João Pessoa - PB
2018
ORGANIZADORES
An ônio da Sil a Sob inho Júnio
E elyne Emanuelle Pe ei a Lima
Filipe Ca alho de Almeida
P oje o G á ico
Núcleo de Publicações Ins i ucionais (NPI)
Rai Pimen el Félix Almeida
Conselho Edi o ial
Ana Ma ia Nascimen o Hen iques e Sil a
An ônio da Sil a Sob inho Júnio
E elyne Emanuelle Pe ei a Lima
Filipe Ca alho de Almeida
Luis Manoel Gonçal es Mi anda
Valkis an Li a de B i o
Vi o Emanuel G ani o Pon es
Vi iane B i o dos San os
Wilson Ca axo Soa es
Re isão Final
An ônio da Sil a Sob inho Júnio
Filipe Ca alho de Almeida
E57
Engenha ia Ci il – Temas, Técnicas e Aplicações / O ganizado
po An ônio da Sil a Sob inho Júnio , E elyne Emanuelle Pe ei a
Lima, Filipe Ca alho de Almeida. Unipê: João Pessoa, 2018.
447p. III
ISBN 978-85-87868-54-1
1. P odução Acadêmica. 2. Engenha ia Ci il. 3. Temas,
Técnicas e Aplicações. I. Tí ulo.
UNIPÊ/BC CDU 624
Não despe dice papel, imp ima somen e
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APRESENTAÇÃO
O li o “Engenha ia Ci il – Temas, Técnicas e Aplicações- Volume
III”, ap esen a 27 p oduções cien í icas, ab angendo uma gama
de assun os elacionados à Engenha ia, nas á eas de Es u u as e
Ma e iais, Cons ução Ci il, Recu sos Híd icos e Geo ecnia. É um
li o elabo ado pelos p o esso es e alunos do cu so, e com alguns
pesquisado es ex e nos. O li o é acadêmico, mas ambém az
a igos ol ados pa a a p á ica p o issional. A coleção em po in ui o
ap oxima ainda mais os alunos da ciência, es imulando o es udo, a
p odução e a di ulgação de abalhos em o ma o de capí ulo sob e
emas ele an es das á eas lecionadas no cu so.
SUMÁRIO
APLICAÇÃO DO MODELO DE VISCO-DANO VIA
MEF A PROBLEMAS DE ATIVAÇÃO DE FALHA SELANTE
EM RESERVATÓRIO DE PETRÓLEO ............................................... 10
Julliana de Pai a Valada es Fe nandes, Igo Fe nandes Gomes
A OCUPAÇÃO DE TALUDES
INSTÁVEIS NAS CIDADES BRASILEIRAS ........................................ 28
Jailson Sil a Al es, Rosane Kelen Rod igues Del ino, Wanessa Ca axo Soa es
ABRIGO EFÊMERO DE CARÁTER EMERGENCIAL ........................... 47
Ana Gomes Neg ão, An ônio da Sil a Sob inho Júnio , Bá ba a Ribei o Gonçal es Sil a, Lizia
Ag a Villa im
ANÁLISE DE PLANOS MUNICIPAIS DE SANEAMENTO
BÁSICO NA REGIÃO METROPOLITANA DE JOÃO PESSOA-PB:
A INTERMITÊNCIA DE ÁGUA ....................................................... 59
Vic o Nunes Vila , Lí ia Ma ia de Medei os Ma ins, Luci ânia Rangel de A aújo Medei os
A QUALIDADE DAS ESTRADAS DO ESTADO DA PARAÍBA ........... 74
A iama da Cos a Viei a Mei a, A ianne Ma ques Ribei o Viana, Bea iz Mon ei o Cos a, Da id
Sebas ian Sil a dos San os, Le ícia de Medei os Se pa, An ônio da Sil a Sob inho Júnio
AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DOS FATORES
METEOROLÓGICOS SOBRE A CONCENTRAÇÃO
DE OZONIO NA CIDADE DE SALVADOR ...................................... 89
Luciana Al es da Nób ega, Rica do José Fe ei a, João Agnaldo do Nascimen o
POLUIÇÃO DO AR E TRANSTORNOS
RESPIRATÓRIOS EM CRIANÇAS ................................................. 102
Luciana Al es da Nób ega, Ma cos Pe ei a de A aújo, A hu de Sousa Mo ei a Lima, Césa
Ca alcan i da Sil a, João Agnaldo do Nascimen o
ESTUDO SOBRE O EMPREGO DE GEOMANTA COMO
ALTERNATIVA PARA ESTABILIZAÇÃO DE ENCOSTA NA
COMUNIDADE SANTA CLARA, JOÃO PESSOA/PB ..................... 119
Tales Lou enço da Sil a, E inaldo F ancisco do Nascimen o Filho, Julliana de Pai a Valada es
Fe nandes
BENEFÍCIOS AMBIENTAIS E SOCIOECONÔMICOS DA
INSTALAÇÃO DE ATERRO SANITÁRIO EM ITAPORANGA-PB ........ 136
Bona d Rod igues de Mou a Lei e Filho, Luciana Al es de Nob ega, Ma ia Ad iana de F ei as
Máge o Ribei o
DESEMPENHO DO SERVIÇO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
E ESGOTAMENTO SANITÁRIO EM CIDADES PARAIBANAS .......... 150
I one de And ade Li a, Liza Cibele Cla o Pe ei a, Ma ia Ad iana de F ei as Máge o Ribei o
ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA PARA IMPLANTAÇÃO DE
MECANISMOS POUPADORES NO CAMPUS DO UNIPÊ LOCALIZADO
EM JOÃO PESSOA-PB ............................................................... 170
Raquel Sou o de Oli ei a, Lí ia Ma ia de Medei os Ma ins, Luci ânia Rangel de A aújo
Medei os
GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS
SÓLIDOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL ............................................ 185
Thaissa Ing id Vaz de Ca alho Pai a, Thiago da Sil a Almeida, Alan de Oli ei a Fei osa,
E elyne Emanuelle Pe ei a Lima
PEGADA HÍDRICA DAS CLASSES CONSUMIDORAS QUE COMPÕE
O CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JOÃO PESSOA (UNIPÊ) .............. 203
Ramon Sil a Menezes, Julyana Kelly Ta a es de A aújo, Luci ânia Rangel de A aújo Medei os
ANÁLISE DE NÃO CONFORMIDADES E PENALIDADES
EM OBRAS CIVIS NA CIDADE DE JOAO PESSOA-PB ................... 214
Ka ina C is ina Gomes de F ei as, An ônio da Sil a Sob inho Júnio
DIAGNÓSTICO DA ORIGEM DAS FALHAS CONSTRUTIVAS NA
ÁREA COMUM DE UM EMPREENDIMENTO HABITACIONAL DE
INTERESSE SOCIAL NA CIDADE DE JOÃO PESSOA ..................... 235
Ca los Lima de San ana, Vic o Al es Fe nandes
PROBLEMAS IDENTIFICADOS NA ETAPA DE USO EM APARTAMENTOS
DESTINADOS A USUÁRIOS DE BAIXA RENDA ........................... 250
Ca los Lima de San ana, Vic o Al es Fe nandes
PARQUE EÓLICO E SUA APLICAÇÃO
EM UMA CIDADE SUSTENTÁVEL ................................................. 269
Ayane Gab yelle Dias Clemen ino, Emanuel Dan as Gomes Pe ei a, Ad iana de Souza
Nascimen o
ANÁLISE DOS IMPACTOS FINANCEIROS PARA ADEQUAÇÃO À NBR
15.575/2013 EM UM EDIFÍCIO DE MÚLTIPLOS PAVIMENTOS...... 286
Jéssica Cunha Gomes do Nascimen o, Clo is dos San os Lima Ne o, An ônio da Sil a Sob inho
Júnio
A IMPORTÂNCIA DOS ESTUDOS
GEOTÉCNICOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL: ENSAIO SPT ............... 300
Julye ica Ta a es de A aujo, Je e son B uno Gomes de Lima, José Cley on Soa es de Almeida,
O á io Soa es da Sil a Ne o
ANÁLISE DA SITUAÇÃO NO ABASTECIMENTO DE ÁGUA
NA ÉPOCA DE CRISE HÍDRICA EM CAMPINA GRANDE - PB ........ 318
Liza Cibele Cla o Pe ei a, Ma ia Ad iana de F ei as Máge o Ribei o
MINERAÇÃO: IMPORTÂNCIA SOCIAL, AMBIENTAL, ECONÔMICA
E A PRESENÇA DO ENGENHEIRO CIVIL NO SETOR .................... 337
Daniel de Oli ei a Al es, Ca yelle Ma ia de A uda Fe ei a
VIABILIDADE DO USO DE GERADORES EÓLICOS PARA IRRIGAÇÃO
EM PEQUENAS PROPRIEDADES: ESTUDO DE CASO NA REGIÃO DO
CONDE-PB ............................................................................... 350
Waldembe g Lisboa da Cunha, An ônio da Sil a Sob inho Júnio , E elyne Emanuelle Pe ei a Lima
MODELAGEM DA INFLUÊNCIA DE POLUENTES
ATMOSFÉRICOS E FATORES METEOROLÓGICOS
EM AFECÇÕES RESPIRATÓRIAS EM IDOSOS ............................... 363
Luciana Al es da Nób ega, Kleysa Rod igues da Sil a, Alex B uno Aciole de Oli ei a, Césa
Ca alcan i da Sil a, João Agnaldo do Nascimen o
UM DIAGNÓSTICO SOBRE A INSERÇÃO DA
SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL NA CONSTRUÇÃO
DE EDIFÍCIOS NA CIDADE DE JOÃO PESSOA-PB ........................ 381
Ra ael San os C uz, Ubaldo Rogé io Al es dos San os Mon ei o, Cayo Iaslley Nunes de Lima,
Hen ique Elias Pessoa Gu ie es
MODELAGEM COMPUTACIONAL DO
EFEITO TÉRMICO EM PÓRTICOS PLANOS ................................... 398
Camila Ma ia Li a de Sousa, Tulio Rauny Candido Felipe, Ma io Cesa Soa es Xa ie , An ônio
da Sil a Sob inho Junio
QUEDA DO VIADUTO DO EIXÃO SUL EM BRASILÍA-DF:
UMA ANÁLISE PRELIMINAR ....................................................... 416
Je e son Pe ei a dos San os, B uno Edua do de F ei as Fu ado, An onio Dehon B asilei o Filho,
Nosman Paulo Ba ei o Filho, An ônio da Sil a Sob inho Júnio
ANÁLISE DE EFEITOS DE SEGUNDA ORDEM EM NÚCLEO
ESTRUTURAL DE SEÇÃO ABERTA SEM E COM
CONTRAVENTAMENTO ............................................................. 432
Ma ia Angela Pe ei a Xa ie , Weslley Impe iano Gomes de Melo
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
16
A inculação en e as a iá eis
q
e
pode se es abelecida com
base em uma lei ca ac e is icamen e linea ou exponencial, dependendo do
compo amen o mecânico do ma e ial e de como a iam suas p op iedades
mecânicas. A lei linea que de ine a a iá el
q
em e mos da a iá el
é
ep esen ada como:
(16)
Sendo a ensão uniaxial de início de dano e um pa âme o de
endu ecimen o/amolecimen o (ha dening/so ening), cuja de inição é dada
po :
(17)
Po ou o lado, a elação exponencial en e as a iá eis in e nas
q
e
é ca ac e izada po :
(18)
A a iá el ep esen a o alo do pa âme o
q
quando
, e es á di e amen e associado à “ esis ência esidual” ap esen ada pelo
ma e ial após so e o p ocesso de dani icação local (condição de dano
c í ico). O pa âme o , po sua ez, con ola a elocidade com que
a a iá el alcança .
No espaço das ensões, a supe ície de dano pode se expandi ou
con ai , de aco do com os pa âme os cons i u i os do ma e ial p esen es
na lei de e olução da a iá el
q
. Em con apa ida, no espaço das
de o mações, em deco ência de , em-se que a supe ície de dano
nunca pode con ai .
MODELO DE VISCO-DANO: PERZYNA
Pa a a egula ização iscosa do modelo de dano é necessá io a
adição do e mo iscoso (en a a componen e empo), o que pode melho a
a obus ez da con e gência, p incipalmen e quando o modelo não iscoso
ap esen a p oblemas. U ilizou-se a egula ização iscosa a a és do mé odo
de Pe zyna pa a implemen ação do pa âme o iscoso η sendo di e en e de
ze o. En ão:
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
17
(19)
Onde λ é o mul iplicado de dano equi alen e,η a iscosidade, g
é a unção de dano no espaço das de o mações e é uma unção
mono ônica. Quando o p oblema cump e as condições de Kuhn-Tucke
e ecai em um caso de dano sem iscosidade
. Em casos de dano sem iscosidade não é pe mi ida a saída do pon o
da en ol ó ia, enquan o que pa a o caso de isco-dano, é pe mi ido ao
pon o sai da supe ície de in luência, podendo oco e . O alo
co esponde a dis ância que o pon o pode es a o a da supe ície. Na elação
cons i u i a do dano a ensão, ago a, ambém depende explici amen e do
empo, ou seja, não são mais só unções de ε, po ém o enso cons i u i o
angen e do modelo isco-dano se á o mesmo independen e de se a a de
ca ga ou desca ga.
(20)
A lei de acoplamen o en e o es ado de deg adação mecânica e
o p oblema de luxo ica ca ac e izada po :
(21)
Onde
1≥
β
é o pa âme o que ca ac e iza o e ei o da in ensidade
do dano nas ca ac e ís icas hid áulicas do meio e é de inido po uma elação
exponencial com as a iá eis do dano, a a és de um mul iplicado c.
Maio es de alhes dos modelos de dano e iscodano podem se encon ados
no abalho de Fe nandes (2008).
(22)
EXEMPLO NUMÉRICO: DESCRIÇÃO DOS CASOS DE VALIDAÇÃO DO
MODELO DE VISCO-DANO
Ago a se ão mos ados os esul ados ob idos pelo modelo
implemen ado no código numé ico CODE_BRIGHT, a a és da simulação
numé ica de ensaios de ensão con olada e c eep e sua compa ação com
as espos as ob idas a a és do simulado COMET (COupled MEchanics and
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
18
The mal Analysis) c iado pelo CIMNE. Com o obje i o de alidação da sub-
o ina de isco-dano implemen ada no CODE_BRIGHT o am analisados ês
p oblemas (casos), cujos esul ados o am compa ados com os ob idos pela
e amen a numé ica COMET. Es e úl imo código em como comp o ada sua
e iciência em p oblemas mecânicos, é micos e nos acoplamen os e mo-
mecânicos nas análises em uma, duas ou ês dimensões (Ce e a e al.,
1999).
Pa a alidação de modelos, os deslocamen os são semp e
aplicados na di eção x e as malhas u ilizadas o am ge adas no p og ama
GID u ilizando elemen os quad ilá e os de qua o nós, sendo cada caso
compos o de uma malha de elemen os ini os com 25 elemen os e 36
nós. As condições de con o no e as solici ações mecânicas, ou seja, os
ca egamen os/deslocamen os são mos ados a a és da igu a abaixo:
Figu a 1: (a) Demons ação das condições de con o no e geome ia
ado adas (p oblema com axissime ia); (b) malha de elemen os ini os.
Fon e: Au o , 2018
As p op iedades e pa âme os ado ados em cada caso es ão
de alhados na o ma de abela ( e abela I). O p imei o e o segundo
caso a am-se de ensaios de elaxação de ensões (a ensão diminui
após conside ado os deslocamen os ixos), já o e cei o é um ensaio de
de o mação po c eep (de o mações oco em ao longo do empo mesmo
depois de se em ixadas as ensões). Pa a o caso 1 oi ado ada uma lei
exponencial pa a elaciona as a iá eis de dano q e , já os casos 2 e 3
ado ou-se uma lei linea .
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
19
Tabela 1: P op iedades dos ma e iais e pa âme os do modelo.
Pa âme os
Ma e iais
O e bu den/
Unde bu den Rese a ó io Falha
Módulo de Elas icidade (MPa) 8,3x104 8,3x103 8,3x106
Cons an e c 0 0 2,0x101
Cons an e b 0 0 5,0x101
Pe meabilidade Inicial (m²) 1,0x10-21 1,0x10-14 1,0x10-23
Tensão iniciação do dano σy (MPa) 1,0x103 1,0x103 4,0
Onde E ep esen a o módulo de elas icidade, σy a ensão uniaxial
de início de dano. Em elação à deg adação mecânica, o p imei o caso
ap esen a compo amen o do ma e ial com amolecimen o (so ening), o
segundo de dano pe ei o () e o e cei o caso de endu ecimen o (ha de ning).
Nes as análises ei as oi conside ado apenas o compo amen o mecânico
do ma e ial.
RESULTADOS
No ensaio de elaxação de ensões, como obse a-se na Figu a
(2), oco e que enquan o é pe mi ida de o mação do co po de p o a, a
unção de dano no espaço das de o mações p incipais (g) encon a-se no
domínio elás ico (g<0), po ém no momen o em que o co po de p o a é
ixado oco e a elaxação das ensões, p o ocando assim a saída do pon o
da en ol ó ia das ensões (g>0). Com isso, pela equação ( =<g>⁄η) obse a-
se a e olução da axa de dano e consequen emen e da a iá el de dano.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
20
Figu a 2: Rep esen ação g á ica da e olução da supe ície de dano oco ida no ensaio de elaxação de
ensões.
Fon e: Au o , 2018
Os esul ados do caso 1 são mos ados pelas igu as (3a) e (3c),
onde e i ica-se a e olução de e . A elaxação das ensões es á ep esen ada
pela igu a (3b) e po im a adoção da lei exponencial que elaciona as
a iá eis in e nas e .
Figu a 3: Resul ados do ensaio de elaxação, caso 1, (Lei exponencial de dano com amolecimen o)
ob ido pelos códigos numé icos CODE_BRIGHT e COMET.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
21
Da mesma o ma e i ica-se o compo amen o do ma e ial quando
subme ido ao ensaio de elaxação de ensões, só que nes e caso, a lei que
elaciona as a iá eis de dano é a exponencial (caso 2). O dano oco e
quase que ins an aneamen e no momen o em que se aplica as ensões e
após ixadas há a e olução do mesmo. (Figu as 4a e 4c). Nes e caso oco e
o dano pe ei o (Figu a 4d).
Figu a 4: Resul ados do ensaio de elaxação, caso 2, (Lei linea de dano com amolecimen o) ob ido pelos
códigos numé icos CODE_BRIGHT e COMET.
0
0,002
0,004
0,006
0,008
0,01
0,012
020 40 60 80 100
a iá el in e na
Tempo (s)
Come
code_b igh
0
2
4
6
8
10
12
14
16
0,0E+00 2,0E+01 4,0E+01 6,0E+01 8,0E+01 1,0E+02
Tensão (MPa)
Tempo (s)
Come
code_b igh
0,0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
0,7
0,8
0,9
1,0
020 40 60 80 100
Va iá el de dano (d)
Tempo (s)
Come
Code_b igh
4,80E-03
5,00E-03
5,20E-03
5,40E-03
5,60E-03
5,80E-03
6,00E-03
6,20E-03
6,40E-03
5,00E-03 7,00E-03 9,00E-03 1,10E-02
a iá el in e na q
a iá el in e na
Come
code_b igh
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
22
Figu a 5: Rep esen ação da cu a ensão-de o mação (casos 1, 2) ob ido pelo código numé ico CODE_
BRIGHT. (a) ensaio de elaxação, caso 1, (Lei exponencial de dano com amolecimen o), (b) ensaio de
elaxação, caso 2, (Lei linea de dano com amolecim
As igu as (5a) e (5b) exp essam o compo amen o do ma e ial ado ado nes es ensaios em elação à
adoção da lei que elaciona as a iá eis de dano. Há uma maio elaxação de ensões quando se ado a a
lei exponencial.
Figu a 6: Resul ados do ensaio de luência (Lei exponencial de dano com amolecimen o) ob ido pelos
códigos numé icos CODE_BRIGHT e COMET.
No ensaio de luência pode-se e i ica pela Figu a 7, que no espaço
das ensões p incipais a unção sai do domínio elás ico, causando assim
uma e olução da supe ície de dano e consequen emen e, uma e olução de
e d, como pode se de e minado a a és da equação (11), já que após
ixadas as ensões, g ≠ 0 e es a é dependen e de , en ão e e oluem.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
23
Figu a 7: Rep esen ação g á ica da e olução da supe ície de dano oco ida no ensaio de luência.
elás ico
> 0
)0(
=
x
ixo
σ
< 0
σ
1
σ
2
σ
3
= 0
Fon e: Au o , 2018.
Como esul ado des e úl imo caso obse a-se que a cu a de
de o mação x empo (Figu a 8 b), se mos a coe en e, pois como se a a de
um ensaio de luência, depois que as ensões são ixadas as de o mações
con inuam aumen ando. Ou a manei a de se cons a a es e esul ado é
a a és da Figu a 9.
Figu a 8: Resul ados do ensaio de luência (Lei exponencial de dano com amolecimen o) ob ido pelos
códigos numé icos CODE_BRIGHT e COMET.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
24
Figu a 9: Rep esen ação da cu a ensão-de o mação (caso 3) ob ido pelo código numé ico CODE_
BRIGHT, do ensaio de c eep (Lei exponencial de dano com amolecimen o).
De posse dos esul ados ob idos na simulação numé ica ia MEF,
e comen ados an e io men e, é de ácil pe cepção que quando es es são
compa ados com os esul ados ob idos a a és do p og ama compu acional
COMET, há boa conco dância en e os p og amas, podendo assim
conside a o algo i mo implemen ado no p og ama CODE_BRIGHT bem
e icien e, logo mos ou-se álido e assim possibili ado de se usados em
ou os ipos de p oblemas.
CONCLUSÕES
O dano age di e amen e na deg adação da igidez da ma iz
ochosa, ou seja, o p ocesso de dano a e a na dis ibuição da po o-p essão
e es a in luencia na esis ência do dano. Po es a azão é necessá ia a
conside ação do acoplamen o hid o-mecânico, pois os enômenos oco en es
são dependen es des e acoplamen o e só assim possam esponde de o ma
sa is a ó ia quan o ao compo amen o do meio ochoso sa u ado.
Pa a a alidação do modelo, o am ei as simulações numé icas
do ensaio de C eep e elaxação de ensões. U ilizou-se os esul ados
ob idos pelo código numé ico COMET pa a se em compa ados com os
nossos esul ados do código CODE_BRIGHT. Em elação à i e e sibilidade
do p ocesso de dani icação, , es a condição oi cump ida pa a os casos
simulados.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
25
Quan o aos esul ados, ob i emos epos as bem coe en es e de
g ande e icácia em elação às espos as mecânicas espe adas, ou seja,
ep oduzindo o compo amen o cons i u i o elás ico dos geoma e iais com
a e olução do dano.
Po meio de cu as da análise de sensibilidade oi possí el
pe cebe a maio ou meno ação des es pa âme os no modelo, pois
cada uma assume di e en es compo amen os à medida que se a ia cada
pa âme o.
REFERÊNCIAS
ALVARADO, E. S.; OLIVER, X.; HUESPE, A. Con ibu ions o he con inuum
modelling o s ong discon inui ies in wo-dimensional solids. Ma ch, 2003.
172 p. Monog aph CIMNE, nº 72. UPC, Ba celona, 2003.
ANDRADE PIRES, F. M. Issues on he ini e elemen o modelling o deg ada ion
and p edic ion o ailu e in ini ely s aining duc ile ma e ials. Swansea,
School o Enginee ing, Uni e si y o Wales. PhD, 2005.
ARAÚJO, E. M. P. In luência da Va iação da Pe meabilidade na Es abilidade
de Poços de Pe óleo. 106p. Disse ação (Mes ado em Ciências em Eng.
Ci il). PUC, Rio de Janei o, ma ço de 2002.
BAI, Y. E ec o Loading His o y on Necking and Fac u e. PhD Thesis,
Massachuse s Ins i u e o Technology, 2008.
BEAR, J. Dynamics o luids in po ous media. New Yo k: Do e Publica ions,
INC., 784p, 1998.
BEAR, J.; Bachina , Y. In oduc ion o Modeling o T anspo Phenomena
in Po ous Media, Kluwe Academic Publishe s, Do d ech /Bos on/London,
1990.
BIELSKI, J.; SKRZYPEK, J. J.; KUNA-CISKAL, H. Implemen a ion o a model
o coupled elas ic-plas ic unila e al damage ma e ial o ini e elemen code.
In e na ional Jou nal o Damage Mechanics, . 15, pp. 5-39, 2006.
Figu a 9: Rep esen ação da cu a ensão-de o mação (caso 3) ob ido pelo código numé ico CODE_
BRIGHT, do ensaio de c eep (Lei exponencial de dano com amolecimen o).
De posse dos esul ados ob idos na simulação numé ica ia MEF,
e comen ados an e io men e, é de ácil pe cepção que quando es es são
compa ados com os esul ados ob idos a a és do p og ama compu acional
COMET, há boa conco dância en e os p og amas, podendo assim
conside a o algo i mo implemen ado no p og ama CODE_BRIGHT bem
e icien e, logo mos ou-se álido e assim possibili ado de se usados em
ou os ipos de p oblemas.
CONCLUSÕES
O dano age di e amen e na deg adação da igidez da ma iz
ochosa, ou seja, o p ocesso de dano a e a na dis ibuição da po o-p essão
e es a in luencia na esis ência do dano. Po es a azão é necessá ia a
conside ação do acoplamen o hid o-mecânico, pois os enômenos oco en es
são dependen es des e acoplamen o e só assim possam esponde de o ma
sa is a ó ia quan o ao compo amen o do meio ochoso sa u ado.
Pa a a alidação do modelo, o am ei as simulações numé icas
do ensaio de C eep e elaxação de ensões. U ilizou-se os esul ados
ob idos pelo código numé ico COMET pa a se em compa ados com os
nossos esul ados do código CODE_BRIGHT. Em elação à i e e sibilidade
do p ocesso de dani icação, , es a condição oi cump ida pa a os casos
simulados.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
32
Os dados ap esen ados demons am um pe cen ual acen uado
de aglome ados subno mais em algumas cidades, e elando um aumen o
p opo cional em elação a população o al. Esse aumen o denuncia a si uação
de iscos ambien ais e a necessidade de moni o amen o e adequação das
á eas, a im de ga an i segu idade social às populações que ali esidem.
INSTABILIDADE DE TALUDES
B asil (2007) a i ma que as encos as cons i uem uma con o mação
na u al do e eno, o iginadas pela ação de o ças ex e nas e in e nas po
meio de agen es geológicos, climá icos, biológicos e humanos, os quais,
a a és dos empos esculpem a supe ície da Te a. Ao passo que aludes
são supe ícies inclinadas ge adas a pa i de uma modi icação humana,
al e ando a encos a a a és da ealização de co es ou a e os.
Os aludes podem se classi icados quan o a sua o ma, seu ma e ial
cons i uin e e o igem. No que diz espei o a sua o igem, a bibliog a ia de ine
ês p incipais ipos de aludes. Sendo eles: aludes na u ais, aludes de co e
e aludes de a e o.
De aco do com B asil (2007):
Taludes na u ais são de inidos como encos as de
maciços e osos, ochosos ou mis os, de solo e ocha,
de supe ície não ho izon al, o iginados po agen es
na u ais. Talude de co e ou esca ação, (sic) pode
se de inido como um alude, (sic) esul an e de algum
p ocesso de esca ação p omo ido pelo homem. Talude
de a e o e e e-se aos aludes o iginados pelo apo e
de ma e iais, ais como, (sic) solo, ocha e ejei os
indus iais, de cons uções ci is, (sic) ou de mine ação.
Sendo assim, en ende-se como aludes de co e os o iginados po
meio de esca ações di e sa, ao passo que os aludes a i iciais e e em-
se ao decli e de a e os cons uídos a pa i da deposição de ma e iais
de di e en es g anulome ias. Po in e médio da igu a 1, o na-se possí el
comp eende a e minologia ge almen e ado ada.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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Figu a 1: Supe ície inclinada do e eno na u al, de uma esca ação ou de um a e o
Fon e: NBR 9061 (1985) - Segu ança de Esca ação a Céu Abe o
A NBR 11682 (2009), que a a da es abilidade de encos as,
de ine a al u a do alude (aplicá el a co es e a e os) como a dis ância,
medida na e ical, en e o opo e o pé do alude em es udo, ao longo da e a
de maio decli e da encos a. Já o ângulo médio do alude é ca ac e izado
como sendo o ângulo, com a ho izon al, da e a de maio decli e que passa
pelo pé e pelo opo de um alude. En ende-se po opo – ou c is a – a pa e
mais ele ada de um alude ou de um echo dele.
