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A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO ALIADA NA COMUNICAÇÃO E GESTÃO ACADÊMICA: EXPERIÊNCIA DO CURSO DE MEDICINA DO UNIPÊ COM O USO DO CHATGPT

Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ

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19 A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO ALIADA NA COMUNICAÇÃO E GESTÃO ACADÊMICA: EXPERIÊNCIA DO CURSO DE MEDICINA DO UNIPÊ COM O USO DO CHATGPT Tatianne Soares de Andrade – Curso de Medicina - [email protected] Fernanda Cavalcante da Costa – Curso de Medicina - [email protected].br Ednalda Alves da Silva – Curso de Medicina – [email protected] DOI 10.5281/zenodo.17498202 O avanço das tecnologias baseadas em inteligência artificial (IA) tem provocado transformações significativas em diferentes áreas, inclusive na educação. Ferramentas como o ChatGPT e o Copilot, desenvolvidas para compreender e gerar linguagem natural, vêm sendo cada vez mais exploradas como apoio em atividades administrativas e pedagógicas. No curso de Medicina do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê), a secretaria acadêmica passou a utilizar o ChatGPT e o Copilot para otimizar dois processos essenciais: a criação de cards informativos destinados aos estudantes e a reestruturação textual das atas de reuniões do curso. Esta experiência, conduzida pelas secretárias da graduação, mostrou como a IA pode contribuir positivamente para a melhoria da comunicação interna e a padronização documental. A adoção do ChatGPT e do Copilot ocorreu inicialmente como uma estratégia para agilizar e profissionalizar a elaboração de cards digitais com comunicados importantes para os alunos. Essas peças informativas são utilizadas para divulgar datas de reuniões, orientações sobre provas, prazos institucionais e outros assuntos relevantes. Com a utilização dessas ferramentas, passou a ser possível gerar textos claros, objetivos e com 20 linguagem adequada ao perfil acadêmico, garantindo maior assertividade na comunicação e reduzindo o tempo necessário para a produção dos conteúdos. Paralelamente, também identificou-se a oportunidade de aplicar a ferramenta na revisão e padronização das atas das reuniões realizadas no âmbito do curso, visando corrigir erros de digitação, melhorar a organização textual e garantir coerência e formalidade nos documentos oficiais. A metodologia adotada consistiu em integrar o ChatGPT e o Copilot às rotinas já existentes. Para isso, foram desenvolvidos comandos (ou prompts) claros e específicos, explicando à ferramenta qual era a tarefa a ser realizada, o público-alvo e o tipo de linguagem desejado. Por exemplo, para a criação de cards, solicitava-se: “Gerar texto curto e objetivo para card com aviso de reunião obrigatória do curso de Medicina, incluindo data, horário e local”. Já para as atas, o comando incluía orientações como: “Revisar ata de reunião, corrigindo erros gramaticais e melhorando a fluidez do texto sem alterar o conteúdo”. A partir desses comandos, eram geradas sugestões que são avaliadas e ajustadas pela equipe da secretaria conforme necessário. No desenvolvimento dessa experiência, observou-se um ganho expressivo de tempo e qualidade. Os textos passaram a ser produzidos com mais rapidez, e os conteúdos apresentaram maior coesão, clareza e correção linguística. Além disso, a uniformidade no estilo da linguagem institucional foi outro benefício relevante, pois fortaleceu a identidade comunicativa do curso diante dos estudantes. As atas de reunião, por sua vez, tornaram-se mais organizadas, com melhor apresentação dos tópicos discutidos e decisões tomadas, o que facilita o arquivamento e futuras consultas. Houve ainda uma melhoria na compreensão por parte da coordenação e dos docentes que utilizam esses registros para embasamento de ações e deliberações. Os impactos observados foram diversos. Entre os principais, destacam-se a otimização dos fluxos de 21 trabalho na secretaria, a redução da necessidade de revisão externa dos documentos, o aumento da produtividade das profissionais envolvidas e a valorização do trabalho administrativo por meio da incorporação de recursos tecnológicos atualizados. A ferramenta também contribuiu para a formação continuada da equipe, que passou a dominar estratégias básicas de uso de IA e compreender suas aplicações no contexto educacional. A comunicação com os alunos tornou-se mais eficaz e os documentos institucionais mais confiáveis e consistentes. Diante dos resultados obtidos, pode-se afirmar que o uso do ChatGPT e do Copilot como ferramenta de apoio à comunicação e à gestão acadêmica no curso de Medicina do Unipê trouxe benefícios significativos. Sua aplicação prática nas tarefas rotineiras demonstrou que, quando bem orientada e supervisionada, a inteligência artificial não substitui o trabalho humano, mas o potencializa. As secretárias, enquanto profissionais responsáveis pela organização e fluxo de informações do curso, mostraram-se protagonistas no uso consciente e estratégico da tecnologia, contribuindo diretamente para a qualificação dos processos internos e para a melhoria do relacionamento com alunos, professores e coordenação. Considerando os avanços já alcançados, recomenda-se a continuidade do uso dessas ferramentas nas rotinas da secretaria, bem como a ampliação dessa experiência para outros setores da instituição. A formação de servidores e colaboradores para o uso ético e eficiente de ferramentas baseadas em IA pode representar um diferencial na modernização da gestão educacional, promovendo inovação com responsabilidade. REFERÊNCIAS: BRASIL. Ministério da Educação. Referenciais para uso de Inteligência 22 Artificial na Educação Básica e Superior. Brasília, DF: MEC, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mec. Acesso em: 29 out. 2025. SANTAELLA, Lúcia. A inteligência artificial na educação: desafios, limites e possibilidades. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 28, p. 1-20, 2023. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-24782023280001