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SIAA_. SÉRIE AULAS INAUGURAIS DE ARQUITETURA E URBANISMO

Author: Centro Universitário de João Pessoa
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17674878
Source: https://zenodo.org/records/17674878/files/SIAA_.pdf
ORGANIZADORES
CESAR SHUNDI IWAMIZU
DEBORAH PADULA KISHIMOTO
SEBASTIÃO CEZAR PAREDES DO AMARAL
PRODUÇÃO EDITORIAL
NÚCLEO DE PUBLICAÇÕES INSTITUCIONAIS (NPI)
COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO
FILIPE CARVALHO DE ALMEIDA
DIAGRAMAÇÃO
RAIFF PIMENTEL FÉLIX ALMEIDA
FAGNER DE SOUSA SANTOS
SIAA_. SÉRIE AULAS INAUGURAIS DE ARQUITETURA E URBANISMO
ORGANIZADO POR: CESAR SHUNDI IWAMIZU, DEBORAH PADULA
KISHIMOTO, SEBASTIÃO CEZAR PAREDES DO AMARAL
UNIPÊ: JOÃO PESSOA, 2019 | 108 PÁGINAS
ISBN 978-85-87868-90-9
DOI: 10.5281/zenodo.17674878
APRESENTAÇÃO
Com es a publicação, imos a público compa ilha a
expe iência do Cu so de A qui e u a e U banismo do Cen o
Uni e si á io de João Pessoa – UNIPÊ, com a busca em
es imula o deba e sob e a o mação de p o issionais pa a
a ua no campo mul idisciplina inse ido da a qui e u a e
u banismo.
Concebida em 2017, com o apoio do UNIPÊ e Memb os do
Núcleo Docen e Es u u an e do cu so de A qui e u a e
U banismo NDE – AU, as aulas inaugu ais, ca inhosamen e
de inidas ins i ucionalmen e como Acolhida Discen e,
ein en a am-se den o do cu so e p opõem a in e ação
en e docen es e discen es ao diálogo en e a p á ica e
eo ia ansmi ida po ícones da a qui e u a e u banismo
con empo ânea b asilei a.
Ao alo iza mos as bases sólidas da o mação do
p o issional gene alis a pa a concebe capacidades
écnicas de e lexão e c í ica, pau ada na é ica, sabemos
a con ibuição passada à comunidade acadêmica do
Unipê e seu luga de ala como agen e a i o no me cado
de abalho pa aibano e nacional.
A Sé ie Aulas Inaugu ais de A qui e u a e U banismo a a
do egis o de uma p á ica no cu so onde e en os iniciam
o semes e le i o em pa ce ia com os alunos do cu so de
a qui e u a e u banismo do Unipê.
Sua con igu ação se dá com ap esen ações de a o es
cujos p o agonismos e ele âncias no âmbi o nacional,
den o da A qui e u a e U banismo se azem e e ência
em sala de aula e que, pela sua aje ó ia, se cons i uem
p o issionais exempla es, dessa o ma, con ibuindo com
o ap endizado e a o mação de odos.
O momen o se mos a ímpa , pois além da ap eciação
do conjun o de uma ob a, se pode ou i do p óp io au o
sob e o con ex o en ol ido, o his ó ico das decisões e
as peculia idades de cada p oje o a i ica o que mui as
ezes só o imaginá io ilus a. Busca dep eende a
ealidade da p o issão do a qui e o e u banis a, a dialé ica
na oca de expe iências ge ada pela opo unidade dos
ques ionamen os du an e as ap esen ações, con ibui no
amadu ecimen o de discen es e docen es do cu so.
Espe amos nes e olume aze um pouco do que o am
essas expe iências aos que não pude am pa icipa ,
minimizando a pe da, e deixando como egis o a saudosa
lemb ança aos ag aciados que se ize am p esen es.
Debo ah Padula Kishimo o
Sebas ião Ceza Pa en es do Ama al
COORDENAÇÃO do AU – UNIPÊ
OS ARQUITETOS
SIAA é um cole i o de a qui e os associados
com o mações e expe iências dis in as.
Valo izamos a p á ica p o issional e as
pesquisas acadêmicas como opo unidades
pa a p oje a e e le i sob e ques ões
pe inen es aos emas elacionados a
a qui e u a, cul u a e cidade. A pa icipação
em concu sos é a ada como um exe cício
eco en e de e lexão e deba e cole i os,
pe mi indo in es iga concei os a qui e ônicos
di e sos a pa i do en en amen o p oje ual em
di e en es sí ios, p og amas, escalas, sis emas
cons u i os e o mas de ep esen ação g á ica
do espaço. Em nossa p á ica, p ocu amos
ap imo a a cada p oje o o p ocesso de abalho
ansdisciplina , pe mi indo ap oxima ou as
á eas de conhecimen o ao uni e so es i o da
a qui e u a e do u banismo, seja no âmbi o da
pesquisa, da p á ica ou da expe imen ação.
A ualmen e, colabo am no SIAA como
associados os a qui e os And ei Ba bosa,
B uno Valde a o Sal ado , Cecilia P udencio
To ez, Cesa Shundi Iwamizu, Edua do Pe ei a
Gu ian, Fe nanda B i o e Leona do Nakaoka
Nakandaka i.
Fon e: SIAA

