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TCCendo saberes UNIPÊ: 2013.1

Centro Universitário de João Pessoa

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TC C endo S aber es UNIPÊ 2013.1 UNIVERSID ADE FEDERAL D A P ARAÍBA Reit ora MARG ARETH DE F Á TIMA FORMIGA MEL O DINIZ Vice-R eitor EDU ARDO RAMALHO RABENHOR ST CENTR O UNIVERSIT ÁRIO DE JO ÃO PESSO A – UNIPÊ PR Ó-REIT ORIA DE PLANEJ AMENTO E DESENV OL VIMENTO EDUCA CIONAL, PESQUISA E EXTENS Ã O - PR.PDEPE Reit ora PR OF A. DRA. AN A FLA VIA PEREIRA MEDEIR OS DA F ONSECA Vice-R eitor PR OFº OSW ALDO TRIGUEIR O DO V ALLE Pró-R eitor a de Planejamento e Desen vol vimento Educacional, P esquisa e Extensão PR OFª. DRª. IANY CA V AL CANTI D A SIL V A BARROS EDIT ORA D A UFPB Diret ora IZABEL FRANÇA DE LIMA Vice-Dir etor JOSÉ L UIZ D A SIL V A Supervisão de Editor ação ALMIR CORREIA DE V ASC ONCELLOS JÚNIOR Supervisão de Produção JOSÉ A UGUST O DOS SANT OS FILHO CONSELHO EDIT ORIAL Criatiane Gal vão Ribeir o (Psicologia - UNIPÊ) André de P aula Rêgo Graciano Luz (A dministração - UNIPÊ) Uy ara de Sousa T ra vassos Barbosa (Design de Moda - UNIPÊ) Marcio de Lima Coutinho (A dministração - UNIPÊ) Julian Nogueira Queir oz (Direit o - UNIPÊ) JOSEV ÂNIA D A SIL V A (Org anizadora) TC C endo S aber es UNIPÊ 2013.1 Edit ora da UFPB João P essoa 2014 Projet o Gráfico EDITORA D A UFPB Editor ação Eletrônica CLEMENTE RICARDO SIL V A Design de Capa MÔNICA CÂMARA Os artigos e suas re visões são de responsabilidade do autor EDIT ORA D A UFPB Cidade Uni versitária, Campus I João Pessoa – P araíba - Br asil CEP 58.051-970 www .editora.ufpb.br Impresso no Br asil Printed in Brasil T249 TCCendo saberes UNIPÊ: 2013.1 / Josivânia da Silva, organizadora.-- João Pessoa: Editora da UFPB, 2013. 525p. ISBN: 978-85237-0854-2 1. Educação - produção acadêmica. I. Silva, Josivânia da. II. Centro universitário de João Pessoa - UNIPÊ CDU: 37 DOI: 10.5281/zenodo.17601163 SUMÁRIO CAPÍTUL O 01 Administr ação - ESTRA TÉGIA DE FIDELIZA ÇÃO C OM BA SE NO MARKETING DE RELA CIONAMENT O: um estudo de caso no supermer cado x Lucas Santos Siqueir a, Már cio R einaldo de Lucena F err eira .................................................... 11 CAPÍTUL O 02 Administr ação - ACESSIBILID ADE DE PESSO AIS COM DEFICIÊNCIA EM UMA INSTITUIÇÃ O DE ENSINO SUPERIOR Danilo de Sousa P ereir a Rique, Ivys Medeir os da Costa, André de P aula R êgo Gr aciano Luz ............................................. 39 CAPÍTUL O 03 Administr ação - L UCR O PRESUMIDO X L UCR O REAL: R egime T ributário em um frigorífico na cidade de Ba y eux -PB Cláudia Elisabete da Sil va Costa, Ivys Medeir os da Costa, André de P aula R êgo Gr aciano Luz ............................................. 65 CAPÍTUL O 04 Administr ação - ESTRA TÉGIAS DE LIDERANÇA: O caso da F ábrica Aiam Laur a Maia de Carv alho, Gusta v o Olímpio R odrigues, Izabel Ca v alcanti Barros Lamenha Pinto .................................................... 85 CAPÍTUL O 05 Ar quitetur a e Urbanismo - A CONS TR UÇÃ O DO REGISTR O DOCUMENT AL COMO SAL V A GU ARD A D A COMP ANHIA MANUF A TUREIRA E AGRÍCOLA DO MARANHÃ O - CMAM Fhillipe Germano Bezerr a Lima, Jussar a Bióca de Medeiros Timótheo, Car olina Costa .................................................. 113 CAPÍTUL O 06 Ar quitetur a e Urbanismo - ES TRA TÉGIAS BIOCLIMÁ TICAS N A AR QUITETURA MODERN A DE JO ÃO PESSO A: estudo da iluminação natur al na obra de Acácio Gil Borsoi P oll y anna Priscila de Souza Lima, Maria Simone Mor ais Soares .................... 139 CAPÍTUL O 07 Ar quitetur a e Urbanismo - INS TITUIÇÃO DE LONG A PERMANÊNCIA P ARA IDOSOS: o olhar do Ar quiteto Ana Car olina Medeiros, Ana Gomes Negr ão ......................................... 159 CAPÍTUL O 08 Ciências Contábeis - COMP ARA TIV O DOS CUST OS DE UMA EMPREGAD A DOMÉSTICA ANTES E DEPOIS D A PEC 66 /2012 F abiano Silv a dos Santos, Manuel Soar es da Sil v a ................................................................ 179 CAPÍTUL O 09 Ciências Contábeis - QU ALID ADE D A INFORMA ÇÃ O CONT ÁBIL E A GO VERNANÇA CORPORA TIV A: e vidências de empr esas br asileir as durant e o processo de adoção das IFR S’s Alan Santos de Oli veir a, Vinícius Gomes Martins, P aulo César P ereir a da Silv a..... 207 CAPÍTUL O 10 Dir eito - IMUNID ADE TRIBUT ÁRIA RECÍPR OCA: sua ext ensão à Empresa Brasileir a de Corr eios e T elégr af os na jurisprudência do Supr emo T ribunal F ederal Natécia Oli veir a Viana de Queir oz, Ana P aula Basso .................................................................... 239 CAPÍTUL O 11 Educação Física - PERFIL DO V O2 MAX. D A EQUIPE DE ORIENT A ÇÃ O DO A UT OESPOR TE CL UBE DE JO ÃO PESSO A Er onaldo de Sousa Queiroz Júnior , Sil v ana Nóbr ega Gomes, R ogério F onseca dos Santos .......................................................... 263 CAPÍTUL O 12 Fisioter apia - ANÁLISE POS TURAL EM UM GR UPO DE IDOSOS DO CENTR O DE CONVIVÊNCIA D A PESSO A IDOSA N A CID ADE DE JO ÃO PESSO A – PB Kíssia Ma y anne P ereir a dos Santos, Rachel Ca v alcanti F onseca P ereir a ......................... 289 CAPÍTUL O 13 Fisioter apia - BENEFÍCIOS D A ESCOLA DE POSTURA S EM UM GRUPO DE IDOSOS COM ALGIA S D A COL UN A Klíssia Lahís Gomes de Brito, Rachel Ca valcant e F onsêca Per eira ......... 309 CAPÍTUL O 14 Fisioter apia - ANÁLISE DO DESEMPENHO FÍSICO EM UM GR UPO DE IDOSOS ANTES E APÓS INTER VENÇÃ O FISIOTERAPEUTICA La yse Claudino Souza, R achel Ca v alcanti F onseca P ereir a ............................................... 332 CAPÍTUL O 15 Fisioter apia - A V ALIA ÇÃ O D A LIPODIS TR OFIA EM MULHERES JO VENS SEDENT ÁRIA S E N Ã O SEDENT ÁRIA S: Estudo Compar ativ o Luciana César Cha v es, Gr aciele Aquino de Almeida, V eruschka Ramalho Ar aruna .. 357 CAPÍTUL O 16 Fisioter apia - FISIOTERAPIA N A ESTRA TÉGIA SA ÚDE D A F AMÍLIA: visão dos pr ofissionais do serviço Kar en Nóbreg a Azev edo, Raf aela Gerbasi Nóbr ega ............................. 385 CAPÍTUL O 17 Fisioter apia - A V ALIA ÇÃ O D A FUNÇÃO MOT ORA GROSS A EM CRIANÇAS C OM P ARALISIA CEREBRAL Thacy ana Mendonça Ribeir o, Carla P atrícia No v aes dos Santos F echine, Meryeli Sant os de Ar aújo Dantas ............................................. 412 Estratégia de Fide lização c om base no Mark eting de Relacionament o 15 necessárias. Além da r ealização de entre vista, também foi aplicado um questionário estrutur ado visando colher informações sobr e a per cepção de cem clientes em r elação as ações de mark eting de r elacionamento implantadas na org anização foco do estudo. P ar a subsidiar a v alidação dos dados foi estipulado um ní vel de confiança de 95%, definindo-se um err o amostral de +/- 10%, com um split de 50/50, uma vez que, a amostra possui heter ogeneidade consider á v el, por se tr atar de elementos de categorias v ariadas. Com isso, tem-se a necessidade de no mínimo 98 entr evistados (segundo tabela determinant e de tamanho da amostr a), tendo sido aplicados 100 questionários, o que v alida estatisticamente a pr esente pesquisa. A amostr a pode ser classificada ainda, como por con v eniência, segundo Gil (2008, p. 94), a amostr agem por conv eniência é quando “o pesquisador seleciona os elementos a que t em acesso, admitindo que estes possam, de alguma forma, r epresentar o uni v erso ” . RESUL T ADOS E DISCUSSÃ O Os r esultados obtidos na present e pesquisa for am apr esentados por partes e analisados a partir das principais v ariá v eis utilizadas par a compor o rot eiro de entr evista que abr angeu um total de dez questões subjeti vas. As v ariá v eis analisadas, inerent es à entre vista r ealizada com o ger ente do supermer cado for am : importância estr atégica dos clientes habituais, criação de v alor , troca de infor mações com os clientes int enos e ext ernos, relacionament o com os clientes, estr atégia e pr ogramas de mark eting de r elacionamento, estr atégia de segmentação de mer cados, e utilização do sistema de informação par a construir o relacionament o. Luc as Santos Siqueir a; Márcio R einaldo de Luc ena Ferr eira 16 IMPOR T ÂNCIA ESTRA TÉGICA DOS CLIENTES ANTIGOS Nos questionamentos v oltados para a “importância estr atégica dos c liente s antigos ou habituais” , o entr evistado afirmou que estes client es são essenciais para a empr esa, tendo em vista que “clientes fiéis” pr opiciam maior es v antagens financeir as par a a organização. O entr evistado def endeu que: “compr eendendo melhor as nece ssidades dos c lientes mais antig os, a empresa pode t ornar a re lação únic a, tendo em vista que a me sma possui informaçõe s que são impre scindíveis para que possa se of ertado os produt os mais adequados a este s client es que já são habituais” . De acor do com o gerent e, “os client es mais antigos g eram mais vendas e diminuem os custos da empr esa, par a o mesmo conquist ar novos c liente s é mais dispendioso do que manter os mais antigos” , que segundo o entr evistado “e stão dispostos a c onsumir mais por se sentirem segur os em re lação aos serviços ofert ados pela empre sa ”. Apoiando-se nos conceitos de Shapiro e S viokla (1995) onde: “o custo da conquista de clientes é superior ao de manutenção (estima-se que cer ca de cinco vezes em média), o que suger e a busca da rentabilidade apoiada na lealdade (manutenção) do cliente” , percebe-se que par a o entre vistado os clientes mais antigos são estr ategicamente mais important es par a a empresa do que a conquista de no vos. O entre vistado afirmou ainda que “oferec er aos client es antigos um relacionament o prazer oso e de confiança é inv estir na conquist a da lealdade desses c liente s, levando-os a pensar duas vez es ante s de experimentar outr a empresa” . P ar a Grönr oss (1995) as necessidades de as empr esas empr eenderem estr atégias de mark eting focadas no longo pr azo e não somente no moment o de venda, estão intimament e associadas à v alorização dos client es fiéis, na empr esa pesquisada Estratégia de Fide lização c om base no Mark eting de Relacionament o 17 as estr atégias v oltadas par a r etenção dos clientes mais antigos são essenciais, tendo em vista que est es propor cionam melhor es r esultados a custos menor es. No que diz respeit o aos benefícios que a empr esa pr oporciona aos client es antigos, o entre vistado apontou que exist e um cadastr o com informações sobr e os clientes, pelo qual é possí v el ofer ecer , pr azos e produtos que se adequam ao perfil de cada um deles. CRIA ÇÃO DE V ALOR P ARA O CLIENTE No tocant e a criação de valor , o entre vistado afirmou que “ a empre sa busca criar valor par a o client e atravé s da const ante melhoria de seus pr oce ssos e operaç ões, buscando of erec er um atendimento r ápido e efetivo” . T ambém inv este no treinament o contínuo de seus colabor adores par a melhorar a int eração com os clientes. O ger ente r elatou que “mensalment e são realizadas r euniões onde os funcionários e super visor es discutem c omo a empresa pode gerar mais benefícios para seus client es aumentando o valor perc ebido” . O Benchmar king também é utilizado para analisar pr eços, pr odutos e no v as políticas v oltadas para a criação de v alor que estão sendo aderidas por outr as empresas do mesmo set or , essa ferr amenta é importante par a comparar os atribut os ofer ecidos pela empr esa ao cliente com atributos de outr as empresas. Benchmarking é um pr ocesso contínuo de compar ação dos pr odutos, serviços e pr áticas empr esariais entre os mais fort es concorr entes ou empr esas r econhecidas como líderes. É um pr ocesso de pesquisa que permite r ealizar compar ações de pr ocessos e práticas “companhia-a-companhia ” para identificar o “melhor do melhor” e alcançar um nív el de superioridade ou v antagem competiti v a (R ODRIGUES; RICCARDI, 2007). Luc as Santos Siqueir a; Márcio R einaldo de Luc ena Ferr eira 18 Na per cepção do gerent e muitas empresas pr eocupam- se apenas com o componente pr eço e qualidade esquecendo-se dos outros aspectos que influenciam a decisão do cliente por escolher determinada organização. O entre vistado afirmou que “ a ger ência da empresa pr ocura of erec er produtos de ac or do com o que os client es individuais querem, cust omizando o atendiment o das nece ssidades” . P ar a isso, a empr esa busca identificar os melhor es clientes, par a posteriorment e traçar um perfil de compr a e of erecer os serviços mais apr opriados par a cada um, de acordo com seus hábitos mais constant es. Berry e P ar assur aman (1995) r efor çam que a geração de v alor em um r elacionamento está intimamente lig ada à quantidade de r ecursos empreg ados pelas partes en v ol vidas na tentati va de desen vol vê-la. Conf orme o ger ente, par a obter o r etorno necessário é pr eciso enx erg ar a criação de v alor , não como um cust o, mas sim como um inv estimento que tr ará benefícios tanto par a o cliente, quant o par a a empresa. TR OCA DE INFORMA ÇÕES COM OS CLIENTES INTERNOS E EXTERNOS Conforme o entr evistado , “para facilit ar a troc a de informaç ões entre a empr esa e seus c lientes, utiliz a-se o cont ato diret o na própria empr esa com os funcionários da ár ea de atendimento ao c liente, que disponibiliz a a maioria das informaç ões para o c liente de maneir a efetiva e segur a” . O entr evistado afirmou ainda que “a que comunic ação interna é um fat or fundamental par a a empresa, t anto no conc erne a troc a de informaç ões c om os cliente s, quanto c om os funcionários, uma ve z que uma comunic ação eficaz eleva a produtividade e a rent abilidade” . Estratégia de Fide lização c om base no Mark eting de Relacionament o 19 O ger ente inf eriu que “uma boa comunic ação e tr oca de informaç ões é essencial par a que o client e sinta que suas demandas serão at endidas pela empre sa, para e le, o cliente t em nece ssidade ser bem rec ebido, de ser c ompreendido e at endido com agilidade, de ser importante, de t er comodidade e principalment e, de ter o produt o desejado disponibiliz ado ”. CONS TR UÇÃ O DE RELACION AMENTO COM OS CLIENTES Segundo o entr evistado “o r elacionamento c om o client e é fortalecido atr avés do at endimento pre stado pela sua equipe de trabalho, busc ando ofer ecer um serviço de qualidade para g erar satisfaç ão e, consequent emente ret er o client e. Mensalmente as equipes de tr abalho da empresa f azem uma reunião par a discutir como e stá o atendiment o e relacionament o com os c liente s” . Nestas r euniões são discutidos temas como, por e x emplo: “apr endendo com as r eclamações sobre serviços” , etc. P ara o entr evistado “o re lacionamento c om o client e somente poderá ser satisfatório se os c olaborador es e stiverem apt os a lidar com o client e da melhor maneir a possível, visando at endê-lo de forma rápida e ef etiva, ger ando uma relaç ão de parc eria entre empr esa- client e” . V avr a (1993) defendem que a manutenção de r elaciona- mentos pr ó ximos com seus clientes pode le v ar a empresa à obtenção de uma maior r entabilidade, atr a vés do melhor entendiment o e atendiment o das necessidades apontadas. Logo, os custos dos in vestiment os em relacionament o são efeti vament e super ados pelos benefícios resultant es da par ceria. Segundo o ger ente, “a empre sa procur a atender todos os públicos possív eis oferec endo desde pr odutos de preç o baix o até os mais car os. Isso porque a or ganizaç ão não procur a atender a um público específic o e sim as necessidade s de todos que realizam compr as no estabe lecimento” . Diante disso, a empr esa pr ocura Luc as Santos Siqueir a; Márcio R einaldo de Luc ena Ferr eira 20 v ariar ao máximo a gama de pr odutos que of er ece, contendo um v asto mix de pr odutos. O entr evistado acentuou que a identificação das necessidades dos clientes é muit o importante na hor a de satisf azê- las e nada melhor do que saber dos próprios clientes quais são suas demandas. Com base nisso, afirmou ainda que: “a empresa procur a identific ar , atr avés de diálogos const antes com os c liente s, o que este de seja. Isso é feit o por meio de obser vaç ão de atitudes, rec lamaçõe s, sugest ões dos pr óprios cliente s, como t ambém atravé s da frequência de saída dos pr odutos, porém, t odo esse pr ocesso é realiz ado de forma muito inf ormal, não havendo um uso melhor dessas informaç ões par a uso futuro” . Essas r espostas evidenciam que e xistem estr atégias par a fidelização de clientes, por ém elas ainda são tímidas e apresentam falhas, embor a essas possam ser corrigidas na ref ormulação do plano estr atégico. ESTRA TÉGIA S E PR OGRAMAS DE MARKETING DE RELA CIO- N AMENTO De acor do com o entre vistado “a empre sa adotou uma estr atégia voltada par a o cre scimento, c onstruindo uma sólida imagem, que pr oporciona uma ampla base de c lientes, visando viabilizar seu pot encial de cresciment o no merc ado” . O ger ente inf ormou que, no tocante ao mar keting de r elacionamento, “ as principais estr atégias utilizadas e stão volt adas para a construção de benefícios sociais que incluem a hospitalidade corpor ativa e ev entos realiz ados com a finalidade de reunir seus client es a fim de fort alecer r elaç ões interpessoais” . Continuando as estr atégias utilizadas, os benefícios financeir os também são enf atizados, onde há a v enda de serviços e pr odutos associados e complementar es, além da estr atégia de manutenção de pr eço constantes e descont os aos clientes fiéis. Estratégia de Fide lização c om base no Mark eting de Relacionament o 21 A estr atégia de construção do r elacionamento atr a v és da criação de laços sociais e interpessoais também é bastant e utilizada pela empr esa, pois a mesma busca manter seus funcionários em constante contat o com o cliente, visando aumentar as chances de construir vínculos entr e ambos e assim efeti v ar a ret enção. A estr atégia mais enf atizada pelo entre vistado foi a de fortaleciment o dos laços de customização, onde o mesmo afirmou que “ a empresa visa c onhecer pr ofundamente o c liente par a atender às suas nece ssidades individuais da maneir a mais efetiva. P ara o suce sso desta e stratégia, o sist ema de informaç ão é essencial para que a empre sa possa oferec er o ser viç o mais adequado para c ada client e” . ESTRA TÉGIA DE SEGMENT A ÇÃ O DE MER CADO A estr atégia de segmentação da empr esa está em concentr ar for ças nos di v ersos segmentos de mer cado que a mesma at ende. O entr evistado afirmou que “esta estrat égia permite empr eender ações par a cada tipo de cliente, o que se constitui em um ex celente dif erencial par a ger ar um serviço que satisfaça cada segmento, of erecendo pr odutos específicos par a atender as necessidades particular es dos mesmos” . De acordo com o entr evistado “ direcionando aç ões par a o re lacionamento, a estr atégia de segmentaç ão alinha-se à tendência de merc ado que consist e em reunir grupos de c lientes de um me smo perfil, permitindo, assim, atendimento diferenciado e cresc entes ganhos de pr odutividade e rapidez” . IDENTIFICA ÇÃO DO PERFIL DOS CLIENTES O entrevistado afirmou que “a identificaç ão dos melhore s client es é feit a atravé s de uma pesquisa que busca se lecionar e Luc as Santos Siqueir a; Márcio R einaldo de Luc ena Ferr eira 22 dividir por faix as de produt os que atenda a classe s difer enciadas para que t odos tenham ao seu dispor o produt o que melhor lhe atenda” . O entr evistado r egistr ou também que a identificação do perfil dos clientes é elaborada com base na frequ ência de compras e no valor da compra, por meio de tais informações disponibilizadas no cadastro de cada cliente, é possível identificar quais são os mais rentáveis dentro de cada critério. SISTEMA DE INF ORMAÇÃ O P ARA CONSTR UIR O RELACION AMEN- T O COM OS CLIENTES O entr evistado afirmou que “o sistema de informaç ão adotado pe la empresa se c onstitui em uma ferr amenta para auxiliar no proc esso de vendas, mar keting e pr ospecç ão de c lientes” . As funcionalidades são as seguintes: • Clientes: A cesso ao cadastro complet o dos clientes; • Contatos: Cadastr o de contatos dos clientes em formato de agenda; • Acompanhament os: Cadastro de acompanhament os com os clientes, or ganizados por data e hor a, ger ando um histórico do r elacionamento com os clientes; • Lista de Pr eços: Acesso aos pr eços dos pr odutos. • Estoque: Consulta a disponibilidade de estoque na empr esa; • V endas: pedidos e notas fiscais; • Financeir o: Consulta a posição financeira do client e; • Gerencial: Módulo para acesso global as inf ormações de todos os v endedores e client es. Estratégia de Fide lização c om base no Mark eting de Relacionament o 23 Conforme o entr evistado “ o período utiliz ado como históric o é de 1 ano, o sistema de informaç ão possui um método de classific aç ão automático dos cliente s, este método possibilita uma visão rápida da import ância econômic a de cada um dos c liente s para a empr esa” . Esta classificação utilizar á três crit érios: Assiduidade: A última data de compr a dentro de um período de hist órico; F r equ ência: A quantidade de compras dentro de um período de histórico; Valor Monetário: O total acumulado de compras dentro de um período de histórico. Com base na exposição das inf ormações obtidas por meio da entr evista, chega-se a seguinte constatação acer ca do mark eting de r elacionamento: a primeir a é a gr ande importância que tem o r elacionamento com os client es par a o futuro e sustentabilidade de qualquer or ganização. A segunda, é que os pr ogramas e estr atégias de mark eting de relacionament o dev em ser adaptados à realidade de cada empr esa, dentr o de suas condições e disponibilidades de recursos. E finalmente a ter ceir a, é que o r elacionamento com os clientes pr ecisa f azer parte da cultur a da empr esa, e pr aticada por todos que a integr am independente de car go ou função. QUESTION ÁRIOS APLICADOS AOS CLIENTES A pr esente seção contempla a segunda etapa da pesquisa de campo, desen v ol vida com base nas r espostas colhidas por meio do instrumento de pesquisa aplicado junt o aos cem clientes do supermer cado, abr angendo um total de 14 questões objeti vas concernent es a temática enf ocada no estudo monogr áfico. Salienta-se que o questionário foi baseado em indagações, r ef erent es ao mark eting de relacionament o, enfocando a fr equência com que os clientes realizam compras no Luc as Santos Siqueir a; Márcio R einaldo de Luc ena Ferr eira 24 estabelecimento, fatores que levaram a escolher o supermercado, atendimento, comunicação, etc. Inicialmente, esta seção apr esenta o perfil da amostr a, com isso, f or am elaboradas questões v oltadas par a identificar a (o): F aixa Etária, Gênero, Nív el de Escolaridade, Estado civil e há quanto t empo os respondent es realizam compr as no supermer cado foco da pesquisa. O Quadr o a seguir , apresenta o perfil dos cem clientes que participaram da amostr a. V erificou-se que a maioria dos r espondentes é do sex o feminino (65%), encontr ando-se na faix a etária que v aria entre 27 a 30 anos de idade (43%). Na variá vel escolaridade pode-se observ ar que boa parte dos entr evistados possui o ensino médio completo (74%), em r elação ao tempo que realizam compr as no estabelecimento comer cial, v erificou- se que a maioria fazem compr as na organização há mais de 4 anos, (70%), tendo em vista que os clientes do supermercado são antigos mor ador es do bairr o. Por fim, 60% dos clientes que r esponderam ao instrument o de pesquisa são casados. Estratégia de Fide lização c om base no Mark eting de Relacionament o 31 C ONCL USÃ O As consider ações são apresentadas de acordo com os objeti v os pret endidos, compar ando-se com os resultados obtidos. O objeti vo principal definido f oi a v aliar as ações de mark eting de r elacionamento pr omovidas pelo Supermer cado a partir de pesquisa com os pr óprios clientes da empr esa. O intuito er a descobrir se os in v estimentos em mark eting de relacionamento estão sendo bem sucedidos e atingem o público de alguma forma. P ar a isso, foi desen vol vido um questionário com 14 questões, distribuído entr e 100 clientes. A partir das r espostas colhidas, pôde-se chegar a algumas constatações. P ode-se v erificar que o supermercado possui clientes fiéis, já que Bogmann (2000) define cliente fiel como sendo aquele que sempr e v olta a organização par a uma no v a compr a, por estar satisfeit o com o produt o ou serviço. A maioria dos entr evistados nessa pesquisa f az compras mais de uma v ez por semana, o que demonstr a a relação de fidelidade com o supermer cado. O supermer cado tem um bom r elacionamento com a clientela e pr ocur a sanar os pr oblemas e dú vidas que surgem da melhor forma possí v el, não deixando que a dificuldade persista o que contribui para o aumento da satisfação e par a a fidelização das pessoas a loja. Diante das e xposições r ealizadas ao longo desta pesquisa, tornou-se possí vel concluir que a utilização planejada e adequada das ferr amentas ofer ecidas pelo mark eting, dir ecionadas ao r elacionamento mantido entr e as empresas e seus client es, permite que as or ganizações alcancem r esultados globais mais eficientes e satisf atórios par a si e para seu público-al v o. Assim, pode-se concluir que as ações de mark eting de r elacionamento do supermer cado são bem sucedidas devido a Luc as Santos Siqueir a; Márcio R einaldo de Luc ena Ferr eira 32 boa imagem que a empresa possui entr e a sua clientela. Por ém, ainda é pr eciso que as ações e ev entos, principalment e os sociais e ambientais sejam implementados pela empresa. A pesquisa mostr a que a participação dos clientes esta muito vinculada ao conhecimento que possuem e que se inf ormados são altas as chances de r etorno, pois eles acr editam na importância dessas ações. Dentr e os principais resultados, destacam-se o aument o do gr au de satisfação dos client es em relação a empr esa e seus pr odutos e mar cas ofer ecidos, maior ní v el de competiti vidade das org anizações em seu mercado de atuação, maior poder de r etenção dos clientes e xistent es e atr ação de nov os consumidores, tr ansformação de client es ev entuais em par ceir os do negócio, elev ação do nív el de qualidade dos produt os e/ou serviços ofer ecidos e a redução de r eclamações por parte dos client es, e melhoria dos aspectos fundamentais consider ados pelos clientes (pr eço, atendiment o, mix de pr odutos, canais de relacionament o, etc.). A entr evista r ealizada também se mostrou fundamental par a evidenciar a importância da implementação de mudanças internas e e xternas na empr esa f oco do estudo, que pret ende melhor ar cada v ez mais a relação com seus client es. Nesse sentido, o supermer cado planejará, e x ecutar á e ger enciará ações v oltadas par a maior satisfação de seus consumidor es, demonstrando inclusi v e, gr ande inter esse em tal pesquisa que permitir á a identificação e melhoria dos aspectos que f or am a v aliados por seus clientes. Suger e-se que o supermercado passe a disponibilizar no vos serviços, como o setor de at endimento ao cliente, o qual também colabor ará com os pr opósitos da empresa e, por outr o lado, permitir á aos clientes a utilização de um canal dir eto de r eclamações e sugestões par a com o supermer cado. Estratégia de Fide lização c om base no Mark eting de Relacionament o 33 P ode-se concluir que o mark eting de r elacionamento exige planejament o, org anização, sistematização, determinação na implementação de nov as ações, gerenciament o contínuo e a v aliação de seus resultados. Mas, por outr o lado, os r esultados surgem de f orma expr essi v a e podem fazer com que a empr esa se posicione de forma mais competiti v a no mercado e passe a ser per cebida pelo público como uma ref erência em quesit os como qualidade, confiança, eficiência e respeit o ao cliente, dentre outr os. REFERÊNCIAS BERR Y , L.; P ARASURAMAN, A. Serviços de marketing: competindo através da qualidade. São Paulo: Maltese, 1995. BOGMANN, Itshak Meir . Marketing de Relacionamento: Estratégias de fidelização e suas implicações financeiras. São Paulo: Nobel, 2000. BONILLA, J. A. Resposta à crise-qualidade total autêntica para bens e serviços. São Paulo: Makron Books,1993. BOONE, L. E.; KUR TZ, D. L. 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A CESSIBILID ADE DE PESSO AS C OM DEFICIÊNCIA EM UMA INS TITUIÇÃ O DE ENSINO SUPERIOR Danilo de Sousa Per eira R ique 1 Ivys Medeiros da C osta 2 Andr é de Paula R êgo Graciano L uz 3 RESUMO: Este tr abalho apresenta as dimensões de acessibilidade às pessoas com deficiência no conte xto do ensino superior pri v ado. O objeti v o desta pesquisa foi f azer um lev antamento dentr o da organização, sobr e a acessibilidade analisando e viabilizando o espaço físico e modo de comunicação par a uma melhor condição de acessibilidade aos alunos com deficiência no Centr o Uni versitário de João Pessoa - UNIPÊ, assegur ando, na pr ática, o direit o de todo e qualquer cidadão br asileir o a uma educação de qualidade. Diante dist o, a metodologia utilizada na pesquisa foi um estudo de caso no UNIPÊ, de cunho qualitati vo e quantitati v o, de car áter e xplorat ório com viés descriti v o, utilizando como instrumentos de pesquisas dois questionários, sendo um aplicado com 08 (oito) prof essor es da instituição que possuem alunos portador es de deficiência, e um outr o questionário perant e 03 (três) alunos do curso de Administr ação, 01 (um) de Psicologia, 02 (dois) de Sistemas para Internet e 01 1 Concluiu o curso de administração. E-mail: [email protected] 2 Orientador . Especialista em Administr ação Pública. E-mail: i vysmedeir [email protected] 3 Coorientador . Doutor em A dministração de Empr esas. Prof essor , UBS, UNIPE. E-mail:prof [email protected] Danilo de Sousa Per eira Rique; Ivys Medeir os da Costa; A ndré de P aula Rêg o Graciano Luz’ 40 (um) de R edes de Computador es, t otalizando 07 (sete) alunos da instituição que apresentam algum tipo de deficiência. Os r ecursos encontrados na Instituição pesquisada e videnciar am que a acessibilidade física é entendida como uma necessidade básica par a que todas as pessoas e é satisf atoriament e atendida. Contudo, ainda pr ev alece a r efer ência imediata aos aspectos r elativ os às barreir as ar quitet ônicas, tal vez por ser em as mais visí v eis. Constatou-se também que a maioria dos pr of essores não se sente pr epar ada par a trabalhar com os alunos especiais. P or fim, foi r ecomendado que a instituição rea v alie sua política interna no que tange a inclusão educacional dos alunos portador es de necessidades especiais visualizando a pessoa com deficiência como sujeito participati vo nestas ações. P ala vras-cha v e: Acessibilidade; pessoas com deficiência. inclusão educacional. INTR ODUÇÃ O A acessibilidade tem como objeti vo g ar antir o pleno apr ov eitamento por todos os cidadãos dos benefícios que ad v êm da sociedade da informação. A acessibilidade r epresenta o r espeito e a v alorização da div ersidade humana, como instrumento de bem estar e desenv olviment o inclusiv o. Significa não apenas permitir que pessoas com deficiências participem de ati vidades que incluem o uso de pr odutos, serviços e inf ormação, mas a inclusão e ext ensão do uso destes por t odas as parcelas pr esentes em uma determinada população, também podendo ser definida comoa condição par a utilização com segur ança e autonomia, t otal ou assistida, dos espaços mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de tr ansporte Ac essibilidade de Pe ssoas com Deficiência em uma Instituição de Ensino S uperior 47 não estão pr eparados par a trabalhar com est es alunos, seja por falta de f err amentas pedagógicas par a estimular esses alunos, por falta de tr einamento ou por se sentir em inexperientes no assunt o. P erguntados se já tiv eram algum aluno com deficiência e também se tiv eram dificuldade par a tr ansmitir inf ormações do conteúdo, 5 prof essor es (63%) responder am que sim, enquant o os outr os 3 prof essor es responder am que nunca tiv eram alunos com deficiência. Os que r esponder am que sim, disser am que não hou v e dificuldade porque sabiam relacionar-se com essas pessoas ou por que ti ver am ajuda de interpret e par a passar suas informações par a alunos com deficiência auditi v a. Ao buscar identificar se os prof essor es sabem se exist em pessoas na instituição de ensino que supervisionam a implementação da acessibilidade. A maioria dos pesquisados (5 pr ofessor es), respondeu que falta supervisão no implemento da acessibilidade. Já 38% (3 pr ofessor es) informou que há supervisão. P ode-se identificar com isso que exist e a necessidade da IES r epassar de forma mais clar a as inf ormações aos seus funcionários, uma v ez que os entr evistados demonstr am desconhecer maior es informações concernent es a essa questão. Quando questionados sobr e a realização de campanhas de conscientização na instituição acer ca do respeit o ao acesso das pessoas com deficiência, 87% r elatou que desconhecem a promoção de ações nesse sentido. Demonstr a-se a necessidade da IES inv estir neste tipo de campanha com o intuito de pr opor cionar melhores condições de acessibilidade e, por conseguinte, g arantir o acesso educacional par a os seus alunos e incenti v ar o ingr esso para no vos alunos. P erguntados se a condição física da pessoa com deficiência é r espeitada pelos membros da IES (funcionários, prof essor es e demais alunos), para 62% (5 pr of essores) não existe discriminação ao tr atar de alunos que possuem algum tipo de deficiência, enquant o que 2 pr ofessor