Full text
Ac a Linguis ica Li uanica
2025, ol. 92, p. 1 a 23
Ligação de con eúdos Tu inio nuo oda
ISSN 2669-218X (online elek oninis) (em inglês)
Di ei os au o ais © 2025 Kamil F ejlich. Publicado pelo Ins i u o da Língua Li uana. Es e é um a igo de Acesso
Abe o dis ibuído sob os e mos da Licença de A ibuição C ea i e Commons, que pe mi e uso, dis ibuição e
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Recebido po : Gau a: 2025-01-31. Acei o: P iim a: 2025-04-18.
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Os RADZIWIŁS e seus ca alos: hipônimos nos séculos XVII e
XVIII In en á ios da Família Magna
Rebanhos
Rad ilos i jų a kliai: XVII e XVIII século ži gų a dai magna ų šeimos bandų
in en o iuose
KAMIL FREJLICH (em inglês)
Museu Real Łazienki, em Va só ia
E-mail: k. ejlich@lazienki-k olewskie.pl
ORCID ID: h ps://o cid.o g/0000-0001-9142-8886 Campos de pesquisa: His ó ia da Commonweal h
Polaco-Li uana, elações en e humanos e animais, his ó ia social, his ó ia cul u al, me odologia da
his ó ia.
h ps: doi.o g/10.35321/all92-03 (em inglês)
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Resumo das conclusões
O a igo examina os hipônimos (nomes p óp ios pa a ca alos) egis ados nos in en á ios dos ebanhos da amília
Radziwiłł nos séculos XVII e XVIII, p edominan emen e localizados no G ão-Ducado da Li uânia. Um o al de 434 unidades
léxicas o am iden i icadas, consis indo de 106 o mas emininas e 328 masculinas. A análise desses nomes e ela que
eles não e am a bi á ios, mas pa e de um sis ema de nomeação delibe ado. Os nomes e e iam-se a á ias
ca ac e ís icas dos animais, incluindo sua apa ência, compo amen o e, possi elmen e, seus luga es de o igem. Alguns
nomes e am associados à " eminilidade" e à beleza no caso das éguas, enquan o os de ca alos machos mui as ezes se
e e iam à lu a, co agem e ca gos. A mi ologia g ega e omana se iu como uma on e signi ica i a de inspi ação pa a
mui os hiponímes, enquan o ou os o am de i ados dos nomes de espécies animais. Mui os ambém es a am ligados
ao mundo muçulmano amplamen e comp eendido. As línguas mais equen emen e ep esen adas en e os nomes
e am o polonês, o u co e o i aliano. Os au o es das on es p o a elmen e esc e e am apenas em polonês e não e am
bem educados, o que pode explica as o mas dis o cidas encon adas.
Pala as-cha e: Os Radziwiłłs, hipônimos, ca alos, zoonímos, in en á ios.
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ANOTACIJA (em inglês)
S aipsnyje nag inėjami ži gų a dai, už ašy i XVIIXVIII a. Rad ilų giminei p iklausiusių, daugiausiai Lie u os
Didžiojoje Kunigaikš ys ėje bu usių bandų in en o iuose. Iš iso as i 434 leksiniai iene ai (iš jų 106 mo e iškos i
328 y iškos o mos). Va dų analizė a skleidė, kad jie bu o su eik i nea si ik inai, ačiau suda ė apgal o os a dų
sis emos dalį. Ži gų a dai eiškė į ai ias gy ūnų ypa ybes, įskai an jų iš aizdą, elgseną i galbū kilmės ie ą. Kai
ku ie pa elių a dai bu o siejami su mo e iškumu i g ožiu, o ži gų pa inų a dai su ko a, d ąsa i a nyba. G aikų
i omėnų mi ologija bu o s a bus daugelio ži gų a dų įk ėpimo šal inis, ki i a dai kilę iš gy ūnų ūšių pa adinimų.
Taip pa pasi aikė a dų, susijusių su plačiai sup an ama musulmoniškojo pasaulio ik o e. Kalbos, iš ku ių kilę
a dai, ge almen e lenkų, u kų i i alų. Są ašų au o iams lenkų kalba bu o bene ienin elė, ku ia šie galėjo ašy i,
be o, jie nebu o išsila inę, odėl pasi aikė išk aipy ai už ašy ų a dų o mų.
ESMINIAI ŽODŽIAI: Rad ilos, ži gų a dai, a kliai, zoonimai, in en o iai.
