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SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFORMÁTICA EM SAÚDE – SBIS R. Dr. Ovídio Pires de Campos,75 Cerqueira César, São Paulo – SP Prédio do CEAC – 4º andar Complexo do HCFMUSP Cep – 05401-000 E-mail: [email protected] Telefones: (11) 99394-0092 (ligações e Whatsapp) Programa de Residência Multiprofissional em Informática em Saúde e Saúde Digital: Uma proposta para o Brasil Multiprofessional Residency Program in Health Informatics and Digital Health: A Proposal for Brazil Elaboração: Dr. Antônio Carlos Onofre Lira Dra. Beatriz de Faria Leão Dra. Grace T. M. Dal Sasso Dra. Heimar de Fátima Marin Msc. Raquel Acciarito Motta São Paulo, 12/11/ 2025
SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFORMÁTICA EM SAÚDE – SBIS R. Dr. Ovídio Pires de Campos,75 Cerqueira César, São Paulo – SP Prédio do CEAC – 4º andar Complexo do HCFMUSP Cep – 05401-000 E-mail: [email protected] Telefones: (11) 99394-0092 (ligações e Whatsapp) Resumo A transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS) exige profissionais qualificados capazes de integrar ciência de dados, tecnologia e cuidado centrado no paciente. Esta proposta apresenta a estrutura e os fundamentos do Programa de Residência Multiprofissional em Informática em Saúde e Saúde Digital, orientado pelas diretrizes da IMIA, OMS e CNRMS. O curso, com duração de dois anos e carga horária total de 4.320 horas, combina 80 % de atividades práticas e 20 % teóricas, formando especialistas aptos a planejar, implementar e avaliar soluções tecnológicas inovadoras. Os módulos abrangem interoperabilidade, inteligência artificial aplicada, big data, cibersegurança, governança de dados, tecnologias imersivas e medicina de precisão. A metodologia se baseia em aprendizagem ativa, integração interdisciplinar e design centrado no usuário, enfatizando ética, cidadania digital e equidade. O programa busca consolidar uma força de trabalho preparada para liderar a transformação digital do SUS, promovendo sistemas de saúde mais seguros, inteligentes e inclusivos, alinhados às práticas internacionais de saúde digital e às exigências da era da inteligência artificial. Palavras-Chave: Informática em Saúde; Saúde Digital; Residência Multiprofissional; Interoperabilidade; Inteligência Artificial; Governança de Dados; Cidadania Digital. Abstract The digital transformation of Brazil’s Unified Health System (SUS) demands qualified professionals capable of integrating data science, technology, and patient-centered care. This proposal outlines the structure and rationale of the Multiprofessional Residency Program in Health Informatics and Digital Health, aligned with IMIA, WHO, and CNRMS frameworks. The two-year, 4,320-hour program combines 80 % practical and 20 % theoretical activities to train specialists able to design, implement, and evaluate innovative technological solutions. Its curriculum includes interoperability, applied artificial intelligence, big data, cybersecurity, data governance, immersive technologies, and precision medicine. The methodology adopts active learning, interdisciplinary integration, and user-centered design, emphasizing ethics, digital citizenship, and equity. The program aims to build a workforce prepared to lead the digital transformation of the SUS, fostering safer, smarter, and more inclusive health systems aligned with global standards for digital health and the emerging artificial intelligence era. Keywords: Health Informatics; Digital Health; Multiprofessional Residency; Interoperability; Artificial Intelligence; Data Governance; Digital Citizenship.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFORMÁTICA EM SAÚDE – SBIS R. Dr. Ovídio Pires de Campos,75 Cerqueira César, São Paulo – SP Prédio do CEAC – 4º andar Complexo do HCFMUSP Cep – 05401-000 E-mail: [email protected] Telefones: (11) 99394-0092 (ligações e Whatsapp) Introdução A saúde brasileira vive um momento decisivo frente aos desafios impostos pela complexidade dos sistemas de informação, pela expansão das tecnologias digitais e pelas novas demandas da sociedade. O fortalecimento da transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS) exige profissionais altamente qualificados, capazes de integrar conhecimentos da saúde, ciência de dados e tecnologia. Diante do crescimento da produção de dados em saúde, do uso intensivo de inteligência artificial, do avanço de soluções como telessaúde e dispositivos vestíveis ou implantáveis, entre outras, torna-se urgente investir em formação especializada. A criação de uma Residência Multiprofissional em Informática em Saúde responde a essa necessidade estratégica, promovendo a formação de quadros técnicos e clínicos preparados para liderar processos de inovação digital com segurança, qualidade e foco na equidade. A transformação digital em saúde tem promovido avanços na gestão de informações, suporte à decisão clínica, interoperabilidade de sistemas e personalização de cuidados. Nesse contexto, a formação de profissionais especializados em Informática em Saúde tornou-se essencial para garantir que essas tecnologias sejam implementadas de forma eficaz, ética e segura. A proposta de Residência Multiprofissional em Informática em Saúde tem como objetivo qualificar profissionais para planejar, implementar e gerenciar soluções tecnológicas alinhadas às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco em interoperabilidade, inteligência artificial aplicada, segurança de dados e governança. Esta residência se fundamenta nas recomendações da International Medical Informatics Association (IMIA), na WHO (2020) sobre o ensino em Informática em Saúde, que destacam a importância de competências em interoperabilidade, análise de grandes volumes de dados (Big Data), inteligência artificial explicável e design centrado no usuário para soluções digitais de saúde (BICHEL-FINDLAY et al., 2023). Além disso, a estrutura curricular proposta está alinhada com as diretrizes estabelecidas pela Resolução CNRMS (Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde) nº 