Germinare n.º 5. 2025. Doi: https: doi.org/10.5281/zenodo.17201985 12 Recebido em 21/02/2024 Aprovado em 07/07/2025 Avaliado pelo sistema double blind peer review SUPERVISÃO NO ENSINO CLÍNICO DE ENFERMAGEM: PERSPETIVA DOS ESTUDANTES DA LICENCIATURA EM ENFERMAGEM Luciano Ferreira [1], António Ribeiro Silva [2], Isabel Lopes [3], Carla Pinho [4], Neide Feijó [5] [1] ULS São João, EPE, Portugal [2] ULS do Médio Ave, EPE, Portugal [3] ULS do Nordeste, EPE, Portugal [4] ULS Entre Douro e Vouga, EPE, Portugal [5] Insight – Piaget Research Center for Ecological Human Development, Portugal
[email protected] RESUMO Introdução: Este trabalho aborda a supervisão no ensino clínico de enfermagem, a partir da perspectiva dos estudantes do 3º e 4º anos da licenciatura. A aprendizagem clínica constitui metade da experiência educativa destes estudantes. Atendendo à multiplicidade de possibilidades de atuação nos mais variados contextos clínicos, os estudantes precisam de ser orientados e apoiados nas suas ações, enquanto futuros profissionais de enfermagem. O papel do supervisor pode ser determinante no sucesso do supervisado. Importa perceber como esta relação ocorre e quais os resultados da mesma. Objetivo: identificar os diferentes contributos da supervisão clínica no processo de aprendizagem dos estudantes do 3.º e 4.º anos da licenciatura em enfermagem. Metodologia: tratase de um estudo de natureza quanti-qualitativa, transversal e descritivo. Para a recolha dos dados, efetuada em maio de 2023, foi aplicado um inquérito de autopreenchimento a uma amostra não probabilística por conveniência, composta por 22 estudantes de enfermagem que se encontravam a frequentar os 3º e 4º anos da licenciatura, no ano letivo de 2022/2023, na Escola Superior de Saúde Jean Piaget de Vila Nova de Gaia e que tivessem experienciado ensinos clínicos. Resultados: 81,8% dos estudantes não foram acompanhados por enfermeiro com formação em Supervisão Clínica; 59% dos respondentes informaram que os serviços em que estagiaram possuem um programa específico para integração de estudantes e em 55%, não foi disponibilizado um supervisor clínico. Dos inquiridos, 86% considera que o supervisor clínico está preparado para desenvolver o seu papel e considera o acompanhamento suficiente; 41% não concorda ou concorda pouco que o seu “ritmo” de aprendizagem tenha sido respeitado pelo supervisor clínico e 59% concorda que foi inibido durante a prestação de cuidados com a presença do supervisor; 73% referiram que o supervisor clinico se preocupou em criar um bom “clima de trabalho” e mostraram satisfação com o acompanhamento disponibilizado pelo supervisor. Conclusão: os resultados evidenciam que os contextos da prática clínica influenciam o sucesso do processo de aprendizagem e que o supervisor clínico é o pivot de todo esse processo. As competências instrumentais, relacionais e emocionais dos supervisores são fundamentais para gerar um ambiente de aprendizagem saudável, motivador e colaborativo.
Supervisão no Ensino Clínico de Enfermagem: perspetiva dos estudantes da licenciatura em Enfermagem Ferreira, L., Silva, A. R., Lopes, I., Pinho, C., Feijó, N. Germinare n.º 5. 2025. Doi: https: doi.org/10.5281/zenodo.17201985 13 Palavras-chave: Supervisão Clínica, Estudante, Enfermagem. SUPERVISION IN NURSING CLINICAL TEACHING: UNDERGRADUATE NURSING STUDENTS’ PERSPECTIVE ABSTRACT Introduction: this study addresses supervision in nursing clinical teaching from the perspective of thirdand fourth-year undergraduate nursing students. Clinical learning constitutes half of the educational experience of these students. Given the multitude of possibilities of acting in various clinical settings, students need guidance and support in their actions as future nursing professionals. The role of the supervisor may be crucial in the success of the students being supervised. Therefore, it is important to understand how this relationship develops and its outcomes. Objective: to identify the different contributions of clinical supervision to the learning process of thirdand fourth-year undergraduate nursing students. Methodology: this is a quanti-qualitative, cross-sectional and descriptive study. A self-completion survey was applied in May 2023 to a non-probabilistic convenience sample of 22 nursing students who were attending the 3rd and 4th years of the undergraduate degree course in the 2022/2023 academic year at the Jean Piaget School of Health of Vila Nova de Gaia and who had experienced clinical teaching. Results: 81.8% of the students were not accompanied by a nurse with training in Clinical Supervision. Additionally, 59% of the respondents reported that the facilities where they completed their internships had specific programs for students integration, but in 55% of cases, a clinical supervisor was not available. Among the respondents, 86% believe that the clinical supervisor was adequately prepared to perform their role and provided sufficient guidance. However, 41% did not agree or only slightly agree that their learning pace was respected by the clinical supervisor, and 59% felt inhibited in providing care due to the supervisor’s presence. On a positive note, 73% reported that the clinical supervisor was concerned with creating a good “work climate” and expressed satisfaction with the supervision provided. Conclusion: the results show that the contexts of clinical practice influence the success of the learning process, with that the clinical supervisor being a pivotal figure in this process. The instrumental, relational and emotional competencies of clinical supervisors generate a healthy, motivational and collaborative learning climate. Keywords: Clinical Supervision, Student, Nursing. 1 INTRODUÇÃO Este trabalho aborda a supervisão no ensino clínico de enfermagem e a perspetiva dos estudantes do 3º e 4º anos da licenciatura em enfermagem. A formação graduada em enfermagem incorpora duas componentes: a componente teórica e a componente prática. A componente teórica, representa cerca de metade do tempo de formação, é realizada em salas de aula e áreas físicas, designadas de laboratório das práticas clínicas, destinadas a atividades de treino de técnicas de enfermagem. É nos centros de simulação que, com a ajuda de modelos anatómicos, se introduz os estudantes nas práticas de enfermagem, procurando uma representação que seja a mais próxima da realidade. Oferece aos alunos oportunidades para desenvolver os seus conhecimentos, habilidades, atitudes e valores. A formação utiliza também o ensino tradicional com aula expositiva e com meios audiovisuais (Bortolato-Major et al., 2018).