INTRODUÇÃO
Exis em á ias espécies, além dos humanos, que usam sequências sono as especí icas pa a se
di igi em a seus conespecies, como obse ado, en e ou os, em ele an es a icanos (Pa do e
al. 2024). No en an o, os humanos endem não só a nomea ou os humanos, mas ambém memb os
de ou as espécies, uma p á ica que pode se as eada a é o An igo Reino do Egi o. As unções
dos zoonímicos con empo âneos o am de inidas po Janusz S u yński como: possessi o
(indicando p op iedade pela pessoa que nomeia os animais), di e enciado (dis inguindo um animal
de ou o) e á ico-cona i o (usado em algumas espécies pa a es abelece con a o com animais,
p o oca espos as, e c.) (S u yński 1996: 104[…]106). Eu ambém di ia que eles se em uma
unção emocional.
Embo a os zoônimos his ó icos não possam se a ibuídos as mesmas unções em odos os
con ex os, eles são, sem dú ida, um elemen o impo an e pa a en ende como as pessoas
ou o a a a am, alo iza am e pe cebiam os animais, se indo assim como on e pa a a
his ó ia das elações en e humanos e animais. Além disso, ep esen am uma camada de linguagem
i a que e ela mui o sob e os p óp ios humanos, incluindo mudanças cul u ais. Po exemplo, em
con ex os con empo âneos, obse a-se que os zoonímes são in luenciados pela cul u a popula e pelos e en os a uais (S u yński 1996: 90 […] 102;
Duszyk 2011: 276[…]280). A Comissão conside a que a Comissão não cump iu as ob igações que lhe incumbem po o ça do a igo 107.o, n.o 1, do T a ado.
A pesquisa sob e zoonímios na Commonweal h Polaco-Li uana não oi bem desen ol ida a é o
momen o. Alguns a igos o am publicados sob e os nomes de gado no Reino da Polônia nos
séculos XVII-XVIII (My lakowski 1889; Pawlik 1922; Zbo owski 1922; Wa choł 1961; Bubak 1974-1977) e
no Ducado de Siewie z no século XVIII (Plu a 1988). Os nomes de cães usados pa a caça,
egis ados pelo Voi ode de Poznań, Jan Os o óg (1565-1622), ambém o am analisados
(Ziembicki 1934; Sme ona, Sme onienė 2017). Alguns dados sob e nomes de cães usados no
G ão-Ducado da Li uânia no século XVI, an es da União de Lublin (Ragauskienė 2010: 34), e na
segunda me ade do século XVIII (F ejlich 2025), ambém es ão disponí eis.
Embo a haja uma ex ensa pesquisa sob e hipônimos con empo âneos em línguas esla as
(Wa chol, 2007: 119, 268), exemplos do início da mode nidade não es ão bem ep esen ados na
li e a u a acadêmica ( e , po exemplo, os ês nomes de ca alos do século XVIII do Ducado de
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Siewie z em Plu a, 1988). No en an o, podemos apon a pa a o a igo de E genija N. Va niko a,
que analisou os hipônimos egis ados p incipalmen e nos in en á ios dos mos ei os de Vologda,
com um o al de 430 o mas dos séculos XVI a XVIII (Va niko a 2020). Ma ina Cas iglione, po sua
ez, analisou 164 hipônimos elacionados aos es ábulos da nob e amília Moncada na Sicília
cen al na i ada dos séculos XVI e XVII (Cas iglione 2021).
O es ado ge almen e pob e da pesquisa sob e hiponímicos his ó icos pode se a ibuído à sua
escassez de ma e iais de o igem. Obse ou-se, po exemplo, que eles es ão ausen es dos li os de
con abilidade u bana do inal da Idade Média (Meie s 2019: 23). Bogdan Walczak concluiu que eles
oco em mui o a amen e em ma e iais de o igem poloneses (Walczak 1996: 149-150). No en an o,
on es do século XVIII do e i ó io da Polônia con êm exemplos ainda desconhecidos pa a os
pesquisado es (Cha czowski I: 11; Cha czowski II: 43). Uma e dadei a abundância de ais nomes é
encon ada, no en an o, nos ma e iais pe encen es a uma das mais in luen es amílias magna as
do G ão-Ducado da Li uânia, os Radziwills.
