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7. VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E CAMINHOS PARA SUA ERRADICAÇÃO NA ASSISTÊNCIA AO PARTO OBSTETRIC VIOLENCE AND WAYS TO ERADICATE IT IN CHILDBIRTH CARE EIXO TEMÁTICO: Humanização da Assistência ao Parto e Nascimento Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário do Graduanda em Enfermagem Bacharelado e Licenciatura pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná Mestre em Enfermagem pelo PPGENF/UNB. Especialista em Docência em Enfermagem. Graduada em Enfermagem. Docente no Centro RESUMO Introdução: A violência obstétrica é reconhecida das mulheres, refletindo desigualdades de gênero, racismo estrutural e práticas autoritárias nos serviços de saúde, especialmente no contexto do parto e nascimento. Essa forma de violência manifesta-se em negligênc ias, imposição de procedimentos, falta de informação e desrespeito à autonomia da parturiente, acarretando impactos físicos, emocionais e sociais. Analisar as causas e implicações da violência obstétrica, destacando o papel da enfermagem obstétri ca na promoção do cuidado humanizado e no combate dessa prática. busca foi realizada nas bases LILACS, SciELO, BVS e PubMed, com os descritores “direitos da mulher”, “humanização da assistência” e “violência obstétrica”, selecionando estudos publicados entre 2020 e 2025. Foram inicialmente identificados 30 estudos, dos quais 15 compuseram a amostra final. violência obstétrica produz traumas duradouros, sendo frequentemente silenciada no c dos serviços de saúde. As estratégias de enfrentamento apontadas incluem a qualificação profissional, a valorização do parto humanizado, a efetivação das políticas públicas e o fortalecimento dos direitos reprodutivos. Ressalta marco de proteção, embora sua eficácia dependa da fiscalização e do empoderamento das 70 VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E CAMINHOS PARA SUA ERRADICAÇÃO NA ASSISTÊNCIA AO PARTO OBSTETRIC VIOLENCE AND WAYS TO ERADICATE IT IN CHILDBIRTH CARE EIXO TEMÁTICO: Humanização da Assistência ao Parto e Nascimento Ana Beatriz Alvarenga Schafer Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos Daiane Cristina Muller Graduanda em Enfermagem Bacharelado e Licenciatura pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Aline Patricia Figueiredo Silva Graduand a em Enfermagem pela Universidade Federal do Piauí Ana Alice Sales da Silva Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau Denise Martins de lima Graduada em Enfermagem pelo Centro Universi Giovanna Gamba Cerqueira Graduanda em Medicina pela Universidade Nove de Julho Vitória Victor Menezes Enfermeira pela Universidade Federal de Campina Grande Nathalia Nunes Ferreira Graduanda em Enfermage m pela Universidade Estácio de Sá Maria Francisca de Aragão Mendes Graduanda em Enfermagem pela Universidade Estadual da Paraíba Karina Brito da Costa Ogliari Mestre em Enfermagem pelo PPGENF/UNB. Especialista em Docência em Enfermagem. Graduada em Enfermagem. Docente no Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos A violência obstétrica é reconhecida como grave violação dos direitos humanos das mulheres, refletindo desigualdades de gênero, racismo estrutural e práticas autoritárias nos serviços de saúde, especialmente no contexto do parto e nascimento. Essa forma de violência ias, imposição de procedimentos, falta de informação e desrespeito à autonomia da parturiente, acarretando impactos físicos, emocionais e sociais. Analisar as causas e implicações da violência obstétrica, destacando o papel da enfermagem ca na promoção do cuidado humanizado e no combate dessa prática. busca foi realizada nas bases LILACS, SciELO, BVS e PubMed, com os descritores “direitos da mulher”, “humanização da assistência” e “violência obstétrica”, selecionando estudos publicados entre 2020 e 2025. Foram inicialmente identificados 30 estudos, dos quais 15 compuseram a amostra final. Resultados e Discussão: Os resultados evidenciam que a violência obstétrica produz traumas duradouros, sendo frequentemente silenciada no c dos serviços de saúde. As estratégias de enfrentamento apontadas incluem a qualificação profissional, a valorização do parto humanizado, a efetivação das políticas públicas e o fortalecimento dos direitos reprodutivos. Ressalta -se ainda a importân cia da legislação como marco de proteção, embora sua eficácia dependa da fiscalização e do empoderamento das VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E CAMINHOS PARA SUA ERRADICAÇÃO NA ASSISTÊNCIA AO PARTO OBSTETRIC VIOLENCE AND WAYS TO ERADICATE IT IN CHILDBIRTH CARE