1, de 24 de dezembro de 2021, que define padrões para a formação multiprofissional em saúde, assegurando uma formação prática intensa e uma abordagem interdisciplinar (BRASIL, 2021). Na estrutura da Residência Multiprofissional em Informática em Saúde, a Informática em Saúde é um dos pilares conceituais centrais da proposta. Segundo a definição da AMIA (2021), trata-se da ciência que estuda como utilizar dados, informações e conhecimento para aprimorar a saúde humana e a prestação de serviços de saúde. Essa área possui uma abordagem técnicocientífica, com ênfase na gestão da informação e na construção de sistemas que apoiem a tomada de decisão clínica e a eficiência dos serviços. Entre os principais exemplos de aplicação da Informática em Saúde está o registro eletrônico do paciente (REP), os sistemas de interoperabilidade, os sistemas de suporte à decisão clínica (CDS) e os repositórios estruturados de dados em saúde. Nesse contexto, a formação dos residentes deve contemplar competências voltadas à análise, organização,
SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFORMÁTICA EM SAÚDE – SBIS R. Dr. Ovídio Pires de Campos,75 Cerqueira César, São Paulo – SP Prédio do CEAC – 4º andar Complexo do HCFMUSP Cep – 05401-000 E-mail: [email protected] Telefones: (11) 99394-0092 (ligações e Whatsapp) uso e proteção de dados clínicos, fundamentais para garantir qualidade, segurança e integração nos processos assistenciais. Por sua vez, Saúde Digital é entendida como um campo mais abrangente, voltado à aplicação de tecnologias digitais para a promoção da saúde. De acordo com a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2021), saúde digital é o campo de conhecimento e prática associado ao desenvolvimento e uso de tecnologias digitais para melhorar a saúde. Este conceito compreende o uso de recursos como telemedicina, telessaúde, e-Saúde, aplicativos móveis, dispositivos vestíveis, inteligência artificial, big data, entre outras inovações. Tais tecnologias são empregadas para prevenir doenças, promover o autocuidado, apoiar diagnósticos e tratamentos, bem como otimizar o desempenho dos sistemas de saúde. Nesse sentido, a Saúde Digital representa o componente aplicado da transformação digital, traduzindo os fundamentos da Informática em Saúde em soluções concretas e acessíveis para profissionais e cidadãos. Assim, entende-se nesta proposta que a Informática em Saúde fornece a base técnica e científica necessária para a modelagem de dados, interoperabilidade, estruturas de conhecimento, segurança da informação e governança de dados. A Saúde Digital, por sua vez, aplica essas bases em soluções inovadoras e acessíveis, como aplicativos, portais do paciente, plataformas de telessaúde e ferramentas de monitoramento remoto. Ambas são complementares e fundamentais para a transformação digital do SUS, contribuindo para a construção de sistemas de saúde mais equitativos, eficientes e centrados no cidadão. Por essa razão, são abordadas de forma integrada e estratégica na proposta da residência. Além dos avanços tecnológicos e normativos, a proposta da Residência Multiprofissional em Informática em Saúde reconhece a importância crescente da cidadania digital em saúde como elemento estruturante para sistemas mais equitativos e participativos. Conforme aponta o DTH-Lab (2025), somente será possível colher os benefícios da transformação digital se os cidadãos puderem engajar-se criticamente com os ecossistemas digitais e participar ativamente de sua governança. Nesse sentido, formar profissionais capazes de articular competências técnicas em dados, saúde e tecnologias, com habilidades cívicas e éticas, é essencial para garantir que as transformações digitais respeitem direitos, promovam inclusão e respondam às reais necessidades da população. A residência propõe-se, assim, a contribuir com a formação de lideranças que atuarão não apenas na implementação de soluções tecnológicas, mas também na construção de uma cultura de participação, justiça digital e cidadania em saúde. Em consonância com os avanços mais recentes na formação em saúde digital, a estrutura da Residência Multiprofissional em Informática em Saúde foi atualizada também com base no framework internacional de competências publicado por Car et al. (2025). O documento propõe um conjunto de competências essenciais que refletem os desafios contemporâneos da prática clínica digital e que foram integradas transversalmente na matriz curricular da residência. As quatro dimensões incorporadas incluem: Uso ético e avançado de tecnologias clínicas digitais (como telessaúde, robótica e sensores); Interpretação e visualização de grandes volumes de dados em saúde; Avaliação de modelos de inteligência artificial clínica, com foco em explicabilidade e
SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFORMÁTICA EM SAÚDE – SBIS R. Dr. Ovídio Pires de Campos,75 Cerqueira César, São Paulo – SP Prédio do CEAC – 4º andar Complexo do HCFMUSP Cep – 05401-000 E-mail: [email protected] Telefones: (11) 99394-0092 (ligações e Whatsapp) mitigação de viés; Governança, rastreabilidade e ética algorítmica segundo marcos internacionais (ex. AI Act que é o Regulamento Europeu de Inteligência Artificial). Essas competências enriquecem os conteúdos dos módulos dos quatro semestres, preparando os residentes para liderar com segurança, equidade e responsabilidade a transformação digital do SUS. 2. Estrutura da Residência. A proposta de Residência Multiprofissional em Informática em Saúde está estruturada de forma robusta, baseada nos documentos já citados e compreendendo duração de 2 anos com carga horária total de 4.320 horas, conforme regulamentação brasileira. A distribuição das atividades privilegia a prática profissional, que corresponde a 80% da carga horária total, garantindo a imersão dos residentes em cenários reais de informática em saúde e saúde digital. A parte teórica, equivalente a 20% da carga horária, aborda fundamentos essenciais como interoperabilidade, inteligência artificial aplicada, big data, cibersegurança e governança