Supervisão no Ensino Clínico de Enfermagem: perspetiva dos estudantes da licenciatura em Enfermagem Ferreira, L., Silva, A. R., Lopes, I., Pinho, C., Feijó, N. Germinare n.º 5. 2025. Doi: https: doi.org/10.5281/zenodo.17201985 14 A componente prática, ou seja, a aprendizagem clínica, constitui a outra metade da experiência educativa dos estudantes de enfermagem. Representa o contacto dos conhecimentos teóricos com a aplicação prática dos cuidados de enfermagem, permitindo aos estudantes uma leitura do mundo do trabalho concreto dos cuidados e a integração da dimensão teórica e prática. Ao longo dos ensinos clínicos, os estudantes desenvolvem competências essenciais à prática profissional (Silva & Fernandes, 2018). A prática clínica, auxilia os estudantes no desenvolvimento de conhecimentos e habilidades clínicas, integrando a teoria na prática. É o momento em que se desenvolve a oportunidade de obter uma visão sobre os papéis reais do profissional de enfermagem, ao mesmo tempo, expandir as suas expetativas de carreira na área da saúde humana que é, por natureza, extremamente desafiante (Zhang et al., 2022). No percurso de formação profissional dos enfermeiros, os estudantes de enfermagem são acompanhados em vários estágios de ensino clínico. Nestes campos de estágio, têm a oportunidade de reforçarem as suas competências na dimensão cognitiva (saber-saber), relativamente aos conteúdos teóricos previamente lecionados (Farias et al., 2019). Mas mais do que isso, são incentivados a desenvolverem competências nas dimensões das habilidades técnicas (saber-fazer, que se refere à prestação de cuidados propriamente dita), bem como das habilidades atitudinais (saber-ser e saber-estar), que se reportam às capacidades de autoconhecimento, interação e relação pessoal (Farias et al., 2019) . Os cuidados de enfermagem têm na sua origem uma intenção de ajuda. A relação de ajuda, é a base do cuidado de enfermagem e visa atender às necessidades de saúde do indivíduo que recebe esse cuidado. Trata-se de uma intervenção na qual a pessoa que ajuda (enfermeiro) está completamente disponível para o cliente e para a situação de sofrimento que o afeta (Coelho et al., 2020b). É uma abordagem centrada na pessoa, que propicia um ambiente de crescimento no qual o cliente possa ser sincero, compreendido e acolhido. Enquanto intervenção de enfermagem, a relação de ajuda necessita de ser planeada, estruturada e com objetivos claros (Coelho et al., 2020b). Partindo do pressuposto que o cliente é uma pessoa autónoma, única e com um potencial próprio que lhe é intrínseco, o enfermeiro em relação de ajuda não impõe, não toma decisões nem substitui o cliente em aspetos relativos à sua participação na ação de resolução dos seus problemas de saúde. A relação de ajuda em enfermagem não se limita à execução de uma tarefa ou ao desempenho de um papel. Implica uma interação singular entre duas pessoas, o profissional e o cliente, em que ambos contribuem para a busca e atendimento de uma necessidade assistencial expressa pelo cliente e atendida pelo enfermeiro, que se adequa à sua forma de estar e de comunicar, com vista a atingir seu objetivo (Silva et al., 2016). Esta forma de relação acontece por se suportar em habilidades emocionais dos atores em interação. A relação de ajuda trata-se de uma interação em que pelo menos um dos participantes procura promover o crescimento, desenvolvimento e amadurecimento do outro (Coelho et al., 2020a). O principal objetivo desta intervenção é enfatizar, melhorar e capacitar a pessoa usando uma abordagem centrada no cliente, para que o próprio seja capaz de gerir uma necessidade ou problema de maneira saudável, baseado nos seus recursos pessoais. É vista como uma intervenção que exige um processo de treino específico, como qualquer outra habilidade de enfermagem. Na base da relação de ajuda, está a competência em comunicação interpessoal, que também deve ser abordada desde a formação teórica (Coelho et al., 2020b).