A qui e o pelo Ins i u o de A qui e u a e
U banismo de São Ca los, Uni e sidade
de São Paulo (IAU_USP) em 2011. Foi
in eg an e dos g upos de pesquisa e
p oje o nomads.usp (Núcleo de Es udo
de Habi a es In e a i os), em colabo ação
com Ma celo T amon ano, e A chi ec
(A qui e u a, Tecnologia e Habi ação).
Desen ol e pesquisa de mes ado na á ea
de P oje o de A qui e u a – A qui e u a e
Cidade pelo P og ama de Pós-G aduação
da Faculdade de A qui e u a e U banismo
da Uni e sidade da São Paulo (FAU_USP),
sob e as in e enções dos Pa ques
Biblio ecas no espaço in o mal de
Medellin e os P oje os U banos In eg ais.
Desde 2011 in eg a o SIAA.
A qui e o e u banis a o mado pela
Faculdade de A qui e u a e U banismo
da Uni e sidade de São Paulo em 1999,
Mes e pela FAUUSP com a pesquisa “A
Es ação Rodo iá ia de Jaú e a dimensão
u bana da a qui e u a” em 2008, Dou o
pela FAUUSP com a Tese “Edua do de
Almeida, e lexões sob e es a égias de
p oje o e ensino” em 2015. En e 2000 e
2007, oi sócio- undado do esc i ó io
Es údio 6. Colabo ou nos esc i ó ios
de Ma cos Acayaba, Edua do A gen on
Colonelli, Una a qui e os, And é Vaine
e Guilhe me Paoliello, Edua do de
Almeida e Helena Ayoub Sil a. P o esso
de p oje o de a qui e u a na AEAUSP
| Escola da Cidade (2005 – 2014), FAU
USP (2016 – 2017), SENAC (2015 –
2018) e FAU Mackenzie (desde 2018).
A ualmen e, é coo denado da disciplina
Es údio Ve ical da AEAUSP | Escola da
Cidade.
A qui e o o mado pela Escola de Engenha ia
de São Ca los (EESC-USP), em 2005.
Colabo ou com Ma celo Suzuki, Pi a ininga
A qui e os Associados e João Filguei as
Lima, Lelé. Recebeu menção hon osa pelo
Concu so de Escola em Guiné-Bissau. Desde
2010 pa icipa do SIAA.
A qui e a o mada pela Faculdade de
A qui e u a e U banismo da Fundação
A mando Ál a es Pen eado (FAAP). Em 2008
ealizou pós-g aduação em A qui e u a
e Desenho e Na egação Ma í ima na
PUC Valpa aíso, no Chile. Colabo ou com
Me ópole A qui e os, Ma cos Acayaba e
Esc i ó io Paulis ano.
Fon e: SIAA Fon e: SIAAFon e: SIAA
Fon e: SIAA
ANDREI
BARBOSA
DA SILVA
CESAR
SHUNDI
IWAMIZU
BRUNO
VALDETARO
SALVADOR
CECÍLIA
PRUDENCIO
TORREZ
A qui e o e u banis a o mado pela
Fundação A mando Al a es Pen eado
(FAAP), em 2002. Mes e pela Uni e si a
Poli écnica de Ca alunya em 2007 e
Mes e pela Faculdade de A qui e u a e
U banismo da Uni e sidade de São Paulo
– FAUUSP com a pesquisa “Ma quise do
Ibi apue a: supo e ao uso inde e minado”,
em 2014. Colabo ou nos esc i ó ios de
Edua do A gen on Colonelli, Paulo Mendes
da Rocha, Ma cos Acayaba, Coll-Lecle c
A qui ec os (Ba celona), Me ópole
A qui e os e Ma cio Kogan – S udiomk27.
P o esso de P oje o de A qui e u a na
AEAUSP | Escola da Cidade (desde 2010), na
Faculdade de A es Plás icas da Fundação
A mando Ál a es Pen eado – FAAP (desde
2014) e na FAU Mackenzie (desde 2017).
A qui e a o mada pelo Ins i u o de
A qui e u a e U banismo de São Ca los (IAU-
USP) em 2012. Em 2011 ealizou in e câmbio
acadêmico na École Na ionale Supé ieu e
d’A chi ec u e de Pa is-Belle ille. Em
2013 ealizou pós-g aduação na AEAUSP |
Escola da Cidade em A qui e u a, Geog a ia
e Cidade. Foi colabo ado a e edi o a do
A chdaily B asil em 2012 e 2013. Desen ol e
pesquisa de mes ado na á ea de His ó ia e
Fundamen os da A qui e u a e do U banismo
na linha de Es é ica, His o iog a ia e C í ica
pela Faculdade de A qui e u a e U banismo
da Uni e sidade da São Paulo (FAU_USP),
sob e a noção de in o me de Geo ge Ba aille
e sua elação com a ob a de Go don Ma a-
Cla k.m
A qui e o o mado pela Faculdade de A qui e u a
e U banismo da USP (FAUUSP) em 2005.
T abalhou como a qui e o nos esc i ó ios Apiacás
A qui e os, Usina CTAH, Neuding A qui e os
e Comi e Ges o da FAUUSP. Colabo ou como
designe com Ra ic Fa ah, Simone Ma a e na
agência Epig am. Ficou em segundo luga no
concu so nacional pa a no as ipologias de
habi ação social sus en á el em 2010.
Fon e: SIAA Fon e: SIAA Fon e: SIAA
EDUARDO
PEREIRA
GURIAN
FERNANDA
BRITTO
LEONARDO
NAKAOKA
NAKANDAKARI
S I A A _
CASA CARAMURU
RIBEIRÃO PRETO, SP
9
SESC FRANCA
FRANCA, SP
27
RESIDÊNCIA YAMADA
BARUERI, SP
46
ESTAÇÃO MUSEU
MAIRINQUE, SP
61
PUC CAMPINAS
CAMPINAS, SP
76
CLUBE PINHEIROS
SÃO PAULO, SP
91
CASA CARAMURU
Ribei ão P e o, SP

