um. Aqui ela: a di ina e a humana na u ezas do Exal o uma na ou a não i gam, são nãope mexidas, cada uma delas é uni àisa e indeloma, mas ao mesmo empo uma das ou a indis inguí eis. Isso impossí el cien i icamen e, possí el não cien i icamen e. A eologia não é opologia, e ice- e sa. Ta y um nos anquamin ų: nãosieloki e, se o sen ido da ida ainda nãosikūnijo. Isso que acabou acon eceu. Mesmo em uma única consciência é possí el ab ange o que é impossí el. Ta kim, Ba anausko sąmonėje. E is encon aasi jun amen e com S. G. besiilginčių os neįmanomybės: I eu ui a ėjęs, ouėjau Donelai į, Man Ba anauskas disse assim p ogiesmiu os os: Ku bū um, quê da y um, sūnau, Auš inė eka I saulė, e månulis nações de Li uânia. Mas co po e-d asios sine gijoje-an agonijoje pode inspeciona música. T ans o mação da Pala a em ca ne é a p imei a inda do Messias (João 1:14). O ai aqui Jono R. R. Tolkienin mi ologijoje (Tolkien 1999) p opasaulės auš oje soa do uni á io deus Ilú a a o palikuonių ainu ų jogado da música ha monia (p imei a Silma ilijon li o Ainulindalë). Mas o mais as u o deles, Melko as, aos poucos e sa as men is começa am a amadu ece . Išnokusias, elas já he da am em comum muziká. Taip nasceu disha monija. Tolkienino língua é nepap as ai poe inė ( he echo o he music wen ou in o he Void, and i was no oid), e Ainulindalë soamba lig P adžios li o e imas em sons. Música e poesia? Sim! Muziká e poesia une... poesia. Tokia, que e Ba anauskas poesia conside a iam. Juk disse: Wissi wandenei ek ing Iu es, e aciau Iu es não o na ulnesnes. Ing ạ wie ạ, iſch ku a ekeia, wel nu ek [Kosnadieia: I,7] [Pamokslininko li o, B e kūno 1586 m. e imas] A jungus qualque qual in aką, san aka senka. Se b e am, higiene, p o ilác icas podem, mas não podem a diagnos ikai, ka ais ai ne p i aloma. Be lygiai kaip gy ybei eikalingi isi šeši elemen ai SPHONC,12 be kiek ieno iš ku ių gy ybė mi š a, aip i poezija se só p osa, só depažin ys, decla ações, polemika, ma xismo, cinizmas, psichia ija, pa ologija, niekai e kalambū ai. Pode, mas não pode se só eminismo, só an i eminizmo ou só (an i)masculinizmo. Há mui o conhecido: isso, embo a e mui o não éhl ai, apsegue-se di e amen e em humanismą. En ão sé io ai 12 Sie a, ós o o, andenilis, oxigênio, ni ogênio, ca bono. P asmė legi uo a ga su: poezija kaip muzika Įž algos Insigh s 339 paskaldžius (qui p ecisa, e e quando não p ecisa), melho no amen e sulipdy i /. Tam e dadas duas alan on pa es: Pa a um ima jun is céuus e e a belezis, Sim onijoj p apuola acimaus e apačia. Juk a ispechin inė poesia, como e e dadei a ispechin […] não conhecin is ou con essin s, e į ikėjimas. Não isão, mas pe deguição. Se apsuk as céus e a, isso is i kščiai is i kščias pois no amen e é į i kščias13, po que isso são apenas supe ícies. 