Quando acon ecem pe u bações nas supe ícies desses maciços,
oco e o que se ca ac e iza como up u a de alude. De aco do com
a NBR 11682/2009, a a-se de uma si uação em que o alude pe de
suas ca ac e ís icas o iginais, seja pela al a de es abilidade, seja pela
oco ência de deslocamen os exage ados. Além desse aspec o, segundo
Pin o (2002), a up u a dos solos es á di e amen e elacionada ao enômeno
do cisalhamen o, e sua esis ência pode se de inida como a máxima ensão
de cisalhamen o que o solo pode supo a sem so e up u a.
No que se e e e à es abilidade dos aludes, algumas ca ac e ís icas
são impo an es, ais como a na u eza dos ma e iais que os cons i uem e
os agen es pe u bado es, sendo eles de na u eza an ópica, geológica ou
geo écnica. As chu as, a exemplo, acele am a e osão dos aludes, uma
ez que o luxo concen ado das águas du an e o escoamen o supe icial
aumen a a elocidade e a ene gia das pa ículas, causando maio impac o
no solo.
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Ou o ag a an e pa a a p opagação da e osão concen a-se na
emoção da ege ação. A cobe u a ege al a ua na de esa na u al do solo,
já que as aízes a uam como ib as de al a esis ência, possibili ando maio
sus en ação do solo. Sendo assim, a edis ibuição da água p o enien e das
chu as e o ac éscimo da esis ência do solo, de ido à p esença das aízes,
são p opo cionados pela ege ação.
Nesse sen ido, no a-se que a ins abilidade dos aludes es á
di e amen e elacionada aos p ocessos e osi os. Os agen es geológicos
ans o mado es do ele o e as ações an ópicas são de e minan es pa a
a in ensi icação da pe da de es abilidade dos maciços e osos, causando
ele ados g aus de iscos às populações.
CARACTERÍSTICAS DOS SOLOS MAIS SUSCETÍVEIS À
MOVIMENTAÇÃO
Os desas es desencadeados po esco egamen os de ma e iais
sólidos, como solos, ochas, ege ação e ma e ial de cons ução ao longo
de e enos inclinados, denominados de aludes e ou encos as, êm sendo
discu idos e analisados no deco e dos anos. Esse ipo de ele o encon a-
se p esen e em oda ex ensão da c os a e es e.
O Cen o Nacional de Ge enciamen o de Riscos e Desas es
(CENAD), ó gão que in eg a a Sec e a ia Nacional de P o eção e De esa
Ci il (SEDEC), na publicação do Anuá io B asilei o de Desas es Na u ais
do ano de 2013, classi ica e desc e e os p incipais desas es oco idos
no B asil. Na abela 2, pode-se obse a a classi icação dos desas es
deco en es da mo imen ação de massa.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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Tabela 2: Classi icação e Codi icação B asilei a de Desas es po Mo imen o de Massa
1. NATURAIS
G upo Subg upo Tipo Sub ipo De inição
1. Geológico
Mo imen o de massa
Quedas,
Tombamen os e
olamen os
Blocos
As quedas de blocos são mo imen os ápidos e
acon ecem quando ma e iais ochosos di e sos
e de olumes a iá eis se des acam de encos as
mui o íng emes, num mo imen o ipo queda li e.
Os ombamen os de blocos são mo imen os de
massa em que oco e o ação de um bloco de
solo ou ocha em o no de um pon o ou abaixo
do cen o de g a idade da massa desp endida.
Rolamen os de blocos são mo imen os de
blocos ochosos ao longo de encos as, que
oco em ge almen e pela pe da de apoio
(descalçamen o).
Lascas
As quedas de lascas são mo imen os ápidos
e acon ecem quando a ias delgadas o madas
pelos agmen os de ochas se des acam de
encos as mui o íng emes, num mo imen o ipo
queda li e.
Ma acães
Os olamen os de ma acães são ca ac e izados
po mo imen os ápidos e acon ecem
quando ma e iais ochosos di e sos e de
olumes a iá eis se des acam de encos as e
mo imen am-se num plano inclinado.
Lajes
As quedas de lajes são mo imen os ápidos
e acon ecem quando agmen os de ochas
ex ensas de supe ície mais ou menos plana e de
pouca espessu a se des acam de encos as mui o
íng emes, num mo imen o ipo queda li e.
Deslizamen os Deslizamen os
de solo e/ou
ocha
São mo imen os ápidos de solo ou ocha,
ap esen ando supe ície de up u a bem de inida,
de du ação ela i amen e cu a, de massas
de e eno ge almen e bem de inidas quan o
ao seu olume, cujo cen o de g a idade se
desloca pa a baixo e pa a o a do alude.
F equen emen e, os p imei os sinais desses
mo imen os são a p esença de issu as.
Co idas de
massa
Solo/lama
Oco em quando, po índices plu iomé icos
excepcionais, o solo/lama, mis u ado com a
água, em compo amen o de líquido iscoso, de
ex enso aio de ação e al o pode des u i o.
Rocha/ de i o
Oco em quando, po índices plu iomé icos
excepcionais, ocha/de i o, mis u ado com a
água, em compo amen o de líquido iscoso, de
ex enso aio de ação e al o pode des u i o.
Subsidências e
colapsos 0
A undamen o ápido ou g adual do e eno
de ido ao colapso de ca idades, edução da
po osidade do solo ou de o mação de ma e ial
a giloso.
Fon e: Adap ado do Anuá io B asilei o de Desas es Na u ais 2013
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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A mo imen ação da massa de ma e iais cons i uin es desse ipo
de ele o inclinado, deco e an o de agen es in e nos, quan o ex e nos,
podendo so e in luências di e sas e es abelece si uações de eme gência
ou es ado de calamidade pública.
Ga cia (2013), conside a ês a o es de in luência na oco ência
dos deslizamen os:
Tipo de solo - sua cons i uição, g anulome ia e ní el
de coesão en e as suas pa ículas; Decli idade da
encos a - cujo g au de ine o ângulo de epouso, em
unção do peso das camadas, da g anulome ia e
ní el de coesão; Água de embebição - que con ibui
pa a aumen a o peso especí ico das camadas;
eduzi o ní el de coesão e o a i o, esponsá eis pela
consis ência do solo, e lub i icando assim pa ículas
e ge ando as supe ícies de deslizamen o. Es a água
na maio ia das ezes, em meio opical, é o iunda de
p ecipi ações chu osas co idas, mas ambém pode se
u o de ompimen os de ubulações de abas ecimen o
d’água, esgo os ou mesmo nascen es de ios.
A mo imen ação de e a pode se de inida como a descida de
ocha, solo, ou ambos, em decli e, enômeno que oco e na up u a de
uma supe ície na qual a maio pa e do ma e ial mo e-se como uma massa
coe en e, com pequena de o mação in e na, a i ma Highland (2008).
Gue a (2011), po sua ez, de ende que a água, na maio ia das ezes,
pa icipa do desgas e do e eno, eduzindo a esis ência ao cisalhamen o
da encos a, con ibuindo pa a o compo amen o plás ico e luido dos solos.
No que se e e e à geome ia e à na u eza dos ma e iais
ins abilizados, a li e a u a subdi ide esco egamen os em ês ipos:
esco egamen os o acionais ou ci cula es, esco egamen os anslacionais
ou plana es e esco egamen os em cunha.
Os esco egamen os o acionais ad êm de uma supe ície de
up u a cu a ao longo da qual se dá um mo imen o o acional do maciço
de solo, con o me exp esso na le a a) da Figu a 2 (abaixo). Fe nandes
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e Ama al (1996) concluem que a oco ência desses mo imen os es á
associada ge almen e à exis ência de solos espessos e homogêneos, como
os deco en es da al e ação de ochas a gilosas.
Al e ações humanas como execução de co es na base desses
ma e iais, implan ação de es adas, ou cons ução de edi icações, mui as
ezes são esponsá eis po desencadea em essas mo imen ações.
Du an e os pe íodos de chu as in ensas, é no ó ia a exis ência dos
esco egamen os anslacionais apon ados na le a b) da igu a 2. A ação
da água nesses mo imen os é mais supe icial, e as up u as oco em em
cu o espaço de empo, deco en es do ápido aumen o da umidade du an e
e en os plu iomé icos de al a in ensidade.
Fe nandes e Ama al (1996) de inem os esco egamen os
anslacionais como:
Um dos mais equen es en e odos os ipos de
mo imen os de massa. Fo mam supe ícies de up u a
plana associadas às he e ogeneidades dos solos e
ochas que ep esen am descon inuidades mecânicas
e/ou (sic) hid ológicas de i adas de p ocessos
geológicos, geomo ológicos ou pedológicos. Oco em
em encos as an o de al a como de baixa decli idade
e podem a ingi cen enas ou a é milha es de me os.
Po im, os esco egamen os em cunha, expos o na le a c) da
igu a 2, dispõem-se de oco ência mais es i a às egiões que ap esen am
um ele o con olado po es u u as geog á icas. In an i e Fo nasa i (1998)
ca ac e izam esses esco egamen os como sendo maciços ochosos pouco
ou mui o al e ados, nos quais a exis ência de duas es u u as plana es,
des a o á eis à es abilidade, condiciona o deslocamen o de um p isma ao
longo do eixo de in e secção desses planos.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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Figu a 2: a) Esco egamen os o acionais ou ci cula es; b) Esco egamen os plana es ou anslacionais;
c) Esco egamen os em cunha
a) b) c)
Fon e: Tominaga (2009).
RISCOS AMBIENTAIS E SOCIAIS
O Minis é io das Cidades (2007) a alia o isco como sendo
a elação en e a possibilidade de oco ência de um dado p ocesso
ou enômeno e a magni ude de danos ou consequências sociais e/ou
econômicas sob e um dado elemen o, g upo ou comunidade.
De aco do com Ga cia (2013), o isco pode se en endido em
unção da ep esen ação de uma ameaça que a e a os mais di e sos al os,
os quais podem ou não se encon a em um es ado de ulne abilidade
– o que pode aumen a o isco a que es es al os podem es a sujei os.
Dessa manei a, o isco deco e da unção p odu o en e a ameaça e a
ulne abilidade.
Sêmola (2003) apud Cas o (2011) de ine ulne abilidade
como, ci cuns âncias que aumen am a possibilidade de uma ameaça se
conc e izada, aumen ando sua equência e seu impac o. Na análise do
isco, ulne abilidade é a al a de segu ança pa a de e minado a i o ou
g upo de a i os.
Ameaça, de aco do com Sinap ed (2003), é a possibilidade de
oco ência de um enômeno po encialmen e des u i o, de o igem na u al
ou humana e que pode o na -se pe igoso pa a as pessoas e seus meios de
sob e i ência, localizados numa egião expos a ao isco.
Em ace das consequências azidas pelos aciden es elacionados
à ocupação de á eas de isco, na década de 1990, a O ganização das
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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Nações Unidas mobilizou a comunidade in e nacional em o no da edução
de desas es p o ocados po e en os geológicos. O obje i o e a elabo a um
plano de iden i icação e con enção dos iscos, con endo, undamen almen e,
pano ama de iden i icação, medidas de p e enção, planejamen o pa a
si uações de eme gência e einamen o.
A pa i de en ão, di e sos es udos o am desen ol idos pa a
concebe documen os capazes de auxilia a iden i icação de á eas
susce í eis a e en os geológicos de isco. Es es po sua ez, são ins umen os
ca og á icos denominados de ca as de iscos, as quais, pa a Oli ei a e B i o
(1998), ap esen am a dis ibuição, o ipo e o g au dos iscos geológicos,
isando à de inição de medidas de p e enção de aciden e.
Na Figu a 3 a segui , podemos e a dis ibuição de algumas
egiões de domínio de isco na Ca a do Rio de Janei o.
Figu a 3: Ca a de isco a esco egamen o do Es ado do Rio de Janei o
Fon e: SEAERJ (2013).
A elabo ação dos mapas de isco en ol e di e sas a iá eis
de es udo, en e elas mapeamen o, aspec os ísicos, análise do ele o,
ca ac e ização do solo e a ep esen ação ca og á ica de Geologia,
Hid ologia e Pedologia das á eas. Como esul ado, as ca as ap esen am
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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pano ama de isco, com o in ui o de e idencia as zonas mais susce í eis a
oco e em os enômenos geológicos, possibili ando aos ó gãos compe en es
acompanha em e desen ol e em planos de con enção e eme gência.
Na ealidade das cidades b asilei as, os mapas de isco são
la gamen e u ilizados pa a o e ece supo e ao abalho da De esa Ci il. Os
Planos P e en i os de De esa Ci il (PPDCs) são ins umen os de p e enção
de aciden es que possibili am a ocupação de á eas de isco de manei a
con olada e o necem c i é ios écnicos igo osos quan o aos planos de
con ingência em eme gências.
O PPDC em ge almen e qua o ní eis p incipais de ope ação,
cujos pa âme os de ação são egulamen ados com base nos ní eis de
iscos. A abela 3 a segui mos a a elação en e esses ní eis e as ações
que de em se ado adas pelo PPDC do li o al paulis a.
Tabela 3: Ações e medidas p e en i as nos ní eis de ope ação do PPDC do li e al Paulis a (Adap ado).
NÍVEIS DE OPERAÇÃO PRINCIPAIS AÇÕES
Obse ação Acompanhamen o dos índices plu iomé icos
A enção Vis o ia de campo nas á eas de isco
Ale a Remoção p e en i a da população das á eas em si uação de isco
mui o al o indicadas pelas is o ias
Ale a Máximo Remoção de oda a população que habi a nas á eas de isco
Fon e: MACEDO (2009) apud BANDEIRA (2010).
É impo an e pe cebe , no en an o, que a uncionalidade do PPDC
es á associada à ase de ope ação, cuja inalidade se baseia na iscalização
dos c i é ios écnicos e conscien ização do público. Pa a Oli ei a e B i o
(1998), de em se obse ados, na ase de implan ação, os p ocedimen os
ope acionais, a ibuições e esponsabilidades, sis ema de comunicação,
in o mação e a pa icipação da população.
ACIDENTES DECORRENTES DO DESLIZAMENTO DE ENCOSTAS NAS
CIDADES BRASILEIRAS
De aco do com o Cen o Nacional de Ge enciamen o de Riscos e
Desas es (CENAD), o mo imen o de massa se mani es a como um desas e
na u al quando a e a um sis ema social, causando danos e p ejuízos que
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
41
excedam a capacidade dos a e ados em con i e com o impac o. Nes e
sen ido, o desas e pode se ca ac e izado pela in ensidade do dano,
mas não necessa iamen e pela exis ência do óbi o. A abela 4 e a a a
dis ibuição dos desas es inculados à mo imen ação de massa deco en es
de cada egião do país.
Tabela 4: Dis ibuição Regional dos Danos Humanos Relacionados aos Mo imen os de Massa
(Adap ado).
Região Óbi os Fe i-
dos En e -
mos Desa-
b iga-
dos
Desalo-
jados Desapa-
ecidos Ou os A e ados
Cen o-
Oes e 0 0 0 0 0 0 0 0
No des e 0 55 30 4.058 1.366 0 1.032 6.541
No e 0 0 0 0 0 0 0 0
Sudes e 41 78 58 2.663 5.453 0 216.366 224.659
Sul 0 0 0 0 24 0 2.132 2.156
To al 41 133 88 6.721 6.843 0 219.530 233.356
Fon e: Anuá io B asilei o de Desas es Na u ais (2013).
A a aliação do quan i a i o de danos humanos inculados
aos desas es po mo imen os de massa, ealizado pelo Minis é io da
In eg ação Nacional (2013), o alizou 233.356 a e ados no pe íodo,
p edominan emen e localizados na egião sudes e, po se uma egião que
anualmen e ecebe in luência de sis emas on ais e zonas de con e gência
com al o acúmulo de p ecipi ações, de lag ado as de e en os de mo imen os
de massa.
No ano de 2011, o núme o de desas es po mo imen os
de massa chegou a ês ezes o o al do ano de 2013. Ce ca de 472
óbi os, ele ada quan idade de desab igados e desalojados, o alizando
um equi alen e de 676.388 a e ados, de aco do com o Minis é io da
In eg ação Nacional (2011). Essa dis ibuição espacial pode se explicada
pelos acumulados signi ica i os de p ecipi ação plu iomé ica oco idos
em 2011, nas mac o egiões Sul e Sudes e. Naquela ocasião, esse mesmo
Minis é io a ibuiu al agédia ao c escimen o indisc iminado da população
u bana em á eas des a o á eis, com al a susce ibilidade a mo imen os
de massa, locais onde oco em di e sas in e enções e co es nos aludes
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
48
INTRODUÇÃO
A demanda po a qui e u a de eme gência em aumen ado, nos
âmbi os nacional e in e nacional, de ido à equência, cada ez maio ,
de ca ás o es na u ais, e de gue as e pe seguições, que colocam o se
humano, e a é países po comple o, em si uações ulne á eis. Des a o ma,
conside ando a mo adia, o ab igo eme gencial de ca á e e ême o pode
con ibui com esse p oblema (BARBOSA, 2012).
Tendo em is a que em 1984 a O ganização das Nações Unidas
(ONU) ap esen ou um ela ó io con endo di e izes pa a a p es ação de
assis ência nas si uações de calamidade, in i ulado “O ab igo depois do
desas e”, de e-se coloca que o mesmo di ecionou as ações de compe ência
an o pa a a a qui e u a e engenha ia quan o pa a o go e no, a a és dos
ó gãos assis enciais co esponden es (RÊGO, 2013).
Nesse con ex o, ins i uições não go e namen ais como a Al a
Comissão das Nações Unidas pa a os Re ugiados – UNHCR ou ACNUR
–, a O ganização Mundial de Mig ação – IOM ou OIM – e o P og ama
ONU-HABITAT, buscam omen a soluções, a im de eduzi os impac os de
con li os sociais e polí icos, e de ca ás o es na u ais, a a és da cap ação
de ecu sos necessá ios pa a cons ução e implan ação de assen amen os
em a o das í imas, desen ol endo ações coo denadas en e público e
p i ado, e ainda, o necendo ajuda écnica na melho ia das condições de
ida das mesmas.
De e-se des aca que além das en idades humani á ias – como
as sup aci adas –, os go e nos locais p o idenciam ab igos p o isó ios,
po ém, o p ocesso de econs ução mui as ezes é len o, pincipalmen e em
países em desen ol imen o como o B asil, em que além dos ab igos se em
p ecá ios, não p omo em qualidade de ida, o nando-se, equen emen e,
mo adias po longos pe íodos.
Es e abalho ap esen a um dos es udos desen ol idos no p oje o
de pesquisa in i ulado “A qui e u a eme gencial e ma e iais al e na i os
de cons ução ci il”, que oco eu de o ma colabo a i a en e os alunos
e p o esso es dos cu sos de A qui e u a e U banismo, e Engenha ia
Ci il, do Cen o Uni e si á io de João Pessoa(UNIPÊ), cujos obje i os
p incipais o am, analisa p opos as de ab igos eme genciais e e ême os
con eccionados com ma e iais al e na i os de cons ução ci il, nos âmbi os
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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nacional e in e nacional; e de ini di e izes de p oje o e p opos as pa a
ab igos eme genciais e e ême os ol ados pa a o e i ó io b asilei o.
Des a e, a pesquisa possuiu cunhos eó ico e p oposi i o, e e e
como p ocedimen os me odológicos p incipais, a) pesquisa bibliog á ica e
de e e enciais p oje uais em bases de dados cien í icas e de ins i uições não
go e namen ais, e em sí ios de in e ne especializados no ema; b) sis ema ização
dos p oje os de e e ência em ichas ca alog á icas; c) análise das p opos as
iden i icadas e a de inição de di e izes de p oje os; e d) simulações bi e
idimensionais u ilizando p og amas compu acionais – ipo CAD – de p opos as
pa a ab igos eme genciais ol ados pa a o e i ó io b asilei o.
Es e a igo ap esen a uma b e e undamen ação eó ica sob e o
ema abo dado, os p ocedimen os me odológicos, conside ando a e apa
de sis ema ização dos e e enciais p oje uais em ichas ca alog á icas, e a
ap esen ação de uma p opos a de ab igo eme gencial de ca á e e ême o.
Dessa o ma, pe cebe-se a impo ância de pesquisas dessa
na u eza que possam o e ece melho es soluções pa a p opos as de ab igos
eme genciais ol ados pa a o e i ó io b asilei o.
METODOLOGIA
A pesquisa e e início com um es udo bibliog á ico sob e os
seus emas p incipais, a qui e u a eme gencial e ma e iais al e na i os de
cons ução ci il. Em seguida, ealizou-se a análise de e e enciais p oje uais,
em bases de dados cien í icas e de ins i uições go e namen ais e não
go e namen ais, e em sí ios de in e ne especializados, buscando p oje os
que con emplassem as ca ac e ís icas pe inen es à emá ica abalhada,
pa a, po im, se em desen ol idas as p opos as.
Quan o à pesquisa de e e enciais p oje uais, a sis ema ização
dessa e apa oco eu com a ca alogação em ichas abo dando os seguin es
dados e e en es aos p oje os analisados, í ulo; local; ano; au o es; si uação
– p opos a, p o ó ipo ou cons uído; ma e iais; imagens; ou as in o mações
ele an es – como as in enções de p oje o e écnicas cons u i as u ilizadas.
Dessa o ma, a pa i do ma e ial cole ado e sis ema izado na
pesquisa, pode-se a i ma que a maio pa cela de p oje os e e en es a
ab igos eme genciais ale a pa a ques ões impo an es du an e a sua
concepção p oje ual, ais como:
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
50
(a) O uso de ma e iais al e na i os e/ou locais;
(b) Adap abilidade e lexibilidade;
(d) Modulação;
(e) Facilidade de mon agem e de anspo e.
Es as ca ac e ís icas podem se u ilizadas com di e izes p oje uais
pa a equipamen os des a na u eza, quando di ecionados pa a o e i ó io
b asilei o.
A Fig. 01 ilus a um modelo de icha p eenchida com os dados de
um e e encial p oje ual cole ado na pesquisa.
Figu a 1: Modelo de icha p eenchida com os dados do ab igo eme gencial Pue as
PROJETO
P o ó ipo Pue as
Local: Chile Ano: 2007
Au o es: Esc i ó io Cubo
Ma e iais: Pale es, placas de OSB, lona e plás ico bolha
Si uação: P o ó ipo
Imagens: 01/04
Imagem do p o ó ipo; www.neo ama.wo dp ess.com
Ou as in o mações ele an es:
Os empos de mon agem e de desmon agem são, ap oximadamen e, 08 ho as; e 45 minu os,
espec i amen e. O ab igo é comp eendido po uma a anda cen al que une dois cômodos; e
uma cobe u a em lona que p opo ciona somb eamen o e con ém um sis ema de cap ação de
águas plu iais.
Fon e(s) de Pesquisa: www.neo ama.wo dp ess.com
Fon e: Au o es, 2018
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
51
Em elação ao desen ol imen o da p opos a ap esen ada nes e
a igo, a mesma e e como di e izes p oje uais iniciais, a) compa ibilidade
com o con ex o b asilei o; b) adap abilidade pa a 4 e 8 pessoas –
conside ando 3,5 m2 po pessoa – e c) elocidade na execução, sendo a
mesma ap esen ada no i em Resul ados e Discussão.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A a qui e u a eme gencial e e desen ol imen o c ucial desde
a p imei a g ande gue a mundial pa a uso mili a , que inham como
ca ac e ís icas p incipais o uso de componen es áceis de ab ica ,
in e cambiá eis e modulados, acili ando sua mon agem em campo
(ANDERS, 2007 apud RÊGO, 2013).
No B asil, como já mencionado, as soluções ado adas como
a qui e u a eme gencial são inexis en es ou imp o isadas. Po ém, de em
se des acadas algumas pesquisas, como a desen ol ida no Núcleo Habi a
sem F on ei as – NOAH – da Faculdade de A qui e u a e U banismo da
Uni e sidade de São Paulo, coo denada pela p o esso a La a Lei e Ba bosa,
que obje i a analisa p oje os pa a si uações de desas es.
Segundo Ba bosa (2012) uma ques ão pe inen e quan o à
a qui e u a eme gencial, e e e-se à du abilidade dos ab igos p opos os, que,
em ge al, podem a ia de ês dias a ês anos, de endo se conside ado,
ainda, se a in e enção se di eciona pa a um soco o de eme gência ou
uma ase ansi ó ia – com uma pe manência es endida.
Quan o a es a ques ão, Qua an elli (1982) a i ma que um
alojamen o de pessoas du an e e depois de desas es pode se classi icado
em qua o ní eis, desc i os a segui :
Ní el 01 – Ab igo de eme gência: Pode oco e em qualque local, como,
em baixo de uma escada e den o de uma enda – p omo endo p o eção
con a o en o, a chu a e as a iações no mais de empe a u a;
Ní el 02 – Ab igo e ême o – ou empo á io: Inclui luga es pa a do mi ,
cozinha e oma banho – Em ce os casos são alojamen os comuni á ios,
em ginásios, galpões, ig ejas ou escolas;
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
52
Ní el 03 – Habi ação empo á ia: Nes a ase os sob e i en es es ão
alojados nos seus ag upamen os amilia es de p e e ência, podendo
es abelece suas o inas diá ias no mais, mas num local empo á io;
Ní el 04 – Habi ação ansi ó ia ou pe manen e: É o alojamen o que
oma o luga do que oi des uído, no qual a amília se encon a quando o
p ocesso de ecupe ação ica concluído – p oje o pode começa com uma
unidade básica, que pode expandi ao longo do empo, de aco do com os
ecu sos disponí eis.
Exis em algumas ca ac e ís icas da a qui e u a eme gencial que
podem in luencia di e amen e na o ma como ela é concebida, necessi ando
p eenche alguns c i é ios, que são:
(a) ápido o necimen o;
(b) baixo cus o;
(c) ácil exequibilidade;
(d) adap abilidade.
Ou os c i é ios que de em se obse ados são apon ados
po Junquei a (2011) ao menciona que algumas soluções ado adas
de em busca esol e ques ões como a anspo abilidade, acilidade na
mon agem e desmon agem, esis ência às in empé ies e adequação ao
clima – des acando-se a impo ância de es u u as anspo á eis.
A au o a sup aci ada ainda a i ma que a necessidade pela
a qui e u a eme gencial é e idenciada po ês aspec os:
(a) p o eção de elemen os ex e nos;
(b) p ese ação da dignidade;
(c) o ien ação e iden idade.
Os aspec os ci ados acima se elacionam di e amen e com o uso
de ma e iais al e na i os de cons ução, que, na maio ia dos casos, possuem
baixo cus o, e na qualidade de e nacula es, podem ap oxima o indi íduo
que so eu o desas e com o ab igo eme gencial p opos o, po possui
iden idade com o ma e ial u ilizado.
Assim, de em-se a alia as a iações em di e en es cul u as, pois
cada po o se u iliza do espaço de uma manei a mui o p óp ia, c iando
elemen os de iden idade.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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RESULTADOS E DISCUSSÃO
Es e i em abo da a ap esen ação da p opos a do ab igo empo á io
de ca á e eme gencial, desen ol ido na pesquisa. Conside ando os
p incipais c i é ios ap esen ados pela li e a u a pa a a concepção de
ab igos com essa inalidade, omou-se pa ido das seguin es di e izes de
p oje o, a) acilidade e apidez de mon agem e desmon agem; b) uso de
ma e iais eciclá eis e encon ados na egião; c) lexibilidade na expansão
dos espaços; e d) uso de ecnologias com p incípios de sus en abilidade.
Sendo assim, a concei uação da p opos a esul ou nos seguin es
obje i os, a) se um ambien e compac o pa a o desen ol imen o de
a i idades co idianas básicas; b) adequa -se ao clima do no des e b asilei o
– explo ando o con o o ambien al, apoiado na iluminação na u al e na
en ilação c uzada; e c) possui a capacidade de au ossu iciência – com
base em um sis ema de cap ação de águas plu iais e cis e nas; e luminá ias
e pos es sola es con eccionados com ga a a PET e LED, e PVC e LED,
espec i amen e. Os obje i os da p opos a es ão esquema izados na Fig. 02.