ARTICULAÇÃO

ARTICULAÇÃO DO PROGRAMA
Com implan ação já de inida e p é-exis en e, a esidência, com en e pa a duas ias
públicas pa alelas dispõe de dois acessos dis in os em sua con igu ação o iginal. Na
p opos a do esc i ó io op pou-se po man e essa con igu ação, o e ecendo-se a
possibilidade de no a se o ização do imó el, a iculando-se seus no os usos a a és
des a e en e de acessos e ci culação. “G ande pa e do p og ama de necessidades
oi esol ido no pa imen o supe io , de acesso di e o pela ua, sem a necessidade de
qualque al e ação na di isão dos cômodos, es ando pa a o po ão a ins alação do ca é
e de sani á ios pa a o público. Nesse ní el, ebaixado em elação à A enida Ca amu u,
p e ende-se c ia uma p aça pa a con í io e con emplação do bem u u amen e
es au ado”. (SIAA, 2013)
A a és da econs i uição da es u u a o iginal do
edi ício, pôde-se es abelece a i ícios e écnicas
mode nas de edação, piso e cobe a. Po meio
da ha monia ob ida na composição pela mescla
de mé odos cons u i os an igos com soluções
mode nas e a ançadas de con o mação de
ma e iais como o me al e a madei a, oi posí el a
p ese ação de g ande pa e das ca ace ís icas
de achada e olume ia o iginais do imó el”. A
p opos a a qui e ônica p e ê um echamen o le e
e pe meá el com ela me álica ou chapa expandida,
ixo nas es u u as de cobe u a e de piso da
a anda, que cons i ui o no o olume ol ado pa a
a p aça, e elando e ao mesmo empo p o egendo
a achada emanescen e”. (SIAA, 2013)
O PASSADO E O CONTEMPORÂNEO
ARTICULAÇÃO
“A pa i do es udo da opog a ia do lo e, o
e eno em acli e oi o ganizado em di e sos
pla ôs, pe mi indo a acomodação dos di e sos
p og amas: Co a 99.00 – Es acionamen o com
141 agas pa a au omó eis, 32 agas pa a mo os
e bicicle á io. Acesso p incipal pela A enida D .
Ismael Alonso y Alonso. Acesso secundá io de
se iços pa a ca ga e desca ga pela Rua Nelson
P esso o e á eas de manob a, docas e depósi o
pa a o audi ó io”. (SIAA E APIACÁS, 2013)