Supervisão no Ensino Clínico de Enfermagem: perspetiva dos estudantes da licenciatura em Enfermagem Ferreira, L., Silva, A. R., Lopes, I., Pinho, C., Feijó, N. Germinare n.º 5. 2025. Doi: https: doi.org/10.5281/zenodo.17201985 15 O trabalho em enfermagem é coletivo, isto é, realiza-se junto de uma equipa, onde a competência em comunicação com pares ou outros profissionais é fundamental para o desenvolvimento e continuidade dos cuidados, além de ser essencial para o próprio cuidado de enfermagem às pessoas ou grupos. Neste sentido, a comunicação, a coordenação e a cooperação são fulcrais para a segurança do cliente e para a sua recuperação de saúde (Aridi et al., 2023). Noutros tipos de relações, como por exemplo professor/alunos e pais/filhos, também se verifica o propósito de promover o desenvolvimento funcional da pessoa consigo própria e nas interações com os outros. No entanto, a ajuda oferecida nessas relações não exige uma habilitação ou competência profissional. A relação de ajuda prestada por um enfermeiro implica uma capacitação técnica, que se converte num serviço de auxílio profissional habilitado, específico e competente (Moriconi et al., 2020). Também o Regulamento do Exercício Profissional do Enfermeiro (REPE), refere o estabelecimento de uma relação de ajuda com o utente, implicando por isso, o desenvolvimento de uma competência relacional (Decreto-Lei n. 161/96, 1996). Pode afirmar-se que a componente prática, o ensino clínico, é concebido como o prolongamento clínico das construções teórico-práticas, iniciadas em contexto escolar. Ao contrário do que acontecia no passado, a saúde contemporânea reveste-se de um cariz de aprendizagem contínua, aberta, inclusiva e participativa. Dessa forma, cria-se a necessidade de que os enfermeiros alinhem, cada vez mais, o seu desempenho com padrões de qualidade na procura permanente da excelência, promovendo as melhores práticas como forma de resposta a uma sociedade cada vez mais empoderada e exigente (Ordem dos Enfermeiros, 2012). Assim, torna-se necessário formar profissionais competentes, não só pelo mandato social da profissão, mas também pela dignificação da própria relação humana por meio da prestação de cuidados de excelência. Dada a complexidade inerente à relação de ajuda, e sendo esta a base do cuidado em enfermagem, os estudantes de enfermagem em ensino clínico precisam de ser devidamente apoiados e supervisionados no treino desta competência de interação. Pode afirmar-se, que o ensino clínico sustentado na relação de ajuda, é essencial ao processo de aprendizagem do estudante de enfermagem. Nesta fase de aprendizagem, desenvolve a dimensão da socialização inerente à profissão de enfermagem (Longo & Moutinho, 2022). Objetivando a prestação de cuidados de enfermagem de qualidade, estes estudantes devem ser acompanhados no desenvolvimento da capacidade de escuta, clarificação, respeito, congruência e empatia, próprias da relação de ajuda (Silva et al., 2016). Naturalmente, por detrás de todo o profissional de enfermagem existe a pessoa humana, com todas as caraterísticas que lhe são inerentes, o que o leva muitas vezes a agir por imitação, que em certos contextos pode ser encarada como uma fragilidade. Os cenários supervisivos de ensino clínico, não são imunes a esta realidade. Por vezes, os estudantes em estágio atuam repetindo as ações e rotinas dos profissionais do serviço sem uma fundamentação na prática baseada na evidência (Lima et al., 2020). Para estes estudantes, por um lado estar no ambiente de trabalho é um desafio, por outro, encontram-se numa situação de avaliação, num contexto exigente, desafiador e complexo. O estudante, na imitação, intervém ativamente no processo de aprendizagem na medida em que não se limita a observar ou a reproduzir de forma exata o modelo que observa, mas reproduzi-lo-á mediante a interpretação pessoal que faz desse comportamento. O comportamento por imitação pode ser reforçado se a pessoa imitada é admirada por quem aprende. Deste modo, também as ações que
Supervisão no Ensino Clínico de Enfermagem: perspetiva dos estudantes da licenciatura em Enfermagem Ferreira, L., Silva, A. R., Lopes, I., Pinho, C., Feijó, N. Germinare n.º 5. 