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AVALIAÇÃO DE FATORES RELACIONADOS ÀS DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS EM POPULAÇÃO CARENTE

Thiago Alves Silva; Raquel Queiroz e Silva; Jeane Franco Pires Medeiros

Abstract

Introdução e Objetivos: Doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) necessitam de acompanhamento de longa duração e possuem caráter multifatorial, além de apresentarem elevada taxa de morbimortalidade em todo o mundo. Em comunidades carentes, elas são agravadas por fatores como: baixa escolaridade, dificuldade de acesso aos serviços médicos, más condições de trabalho e renda, falta de hábitos alimentares saudáveis e de atividade física regular. Esse estudo analisou um grupo de moradores de uma comunidade do interior de Goiás coletando informações sobre o seu estado de saúde, estilo de vida e prevalência de doenças crônicas. O objetivo é compreender melhor a realidade local e destacar a importância de políticas públicas voltadas para a prevenção e o acompanhamento dessas condições. Material e Métodos: Foram avaliados um total de 18 participantes, dentre os quais, a idade variou entre 40 e 70 anos, período em que aumentam os riscos de desenvolvimento destas enfermidades. Com aplicação de questionário elaborado pelos autores. Resultados: A maioria é do sexo feminino tendo dois homens dentre os entrevistados. A maior parte se identificou como branco ou Pardo e, dentre as profissões, houve predomínio das informais e de baixa remuneração como diarista, auxiliar de produção, trabalhadores de reciclagem, além de donas de casa e aposentados, revelando um perfil de elevada vulnerabilidade socioeconômica. Entre os participantes, 72% declararam possuir algum tipo de doença crônica, dentre elas hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, obesidade e ansiedade. O cálculo do IMC indicou predomínio de sobrepeso e obesidade em 66,67%. Quanto aos indicadores de pressão arterial, sete apresentaram hipertensão e 15 citaram não fazer nenhum tipo de atividade física. Sobre o acompanhamento médico, apesar das dificuldades da Comunidade, como falta de transporte e dificuldade de acesso à unidade de saúde mais próxima, 13 participantes afirmaram realizar o acompanhamento regular de sua condição de saúde. Conclusões: O resultado se relaciona com a literatura que cita uma relação direta entre hábitos de vida e o surgimento de DCNT ao longo dos anos. A promoção de campanhas educativas sobre hábitos de vida saudáveis, a importância do acompanhamento médico, além do desenvolvimento de políticas públicas que integrem apoio psicológico e iniciativas de geração de renda propiciam a melhria da realidade local e possibilitam maoir longevidade com saúde e qualidadde de vida.

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10.5281/zenodo.17671416 AVALIAÇÃO DE FATORES RELACIONADOS ÀS DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS EM POPULAÇÃO CARENTE Thiago Alves Silva1 ; Raquel Queiroz e Silva² ; Jeane Franco Pires Medeiros³ . ¹Graduando em Medicina pela Universidade Federal de Jataí – UFJ, Jataí, Goiás, Brasil ² Graduando em Medicina pela Universidade Federal de Jataí – UFJ, Jataí, Goiás, Brasil ³ Nutricionista. Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. Introdução e Objetivos: Doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) necessitam de acompanhamento de longa duração e possuem caráter multifatorial, além de apresentarem elevada taxa de morbimortalidade em todo o mundo. Em comunidades carentes, elas são agravadas por fatores como: baixa escolaridade, dificuldade de acesso aos serviços médicos, más condições de trabalho e renda, falta de hábitos alimentares saudáveis e de atividade física regular. Esse estudo analisou um grupo de moradores de uma comunidade do interior de Goiás coletando informações sobre o seu estado de saúde, estilo de vida e prevalência de doenças crônicas. O objetivo é compreender melhor a realidade local e destacar a importância de políticas públicas voltadas para a prevenção e o acompanhamento dessas condições. Material e Métodos: Foram avaliados um total de 18 participantes, dentre os quais, a idade variou entre 40 e 70 anos, período em que aumentam os riscos de desenvolvimento destas enfermidades. Com aplicação de questionário elaborado pelos autores. Resultados: A maioria é do sexo feminino tendo dois homens dentre os entrevistados. A maior parte se identificou como branco ou Pardo e, dentre as profissões, houve predomínio das informais e de baixa remuneração como diarista, auxiliar de produção, trabalhadores de reciclagem, além de donas de casa e aposentados, revelando um perfil de elevada vulnerabilidade socioeconômica. Entre os participantes, 72% declararam possuir algum tipo de doença crônica, dentre elas hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, obesidade e ansiedade. O cálculo do IMC indicou predomínio de sobrepeso e obesidade em 66,67%. Quanto aos indicadores de pressão arterial, sete apresentaram hipertensão e 15 citaram não fazer nenhum tipo de atividade física. Sobre o acompanhamento médico, apesar das dificuldades da Comunidade, como falta de transporte e dificuldade de acesso à unidade de saúde mais próxima, 13 participantes afirmaram realizar o acompanhamento regular de sua condição de saúde. Conclusões : O resultado se relaciona com a literatura que cita uma relação direta entre hábitos de vida e o surgimento de DCNT ao longo dos anos. A promoção de campanhas educativas sobre hábitos de vida saudáveis, a importância do acompanhamento médico, além do desenvolvimento de políticas públicas que integrem apoio psicológico e iniciativas de geração de renda propiciam a melhoria da realidade local e possibilitam maior longevidade com saúde e qualidade de vida. Palavras-chave: doenças não transmissíveis; populações vulneráveis; fatores de risco.