152 JNT - FACIT BUSINESS AND TECHNOLOGY JOURNAL - ISSN: 2526-4281 - QUALIS B1 ANO 2025 – MÊS DE SETEMBRO - FLUXO CONTÍNUO – Ed. 66. Vol. 1. Págs. 153-166 DOI: 10.5281/zenodo.17193517
ALZHEIMER E A EVOLUÇÃO DO TRATAMENTO NA ÚLTIMA DÉCADA: UMA REVISÃO DE LITERATURA. Rodolfo Lima ARAÚJO; Gabrielly Martins da Silva BARROS; Mariana Pereira Duarte LEMOS; Mario Neto Vieira MACHADO. JNT Facit Business and Technology Journal. QUALIS B1. ISSN: 2526-4281 - FLUXO CONTÍNUO. 2025 – MÊS DE SETEMBRO - Ed. 66. VOL. 01. Págs. 153-166. http://revistas.faculdadefacit.edu.br. E-mail:
[email protected]. 153 ALZHEIMER E A EVOLUÇÃO DO TRATAMENTO NA ÚLTIMA DÉCADA: UMA REVISÃO DE LITERATURA ALZHEIMER'S AND THE EVOLUTION OF TREATMENT IN THE LAST DECADE: A LITERATURE REVIEW Rodolfo Lima ARAÚJO Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos (UNITPAC) E-mail: [email protected] ORCID: http://orcid.org/0000-0003-1615-0997 Gabrielly Martins da Silva BARROS Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos (UNITPAC) E-mail: [email protected] ORCID: http://orcid.org/0000-0002-3545-0031 Mariana Pereira Duarte LEMOS Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos (UNITPAC) E-mail: [email protected] ORCID: http://orcid.org/0000-0001-8182-2564 Mario Neto Vieira MACHADO Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos (UNITPAC) E-mail: [email protected] ORCID: http://orcid.org/0000-0002-3002-9483 RESUMO A Doença de Alzheimer (DA) é uma condição progressiva caracterizada pelo acúmulo de placas de beta-amiloide e emaranhados neurofibrilares de proteína tau, resultando em perda sináptica e morte neuronal. Os principais sinais e sintomas incluem comprometimento progressivo da memória, desorientação espaciotemporal, dificuldades de linguagem e alterações comportamentais. Este estudo realizou uma revisão integrativa da literatura, utilizando os descritores "tratamento", "Alzheimer", "avanço" e "medicina" nas bases Google Acadêmico e SciELO, no período de 2015 a 2024. A metodologia envolveu quatro etapas: 1) busca inicial que retornou 12.600 artigos; 2) aplicação de filtros por idioma (português) e período, reduzindo para 8.130 publicações; 3) leitura de títulos e resumos com remoção de duplicados, restando 41 artigos; e 4) leitura integral que resultou na seleção final de 7 publicações após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. Os resultados demonstraram que
ALZHEIMER E A EVOLUÇÃO DO TRATAMENTO NA ÚLTIMA DÉCADA: UMA REVISÃO DE LITERATURA. Rodolfo Lima ARAÚJO; Gabrielly Martins da Silva BARROS; Mariana Pereira Duarte LEMOS; Mario Neto Vieira MACHADO. JNT Facit Business and Technology Journal. QUALIS B1. ISSN: 2526-4281 - FLUXO CONTÍNUO. 2025 – MÊS DE SETEMBRO - Ed. 66. VOL. 01. Págs. 153-166. http://revistas.faculdadefacit.edu.br. E-mail:
[email protected]. 154 p tratamento do Alzheimer avança além das terapias sintomáticas atuais, focando em estratégias modificadoras da doença. Imunoterapias com anticorpos monoclonais mostram potencial para reduzir placas amiloides e desacelerar o declínio cognitivo, mas enfrentam desafios com efeitos adversos. Abordagens promissoras também incluem a modulação metabólica e inflamatória, além de intervenções não farmacológicas. Assim, o tratamento do Alzheimer evoluiu para terapias modificadoras da doença, com destaque para anticorpos monoclonais (como Lecanemab) que removem placas amiloides e retardam a progressão, embora apresentem efeitos adversos e alto custo. No entanto, persistem desafios como a otimização da segurança, a redução de custos e o acesso equitativo, exigindo mais pesquisa e colaboração global. Palavras-chave: Alzheimer. Tratamento. Avanços. Década. ABSTRACT Alzheimer's disease (AD) is a progressive condition characterized by the accumulation of beta-amyloid plaques and neurofibrillary tangles of tau protein, resulting in synaptic loss and neuronal death. The main signs and symptoms include progressive memory impairment, spatiotemporal disorientation, language difficulties, and behavioral changes. This study conducted an integrative literature review using the descriptors "treatment," "Alzheimer's," "advance," and "medicine" in the Google Scholar and SciELO databases, covering the period from 2015 to 2024. The methodology involved four stages: 1) an initial search that returned 12,600 articles; 2) filtering by language (Portuguese) and period, reducing the number to 8,130 publications; 3) reading of titles and abstracts with removal of duplicates, leaving 41 articles; and 4) a full reading that resulted in the final selection of seven publications after applying the inclusion and exclusion criteria. The results demonstrated that Alzheimer's treatment advances beyond current symptomatic therapies, focusing on disease-modifying strategies. Immunotherapies with monoclonal antibodies show potential for reducing amyloid plaques and slowing cognitive decline, but face challenges with adverse effects. Promising approaches also include metabolic and inflammatory modulation, as well as non-pharmacological
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[email protected]. 155 interventions. Thus, Alzheimer's treatment has evolved toward disease-modifying therapies, particularly monoclonal antibodies (such as Lecanemab), which remove amyloid plaques and slow progression, although they present adverse effects and are expensive. However, challenges remain, such as optimizing safety, reducing costs, and ensuring equitable access, requiring further research and global collaboration. Keywords: Alzheimer's. Treatment. Advances. Decade. INTRODUÇÃO A doença de Alzheimer (DA), uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta a memória, cognição e função comportamental, representa um desafio crescente para a saúde global, à medida que a população envelhece (Souza, 2023). Alterações neuroquímicas e patológicas características da são, principalmente, a produção e o acúmulo anormais de duas proteínas no cérebro: o depósito de betaamiloide no espaço extracelular e a hiperfosforilação de proteína tau, no espaço intracelular (Dalgalarrondo, 2019). As proteínas amiloides interferem no funcionamento das sinapses, bem como disparam processos inflamatórios que contribuem para a perda de sinapses e da integridade dos neurônios. Além disso, por meio desses sinais, os peptídeos amiloides induzem, dentro do neurônio, a hiperfosforilação da proteína tau, uma proteína de sustentação dos microtúbulos neuronais. Há, então, a desestruturação e o colabamento dos microtúbulos celulares, com formação, dentro do neurônio, dos emaranhados neurofibrilares. Com isso, há prejuízo do transporte celular de nutrientes, proteínas e neurotransmissores e, por fim, morte neuronal intracelular (Dalgalarrondo, 2019). Em 2018, o Relatório Mundial de Alzheimer, concedido pela Alzheimer Disease International (ADI), realizou projeções globais para a demência. Em 2020, eram mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo vivendo com demência, esse número quase dobrará a cada 20 anos, com perspectivas de chegar a 82 milhões em 2030 e 152 milhões em 2050. Vale salientar ainda, que a DA afeta 50-60% das pessoas com demência. Em relação à incidência, são mais de 9,9 milhões de novos casos a cada ano em todo o mundo (Silva, 2021).