EIXO TEMÁTICO: Humanização da Assistência ao Parto e Nascimento Ana Beatriz Alvarenga Schafer Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC, Gama - DF Daiane Cristina Muller - UNIOESTE, Foz do Iguaçu - PR Aline Patricia Figueiredo Silva a em Enfermagem pela Universidade Federal do Piauí - UFPI, Teresina-PI Ana Alice Sales da Silva Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Maurício de Nassau - Uninassau, Maceió, AL Denise Martins de lima Graduada em Enfermagem pelo Centro Universi tário UDF de Brasília-DF Giovanna Gamba Cerqueira Graduanda em Medicina pela Universidade Nove de Julho - UNINOVE, São Paulo - SP Vitória Victor Menezes Enfermeira pela Universidade Federal de Campina Grande Nathalia Nunes Ferreira m pela Universidade Estácio de Sá - Unesa, Niterói,RJ Maria Francisca de Aragão Mendes Graduanda em Enfermagem pela Universidade Estadual da Paraíba – UEPB,Campina Grande-PB Karina Brito da Costa Ogliari Mestre em Enfermagem pelo PPGENF/UNB. Especialista em Docência em Enfermagem. Graduada em Enfermagem. Docente no Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC, Gama – DF como grave violação dos direitos humanos das mulheres, refletindo desigualdades de gênero, racismo estrutural e práticas autoritárias nos serviços de saúde, especialmente no contexto do parto e nascimento. Essa forma de violência ias, imposição de procedimentos, falta de informação e desrespeito à autonomia da parturiente, acarretando impactos físicos, emocionais e sociais. Objetivo: Analisar as causas e implicações da violência obstétrica, destacando o papel da enfermagem ca na promoção do cuidado humanizado e no combate dessa prática. Metodologia: A busca foi realizada nas bases LILACS, SciELO, BVS e PubMed, com os descritores “direitos da mulher”, “humanização da assistência” e “violência obstétrica”, selecionando estudos publicados entre 2020 e 2025. Foram inicialmente identificados 30 estudos, dos quais 15 Os resultados evidenciam que a violência obstétrica produz traumas duradouros, sendo frequentemente silenciada no c otidiano dos serviços de saúde. As estratégias de enfrentamento apontadas incluem a qualificação profissional, a valorização do parto humanizado, a efetivação das políticas públicas e o cia da legislação como marco de proteção, embora sua eficácia dependa da fiscalização e do empoderamento das
mulheres. A enfermagem obstétrica, pela proximidade com a parturiente, ocupa posição estratégica na prevenção e combate à violência, atuando com ac emocional e defesa da autonomia feminina. violência obstétrica exige ações interdisciplinares, sensibilização da sociedade e compromisso ético dos profissionais de saúde, sendo o caminho essencial para transformar o parto em experiência segura, respeitosa e digna. Palavras-Chaves: direitos da mulher; humanização da assistência; violência obstétrica. ABSTRACT Introduction: Obstetric violence is recognized as a serious violation of women’s human rights, reflecting gender inequality, structural racism, and authoritarian practices within health services, particularly during childbirth. This form of violence is expressed through negligence, imposition of procedures, lack of information, and disregard for women’s autonomy, generating physical, emotional, and social consequences. was carried out in LILACS, SciELO, BVS, and PubMed databases using the descriptor “women’s rights,” “humanized care,” and “obstetric violence,” selecting studies published between 2020 and 2025. A total of 30 studies were initially identified, and 15 were included in the final sample. Methodology: and PubMed databases using the descriptors “women’s rights,” “humanized care,” and “obstetric violence,” selecting studies published between 2020 and 2025. A total of 30 studies were initially identified, and 15 were included in the final sam Discussion: Results indicate that obstetric violence causes long normalized within health services. Strategies to address the issue include professional training, promotion of humanized childbirth, implementation o strengthening reproductive rights. Legislation is highlighted as a protective framework, although its effectiveness depends on enforcement and women’s empowerment. Obstetric nursing plays a strategic role in preventing and combating support, education, emotional care, and advocating for female autonomy. Considerations : It is concluded that eradicating obstetric violence requires interdisciplinary actions, social awareness, and ethical commitment f humanized and evidencebased care being essential to transform childbirth into a safe, respectful, and dignified