1.FORÇAS E STRATÉGIAS de in es igação
Os A qui os Cen ais de Regis os His ó icos de Va só ia ab igam uma as a coleção conhecida
como A qui o de Va só ia dos Radziwills, que oi anspo ado de Nyas izh pa a Va só ia em 1919 e
1923 (Lewandowska 2008: 632 […] 654). Uma pa e signi ica i a da coleção consis e em á ios
in en á ios, an o de p op iedades quan o de pe ences. Já oi a gumen ado que os in en á ios
de Radziwiłł são um co pus alioso e mul i ace ado de on es que podem se usados pa a conduzi
pesquisas não apenas sob e a his ó ia da cul u a ma e ial (que pa ece ób io), mas ambém sob e a
his ó ia da ida co idiana, men alidade, his ó ia social e cul u al (Augus yniak 2003), bem como
his ó ia não an opocên ica, incluindo his ó ia animal (F ejlich 2025). É p eciso no a que os
in en á ios de á ias p op iedades pe encen es à nob eza já o am u ilizados na pesquisa
sociolingüís ica his ó ica. Po exemplo, Zigmas Zinke ičius emp egou ais documen os pa a
analisa a an oponímia e a demog a ia em assen amen os selecionados da Li uânia do século XVII,
incluindo Vokė, que pe encia a Bogusław Radziwiłł. Isso o le ou à conclusão de que sua população
e a p edominan emen e e nicamen e li uana (Zinke ičius 1997). Os in en á ios de p op iedades e
de bens mó eis cons i uem uma base aliosa pa a análises sociolingüís icas, uma ez que e le em
a linguagem em uso, embo a es e não enha sido o objec i o p incipal pa a o qual o am egis ados.
Na coleção analisada de in en á ios de Radziwiłł, há ap oximadamen e 90 egis os de á ios
animais pe encen es à amília nos séculos XVII e XVIII, incluindo cães, gado, o elhas e camelos. No
en an o, a maio ia pe ence a ca alos - ce ca de 70, dos quais apenas 10 con êm hiponímes. Todos
os manusc i os o am esc i os em polonês ( e Ilus ação 1). Os hipônimos da am de 1612 a 1742. Os
ebanhos em que esses nomes o am usados pe enciam a ês memb os da amília Radziwiłł:
K zysz o (1585-1640), He man de Campo (mais a de G ande) da Li uânia e Voi ode de Vilnius (In .
XXVI-17; In . XXVI-39; In . XXIX-249); Bogusław (1620-1669), G ande Bandei an e da Li uânia e G ande
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Eque y li uano (In . XXVI-767); e Michał Kazimie z (1702-1762), que mais a de se o nou o Voi ode de
Vilnius e o G ande He man da Li uânia (In . XXVI; In . XXVI-261; In . XXVI-277; In . XXVI-320; In . XXVI-809;
In . XXVI-19289). A maio ia dos hipônimos encon ados nas on es es ão associados ao p imei o
desses magna es. Os nomes de ca alos de on es do século XVIII ep esen am apenas ce ca de um
décimo do o al. Os dados analisados p o êm de ebanhos localizados p incipalmen e no e i ó io
do G ão-Ducado da Li uânia (Ageniškis, As ashyn, Beli sa, Sa e s, Dzyalya sichy, Jašiūnai, Kapyl,
Be azelichy, Koydana a, Lyubcha, Naujamies is, Nyas izh, Papilys, Rad iliškis, Slu sk, Usa, Vilnius,
Vyonoszu, Zhup any), mas ambém nas egiões da Volhynia (Olyka, Rady yli , Rokhmani , Tsuman) e da
Podlachia (O la) que pe enciam ao Reino da Polónia, e no Ducado assalo da Cou landia e da Semigallia
(Kuld). É jus i icado usa os nomes de ca alos dos ebanhos de Radziwiłł em odos esses
e i ó ios, uma ez que o ma e ial de o igem demons a que os animais e am anspo ados en e
locais. Isso signi ica que os hiponímicos eco en es podem ocasionalmen e se e e i ao mesmo
animal. Po exemplo, em 1735, um ga anhão chamado Ka aś oi mencionado em Rokhmani , e no ano
seguin e, ele apa eceu em Tsuman, bem como sendo anspo ado de Olyka pa a Nyas izh (In .
XXVI-261: 1; In . XXVI-277: 1; In . XXVI-988: 1).
