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IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA INTEGRADO PARA GESTÃO DE CLÍNICA ESCOLA: EXPERIÊNCIA COM O FEEGOW NA MEDICINA VETERINÁRIA DO UNIPÊ

Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ

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147 IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA INTEGRADO PARA GESTÃO DE CLÍNICA ESCOLA: EXPERIÊNCIA COM O FEEGOW NA MEDICINA VETERINÁRIA DO UNIPÊ Alexandre Ferreira Xavier – Curso de Medicina Veterinária – [email protected].br João Paulo de Lacerda Roberto – Curso de Medicina Veterinária – [email protected] DOI 10.5281/zenodo.17498887 A adoção de tecnologias digitais na gestão de clínicas universitárias tem se consolidado como uma estratégia fundamental para a modernização dos processos institucionais, ampliação da acessibilidade à informação e qualificação dos serviços prestados à comunidade acadêmica e à população em geral. No âmbito do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), foi implementado, no ano de 2024, o sistema Feegow, uma plataforma especializada na gestão de clínicas e consultórios. Essa iniciativa, de caráter institucional, teve como objetivo central a padronização e centralização dos fluxos operacionais da clínica escola, promovendo maior controle, organização e eficiência nos processos administrativos e assistenciais. A metodologia de implantação envolveu a substituição de registros manuais e planilhas descentralizadas por um sistema digital integrado, capaz de concentrar, em um único ambiente, funcionalidades como agendamento de consultas, prontuário eletrônico, controle de estoque, parametrização de valores de procedimentos e geração de relatórios gerenciais. O processo foi precedido por capacitações direcionadas às equipes técnica e docente, além de um período de ambientação com a ferramenta, o qual demandou a reestruturação de rotinas e a adaptação dos fluxos 148 internos às novas exigências tecnológicas. Essa etapa foi essencial para garantir a adesão dos usuários e a eficácia da transição digital, minimizando resistências e promovendo uma cultura de inovação institucional. Durante a execução da prática, três funcionalidades se destacaram como eixos estruturantes da transformação digital: a integração de dados clínicos e administrativos, que eliminou a fragmentação da informação e reduziu a necessidade de solicitações intersetoriais; a gestão automatizada de agendas, que possibilitou o controle preciso dos atendimentos, otimizando a utilização dos consultórios e prevenindo conflitos de horários; e a padronização dos valores dos procedimentos, que conferiu maior transparência, segurança e equidade aos processos de cobrança e atendimento. Esses avanços contribuíram diretamente para a melhoria da experiência dos usuários e para a eficiência da gestão clínica. Os impactos observados foram expressivos. Houve aprimoramento da organização da rotina clínica, com redução de retrabalho, aumento da previsibilidade das demandas e maior agilidade na tomada de decisões. A geração de relatórios semestrais, anteriormente realizada de forma manual, passou a ser automatizada, o que facilitou a prestação de contas e subsidiou o planejamento estratégico do curso. A acessibilidade às informações também foi ampliada, uma vez que o sistema permite acesso remoto e seguro, em conformidade com os princípios estabelecidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo a confidencialidade e a integridade dos dados sensíveis. A experiência do UNIPÊ está alinhada com a literatura contemporânea sobre Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) aplicadas à gestão em saúde. Rocha (2015) destaca que a adoção de TICs demanda novas formas de organização institucional e qualificação dos profissionais, promovendo maior eficiência e integração. De forma complementar, Bender et al. (2024) 149 ressaltam que a inovação tecnológica na gestão clínica tem potencial para elevar a qualidade dos serviços e a experiência dos usuários, desde que acompanhada de processos contínuos de capacitação e adaptação organizacional. Conclui-se que a implantação do sistema Feegow na clínica escola de Medicina Veterinária do UNIPÊ configura-se como uma prática institucional exitosa no campo da acessibilidade e da inovação tecnológica. A continuidade do uso da plataforma, aliada à formação permanente das equipes envolvidas, tende a consolidar uma cultura organizacional orientada à excelência, à sustentabilidade e à inovação na gestão universitária, contribuindo para a formação de profissionais mais preparados para os desafios contemporâneos da saúde digital. REFERÊNCIAS ROCHA, J. S. Tecnologias da informação e comunicação na educação em saúde: desafios e perspectivas. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 39, n. 1, p. 123–130, 2015. BENDER, L. M.; SILVA, R. A.; COSTA, M. F. Plataformas digitais na atenção primária: impactos na prática clínica e na gestão em saúde. Revista de Gestão em Saúde, v. 15, n. 1, p. 45–58, 2024.