experience. Keywords: women's rights; humanization of assistance; obstetric violence. INTRODUÇÃO 71 mulheres. A enfermagem obstétrica, pela proximidade com a parturiente, ocupa posição estratégica na prevenção e combate à violência, atuando com ac olhimento, educação, suporte emocional e defesa da autonomia feminina. Considerações finais: Conclui violência obstétrica exige ações interdisciplinares, sensibilização da sociedade e compromisso ético dos profissionais de saúde, sendo o cuidado humanizado e baseado em evidências o caminho essencial para transformar o parto em experiência segura, respeitosa e digna. direitos da mulher; humanização da assistência; violência obstétrica. Obstetric violence is recognized as a serious violation of women’s human rights, reflecting gender inequality, structural racism, and authoritarian practices within health services, particularly during childbirth. This form of violence is expressed through negligence, imposition of procedures, lack of information, and disregard for women’s autonomy, generating physical, emotional, and social consequences. Objective: was carried out in LILACS, SciELO, BVS, and PubMed databases using the descriptor “women’s rights,” “humanized care,” and “obstetric violence,” selecting studies published between 2020 and 2025. A total of 30 studies were initially identified, and 15 were included Methodology: The search was carried out in LILACS, and PubMed databases using the descriptors “women’s rights,” “humanized care,” and “obstetric violence,” selecting studies published between 2020 and 2025. A total of 30 studies were initially identified, and 15 were included in the final sam Results indicate that obstetric violence causes long - term trauma and is often normalized within health services. Strategies to address the issue include professional training, promotion of humanized childbirth, implementation o f public policies, and strengthening reproductive rights. Legislation is highlighted as a protective framework, although its effectiveness depends on enforcement and women’s empowerment. Obstetric nursing plays a strategic role in preventing and combating obstetric violence by providing support, education, emotional care, and advocating for female autonomy. : It is concluded that eradicating obstetric violence requires interdisciplinary actions, social awareness, and ethical commitment f rom health professionals, with based care being essential to transform childbirth into a safe, respectful, and dignified experience. women's rights; humanization of assistance; obstetric violence. mulheres. A enfermagem obstétrica, pela proximidade com a parturiente, ocupa posição olhimento, educação, suporte Conclui -se que combater a violência obstétrica exige ações interdisciplinares, sensibilização da sociedade e compromisso cuidado humanizado e baseado em evidências o caminho essencial para transformar o parto em experiência segura, respeitosa e digna. direitos da mulher; humanização da assistência; violência obstétrica. Obstetric violence is recognized as a serious violation of women’s human rights, reflecting gender inequality, structural racism, and authoritarian practices within health services, particularly during childbirth. This form of violence is expressed through negligence, imposition of procedures, lack of information, and disregard for women’s Objective: The search was carried out in LILACS, SciELO, BVS, and PubMed databases using the descriptor s “women’s rights,” “humanized care,” and “obstetric violence,” selecting studies published between 2020 and 2025. A total of 30 studies were initially identified, and 15 were included The search was carried out in LILACS, SciELO, BVS, and PubMed databases using the descriptors “women’s rights,” “humanized care,” and “obstetric violence,” selecting studies published between 2020 and 2025. A total of 30 studies were initially identified, and 15 were included in the final sam ple. Results and term trauma and is often normalized within health services. Strategies to address the issue include professional f public policies, and strengthening reproductive rights. Legislation is highlighted as a protective framework, although its effectiveness depends on enforcement and women’s empowerment. Obstetric obstetric violence by providing support, education, emotional care, and advocating for female autonomy. Final : It is concluded that eradicating obstetric violence requires interdisciplinary rom health professionals, with based care being essential to transform childbirth into a safe, women's rights; humanization of assistance; obstetric violence.