“Co a 104.20 – Acesso p incipal de pedes es do
conjun o edi icado, ab iga pa e impo an e do
núcleo cul u al do edi ício como a endimen o,
i ência, exposições e o icinas (em ní el
in e mediá io e pé-di ei o maio ), bilio eca,
in o má ica e salas educa i as. Con ém ambém
pa e do núcleo espo i o e de se iços, piscinas
cobe as e descobe as, es iá ios, depósi o do
audi ó io e ele ado cênico”. (SIAA E APIACÁS,
2013)

“A Co a 108.40 – Si uam-se o ginásio poliespo i o
cobe o com os espec i os es iá ios, pa e do
audi ó io, cama ins e palco e e sí el, que pode
se an o u ilizado pelo ea o como pelo ginásio.
Ou os espaços comple am o uso des e pla ô, a
clínica odon ológica e as á eas in an is, es a
úl ima di e amen e elacionada a um e aço
que se ex ende ao pa que in an il e ao bosque”.
(SIAA E APIACÁS, 2013)
“Co a 112.60 – Foye do audi ó io de dupla al u a,
com acesso independen e pela Rua Rio G ande
do Sul. Res au an e, salas de a i idades ísicas,
ginás ica, assim como banhei os, es iá ios e
sala de écnicos espo i os. Nesse mesmo ní el,
nas á eas ex e nas es ão localizados a quad a
poliespo i a descobe a e o campo de u ebol
socie y”. (SIAA E APIACÁS, 2013)
DATA DO PROJETO:
2002
CONCLUSÃO DA OBRA:
2004
ARQUITETURA:
Alexand e Mi andez de Almeida
Cesa Shundi Iwamizu
Ma celo Pon es de Ca alho
Rica do Bellio
COLABORADORES:
Edua do C a ig
Má cio Hen ique Gua nie i
Ca olina Fa ias
Thiago Na al
PAISAGISMO:
Soma A qui e os
ESTRUTURA:
Gue ino Dionigi
INSTALAÇÕES:
Sand e ec
FOTOGRAFIAS:
Fe nando S ankuns e SIAA
CONSTRUÇÃO:
Alexand e Mi andez
Cesa Shundi Iwamizu
João de Oli ei a
FORNECEDORES:
P ensil (blocos de conc e o)
Spi ale i (Lajes p é-moldadas)
Wol e Hacke (impe meabilização)
Casa F ancesa (piso g anili e)
Conc e i (piso ele ado de conc e o)
Pau Pau (piso de madei a)
Janos Biezok e Alma co (caixilhos)
Clacci ( id os)
Ca oá ( o o de gesso)

TOPOGRAFIA X IMPLANTAÇÃO
“A p imei a isi a ao e eno e elou o impasse que o p oje o de e ia en en a : a
implan ação de uma casa em uma pequena colina ainda desocupada em con apon o di e o
com a ocupação ine i á el dos lo es izinhos.” (SIAA, 2004). Tal p emissa oi esol ida
a a és da adequação do p oje o às condicionan es do lo e. O conside á el decli e exis en e
no local a uou como pa ama es na p opos a p oje ual pa a a adequação do p og ama de
necessidades da esidência, con o mando uma única olume ia que ese a suas la e ais
exclusi amen e pa a as enes ações e ci culação de a , u ilizando-se das duas p incipais
aces, es as em co as dis in as, pa a os acessos á esidência.
ORGANIZAÇÃO
ESPACIAL
A con igu ação do p og ama
de necessidades da esidência
uni amilia esul ou em sua
se o ização deco en e da
implan ação escalonada da
cons ução, dis inguindo os
se o es iden i icados como
social, se iço e ín imo a a és
de sua disposição no edi ício,
assim os acessos á al e a
con o mação dos luxos e
ci culação ado ados pa a o
p oje o. “A o ganização dos
p og amas em dois olumes
in e nos às pa edes de “di isa”
de e minou uma sepa ação em
um bloco pa a os ambien es
de es a e ou o pa a os
do mi ó ios. O p imei o é
implan ado jun o ao pon o
mais al o do e eno, enquan o
o segundo ica 3,8 me os
abaixo, de asagem pe mi ida
pela decli idade acen uada do
e eno”. (SIAA, 2004)
“Essa p emissa de e minou a cons ução de um olume p a icamen e
ce ado nas la e ais, em con aposição às aces o ien adas pa a a ua
e pa a o lago, com abe u as que conjugam as melho es is as pa a
a paisagem e a insolação adequada. Solução que ambém a ende
à o ganização in e na da esidência e à p i acidade eque ida em
elação às u u as cons uções izinhas”. (SIAA, 2004)