2025. Doi: https: doi.org/10.5281/zenodo.17201985 16 geram consequências positivas tendem a manter-se, enquanto as que geram consequências negativas tenderão a desaparecer. Atendendo à multiplicidade de possibilidades de atuação nos mais variados contextos clínicos, os estudantes de enfermagem precisam de ser devidamente orientados e apoiados nas suas escolhas de atuação enquanto futuros profissionais de enfermagem. O insuficiente suporte clínico e supervisivo traduz-se em sentimentos de insegurança e ansiedade (Hoying et al., 2020). Acrescentando todas as possibilidades de interpretação situacional, associadas aos diferentes padrões mentais dos intervenientes no processo supervisivo, poderão estar criadas as condições para que a aprendizagem clínica possa ser comprometida por falta de rigor e critérios claros nesse processo. Os padrões mentais formam-se com a repetição de situações, pensamentos e sentimentos. Estes influenciam o modo como se representa internamente o mundo exterior, através de representações mentais, processo denominado de modelos mentais. Assim, conhecer os modelos mentais dos estudantes, possibilita ao supervisor adequar as técnicas e metodologias de ensino, favorecendo a aprendizagem (Martins & Nascimento, 2020). Por conseguinte, é necessário um alinhamento entre os intervenientes no processo supervisivo, que pode ser obtido por uma comunicação franca, cordial e isenta de ambiguidade, de forma a melhorar a possibilidade de sucesso na aprendizagem clínica (Aridi et al., 2023). Assim, a supervisão clínica quando entendida como adequada, promove sentimentos de autoestima e autonomia no estudante supervisado, sentimentos promotores da motivação e facilitadores dos processos de aprendizagem (Kamphinda & Chilemba, 2019). No Regulamento n. 366/2018, a Ordem dos Enfermeiros (OE), afirma que a supervisão clínica “…é um processo dinâmico, sistemático, interpessoal e formal (…) com o objetivo de estruturação da aprendizagem, a construção de conhecimento e o desenvolvimento de competências profissionais, analíticas e reflexivas.” (p. 16657). É através do ensino clínico que a tomada de decisão é desenvolvida, e o supervisor é o facilitador do processo, contribuindo para a prestação de cuidados de enfermagem eficientes e seguros (Karaduman et al., 2022). O supervisor é considerado um dos principais protagonistas e tem influência nos resultados das aprendizagens dos estudantes. Conforme o Regulamento n. 366/2018, a OE define enfermeiro supervisor de enfermagem como o “…responsável pelo processo de supervisão que detém o conhecimento concreto e pensamento sistematizado, no domínio da disciplina e da profissão…” (p. 16657). Também da definição anterior pode constatar-se que o enfermeiro supervisor de enfermagem é promotor do desenvolvimento pessoal e profissional dos estudantes supervisados, de modo que estes saibam transformar-se socioprofissionalmente e contribuam para a qualidade dos cuidados (Regulamento n. 366/2018, 2018). A literatura vem corroborar as definições anteriores, quando destaca que o papel dos supervisores está envolto em grande complexidade, que devem possuir uma vasta experiência profissional e serem detentores de estratégias que promovam a motivação dos estudantes supervisados (Martínez-Linares et al., 2019). O estudante supervisado, durante o seu processo de aprendizagem, infere significados resultantes da relação com o enfermeiro supervisor. Dos mais apontados realçam-se, que o supervisor clínico deve demonstrar mais motivação e interesse no ensino, deve desenvolver as capacidades de comunicação e deve promover um ambiente de trabalho/aprendizagem adequado e sem tensão (Borrallo-Riego et al., 2021).
Supervisão no Ensino Clínico de Enfermagem: perspetiva dos estudantes da licenciatura em Enfermagem Ferreira, L., Silva, A. R., Lopes, I., Pinho, C., Feijó, N. Germinare n.º 5. 2025. Doi: https: doi.org/10.5281/zenodo.17201985 17 Supervisado é definido pela OE, no Regulamento n. 366/2018, como “…o sujeito do processo supervisivo que desenvolve competências no âmbito de ensino clínico, estágio, internato ou em processo de integração em contexto clínico.” (p. 16657). Da literatura consultada, constata-se que os atores que compõem a supervisão clínica em enfermagem (SCE), reconhecem a necessidade de um modelo formal e estruturado, por forma a promover a segurança e a qualidade dos cuidados nos contextos da prática clínica. Desde o século passado que se vem assistindo ao aparecimento de diversos modelos de supervisão, na tentativa de promover o aprimoramento do exercício profissional (Pina & Veiga-Branco, 2019; Pires et al., 2020). Os atores do processo supervisivo adotam os modelos supervisivos mediante as características e complexidade de cada realidade. No entanto, Pina e Veiga-Branco (2019), destacam o modelo de Brigit Proctor, Supervision Alliance Model, lançado no ano de 1986, que visa capacitar o profissional de enfermagem a desenvolver-se profissionalmente na área em que desempenha funções, bem como assegurar que o próprio está a executar funções de uma forma responsável. Em 1989, surge o Modelo da Relação Supervisor-Supervisado, desenvolvido pelos autores Hawkins e Shohet que foca a relação supervisor-supervisado na definição de papéis de ambos, para além da criação de estratégias de redução da ansiedade no processo supervisivo. Da necessidade de refletir no processo supervisivo de enfermagem, surgiu no ano de 1993 o Modelo Reflexivo de Supervisão Profissional, da autoria de Johns. Mais tarde, em 1997, Rogers e ToppingMorris, apresentaram o Modelo de Supervisão Orientado para os Problemas. Este, promove a