Apesar de ter sido historicamente naturalizada na assistência ao parto, a violência obstétrica caracterizase como uma grave violação dos direitos humanos das mulheres. Suas manifestações vão desde negligências e omissões até agressões físicas, verbais e psicológica durante o prénatal, parto e puerpério, refletindo práticas autoritárias e hierárquicas nos serviços de saúde (Fernandes e Oliveira; Silva, 2020). No Brasil, esse tipo de violência se insere em um contexto de desigualdade de gênero, racismo estrutural e excessiva do parto, afetando de forma desproporcional mulheres negras, pobres e com menor acesso à informação e ao cuidado humanizado (Barros; Freitas, 2025). A violência obstétrica demanda uma abordagem interdisciplinar que considere polític as públicas, marcos legais e a escuta das mulheres. Estudos evidenciam impactos físicos e emocionais duradouros, comprometendo a maternidade e a relação com o corpo (Matos; Magalhães; FéresCarneiro, 2021), além de sentimentos de impotência, humilhação e a bandono, refletindo um modelo de atenção centrado no poder biomédico e na deslegitimação da autonomia feminina (Nunes Diante desse cenário, torna de enfrentamento e combat formação ética e técnica dos profissionais de saúde e no fortalecimento dos direitos reprodutivos. O cuidado humanizado, por exemplo, vem sendo amplamente defendido como caminho essencia l para prevenir práticas abusivas, valorizar a escuta e garantir o protagonismo das gestantes no processo de parto (Fonseca A escolha desta temática se justifica por sua relevância atual e pela complexidade de fatores envo lvidos, uma vez que o parto representa um momento de grande vulnerabilidade para a mulher. A falta de preparo de profissionais e acompanhantes, aliada aos constrangimentos vivenciados pelas gestantes, evidencia a ocorrência da violência obstétrica (Neres; Martins, 2021), refletindo desigualdades e falhas na assistência que comprometem a qualidade de vida materna. Torna associados, promovendo formação crítica e maior disseminação de informações sobre o te (Alves et al., 2022). Dessa forma , o presente estudo busca responder à seguinte pergunta norteadora: quais estratégias podem contribuir para o combate à violência obstétrica na assistência ao parto, a partir da atuação da enfermagem obstétrica? Como obj 72 ter sido historicamente naturalizada na assistência ao parto, a violência se como uma grave violação dos direitos humanos das mulheres. Suas manifestações vão desde negligências e omissões até agressões físicas, verbais e psicológica natal, parto e puerpério, refletindo práticas autoritárias e hierárquicas nos serviços de saúde (Fernandes e Oliveira; Silva, 2020). No Brasil, esse tipo de violência se insere em um contexto de desigualdade de gênero, racismo estrutural e excessiva do parto, afetando de forma desproporcional mulheres negras, pobres e com menor acesso à informação e ao cuidado humanizado (Barros; Freitas, 2025). A violência obstétrica demanda uma abordagem interdisciplinar que considere as públicas, marcos legais e a escuta das mulheres. Estudos evidenciam impactos físicos e emocionais duradouros, comprometendo a maternidade e a relação com o corpo Carneiro, 2021), além de sentimentos de impotência, humilhação e bandono, refletindo um modelo de atenção centrado no poder biomédico e na deslegitimação da autonomia feminina (Nunes et al., 2020; Costa, 2022). Diante desse cenário, torna - se urgente a formulação e a implementação de estratégias de enfrentamento e combat e à violência obstétrica, com foco na qualificação da assistência, na formação ética e técnica dos profissionais de saúde e no fortalecimento dos direitos reprodutivos. O cuidado humanizado, por exemplo, vem sendo amplamente defendido como l para prevenir práticas abusivas, valorizar a escuta e garantir o protagonismo das gestantes no processo de parto (Fonseca et al. , 2022; Bitu A escolha desta temática se justifica por sua relevância atual e pela complexidade de lvidos, uma vez que o parto