ALZHEIMER E A EVOLUÇÃO DO TRATAMENTO NA ÚLTIMA DÉCADA: UMA REVISÃO DE LITERATURA. Rodolfo Lima ARAÚJO; Gabrielly Martins da Silva BARROS; Mariana Pereira Duarte LEMOS; Mario Neto Vieira MACHADO. JNT Facit Business and Technology Journal. QUALIS B1. ISSN: 2526-4281 - FLUXO CONTÍNUO. 2025 – MÊS DE SETEMBRO - Ed. 66. VOL. 01. Págs. 153-166. http://revistas.faculdadefacit.edu.br. E-mail:
[email protected]. 156 Dessa forma, todo mundo tem lapsos de memória, mas a perda de memória associada à doença de Alzheimer persiste e piora. Com o tempo, a perda de memória afeta a capacidade de funcionar no trabalho ou em casa. Pessoas com Alzheimer podem: repetir declarações e perguntas várias vezes; esquecer de conversas, compromissos ou eventos (Dalgalarrondo, 2019). O objetivo do tratamento tem sido a sintomatologia, mas novos ambientes estão sendo explorados através de terapias que prometem alterar a progressão da doença. Abordagens farmacológicas novas, como terapias baseadas em anticorpos direcionados a agregados de proteína beta-amiloide, têm mostrado potencial em ensaios clínicos (Souza, 2023). A medicina personalizada também desempenha um papel crucial nesse cenário em evolução. A análise genômica e a identificação de biomarcadores específicos permitem a adaptação de tratamentos com base nas características individuais do paciente, aperfeiçoando a eficácia e minimizando os efeitos colaterais (Souza, 2023). REFERENCIAL TEÓRICO Características Gerais Causa mais comum de demência, responsável por 50% a 75% de todos os casos, a doença de Alzheimer (DA) é um processo neurodegenerativo, multifatorial, caracterizado pelo acúmulo de beta-amilóide em placas senis e fosforilação da proteína tau em emaranhados neurofibrilares. Esses fenômenos resultam em perdas sinápticas e neuronais que alteram as funções cognitivas e causam danos à memória, à atenção e ao raciocínio. Além do comprometimento cognitivo, os idosos com DA apresentam alterações motoras e funcionais que impactam diretamente a qualidade de vida e a sobrevida (Glisoi, 2021). A patogenia da está associada à formação cerebral das placas senis, que são depósitos extracelulares do peptídeo β amiloide (βAP) e emaranhados neurofibrilares intracelulares constituídos principalmente por proteína tau hiperfosforilada. Astrócitos e micróglias ativados são caracteristicamente encontrados próximos às placas senis, evidenciado a participação de elementos do sistema imune na neuroinflamação e neurodegeneração nesta doença. A
ALZHEIMER E A EVOLUÇÃO DO TRATAMENTO NA ÚLTIMA DÉCADA: UMA REVISÃO DE LITERATURA. Rodolfo Lima ARAÚJO; Gabrielly Martins da Silva BARROS; Mariana Pereira Duarte LEMOS; Mario Neto Vieira MACHADO. JNT Facit Business and Technology Journal. QUALIS B1. ISSN: 2526-4281 - FLUXO CONTÍNUO. 2025 – MÊS DE SETEMBRO - Ed. 66. VOL. 01. Págs. 153-166. http://revistas.faculdadefacit.edu.br. E-mail:
[email protected]. 157 hiperfosforilação da proteína TAU leva à desestruturação dos microtúbulos, gerando emaranhados neurofibrilares intracelulares. Somado a isso, o acúmulo de peptídeo beta amiloide depositados em placas senis compõe a hipótese da cascata amiloidal, uma das bem mais aceitas como explicação para o estado inflamatório crônico. Uma teoria paralela é a colinérgica, a qual baseia-se na perda massiva de neurônios colinérgicos e, consequentemente, de colina acetiltransferase e de acetilcolinesterase, o que produz uma disfunção cognitiva (Machado, 2020). Epidemiologia A DA tem como característica preponderante a existência de duas formas, sendo elas a familiar e a idiopática. A primeira é responsável por apenas 5% dos casos, envolve a manifestação precoce antes dos 65 anos e relaciona-se com mutações nos genes proteína precursora amiloide (APP), presenilina-1 (PSEN-1) e presenilina-2 (PSEN-2). Já o subtipo idiopático corresponde a outra parcela de casos, e associa-se principalmente à idade e ao alelo E4 da apoliproteina E (APOE4), transportadora de colesterol (Machado, 2020). A carga geral da DA é substancial em todo o mundo. Globalmente, cerca de 47 milhões de pessoas são afetadas pela demência. Assim como a maioria das demências