es concor dam par cialmente com isso e apenas 1 pr ofessor discor da que e xiste r espeito por parte dos membr os da IES per ante as pessoas com deficiência. Danilo de Sousa Per eira Rique; Ivys Medeir os da Costa; A ndré de P aula Rêg o Graciano Luz’ 48 GRÁFICO 1 – R espeito quanto à condição física da pessoa com deficiência F ONTE: Dados da pesquisa, 2013. Questionados se r elacionam-se de maneira dif er enciada com os alunos com deficiência, 7 (sete) dos 8 (oito) prof essor es r esponderam não possuir qualquer discriminação e que aplicam a mesma metodologia de ensino par a todos, com a mesma e xigência de pr oduti vidade. Com r elação à estrutura física das salas de aula, 4 prof essores concor dam parcialment e que as salas de aulas são adaptadas para r eceber os alunos com deficiência, 2 pr ofessor es concordam, 1 discor da parcialment e e 2 discordam que as pessoas com deficiência têm acesso às salas, pois f alta recursos de acessibilidade a serem implantadas. Ac essibilidade de Pe ssoas com Deficiência em uma Instituição de Ensino S uperior 49 GRÁFICO 2 – Estrutur a física das salas de aula para pessoa com deficiência F ONTE: Dados da pesquisa, 2013. P erguntados se já pr esenciar am alguma situação que constr angesse as pessoas com deficiência que fr equentam a instituição, 6 pr ofessor es r esponder am que nunca presenciar am nenhuma cena de constr angimento, enquanto 2 deles já pr esenciaram mas, pr eferir am não descre v er a situação. Ao ser em questionados se já participar am do Curso de Libr as – língua brasileir a de sinais, 5 responder am que não participar am, enquanto outr os 3 prof essores r esponder am que já cursar am. Um dos prof essor es comentou: “O UNIPÊ possui um curso opcional de libras, por ém iniciei o curso em outra instituiç ão” . Apesar da IES disponibilizar curso específico de Libr as (cumprindo norma vigent e), v erifica-se que o per centual de prof essor es que já participar am do curso de Libras é pequeno, necessitando que a IES incenti v ar a qualificação dos pr ofessor es e demais funcionários, par a, consequentement e, propor cionar uma estrutur a mais adequada par a atender as pessoas com deficiência. Danilo de Sousa Per eira Rique; Ivys Medeir os da Costa; A ndré de P aula Rêg o Graciano Luz’ 50 Com r elação à dificuldade ao lev ar um aluno com deficiência par a participar de aula em algum laboratório, a maioria (75% dos prof essor es) informou que não hou v e dificuldade. Um dos pesquisados comentou que “o aluno possui deficiência auditi v a mas er a oralizado e também ti ve acompanhament o contínuo do interpr ete” . P ortanto, é e vidente que o pr ofessor não tinha conhecimento da LIBRA S, contudo, a IES pr oporcionou um intérpr ete par a não hav er dificuldades no aprendizado. PER SPECTIV A DOS AL UNOS QU ANTO À A CESSIBILID ADE Na categoria alunos, a amostr a f oi composta por 7 estudantes do UNIPÊ, com deficiências e necessidades especiais. A pesquisa r ev elou que a maioria, 57% (4 alunos), concorda parcialment e que a estrutura física do UNIPÊ satisfaz suas necessidades de acesso o campus, significando que a estrutur a satisfaz parcialment e as necessidades desses alunos. P ar a 2 alunos, a estrutura at ende suas necessidades e apenas 1 aluno não concor da que a IES pesquisada tenha uma estrutur a física que satisfaça as necessidades de uma pessoa com deficiência. A análise dos dados demonstr a que 86% dos alunos pesquisados concor dam, mesmo que parcialment e, com a estrutur a de acessibilidade da instituição educacional. Ac essibilidade de Pe ssoas com Deficiência em uma Instituição de Ensino S uperior 51 GRÁFICO 3 – Estrutur a física do UNIPÊ e a satisfação das necessidades de acesso o campus F ONTE: Dados do pesquisador , 2013. Em r elação ao tipo de necessidade dos respondent es, e constatou-se que 4 alunos possuem deficiência física, 2 alunos apr esentam deficiência auditi v a e apenas um aluno t em deficiência múltipla, auditi v a e física. De acor do com o IBGE (2010), no Brasil, a incidência de deficiência física atinge7% da população, enquanto que a deficiência auditi v a é declar ada por 5,1%. Os alunos for am questionados sobre a e xistência de v agas de estacionamento destinadas especificamente para pessoas com deficiência, 71, 43% (5 alunos) confirmaram a existência de v agas e 28,57% (2 alunos) disseram não existir . T al v ez não seja de conhecimento dos alunos que afirmaram que não e xistem vag as especiais, mas como ilustr a a Figura 1, há, no estacionament o do campus do UNIPÊ, v agas r eserv adas e sinalizadas par a pessoas com deficiência. A r eserv a de v agas especiais par a deficientes físicos em estacionamentos – públicos ou pri vados – de uso coleti vo é Danilo de Sousa Per eira Rique; Ivys Medeir os da Costa; A ndré de P aula Rêg o Graciano Luz’ 52 assegur ada pelo Decret o-lei de acessibilidade nº 5.296 de 2 de dezembr o de 2004. A lei estabelece que todos os locais públicos e pri v ados de uso coleti v o como shoppings, uni v ersidades e par ques dev em ter no mínimo 2% de suas v agas de estacionamento r eserv adas para deficientes físicos. Se este percentual der um r esultado menor do que um, ainda assim é necessário ter no mínimo uma v aga específica par a deficientes (BRA SIL, 2004). FIGURA 1 – V aga par a pessoa com deficiência no estacionamento do campus do UNIPÊ F ONTE: Arqui vo pessoal, 2013. Outr a questão abordada na pesquisa junt o aos alunos, pr ocurou identificar a existência de pessoas na instituição que supervisionam a implementação da acessibilidade. A r esposta a essa questão foi Ac essibilidade de Pe ssoas com Deficiência em uma Instituição de Ensino S uperior 53 unânime entr e os respondent es de que não (100%) e xistem pessoas r esponsáv eis pela supervisão da acessibilidade na instituição. No questionário aplicado junto aos pr of essores essa questão também foi abor dada e foi evidenciado por alguns dos pr ofessor es entr evistados que e xistem pessoas que supervisionam a questão da acessibilidade na instituição, no entanto, outr os pr ofessor es afirmar am que não exist e ou que desconhecem se existe. Depr eende-se da di v ergência das inf ormações, que, se há uma pessoa r esponsá vel pela supervisão dos aspectos de acessibilidade as pessoas com necessidades especiais, estes de v em tr azer ao conhecimento dos maior es inter essados – os próprios alunos com deficiência – o fat o de sua exist ência e onde é possí v el localizá-los no campus em caso de alguma necessidade específica que v enha surgir por part e dos alunos. P ara os respondent es, essas pessoas “não exist em ” como evidenciou a pesquisa. A r espeito da e xistência de campanhas de conscientização no campus acer ca do respeit o ao acesso das pessoas com deficiência, onde 85,71% (6 alunos) afirmar am que “não ” e xistem e apenas um aluno (14,29%) afirmou que existe. Como evidenciado anteriorment e nessa pesquisa, 100% dos prof essores entre vistados afirmar am indicar am o desconhecimento de tais campanhas. Há que se consider ar que campanhas de conscientização são estr atégias usualmente adotadas par a sensibilizar as pessoas acer ca de algum tema de r elev ância social, cultural, de saúde, etc. A Associação para V alorização de Pessoas com Deficiência 4 , por e x emplo, lançou recent emente a campanha “Mo vimento pelo R espeito ” , com o objeti v o de sensibilizar e conscientizar a sociedade a uma mudança de comportamento no tr atamento de pessoas com deficiência (A V APE, 2013). 4 A A vape é uma organização filantrópica de assistência social, que atua no atendimento e na defesa de direitos, promovendo a inclusão, a reabilitação e a capacitação de pessoas com todo tipo de deficiência e também de pessoas em situação de risco social. A Associação foi fundada em 1982 na região do ABC e é considerada modelo de gestão, tendo sido a primeira no mundo a receber o certificado ISO 9001 pela DNV – DetNorskeV eritas (A V APE, 2013). Danilo de Sousa Per eira Rique; Ivys Medeir os da Costa; A ndré de P aula Rêg o Graciano Luz’ 54 Quando questionados sobr e a exist ência de setor interno, específico, r esponsá v el pelo ex er cício e gar antia da acessibilidade, 71,43% (5 alunos) afirmaram que não existe e 28,57% (2 alunos) afirmam que exist e. Outr a questão dirigida aos pesquisados buscou identificar se, par a eles, exist e respeit o quanto às v agas reserv adas para deficientes no estacionament o do campus da instituição. De acordo com as r espostas, evidencia-se que est e direit o é violado por usuários não deficientes, uma vez que 71,43% (5 alunos) afirmaram que não é r espeitado e apenas 28,57% (2 alunos) afirmam que exist e r espeito quanto ao uso. É pertinente r essaltar que de acor do com a R esolução 304 do C ONTRAN (Conselho Nacional de T r ânsito) de 18 de dezembr o de 2008, o uso de v agas destinadas às pessoas com deficiência e com dificuldade de locomoção em desacordo com o disposto nesta R esolução car acteriza infr ação pr evista no Art. 181, inciso XVII do CTB (CONTRAN , 2008, Art . 4º). Cabe destacar que a infr ação é v álida tanto par a estacionamentos em vias públicas como em estacionamentos pri vados de uso coleti vo, como é o caso das instituições de ensino. O r espeito dirigido às pessoas com necessidades especiais também foi abor dado quando relacionado ao tr atamento despendido por membr os da instituição, como por parte dos funcionários, prof essor es e colegas. Como demonstra o Gr áfico 4, par a 57,14% (4 alunos) há concor dância de que exist e r espeito nas r elações de con ví vio, par a 28,57% (2 alunos) este r espeito é par cialmente percebido. Já para 14,29% (1 aluno) há discordância acer ca dessa questão. Ac essibilidade de Pe ssoas com Deficiência em uma Instituição de Ensino S uperior 55 GRÁFICO 4 – R espeito quanto à condição física pelos membr os da instituição F ONTE: Dados do pesquisador , 2013. Dev e-se lembrar , sempr e, que o princípio fundamental da sociedade inclusiv a é o de que todas as pessoas com deficiência dev em ter suas necessidades especiais atendidas e é no at endimento das di v ersidades que se encontr a a democr acia. A reestrutur ação das instituições não dev e ser apenas uma taref a técnica, pois depende, acima de tudo, de mudanças de atitudes, de compromisso e disposição dos indi víduos (MA CIEL, 2000). Outr o aspecto abor dado com a pesquisa, diz respeit o à hostilidade nas situações que estes alunos vi venciam na instituição, como nas aulas, no acesso a cantina, labor atórios, dentr e outr os. O Gr áfico 5 evidencia que 57% (4) dos alunos entr evistados afirmam que há hostilidade, 29% (2 alunos) concordam parcialmente e 14% (1 aluno) discor da dessa situação, ou seja, acredita que não há hostilidade. Danilo de Sousa Per eira Rique; Ivys Medeir os da Costa; A ndré de P aula Rêg o Graciano Luz’ 56 GRÁFICO 5 – Hostilidade na vi vência da instituição F ONTE: Dados do pesquisador , 2013. A r espeito da a v aliação dos alunos sobr e a acessibilidade dos banheir os da instituição, e todos eles afirmam que estes são acessí v eis e atendem suas necessidades especiais, como ilustr a a Figur a 2. Cabe destacar que os banheiros do UNIPÊ dispõem das adaptações necessárias as pessoas com necessidades especiais, tais como barr as de apoio, portas amplas, etc. Ac essibilidade de Pe ssoas com Deficiência em uma Instituição de Ensino S uperior 63 GIL, A. C. Métodos e t écnicas de pesquisa social. 5.ed. São P aulo:Atlas, 1999. IBGE. 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O instrumento utilizado par a coleta de dados f oram entr evistas semiestrutur adas aplicadas ao contador do F rigorífico X e aos auditor es fiscais da cidade de Ba yeux. Com base nas análises da compar ação dos r egimes tributários, pode-se afirmar que o r egime mais adequado para a empr esa especifica na atividade frigorifica é o Lucr o Real. 1 Concluiu o curso de Administr ação. E-mail: [email protected] 2 Orientador . Especialista em Administração Pública. E-mail: i vysmedeir [email protected] 3 Coorientador . Doutor em Administr ação de Empresas. Pr ofessor , UNIPE E-mail:prof [email protected] Cláudia Elisabete da Silv a Costa; Ivys Medeir os da Cost a; André de P aula Rêg o Graciano Luz 66 P ala vras-cha v e: Planejamento T ributário; R egime T ributário; Lucr o Real; Lucr o Presumido. INTR ODUÇÃ O O pr esente tr abalho visa analisar o R egime T ributário mais adequado par a o F rigorífico X, estabelecendo um compar ativ o entre o Simples nacional, Lucr o Presumido e Lucr o R eal. T endo como objeti v os específicos: descre v er os Regimes T ributários Brasileir os; estabelecer um compar ati v o entre o Simples nacional, Lucr o Pr esumido e Lucr o R eal; verificar a partir dos R egimes T ributários como o F rigorífico X pode diminuir os seus r ecolhimentos de f orma lícita. O Estado com o fim de prot eger e procur ar propor cionar da melhor maneir a possí v el o bem–estar da coleti vidade, fez os tributos se originar em par a suprir a necessidade do indi víduo e principalmente da sociedade. Contudo, a sociedade tr ata o tributo atualmente de f orma negati va, um pr ejuízo a ser pago, isso por causa da ineficiência econômica e a injustiça social. Ocorre que a socied ade espera que fr ente à alta carg a tributária a situação socioeconômica tendesse a melhor ar , ou seja, ha v eria uma maior redução dos g astos, já que os custos pagos em tribut o seriam r etribuídos com segur ança, saúde, educação, e não seria pr eciso pagar uma segunda v ez à iniciati v a pri v ada. Contudo, não é o que acontece, o Br asil é um dos países que ofer ece o pior r etorno em benefícios à população dos v alor es arrecadados por meio dos tribut os embor a a nossa carga tributária seja tão pesada, a pro va disso f oi o aumento dessas em 2012 que chegou ao r ecor de de 36,27% do Pr oduto Int erno Brut o (PIB), conf orme mostr a estudo feit o pelo Instituto Brasileir o de Planejamento T ributário (IBPT , 2013) Nesse enr edo tributário, par a uma pequena e microempr esa os tributos podem acabar por findar a sua iniciativ a empresarial, Lucr o Presumido X L ucro R eal 67 inclusi v e fazendo com que a ati vidade empresarial seja desestimulada, haja vista os lucr os são grandement e afetados pelos impostos, contribuições sociais e isso pode desestabilizar fort emente a economia br asileir a, pois as micr oempresas e empr esas de pequeno porte r epresentam uma significati v a par cela da base econômica do país, elas pr oporcionam ger ação e distribuição de r enda e trabalho par a a sociedade, principalment e nas regiões onde boa parte da população sobr evi ve das empr esas de pequeno porte. Mesmo com toda essa r elev ância para a economia, essas empr esas tem encontrado grande dificuldade par a sua sobrevi vência e sustentabilidade, fr ente a ele v ada carg a tributária do nosso país. P ar a que essas empresas possam t er um cr escimento na sua ati vidade, o planejamento tributário t ornou-se indispensá v el para os empr esários ter em domínio sobr e os altos custos e despesas, uma v ez que, frent e a competiti vidade de mer cado, é necessário a aplicação de soluções imediatas par a a redução de g astos, par a obter maior lucr ati vidade, sem o infringir as normas aplicadas pelo Sistema T ributário Brasileir o. Dur ante o estudo, serão lev antados dados junto ao Frigorífico X, como as suas r eceitas auferidas, os cust os e despesas incorridos, atr a v és das suas demonstrações contábeis, e, culminando na análise dos dados for am efetuados os cálculos dos impostos seja pelo Simples Nacional, pelo Lucr o Presumido ou pelo Lucr o R eal. Lev ando a solução da questão problemática: Qual R egime T ributário mais adequado par a o F rigorífico X, Simples Nacional, Lucr o Presumido ou Lucr o R eal? MÉT ODO O estudo or a apresentado se caract eriza por ser uma pesquisa de natur eza qualitativ a e quantitativ a, de método descriti v o - explor atório de fundo bibliográfico, onde as questões explanadas r efer em-se aos principais aspectos iner entes ao planejamento tributário no F rigorífico X , car acteriza-se como um estudo de caso. Cláudia Elisabete da Silv a Costa; Ivys Medeir os da Cost a; André de P aula Rêg o Graciano Luz 68 Gil (2008, p. 42) e xplica que “a pesquisa descriti v a objeti v a descr ev er car acterísticas de det erminada população ou fenômeno podendo até estabelecer r elações entre suas v ariáv eis” . E a explor atória de acordo com o autor supracitado “tem como a principal finalidade desen vol ver , esclar ecer e modificar conceitos e ideias, tendo em vista a f ormulação de pr oblemas mais precisos ou hipóteses pesquisá veis par a estudo posteriores” (GIL, 2008, p. 27). T oda pesquisa científica necessita definir seu objeto de estudo e, a partir daí, construir um pr ocesso de in v estigação, delimitando o uni v erso que ser á estudado. Na pesquisa em questão o foco do estudo ser á no F rigorífico X. A empresa possui apr oximadament e 17 anos de exist ência, atuando na cidade de Ba y eux - PB, no r amo de frigorífico e açougue. A micr oempresa conta com trinta colabor adores em seu quadr o funcional. Nesta pesquisa ser á mantido o nome da empresa em sigilo, pelo f ato que v ão ser expost os dados financeir os. A população desta pesquisa é composta por 8 (oito) funcionários do escritório de assessoria contábil da empr esa, e por 8 (oito) auditores fiscais estaduais no município de Bay eux – PB. A amostr a ser á composta por 1 (um) r epresentant e do escritório contábil, ref erente a 12,5% ,no caso o contador chefe do escritório de assessoria contábil do Frigorífico X e dois auditor es fiscais r efer ente a 25% , da cidade de Ba yeux. No estudo em questão foi utilizada a t écnica de entre vista semiestrutur ada por com o contador do F rigorífico X, composta por 14 (quat orze) questões abertas, visando obt er dados acer ca do planejamento tributário da empr esa. E com os fiscais da cidade de Ba y eux, composta por 09 questões abertas, par a obter inf ormações na legislação par a a atividade frigorifica. RESUL T ADOS A seguir ser ão apresentados os r esultados obtidos nesta pesquisa a partir da coleta dos dados atr a v és das entre vistas e da Lucr o Presumido X L ucro R eal 69 análise da documentação da empresa pesquisada. Como também, os cálculos compar ati v os entre os r egimes tributários estudados com a finalidade de demonstr ar qual é o mais adequado par a ofer ecer uma lucr ati vidade maior à empresa. AN ÁLISE D A ENTREVIST A DO CONT ADOR A entr evista r ealizada com o contador da org anização foi analisada atr av és das seguintes categorias: importância da assessoria contábil; diminuição da carg a tributária; Simples Nacional; arr ecadação tributária; regime tributário; mudança, v antagens e desv antagens do Regime T ributário; legislação tributária. O contador destacou que a contabilidade é r esponsá vel pela saúde da empresa e que os empreendedor es dificilmente procur am a assessoria contábil com o intuito de diminuir a carg a tributária. Ainda segundo o contador “eles visam atender as exigências do go verno ” . De acor do com o entre vistado, questionado sobr e o aumento da pr ocura da assessoria contábil pelas empr esas após a criação do simples nacional, o mesmo detalhou que é notá v el o aumento da demanda por assessoria contábil pelas empr esas que procur am enquadr ar-se no Simples Nacional com o inter esse na diminuição da carg a tributária. O pesquisado inf ormou que a arrecadação de tribut os difer encia de acordo com a ati vidade da empr esa, evidenciando as ati vidades do comer cio, indústria e serviço. Em seguida r espondeu, ao ser questionado sobr e a difer ença na aplicação do r egime tributário que “tudo depender á do fatur amento e da sua despesa ” . A empr esa pesquisada, segundo informações obtidas na coleta de dados, desenquadr ou-se do Simples Nacional por seu fatur amento ultr apassar o teto estimado de R$ 3.600.000,00, conf orme o art. 3º da Lei complemente n. 123/2006. Cláudia Elisabete da Silv a Costa; Ivys Medeir os da Cost a; André de P aula Rêg o Graciano Luz 70 Diante da r esposta, pode-se destacar que a empr esa em questão não poderá ter o benefício da arr ecadação simplificada que é o Simples Nacional, pelo fat o do seu fatur amento ultr apassar o limite máximo da Lei nº 123/2006. De acor do com o entre vistado a empr esa X já utilizou os seguintes r egimes tributários: Simples Nacional, Lucr o Pr esumido e Lucr o Real. Da r esposta em tela, pode-se observ ar que a empresa pesquisada já passou por todos os r egimes tributários, buscando assim sempr e um planejamento tributário, com o intuito de diminuir a carg a tributária. T ais mudanças ocorr eram pelo f ato da org anização atuar na ati vidade frigorifica e por comercializar um produt o essencial tem alguns benefícios sobre os impost os, de acor do com a Lei 12.058, 13/10/2009 as empresas que é da ati vidade frigorifica com abate, está suspensa do PIS e COFINS, e de acor do com o Decret o Lei Nº 27476 de 2006 art.35 IX do RICMS t em suspensão do ICMS, caso opte pelo Lucr o R eal e seja da ati vidade frigorifica com abate. Em seguida, sabendo que a empr esa atualmente tr abalha com o Lucr o Real, f oi indagado sobr e as vantagens e des v antagens que o regime tributário ofer ece. A r esposta obtida foi que: “a v antagem seria quanto mais despesas a empr esa ti v er menor imposto pag ar á, e a desv antagem é que ter á maior rigor nas informações contábeis” . Quando questionado sobr e as medidas tomadas par a a mudança do R egime tributário, e se a empresa f az planejamento tributário, entr evistado r esponde que o planejamento tributário da empr esa ocorre “no inicio de cada ano ” , atra vés das análises de suas planilhas contábeis, tendo em vista que as mudanças de r egimes só podem ser feitas at é 31de janeir o de cada ano. O entre vistado colocou que o f ato do planejamento tributário ser uma f orma de redução do ônus fiscais de forma licita, com a implantação do Lucro R eal pode ser visto uma redução dos impost os. Concor dando o autor Planejamento T ributário (elisão fiscal) visa obter maior economia fiscal, r eduzindo a carga tributária, por meio Lucr o Presumido X L ucro R eal 71 de adoção de alternati va leg al menos onerosa ou de lacunas da lei antes do f ato ger ador da obrigação tributária (F ABRETTI, 2006). P or fim, foi indagado se hou v e alguma mudança na tributação dos frigorifico no ano pr esente, foi dito que no inicio de 2013 hou v e um gr ande aumento no imposto pago na fr onteir a do estado sobre o boi vi v o com uma margem de aument o 300%. P orém, est e imposto é diluído no custo do pr oduto, f azendo com que a empr esa aumente o pr eço de v enda. AN ÁLISE D A ENTREVIST A DOS A UDITORES FISCAIS A entre vista realizada com os auditores fiscais estaduais que atuam na cidade de Ba y eux/PB foi analisada atr av és das seguint es categorias: crimes tributários, assessoria contábil das empr esas, planejamento tributário, procedimento da fiscalização estadual; legislação tributária. As respostas ser ão apresentadas, sendo identificados os pesquisados por fiscal A e fiscal B. P erguntado como é identificada uma sonegação fiscal, mascar ada por uma elisão, as respostas adquiridas f or am, par a o fiscal A: uma soneg ação acontece quando alguém se beneficia de uma oper ação amparada pela legislação de f orma maquiada, citado como ex emplo “um taxista que não f az ponto na sua pr aça, mas goza de benefício da isenção de ICMS, PIS e COFINS na compra de seu v eículo nov o, para uso pessoal, por t er uma concessão da Pr efeitur a municipal do seu ponto ”; e para o fiscal B: A sonegação fiscal mascarada é difer ente da elisão, pois a sonegação mascara é identificada após e xames em documentos fiscais, as quais os pr ocedimentos da empr esa visam burlar a fiscalização, com pr ocedimento e atos que induz o fisco a aceitar as operações tributarias com r egulares, conf orme a norma vigente. Em seguida foi abor dado o que acontece com a empresa em que é constatada a sonegação fiscal, em r eposta o fiscal A, diz que: constada esta soneg ação a “empr esa é autuada atra vés do processo Cláudia Elisabete da Silv a Costa; Ivys Medeir os da Cost a; André de P aula Rêg o Graciano Luz 72 administr ati v o tributário e repr esentada per ante o Minist ério Público Estadual, par a as medidas cabí v eis” . Já o fiscal B citou como r esposta “o art . 1 e 2 da Lei 8.137/1990, Constitui-se crimes os atos pr aticados por particulares, visando suprimir ou r eduzir tributos ou contribuição social e qualquer acessório ” . Em consequência da pergunta ant erior foi indag ado quais seriam os refle x os da sonegação fiscal para a saúde econômica da empr esa, a resposta obtida pelo fiscal A, foi ter “efeit o negati v o par a a saúde econômica da empresa, pois, além do descontr ole na sua ati vidade econômica interna, se sujeita a sanções penais gr a v es” . E o fiscal B, diz que “a empresa diminui seu patrimônio liquido di vido a pagament os das penalidades pre vistas, nas normas tributárias vigentes” e que “dependo da administr ação pública a empresa poderá ter um r egime especial de fiscalização, ou seja, um acompanhamento diário de suas ati vidades tributárias, permanentement e no estabelecimento ” . Os fiscais quando questionado sobre a assessoria contábil das empr esas, o fiscal A r eponde que “satisfat ória ” , tendo algumas e x ceções; já o fiscal B, responde que, “é fundamental que a empresa procur e pr ofissionais v oltados para sua ár ea de atuação, evitando prejuízo financeir o e transpar ência, diante de órg ão público e seus clientes” . Concernente ao principal equí voco que as empr esas cometem ao realizar seu planejamento tributário, o fiscal A r eponde que, as empresas comet em err os gra víssimos quando não faz o planejamento tributário, pois “não separ am os bens da pessoa física com os da pessoa jurídica, com isso acarreta descontr ole no seu caixa ” . De acor do com o fiscal B os principais equí v ocos são “ignor ar pequenos g astos, não acompanhar as contas, considerar o ganho brut o como receita, não planejar uma r eserv a financeir a e ignor ar seu gr au de endividament o ” . Não se dev e confundir a elisão fiscal com a sonegação fiscal (e v asão), esse erro ocorr e fr equentement e. A elisão fiscal é o planejament o tributário, a ev asão fiscal é a sonegação fiscal. Lucr o Presumido X L ucro R eal 79 T ABELA 03 - Planilha dos T ributos no Lucro R eal – 2012 MÊS F A TURAMENTO 1 PIS 0% 2 COFINS 0% CSLL 9% IRPJ 15% T OT AL IMPOST OS 3 LUCRO/ PREJUÍZO Jan 310.201,22 0,00 0,00 1.977,34 3.328,89 5.306,23 16.866,40 Fev 319.232,31 0,00 0,00 2.281,82 3.803,03 6.084,85 19.268,67 Mar 318.397,91 0,00 0,00 2.255,53 3.759,22 6.014,75 19.046,72 Abr 321.504,35 0,00 0,00 2.253,39 3.922,31 6.175,70 19.873,03 Mai 282.425,31 0,00 0,00 1.222,40 1.870,66 3.093,06 9.478,00 Jun 275.652,19 0,00 0,00 909,04 1.515,07 2.424,1 1 7.676,35 Jul 325.871,94 0,00 0,00 2.409,96 4.255,09 6.665,05 20.931,33 Ago 248.866,82 0,00 0,00 65,30 108,84 174,14 551,45 Set 337.566,43 0,00 0,00 2.859,34 5.180,12 8.039,46 23.730,99 Out 363.452,21 0,00 0,00 3.674,74 7.227,69 10.902,43 29.928,04 Nov 346.927,83 0,00 0,00 3.154,22 5.920,61 9.074,83 25.972,1 1 Dez 384.604,30 0,00 0,00 4.341,03 8.900,82 13.241,85 34.991,85 T OT AL 3.834.702,82 77.196,46 228.314,94 F ONTE: Elaboração pr ópria, 2013. LEGEND A: 1. PIS- suspensão conforme lei 12.058/2009. 2.COFINS- suspensão conf orme lei 12.058/2009. 3.Lucr o/Prejuízo= calculo obtido atr a v és da diminuição dos impostos e despesas do f aturament o mês. Cláudia Elisabete da Silv a Costa; Ivys Medeir os da Cost a; André de P aula Rêg o Graciano Luz 80 Os cálculos apr esentados na T abela 03 não são como os descritos nas tabelas ant eriores em virtude da empr esa estudada ser do r amo frigorifico com abat e, não ha v endo a cobrança do PIS e da COFINS, por causa da suspensão pr evista em lei. DISCUSS Ã O Diante dos resultados apresentados, pode-se identificar na T abela 03 que a soma dos tributos no R egime do Lucro R eal é a menor em compar ação ao Simples Nacional e o Lucro Pr esumido, e que no ex ercício de 2012 os cálculos do R egime no Lucro R eal f oi o único que sempr e obtev e lucro, enquant o que no Simples Nacional ocorr eria lucro apenas no último quadrimestr e do ano de 2012 e Lucr o Presumido o lucr o só ocorr eria em dezembr o de 2012. De acor do com os cálculos apresentados, portant o, o regime tributário adequado ser á o Lucro R eal para a empr esa X. Na sequencia o Gr áfico 01 demonstr a uma compar ação com os r esultados obtidos sobre os cálculos ef etuados nos tr ês regimes tributários no ano de 2012 com os dados da empr esa em análise. GRÁFICO 01 – Compar ativ o entr e os Regimes T ributários – 2012. F ONTE: Elaboração pr ópria, 2013. Lucr o Presumido X L ucro R eal 81 O Gr áfico 01 demonstr a que se a empr esa optasse pelo simples nacional ar caria com uma carga tributária maior , sendo esta no v alor de R$ 445.209,00. P ar a diminuir esses v alor es relati vos aos impostos de f orma lícita, a org anização teria que optar pelo r egime do Lucr o R eal, posto que a mesma possui benefício fiscais ref er ente ao PIS, COFINS E ICMS, sendo estes impost os totalizando o v alor de R$ 77.196,46. Nota-se que no Lucro Pr esumido os impostos ficam no intermédio do Simples Nacional e Lucr o R eal, com o v alor de R$ 234.084,60. Caso a empr esa opte pelo Lucr o Presumido obt eria um pr ejuízo de R$ -156.637,00, sendo este superior se compar ado ao Simples Nacional que obte v e R$ -39.062,99. Entr etanto a apur ação que result ou o v alor positi v o foi o Lucr o R eal totalizando R$ 228.314,94. P or tanto pode ser consider ado o r egime tributário adequado para a empr esa estudada. C ONCL USÃ O Diant e do expost o pode-se concluir das análises do r egime tributário que o regime mais adequado para uma empresa especifica na atividade frigorifica é Lucro R eal, tendo em vista a realização de um compar ati v o entre o Simples Nacional, Lucr o Pr esumido e Lucr o Real. Assim a análise dos dados demonstrou que com um Planejamento T ributário adequado a empresa diminuir á sua carg a tributária de forma lícita. Este compar ativ o foi feit o atr a v és de análise qualitativ a com entr evistas feitas com o contador da empresa e dois auditor es fiscais estaduais da cidade de Ba y eux, e cálculos da apuração contábil da empr esa do ano de 2012. A tra vés dos dados obtidos nos r esultados e discussão foi identificado que a empr esa busca f azer um planejamento tributário e que já tr abalhou com as três f ormas de apur ação tributária citada neste tr abalh o, com ist o, tentado diminuir seus tributos de f orma Cláudia Elisabete da Silv a Costa; Ivys Medeir os da Cost a; André de P aula Rêg o Graciano Luz 82 lícita. E procur ando sempr e pelos benefícios que a legislação ofer ece para o seu r amo de ati vidade. P or conseguinte, de acor do com o que f oi demonstrada nas análises dos cálculos a melhor forma de apur ação seria o Lucro R eal, pois a empr esa pagaria menos impostos e t eria mais lucr atividade. Dev e-se lembrar de também que a apur ação no lucr o Real é f eita minuciosamente em li vros de apur ações contábeis, e que sua apur ação depende da r eceita, custos e despesas, que influencia dir etamente nos cálculos dos impostos. Como também, constat ou- se que a empr esa tem o benefício das alíquotas 0% no PIS, COFINS c ICMS, diminuindo o custo tributário. O tr abalho te v e algumas limitações, a primeira ocorr eu nas entr evistas com os fiscais, uma v ez que os mesmos são de difícil acesso, tendo em vista que r ealizam tr abalhos ext erno dificultando os encontr os. E a outra limitação f oi conseguir os dados pr ecisos da empr esa, pois a empresa t ev e receio em f ornecer seus v alores contábeis r eais, fornecendo só o f atur amento e uma média dos custos, despesas e r eceita. Com este estudo pode-se alcançar qual seria de f ato o r egime tributário mais adequado a ser utilizado pelo F rigorífico X, tr azendo uma maior lucrati vidade e diminuindo seus impostos de forma lícita. P or fim, é importante destacar que os r esultados alcançados, super ar am as expectati v as iniciais do tr abalho e r epresentam um pequeno, mas importante passo par a o seguinte aprendizado, também enfr entar e v encer os desafios que a ação de administrar r ecursos financeiros traz, e a entender as legislações pela imensa importância que ele demonstr ou possuir . Pela sua importância, estudos que a legislação fazem part e dev em ser analisados continuamente, já que a legislação sempr e está em mudanças . Lucr o Presumido X L ucro R eal 83 REFERÊNCIAS BRA SIL, Constituição da República F ederati va do Br asil. 1988. Disponí v el em: http://www .planalto.go v .br/legisla.htm. Acesso em: 2 de no v . de 2012. BRA SIL, Código tributário nacional . Disponí v el em: http://www . planalto.go v .br/cci vil_03/leis/l5172.htm. Acesso em: 05 de out. de 2012. BRA SIL. Lei nº 12.058 , de 13 de outubro de 2009. Disponí vel em: http://www .planalto.gov .br/ccivil_03/_at o2007-2010/2009/lei/ l12058.htm. Acesso em 2 de no v . de 2012. BRA SIL. Lei Complementar nº 101 , de 04 de maio de 2000. Disponí v el em: http://www .planalto.go v .br/cci vil_03/leis/lcp/ lcp101.htm. Acesso em 2 de no v . de 2012. F ABRETTI, Láudio Camargo. Contabilidade tributária . 10. ed. São P aulo, Atlas, 2006. FEDERAL, R eceita . Go v erno do estado da P araíba. Disponí v el em:< http://legisla.r eceita.pb.gov .br/LEGISLACA O/DECRET OS/ ICMS/2006/27476/27476_27476.html >. Acesso em: 20 no v . 