Mais a de no ex o, enume o odos os nomes de ca alos encon ados, ca ego izando-os em
êmeas e machos. Es a dis inção é impo an e po que o gêne o e a ge almen e usado pa a
ca ac e iza um animal, mesmo em casos ambíguos. Po exemplo, em um dos in en á ios
pos e io es de Radziwiłł de 1765 (In . XXVI-883: 1), dois ca alos "he ma odi as" são
mencionados, no en an o, eles são e e idos como "es alei os" (ogie <...> a mo ody ). No
en an o, em mui os casos, o sexo do animal não é especi icado nas on es analisadas. Nesses
casos, escolhi o gêne o mais p o á el com base no gêne o g ama ical e no signi icado do nome.
Algumas o mas, po ém, não são imedia amen e ób ias. Po exemplo, Ka ona, que pa ece se um
nome eminino de ido à sua o ma g ama ical, acabou po se o nome de um ga anhão. Nem odos
os hipônimos e am acilmen e legí eis, e em alguns casos, os esc i o es dis o ce am ce as
o mas. Além disso, ha ia casos em que não e a cla o se uma pala a em pa icula se e e ia a
um nome p óp io ou a uma ca ac e ís ica de um ca alo, como sua apa ência, disposição ou
o igem. Isso oi especialmen e desa iado com as o mas emininas, já que os au o es dos
in en á ios mui as ezes ca ac e iza am as éguas usando adje i os, alguns dos quais pode iam
e sido usados como hiponímicos. No en an o, consegui iden i ica 434 unidades léxicas (106
o mas emininas e 328 masculinas) que o am, sem dú ida, […] ou, em alguns casos,
p o a elmen e […] usadas como hiponímicos.
Es e a igo em como obje i o es abelece os p incípios da con enção de nomeação de ca alos
nos ebanhos de Radziwiłł. Embo a não se desconside e a in o mação sob e os ca alos con ida
neles (como gêne o e ca ac e ís icas), é impo an e econhece que esses nomes o am c iados
e usados po humanos. Como al, ambém e le o sob e os aspec os da his ó ia humana que
e elam.
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Pa a alcança es es objec i os, odas as o mas são enume adas e pos e io men e analisadas.
Meus in e esses pa icula es es ão em sua e imologia, com oco na de e minação da língua de
o igem e sua semân ica. Eu os ca ego izo em campos semân icos e en o in e i as mo i ações
po ás do uso dessas o mas pa icula es como hiponímicos. Isso le a a conclusões sob e os
c iado es e usuá ios dos nomes - sua men alidade e ho izon es in elec uais. No ex o, eu uso
análise quali a i a. Es a abo dagem é jus i icada po uma en a i a de esponde às pe gun as
de como os ca alos o am nomeados e po que esses nomes o am escolhidos. O ma e ial de
o igem é p o a elmen e incomple o (é p o á el que mui os mais ca alos i essem nomes, mas
es es não o am egis ados), e algumas das o mas que encon amos le an am dú idas, como
mencionado acima. Além disso, nem semp e podemos e ce eza de que um nome eco en e se
e e e ao mesmo animal ou a animais di e en es. Po essas azões, abs e i-me de de e mina a
equência de hiponímes pa icula es ou seus g upos, pois os esul ados p o a elmen e se iam al amen e ques ioná eis.
2. Hipônimos
Os nomes es ão lis ados abaixo em o dem al abé ica no caso nomina i o. A o og a ia o iginal é
man ida. As a ian es de hiponímicos (incluindo e os o og á icos) es ão odas incluídas,
sepa adas po linhas de co e, com a o ma mais p ecisa dada em p imei o luga . Todas as on es
são ci adas en e pa ên eses e o ganizadas c onologicamen e. Di e en es hipônimos são sepa ados po pon os e í gulas.
Hipônimos emininos:
Aisie (In . XXIX-249: 3); e An ea (In . XXIX-249: 3); e A achna (In . XXVI-261: 4) Rachna
(In . XXVI-809: 6, 8); ou A iadna (In . XXIX-249: 3; In . XXVI-809: 8) A yiadna (In .
XXVI-261: 4) A yanna (In . XXVI-809: 6); A mida (In . XXIX-249: 3); A emissia (In .
XXVI-261: 4) A chamissa (In . XXVI-809: 6, 8); ou Asp a (In . XXIX-249: 3); As ea (In .
XXVI-809: 8); e A alan a (In . XXVI-17: 50, 83, 89, 94; In . XXIX-249: 3; In . XXVI- 192: 1)
A alan a (In . XXVI-17: 75) A alan a (In . XXVI-17: 40) A alan as (In . XXVI-17: 40) A alan a (In . XXVI-17: 75) A alan a (In . XXVI: 75) A alan a (In . XXVI: 40) A alan a (In . XXVI: 40) A alan a (In .