neurodegenerativas, a prevalência da doença de Alzheimer aumenta com a idade, variando de 0,16% entre indivíduos com 65-69 anos a 23,4% em indivíduos com mais de 85 anos. A idade é considerada o principal fator de risco para a doença de Alzheimer. O sexo feminino também é fator de risco, mas não ficou claro ainda se é por causa da maior longevidade das mulheres ou porque no passado elas tinham menor acesso à educação formal. Ao que parece, a primeira opção é a mais provável (Araújo et al, 2023). Manifestações Clínicas As alterações cognitivas da Doença de Alzheimer (DA) geralmente seguem um padrão característico, iniciando com comprometimento da memória e progredindo para déficits nas funções executivas, de linguagem e visuoespaciais; contudo, cerca de 20% dos pacientes apresentam manifestações iniciais atípicas, como dificuldades de organização, orientação espacial ou uma síndrome de atrofia cortical posterior
ALZHEIMER E A EVOLUÇÃO DO TRATAMENTO NA ÚLTIMA DÉCADA: UMA REVISÃO DE LITERATURA. Rodolfo Lima ARAÚJO; Gabrielly Martins da Silva BARROS; Mariana Pereira Duarte LEMOS; Mario Neto Vieira MACHADO. JNT Facit Business and Technology Journal. QUALIS B1. ISSN: 2526-4281 - FLUXO CONTÍNUO. 2025 – MÊS DE SETEMBRO - Ed. 66. VOL. 01. Págs. 153-166. http://revistas.faculdadefacit.edu.br. E-mail:
[email protected]. 158 (disfunção visual) ou uma afasia logopênica progressiva (dificuldades em nomear e repetir), que podem preceder os problemas de memória por anos (Loscalzo, 2024). Nos estágios iniciais da forma amnésica típica, a perda de memória pode ser atribuída a um "esquecimento benigno da idade", evoluindo para um Declínio Cognitivo Subjetivo (quando a queixa é apenas autorreferida) e depois para um Comprometimento Cognitivo Leve (CCL) quando os déficits se tornam mensuráveis (Loscalzo, 2024). A fase pré-clínica, identificada por biomarcadores de amiloide e tau no LCR ou PET na ausência de sintomas, pode preceder os sintomas em até 20 anos, abrindo uma janela crucial para intervenções. Sintomas neuropsiquiátricos como depressão, ansiedade e retraimento social podem ser pródromos, e novas evidências sugerem que convulsões também podem anunciar a doença, especialmente em pacientes mais jovens (Loscalzo, 2024). Conforme a doença avança, os déficits cognitivos começam a interferir significativamente nas atividades diárias (como finanças e direção), podendo ser acompanhados por anosognosia (falha de percepção dos próprios défices), embora a maioria dos pacientes permaneça preocupada com suas dificuldades, que são frequentemente desestabilizadas por mudanças no ambiente; interessantemente, mesmo em estágios tardios, o traquejo social e a conversação superficial podem surpreendentemente permanecer preservados (Loscalzo, 2024). Diagnóstico O diagnóstico clínico de DA parte de um diagnóstico sindrômico de demência de qualquer etiologia de acordo com os critérios do National Institute on Aging and Alzheimer's Association Disease and Related Disorders Association (NIA/AA). Demência é diagnosticada quando há sintomas cognitivos ou comportamentais (neuropsiquiátricos) que (a) interferem com a habilidade no trabalho ou em atividades usuais; (b) representam declínio em relação a níveis prévios de funcionamento e desempenho; (c) não são explicáveis por delirium (estado confusional agudo) ou doença psiquiátrica maior (Ministério da Saúde, 2017). O comprometimento cognitivo é detectado e diagnosticado mediante a combinação de anamnese com paciente e informante que tenha conhecimento da
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[email protected]. 