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TECNOLOGIA COMO ALIADA NO PROCESSO FORMATIVO: VIVÊNCIAS DO ESTÁGIO EM ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ

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273 TECNOLOGIA COMO ALIADA NO PROCESSO FORMATIVO: VIVÊNCIAS DO ESTÁGIO EM ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE Hilânia Souza de Araújo – Curso de Fisioterapia – hilan[email protected] Márcia Larissa Pereira de Lima – Curso de Fisioterapia – mllim[email protected] Rafaela Gerbasi Nóbrega Quartarone – Curso de Fisioterapia – [email protected] Olívia Galvão Lucena Ferreira – Curso de Fisioterapia - olivia.[email protected] DOI 10.5281/zenodo.17499145 O Estágio Supervisionado em Atenção Básica constitui um marco fundamental na trajetória formativa dos estudantes de fisioterapia, representando uma oportunidade singular de vivência prática no território e de consolidação de competências profissionais. Esta experiência promove a integração do acadêmico com a comunidade, favorecendo o exercício da autonomia, da criatividade e da capacidade de resolução de problemas diante dos múltiplos desafios encontrados no cotidiano do serviço de saúde. Inseridos em um ambiente multiprofissional, os discentes têm a possibilidade de aplicar, refletir e ressignificar conhecimentos adquiridos na graduação, ao mesmo tempo em que desenvolvem habilidades interpessoais e tecnológicas essenciais para a prática clínica contemporânea. O estágio na Atenção Básica, em especial no âmbito da Estratégia Saúde da Família (ESF) e da Equipe Multiprofissional da Atenção Básica (eMulti), possibilita ao aluno de fisioterapia atuar como agente de intervenção no processo saúde-doença, considerando os diferentes níveis de prevenção 274 e promovendo uma visão integral do cuidado. Neste contexto, o uso da tecnologia surge como um recurso transversal, que potencializa a aprendizagem, a prática assistencial e a comunicação com a comunidade. Desde a preparação inicial, que envolve o acesso a materiais digitais, instrumentos de avaliação e conteúdos de educação em saúde, até as ações realizadas nos diferentes territórios, observa-se que as ferramentas tecnológicas desempenham papel relevante na mediação do conhecimento e na ampliação do alcance das intervenções. As atividades desenvolvidas ao longo do semestre incluem rodas de conversa em Unidades de Saúde da Família, ações educativas em escolas, Centros de Apoio Psicossocial, grupos operativos realizados em espaços públicos, além de atendimentos fisioterapêuticos individuais e domiciliares para pacientes acamados ou restritos ao leito. Em todas essas práticas, a integração com recursos tecnológicos, seja na preparação do conteúdo, na elaboração de materiais de apoio, no uso de vídeos e apresentações digitais ou no compartilhamento de informações em plataformas, contribuiu para maior dinamismo e impacto das atividades. No âmbito do Programa Saúde na Escola (PSE), os estudantes tiveram a oportunidade de explorar temáticas atuais e estreitamente relacionadas ao desenvolvimento de habilidades mediadas pela tecnologia. Foram discutidos assuntos como os riscos do uso prolongado de telas, cyberbullying, sedentarismo e saúde mental, os quais estão diretamente associados às novas demandas sociais advindas do avanço tecnológico e do uso intensivo de dispositivos digitais. A abordagem desses temas não apenas promoveu a conscientização da comunidade escolar, como também desafiou os discentes a utilizarem a tecnologia de maneira crítica e responsável, transformando-a em aliada no processo de educação em saúde. Além disso, a elaboração de estratégias de comunicação para adolescentes e jovens exigiu dos 275 futuros fisioterapeutas o desenvolvimento de competências digitais, como a criação de conteúdos atrativos em linguagem acessível, a utilização de recursos audiovisuais para reforçar mensagens educativas e a adaptação de informações científicas ao contexto local. Tais práticas configuram-se como oportunidades concretas par o desenvolvimento de habilidades por meio da tecnologia, uma vez que permitem ao discente exercitar tanto a capacidade técnica de intervenção em saúde quanto a habilidade de dialogar com diferentes públicos utilizando ferramentas digitais. Portanto, o estágio supervisionado na Atenção Básica, ao articular prática clínica e interação com a comunidade por meio do uso da tecnologia, configura-se como espaço privilegiado para o desenvolvimento de competências essenciais à formação do fisioterapeuta contemporâneo. As atividades realizadas favorecem a consolidação de habilidades técnicas, pedagógicas e digitais, preparando os futuros profissionais para enfrentar os desafios de um mundo em constante transformação. A experiência relatada demonstra que a tecnologia, quando utilizada de forma crítica e criativa, não substitui a relação humana, mas potencializa os processos de ensino, aprendizagem e cuidado, contribuindo para uma formação integral e socialmente comprometida. REFERÊNCIAS BATISTON, Adriane Pires et al. Implantação de uma nova proposta pedagógica para o estágio supervisionado em fisioterapia na atenção básica: relato de experiência. Cadernos de Educação, Saúde e Fisioterapia, v. 4, n. 8, 2017. BENDER, Janaína Duarte et al. O uso de Tecnologias de Informação e Comunicação em Saúde na Atenção Primária à Saúde no Brasil, de 276 2014 a 2018. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 29, n. 1, e19882022, jan. 2024. DOI:10.1590/1413-81232024291.19882022.