XXVI-809: 8); e
Badessa (In . XXIX-249: 4); Baszanka (In . XXVI-17: 28, 3132, 49, 63, 65, 67, 7275, 83, 94,
101, 107) Baszan ka (In . XXVI-17: 20, 2324, 60); Beladona (In . XXVI-17: 22, 29, 48, 49, 60,
75, 97, 108) Belladona (In . XXVI-17: 27, 31, 32, 69, 83, 101; In . XXIX-249: 1, 4) Bella donna
(In . XXVI-17: 40) Beliadona (In . XXVI-17: 65) Bela ona (In . XXVI-17: 14); Bekulsza (In .
XXVI-17: 28, 30, 32, 48, 66[…]68, 71, 83, 87) Biekulsza (In . XXVI-17: 60, 107); Bellona (In .
XXVI-192: 1; In . XXVI-809: 8); Be a (In . XXIX- 249: 4); Białog odka (In . XXVI-17: 23,
27, 2930, 49, 53, 56, 60, 68, 72, 76, 8283, 89, 94, 101, 105); Bisua (In . XXIX-249: 4); Blanka (In .
XXVI-17: 102); B odka (In . XXVI-17: Comissão das Comunidades Eu opeias
37, 84);
Camilla (In . XXIX-249: 5); Ce es (In . XXVI-261: 4) Cy ys (In . XXVI-809: 6, 8); ou
Cicalina (In . XXIX-249: 5); e Ciciliana (In . XXIX-249: 5); Ciciluzsa (In . XXIX-249: 5); e
6
Cicisca ina (In . XXIX-249: 5); e Cin hia (In . XXIX-249: 5); Co u ea (In . XXIX-249: 5)
Czeszka (In . XXVI-17: 63);
Dama (In . XXVI-17: 21, 23, 48, 65, 89, 94, 105; In . XXIX-249: 6); Dąmzella (In .
XXIX-249: 6); Deka (In . XXIX-249: 6); e (In . XXIX-249: 6) Dianna (In . XXVI- 192: 1)
Dyanna (In . XXVI-809: 8) Dyianna (In . XXVI-261: 4); ou Dido (In . XXVI-809: 8);
Dola yczka (In . XXVI-17: 27, 29, 54, 57, 82) Dola iczka (In . XXVI-17: 7273, 82);
Do inda (In . XXIX-249: 6); e D opka (In . XXVI-17: 32, 49, 83, 89, 95, 102, 106); D yada
(In . XXVI-809: 6, 8) D yiada (In . XXVI-261: 4); ou
Emne (In . XXIX-249: 7);
Fa a ella (In . XXIX-249: 8); e Fá ima (In . XXVI-17: 101, 104); Fa ma (In . XXIX-
249: 8); Flo a (In . XXVI-192: 1; In . XXVI-809: 6, 8); Fo una (In . XXVI-17: 20, 23, 32,
50, 60, 67, 69, 75, 83, 87, 91, 102; In . XXIX-249: 8); Ga ba a (In . XXVI-17: 72[…]73, 76, 82,
101); Giul (In . XXIX-249: 9); Gwiazda (In .
XXVI-17: 63; In . XXIX-249: 9); e
Hasanka (In . XXVI-17: 27, 29, 31[…]32, 53[…]54, 56, 69, 76, 82[…]83, 89, 95, 105[…]106)
Hasan ka (In . XXVI-17: 24, 60) Asanka (In . XXVI-17: 72); (In . XXVI-261: 4) Iwa (In .
XXVI-809: 6, 8); Io I ys (In . XXVI-809: 8); e Juno (In . XXVI-192: 1; In . XXVI-261: 4; In .
XXVI-809: 6, 8); Kadyn (In . XXIX-249: 13); Ka onka (In . XXVI-17: 29, 54, 57, 63, 73, 76, 82,
107); Kawka (In . XXIX-249: 13); Kie ime (In . XXIX-249: 13); e Klo ys (In . XXVI-261: 4)
Flo ys (In . XXVI-809: 6); ou Kma ica (In . XXIX-249: 2); e Ko nice (In . XXIX-249: 13); e
Co ona (In . XXIX-249: 13); e Kosa a (In . XXVI-17: 63, 102, 105); Kosminka (In . XXVI-17:
63); Kusiade
(In . XXIX-249: 13); e
Lau a (In . XXIX-249: 14); Lą ka (In . XXVI-17: 63); Lucca (In . XXIX-249: 14); Lucina (In .