representa um momento de grande vulnerabilidade para a mulher. A falta de preparo de profissionais e acompanhantes, aliada aos constrangimentos vivenciados pelas gestantes, evidencia a ocorrência da violência obstétrica Martins, 2021), refletindo desigualdades e falhas na assistência que comprometem a qualidade de vida materna. Torna - se, portanto, essencial identificar lacunas e fatores associados, promovendo formação crítica e maior disseminação de informações sobre o te , o presente estudo busca responder à seguinte pergunta norteadora: quais estratégias podem contribuir para o combate à violência obstétrica na assistência ao parto, a partir da atuação da enfermagem obstétrica? Como obj etivo geral, propõe ter sido historicamente naturalizada na assistência ao parto, a violência se como uma grave violação dos direitos humanos das mulheres. Suas manifestações vão desde negligências e omissões até agressões físicas, verbais e psicológica s natal, parto e puerpério, refletindo práticas autoritárias e hierárquicas nos serviços de saúde (Fernandes e Oliveira; Silva, 2020). No Brasil, esse tipo de violência se insere em um contexto de desigualdade de gênero, racismo estrutural e medicalização excessiva do parto, afetando de forma desproporcional mulheres negras, pobres e com menor A violência obstétrica demanda uma abordagem interdisciplinar que considere as públicas, marcos legais e a escuta das mulheres. Estudos evidenciam impactos físicos e emocionais duradouros, comprometendo a maternidade e a relação com o corpo Carneiro, 2021), além de sentimentos de impotência, humilhação e bandono, refletindo um modelo de atenção centrado no poder biomédico e na deslegitimação se urgente a formulação e a implementação de estratégias e à violência obstétrica, com foco na qualificação da assistência, na formação ética e técnica dos profissionais de saúde e no fortalecimento dos direitos reprodutivos. O cuidado humanizado, por exemplo, vem sendo amplamente defendido como l para prevenir práticas abusivas, valorizar a escuta e garantir o , 2022; Bitu et al., 2022). A escolha desta temática se justifica por sua relevância atual e pela complexidade de lvidos, uma vez que o parto representa um momento de grande vulnerabilidade para a mulher. A falta de preparo de profissionais e acompanhantes, aliada aos constrangimentos vivenciados pelas gestantes, evidencia a ocorrência da violência obstétrica Martins, 2021), refletindo desigualdades e falhas na assistência que comprometem a se, portanto, essencial identificar lacunas e fatores associados, promovendo formação crítica e maior disseminação de informações sobre o te ma , o presente estudo busca responder à seguinte pergunta norteadora: quais estratégias podem contribuir para o combate à violência obstétrica na assistência ao parto, a etivo geral, propõe -se analisar as
causas e implicações da violência obstétrica, destacando o papel da enfermagem obstétrica na promoção de um cuidado humanizado e na erradicação dessa prática na assistência ao parto. METODOLOGIA Tratase de uma revisão i implicações da violência obstétrica na assistência ao parto, enfatizando estratégias que possam contribuir para a promoção de um cuidado humanizado e para o combate dessa prática. A busca dos estudos foi realizada nas bases de dados LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), SciELO ( Online ), BVS (Biblioteca Virtual em Saúde) e PubMed, utilizando os seguintes Descritores em Ciências da Sa úde (DeCS) e “humanização da assistência” e “violência obstétrica”, combinados com os operadores booleanos AND e OR para refinamento da busca. Os critérios de inclusão focaram em estudos publicados ent disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês ou espanhol, que abordassem de forma direta a atuação dos enfermeiros obstétricos no processo de cuidado durante o período perinatal. Mediante a aplicação desses critérios, fo completa. Após a leitura, foram excluídos 20 estudos devido à indisponibilidade do texto completo, temática