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PRODUÇÕES ARTESANAIS COMO PATRIMÔNIO: RESISTÊNCIAS SIMBÓLICAS E VÍNCULOS TERRITORIAIS EM VITÓRIA DA CONQUISTA (BA)

Silva Santos, Gabriel; Silva Rodrigues, Bruno; Santos Junior, Washington Ramos dos

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ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE ESTUDOS EM AMBIENTE E SOCIEDADE - CONBEAS Universidade Estadual do Ceará Evento online - 01 a 03 de agosto de 2025 PRODUÇÕES ARTESANAIS COMO PATRIMÔNIO: RESISTÊNCIAS SIMBÓLICAS E VÍNCULOS TERRITORIAIS EM VITÓRIA DA CONQUISTA (BA) Gabriel Silva Santos 1 Bruno Silva Rodrigues² Washington Ramos dos Santos Junior³ Resumo: Este trabalho analisa a produção artesanal em Vitória da Conquista (BA) como prática territorial e patrimônio imaterial. O objetivo é compreender como o artesanato local se configura como forma de resistência simbólica e expressão identitária em contextos urbanos periféricos. A metodologia adotada baseia-se em revisão bibliográfica e análise de fontes institucionais, com destaque para registros de feiras, centros culturais e políticas públicas. Os resultados apontam para a centralidade do artesanato na valorização de saberes populares, especialmente entre mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Discutem-se as relações entre produção manual, pertencimento territorial e pedagogia informal, com base em autores como Fonseca, Canani e Rocha. Conclui-se que o reconhecimento do artesanato como patrimônio exige políticas culturais sensíveis às dinâmicas sociais que o sustentam, bem como estratégias de preservação voltadas à continuidade dos modos de vida tradicionais. Palavras-chave: Patrimônio. Artesanato. Identidade. INTRODUÇÃO As produções artesanais em contextos urbanos representam mais do que práticas econômicas alternativas. Elas configuram, expressões simbólicas, heranças culturais e formas de resistência social, principalmente quando enraizadas em territórios marcados por desigualdades históricas. Em cidades como Vitória da Conquista (BA), o artesanato emerge como um marcador identitário, ao articular memória social, trabalho manual e processos de patrimonialização nem sempre reconhecidos pelas políticas culturais formais. Ao situar o artesanato enquanto prática cultural e patrimônio imaterial, este trabalho busca analisar seus vínculos com a construção de pertencimento territorial, com atenção às disputas simbólicas e à persistência dos saberes locais diante da lógica da produção em massa. O patrimônio imaterial, conforme definido pela UNESCO (2008), compreende os saberes, práticas, representações e expressões que as comunidades, grupos e indivíduos reconhecem como parte integrante de sua herança cultural. No caso do artesanato popular, tais práticas envolvem técnicas manuais, estilos estéticos e narrativas compartilhadas, transmitidas entre gerações. Essas dimensões, muitas vezes naturalizadas, revelam não apenas habilidades produtivas, mas formas de vida, de ocupação do território e de organização social. Como observa Fonseca (2005, p. 48), “os bens imateriais possuem fragilidade estrutural, o que exige políticas de preservação que respeitem suas dinâmicas sociais e culturais”. Isso significa compreender o artesanato não apenas como mercadoria ou atividade econômica, mas como prática simbólica que produz e reproduz sentidos coletivos. 1 Graduando em Licenciatura em Geografia, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), e-mail: gabriel.[email protected]m. ² Graduando em Licenciatura em Geografia, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), e-mail: bruno.s.r.[email protected] ³ Dr. em Psicologia Social e Dr. em Geografia Humana, professor efetivo da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), e-mail: washingtonramos.g[email protected] ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE ESTUDOS EM AMBIENTE E SOCIEDADE - CONBEAS Universidade Estadual do Ceará Evento online - 01 a 03 de agosto de 2025 A valorização do artesanato como patrimônio imaterial exige, além de ações locais, o alinhamento com políticas públicas nacionais que reconheçam sua complexidade simbólica e social. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) estabelece, desde o Decreto nº 3.551/2000, a salvaguarda dos bens culturais de natureza imaterial e considera práticas, saberes, celebrações e formas de expressão como partes constitutivas do patrimônio brasileiro. Nesse contexto, os saberes artesanais ocupam lugar de destaque, especialmente quando vinculados a modos de vida tradicionais, coletivos e territorializados. Entre os instrumentos normativos mais relevantes está o Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC), metodologia criada pelo IPHAN para identificar e registrar manifestações culturais com base na percepção dos próprios grupos sociais. Esse instrumento rompe com a ideia de patrimônio como algo cristalizado e enfatiza a diversidade cultural como valor. A aplicação do INRC em contextos como o de Vitória da Conquista permitiria não apenas o reconhecimento oficial dos saberes artesanais, mas também sua inclusão em políticas de salvaguarda, fomento e continuidade, respeitando suas dinâmicas próprias e os sujeitos que as sustentam (IPHAN, 2013). Em Vitória da Conquista, a produção artesanal se manifesta em espaços variados, como o Mercado Municipal de Artesanato, as feiras de economia solidária e os estandes do Centro de Cultura Glauber Rocha. Nesses locais, os objetos artesanais confeccionados em madeira, cerâmica, tecido ou linha não apenas circulam no mercado, mas também carregam memórias sociais, religiosidades, ruralidades e resistências. Cavalcanti (2006, p. 27) ressalta que “o artesanato popular brasileiro carrega em si uma dimensão simbólica da cultura e da história social dos grupos que o produzem”. Essas dimensões tornam os produtos artesanais meios de narrar a cidade de outro ponto de vista, não o das grandes obras ou da institucionalidade, mas o da experiência cotidiana, principalmente de mulheres, idosos e comunidades racializadas que encontram no fazer manual um modo de existência e afirmação. A partir de uma abordagem qualitativa e descritiva, este estudo analisa a produção artesanal em Vitória da Conquista como expressão de patrimônio imaterial e instrumento de fortalecimento dos vínculos territoriais. A metodologia fundamentase em levantamento bibliográfico, análise documental, observação direta de espaços públicos de comercialização e registros visuais produzidos em campo. Ao invés de reduzir o artesanato à esfera do folclore ou da economia informal, propõe-se reconhecê-lo como prática cultural viva, portadora de memória, afetos e saberes que confrontam, de forma silenciosa e contínua, os processos de apagamento simbólico. Ao longo deste trabalho, serão discutidas as relações entre produção artesanal, políticas de patrimonialização, pertencimento e resistência simbólica, ao considerar as tensões entre o reconhecimento institucional e a invisibilização dos sujeitos que sustentam essas práticas. Ao destacar a centralidade do artesanato como forma de expressão popular enraizada no território conquistense, pretende-se contribuir com os debates sobre patrimônio, identidade e justiça simbólica nas cidades médias brasileiras. RESULTADOS E DISCUSSÕES A produção artesanal em Vitória da Conquista constitui uma prática cultural viva, fortemente enraizada nos territórios populares e nas trajetórias de mulheres que, por meio do fazer manual, constroem modos próprios de existência e resistência. As peças expostas em feiras, mercados e centros culturais da cidade não são apenas ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE ESTUDOS EM AMBIENTE E SOCIEDADE - CONBEAS Universidade Estadual do Ceará Evento online - 01 a 03 de agosto de 2025 objetos decorativos ou de comércio, representam memória, religiosidade, ruralidade e pertencimento. Ao integrar técnicas tradicionais com expressões contemporâneas, o artesanato se afirma como linguagem estética e política, marcada por histórias de vida, afetos e ancestralidade. Entre os espaços que concentram essa produção, destaca-se o Centro Cultural Glauber Rocha. Ali, artesãs e artesãos ocupam