Figu a 2: Esquema concei ual da p opos a
Fon e: Au o es, 2018
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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Nesse con ex o, em elação a uncionalidade da p opos a, o
ab igo oi desen ol ido com a c iação de um módulo seco – di ecionado
às a i idades de do mi , ealiza e eições e es uda –, localizado en e um
módulo molhado – com á ea des inada à cozinha e higiene pessoal – e
uma a anda, de endo a achada p incipal se o ien ada pa a nascen e,
con o me Fig. 03.
Figu a 3: Esquema uncional da p opos a
Fon e: Au o es, 2018
Des a o ma, o ab igo possui iabilidade de uso pa a a é qua o
pessoas, podendo se expandido pa a a é oi o pessoas, a pa i do
ag upamen o de um módulo molhado – a se localizado na pa e cen al – e
dois módulos secos – localizados nas ex emidades, con o me Fig. 04.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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Figu a 4: Esquema de plan a baixa pa a o ab igo, sendo a) qua o pessoas e b) oi o pessoas,
espec i amen e
Fon e: Au o es, 2018
Quan o ao con o o ambien al, o am es udadas as seguin es
ques ões, a) uso de b ises – possibili ando a en ilação c uzada; b)
ap o ei amen o da luz na u al – acili ado pelo uso do b ise e da lona semi-
anslúcida; c) cobe a en ilada – sol a da edação –, pe mi indo que o a
quen e saia, e jun amen e com os b ises, po encialize a en ilação c uzada;
d) piso ele ado do solo; e e) bei ais, como ilus ado na Fig 05.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
56
Figu a 5: Co es esquemá icos do ab igo, sendo
a) co e longi udinal e b) co e ans e sal
Fon e: Au o es, 2018
Em elação aos ma e iais especi icados, omou-se pa ido do
p oje o de e e ência P o ó ipo Pue as – ap esen ado no i em Me odologia
–, endo sido de inidos pa a es a pesquisa os seguin es ma e iais:
a) Lona inílica – cobe a: ma e ial impe meá el e semi- anslúcido
– a o que ende a po encializa a iluminação na u al du an e o dia –,
indicado pa a p o eção con a o sol e a chu a.
b) Pale es – piso: possui a iedade de modelos e dimensões, sendo a
o ma de aquisição do ma e ial, na maio ia das si uações, esul ado de
desca e.
c) Chapas OSB: edação e di isó ias – endem a possui ele ada
esis ências mecânicas e às in empé ies. Podem se ins aladas com odos os
acessó ios pa a ixação que sejam adequados aos aglome ados, ais como
pa a usos, g ampeado es e p egos.
A Fig. 06 ap esen a is as ex e nas da p opos a.
Figu a 6: Vis as ex e nas da p opos a
Fon e: Au o es, 2018
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Es e a igo ap esen a um b e e eco e do con eúdo cole ado
na pesquisa, sendo assim, de e-se apon a que o am iden i icadas á ias
ideias, p incipalmen e no âmbi o in e nacional, de p opos as e p o ó ipos de
ab igos eme genciais e e ême os.
Pode-se dize que, a ualmen e, as ca ás o es na u ais, e as
pe seguições e gue as, passam a omen a p oje os eme genciais,
en a izando a con ibuição social da a qui e u a, u banismo e engenha ias.
Den o des e con ex o, é impo an e que equipamen os des a na u eza sejam
obje os de es udopa a es a ca ego ia de p o issionais, democ a izando-os
pa a di e sos países.
Po an o, após o con eúdo expos o, pode-se a i ma que o es udo
de p opos as pa a ab igos eme genciais e e ême os no âmbi o in e nacional
podem e de em auxilia na concepção de equipamen os des a na u eza
ol ados pa a o e i ó io b asilei o, uma ez que o am iden i icadas
omadas de decisões que se epe em, e são pe inen es pa a a concepção
p oje ual des es equipamen os.
Assim, pode-se apon a que pesquisas des a na u eza são
pe inen es no B asil, e que o uso de ma e iais eu ilizá eis, como pale es,
lonas e chapas OSB, comuns em can ei os de ob a, possuem iabilidade de
uso nes a ca ego ia de p oje o.
REFERÊNCIAS
ANDERS, Gus a o Camina i. Ab igos empo á ios de ca á e
empo á io. 2007. Disse ação (Mes ado em A qui e u a e U banismo)
– Uni e sidade de São Paulo. São Paulo, 2007.
BARBOSA, La a Lei e. Design Eme gencial. Soluções encon adas pa a
ameniza as consequências dos desas es na u ais. São Paulo,
2012.
BERALDO, An onio Ludo ico; FREIRE, Wesley Jo ge. Tecnologias e
ma e iais al e na i os de cons ução. Campinas: Edi o a Unicamp,
2013.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
64
Além disso, é de undamen al impo ância a mobilização e pa icipação da
sociedade nesse con ex o, desde sua elabo ação à execução.
Pa a se ob e um PMSB e icaz de e se le ado em conside ação os
seguin es i ens: pa icipação social e e i a em odas as ases; se compa í el
e in eg ado com odas as polí icas e planos do município; oda a á ea do
município: localidades, u banas e u ais, adensamen os e dispe sas; ealiza
uma e isão a cada 04 anos; e um planejamen o de 20 anos; e se um
planejamen o in eg ado dos 4 eixos do se o de saneamen o (FUNASA,
2014).
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Con o me Tsu iya (2008), a concepção dos sis emas de
abas ecimen o de água é a iá el, em unção do po e da cidade, opog a ia,
sua posição em elação aos mananciais e c.
O abas ecimen o de água po á el pa a a população é p o idência
básica de saúde pública que de e se uma das p io idades dos go e nos
municipais. E mesmo assim, no cená io a ual, de aco do com o Ins i u o
T a a B asil (2012), apenas 83,3% dos b asilei os são a endidos com água
a ada. A es ima i a é que são mais de 35 milhões de b asilei os sem
acesso a esse se iço básico ão p ecioso.
No es ado da Pa aíba, que é um dos meno es da egião No des e,
se a ando ao abas ecimen o de água, em-se apenas 75,29% de edes de
água, e possui uma pe da de 37,66% de aco do com dados do Ins i u o
T a a B asil. O abas ecimen o da população u bana se dá p incipalmen e
po meio de ede ge al, já pa a a população u al sua on e p edominan e
é a a és de poços ou nascen es. Essa condição se co obo a pelo a o da
zona u al e densidade demog á ica in e io à zona u bana, e ausência de
es u u a pa a a implan ação do sis ema de abas ecimen o po ede ge al,
o nando assim desimpo an e pa a o pode público que acaba po p e e i
ealiza in es imen os em ou as o mas de abas ecimen o nessas á eas,
como po exemplo, cis e nas e poços (MARINHO; SANTOS, 2011).
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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INTERMITÊNCIA DE ÁGUA
Exis e uma g ande p eocupação com a qualidade de água que
é consumida e a des inação do esgo o, desde os empos p imó dios da
humanidade. Com o passa do empo, o se humano pe cebeu que a al a
de cuidados com a água e o esgo o, pode iam causa sé ios danos à saúde
homem e do p óp io meio ambien e.
Apesa do al o índice de cobe u a, a qualidade do acesso à água
po á el o e ecido pelas concessioná ias ainda es á longe do ideal no B asil,
o que pode se acilmen e con i mado pelos usuá ios que so em dia iamen e
com a in e mi ência do abas ecimen o e com o consumo de água com qualidade
não condizen e aos pad ões de po abilidade (BARRETO e al., 2006).
A insu iciência do abas ecimen o público de água no B asil se
dá p incipalmen e de ido ao deso denado aumen o das edes, que em
como obje i o um a endimen o ápido sem le a em conside ação nenhum
c i é io écnico como índices de pe das no sis ema e p essão, p ejudicando
o planejamen o e o con ole desse sis ema. Mui os b asilei os, pa a d ibla
esse p oblema de in e mi ência de água, acabam c iando ese a ó ios em
suas casas, pelo simples a o de não dispo de água canalizada 24 ho as
po dia, e possui uma ese a quando esse o necimen o o in e ompido.
Alguns desses ese a ó ios são ele ados e ou os ao ní el do solo,
sendo uma p á ica comum nos municípios meno es. É sabido que, do pon o
de is a sani á io, ese a ó ios domicilia es ep esen am um isco à saúde
po deg ada em a qualidade da água e o na em-se po enciais c iadou os
de e o es de doenças como a dengue, já que a limpeza e a qualidade da
água dos ese a ó ios o nam-se esponsabilidade dos cidadãos (DANTAS
JÚNIOR, 2012).
Vá ias egiões do B asil, em especial o No des e, so em com
a escassez híd ica, sendo uma o al necessidade o uso de ese a ó ios
domicilia es, pa a ajuda no abas ecimen o de água quando a mesma
es i e al ando.
A al a água ou a sua insu iciência pode ocasiona péssimos hábi os
de higiene, p o ocando á ias doenças. Desse modo, é impo an íssimo que
o planejamen o municipal possua medidas que melho em a e iciência da
ope ação do sis ema de dis ibuição, e não somen e o aumen o de sua
capacidade. Nes e con ex o, de em se conside adas ações que ga an am
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
66
azão cons an e e p essões adequadas na ede 24h po dia; ga an indo
ambém a su iciência de ese ação pa a odas as á eas de cobe u a, endo
em is a que ese a ó ios mal p oje ados ou mal posicionados não compensam
as a iações de azão e de p essão na ede (ANDRADE NETO, 2011).
RESULTADOS E DISCUSSÕES
A a és da a aliação dos PMSB, oi iden i icado que ambas cidades,
Cabedelo e Pi imbu, ci am a in e mi ência de água na ede de abas ecimen o
em seu escopo, le ando em conside ação qualque ase do plano, sendo
no o al 100% de ab angência do uni e so amos al. Ap o undando-se em
suas ases de elabo ação, a p oblemá ica da in e mi ência ap esen ou um
al o índice de menções de ec adas na ase de diagnós ico nos dois, ambém
oi conside ado o comba e a essa in e upção no abas ecimen o nas ases
de p ospec i a e planejamen o es a égico, po ém apenas em Cabedelo, oi
ci ado os meios de en en amen o na ase de p og amas, p oje os e ações.
Já na e apa de Plano de Execução, não oi apon ado em nenhum.
Essa ci cuns ância deixa anspa ece a endência no
econhecimen o e exposição do p oblema, mas uma queda quan o à
suges ão de o mas a a és de ações conc e as pa a comba ê-lo. As duas
cidades conside a am indicado es de moni o amen o da con inuidade do
o necimen o de água nas edes de dis ibuição. Vale salien a que hou e
uma ele an e p esença da emá ica quando pesquisado na pa e de E en os
de Eme gência e Con ingência.
A análise de possí eis soluções emp egadas oi baseada na
me odologia de Lei e (2017) po meio da lis a de concei os e pala as-
cha e e dos c i é ios ecomendados pa a a alia oco ência de soluções
elacionados ao comba e à in e mi ência.
Como soluções p opos as o am suge idas nos dois planos, o con ole
de pe das, ob as de ampliação e subs i uição das edes, aumen o da p odução
e se o ização do sis ema de abas ecimen o de água. Apenas no município de
Pi imbu, ecomenda o con ole da ese ação, e em nenhum exis em pala as
e e en es à au omação do SAA, nem como modelagem hid áulica.
Em seguida, a aplicação do checklis e o seu p eenchimen o
seguiu a me odologia de Basílio Sob inho (2011) e assim o am ob idos
os seguin es esul ados, que podem se obse ados no Quad o 3 a segui :
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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Quad o 3: Resul ados do Checklis
DESCRIÇÃO CATEGORIA DE ANÁLISE SUBCATEGORIA DE
ATENDIMENTO
Abas ecimen o de água CABEDELO PITIMBU
O plano u ilizou dados, in o mações
ou indicado es de cobe u a ou
a endimen o de água? Cobe u a ou a endimen o C C
O Plano u ilizou dados, in o mações
ou indicado es de pe da de água? Pe das C C
O Plano u ilizou dados, in o mações
ou indicado es de capacidade de
in aes u u a ins alada? Capacidade ins alada CP C
O Plano u ilizou dados, in o mações
ou indicado es de mac omedição de
água? Mac omedição de água C C
O Plano u ilizou dados, in o mações
ou indicado es de mic omedição de
água? Mic omedição de água CP C
O Plano u ilizou dados, in o mações
ou indicado es de con ole e
qualidade da água? Con ole e qualidade CP CP
O Plano u ilizou dados, in o mações
ou indicado es de con inuidade do
abas ecimen o? Con inuidade CP CP
O Plano u ilizou dados, in o mações
ou indicado es de a endimen o às
solici ações de se iços?
A endimen o às solici ações
de se iço CP CP
O plano u ilizou dados, in o mações
ou indicado es de in es imen os ou
ob as ealizadas, em andamen o ou
p e is os em água no município?
Andamen o de
in es imen os ou ob as
p e is os C C
O plano u ilizou dados, in o mações
ou indicado es de e iciência écnica-
ope acional e econômica- inancei a
(DEX, p odu i idade, e c.)?
E iciência
écnicaope acional e
econômica inancei a CP N/A
O plano u ilizou dados, in o mações
ou indicado es ap esen ados
pa a apon a possí eis causas de
de iciências?
Possí eis causas de
de iciências C CP
Os obje i os e me as con emplam a
melho ia con ínua do ge enciamen o,
da p es ação e da sus en abilidade
dos se iços?
Melho ia Con ínua C C
Con o midade = C; Não Con o midade = NC; Con o midade Pa cial = PC; Não Aplicá el = N/A
Fon e: Elabo ação p óp ia
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
68
Em ambos os planos, o am u ilizados dados e in o mações sob e a
cobe u a e o a endimen o de água nas localidades. Em Cabedelo e Pi imbu,
o abas ecimen o de água é ope ado pela Companhia de Água e Esgo o da
Pa aíba (CAGEPA), e em algumas localidades, se dá a a és de caminhões-
pipa do go e no municipal e ede al, ambém po poços a esianos. Em
Pi imbu ainda exis e o Sis ema Au ônomo de Água e Esgo o – SAAE.
Sob e indicado es de pe das abas ecimen o de água, em Cabedelo
o índice de pe das é de 37,85% enquan o o de Pi imbu é 50,17%. Os dados
o am o necidos pela CAGEPA, e com elação ao SAAE do município de
Pi imbu, não cons a nenhum dado a espei o.
Com elação à capacidade de in aes u u a ins alada, em Cabedelo
se encon a em con o midade (C), já Pi imbu oi classi icado como con o midade
pa cial (CP), já que a ede de dis ibuição não es á p esen e em odo o município
e em alguns luga es a água não chega com p essão su icien e, o çando os
mo ado es a comp a água.
No ocan e a mac omedição e consumo de água, em Cabedelo,
um consumo de 212,50 li os po habi an e/dia, conside ando uma
população de 63.026 habi an es a endidos, e o olume de água consumido
é de 4.362.270m³/ano. Em Pi imbu o consumo de água é de 157,91 li os
po habi an e/dia pa a uma população de 1.070 habi an es, e o olume de
água consumido é de 235.450m³/ano.
Com elação à mic omedição, em Cabedelo, segundo o seu
PMSB (2015), odos os bai os possuem hid ôme os em suas esidências
pa a a medição do consumo de água, ha endo apenas uma queixa da
Comunidade Renasce , que a i ma que na Comunidade João Paulo I não
se em e não é paga a a i a de água. Já em Pi imbu, de aco do com
seu PMSB (2015), a maio ia da população não possui hid ôme o em suas
esidências, alegando al o alo cob ado pa a a sua colocação.
No município de Cabedelo, o PMSB (2015) ci a que o con ole
de qualidade da água é ei o pela emp esa p es ado a de se iço quando
é solici ado pela p e ei u a, po ém não se em iscalização na p es ação
dos se iços e a população dos bai os Sede e San a Ca a ina a i mam não
con ia na qualidade da água que é o necida pela CAGEPA, alegando que
ul imamen e a água es á inda com “chei o de ba a a”. No pe íodo de al a
es ação, a água que chega às esidências em com meno p essão, de ido ao
g ande núme o de consumido es, em alguns locais chegando à in e mi ência do
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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abas ecimen o de água po um pe íodo do dia. A população eclama ambém
que quando a água e o na, em com mui o ba o mis u ado, e que, em casos
isolados, já icou com mau chei o du an e ês dias, cob ando p o idências
pa a que esse ipo de si uação não oco a mais.
Em Pi imbu, é in o mado no seu PMSB (2015), que as cole as
de amos a de água são ei as a a és da p e ei u a em odos os poços
do município mensalmen e e são en iadas pa a o Labo a ó io Cen al de
Saúde Pública da Pa aíba- LACEN pa a e i icação da qualidade da água,
po ém não o am disponibilizados os esul ados das amos as. Oco e am
eclamações po pa e da população a espei o da qualidade da água em
alguns pon os, e do al o eo de clo o p esen e. O mesmo p oblema ambém
acon ece no pe íodo de al a es ação, quando a população na cidade
aumen a, a água chega de cinco ho as e o abas ecimen o é in e ompido
às dezeno e ho as. Oco e am queixas que no dia de domingo al a água.
Nos locais onde exis em as caixas de água que são adminis adas pela
SAAE, a população pede que seja ei a a manu enção e a limpeza com
equência.
No que se diz espei o ao a endimen o às solici ações de se iços,
o PMSB-Cabedelo (2015), in o ma que há uma con es ação dos mo ado es
com o a endimen o da companhia de água e esgo o, a i mando e o núme o
disponí el pa a con a o, po ém sendo de di ícil acesso quando solici ado
po ele one, se azendo necessá io mui as ezes a ida pessoalmen e ao
esc i ó io, além da demo a a pos e io i pa a a ealização do se iço
solici ado. Em Pi imbu, con o me o seu plano, a his ó ia se epe e, os
mo ado es eclamam que al a uma melho ges ão de ecu sos humanos
pa a a ende a comunidade.
Quan o ao andamen o de in es imen os elacionados ao
abas ecimen o de água, no plano e e en e à cidade de Cabedelo é
ci ada na análise de al e na i as pa a in aes u u a, a necessidade de
in es imen o an o pa a inc emen o como pa a subs i uição de ede, como
ambém a p ecisão de um p og ama de con ole de pe das a im de se e
uma melho e iciência no sis ema. Segundo o PMSB-Pi imbu (2015), como
in es imen os e medidas a se em omadas, em-se melho ias na qualidade
do abas ecimen o pa a a população de zona u al e assen amen os a a és
da ins alação de il o de p essão e a amen o de água com clo ação,
il ação e desin ecção, além da c iação de poços a esianos. O con ole
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
70
de pe das do abas ecimen o de água an o pela CAGEPA quan o SAAE de
modo a a ende oda a população, e expansão de sua ede de dis ibuição
e ligações de água.
Em Cabedelo, de aco do com o PMSB (2015), não exis em mé odos
que possam a alia a sis emá ica de e icácia, e iciência e e e i idade dos
se iços p es ados. A p e ei u a de Cabedelo ambém não dispõe de um
sis ema ou banco de dados de a aliação, sob e os se iços p es ados pela
CAGEPA. O município de Pi imbu ci a a a és de seu plano que não dispõe
de um sis ema ou banco de dados de a aliação, mas ga an iu que os
se iços públicos de saneamen o básico e ão a sus en abilidade econômica
inancei a assegu ada semp e que possí el.
Ao longo do plano, são ap esen adas á ias causas de possí eis
de iciências em Cabedelo, como a al a de conscien ização da população,
o despe dício de água, a ausência de iscalização e con ole, a demo a
no a endimen o as solici ações de se iços e a al a de einamen o pa a
ecu sos humanos. Em Pi imbu é ela ada ambém a al a de conscien ização
e educação ambien al, a exis ência de ligações clandes inas e a má
qualidade da água como p incipais causas de de iciência no abas ecimen o
de água.
Nos dois PMSB, no ópico e e en e aos cená ios, obje i os e
me as, con emplam melho ias na á ea do abas ecimen o de água, po ém
es ão em úl imo luga como o dem de p io idade de a i idades na es e a do
saneamen o básico.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Tendo em is a os p incípios da uni e salização do acesso da
água, como um bem comum a odos, os municípios es ão dian e de g andes
desa ios no ape eiçoamen o de suas polí icas, e melho ias das condições
do abas ecimen o de água, como o ma de aumen a a qualidade de ida
população com a p es ação desse se iço.
Os PMSB aqui analisados, apesa de ap esen a em á ios
aspec os posi i os, e ci a em nas suas di e sas e apas a p oblemá ica da
in e mi ência de água, quando pa indo pa a ações p á icas de comba e
a a és de medidas palpá eis, há um dec éscimo de in o mações. Ou o
pon o obse ado em ambos os planos, oi que, se a ando do planejamen o
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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de ações e o ho izon e de p oje o, as medidas e e en es ao abas ecimen o
encon am-se em úl ima p io idade.
A pa icipação social e e undamen al impo ância ci ando, de
a o, os p incipais p oblemas en en ados, que com um moni o amen o,
pode ão i a melho a os ní eis de acesso a al se iço público.
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Figu a 3: Seção ans e sal habi ual ecomendada de pa imen o lexí el
Fon e: Ma ques (2006)
Ainda a espei o do pa imen o lexí el, pa a A aújo (2016) ele
ambém depende ia da qualidade do solo, sendo es e essencial, endo em
is a que nesse ipo de pa imen o, o sublei o se á bem mais exigido pelas
ca gas aplicadas.
Figu a 4: Compo amen o de um es o ço nos pa imen os ígido e lexí el
Fon e: A aújo (2016)
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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A CNT publicou em 2017 ou o es udo in i ulado de T anspo e
odo iá io: po que os pa imen os das odo ias do B asil não du am?
no qual az uma análise p o unda en e os ipos de pa imen os ci ados
an e io men e. O esul ado de compa ação pode se no ado na abela a
segui :
Quad o 2: Compa a i o en e pa imen os lexí eis e ígidos
Fon e: CNT, 2017
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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E idencia-se que o pa imen o ígido compa ado na abela acima
não ap esen a a mação de aço, que segundo a CNT (2017) pode ia e um
cus o a é 60% maio em elação ao pa imen o lexí el, ao mesmo empo em
que a i ma que se ia “[...] um pa imen o que pode du a a é 60 anos sem
manu enção.” (CNT, pag. 31), en e an o ainda es á em ase de es udos
pelo Depa amen o de Engenha ia de T anspo es (PTR) da Uni e sidade
de São Paulo (USP), como a i ma a mesma con ede ação em sua pesquisa
T anspo e odo iá io: po que os pa imen os das odo ias do B asil não
du am?
No B asil, segundo A aújo (2016) acima de 95% das es adas
do e i ó io b asilei o são de pa imen o as ál ico. Toda ia, além do ipo de
pa imen o, de e-se conside a a qualidade de sua execução, manu enção
e da ecnologia u ilizada, além da se iedade do se iço, e são exa amen e
nes es pon os que o B asil deixa a deseja .
De aco do com Con esini (2017), cons a nos manuais écnicos
do Depa amen o Nacional de In aes u u a de T anspo es (DNIT) que a
espessu a conjun a das camadas do pa imen o do ipo lexí el no B asil
a ia en e 25 a 55 cm, enquan o que em ou os países se ia bem maio ,
a exemplo da Alemanha e suas amosas au obahnen que as camadas
chega iam a a ia en e 55 a 85 cm.
Em en e is a cedida à e is a EXAME no ano de 2014, João
Vi gílio Me ighi, La e solo, e Dick an Be be ian, a gumen a am a espei o
dos p oblemas nas es adas b asilei as. Pa a eles, as maio es alhas se
encon am nas pa es de iscalização, p oje ual, ecnologia, mão-de-ob a,
baixa exigência de qualidade, cus os e ma e iais.
Me ighi decla a que nem semp e se az um p oje o de pa imen ação
e que quando az acaba sendo al e ado po in e enção polí ica, o çando o
p oje o a se adap a ao o çamen o ao in és de se ao con á io, aca e ando
no baixo in es imen o insu icien e e consequen emen e na má qualidade das
es adas. Na mesma en e is a, Me ighi ainda salien ou que exis e baixa
qualidade nos ma e iais u ilizados, endo em is a que a Pe ob ás é o
único ab ican e de as al o, mão-de-ob a quali icada insu icien e, aumen o
conside á el no cus o inicial da ob a mas que se ia compensado pelo
aumen o da du abilidade, e que a ecnologia u ilizada ainda é a mesma
desde os anos 60, que não p e ê si uações mais pe igosas, ci ando o
exemplo de um eículo a 100 km/h ealizando uma enagem em pis a
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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molhada, em que nes a si uação o mé odo ado ado no B asil não ga an i ia
ade ência, enquan o que mé odos mais a uais sim.
Já Be be ian alega que exis em alhas na iscalização, já que “[...]
os p oje os [...] já êm do go e no com es ições de e ba, e o
pouco que em é mal ope acionalizado em pa e pelo iscal,
o se ido .”, e na baixa exigência de qualidade, além de con essa a
de asagem no quesi o ecnologia, po ém, en a izando que “[...] mesmo com
as me odologias dessa época (50 anos a ás), se se iamen e execu adas,
90% dos p oblemas não exis i iam”.
Pa a o Es ado da Pa aíba a si uação e a ainda mais g a e, pois
além de odos os p oblemas explanados an e io men e, apenas a pa i do
dia 1º de maio de 2017 odos os municípios inalmen e es a am in e ligados
po as al o, como lemb ado pelo Go e nado do Es ado, Rica do Cou inho,
em um balanço das ações do Go e no do Es ado em 2017, como publicado
no si e do Go e no da Pa aíba.
RELAÇÃO DAS ESTRADAS BRASIL A FORA
Apesa de e uma ex ensão li o ânea com po encial e possui um
po o na cidade de Cabedelo, cidadeá5 km da capi al, João Pessoa, a
Pa aíba em o sis ema odo iá io como o mais u ilizado den e os sis emas
iá ios. E, mesmo que esse sis ema igen e a enda a população, az-se
necessá io uma melho a na sua in aes u u a, pois a mesma deixa-se mui o
a deseja quando compa adas com ou os es ados e países.
Quandose alaem qualidade nas es adas, não se a alia apenas
a sua composição, mas a sua geome ia, is o é, suas cu as, a al a de
acos amen o e a decli idade exis en e. O es ado em ap oximadamen e
1.711 km de es adas, sendo 1.300 km de ex ensão ede al e 411km
de ex ensão es adual, e, no conjun o das es adas an o es aduais como
ede ais do es ado, 88,2% em geome ia da ia a aliadas en e egula es,
uins ou péssimas de aco do com pesquisa di ulgada pela Con ede ação
Nacional de T anspo es (CNT). Além disso, a mesma pesquisa in o ma
que a sinalização das es adas da pa aíba é conside ada, ao odo, 61,8%
ó imas ou boas e a qualidade do pa imen o oi a aliada como 58,7%
ó imos ou bons. Tendo assim, no es ado ge al, no qual odos os ês quesi os
são a aliados, 56,7% de ap o ação pela população.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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Em ní el nacional, o es ado nãose encon aen e os dez melho es
ampouco en e os dez pio es. Esse dado pode se conside ado uma
conquis a pa a o es ado, já que de em 2014, de aco docom,mais uma
ez, Con ede ação Nacional de T anspo e (CNT), se encon a a como a
qua a pio do No des e e a oi a a pio do País. Tal a anço, de eu-se ao
in es imen o de 689 mil eais po km, ei o em 2017, no echo de 25 km da
PB-384. Após essein es imen o, apa aíba mudou a classi icação de qua a
pio do No des e pa a segunda melho , icando a ás apenas do es ado de
Alagoas.
Tendo em is a que não p ecisa es a en e os países de p imei o
mundo pa a e es adas de qualidade, o B asil, e em especí ico a pa aíba,
es ado al o do a igo, pode ap imo a os seus pe cu sos pa a que, de manei a
g adual, chegue ao ní el de echos conside ados os melho es do mundo,
como a N222, em Po ugal, como o echo da Paci ic Coas Highway, nos
EUA e o echo da A535, no Reino Unido.
Além disso, uma coisa que necessi a se modi icado são os
epa os. Em países como a Aus ália, quando a es ada ap esen a algum
de ei o como pe u ações ou deg adações, o echo é epa ado desde sua
undação, passando po modi icações em odas as suas camadas. No B asil,
modi ica-se apenas a úl ima, azendo com que o p oblema seja eco en e.