distinta ou por não responderem ao objetivo da pesquisa. Assim, ao final da triagem, foram inseridos 15 est RESULTADOS E DISCUSSÃO 1. Produção científica sobre violência obstétrica (2020 Título do Artigo Objetivo do Trabalho 73 causas e implicações da violência obstétrica, destacando o papel da enfermagem obstétrica na promoção de um cuidado humanizado e na erradicação dessa prática na assistência ao parto. se de uma revisão i ntegrativa da literatura, cujo objetivo é analisar as causas e implicações da violência obstétrica na assistência ao parto, enfatizando estratégias que possam contribuir para a promoção de um cuidado humanizado e para o combate dessa estudos foi realizada nas bases de dados LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), SciELO ( Scientific Electronic Library ), BVS (Biblioteca Virtual em Saúde) e PubMed, utilizando os seguintes Descritores úde (DeCS) e Medical Subject Headings (MeSH): “direitos da mulher”, “humanização da assistência” e “violência obstétrica”, combinados com os operadores para refinamento da busca. Os critérios de inclusão focaram em estudos publicados ent re os anos de 2020 e 2025, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês ou espanhol, que abordassem de forma direta a atuação dos enfermeiros obstétricos no processo de cuidado durante o período perinatal. Mediante a aplicação desses critérios, fo ram selecionados 30 estudos para leitura completa. Após a leitura, foram excluídos 20 estudos devido à indisponibilidade do texto completo, temática distinta ou por não responderem ao objetivo da pesquisa. Assim, ao final da triagem, foram inseridos 15 est udos na amostra final da revisão. RESULTADOS E DISCUSSÃO Produção científica sobre violência obstétrica (2020 -2025). Objetivo do Trabalho Autores Ano causas e implicações da violência obstétrica, destacando o papel da enfermagem obstétrica na promoção de um cuidado humanizado e na erradicação dessa prática na assistência ao parto. ntegrativa da literatura, cujo objetivo é analisar as causas e implicações da violência obstétrica na assistência ao parto, enfatizando estratégias que possam contribuir para a promoção de um cuidado humanizado e para o combate dessa estudos foi realizada nas bases de dados LILACS (Literatura Latino - Scientific Electronic Library ), BVS (Biblioteca Virtual em Saúde) e PubMed, utilizando os seguintes Descritores (MeSH): “direitos da mulher”, “humanização da assistência” e “violência obstétrica”, combinados com os operadores re os anos de 2020 e 2025, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês ou espanhol, que abordassem de forma direta a atuação dos enfermeiros obstétricos no processo de cuidado durante o período ram selecionados 30 estudos para leitura completa. Após a leitura, foram excluídos 20 estudos devido à indisponibilidade do texto completo, temática distinta ou por não responderem ao objetivo da pesquisa. Assim, ao final
Violência obstétrica no Brasil: panorama brasileiro da assistência ao parto Analisar o panorama nacional da assistência ao parto com foco na ocorrência de violência obstétrica. As faces da violência obstétrica no âmbito hospitalar Identificar e discutir as diferentes manifestações da violência obstétrica em ambiente hospitalar. Violência obstétrica e trauma no parto: o relato das mães Investigar relatos de mães sobre experiências traumáticas relacionadas à violência obstétrica. Entre o silêncio e a dor: a violência obstétrica no Brasil e seus Analisar os impactos físicos e emocionais da violência 74 Analisar o panorama nacional da assistência ao parto com foco na ocorrência de violência obstétrica. FERNANDES E OLIVEIRA, V. H.; SILVA, K. S. 2020 Identificar e discutir as diferentes manifestações da violência obstétrica em ambiente hospitalar. JÚNIOR, A. M. F. et al. 2021 Investigar relatos de mães sobre experiências traumáticas relacionadas à violência obstétrica. MATOS, M. G.; MAGALHÃES, A. S.; FÉRESCARNEIRO, T. 2021 Analisar os impactos físicos e emocionais da violência BARROS, A. B. F.; FREITAS, J. H. 2025