XXVI-192: 1) Lucina (In . XXVI-809: 8); (In . XXVI-809: 8) Lucina (In . XXVI-809: 8) Luna
(In . XXVI-17: 27, 29, 50, 67, 101); e ambém Lisica (In . XXVI-17: 63); Łachewka (In .
XXVI-809: 8); Ładna (In . XXVI-809: 7; In . XXVI-320: 4); Mała (In . XXVI-809: 7); Mamka
(In . XXVI-17: 63); Ma szałkowna (In . XXVI-17: 102); Ma ica (In . XXIX-249: 15); e
Menica (In . XXIX-249: 15); Misu ka (In . XXVI-17: 24, 27, 29, 3132, 49, 55, 60, 65, 67, 69,
7273, 77, 82, 87, 95, 101) Mysu ka (In . XXVI- 17: 83); Musulmanka (In . XXVI-17: 101);
Na cissa (In . XXIX-249: 16); Niszczycha (In . XXVI-17: 65, 67, 72[…]73, 75, 82, 101); Nizka
(In . XXIX-249: 16); Nozde ka (30, 32, 48, 60, 63, 66, 68, 73, 87, 101, 108) Nasde ka (In .
XXVI-17: 83) Nozdo ka (In . XXVI-17: 82); Nozka (In . XXVI-17: 63); O lianka (In . XXVI-17:
63); O ega (In . XXIX-249: 17); Oszmianka (In . XXVI-17: Comissão das Comunidades
Eu opeias
63);
Pallas (In . XXVI-809: 8); Pando a (In . XXVI-192: 1; In . XXVI-809: 8); Panna (In .
XXVI-17: 40, 103; In . XXIX-249: 1, 18); Pa aska (In . XXVI-17: 90); e Pé sia (In .
XXVI-17: 32, 52, 56, 60, 72, 76, 82, 85, 89, 94, 105); Piękna (In . XXVI-809: 7; In . XXVI-
7
320: 4); Podlaszanka (In . XXVI-17: 63); Pomona (In . XXVI-192: 1; In . XXVI-809: 6, 8);
Ponczoska (In . XXVI-17: 41); P oze pina (In . XXVI-192: 1; In . XXVI-261: 4);
Ilus ação 1. In . (em inglês) XXVI-39: 1 (em inglês)
8
Ilus ação 2. In . (em inglês) XXVI-192: 1 (em inglês)
9
Ilus ação 3. In . (em inglês) XXVI-277: 1 (em inglês)
16
Vale a pena no a que os exemplos ussos analisados po E. Va niko a, a é ce o pon o, se
e e iam aos mesmos campos semân icos: a apa ência dos animais, e nônimos, opônimos, ca gos,
an oponímos, ou as espécies animais. No en an o, eles não o am emp es ados de ou as
línguas (Va niko a 2020). Semelhan es e am as mo i ações po ás dos nomes dos ca alos dos
Moncadas na Sicília, que ambém e am baseados quase exclusi amen e na língua local, com uma
exceção la ina (Cas iglione 2021).
Ilus ação 4. In . (em inglês) XXIX-249: 23 ( e são em inglês)
17
Ainda não es á cla o exa amen e como o p ocesso de c iação de hipônimos nos ebanhos de
Radziwiłł uncionou. O ma e ial da on e indica apenas que, às ezes, as ilhas e am nomeadas após
suas mães (In . XXVI-17: 27, 32).
Como discu ido ao longo da análise, os hiponimos o am de i ados de pala as em á ios idiomas,
sendo o polonês, o u co e o i aliano os mais comumen e usados. Há ambém exemplos do la im e do
g ego an igo (p o a elmen e a a és do la im) no caso de igu as mi ológicas. Os casos de nomes
de i ados di e amen e do la im são a os. Alguns exemplos podem se as eados às pala as
espanholas […] às o mas mencionadas acima, podemos adiciona Chidalgo (( hidalgo […] nob e […]) e
O ega (um sob enome). Apenas um nome pa ece e se o iginado di e amen e do alemão. Um
exemplo li uano é B olis ("i mão").