159 história do paciente e de avaliação cognitiva objetiva, mediante exame breve do estado mental ou avaliação neuropsicológica. A avaliação neuropsicológica deve ser realizada quando a anamnese e o exame cognitivo breve realizado pelo médico não forem suficientes para permitir um diagnóstico confiável. Tratamento No que tange ao manejo da, quando considerada uma doença crônica, pode ser realizado pela estratégia da prevenção terciária, sendo incluído o tratamento medicamentoso a fim de amenizar sintomas e controlar a progressão da doença. Diversos estudos apontam que o tratamento para a DA utilizando fármacos que atuam na modulação da neurotransmissão apresentam melhores resultados atenuando os sintomas de demência. Por outro lado, evidências científicas sugerem que alguns ácidos graxos, incluindo ácidos graxos poli-insaturados (PUFAs) da série ômega 3 (w3) também contribuem na delimitação dos sintomas da (Von Borstel, 2021). METODOLOGIA O atual estudo apresentará uma revisão de literatura que visa analisar as principais evoluções no tratamento da doença de Alzheimer. Trata-se de uma revisão integrativa de publicações em banco de dados nas bases Google acadêmico e Scientific Electronic Library Online (SciELO) no período de 2015 a 2024, os avanços no tratamento da doença de Alzheimer. Foram incluídas as publicações que que obedeceram aos descritores em ciência da saúde (DeCS), com as palavras-chave “tratamento”, “alzheimer, “avanço” e “medicina”. Foram incluídas publicações científicas completas e originais publicadas no período de 01 de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2025. Foram excluídas publicações que não se relacionassem com o tema principal, redigido em outra língua além do português ou fossem apresentadas em formato de tese, monografia, dissertação, editoriais e cartas. A primeira etapa consistiu na pesquisa dos descritores nas duas bases de dados, encontrando 12.600 artigos. Na segunda etapa utilizou-se como filtro o idioma português e o período de publicação entre os anos de 2015 e 2025, com uma redução para 8.130 publicações. Na terceira etapa, foi realizada a leitura dos títulos e resumos
ALZHEIMER E A EVOLUÇÃO DO TRATAMENTO NA ÚLTIMA DÉCADA: UMA REVISÃO DE LITERATURA. Rodolfo Lima ARAÚJO; Gabrielly Martins da Silva BARROS; Mariana Pereira Duarte LEMOS; Mario Neto Vieira MACHADO. JNT Facit Business and Technology Journal. QUALIS B1. ISSN: 2526-4281 - FLUXO CONTÍNUO. 2025 – MÊS DE SETEMBRO - Ed. 66. VOL. 01. Págs. 153-166. http://revistas.faculdadefacit.edu.br. E-mail:
[email protected]. 160 e retirada dos duplicados, restando 41 artigos que possivelmente correlacionavamse com o tema de interesse. A quarta etapa consistiu na leitura integral dos artigos, sendo removidos o que não diziam respeito ao tema, resultando na seleção final de 7 publicações. RESULTADOS E DISCUSSÕES O artigo de Alves et al. (2023) apresenta uma revisão abrangente sobre a Doença de Alzheimer (DA), destacando os mecanismos fisiopatológicos centrais, como o acúmulo de beta-amiloide e a hiperfosforilação da proteína tau, e aborda as limitações dos tratamentos sintomáticos atuais, como os inibidores da acetilcolinesterase e a memantina. Os autores enfatizam o potencial da imunomodulação — tanto ativa quanto passiva — como estratégia promissora para reduzir a formação de agregados proteicos e retardar a progressão da doença, mencionando vacinas como a AN1792 e anticorpos monoclonais como aducanumab, gantenerumab e crenezumab, ainda que desafios como efeitos adversos e variabilidade individual persistam. Levada et al. (2024) realizam uma revisão narrativa que sintetiza abordagens farmacológicas e não farmacológicas emergentes para a DA, incluindo imunoterapias antiamiloide, agentes antidiabéticos, psicodélicos serotoninérgicos e terapia genética. Os autores ressaltam a importância do diagnóstico precoce por meio de biomarcadores e a necessidade de terapias multialvo que atuem simultaneamente em diferentes vias patogênicas. O estudo também chama a atenção para o papel da neuroinflamação e a utilidade de ferramentas como inteligência artificial para personalizar o tratamento, embora a tradução dessas inovações para a prática clínica ainda enfrente obstáculos significativos. Soares et al. (2024) focam em terapias emergentes baseadas em anticorpos monoclonais, sistemas de entrega direcionada de fármacos (como nanopartículas) e abordagens genéticas e com células-tronco. O artigo destaca o aducanumab como marco no tratamento modificador da doença, mas também aponta limitações em sua eficácia e segurança. Além disso, explora o potencial da nanotecnologia para superar a barreira hematoencefálica e o uso de células-tronco para regeneração neural,