A a iculação da olume ia pau ada em um único bloco agmen ado em di e en es ní eis de piso dá o igem,
consequen emen e, a espaços que se ap esen am du an e as ansições en e os se o es e ambien es
ou como supo e pa a á eas ex e nas e de con í io. C iam-se, en ão, possibilidades de u ilização des es
espaços como opção de laze , po meio de a andas e pequenos pá ios que con ibuem pa a a con emplação
da is a do lago, ci culação da en ilação e con o o ambien al, além do es ei amen o das elações humanas
nas possibilidades de con í io e desen ol imen o de a i idades nes es espaços.
ESPAÇOS
CONSTRUÇÃO
“A casa é cons uída com ês pa edes p incipais de al ena ia a mada de bloco de conc e o apa en e.
Duas delas apóiam as lajes de conc e o p é-moldado capazes de ence um ão de 10,5 me os,
enquan o a e cei a de ine a aixa de ci culação que in e liga os dois blocos e as di e en es co as”.
(SIAA, 2004)
HISTORIOGRAFIA URBANA
O iginá ia da a ual cidade de Mai inque a a és de sua con igu ação pela es ada de e o So ocabana, a linha e o iá ia oi de suma impo ância
pa a o escoamen o da p odução ca eei a e de me al da egião a é o po o nos séculos XIX e XX. A es ação Mai ynk, como edi icação de apoio
a es es aje os e anspo es de ca gas e pessoas ao longo des es séculos se ap esen a como obje o emanescen e da o maçao u bana
e consolidação da cidade e egião, ab igando e con ando a his ó ia de uma sociedade. “A e a os e edi ícios c iados po e pa a p ocessos
indus iais cons i uem, nesse caso, o pa imônio de in e esse. As peças do a ual ace o são es emunho das écnicas cons u i as das
e o ias da i ada do século XX, sendo o p óp io edi ício da es ação undamen al pa a a undação da cidade. Mai inque oi pensada como
uma ila ope á ia com qualidade u bana como an as ou as no B asil, de modo que seu açado, p aças e casas do p imei o lo eamen o, hoje
denominado Vila So ocabana, ambém in eg am o pa imônio indus ial”. (SIAA E HASAA, 2014)

Es ação Fe o iá ia de Mai inque, 1906.
Ace o: Museu Cons. F ancisco de Paula May ink
REVITALIZAÇÃO
Den e as p opos as ap esen adas no concu so
da es ação pelo esc i ó io, se p e ê in e enções
no a ual espaço onde es á implan ada a e o ia,
além de a i idades de es au o no edi ício da
es ação. Cons uído na década de 30, es e é um
xempla da a qui e u a a nou eau, ca ac e ís ica
po sua execução em concei os uncoinalis as,
uso de ma e iais inoado es pa a a época como
o conc e o a mado e es u u as esbel as e
apa en es de e o.
“A p opos a de in e enção, espos a ao Edi al 13/2014 PROAC
p e ende, an es de udo, aze com que es e monumen o
a qui e ônico enha sua isualidade ecupe ada, assim como a mais
e e i a pa icipação no cená io u bano, já que o c escimen o da
cidade de Mai inque, a desa i ação da es ação e a no a o ien ação
das linhas de e o ize am com que a es ação icasse p a icamen e
encobe a po mu os, galpões, assim como o uso e en ual ambém
em p ejudicado sob emanei a a uição de ão impo an e bem”.
(SIAA E HASAA, 2014)
ARTICULAÇÃO
A p opos a do esc i ó io p e ê a equali icação do espaço ambém a a és
da manu ençao da con o mação da es u u a e elemen os cons u i os
p é-exis en es e que ag egam e dadei o alo simbólio his ó ico e
cul u al à cidade e egião, buscando a melho ia des es pa a a de olu i a à
sociedade, man endo o passado em ha monia com o p esen e e in e indo
di e amen e na manei a de se con a es a his ó ia, po meio dos elemen os
que o azem. O p og ama da es ação pe manece em seu es ado o iginal,
dando passagem ago a ao museu que ab iga odas as peças e a e a os
do local.