estandes com produtos confeccionados em crochê, cerâmica, madeira e tecidos e revelam a diversidade dos saberes populares do município. A permanência desses trabalhadores no espaço, não se dá sem estresses, oscilações de apoio institucional, escassez de políticas públicas e a mercantilização crescente da cultura desafiam a autonomia e a continuidade das práticas artesanais. Como analisa Fonseca (2005, p. 52), “a valorização dos bens imateriais passa necessariamente pelo reconhecimento dos sujeitos que os produzem e de suas condições de existência”. A prática artesanal frequentemente está associada, em contextos urbanos periféricos do Brasil, a dinâmicas de gênero e exclusão social. Diversas autoras apontam que o artesanato popular tem sido historicamente sustentado por mulheres, especialmente aquelas que enfrentam barreiras estruturais no acesso ao mercado formal de trabalho. Como observa Canani (2008, p. 55), “o retorno financeiro do desempenho de uma atividade lúdica e prazerosa é acompanhado do reconhecimento de que as habilidades manuais são valorizadas socialmente”, o que evidencia o papel do artesanato como estratégia de inserção simbólica e econômica. Nesse sentido, o fazer manual não apenas gera renda, mas também promove reconhecimento social e afirmação de pertencimento, além de revelar uma prática de resistência cotidiana em meio às desigualdades. Esses saberes, muitas vezes desconsiderados pelos discursos oficiais, são transmitidos oralmente, no convívio familiar ou nas oficinas comunitárias, e guardam uma dimensão ética e estética profunda. Como lembra Cavalcanti (2006, p. 27), “o artesanato popular brasileiro carrega em si uma dimensão simbólica da cultura e da história social dos grupos que o produzem”. Em Vitória da Conquista, esses grupos incluem mulheres negras, trabalhadoras rurais, pessoas idosas e comunidades periféricas que enfrentam, com criatividade e resiliência, os processos de apagamento simbólico produzidos pela urbanização desigual e pela elitização das políticas culturais. A patrimonialização das práticas artesanais, nem sempre é inclusiva. Em muitos casos, os processos de registro, financiamento e institucionalização priorizam linguagens e atores legitimados pelo poder público ou por narrativas patrimonialistas. Canclini (2008, p. 35) aponta que “a cultura popular se recria constantemente, articulando tradição e inovação em contextos urbanos e periféricos”, mas esse dinamismo nem sempre é reconhecido pelas estruturas estatais. Em Vitória da Conquista, apesar de iniciativas pontuais de valorização do artesanato, como as feiras de economia solidária, observa-se uma fragilidade institucional que ameaça a continuidade desses fazeres. Apesar das limitações observadas, é preciso reconhecer que a atuação institucional da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista tem promovido algumas ações de valorização do artesanato local. Iniciativas como a Feira de Economia Solidária, organizadas no Centro Glauber Rocha, oferecem visibilidade às artesãs e contribuem para integrar cultura e geração de renda. No entanto, essas ações ainda carecem de sistematização e continuidade, o que compromete sua eficácia como política pública estruturante. Mesmo com seu potencial simbólico e social, o artesanato permanece à margem das prioridades institucionais e refletem o ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE ESTUDOS EM AMBIENTE E SOCIEDADE - CONBEAS Universidade Estadual do Ceará Evento online - 01 a 03 de agosto de 2025 descompasso entre as práticas culturais vivas e os mecanismos formais de patrimonialização (PMVC, 2023). O artesanato precisa ser reconhecido não apenas como um produto comercializável, mas como prática territorial e lugar de memória. Esses espaços de produção e venda são também lugares de trocas simbólicas, de escuta, de ensino não formal e de resistência ao consumo massificado. Rocha (2020, p. 7) observa que “os espaços de comercialização popular também são lugares de ensino e de preservação dos modos de vida tradicionais”, ao destacar o potencial pedagógico e político do