2012. FEDERAL, R eceita . Go v erno do estado da P araíba. Disponí v el em:<http://legisla.r eceita.pb.gov .br/LEGISLACA O/DECRET OS/ ICMS/2012/33340/3334012_.html >. Acesso em: 1 maio 2013. GIL, Antonio Car los. Métodos e t écnicas de pesquisa social. 6. ed. São P aulo: Atlas, 2008. Cláudia Elisabete da Silv a Costa; Ivys Medeir os da Cost a; André de P aula Rêg o Graciano Luz 84 INSTITUT O BRASILEIR O DE PLANEJ AMENTO TRIBUT ÁRIO . Disponí v el em: <http://www .ibpt .com.br/noticia/559/Car ga- tributaria-r ecorde-em-2012-36-27-do-PIB> A cesso em 16 mar . 2013. MALK OWSKI, Almir . Planejamento tributário e a questão da elisão fiscal . São P aulo: LED , 2000. R ODRIGUES, Aldenir Ortiz. IRPJ/CSLL 2007 – Manual do impost o de r enda pessoa jurídica e contribuição social sobre o lucr o líquido . 1. ed. São P aulo, IOB – Thompson, 2007. ES TRA TÉGIA S DE LIDERANÇA: O caso da F ábrica Aiam Laura Maia de C arvalho 1 Gustavo Olímpio R odrigues 2 Izabe l Cav alcanti Barr os Lamenha Pinto 3 RESUMO: O present e estudo tev e como objetiv o analisar as estr atégias de lider ança que contribuem com a satisfação dos funcionários da F ábrica de Móv eis Aiam, com o intuito de identifica-las e a v alia-las. Uma boa liderança é necessária em t odas as empresas. A sua função é influenciar os colaborador es em torno de um mesmo objeti v o, org anizando as ideias principais, di vidindo as tar efas indi viduais e moti v ando-os, par a atingir as metas por eles tr açadas. Os resultados desta pesquisa f or am coletados numa entr evista r espondida pelo Dir etor Ger al e um questionário aplicado com uma amostr a de 60 colabor adores, cont endo uma abor dagem qualitati v a e quantitativ a. Identificou-se que atra vés de uma analise das estr atégias mais utilizadas são a de aquisição interna/e xterna de satisfação, de compartilhament o de competência/solução de conflito, de controle de subordinação e de r elacionamento/ integr ação. E a v alia-se que os funcionários, em sua maioria, estão satisfeit os com as estr atégias utilizadas pelo líder da empr esa. 1 Concluiu o curso de Administr ação. E-mail: laura@antar escom.com.br 2 Orientador . Mestre. E-mail: [email protected] 3 Coorientador a. Mestre em P sicologia Escolar . Pr ofessor a/Psicologia/UNIPÊ. E-mail: [email protected] Laura Maia de C arvalho; Gustavo Olímpio Rodrigue s; Izabel C avalcanti B. Lamenha Pint o 86 P ala vras-cha v e: Lider ança. Satisfação. C omportamento Org anizacional. INTR ODUÇÃ O Este início de século XXI e videncia intensas pr essões por r esultados e satisfação no tr abalho, como uma das principais constantes na r ealidade do mundo do tr abalho, na maioria das org anizações, em todos os ní v eis hier ár quicos e para t odos os colabor adores que fazem parte desse conte xto. F atores como as mudanças tecnológicas, a concorr ência globalizada e a f alta de líder es qualificados e competentes par a os desafios que surgem em suas pr áticas de tr abalho, estão associados às pressões por r esultados esperados dentr o das organizações. Diante da cobr ança contínua par a enfr entar a resolução de desafios e problemas em busca da produti vidade e satisfação, colabor adores e líderes dev em per ceber , refletir e agir em benefício de encontrar as melhores estr atégias de liderança par a promo v er condutas de satisfação e bem-estar coletiv o. P osicionando o indi víduo, e mais especificamente o líder , no centr o dos processos de mudança, consider amos que a liderança está r elacionada a di versos segment os, entr e os que são mais pr esentes no nosso cotidiano estão o profissional, o religioso e o político. Um bom líder consegue se adaptar em todos eles, pois a sua essência está numa mesma definição, que segundo Bowditch e Buono (2002, p. 118) afirmam que “[...] a liderança pode ser consider ada como um processo de influência, ger almente uma pessoa, atr a v és do qual um indi víduo ou grupo é orientado para o estabelecimento e atingiment o de metas” . P ortanto, a lider ança é uma relação entre pessoas atr a v és da influência e do poder e são distribuídos de maneir a desigual numa base legítima (contr atual ou consensual). A lider ança não ocorr e no isolamento, ou seja, não há líder es sem seguidores . P ar a Hunter (2006) é a habilidade Estratégias de L iderança: o c aso da fábrica A iam 87 de influenciar pessoas par a tr abalharem entusiasmadas visando atingir objetiv os comuns. T endo uma visão mais ampla, a liderança é necessária em qualquer empr esa, para or ganizar as ideias principais, di vidir as tar efas indi viduais e ainda motiv ar os colaborador es positi v amente diante de suas metas e missões. A lider ança é reconhecida como essencial a todo tipo de or ganização humana por muit os pesquisador es como Bennis (2001), Ulrich ( 2000), Goleman (2002) e Berg amini (2002, 2005). Dessa forma , a pr ática da liderança situacional é bem aceita, nesse cenário de mudanças, por ser dinâmica e flexí vel, onde o líder a v alia diariamente o seus colabor ador es e de acordo com seu comportamento e maturidade analisa o estilo de lider ança á ser usado, moldando-se diante de cada situação apr esentada. Existem v ários estilos de liderança, que também, de v em ser observ ados nesse pr ocesso , entr e os quais estão o autocr ático, o democr ático e o liberal. Esta teoria é a mais antiga sobr e a lider ança. F oi influenciada pela chamada teoria do “grande homem ” , que se baseia nas r ealizações pessoais de alguns homens, que dominaram a hist ória da humanidade, par a e xplicar o pr ogr esso do mundo. P orém, até hoje, esses estilos são vistos dentr o das empr esas, alguns praticados com mais frequência que outr os. Como é o caso do democrático, por ser mais eficaz, sendo este estilo, almejado par a ser aplicado nas organizações que tr abalham principalmente, com chão de fábrica. As fábricas, em ger al, precisam de uma lider ança muito rígida, ao tempo que de v em promo ver cont ext os de moti v ação, uma v ez que tr abalham com um número gr ande de funcionários, e por usar em sempr e metas diárias. Os vários setores e departamentos de uma fábrica f ormam uma r ede de fornecedor es e clientes int ernos essenciais para o desempenho da empresa. O reconheciment o e o gr au de sucesso dos r elacionamentos no interior dessa f ábrica, como forma de int egr ação das di v ersas funções da empresa par a atingir seus objetiv os, são influenciados pela satisfação dos serviços Laura Maia de C arvalho; Gustavo Olímpio Rodrigue s; Izabel C avalcanti B. Lamenha Pint o 88 pr estados internamente, o que suger e a necessidade da liderança mostr ar-se atenta a esse funcionament o, entr egando os serviços e r esultados esperados com vistas ao cumpriment o das metas diárias estabelecidas ( K OUZES; POSNER, 2003). A F ábrica Mó veis A iam , campo de estudo desse tr abalho, é org anizada de forma muit o sistemática, e pouco moti v ador a, o que implica dir etamente nos r esultados finais, e até mesmo, no r endimento dos seus colabor adores. Desta f orma esses fator es estimular am o inter esse por r ealizar o estudo da liderança na fábrica, vist o que há uma necessidade de mudanças na forma de go vernar , e de utilizar as estrat égias mais coer entes. Este tr abalho contribui par a o cr escimento da pesquisador a tr azendo-lhe conhecimento sobr e o que é ser um líder , e r econhecer as funções, como moti v ar , como agir e se comunicar com seus colaborador es. Pr opor cionou também, a mudança de ideias sobr e o tema, quebr ando par adigmas, e principalmente a visão que temos sobr e lider ar , saindo da tese de que é pr eciso ter e poder par a isso onde na ver dade, é necessário se mant er um padr ão de autoridade. O T rabalho de Conclusão de C urso r ealizado na empresa pr oporcionou ajudar no desempenho de um no vo conceit o de lider ança, usando nov as estr atégias par a se lider ar . Of er ecendo assim, uma e x celente f err amenta que refletir á nos resultados finais da empresa, propor cionando e alinhando os funcionários, e org anizando as estrat égias dos lider es. Na in v estigação desse tr abalho são identificadas as estratégias de lider ança que encaix em positi v amente nos set ores da F ábrica Móv eis AIAM, com o intuito de pr oporcionar melhores resultados. P ortanto, a questão pr oblemática lev antada é: Qual a contribuição das estr atégias de lider ança par a satisfação dos funcionários da F ábrica AIAM? Nesta conjuntura, par a analisar as estr atégias de lider ança que contribuem com a satisfação dos funcionários da F ábrica de Móv eis Aiam, com o intuito de identifica-las e a v alia-las. Estratégias de L iderança: o c aso da fábrica A iam 95 o mesmo caminho), 3 (Minha liderança delega as taref as e contr ola os resultados, 8 (Minha lider ança lida com os su - bor dinados dependendo da situação a resol ver) e 10 (Minha lider ança faz diagnósticos corr etos dos pr oblemas encami - nhando-os par a a solução adequadamente). • Estr atégia de c ontrole de subor dinação (E3) fr ases: 2 (Minha lider ança ex erce sua autoridade atra vés da coer ção (violência ver bal ou física) e 6 (Minha liderança fixa dir etri- zes sem a participação dos subor dinados). • Estr atégia de r elacionament o/ integr ação (E4) fr ases: 7 (Minha lider ança toma decisões com ampla participação dos subor dinados) e 13 (Minha liderança age par a diminuir os conflitos, dir ecionando-os par a que seja pr oduti vo). Nesta conjuntur a o grupo mostrou que a estr atégia de compartilhament o de competência/soluç ão de conflitos é a mais r epresentati va neste grupo e significa que a lider ança possui habilidade técnica no desen vol vimento de suas condutas, delegando as tar efas e acompanhamento dos resultados, buscando assim apr esentar diagnósticos mais fidedignos a fim de desen v ol ver solução mais apr opriada à situação. Laura Maia de C arvalho; Gustavo Olímpio Rodrigue s; Izabel C avalcanti B. Lamenha Pint o 96 T ABELA 1 : Estrat égia de compartilhamento de compet ência/solução de conflito (E2) F ONTE: Dados do pesquisador , 2013. Questões Respostas Nº (Entrevistados) % (Percentual) Minha liderança é competente e possui habilidade técnica, inspirando-me a seguir o mesmo caminho. Discordo T otalmente 2 3% Discordo 2 3% Indiferente 2 4% Concordo 39 65% Concordo T otalmente 15 25% Minha liderança delega as tarefas e controla os resultados. Discordo T otalmente 3 5% Discordo 5 9% Indiferente 5 9% Concordo 32 55% Concordo T otalmente 13 22% Minha liderança lida com os subordinados dependendo da situação a resolver . Discordo T otalmente 5 9% Discordo 4 7% Indiferente 5 9% Concordo 37 65% Concordo T otalmente 6 10% Minha liderança faz diagnósticos corretos dos problemas encaminhando-os para a solução adequadamente. Discordo T otalmente 5 9% Discordo 9 16% Indiferente 10 17% Concordo 28 48% Concordo T otalmente 6 10% Estratégias de L iderança: o c aso da fábrica A iam 97 A tabela acima, percebemos que se t em um alto ní vel de satisfação dos funcionários ref er ente às estr atégias de compartilhamento de competência e solução de conflitos. V erificamos que nas três primeiras afirmações mais de 70% das pessoas que participar am da pesquisa concordar am com a questão, identificando que os líderes influenciam os seus colabor ador es a ter em competência e habilidades t écnicas, dando entusiasmo par a que se tr abalhe sem pressão, possuindo uma tar efa delegada, t ento contr ole apenas dos seus resultados, e r esol v endo qualquer tipo de pr oblema e tomada de decisão junto a sua equipe. P ar a Zarifian (1996) o compartilhament o de competência esta associado a um pr ocedimento de conhecimento e atitudes, que fa vor ecem a realização de um tr abalho, assumindo desta forma, r esponsabilidade diante de situações comple xas e que en vol vam riscos a sua r ealização fa vor ecendo que os colabor adores possam junto com o líder desen vol ve-se fr ente a situações desafiador as. No quesito que se r ef ere ao diagnóstico de pr oblemas tr açados pelo líder de f orma corr eta e a identificação da solução, analisamos que exist e um númer o relati vament e elev ado em r elação aos itens acima, r epresentando 25% da amostr a. Em segundo lugar está a estr atégia de r elacionamento/ integr ação que mostr a disposição da lider ança em buscar decisões com participação efeti va dos colabor adores minimizando assim, os conflitos e t ornando os processos mais pr odutiv os. Laura Maia de C arvalho; Gustavo Olímpio Rodrigue s; Izabel C avalcanti B. Lamenha Pint o 98 T ABELA 2: Estrat égia de relacionament o/ integr ação (E4) F ONTE: Dados do pesquisador , 2013. No tocant e aos dados da tabela 2, foi possív el identificar que o líder está agindo de f orma positi v a na questão que se ref er e aos conflitos, analisando que 35 funcionários concordar am e 10 concor daram totalmente, o que totaliza 79% dos pesquisador es. Sendo assim a lider ança mostrou que possui uma postur a adequada diante destas situações, posicionando-se de modo que tais aconteciment os tr agam benefícios ao ambient e de trabalho, ensinando-os a agir de maneir a pr oduti v a e a t er um bom r elacionamento com a sua equipe. P ar a lidar com conflito o líder t em q desenv olv er esfor ços no sentido de pr omov er estratégias com vistas a estimula-lo ou r eprimi-lo reconhecendo a imediata ação corr eti v a e tr ansformador a (R OBBINS, 2001). Questões Respostas Nº (Entrevistados) % (Percentual) Minha liderança toma decisões com ampla participação dos subordinados. Discordo T otalmente 3 5% Discordo 10 17% Indiferente 8 14% Concordo 30 52% Concordo T otalmente 7 12% Minha liderança age para diminuir os conflitos, direcionando-os para que seja produtivo. Discordo T otalmente 1 2% Discordo 6 10% Indiferente 5 9% Concordo 35 61% Concordo T otalmente 10 18% Estratégias de L iderança: o c aso da fábrica A iam 99 No disposto à questão r elati v a a tomada de decisão possuindo participação dos colabor adores, a metade dos 60 r espondentes falar am que concordam, por ém 13 discor daram, com essa atitude estes poder ão influenciar de forma negati va, ocasionando assim, a não eficácia da gestão dos lideres afim de que se consiga alcançar ex celência no objetiv o fim pr oposto pelo gestor . No entanto fazendo oposição aos atos pr eteridos pelo líder , gerando insatisf ação daqueles que pr ocuram seguir de f orma integr al os ensinamentos diariamente ministr ados pelo seu superior . Em ter ceir o é a estrat égia de aquisição int erna/ext erna de satisfaç ão re v ela uma lider ança que potencializa atuar como ex emplo de responsabilidade no tr abalho dando o melhor de si na busca do resultado a tendo-se a pr omov er treinamento e melhoria de superação para o seu grupo encorajando-os para o enfr entamento dos desafios e super ação dos seus tr abalhos. Laura Maia de C arvalho; Gustavo Olímpio Rodrigue s; Izabel C avalcanti B. Lamenha Pint o 100 T ABELA 3: Estr atégia de aquisição interna/e xterna de satisf ação (E1) F ONTE: Dados do pesquisador , 2013. Questões Respostas Nº Entrevistados % Percentual Minha liderança costuma dar exemplo de responsabilidade com o trabalho. Discordo T otalmente 5 8% Discordo 4 7% Indiferente 1 2% Concordo 30 52% Concordo T otalmente 18 31% Minha liderança inspira-me a dar o melhor de mim para obter o r esultado em meu trabalho. Discordo T otalmente 5 8% Discordo 7 12% Indiferente 1 2% Concordo 26 45% Concordo T otalmente 19 33% A empresa onde trabalho promove tr einamentos para os seus líderes. Discordo T otalmente 16 27% Discordo 19 32% Indiferente 8 14% Concordo 12 20% Concordo T otalmente 4 7% Minha liderança mostra-me os desafios a serem superados para o meu bom desempenho. Discordo T otalmente 2 3% Discordo 8 14% Indiferente 6 11 % Concordo 33 58% Concordo T otalmente 8 14% Minha liderança transmite-me entusiasmo que me encoraja a enfrentar os desafios do trabalho. Discordo T otalmente 6 10% Discordo 5 9% Indiferente 2 3% Concordo 36 62% Concordo T otalmente 9 16% Minha liderança mostra-me por que meu trabalho é importante. Discordo T otalmente 5 9% Discordo 5 9% Indiferente 2 3% Concordo 27 47% Concordo T otalmente 18 32% Estratégias de L iderança: o c aso da fábrica A iam 101 P ercebendo-se que os lideres buscando sempr e dar ex emplo aos funcionários, enfatizando a importância da r esponsabilidade de cada colaborador com sua função e incentiv ando-os a fazer em sempr e o melhor , que por ser uma equipe, não se consegue atingir uma meta sem ajuda de todos os int egrant es. Por isso a importância de cada funcionário dentr o da empresa tr abalhe com entusiasmo e satisfação, uma v ez que a liderança esta associada a criação de estr atégias com agr egação de r ecursos humanos par a a constituição de equipes catalisando esfor ços formando par ceria e estimulando o desen v ol vimento do seu gr upo (GRAMIGN A, 2002). P or fim a estrat égia de contr ole de subordinaç ão que se car acteriza por uma lider ança autoritária e coer citi v a inibindo a participação dos subor dinados. T ABELA 4: Estrat égia de controle de subor dinação (E3) F ONTE: Dados do pesquisador , 2013. Questões Respostas Nº (Entr evistados) % (Percentual) Minha liderança exer ce sua autoridade através da coerção (violência verbal ou física). Discordo T otalmente 29 49% Discordo 17 29% Indiferente 1 2% Concordo 8 13% Concordo T otalmente 4 7% Minha liderança fixa dir etrizes sem a participação dos subordinados. Discordo T otalmente 6 10% Discordo 27 47% Indiferente 3 5% Concordo 17 29% Concordo T otalmente 5 9% Laura Maia de C arvalho; Gustavo Olímpio Rodrigue s; Izabel C avalcanti B. Lamenha Pint o 102 Analisando as questões da tabela 3 r espeitante a estr atégia de contr ole de subordinação, v erificamos que são afirmações negati vas, indicando que quant o mais discordâncias, mais positi vo tornam-se os resultados. Diante da questão relati v a a aut oridade atr a v és da violência v erbal ou física, identificamos que 36 pessoas discor daram, o que repr esenta 78%. Mas mesmo sendo a grande maioria, por se tr atar de um assunto de coer ção é importante que não se tenha concor dância com esse item, o que indica que mesmo sendo apenas 20% da amostr a de funcionários que afirmar am o quesito, é um per centual elev ado, pois é desnecessário esse tipo de comportamento quando se quer t er controle sobr e o seus colabor adores, o que influenciar á de forma insatisfat ória. Na lider ança autocr ática, segundo Chia v enato (2012), o líder estabelece dir etrizes sem a contribuição e participação dos funcionários. Nessa direção o estilo autocr ático enfatiza a pr eocupação pela taref a onde o líder concentr a todo o poder e autoridade nas t omada de decisão pr ov ocando assim nos seus colabor adores um sentimento de interiorização (BOWDIT CH; BUONO , 2002). P odemos observ ar que 38% dos respondent es confirma- r am essa proposição mostrando que para 22 pessoas que partici- par am da pesquisa, este é o estilo da lider ança. P or ém 57% acr editam que colaboram com a t omada decisão. Observ a-se que as estrat égias positi vas se sobr essaem as estr atégias negati v as de coer ção e de subor dinação confirmando os dados apresentados no quadro 1. Os dados re v elam que há uma liderança eficient e, fazendo usa de estr atégias positi v as e um grupo fa vor áv el em perceber desse líder suas ações na empr esa. Estratégias de L iderança: o c aso da fábrica A iam 103 Compar ar as estr atégias utilizadas pelo líder e colabor adores da F ábrica Móveis AIAM P ar a alcançar o objeti vo especifico traçado, comparar as estr atégias utilizadas pelo lider e colabor ador es na F ábrica de Mó veis Aiam, f oi r ealizada uma entre vista com Dir etor Ger al, Sin v aldo Viana, que possui mestrado na ár ea. Por se tratar de uma entr evista estrutur ada, a mesma foi r espondida pelo entr evistado sem a presença ou interf er ência da pesquisador a. A entr evista apr esentou quest ões fechadas, corr espondentes aos dados sociodemogr áficos do líder , e quest ões abertas ref erent e as estr atégias de lider ança por ele utilizadas. As entrevistas apr esentav am questões abertas, semiabertas e fechadas. O nome do entre vistado será identificado na transcrição da entr evista pela sigla: DG – Dir etor Ger al. O Dir etor Ger al da F ábrica, ao ser questionado sobre t er um bom relacionament o com seus colabor adores, r essaltou que: “acredito que sim, por tr abalhar com um sist ema de gest ão participativa, todos contribuem com seu c onhecimento específico, desde o oper ário mais simples, aos ger entes de st aff ” . Diante do expost o é notório, que a satisf ação do líder no tr ato com os seus colabor adores, esta sendo desen vol vida atra vés de um pr ocesso de confiança mutua, corr obor ando com as per cepções dos colabor adores, sendo a estr atégia de r elacionamento/integr ação a segunda mais importante na sua escala de pr efer encia. Segundo Hesey e Blanchar d (1986) o comportamento de r elacionamento é adotado par a manter as r elações pessoais entr e o líder e os membr os do seu grupo, abr angendo o ato de ou vir , pr estar atenção, dar feedbac k, facilitar e apoiar . Quanto a inf ormação ref er ente à sua reação com os conflitos ocorridos no ambiente de tr abalho, o líder deix ou claro que: “o dialog o é aberto e os conflit os são trat ados diret amente com os en volvidos, não pendendo a buscar o err ado mas a conciliar os lados, na maioria das vez es, c olocando-os fr ente a frent e e Laura Maia de C arvalho; Gustavo Olímpio Rodrigue s; Izabel C avalcanti B. Lamenha Pint o 104 mediando as partes sempr e c om foco na e stratégia de f ormação de equipe agreg ada a estrat égia da empresa” . Corrobor ando com os r esultados apresentados pelos colabor ador es aos afirmarem atr a v és da estrat égia de compartilhamento de compet ência/ solução de conflit o que a liderança é competente ao diagnosticar corr etamente os pr oblemas par a uma solução adequada. Com r elação a questão 4 que fala sobre o orientação que é passada aos seus funcionários em r elação ao seu trabalha questionando se é de forma clara e objetiv a, ele afirma que sim destacando que: “antes de qualquer implant ação ou desen volvimento os me smos são comunic ados e podem opinar , normalmente sug erem particularidades iner ente ao seu serviço, procur o administrar c om base em contr oles operacionais que os mesmos se r esponsabilizem, pe la gest ão e periodicidade da pre stação de c ontas” . Suas afirmações são fa v orecidas pelas afirmativ as dos colabor adores quanto a estr atégia de competência/ solução de conflito, que as comunicação são apr esentadas ao grupo de forma clar a e objeti v a. Conforme a t eoria situacional, o comportamento do líder de acor do com a taref a dev e ser adotado para organizar e definir as funções dos membr os do seu grupo, explicar ati vidades que cada um dev e e x ecutar (o quê, quando, onde e como),compr eendendo o estabelecimento de metas e de pr azos par a a org anização, a dir eção e o controle (HESEY E BLANCHARD , 1986). Indagado sobr e a sua posição r efer ente a permissão da sua equipe contribuir com ideias de mudanças ou sugestões de melhor as na realização do seu tr abalho, r elata-se ser impr escindí v el, informando que “soment e assim consegue-se a participação e o c omprometiment o do grupo, a avaliaç ão de desempenho inicia-se c om a avaliaç ão do período de experiência e é aplicado no sentido horiz ontal (entr e pares) e v ertical (superior es e subordinados)” . Podendo comparar essa questão com a estr atégia de aquisição interna/e xterna de satisf ação a v aliada pelos colabor adores, sendo uma liderança que desafia e encor aja os funcionários par a um bom desempenho. Estratégias de L iderança: o c aso da fábrica A iam 111 BER GAMINI, Cecília M., P sicologia aplicada à administração de empr esas: psicologia do comportament o organizacional . São P aulo: Atlas, 2005. BOWDIT CH, J. L.; BUONO , A. F . Elementos do comportament o org anizacional. São Paulo: Pioneir a Thomson, 2002. 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Lamenha Pint o 112 JOHANN , Maria Elizabeth Pupe. Comunicação e Relacionament os Int erpessoais . Rio de Janeir o: C ursos de Educação Continuada, 2002. MOSCO VICI, F . Desen v ol vimento Int erpessoal : T reinamento em Grupo. 21 ed. Rio de Janeir o: José Ol ympio, 2012. R OBBINS, Stephen Paul. Administr ação: Mudanças e perspectiv as. São P aulo: Sar ai v a, 2001 R OBBINS, Stephen Paul, Comportament o Organizacional . 9º ed. São Paulo: Pr entice Hall, 2002. T A YLOR, F rederik W . Princípios de administração científica . São P aulo: Atlas, 1963. ULRICH, D .; ZENGER, J.; SMALL WOOD , N. Lider ança orientada par a resultados. São P aulo: Campus, 2000. ZARIFIAN , P . A gestão da e pela compet ência ; Centro Internacional par a Educação, T rabalho e T ransf erência de T ecnologia, Rio de Janeir o, 1996. A CONS TR UÇÃ O DO REGISTR O DOCUMENT AL COMO S AL V A GU ARD A D A COMP ANHIA MANUF A TUREIRA E A GRÍCOLA DO MARANHÃ O - CMAM Fhillipe Germano Bez erra Lima 1 Jussara Bióc a de Medeiros Timót heo 2 C arolina C osta 3 RESUMO: O present e estudo te v e por objeti v o fundamentar o antepr ojeto ar quitetônico do Centr o Cultur al em R efer ência Negr a de Codó, Mar anhão, considerando a pr eexistência da antiga Companhia Manuf atur eira e Agrícola do Mar anhão – CMAM, importante e x emplar da ar quitetur a industrial br asileir a (1892-1845), que v em sofr endo descar acterizações pela f alta de manutenção e de uma política de conserv ação e tombament o. Devido escassez de r egistr os do imóv el, se fez necessário a r ealização de le v antamentos métricos e fotogr áficos do conjunt o 1 Concluiu o curso em arquit etura e Urbanismo. E-mail: fhillipegermano@hotmail. com 2 Orientador a. Ar quiteta e Ur banista pela UFPE (1991). Mestr e em Hist ória da Ar quitetur a e Urbanismo pela UFPB (2011). Atualment e é conselheira do Conselho Municipal de Patrimônio Cultur al de João P essoa (COMP ACTU- JP).E-mail: [email protected] 3 Coorientador a. Arquiteta e Urbanista pela UFPB (2004). Mestre em Arquitetur a e Urbanismo pela UFRN (2012). Prof essor a assistente do curso de Ar quitetur a e Urbanismo, UNIPÊ. E-mail: [email protected] Fhillipe Germano Bezerr a Lima ; Jussara Bióc a de Medeiros Timótheo ; C arolina C osta 114 fabril e de seu ent orno imediato, r esultando a construção de um banco de dados que documentam a situação do imó vel entr e o período de julho de 2012 a junho de 2013. Este r egistr o possibilitar á o acompanhamento da e v olução dos danos e das patologias pr ediais das f achadas, além de servir de embasamento par a no v as pesquisas. P ala vras-cha v e: R estauro. P atrimônio histórico. Centr o Cultur al. INTR ODUÇÃ O: A Companhia Manufatur eir a e Agrícola do Maranhão - CMAM está localizada na zona urbana de Codó (FIGURA 1),cidade ao leste do estado do Mar anhão, a 290 km de distância da capital São Luis.F oi implantada num lot e/quadr a de 31,413 m², tendo como ender eço a Praça P almério Cantanhede, no bairr o de São Sebastião. FIGURA 1: Mapa do Br asil com identificação do Estado do Maranhão, seguidos do mapado município de Codó com a identifica- ção do lote da CMAM. A Construç ão do Registr o Documental como Salvaguar da da Companhia Manuf atureira e A grícola do Maranhão - CMAM 115 F ONTE: Google Maps 2013. Editado pelo A utor . Desde sua falência v em sofrendo per das em sua e xtensão oriundas de ocupações irr egulares, como a inser ção do F órum Desembarg adora E tel vina Ribeir o Gonçal v es em 2003, reduzindo sua ext ensão para 26.541 m². Atualment e o lote possui as seguintes dimensões: a norte 150.765 m; a sul 49.50 m; a leste 209.322; a oeste 164.458m. P ossui como vias principais as a v enidas Sant os Dumont e João Ribeiro, e como vias secundárias a Praça Palmério Cantanhede e a T ra vessa Mamede Assis(FIGURA 2), permitindo o acesso aos demais 15 bairr os da cidade. FIGURA 2: Planta baixa com identificação das vias que cir cundem a CMAM. F ONTE: Elaborado pelo aut or . O conjunto f abril foi construído em 1892,sob os in vestiment os do empresário de origem portuguesa Emílio José Lisboa e de Fhillipe Germano Bezerr a Lima ; Jussara Bióc a de Medeiros Timótheo ; C arolina C osta 116 in v estidores de um important e grupo econômico, par a dar suporte à pr odução de tecidos como: algodãozinho, riscado, mescla, brim, além de sacarias e punho de rede, utilizando-se da matéria prima de di v ersas cidades da região, além da produção l ocal. Gr ande ex emplar da arquit etur a fabril br asileir a do final do século XIX a CMAM foi instalada dur ante o período conhecido como “O Grande Milagre” , com a inser ção de uma das dezessete fábricas de fiação e tecelagem instaladas no Estado.Neste período a burguesia maranhense tenta v a se r ecuper ar da crise financeir a ger ada pelo fim da Companhia Geral de Comércio do Grão-P ará e Mar anhão. A euforia da população codoense diant e da perspecti v a de pr ogresso e tr abalho foi descrita da seguinte f orma: Hou ve problemas em encontr ar operários locais es - pecializados não só par a o trabalho nos t eares, como também para outros serviços específicos. Abriu-se um gr ande leque de serviços para di v ersas naturezas de trabalho [...]