(RE)OCUPANDO
A an iga es ação e o iá ia, po meio de sua a iculação o e ece uma di e sidade
de espaços em seus in e alos en e os se o es do p og ama, espaços es es
des inados a ci culação e di ecionamen o dos uxos de usuá ios e acesso aos
se iços. Es es espaços que, ao passa dos anos o na am-se ociosos de ido
a desa i ação des es se iços, ganham no o ca á e de uso nes as p opos as,
o nando-se elos de comunicação en e os no os usos p og amados pa a o local,
sendo pa e ambém p imo dial des e, auxiliando na explo ação e ap op iação do
luga pela população e isi an es.

MEMÓRIAS DA CONTEMPORÂNEIDADE
A memó ia local que ecoa a a és da a qui e u a em seus dis in os pe íodos emp egada nas cons uções do cen o his ó ico dos núcleos u banos dialoga
di e amen e com a a ual con o mação des es núcleos e como es es se desen ol em e sob e i em ás no as necessidades humanas e u banas de es a , habi a
e i e nas cidades. O e e en e edi ício da uni e sidade é um exempla desse diálogo, es abelecendo-se na paisagem u bana como peça impo an e des a
c onologia u bana. A p opos a p e ê, além de no os edi ícios que possam se acen ua na malha a ual local, a a és de me odos cons u i os, ma e ialidade,
con ex os e concei os mode nos es ejam comunicados com essa his ó ia, assim como os espaços exis en es e no os espaços c iados em consonância com a
i alidade his ó ica, in eg ando o con empo âneo ao an igo. “Esse olume edesenha a p aça além de aze um elemen o con empo âneo pa a o diálogo com
os bens ombados, quais sejam: o Sola do Ba ão e o pa ilhão anexo cons uído na década de 1950”. (SIAA E ESCRITÓRIO PAULISTANO, 2017)
PROGRAMA HORIZONTAL
A implan ação dos no os edi ícios a iculados acionadmen e
segundo seus p og amas e ipologias de uso se con igu am de
duas manei as, sendo uma delas a ho izon al. Ap o ei ando-
se da ex ensão do espaço, c iam-se cons uções de
p edominância olumé ica ho izon almen e ma can es. Es es
se ão eponsá el po compo a se iços como labo a ó io
e p incipalmen e o comé cio. Sua a iculação p e ê ainda o
posicionamen o des as cons uções elacionadas di e amen e
ás ias de acesso ao local, con igu ando espaços de con í io no
piso do espaço público in eg ados á es es edi ícios.
ACESSOS E CIRCULAÇÃO
HORIZONTAIS
As ca ac e ís icas do lo e, assim como sua localização
e implan ação con ibuí am ambém pa a a a iculação
dos acesos á es e e, consequen emen e aos se iços e
edi ícios que compõem a p opos a p oje ual. Po meio do
escalonamen o dos pisos pa a a acomodaçao de odos os
p og amas e comunicação aos espaços públicos, c iou-
se, no subsolo des e g ande espaço a possibilidade de
es acionamen o pa a os usuá ios desas cons uções. A
consolidação des es es acionamen os compo ados abaixo
do ní el das ias públicas ainda con ibui pa a a o imização
do espaço eque ido e p eenchido nes as po eiculos
es acionados e que mui as ezes, di icul am e a é mesmo
obs uem o ânsi o local.