ACIDENTES NAS ESTRADAS
A al a de qualidade das es adas da Pa aíba pode se um dos
g andes a o es elacionado a causas de aciden es nas odo ias do es ado.
Ge almen e as es adas es aduais da Pa aíba em apenas duas aixas,
sendo uma pa a cada sen ido, e assim pode-se a i ma que a quan idade
e o amanho dos bu acos nas es adas con ibuem di e amen e pa a o que
podemos chama de iagens pe igosas, pois o mo o is a não em a opção
de des ia de bu acos sem es a na con amão. Como di o an e io men e,
sendo o CNT nenhuma das es adas es aduais da Pa aíba são conside adas
o imas ou boas, e pouquissimas são conside adas egula , sendo 97,6%
conside adas uins ou pessimos, como podemos e na Figu a abaixo.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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Figu a 5: Classi icação das Rodo ias es aduais da Pa aíba
Fon e: CNT, 2017
Des ios inespe ados de ido a g andes bu acos, é a p incipal
ação que em ge ando aciden es g a es no es ado da Pa aíba. Segundo o
si e click PB, em 08 de se emb o de 2011 oco eu um aciden e au omo i o
nas p oximidades do cen o de con enções da Pa aíba, na PB-008, onde o
mo o is a de um ca o, ao en a des ia de bu acos na ia colidiu com uma
mo ocicle a deixando 2 e idos.
Em 15 de maio de 2017 oi p eciso que mani es an es p o es assem
con a a qualidade da es ada e al a de manu enção da pis a, in e di ando
a PB-041 que liga os municípios de Mamanguape e io in o, pois de aco do
com a população o echo “abandonado” em ocasionando di e sos
aciden es
Apenas em 1 e iado de inal de ano 28 aciden es o am
egis ados, com duas mo es, segundo a Policia Rodo iá ia Fede al. Pa a
en a ali ia /diminui ais desas es são c iadas campanhas educa i as no
ânsi o pa a conscien iza a população a iaja semp e com o ca o em
pe ei as condições e di igi com segu ança e a enção aos bu acos na pis a.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A p oposição des e es udo cons i uiu em e i ica os p oblemas
das es adas pa aibanas, endo em is a o le an amen o e a a aliação
das suas causas. Os esul ados encon ados apon a am pa a a al a de
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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esponsabilidade das emp esas con a adas pa a o se iço de cons uções
das ias, uma ez que se u iliza ma é ias de baixa qualidade, assim como a
al a de iscalização se e a. A publicação do colunis a Helde Mou a, ela a
que a PB-030 que liga a cidade de Ped as De Fogo a B -230, inaugu ada
em ab il de 2017, com ês meses de uso ap esen ou “bu acos “. Ou os
a o es que le a a deg adação ápida das PB’s é a al a de comp imen o
do p oje o; em elação as espessu as das camadas de ma é ias, pa a o
ecebimen o da malha as ál icas ocasionando apidamen e o desgas e.
A solução desde p oblema se ia o comp imen o das no mas
b asilei as pa a a cons ução das ias, e dos p oje os pelas as emp esas
con a adas, o uso de ma é ias com qualidade, capazes de melho a
ainda mais a ida ú il das odo ias sendo sus en á eis e econômicos. Um
ma e ial com essas ca ac e ís icas oi expos o em Lond es em uma ei a de
“ma é ias Ino ado es”, que pe mi e diminui os cus os da cons ução de
uma es ada em a é 60%. Tal ma e ial é um políme o que não ag ide o meio
ambien e e não u iliza cimen o nem maquinas pesadas conhecido como solo
es abilizado (Gaze a do Po o 2017).
Mui as dessas ino ações ecnológicas em su gindo no B asil e no
mundo, cada ideia en a ab ange acilidades e segu ança na locomoção dos
cidadãos. A I-75 é uma das “ odo ias in eligen es”, que com a pa ce ia com
o depa amen o da cidade, possui á 5 quilôme os de conec i idade pa a
cole a e o nece in o mações com condições me eo ológicas, de a ego
e aciden es (3M, 2017). Sendo assim a junção das ma é ias e icazes com
comp ome imen o das pa es en ol idas mais a ecnologia pode possibili a
esul ados excelen es nas cons uções das odo ias, não só pa aibanas, mas
em odas as es adas b asilei as.
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ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
89
AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DOS
FATORES METEOROLÓGICOS SOBRE
A CONCENTRAÇÃO DE OZONIO NA
CIDADE DE SALVADOR
Luciana Al es da Nób ega1, Rica do José Fe ei a2, João Agnaldo do Nascimen o3
RESUMO
Hoje se e i ica que um dos maio es ge ado es de poluição a mos é ica
nos g andes cen os u banos são as on es mó eis. Exis em á ios poluen es
emi idos di e amen e pelos eículos e ou os o mado na a mos e a como
esul ados de eações químicas, en e eles, o ozônio (O3). O aumen o dos
índices de ozônio a mos é icos causa uma sé ie de p oblemas à saúde
humana. A a és do Modelo de Reg essão Be a oi possí el analisa o
compo amen o dos pa âme os me eo ológicos que in luenciam na a iação
da concen ação do ozônio (O3). O abalho ap esen ado e e como base
in o mações ob idas na es ação de moni o amen o con ínuo da qualidade
do a e pa âme os me eo ológicos da cidade de Sal ado . O coe icien e de
de e minação (R²) pa a o ajus e do modelo oi de 0.8154, indicando que
o Modelo Be a explica 81.54% da a iabilidade do ozônio (O3). Ve i ica-
se que as a iá eis independen es “di eção do en o”, “ empe a u a” e
“umidade do a ” são es a is icamen e signi ica i as pa a explica a a iá el
dependen e “concen ação de ozônio”.
Pala as-cha e: Poluição do a . Ozônio. E ei os na saúde. Reg essão
be a.
1 Mes e em Modelos de Decisão e Saúde – UFPB. E-mail: [email p o ec ed]
2 Dou o em Biome ia e Es a ís ica Aplicada – UFRPE. E-mail:[email p o ec ed]
3 Dou o em Es a ís ica – USP. E-mail:[email p o ec ed]
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
96
pa a explica a a iá el dependen e “concen ação de ozônio”, ao ní el de
signi icância de 5%. O coe icien e de de e minação “pseudo” R² do Modelo
Be a oi de 0.8154, indicando que o modelo de eg essão be a explica
81.54% da a iabilidade da a iá el espos a (concen ação de ozônio).
Tabela 1: Es ima i as, E os pad ões dos pa âme os signi ica i os e os P- alo es
Pa âme o Es ima i a E o Pad ão p- alo
In e cep o 20.286950 6.175440 0.0010
Di eção do Ven o -0.017882 0.002552 0.0000
Tempe a u a -0.317939 0.133883 0.0175
Umidade do a -0.124879 0.039341 0.0015
Pseudo R² = 0.8154
Log- e ossimilhança = 29.52
*Ní el de signi icância (p < 0.05)
A o ma pa a o Modelo de Reg essão Be a é desc i o como
A a és dos esul ados ob idos, obse a-se que a ”di eção do
en o”, “ empe a u a” e “umidade do a ” le a a uma p obabilidade de 98%
na a iação da concen ação de ozônio.
Análise da Adequação do Modelo
O desempenho de um modelo é a aliado pela sua capacidade
p edi i a e de inida a pa i dos p óp ios dados u ilizados na de e minação do
modelo. Modelos com boa adequabilidade ap esen am pouca disc epância
en e os dados eais e seus espec i os alo es p edi i os.
Pa a a alia a adequação do modelo, ap esen am-se alguns
g á icos de diagnós ico como esíduos De iance, dis ância de Cook’s,
Ala anca gene alizado, P edi o linea , En elope simulado, G á ico alo es
p e is os e sus alo es espe ados.
Na igu a 1 ap esen a uma alea o iedade dos esíduos De iance,
ou seja, os pon os não ap esen am nenhuma endência, indicando que
a unção de ligação u ilizada é adequada, embo a mos e que há dois
pon os com maio es alo es esiduais, co esponden e as obse ações 4 e
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
97
23. No a-se no g á ico de dis ância de Cook ( igu a 2) que as obse ações
4, 17 e 23 são maio es que as demais obse ações, des acando-se como
possí eis pon os in luen es.
Podemos e i ica os pon os de ala anca a pa i da es a ís ica de
co e (, sendo = 0.35 (PAULA, 2004). Obse a-se na igu a 3 que não há
pon os que se con igu am com pon o de ala anca pa a o modelo.
Figu a 1: G á ico De iance Figu a 2: G á ico Dis ância de Cook´s
Figu a 3: G á ico Ala anca Gene alizada Figu a 4: G á ico P edi o Linea
Obse a-se na igu a 04 que os pon os se ap esen am dispe sos
de o ma alea ó ia, mos ando que o modelo se ajus ou bem aos dados.
Tem-se na igu a 05 o g á ico de p obabilidade meio-no mal com
en elope pa a o ajus e do Modelo Be a. Podemos e i ica que a maio ia
dos esíduos se encon a con idos no en elope, embo a haja alguns esíduos
o a do en elope. Po ém pode-se conside a que o modelo ap esen a um
ajus e sa is a ó io.
Obse a-se na igu a 06 que odos os alo es es ão em o na da
e a, mos ando que há pouca disc epância en e os alo es p e is os e
obse ados.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
98
Figu a 5: G á ico P obabilidade meio-no mal Figu a 6: G á ico Valo es p e is os
e sus alo es obse ados
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O p esen e es udo mos a que a o es me eo ológicos como
“di eção do en o”, “ empe a u a” e “umidade do a ” in luenciam na
o mação do ozônio (O3) no município de Sal ado . Essa in luência oi
e idenciada no es udo a a és no Modelo de Reg essão Be a.
O aumen o dos ní eis de ozônio na opos e a em sido obje o
de p eocupação po pa e dos ó gãos ambien ais e de saúde, is o que o
ozônio e seus p ecu so es causam sé ios danos não só ao meio ambien e
como ambém à saúde humana, uma ez que a qualidade de ida do homem
es á di e amen e elacionada às condições ambien ais em que ele i e. Essa
p eocupação se de e ambém an o pelas al as concen ações encon adas
quan o pela di iculdade de con ole dos seus p ecu so es.
Espe amos que a pa i de ais esul ados, no os es udos sejam
ei os le ando em conside ação ambém ou os pa âme os, ais como:
dias da semana, luxo de eículos, concen ações de ou os poluen es,
p ecipi ação plu iomé ica e p essão a mos é ica.
Desejamos que es e es udo si a de base in o ma i a pa a c iação
de polí icas públicas ol adas pa a p e enção e planejamen o de ações
na á ea do con ole ambien al, na en a i a de minimiza os impac os
nega i os p o enien es do aumen o da concen ação desses poluen es no
meio ambien e.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
99
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ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
102
POLUIÇÃO DO AR E TRANSTORNOS
RESPIRATÓRIOS EM CRIANÇAS
Luciana Al es da Nób ega1, Ma cos Pe ei a de A aújo2, A hu de Sousa Mo ei a Lima3, Césa
Ca alcan i da Sil a4, João Agnaldo do Nascimen o5
RESUMO
O ápido a anço ecnológico do mundo mode no ouxe consigo um
aumen o na quan idade e na a iedade poluen es químicos eliminados
no meio ambien e, p ejudicando de manei a mui o sé ia a qualidade de
ida em nosso plane a. Segundo dados mais ecen es disponibilizados
pela O ganização Mundial de Saúde (OMS), a poluição a mos é ica é
esponsá el po ce ca de 7 milhões de mo es po ano em ní el global.
Es udos mais a uais mos am que em algumas cidades as concen ações de
poluen es do a passa am a a ingi ní eis que coloca am em isco a saúde
das pessoas, ob igando as au o idades a oma decisões pa a con ola
es e p oblema. Dian e do expos o, o p esen e abalho obje i ou e i ica
a elação en e os a o es me eo ológicos e poluen es a mos é icos com o
núme o de casos de doenças espi a ó ias no i icadas pela sec e a ia da
saúde de Sal ado -BA com ên ase nos p incipais poluen es e e ei os em
c ianças (≤ 9 anos), u ilizando do Modelo de Reg essão de Poisson. Essa
in es igação oi ealizada a a és de um desenho ecológico a pa i de
in o mações secundá ias de in e nações hospi ala es cole ado jun o as
DATASUS e de dados ace ca do moni o amen o dos p incipais poluen es
a mos é icos e dos pa âme os me eo ológicos, no pe íodo de no emb o
de 2010 a se emb o de 2012, adqui idos jun o ao Ins i u o do Meio
Ambien e e Recu sos Híd icos – INEMA. Fo am obse ados nesse es udo
que as a iá eis “SO2”, “NO2”, “CO” e “Tempe a u a” são es a is icamen e
signi ican es pa a jus i ica a a iabilidade da a iá el espos a “in e nações
po doenças espi a ó ias” em c ianças, ao ní el explo a ó io de 5%.
1 Mes e em Modelos de Decisão e Saúde – UFPB. E-mail: [email p o ec ed]
2 G aduando em Engenha ia Ci il – UNIPÊ. E-mail: [email p o ec ed]
3 G aduando em Engenha ia Ci il – UNIPÊ. E-mail: a hu [email p o ec ed].
4 Dou o em En e magem – USP. E-mail: [email p o ec ed]
5 Dou o em Es a ís ica – USP. E-mail: [email p o ec ed]
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
103
Pala as-cha e: Poluição a mos é ica. Doenças espi a ó ias. C ianças.
Reg essão de Poisson.
INTRODUÇÃO
De ido ao c escimen o das populações e das suas necessidades
de consumo, as indús ias c esce am conside a elmen e em núme o, á eas
de a uação e, sob e udo, p oduçãode uma eno me a iedade de p odu os.
En e an o, a p eocupação com o meio ambien e nãoacompanhou esse
i mo de c escimen o e os p oblemas ambien ais passa am a se ge adosem
g andes dimensões (LEAL; FARIAS; ARAUJO, 2008).
A pa i da Re olução Indus ial a explo ação dos ecu sos na u ais
pelo homem se in ensi icou e como consequência, o desequilíb io ambien al
passou a se ag a ado pela poluição causando doenças, p ejuízos a auna
e lo a, en e ou os. Essa c ise ecológica associada a p oblemas sociais,
cul u ais, ambien ais, cons i uem uma c ise cul u al ge ada ao longo dos
séculos pela mode nidade (REIGADA; REIS, 2004).
As subs âncias poluen es são aquelas que causam, e e i amen e,
ou que em o po encial de causa , po ação di e a ou indi e a, al e ações
e/ou danos à saúde humana p incipalmen e nas c ianças que es ão
mais p opensos a con ai ais danos de ido a não possuí em um sis ema
imunológico consolidado.
O ápido a anço ecnológico do mundo mode no ouxe consigo
um aumen o na quan idade e na a iedade de poluen es químicos eliminados
no meio ambien e p incipalmen e pelos eículos au omo o es p ejudicando
de manei a mui o sé ia a qualidade de ida em nosso plane a. Todos os anos,
milha es de pessoas são le adas aos hospi ais em i ude de á ias doenças
espi a ó ias como b onqui e, ini e, asma e ou as doenças alé gicas, odas
essas ocasionadas pelos índices de poluição do a que ep esen am hoje um
dos maio es p oblemas de Saúde Pública.
O P oblema é a ausência de in o mações modeladas sob e a
elação en e a o es me eo ológicos e os poluen es eicula es com o núme o
de casos de doenças espi a ó ias. Dian e disso, a ealização dessa pesquisa
jus i ica-se pela necessidade de ob enção de in o mações modeladas que
iabilizem omadas de decisões e a undamen ação de polí icas públicas
ol adaspa a p e enção e planejamen o de ações, an o na á ea da saúde
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
104
quan o na á ea do con oleambien al, no sen ido de minimiza os ní eis de
concen ações dos poluen es de o igem eicula e dos p oblemas de saúde
daí de i ados.Amodelagem dos dados possibili a á uma in e enção mais
e e i a sob e as esul an es danosas desse p ocesso de poluição do a sob e
a saúde humana.
Es e abalho e e como obje i o e i ica a elação en e a o es
me eo ológicos e poluen es a mos é icos eicula es em elação ao núme o
de casos de doenças espi a ó ias em c ianças, no i icadas pela sec e a ia
da saúde de Sal ado -BA, u ilizando do Modelo de Reg essão de Poisson.
METODOLOGIA
A pesquisa oi desen ol ida no município de Sal ado , capi al do
es ado da Bahia. É a e cei a cidade mais populosa do B asil – 2.675.656 de
habi an es (IBGE, 2010), e a sex a egião me opoli ana b asilei a, sendo a
única cidade na egião no des e que ealiza o moni o amen o da qualidade
do a . Além disso, a cidade possui a qua a maio o a de eículos do país.
Conside ou-se, nesse es udo, a população de c ianças com a é 09
anos de idade, onde oi e i icado o núme o de in e nações po doenças
espi a ó ias, ag upados mensalmen e du an e o pe íodo de no emb ode
2010 a agos o de 2012. Esses dados o am cole ados jun o ao Depa amen o
de In o mações do Sis ema Único de Saúde – DATASUS, do Minis é io da
Saúde, e e en es ao núme o de in e nações po p oblemas espi a ó ios,
elacionados no Código In e nacional de Doenças – CID 10 e pelo Ins i u o
do Meio Ambien e e Recu sos Híd icos – INEMA.
As in o mações ace ca do moni o amen o dos p incipais poluen es
a mos é icos o am ob idas jun o à emp esa Ce el, onde o am conside ados
os alo es das medições diá ias pa a a empe a u a e umidade ela i a do a
e pa a as concen ações dos poluen es a mos é icos na cidade de Sal ado .
A ede de moni o amen o da qualidade do a em Sal ado é
compos a po cinco (05) es ações ixas e au omá icas de amos agem que
moni o am cinco (05) di e en es pon os da cidade. As cinco es ações são:
Pi ajá, Pa alela-CAB, Dique de To o ó, Campo G ande e Rio Ve melho. Como
on e de cole a de dados das concen ações dos poluen es e pa âme os
me eo ológicos pa a esse es udo, decidiu-se pela u ilização dos dados da
es ação au omá ica de moni o amen o da A . Pa alela, po es a ap esen a
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
105
in o mações mais comple as e po localiza -se numa egião cen al da cidade
de Sal ado .
A es ação A . Pa alela moni o a os seguin es pa âme os:
ma e ial pa iculado (MP10), dióxido de enxo e (SO2), óxidode ni ogênio
(NO2), monóxido de ca bono (CO), ozônio (O3), umidade ela i a do a ,
empe a u a, elocidade do en o, di eção do en o, p essão a mos é ica e
adiação.
Inicialmen e oi ealizada uma análise desc i i a dos dados,
u ilizando medidas de endência cen al e de dispe são, como média,
mediana, des io-pad ão e coe icien e de co elação, alémda u ilização
de abelas pa a melho comp eensão do enômeno em ques ão. Após a
análise desc i i a, com a inalidade de es ima a associação dos a o es
me eo ológicos e poluen es a mos é icos de o igem eicula em elação ao
núme o de in e nações po doenças no apa elho espi a ó io nas populações
de c ianças (≤ 9 anos) de Sal ado , u ilizou-se o modelo ma emá ico de
eg essão de Poisson. As es ima i as dos pa âme os pa a o modelo de
eg essão de Poisson o am in e p e adas po meio do isco ela i o (RR).
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA
A é meados de 1980, a poluição a mos é ica u bana e a
a ibuída basicamen e às emissões indus iais, classi icadas como on es
es acioná ias. No en an o, com o ápido c escimen o u bano nos países em
desen ol imen o ez com que as on es mó eis, ou eículos, se o nassem
um p oblema de g ande magni ude. Hoje se e i ica uma si uação em que
um dos maio es ge ado es de poluição a mos é ica nos g andes cen os
u banos são as on es mó eis em ci culação nas odo ias, de ido ao núme o
e seu es ado de conse ação, mui as ezes sem o con ole necessá io quan o
à qualidade do combus í el, dos mo o es e mecanismos de il agem dos
gases emi idos (BRAGA; PEREIRA; SALDIVA, 2002).
A poluição a mos é ica u bana é conside ada um dos p oblemas
ambien ais mais signi ica i os an o em países em desen ol imen o como
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
112
eg essão de Poisson, que o dióxido de enxo e aumen a a chance em 6,7%
de p o oca in e nações po doenças espi a ó ias em c ianças.
Embo a enha-se obse ado na pesquisa que o dióxido de
enxo e (SO2) não ul apassou os limi es p e is os pela legislação b asilei a
e pela O ganização Mundial de Saúde, esse poluen e es e e associado
àsin e nações po doenças do apa elho espi a ó io em c ianças. Pa a
Hin ichs e Kleinbach(2003), os e ei os ad e sos do SO2 na saúde não
dependem apenas dos ní eis de concen ação, mas dealguns ou os a o es,
como po exemplo, o empo de exposição.Um es udo desen ol ido po
Schwa z e al. (1991) em Los Angeles, EUA, encon ou associação en e o
SO2 e osse em c ianças. De o ma semelhan e, Haja e al. (2001) e i icou
a a és de sua pesquisa ealizada em Lond es,que o aumen o nos ní eis
de concen ações do dióxido de enxo e (SO2) p o oca ia um ac éscimo
de 24,5% no núme o de consul as pediá icas po ini e alé gica.En e os
possí eise ei os da exposição às concen ações de SO2, emos i i ação na
mucosa dos olhos e ó gãos espi a ó ios, podendo causa e ei os agudos
e c ônicos e um dec éscimo da unção pulmona (MARTINS e al., 2002).
P o oca ag a amen o de doenças espi a ó ias p eexis en es e ambém
con ibui pa a seu desen ol imen o (AZEVEDO; BERENSTEIN; JUNIOR,
1999).
Dióxido de Ni ogênio
Com elação à es ima i a encon ada pa a o dióxido de ni ogênio,
e i icou-se que man idos os ní eis das demais a iá eis ixas, o aumen o de
1 μg/m³ da a iá el independen e“NO2”, aumen a a chance de p o oca
in e nações po doenças espi a ó ias em 3% (exp [βNO2] = exp [0,033]
= 1,03) nas c ianças. De o ma semelhan e, Gou eia e al. (2006) no
município de São Paulo no pe íodo de 1996 e 2000, e i icou que o dióxido
de ni ogênio aumen a ia a chance em 3% de p o oca in e nações po
doenças espi a ó ias, 2,3% po asmae 0,8% po pneumonia, em c ianças.
Segundo a O ganização Mundial de Saúde, es udos
epidemiológicos ealizados na Amé ica do No e e Eu opa mos a am que
a exposição a ele ados ní eis de concen ação do dióxido de ni ogênio
(NO2), p o oca ia um aumen o nos sin omas de b onqui e e asma eum
dec éscimo da unção pulmona em c ianças. Esses es udos ambém
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
113
descob i am e ei os ad e sos sob e a saúde das c ianças que i em em
á eas me opoli anas ca ac e izadas po ap esen a em ní eis de NO2 mais
ele ados, mesmo nos casos em que não ul apassa am o limi e máximo
ecomendado pela legislação.
Na pesquisa conduzida po Bakonyi e al. (2004), com o obje i o
de in es iga os e ei os causados pela poluição a mos é ica na mo bidade
po doenças espi a ó ias em c ianças no pe íodo de 1999 a 2000, em
Cu i iba-PR, e i icou-se que embo a o NO2 não enha ul apassado o
limi e p e is o em lei, ele oi co elacionado posi i amen e com doenças
espi a ó ias em c ianças. O mesmo oco eu com es udo na cidade do Rio
de Janei o em que Cas o e al. (2009), com obje i o de a alia a associação
en e a exposição diá ia à poluiçãoa mos é ica e unção espi a ó ia em
escola es, e i ica am que o aumen o dos ní eis do NO2 oi associado a
diminuição da unção espi a ó ia em c ianças en e 5 e 15 anos de idade.
Monóxido de Ca bono
Analisando a es ima i a encon ada no modelo pa a o monóxido
de ca bono (CO), obse ou-se que o mesmo aumen a ia em 1% (exp
[βCO] = exp [0,007] = 1,01), man idos os ní eis das concen ações das
demais a iá eis ixas, a chance de p o oca in e nações emc ianças po
p oblemas no apa elho espi a ó io. De o ma semelhan e, Gou eia e
al. (2006), e i icou no pe íodo de 1996-2000 na cidade de São Paulo
que o monóxido de ca bono aumen a ia em 1,9% a chance de p o oca
in e nações po doenças espi a ó ias em c ianças.
Os ele ados índices de concen ações de CO podem p o oca
o aumen o nos ní eis de ca boxihemoglobina no sangue, a e ando
a capacidade de abalho e exe cício em pessoas sadias. Um a o
in e essan eé que es udos expe imen ais êm demons ado que baixos ní eis
de ca boxihemoglobina já podem causa diminuição de e lexos em pessoas
expos as a esse poluen e. Dian e disso, os al os índices de CO em á eas de
á ego in enso êm sido apon ados como causa adicional deaciden es de
ânsi o (CAVALCANTI, 2010).
Na pesquisa conduzida po Gou eia e al. (2006), na cidade de
São Paulo, e i icou-se que o aumen o de 10 μg/m³ nos ní eis de poluen es
a mos é icos es á associado a aumen o nas in e nações in an is po doenças
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
114
espi a ó ias em 1,9% pa a o monóxido de ca bono (CO).O mesmo co eu
com o es udo ealizado em um bai o do Rio de Janei o onde Mou a e
al.(2008) e i icou associação en e CO e a endimen os pediá icos po
queixas espi a ó ias.
Tempe a u a
A a iá el independen e “Tempe a u a” ap esen a o sinal nega i o
pa a a es ima i a do pa âme o (exp [βTempe a u a] = exp [-0,664] =
0,52), indicando que a diminuição de 1ºCaumen a em 52% a chance de
p o oca de in e nações po doenças espi a ó ias em c ianças. O aumen o
da incidência de doenças espi a ó ias, nos pe íodos mais ios do ano,
de e-se a dois a o es p incipais: asbaixas empe a u as e o aumen o nas
concen ações dos poluen es p imá ios (BAKONYI e al., 2004).
Aze edo, Be ens ein e Junio (1999) analisa am na cidade de
São Paulo, o ní el de associação en e poluen es a mos é icos, a iá eis
climá icas e a incidência de doenças espi a ó ias em c ianças com a é
5 anos de idade. Nesse es udo o am u ilizados dados de mo bidade
po doenças espi a ó ias, ag upados po mês. De aco do com os esul ados
ob idos, e i icou-seno á el aumen o no núme o de a endimen o de c ianças
no pe íodo do in e no, isso de ido ao a o de que nesse pe íodo exis e uma
di iculdade de dispe são dos poluen es e como consequência, um aumen o
dos ní eis de concen ação des es, associado ao a o de que, nesse pe íodo,
as pessoas endem a pe manece em mais empo em locais echados, com
pouca ci culação de a .
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Apesa dos alo es ap esen ados no banco de dados do DATASUS
e em sido signi ica i os em elação ao núme o de in e nações po doenças
espi a ó ias em c ianças, é impo an e lemb a que essas in o mações
pode iam se ainda mais ep esen a i as caso as oco ências não egis adas
i essem ei o pa e desse conjun o de in o mações.
Es ima o ní el de associação en e a poluição a mos é ica e
in e nações po doenças espi a ó ias é uma e apa impo an e na cons ução
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
115
de planejamen os pa a a ealização de omadas de decisões ace ca
de ações go e namen ais que isam a edução da poluição a mos é ica
e consequen emen e uma melho ia na qualidade de ida da população.
Apesa daslimi ações em elação ao desenho de es udo u ilizado nessa
pesquisa, oi possí el e i ica associação es a is icamen e signi ica i a en e
poluição a mos é ica e in e nações po doenças no apa elho espi a ó io
em c ianças. Cons a ou-se, a a és do ajus e do modelo, que o aumen o de
1μg/m³ de “SO2” implica 4,36 ezes mais chances de p o oca in e nações
po doenças do apa elho espi a ó io em c ianças (≤ 9 anos); o “NO2” em
3% e o “CO” em 1%. Adiminuição de 1ºC na “ empe a u a” aumen a em
52% o núme o de in e nações po doenças espi a ó ias em c ianças.
Em unção dos esul ados obse ados, concluímos que apesa
dos ní eis de concen ações dos poluen es e i icados nesse es udo es a em
den o dos ní eis acei á eispela legislação b asilei a, obse ou-se associação
posi i a en e o aumen o de in e nações po doenças espi a ó ias e os ní eis
de concen ações dos poluen es a mos é icos, como já cons a ado em ou os
es udos.