Conclusões
Os hipônimos usados nos ebanhos de Radziwiłł cons i uem um g upo ico e a iado de unidades
léxicas. Como demons ado, esses nomes o mam um sis ema de nomeação delibe ado que
ambém pode se en endido no con ex o de enômenos his ó icos e cul u ais mais amplos. A
p esença de nomes de ca alos que se e e em ao mundo muçulmano apenas nos in en á ios do
século XVII pode es a ligada à his ó ia polí ica e mili a da Commonweal h polaco-li uana,
pa icula men e os con li os com o Impé io O omano e as in asões á a as. Após o T a ado de
Ka lowi z (1699), essas p eocupações desapa ece am em g ande pa e da paisagem his ó ica,
embo a an e io men e i essem sido signi ica i as pa a os habi an es do es ado.
Independen emen e de suas o igens linguís icas, odos os hipônimos o am il ados a a és do
sis ema da língua polonesa. Um exemplo no á el disso é a o ma lexionada A achna em ez do
A achne indecliná el o iginal. É impo an e lemb a que odos os in en á ios o am esc i os em
polonês, que p o a elmen e e a a única língua em que os au o es podiam esc e e . O ac o de
alguns nomes es angei os e em sido aduzidos pa a o polonês no In . XXIX-249 apoia ainda mais
a ideia de que a língua polonesa desempenhou um papel-cha e. É plausí el que os au o es não
es i essem amilia izados com as línguas es angei as das quais se o igina am os hipônimos, o
que pode explica po que alguns deles es ão dis o cidos.
Os esc i o es dos in en á ios p o a elmen e não e am bem educados. Po exemplo, o In .
XXVI-809 oi p o a elmen e esc i o po alguém com pouco ou nenhum conhecimen o de mi ologia,
que egis ou os nomes de igu as mi ológicas à medida que os ou ia. Isso ajuda a explica a
p esença de o mas dis o cidas como Iwa, Rachna e Cy ys em ez de Io, A achne e Ce es. A
maio ia dos nomes mi ológicos pode se a ibuída ao empo de Michał Kazimie z Radziwiłł, que
oi ensinado li e a u a e a e clássicas (Kucha ski 2022: 82[…]83, 92), e que pode e desempenhado
um papel na c iação desses hiponímicos.
É cla o que alguns dos nomes o am usados pa a di e en es ca alos ao longo do empo. Po
exemplo, Skoczek oi egis ado em 1620-1621 e 1735-1736. Mesmo ca alos que i iam ao mesmo
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empo podiam compa ilha o mesmo nome, como e idenciado, po exemplo, em 1629, quando dois
animais o am nomeados Wezi , um dos quais oi ca ac e izado como " elho" (In . XXVI-39: 12). A
pesquisa suge e que os ca alos podem esponde a pala as únicas, desde que sejam usadas de
o ma consis en e. Is o pode aplica -se aos seus nomes (S achu ska e al. 2024). No en an o,
pe manece ince o como e se os hipônimos analisados o am usados na p á ica nos ebanhos de
Radziwiłł. Alguns nomes, de ido ao seu comp imen o ou à oné ica di ícil (po exemplo,
Ka akaszbasza), pa ecem al amen e imp a icá eis pa a uso egula .
De e ambém se no ado que nem odos os ca alos pe encen es aos Radziwiłłs o am
egis ados com nomes. Na e dade, mais animais o am simplesmen e desc i os po suas
ca ac e ís icas ísicas, como "um ca alo de baía" (In . XXVI-310: 2), ou o am me amen e
con ados (po exemplo, In . XXVI-445). Isso suge e que os ca alos cujos nomes são egis ados e am
conside ados mais aliosos po seus donos. Is o é ainda mais e idenciado pelos in en á ios que
en a izam as genealogias dos animais e as es a égias de ep odução u ilizadas (mais cla amen e
ilus adas no In . XXVI-17 […] e ambém as Ilus ações 2 e 3). Esses animais p o a elmen e e am
is os como sinais de p es ígio, em ez de me as o ças de abalho. Dada a na u eza so is icada
de mui os dos hiponímicos, é azoá el supo que esses nomes desempenha am um papel simbólico
semelhan e. De ido à sua so is icação e e imologia es angei a, eles p o a elmen e e am menos
p á icos do que os exemplos ussos e i alianos analisados, espec i amen e, po E. Va niko a e M.