utilização de estratégias de resolução de problemas clínicos, identificados pelo supervisor e supervisado, no sentido de obter uma solução estruturada, focada, lógica e mensurável. Neste modelo o supervisor procura encorajar e facilitar a auto-atualização do supervisado. Ainda no mesmo ano, surgiu o Modelo de Técnicas de Confrontação, dos autores Cutcliffe e Epling, que visa o uso de técnicas de confrontação. Também no ano de 1997, Nicklin lançou o Modelo de Supervisão Centrado na Prática. Este objetiva dar resposta a diversas variáveis relacionadas com a gestão, bem como disponibilizar formação e suporte emocional. Já em 2012, Cruz apresentou o Modelo de Supervisão Clínica em Enfermagem Contextualizado. Este modelo é entendido pela autora como ativo, dinâmico, pragmático e transferível para todos os contextos de saúde, estando na origem do Modelo Safecare (Pina & VeigaBranco, 2019). O modelo proposto pela OE assenta numa perspetiva crítico-reflexiva, que valoriza na sua complexidade e unicidade o supervisado e a relação que estabelece com o contexto específico. Sugere que se aplique em dois momentos, nos processos de introdução à prática profissional, para atribuição do título de enfermeiro e aos processos de transição para o novo perfil de competências, para atribuição do título de especialista. O suporte efetivo e integral na relação supervisiva, por parte do enfermeiro supervisor, contribui para a qualidade do processo de acompanhamento e desenvolvimento de competências pessoais e profissionais do supervisado (Regulamento n. 366/2018, 2018). Assim, também a OE associa o desempenho do enfermeiro supervisor ao sucesso do processo de aprendizagem. São referidos como fatores negativos influenciadores do processo de aprendizagem, a falta de preparação do supervisor para a prática supervisiva e a ausência de articulação entre a escola e o ambiente clínico (Regulamento n. 366/2018, 2018; Longo & Moutinho, 2022). Por outro lado, como fator positivo da aprendizagem, é apontado o supervisor clínico empático, motivador e dotado de conhecimentos técnico-científicos, deixando perceber um perfil de profissional ético e humano, para além de mediador com a equipa de profissionais do serviço (Martínez-Linares et al., 2019). Parece não haver dúvida da existência de contributos que a supervisão clínica infere durante
Supervisão no Ensino Clínico de Enfermagem: perspetiva dos estudantes da licenciatura em Enfermagem Ferreira, L., Silva, A. R., Lopes, I., Pinho, C., Feijó, N. Germinare n.º 5. 2025. Doi: https: doi.org/10.5281/zenodo.17201985 18 o processo supervisivo. No entanto, importa perceber aqueles que mais influenciam a supervisão dos estudantes. O presente estudo objetiva identificar os diferentes contributos da supervisão clínica no processo de aprendizagem dos estudantes do 3.º e 4.º anos da licenciatura em enfermagem. A finalidade deste estudo é a de contribuir para o desenvolvimento do conhecimento sobre processos supervisivos, através do reconhecimento de determinantes influenciadores do processo de aprendizagem destes estudantes em contexto clínico. 2 METODOLOGIA Perante as caraterísticas da temática em estudo, e na prossecução do objetivo proposto, foi pertinente desenvolver um estudo de natureza quanti-qualitativo, transversal e descritivo. Tendo por base a recolha de dados realizada num determinado período temporal, visou descrever as diversas dimensões que envolvem a temática em pesquisa. A amostra é não probabilística por conveniência, selecionada de uma população composta pelos estudantes de enfermagem que se encontravam a frequentar os 3º e 4º anos da licenciatura em enfermagem, no ano letivo de 2022/2023, na Escola Superior de Saúde Jean Piaget de Vila Nova de Gaia (ESSJPVG), que tenham experienciado ensinos clínicos. Foram enviados questionários online, utilizando a plataforma institucional da ESSJPVNG, para estudantes inscritos nos 3º e 4º anos, que responderam voluntariamente, após consentimento livre e esclarecido e garantia de anonimato. Foram cumpridos todos os procedimentos ético-legais em conformidade com a Comissão de Ética do Instituto Piaget. Os dados foram recolhidos no mês de maio de 2023. Tendo em conta a problemática em estudo e as caraterísticas da amostra, foi utilizado um questionário composto por 32 questões fechadas, a escala Clinical Supervision in Nursing Inventory (CSNI), e 5 questões abertas. Apresenta-se dividido em quatro partes, sendo elas: “A caraterização socioprofissional”; “O contexto do acompanhamento clínico”; “O inventário de avaliação do acompanhamento clínico” e “Momentos significativos”. Para o tratamento estatístico dos dados quantitativos foi utilizada a versão 28.0.1.0 do Statistical Package for the Social Science (SPSS), com a seleção dos testes mais pertinentes para o estudo. O tratamento dos dados qualitativos foi feito de acordo com a técnica de análise de conteúdo de Bardin (2008).