Mesmo dian e de algumas limi ações, e i icou-se associação en e
a poluição a mos é ica de o igem eicula em Sal ado com o aumen o
de in e nações po doença no apa elho espi a ó io em c ianças. Po im,
espe a-se que, os esul ados ob idos nesse es udo sejam u ilizados como
ins umen o na omada de decisão po pa e dos ges o es, subsidiando o
es abelecimen o de polí icas públicas obje i ando a melho ia da qualidade
de ida da população no município de Sal ado , eduzindo as emissões de
poluen es a mos é icos.
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119
ESTUDO SOBRE O EMPREGO DE
GEOMANTA COMO ALTERNATIVA PARA
ESTABILIZAÇÃO DE ENCOSTA NA
COMUNIDADE SANTA CLARA, JOÃO
PESSOA/PB
Tales Lou enço da Sil a1, E inaldo F ancisco do Nascimen o Filho2, Julliana de Pai a Valada es
Fe nandes3
RESUMO
O c escimen o acele ado e deso denado do p ocesso de u banização nas
cidades az com que os aglome ados u banos c esçam de o ma de icien e
de in aes u u a básica, habi ações p ecá ias e se iços ine icien es
ag a ando ainda mais os p oblemas ambien ais u banos, azendo com que
a população i a em ambien es com isco de desas es, á eas de encos a
susce í eis a deslizamen os de e a, inundações, en e ou os. Po an o,
es e abalho buscou expo os p oblemas ambien ais e es u u ais que a
população da comunidade San a Cla a, localizada no bai o do Cas elo
B anco, João Pessoa-PB so e dia iamen e. A á ea es udada es á às ma gens
da BR-230 e no local são is os á ios a o es que podem desencadea
e en os ca as ó icos, como o lançamen o de águas sem euso na ba ei a
e modi icações an ópicas4 no alude: cul i o e plan io inco e o de espécies
ege ais nas encos as ins á eis. Além disso, o abalho mos a uma possí el
ideia de solução pa a diminuição da e osão na ba ei a u ilizando man as
geossin é icas (geoman a), explici ando o p ocesso de egula ização da
encos a pa a ecebe a man a.
1 G aduando do cu so de Engenha ia Ci il pelo Cen o Uni e si á io de João Pessoa – UNIPÊ. E-mail:
[email p o ec ed]
2 G aduando do cu so de Engenha ia Ci il pelo Cen o Uni e si á io de João Pessoa – UNIPÊ. E-mail:
[email p o ec ed]
3 Dou o a em Geo ecnia. P o esso a assis en e do Cen o Uni e si á io de João Pessoa – UNIPÊ. E-mail:
[email p o ec ed]
4 Modi icações ou ans o mações p o ocadas pela ação do homem.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
120
Pala as-cha e: P ocesso e osi o. Geossin é ico. E osão em ba ei a.
INTRODUÇÃO
Com a u banização e o c escimen o das cidades, os aglome ados
u banos5 c escem de o ma acele ada, habi ando á eas de isco
geomo ológico e que não possuem in aes u u a básica pa a mo adia. A
exclusão social le a as pessoas de baixa enda a mo a em á eas que
o e ecem iscos a ida, como po exemplo, às ma gens de encos as.
A Lei Fede al 10.257, de 10 de julho de 2001, de denominação
“Es a u o da Cidade”, em como obje i o es abelece di e izes ge ais da
polí ica u bana no B asil, como ambém, democ a iza a ges ão das cidades
b asilei as po ins umen os de ges ão. Den e eles, pode-se des aca o plano
di e o , bem como ins umen os de polí ica u bana como uso e ocupação do
solo, como ambém da ocupação de á eas de isco.
A ocupação dessas á eas, na cidade de João Pessoa, se az
p esen e e de o ma inco e a. Esses locais ípicos de FORMAÇÃO
BARREIRAS impõem iscos à ida dos mo ado es da comunidade de ido ao
su gimen o de p oblemas, como e osão e deslizamen o do solo.
Essa desag egação de solo é esul ado da exposição do mesmo
às chu as, ausência de cobe u a ege al den e ou os a o es an ópicos,
p o ocando assim, p oblemas com deslizamen os de e a, ge ando
p eocupação aos mo ado es p óximos à ba ei a, que segue em ale a,
p incipalmen e, nos meses de maio es índices plu iomé icos.
Des e modo, su ge o concei o de geomo ologia u bana, enquan o
amo da geog a ia ísica, a im de busca elucidação das elações exis en es
en e os a o es ísicos da paisagem e os impac os ge ados pela ocupação
an ópica, no adamen e em espaços u banizados, que são esponsá eis po
ocasiona a acele ação dos p ocessos geomo ológicos, podendo, mui as
ezes, assumi um ca á e ca as ó ico (GUERRA; MARÇAL, 2006; GUERRA,
2011).
Esses desas es, ge ados pela ocupação an ópica de á eas
de isco social, podem se obse ados na o ma de deslizamen os de
e a, classi icados po alguns ipos, ais como: esco egamen o de solo;
5 Á eas concen adas com um ní el socioeconômico abaixo da média populacional.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
121
esco egamen o de ocha; queda de blocos e olamen o de ma acões
(GUIMARÃES, 2008).
Os esco egamen os ou deslizamen os oco em com maio
equência de ido ao inchaço populacional le ado pela ocupação das
á eas de isco, con o me desc e e a Coo denado ia Municipal de P o eção
e De esa Ci il de João Pessoa6 (2014). Den e as cidades b asilei as, João
Pessoa ambém ap esen a a oco ência de aciden es como deslizamen os
de e a e inundações, a os oco idos pela ocupação i egula das á eas
de encos a.
Des e modo, a p esen e pesquisa buscou expo o p oblema da
e osão exis en e no alude, ocasionando assim alguns ipos de mo imen o
de massa nas edondezas da comunidade San a Cla a, explici ando
sob e al e na i a de p o eção e e o ço de solo, a pa i do uso de man as
geossin é icas na edução de pe igo eminen e que a ba ei a so e. Ademais,
a conscien ização aos mo ado es que, mui as ezes, não em conhecimen o
su icien e sob e o pe igo p esen e na ocupação de encos as.
METODOLOGIA
Es e a igo a a-se de um es udo de caso, de abo dagem quali a i a,
a pa i de um le an amen o bibliog á ico, na busca de in o mações ace ca
da es abilidade do alude ci ado nes e es udo e de au o es que con ibuí am
na ca ac e ização de concei os elacionados ao assun o.
Fo am ealizadas obse ações na á ea com in enção de explo a
isualmen e o local em ques ão, desc e endo a si uação do solo. Es e ipo de
pesquisa oi classi icado como um es udo de caso, possibili ando em es udo
u u o como pesquisa-ação jun amen e com a população local.
Du an e a pesquisa, o am encon ados es udos que a am do
mapeamen o das á eas de isco da comunidade San a Cla a e a pa i
das in o mações buscadas ace ca do p oblema, oi p opos o um es udo de
análise sob e a si uação da mesma.
6 Con ex ualização ela ada no si e da p e ei u a municipal de João Pessoa, disponí el em: <h p://www.
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ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
128
da sua c is a), ixando a mesma com g ampos me álicos ( e igu a 05),
ea e ando a canale a logo após a ixação.
Figu a 5: G ampos me álicos aplicados nas geoman as.
Fon e: Minas G amados.
A quan idade de ixado es es á in e ligada com a inclinação
do alude. Um alude mais i egula exigi á mais ixado es de modo que
não ique nenhum local descobe o, e i ando que á eas iquem expos as a
e osão. Os ixado es ga an em uma excelen e ama ação da man a ao solo,
se bem aplicados.
Pa a e i a que oco a isco de e osão do alude depois de
aplicada a man a, de e-se ecob i com ege ação, de modo que enha
uma melho ia na esis ência do solo.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
O emp ego das geoman as como al e na i a pa a con enção
de encos as ins á eis e i ando os deslizamen os oi aplicado em di e sas
cidades. Den e elas, des aca-se Ang a dos Reis, Ba ue i e Viçosa.
A ideia de aplicação das geoman as em Ang a dos Reis/RJ se
deu po causa das o es chu as em 2009, na qual hou e deslizamen os
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
129
de aludes e encos as. Foi p opos o o uso do geossin é ico com a adição
de semeadu a, em que o coque el de semen es jun o à geoman a compos a
po um e es imen o lexí el deixa a o ambien e p opício ao c escimen o
da ege ação, de modo a o alece as aízes. Consequen emen e, esse
conjun o aliado à malha me álica hexagonal de dupla o ção p opo ciona a
o aumen o da esis ência do solo e i ando pequenos deslocamen os,
solici ações de ação, e c.
Todo es e es udo oi ealizado no ano de 2011, po engenhei os
ci is da Macca e i® do B asil e Muniz & Spada, em que consis iu no
e es imen o do solo g ampeado com geoman a e o çada ( ipo de ob a),
em Ang as dos Reis/Rio de Janei o (Local da Ob a), com du ação de
e e ei o a ma ço de 2011.
Figu a 6: Geoman a aplicada no solo.
Fon e: igsb asil.o g.b – SOBRAL, M. L. V. e . al. , 2011.
Na cidade de Ba ue i/SP, oi ealizada uma ob a que consis e
na ees u u ação de um alude com o p óp io solo, si uado en e a Escola
P e ei o Nes o de Cama go e lo es do p op ie á io da ob a ( ilial b asilei a
do U. S. Pha macopeial Con en ion). Es udo es e ealizado po Fagne
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
130
Alexand e Nunes de F ança e Vinícius Rocha Gomes Pe ei a oi p emiado
como um dos encedo es do 1º Concu so IGS B asil de Casos de Ob as.
O obje i o do es udo consis iu em ees u u a o alude após a sua
up u a, de modo a ob e a es abilização e segu ança do local. As causas
do deslizamen o em p incípio não o am de ec adas, con udo, suspei ou-
se da oco ência de algum azamen o do sis ema de abas ecimen o do
ese a ó io que e a si uado no opo do alude. Essa hipó ese oi con i mada
ao se aze as p imei as ope ações pa a o epa o do alude, no qual o solo,
ao se emo ido, deixa a à is a a ubulação que ap esen a a azamen o.
Po an o, a ele ação no g au de sa u ação do solo deixou o peso especí ico
maio e eduziu a esis ência ao cisalhamen o. Pa a a solução des e
p oblema, F ança e Pe ei a (2012) ap esen am que “op ou-se pelo emp ego
das écnicas de solo en elopado e solo g ampeado pa a e o ça o maciço
de solo nos lances supe io e in e io do alude, espec i amen e”.
O local que o alude se si ua a necessi a a de uma solução
de engenha ia ápida. O p óp io solo do alude ambém oi usado pa a
ecomposição do alude man endo sua o ma o iginal. A écnica de solo
g ampeado oi usada pa a ecompo a geome ia do lance in e io do
e eno no qual o maciço de solo ap esen ou-se pouco pe u bado, pa a
a econs ução o al oi usada uma solução mis a ( e igu a 07 e 08)
en a izando a lexibilidade dos geossin é icos. Fo am usados cinco ipos
de geossin é icos den e eles o geo êx il ecido, o am u ilizados qua o
ipos de solo, com unções di e en es pa a a ingi os obje i os exigidos pelo
p op ie á io.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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Figu a 7: Aplicação de geossin é ico na ace do lance supe io do alude.
Fon e: Fundações & Ob as Geo écnicas – FRANÇA e PEREIRA, 2012.
Figu a 8: Aplicação de placas de g ama na ace do lance supe io do alude.
Fon e: Fundações & Ob as Geo écnicas – FRANÇA e PEREIRA, 2012.
Foi ealizado, em 2006/2007, um es udo em Viçosa/MG pa a
a a da e iciência do mé odo da semeadu a, bem como o uso das man as
pa a a es abilização de aludes de co e. Fo am u ilizados qua o p ocessos:
semeadu a em man a sin é ica; semeadu a em co as; semeadu a em co as
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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seguida de ixação da man a sin é ica e de man a o gânica. Pa a odos os
mé odos aplicados, a semeadu a consis iu na composição de semen es das
o agei as, solo penei ado e adubo.
Em consequência disso, oi obse ado que a semeadu a em co as
com o ecob imen o jun o com man a o gânica ou sin é ica o na o subs a o
menos susce í el aos agen es ex e nos como chu a e en os, o nando essa
p o eção e e i a quando se aplica as man as de con ole de e osão, que
p o egem o solo a é a ege ação se desen ol e . Ve i icando que a mis u a
de semen es de g amíneas e leguminosas com pos e io ecob imen o com as
man as de con ole de e osão con e iu maio p o eção ao solo ap esen ando
bom desen ol imen o e po encial pa a u ilização em aludes de co e.
Es e es udo oi desen ol ido e ap esen ado pela aluna Fabiana
Cab al da Sil a, na Uni e sidade Fede al de Viçosa, pa a ob enção do
í ulo de Magis e Scien iae, 2008.
Figu a 09: Aplicação do mé odo das semeadu as.
Fon e: SILVA, F. C. da, 2007.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
A p eocupação em iabiliza melho es condições sociais e
econômicas às comunidades e ao Es ado o alece-se as p ecauções e
mecanismos solucioná eis de ação con a possí eis p oblemas e iscos ao/
do meio i ido que, nes e es udo des aca-se a comunidade de San a Cla a
que so e com iscos de deslizamen o do solo.
A ba ei a da comunidade San a Cla a so e um p ocesso de
e osão do solo a mais ou menos ês anos onde oco em deslizamen os de
e a p incipalmen e nos pe íodos chu osos. O local exibe oço ocas com
acumulo de lixo e es os de plan as jogados pela população acumulando
inse os, den e ou os animais.
Re o ça o solo com geoman as a ia uma possí el melho ia pa a
o solo da ba ei a da comunidade, isolando a ba ei a do impac o di e o
das chu as e luxos supe iciais que possam i a causa deslizamen os de
e a. É necessá io ambém se p omo e a educação ambien al, po pa e
dos mo ado es, sob e o desca e co e o do lixo e despejo das águas sem
euso e os cuidados a se e com as geoman as.
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ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
136
BENEFÍCIOS AMBIENTAIS E
SOCIOECONÔMICOS DA INSTALAÇÃO
DE ATERRO SANITÁRIO EM
ITAPORANGA-PB
Bona d Rod igues de Mou a Lei e Filho1, Luciana Al es de Nob ega2, Ma ia Ad iana de F ei as
Máge o Ribei o3
RESUMO
O c escimen o populacional e consequen emen e das cidades, ez com que
su gisse a p oblemá ica da ges ão de esíduos sólidos, que p ema u amen e
oi a ado sem a de ida impo ância, causando inúme os impac os
nega i os ambien ais e sociais. Nas úl imas décadas su giu uma maio
p eocupação com o meio de manei a ge al, es o ços o am omados
no sen ido da disposição ambien almen e co e a dos esíduos, sendo a
solução mais e icaz a u ilização de a e os sani á ios. No B asil, g ande
pa e dos municípios de pequeno e médio po e alegou não e e ba pa a a
implan ação e manu enção de um a e o sani á io. A ele ância do p esen e
es udo se dá no sen ido de demons a que é iá el economicamen e a
implan ação de a e o sani á io em cidades de pequeno po e, a a és
de pesquisa de campo ao a e o sani á io de I apo anga-PB, onde o am
analisados os impac os ambien ais e socioeconômicos do mesmo, a a és
das di e izes ambien ais da Lei e de dados le an ados de aco do com
pesquisa documen al e bibliog á ica. Re elando que o a e o ope a de
manei a ambien almen e co e a, ge ando emp ego e enda.
Pala as-cha e: Resíduos sólidos. A e o sani á io. Impac os.
1 G aduando em Engenha ia Ci il – UNIPÊ. E-mail: [email p o ec ed].
2 Mes e em Modelos de Decisão e Saúde – UFPB. E-mail: [email p o ec ed]
3 Dou o a. E-mail: [email p o ec ed]
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
137
INTRODUÇÃO
O desen ol imen o da ag icul u a, da ecnologia e dos a anços
da medicina, o am a o es p eponde an es pa a o c escimen o das cidades
há séculos a ás, com esse c escimen o su gi am alguns desa ios que pa a
a época ainda es a am sendo desen ol idas soluções palia i as, um desses
desa ios e a a ges ão do lixo, que e am dispos os li emen e nas uas das
cidades.
Um exemplo de p oblema causado pela o ma inadequada
do desca e do lixo naquela época, den e ou os a o es, oi a ápida
disseminação da pes e neg a pela Eu opa. A epidemia chegou ao con inen e
po ol a de 1348. Es udiosos calculam que ce ca de 1/3 da população
eu opeia oi cei ada pela doença (SOUSA, 2015).
Com o empo, ou as medidas o am ado adas em ace o a amen o
dos esquícios sólidos. Po ém, com a expansão populacional aliada ao
desen ol imen o econômico, à al a de ins ução ambien al da sociedade,
ao descaso dos ó gãos públicos compe en es e a ausência de polí icas
públicas, oi obse ada uma p odução ainda maio de esíduos ao longo dos
anos, onde o desca e dos mesmos é ealizado de manei a inap op iada no
meio a a és dos lixões a céu abe o, azendo impac os ambien ais, como:
poluição do solo, dos mananciais supe iciais e sub e âneos, deg adação
da ege ação auxilia e e c (SOUZA, 2016).
Nas úl imas décadas em aumen ado a p eocupação com os
impac os causados pelo homem a na u eza, bas an e se em discu ido
sob e a emá ica a im de encon a mé odos de comba e o a anço da
deg adação ambien al. B aga e al. (2005) nos e idencia que o pensamen o
da população an e io men e não e a o mesmo já que “no B asil e em mui os
ou os países, du an e um longo pe íodo de empo, a poluição e a is a
como um indica i o de p og esso”.
Pe an e a di iculdade inancei a e ausência de mecanismos po
pa e da maio ia dos go e nos municipais, oi sancionada em agos o e
egulamen ada em dezemb o de 2010 a Polí ica Nacional de Resíduos
Sólidos, que eúne uma sé ie de planos e ações pa a o con ole ag egado e
ge enciamen o adequado dos exc emen os sólidos (BRASIL, 2010).
Os a e os sani á ios não de em se is os somen e como uma
opção pa a os p oblemas ambien ais causados pela má disposição do lixo
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
144
com b i a. O líquido é en ão encaminhado pa a a amen o inal a a és da
lagoa anae óbia e pos e io men e pa a a lagoa acul a i a.
Figu a 4: De alhe do d eno de lixi iado
Fon e: P oje o da UTR (2016)
A d enagem dos gases poluen es é ei a a a és de d enos e icais
ei os de conc e o a mado e es idos ex e namen e po uma camada de
10 cm de b i a, com o obje i o de d enagem e combus ão a a és de
queimado es di e amen e ligados aos ubos.
Em ensaios e es udos ealizados pela emp esa esponsá el pela
elabo ação do p oje o (APF ENGENHARIA, 2016), sob e possí eis impac os
causados aos co pos d’água de manei a ge al pela implan ação do a e o
sani á io, omando como base as ecomendações da NBR 15.849 (2010)
e a Resolução CONAMA nº 404 (2008), oi possí el a e i que o e eno
do a e o de esíduos é plano, com decli idade média em o no de 12%, o
lençol eá ico na á ea ap esen a p o undidade de 15 me os em elação à
supe ície opog á ica local, assim como a á ea de implan ação do a e o
es á a mais de 400 me os de dis ância da ba agem de água mais p óxima.
Tan o a d enagem dos lixi iados como dos gases é ei a de
manei a adequada segundo as di e izes legais, além do esul ado a o á el
ambien almen e a espei o de possí eis in luências nos mananciais de água,
somando a segu ança da base da célula do a e o, que é impe meabilizada
com uma camada de a gila de 60 cm, compac ada de 20 em 20 cm.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
145
Em isi a ealizada ao a e o, oi possí el aze o le an amen o do
núme o de colabo ado es que abalham di e amen e no emp eendimen o,
ge ando emp ego e enda na cidade, logo abaixo a Quad o 2 i á ap esen a
com de alhes o núme o e dis ibuição de a e as:
Quad o 2: Dimensionamen o de mão-de-ob a.
NATUREZA DO SERVIÇO MÃO-DE-OBRA UTILIZAÇÃO MENSAL
Con ole ope acional 01 Eng. Ambien al In eg al
Segu ança e con ole 02 Vigilan es In eg al
Ope ação de máquinas e
eículos
02 Ope ado es De aco do com ho á io do uso
dos equipamen os e eículos
01 Mo o is a
Limpeza ge al 02 Ga is In eg al
Topog a ia 01 Topóg a o
01 Ajudan e 02 Vezes po semana
Fon e: Elabo ado pelos au o es, 2018.
Além do mon an e pago pela P e ei u a Municipal de I apo anga
pela disposição dos esíduos no a e o, o emp eendimen o em ou as on es
de ecei as que o am e i icadas du an e a isi a.
Na iagem, os esíduos pa am po um p ocesso de seleção pa a
sepa ação dos eciclá eis, que co espondem a ce ca de 10% dos esíduos
encaminhados ao a e o, pos e io men e, os mesmos são come cializados
pa a indús ia ou unidades de eciclagem. No pá io de podas são
encaminhados os esíduos de podas de á eas públicas e come ciais
que ambém co espondem a 10% dos esíduos des inados ao a e o
mensalmen e, as peças de madei a de maio diâme o são negociadas com
emp esas do se o p i ado.
Po ques ões é icas e de me cado, não oi epassado em núme os
quan o se io o luc o do a e o a a és de ecei as acima ci adas, po ém, e
es ima i a mensal de luc o líquido gi a em o no de 20%. Também du an e
a isi a não nos oi pe mi ido o og a a a á ea in e na do emp eendimen o.
Ainda segundo le an amen o ealizado pela APF Engenha ia
(2016), as cidades p óximas a I apo anga, há uma dis ância máxima de
43 km, não possuem des inação adequada de esíduos, uma pa ce ia com
a Unidade de T a amen o se ia possí el, já que de aco do com o es udo da
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
146
Tabela 1, a p odução diá ia o al de esíduos de odas as cidades chega ia
p óximo ao mon an e de 70 oneladas, sendo a capacidade diá ia da célula
do a e o de 100 oneladas po dia, comp ome endo apenas 70% da sua
capacidade.
Essa pa ce ia a ia os bene ícios pa a as cidades a a és da
disposição adequada dos esíduos sólidos e de aco do com a Lei, pa a o
a e o sani á io, se ia bené ico no sen ido de a ibui mais ecei as a a és
dos pagamen os ealizados pelas P e ei u as, como ambém a maio
disponibilidade de esíduos cole ados na iagem e compos agem onde
pos e io men e pode em se come cializados, e com uma demanda maio ,
exigi ia a con a ação de mais colabo ado es pa a o pleno desen ol imen o
das a i idades do a e o.
Tabela 1: Es ima i a de luxo mássico de cidades p óximas a I apo anga
CIDADES POPULAÇÃO DIST. ITA PROD/DIA PROD/MÊS PROD/ANO
1 BOA VENTURA 5.751 20,30 7,02 210,49 2.535,84
2 CURRAL VELHO 2.505 35,00 3,06 91,68 1.100,20
3 DIAMANTE 6.616 24,40 8,07 242,15 2.905,75
4 IBIARA 6.031 43,20 7,36 220,73 2.648,82
5 ITAPORANGA 23.192 0,00 19,06 571,91 6.958,30
6 NOVA OLINDA 6.070 31,10 7,41 222,16 2.665,94
7 PEDRA BRANCA 3.721 18,10 4,54 136,19 1.634,26
8 S. J. CAIANA 6.010 22,10 7,33 219,97 2.639,59
9 SERRA GRANDE 2.975 33,80 3,63 108,89 1.306,62
TOTAL 62.871 67,48 2.024,17 24.395,32
Fon e: P oje o da UTR (2016)
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O es udo e elou que o a e o sani á io de I apo anga-PB ope a em
con o midade com as di e izes es abelecidas pelos meios legais, ainda de
aco do com os esul ados, oi possí el cons a a que o emp eendimen o em
uma ó ima axa de e o no capi al a a és dos meios de cap ação de capi al,
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
147
como ambém ge a pos os de abalho impo an es, p incipalmen e pa a
cidades de pequeno po e, onde a economia não em an a di e si icação.
Ainda oi possí el cons a a a po encialidade de expansão de
enda e emp egos, a a és de possí eis pa ce ias com cidades da egião,
demons ando assim que o modelo de es udo é e icien e nos aspec os
analisados, espe ando que o mesmo con ibua pa a a “queb a do mis icismo”
de que esse ipo de emp eendimen o ás apenas p ejuízos econômicos pa a
cidades de pequeno e médio po e.
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ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
150
DESEMPENHO DO SERVIÇO DE
ABASTECIMENTO DE ÁGUA E
ESGOTAMENTO SANITÁRIO EM
CIDADES PARAIBANAS
I one de And ade Li a1, Liza Cibele Cla o Pe ei a2, Ma ia Ad iana de F ei as Máge o Ribei o3
RESUMO
É econhecida a ín ima ligação en e uma adequada qualidade ambien al
u bana e as ações do pode público, como o o necimen o de água a ada,
a cole a e o a amen o dos esíduos sólidos, a d enagem e o manejo de
águas plu iais, bem como a cole a e a amen o de esgo o. O obje i o ge al
des e es udo é desc e e o cená io, com base nos indicado es nacionais, no
que compe e ao abas ecimen o de água e esgo amen o sani á io nas cidades
de João Pessoa, Campina G ande, Cabedelo, San a Ri a e A a una, na
Pa aíba, e sua in e e ência na qualidade de ida da população esiden e
nesses municípios. A escolha dos indicado es u ilizados na pesquisa oi
ei a a pa i da análise de um conjun o de indicado es de desempenho
do Sis ema Nacional de In o mações sob e Saneamen o (SNIS) pa a o ano
de e e ência de 2012. É inegá el a impo ância do saneamen o básico
pa a a ga an ia da qualidade de ida da população. Os municípios de
João Pessoa, Campina G ande, Cabedelo, San a Ri a e A a una êm acesso
aos se iços de abas ecimen o de água adequadamen e, alcançando a
maio pa e dos domicílios segundo a pesquisa do SNIS. En e an o, não
oi obse ada a mesma qualidade de a endimen o quan o ao acesso ao
esgo amen o sani á io. Menos da me ade da população pa aibana em
es udo dispõe de um sis ema de cole a e a amen o de esgo os adequado, em
que a cidade de San a Ri a ap esen a dados ala man es. Pode-se obse a
que os indicado es de desempenho são conside ados uma e amen a de
1 Engenha ia Ci il. E-mail: [email p o ec ed]
2 Engenha ia Ci il. E-mail: [email p o ec ed]
3 Mes e em Engenha ia Ci il e Ambien al e Dou o a em Recu sos Na u ais.
E-mail: [email p o ec ed]
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
151
g ande u ilidade e êm sendo u ilizados de manei a bas an e di undida em
odo o mundo.
Pala as-cha e: Abas ecimen o de água. Indicado es de desempenho.
Saneamen o básico.
INTRODUÇÃO
O ópico qualidade de ida em ido maio isibilidade na
a ualidade, deco en e p incipalmen e do aumen o populacional e da
deg adação das condições de ida nas cidades. Em mui as cidades
onde não há um planejamen o ace ca da capacidade de acompanha o
c escimen o, di e sos se o es são p ejudicados, en e eles o da in aes u u a
dos sis emas de saneamen o. Esse p oblema é p o enien e de di e en es
mo i os, den e eles a ocupação de á eas de ma gens de ios, p opiciando
o deje o inadequado de esíduos e esgo os, assim poluindo á eas que
de e iam se p ese adas.
Oli ei a (2003), a i ma que em deco ência das modi icações
p o enien es da a i idade humana, o iginam-se condições desnecessá ias
p ejudicando o seu bem-es a e diminuindo a qualidade de ida.
Ac escen ando-se a is o, é de conhecimen o comum a incapacidade do
es ado em ge i odas as necessidades da comunidade, em especial po
al a de u ilização de es a égias que p opo cionem a p ese ação do meio
e dos que eles ocupam.