de dados. Essa combinação busca preparar profissionais capazes de integrar tecnologias avançadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), promovendo a transformação digital com segurança, ética e eficiência. A estrutura curricular da residência, organizada em quatro semestres, propõe uma formação teórico-prática progressiva, iniciando pelos fundamentos da informática em saúde e da saúde digital, passando por temas como interoperabilidade, telessaúde, cibersegurança e governança de dados, até alcançar tecnologias emergentes e avançadas como inteligência artificial, big data, dispositivos vestíveis (wearables), tecnologias imersivas (realidade virtual e aumentada, holografia entre outras) e medicina de precisão. Essa progressão permite que os residentes desenvolvam competências em gestão da informação, interoperabilidade, inteligência artificial explicável, cibersegurança e desenho centrado no usuário. A formação prática intensiva, associada a módulos teóricos focados em problemas concretos, busca não apenas transmitir conhecimento técnico, mas também formar líderes capazes de planejar e implementar soluções digitais escaláveis para o SUS, alinhadas às melhores práticas internacionais e aos princípios éticos da saúde digital. a. Duração e Carga Horária Duração: 2 anos (4.320 horas), conforme regulamentação brasileira que estabelece 60 horas semanais (240 horas/mês). •Distribuição Geral: Teórica: 960 horas. Prática: 3.360 horas. Total: 4.320 horas. •Distribuição Semestral: Prática (80%): 864 horas. Teórica (20%): 216 horas.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFORMÁTICA EM SAÚDE – SBIS R. Dr. Ovídio Pires de Campos,75 Cerqueira César, São Paulo – SP Prédio do CEAC – 4º andar Complexo do HCFMUSP Cep – 05401-000 E-mail: [email protected] Telefones: (11) 99394-0092 (ligações e Whatsapp) b. Estrutura Curricular por Semestre 1º Semestre: Fundamentos de Informática em Saúde e Saúde Digital (240h) Conteúdos principais: •Informática em Saúde, conceitos, histórico e áreas de desenvolvimento. •Introdução à saúde digital e transformação digital no SUS. •Gestão de informações em saúde e fundamentos de governança de dados. •Interoperabilidade em saúde: conceitos e padrões (HL7 FHIR, SNOMED CT, CIPE, DICOM, LOINC). •Telessaúde e telemonitoramento na atenção primária e especializada. •Compliance com a LGPD. •Informática em Saúde, Saúde Digital, Gestão da Informação, Interoperabilidade (HL7 FHIR, SNOMED CT, LOINC, OpenEHR, RNDS), Telessaúde e dispositivos digitais, LGPD e fundamentos éticos internacionais em tecnologias digitais clínicas (Car et al., 2025). •Cidadania digital em saúde: direitos digitais, letramento digital, participação crítica no ecossistema digital, engajamento ético com dados e tecnologias. Competências Desenvolvidas: - Gestão de Informação: Organização e análise de fluxos de dados clínicos e administrativos. - Interoperabilidade: Aplicação de padrões como HL7 FHIR para integração de sistemas. - Governança de Dados: Conformidade com a LGPD e normas éticas de privacidade. - Cidadania digital: compreensão dos determinantes digitais da saúde e atuação crítica e ética em ambientes digitais. Resultados Esperados: •Avaliação da maturidade digital de unidades de saúde. •Uso de sistemas interoperáveis e gestão segura de dados. •Atuação em telessaúde e telemonitoramento com base técnica e ética. •Promoção da literacia digital e da justiça digital na implementação de soluções de saúde. 2º Semestre: Tecnologias Avançadas e IA Aplicada (240h) Conteúdos principais: •Inteligência Artificial aplicada à saúde •Fundamentos de validação de modelos de IA em saúde •IA explicável: transparência e interpretabilidade. •Cibersegurança clínica e proteção de sistemas clínicos. •Design/Projeto centrado no usuário para soluções digitais. •Aspectos éticos e sociais da IA aplicada ao cuidado e à gestão.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFORMÁTICA EM SAÚDE – SBIS R. Dr. Ovídio Pires de Campos,75 Cerqueira César, São Paulo – SP Prédio do CEAC – 4º andar Complexo do HCFMUSP Cep – 05401-000 E-mail: [email protected] Telefones: (11) 99394-0092 (ligações e Whatsapp) Competências Desenvolvidas: - IA Aplicada: Desenvolvimento e implementação de algoritmos preditivos. - Cibersegurança Avançada: Proteção de sistemas clínicos contra vulnerabilidades. - Design Centrado no Usuário: Prototipagem de soluções digitais intuitivas. - IA ética: identificação e mitigação de vieses algorítmicos. Resultados Esperados: •Aplicação de IA para suporte à decisão e análise preditiva. •Segurança cibernética de sistemas de saúde. •Desenvolvimento de interfaces digitais amigáveis. 3º Semestre: Implementação de Soluções Digitais e Tecnologias Imersivas (240h) Conteúdos principais: •Integração de Wearables e IoT, Tecnologias Imersivas (VR/AR), Medicina Personalizada baseada em dados genômicos e clínicos, Governança Global de IA com base em frameworks internacionais (AI Act e Car et al., 2025), Co-design e participação cidadã. Competências Desenvolvidas: - Saúde Personalizada: Desenvolvimento de estratégias baseadas em dados genômicos. - Tecnologias Imersivas: Integração de VR/AR em cenários clínicos e educacionais. - IA Ética e Governança: Aplicação responsável e equitativa de IA. - Co-criação e avaliação participativa de soluções digitais. Resultados Esperados: •Implementação de soluções de monitoramento remoto. •Uso de tecnologias imersivas para reabilitação e ensino. •Desenvolvimento de estratégias de saúde personalizada com IA. 4º Semestre: Governança, Avaliação de Impacto e Inovação (240h) Conteúdos principais: •Governança de Dados e rastreabilidade algorítmica, Avaliação de impacto clínico e social de tecnologias digitais, Regulação Internacional (AI Act), Inovação em saúde digital, Direitos digitais e liderança com base nos referenciais de Car et al. (2025). Competências Desenvolvidas: - Governança Global de IA: Avaliação de conformidade com diretrizes internacionais. - Avaliação de Impacto: Mensuração da eficácia de tecnologias digitais. - Inovação: Desenvolvimento de soluções digitais escaláveis para o SUS. - Liderança digital com foco em inclusão, equidade e participação cidadã.