. Nascia a primeir a gr ande indústria da cidade. Outros dev eriam aparecer . O progr esso não par av a. [...] o progresso sem dú vidachegariamais de - pressa. A cidade crescia. Desen v ol ver a o seu comér cio. Viriam no v as indústrias. No vos empregos, fartur a par a os lar es (MA CHADO , 1999, p. 28-29). Sil v a (2002) descr ev e que a CMAM possuía cerca de 170 tear es e 5976 fusos, empr egando cer ca de 332 oper ador es de máquina e 68 funcionários di vididos em serviços de escritório, mecânica, mar cenaria, elétrica, vigilância e serviços de limpeza ger al. O maquinário foi exportado da Inglaterr a, sendo destacado por Machado (1999) a sua chegada: Chega v am barcaças em gr andes batelões pux ados por resist entes na vios gaiolas. Vier am de longe cal- deir as, tear es, roldanas, enfim o maquinário comple- A Construç ão do Registr o Documental como Salvaguar da da Companhia Manuf atureira e A grícola do Maranhão - CMAM 117 to da Inglaterr a. A população al v oroçou-se. Burr os, jumentos, ca v alos e as carroças e xistent es na cidade for am con v ocados para tr ansportar à Cidade Alta, a dadi vosa e pesada mer cadoria. Homens f ortes, os esti v adores não economizaram as suas for ças físi- cas par a ex ecutar a tão bendita taref a de conduzir o pesado far do. Subir a rampa íngreme do porto da Matriz foi um desafio à criatividade dos homens da esti v a. O peso das máquinas equi valia ao desen vol vi- mento que ocorr eria com o progresso desejado. O as- sento dos equipament os foi f eita por cuidadosos pe - ritos no assunto. Tudo simetricamente no seu devido lugar (MA CHADO , 1999, p. 32-33). Com a utilização da máquina a v apor par a fazer funcionar seus tear es, a CMAM contribuiu par a a criação de empr egos no setor primário no arr endamento de gr andes áreas rur ais par a extr ação de lenha para as caldeir as (SIL V A, 2002, p. 5). A fábrica pr oduzia tecidos como: algodãozinho, risca - do, mescla, brim (com 5R em homenagem aos cinco filhos de Sebastião Archer), além de sacarias e punho par a r ede. A matéria prima utilizada vinha de di v ersas cidades da região, além da pr odução local. A pr odução na fábrica er a di vidida em algumas secções: de carre - tel, de fiação, de tecelagem. Nestas secções havia pre - dominância do tr abalho feminino, ha v endo também crianças que trabalha v am juntando as “espeilas” secas na tecelagem e lev ando-as para a secção de fiação par a serem rebobinadas. Sua produção chegav a a mais de dez milhões de cruzeiros (moeda da época), e tinha como mercado consumidor part e da região nor deste (Mar anhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, etc.), para as cidades mais pró ximas o tr ansporte er a feit o em lom - bo de animais e mais tar de em caminhão. P ara outros Estados a produção er a tr ansportada para o mer cado por ferr o via até a capital do Estado – São Luis, e de lá Fhillipe Germano Bezerr a Lima ; Jussara Bióc a de Medeiros Timótheo ; C arolina C osta 118 seguia de na vio até o destino (A SSAD , 1979 apud FER - RETTI, 2001, p. 79). A CMAM dur ante quatr o décadas r epresent ou o progr esso par a Codó, sendo descrita por Machado (1999) como uma “máquina funcionando a todo v apor” . A (figur a 3), repr esenta o fest ejo do algodão da década de 1920, período est e em que eram exibidos par a a população o resultado da colheita. FIGURA 3: Carreata nas ruas da cidade de Codódur ante o fest ejo da colheita do algodão em 1920. F ONTE: Acerv o F amília Salem. Codó tinha necessidade de ser implantado outr o meio de transport e par a a exportação das mer cadorias da CMAM. Em 03 de janeiro de 1905 sob o decr eto n° 1.329 f oi autorizada a construção da Estr ada de F erro São Luis / Caxias, sendo concluída em 11 de março de 1921 com a implantação da RFSS A. “Era a Estr ada de F erro que chega v a beneficiando e dando impulso A Construç ão do Registr o Documental como Salvaguar da da Companhia Manuf atureira e A grícola do Maranhão - CMAM 119 ao desen v ol vimento econômico das cidades por onde passa va ” (MA CHADO , 1999, p. 123). A té a década de 1930, a economia mar anhense te v e seu principal suporte na cultur a do algodão. Segundo Machado (1999), é neste período que se tem um declínio econômico em consequência da r edução das perspecti v as de exportação par a o mer cado int ernacional. P ar a o pedagogo e membro fundador do Instituto Histórico e Geogr áfico de Codó – IHGC, Carlos Gomes, a substituição do algodão por nov os produt os pro v ocar am o encerr amento de v árias fábricas de tecidos no Mar anhão, em decorr ência de não poderem competir com as congêner es da r egião sul do país (informação v erbal). O cenário internacional também esta va passando por uma crise financeir a, como a Queda da Bolsa de V alores de No v a Y ork (1929), em seguida pelas insaciá veis disputas políticas que moti v ar am a Segunda Guerr a Mundial (1939 – 1945). A CMAM decr etou falência entr e 1940 e 1945, f ato este que é comentado por João Batista Machado em entre vista prof erida no dia16 de janeir o de 2012, que o real moti vo da f alência esta v a na queda da exportação e na falta de liberação de crédit o financeiro pelo Banco do Br asil (informação v erbal). Sete décadas se passar am desde a f alência da CMAM, e nenhuma ati vidade de manutenção e pr oteção t em sido feita pelo Go v erno do Estado do Mar anhão, atual pr oprietário. A descar acterização dest e conjunto ar quitet ônico que é um marco histórico da fundação de Codó despert ou-me o inter esse em desen v ol v er uma proposta ar quitetônica de um Centr o Cultur al em R efer ência Negr a, que além de sal vaguar dá-lo, pudesse atribuir um no vo uso, pr ática esta defendida na Carta de A tenas de 1941. [...] a confer ência constatou que nos div ersos Estados repr esentados pr edomina uma tendência ger al a aban - donar as reconstituições int egrais, e vitando assim seus riscos, pela adoção de uma manutenção r egular e per - Fhillipe Germano Bezerr a Lima ; Jussara Bióc a de Medeiros Timótheo ; C arolina C osta 120 manente, apr opriada para assegur ar a conservação dos edifícios. Nos casos em que uma restaur ação par eça in - dispensá vel de vido à deterior ação ou destruição, a con - fer ência r ecomenda que se respeite a obr a histórica e artística do passado, sem prejudicar o estilo de nenhu - ma época (CAR T A DE A TENA S, 1931, p. 1). P ar a a construção do anteprojet o ar quitetônico do Centr o Cultur al se fez necessário o lev antamento físico de todo conjunto fabril, par a que desta forma se pudesse ter o r egistr o de sua situação atual, reconhecendo desta f orma suas limitações e potencialidades. A EDIFICA ÇÃO EXIS TENTE O conjunto de edifícios que compreendem a CMAM é composta por 6 construções distintas; estas for am r elacionadas a partir da sua disposição no lote, e assim atribuídos uma nomenclatur a numérica devido a escassez dos indicati vos de uso anterior (FIGURA 4). FIGURA 4: Planta baixa da situação atual da CMAM com indicação da A Construç ão do Registr o Documental como Salvaguar da da Companhia Manuf atureira e A grícola do Maranhão - CMAM 127 FIGURA 13: Planta Baixa Edifício 04, com destaque par a a situação atual da fachada norte. F ONTE: Acerv o P essoal do autor , 2013. Dentr e os edifícios que compõem a CMAM, est e é o que apr esenta uma maior descaract erização com per da total de sua coberta devido ao desgaste de sua estrutura. V ale salientar que o primeir o lev antamento foi r ealizado em julho de 2012 e ainda existia uma das quatro cobertas deste edifício, porém dur ante o outr o lev antamento r ealizado em janeiro de 2013 não consta v a mais esta coberta, que veio a ruir durant e as primeir as chu v as. P orém, o estado mais preocupant e do edifício que tem a t endência de aumentar é a per da de gr ande parte da fachada sul(FIGURA 14), que expõe a edificação ao surgimento de outras patologias e danos que podem se tornar ainda mais irr e versí vel. Fhillipe Germano Bezerr a Lima ; Jussara Bióc a de Medeiros Timótheo ; C arolina C osta 128 FIGURA 14: F achadas leste e sul do edifício 04 da CMAM. F ONTE: Acerv o P essoal do autor , 2013. P ar a o r econhecimento da situação atual em que se encontr a a f achada sul do edifício 04 foi elaborado o lev antamento de danos e patologias a partir do le v antamento métrico e fot ométrico (FIGURA 15). FIGURA 15: Lev antamento de danos e patologias da f achada sul do edifício 04. F ONTE: Elaborado pelo aut or , 2013. A Construç ão do Registr o Documental como Salvaguar da da Companhia Manuf atureira e A grícola do Maranhão - CMAM 129 EDIFÍCIO 05 O edifício 05 (figura 16)fica implantado a 23m da f achada sul do edifício 05; suas fachadas possuem dimensões que variam de 10.70m a 23m, ocupando uma área de 186.50m², constituindo uma planta de configur ação retangular . FIGURA 16: Planta baixa edifício 05 e sua f achada norte. F ONTE: Acerv o P essoal do autor , 2013. É possív el identificar pela (FIGURA 17) que o mesmo foi construído posteriorment e aos edifícios 01, 02, 03 e 04, por não possuir elementos estilísticos da ar quitetur a clássica, e pelo sistema construti vo de al venaria em tijolos cer âmicos com acabamento em r eboco de saibro. Devido à perda da coberta que pela mar cação das alv enarias seria de duas águas as alv enarias internas apr esentam patologias como cr osta negr a e fungos, além de danos como fissur as ocasionados pela infiltr ação de água das chu v as. O piso cimentício encontra-se bastante danificado e parte da estrutur a de suas esquadrias em ferr o f or am mantidas apesar de estar em comprometidas pela gr ande quantidade de ferrugem. Fhillipe Germano Bezerr a Lima ; Jussara Bióc a de Medeiros Timótheo ; C arolina C osta 130 FIGURA 17: Edifício 05 e a perspecti v a de suas fachadas com destaque para as esquadrias. F ONTE: Acerv o P essoal do autor , 2012. EDIFÍCIO 06 O edifício 06 (figur a 18)está localizado ao sul do edifício 05, tendo fachadas com dimensões de 12m x 41m, ocupando uma ár ea de 492m², constituindo assim uma planta de configur ação r etangular . FIGURA 18: Planta baixa edifício 06 e a perspecti va de sua fachada norte. F ONTE: Acerv o P essoal do autor , 2012. A Construç ão do Registr o Documental como Salvaguar da da Companhia Manuf atureira e A grícola do Maranhão - CMAM 131 A tualmente encontr a-se com um grande desg aste das tesour as em madeira que sustentam a coberta pela gr ande concentr ação de cupim; o mesmo fui alertado par a não adentrar ao edifício, pois sua coberta esta corr endo o risco de ruir , impossibilitando o lev antamento fot ogr áfico de sua parte interna. As fachadas apr esentam algumas pat ologias como crosta negr a e fungos, principalment e nas superfícies em que o beir al não está mais resguar dando das chuv as. Algumas esquadrias permanecem no seu local original, por ém estão comprometidas pela gr ande quantidade de ferrugem. REGISTR O BIDIMENSIONAL E TRIDIMENSION AL Após a conclusão do lev antamento bidimensional e fot ogr áfico se f ez necessário o registr o tridimensional da CMAM, pois desta forma permitiria uma melhor visualização de todo o conjunto. O registr o de cada uma das edificações serviu de base par a a criação de um banco de dados que auxiliar á outras pesquisas a verificar se hou v e um av anço das descar acterizações no imó vel. (figur as 19, 20, 21, 22, 23, 24). FIGURA 19: P erspecti va do edifício 01- Maquet e eletr ônica. F ONTE: Elaborado pelo aut or . Fhillipe Germano Bezerr a Lima ; Jussara Bióc a de Medeiros Timótheo ; C arolina C osta 132 FIGURA 20: P erspecti va do edifício 02 – Maquet e eletr ônica. F ONTE: Elaborado pelo aut or . FIGURA 21: P erspecti vado edifício 03 – Maquet e eletr ônica. F ONTE: Elaborado pelo aut or . FIGURA 22: P erspecti va do edifício 04 – Maquet e eletr ônica. F ONTE: Elaborado pelo aut or . A Construç ão do Registr o Documental como Salvaguar da da Companhia Manuf atureira e A grícola do Maranhão - CMAM 133 FIGURA 23: P erspecti va do edifício 05 - Maquet e eletr ônica. F ONTE: Elaborado pelo aut or . FIGURA 24: P erspecti va do edifício 06 - Maquet e eletr ônica. F ONTE: Elaborado pelo aut or . MÉT ODO P ar a o desen v ol vimento do registr o documental da CMAM se fez necessário adotar dois pr ocedimentos metodológicos, sendo estes a pesquisa de campo e a elabor ação dos desenhos pr eliminares ao antepr ojeto ar quitet ônico. Na primeira etapa for am r ealizadas as visitas in loco par a se fazer o registr o fot ográfico Fhillipe Germano Bezerr a Lima ; Jussara Bióc a de Medeiros Timótheo ; C arolina C osta 134 da situação atual da fábrica e de seu ent orno, em conjunto com as ati vidades de lev antamento métrico, fundamental par a se construir a planta baixa de cada uma das seis edificações, sua locação e a mar cação de seus acessos. Esta etapa foi acompanhada das visitas ao arqui v o da Pref eitur a Municipal de Codó, na busca de documentos que r elatassem a pr odução da CMAM ou fotos que r egistrassem o estado do edifício ao decorrer do tempo, por ém as informações obtidas f or am irr ele v antes ao tr abalho. Já a segunda etapa foi marcada primeir amente pela digitalização dos lev antamentos métricos, que r esultaram na pr odução das plantas baix as de situação atual. Post eriormente esse r egistro serviu de subsidio par a o lev antamento das f achadas que apr esentav am uma maior quantidade de danos e patologias. RESUL T ADOS As etapas que anteceder am a elaboração do antepr ojeto ar quitetônico do Centr o Cultural em R efer ência Negra de Codó, Mar anhão, for am fundamentais par a a produção de r egistros documentais como o lev antamento histórico da CMAM obtido pelas pesquisas bibliogr áficas e as entrevistas com historiador es e membr os do Instituto Histórico e Geográfico de Codó – IHGC, e posteriorment e a criação de um banco de dados que é composto pelo r egistro fot ogr áfico produzido no período de julho de 2012 a maio de 2013; pelas plantas baixas de situação e coberta da CMAM, em que é possí v el identificar as áreas que sofr eram alter ações nas di visões originais e as que se encontr am com per da de coberta; e pela digitalização de todas as fachadas, sendo destacadas as alter ações pr omo vidas posteriormente, além da elabor ação dos mapas que identificam as fachadas que apr esentam uma maior quantidade de danos e patologias construti v as. A Construç ão do Registr o Documental como Salvaguar da da Companhia Manuf atureira e A grícola do Maranhão - CMAM 135 DISCUSS Ã O A falta de uma política de manut enção e conserv ação está colocando em risco um dos gr andes ex emplares da ar quitetur a industrial br asileir a do século XIX, a Companhia Manufatur eir a e Agrícola do Maranhão. O descaso em que se encontra este patrimônio está ger ando a cada dia mais danos irre v ersí v eis que poder ão lev ar o edifício a categoria de ruína, ou seja, quando o edifício per de grande part e de sua identidade. Um dos fator es mais preocupant es é a inexist ência de registr os nos órgãos de tombament o em ní v el estadual (DPHAP -MA) e em ní v el feder al (IPHAN), processos de solicitação de tombamento, f ato este que contribui ainda mais par a a descaract erização do edifício. A insatisfação da sociedade codoense com o atual descaso da companhia encontr asse registr ado em denúncias prof eridas pelos v eículos de comunicação, e em li vros como o de Machado (1999): É precioso que os ór gãos competent es pro videnciem o tombamento de edifícios e residências que e xpres - sam alguma coisa da história codoense. Poucos, mais autênticos, são estes os monumentos; o palacete que serviu de residência à f amília Ar cher , tendo lá residido, anteriorment e o senhor João Pedr o da Cruz Ribeiro, falecido em 19 de fev ereir o de 1928; o prédio da an - tiga F ábrica de T ecidos, que bem poderia abrigar um Centro de C ultura [...] (MA CHADO , 1999, p.285). C ONCL USÃ O Esta pesquisa/ proposta além de t er sido uma contribuição par a o resg ate do mar co fundador da história de Codó, promo v eu a construção de um banco de dados com registr os bidimensionais, tridimensionais e f otogr áficos que descr ev em a atual situação Fhillipe Germano Bezerr a Lima ; Jussara Bióc a de Medeiros Timótheo ; C arolina C osta 136 de abandono e descaso com a CMAM entre o período de julho de 2012 a junho de 2013. In v estigar a história desde importante patrimônio edificado industrial permitiu a descoberta de outr as importantes contribuições par a a história da cidade, que f or am as manifestações cultur ais de descendência afr o-br asileiras que ainda estão ativ as. Esses registr os for am fundamentais para a elabor ação do antepr ojeto arquit etônico do Centr o Cultur al em R efer ência Negr a de Codó, que tem por intuit o abrigar espaços de difusão de arte, cultura, música, lit er atur a e dança. REFERÊNCIAS ARA ÚJO , Marinella Machado; BORGES, Michele; CONRADO , V anessa; BORD A, Denísia; SIL V A, Sandra; P ÀDU A, V aléria. Aplicação da legislação nacional sobre pr oteção do patrimônio cultural: interpr etação à luz das Cartas de Pr eserv ação Internacionais. In FERN ANDES, E.; R UGANI, JUREMA M. (org). Cidade , memória e legislação: a preserv ação do patrimônio na perspecti v a do direit o urbanístico. Belo Horizont e: IAB-MG, 2002. BRANDI, Cesar e. T eoria da restaur ação . T r adução de Beatriz Muga yarK ühl. Cotia, SP: At eliê Editorial, 2004. CHO A Y , F rançoise. A Alegoria do patrimônio . São P aulo: Editor a UNESP , 2001. CUR Y , Isabelle. (Org.). Cartas P atrimoniais . Br asília: IPHAN, 2004. FERRETTI, Mundicarmo. Encantaria de “Barba Soeira ” . São P aulo: Siciliano, 2001. IBGE. Instituto Br asileir o de Geogr afia e Estatística. Censo Demogr áfico 2010 . Disponí v el em: <http:///www .ibge.go v .br/ Estratégias Bioc limáticas na A rquitetura Moderna de João P essoa 143 ÁREA DE INSERÇÃO E IMPLANTAÇÃO Implantada de forma solta no lot e, com recuos em t odos os lados, a r esidência foi inserida na quadr a de número 1090 entr e a A v . Epitácio P essoa e a A v . Júlia Fr eir e no bairr o da T orre. De acordo com Mat os et al (2004), sua construção f oi iniciada em 1956 pela empr esa de engenharia Figueir as e Jucá, sendo concluída em 1958. Conforme a Ficha Cadastr al 00145-8 da PMJP o lote original tinha ár ea de 7.474 m² com desní v el de 1m no sentido Norte- Sul do terr eno e par a o acesso de automó v eis f oram pr evistos o acesso principal pela A v . Pres. Epitácio Pessoa ao Norte (Figur a 1) e outr o secundário pela A v . Júlia F reir e ao Sul que for am ligados por uma ár ea de tr áfego pavimentada. Em 2 de junho de 1998, hou v e o desmembr amento, gerando dois lotes: um com entrada pela A v . Epitácio P essoa (no qual ficou a edifica ção) e o outro com acesso pela Av. Julia Freire (com a caixa d’água) no que resultou numa área de 3.890 m² apenas. FIGURA 1 : Implantação da residência no lot e.F onte: F arias & F arias, 2010 e elaborado pela aut or a. Latitude: -7.08 Polly anna Priscila de Souza Lima ; Maria Simone Mor ais Soares 144 Os blocos que compõem a edificação estão soltos no lote e ocupam 1.088 m² de ár ea construída. Grandes espaços v er des tr atados paisagisticamente por Burle Marx compõem ampla part e da ár ea, como já foi mencionado ant eriormente. A partir da década de 1970, com o pr edomínio das ati vidades comer ciais, as edificações localizadas na A venida Epitácio Pessoa modificar am-se r adicalmente. A intensa urbanização aumentou o adensamento v ertical e, consequentemente, hou v e modificações no micr oclima. Logo, como tr ata-se de um estudo de uma residência no passado, ão ser ão consider adas as alter ações ocorridas sob o entorno da r esidência no decorr er dos anos. AN ÁLISE D A IL UMINA ÇÃO N A TURAL Analisando o mo vimento apar ente do sol sobr e a r esidência em questão e o comportamento de cada orientação de f achada observ a-se que a maior predominância de aberturas está nas fachadas Nort e, Leste e Oest e. P ar a o estudo da iluminação natural foi observ ada a insolação de cada f achada. As fr entes do edifício selecionadas for as às v oltadas par a Norte, Leste e Oest e e pela repr esentatividade da geometria, orientação e pr oteção de suas abertur as, as quais contribuem consider a v elmente com a quantidade de iluminação natur al nos ambientes. Consider ando que o horário de desconforto em João P essoa é entre 9h da manhã e 16h da tarde e usando o progr ama Anal ysis Sol- Ar 6.2 como auxiliador , obtev e-se uma carta solar com o período de sombr eamento necessário para a cidade. Em seguida, fez -se um bre v e estudo com as cartas solar es sobr e o comportamento das abertur as e das tipologias dos elementos v azados v erificados nas fachadas, diante das orientações a que são submetidos. Estratégias Bioc limáticas na A rquitetura Moderna de João P essoa 145 As imagens a seguir apr esentam o comportamento das abertur as nas fachadas Nort e, Leste e Oest e repr esentado pelas cartas solar es nos solstícios de v erão e in verno em períodos de incidência solar . É possí v el observ ar na Carta solar com Latitude e Longitude par a João Pessoa (Figur a 2) que o período de insolação da fachada nort e é pr edominante dur ante t odo o dia nos períodos após as 06hs até as 17h30min de 21 de mar ço a 23 de setembr o, apr oximadament e. Durant e os períodos mais quentes do ano a fachada permanece sombr eada. A tra vés das gr andes aberturas de vidr o, exist entes na r esidência, a radiação solar penetr a indiretament e a fachada nort e desde os primeir os horários da manhã at é os últimos da tarde no período de inv erno. A figura 3 mostr a a insolação durante o solstício de in v erno e v er ão às 10hs da manhã e 15hs da tarde com céu claro. Per cebe-se que em seu momento de insolação a frente r ecebe incidência com maior intensidade no período da manhã. FIGURA 2: Carta solar ref er ente ao estudo da f achada norte. F ONTE: Adaptado de Anal ysis Sol- Ar 6.2 e editado pela autora. Latitude: -7.08 Polly anna Priscila de Souza Lima ; Maria Simone Mor ais Soares 146 FIGURA 3: Incidência solar na fachada nort e no período de 21de junho e 21 de Dezembro. F ONTE: Simulação do Sket chup. P ar a a análise do desempenho luminoso no interior do edifício foi utilizada a maquete eletr ônica da sala de estar da r esidência e realizada simulações computacionais no hor ário de insolação das 10hs e 15hs do dia 21 de cada mês do ano com céu clar o. P ercebe-se que os nív eis de iluminância encontr ados v ariam de 280,5 lux a 375,2 lux apr oximadament e em 21 de dezembr o e 21 de janeiro. O mês de fe ver eiro t em uma pequena v ariação de 280,5 lux a 437,6 lux e mar ço de 290,0 lux a 437,6 lux apr oximadament e (Figura 4). Estratégias Bioc limáticas na A rquitetura Moderna de João P essoa 147 FIGURA 4: Modelo tridimensional da sala de estar com infiltr ação da insolação e gráfico de cor es f alsa simulados para 21 de dezembro e 21 de mar ço às 10hs. F ONTE: Extraído do softw are VEL UX Da yligth Visualizer 2. A quantidade de iluminância encontr ada ocorre de vido ao momento em que a f achada permanece sombr eada, que é o período de v er ão, e por conter composição v olumétrica capaz de impedir por v ezes o e x cesso de iluminação como o generoso beir al de 2,70m propost o por Borsoi par a abrigar part e da gr ande abertur a translúcida da f achada Norte. O período no qual for am verificados os maiores nív eis de iluminâncias foi a partir do mês de abril e maio onde v ariaram de 300 lux a 500 lux e os meses de junho e julho com 360 lux até 500 lux (Figur a 5). Em agosto os v alores decr escer am nov amente par a 300 lux nas quantidades mínimas e as máximas permaneceram 500 lux. Polly anna Priscila de Souza Lima ; Maria Simone Mor ais Soares 148 FIGURA 5: Modelo tridimensional da sala de estar com infiltr ação da insolação e gráfico de cor es f alsas simulados para 21 de abril e 21 de julho às 10hs. F ONTE: Extraído do softw are VEL UX Da yligth Visualizer 2. É notá v el que esta frent e possua ní v eis mais altos de iluminação natur al neste período, logo é o momento em que permanece ensolar ada e também pela presença de abertur as tr anslúcidas nessa fachada que admit e a entrada de uma par cela consider á v el de luz no espaço interno. Descr ev endo a carta solar par a a fachada leste (Figur a 6), per cebe-se que esta frent e r ecebe insolação durant e os primeir os hor ários da manhã até às 12hs apr o ximadamente tanto no período de in v erno como de ver ão. Dur ante este mesmo período à tarde ela permanece sombr eada (Figura 7). Estratégias Bioc limáticas na A rquitetura Moderna de João P essoa 149 FIGURA 6: Carta solar ref er ente ao estudo da f achada leste. F ONTE: Adaptado de Anal ysis Sol- Ar 6.2 e editado pela autora. FIGURA 7: Insolação e sombreament o da fachada lort e nos solstícios de inv erno e ver ão. F ONTE: Simulação do Sket chup. As abertur as v oltadas para Lest e corr espondem aos ambientes dos dormit órios localizados no último ní v el superior da residência e sala de estar no nív el inferior . Recebem insolação Latitude: -7.08 Polly anna Priscila de Souza Lima ; Maria Simone Mor ais Soares 150 dir eta de luz solar durant e a manhã, ao longo do ano. De vido à tipologia da esquadria nas v ar andas dos quartos a iluminação natur al não chega a ser e x cessi v a neste ambient e enquanto que a sala de estar , composta por uma par ede de brises, fica r esguar dada da incidência solar devido o v olume superior estar suspenso por pilotis e conformar em um abrigo de mais de 4m de compriment o que a protege da insolação. Isto pode ser compro vado diante das simulações de iluminação natur al nos ambientes internos da fachada Lest e r ealizadas ex atamente às 10hs e 15hs do dia 21 de janeir o a dezembro dur ante céu aberto. Os ní v eis de iluminância v ariaram de 300 lux a 437,6 lux apro ximadamente durant e as manhãs do ano inteir o. P ermanecer am um pouco mais intensos nos meses quentes, enquanto que em meses menos quent es como junho e julho os v alor es se manti ver am pouco menor que 300 lux (Figura 8). FIGURA 8: Modelo tridimensional do dormitório com infiltr ação da insolação e gráfico de cor es f alsas simulados para 21 de dezembro e 21 de junho às 10hs. F ONTE: Extraído do softw are VEL UX Da yligth Visualizer 2. Estratégias Bioc limáticas na A rquitetura Moderna de João P essoa 151 Devido a uma difer ença pequena de v ariações, consider ou- se aqui os v alor e de 300 lux par a as iluminâncias mínimas e 437,6 lux para as máximas. Dur ante o horário das 15hs este ambiente atingiu ní v eis de 188,1 lux a 375,2 lux apro ximadamente nos meses de dezembr o, janeir o, f ev ereir o, março e abril. A partir do mês de maio notou-se que os menores v alores gira vam em t orno de 125,8 lux e os maiores 250,5 lux. P ermanecer am com essa média até o mês de set embro. Os v alor es aumentaram par a 188,1 lux nas suas quantidades mínimas e 375,2 lux nas máximas a partir de outubr o. Diante da carta solar vista na Figur a 18 é possív el perceber que a fachada Oest e r ecebe insolação nos períodos mais quentes do dia dur ante todo o ano. O período de incidência solar começa após as 12hs e segue até as 18h, apr oximadamente, dur ante o v erão, e no inv erno at é antes às 18hs. A f achada permanece sombr eada dur ante toda a manhã o ano int eir o (Figura 9). FIGURA 9: Carta solar ref er ente ao estudo da f achada oeste. F ONTE: Adaptado de Anal ysis Sol- Ar 6.2 e editado pela autora. Polly anna Priscila de Souza Lima ; Maria Simone Mor ais Soares 152 FIGURA 10: Insolação e sombreament o da fachada lort e nos solstícios de inv erno e ver ão. F ONTE: Simulação do Sket chup. A fachada oest e é marcada pela malha de cobogós inserida por Borsoi como elemento de pr oteção da incidência solar direta que r ecebe nos períodos da tarde e pela gener osa mar quise que protege a abertur a translúcida que possui essa frente. F oi per cebida a eficiência desses elementos de proteção nos hor ários de 12hs às 13h30min dur ante o dia 21 de todo o ano. A partir das 15hs parte da f achada passa a r eceber insolação durant e todo o ano. Contudo a esquadria fixa de vidro localizada no pa vimento superior da fachada, por não possuir prot eção, recebeu insolação dir eta durant e todos os hor ários e meses simulados. Os estudos par a ex aminar o comportamento dos elementos de pr oteção solar da f achada oeste f or am extr aídos por meio de simulações realizadas no progr ama Sket chup. Por sua v ez, tratando-se dos ambient es internos notou-se que o ponto localizado fr ente à malha no int erior da r esidência não r ecebeu grandes quantidades de iluminação natur al, isso também IMUNIDADE TRIBUT ÁRIA RECÍPROCA: sua extensão à Empresa Brasileir a de Correios e T elégrafos na jurisprudência do S upremo T ribunal Federal 255 tributária, pois a mesma se v ale da pr errog ati v a de cobr ança de pr eços pelos serviços prestados. Dev e ser destacado, ainda neste fr agmento acima, o t ermo que for a utilizado pelo legislador , uma vez que, ao elabor ar esse dispositi v o, não cumulou a contr aprestação (cobr ança de tarifa/pr eço pelos serviços prestados) com o e x ercício da ati vidade econômica. Pr eferiu se v aler do termo “ou” , lev ando, consequentement e, a crer que ser ão ex cluídos da imunidade estes ou aqueles. Dest e modo, mesmo se lev ar em consideração o serviço pr estado como serviço público, em ha v endo a contr aprestação pelo f ornecimento do serviço, a empr esa estará pri v ada de r eceber a gar antia do benefício em questão. V ale r essaltar ainda que o benefício em questão já for a negado em T ribunais importantes à sociedade de economia mista com fundamento no dispositi vo acima apr esentado, alegando que o dir eito a imunidade é v edado a partir do momento em que as empr esas estatais cobrem tarif as pelos serviços pr estados. Analisa-se atr a vés da decisão que segue: TRIBUT ÁRIO. IMUNID ADE RECÍPR OCA. CF , AR - TIGO 150, VI. A imunidade r ecíproca pr evista no artigo 150, inciso VI da Constituição F ederal diz respeit o somente a impost os, não alcançando contribuições sociais ou tarifas públicas. A C OR - SAN é sociedade de economia mista, com perso - nalidade jurídica de dir eito pri v ado, que presta serviço público mediante concessão na f orma do artigo 175 da Carta P olítica, cobrando tar ifa di - retament e do usuário, o que a afasta do benefício da imunidade recípr oca. Neste sentido, discorr em Marcelo Alex andrino e Vicent e P aulo que: Natécia Oliveir a Viana de Queiroz; A na Paula basso 256 (...) pela liter alidade do §3º do art. 150, entre - tanto, estariam e x cluídas da regr a de imunidade recípr oca até mesmo as pessoas políticas e as pessoas administr ativ as prestador as de serviços públicos, quando o serviço público por elas pr es - tado fosse r emuner ado por preço ou por tarifa pagos pelo usuário. P ode-se ter ainda af astada a ref erida imunidade atr a v és da liter alidade de outr o dispositi v o constitucional, consoante se pode constatar no art . 173, §2º da CF , que v ersa que “as empresas públicas e as sociedades de economia mista não poder ão gozar de pri vilégios fiscais não ext ensi v os às do setor pri vado ” . Sendo assim, se for le v ar em consider ação apenas o te xto da Constituição de forma lit er al, sem a aplicação de uma interpr etação mais abr angente, concluir-se-á que as empr esas públicas não mer ecem de forma alguma t erem a imunidade tributária r ecíproca aplicada a suas ati vidades, sejam consideradas serviços públicos ou não, inclusi v e por tratar-se de ati vidade que acarreta contr aprestação ou pag amento de tarif a por parte do usuário. V ale acrescentar ainda que o art. 173 da Constituição que tr ata das empresas públicas, das sociedades de economia mista e de suas subsidiárias que explor em atividade econômica de pr odução ou comer cialização de bens ou de prestação de serviços, estabelece que estas entidades se encontr am sujeitas ao regime jurídico pr óprio das empresas pri vadas, inclusi ve no que diz r espeito aos dir eitos e obrigações tributários, conf orme §1º, inciso II. Sendo assim, embor a haja entendimento nos dois sentidos – tanto em f a v or da aplicação da imunidade a Empresa Br asileira de Corr eios e T elégraf os, como também pela não ext ensão da r eferida e x oner ação tributária – o que tem se sobr eposto é a aplicação da imunidade quando tr atar-se de imposto incidente sobr e os serviços típicos do setor postal. De modo que, ficam IMUNIDADE TRIBUT ÁRIA RECÍPROCA: sua extensão à Empresa Brasileir a de Correios e T elégrafos na jurisprudência do S upremo T ribunal Federal 257 ex cluídos do benefício imunizatório todos os serviços pr estados com fins ex clusiv amente econômicos, (que não estão definidos pela lei como ati vidades típicas do setor postal) com e x ceção aos serviços pr estados pelo “Banco Postal” conf orme mencionado anteriorment e. Desse modo, como se sabe, a atuação do Estado na ati vidade econômica dev e se dar de forma ex cepcional, em r espeito ao princípio da li vr e iniciati v a. E a Suprema Cort e ao interpr etar a norma imunizatória de f orma ext ensi v a a Empr esa Br asileir a de Correios e T elégraf os tem concedido um pri vilégio indevido, f erindo princípios basilar es do Dir eito, como o princípio da li vr e iniciativ a e da livr e concorrência. C ONSIDERA ÇÕES FIN AIS Em conclusão pode-se compr eender que a imunidade aplicada a ECT se encontr a re v estida de v ários moti v os que lev am a sua não-aplicação a empresa em questão, que são os seguint es: Primeir amente por que a Constituição não definiu se o serviço postal dev a ser prestado sob a f orma de serviço público ou não, e, portanto, cabe int erpretação tant o par a o serviço público como par a a ati vidade econômica (em sentido estrito). Sendo assim, o pr esente estudo segue a linha doutrinária que def ende que o serviço pr estado pela ECT é ati vidade econômica em sentido estrito, o que, por conseguint e, lev aria a ref erida empresa a enquadr ar-se no regime aplicá vel à iniciati va pri vada, sem se v aler de pri vilégios não concedidos ao particular , afastando se assim a imunidade. Dev e-se também questionar como pode o serviço postal ser consider ado serviço público e se entender constitucional a lei que concedeu o monopólio aos Corr eios (conforme ent endimento Natécia Oliveir a Viana de Queiroz; A na Paula basso 258 do STF), se “monopólio ” é e x clusi vo das ati vidades econômicas, lev ando-se a entender que se tr ata de ati vidade econômica. Há ainda di v ersos dispositi v os Constitucionais que expr essamente ex cluem a aplicação da imunidade recípr oca tributária. Como no art . 150, §3º, da CF que af asta a aplicação da imunidade as entidades que exijam do usuário contr aprestação ou pagament o de preços e tarif as pelo serviço pr estado (idêntico ao que ocorr e na ECT). P ode-se ter ainda af astada a ref erida imunidade atr a v és da liter alidade do art. 173, §2º da CF , que v ersa que “as empresas públicas e as sociedades de economia mista não poder ão gozar de pri vilégios fiscais não extensi vos às do setor pri v ado ” . O t ext o mais uma v ez foi clar o e objeti v o quanto a não e xtensão de pri vilégios não ext ensí v eis aos particulares, af astando-se assim a aplicação da imunidade das empr esas públicas – consequentemente a ECT . Sendo assim, dev e-se deixar par a tr ás interpr etações que fogem do que o legislador constituint e quis expr essar , de modo que dev e ser dado margem a forma lit er al da Constituição (e isto lev a ao leitor concluir que as empresas públicas não mer ecem de forma alguma t erem a imunidade tributária r ecíproca aplicada a suas ati vidades, sejam elas consider adas serviços públicos ou não). Lembr ando-se que a conclusão aqui encontr ada não é con v ergente com o que v em sendo adotado no âmbito do S TF , pois par a os Ministros da Supr ema Cort e o regime de imunidade aplicá v el aos Correios não t eria guarida no §3º do art . 150 da CF , mas sim encontr ando respaldo no que pr escrev e o §2º do ref erido artigo – o qual tem por escopo est ender o benefício da imunidade às autarquias e fundações públicas. Contudo, o pr esente estudo apr ecia a ext ensão da imunidade aos Corr eios ser conferida de f orma indevida, pois, como dito, o serviço postal é ati vidade econômica (porquanto a IMUNIDADE TRIBUT ÁRIA RECÍPROCA: sua extensão à Empresa Brasileir a de Correios e T elégrafos na jurisprudência do S upremo T ribunal Federal 259 CF não o definiu como serviço público) e, portanto, de veria ser pr estado em igualdade com o particular . Inclusiv e, por se valer da pr errog ati v a de cobr ança de preço pelos serviços pr estados, afastando-se consequent emente a imunidade, conf orme a Constituição expr essamente determinou. Desse modo, dev e-se lembrar que o Estado soment e pode ex ercer ati vidade econômica de forma ex cepcional, em r espeito aos princípios da li vr e iniciati v a e da li vre concorr ência, e ao conceder a imunidade a ECT f ere est es princípios basilar es do Dir eito. Car ece, portanto, de uma int erpretação jurídica da Constituição v oltada à observ ância dos princípios or a mencionados, pautando-se no que o legislador constituinte quis ext eriorizar atr a v és do te xto constitucional. REFERÊNCIAS A GUILLAR, F ernando Herren. Dir eit o Econômic o : do direit o nacional ao dir eito supr anacional. São P aulo: Atlas, 2006. ALEXANDRE, Ricar do. Direit o T ributário Esquematizado . 5.ed. São P aulo: Método, 2011. ALEXANDRINO , Mar celo; P A ULO , Vicente. 