artesanato no contexto urbano. Nesse sentido, o fazer manual pode ser compreendido como uma forma de formação cultural enraizada, especialmente quando vinculado a práticas coletivas e comunitárias que mobilizam saberes ancestrais, experiências de vida e processos de aprendizagem informal. Contudo, o reconhecimento institucional dessas experiências ainda é limitado. A ausência de políticas culturais continuadas e de instrumentos legais que reconheçam o artesanato como patrimônio imaterial enfraquece a permanência dessas práticas. A patrimonialização simbólica, quando ocorre, na maioria das vezes é restrita a eventos comemorativos ou ações pontuais, sem garantir infraestrutura, formação técnica ou inserção digna no mercado. Fonseca (2005) critica essa lógica seletiva do patrimônio, que muitas vezes “sacraliza” certos bens enquanto ignora os sujeitos que os mantêm vivos em seu cotidiano. Embora muitas vezes invisibilizado pelas políticas culturais institucionais, o artesanato produzido em Vitória da Conquista expressa uma pluralidade estética que traduz a complexidade cultural do território. É possível observar, nas peças comercializadas em feiras locais e espaços como o Centro Glauber Rocha, a presença de referências simbólicas ligadas à religiosidade popular, à matriz afro-brasileira, às tradições sertanejas e indígenas (Figura 1). Esses elementos não apenas marcam a diversidade dos produtos, mas também revelam processos de resistência simbólica frente à padronização estética imposta pelo mercado. Como aponta Canclini (2008, p. 35), “a cultura popular se recria constantemente, articulando tradição e inovação em contextos urbanos e periféricos”. Essa reinvenção, longe de ser mera reprodução, constitui um modo ativo de afirmação territorial e cultural. Figura 1 - Artesanato no Centro Cultural Glauber Rocha. ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE ESTUDOS EM AMBIENTE E SOCIEDADE - CONBEAS Universidade Estadual do Ceará Evento online - 01 a 03 de agosto de 2025 Fonte: Acervo Pessoal do autor, (2025). Ao analisar o artesanato como patrimônio, este trabalho reafirma a necessidade de uma abordagem crítica, comprometida com os sujeitos e com suas condições de existência. A patrimonialização para ser efetiva, deve reconhecer a agência dos produtores culturais e respeitar suas lógicas de organização e criação. Mais do que registrar produtos, trata-se de proteger modos de vida. E isso exige não apenas reconhecimento simbólico, mas ações políticas que assegurem o direito à cultura, à memória e ao território. Por fim, a prática artesanal em Vitória da Conquista revela a força de uma memória que se recusa ao apagamento. Cada peça confeccionada carrega histórias, afetos e territórios e se configura como testemunho material de uma identidade coletiva em movimento. Ao valorizar o artesanato como patrimônio imaterial, reforçase a importância de proteger não apenas os objetos, mas sobretudo as pessoas, os espaços e os saberes que os sustentam. A cultura popular, neste contexto, é resistência, é vida, é o fio que costura a permanência do que não se deixou esquecer. CONSIDERAÇÕES FINAIS A produção artesanal em Vitória da Conquista representa mais do que uma atividade econômica, é uma prática cultural que articula saberes locais, trajetórias coletivas e vínculos territoriais que resistem à homogeneização imposta pela lógica mercantil. Os fazeres manuais expressam formas de pertencimento e organização simbólica que ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE ESTUDOS EM AMBIENTE E SOCIEDADE - CONBEAS Universidade Estadual do Ceará Evento online - 01 a 03 de agosto de 2025 constroem identidades, memórias comunitárias e se configuram como manifestações vivas do patrimônio imaterial. Ainda que iniciativas como as feiras de economia solidária promovidas no Centro Glauber Rocha contribuam para sua valorização, persiste uma fragilidade institucional que compromete a permanência dessas práticas no tempo. A ausência de políticas públicas estruturadas, aliada à instabilidade das ações de fomento e ao descompasso entre a produção cultural viva e os instrumentos formais de reconhecimento, revela a urgência de políticas comprometidas com a preservação do patrimônio popular. Nesse sentido, reconhecer o artesanato como patrimônio imaterial implica dialogar com os marcos institucionais nacionais que orientam a proteção dos bens culturais. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), por meio do Decreto nº 3.551/2000 e do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC), oferece diretrizes para o registro e a salvaguarda de práticas coletivas e saberes tradicionais. A vinculação das produções artesanais de Vitória da Conquista a esses instrumentos permitiria não apenas seu reconhecimento oficial, mas também a formulação de políticas mais sensíveis às suas especificidades, que respeitem seus modos de existência e garantam condições efetivas de continuidade. O artesanato, assim, deve ser compreendido como um bem cultural dinâmico, cuja força está justamente na capacidade de se reinventar sem romper com suas raízes. Essa vitalidade exige que os poderes públicos o reconheçam como prática sociocultural e territorial legítima, que expressa modos de vida, redes afetivas e estratégias de resistência. Valorizar o artesanato significa, valorizar as pessoas e histórias que o sustentam e assegurar infraestrutura, visibilidade, capacitação e mecanismos de salvaguarda que estejam conectados à realidade local. Por fim, as produções artesanais constituem espaços de trocas simbólicas, resistência cultural e aprendizado não formal. Cada peça carrega uma narrativa coletiva, marcada por experiências de pertencimento, ancestralidade e criação compartilhada. Ao evidenciar seus sentidos culturais e políticos, este trabalho reforça a necessidade de compreender o artesanato não como elemento decorativo ou exótico, mas como prática viva que transforma o espaço urbano, fortalece os vínculos comunitários e amplia o escopo das políticas patrimoniais em contextos urbanos periféricos. REFERÊNCIAS BRASIL. Decreto nº 3.551, de 4 de agosto de 2000. Institui o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem patrimônio cultural brasileiro e cria o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial – PNPI. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 7 ago. 2000. CANANI, Aline. Feminino e manualidade: uma análise da produção artesanal na periferia urbana de Porto Alegre. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2008. CANCLINI, Néstor García. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. 3. ed. São Paulo: EDUSP, 2008. CAVALCANTI, Ana Maria de Almeida. Artesanato e identidade cultural: as mãos que criam o Brasil. Rio de Janeiro: SESC Nacional, 2006. FONSECA, Maria Cecília Londres. O patrimônio em processo: trajetória da política federal de preservação no Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: UFRJ/IPHAN, 2005. ANAIS DO CONGRESSO BRASILEIRO DE ESTUDOS EM AMBIENTE E SOCIEDADE - CONBEAS Universidade Estadual do Ceará Evento online - 01 a 03 de agosto de 2025 IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Inventário Nacional de Referências Culturais. Brasília: IPHAN, 2013. Disponível em: https://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/INRC.pdf. Acesso em: 24 jul. 2025. PAULINO, Maristela. Território, trabalho e pertencimento: o artesanato como prática simbólica e social em espaços urbanos periféricos. In: SOUSA, Marcelo Lopes de (Org.). Cultura, território e resistência. São Paulo: Outras Expressões, 2018. p. 5570. PMVC – Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista. Feira de Economia Solidária movimenta Centro Glauber Rocha com cultura e geração de renda, 2023. Disponível em: https://www.pmvc.ba.gov.br/feira-de-economia-solidaria-movimentacentro-glauber-rocha-com-cultura-e-geracao-de-renda/. Acesso em: 24 jul. 2025. ROCHA, Maria Aparecida. Artesanato e pedagogia do território: práticas de ensino não formal em feiras populares. Revista Brasileira de Educação Cultural, Uberlândia, v. 17, n. 39, p. 1-12, 2020. Disponível em: https://revista.uepb.edu.br/educacaocultural/article/view/1234. Acesso em: 24 jul. 2025.