3. SULIETYS IR SULIESTYS Wande e s in ha happy alley, Th ough wo luminous windows, saw Spi i s mo ing musically To a lu es well- unèd law. Edga Allan Poe, The haun ed palace Se música o ganizados sons, e li e a u a o ganizados sen idos, isso pois ob iamen e: poesia é ųjų sanki a. In elizmen e, não sei o que é poesia. Aqui já cada on ei a com sua de inição pessoal nusis a o. E, espek ina, maio b ilho, do que se ab ibe êzia. Isso não calambu as: mais equen emen e do que espe as aquelas o as coincidem, quando coincidi não de e ia. Isso es emunha zauojau os, elhos expe iências, comum memen os, humildade, é dêsniai. O se simp čiau amo a odas as i ências mani es ašcom dêsnis. Aquela ida, que seja em um só do seu ajec o iais espaço- empiu luga , pelo menos uma ez po menkiausią žiogo šuolį pasislinko pa a Kū ėjo. Só quem é esse Kū iais? Aqui é a minha de inição dele. De inição de poesia14. Temo: maio b ilho do que c iação em mim absib êço. Judė i sem es o ços só é possí el g a i uando, i. i. baixoyn. K is i começaama só p egüisos. Mas há dias (não abs ac s, e ma cados calendá ios), nas quais caias como em especial essonance, como ano somb a de ida (Fiodo o Dos oye skio idio a L. N. Mysškinas con ou, que há dias, quando udo mil ezes mais in ensamen e do que habi ual). Mas se há um somb a, alguém o bo a. En ão e odas pas an13 Nepelny ai p imi š as ainda Daukan o usado pala a. 14 Palyginimui (Geda 1998: 67): gos pagau i okią dieną – ai ko a su g a i acija. Jeigu aqui į e p um al e má, como die oieška, isso eu ja kliedėda au. Mas me p eocupa a encon a Deus na poesia. GIEDRIUS ALKAUSKAS 346 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII III. ŠERNAS (bal ų išp anašau ė) Sū imas nyks a. Taip ma ios pe mucha mūšą jū ių. O apo assim pe mucha k ušą, ąžuolas žal a į a ų, isagua dū į. Blykčioja gen ys... só ce nas aiznį mesmo noi e knisa. Žaibui nespėjus suplak i, k aš ą desde Ku šo lig Va mės pe ausia oda. Š in ančius gin a o laiškus go ų ad guo uose anda. Tems anças Bal icas puo os kaukolėm kaukia, kai aiško Go lando p an ą. Susemia iė em saują s is su i us, ba is. Teka, o que em em mo e a našas изp anašauja gied as pilnai is. Comen á ios Publijaus Co nelijaus Taci o ob as de ęsėjas, de o igem g egas omênais his o iado Amianas Ma celinas (mo ê ce ca de 395 a.) kukliau desc e e go as g u ingas eius Ge mana iko (gó iškas a das *aí mana eiks, mo é ce ca de 376 a.) aldas, nem Jo danas (VI a.). Es e úl imo, embo a cien is a apenas amado , e e ele mesmo e a go o ( ad ne e ai šališkas), seu po o bei hunų is o iją baseando-se Kasi au en iškais, já neišlikusiaisodo o (mi ė 585 m.) e P iskaus Paniecius (esc i ada sob e 449 m.) eikalais; es e úl imo oi O Impe ado do Romo Ros o Teodosio II-ojo diploma a à hunas o o. Au oc Taci as mini go us eikale Ge mania (98 m.), onde, mania, p imei a ez menciona e aisčiai. Jo danas os ago ų impe a o ių Teodo iką Didįjį (*þiuda eiks, Tau a ikis; mo ė 526 m.) kildina desde Ge mana iko. G u ingas e e ingas (III a. e IV a.) mais a de po aco do ge al iden i icados com os agos e isigo os (V a. e VI a.). Go landas, Gdanskas P asmė legi uo a ga su: poezija kaip muzika Įž algos / Insigh s 347 (Go hiscandza, Vyslos žemupys, Ais ma ės) es emunha go ų p o ė ynę. Caída do impé io Romano Ociden al e ge mano de dis inguas gen es Odoac o começo do go e no (476 m.) e do úl imo assassina