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D A EQUIPE DE ORIENT A ÇÃ O DO A UTOESPOR TE CL UBE DE JO Ã O PESSO A Eronaldo de Sousa Queir oz Júnior 1 Silv ana Nóbrega Gome s 2 R ogério F onsec a dos Santos 3 RESUMO: O esporte de orientação é definido como uma corrida contr a o tempo, onde seu campo de jogo é a natur eza, apr esentando o fat or cogniti v o e a resist ência aer óbica como fundamentais para o desen v ol vimento desta modalidade. O objeti v o deste estudo foi identificar o perfil de V O2max dos integr antes da equipe de orientação do A uto Esporte Clube de João P essoa. A amostra f oi constituída por 12 atletas do sex o masculino, com idades entre 20 e 55 anos, de di v ersas categorias, os quais f or am submetidos ao test e de V O2max com v entilometria em esteir a rolante sugerido por Bruce. Os dados for am tratados, utilizando pacot e estatístico SPSS v ersão 16. Como r esultado, o estudo apresent ou uma média de V O2max (±47,00 ml.kg.mni-1), associado a média de idade (±30 anos) e compar ado a tabela de classificação de V O2max sugerida pela (A CSM, 2000) encontr amos o r esultado qualitativ o igual a BOM, indicando que o perfil de condicionamento físico destes atletas foi consider ado satisfatório. 1 Concluiu o curso de Educação Física. E-mail: er [email protected] 2 Orientadora. Dout ora em A ti vidade Física e Esporte. E-mail: sil [email protected] 3 Coorientador . Mestre. Eronaldo de Sousa Queir oz Júnior ; Silvana Nóbr ega Gomes; R ogério F onseca dos Santos 264 P ala vras-cha v e: Orientação; V o2max; P erfil de Condicionamento Aer óbio. INTR ODUÇÃ O A globalização, a modernização, a t ecnologia e as grandes metr ópoles modificaram o modo de vida das pessoas aumentando assustador amente, o estr esse e o sedentarismo, tr azendo à tona as necessidades do homem de r etornar ao ambiente natur al. Desta forma sur gir am as práticas das Ati vidades Físicas em Ambiente Natur al (AF AN), que além de serem ati vidades alternati v as em meio a natureza são capazes de desen vol ver qualidades bio- psico-motor as, podendo apresentar car acterísticas lúdicas e/ou desporti v as, e entr e elas está a Orientação. A Orientação este v e present e na vida do homem no decorr er da sua história e e v olução, desde seu surgimento at é os dias atuais, o mesmo já modificou di versas v ezes as formas de enfr entar as di versidades da natureza par a gar antir sua sobr evi v ência (IOF , 2000). Conforme com P asini (2004.p.24) a Orientação surgiu como desporto no ano de 1850 na Escandiná via inserida pelos militar es como meio de entret enimento com pista de azimute e distancia atr a v és do manuseio de bússola de forma mais apur ada. Em seguida, na Suécia por v olta de 1919 surgiu as primeir as competições r ealizadas com mapas por intermédio do Major Killander . O esporte é oriundo da E uropa, principalment e dos países Nór dicos. P ara Char bel (1980) a orientação surgiu como modalidade esporti v a em 1918, na Suécia atr a v és do Major Killander que observ ou a queda do númer o de participantes nas corridas de rua e decidiu usar a natur eza e a atividade mental dur ante as corridas. Perfil do V o2 Max. da Equipe de Orientação do A utoesporte Clube de João P essoa 271 MA TERIAL UTILIZADO: FIGURA 4: Esteir a ergométrica incliná vel TK35 (par a simulação de corrida, marcação da distancia e v elocidade). F ONTE: Dados pessoais do pesquisador/2013. o Capacidade de carga de 250 kg com motor de 5 CV de potencia o Inclinação e declinação de ate 30% com incrementos de 0,1km/h o Área útil da manta de 65 x 200 cm. o Mascara de silicone com válvula em cobre (80g) Eronaldo de Sousa Queir oz Júnior ; Silvana Nóbr ega Gomes; R ogério F onseca dos Santos 272 FIGURA 5: Máscar a de ventilometria V O2 ProFitness (par a aferir o potencial da v entilação pulmonar) F ONTE: Arqui vo pessoal do pesquisador . FIGURA 6: Esfignomamometro de pr essão aneroide Pr emium e estetoscópio Sann y (verificação da P A) F ONTE: Google/imagem; 2013 Perfil do V o2 Max. da Equipe de Orientação do A utoesporte Clube de João P essoa 273 FIGURA 7: Balança de bioimpedância In bod y 720 (para mesur arão da composição corporal. o Sistema de eletrodos o Medição dos valores de impedância de cada seguimento corporal o Faixa de peso de 10 a 250 kg o Precisão de 0,01 +/-de erro. PR O T OCOL OS P ar a gar antir fidedignidade dos dados, todos os testes utilizados ti v er am como base de procediment os, pr otocolos já exist entes na lit eratur a. Pr otocolo de est eir a r olante – Bruce (t est e de carga máxima). O test e foi iniciado com caminhada numa v elocidade de 2,74 km/h, com a esteir a inclinada a 10%. A cada três minutos Eronaldo de Sousa Queir oz Júnior ; Silvana Nóbr ega Gomes; R ogério F onseca dos Santos 274 muda v a-se de estágio e modifica v a-se a v elocidade e inclinação da esteir a de acordo com a t abela abaixo. QU ADR O 1 - Prot ocolo de Bruce Estágio V elocidade (km/m) Inclinação (%) T empo total (min) 1 2,74 10 0-3 2 4,02 12 3-6 3 5,47 14 6-9 4 6,76 16 9-12 5 8,05 18 12-15 6 8,85 20 15-18 7 9,66 22 18-21 8 2,74 10 - Fonte : Araujo, 1986 “apd” Fontoura; Formentin; Abche,2008 (pg;170 a 171) O consumo de o xigênio determinado indir etamente pelo método de Bruce obedece à seguint e determinação: Perfil do V o2 Max. da Equipe de Orientação do A utoesporte Clube de João P essoa 275 QU ADR O 2 - R elação do V O 2 máximo no teste de Bruce T empo total da Prova (min) Consumo de O 2 (ml/kg/min) T empo total da prova (min) Consumo de O 2 (ml/kg/min) 1 9,40 12 45,26 2 12,66 13 48,52 3 15, 92 14 51,78 4 19, 18 15 55,04 5 22,44 16 58,30 6 25,44 17 61,56 7 28,96 18 64,82 8 32,22 19 68,08 9 35,48 20 71,34 10 38,74 21 74,60 11 42,00 - - Fonte : Araujo, 1986 “ apd ” Fontoura; Formentin; Abche,2008 (pg;170 a 171) Homens: V O2máx. [ml(kg/min) -1 ] = 8,33 + (2,94 x Dur ação do teste) Mulher es: V O2máx. [ml(kg/min) -1 ] = 8,05 + (2,74 x Dur ação do teste Eronaldo de Sousa Queir oz Júnior ; Silvana Nóbr ega Gomes; R ogério F onseca dos Santos 276 Pr otocolo par a v erificação da pressão art erial (pa) Ajuste o manguit o no braço esquer do, pr efer en - cialmente, nem muit o apertado, nem muito fr ou - x o. P osicione o estetoscópio de maneir a correta nos próprios ou vidos e na artéria br aquial do in - di viduo que esta sendo a v aliado; O manguito dev er á inflado até, apro ximadamen - te, 180 ou 200 mmhg, dependendo da pr essão media do indi viduo. Dev emos nos certificar de que o manguito est eja totalmente v azio e a vál vu - la tr a v ada. Quando inflamos o manguito, estamos obstruindo a artéria, ou seja, não está passando sangue por ela. Lentamente es vaziamos o man - guito, observ ando o primeiro e último som; O primeiro som (batiment o car díaco é o compo - nente sist ólico, e o último, o diastólico. A mesma é lida, por ex emplo, de 120 por 90 e não 12 por 9. Se necessário, ref azer a medida. Dev emos nos certifi - car de que o manguito f oi completamente esv azia - do. Após isso, isso seguir o mesmo procediment o. (FONT OURA; FORMENTIN; ABCHE. 2008.p.158) QU ADR O 3: Níveis de pressão arterial (mmhg) para adultos maiores de 18anos) Sistólica Diast ólica Categoria < 130 < 85 Normal 130 – 139 85 – 89 Normal limítrof e 140 – 159 90 – 99 Hipertensão le v e (estágio 1) 160 – 179 100 – 109 Hipertensão moderada (estágio 2) >180 >110 Hipert ensão sev era (estágio 3) > ou = 210 > ou = 120 Hipert ensão muito se ver a (estágio 4) >140 < 90 Hipertensão sistólica isolada F ONTE: SBC, IV Diretrizes de 2002 (disponí vel em www .cardil.br) Perfil do V o2 Max. da Equipe de Orientação do A utoesporte Clube de João P essoa 277 TRA T AMENT O EST A TÍSTIC O P ar a o tratament o estatístico das informações coletadas f oi utilizada a estatística descriti v a par a a caract erização da amostra e gráficos de linhas ou séries tempor ais, agrupando os resultados em v alor es de média, moda e mediana e desvio padr ão analisados e tabelados atr a vés do pr ograma estatístico softw ar e Statistic al P ack age for Social Scienc es (SPSS) v ersão 16.0. RESUL T ADOS E DISCUSSÃ O CARA CTERÍSTICA S GERAIS D A AMOSTRA O estudo obte v e como caract erísticas físicas ger ais dos (12) doze atletas os seguintes r esultados: média de idade (30anos, ±8,8) e % gor dur a corporal (16%, ±4,6). Uma das v ariá veis utilizada pelo prot ocolo estabelecido pela esteir a TK35 foi o % de Gor dura Corpor a. Medida que, quando relacionada a idade classifica o indi viduo em zona de risco ou não risco a saúde (A CSM.2000). Esses dados analisados pelo quadro de índices r elativ os à saúde (AC SM), para homens, (quadro 4), nos indica que o grupo seria classificado como acima da média em % de gor dura. T ABELA 1 - Média amostral das variáveis de idade e Gordur a corpor al. Media Desvio Padrão Mediana Moda Idade (anos) 30 anos 8,8 28 22 Gordura Corporal (%) 16 % 4,6 16 12 N 12 12 12 12 F ONTE: dados pessoais do pesquisador/2013. Eronaldo de Sousa Queir oz Júnior ; Silvana Nóbr ega Gomes; R ogério F onseca dos Santos 278 QUADRO 4: Classificação de porcentagem de gordura para homens Risco a 5% Abaixo da Média 6-14% Média 15% Acima da Média 16-24% Risco b 25% FONTE: ACSM,2000. apud FONT OURA;FORMENTIN,ABECH (2008). OBS: Explicando o quadr o 4, entende-se como “Risco a ” o risco a saúde por car ência de gordur a corpor al, já quant o ao “Risco b ” r efer e-se do risco pr ov eniente ao ex cesso de gordur a corporal. FC MÁXIMA OBTID A E FC MÁXIMA ESTIMAD A Os v alor es médios e os desvios padr ões par a as v ariá v eis de idade e fr equência cardíaca máxima obtida f or am: de 30 ± 8,87anos e de 183 ± 10 bpm, r especti v amente. O pr otocolo utilizado suger e v alor es estimados para F C e V O2max ref erent es a idade. V alores estes que usamos como r ef erencia par a av aliar os valor es obtidos de nossa amostr a. Como os dados re v elam ( gr áfico 1), exist e pouca v ariação r efer ente à F C Max.estimada e a FC Max. obtida, sendo que 03 dos sujeitos (25%)obti ver am resultados iguais entr e a FC máxima estimada e a FC máxima obtida dur ante o t este, e apenas 2 a v aliados (18%) ti v er am r esultados acima do estimado. O que significa que os outr os 7 av aliados (57%) apresentar am resultados de FC max. obtida inferior es aos valor es de FC Max. estimadas pelo pr otocolo utilizado pelo softw are da est eir a TK35. Perfil do V o2 Max. da Equipe de Orientação do A utoesporte Clube de João P essoa 279 GRÁFIC O 1: Relação de apr o ximação entre F C Max. Obtida e FC Max. Estimada Observ ando o fat or idade dos sujeitos estudados, encontr amos uma ampla av aliação, apenas 25% (3) dos a v aliados possuem idade similar , os 75% (9) abr angem um interv alo de 21 anos a 55 anos, difer ença considerá vel pois tr ata-se de v ariação de 34 anos de difer ença entre o a v aliado mais jo v em para o mais v elho, moti v o que possi v elmente possa e xplicar a di visão das categorias em f aixa etária de idade. Como esperado e xiste uma coer ência nos resultados encontr ados na r elação FC/idade pr oposta por Karvonen,(1957). Sujeito Eronaldo de Sousa Queir oz Júnior ; Silvana Nóbr ega Gomes; R ogério F onseca dos Santos 280 T ABELA 2- Dados amostr ais de idade, FC Max. Estimada e FC Max. Obtida. Media Desvio Padrão Mediana Moda Idade (ano) 30 8,8 28 22 FC Max Estimada (bpm) 198 8,6 191 182 FC Max Obtida (bpm) 183 10,5 183 183 N 12 12 12 12 Ao observ ar a pro ximidade entr e a FC estimada pelo pr ograma de utilização da est eir a com a FC obtida (FC mensur ada dur ante o t este) confirma a natureza de ser um teste de carg a máxima. V O2MAX ESTIMADO E V O2MAX OBITIDO Em termos ger ais, observamos que a apr o ximação dos v alor es do V O2max estimado pela idade par a o do V O2maxobtido,corr esponde a uma curv a normal, na qual quanto maior for a idade menor a estimati va do V O2max, dest e modo observ amos que apenas 10% (1) dos a v aliados apr esentou uma distancia maior que 10ml.kg.min-1 do v alor de V O2max obtido par a o V O2max estimado e 40% (4) obti v er am índice maior de V O2max do que o estimado de acordo com pr otocolo utilizado pela esteir a TK35. Perfil do V o2 Max. da Equipe de Orientação do A utoesporte Clube de João P essoa 287 PEREIRA. AL VIM JOSÉ. A Matemática e o Esporte Orientação. Uni v ersidade do Sul de Santa Catarina, P alhoça – SC, 2009. Disponí v el em: http://www .contrim.org.br/. 21de f ev . 2010. 11:15hs. PFEIFFER .P atrick Alan de Souza.estudo compar ati vo da v elocidade entr e atletas de futebol do zico 10 unipê de acor do com o posicionamento em campo. UNIPÊ, João P essoa-PB, dezembro de 2012. POLLOCK e WILMORE. “Ex ercício na Saúde e na Doença, A valiação e Pr escrição para Pr ev enção e R eabilitação,2ª ed, 1993” RAMALHO . Josenildo Soar es, Corr elações antropométricas e componentes físicos de atletas pr ofissionais e iniciantes de MMA. UNIPÊ, João P essoa-PB, dezembr o de 2012. SIMÃ O . R OBER TO . Fisiologiapr escrição de ex ercício par a grupos (Eds.). Car eerT ransitions Sport: Int ernational P erspecti v es. Morg antown, 2.ed. – Rio de Janeir o: Phoert, 2007. THOMA S, Jerry R; NELSON , Jack K. Métodos de pesquisa em ati vidade física. 3ª edição. P orto Alegr e: Artmed, 2002. THOMA S, Jerry R; NELSON , Jack K. Métodos de pesquisa em ati vidade física. 5ª edição. P orto Alegr e: Artmed, 2007. AN ÁLISE POSTURAL EM UM GR UPO DE IDOSOS DO CENTR O DE CONVIVÊNCIA D A PESSO A IDOSA N A CID ADE DE JO Ã O PESSO A – PB Kíssia May anne Per eira dos Santos 1 R ache l Cav alcanti F onseca P ereira 2 RESUMO: O cr escimento da população br asileir a nos últimos anos se deu pelo aumento da população idosa. As modificações decorr entes da idade poder ão r epercutir em alt er ações postur ais adquiridas, ger ando déficits de equilíbrio e alter ações na mar cha. Objeti v o: A v aliar os desvios postur ais em um grupo de idosos do Centr o de Con vi vência da P essoa Idosa na cidade de João Pessoa – PB. Metodologia: Estudo de campo, tr ansv ersal e descritiv o com abor dagem quantitativ a, realizado no Centr o de Con vi v ência da P essoa Idosa na cidade de João P essoa-PB. R esultados: Dentre os desvios postur ais o que mais acomete o idoso é a hipercif ose 45% (n=17), sendo a do tipo tor ácica a mais pr ev alente com 82% (n=14), observ ou-se que o idoso apr esenta mais de um desvio associado. Conclusão: F oi observado que a maioria dos idosos apr esenta algum tipo de desvio postur al, sendo necessário a atuação do fisioter apeuta, para o diagnóstico e posteriormente, o tr atamento e/ou a pr ev enção de complicações. P ala vras-cha v e: idoso; desvios postur ais; fisioter apia. 1 Concluiu o curso de Fisioter apia. E-mail: kissiama y [email protected] 2 Orientador a. Mestre em Espiritualidade e Saúde - PPGCR -UFPB): E-mail:r [email protected] Kíssia Mayanne P ereir a dos Santos; Rac hel C avalcanti F onseca P ereir a 290 INTR ODUÇÃ O O pr ocesso de en v elhecimento populacional tem aumentado de forma significativ a no Br asil e no mundo, isso v em ocorr endo devido à diminuição nas tax as de fecundidade, decorr ente de políticas e incenti v os pr omovidos pela sociedade e pelo Estado e do pr ocesso tecnológico e também pela diminuição na mortalidade por doenças infect o contagiosas, devido as melhor es condições de saúde (medicament os, v acinas) e de saneamento, sendo substituídas pelas doenças cr ônico degener ati v as (FREIT AS et al., 2006). O cr escimento da população br asileir a nos últimos dez anos se deu pelo aumento da população idosa. A r epr esentati vidade dos grupos etários no total da população em 2010 é menor que a observ ada em 2000 par a todas as f aixas etárias at é 25 anos, ao passo que os demais grupos etários aumentar am suas participações na última década. O alargament o do topo da pir âmide etária pode ser observ ado pelo cresciment o da participação r elativ a da população com 65 anos ou mais, que era de 4,8% em 1991, passando a 5,9% em 2000 e cheg ando a 7,4% em 2010 segundo o IBGE (2010). Segundo dados do Censo do Instituto Br asileiro de Geogr afia e Estatística - IBGE (2010), nos pr óximos 20 anos, a população idosa do Br asil poderá ultr apassar os 30 milhões de pessoas e dev er á repr esentar quase 13% da população ao final deste período. Estudos apontam que, em 2025, o Br asil será a sexta população de idosos do mundo. Os múltiplos aspectos que car acterizam o env elhecimento clamam par a a necessidade de propiciar ao idoso at enção abr angente à saúde, colocando em pr ática o pr econizado pela Org anização Mundial da Saúde (OMS, 2010). Busca-se com isso, não somente o contr ole das doenças, mas principalmente, o Análise P ostural em um Grupo de Idosos do Centr o de Con vivência da P essoa Idosa na Cidade de João Pe ssoa – PB 291 bem-estar físico, psíquico e social, ou seja, em última análise, a melhor a da qualidade de vida e uma abordagem multidimensional (P AP ALÉO NETTO , 2006). Com a chegada da t erceir a idade, o organismo humano passa por mudanças tanto físicas quanto fisiológicas, que r esultam em per das funcionais progr essi v as dos órg ãos; essas per das e mudanças funcionais que ocorr em com o a v anço da idade são atribuídas a v ários fat or es como: mutações genéticas, ambientais, surgiment o de doenças e declínios nos sistemas do corpo (CA SSOL et al., 2007). Segundo R ebelatto et al. (2004), dur ante o pr ocesso de en v elhecimento muitas são as alt erações sofri das pelo corpo humano, dentr e elas apresentamos per da em estatur a e desgast e das fibras colágenas no anel fibroso, onde a associação desses fat or es faz com que o disco int erv ertebr al do idoso diminua em espessur a, aumentando as curv aturas da coluna v ertebr al, em especial a curv a dorsal, dando o aspecto car acterístico de um indi víduo cifótico. Os declínios e modificações decorrent es da idade poder ão r epercutir em alt er ações posturais adquiridas, ocasionando uma má postur a, ger ando déficits de equilíbrio e alter ações na mar cha, podendo influenciar tant o na maneir a de ficar em pé quanto par a ex ecutar outros atos, tais como: le v antar de uma cadeir a e caminhar , participar de ati vidades físicas, tocar instrumentos musicais, dirigir um v eículo, pintar ou até mesmo r ealizar suas ati vidades de vida diária (A VD’s), sendo fator es predisponentes par a os episódios de quedas, bem como, podem refletir na função cogniti v a, tornando o idoso incapacitado par a realizar ati vidades satisfat órias par a o seu bem estar físico e mental (CA SSOL et al., 2007). P or isso, é importante se f azer orientações postur ais e ex ercícios que pr e vinam e/ou melhorem as alt erações causadas pela má postur a, essas informações e ati vidades são realizadas Kíssia Mayanne P ereir a dos Santos; Rac hel C avalcanti F onseca P ereir a 292 pelo fisioter apeuta, que faz parte da equipe mult idisciplinar que dev e assistir ao idoso em centros de r eabilitação ou de r efer ência à saúde do idoso. O Centr o de Ref er ência à Saúde do Idoso diz respeit o a um local que disponha de atenção ao idoso de f orma integr al e integr ada, com condições t écnicas, instalações físicas, equipamentos e r ecursos humanos adequados, par a pr estar assistência à saúde dos idosos. As dir etrizes assistenciais dos Centr os de Ref er ência dev em estar em conformidade com as dispostas pela P olítica Nacional de Saúde do Idoso, são elas: pr omoção do env elhecimento saudá v el; manutenção da autonomia e da capacidade funcional do idoso pelo maior tempo possí vel; assistência às necessidades de saúde do idoso; desen vol vimento de ati vidades de r eabilitação visando à melhoria da capacidade funcional compr ometida; além do apoio ao desen v ol vimento de cuidados informais (BRA SIL, 2002). Do ponto de vista clínico, epidemiológico, social e de a v aliação das políticas públicas v oltadas para os idosos, importa a v aliar as alter ações postur ais dos idosos que fr equentam o Centro de Con vi v ência da P essoa Idosa. Desta forma, o pr esente estudo te v e como objeti v o av aliar os desvios postur ais em um grupo de idosos do Centr o de Con vi v ência da Pessoa Idosa na cidade de João P essoa–PB. MÉT ODO T rata-se de uma pesquisa car acterizada por um estudo de campo de car áter tr ansv ersal e descritiv o com abordagem quantitati v a, realizado no Centr o de Convi vência da P essoa Idosa, um centr o de ref er ência em saúde do idoso, localizado no Bairro do Castelo Br anco I, na cidade de João Pessoa – PB. Análise P ostural em um Grupo de Idosos do Centr o de Con vivência da P essoa Idosa na Cidade de João Pe ssoa – PB 293 Os critérios de inclusão adotados f or am: ter idade igual ou superior a 60 anos, fr equentar o Centro de Con viv ência da P essoa Idosa, ser independente par a a marcha, participar da pesquisa por li vr e e espontânea vontade de acordo com o T ermo de Consentimento Li vre e Esclar ecido e como critérios de ex clusão: indi víduos com idade inferior a 60 anos, que não fr equentem o Centr o de Con vi v ência da P essoa Idosa e que tenham impossibilidade de ex ecutar a marcha. A população en v ol vida no estudo foi composta por idosos de ambos os sex os, que frequentam o Centr o de Convi vência da P essoa Idosa. A amostr a contou com a participação de 20 idosos que cooper ar am de forma v oluntária com a pesquisa. P ar a oficializar a pesquisa, f or am seguidas as disposições pr esentes nas Dir etrizes e Normas r egulamentadoras da pesquisa en v ol v endo seres humanos, cont empladas na R esolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. T ermo de Consentimento Li vre e Esclar ecido como uma forma de g arantir as inf ormações necessárias aos participantes a r espeito do objetiv o da pesquisa, bem como, uma f orma de assegur ar o sigilo e confidencialidade dos dados obtidos com esse estudo. F oi utilizado na pesquisa uma adaptação da ficha de a v aliação postur al em uso na Clínica-Escola de Fisioter apia do Centr o Uni versitário de João Pessoa – UNIPÊ, no component e curricular Fisioter apia aplicada a R eumatologia, com a finalidade de coletar os dados, permitindo assim, identificar o perfil sociodemogr áfico da amostra no que diz r espeito à idade, se x o e gr au de escolaridade, a postur a, a queixa principal, se há ou não a pr ática de atividade física e de dor na coluna dos idosos que fr equentam o Centro de Con viv ência da Pessoa Idosa na cidade de João P essoa-PB. P ar a a realização da A v aliação P ostural os idosos ficar am na posição de pé, de vista later al, anterior e posterior v oltados par a a a v aliadora, com os pés um pouco af astados, o olhar Kíssia Mayanne P ereir a dos Santos; Rac hel C avalcanti F onseca P ereir a 294 na horizontal e membr os superiores solt os ao longo do corpo. A a v aliação aconteceu indi vidualmente, em uma sala ampla, clara, sem ruídos e os idosos participantes f or am orientados a virem de r oupa lev e. Os mesmos for am informados quanto aos objeti vos da pesquisa, tendo aceitado, assinar am um T ermo de Consentimento Li vr e e Esclarecido, por se tr atar de uma pesquisa en vol vendo ser es humanos, sendo em seguida realizada a a valiação postur al. A a v aliação postur al ocorreu nos dias 5 e 12 de A bril de 2013, sendo os idosos di vididos nesses dois dias. Os dados r efer entes às alt er ações posturais pr esentes nos idosos a v aliados for am analisados utilizando-se os recursos da estatística descriti v a r epresentada pelo pr ogr ama computadorizado Micr osoft Office Ex cel® 2007 par a agrupamento das devidas per centagens obtidas, atra vés de gr áficos e tabelas. RESUL T ADOS Os dados for am analisados atra vés de per centuais, de acor do com o que foi encontr ado na a v aliação postur al dos idosos e f oram apresentados atr av és de gráficos e tabela. Os dados a v aliados e analisados f or am o perfil sociodemogr áfico (se x o, faix a etária, escolaridade e ocupação) e clínico (alter ações postur ais) dos idosos. P articipar am do estudo 20 idosos, destes 79% (n= 15) for am do sex o feminino e 21% (n=5) do sex o masculino (Gr áfico 1). Análise P ostural em um Grupo de Idosos do Centr o de Con vivência da P essoa Idosa na Cidade de João Pe ssoa – PB 295 GRÁFICO 1 – Distribuição dos idosos quant o ao sex o. F ONTE: Dados da pesquisa, 2013. Com r elação à faix a etária foi observ ada uma maior pr ev alência de idosos com a f aixa etária entr e 70 e 79 anos, equi v alente a 40% (n=8), seguido por 30% (n=6) de idosos com idade entr e 80 e 89 anos e 30% (n=6) com idade entre 60 e 69 anos. A média de idade foi de 74 anos, sendo a idade mínima de 60 anos e a máxima de 86 com desvio padr ão de 9,00 (Gr áfico 2). GRÁFICO 2 – Distribuição dos idosos quant o à faix a etária. F ONTE: Dados da pesquisa, 2013. Kíssia Mayanne P ereir a dos Santos; Rac hel C avalcanti F onseca P ereir a 296 Em r elação ao grau de escolaridade, f oi observ ado que a maior parte da amostr a foi composta por idosos que não concluír am o ensino fundamental, um total de 60% (n=12), 15% destes idosos concluír am o ensino médio (n=3), 15% cursar am o ensino superior completo (n=3), 5% não estudar am, são analfabet os (n=1) e 5% cursar am o ensino médio, por ém incompleto (n=1), como mostr a o Gráfico 3. GRÁFICO 3 - Distribuição dos idosos quant o à escolaridade. F ONTE: Dados da pesquisa, 2013. No que diz r espeito à ocupação anterior , foi nítida a v ariedade de profissões encontradas entre os indivíduos, no entanto, observ a-se a pre v alência de mulheres donas de casa totalizando 40% (n=8), seguida da profissão de art esã corr espondendo a 15% (n=3) e costureir a 10% (n=2), as demais pr ofissões alcançaram um per centual de apenas 5% (n=1), cada. Já com r elação à ocupação atual a maioria, repr esentando 65% (n=13) se afastar am da profissão e estão aposentados, 25% (n=5) são pensionistas, e apenas 10% (n=2 ) continuam na pr ofissão de artesã (T abela 1). Análise P ostural em um Grupo de Idosos do Centr o de Con vivência da P essoa Idosa na Cidade de João Pe ssoa – PB 303 Carneir o et al., (2005), relata que a hiper lordose, é uma curv atur a com conca vidade posterior , anormal pela sua intensidade, podendo ser causada por malf ormação óssea; postur as viciadas descuidadas; sedentarismo; desgast e do tecido; mecanismo de compensação, o que acontece muitas v ezes com os idosos; r eações de defesa antálgica; rigidez e contr atilidade, podendo ser encontr ada na a v aliação postural do idoso em decorr ência de algum desses fat ores acumulati vos no decorr er da vida, sendo mais comum na região lombar , confirmando o que foi a v aliado nesta pesquisa. Com r elação aos desvios postur ais associados, é bem comum encontr a-los no indi víduo idoso, como Pickles (2000) r elata que, a hipercif ose tor ácica é a mais frequente entr e os distúrbios postur ais que se instalam com o a v ançar da idade. Este aument o da curv a tor ácica acompanha-se de pr eserv ação ou de aumento da lor dose lombar , corr obor ando com a av aliação r ealizada. P ar a Gioda et al. (2010), à medida que aumenta-se a idade cronológica, as pessoas tornam-se menos ativas, suas capacidades físicas diminuem, aumentando o número de doenças crônicas, que podem acelerar o processo de envelhecimento. Por isso, a prática regular de atividade física promove diversos benefícios ao organismo, resultando em melhora da capacidade motora geral e na prevenção de várias doenças, como: diabetes, cor onariopatias, hipertensão, art eriosclerose, v arizes, doenças respir atórias, artr oses, artrite, dor cr ônica e desor dens psicológicas e mentais. A tualmente, está compr ov ado que quanto mais ati v a é uma pessoa menos limitações físicas ela possui. Dentre os inúmer os benefícios que a prática de ex ercícios físicos promo v e, um dos principais é a pr oteção da capacidade funcional em todas as idades, principalmente nos indi víduos idosos. Por capacidade funcional entende-se o desempenho par a a r ealização das Kíssia Mayanne P ereir a dos Santos; Rac hel C avalcanti F onseca P ereir a 304 ati vidades do cotidiano ou ati vidades da vida diária (A VD’s) (FRANCHI; JUNIOR, 2005). Dentr e as ati vidades praticadas pela população a valiada estão as ati vidades desenv olvidas pelos discentes de fisioter apia do 7º período do Unipê no Componente C urricular Estágio Supervisionado I e ati vidades for a do CCI, como: caminhada, hidr oginástica e musculação. Segundo Mar ciano e V asconcelos (2008) a hidr oginástica possui muitos benefícios par a população da ter ceir a idade, dentre estes, a r ealização de ati vidades motoras básicas: flexibilidade, r esistência e f orça muscular . P ar a Krug et al. (2011), a caminhada tem v ários benefícios, dentr e eles, aumento da disposição, da alegria, manutenção da aptidão física, melhora do bem-estar , do humor , da pressão arterial, da artr ose e artrite, f ortalecimento da musculatur a, estética, diminuição das dor es nos membr os inferior es e sociabilização. A caminhada quando r ealizada por lazer contribui tanto par a melhor a da capacidade funcional, quanto do estado psicológico e social desta população. C ONCL USÃ O Concluiu-se que devido ao pr ocesso de en v elhecimento e de hábitos neg ligentes ao longo da vida, o indi víduo idoso pr ov av elmente ir á apresentar algum tipo de des vio postural, sendo os mais comuns a hiper cifose t orácica e a escoliose, podendo muitas v ezes estar associadas. Esses desvios postur ais ir ão causar no idoso uma série de alter ações, muitas v ezes como medidas compensatórias, em busca de mant er o equilíbrio corpor al, com um menor gasto ener gético. P orém algumas dessas alter ações podem le v ar a incapacidade funcional, limitando o idoso na ex ecução das suas ati vidades de vida diária (A VD’S), Análise P ostural em um Grupo de Idosos do Centr o de Con vivência da P essoa Idosa na Cidade de João Pe ssoa – PB 305 além de torna-lo pr openso a episódios de quedas. P or esses moti v os, faz -se necessário r essaltar a importância da ati vidade física juntamente com o tratament o fisioter apêutico como pr ev enção e tr atamento das dor es. A atuação do fisioter apeuta, junto com a equipe multidisciplinar na assist ência a saúde do idoso é de gr ande v alia, inclusi v e em centros de ref er ência no cuidado ao idoso, participando desde o diagnóstico cinético funcional, atr a v és de uma a v aliação criteriosa ao tr atamento das alter ações postur ais, além de pr ev enir possí v eis complicações em decorr ência das mesmas. REFERÊNCIAS AIKA W A, A. C.; BRACCIALLI, L. M. P .; P ADULA, R. S. 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Benefícios da Escola de Posturas em um Grupo de Idosos com Algias da Coluna 309 BENEFÍCIOS D A ESCOLA DE POS TURA S EM UM GR UPO DE IDOSOS COM AL GIA S D A COL UN A Klíssia Lahís Gomes de Brit o 1 R ache l C avalc ante F onsêca P ereir a 2 RESUMO: O processo de env elhecimento é mar cado por algumas alter ações ou modificações na estrutur a física do idoso, dentre elas na coluna v ertebr al, resultando em algias e limitações funcionais. Nesse conte xto, a fisiot erapia pode atuar atr a v és da Escola de P ostur as como uma forma de pr ev enção e tratament o par a as algias da coluna. Objeti vo: Analisar os benefícios da Escola de postur as nas algias da coluna dos idosos que frequentam um Centr o de Con vi vência da P essoa Idosa. Metodologia: P esquisa de campo e experimental, de car áter e xplorat ório-descriti v o e de abor dagem quanti-qualitativ a . Resultados: Após a Escola de P ostur as foi possí v el constatar os benefícios significati vos nas algias da coluna, em div ersos aspectos, sejam eles físicos, emocionais, psicológicos e educati v os. Conclusão: A Escola de P ostur as é uma e x celente alternati v a no que concerne ao alí vio da dor e a aquisição de melhorias no context o qualidade de vida, sendo uma estrat égia de atuação do fisioter apeuta nas atividades em grupo. 