Ul imamen e os assun os deco en es que p io izam a p eocupação
com a qualidade ambien al u bana em se des acado em elação à
ou as p eocupações. Is o é deco en e das consequências que a al a de
polí icas de planejamen o de in aes u u a em causado na sociedade. É
econhecida a ín ima ligação en e uma adequada qualidade ambien al
u bana e as ações do pode público, como o o necimen o de água a ada,
a cole a e o de ido a amen o dos esíduos sólidos, a d enagem e o manejo
de águas plu iais u banas, bem como a cole a e a amen o de esgo o,
se iços essenciais que cons i uem o paco e básico de se iços. A pa i da
necessidade de legislações que a em do ema, em 10 de julho de 2001,
o go e no ede al ap o a a Lei nº 10.257 que a a sob e o Es a u o das
Cidades, e bene icia a exis ência dos se iços de saneamen o como uma
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
152
de suas condu as básicas pa a a execução da polí ica u bana pública. Em
seguida, há ambém a ap o ação da Lei 11.445 em 05 de janei o de
2007 que de e mina a c iação das Di e izes Nacionais pa a o Saneamen o
Básico.
Sob e a salub idade ambien al, es a é de inida como sendo
a “qualidade ambien al capaz de p e eni a oco ência de doenças
eiculadas pelo meio e de p omo e o ape eiçoamen o das condições
mesológicas a o á eis à saúde da população u bana e u al” (PIZA;
GREGORI, 1999). Com elação ao saneamen o ambien al, os seus elemen os
de inem pa âme os que podem se conside ados como indicado es da
qualidade ambien al, pois es a ques ão es á inculada com o ambien e e o
desen ol imen o, endo os e ei os e le idos na população (RIBEIRO, 1995
apud MARTINELLI, 2004).
A a és de análises, oi e i icada a es ei a elação en e os
se iços de saneamen o e a cadeia de e en os que um se iço mal execu ado
p opo ciona. Tem-se o exemplo de como o esgo o não a ado que é dispos o
de o ma inadequada, pode con amina os co pos híd icos; esíduos sólidos
despejados em locais inap op iados podem polui mananciais e aumen a
os iscos de inundações po obs uções das gale ias de d enagem, além de
p opicia a ins alação de animais e o es de doenças.
Po an o, é necessá io en ende oda essa p oblemá ica e busca
ações que in eg em a sociedade e o pode público, buscando o planejamen o
dos se iços públicos a a és de Indicado es Socioambien ais pe mi indo a
p ojeção de in e enções adequadas (OLIVEIRA, 2003). Des a o ma, es e
abalho ap esen a sua impo ância pa a chama a a enção da comunidade
acadêmica e sociedade sob e as condições de saneamen o das cidades
de João Pessoa, Campina G ande, Cabedelo, San a Ri a e A a una, de
o ma a acili a assim a omada de decisões pa a de ini quais os pon os
p io i á ios pa a a ins alação dos se iços.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
153
METODOLOGIA
P ocedimen os
Os esul ados expos os êm como base em indicado es nacionais,
no que compe e ao abas ecimen o de água e esgo amen o sani á io nas
cidades de João Pessoa, Campina G ande, Cabedelo, San a Ri a e A a una
no es ado da Pa aíba e sua in e e ência na qualidade de ida da população
esiden e nesses municípios.
Análise dos dados
No con ole de dados é possí el obse a , os indicado es que
auxiliam nas in o mações pa a a aliação do se iço de esgo o, e i ica a
elação en e o a endimen o do saneamen o e a qualidade, des aca pon os
pa a con ibui com a melho ia do sis ema de ges ão no se o de saneamen o,
com isso se á possí el di ulga in o mações e e en es ao abas ecimen o de
água e ao acesso à cole a de esgo o nas cidades pa aibanas.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O his ó ico da disponibilidade dos se iços públicos passa po
di e sas ases, segundo Passe o (2006) A implan ação, ampliação e melho ia
dos se iços de abas ecimen o de água p omo e um p og esso conside á el
nas condições de ida de uma egião. Os habi an es nela inse idos em
acesso às p á icas higiênicas mais adequadas, logo há um maio con ole
de p e enção de doenças, eduzindo as axas de mo alidade e de cus os
com a saúde, po doenças de eiculação híd ica e azendo uma melho
qualidade de ida à população.
Mo a (2000), concei ua saneamen o como o conjun o de
medidas isando p ese a ou man e as condições do meio ambien e,
com a inalidade de p e eni doenças e p omo e a saúde. Des a o ma, o
saneamen o possui um ca á e p e en i o, p opo cionando ao homem um
ambien e que lhe ga an a as condições adequadas de saúde e bem-es a .
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
256
G á ico 1: P oblemas iden i icados na pin u a G á ico 2: Pe iodicidade da manu enção pin u a
REVESTIMENTO ARGAMASSADO
Além da al ena ia, o e es imen o a gamassado oi ou o elemen o
in es igado que não ap esen ou de ei o. Além disso, não oi ela ado po
nenhum dos mo ado es a necessidade de qualque se iço de manu enção
a é o momen o de ealização do es udo.
REVESTIMENTO CERÂMICO
Os e es imen os ce âmicos o am ins alados na á ea da pia da
cozinha (acima da pia), na pia da á ea de se iço e ambém no banhei o,
an o no piso como, pa cialmen e, na pa ede. Pa a es a si uação oi
iden i icado que 07 apa amen os possuem des acamen o dos e es imen os,
ou os 07 ap esen a de e io ação nas jun as e não oi iden i icado nenhum
p oblema em 04 mo adias. Esses dados podem se melho isualizados no
G á ico 3. No que se e e e às ações de manu enção, apenas 04 ealiza am
nos úl imos 6 meses, sendo desen ol idas po inicia i a p óp ia. Nesse caso,
não hou e am pe íodos dispe sos pa a pe iodicidade da manu enção.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
257
G á ico 3: P oblemas iden i icados no e es imen o ce âmico
INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS
No ins an e do le an amen o de dados não oi pe cebido qualque
p oblema de uncionamen o nas ins alações hid áulicas dos apa amen os
is o iados. Além disso, nenhum dos mo ado es ela ou que enha ealizado
se iços de manu enção nesse i em do imó el.
O i em das ins alações hid áulicas que mais oi subs i uído oi
a o nei a da pia da cozinha, sendo uma a iá el pe cebida a pa i da
iden i icação em 11 mo adias, endo em is a que não se a a mais do
elemen o o iginal.
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
Apenas em 01 imó el oi encon ada a exis ência de alha
no uncionamen o das ins alações elé icas. A si uação que oco e,
especi icamen e nesse caso, é ela i a ao quad o de dis ibuição, o qual
não em uncionado pa a desligamen o, o que, po sua ez, ca ac e iza-se
como p oblema bas an e g a e.
Nenhum apa amen o ecebeu manu enção na sua ede elé ica e
apenas 01 imó el subs i uiu 01 pon o de omada de ene gia.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
258
INSTALAÇÕES SANITÁRIAS
Du an e a inspeção, oi obse ado que hou e apa amen os em que
oi al e ada a ede sani á ia, exclusi amen e, na saída da pia da cozinha.
Na ocasião, oi pe cebido que, de ido à oco ência de en upimen os, os
p op ie á ios esol e am po aze al e ações nas ins alações do esgo o,
onde desa i a am a ubulação de esgo o p edial do si ão ad indo da pia
e c ia am uma al e na i a que in e liga a saída da pia da cozinha com a
saída da pia da á ea de se iço, ins alação essa que pode se pe cebida na
Figu as 1 que segue. Essas modi icações o am ealizadas po mo ado es
que esidem nos pa imen os supe io es. En ão, essa si uação le ou a g a e
p oblema de en upimen o e, consequen emen e, e o no nas ins alações de
esgo o na á ea de se iço dos apa amen os si uados no pa imen o é eo.
Vale essal a que essa si uação de modi icação da ede de esgo os oi
iden i icada em 02 blocos, dos 03 in es igados.
Figu a 1: Al e ação na ins alação de esgo o da pia da cozinha
Em 01 apa amen o oi iden i icada a consequência do mal
uncionamen o da ede de esgo os do banhei o si uado em um pa imen o
supe io . Os azamen os da ede esgo os sani á ios da á ea de banhei o
le ou à uína do o o do gesso do banhei o si uado em pa imen o in e io ,
como pode se pe cebida da Figu a 2.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
259
Figu a 2: Ruína do o o de ido a azamen o na ede de esgo os do pa imen o supe io
Pos e io men e, seguiu-se pa a iden i icação da oco ência dos
p oblemas que es ão acon ecendo na a ualidade nas ins alações sani á ias.
Nesse pon o, como demons a o G á ico 4, oi pe cebido que 06 imó eis
encon am-se com en upimen os, 07 ap esen am obs ução na caixa de
go du as e em 05 mo adias nada oi iden i icado.
G á ico 4: P oblemas iden i icados nas ins alações sani á ias
Em elação às inicia i as de manu enção, con o me G á ico 5,
os dados alcançados o am: 12 ealiza am alguma a i idade e 06 não
ize am nenhuma manu enção. Dos que desen ol e am a manu enção em
seus sis emas de esgo o 01 ez em, ap oximadamen e, 6 meses; 04 en e 6
meses e 1 ano e 07 imó eis en e 1 ano de 2 anos (G á ico 6).
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
260
G á ico 5: Oco ência das ações de manu enção nas ins alações sani á ias
G á ico 6: Pe iodicidade das ações de manu enção nas ins alações sani á ias
Ou o dado impo an e que p ecisa se des acado é que hou e
al e ação, em odos os apa amen os analisados, do si ão da pia.
PISO
Em elação ao piso, o mesmo ap esen ou p oblemas como bu acos
em 09 apa amen os, desgas e em 06 mo adias e nada oi iden i icado em
03. Essas in o mações cons am no G á ico 7. É impo an e essal a que
nessas 03 onde nada oi iden i icado p oblemas no piso oco eu a oca
o al do piso cimen ado queimado liso pela ce âmica.
No que se e e e as ações de manu enção, essas se de i e am
a ques ões de higiene e limpeza desen ol idas dia iamen e em odas
as esidências. A segui são ap esen adas as Figu as 3(a) e 3(b), que
demons am como se encon a a si uação do piso dos apa amen os.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
261
G á ico 7: P oblemas iden i icados no piso
Figu a 3: Deg adação do piso
3(a) – Bu acos no piso 3(b) – Desgas e do e es imen o
JANELAS
Os p oblemas is os nas janelas o am, p incipalmen e, dois; a
sabe : mal uncionamen o e id os queb ados. Rela i o ao mal uncionamen o
oi cons a ado 05 habi ações e em elação aos id os queb ados o am
iden i icadas 09 unidades esidenciais. Rela i o aos id os da janela, 04
dos p op ie á ios já e e ua am a oca e 01 ocou odas as janelas po
comple o. As ações de manu enção não o am desen ol idas po 17 imó eis
dos 18 es udados.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
262
PORTAS
Dos apa amen os isi ados,14 apa amen os não ap esen a am
quaisque p oblemas nas po as, 03 mo adias ap esen a am po as em
de e io ação e 01 imó el inha po a com issu as, con o me expos o no
G á ico 8.
Em se a ando da emá ica manu enção, 10 imó eis passa am
po manu enção nas suas po as e 08 não i e am nenhuma a i idade de
manu enção. Quan o à pe iodicidade dessas in e enções, 09 unidades
esidenciais i e am a manu enção nas po as ealizadas en e 6 meses e 1
ano e apenas 01 apa amen o ealizou manu enção no pe íodo dos úl imos
6 meses.
G á ico 8: P oblemas iden i icados nas po as
LOUÇA SANITÁRIA DO BANHEIRO (BACIA SANITÁRIA, CAIXA DE
DESCARGA E LAVATÓRIO)
Nesses elemen os não o am iden i icados nenhum p oblema
quando da isi a à unidade. Também não oi iden i icada nenhuma
oco ência de in e enção de manu enção.
Com os esul ados alcançados em odos os ópicos acima oi
possí el c uza in o mações e abalha o c uzamen o desses dados. A pa i
dessa pe cepção buscou-se iden i ica , p imei amen e, quais os elemen os
que mais o am passí eis de ações de manu enção. Os esul ados aduzem,
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
263
em ge al, que não hou e am ações de manu enção na maio ia dos imó eis.
Esse dado pode se melho isualizado e comp eendido no G á ico 9 que
segue.
G á ico 9: Quan idade de esidências que ealiza am ações de manu enção nos elemen os
Em seguida oi possí el de ec a , a pa i do núme o de mo adias
in es igadas, a quan idade de mo adias que ap esen a am p oblemas
em seus elemen os. Nessa análise, o i em que mais mani es ou p oblema
o am a pin u a e o piso em 15 habi ações das 18 is o iadas. Em seguida,
su gem com p oblemas o e es imen o ce âmico e o piso. Os elemen os
que não ap esen a am p oblemas na e apa de ope ação o am: al ena ia,
e es imen o a gamassado, aso sani á io e o la a ó io. Essas in o mações
es ão disponí eis no G á ico 10.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
264
G á ico 10: Quan idade de mo adia com p oblemas em seus elemen os
Foi possí el ainda encon a um dado ele an e du an e o a amen o
e a aliação dos esul ados ob idos em campo. Esse esul ado diz espei o
quais os i ens dos apa amen os que mais o am subs i uídos. Segundo o
G á ico 11 a segui , ica e idenciado que as ins alações sani á ias o am
o i em das mo adias mais suscep í el de al e ação de peças e em seguida
es ão as ins alações hid áulicas. En e an o, exis i am elemen os que não
o am modi icados e en e esses es ão: as al ena ias, o aso sani á io, o
la a ó io, o e es imen o ce âmico e o e es imen o a gamassado.
G á ico 11: Núme o de edi icações que subs i uí am elemen os
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
265
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Di e sas o am as in o mações ob idas em campo, pe cebeu-se
que as inicia i as de manu enção p e en i a não es a am seguindo um
p og ama com p e isibilidade, o que con igu a que a manu enção dos
apa amen os quando oco iam a a am-se de ações desen ol idas a
pa i do conhecimen o dos p op ie á ios dos imó eis, haja is a não e
sido iden i icado nenhum plano de manu enção dos imó eis que se isse
de subsídio pa a p ocedimen os das in e enções de manu enção na e apa
de uso. Dian e dessa si uação, não oi possí el pa ame iza a a és de
uma a aliação sis êmica, endo em is a a inexis ência de in o mações
documen adas do plano de manu enção que con emplasse a pe iodicidade
das inicia i as de eabili ação dos elemen os con i uin es da edi icação e,
além disso, não oi iden i icada nenhuma o ien ação de p e isão ísico-
inancei a ela i as às ações de manu enibilidade dos imó eis na e apa de
uso e ope ação.
Os esul ados alcançados ela i os à pe iodicidade das inicia i as
de manu enção ap esen a al a de pad onização empo al o que o na cla a a
i egula idade dessa a i idade, sendo ealizadas inicia i as de manu enção
con o me a necessidade concei uada subje i amen e pelo p op ie á io
da edi icação, que al ez não possuísse o conhecimen o adequado ou
necessá io pa a p omo e a manu enção co e a em sua mo adia.
Fo am iden i icados oco ência de manu enção em maio núme o de
apa amen os nos i ens: ins alações sani á ias, po as e pin u a. Po ou o lado,
as al ena ias, e es imen o a gamassado, ins alações elé icas, aso sani á io e
la a ó io não ap esen a am sinais dessas inicia i as na e apa de uso.
Re e en e aos p oblemas iden i icados, pe cebeu-se que oco e am
em maio núme o na pin u a, piso, e es imen o ce âmico e janelas, i ens
que ap esen a am a mesma quan idade de mo adias com p oblemas. Em
seguida su gem as ins alações sani á ias.
Os i ens que não êm ap esen ado quaisque p oblemas o am:
al ena ias, e es imen o a gamassado, aso sani á io e la a ó io.
A pa i da análise dos dois úl imos pa ág a os pe cebe-se que
a al a de ações de manu enção nos elemen os: al ena ias, e es imen o
a gamassado, ins alações elé icas, aso sani á io e la a ó io; não esul ou
em su gimen o de p oblemas pa a esses i ens da edi icação. Po ou o lado,
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
272
Tabela 1: No a capacidade ins alada no B asil em 2017 (MW)
Fon e: Aneel/ABEEólica, 2017.
Em 2017, o B asil ul apassou o Canadá no Ranking Mundial de
capacidade ins alada elabo ado pelo GWEC - Global Wind Ene gy Council
e ago a ocupa a 8ª posição, con o me Tabela 2.
Tabela 2: Capacidade acumulada no Mundo em 2017 (MW)
Fon e: GWEC, 2017.
Median e o expos o e endo em is a a expansão do se o ene gé ico,
es e es udo e e po obje i o amplia o conhecimen o da cons ução ci il no
se o ene gé ico e p oduzi uma maque e pa a uma melho isualização da
aplicação de um pa que eólico em uma cidade sus en á el.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
273
METODOLOGIA
A pesquisa é a a i idade nuclea da Ciência. Ela possibili a uma
ap oximação e um en endimen o da ealidade à in es iga . È um p ocesso
pe manen emen e inacabado. P ocessa-se po meio de ap oximações
sucessi as da ealidade, o necendo-nos subsídios pa a uma in e enção no
eal (SILVEIRA e FERNANDA, 2009).
Es a pesquisa pode se de inida como: pesquisa quan i a i a,
quali a i a e bibliog á ica. Segundo Goldenbe g (2007), a pesquisa
quali a i a não se p eocupa com ep esen a i idade numé ica, mas, sim,
com o ap o undamen o da comp eensão de um g upo social, de uma
o ganização, e c. E pesquisa bibliog á ica, pois segundo Ge ha d (2007),
es e ipo de pesquisa é ei a a pa i do le an amen o de e e ências eó icas
já analisadas, e publicadas po meios esc i os e ele ônicos, como li os,
a igos cien í icos, e is as, ela ó ios anuais, páginas de web si es, e c.
Qualque abalho cien í ico inicia-se com uma pesquisa
bibliog á ica, que pe mi e ao pesquisado conhece o que já se es udou
sob e o assun o (GERHARDT, 2007).
Ressal a-se que o abalho ealizado oi esul ado de um P oje o
In eg ado do Cu so de Engenha ia Ci il do Cen o Uni e si á io de João
Pessoa (Unipê). Es e, ealizado no Campus de João Pessoa – PB.
Pa a melho en endimen o do es udo, oi p oduzida um p o ó ipo:
Maque e de um Pa que Eólico, u ilizando o so wa e Au oCAD, que pe mi e
c ia e manipula p oje os e desenhos écnicos, an o po p oje is as quan o
pelos es udan es de engenha ia.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
POLÍTICAS ENERGÉTICAS E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Com in ui o de eduzi a dependência dos combus í eis ósseis,
minimiza os impac os ambien ais e incen i a um no o desen ol imen o
indus ial, o se o de ene gia em p o ocado mudanças es a égicas no que
diz espei o a sua polí ica (NASCIMENTO e al, 2014).
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
274
Sendo assim, a polí ica ene gé ica é uma es a égia em que os
go e nos decidem abo da as ques ões de desen ol imen o de ene gia
jun amen e com o consumo da indús ia pa a sus en a seu c escimen o,
incluindo a dis ibuição de ene gia, p odução e consumo. Os a ibu os
dessa polí ica podem inclui legislação, a ados in e nacionais e incen i os
ao in es imen o. Ela desempenha um papel i al pa a mi iga os impac os
do aquecimen o mundial e c ise de disponibilidade da demanda de ene gia
(REN, 2016).
A concepção de Desen ol imen o Sus en á el es á co elacionada
e caminhando lado a lado com as mudanças oco idas na pe cepção
humana em co espondência às ques ões ambien ais, à conse ação da
na u eza e ao desen ol imen o du an e o úl imo século.
Pa a se ob e o concei o de Sus en abilidade que em-se na
a ualidade, oco eu odo um p ocesso com a anços em longo p azo. Em
ma ço de 1980, o e mo “desen ol imen o sus en á el” oi mencionado no
documen o Es a égia Mundial de Conse ação Global (Wo ld Conse a ion
S a egy, WCS, 1980) que oi elabo ado pelo P og ama das Nações Unidas
pa a o Meio Ambien e (PNUMA), Wo ld Wildli e Fund (WWF) e a União
In e nacional pa a a Conse ação da Na u eza (IUCN), e o documen o
possuíam ês obje i os p incipais: a manu enção dos p ocessos ecológicos,
a p ese ação da di e sidade gené ica e a u ilização sus en á el de ecu sos
(DIAS, 2015).
Em 1987, su ge en ão o Concei o de Desen ol imen o Sus en á el,
onde oi expos o no Rela ó io Nosso Fu u o Comum, abo dando o
desen ol imen o a con a do pon o de is a: econômico, social e ambien al.
Tendo uma o ma ampla, oi en endido como: “Aquele que a ende às
necessidades do p esen e sem comp ome e a possibilidade de as ge ações
u u as a ende em a suas p óp ias necessidades”.
O no o p o ó ipo de desen ol imen o oi di undido e se consolidou
na década de 1990, onde oco eu A con e ência do Rio de Janei o –
1992 (Rio-92), e ao é mino do deba e, 182 go e nos inham acei ado
o malmen e a necessidade de mudança do modelo de desen ol imen o,
pa a que i essem melho es esul ados (DIAS, 2015). Com isso oi compos o
a Decla ação do Rio sob e Meio Ambien e e Desen ol imen o, e ambém
a adoção da Agenda 21, que az pa e do P og ama de Ação pa a o
Desen ol imen o Sus en á el Global.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
275
Já no ano de 2012, oco eu a Con e ência das Nações Unidas
sob e Desen ol imen o Sus en á el, a RIO+20. Es a Con e ência oi de
ampla impo ância e p i ilegiou dois emas: Uma economia e de no
con ex o do desen ol imen o sus en á el e a e adicação da pob eza, e o
quad o ins i ucional pa a o desen ol imen o sus en á el.
Na 21ª Con e ência das Pa es (COP21) da UNFCCC, em Pa is,
oi ado ado um no o aco do com o obje i o cen al de o alece a espos a
global à ameaça da mudança do clima e de e o ça a capacidade dos
países pa a lida com os impac os deco en es dessas mudanças. O Aco do
de Pa is oi ap o ado pelos 195 países Pa e da UNFCCC pa a eduzi
emissões de gases de e ei o es u a (GEE) no con ex o do desen ol imen o
sus en á el.
BALANÇO ENERGÉTICO NACIONAL VISANDO À ENERGIA EÓLICA
Segundo EPE (2017), a p odução de ele icidade a pa i da on e
eólica alcançou 33.489 GWh em 2016, equi alen e a um aumen o de
54,9% em elação ao ano an e io , quando se a ingiu 21.626 GWh. Em
2016, a po ência ins alada pa a ge ação eólica no país expandiu 33%.
Segundo o Banco de In o mações da Ge ação (BIG), da Agência Nacional
de Ene gia Elé ica (ANEEL), o pa que eólico nacional c esceu 2.491MW,
alcançando 10.124MW ao inal de 2016.
G a ico 1: Pe cen ual de Fon es eno á eis na Ma iz Ene gé ica B asilei a.
Fon e: BEN, 2017.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
276
Segundo o BEN (2017), a ma iz ene gé ica b asilei a em 2016, e e
sua pa icipação de 43,5%, quan idade essa que é mui o ele ado compa ado
ao ní el mundial, que em 2014 ob e e 13,5%, con o me G á ico 1.
Na pa icipação da ma iz ene gé ica 5,4% dos 43,5% é p o enien e
da lixi ia e ou as eno á eis. A ene gia p o enien e dos en os ou ene gia
eólica em ainda uma pequena pa cela de pa icipação de 18,4% den o
dos 5,4%, con o me
G á ico 2: Repa ição de lixí ia e ou as eno á eis
Fon e: EPE; BEN, 2017
A ene gia eólica é umas das on es eno á eis que mais c esce,
com as maio es an agens na ge ação de ene gia elé ica, e isso oco e
em ní el mundial. Tem um g ande u u o p óspe o com a conscien ização
pública de suas an agens como on e eno á el e a diminuição da
ag essão ambien al, e alando em e mos ambien ais, a ques ão ene gé ica
é esponsá el po g ande pa e dos p oblemas ecológicos de e ei o global,
ais como: chu a ácida, e ei o es u a, en e ou os (TERCIOTE, 2002).
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
277
Tabela 3: Capacidade ins alada (MW)
Fon e: EPE, 2017.
Na Tabela 3 e no g á ico 3, espec i amen e é possí el obse a
a capacidade ins alada (MW), o que explici a um g ande a anço na
capacidade ins alada de ene gia eólica no B asil, ob endo um c escimen o
de 32,6% en e o ano de 2015 e 2016.
G á ico 3: E olução da Ge ação Eólica
Fon e:
Fon e: EPE; Agência In e nacional de Ene gia, 2017.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
278
A ene gia eólica é uma das que mais c esce no B asil, essal ando
o g ande a anço da ge ação de ene gia eólica no ano de 2015 e 2016,
com um signi ica i o aumen o de 54,9%, po con a do as o li o al, boas
co en es de en o, e com isso, é ge ada mui a ene gia de o ma e icien e
e limpa.
Pa a a ob enção des e ipo de ene gia elé ica é necessá ia a
cons ução de pa ques ou usinas eólicas. Segundo Gou eia (2013), a
cons ução de pa ques eólicos inclui a c iação de acesso odo iá io,
cons ução ci il das bases das o es e da subes ação, da undação,
a mon agem de cabos de ansmissão elé ica e a mon agem de o es
eólicas e de o o es. Ao se planeja essas e apas, os aspec os do local a
se ins alado o pa que eólico de em se le ados em conside ação. Logo,
o in e esse po es e ipo de ene gia eno á el le a consequen emen e ao
aumen o na cons ução de pa ques eólicos.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Pa a que o obje i o do abalho osse alcançado com êxi o, oi
seguido um passo a passo pa a a p odução da Maque e.
• Comp a de ma e iais de aco do com a necessidade da maque e
e e en e à pa e eólica;
• Dema cação dos limi es da mon anha, ei a com base em um a qui o
no Au oCAD, de um mapa ic ício cedido p e iamen e pela p o esso a
esponsá el pelo P oje o In eg ado da u ma. (Figu a 1);
• Em seguida oi co ado o isopo con o me o ele o da mon anha e
colocado no isopo base; 2 me os na ho izon al e 93 cm na e ical;
• Foi ei o a pin u a do pó de se a, em 2 ons: e de cla o e e de escu o,
e pos e io men e colado com cola de madei a sob e o ele o ei o;
• Foi usado lixa d’agua 320 pa a a ealização da pis a;
• Pos e io men e de aco do com o g á ico ei o inicialmen e, oi ei o o
eco e da lixa;
• Em seguida oi colada a pis a na mon anha;
• Pos e io men e, oi ei a uma pesquisa minuciosa sob e o es eólicas, e
oi planejado como p oduzi o mais eal possí el;
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
279
• Foi escolhida uma o e eólica de um pouco mais de 120 me os;
• E pa a a execução da o e eólica oi u ilizado: a ebi es, se ingas de
5ml, has es de pincel, cola e peças de mó eis de MDF.
• Fo am ei as 10 o es eólicas, que se á o su icien e pa a abas ece a
cidade;
• Finalmen e oi encaixado na maque e inal.
Segundo Souza (2015), p oje os associados à engenha ia
equen emen e u ilizam do desenho écnico pa a melho isualização do
p oje o, seja es e aplicado à cons ução ci il ou em p oje os mecânicos. O
so wa e Au oCAD p oduzido pela Au odesk é o mais u ilizado pa a es as
unções.
Figu a 1: Mapa da cidade dema cado no Au oCAD
Fon e: Au o es, 2017.
A Figu a 1 mos a o mapa da cidade ic ícia, onde oi possí el
a alia uma localização iá el e p o á el pa a o pa que eólico, sendo
escolhida a pa e no oes e da igu a, egião ca ac e izada como ele o
al o e aplainado, como planal os e uma pequena mon anha, segundo o
desenho, ealizado no Au oCAD. Sendo ambém a o á el a uma possí el
implan ação do pa que de ido a uma BR que co a a o ele o escolhido.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
280
Tendo em is a a impo ância da cons ução desses p o ó ipos, oi
possí el e i ica na p á ica os concei os eó icos desen ol idos em sala de
aula bem como es imula os concei os écnicos isando a ep esen ação de
uma cidade sus en á el em sua o ma mais idedigna, con o me a Figu a 2.
Figu a 2: Cidade sus en á el em cons ução
Fon e: Au o es, 2017.
Segundo Mon ezano (2012), a iabilidade de um p oje o de
ap o ei amen o da ene gia eólica es á di e amen e associada à ene gia
disponí el que pode se ex aída do en o e de como esse ecu so a ia com
a localização.