impactos obstétrica no Brasil. Violência obstétrica e suas manifestações no cotidiano dos serviços de saúde Descrever como a violência obstétrica se manifesta no cotidiano dos serviços de saúde. Violência obstétrica na visão de mulheres no parto e puerpério Compreender a percepção das mulheres sobre a violência obstétrica no parto e puerpério. Ventres livres: parto humanizado como medida de combate à violência obstétrica Defender o parto humanizado como estratégia para combater a violência obstétrica. 75 obstétrica no Brasil. Descrever como a violência obstétrica se manifesta no cotidiano dos serviços de saúde. COSTA, F. A. 2022 Compreender a percepção das mulheres sobre a violência obstétrica no parto e puerpério. NUNES, G. F. O. et al. 2020 Defender o parto humanizado como estratégia para combater a violência obstétrica. BITU, N. T. R. et al. 2022
O combate à violência obstétrica como instrumento de desenvolvimento social Discutir como o combate à violência obstétrica pode contribuir para o desenvolvimento social. Prevenção da violência obstétrica no âmbito do cuidado humanizado Apresentar estratégias para prevenir a violência obstétrica no contexto de cuidado humanizado. Strategies to prevent and reduce obstetric violence in Brazil Revisar estratégias para prevenir e reduzir a violência obstétrica no Brasil. Direitos humanos e violência obstétrica: a importância da legislação Ressaltar a importância da legislação para garantir dignidade às mulheres no 76 Discutir como o combate à violência obstétrica pode contribuir para o desenvolvimento social. VERGARA, S. M.; FARIA, L. M. 2021 Apresentar estratégias para prevenir a violência obstétrica no contexto de cuidado humanizado. FONSECA, G. C. D. et al. 2022 Revisar estratégias para prevenir e reduzir a violência obstétrica no Brasil. AZEVEDO, R. A. F. et al. 2023 Ressaltar a importância da legislação para garantir dignidade às mulheres no PEREIRA, T. L. S.; COSTA, K. S. 2024
parto. Violência obstétrica: uma análise constitucional do tratamento dado à mulher Analisar o tratamento constitucional dado à mulher no momento do parto. O papel das políticas públicas na prevenção e tratamento da violência obstétrica Investigar o papel das políticas públicas na prevenção e no tratamento da violência obstétrica. Cuidados com a saúde da mulher, violência obstétrica: uma breve revisão sistemática Revisar sistematicamente estudos sobre cuidados da mulher e violência obstétrica. 77 parto. Analisar o tratamento constitucional dado à mulher no momento do parto. NERES, P. M.; MARTINS, G. R. 2021 Investigar o papel das políticas públicas na prevenção e no tratamento da violência obstétrica. BATISTA, N. R. et al. 2025 Revisar sistematicamente estudos sobre cuidados à saúde da mulher e violência obstétrica. ALVES, S. J. S. S. et al. 2022
Violência obstétrica na perspectiva da enfermagem obstétrica no Brasil Analisar a percepção da enfermagem obstétrica sobre a violência obstétrica no Brasil. Fonte: Autores (2025). Primeiramente, os estudos analisados revelam que a violência obstétrica se manifesta de diversas formas, abrangendo desde a negligência e a omissão de cuidados até a imposição de procedimentos e a desconsidera Carneiro (2021) destacam o trauma no parto como um impacto duradouro nas mães, enquanto Barros e Freitas (2025) evidenciam efeitos emocionais e físicos frequentemente ocultos pelo estigma. Costa (2022) d enuncia práticas desumanizadas nos serviços de saúde, e Nunes (2020) reforçam a importância de maior sensibilidade e respeito dos profissionais durante o parto e puerpério. Além disso, a literatura indica que práticas como a negação de analgesia, ep sem consentimento e falta de informação são formas recorrentes de violência obstétrica, cuja prevenção está vinculada ao parto humanizado. Bitu humanizado como estratégia eficaz para erradicar a violência, enquanto (2021) ressaltam seu papel no desenvolvimento social e na garantia dos direitos