1 Concluiu o curso de fisioter apia. E-mail: [email protected] 2 Orientadora. Mestre em Espiritualidade e Saúde- PPGCR-UFPB): E-mail: [email protected] Kíssia Mayanne P ereir a dos Santos; Rac hel C avalcanti F onseca P ereir a 310 P ala vras-cha v e: idosos; algias da coluna; alter ações postur ais; escola de postur as. INTR ODUÇÃ O O en v elhecimento é um pr ocesso que se inicia desde o nascimento, onde a v elhice pode ser definida como um processo dinâmico e progr essiv o no qual ocorrem alterações morfológicas, funcionais e bioquímicas, que determinam a progr essiv a perda das capacidades de adaptação do indi víduo ao meio ambiente (MAR CHI NETTO , 2004). Ribeir o e Schutz (2007), acrescentam que o en v elhecimento dentr o de seu aspecto fisiológico, é um pr ocesso univ ersal, gr adati v o, irre v ersí v el, inevitá v el, deletério que se dá início desde o nascimento e se pr olonga por t odas as fases da vida. Dessa forma, o processo de env elhecimento apr esenta caract erísticas singular es, que pode influenciar de forma positi v a ou neg ativ a a vida do indi víduo dependendo de suas experiências vi v enciadas ao longo de sua exist ência. Sendo assim, esta etapa compr eende uma série de alter ações nas funções orgânicas e mentais de vido, ex clusiv amente, aos ef eitos da idade a v ançada sobr e o organismo. T ais alter ações podem ser observ adas na pessoa idosa nos di v ersos sist emas: musculoesquelético, digestório, nervoso, cir culatório, respir atório, urinário e endócrino. No entanto, a v elocidade e a extensão desse declínio v ariam muito entre os di v ersos t ecidos e funções, como também v ariam de um indivíduo par a o outro (V ANDER V OOR T , 2000). De acordo com pesquisas, dados demográficos tem demonstr ado um gr ande aumento da expectati v a de vida da população br asileira vinculado à melhoria das condições de vida. A tr ansição demogr áfica encontra-se em difer entes fases ao redor do mundo e em conjunto com a tr ansição epidemiológica, r esulta Benefícios da Escola de Posturas em um Grupo de Idosos com Algias da Coluna 309 no principal fenômeno demogr áfico do século 20, conhecido como en v elhecimento populacional (N A SRI, 2008). Estudos demonstram que a Par aíba hoje é um dos estados que mais cr esce em relação a pr opor ção de pessoas idosas. T al fat o se faz pr esente devido à migr ação de jo v ens para ár eas de oportunidades de tr abalho e manutenção dos idosos nos estados de origem. Na Par aíba, a população idosa abrange 11,9% da população do Estado, sendo considerada como a ter ceir a população mais idosa do país. Sendo assim, pode-se considerar como um dos Estados do país com maior índice de idosos, fat o este justificado por fat or es observ ados no processo de en velheciment o populacional: declínio da mortalidade e f ecundidade, aumento da longevidade, mo vimentos migr atórios (CA V ALCANTI, 2006; IBGE, 2010). Sobr etudo, o en velheciment o populacional br asileiro é car acterizado pelo aument o de incapacidades progr essi v as nas ati vidades funcionais e de vida diária, associado a condições socioeconômicas ad v ersas. A mortalidade é substituída por comorbidades e a manutenção da capacidade funcional surge, portanto, como um nov o par adigma de saúde, r elev ante para o idoso (PEREIRA et al., 2004; P ADILHA et al., 2007). Com o aumento da e xpectati v a de vida do ser humano obtido por meio do desenv olviment o socioeconômico-científico da humanidade, o desejo de viv er cada vez mais acaba resultando em uma sobr evida mar cada por dependência e incapacidades. Com essa transição epidemiológica ocorrer am modificações do perfil de morbi-mortalidade das populações. Dessa f orma, o que se verifica, é o aumento da prev alência de doenças cr ônico- degener ati v as, com suas sequelas e complicações, causando as incapacidades, dependência e necessidades de cuidados de longa dur ação (P ASCHO AL, 2005). Como ex emplo, encontram-se as algias da coluna, ocasionadas principalmente pelas alter ações postur ais. Kíssia Mayanne P ereir a dos Santos; Rac hel C avalcanti F onseca P ereir a 310 De acor do com Olne y e Culham (2000) as alter ações postur ais decorr entes da idade, manifestam-se principalmente no plano sagital, e incluem alguns aspectos como o aumento da curv atur a cifótica da coluna tor ácica, a diminuição da lordose lombar , o aumento do ângulo de flexão do joelho, o deslocamento da articulação cox ofemor al par a tr ás e a inclinação do tr onco para diante, acima dos quadris. Os autor es supr acitados complementam que as alter ações postur ais mais fr equentes nos idosos podem ser di vididas em dois tipos básicos: cif ose tor ácica e cif ose tór aco- lombar , onde a caract erística primordial é o aumento da curv atura da coluna no plano sagital. No cont ext o atual, a Escola de P ostur as v em sendo destaque no tratamento da coluna v ertebr al, treinament o da postura física e qualidade de vida, onde seu objeti vo não está f ormalizado apenas como método de tr atamento, mas também como forma de pr ev enção e pr omoção da saúde. Segundo Cardia (2006) a Escola de P osturas é um método ter apêutico pedagógico que foi desen v ol vido em 1969 na Suécia pela equipe do Dr . Nachenson no Hospital Dandery d sendo denominada inicialmente de Bac k School. Est e modelo foi criado par a atender coleti v amente, em apenas quatr o sessões de orientações e ex er cícios, onde foi descrito pela fisioter apeuta do grupo Marianne Zachrisson - F orssel em 1981, com a finalidade de r eeducar posturas e pr ev enir patologias da coluna v ertebr al. Esta, portanto, é uma proposta de educação em saúde que contém conteúdos t eóricos e práticos par a portadores de patologias osteodegener ativ as que necessitam de manutenção da higiene postur al. T oda via, exist em poucos estudos na população idosa que possam confirmar a real efeti vidade da Escola de P osturas, na pr ev enção e tr atamento nas algias da coluna v ertebr al. E é nesta perspecti v a, somado à minha participação por seis meses no Benefícios da Escola de Posturas em um Grupo de Idosos com Algias da Coluna 317 A partir desta questão a amostr a ser á de 14 participant es (n=14), visto que, 2 (dois) dos 16 idosos não r eferir am dor na coluna decorr ente das alter ações posturais. No que se r efer e à classificação da dor segundo a Escala Visual Analógica, antes da Escola de P osturas 35,7% (n=5) r elataram dor intensa sendo o escore ní vel 10; 21,4% (n=3)afirmar am dor no escor e 9; 14,4% (n=2) afirmar am dor no escore 8, e os demais r elatar am dor ref er entes aos escor es 6, 5 e 4, sendo 7,1% (n=1), 14,3 (n=2) e 7,1% (n=1), r especti v amente. Nenhum dos participantes relatar am dor lev e abaixo do escor e 4. Dessa forma, pode-se observ ar que a dor apresentada pelos idosos são perceptí v eis em escor es de ní v eis moder ados e intensos (GRÁFICO 4). GRÁFIC O 4 – Classificação da dor de acordo com a Escala Visual Analógica antes da Escola de P ostur as. F ONTE: Dados de pesquisa, 2013. Ao analisar o questionário R oland Morris de Incapacidade (ANEX O A) pode-se observ ar que após a Escola de P ostur as não hou v e muitas alter ações no que concerne a capacidade funcional (T ABELA 4). Kíssia Mayanne P ereir a dos Santos; Rac hel C avalcanti F onseca P ereir a 318 T abela 4 - Apresentação dos r esultados do questionário R oland Morris de Incapacidade antes e depois da Escola de P ostur as. Questões Antes (N) Depois (N) 1 2 2 2 13 13 3 12 12 4 7 7 5 10 10 6 5 4 7 9 9 8 4 3 9 8 8 10 13 13 11 13 13 12 7 7 13 6 4 14 7 7 15 6 6 16 10 10 17 12 12 18 11 11 19 4 4 20 7 6 21 13 13 22 9 7 23 10 10 24 1 1 F ONTE: Dados da pesquisa, 2013. Benefícios da Escola de Posturas em um Grupo de Idosos com Algias da Coluna 319 Com r elação à classificação da dor atra vés da Escala Visual Analógica (E.V .A.), ao r eaplicar o questionário após a Escola de P ostur as f oi possí vel observ ar que o pr otocolo de e x ercícios atuou de maneir a significati v a na diminuição do quadr o álgico, quando compar ados com os dados apresentados no questionário inicial. T al fato pode ser compr ov ado ao analisarmos o questionário final que apresent ou os seguintes r esultados: os escor es 0, 1 e 3 continuar am sem ser mencionados, no entanto 7,1% (n=1) r elataram dor no escor e 2; 7,1% (n=1) afirmar am dor no escor e 6; 14,4% (n=2) afirmar am dor no escor e 4; 21,4% (n=3) relatar am dor no escore 5; 14,3% (n=2) afirmaram dor no escore 7; 21,4% (n=3) afirmar am dor no escore 8, e os demais relatar am dor r efer entes aos escores 9 e 10, corr espondendo à 7,1% (n=1), cada (GRÁFICO 5). Com base nos dados obtidos, ficou evidente que hou v e declínio em r elação ao gr au da dor após a Escola de P ostur as principalmente ao analisar os escores 9 e 10, onde ant es da Escola de P ostur as foi um dos escor es mais mencionados e depois do pr otocolo de ex ercícios apenas duas pessoas mencionar am dor nesses escor es. GRÁFICO 5 – Classificação da dor de acor do com a Escala Visual Analógica depois da Escola de P osturas. F ONTE: Dados de pesquisa, 2013. Kíssia Mayanne P ereir a dos Santos; Rac hel C avalcanti F onseca P ereir a 320 Ao aplicar o questionário final após a Escola de Postur as, for am notá v eis os di versos benefícios relatados pelos idosos da pesquisa. Quando indagados sobre os benefícios adquiridos atr a v és da Escola de Postur as os mesmos afirmaram possuir bons r esultados em di versos aspect os que estão e xpostos a seguir: • Aspect os físicos “Olhe, os ex ercícios diminuír am a dor , me dá mais disposição, eu fico mais disposto né, mais encor ajado. Gost ei muito viu!” (Idoso 01 – Sex o masculino). “Eu sint o muito alívio depois dos ex ercícios sabe! No dia que eu não faç o os ex ercícios eu amanheço muit o cansada, eu j á amanheço cansada viu! E bast a eu começ ar a me moviment ar , mesmo em casa, faz endo os ex ercícios que eu apr endo aqui, eu já ac ho que melhor a. ” (Idoso 03 – Sexo f eminino). • Aspect os emocionais e psicológicos “[...] Gostava muit o de vim fazer a Esc ola de P osturas, porque ant es de vim pra c á eu sentia até um pouco de depressão, porque eu moro só, aí aqui eu conheci novas pe ssoas, fiz muita amizade, gosto de todo mundo aqui, voc ê é uma prof essora muit o boa, então c ativa a gente. ” (Idoso 02 – Sexo f eminino). “[...] Eu me sint o muito só em casa, e quando eu venho pr a cá é um forma de distraç ão, pra Benefícios da Escola de Posturas em um Grupo de Idosos com Algias da Coluna 321 con versar , fazer os ex ercícios, ent ão eu só tenho a agr adecer e diz er que foi muito bom. ” (Idoso 08 – Sex o feminino). • Aspect os educati v os e pre v enti v os “[...] Apr endi muita c oisas boa com as aulas, todas as vez es que eu fiz os exer cícios eu gostei. Eu tinha um problema sério no pescoç o (apontou par a a coluna c er vic al) quando eu fazia assim (flexionou o pesc oço) era um estr alo, depois dos ex ercícios que eu fiz aqui com v ocê, aquele s ex ercícios do pe scoç o, nunca mais eu senti isso, os estr alo desaparec eram. ” (Idoso 09 – Sex o feminino). “[...] Aj eitei o c abo da minha vassoura pr a não prejudic ar a coluna né, como você ensinou, e sempre t ô tomando mais cuidado. E eu gost o muito de vim pra cá né, nos dias de vim eu cuido logo, me arrumo pr a vim. ” (Idoso 12 – Sex o feminino). O último questionament o foi acerca dos pr ejuízos acarr etados pela Escola de Postur as. As respostas tr anscritas abaix o demonstr ar am que durant e as 10 (dez) sessões nenhum idoso r elatou pr ejuízos, e que e Escola de P osturas só tr ouxe benefícios: “Nada, só trás coisa boa. Beneficia muito a gente c om c onhecimento, muita g ente, a gente con versa, faz amizade. E u tava gost ando mui- to de vim. ” (Idoso 01 – Sex o masculino). “Não, pelo c ontrário! Só tr ouxe f oi coisa boa!” (Idoso 11 – Sex o feminino). Kíssia Mayanne P ereir a dos Santos; Rac hel C avalcanti F onseca P ereir a 322 DISCUSS Ã O Com r elação à distribuição por sex o, os dados observ ados no pr esente estudo corrobor am com as informações de Paschoal, F r anco e Sales (2007) onde afirmam que há sempr e uma maior pr ev alência de mulher es do que de homens em qualquer faix a etária, época ou país, independente da situação social ou financeir a. De acordo com R eis et al., (2008) a f eminilização na v elhice ocorr e por di v ersos f ator es, tais como, menor exposição das mulher es a determinados f ator es de risco encontr ados no tr abalho, menor pre v alência de tabagismo e etilismo, difer enças quanto à atitude em r elação às doenças e incapacidades e maior cobertur a da assistência ginecobst étrica. Com o aumento da longevidade, ocorre também o aument o da incidência de mulheres viúv as, uma vez que, as mesmas atingem uma maior expectati va de vida quando compar adas aos homens, como f oi citado anteriormente. T ais dados estão de acordo com um estudo realizado por Camarano (2003) que buscou mostr ar a heter ogeneidade da e xperiência do en v elhecimento feminino, destacando que a viu v ez era o estado conjugal pr edominante entr e as mulher es idosas repr esentando 41%, seguidas de 39% de casadas. Dessa f orma, percebe-se que a pre v alência de idosos viúv os aumenta com a idade, ao mesmo tempo em que decr esce a de casados. O fat o de o maior percentual encontr ado ter sido ref erente à ocupação de dona de casa assemelha-se com o estudo de Vieir a (2005). Corrobor a também com o estudo realizado por Ar aújo e Ceolim (2007) onde o mesmo r elata que 52,3% das profissões apr esentadas pelos idosos de sua pesquisa eram donas de casa. Em concor dância com P aschoal, F ranco e Salles (2007), o pr esente estudo demonstra que na ocupação atual, os idosos têm como única font e de r enda as aposentadorias e pensões. Os Benefícios da Escola de Posturas em um Grupo de Idosos com Algias da Coluna 323 mesmos autor es r efor çam que a aposentadoria funciona como um mar cador de mudança na dinâmica f amiliar , uma v ez que, ocorr e em um ponto do ciclo de vida onde a capacidade adaptati v a indi vidual acaba se limitando pelas dificuldades biológicas pr ogressi vas e de rigidez e de personalidade. Os estudos de Ribeir o et al., (2012), corr obor am com este estudo, visto que, os idosos de sua pesquisa demonstr aram a gr ande busca por atividade física. O principal motiv o que lev aram aos idosos a pr ocurar em as ati vidades físicas foi a tentati va de minimizar as enf ermidades decorrent es do pr ocesso de en v elhecimento. Vidmar et al., (2011), ref orça que a pr ática de qualquer ati vidade física é important e para um en v elhecimento saudá v el e independente. P orém, quando esta ati vidade é pr aticada como ex er cício físico, os melhores benefícios par a a capacidade física são alcançados. De acor do com Shiguemoto (2004) a dor é considerada pr oduto da nocicepção ou um sintoma da doença. Em seu estudo Vilela (2006) consider a que a dor na coluna é causada por um estresse mecânico local e que um progr ama de ex ercícios baseados em abor dagem postural e funcional, pode promo v er uma prot eção local, atra vés de um adequado recrutament o sinérgico de cadeias muscular es flex or as e ext ensoras. R omero, Ma y or e Souza Júnior (2008) ressaltam que a idade é um fat or causal decisi v o no que tange às algias da coluna, uma vez que, a pr ev alência de degener ação discal e, consequentemente, de dor na coluna aumenta progr essiv amente com a idade. Segundo os mesmos autor es, isso ocorre porque entr e as mudanças corpor ais que acont ecem ao longo dos anos, os discos interv ertebr ais são as estrutur as que apresentam a maior alt er ação constitucional. as da coluna alcançou 45,7%, sendo o maior agr a v o à saúde entre as doenças auto- r ef eridas. Kíssia Mayanne P ereir a dos Santos; Rac hel C avalcanti F onseca P ereir a 324 Os dados obtidos com esta pesquisa corr oboram com os estudos de Martinez et al., (2004), que ao av aliar as car acterísticas da dor cr ônica atr a vés de três ní veis de int ensidade, os r esultados apontar am maiores índices da per cepção da dor como moderada e intensa. Desta forma, estes dados sugerem a dificuldade enfr entada no tratament o dessa enfermidade em decorr ência da sua complexidade, visto que, a r efer ência da dor pelos pacientes também se apr esentaram em gr aus mais elev ados. Cruz e Al v es (2012) em seus estudos par a av aliar a influência do progr ama de Escola de Postur as na qualidade de vida de pacientes com algias da coluna também utilizar am o questionário R oland Morris de Incapacidade antes e depois do pr ograma, e corr obor ando com esta pesquisa os v alor es também for am pouco expr essi v os. T al fato pode ser e xplicado pelo moti v o de que pacientes que apr esentam dor cr ônica na coluna podem manifestar pr oblemas complex os e fr equentes com causa específica não aparent e, além disso, fator es como depr essão e ansiedade podem r etardar o quadr o dolor oso. (CARA VIELLO et al. , 2005). Car a viello et al., (2005) ao av aliarem a dor atra vés da Escala Visual Analógica, observar am que a maioria da amostra corr espondendo a 17 pacientes (56,7%) apr esentaram melhor a ao final da Escola de Postur as, 06 (20%) pior aram e 07 (23,3%) pacientes não obti v er am alter ação ao final do progr ama de r eabilitação. No estudo de Souza et al., (2010) que também utilizou a EV A par a mensuração da dor foi det ectado que hou ve melhor a na per cepção da dor após a aplicação da Escola de Postur as. De acor do com os mesmos autores, essa melhora pr ov av elmente foi decorr ente da conscientização dos participantes, da reeducação postur al, da tomada de consciência corporal e, principalmente, pelas ati vidades pr áticas realizadas na Escola de P osturas. Benefícios da Escola de Posturas em um Grupo de Idosos com Algias da Coluna 325 As informações r etiradas dos questionamentos com os idosos desta pesquisa r atificam os dados obtidos por Car a viello et al., (2005) onde relatam que um estudo realizado com pacientes portadores de lombalgia obt ev e como benefícios a melhor a significativ a dos sintomas após a Escola de P ostur as. De acor do com os mesmos autor es em outr os estudos for am r elatadas melhor a relati v a da dor , da incapacidade física e nív el de esclar ecimento dos pacientes com a Escola de P osturas. Agnolon, Santos e Almeida (2006) também obtiv eram benefícios após a Escola de P ostur as. Os autor es explicam que a aquisição de habilidades de autocuidado pode ser simplificada atra vés do tr abalho em grupo. Salientam ainda que a abordagem em grupo par a idosos e portadores de algias cr ônicas na coluna pr opor ciona a participação ati v a dos participantes no pr ocesso ter apêutico. De acor do com T sukimoto et al., (2006) a presença de dor é induti v a nos aspectos emocionais e psicológicos e prejudica no r elacionamento com a família, colegas de trabalho e atividades sociais, pois apontam que os indi víduos deix ar am de r ealizá-las em decorrência da dor . Nesse conte xto, alguns aspectos dev em ser destacados, como a depr essão, a r edução da autoestima e a r esistência à incorpor ação de no v os hábitos. T chakmakian e Fr angella (2007) afirmam, que os grupos de con vi vência entr e idosos e os progr amas de educação e lazer para essa f aixa etária ex ercem papel important e na promoção e manut enção da qualidade de vida, além de colabor ar par a o aumento da autoestima dos indi víduos numa sociedade. Os r esultados do estudo de Cara viello et al ., (2005) sobre um pr ograma de Escola de P osturas também apr esentar am benefícios nos aspectos educati vos e pre v enti v os e concluem que a Escola de P ostur as dev e ser consider ada como uma boa opção de tratamento nas algias da coluna, uma v ez que, tem a v antagem de conscientizar os pacientes da importância em t omar Kíssia Mayanne P ereir a dos Santos; Rac hel C avalcanti F onseca P ereir a 326 atitudes pre v enti v as no apareciment o da dor e orientar ex er cícios ter apêuticos a ser em e x ecutados durant e toda a vida. T obo et al., (2010) ressaltam, que a Escola de Postur as, por ser educativ a, apr esenta uma vantagem adicional em r elação aos pr ogr amas ter apêuticos habituais. Andr ade e Duart e (2012) ao r ealizar uma r e visão da liter atur a sobr e os mais di v ersos resultados de estudos r ealizados sobr e a eficácia da Escola de Postur as no tratamento e/ou pr ev enção das algias da coluna, observ ar am que esta trata-se de uma f orma de abordagem barata, simples e eficaz no tr atamento desta afecção, promo v endo a melhoria da qualidade de vida dos pacientes que con vi v em com ela, além de possuir uma v antagem adicional por ser um método educati vo e pr ev entiv o. Dessa forma, fica evidente que a Escola de P ostur as é uma ex celente alternati v a para o alí vio das algias na coluna, sendo uma pr ática que não ofer ece pr ejuízos à população, e que, além de promo v er benefícios nos aspectos físicos dos participantes, acarr eta melhoria de outros aspectos (emocionais, educati vos e pr ev enti v os), promo v endo bem-estar , aumento da autoestima e maior sociabilidade. C ONCL USÃ O As algias da coluna são queixas fr equentes em idosos devido às alt er ações postur ais decorrent es da idade, e a Escola de P ostur as parece ser uma e x celente alt ernati v a no que concerne ao alí vio da dor e a aquisição de melhorias no conte xto qualidade de vida, por meio de um treinament o que visa o aprimoramento dos desequilíbrios muscular es. A tra vés das sessões r ealizadas com os idosos que fr equentam o Centr o de Con vi v ência da P essoa Idosa f oi possív el concluir que a Escola de Postur as tr az benefícios significati v os AN ÁLISE DO DESEMPENHO FÍSICO EM UM GR UPO DE IDOSOS ANTES E APÓS INTER VENÇÃ O FISIOTERAPEUTICA Layse Claudino Souza 1 R ache l C avalc anti F onsec a Per eira 2 RESUMO: O en v elhecimento se r elaciona dir etamente com a diminuição ou per da de alguns sistemas, principalmente mot or , sensorial e r espirat ório. Associado à per da motor a, destacasse a sar copenia que ocasiona v ários outros pr oblemas como a perda de for ça e equilíbrio, que influencia dir etamente na marcha. Este estudo tev e como objeti v o analisar o desempenho físico em um grupo de idosos antes e após int erv enção fisiot er apêutica, bem como conhecer o perfil sociodemogr áfico e clínico dos idosos envolvidos no programa. T rata-se de um estudo de campo, quase experimental de análise quanti- qualitati va. P articiparam 10 idosos ati v os. O instrumento utilizado f oi o SPPB. A análise Estatística foi r ealizada no Progr ama SPSS v ersão 20.0 utilizando test es estatísticos descriti v os. Observ ou-se que (n=9, 90%) idosos foi do se x o f eminino, com idade média de 70 (± 6,9 ) anos e casados (n=6, 60%), com ensino fundamental incompleto (n=5, 50%) e apresentar am ganho significati v odo desempenho físico pós- 1 Concluiu o curso de Fisioter apia. E-mail: la [email protected] 2 Orientador a. Mestre em Espiritualidade e Saúde (PPGCR -UFPB), Fisioter apeuta e docente do curso de fisioter apia do Centro Uni v ersitário de João P essoa- UNIPÊ e da F aculdade Ciências Médicas da Par aíba. E-mail:r [email protected] Layse Claudino Souza; R achel C avalc anti Fonsec a Per eira 334 interv enção. Ressalta-se a importância dest e progr ama para uma melhor qualidade de vida. P ala vras-cha v es: Desempenho físico; Idosos; Fisioter apia; Qualidade de vida. INTR ODUÇÃ O A tualmente, per cebe-se um aumento significati v o da população idosa que, de acor do com Galdino (2010), este aconteciment o ocorreu de vido às r eduções nas taxas de mortalidade e fecundidade mostr ando-se bastante expr essi v o após o pr ocesso de urbanização, possibilitando assim um maior acesso à educação e à saúde. Segundo dados do Instituto Brasileir o de Geogr afia e Estatística (IBGE, 2010) , a população de idosos r epresenta um contingente de quase 15 milhões de pessoas com 60 anos, mais de 8,6% da população br asileira, onde as mulher es são maioria, r epresentando cer ca de 8,9 milhões (62,4%). Estima-se que nos pr óximos 20 anos, a população idosa do Br asil ultrapasse 30 milhões de pessoas o que dev erá r epr esentar quase 13% da população ao final deste período. A v elocidade deste pr ocesso af eta a sociedade como um todo, sendo um dest es resultados o aument o da demanda de serviços de saúde, como maior númer o de internações hospitalar es, o tempo de ocupação do leito é maior quando compar ado a outras f aix as etárias, e na sua gr ande maioria as doenças dos idosos são cr ônicas requer endo assim um acompanhamento mais pr olongado e detalhado além de medicação continua e di v ersos ex ames (COS T A; VERAS, 2003). O en v elhecimento é conceituado como um pr ocesso pr ogressi vo r elacionado à deterior ação de vários sistemas, sendo Análise do desempenho físico em um Grupo de Idosos antes e após intervenção fisioterapeutica 335 principalmente sensoriais, mot or e respir atório que se mostr am alter ados, além da diminuição de massa muscular , que acarr etará no idoso uma diminuição de for ça muscular , flexibilidade, equilíbrio, funcionalidade, coor denação motor a entr e outros, tornado est es idosos mais sedentários (P AP ALEO NETTO , 2007). A capacidade funcional do idoso, em um significado amplo, inclui sua habilidade em r ealizar atividades de vida diária (DUCA, SIL V A, HALLAL, 2009). P or meio da a v aliação desta, podem ser definidas estr atégias de pr omoção e pr ev enção, visando retar dar ou evitar possí veis e v entos que le v em a perda da funcionalidade e independência destes indi víduos, assim tornando-se, portant o, essencial. Devido ao pr ocesso de en velheciment o, di versas áreas do conhecimento v êm dando ênf ase aos estudos que mostr em alter ações sofridas pelo idoso, in vestig ando e intervindo, com o pr opósito de disponibilizar aparat os técnicos científicos para a melhoria das condições de vida dessa população, mostr ando cada v ez mais a necessidade de interv enção fisioter apêutica, sendo de gr ande v alia par a gar antir o en v elhecimento ati v o e assim pr olongar o potencial de funcionalidade do idoso (FERREIRA; R OCHA, 2010). Baseado nisto, pode-se destacar a atuação da fisioter apia neste cont ext o atr a v és da pr ática de e x ercícios físicos funcionais de baixa intensidade, que propor cionam benefícios biopsicossociais ao idoso e fa vor ecerem um estilo de vida mais independente e saudáv el, assim como, mantêm ou melhorar am a qualidade de vida deste idoso, pr omo v endo assim um en v elhecimento ati vo, funcional e mais saudá v el. Portant o, consider ando o impact o da ati vidade física no pr ocesso de en v elhecimento, principalmente no que tange a funcionalidade, faz -se necessário esta pesquisa par a aprofundar os estudos sobr e a rele v ância de progr amas estruturados e seus Layse Claudino Souza; R achel C avalc anti Fonsec a Per eira 336 benefícios na melhoria da qualidade de vida e na capacidade funcional do público idoso, fortalecendo as dir etrizes da P olítica Nacional do Idoso (PNI). Este estudo t ev e como objeti v o analisar o desempenho físico em um grupo de idosos antes e após interv enção fisioter apêutica, bem como conhecer o perfil sociodemográfico e clínico dos idosos envolvidos no programa MÉTODO Após a apr ov ação do Comitê de ética em pesquisa do Centr o Uni versitário de João Pessoa- UNIPE, os pr ocedimentos for am iniciados após a assinatura do t ermo de consentimento li vr e e esclarecidos, pelos v oluntários, de acordo com a r esolução 466/12 do Conselho Nacional da Saúde. Quanto ao desenho do estudo, tr ata- se de uma pesquisa de campo de carát er quase experimental de análise quantiqualitati va. A amostr a constituiu-se de 10 idosos, de ambos os sex os, com idade superior a 60 anos, admitidos na clínica escola de fisioter apia do Centr o Univ ersitário de João P essoa- UNIPÊ que participam do pr ojeto de e xtensão intitulado en v elhecimento ati vo. F or am consider ados critérios de e x clusão: T er idade inferior a 60 anos e não ser paciente da clinica Escola de Fisioter apia do UNIPÊ; Não participar do projeto de ext ensão en v elhecimento ati v o e t er mais de 25% de f altas; Não t er capacidade compr eensão e comunicação v erbal e Não deambular sem auxilio de dispositi v os auxiliares. O pr esente estudo a v aliou o desempenho funcional de idosos antes e após int erv enção de um prot ocolo de ex ercícios físicos funcionais de membros superior es, tronco e membr os inferior es com enfoque principal na mar cha, equilíbrio e for ça de membr os inferior es. Análise do desempenho físico em um Grupo de Idosos antes e após intervenção fisioterapeutica 337 O instrumento utilizado par a a coleta de dados tr atou-se da v ersão br asileir a do Short Ph ysicalP erf ormanceBattery (SPPB), por ser um test e simples, de fácil compr eensão, r ápido e que v em sendo bastante utilizado. O instrument o busca a v aliar , atra vés do tempo, o equilíbrio, a v elocidade da marcha e a f orça de membr os inferior es (SIL V A et al, 2010). O escor e total do SPPB é obtido atr a v és da somatória entr e os resultados dos t estes acima citados, ou seja, o t este de equilíbrio, v elocidade da mar cha e for ça de membr o inferior , v ariando entr e zero como sendo o pior desempenho e doze pontos como sendo a pontuação máxima, portanto o melhor desempenho. O r esultado pode receber a seguint e pontuação: de 0-3 pontos car acteriza pior desempenho na ati vidade ou incapacidade, de 4-6 car acteriza baix o desempenho, de 7-9 pont os moderado desempenho e de 10-12 pontos car acteriza bom desempenho. Logo em seguida, dentr o do grupo já constituído na instituição, for am selecionados sujeitos que se submeter am ao pr ograma de int erv enção de acordo com os crit érios de inclusão e ex clusão estabelecidos para o pr esente estudo, onde est es for am a v aliados e logo em seguida foi e x ecutada a interv enção. O Pr ograma de Int erv enção foi r ealizado em um período de 2 (dois) meses, iniciando-se com a v aliação da v ariá v eis (for ça, equilíbrio, v elocidade de mar cha). Ao total, f or am concluídos 10 (dez) encontr os os quais todos os en v ol vidos f oram r eav aliados. Os encontr os acontecer am em uma frequência de uma v ez por semana, com tempo de int erv enção de apro ximadamente 2 hor as. T ambém foi aplicado um r oteir o de entr evista semiestrutur ado após o pr ograma de e x er cícios, constituído de cinco perguntas r elacionadas à ex ecução do protocolo e seus r esultados obtidos. O mesmo foi r espondido e gr a v ado de f orma individual, em uma sala ar ejada e sem apresentar ruídos. P osteriormente, as r espostas for am tr anscritas e a v aliadas de acordo com o cont eúdo das falas. Layse Claudino Souza; R achel C avalc anti Fonsec a Per eira 338 RESUL T ADOS Os dados for am expr essos em v alores absolutos e per centuais e apresentados em f orma de tabelas e gr áficos. A amostr a do present e estudo constituiu de 10 idosos, sendo 90 % ( n=9) do sex o feminino e 10 % ( n=1) do se x o masculino. Quanto à f aixa etária, observ ou-se que a maioria (n=5, 50%) se encontr a v a entre 60 - 69 anos, seguido pelo grupo de f aix a etária entr e 70 a 79 anos, repr esentando 40% (n=4) e acima de 80 anos (10%, n=1), apr esentando uma média da idade de 70 (± 6,9 ) anos. A liter atur a afirma que associado ao env elhecimento aumenta-se a pre v alência de doenças cr ônicas degener ati v as nesta população. Neste estudo, 31% (n= 4) idosos apr esentar am Hipertensão Art erial (HÁ), seguido da osteopor ose (n=3, 23%) e artr ose (n=3, 23%), seguido da osteopenia (n=1, 8%) e outr as doenças típicas pr esentes em idosos como mostr a o gr áfico 1. GRÁFICO 1: Distribuição das doenças pr ev alentes nos idosos estudados F ONTE: Dados P esquisa, 2013. Análise do desempenho físico em um Grupo de Idosos antes e após intervenção fisioterapeutica 339 No que tange o estado Ci vil, 60% (n=6) da amostr a são casados, 30 % (n= 3) viú v os, seguido dos solteir os que equiv ale a 10% (n=1). Quanto à escolaridade, os idosos apr esentar am-se na maioria com Ensino fundamental Incompleto 50% (n=5), seguido do ensino Superior Completo equi valent e a 30% (n=3) e Ensino fundamental e médio completo r especti v amente a 10% e 10% da pesquisa, não ha v endo analfabet os. Quanto à a valiação do equilíbrio dos idosos participant es da pesquisa, observ ou-se que na a v aliação pré-int erv enção todos os idosos obte v e pontuação máxima, ou seja, quatro pont os (100%; n=10) permanecendo o mesmo percentual no período pós-interv enção. As pontuações obtidas pelos idosos quanto a F orça de Membr os Inferior es apontou uma média pr é-interv enção de 1,5 e pós-interv enção 2,7, v erificado significância estatística para esse incr emento na medida pós-interv enção. Como mostra o Gr áfico 2. GRÁFICO 2: R epresentação gr áfica da média da F orça de membr os inferior es pr é e pós-interv enção. F ONTE: Dados da pessquisa Layse Claudino Souza; R achel C avalc anti Fonsec a Per eira 340 A r espeito da a valiação do desempenho físico dos idosos, de maneira ger al, observ ou-se que na pré int erv enção (80%; n=8) da amostr a estudada obte v e um moderado desempenho com pontuação entr e 7- 9 pontos e 10% (n=1) ti v er am um bom desempenho com pontuação entr e 10 a 12 pontos, seguido de 10% ( n=1) que obte v e um baix o desempenho com pontuação entr e 4 a 6 pontos. E na pós interv enção 60% ( n=6) obtev e moder ado desempenho seguido de 40% (n=4) que alcançou a pontuação máxima obtendo um bom desempenho. Apr esentando uma média final pré-interv enção 8,1 e pós 9,6, cujas difer enças quando analisadas estatisticament e apontar am significância par a o incr emento da medida pós-interv enção, como apresentado pelo gr áfico abaix o. GRÁFICO 2: Média do desempenho pr é e pós interv enção F ONTE: Dados da pesquisa, 2013. P ar a analisar os benefícios do progr ama de ex ercícios, os idosos no último encontr o responder am os questionamentos do r oteir o semiestrutur ado, obtendo os r esultados que ser ão apr esentados a seguir . Análise do desempenho físico em um Grupo de Idosos antes e após intervenção fisioterapeutica 341 Quanto às mudanças ocorridas na sua vida após a participação no pr ograma de e x er cícios, os idosos r esponderam que houv e melhor a na sua condição física, emocional e social, como se per cebe nos discursos abaix o: A minha saúde melhorou, eu tinha uma dificuldade com as pernas, aquele ex ercício do ag achamento e le porta bem essa parte da musculatur a superior da cox a é, e eu me sinto muito bem (entr evistado 2, sex o masculino). A minha vida melhorou meu pr oblema do ombro que doía muito, as articulaç ões dos dois ombros me lhorou bastante (entr evistado 4, sex o feminino). Pra mim me lhorou todos os aspectos, só não me lhorou mais porque é pouc o tempo mais pra mim me lhorou todos, a dor na c oluna que eu sentia muito, a dor no braç o, fiz amizade s, pra mim melhorou 100% (entrevistado 8, se xo f eminino). Quanto à contribuição do pr ogr ama de ex ercícios em r elação à queixa ou dificuldades já apresentadas por eles os idosos r esponderam positi v amente, como r elata nos discursos abaix o: “ Às vezes eu sinto dificuldade nesses exercícios de baixar a cabeça ou aquele outro de equilíbrio né, mas nessa fase agora eu já senti menos dificuldade, a respeito do equilíbrio né, porque eu tive labirintite e melhorei né, melhorei o equilíbrio, era o que eu sentia mais dificuldade o equilíbrio mais estou me adaptando né” (entrevistado 3, sexo feminino) “ A maior dificuldade é de equilíbrio, como eu tive problema assim, de labirinte, tenho dificuldade de Layse Claudino Souza; R achel C avalc anti Fonsec a Per eira 342 equilíbrio, mesmo assim eu melhorei 100%, melhorei e ainda acho que vou