Na igu a 3 é possí el obse a o esul ado inal do encaixe das
o es, do lado no oes e do mapa, sendo possí el se e uma base quan o ao
espaço necessá io pa a a cons ução do pa que eólico.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
281
Figu a 3: Cidade sus en á el com Pa que Eólico
Fon e: Au o es, 2017.
Segundo o P og ama Cidades Sus en á eis (2012), que em como
obje i o sensibiliza , mobiliza e o e ece e amen as pa a que as cidades
b asilei as se desen ol am de o ma econômica, social e ambien almen e
sus en á eis, são g andes os desa ios e, pa a se e êxi o em ações que
con ibuam com a sus en abilidade, se á necessá io o en ol imen o de
cidadãos, o ganizações sociais, emp esas e go e nos.
Foi possí el ap ende de manei a p á ica o p ocesso comple o de
cons ução de um pa que eólico, que, segundo Baesse (2016) é cons i uído
po qua o e apas: cons ução ci il, mon agem das o es eólicas, ins alações
elé icas e dis ibuição de ene gia con o me igu a 4.
Figu a 4: P ocesso de cons ução de um pa que eólico.
Fon e: BAESSE (2016).
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
288
METODOLOGIA
O campo de pesquisa oi um p oje o de uma edi icação e ical de
24 ( in e e qua o) pa imen os na cidade de João Pessoa.
A pesquisa, p imei amen e, cons ou de uma análise explo a ó ia
da NBR15575 /2013. Pos e io men e, ealizou-se uma e isão bibliog á ica
obje i ando o le an amen o de ma e iais aplicados em se iços, os quais
de e iam possui os equisi os de desempenho p opos os pa a os c i é ios
de habi abilidade da no ma de desempenho.
Ado ou-se uma me odologia de es udo de caso de um p oje o
de uma edi icação e ical de múl iplos anda es, do qual se p opõe a
elabo ação de um o çamen o analí ico, sem as modi icações impos as pelo
quesi o de habi abilidade da NBR 15575/2013.
Na ase inal, após a especi icação dos se iços e ma e iais
adequados às exigências mínimas da No ma de Desempenho, le an ou-se
os ac éscimos de cus o pa a a ob enção dos índices e pa âme os desejados
na pesquisa.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
EVOLUÇÃO DOS PRECEITOS DE QUALIDADE E DESEMPENHO EM
OBRAS VERTICAIS
Nos pe íodos de in lação galopan e, no adamen e an es da
implan ação do Plano Real em 1994, a g ande p eocupação das cons u o as
e am o luxo de caixa e as inanças das ob as, pois e dadei amen e a cada
minu o exis ia a possibilidade de explosão de p eços de algum insumo,
comp ome endo o esul ado do emp eendimen o.
Nesse cená io, o in es imen o em qualidade e desempenho inal
semp e oi ele ado. Com a es abilização da moeda e após a publicação
do Código de de esa do consumido , os cons u o es pe cebe am que não
se podia mais concebe emp eendimen os cons u i os sem a adequação de
pad ões de qualidade no ma i a
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
289
Na década de no en a, a in odução de sis emas de ges ão da
qualidade nas emp esas cons u o as se in ensi ica am. Es a p eocupação
das emp esas es a a o emen e inculada às mudanças ecnológicas de
me cado e do pe il do consumido , que es a ia mais exigen e (SOUZA e
MEKBEKIAN, 1996).
A p imei a g ande e olução na ques ão qualidade das ob as
oi a chegada ao me cado dos p ecei os e concei os e e en es às no mas
“ISO” (o iginada da pala a isonomia) que o am desen ol idas com a
inalidade de p omo e uma pad onização do ge enciamen o do sis ema
da qualidade.
Pa a E cio Thomaz (2001), a sé ie ISO (9000 a 9004) isou
analisa a QUALIDADE de o ma sis êmica, ou seja, da concepção a
inalização do p odu o conside ando os a o es que in e e em di e amen e:
ma e iais, humanos e ge encias.
A EXPANSÃO DO CONCEITO DE DESEMPENHO AOS EDIFÍCIOS
RESIDENCIAIS VERTICAIS: A NBR 15575/2013
Conside ada um ma co na cons ução ci il, especialmen e po que
ap esen a c i é ios mínimos de exigências pa a as edi icações com o
obje i o de ga an i a ida ú il da edi icação a NBR 15575 e e como oco
as exigências dos usuá ios pa a o edi ício habi acional e seus sis emas,
quan o ao seu compo amen o em uso.
A no ma oi o ganizada pe co endo uma sequência de exigências
do usuá io ol adas à segu ança (desempenho mecânico, segu ança con a
incêndio, segu ança no uso e ope ação), habi abilidade (es anqueidade,
desempenho é mico e acús ico, desempenho lumínico, saúde, higiene
e qualidade do a , uncionalidade e acessibilidade, con o o á il) e
sus en abilidade (du abilidade, manu enibilidade e adequação ambien al)
(CBIC, 2013).
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
290
O ORÇAMENTO NO SETOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL
O o çamen o é uma e amen a écnica impo an íssima pa a o
con ole inancei o e planejamen o de uma ob a, já que po meio des e
pode se analisada a iabilidade e o sucesso de um emp eendimen o.
Segundo DIAS 2011, a engenha ia de cus os é a á ea que u iliza
no mas, c i é ios, p incípios e e amen as pa a a es ima i a de cus o de uma
ob a, e es a não se aplica apenas pa a a p e isão de um alo inal, mas
du an e execução, auxiliando no planejamen o e manu enção dos cus os.
O desen ol imen o de um o çamen o é um abalho de ex ema
esponsabilidade. Pa a isso é impo an e que o o çamen is a enha um
conhecimen o p á ico e disponha de odos os p oje os e especi icações
écnicas, dessa manei a é possí el de ini e analisa odos os se iços que
se ão o çados, ga an ido assim um p eço inal mais apu ado.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
ESTUDO DO CASO
O es udo de caso oi ei o em uma emp esa do amo da cons ução
ci il localizada na cidade João Pessoa-PB. T a a-se de um Edi ício Residencial
Mul i amilia , com início em maio de 2016 e com p e isão de é mino pa a
no emb o de 2019.
A edi icação é compos a po semi-subsolo, é eo, mezanino,
dezeno e pa imen os ipos, uma cobe u a, cobe a e ese a ó io supe io .
No o al são in a e no e unidades habi acionais, senda á ea o al
de 7.929,20m².
Nas igu as 1 e 2 se ão ap esen adas as plan as do pa imen o
ipo e achadas les e e no e, espec i amen e.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
291
Figu a 1: Plan a do Pa imen o Tipo
Fon e: A qui o p óp io
Figu a 2: Plan as Fachadas No e e Les e
Fon e: A qui o p óp io
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
292
SISTEMAS IMPLANTADOS PARA ISOLAMENTO ACÚSTICO EM
SISTEMAS DE PISO, PARA ATENDIMENTO DA NBR 15575/2013
Pa a a endimen o a NBR 15575 oi de inida a u ilização do
con apiso lu uan e que eduz o uído de impac o e consis e na adição de
uma camada esilien e e de sepa ação ao sis ema en e a laje e a camada
de con apiso, e i ando assim a p opagação do som do piso ao elemen o
es u u al.
O ma e ial esilien e é uma man a p oduzida com um as al o
especial acoplada à geo êx il de al a g ama u a, com espessu a de 5 mm
que se á colocada sob e oda a ex ensão da laje limpa e subindo 10 cm nas
pa edes, o mando uma espécie de odapé. Após a dis ibuição da man a
an i uído, se á dispos a uma a madu a es u u an e com o in ui o de e i a a
issu ação do piso e ocasiona maio es pa ologias (VIAPOL, 2013).
Segundo o ca álago do ab ican e, ga an e-se um ní el de p essão
sono a de impac o pad ão mode ado de 51 Db.
ISOLAMENTO ACÚSTICO EM SISTEMAS DE VEDAÇÕES
Pa a que a edução sono a seja ga an ida se á u ilizada al ena ia
dupla en e as unidades p eenchidas com man a em Lã de ocha.
A lã de ocha é um ma e ial na u al ob ido a pa i da usão de
ochas basál icas o gânicas e impe meabilizan es. Além da abso ção das
ondas sono as, a lã de ocha em como ca ac e ís ica a esis ência ao ogo
(BIOLÃ, 2017).
O sis ema u ilizado se á de massa- mola –massa, no qual se á
compos a po uma camada de al ena ia em blocos ce âmicos com espessu a
de 9 cen íme os, uma camada de lã e ou a pa ede em al ena ia, assim
independen e da quan idade de pon os elé icos ou asgos na al ena ia a
isolação é ga an ida.
ISOLAMENTO ACÚSTICO EM SISTEMAS DE FORROS
Pa a a endimen o ao i em de isolamen o acús ico pa a uídos
aé eos, no qual a no ma exige uma di e ença pad onizada meno ou igual a
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
293
45 decibéis en e á eas comuns e unidades habi acionais e isando ga an i
o con o o dos usuá ios, a solução acús ica escolhida pa a o emp eendimen o
p e ê a u ilização de o o mine al, com NRC igual a 0,90.
O NRC é um índice dado em po cen agem e es á elacionado com
a capacidade do ma e ial abso e o som em qua o eqüências de aco do
com a ASTM C423-99 A.
As placas são cons i uídas po ib a mine al b anca biossolú el de
calcá io, com densidade 300kg/m³ o que lhes con e e uma ó ima esis ência
mecânica e al a capacidade de abso e e eduzi uídos (OWA,2017).
ISOLAMENTO ACÚSTICO EM ESQUADRIAS
Ainda com o in ui o de eduzi a en ada de uídos aé eos supe io es
ao es ipulado po no ma em unidades au ônomas, e isando ga an i o
con o o do usuá io, as po as de en ada das unidades e esquad ias da
achada e ão a amen o pa a ga an i a edução sono a.
As po as localizadas en e os halls e as salas, além dos halls e as
cozinhas, e ão uma dupla edação. O obje i o é a ob enção da edução
sono a mínima p e is a, ou seja 35 Dba (NBR 15575,2013).
As esquad ias de alumínio se ão compos as po duas lâminas de
id o de 5 mm de espessu a, espaçadas en e si, o mando uma espécie de
câma a edada.
De aco do com o ab ican e Alupi a , esse sis ema eduz em a é
31 Db, supe ando os 30 Db eque idos pela NBR 1557 pa a a ingi um ní el
in e mediá io, pa a habi ações localizadas em egiões sujei as a si uações
de uídos aé eos. Além disso, o ab ican e ainda ga an e uma edução de
50% na ans e ência de calo quando compa adas as esquad ias comuns
de id o simples (ALUPIVAR, 2017).
ESTANQUEIDADE EM SISTEMAS DE PISO INTERNOS
Especi icou-se um impe meabilizan e que é compos o po
políme os, adi i os mine ais e cimen os especiais, e é o necido em dois
componen es que se ão mis u ados mecanicamen e a é a ingi um pon o
homogêneo (VIAPOL, 2016).
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
294
Segundo Viapol (2016), o p odu o esis e a p essões de 60m.c.a,
não al e a a po abilidade da água e pe mi e o assen amen o de e es imen os
di e amen e, dispensando a necessidade de uma p o eção mecânica.
ISOLAMENTO TERMOÁCUSTICO NO SISTEMA DE COBERTURA
Pa a assegu a o con o o é mico e acús ico na cobe a da
edi icação oi especi icada a elha e moacús ica de 30 mm.
As elhas são cons i uídas po duas chapas me álicas e um ma e ial
isolan e no seu in e io , como mos a a igu a 3.
Figu a 3: Es u u a de uma Telha Te moacús ica
Fon e: Si e Home eka (2017)
O isolan e u ilizado é o poliu e ano (PU), ga an ido a cobe u a
um excelen e desempenho e moacús ico. O poliu e ano possui um baixo
coe icien e de condu i idade é mica (K) eduzindo as ocas de calo dos
ambien es ex e nos e in e nos (ANANDA, 2017).
ORÇAMENTO ANALÍTICO DO EDIFÍCIO RESIDENCIAL COM
ATENDIMENTO À NBR 15.575/2013.
O o çamen o analí ico da edi icação oi desen ol ido a pa i dos
p oje os a qui e ônicos e complemen a es cedidos pela emp esa.
A da a de e e ência do o çamen o é maio de 2017. Abaixo segue
o o çamen o sin é ico e condensado com os cus os com e sem a endimen o
a NBR 15575/2013.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
295
Planilha 1: O çamen o Sin é ico da Edi icação COM e SEM cus os pa a a endimen o a NBR
15575/2013
I em Resumo P eço SEM
adequação
(R$)
P eço COM
adequação
(R$)
1 CONTAS DE CONSUMO 129.780,00 129.780,00
2 PROJETOS E CONSULTORIAS 325.891,20 325.891,20
3 IMPLANTACAO DA OBRA 59.810,55 59.810,55
4 MANUTENÇÕES/ MONTAGENS DE EQUIPAMENTOS 18.840,00 18.840,00
5 EQUIPAMENTOS 243.200,00 243.200,00
6 IFRAESTRUTURA 832.586,10 832.586,10
7 SUPERESTRUTURA 2.834.580,69 2.834.580,69
8 VEDAÇÕES 535.247,8 571.359,06
9 REVESTIMENTOS INTERNO 501.896,04 613.723,69
10 REVESTIMENTOS EXTERNO 1.397.691,32 1.397.691,32
11 PISO INTERNO 452.359,92 939.787,56
12 PISO EXTERNO 441.578,40 441.578,40
13 SOLEIRAS, RODAPES E PEITORIS 44.002,00 44.002,00
14 REVESTIMENTO EM TETO 121.391,76 130.701,27
15 PINTURA 262.577,62 262.577,62
16 ESQUADRIAS DE MADEIRA 148.242,87 364.171,83
17 ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO E METALURGIAS 425.610,23 558.003,27
18 VIDRO 13.440,00 13.440,00
19 FERRAGEM 19.748,40 19.748,40
20 IMPERMEABILIZAÇÃO/ PROTEÇÃO TERMICA 217.041,82 224.381,51
21 COBERTA 8.360,38 20.292,22
22 INSTALACOES ELETRICAS 521.850,00 521.850,00
23 ENTRADA DE ENERGIA 26.600,00 26.600,00
24 LOUÇAS E METAIS 81.564,36 81.564,36
25 REDE HIDRO SANITÁRIA INCLUSIVE CONEXOES 239.750,00 239.750,00
26 BOMBAS E EQUIPAMENTOS DIVERSOS 14.359,00 14.359,00
27 INSTALACAO DE GAS 20.450,00 20.450,00
28 CFTV E TELEMATICA 47.234,46 47.234,46
29 SPDA 6.217,69 6.217,69
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
296
30 SISTEMA DE COMBATE A INCENDIO 109.717,72 109.717,72
31 SISTEMA DE DETECÇÃO E ALARME DE INCENDIO 14.693,60 14.693,60
32 SPLIT’S 101.259,75 101.259,75
33 Equipamen os 292.800,00 292.800,00
34 PAISAGISMO 6.110,00 6.110,00
35 SERVICOS COMPLEMENTARES 40.245,00 40.245,00
36 LIMPEZA FINAL 59.032,05 59.032,05
TOTAL 10.615.760,79 11.614.518,16
TOTAL FINAL (BDI 32%) 14.012.804,24 15.349.000,02
Fon e: Desen ol ido pelo Au o es
COMPARATIVO NOS CUSTOS ENTRE OS ITENS DOS ORÇAMENTOS
ANALÍTICOS COM AS EXIGÊNCIAS ATENDIMENTO A NBR 15575/2013
PARA ATENDIMENTO AS EXIGÊNCIAS NO QUESITO HABITABILIDADE E
SEM AS EXIGÊNCIAS.
A igu a 4 ap esen a um g á ico compa a i o en e os cus os dos
i ens com e sem adequação a NBR 15.575/2013.
Figu a 4: G á ico Compa a i o En e os Cus os dos I ens Com e Sem Adequação a NBR 15.575/2013
Fon e: Desen ol ido pelos Au o es
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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O cus o o al da edi icação habi acional de in e e qua o
pa imen os com as adequações oi de R$ 15.349.000,02 (quinze milhões,
ezen os e qua en a e no e mil e dois cen a os), na da a base de maio
de 2017. Sem as adequações das exigências de Habi abilidade da NBR
15575-2013, o alo o al calculado chegou a R$ 14.012.804,24 (qua o ze
milhôes, doze mil, oi ocen os e qua o eais e in e e qua o cen a os). Pa a
ambos os alo es es ão inclusos o BDI - Bene ícios e Despesas Indi e as,
o necido pela emp esa.
Os cálculos ci ados no pa ág a o acima e le em em um aumen o
de 9,5% no alo inal da edi icação, pa a adequação dos c i é ios de
Habi abilidade.
Obse a-se que um i em causado de g ande impac o no cus o de
con o midade oi o sis ema de con apiso lu uan e, alcançando um aumen o
de 292% quando compa ado ao sis ema de con apiso con encional. Den e
ou os a o es, jus i ica-se amanha disc epância, pois pa a a sua execução
são necessá ios ma e iais e mão-de-ob a especializadas.
Ou o i em de g ande exp essi idade no aumen o do cus o da
edi icação o am as po as acús icas, as quais chegam a cus a 972% a mais
do que as po as comuns. O seu al o cus o de ab icação e a necessidade
de mão de ob a especializada pa a a ins alação jus i icam a magni ude dos
núme os.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O desen ol imen o des e abalho possibili ou analisa os impac os
nos cus os de uma edi icação esidencial de in e e qua o pa imen os, pa a
a adequação ao quesi o de habilidade exigidos na NBR 15575/2013.
De inido o impac o inancei o causado pelas exigências da
no ma em edi icações de pad ão semelhan e, análise compa a i a dos
cus os de cada i em ouxe g andes con ibuições pa a os o çamen is as,
ab indo ambém caminho pa a que o sejam es udados ou as exigências
complemen a es à Habi abilidade.
Analisando-se uma cu a “ABC” dos se iços impac ados
inancei amen e pelas exigências da No ma de Desempenho, a pesquisa
possibili a ambém municia os se o es de comp as das emp esas cons u o as,
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Figu a 1: Al iplano, João Pessoa - PB.
Fon e: Tácio Sousa, 2017.
Figu a 2: Bessa, João Pessoa - PB.
Fon e: Lígia Ta a es, 2013.
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Ademais, os bai os de cabedelo es udados nes e p ocesso, se
assemelham a si uação desc i a pa a o Bessa. O Município de Cabedelo
incen i a o desen ol imen o da á ea. Tan o que em In e ma es e Pon a de
Campina — inse idos na Zona Residencial 1 e Zona de In e esse Tu ís ico)
—, po exemplo, é pe mi ida a cons ução de ob as Condomínio R6 e de
(Edi ício Mul i amilia Ve ical, Acima de 04 Pa imen os com Pilo is) com
índice de ap o ei amen o 4. No en an o, o g au de in es imen o nesse se o
não é o mesmo do que os das egiões eli izadas da capi al pa aibana.
Pa a se e ideia, de aco do com o Ins i u o B asilei o de Pesquisa
e Es a ís ica (IBGE), João Pessoa ap esen a 70,8% de domicílios com
esgo amen o sani á io adequado e 25,1% de domicílios u banos em
ias públicas com u banização adequada (p esença de buei o, calçada,
pa imen ação e meio- io), enquan o Cabedelo ap esen a, 51,1 % e 8,1%,
espec i amen e, nas mesmas a iá eis.
Figu a 3: Bai o de In ema es, Cabedelo.
Fon e: R Lucena, 2011.
As Figu as 4 e 5 ilus am, po meio de um eco e dos municípios,
as egiões es udadas. Ma cado es e des pa a o Lado A e ama elos pa a
o Lado B.
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Figu a 4: Di isão po bai os do município de João Pessoa.
Fon e: Mapas de bai os de João Pessoa, 2006.
Figu a 5: Di isão po bai os do município de Cabedelo.
Fon e: Di isão de bai os, Cabedelo, 2011.
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ANÁLISE DOS DADOS
Os esul ados o am ob idos a a és da aplicação de um
ques ioná io (Apêndice) com asse i as de o dem quali a i a (opinião sob e
o ensaio SPT e seu cus o) e pe gun as de o dem quan i a i a (núme o de
u os e á ea em plan a) pa a a alia a obediência da NBR 8036.
Pa a consegui os esul ados o am aplicadas écnicas es a ís icas
básicas, como a F equência — núme o de ezes que um e en o oco eu em um
expe imen o ou es udo —, ou seja, com essa e amen a oi possí el es ima
a po cen agem de epe ição de cada pon o de is a em elação ao o al de
en e is ados. Esse ecu so pe mi e ge a g á icos (com o so wa e Excel)
que elucidam a dis ibuição de equência de o ma a o na mais in ui i a
a pe cepção do compo amen o da amos a pe an e os ques ionamen os.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
CLASSIFICAÇÃO DO SOLO
Pa a o engenhei o ci il, o solo é qualque eunião de pa ículas
mine ais sol as ou acamen e unidas, o mada pela decomposição de
ochas como pa e do ciclo delas, sendo o espaço azio en e as pa ículas
ocupado po água e/ou a (KNAPPETT E CRAIG, 2015, p. 3). As ochas
p esen es na supe ície da e a es ão sujei as a modi icação de suas o mas
ísicas e composição química a a és de agen es de in empe ismo, ações
que ocasionam a desin eg ação e a decomposição das ochas o mando o
que se conhece como solo.
A p imei a ca ac e ís ica que di e encia os solos é o amanho
das pa ículas que os compõem. Num solo, ge almen e, con i em á ias
pa ículas de di e en es dimensões, que o nam a pe cepção a olho nu di ícil
de iden i ica cada ipo. Os g ãos de a eia, po exemplo, são pe cep í eis
com o simples manuseio, já os g ãos da a gila não. Assim, u iliza-se a análise
g anulomé ica das pa ículas, is o é, “a de e minação das dimensões das
pa ículas do solo e das p opo ções ela i as em que elas se encon am
[...].” (CAPUTO, 2015, p. 25), pa a classi ica o solo de aco do com alo es
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ado ados pela ABNT – Associação B asilei a de N,o mas Técnicas – na NBR
6502/95, os quais são mos ados na Tabela 1.
Tabela 1: Limi e das ações de solo pelo amanho dos g ãos
F ação Limi es de inidos pela ABNT (mm)
Ma acão 200 – 1000
Ped a-de-mão 60 – 200
Ped egulho 2 – 60
A eia g ossa 0,6 – 2
A eia média 0,2 – 0,6
A eia ina 0,06 – 0,2
Sil e 0,002 –0,06
A gila In e io a 0,002
Fon e: Adap ado de ABNT, 2001.
“Todas as ob as de Engenha ia ci il assen am-se sob e o e eno e
ine i a elmen e eque em que o compo amen o do solo seja de idamen e
conside ado.” (PINTO, 2006, p.13). É undamen al pa a o amo da
Engenha ia, o conhecimen o dos ês ipos básicos de solo, que são:
a enoso, sil oso e a giloso. Segundo Campos (2018), o solo a enoso possui
g ãos g ossos, médios e inos isí eis a olho nu, sendo a a eia sem coesão
e seus g ãos podendo se acilmen e sepa ados uns dos ou os. O e eno
a giloso ca ac e iza-se pelos g ãos mic oscópicos, de co es i as e de
g ande impe meabilidade. O sil oso es á en e a a eia e a a gila, pó como
a a gila, mas não em coesão ap eciá el. Também não em plas icidade
digna de no a quando molhado.
O compo amen o do solo (de o mações, ensões en e ou os)
depende da quan idade ela i a de cada pa e cons i uin e (sólidos e
azios), ep esen adas pelos Índices Físicos. Em p incípio, as p op iedades
dependem do es ado, a e ado po causas na u ais ou não, em que o solo
se encon a. Quando o olume de azios (água e a ) diminui, po exemplo,
a esis ência aumen a. Logo, pa a quan i ica as po ções exis en es no
solo, é con enien e o uso de G andezas da Mecânica dos Solos, as quais
são chamadas po Capu o, H; Capu o, A. e Rod igues (2015) de: eo de
umidade, índice de azios, po osidade de um solo, g au de sa u ação de
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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um solo, g au de ae ação, peso especí ico dos sólidos, peso especí ico da
água, peso especí ico apa en e de um solo, peso especí ico apa en e de
um solo seco, peso especí ico de um solo sa u ado e de um subme so. O
emp ego desses índices ísicos pe mi e coloca os solos em classes, o que
acili a o a anço da Engenha ia Ci il quan o ao en endimen o da elação
en e as écnicas cons u i as e a geologia local.
INVESTIGAÇÕES GEOTÉCNICAS
As in es igações geo écnicas êm a unção de expo , as
peculia idades do solo, is o é, os pa âme os ísicos e químicos. Na
engenha ia, es as análises são essenciais. A inal, de em se ob idas
in o mações su icien es pa a pe mi i que se elabo e um p oje o segu o e
econômico e e i a quaisque di iculdades du an e a cons ução (KNAPPETT
E CRAIG, p.155, 2015).
São á ios os mé odos que podem se usados pa a classi ica
um solo, dependendo das especi icações da ob a. Exis em os mé odos:
Indi e os, onde não há con a o do equipamen o com o solo; Semidi e os
( o nam-se conhecidas as ca ac e ís icas do e eno, po ém sem acole ade
amos as, assim as in o mações, são ob idas po co elaçõesindi e as); E os
di e os (obse açãodi e a do solo ou ob enção de amos as ao longo de
uma pe u ação). Os úl imos, a a és de sondagens ou poços de inspeção,
são emp egados em qualque ob a. No Quad o 1 se encon am alguns
ipos de ensaio, den o dessas ês classes e seus obje i os, baseado em
Téchne (2004), Gandol o (2002) e Knappe e C aig (2015).
Quad o 1: Ensaios geo écnicos
Mé odo Tipo Finalidades
Indi e os G ound Pene a ion Rada
(GPR)
Iden i icação de ubulações en e adas, ais como du os,
gale ias e adu o as, anques de a mazenamen o e na
inspeção de es u u as de conc e o e pa imen os.
Semidi e os
Vane Tes De e minação in si u das ca ac e ís icas de esis ência
não d enada de a gilas in ac as e comple amen e
sa u adas.
Cone Pene a ion Tes - CPT
Usado pa a es ima de modo con iá el, uma g ande
a iedade de p op iedades do solo, incluindo
esis ência, igidez, es ada e pa âme os de
adensamen o, a a és de uma medição con ínua.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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Di e os
S anda d Pene a ion Tes –SPT As desc ições das camadas do solo, o índice de
esis ência à pene ação, e ainda, a exis ência ou não
de lençol eá ico.
Sondagem Ro a i a In es iga a ocha sã ou decompos a pa a ob enção de
es emunhos de sondagem e a abe u a de u os pa a a
ealização de ou os ensaios.
Fon e: Adap ado de Téchne, 2004.
ENSAIO SPT
O ensaio SPT é o mé odo à pe cussão u ilizado no econhecimen o
do solo, o necendo subsídios indispensá eis na escolha da undação. É
ão econhecido que seu uso é no ma izado pela Associação B asilei a
de No mas Técnicas (ABNT) a a és da NBR 6484/2001 e da NBR
8036/1983. Es e p ocesso obje i a a de e minação dos ipos de solo em
suas espec i as p o undidades de oco ência, a posição do ní el d`água e
os índices de esis ência à pene ação a cada me o. (ABNT, 2001).
Quan o ao cus o, segundo Qua esma (2018), em colabo ação
pa a a e is a digi al AECweb, as emp esas especializadas no ensaio
o e ecem seus se iços a pa i de 40m de sondagem, e o p eço médio a ia
en e R$ 100 e R$ 150/m². A pa i desses núme os, é possí el calcula um
cus o de R$ 5 mil a R$ 10 mil. E ainda con inua: “O que são esses alo es
em uma ob a que cus a milhões? Po isso, não ale a pena co e iscos”,
aconselha o p o issional, que inaliza: “O in es imen o na a i idade e no
p oje o e le e em economia na execução da ob a, além de p opo ciona
con o o e es abilidade.”