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFORMÁTICA EM SAÚDE – SBIS R. Dr. Ovídio Pires de Campos,75 Cerqueira César, São Paulo – SP Prédio do CEAC – 4º andar Complexo do HCFMUSP Cep – 05401-000 E-mail: [email protected] Telefones: (11) 99394-0092 (ligações e Whatsapp) Resultados Esperados: •Liderança em governança de dados. •Avaliação do impacto clínico e operacional de tecnologias digitais. •Desenvolvimento de soluções escaláveis para o SUS. •Capacidade de advogar por ambientes digitais éticos e seguros em saúde. Perfil Final do Egresso Ao concluir a residência, o profissional estará capacitado para: •Planejar e implementar soluções de saúde digital no SUS. •Integrar sistemas interoperáveis e tecnologias avançadas, como IA e wearables. •Garantir segurança, qualidade e governança de dados. •Propor inovações digitais baseadas em análise crítica e impacto real no cuidado. •Liderar iniciativas de transformação digital, alinhadas a padrões éticos e internacionais. •Atuar como líder e educador em cidadania digital em saúde, promovendo justiça digital, alfabetização crítica e engajamento dos usuários nas decisões tecnológicas. c. Resumo das Competências Associadas a Todos os Módulos. Letramento Digital em Saúde: Compreender, utilizar e criticar tecnologias digitais com responsabilidade, ética e segurança. Cidadania Digital em Saúde: Atuar de forma crítica e participativa nos ecossistemas digitais, promovendo inclusão, justiça digital e defesa dos direitos digitais em saúde. Gestão de Informação: Organizar e interpretar dados clínicos e administrativos. Interoperabilidade: Configurar e integrar sistemas com padrões internacionais. Apoio à Decisão: Utilizar IA para suporte clínico e análise preditiva. Governança de Dados: Assegurar conformidade com a LGPD e normas globais. Design Centrado no Usuário: Criar soluções intuitivas e funcionais. IA Ética e Explicável: Implementar IA de forma responsável e transparente. Cibersegurança Avançada: Proteger sistemas digitais contra riscos e invasões. Tecnologias Imersivas: Aplicar a realidade virtua e aumentada para saúde e ensino. Saúde Personalizada: Desenvolver intervenções baseadas em dados genômicos e clínicos. Governança Global de IA: Avaliar e implementar diretrizes internacionais. Co-design e Engajamento Sociotécnico: Conduzir processos colaborativos de desenvolvimento e avaliação de tecnologias com usuários, gestores e comunidades. Perfil Final do Egresso Ao concluir a residência, o profissional estará capacitado para: •Planejar e implementar soluções de saúde digital no SUS. •Integrar sistemas interoperáveis e tecnologias avançadas, como IA e wearables. •Garantir segurança, qualidade e governança de dados. •Propor inovações digitais baseadas em análise crítica e impacto real no cuidado.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFORMÁTICA EM SAÚDE – SBIS R. Dr. Ovídio Pires de Campos,75 Cerqueira César, São Paulo – SP Prédio do CEAC – 4º andar Complexo do HCFMUSP Cep – 05401-000 E-mail: [email protected] Telefones: (11) 99394-0092 (ligações e Whatsapp) •Liderar iniciativas de transformação digital, alinhadas a padrões éticos e internacionais. •Atuar como agente de cidadania digital em saúde, promovendo o letramento digital, a equidade tecnológica e a participação ativa dos usuários. •Conduzir processos colaborativos de design e avaliação de soluções digitais, considerando contextos sociotécnicos e determinantes digitais da saúde. d. Módulo Adicional 1 (Opcional para Médicos e demais profissionais interessados): Ferramentas Digitais para Suporte Clínico e Gestão de Casos. Carga Horária: 120 horas (podendo ser distribuídas em dois semestres) Conteúdos principais: •Sistemas de suporte à decisão clínica baseados em inteligência artificial (IA). •Protocolos digitais integrados à prática médica (prontuários eletrônicos otimizados e sistemas de alerta). •Monitoramento remoto em condições crônicas e emergências médicas. •Telemedicina e teleconsultoria: práticas seguras e eficazes para a atenção primária e especializada. •Ferramentas digitais para gestão de casos complexos e de alto risco. •Cocriação e customização de ferramentas digitais com equipes clínicas. •Ética clínica na adoção de tecnologias digitais: transparência, vieses e equidade. Competências Desenvolvidas: - Aplicar IA para suporte à decisão clínica em tempo real. - Utilizar ferramentas digitais para monitoramento de pacientes em condições crônicas ou críticas. - Integrar protocolos digitais em diagnósticos e planos terapêuticos. - Liderar a incorporação ética de tecnologias digitais em fluxos clínicos reais. - Avaliar a qualidade e o impacto de alertas, recomendações e sistemas de apoio à decisão clínica. - Facilitar o uso seguro de ferramentas digitais por equipes interprofissionais. Resultado Esperado do Egresso: •Capacidade de integrar soluções digitais baseadas em IA e suporte à decisão em fluxos clínicos de forma ética, segura e centrada no paciente. •Habilidade em liderar estratégias de telemedicina e monitoramento remoto com impacto na continuidade e qualidade do cuidado.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFORMÁTICA EM SAÚDE – SBIS R. Dr. Ovídio Pires de Campos,75 Cerqueira César, São Paulo – SP Prédio do CEAC – 4º andar Complexo do HCFMUSP Cep – 05401-000 E-mail: [email protected] Telefones: (11) 99394-0092 (ligações e Whatsapp) Ética e Personalização: Adotar práticas éticas no manejo dos dados e na implementação de tecnologias digitais, garantindo que as soluções propostas estejam alinhadas aos princípios éticos do SUS. Inovação e Proatividade: Propor melhorias contínuas para processos digitais em saúde, mostrando iniciativa e capacidade de adaptação às mudanças tecnológicas. e. Frequência e Cumprimento da Carga Horária: Presença: Manter uma frequência mínima de 75% nas atividades teóricas e práticas, conforme a regulamentação da residência multiprofissional. Carga Horária Completa: Cumprir integralmente as 4.320 horas previstas no programa, distribuídas em atividades práticas (80%) e teóricas (20%). f. Entrega do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC): Projeto Final: Desenvolver e apresentar um TCC que proponha uma solução inovadora em saúde digital, aplicando os conhecimentos adquiridos durante a residência. O projeto deve ser fundamentado teoricamente, ter aplicabilidade prática e ser aprovado por uma banca examinadora. 