me lhorar mais ainda. ” (entrevist ado 5, Sex o feminino) “Melhor ei muito das dores, eu sentia muit a dor nas juntas, no joe lho e graças Deus e stou bem, não estou sentindo mais, desde que comec ei aqui. ”(entrevist ado 6, Sex o F eminino) Quanto aos benefícios do progr ama de interv enção r ealizado os idosos responder am da seguinte forma: “Muitos, pois eu me sinto c om mais re sistência, mais forte, não t enho mais aquele problema de andar com medo de c air , isso passou” . (entrevistado 9, Sex o F eminino) “Os benefícios? E u ac ho que os benefícios são muitos, só elevar o aut oestima e melhor ar a postura, isso é bom pra gent e ne, muito important e” (entrevistado 3, Sex o F eminino) “Melhor a a saúde, melhora a qualidade de vida e também a inter ação c om os colegas é muit o, muito bom. ” (entrevistado 4, Se xo F eminino) . Outr o ponto f oi em relação aos pont os negati vos e positi vos do pr ograma de e x er cício onde os idosos relatam de f orma positi v a a ati vidade r ealizada como mostra nas f alas seguintes: “ A motivação, o cont ato com as pe ssoas, a alegria ne com que a g ente se encontr a, faz parte, a frat ernidade. E os pontos negativos não é que não exista é que são tão poucos que a g ente não lembra de salient ar , a questão é que a gente demor ava um pouquinho para c omeçar “ . (entrevistado10, Se xo F eminino). “Não tem ponto neg ativo pra mim tá tudo positiv o, como a g ente tem c onvivência c om os outros, int eração, Análise do desempenho físico em um Grupo de Idosos antes e após intervenção fisioterapeutica 349 comportamento é iniciado, dirigido e sust entado. P or um incenti v o o org anismo é incenti v ado a agir , é este mesmo incenti v o que o dá dir ecionamento, uma v ez que este t enha sido despertado por alguém ou algo. P ar a que o idoso se sinta moti v ado a praticar de f orma r egular ati vidade física, dev em-se lev ar em consideração os seus f ator es de influência, ou seja, f amiliares, amigos, meio de con ví vio, idade, personalidade dentr e outros f ator es que podem ser considerados de influência positi v a ou negati va, ou seja, incenti v ando-o ou atr apalhando esta prática de ati vidade. (MAZ O , CARDOSO , A GUIAR, 2006), corr obor ando com as falas dos en v ol vidos no estudo. C ONCL USÃ O Como visto, par alelamente ao env elhecimento ocorr em alter ações no idoso sejam elas físicas ou psicológicas, destacando principalmente o declínio funcional, como enfr aquecimento musculoesquelético, diminuição da flexibilidade, diminuição ou per da da audição, entre outr as características que de f orma isolada ou conjunta v ão pr ejudicar a postura, equilíbrio e mar cha ocasionando r epercussões, quase sempr e negati v as, na vida desses indi víduos. De acor do com os objeti vos tr açados nesta pesquisa, os dados do pr esente estudo permitem concluir os seguint es r esultados: Em relação às car acterísticas sociodemográficas, a amostr a apresent ou que entr e os dez idosos estudados, nov e er am do sex o feminino, ou seja, a amostr a evidenciou maior r epresentação de idosos do se x o f eminino. A amostr a apresent ou uma idade média de 70 (±6,9) anos com pr edominância de pessoas que se encontr a v am na faix a etária entr e 60 e 69 anos. Em r elação ao estado civil dos estudados 60% er am casados. Quanto Layse Claudino Souza; R achel C avalc anti Fonsec a Per eira 350 ao ní v el de escolaridade apr esentaram-se na maioria com Ensino F undamental incompleto (50%, n =5). Em r elação aos dados obtidos atra vés do t este SPPB: No test e de equilíbrio os idosos apresentar am pontuação máxima na pr é e pós-interv enção, ou seja, 4 pontos, no t este de mar cha os idosos apr esentaram na pr é-interv enção uma média de 2,9 e na pós-interv enção 3,2 pontos e quanto ao test e de f orça de membr os inferior es 1,5 pontos na pr é- interv enção e pós – interv enção 2,7. Assim constatou-se uma melhor a significati v a como encontr ado nos resultados finais do desempenho funcional, que passou de 8,1 par a 9,6 pontos no escor e total. R essaltando que as medidas pós-interv enção for am feitas sem o conheciment o do r esultado da medida pré-int erv enção, para que não hou v esse influências sobre o a v aliador . No que diz r espeito à parte qualitati va os idosos r esponderam de f orma satisf atória ao pr esente estudo, vist o eu todos ressaltar am muitos benefícios não apenas relacionado à parte física, mas também a parte psicológica, r atificando assim a importância da pr ática de ati vidade física nesta população idosa. Ao longo desta pesquisa f or am encontradas algumas dificuldades, dentr e elas, o númer o reduzido de participantes, r essaltando que ao longo das atividades realizadas alguns deix aram de compar ecer , visto que a amostr a inicial era de 19 idososficando apenas 10 idosos ou por apresentar muitas faltas não puder am participar da amostr a, bem como, estudos utilizando o mesmo instrumento, par a a compar ação dos r esultados encontr ados. Em r elação ao instrumento utilizado, foi um instrument o de fácil aplicação. A utilização dest e instrumento f oi de suma importância par a a v aliação do desempenho físico dos idosos. E, por fim, fica clara a eficácia deste estudo, visto que os r esultados obtidos ressaltam a importância da pr ática de Análise do desempenho físico em um Grupo de Idosos antes e após intervenção fisioterapeutica 351 ati vidades físicas para esta população estudada, visto que esta pr ática retar da a per da funcional dos idosos, permitindo assim uma independência funcional, bem como uma confiança em r ealizar ati vidades de vida diária com segurança, além de tr azer benefícios biopsicossociais, pr omo v endo um en v elhecimento ati vo e saudá v el. REFERÊNCIAS AL VES, L. C.; LEITE, I. C.; MA CHADO , C. J. P erfis de saúde dos idosos no Br asil: análise da P esquisa Nacional por Amostra de Domínios de 2003 utilizando o método Gr ade ofMembership. Cadernos de Saúde Pública , Rio de Janeiro v . 2004, n.3, p. 535-546, mar . 2007. Disponí v el em: http://www .scielo.br/scielo.php?pid=S0102- 311X2010000800014&script=sci_artt ext. Acesso em: 25.de abril.2013. BENEDETI, T . R. B. et al. 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Acesso em: 01 maio 2013 A V ALIAÇÃO DA LIPODISTROFIA EM MULHERES JOVENS SEDENTÁRIAS E NÃO SEDENTÁRIAS: Estudo Compar ati v o L uciana Cé sar Chaves 1 Gracie le Aquino de A lmeida 2 V eruschk a R amalho Ar aruna 3 RESUMO : Certos hábit os de vida lev am indi víduos a apr esentarem lipodistr ofia, acúmulo de adiposidade no corpo, com maior pr eocupação quando ocorre no abdômen. Esse estudo objeti v ou pr opor um tratament o após a v aliação de lipodistr ofia em mulher es jov ens sedentárias e não sedentárias a fim de propor um tr atamento. Participar am 20 mulher es univ ersitárias sedentárias e não sedentárias, entr e 18 e 30 anos. R ealizou-se a v aliação (identificação pessoal e ex ame físico incluindo circunf erência abdominal, altur a e bioimpedânciometria). Quanto aos r esultados 1 Concluiu o curso de Fisioter apia. E-mail: lucianacha [email protected] 2 Orientador a. Mestre em Engenharia de Pr odução. Especialista em R ecursos T erapêuticos em Abordagens Postur ais. Graduada em Fisioterapia pela UFPB. Gr aduada em Psicologia pelo Centro Uni versitário de João Pessoa-UNIPÊ. Docente dos componentes curriculares de Fisioter apia Dermatofuncional, R ecursos T erapêuticos Manuais e Psicologia da Saúde pelo UNIPÊ. E-mail: gr [email protected] 3 Coorientadora. Mestranda em Fisioterapia pela Universidade Católica Nostra Señora de Assuncion e Pós graduanda em Fisioterapia Dermatofuncional pela Universidade Potiguar -RN, com Especialização em Recursos T erapêuticos nas Abordagens Posturais e Recursos Cinesioterapêuticos pela UFPB e T itulo de Especialista em T raumato – ortopédico funcional pelo COFIT O. Luciana C ésar Chaves; Gr aciele A quino de Almeida; V eruschka R amalho Ar aruna 358 observ ar am-se riscos de doenças cardiovasculares e acúmulo de gordura corporal nas sedentárias, prevalência de massa muscular nas não sedentárias e apenas uma voluntária apresentou edema leve. Com base nos resultados pôde-se concluir que a lipodistrofia está presente tanto nas mulheres sedentárias quanto nas não sedentárias e que a atividade física é eficaz, mas não é suficiente, havendo assim a necessidade de uma complementação, através de intervenções mais localizadas como a cavitação, eletrolipólise, diatermia e outras. P ala vras-cha v e: fisioter apia dermatofuncional; lipodistrofia; sedentária; interv enção. INTR ODUÇÃ O Os maus hábitos de vida le v am indi víduos a apr esentarem lipodistr ofia, que se tr ata do desenv olviment o irregular do tecido conjunti v o adiposo subcutâneo, sendo mais pr eocupante sua pr esença no abdômen, sendo assim um pr oblema de saúde e não pur amente estético. (BOR GES, 2010; AMORIM, 2005). Conforme abordam os autor es, para que haja a redução dos riscos de saúde causados pela lipodistr ofia, a redução de medidas e o peso corporal não dependem somente da diminuição da ingestão calórica, nem de gasto ener gético atr a v és da atividade física, mas também de tratament os mais localizados, que reduzem as reserv as de gor dura, melhor a a circulação periférica e induz maior eliminação de água e sal. Segundo Bedogni, et al. , (2002); Malav olti, et al. , (2002); Sartorio, et al. , (2005) uma das formas de identificar a pr esença deste distúrbio é atr a v és a v aliação corpor al com a balança de bioimpedância, onde permite a passagem de uma corr ente elétrica fr aca imperceptí vel, atra v és do corpo, e com isso fazer a análise da composição corpor al. Esse dispositi v o é utilizado par a identificar o peso, a massa de músculo esquelético, o índice de massa corporal A valiação da Lipodistr ofia em mulher es jovens sedentárias e não sedentárias: estudo comparativo 365 não somente elev a à taxa de consumo calórico como também, qualitati v amente, r eduz o manto gordur oso localizado em certas r egiões do corpo, melhora a circulação periférica e induz maior eliminação de água e sal. Em r esumo, este aut or coloca que, o ex ercício tem efeit o sobr e o peso corporal, bem como sobre a pr oporção de massa magr a (muscular) e massa gor da ( gor dur a). Inicialmente, o e x er cício aumenta a massa muscular , devido este ser mais denso que a gor dura, e o peso corpor al pode não se alt erar , mas com a continuação do e x ercício ocorre uma diminuição da gordur a, r esultando em uma diminuição do peso corpor al. Quanto maior o número de fibr as muscular es, mais calorias o corpo queima, pois há uma relação dir eta entr e a quantidade de músculos esqueléticos com a taxa de metabolismo de repouso, podendo assim auxiliar na pre v enção do ganho de peso (OMRON HEAL THFCARE, 2012). Segundo Christou et al ., (2004) e Lindmark et al ., (2005), pesquisas científicas mostr am que a obesidade e o sedentarismo pr ejudicam o contr ole autonômico cardíaco, pro v ocando uma maior ativ ação do t ônus simpático em repouso, o que pode estar associado a riscos de desenv olviment o de doenças car diov asculares, podendo afirmar que a obesidade e o sobrepeso são r ealmente patologias, de v endo assim ser tr atadas como tal. MÉT ODOS Adiant e serão abordados os procediment os metodológicos utilizados par a desen v ol v er esta pesquisa sendo inicialmente r ealizado um lev antamento bibliogr áfico, com base em artigos científicos, monogr afias, sites especializados, livr os didáticos, dentr e outr os, que for am submetidos a uma leitura detalhada, fazendo uso do fichamento e resumo, para a obt enção dos Luciana C ésar Chaves; Gr aciele A quino de Almeida; V eruschka R amalho Ar aruna 366 conceitos necessários com o objeti v o de somar aos conhecimentos específicos do tema em questão e análise em f oco. DESENHO DO ESTUDO T rata-se de uma pesquisa descriti v a, de caráter explor atório, com caract erística quantitati v a onde as fontes de informação utilizadas f or am adquiridas pela pesquisa de campo, pois pretende buscar informações diretament e com a população pesquisada. Nesse caso, o pesquisador precisou se deslocar até o espaço onde o fenômeno acontece, para reunir os dados necessários a ser em documentados (GONSAL VES, 2003). POPULA ÇAO E AMOS TRA A população desta pesquisa foi composta por estudantes do Centro Univ ersitário de João Pessoa – UNIPÊ, sendo a amostra composta por 20 mulheres v oluntárias, 10 sedentárias e 10 não sedentárias com idade entre 18 a 30 anos, portadoras de lipodistr ofia abdominal, sendo selecionadas por acessibilidade, consider ada assim do tipo não-probabilística. Os critérios de inclusão f oram ser do se x o feminino, com idade entre 18 a 30 anos, residentes na cidade de João P essoa- PB, estudantes do Centro Uni versitário de João P essoa-Unipê, portador as de lipodistr ofia abdominal, sedentárias ou não sedentárias e que t enham assinado o termo de consentiment o li vr e e esclarecido. E os critérios de ex clusão for am mulheres que faziam uso de r edutor es de apetite, não podiam apresentar implantes metálicos, órteses, prót eses ou fios no corpo de metal, não podiam r ealizar pr ática de e x ercício físico vigor oso em menos de 24 horas, não podiam ingerir grande quantidade de água, nem fazer r efeição com menos de 2 hor as. A valiação da Lipodistr ofia em mulher es jovens sedentárias e não sedentárias: estudo comparativo 367 INSTR UMENT OS E PR OCEDIMENT OS DE COLET A DOS D ADOS P ar a a coleta de dados for am utilizados os seguintes instrumentos: a) Ficha de A valiação: questionário semiestrutur ado e adaptado para coletar dados relacionados ao perfil dos indi víduos que compunha a amostra, o qual apresenta va quest ões de identificação pessoal (idade, sex o, endereço, estado ci vil, escolaridade, profissão); dados clínicos; antecedentes pessoais; antecedent es familiar es; condições de saúde (alergia, diabetes, hipertensão, cirurgias anteriores, patologias dérmicas, problemas intestinais, problemas circulat órios, pr oblemas hormonais, uso de medicamentos); história ginecológica (idade da menarca, quantidade de gestações, métodos contr acepti v os); fator es alimentícios (quantidade de r efeições, quantidade de líquido); ex ame físico (biótipo, altur a, FEG, edema, flacidez muscular , flacidez tissular), alt er ações postur ais com paciente em posição ortostática, dentr e outr o. b) O instrument o utilizado par a determinar o ní v el de ati vidade física foi o Questionário Int ernacional de Ati vidade Física (IP AQ) – f orma curta, v ersão 8, a v aliado por Cr aig et al ., (2003) em doze países e no Brasil foi v alidado por P ardine et al ., (2001) e Hallal et al ., (2003). O mesmo contém sete questões relacionadas à frequência (dias por semana) e à dur ação (tempo por dia) da r ealização de atividades físicas moder adas, vigorosas e da caminhada. Com relação aos ní v eis de intensidade, e x cluindo a caminhada, a atividade física pode ser moderada ou vigor osa, sendo assim definida: Ati vidade física vigorosa – São aquelas que precisam de um gr ande Luciana C ésar Chaves; Gr aciele A quino de Almeida; V eruschka R amalho Ar aruna 368 esfor ço físico e que fazem r espirar muito mais fort e que o normal. A ti vidade física moder ada – são aquelas que precisam de algum esfor ço físico e que fazem respir ar pouco mais forte que o normal. Par a analisarmos os dados do ní v el de ati vidade física f oi usado o consenso realizado entre CELAFISC e o Center for Disease Contr ol - CDC, (2002) de Atlanta citado por P ardine et al ., (2001) consider ando os crit érios de fr equência e dur ação, que classifica as pessoas em cinco categorias: c) Perimetria utilizou-se a fita antr opométrica par a v erificar a altur a e realizar a medida da circunf er ência abdominal, quatr o centímetros abaix o e acima da cicatriz umbilical, analisando a r egião supr a-abdominal e infr a-abdominal, com as pacientes em posição ort ostática. d) Bioimpedanciometria: av aliação atr a v és da Balança de Bioimpedância da marca Biospace e modelo Inbod y 720 par a v erificar os seguintes dados: peso, peso ideal, massa muscular , massa de gordur a, Índice de Massa Corpórea (IMC), percentual de gor dura, relação cintura/quadril, edema corporal, dentre outros. Sendo necessária a utilização de roupas lev es para que não alt erasse significativ amente os r esultados. No moment o da medição a voluntár ia, sem quaisquer peças que pudessem interf erir nos resultados, posicionou-se em pé sobr e a base do equipamento, pisando de forma centr alizada sobre os eletrodos da base, segurando as peças de mão, mantendo os br aços ligeirament e abduzidos par a se completar a a v aliação. A valiação da Lipodistr ofia em mulher es jovens sedentárias e não sedentárias: estudo comparativo 369 FIGURA 2 - A v aliação na Balança de Bioimpedância F ONTE: F oto do acerv o pessoal do autor A balança ef etua div ersas medições de f orma sequencial, aplicando uma micro corr ente de di v ersas frequências, sendo que a cada momento é medida a impedância de cada segmento do corpo inclusiv e do tronco isolado. P osturas incorretas e/ou mo vimentos durant e a medição r esultam r esultados imprecisos da composição corporal. Ao final do ex ame o equipamento envia os r esultados para uma impr essor a a ele dir etamente conectada. Luciana C ésar Chaves; Gr aciele A quino de Almeida; V eruschka R amalho Ar aruna 370 Dur ante o transcorr er dest e pr ocesso, de acor do com a R esolução nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, foi assegur ado as participant es o respeito e o sigilo quanto as suas informações pessoais. A tendendo ao princípio ético da autonomia, o T ermo de Consentimento Li vr e e Esclarecido f oi apr esentado antes de iniciar a coleta dos dados, apr esentando informações a r espeito do estudo e seus objeti v os. AN ÁLISE DOS D ADOS Os dados obtidos for am analisados com auxílio do pr ograma SPSS Statistics - V ersão 20, utilizando o T este Exato de Fisher para v erificar a independência entr e duas variá veis categóricas e o T este t (test e par amétrico) par a compar ação de médias (v ariá v eis numéricas). A normalidade dos dados foi testada atr a v és do t este Shapir o Wilks . T odas as v ariáv eis numéricas seguem distribuição normal (p>0,05), ex ceto a variá vel ID ADE (p = 0,025). T odos os testes f oram r ealizados adotando ní v el de significância de 5% (0,05), os mesmos for am explor ados em gr áficos e tabelas no progr ama Microsoft Office 2010. RESUL T ADOS E DISCUSSÃ O Os r esultados apresentados correspondem à análise discursi v a na busca de responder um dos objetiv os específicos da pesquisa: av aliar a lipodistrofia localizada em mulher es jov ens sedentárias e não sedentárias e pr opor um tratament o. PERFIL SÓCIO-DEMOGRÁFIC O D AS MULHERES A V ALIAD AS No que se r efer e à compar ação dos dados sócio- demogr áficos da amostr a estudada, nota-se que a média geral A valiação da Lipodistr ofia em mulher es jovens sedentárias e não sedentárias: estudo comparativo 371 da idade foi de 22,4 ± 1,72 anos, com mínima de 20 anos e máxima de 27 anos. As sedentárias apresentar am uma média de 22,2 anos, mínima de 21 anos, máxima de 24 anos, com desvio padr ão de 1,03, interv alo de confiança 95% e as não sedentárias apr esentaram uma média de 22,5 anos, mínima de 20 anos, máxima de 27 anos, com desvio padrão de 2,27 e IC 95%. Apesar da f aixa etária selecionada par a est e estudo, não apr esentar-se com a maior pr ev alência da lipodistrofia, pois é na adolescência que a mesma pr edomina, ficou evident e a presença da lipodistrofia neste grupo de v oluntárias. De acordo com a Sociedade Br asileir a de Endocrinologia e Metabologia – SBEM, o apar ecimento da lipodistr ofia abdominal e seu predomínio ocorr em na adolescência, com a pr esença do estr ogênio que é um hormônio produzido a partir da adolescência, e atua no desenv olviment o dos caracter es sex uais secundários, e distribuição da gor dura c orporal e , consequent ement e, lipodistrofia abdominal , por isso nessa época apresenta uma gr ande transf ormação no corpo da adolescente e permanece no decorr er da maturidade da mulher . P ar a descrição da amostr a todas as mulher es er am solteir as e apenas duas tinham filhos. Com r elação à contr acepção 40% das a v aliadas não faziam uso de método contr acepti v o, 55% faziam uso de pílula anticoncepcional e 5% utiliza v am o anticoncepcional injetá v el. Conforme F ernandes (2003), os anticoncepcionais, por apr esentarem na sua constituição hormônios femininos, lev ariam a alter ações nos adipócitos, desencadeando o problema. As v oluntárias (40%) r elataram fazer uso do álcool e Steiner (2004), diz que o álcool também dev e ser e vitado, pois é calórico e fa vor ece ao acumulo de adipócitos. As participantes não apr esentaram o tabagismo como um hábito de vida, isso é importante, pois segundo F ernandes (2003), Luciana C ésar Chaves; Gr aciele A quino de Almeida; V eruschka R amalho Ar aruna 372 as substâncias do cigarr o determinam espessamento das paredes dos v asos sanguíneos pr ejudicando a circulação. Quanto à av aliação do fibroedema gelóide (FEG) pode- se observ ar que nas sedentárias 7 (70%) apresenta v am o FEG e 3 (30%) não apresenta v am o FEG. Quanto as mulheres não sedentárias 8 (80%) apr esentam FEG e 2 (20%) não apr esentam FEG (p-valor de 0,999). Não foi encontrada associação entre sedentarismo e FEG (p ≥ 0,05). Conf orme K ede e Saboto vich (2004), o FEG é muitas v ezes r elacionado com a obesidade, porém pode estar pr esente tanto nas mulheres com peso normal, como naquelas que se apresentam com baix o peso. De acordo com Guirr o e Guirro (2004), isso ocorr e por que o FEG é uma patologia multifat orial, devido às causas genéticas, desequilíbrio hormonal, idade, sedentarismo, estresse, fumo, hábitos alimentares, dificuldade na r eabsorção linf ática, aumento da pr essão capilar . No que diz respeit o à flacidez muscular destacar am-se os seguintes r esultados: as mulher es sedentárias com flacidez muscular apr esentaram 6 (60%) e 4 (40%) sem flacidez muscular . Já 2 (20%) das não sedentárias apr esentar am flacidez muscular e 8 (80%) não apr esentaram flacidez muscular , o p-v alor f oi 0,170. Não f oi encontr ada associação entre sedentarismo e flacidez muscular (p ≥ 0,05). Mesmo não sendo significati v o quando analisadas separ adamente, observ a-se difer enças significati vas nestes dados quando compar ados aos dados sobr e flacidez muscular entre as v ariá v eis sedentarismo e não sedentarismo. Par a F r ancischelli, Junqueir a e Fr ancischelli (2000), a flacidez muscular é um fato importante e decorr ente da vida sedentária ou a prática de ex ercícios le v es, que não são suficientes para obter um aumento e manutenção da massa muscular . A tabela 1 mostra a comparação da média da cir cunf erência abdominal das 20 pacientes atr a v és da perimetria em sedentárias e não sedentárias, sendo av aliadas por região (cicatriz umbilical, A valiação da Lipodistr ofia em mulher es jovens sedentárias e não sedentárias: estudo comparativo 373 abdômen supr aumbilical e abdômen infr aumbilical). Quando se r efer e à circunf er ência na cicatriz umbilical destaca a média de 85,40 com desvio padr ão de 12,22, nas sedentárias, nas av aliadas não sedentárias for am os seguintes v alores: média de 78,40 com desvio padr ão de 3,77, com p-v alor 0,112. A média da cir cunfer ência no abdômen supr aumbilical para sedentárias foi 79,20, desvio padrão de 11,14. As mulheres não sedentárias apresentar am uma média de 72,60 com des vio padr ão 6,55 e p-v alor 0,128. No que diz r espeito à cir cunfer ência do abdômen infr aumbilical destaca os seguintes dados: as sedentárias com média de 89,20 com desvio padrão de 9,94, já as não sedentárias apresentam uma média de 82,60, desvio padr ão de 4,27 e p-v alor 0,08. Não f oi encontrada difer ença estatística entre as médias de nenhuma v ariá vel de perimetria, ao ní v el de 5% de significância (p ≥ 0,05). T abela 1 - Compar ação dos v alores da perimetria das mulher es sedentárias e não sedentárias em três nív eis (cicatriz umbilical, abdômen supr aumbilical e abdômen infraumbilical). V ariável Categoria Sedentarismo p-valor Seden- tária Não sedentária Cicatriz umbilical N 10 10 Média 85,40 78,40 0,1 1 Desvio padrão 12,22 3,78 Abdome supra- umbilical N 10 10 Média 79,20 72,60 0,13 Desvio padrão 1 1,14 6,55 Abdome infra- umbilical N 10 10 Média 89,20 82,60 0,08 Desvio padrão 9,94 4,27 F ONTE: Dados da pesquisa, 2013. Luciana C ésar Chaves; Gr aciele A quino de Almeida; V eruschka R amalho Ar aruna 374 Com os dados a vista pode-se concluir que as sedentárias apr esentam maior es riscos de doenças car diov asculares, conforme Oli v eir a; Costa e Ribeiro (2008), pois esse risco aumenta quando a medida da cir cunfer ência abdominal das mulher es ultrapassa os 80 cm , sendo corrobor ado pela Org anização Mundial de Saúde (OMS). Ao que diz r espeito aos dados obtidos atra vés da balança de bioimpedância (tabela 2) com base no Diagnóstico de Obesidade Índice de Massa Corporal (IMC), P ercentual de Gordur a Corporal (PGC) e Relação Cintura-Quadril (R CQ), os mesmos mostr am que a média e o desvio padr ão do IMC nas sedentárias for am de (24,31) e (4,485), nas mulheres não sedentárias os resultados da média e do desvio padrão for am (21,22) e (1,860), r especti v amente, com p-v alor (0,067). Ao destacar a relação de gor dur a corporal, as sedentárias ti v eram uma média de (36,42) com desvio padrão de 6,94, onde mulher es não sedentárias apresentar am uma média de (27,44) e (2,94) de desvio padrão com p-v alor 0,002 a. . P or fim a média da r elação cintur a-quadril nas sedentárias foi de (0,91), desvio padrão de (0,06) e par a as não sedentárias destacou a média de (0,87), de desvio padrão de (0,06), com p-v alor de 0,08. F oi encontr ada dif er ença significati v a entr e a média de relação de gordur a corporal das sedentárias e das não sedentárias (p ≤ 0,05). A valiação da Lipodistr ofia em mulher es jovens sedentárias e não sedentárias: estudo comparativo 381 CR UZ, B. L. el al . Obesidade: abor dagens da Medicina Ocidental e da Medicina T radicional Chinesa. R evista No va Fisio & t er apia . Rio de Janeir o, jan/ fe v . 2009. Dir etrizes par a cardiologistas sobr e e x cesso de peso e doença car diov ascular dos departamentos de ater osclerose, cardiologia clínica e FUNCOR da Sociedade Br asileir a de Cardiologia. Ar qui v os Brasileir os de Cardiologia , 78 (suppl 1), p. 1-14. 2002. FERN ANDES, P . V . Fisioter apia no tratament o da celulite . 2003 . Disponí v el em <http://interfisio.com.br/inde x.asp?fid=32&ac=6>. Acesso em abr .2013. FLORINDO , A. A. M.; LA TORRE, M. R. D . O .; J AIME, P .C.; T AN AKA, T .; ZERBINI, C. A. F . 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Observ ou-se que a maioria dos profissionais (64,52%) consider a necessária a atuação do fisioter apeuta na atenção básica e que 49,19% deles mencionaram identificar fr equentement e pessoas que necessitam de fisioter apia na rotina de serviços. Na visão deles, a principal ação a ser ex ecutada pela fisioter apia na atenção básica é a reabilitação de acamados (54,03%), seguida das ações de promoção da saúde (19,35%). Conclui-se que ainda há um pensamento r educionista quanto às ações desen v ol vidas pelo fisioter apeuta voltadas especificament e a reabilitação. P ala vras-cha v e: fisiot er apia; saúde da F amília; recursos humanos em saúde. 1 ConcluiuocursodeFisioterapia.E-mail: [email protected] 2 Orientadora. Doutoranda em Enfermagem pela Universidade Federal da Paraíba. E-mail: [email protected] K aren Nóbrega Azev edo; Rafae la Gerbasi Nóbrega 386 INTR ODUÇÃ O No decorrer da hist ória, a saúde pública passou por um pr ocesso de int ensas tr ansformações em seu conte xto estrutur al, deixando a visão hospitalocêntrica um pouco de lado e per cebendo que se dev e atuar em outros nív eis de atenção à saúde, como na atenção básica, que é car acterizada por um conjunto de ações no âmbito individual e coletiv o, englobando também a pr omoção e pre v enção da saúde (RAG A SSON et al, 2006). Entretant o, a pr ática pr ofissional voltada par a a abordagem biológica e intra-hospitalar ainda está bastant e pr esente no dia- a-dia br asileiro, ger ando maiores despesas financeir as devido o alto custo da utilização de recursos tecnológicos, gr ande número de internações, entre outr os. Visando re vert er este quadro, em 1994, o Ministério da Saúde criou a Estr atégia de Saúde da F amília, com uma equipe profissional formada por , no mínimo, um médico, um enfermeir o, um auxiliar de enf ermagem e entre quatr o a seis Agent es Comunitários de Saúde (TRELHA et al , 2007). Em 2008, lança a P ortaria GM nº154, que cria o Núcleo de Apoio à Saúde da F amília – N A SF , que tem por missão apoiar a inserção da Estr atégia de Saúde da F amília na r ede de serviços, no pr ocesso de territ orialização e r egionalização, assim como suas ações, e ampliar as áreas de abrangência. O NA SF ainda amplia a assistência ofer ecida à população, compondo sua equipe de pr ofissionais que até então não eram present es na ESF , dentr e eles está o fisioter apeuta (MIRAND A, 2011). Por ém, apesar de ser reconhecido como um pr ofissional indispensá v el na área da saúde, o fisioter apeuta ainda encontr a barr eiras quanto a sua inserção na at enção básica. Uma das maior es dificuldades encontr adas se dá pela sua própria formação acadêmica, que por muitas vezes continua seguindo Fisioterapia na estr atégia saúde da família: visão dos profissionais do serviço 387 um pensamento r educionista quanto à linha de atuação do fisioter apeuta voltada especificamente a reabilitação. (RA GA SSON et al, 2006). A fisioter apia na atenção básica v em implementar as ações de saúde desenv olvidas na comunidade e, par a isso, r equer uma nov a postura do fisioter apeuta, que passa a compr eender o pr ocesso saúde-doença pela det erminação social, ampliando a atuação par a além do indi víduo que necessita de reabilitação. Essa atuação, de caráter multidisciplinar e inter disciplinar junt o às equipes de Saúde da F amília, amplia aspectos da assistência, pr ev enindo doenças e contribuindo com a promoção da saúde (MIRAND A, 2011). Estudos mostram a dificuldade do fisioter apeuta se inserir nos Progr amas de Saúde da F amília, rompendo com a barreir a da r eabilitação. Por ém, são bastante escassos os que buscam saber a visão dos pr ofissionais de saúde da atenção básica sobre a atuação fisioter apeutica neste cenário, surgindo, assim a necessidade de abordá-los para inv estigar a visão dos mesmos sobre essa temática. A inserção do fisioter apeuta na atenção básica é v antajosa, contribuindo par a diminuição de custo na assistência secundária e ter ciária, redução do absenteísmo ao trabalho, redução da medicalização, melhora da qualidade de vida da população principalmente quando se atua no reconheciment o de riscos ambientais e suger e soluções, obtendo o sucesso de suas ações r ealizadas de forma contextualizadas com a cultura local e r elações biopsicossociais das populações de r esponsabilidade das UBS (MIRAND A, 2011). Como questões norteador as do estudo, estão: Qual a concepção dos profissionais de saúde sobre a pr ática fisioter apeutica na atenção básica? Quais as atribuições do fisioter apeuta na atenção básica segundo o olhar desses K aren Nóbrega Azev edo; Rafae la Gerbasi Nóbrega 388 pr ofissionais? Na visão dos mesmos, qual importância da inserção do fisioter apeuta na equipe básica de saúde? O estudo em questão tem v alor significativ o par a t odos os fisioter apeutas, inseridos ou não na atenção básica, como f orma de ampliar sua visão sobre o tema, par a a Equipe de Saúde da F amília, visando uma melhor relação com o fisiot er apeuta, t endo conhecimento sobre suas ações na atenção básica, e para os gestor es em saúde, que a partir dest e trabalho tem a oportunidade de conhecer ainda mais sobre a inser ção do fisioter apeuta na ár ea em questão e a opinião dos profissionais do serviço sobre a r eferida t emática. A pesquisa tev e como objeti v o principal analisar a pr ática fisioter apêutica na atenção básica segundo a visão dos pr ofissionais do serviço, assim como traçar perfil sócio-demográfico dos entre vistados, in v estigar as dificuldades enfr entadas pelo fisioter apeuta na atenção básica segundo a per cepção dos pr ofis- sionais do serviço e a v eriguar as contribuições da fisiot er apia par a a Estr atégia de Saúde da F amília. MÉT ODO CARA CTERIZA ÇÃ O D A PESQUISA T rata-se de uma pesquisa de campo, de car áter explor atório descriti v a, a partir de uma abordagem quantitativ a atr a v és da utilização um questionário. Conforme a liter atura, pesquisa de campo consiste na busca por fontes primárias, sejam elas atra v és de entre vistas, questionários, observ ações ou testes, no local onde o ev ento ocorr e, sem a interv enção do pesquisador (VER GARA, 2009; R ODRIGUES, 2007). Fisioterapia na estr atégia saúde da família: visão dos profissionais do serviço 389 Como expõe Lakatos (2010), uma pesquisa de carát er explor atório consiste na inv estigação de ideias e discernimentos, com as finalidades de: desen v ol v er hipóteses, aumentar a f amiliaridade do pesquisador com o tema abordado ou modificar e definir conceitos. Segundo o mesmo autor , a pesquisa quantitati v o-descriti v a consist e na busca de car acterísticas sobre o objeto de estudo, buscando situá- lo no t empo e no espaço, atr a v és de análises