o, oco ido Teodo ico (493 m.) mui o demais pode osa d amas mesmo e ka ališkiem egėjimams ies Ski y e. K edlinbu go me aščiai (esc i i a pa i de 1008 m. a é 1030 m.) con a a his ó ia da dinas ia liudol ingų impe a o ios San os Romos, desc e o Dy ichą (Teodo iką) Go ą, A ilą Huną (mo ė 453 m.), e ambém s . B unono K e u iečio na on ei a da Li uânia oco dy ą (1009 m.) sucessou jo ingias go e no o Ne ime o k ikš ą e p óp io B unono žū į. O que isso, se não go ų, hunų e aisčių ik a, his o inė susie s? Tea s o auja ad es as nações egėjimuose lobo, igual Vul ila (mi ė 383 m.); sakalas camjoklių sa éli e; ce e na. So ijaus mi o mui o que ab iu sob e o signi icado do esce no pa a nós. G u ingai e imologicamen e ž y ažmogiai (p o o-ge manos *g eu ą, angl. g i , lie . g uodas), e e ingai medžiažmogiai (p o o-ge manos * ewą, angl. ee, lie . de a). His o ikų conco da-se, que ais o am as p imá ias desses po os pa ininos de ambien e de ida: cos ei o ž i gždas ou ž y ingas s epės g u ingams e miškų slap ynės e ingams. En ão gu uilos êmulação mau sinal aos gó icos! Como que hunams mêsio p eenchimen o. Nesco é is o que con a P iskus Panie is: como e e a habi ual, pe medaus mėnulį, após es uá ios, A ila odo mês bebe ê com medumi maišy ą o esu bebida, a é za uso. Shin an ys gin a o ca as go ams a e he down all o he hun empi e isso, ób io, aquele gin a o, pelo qual Kasiodo as Teodo ico nome esc e e uma ca a aisčiams e ag adeceu (um dos p imei os aisčių menções on es em po Taci o). Be oman ikų aizduo ė ainda mais gijų de esses g andeio po os k aus ymosi laikų į Lie u os audeklą audžia. Aqui, ano D. Poškos (Laiškas Joachimu Lele eliui e Ksa e ui Bogušui, 1818 m.), Tyk ay Sakau Odoak s, Kieys u s y Olgie da Sweciopey nekalbieje, nebę Ku Iszgi da, Teypogi Mendogs, Wi olds, Iogiełs Władysława, wysados Lie uwiszku Lieżuwiu biława. T. Na bu o Lie u ių au os is o ijos 2-o omo (1837) capí ulo Hunų se odos įsi e žimas į Eu opą, olesni lie u ių gen ies au ų likimai Ry uose i Pie uo- mencioninė ieji iešpačiai desc e e . Ainda mais, sob e Ge mana iko gen į G u ingai cons uiu o alo ê, ligi šiol žinomą G u ingos, . y. K e ingos, nome (1995 ano edição, p. 294). K e ingą eką P o Akmena (ž y inga upė!), mais a de chamado Dane (i in a chajiškas hid onimas, sie inas com IDE p okalbe; po exemplo, ose inų don upė). Beigi no amen e Na bu as: (apie Nemuno del ą): kai ėje em oca us ingiuoja išsišakojimas Ski wi h, Ski y ė, isso signi ica ski ių užeiga. Ski- is, kaip i Odoak as. I lyg kas lega o pedalą nuspausdė. Vėl jungiasi pasauliai! GIEDRIUS ALKAUSKAS 348 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIII LITERATŪRA Česnule ičiū ė Vi a 2005: Música Al onso Nykos-Nyliūno Dieno aščio agmen os e P a adimo sim onijoje: in e medialus diálogo. Li huanian muzikologija 6, Česnule ičiū ė Vi a 2011: Sona a o ma analogias Vy au o Bložės e Judi os Vaičiūnai ės 45–60. eilė aščiuose. Lie u os muzikologija 12, 4760. Gaidama ičiū ė Rū a 2014: F om Geda o Donelai is: in he Mids o Mode nism o he O igins. 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