5. Tecnologias Educacionais: O avanço das tecnologias educacionais tem transformado significativamente a forma como os profissionais de saúde são capacitados, permitindo uma abordagem mais interativa, personalizada e eficiente. A utilização de plataformas digitais tem se mostrado fundamental para a formação de profissionais de saúde, permitindo uma abordagem mais dinâmica, personalizada e eficiente. No contexto da Residência Multiprofissional em Informática em Saúde, o Moodle destaca-se como o principal Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) adotado, proporcionando um espaço colaborativo para a construção de competências técnicas e práticas essenciais. O Moodle, com sua flexibilidade e recursos, permite a implementação de fóruns, quizzes, atividades interativas, e integração com simuladores clínicos, ferramentas de análise de dados e plataformas de interoperabilidade, como FHIR Sandbox. Além disso, a plataforma possibilita o uso de Learning Analytics, permitindo monitorar o desempenho dos residentes de forma contínua e personalizada, identificando dificuldades e promovendo intervenções pedagógicas direcionadas. A compatibilidade com padrões internacionais, como IMS Global (2020) e SCORM(2020), assegura a interoperabilidade entre diferentes sistemas, facilitando a continuidade do aprendizado. O objetivo central do uso do Moodle é facilitar a aprendizagem colaborativa, promover a autonomia dos residentes e desenvolver habilidades práticas em um ambiente seguro. Dessa forma, a plataforma não apenas enriquece o processo formativo, mas também prepara os residentes para liderar a transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS) com competência, ética e inovação. Assim, pode-se utilizar ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) como Moodle, simuladores clínicos, ferramentas de análise de dados, plataformas de interoperabilidade (FHIR Sandbox, Inferno) e tecnologias imersivas (metaverso, RV/R). O uso de Learning Analytics visa
SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFORMÁTICA EM SAÚDE – SBIS R. Dr. Ovídio Pires de Campos,75 Cerqueira César, São Paulo – SP Prédio do CEAC – 4º andar Complexo do HCFMUSP Cep – 05401-000 E-mail: [email protected] Telefones: (11) 99394-0092 (ligações e Whatsapp) personalizar o processo de aprendizagem com base nos dados de desempenho dos residentes. O uso deste tipo de tecnologia educacional visa facilitar a aprendizagem colaborativa, promover a autonomia dos residentes e desenvolver habilidades práticas em um ambiente seguro. 6. Integração Interdisciplinar: A integração interdisciplinar é um pilar fundamental na Residência Multiprofissional em Informática em Saúde, pois promove a colaboração efetiva entre profissionais de diferentes áreas da saúde para enfrentar desafios complexos de forma conjunta. Essa abordagem se baseia na realização de projetos integrados que envolvem equipes multiprofissionais, permitindo que os residentes trabalhem de forma colaborativa para desenvolver soluções digitais aplicáveis ao Sistema Único de Saúde (SUS). A utilização da metodologia de Círculos de Aprendizagem (Learning Circles) facilita discussões interprofissionais, incentivando a troca de conhecimentos, a reflexão coletiva e a construção conjunta de soluções conforme Dixon (1999). Além disso, os estudos de caso interdisciplinares e os rodízios em diferentes setores, como hospitais, unidades básicas de saúde e centros de telessaúde, proporcionam uma vivência prática essencial para a aplicação das tecnologias digitais, como sistemas interoperáveis, inteligência artificial aplicada e análise de grandes volumes de dados (Big Data). Essa prática intensiva permite que os residentes desenvolvam não apenas competências técnicas, mas também habilidades interpessoais, como comunicação clara, liderança colaborativa e resolução de conflitos. O objetivo central da integração interdisciplinar é preparar os residentes para atuar em equipes multiprofissionais com eficiência, garantindo que possam liderar a implementação de soluções digitais de forma ética, segura e orientada para o usuário. A articulação entre diferentes saberes facilita a compreensão mais ampla dos problemas enfrentados no cotidiano dos serviços de saúde, permitindo uma abordagem mais completa e assertiva. A prática colaborativa durante a residência fortalece competências essenciais para o futuro profissional, como a capacidade de tomar decisões com base em evidências, pensar criticamente sobre o impacto das tecnologias na saúde e propor inovações que realmente atendam às necessidades dos pacientes e dos profissionais de saúde. Dessa forma, a integração interdisciplinar não só contribui para a formação técnica dos residentes, mas também para sua capacidade de promover mudanças significativas e sustentáveis no contexto da transformação digital do SUS. 7. Aplicabilidade Prática: O alinhamento entre teoria e prática busca preparar os residentes para liderar a transformação digital no SUS, assegurando que as tecnologias sejam aplicadas de forma ética, segura e com impacto real na qualidade do cuidado prestado. A combinação de práticas intensivas, estudos de caso aplicados, metodologias ativas e uma base teórica sólida permitirá que os residentes desenvolvam competências avançadas em Informática em Saúde, alinhadas aos padrões internacionais e às demandas específicas do SUS. Essa metodologia promove não apenas o desenvolvimento técnico, mas também habilidades críticas como liderança, ética digital, comunicação interdisciplinar e capacidade de inovação, formando profissionais preparados para enfrentar os desafios da transformação digital na saúde.