Supervisão no Ensino Clínico de Enfermagem: perspetiva dos estudantes da licenciatura em Enfermagem Ferreira, L., Silva, A. R., Lopes, I., Pinho, C., Feijó, N. Germinare n.º 5. 2025. Doi: https: doi.org/10.5281/zenodo.17201985 19 3 APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS 3.1 Análise quantitativa Quanto à caraterização sociodemográfica da amostra (tabela 1) verifica-se que 18 dos indivíduos que a integram são do género feminino e 4 pertencem ao género masculino. Maioritamente encontramse situados na faixa etária dos 20 aos 29 anos, sendo a média de idades de 29,8 anos. Em relação ao estado civil, 50% dos participantes são solteiros e 45,5% casados ou em união de facto. Tabela 1 - Apresentação sociodemográfica da amostra Variável n % Género Feminino 18 81,8 Masculino 4 18,2 Estado Civil Casado/União de facto 10 45.5 Solteiro 11 50,0 Viúvo/Divorciado 1 4,5 Idade 20-29 11 50,0 30-39 7 31,8 40-49 4 18,2 Média 29,77 Desvio Padrão 7,584 Mínimo 20 Máximo 44 Neste estudo foram identificados quatro contextos da prática clínica, onde os estudantes se encontravam a realizar ou tinham realizado o último estágio, são eles os contextos: Hospitalar, Cuidados de Saúde Primários, Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) e Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI). Como pode ser constatado na tabela 2, dos estudantes que realizaram o seu estágio em contexto hospitalar, cerca de 45% tiveram a atribuição de um supervisor clínico.
Supervisão no Ensino Clínico de Enfermagem: perspetiva dos estudantes da licenciatura em Enfermagem Ferreira, L., Silva, A. R., Lopes, I., Pinho, C., Feijó, N. Germinare n.º 5. 2025. Doi: https: doi.org/10.5281/zenodo.17201985 20 Tabela 2 - Distribuição dos participantes pelo local de realização do último estágio e acompanhamento disponibilizado pelo serviço Locais Tipo de acompanhamento disponibilizado Serviço ou local onde está a realizar ou realizou o último Estágio Disponibilizou um supervisor clínico Fui acompanhado pela equipa Misto (supervisor clínico e equipa) Total Hospital n 9 4 4 17 % 40,9 18,2 18,2 77,3 Centro de Saúde n 0 1 2 3 % 0,0 4,5 9,1 13,6 RNCCI n 0 0 1 1 % 0,0 0,0 4,5 4,5 ERPI n 1 0 0 1 % 4,5 0,0 0,0 4,5 Total 10 5 7 22 45,5% 22,7% 31,8% 100,0% Quanto à percepção dos estudantes relativamente à preparação do supervisor clínico para desenvolver o seu papel, 19 afirmaram que o supervisor clínico estava preparado para a função. Importa referir que 100% dos enfermeiros com formação em supervisão clínica foram considerados preparados para desenvolver o papel (tabela 3). Tabela 3. Preparação e categoria profissional do supervisor clínico Dos processos em que mais incidiu o acompanhamento proporcionado pelo serviço aos estudantes, a qualidade dos cuidados é o processo mais vezes referido pelos participantes deste estudo, com 36,4% das respostas (tabela 4). Preparação do Supervisor Clínico Categoria profissional O supervisor clínico estava preparado para desenvolver o seu papel? Enfermeiro Enfermeiro especialista Enfermeiro sem formação em supervisão clínica Enfermeiro com formação em supervisão clínica n Não n 3 1 2 0 3 % categoria profissional 17,6 9,1 16,7 0 Sim n 14 10 10 4 19 % categoria profissional 82,4 90,9 83,3 100,0 Total 17 11 12 4 22
Supervisão no Ensino Clínico de Enfermagem: perspetiva dos estudantes da licenciatura em Enfermagem Ferreira, L., Silva, A. R., Lopes, I., Pinho, C., Feijó, N. Germinare n.º 5. 2025. Doi: https: doi.org/10.5281/zenodo.17201985 27 5 CONCLUSÕES A supervisão clínica desempenha um papel crucial no processo de aprendizagem dos estudantes de enfermagem nos 3º e 4º anos da licenciatura. Oferece uma oportunidade para que os estudantes possam aprofundar e aprimorar os seus conhecimentos teóricos num ambiente clínico real. No presente estudo foram identificados diversos contributos da supervisão clínica neste processo de aprendizagem, como sendo: orientação e apoio, transferência do conhecimento, desenvolvimento de habilidades clínicas, reflexão crítica e tomada de decisão. São contributos decisivos na preparação dos estudantes para uma prática eficaz, segura e aumento da satisfação profissional. Os contextos de estágio revelam a complexidade das interações técnicas, relacionais e psíquicas vividas nas unidades de saúde, para as quais o estudante constrói uma estrutura interna cognitiva e emocional, que o habilite a enfrentar os desafios de uma profissão muito exigente. O supervisor constitui uma ponte entre o espaço académico e o espaço de prestação de cuidados. Torna-se o elo de ligação entre a formação escolar e todas as dinâmicas da unidade de saúde, podendo ser ele próprio um modelo a