quantitati vas, como forma de f ornecer dados par a a v erificação das hipóteses. L OCAL E AMOSTRA O uni v erso da pesquisa foi composto por 180 pr ofissionais da Equipe de Saúde da F amília do Distrito Sanitário V , sendo eles: médicos, enfermeir os, técnicos de enfermagem, odontólogos e Agentes Comunitários de Saúde (A CS), e a amostra sendo de 124 pr ofissionais, com ní v el de significância da pesquisa de 95%. Contou-se com o mínimo de 5 ACS por USF para colaborar com o estudo. Os critérios de inclusão da pesquisa for am: ser profissional da equipe básica de saúde do Distrito Sanitário V e aceitar participar da pesquisa mediant e assinatur a do termo de consentiment o livr e e esclarecido. Critérios de ex clusão: profissionais que não integr em a equipe básica de saúde do Distrito Sanitário V e não tenham aceitado participar da pesquisa. O Distrito Sanitário V localiza-se na Rua Ovídio Mendonça, 77, Miramar , e é r esponsá v el por 18 Unidades de Saúde da F amília que pr estam assist ência aos bairr os de: Altiplano, Penha, Castelo Br anco, Manaír a, Mir amar , Cidade R ecreio, Expedicionários, T orre, Mir amar e Bessa. K aren Nóbrega Azev edo; Rafae la Gerbasi Nóbrega 390 INTR UMENT OS DE PESQUISA A pesquisa foi realizada a partir de fontes primárias, utilizando questionário estruturado, composto por 16 questões objeti v as relacionadas ao perfil dos participantes e sua percepção sobr e a pr ática fisiot er apêutica na atenção básica. As perguntas se di videm em v ariáreis categóricas nominais, no que diz respeito a questões sobr e o perfil sócio-demogr áfico da amostra, e ordinais, atr a v és da Escala de Likert, visando um maior aprofundamento sobr e o tema. PR OCEDIMENT OS Após apro v ado pelo comit ê de ética em pesquisa com seres humanos e liber ação da coordenador a do curso de fisioter apia, foi r ealizada a coleta de dados no primeir o semestre de 2013, r espeitando os critérios de inclusão e e x clusão. O ingresso dos profissionais na pesquisa foi solicitado a partir de um T ermo de Consentiment o Li vr e e Esclarecido, r espeitando a resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, que trata da pesquisa com ser es humanos, sendo informados sobr e os objeti v os e procediment os da pesquisa onde o sujeito ter á liber dade de interr omper sua colaboração em qualquer fase da pesquisa, sem penalização ou pr ejuízo ao mesmo. AN ÁLISE DE D ADOS Os dados f or am or ganizados em uma planilha eletr ônica do pr ograma Microsoft Office Ex cel, versão 2007 e analisados atr a v és de estatísticas descritiv as simples, utilizando cálculos de Fisioterapia na estr atégia saúde da família: visão dos profissionais do serviço 397 T ABELA 2 - Atribuições fisiot er apêuticas na atenção básica. Atribuições fisioterapêuticas na ABS Sim Não Não sabe Realizar atendimentos na USF N 11 0 14 00 % 88,71 1 1,29 0,00 Realizar atendimentos em domicílio N 124 00 00 % 100,00 0,00 0,00 Realizar palestras educativas N 122 01 01 % 98,39 0,81 0,81 Realizar o acolhimento e escuta na USF N 85 35 04 % 68,55 28,23 3,23 Realizar ações preventivas na comunidade N 122 00 02 % 98,39 0,00 1,61 Atuar junto aos grupos prioritários N 11 6 06 02 % 93,55 4,84 1,61 Atuar junto às gestantes N 111 05 08 % 89,52 4,03 6,45 K aren Nóbrega Azev edo; Rafae la Gerbasi Nóbrega 398 Atuar junto aos escolares N 100 15 09 % 80,65 12,10 7,26 Atuar junto aos idosos N 123 00 01 % 99,19 0,00 0,81 Atuar junto aos cuidadores N 122 01 01 % 98,39 0,81 0,81 Atuar junto à equipe de saúde N 122 00 02 % 98,39 0,00 1,61 Encaminhamento de pacientes para uso de órtese/ prótese N 109 06 09 % 87,90 4,84 7,26 F ONTE: Dados da pesquisa, 2013. Acer ca da atuação fisiot er apêutica específica para alguns grupos, inúmer as são as experiências anterior es, como afirma Menegazzo et al (2010), e xpondo o fat o de que o fisioter apeuta como profissional atuante na atenção básica tem influência sob os di versos ciclos de vida. Na saúde da criança, atra vés do acompanhamento do desen v ol vimento neur opsicomotor . Na saúde escolar e do adult o englobando e pr ev enindo di v ersas patologias cinético-corpor ais. Na saúde do idoso, pr omov endo uma melhor qualidade de vida, assim como melhora da auto-estima. Na saúde da mulher , desde a menarca at é o climatério, a ex emplo de grupos temáticos como: gestantes, hipertensos, diabéticos, obesidade, tuber culose, hanseníase, entre outr os. Fisioterapia na estr atégia saúde da família: visão dos profissionais do serviço 399 Corrobor ando com o que foi dito e com os dados colhidos, onde mais de 80% dos participant es da pesquisa mostr ar am ser em conhecedor es de tais atribuições, experiências fisioter apêuticas anteriores em alguns dos itens citados mostram a importância deste serviço, como dur ante a atuação com um grupo de idosos, sendo observ ado que a r ealização dos ex ercícios de forma continuada e corr eta troux e gr andes benefícios par a a população em questão, sendo estes físicos, ger ando uma maior disposição para as atividades cotidianas, e também psicológicos, constatando mudanças na maneira de enfr entar as dificuldades do processo de en velheciment o e socialização (GONÇAL VES, 2011). Por outr o lado, Joqueir a Neto; Blascovi- Assis (2009) r econhecem os benefícios de ter um fisioter apeuta atuando na escola, a partir de dificuldades encontradas na inclusão de alunos com deficiência, onde o profissional dev eria voltar o seu olhar também par a a orientação da equipe quanto a adaptar as brincadeiras em que são observ adas necessidades especiais de acor do com as habilidades motor as de cada um, assim como adequar o espaço físico de f orma a gar antir uma livr e mo vimentação. Podemos ainda observ ar que o tema que causou maior dú vida entre os entrevistados foi a participação do fisioter apeuta na escuta e acolhimento (28,23%), dados que di v ergem em r elação a este it em, porém entram em acordo com os demais for am encontr ados, como Barbosa et al (2010), afirmando que a inser ção do fisioter apeuta na ESF em Go v ernador V aladares foi bem mais org anizada, com os pr ofissionais sendo en vol vidos nas ati vidades de acolhimento, atendimento individual na unidade e em domicílio, grupos operati v os e ati vidades educativ as, com atenção a div ersos grupos prioritários, dependendo da necessidade de cada ESF . K aren Nóbrega Azev edo; Rafae la Gerbasi Nóbrega 400 Com as análises r ealizadas acer ca de qual a ação mais importante a ser ex ecutada pelo fisioter apeuta na A tenção Básica a Saúde, pode-se v er clar amente que a visão da r eabilitação ainda está intimamente ligada ao pr ofissional, quando mais da metade dos participantes (54,03%) r esponderam o principal foco de atuação er a a reabilitação de acamados, conforme mostr a o gr áfico 7. Corrobor ando com esta análise, Gallo (2006) mostr a que mesmo com a pr oposta de inser ção do fisiot erapeuta na atenção básica, a grande maioria dos profissionais env olvidos não está pr eparada para atuar em tal ár ea, muitas vezes com despr epar o sobr e suas próprias atribuições, continuando com a visão voltada apenas para a reabilitação indi vidual, sendo exposta clarament e em estudo r ealizado com fisioter apeutas da ESF em Londrina. Em concor dância com esta análise, a partir de um estudo que analisou o trabalho do Agente Comunitário de Saúde (A CS) e do fisioter apeuta na ABS, Loures et al, (2010) mostr am que a inter ação entre est es pr ofissionais se dá pela necessidade de um mediador , sendo este o AC S, para que se faça uma triagem dos pacientes que necessitam na fisioter apia, selecionando assim as visitas domiciliar es e os tr atamentos a ser em r ealizados. Dessa forma, mantém-se a visão do profissional fisioter apeuta apenas como r eabilitador , mesmo estando inserido na ABS, e deixando de lado o agente inserido nas ações de educação em saúde. Fisioterapia na estr atégia saúde da família: visão dos profissionais do serviço 401 GRÁFICO 4 - Principal ação a ser e x ecutada pela fisioter apia na atenção básica. F ONTE: Dados da pesquisa, 2013. Quando falamos sobr e as dificuldades encontr adas pelo fisioter apeuta nesta constante mudança de atuação, podemos observ ar que a visão de um pr ofissional que f az uso de um gr ande númer o de apar elhos em seu dia-a-dia ainda está bastante enr aizada na cultura br asileira, sendo mostrada atr a v és dos 113 entr evistados (T abela 5) que acreditar am que a ausência deste apar ato tecnológico se torna uma dificuldade na ABS. Além disto, 99 deles identificaram a ausência de um espaço na USF v oltado par a o atendimento fisioter apêutico e 83 deles também incluíram a gr ande demanda de pacientes necessitados de fisiot erapia. Corrobor ando com esta análise, em pesquisa realizada por No v ais, Brito (2011) en v ol v endo profissionais da ESF do Grotão, foi recorr ente a ideia de que as atividades do fisioter apeuta estão K aren Nóbrega Azev edo; Rafae la Gerbasi Nóbrega 402 ligadas ao uso de um grande númer o de equipamentos ou a um espaço físico especificamente pr ojetado par a este pr ofissional. Além disto, Gallo (2006) e videncia as dificuldades vi v enciadas por estes quanto à assistência domiciliar dos pacientes, em virtude da grande demanda existent e de acamados, devido o númer o r estrito dest es profissionais atuando na ABS. T ABELA 3 - Possí veis dificuldades encontr adas pelo fisioter apeuta na ESF . Dificuldades encontradas pelo fisioterapeuta Sim Não Não sabe Grande demanda de pacientes N 83 29 12 % 66,94 23,39 9,68 Ausência de um espaço na unidade voltado para o atendimento fisioterapêutico N 99 19 06 % 79,84 15,32 4,84 Ausência de aparelhagem e outros insumos voltados ao tratamento fisioterapêutico N 11 3 07 04 % 91,13 5,65 3,23 Ausência de transporte para deslocamento aos pacientes domiciliares N 91 27 06 % 73,39 21,77 4,84 Formação assistencialista desse profissional N 48 51 25 % 38,71 41,13 20,16 Fisioterapia na estr atégia saúde da família: visão dos profissionais do serviço 403 Maior número de atendimentos individuais N 85 27 12 % 68,55 21,77 9,68 Pouco envolvimento com as atividades de Grupo N 45 67 12 % 36,29 54,03 9,68 Pouca adesão dos pacientes as atividades educativas N 60 57 07 % 48,39 45,97 5,65 Pouca disponibilidade das escolas em realizar atividades fisioterapêuticas preventivas N 73 34 17 % 58,87 27,42 13,71 F ONTE: Dados da pesquisa, 2013. Por ém, encontrou-se pequena div ergência no que se diz r espeito a f ormação assistencialista do fisioter apeuta, quando apenas 38,71% dos pr ofissionais afirmar am ser uma dificuldade, por ém 20,16% deles ficaram em dú vida. Entr etanto, Ragasson et al (2006), afirma que uma das maior es dificuldades encontradas se dá pela sua própria formação acadêmica, que por muitas v ezes continua seguindo um pensament o reducionista quanto à linha de atuação do fisioter apeuta v oltada especificamente a r eabilitação, corr oborando com estudo r ealizado por Carv alho, Caccia-Ba v a (2011) mostrando que uma das barr eir as encontradas consiste no pr óprio conhecimento da população que restringe a fisioter apia como forma de r eabilitação. K aren Nóbrega Azev edo; Rafae la Gerbasi Nóbrega 404 Quando falamos sobr e os pro v á v eis benefícios de ter um fisiot er apeuta na ESF , f oi unânime a resposta env olv endo a pr ev enção de sequelas causadas por doenças, mostr ando ainda o car áter reabilitador e voltado à doença da pr ofissão, mas também a melhoria da qualidade de vida dos pacientes, sendo afirmado como benefício por 123 entrevistados, conf orme mostra a tabela a seguir: T ABELA 4 - Benefícios trazidos pelo fisioterapeuta na ESF Benefício do fisioterapeuta na ESF Sim Não Não sabe Melhoria da qualidade de vida dos pacientes N 123 1 0 % 99,19 0,81 0,00 Prevenção de sequelas causadas por doenças N 124 0 0 % 100,00 0,00 0,00 Diminuição de terapia medicamentosa pelos pacientes N 11 6 3 5 % 93,55 2,42 4,03 Diminuição de encaminhamentos para tratamentos especializados e internações N 11 5 7 2 % 92,74 5,65 1,61 Diminuição de ônus para o sistema de saúde N 91 18 15 % 73,39 14,52 12,10 Fisioterapia na estr atégia saúde da família: visão dos profissionais do serviço 405 Abordagem do paciente de forma integral N 11 4 5 5 % 91,94 4,03 4,03 Maior satisfação dos pacientes quanto ao serviço prestado pelo município N 11 8 5 1 % 95,16 4,03 0,81 F ONTE: Dados da pesquisa, 2013. Consensualmente a essa análise, Aquino et al (2009) descr ev e um projet o chamado de “Qualidade de vida ” , r ealizado em Di vinópolis, onde são ex ecutadas atividades físicas e orientações educativ as com fisioter apeutas e usuários de quatro USF do município. No início e no final de 6 meses os participant es r esponderam o questionário SF -36 (indicador de qualidade de vida), onde f oi percebida a eficácia da interv enção fisiot er apêutica a partir do aumento da grande maioria dos domínios env olvidos, significati v amente no que se diz r espeito a melhora da capacidade funcional e estado ger al de saúde. Com todas as v ariá v eis que aqui for am expostas, podemos observ ar que tr atar da inserção do fisioter apeuta na atenção básica é de int eresse de toda a Equipe de Saúde da F amília, unindo a maioria dos profissionais e até mesmo os usuários do serviço em uma opinião única, de que é extr emamente importante a inclusão do fisioter apeuta na equipe, assim como o r econhecimento de atuações deste profissional como atitudes benéficas para a população. K aren Nóbrega Azev edo; Rafae la Gerbasi Nóbrega 406 C ONSIDERA ÇÕES FIN AIS Os resultados colhidos atr a v és da análise dos dados da pesquisa permitem-nos observ ar a importância de inser ção do fisioter apeuta na atenção básica à saúde, inclusi v e sendo r econhecida pelos demais profissionais já atuantes na ESF , identificando a assistência do mesmo como f ator primor dial par a uma boa qualidade de vida dos usuários. Atr a v és disto, esta pesquisa se tornou importante como forma de e xposição pública destas inf ormações, ampliando o conhecimento da população e incenti v ando o pensamento crítico dos profissionais e gestor es em saúde sobr e tal inserção. Entretant o, mesmo com os profissionais da Equipe de Saúde da F amília reconhecendo a importância de ter um fisioter apeuta junt o a eles, percebeu-se que a visão de reabilitação ainda está intimamente ligada ao conceito da profissão, mesmo ha v endo fuga da proposta da atenção básica, sendo de pre v enção e pr omoção da saúde. A partir disto, percebemos que a atuação do fisiot er apeuta como agente pr omotor de saúde ainda é pouco di vulgada, necessitando de uma maior comunicação e exposição de experiências desta forma para toda a população, assim como uma maior conscientização dos próprios fisioter apeutas, ampliando sua visão e focando em tais ações pr ev enti v as. Desta f orma, conclui-se que o tema abordado ainda está em pr ocesso de construção, enfr entando apoio de pr ofissionais e da população, e também encontrando barreir as e obstáculos. Por ém, nada disto é insuper áv el e, com bastante garr a, o fisioter apeuta cada vez mais se consolida como um pr ofissional essencial par a melhoria do bem-estar . Andr ezz a Car los do V ale Melo; K ay F rancis Vieir a 498 estudantes do sex o masculino. Outra dificuldade encontrada diz r espeito aos poucos estudos r efer entes a est es construtos no ensino superior , sobr etudo, na tr ajetória final do curso. P or fim, como este ou outr o assunto estudado não se esgotam, esperamos que as informações apresentadas possam contribuir para nov os estudos em r elação a estas v ariá veis de e xtrema r elev ância e pr esentes no cont e xto acadêmico. REFERÊNCIAS ALMEID A, L. S.; SO ARES, A. P . Os estudantes uni v ersitários: sucesso escolar e desen vol vimento psicossocial. In: MER CURI, E.; POL YDOR O, S. A. 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V erificou-se que o consumo de dr ogas tem maior pr ev alência entr e às idades de 12 a 17 anos, o álcool é a droga mais utilizada e os irmãos são os que mais consomem dr ogas na f amília. Em relação às consequências, os pacientes enf ocaram que per deram tudo, desde amizades ao empr ego, desencadeando desestruturação financeira e familiar , além de doenças que essa dependência acarreta. Conclui-se, diant e 1 Concluiu o curso de Psicologia. Email: t er eza_r [email protected] 2 Orientador a. Mestre e Doutora em Psicologia Social pela Univ ersidade F eder al da Par aíba. Docente do Curso de Psicologia do Centro Univ ersitário de João P essoa – UNIPÊ.E-mail: ka yvieira@y ahoo.com.br T ere za R aquel do C armo M. de Oliveira; K ay Fr ancis Leal Vieira 504 disso, que as dr ogas tr azem consequências desastrosas par a todo o conte xto familiar . P ala vras- cha v e: dr ogas; dependent es; família. INTR ODUÇÃO Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2007), dr oga é t oda e qualquer substância, natur al ou sintética que, intr oduzida no org anismo modifica suas funções. Esse termo r epr esenta também qualquer composto de uso químico, médico, diagnóstico, terapêutico ou pre venti v o, que pode lev ar a dependência. (FERREIRA, 2004). Nesse mesmo dir ecionamento, Costa (2004) r essalta que essa substância modifica a função no organismo dos ser es vi vos, o que implica em mudanças fisiológicas e comportamentais. Do ponto de vista legal e jurídico, exist em as dr ogas li vr es, as quais as pessoas maior es de 18 anos podem adquirir . Entretant o, observa- se que, na pr ática isso não ocorre, sendo bastante comum a v enda e o consumo de bebidas alcoólicas e cigarr os por adolescentes e até crianças. As dr ogas são utilizadas desde a antiguidade e r epresentam um gra v e problema de saúde púbica, uma vez que ocasionam consequências psicossociais para o indivíduo (MAR QUES; CR UZ, 2000). O uso destas vem aumentando consider a velment e, estando cada dia mais pró ximas dos jov ens, sendo facilmente encontr adas. Dessa forma, é consider ado problema de or dem social por sua alta fr equência, pelas consequências para a saúde e, por conseguinte par a t oda a sociedade (R OEHRS; LENARD T ; MAFTUM, 2008). Pr atta e Santos (2006) acrescentam que o abuso e dependência de dr ogas na atualidade relacionam-se a um desafio de abr angência mundial, en v ol vendo inúmeros setores, já que diz r espeito a toda a sociedade, e não apenas ao usuário, car acterizan do-se, portanto, como um pr oblema social e de saúde. Consequências psicossociais do consumo de dr ogas em pacientes em tratamento e em seus familiar es 505 Segundo Sanchez, Oli veir a e Nappo (2004), um important e fat or de risco ao uso de drog as é a baixa condição socioeconômica, consider ada um grande estr essor e fat or de risco par a que jov ens se tornem delinquentes. A própria adolescência seria outro fator de risco, uma vez que, de acordo com a OMS (2007) o consumo é iniciado entr e 10 e 19 anos, sendo que entr e estudantes br asileir os, este início de consumo ocorr eria principalmente entre 10 e 12 anos. Os fator es de risco ao uso de drogas são variados e têm sido amplament e descritos na lit eratur a, podendo-se destacar: o uso dessas pelos pais, a falta de integr ação às ati vidades escolar es, desestrutura familiar , violência doméstica, a pr essão de grupo, etc. Esses fat or es são muito semelhantes àqueles que fazem parte da própria adolescência como os conflitos psicossociais, a necessidade de integr ação social, a busca da autoestima e de independência f amiliar (S ANCHEZ; OLIVEIRA; N APPO , 2005). Estima-se que um indivíduo em cada cinco faz usos de dr ogas, com finalidades dif er entes ressaltando-se que o uso dispar ado ger a alter ações psicoati v as e desarticula as relações do indi víduo, diminuindo a sua qualidade de vida em todas as gr andezas orgânica, familiar e social (BECK; D A VID , 2007). A dependência química atinge mulheres e homens, de todas as classes sociais, idades, grupos r aciais e étnicos, indivíduos com e sem instrução, pr ofissionais especializados ou sem designação. A tinge tamb ém recém-nascidos, que her dam a dependência química de suas mães to xicômanas (CARLINI; et al, 2002) No que se r efer e às consequências da dependência química par a a vida do usuário e de seus familiares, sabe-se que, quando o individuo começa a usar dr ogas, este tem perdas indi viduais e familiar es, mudando o ambiente em que vi ve, ger ando conflitos par a t odos os indi víduos, pois acaba mudando o equilíbrio e o funcionamento desse conjunto de sistema que se chama família. Entr etanto essas consequências não são apenas com a T ere za R aquel do C armo M. de Oliveira; K ay Fr ancis Leal Vieira 506 inser ção desta, mas também quando se tr ata do tr atamento dessa dependência (BRA SIL, 2012). É importante r essaltar que os usuários ficam e xpostos a fat ores de riscos, o que resulta em di versas consequências para si e para a sua família, pois estes têm a partir destas, disfunções em relações aos seus pais, adquire pr oblemas de saúde mental, se ex clui do âmbito f amiliar e passam a acompanhar amigos com o mesmo vício, resultando em condutas não con v encionais, entre outr as car acterísticas (F A CUNDO , 2007). Pr atta e Sant os (2006) corrobor am no que tange outr as car acterísticas que fazem parte das famílias dos dependentes químicos, a saber , o afastament o afeti v o entre eles, pro v ocado pelo vício e a dificuldade de comunicação entr e eles. Esta dependência implica também nas r elações pr ofissionais e pessoais, tr azendo pr ejuízos em todos os âmbit os. P or fim, o uso de dr ogas pode int ervir par a os usuários um déficit nos estudos, os deix ando de lado de vido ao vício e acarr etar um pr ejuízo futuro no âmbito profissional, na r ealização de metas pessoais, nas funções pat ernas, para pr ov er os cuidados com os filhos, entre outros (B ARBOSA, 2012). P or isso é de suma importância se ter o apoio mútuo entr e os membros, pois as duas partes têm perdas em sua vida, e o tratament o para estes é o primeiro passo par a a reconstrução desse longo caminho a ser per corrido, que f oi destruído, dilacer ado pela dr oga. O presente estudo buscou-se verificar as consequ ências psicossociais do consumo de drogas em pacientes e familiares de dependentes químicos em tratamento, identificando em qual idade o consumo inicia-se e quais as dr ogas mais utilizadas. Examinou-se ainda se as pr áticas culturais familiar es influenciam o uso de drog as licitas e ilícitas; analisando como os dependent es químicos e familiares compreendem as mudanças ger adas em suas vidas por consequência das drog as e se esta prática interf eriu no âmbito f amiliar e consequente as perdas. Consequências psicossociais do consumo de dr ogas em pacientes em tratamento e em seus familiar es 513 De acordo com a tabela acima, no que diz r espeito às conseqüências geradas na vida do individuo pelas drog as, 67,5% dos participantes r esponderam que estas f oram desastr osas, que perder am tudo, emprego, família, casamento, bens materiais entr e outr as coisas. T ais per das podem ser ilustradas atra vés dos seguintes discursos: “ eu per di tudo... minha esposa foi embor a, não tenho cont ato com meus filhos... vendi tudo que tinha pra comprar drog as... Cheguei a viver c omo mendigo, dormindo nas ruas. ” . A seguir são apr esnetados os r esultados obtidos atra vés dos familiar es dos dependentes quimicos, cuja amostra f oi composta por 40 participantes como e xplicitado ant eriormente. Os dados sóciodemogr áficos encontr am-se na T abela 8. T ABELA 6: Perfil bio-sócio-demogr áfico das famílias dos dependentes químico – Estudo 2 (N=40) V ARIÁVEL N % Idade 18 à 29 anos 11 27,5 30 à 39 anos 03 7,5 40 à 49 anos 10 25 50 à 59 anos 09 22,5 Acima de 60 anos 07 17,5 Escolaridade Analfabeto 07 17,5 Ensino Fundamental I 09 22,5 Ensino Fundamental II 10 25 Ensino Médio 10 25 Ensino Superior 04 10 T ereza R aquel do C armo M. de Oliveira; K ay Francis Leal Vieir a 514 Religião Católico 25 62,5 Evangélico 09 22,5 Espírita 02 5 Não Têm 04 10 Estado Civil Casado (a) 22 55 Solteiro (a) 14 35 Divorciado (a) 01 2,5 V iúvo (a) 03 7,5 Renda Familiar Nenhuma 03 7,5 Menos de 1 Salário 08 20 1 Salário Mínimo 15 37,5 Até 2 Salários Mínimos 09 22,5 Mais de dois Salários 05 12,5 Grau de Par entesco Irmão (a) 10 25 Mãe 09 22,5 Esposa 07 17,5 Outros 14 35 Os familiar es dos dependentes apr esentar am uma maior pr ev alencia de idade entre 18 à 29 anos, com 27,5% da amostr a em questão. Outr o grupo com maior númer o f oi com as idades de 40 à 49 anos com 25% dos participantes entr evistados. Em r elação a escolaridade, os participantes cursaram até o ensino fundamental II e o Ensino Médio com 25% de pre v alencia para cada v ariáv el. Consequências psicossociais do consumo de dr ogas em pacientes em tratamento e em seus familiar es 515 No que tange a religião, mais da metade da população pesquisada seguiam o catolicismo com 62,5% de participantes. Em relação ao estado civil, 55% er am casados (as)e 37,5¨% ganha v am um salário mínimo. Entr etanto é importante citar que 7,5% r elatam não possuir nenhuma r enda. Em relação qual o gr au de parent esco com o interno, este f oi bastante distribuido, com uma maior incidência para os irmãos, 25% da amostr a, seguido pelas mães com 22,5%, esposas 17,5% e 35% distribuidos entre tios (as), primos (as), sobrinhos (as), filhos (as) e pai. T ABELA 7: O sentimento da família diante da descoberta do uso de dr ogas (N= 40) SENTIMENT O N % Decepção 26 65 Desespero 07 17,5 Nenhum 04 10 Medo 03 7,5 No que concerne o sentimento da família diante de descoberta do uso de drog as, 65% r esponder am no sentido de ficar em decepcionado, não esper ando e nem imaginando que isso poderia acontecer . T al sentimento pode ser ex emplificado atr a vés dos seguintes discursos: “ Dec epção, não imaginav a que ele iria usar drog as... Mal... é muito ruim, est ou me sentindo assim até hoje, por que não queria isso... É um sentimento que não sei nem explicar, lá em baixo, você se sente impotente diante do vicio do outro, acho que dec epção por não e sperar isso de le... Insatisfação, decepç ão e pena, eu estou falando por mim, por que por minha família ele não vale nada, só eu e minha mãe que tem dado apoio... T ereza R aquel do C armo M. de Oliveira; K ay Francis Leal Vieir a 516 Jamais vou dizer que não o amo, por que todo vez que me olho no espelho eu o v ejo (somos g êmeos)” . T ABELA 8: Conseqüências geradas pelo uso de dr ogas (N= 40) CONSEQUENCIAS N % Desestruturação familiar 14 35 Desestabilização financeira 13 32,5 Doenças 10 25 Não houve conseqüências 03 7,5 Quando indagados sobr e as conseqüências que as drogas ger ar am na sua vida e da família env ol vida, 35% dos familiar es r elatar am a desestrutur ação f amiliar , caract erizada pelas brig as, decorr entes das quais muitos membr os deixam de se falar . Já 32,5% r essaltar am a desestabilização financeir a, pois os usuários acaba v am com o que tinha e até da sua família, vendendo ou tr ocando para conseguir adquirir as drog as e manter o seu vicio. Os discursos a seguir ex emplificam essas consequências: “São tantas as c onseqüências... ele brigava c omigo sem motivo, com meus irmãos, com minha mãe... Meu pai não f ala mais c om ele e o c oloc ou de casa pr a fora...Quando est á drog ado c hega em c asa quebrando tudo, eu não tenho mais nada, pois o que tinha quebr ou, vendeu... Hoje nem paz eu tenho” . T ABELA 9: Expectativ as do tr atamento (N= 40) EXPECT A TIV AS N % Recuperação – Lar gar o vicio 37 92,5 Nenhuma 03 7,5 Consequências psicossociais do consumo de dr ogas em pacientes em tratamento e em seus familiar es 517 Quando perguntado quais as e xpectati vas em r elação ao tr atamento do seu f amiliar 92,5% responder am que este consiga r ecuper ar-se dessa v ez, não v oltando ao vicio que acabou com a sua vida. Esta expectati v a pode ser ilustr ada atr a vés dos seguintes discursos: “ Que ele me lhore e não use mais as dr ogas... Que ele mude e saia com v ontade de c ontinuar sem usar a drogas. ” É importante citar também que 7,5% dizem não esperar nada do tratamento, já que este deve ser iniciado pela f or ça de v ontade do dependente, conforme pode-se observar nas seguintes falas: “ Nenhuma, por que ele não quer ajuda, tudo ele coloc a defeito, agor a mesmo e le vai sair daqui... já vi muito isso, infelizmente é a verdade... Daqui a uns quinz e dias ele v olta par a o mundo das drog as, queria est á errado” . DISCUSSÕES Em relação ao início do consumo, v erificou-se que a maioria dos participantes começou a usar dr ogas entr e os 12 e 17 anos. R esultados semelhantes f or am encontr ados por Vieir a et al (2007) que constatou que a idade par a o primeiro uso foi de 12,35 anos, com iniciação do álcool antes dos 14 anos. Os autor es ainda r essaltam que o álcool é a dr oga mais utilizada em t odas as f aix as etárias e que a cada dia, o consumo é feit o mais pr ecocemente, ger almente entr e 12 a 15 anos de idade e isto r esulta num maior risco de desen vol vimento de abuso e dependência de álcool. Em r elação ao uso da maconha por parte dos participant es do pr esente estudo (30%), Soldera (2004) verificou também que essa f oi a dr oga ilícita mais utilizada (4,4% fizer am uso pesado de maconha). Os dados do present e estudo re v elaram também que os irmãos (as) são os que mais utilizam as drogas, com 47,5% e que o álcool te v e maior pre v alência. Em relação a esse resultado, T ereza R aquel do C armo M. de Oliveira; K ay Francis Leal Vieir a 518 Guimar ães (2009) ressalta que os irmãos além dos pais também são uma grande influência para o uso de drogas. É um fator indiscutí vel principalmente quando os pais não passam o papel de cuidadores, as filhas mais velhas assumem essa taref a e serv em de modelo, entretant o esse modelo os lev a a fator es de risco principalmente quando estas são usuárias de dr ogas. A liter atura e as pesquisas enf ocam que a droga de maior incidência é o álcool e esta é utilizada par a di versos fins, como em festas comemorati vas, de socialização e até r eligiosos, entr etanto esta prática que une alegria, r epassa agr essi vidade, desunião, desestrutur ação familiar , entr e outr os fat ores negati v os e esta é a droga mais utilizada em todo o mundo, tornando-se a porta de entrada para as outr as drogas. (BR USAMARELO et al, 2008). No estudo de Sancher e Nappo (2005) v erificou-se que gr ande part e dos entr evistados r elatou env ol vimento sério de um ou mais membros da família com pelo menos uma dr oga. Alguns r elatar am env olviment o de familiar es com mais de três drog as e a dr oga mais utilizada, mais uma v ez, foi o álcool. Dados epidemiológicos de Carlini et al. (2002), compar ando 107 cidades brasileir as e norte-americanas, descrev er am que o álcool é a dr oga mais usada no Brasil (68,7%). A taxa de dependência par a as substâncias mais usadas é de 11,2% par a álcool, 9,0% par a tabaco, 1,1% para benzodiazepinas, 1,0% par a maconha, 0,8% par a sol vent es e 0,4% par a estimulantes. Em relação às consequências do uso de drogas na vida do indivíduo Nappo (1996) afirma que o usuário de drog as foca suas energias e r ecursos no consumo e obtenção das drog as, deix ando de lado e af astando-se de seus compr omissos como tr abalho e atividades escolar es. Diante disso, Antônio Filho et al (2007) r essalta que a pr esença das dr ogas na vida dos indi víduos diariamente, é um tema muito difícil de ser tr atado, pois alguns Consequências psicossociais do consumo de dr ogas em pacientes em tratamento e em seus familiar es 519 se ref er em a esta como algo negati vo e destruti v o, mas por outro lado, muitos indivíduos a constroem de forma positi v a. O estudo em questão mostr a que 12,5% dos participantes não vêm a droga como algo destrutivo, com um discurso que estas não trouxeram e nem trazem conseqüências par a a sua vida. Barbosa (2012) ressalta que as perdas na vida do individuo são desastr osas, pois atinge este em tr ês esfer as: comportamental, biológico e social. Dessa f orma além das doenças ocasionadas pelas dr ogas, o indi viduo começam a lidar com per das significati vas como ex emplo a família, que é de suma importância par a o seu tr atamento, deixa de lado o seu papel de pai, lidam com a perda do emprego, entre outros. Schenk er e Mina y o (2003) r essaltam a questão dos distúr bios pr o v ocados por esse abuso, pois acaba sendo uma ameaça a saúde pública e f amília, lev ando a este individuo a instabilidade financeira, per da de empr egos, afastament o da f amília, abuso físico e psicológico. Além de que a sociedade é atingida no que diz r espeito aos acident es ocasionados pelo uso das dr ogas. Vieir a et al (2010), em seu tr abalho realizado no Caps ad de Campina Gr ande- PB, constatou que todos os entre vistados classificar am as dr ogas como algo negati v o, desorganizador de suas vidas, acarr etando o af astamento de familiar es, da r eligião, de amigos e per da de bens materiais, também abuso físico e psicológico no sentido de que alguns dos usuários chegam a um gr au de depr essão tão f orte que pensam at é em suicídio. Em r elação aos sentimentos da f amília diante da descoberta do consumo de dr ogas de seus familiar es, Matos, Pinto e Jorge (2008) r elatam em um estudo r ealizado em um Centro de Con vi vência para dependentes químicos em F ortaleza-CE, que os sentimentos pr esentes na convi v ência da f amília com a dependência química de seu familiar são: “rai v a ” , “tristeza ” , “pena ” , “impotência ” , “repulsa ” , “re volta ” , “decepção ” e “preocupação ” . [Document text truncated for crawler view.]