PROGRAMA VERTICAL
Assim como a ho izon alidade ob ida nas cons uções,
acessos e ci culações espaciais, se dão os demais edi ícios
que se des acam po sua olume ia ipicamen e e ical. Pa a
es es es ão des inados os p og amas co po a i os, con ando
com esc i ó ios, consul ó ios e um ho el. Esse jogo de
gaba i os implan ados no espaço, o qual ci cundam con ibui
pa a a p ese ação de pa e da is a hoje p opo cionada pela
si uação local da paisagem u bana do cen o his ó ico, além
de possibili a es udos e p opos as que possam con ibui
a o á elmen e no con ole de empe a u as, mic oclima e
con o o ambien al e bioclimá ico des es espaços ex e nos e
in e nos.
ARTICULAÇÃO EM EIXOS
O espaço de in e enção segundo p oje o ap esen ado a ní el de concu so possui
a pa icula idade de es a si uado em meio a di e sas aces que se conec am
di e amen e ao meio u bano no qual es e se a icula o e ecendo, assim, ce o
dinamismo na disposição do p og ama e p opos as de in e enção no local. Assim,
se desen ol e o p oje o do esc i ó io, omando como e e ência es es eixos já
exis en es como indicado es de sen idos, di eções e delimi ado es imaginá ios de
se o es, a uando como di ecionamen os pa a a disposição espacial do p og ama e
olume ias á se em implan adas no local, assim como as in e enções u banís icas,
paisagís icas, a iculação de no os espaços abe os de uso cole i o e ge enciamen o
dos já esxis en es.
“Julgamos, no en an o, que alguns aspec os de em
se man idos e alo izados, como po exemplo
a elação com a ege ação ao edo , a memó ia
daquele que se ia o p imei o edi ício cons uído no
clube, os caminhos que os ci cundam, a ‘jaquei a’,
a a mos e a da ca e e ia, o con a o es ei o com
as quad as de ênis, o con í io en e os usuá ios
das saunas e dos se iços elacionados ao bem
es a e saúde“. (SIAA, 2017)

ARTICULAÇÃO VOLUMÉTRICA
A iculando-se as olume ias exis en es ás no as p eposições de
usos, se iços e pe cu sos c iados pa a a comunicação e in eg açao
des es edi ícios en e si e com o espaço, se ob ém a uni o midade
olumé ica p e endida, assim como a possibilidade de expansão
des es p og amas a a és des as no as cons uções em sen ido
e ical. man endo a con o midade olumé ia ho izon almen e
p edominan e. “A c iação des e segundo pa imen o e a p oximidade
das co as de ní el en e os dois edi ícios indicam a opo unidade
de ajus e e in eg ação dos elemen os de ci culação à ege ação
exis en e, ondosa e abundan e. As ci culações dos pa imen os
supe io es des es dois edi ícios o am posicionadas pe i e icamen e e
conec am-se po meio de uma passa ela cobe a, ampliando a elação
dos p og amas com a paisagem do clube”. (SIAA, 2017)
COROAMENTO
Além das p opos as de a iculação espacial de plan as, p og amas
e olume ia, o p oje o se des aca ambém po suas possibilidades,
a a és des as con igu ações, de a amen o de con o o ambien al
ad indo da u ilização da en ilação na u al e ci culação de a pelo
in e io do edi ício e espaços comuns, jun amen e as soluções de
edação ado adas pa a ‘co oa ’ o edi ício. “O que an es se con igu a a
como duas cons uções sepa adas se o na um único conjun o, en ol o
po uma pele de somb eamen o que e o ça a ideia de unidade e dá
ca á e ao CBES*”. (SIAA, 2017)
CLUBE PINHEIROS
CENTRO CULTURAL RECREATIVO - CCR
São Paulo, SP

“A ideia de manu enção das ca ac e ís icas p incipais
do ambien e cons uído, seja pela p esença in ensa da
ege ação e dos caminhos en e os edi ícios e a i idades
que dão ida ao clube, ou mesmo pela memó ia dos usuá ios
em elação aos edi ícios p eexis en es se iu de pa âme o
e es abeleceu o concei o p incipal que pe meou ambas
in e enções”. (SIAA, 2017)
NOVOS SERVIÇOS
“Pa a a ampliação dos usos e a e i alização dos p og amas exis en es no Cen o
de Rec eação e Cul u a, o am obse adas as ca ac e ís icas cons u i as do
edi ício, seus eixos es u u ais e a o ganização dos luxos, an o ho izon ais
quan o e icais” (SIAA, 2017). Es as ca ac e ís icas p omo em a discussão e
p opos a de no os ambien es e se iços ao edi ício e espaço. Nes a no a ase,
se p opõe ampliação na o e a des es se iços como a implan ação de no os
ambien es des inados á alimen ação como ca és e lanchone es, ambien es
educa i os como salas de aula e biblio eca, espaços de laze como audi ó io,
no as disposições de p og amas de quad as poliespo i as e piscinas e a ins,
ampliando conside a elmen e os se iços p es ados aos memb os do clube e
população.