seguir. A Supervisão Clínica Colaborativa emana naturalmente da própria essência da enfermagem sustentada na relação de ajuda. A comunicação e a empatia encontram-se na base das relações humanas. A partilha de vivências técnicas e humanas do estudante com os clientes, os seus pares, todos os técnicos de saúde e os seus supervisores, reflete a importância de uma supervisão empática onde todos os intervenientes têm a oportunidade de crescimento. Os resultados obtidos neste estudo evidenciam que a carência de enfermeiros com formação em supervisão clínica, reflete-se nas vivências bloqueadoras experienciadas pelos alunos em estágio. Uma supervisão clínica estratégica, alinhada com os valores, visão e missão das organizações participantes do processo supervisivo (unidades de saúde e escolas de enfermagem), deverá observar a seleção de profissionais qualificados em supervisão clínica para acompanhamento de estudantes em estágio, bem como garantir uma melhor comunicação entre os contextos clínicos e as escolas. Por conseguinte, a formação de mais profissionais com competência acrescida diferenciada e/ou avançada em supervisão clínica, contribuirá para a mitigação das consequências dessa carência. A criação de ambientes de trabalho e aprendizagem revestidos de segurança psicológica, para além de uma necessidade ética, pode constituir-se um pilar de sustentação organizacional para as unidades de saúde, e pessoal na individualidade de cada enfermeiro. Neste âmbito, os resultados vêm reforçar que as atitudes positivas, humanistas, empáticas, entre outras, são significativas para os estudantes, promovendo comportamentos seguros e satisfação com a própria aprendizagem. Este estudo apresenta algumas limitações, nomeadamente os timings de execução do mesmo e ao nível da amostra que foi não probabilística, o que limita a possibilidade de extrapolação dos resultados para outras populações. A adesão de resposta aos questionários aplicados online foi também uma limitação, uma vez que os estudantes se encontravam em ensino clínico. Tendo por base os resultados do presente estudo, é importante realizar uma análise mais aprofundada da temática estudada, explorando diferentes técnicas estatísticas ou abordagens analíticas para obter insigts adicionais e ampliar a compreensão dos padrões e relações encontrados. Por fim, e porque o objetivo último do enfermeiro é o cuidado de excelência, a supervisão clínica em enfermagem baseada na evidência é um meio para garantir a formação e o desenvolvimento profissional, promotores da qualidade dos cuidados de forma a dar resposta às necessidades de uma sociedade cada vez mais exigente.
Supervisão no Ensino Clínico de Enfermagem: perspetiva dos estudantes da licenciatura em Enfermagem Ferreira, L., Silva, A. R., Lopes, I., Pinho, C., Feijó, N. Germinare n.º 5. 2025. Doi: https: doi.org/10.5281/zenodo.17201985 28 AGRADECIMENTOS Os autores agradecem a todo o corpo docente da 2ª edição do Curso de Pós-Graduação em Supervisão Clínica na Formação e Desenvolvimento Profissional de Enfermeiros, da Escola Superior de Saúde Jean Piaget de Vila Nova de Gaia, sem os quais não teria sido possível a concretização deste trabalho. REFERÊNCIAS Aridi, M., Ahmad, M., Ghach, W., Charifeh, S., & Alwan, N. (2023). Development and validation of the soft skills questionnaire for nurses. SAGE Open Nursing, 9, 1–18. https://doi.org/10.1177/23779608231159620 Borrallo-Riego, Á., Magni, E., Jiménez-álvarez, J. A., Fernández-Rodríguez, V., & Guerra-Martín, M. D. (2021). Health sciences students’ perceptions of the role of the supervisor in clinical placements. International Journal of Environmental Research and Public Health, 18(9). https://doi.org/10.3390/ijerph18094427 Bortolato-Major, C., Perez Arthur, J., Mattei, Â. T., Mantovani, M. D. F., Cestari Felix, J. V., & Boostel, R. (2018). Contribuições da Simulação para Estudantes de Graduação em Enfermagem. Revista de Enfermagem UFPE on Line, 12(6), 1751. https://doi.org/10.5205/1981-8963-v12i6a230633p1751-1762-2018 Coelho, J., Sampaio, F., Sequeira, C., Fortuño, M. L., & Merino, J. R. (2020a). The structure and contents of the helping relationship as a nursing psychotherapeutic intervention: A modified e-Delphi study. Perspectives in Psychiatric Care, 57(1), 148–156. https://doi.org/10.1111/ppc.12536 Coelho, J., Sampaio, F., Teixeira, S., Parola, V., Sequeira, C., Fortuño, M., & Merino, J. (2020b). A relação de ajuda: manual de operacionalização da intervenção de enfermagem. https://aspesm.com/pdf/ManualRelacaoAjudaProfissional.pdf Decreto-Lei n. 161/96 Do Ministério Da Saúde, Pub. L. No. 205, Diário da República 2959 (1996). file:///C:/Users/Surface/Desktop/REPE.pdf Farias, M. S., Brito, L. L. M. de S., Santos, A. da S., Guedes, M. V. C., da Silva, L. de F., & Chaves, E. M. C. (2019). Reflexões sobre o saber, saber-fazer e saber-estar na formação de enfermeiros. Reme Revista Mineira de Enfermagem, 23. https://doi.org/10.5935/1415-2762.20190055 Hoying, J., Melnyk, B. M., Hutson, E., & Tan, A. (2020). Prevalence and correlates of depression, anxiety, stress, healthy beliefs, and lifestyle behaviors in first-year graduate health sciences students. Worldviews on Evidence-Based Nursing, 17(1), 49–59. https://doi.org/10.1111/wvn.12415 Kamphinda, S., & Chilemba, E. B. (2019). Clinical supervision and support: Perspectives of undergraduate nursing students on their clinical learning environment in Malawi. Curationis. Karaduman, G. S., Bakir, G. K., Sim-Sim, M. M. S. F., Basak, T., Goktas, S., Skarbalienė, A., Brasaitė-Abromė, I., & Lopes, M. J. (2022). Percepções de estudantes de enfermagem sobre o ambiente de aprendizagem clínica e saúde mental: um estudo multicêntrico. Revista Latino-Americana de Enfermagem, 30, e3581. https://doi.org/10.1590/1518-8345.5577.3581 Lima, R. S., Silva, M. A. I., de Andrade, L. S., De Góes, F. D. S. N., Mello, M. A., & Gonçalves, M. F. C. (2020). Construction of Professional Identity in Nursing Students: Qualitative Research From the Historical-Cultural Perspective. Revista Latino-Americana de Enfermagem, 28, 1–10. https://doi.org/10.1590/15188345.3820.3284 Longo, J., & Moutinho, L. (2022). Professores de Enfermagem: obstáculos que limitam o valor formativo da prática clínica. Revista Lusófona de Educação, 55(55), 27–42. https://doi.org/10.24140/issn.16457250.rle55.02 Martínez-Linares, J. M., Parra-Sáez, C., Tello-Liébana, C., & López-Entrambasaguas, O. M. (2019). Should we be trained to train? Nursing students’ and newly qualified nurses’ perception on good lecturers and good clinical preceptors. International Journal of Environmental Research and Public Health, 16(24). https://doi.org/10.3390/ijerph16244885
Supervisão no Ensino Clínico de Enfermagem: perspetiva dos estudantes da licenciatura em Enfermagem Ferreira, L., Silva, A. R., Lopes, I., Pinho, C., Feijó, N. Germinare n.º 5. 2025. Doi: https: doi.org/10.5281/zenodo.17201985 29 Martins, D. G., & Nascimento, D. L. (2020). Modelos mentais relacionados ao aprendizado de cálculos para folhas de pagamento em um curso técnico. ForScience, 8(2). https://doi.org/10.29069/forscience.2020v8n2.e753 Moriconi, S., Balducci, P. M., & Tortorella, A. (2020). Aggressive behavior: nurse-patient relationship in mental health setting. Psychiatria Danubina, 32(1), 207–209. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32890391/ Ordem dos Enfermeiros. (2012). Padrões de qualidade dos cuidados de enfermagem. In Divulgar. Pina, J., & Veiga-Branco, M. (2019). Supervisão clínicaconceitos, modelos e teorias - prática refletida como essência da supervisão clínica. In: Livro resumos do VI Encontro de Jovens Investigadores do Instituto Politécnico de Bragança. https://pt.scribd.com/document/822832043/Supervisa-o-Cli-nica-ConceitosModelos-e-Teorias-Pra-tica-Refletida-como-Esse-ncia-da-Supervisa-o-Cli-nica Pires, R., Sousa, C., Ribeiro, S., Cunha, I., & Santos, M. R. (2020). Ciclo de supervisão de Peter Nicklin num cenário de ensino clínico de enfermagem. Enfermagem Foco, 11(6), 85–91. https://enfermfoco.org/wpcontent/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-11-6-0085/2357-707X-enfoco-11-6-0085.pdf Regulamento n. 366/2018 Do Ministério Da Saúde, Diário da República 16657 (2018). Silva, A., Baggio, É., Martins, V. A., Hattori, T. Y., Nascimento, V. F., & Terças-Trettel, A. C. P. (2022). Vivências de estudantes de enfermagem na preceptoria em saúde. Journal Health NPEPS, 7(1), e6378. https://doi.org/10.30681/252610106378 Silva, E., Maia, M. L., Silva, D., Rocha, A., & Duarte, J. (2016). The help relationship in clinical nursing education. 139–146. https://doi.org/10.15405/epsbs.2016.07.02.12 Silva, J., & Fernandes, M. (2018). O desenvolvimento da inteligência emocional dos estudantes durante os ensinos clínicos do curso de licenciatura em enfermagem. In: Livro de resumos: Congresso Internacional Supervisão Pedagógica: Práticas Inovadoras No Século XXI, 26. Esc Sup Saúde Instituto Politécnico de Viseu. http://projects.essv.ipv.pt/superes/livro-de-resumos/ Zhang, J., Shields, L., Ma, B., Yin, Y., Wang, J., Zhang, R., & Hui, X. (2022). The clinical learning environment, supervision and future intention to work as a nurse in nursing students: a cross-sectional and descriptive study. BMC Medical Education, 22(1). https://doi.org/10.1186/s12909-022-03609-y