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFORMÁTICA EM SAÚDE – SBIS R. Dr. Ovídio Pires de Campos,75 Cerqueira César, São Paulo – SP Prédio do CEAC – 4º andar Complexo do HCFMUSP Cep – 05401-000 E-mail: [email protected] Telefones: (11) 99394-0092 (ligações e Whatsapp) 8. Proposta Orçamentária 2025 Categoria Detalhamento Estimativa de Custo (R$) Hora-aula teórica (docente) Custo por hora-aula teórica (base: R$ 120,00/h) x 960 horas distribuídas entre docentes (mín. 2) R$ 115.200,00 Supervisão prática/preceptoria (em campo) Custo por hora de supervisão prática em serviço (base: R$ 80,00/h) x 3.360 horas. R$ 268.800,00 Orientação de estudos / tutoria. Tutoriais individuais e em grupo para apoio aos estudos (R$ 80,00/h x 4h/mês x 24 meses) R$ 7.680,00 Infraestrutura física (salas, laboratórios, conectividade) Manutenção e uso de salas, conectividade, energia, equipamentos audiovisuais (média mensal). R$ 24.000,00 Ambientes virtuais de aprendizagem (Moodle, simulações) Licença, hospedagem e manutenção de AVA, ferramentas de simulação e avaliação (anual). R$ 12.000,00 Tecnologias digitais e plataformas (FHIR, IA, análise de dados) Licenças e manutenção de plataformas de interoperabilidade, IA, analytics, etc. R$ 30.000,00 Materiais e recursos didáticos (impresso e digital) Aquisição de bibliografia básica, licenças digitais, produção de material didático. R$ 10.000,00 Coordenação pedagógica e administrativa. Coordenador(a) da residência e assistente administrativo (R$ 6.000/mês por 24 meses) R$ 144.000,00 Gestão e suporte ao residente (bolsaresidência, transporte, apoio) Custos com gestão de bolsas, deslocamento para estágios e suporte institucional. R$ 60.000,00 Eventos formativos (hackathons, oficinas, seminários) Realização de eventos para formação prática e interdisciplinar (mín. 2 por ano). R$ 40.000,00 Bolsas de residentes 10 residentes × R$ 4.106,09/mês × 24 meses R$ 985.460,00
SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFORMÁTICA EM SAÚDE – SBIS R. Dr. Ovídio Pires de Campos,75 Cerqueira César, São Paulo – SP Prédio do CEAC – 4º andar Complexo do HCFMUSP Cep – 05401-000 E-mail: [email protected] Telefones: (11) 99394-0092 (ligações e Whatsapp) Reserva técnica e encargos institucionais (~5 %) Custos administrativos indiretos R$ 85.000,00 Total Geral R$ 1.780.000,00 Obs. Caso o programa seja ampliado para 12 residentes, o valor total estimado deverá ser ajustado para aproximadamente R$ 1.980.000,00, considerando o acréscimo proporcional de bolsas de residência para dois profissionais adicionais, conforme Portaria Interministerial MEC/MS nº 13/2021. 9. Referências. ADVANCED DISTRIBUTED LEARNING (ADL). SCORM Overview. 2020. Disponível em: https://adlnet.gov/projects/scorm/. Acesso em: 3 mar. 2025. AMERICAN MEDICAL INFORMATICS ASSOCIATION. Informatics: Research and Practice. Disponível em: https://amia.org/about-amia/why-informatics/informatics-research-and-practice. Acesso em: 10 abr. 2025. BICHEL-FINDLAY, Jen et al. Recommendations of the International Medical Informatics Association (IMIA) on Education in Biomedical and Health Informatics: Second Revision. International Journal of Medical Informatics, v. 170, 2023, p. 104908. ISSN 1386-5056. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.ijmedinf.2022.104908. Acesso em: 5 dez. 2024. BRASIL. Resolução CNRMS nº 1, de 24 de dezembro de 2021. Dispõe sobre as diretrizes gerais dos programas de Residência Multiprofissional em Saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 24 dez. 2021. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/residencia-medica/copy_of_resolucao-residencia-medica. Acesso em: 5 dez. 2024. BRASIL. Resolução CNRMS nº 2, de 13 de abril de 2012. Estabelece diretrizes gerais para os Programas de Residência Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 abr. 2012. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php? option=com_docman&view=download&alias=15448-resol-cnrms-n2-13abril-2012&Itemid=30192. Acesso em: 5 dez. 2024. BRASIL. Resolução CNRMS nº 5, de 7 de novembro de 2014. Define a duração e carga horária dos programas de Residência em Área Profissional da Saúde, além de critérios para avaliação e frequência dos residentes. Diário Oficial da União, Brasília, DF, n. 221, p. 12, 17 nov. 2014. Disponível em: https://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=12&data=17/11/2014. Acesso em: 5 dez. 2024. BROWN, Tim. Change by Design: How Design Thinking Transforms Organizations and Inspires Innovation. New York: Harper Business, 2019. BRYCE, T. G. K.; BLOWN, E. J. Ausubel's meaningful learning re-visited. Current Psychology, 26 abr. 2023. DOI: 10.1007/s12144-023-04440-4. PMID: 37359615; PMCID: PMC10130311. CAR, J.; ONG, Q. C.; ERLIKH FOX, T. et al. The digital health competencies in medical education framework: an international consensus statement based on a Delphi study. JAMA Network Open, v. 8, n. 1,
SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFORMÁTICA EM SAÚDE – SBIS R. Dr. Ovídio Pires de Campos,75 Cerqueira César, São Paulo – SP Prédio do CEAC – 4º andar Complexo do HCFMUSP Cep – 05401-000 E-mail: [email protected] Telefones: (11) 99394-0092 (ligações e Whatsapp) e2453131, 2 jan. 2025. DOI: 10.1001/jamanetworkopen.2024.53131. Disponível em: https://doi.org/10.1001/jamanetworkopen.2024.53131. Acesso em: 18 jun. 2025. DAL SASSO, Grace Teresinha Marcon; MARIN, Heimar; PERES, Heloisa Helena Ciqueto; GASPAR, Juliano de Souza. Domínios, competências e habilidades em informática em saúde e saúde digital: análise documental. Journal of Health Informatics, v. 16, 2024. Disponível em: https://jhi.sbis.org.br/index.php/jhisbis/article/view/1440. Acesso em: 3 mar. 2025. DIGITAL TRANSFORMATIONS FOR HEALTH LAB. Brief: Digital Citizenship for Health. Geneva: DTH-Lab, 2025. Disponível em: https://dthlab.org/wp-content/uploads/2025/02/2025_02-DC4H-policybrief.pdf. Acesso em: 10 abr. 2025. HÜBNER, Ursula et al. Technology Informatics Guiding Education Reform - TIGER. Methods of Information in Medicine, v. 57, supl. 01, p. e30-e42, jun. 2018. DOI: 10.3414/ME17-01-0155. Disponível em: https://doi.org/10.3414/ME17-01-0155. Acesso em: 5 dez. 2024. IMS GLOBAL LEARNING CONSORTIUM. About IMS Global Learning Consortium. 