reprodutivos. Fonseca et al. (2022) destacam a importância da capacitação profissional e protocolos de cuidado humanizado, e Azevedo da violência obstétrica no Brasil. Nesse sentido, a importância da legislação e das políticas públicas na garantia da dignidade das mulheres durante o parto é um ponto crucial abordado em diversos estudos. Pereira e Costa (2024) ressaltam a importância dos direitos humanos e de leis específicas para combater a violência obstétrica, enquanto Neres e Martins (2021) destacam que essa prática viola princípios constitucionais. Batista públicas eficazes, sendo que a criação de marcos legais, o acesso à informação, o 78 Analisar a percepção da enfermagem obstétrica sobre a violência obstétrica no Brasil. SILVA, M. F.; Ó, T. A. L. F.; SILVA, E. A. 2023 Primeiramente, os estudos analisados revelam que a violência obstétrica se manifesta de diversas formas, abrangendo desde a negligência e a omissão de cuidados até a imposição de procedimentos e a desconsidera ção da autonomia da mulher. Matos (2021) destacam o trauma no parto como um impacto duradouro nas mães, enquanto Barros e Freitas (2025) evidenciam efeitos emocionais e físicos frequentemente ocultos pelo enuncia práticas desumanizadas nos serviços de saúde, e Nunes (2020) reforçam a importância de maior sensibilidade e respeito dos profissionais durante o Além disso, a literatura indica que práticas como a negação de analgesia, ep sem consentimento e falta de informação são formas recorrentes de violência obstétrica, cuja prevenção está vinculada ao parto humanizado. Bitu et al. (2022) defendem o parto humanizado como estratégia eficaz para erradicar a violência, enquanto (2021) ressaltam seu papel no desenvolvimento social e na garantia dos direitos reprodutivos. (2022) destacam a importância da capacitação profissional e protocolos de cuidado humanizado, e Azevedo et al. (2023) apresentam e stratégias de prevenção e redução da violência obstétrica no Brasil. Nesse sentido, a importância da legislação e das políticas públicas na garantia da dignidade das mulheres durante o parto é um ponto crucial abordado em diversos estudos. Pereira e Costa (2024) ressaltam a importância dos direitos humanos e de leis específicas para combater a violência obstétrica, enquanto Neres e Martins (2021) destacam que essa prática viola princípios constitucionais. Batista et al. (2025) enfatizam a ne cessidade de políticas públicas eficazes, sendo que a criação de marcos legais, o acesso à informação, o Primeiramente, os estudos analisados revelam que a violência obstétrica se manifesta de diversas formas, abrangendo desde a negligência e a omissão de cuidados até a imposição ção da autonomia da mulher. Matos , Magalhães e Féres- (2021) destacam o trauma no parto como um impacto duradouro nas mães, enquanto Barros e Freitas (2025) evidenciam efeitos emocionais e físicos frequentemente ocultos pelo enuncia práticas desumanizadas nos serviços de saúde, e Nunes et al. (2020) reforçam a importância de maior sensibilidade e respeito dos profissionais durante o Além disso, a literatura indica que práticas como a negação de analgesia, ep isiotomias sem consentimento e falta de informação são formas recorrentes de violência obstétrica, cuja (2022) defendem o parto humanizado como estratégia eficaz para erradicar a violência, enquanto Vergara e Faria (2021) ressaltam seu papel no desenvolvimento social e na garantia dos direitos reprodutivos. (2022) destacam a importância da capacitação profissional e protocolos de stratégias de prevenção e redução Nesse sentido, a importância da legislação e das políticas públicas na garantia da dignidade das mulheres durante o parto é um ponto crucial abordado em diversos estudos. Pereira e Costa (2024) ressaltam a importância dos direitos humanos e de leis específicas para combater a violência obstétrica, enquanto Neres e Martins (2021) destacam que essa prática cessidade de políticas públicas eficazes, sendo que a criação de marcos legais, o acesso à informação, o