Cas iglione (Va niko a 2020; Cas iglione 2021), embo a em odos os ês casos, os hipônimos ossem
mo i ados de o ma semelhan e. No en an o, a ques ão pe manece abe a pa a a pesquisa
compa a i a, o que exigi ia uma maio explo ação dos ecu sos de a qui o pa a exemplos ainda
desconhecidos. Além disso, se ia alioso compa a hiponímicos com ou os zoonímicos. Po
exemplo, embo a o a igo de Kamil F ejlich (2025) não se concen e p incipalmen e em zoonímicos,
ele o e ece in o mações sob e os nomes de cães de p op iedade dos Radziwiłłs. Tal como
acon ece com os nomes dos ca alos, es es ambém e am baseados nas ca ac e ís icas dos
animais. No en an o, em con as e com os hipopônimos, eles ambém se e e iam à caça, pa a a qual
os cães e am usados, e a sons e ins umen os musicais, que aludi am a lad a e ui a . A abundância
de nomes de cães do início do mode no nos A qui os de Va só ia dos Radziwiłłs, e po encialmen e
ou as o mas zoonímicas em di e en es coleções de a qui o do pe íodo, pe manece uma á ea
p omisso a pa a mais pesquisas. Como demons ado acima, a análise de hipônimos dos ebanhos de
Radziwiłł pode le a a conclusões sob e a men alidade e os ho izon es in elec uais dos magna as
e, possi elmen e, de sua comi i a: seu ascínio pelo mundo muçulmano (embo a, pelo menos em
pa e, alimen ado pela ameaça mili a ), seu in e esse na mi ologia clássica, uma a ação um pouco
excên ica po línguas es angei as, sua pe ença ao cí culo cul u al de língua polonesa e o ní el
de es ima que eles de am aos ca alos em seus es ábulos. As dis o ções nas o mas linguís icas,
po sua ez, pe mi em in e i um ní el limi ado de compe ência cul u al en e os se os mais
baixos, mas al abe izados, dos Radziwills. Sem dú ida, pesquisas análogas, que lançam luz sob e
di e en es aspec os da his ó ia social e cul u al, ambém pode iam se conduzidas usando ou os
exemplos.
19
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Rad ilos i jų a kliai: XVII i XVIII amžiaus ži gų a dai magna ų šeimos
bandų in en o iuose
SANTRAUKA (em inglês)
S aipsnyje analizuojami 16121742 m. in en o iuose už iksuo i ži gų a dai, a o i ijų Rad ilų
giminės magna ų K is upo, Bogusla o i Mykolo Kazimie o bandose. A p imei a dessas bandos oi
laikomos Lie u os Didžiojoje Kunigaikš ys ėje, aip pa Palenkėje, Voluinėje, Ku šo i Žiemgalos
kunigaikš ys ėje. Iš iso išaiškin i 434 a dai, iš ku ių 106 mo e iškos i 328 y iškos o mos.
S aipsnyje šie a dai iš a dy i, a lik a kokybinė jų analizė. Os esul ados das análises e elam
que o sis ema en ou em pe igo. Ži gų a dai dažnai nu odo gy ūnų ypa ybes, įskai an jų
iš aizdą, elgesį i g eičiausiai kilmės ie ą. Be o, kele as a dų, su eik ų kumelėms, bu o siejama
su mo e iškumo i g ožio są okomis, o ži gų pa inams su ko a, d ąsa i a nyba. G aikų i omėnų
mi ologija eikšmingas a dų įk ėpimo šal inis, ypač mo e iškos giminės ži gų a dų.
Ki i a dai kilę iš bend ųjų į ai ių gy ūnų ūšių, ypač žinduolių i paukščių, pa adinimų. Va das
ambém es ão elacionadas com o mundo dos muçulmanos, pa enkan a dus em asi
pa eigybėmis, i ulais, e nonimais, eligija, is o inių asmenybių i žmonių asmen a džiais. Šias
į a dijimo aplinkybes g eičiausiai lėmė poli iniai i ka iniai san ykiai a p Abiejų Tau ų
Respublikos i Osmanų impe ijos bei jos san ykiai su o o iais. Dauguma ži gų a dų
23
g indžiami lenkiškais, u kiškais, i ališkais žodžiais, no s pasi aikė i lie u ių bei ki ų kalbų
žodžių.
Daugelis in en o inių a dų y a išk aipy ai už ašy i, o ai gali bū i su susiję uo, kad au o iai, be
lenkų kalbos, užsienio kalbų g eičiausiai nemokėjo a neišmanė klasikinės mi ologijos. Galiausiai
esses ži gų a dų y imas su eikia e ingos in o macijos apie Rad ilų šeimos men ali e ą i
in elek uinius ho izon us.