2020. Disponível em: https://www.1edtech.org/article/ims-global-learning-consortium-becomes-1edtech-consortium. Acesso em: 3 mar. 2025. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Digital Education for Building Health Workforce Capacity: Guide to Development, Implementation, and Evaluation of Digital Education for Health Workforce. Genebra: OMS, 2020. Disponível em: https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/331524/9789240000476eng.pdf. Acesso em: 5 de dez. 2024. SBIS - SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFORMÁTICA EM SAÚDE. Compilação dos resultados da oficina: competências em informática em saúde. 2024. Disponível em: https://sbis.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Compilacao-dos-resultados-da-Oficina-Competenciasassinado_final.pdf. Acesso em: 5 dez. 2024. VALENTA, Ann L. et al. AMIA Board White Paper: AMIA 2017 core competencies for applied health informatics education at the master's degree level. Journal of the American Medical Informatics Association, v. 25, n. 12, p. 1657-1668, dez. 2018. DOI: 10.1093/jamia/ocy132. Disponível em: https://doi.org/10.1093/jamia/ocy132. Acesso em: 5 dez. 2024. WITT SHERMAN, D. et al. An Integrative Review of Interprofessional Collaboration in Health Care: Building the Case for University Support and Resources and Faculty Engagement. Healthcare (Basel), v. 8, n. 4, p. 418, out. 2020. DOI: 10.3390/healthcare8040418. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Global strategy on digital health 2020-2025. Geneva: World Health Organization, 2021. Disponível em: https://www.who.int/docs/default-source/documents/gs4dhdaa2a9f352b0445bafbc79ca799dce4d.pdf. Acesso em: 10 abr. 2025.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFORMÁTICA EM SAÚDE – SBIS R. Dr. Ovídio Pires de Campos,75 Cerqueira César, São Paulo – SP Prédio do CEAC – 4º andar Complexo do HCFMUSP Cep – 05401-000 E-mail: [email protected] Telefones: (11) 99394-0092 (ligações e Whatsapp) ANEXOS 1. Plano de ensino (Anexo 1) O Plano de Ensino detalha os objetivos, conteúdos, metodologias e critérios de avaliação para cada módulo da Residência Multiprofissional em Informática em Saúde. Deve incluir a carga horária teórica e prática, estratégias de ensino, como Moodle, simuladores clínicos e plataformas de interoperabilidade, além das metodologias ativas aplicadas, como estudos de caso e simulações. O plano também deve apresentar um calendário com as atividades previstas, especificando datas para avaliações formativas e somativas, incluindo provas, projetos aplicados e portfólios digitais. O objetivo é garantir a articulação entre os conteúdos ministrados, as competências desenvolvidas e os métodos de avaliação, assegurando uma formação prática, ética e alinhada às demandas do SUS. Modelo de Plano de Ensino. 1. Identificação: •Curso: Residência Multiprofissional em Informática em Saúde •Módulo: [Título do Módulo] •Período: [Semestre/Ano] •Carga Horária: [Total de horas] •Natureza: Teórica (20%) / Prática (80%) •Preceptor(es): [Nome(s)] •E-mail: [Contato do Preceptor] 2. Ementa: [Descrever sucintamente os temas que serão abordados, destacando os principais tópicos, como interoperabilidade, inteligência artificial aplicada, big data, cibersegurança, entre outros.] 3. Objetivos: Objetivo Geral: [Descrever o objetivo principal do módulo.] Objetivos Específicos: •[Exemplo: Desenvolver competências em interoperabilidade.] •[Exemplo: Aplicar IA para suporte à decisão clínica.] 4. Conteúdos Programáticos: •Unidade 1: [Título da Unidade] •[Tópico 1] •[Tópico 2] •Unidade 2: [Título da Unidade] •[Tópico 1] •[Tópico 2]
SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFORMÁTICA EM SAÚDE – SBIS R. Dr. Ovídio Pires de Campos,75 Cerqueira César, São Paulo – SP Prédio do CEAC – 4º andar Complexo do HCFMUSP Cep – 05401-000 E-mail: [email protected] Telefones: (11) 99394-0092 (ligações e Whatsapp) 5. Metodologia: •Estratégias de Ensino: •Aulas expositivas dialogadas •Estudos de caso •Simulações práticas •Projetos aplicados Recursos: •Moodle •Simuladores clínicos •Ferramentas de análise de dados •Tecnologias imersivas (VR/AR) 6. Avaliação: Formativa: •Relatórios de estágio •Portfólios digitais •Feedback contínuo Somativa: •Provas teóricas •Apresentação de projetos •Avaliação prática em cenários simulados 7. Cronograma: Data Conteúdo Atividade Responsáv el 8. Bibliografia Básica (no máximo 10): •[Livro ou artigo 1] •[Livro ou artigo 2] •[Diretrizes Nacionais/Internacionais] 9. Bibliografia Complementar (no máximo 05): •[Livro ou artigo 1] •[Livro ou artigo 2] 10. Observações: [Espaço para incluir normas, políticas ou observações adicionais sobre o módulo.] 11. Aprovação: Data: Coordenador:
SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFORMÁTICA EM SAÚDE – SBIS R. Dr. Ovídio Pires de Campos,75 Cerqueira César, São Paulo – SP Prédio do CEAC – 4º andar Complexo do HCFMUSP Cep – 05401-000 E-mail: [email protected] Telefones: (11) 99394-0092 (ligações e Whatsapp) 2. Matriz de Competências (Anexo 2) Um anexo detalhando a matriz de competências abordadas em cada módulo do curso, com descrições claras dos conhecimentos, habilidades e atitudes esperadas. A matriz deve relacionar as competências às atividades práticas e teóricas previstas, facilitando o alinhamento entre o que é ensinado e o que é avaliado. Isso permite uma visão clara do percurso formativo e dos resultados esperados. Modelo de Matriz de Competências para a Residência Multiprofissional em Informática em Saúde Módulo Competência Conheciment os (Saber) Habilidades (Saber Fazer) Atitudes (Saber Ser) Atividades Avaliação 1º Semestre: Fundamentos de Saúde Digital Gestão da Informação Fundamentos de saúde digital; Gestão de dados clínicos e administrativ os Organizar e interpretar dados; Utilizar sistemas de informação em saúde Compromisso com a ética e a privacidade de dados Aulas expositivas; Estudos de caso; Atividades práticas com sistemas de informação Provas teóricas; Relatórios de estágio; Portfólio digital Interoperabilidade Padrões HL7 FHIR, SNOMED CT, DICOM, LOINC, OpenEHR, RNDS Configurar e integrar sistemas de saúde com base nos padrões internacionais Cooperação e visão sistêmica Workshops sobre interoperabilida de; Projetos aplicados; Simulações de integração de sistemas Provas práticas; Apresentação de projetos; Feedback contínuo Governança de Dados LGPD; Normas de segurança da informação Implementar políticas de proteção de dados e compliance Rigor ético e responsabilidad e Estudos de caso; Simulações; Desenvolviment o de políticas de segurança de dados Análise de casos; Apresentação de soluções; Autoavaliação 2º Semestre: Tecnologias Avançadas e IA Aplicada IA Aplicada Fundamentos de machine learning e NLP Desenvolver algoritmos preditivos; Implementar IA explicável Inovação e pensamento crítico Projetos com IA; Simulações; Estudo de casos práticos Provas teóricas; Apresentação de projetos; Relatórios de estágio Cibersegurança Vulnerabilida des e protocolos de segurança Implementar medidas de proteção para sistemas clínicos Vigilância e proatividade Laboratórios práticos; Simulações de ataques cibernéticos Provas práticas; Feedback de preceptores; Autoavaliação Design Centrado no Usuário UX/UI; Princípios de acessibilidade Prototipar interfaces digitais amigáveis; Testar usabilidade Empatia e foco no usuário Workshops de design; Prototipagem; Testes de usabilidade Análise de protótipos; Entrega de projetos; Feedback dos usuários 3º Semestre: Implementaçã o de Soluções Digitais Saúde Personalizada Genômica; Análise de dados clínicos Desenvolver estratégias baseadas em dados para tratamentos personalizados Ética no uso de dados pessoais Estudos de caso; Simulações práticas; Projetos aplicados Relatórios; Provas teóricas; Avaliação prática Tecnologias Imersivas Realidade virtual e aumentada (VR/AR) Integrar tecnologias imersivas em cenários Criatividade e adaptabilidade Oficinas práticas; Simulações com VR/AR Análise de desempenho; Provas práticas;
SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFORMÁTICA EM SAÚDE – SBIS R. Dr. Ovídio Pires de Campos,75 Cerqueira César, São Paulo – SP Prédio do CEAC – 4º andar Complexo do HCFMUSP Cep – 05401-000 E-mail: [email protected] Telefones: (11) 99394-0092 (ligações e Whatsapp) Módulo Competência Conheciment os (Saber) Habilidades (Saber Fazer) Atitudes (Saber Ser) Atividades Avaliação clínicos e educacionais Feedback dos preceptores 4º Semestre: Governança e Inovação Governança Global de IA Regulamentaç ões internacionais para IA; Ética em IA Avaliar conformidade de tecnologias digitais com normas internacionais Responsabilidad e social e ética Estudos de caso; Simulações de compliance; Projetos aplicados Provas teóricas; Apresentação de projetos; Feedback contínuo Inovação em Saúde Digital Princípios de inovação; Transformaçã o digital no SUS Desenvolver soluções digitais escaláveis; Gerenciar projetos inovadores Proatividade e liderança Hackathons; Projetos aplicados; Estudos de caso Relatórios de projetos; Feedback de preceptores; Autoavaliação 3. Planos de Aula Detalhados (Anexo 3) Incluir planos de aula para os principais tópicos abordados, com objetivos específicos, conteúdos, métodos de ensino, recursos utilizados e critérios de avaliação. Esses planos devem contemplar metodologias ativas, como Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL), sala de aula invertida (Flipped Classroom) e simulações práticas. Modelo de Plano de Aula 1. Identificação: Curso: Residência Multiprofissional em Informática em Saúde e Saúde Digital Módulo: [Título do Módulo, ex.: Tecnologias Avançadas e IA Aplicada] Disciplina: [Nome da Disciplina, ex.: Interoperabilidade em Saúde] Data: [//____] Carga Horária: [Número de horas] Preceptor: [Nome do Preceptor] E-mail: [Contato do Preceptor] 2. Tema da Aula: [Exemplo: Padrões de Interoperabilidade em Saúde - HL7 FHIR e SNOMED CT] 3. Objetivos: Objetivo Geral: [Exemplo: Compreender e aplicar padrões de interoperabilidade para integração de sistemas de saúde.] Objetivos Específicos: Identificar os principais padrões de interoperabilidade utilizados no SUS. Configurar sistemas com base no padrão HL7 FHIR. Aplicar conceitos de interoperabilidade em casos práticos.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFORMÁTICA EM SAÚDE – SBIS R. Dr. Ovídio Pires de Campos,75 Cerqueira César, São Paulo – SP Prédio do CEAC – 4º andar Complexo do HCFMUSP Cep – 05401-000 E-mail: [email protected] Telefones: (11) 99394-0092 (ligações e Whatsapp) 4. Conteúdos: Conceitos de interoperabilidade em saúde. Padrões internacionais: HL7 FHIR, SNOMED CT, DICOM. Integração de sistemas de saúde e troca segura de informações. Estudos de caso: Aplicações práticas no SUS. 5. Metodologia: Metodologias Ativas: Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL): Discussão de um caso prático envolvendo falhas de interoperabilidade. Sala de Aula Invertida (Flipped Classroom): Pré-leitura de artigos sobre HL7 FHIR e SNOMED CT, com discussão em sala. Simulações Práticas: Configuração de sistemas interoperáveis em plataforma sandbox. Estratégias: Aulas expositivas dialogadas. Discussão em grupos. Apresentação de projetos rápidos (Pitch). 6. Recursos Didáticos: Tecnológicos: Moodle: Para disponibilização de materiais e quizzes. FHIR Sandbox: Para simulações práticas de interoperabilidade. Simuladores Clínicos: Para cenários de troca de dados em tempo real. Didáticos: Slides e artigos científicos. Vídeos explicativos sobre padrões de interoperabilidade. Estudo de casos reais aplicados ao SUS. 7. Cronograma da Aula: Horário Atividade Metodologia. 00:00 - 00:20 Introdução ao tema e objetivos da aula Aula expositiva dialogada 00:20 - 00:50 Discussão do caso prático sobre interoperabilidade. PBL (Aprendizagem Baseada em Problemas) 00:50 - 01:30 Simulação prática com FHIR Sandbox. Simulação prática. 01:30 - 02:00 Debate e conclusão sobre padrões de interoperabilidade. Discussão em grupo.