MÉTODO DE EXECUÇÃO DO SPT
Com base na NBR 6484/2001 é desc i o o mé odo u ilizado na
sondagem SPT. De início, ma ca-se o pon o em que se á ei o o u o com um
pique e. Com is o, é ei a a mon agem dos equipamen os lis ados no i em
5.1 da NBR 6484. O ensaio SPT é iniciado com a pe u ação e ical do
solo. Es a se dá a a és de um ado concha u ilizado pa a ca a o p imei o
me o do local ma cado. Coloca-se um ubo de e es imen o com a in enção
de man e á pa ede do u o es á el pa a que enha a e apa de pe u ação.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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Inse e-se no u o o amos ado pad ão, que po sua ez é acoplado às
has es me álicas pa a que os golpes não a injam o solo di e amen e.
O ensaio é execu ado com uma amos agem a cada me o,
c a ando o amos ado pad ão po 45 cm a a és da queda li e de um
ma elo de 65 kg a 75 cm de al u a. Com isso, con a-se o núme o de golpes
pa a c a a cada 15 cm. Após a descida comple a, e i a-se o amos ado
do u o e cole a-se a ação do solo a mazenada nes e equipamen o.
No amen e, pe u a-se um me o com um ado. En e an o, nas e apas que
sucedem a p imei a, usa-se o ado helicoidal.
O p ocesso con inua a é se a ingido o ní el da água ou algum
ma e ial esis en e. A pa i dis o, u iliza-se a chamada “la agem” pa a
deg ada o ma e ial no undo do u o. A emoção dos esíduos é ei a com
ci culação de água po uma bomba mo o izada. E mais uma ez é ei a
a amos agem do solo. Nes a pa e da a e a, caso, du an e 30 minu os,
o a anço a cada 10 minu os o in e io a 50 mm/10min, a sondagem é
inalizada. Ou as si uações de limi e de sondagem são e e idas na NBR
6484/2001.Salien a-se que caso seja p eciso, po azão écnica, con inua
a in es igação, de e-se usa o mé odo de pe u ação o a i a.
AMOSTRAGEM
Num solo, ge almen e con i em pa ículas de amanhos di e sos.
Não é ácil iden i ica o amanho das pa ículas pelo simples manuseio
do solo (PINTO, 2006, p. 21). Logo, du an e o SPT as amos as do solo
são colocadas em ecipien es cujo obje i o é de p ese a a umidade. O
ma e ial colhido é en iado ao labo a ó io, ob endo uma ca ac e ização
igo osa do e eno.
Ou o pa âme o impo an e ge ado pelo SPT é o índice de
esis ência do solo (NSPT), que se dá conside ando o núme o de golpes
necessá ios pa a a pene ação em cada segmen o de 15 cm, sendo o índice
de e minado pela soma dos golpes dos 30 cm inais do amos ado .
Além de indica a esis ência à pene ação, o NSPT, pode se
usado pa a classi ica o solo quan o a compacidade (a eias) ou consis ência
(a gilas). Is o com o auxílio do Quad o 2.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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Quad o 2: Es ados de compacidade e de consis ência baseados na esis ência à pene ação
Solo Índice de Resis ência a
pene ação N Designações1
A eias e sil es a enosos
≤ 4 Fo a (o)
5 a 8 Pouco compac a (o)
9 a 18 Medianamen e compac a (o)
19 a 40 Compac a (o)
> 40 Mui o compac a (o)
A gilas e sil es a enosos
≤ 4 Mui o mole
3 a 5 Mole
6 a 10 Média (o)
11 a 19 Rija (o)
> 19 Du a (o)
As exp essões emp egadas pa a a classi icação da compacidade das a eias ( o a, compac a,
e c.), e e em-se à de o mabilidade e esis ência des es solos, sob o pon o de is a de undações,
e não de em se con undidas com as mesmas denominações emp egadas pa a a designação da
compacidade ela i a das a eias ou pa a a si uação pe an e o índice de azios c í icos, de inidos na
Mecânica dos Solos.
Fon e: Adap ado de ABNT, 2001.
Como is o, além da classi icação do solo ei a em labo a ó io,
é possí el classi icá-lo in loco po meio da con agem dos golpes. A g ande
u ilidade dessa con agem é possibili a a elabo ação do pe il geo écnico,
um ela ó io que expõe a esis ência à pe u ação do solo e a ipologia do
mesmo ao longo de sua p o undidade.
RESULTADOS
A pesquisa ealizada em bai os da G ande João Pessoa (em
19 ob as) pe mi iu a análise es a ís ica quan o a ealização do ensaio
de sondagem SPT, sendo o G á ico 1 e 2 a elação dos p o issionais da
cons ução ci il, de conco dância e cus os, espec i amen e, em elação aos
ensaios e o G á ico 3 sob e a execução da quan idade mínima de u os de
sondagem.
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G á ico 1: A impo ância do ensaio SPT de aco do com os p o issionais da á ea.
Fon e: Dados da pesquisa, 2018.
Aliás, analisando indi idualmen e as ca ego ias es abelecidas, oi
is o que an o no Lado A, quan o no B em-se o econhecimen o da impo ância
des e ensaio, ou seja, odos os p o issionais da á ea demons a am que é
de i al impo ância o ensaio SPT. Isso, pa a sabe as ca ac e ís icas e os
possí eis compo amen os do solo an es de se loca uma ob a, que es á na
casa das oneladas de peso, isando que não oco a nenhuma pa ologia
pos e io men e e man endo a boa qualidade na u ilização dos usuá ios do
de e minado emp eendimen o.
G á ico 2: Opinião dos in es ido es com elação ao alo do ensaio SPT.
Fon e: Dados da pesquisa, 2018.
A ealidade do me cado pesquisado mos a que os p op ie á ios
de cons u o as, sendo eles algumas ezes os p óp ios engenhei os, não
se p eocupam com o alo dos ensaios, ademais alguns conside am o
alo i isó io quando pensa-se no alo o al da ob a (no ge al 75% dos
ques ionados ão nes a di eção, sendo 90% do Lado A e 56% do lado B),
uma ez que eles es ão a en e de g andes ob as, po ém uma pa e meno
em esse alo como conside á el, is o que es ão a en e de ob as de
médio po e, mui as ezes.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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METODOLOGIA
PROCEDIMENTOS
Os esul ados aqui expos os só o am possí eis de se em cole ados
com auxílio da Companhia de Água e Esgo o da Pa aíba – CAGEPA. Esses
dados azem e e ência ao con ole do abas ecimen o de água exigido pelo
Minis é io Público. Os esul ados são e e en es aos anos e meses en e
se emb o de 2015 a se emb o de 2017.
ANÁLISE DOS DADOS
No con ole de dados é possí el obse a , com auxílio do so wa e
excel a quan idade de ligações p ediais, a quan idade de economia de
água (m³) e olume de água consumido (m³), po bai os. A pa i disso
oi possí el encon a alo es uni á ios pa a a quan idade de água
economizada e consumida, po ligações. Sendo assim, oi possí el a alia ,
de o ma iguali á ia, em odos os bai os.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Segundo Mays (2000), en e 5000 a 4000 a.C. oi onde
começou a su gi a necessidade de água pa a a ende a população e
consequen emen e pa a a ende as a i idades ag ícolas, pois as pessoas
começa am a con i e em ilas, a p a ica a i idades ag ícolas e a c ia
animais.
O sis ema de abas ecimen o de água com qualidade e quan idades
su icien es, é uma das p incipais necessidades pa a uma população, pois
sup e as necessidades elacionadas à saúde, higiene e desen ol imen o
indus ial. A disponibilidade de saneamen o e o abas ecimen o de água pa a
cada pessoa de e se con ínuo e su icien e pa a usos pessoais e domés icos.
Es es usos incluem, habi ualmen e, bebe , la agem de oupa, p epa ação
de e eições e higiene pessoal. A ca ência de água que seja segu a, sem
con aminan es, mic o ganismos e subs âncias químicas, em conjun o com
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
321
uma dis ibuição desigual e as di e sas o mas de poluição dos co pos
híd icos le am a uma de e io ação da ida na Te a (MACHADO, 2016).
O índice plu iomé ico no B asil a ia de 1000 e 3000 mm/ano,
mesmo assim o país ainda so e com a c ise no abas ecimen o de água,
inclusi e em egiões onde há g andes concen ações de ios e lagos, que
é o caso da egião No e. A al a de ges ão dos ecu sos e o mau uso dos
mesmos pela população mos am que 40% a 60% da água a ada são
lançadas nas edes de dis ibuição, e ce ca de 40 milhões de b asilei os
icam sujei os a passa po acionamen o de água (REBOUÇAS, 2003).
De aco do com (Sou o, 2017) apesa do semiá ido no des ino se
uma das egiões que possuem o clima semiá ido com maio capacidade
de a mazenamen o de água do mundo, seus ese a ó ios são a céu
abe o, além de não ha e manu enção pe iódica pa a desasso eamen o e
ecupe ação de ma as cilia es, o que acili a a e apo anspi ação.
Como o ma de ecu so híd ico, a água possui múl iplas o mas
de uso, sendo indispensá el em um la go espec o de a i idades humanas,
en e os quais se des acam o abas ecimen o público e indus ial, a i igação
ag ícola, a p odução de ene gia elé ica e as a i idades de laze e
ec eação, bem como a p ese ação da ida aquá ica. Desse modo, a
ges ão de ecu sos híd icos busca ações pa a egula iza o uso, con ole e
a p o eção.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A cidade possui 50 bai os den e eles: polo indus ial, alguns com
maio concen ação populacional, ou os com maio economia. Pa a acili a
a análise e a in e p e ação dos dados, oi necessá io di idi os bai os de
Campina G ande po zonas: No e, Sul, Les e e Oes e, um exemplo dessa
di isão pode se is a na igu a 1.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
322
Figu a 1: Zoneamen o dos Bai os da Cidade de Campina G ande- PB
Fon e: Elabo ado pelo au o (2017)
Ao analisa a abela 1 é possí el obse a a quan idade
da população po bai o da Zona No e da cidade. Essa é a e cei a
zona mais habi ada de Campina G ande, possuindo 12 bai os.
En e an o, no mês de São João o núme o de pessoas ins aladas nessas
localidades aumen a, pois há a p esença de uma população lu uan e
de ido às comemo ações.
Tabela 1: Quan idade da População Po Bai os e Quan idade To al da Zona No e
Bai os População Censo 2010 Bai os População Censo
2010
ALTO BRANCO 8850 JD CONTINENTAL 2268
ARAXA JEREMIAS 1751 JD TAVARES 3489
CENTRO 7527 JEREMIAS 10629
CONCEICAO 3439 LAURITZEN 2713
CUITES 1924 MONTE SANTO 7600
DAS NACOES 1406 PALMEIRA 5691
Fon e: IBGE (2010).
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323
Exis e uma con o é sia en e a quan idade de ligações de água e
a quan idade de população de cada bai o como pode se is o na igu a
2. Essa é a e cei a zona mais habi ada de Campina G ande, possuindo
12 bai os. En e an o, no mês de São João o núme o de pessoas ins aladas
nessas localidades aumen a, pois há a p esença de uma população lu uan e
de ido às comemo ações.
Figu a 2: Quan idade de Ligações de Água,
en e 2015 e 2017 (Zona No e)
Fon e: Elabo ado pelo au o (2017)
Um exemplo a se es anha acon ece no bai o Je emias, onde
es e possui maio população, mas o núme o de ligações é me ade do
co esponden e ao Cen o, que po sua ez, ap esen a meno população
quando compa ado ao bai o.
Po meio da igu a 3, é possí el e i ica a economia de água
pa a cada bai o. A maio economia oi no Ja dim Ta a es, que economizou
um o al de 1,37 m³/mês, es e alo pe maneceu p a icamen e cons an e a é
o momen o.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
324
Figu a 3: Economia de Água, en e 2015 e 2017 (Zona No e)
Fon e: Elabo ado pelo au o (2017)
A análise da Zona No e é ei a po meio da igu a 4, que elaciona
o consumo de água pelos meses de se emb o de 2015 a se emb o de 2017
po bai os. A pa i dele ica isí el que o bai o que mais consumiu água
du an e es e pe íodo de c ise oi o Ja dim Ta a es. Em odos os bai os exis e
uma a iação ele ada, le ando o consumo de água mensal a ap esen a
a iações b uscas. É possí el e i ica que no mês de se emb o/2016 hou e
uma g ande queda no consumo de água, le ando os alo es de odos os
bai os pa a p óximo de ze o. Segundo in o mações da CAGEPA, is o
acon eceu de ido as ocas de ubulações do sis ema de abas ecimen o de
água da cidade.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
325
Figu a 4: Consumo de Água, en e 2015 2017 (Zona No e)
Fon e: Elabo ado pelo au o (2017)
A Zona Sul é amais habi ada da cidade, na abela 2 é possí el
analisa a quan idade da população po bai o. Essa possui 16 bai os, é
impo an e des aca que a mesma possui o e cei o bai o mais populoso
de Campina G ande e um Dis i o Indus ial. Com isso o consumo de água
nessas localidades é bas an e ele ado.
Tabela 2: Quan idade da População Po Bai os e Quan idade To al da Zona Sul
Bai o População Censo
2010 Bai o População
Censo 2010
ACACIO FIGUEIREDO 9300 LIBERDADE 15836
CATOLE 19554 PRES MEDICE 4298
CRUZEIRO 14021 SANDRA CAVALCANTE 6517
DAS CIDADES 6042 SAO JOSE 3950
DISTRITO INDUSTRIAL 2518 TAMBOR 7777
ESTACAO VELHA 3313 TRES IRMAS 12209
ITARARE 3093 VELAME 6036
JD PAULISTANO 8027 VILA CABRAL STA TER 4805
Fon e: IBGE (2010)
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
326
A Figu a 5 ap esen a a quan idade média, en e se emb o de 2015
a se emb o de 2017, de ligações p ediais na Zona Sul. É possí el obse a
qual bai o e e maio quan idade de ligações, sendo es e o Ca olé e onde
exis iu meno quan idade, sendo es e Sand a Ca alcan e.
Figu a 5: Quan idade de Ligações de Água, en e 2015 e 2017 (Zona Sul)
Fon e: Elabo ado pelo au o (2017)
Po meio da igu a 6, é possí el e i ica a quan idade de
economia de água pa a cada bai o. A maio economia oi no Ca olé,
mesmo possuindo a maio quan idade de população a economia do local
no pe íodo de empo analisado semp e oi c escen e e se ixou em um o al
de 1,45 m³/mês, podendo assim obse a uma cul u a de euso da água
pa a a i idades in o mais do dia a dia.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
327
Figu a 6: Economia de Água, en e 2015 e 2017 (Zona Sul
)
Fon e: Elabo ado pelo au o (2017).
A análise da Zona Sul é ei a po meio da igu a 7, mesmo
possuindo um g ande núme o de população o bai o do Ca olé, não
consumiu an a água quando compa ado ao bai o Sand a Ca alcan e que
possui população in e io . Pode-se a i ma ambém que o consumo de água
aumen ou signi ica i amen e em odos os bai os com a chegada das águas
da T ansposição do Rio São F ancisco ao ese a ó io Epi ácio Pessoa.
É possí el e i ica que no mês de se emb o e e e ei o de 2016
hou e uma g ande queda no consumo de água, le ando os alo es de odos
os bai os ze o em consumo de água. Segundo in o mações da CAGEPA,
is o acon eceu de ido a oca de ubulações do sis ema de abas ecimen o de
água na egião e o Dis i o Indus ial icou sendo abas ecido po ese a ó ios
pa icula es.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
328
Figu a 7: Consumo de Água, en e 2015 2017 (Zona Sul)
Fon e: Elabo ado pelo au o (2017)
Essa Zona mais habi ada da cidade, na abela 3 é possí el
analisa a quan idade da população po bai o. Essa Zona possui 6 bai os,
en e an o, no mês de São João o núme o de pessoas ins aladas nessas
localidades aumen a, pois há a p esença de uma população lu uan e
de ido às comemo ações.
Tabela 3: Quan idade da População Po Bai os e Quan idade To al da Zona Les e.
Bai o População Censo 2010 Bai o População Censo 2010
CASTELO BRANCO 2895 MONTE CASTELO 8418
JOSE PINHEIRO 16112 NOVA BRASILIA 9386
MIRANTE 1792 SANTO ANTONIO 3932
Fon e: Elabo ado pelo au o (2017)
A igu a 8 ap esen a a quan idade média, en e se emb o de
2015 a se emb o de 2017, de ligações p ediais na Zona Les e. É possí el
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
329
obse a qual bai o e e maio quan idade de ligações, sendo es e o José
Pinhei o, o mais populoso da egião.
Po meio da igu a 9, e i ica-se a quan idade de economia
de água pa a cada bai o. A maio economia oi no bai o do Mi an e a
economia do local no pe íodo de empo analisado semp e oi c escen e e se
ixou em um o al de 1,51 m³/mês, podendo assim obse a uma cul u a de
euso da água pa a a i idades in o mais do dia a dia.
Figu a 8: Quan idade de Ligações de Água, en e 2015 e 2017 (Zona Les e).
Fon e: Elabo ado pelo au o (2017)
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
336
SOUTO, L.V.; LIMA, D. de F. ; BARRETO FILHO, B. DE F.; DANTAS, J. R. de.
Q. O No des e e a Escassez de Água: uma abo dagem da Mic o egião de
Pau dos Fe os/RN. XVII Encon o Nacional da Associação Nacional de Pós-
G aduação e Pesquisa em Planejamen o U bano e Regional. Disponí el em:
h p://anpu .o g.b /x iienanpu /p incipal/publicacoes/XVII.ENANPUR_
Anais/ST_Sessoes_Tema icas/ST%204/ST%204.6/ST%204.6-03.pd .
Acesso em: 02 e . 2018.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
337
MINERAÇÃO: IMPORTÂNCIA SOCIAL,
AMBIENTAL, ECONÔMICA E A
PRESENÇA DO ENGENHEIRO CIVIL NO
SETOR
Daniel de Oli ei a Al es1, Ca yelle Ma ia de A uda Fe ei a2
RESUMO
Os ag egados, ma é ia-p ima u ilizada em g ande escala na cons ução
ci il, são indispensá eis pa a con ecção de as al o, conc e o, pa imen os,
pon es, ba agens e an as ou as ob as que necessi am de sua ma é ia-p ima.
Pa a ob enção do ma e ial é necessá io a ex ação em ped ei as e co as
que ge am g andes impac os ambien ais e sociais no local da ex ação.
Es es ma e iais são ob idos em g ande quan idade e ge almen e o p ocesso
pa a ob enção é de i ado de pe u ações e explosões, a o es que ge am
p oblemas pa a a população que se encon a ao edo de ido à emissão
das ib ações das explosões, sono idade, poei a, mudança na paisagem,
deg adação do lençol eá ico e água supe icial. Com ais ca ac e ís icas, o
maio desa io do se o mine al é encon a mé odos al e na i os de p odução
que possam espei a as legislações e os di e sos ó gãos que in eg am
à sus en abilidade. Foi necessá io ex ensa lei u a bibliog á ica à ní eis
his ó icos e a uais pa a ob e conhecimen o com o maio ap o undamen o
do ema, endo como maio es esul ados a e i icação da necessidade
po p o issionais com pe is de p eocupação ambien al, econhecimen o
pelos impac os ge ados pa a população egional à la a de ex ação e a
cons a ação da pa icipação do p o issional de engenha ia ci il em um se o
de baixo p es ígio pelos ecém- o mados.
Pala as-cha e: Sus en abilidade. Mine ação. Legislação. Engenha ia
ci il.
1G aduando em Engenha ia Ci il pelo Cen o Uni e si á io de João Pessoa – UNIPÊ. E-mail:
[email p o ec ed]
2 Dou o anda e Mes e em Recu sos Na u ais na Uni e sidade Fede al de Campina G ande (UFCG),
Tecnóloga em Ges ão Ambien al, Bacha el em Se iço Social pela UEPB e Licenciada em Ciências Sociais
pela UFCG. E-mail: [email p o ec ed]
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
338
INTRODUÇÃO
A sus en abilidade, g ande pa adigma do século a ual, em-se
p opagado nos mais di e sos se o es que se em conhecimen o, es ando
eles elacionados ou não en e si. De aco do com LANGER (2009), o
se o indus ial da mine ação es á incluso nesse cená io, pois o pe íodo de
ope ação de suas ins alações p opo cionam g andes impac os ambien ais,
es es mui as ezes i e e sí eis. Segundo Young (1992), embo a os danos
sejam espa sos, a indús ia mine al si ua-se cla amen e en e os maio es
consumido es mundiais de ene gia.
As legislações que isam à sus en abilidade exigem um p odu o
que espei e suas imposições, ocasionando na limi ação da p odução de
seus ma e iais que podem diminui o índice de p odução da emp esa,
com isso a necessidade po medidas ino ado as sus en á eis nes e se o
é de o al ele ância pa a es udo. Segundo Sánchez (1992) “P á icas de
ge enciamen o não podem se conside adas como um luxo. Elas são, al ez,
mais do que necessá ias”. A ma é ia-p ima que em da mine ação ambém
é esul ado de p oblemas sociais, pois a mesma u iliza mé odos que al e am
os pad ões de con o o de uma população.
LANGER (2009) a i ma que es es ma e iais são ob idos em
g ande quan idade e mui as ezes o p ocesso pa a ex ação é po meio
de pe u ação e explosão, a o es que ge am p oblemas pa a a população
que se encon a ao edo , de ido à emissão das ib ações das explosões,
sono idade, poei a, mudança na paisagem, deg adação do lençol eá ico
e água supe icial. Sánchez (1992) “..os impac os sociais são mui o mais
complexos e deco em de e dadei os con li os de alo es. A modi icação
de paisagens de g ande beleza cênica ou de sí ios de in e esse cul u al é
p oblema já en en ado..”.
Pa a desen ol imen o des e abalho oi u ilizado como
me odologia e e encial bibliog á ico em li os, eses, esumos publicados
em anais, biblio ecas digi ais e as legislação pe inen es, u ilizando como
p incipais au o es, Lange (2009), IBRAM- Ins i u o B asilei o de Mine ação
(2016), ABC – Academia B asilei a de Ciências (2016) e Sus ainabili y o
Cons uc ion Ma e ials (2009).
Es e es udo i á ap esen a a os com embasamen o eó ico sob e
as consequências sociais, econômicas e ambien ais do se o da mine ação,
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
339
como ambém mos a ao lei o sob e a inse ção do engenhei o ci il nes a
á ea. Se á ap esen ado possí eis soluções que si am de modelo pa a
possí eis ge enciamen os, ans o mação após o p ocesso de la a e a
a uação p o issional do engenhei o ci il no se o mine al.
REFERENCIAL TEÓRICO
Responsá eis po sup i a demanda de ma é ia p ima na cons ução
ci il, os ag egados são indispensá eis pa a ob e es u u as de g ande
po e com segu ança e qualidade. Além disso, anualmen e conseguem
p omo e uma g ande mo imen ação econômica, ge ando emp egos e o
desen ol imen o de de e minada egião. Segundo o Minis é io de Minas e
Ene gia (2011), a explo ação mine al é de g ande ele ância ao sucesso
da economia do B asil is o que pa icipa com 4,2% do PIB e 20% do o al
das expo ações b asilei as, ge ando um milhão de emp egos di e os, o
equi alen e a 8% dos emp egos da indús ia. Os ecu sos na u ais mine ais
são indispensá eis pa a o desen ol imen o do homem, encon am-se
dis ibuídos abundan emen e no plane a e o seu ap o ei amen o conscien e,
ga an e um modelo de ida p óspe o pa a as p óximas ge ações. Es es
ma e iais são ob idos em g ande quan idade e mui as ezes o p ocesso
pa a ex ação é po meio de pe u ação e explosão, a o es que ge am
p oblemas pa a a população que se encon a ao edo , de ido à emissão
das ib ações das explosões, sono idade, poei a, mudança na paisagem,
deg adação do lençol eá ico e água supe icial.
De aco do com a Academia B asilei a de Ciências (2016), o
c escimen o da indús ia minei a p o oca um con li o abe o com a sociedade
ci il p incipalmen e nas ques ões ambien ais e de sus en abilidade,
necessi ando mudanças na indús ia minei a que ão eque e não apenas
ino ação ecnológica, mas, ambém, na o ma de elacionamen o com a
sociedade ci il. Embo a possuam g ande in luência pa a o desen ol imen o
da humanidade, seu p ocesso de ex ação é esponsá el po p oduzi
eno mes impac os ambien ais e sociais, ha endo assim a p eocupação po
um ge enciamen o dos seus ecu sos pa a ga an i que a ma é ia-p ima
possa se adqui ida de o ma conscien e. Segundo o li o Recu sos Mine ais
(2016), a a i idade al e a de o ma subs ancial o meio ísico, p o ocando
desma amen os, e osão, con aminação dos co pos híd icos, aumen o da
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
340
dispe são de me ais pesados, al e ações da paisagem, do solo, além de
comp ome e a auna e a lo a. A e a, ambém, o modo de i e e a qualidade
de ida das populações es abelecidas na á ea mine ada e em seu en o no.
A sus en abilidade no amo dos ag egados mine ais inco po a ês
p incipais se o es de esponsabilidade, os ambien ais, econômicos e sociais.
O ambien al explo a a necessidade da melho ia da qualidade de ida
an o da população a ual, como ambém a ga an ia de uso dos bens pa a
as p óximas ge ações, de aco do com isso os an igos locais de ex ação
são con e idos em pa ques na u ais, ja dins bo ânicos e ou os mé odos
que ge em alo es de biodi e sidade à egião. Os ag egados são de g ande
esponsabilidade econômica, pois o c escimen o u bano exige des es ma e iais
pa a in aes u u a, pa imen ação e p odução de conc e o, po exemplo.
Con o me a Sola e , al (2004) A SARM - Sus ainable Agg ega e
Resou ce Managemen – p opõe algumas medidas que de em se seguidas
pa a ga an i a esponsabilidade econômica, sendo eles: p o e os
ag egados de aco do com o ma e ial eque ido pela sociedade, p ese a
a iabilidade do negócio ambien al, enco aja a p odução e o emp ego, e
emp ega a con abilidade de cus o o al enquan o pe manece compe i i o,
sendo os ês p imei os de esponsabilidade go e namen al, o úl imo po ém,
da emp esa. Os a o es sociais ambém de em se es udados nes e se o , pois
os mesmos so em pelas in luências já mencionadas da p odução na mina.
Os impac os nega i os es ão associados às di e sas ases
de explo ação dos bens mine ais, desde a la a a é o anspo e e
bene iciamen o do miné io, podendo es ende -se após o echamen o da
mina ou o ence amen o das a i idades. Suas cica izes pe manecem mesmo
após o echamen o da mina, pa indo des a a necessidade po um p oje o
de eap o ei amen o do local após expedido o pe íodo das a i idades.
Lange (2009), a i ma que de ido a es es impac os ambien ais, an es de se
abe a qualque ped ei a pa a mine ação, es udos de em se ei os a im
de ga an i que o local a se explo ado possa se e i alizado u u amen e,
ans o mando aquilo que an es e a um “bu aco” em, po exemplo, pa ques
o iciais, cu sos de gol e, á eas de ec eação e ja dins bo ânicos.
Baseado na ob a de Recu sos Mine ais do B asil (2016), é
necessá io que se conside e, ambém, algumas pesquisas que in luenciem
na ealização do po encial mine al no país, como po exemplo: a igidez
locacional, is o que os depósi os mine ais oco em onde a na u eza os
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
341
o iginou, em ge al são em á eas emo as; o al o cus o e o longo empo de
p ospecção e da implan ação de uma mina; a exis ência de in aes u u as
ene gé ica e de anspo e adequadas; o al o isco dos emp eendimen os;
a exigência de ecu sos inancei os subs anciais; a es abilidade ju ídica do
se o e a con iança no go e no e o al o cus o país.
No se o da mine ação, a p odução é ca ac e izada po
mo imen ação de g ande olume de ma e ial, ou seja, quan o mais
ma e iais en ol idos no p ocesso, maio se á a quan idade de esíduos,
como ambém seus ejei os. O uso da água nessa indús ia é necessá io, e
o despe dício e con aminação da mesma du an e os p ocessos p odu i os
demandam medidas que eduzam es a es a ís ica. “A boa ges ão híd ica
é um elemen o de compe i i idade po que o insumo é essencial pa a as
ope ações e po que os cus os – in aes u u a, acesso, despoluição, e c –
são signi ica i os” (IBRAM 2018).
Os o ícios no campo minei o ab angem ou os aspec os de es udo,
sendo eles os geológicos, écnicos, ambien ais, sociais, polí icos, legisla i os
e econômicos. Em sua maio ia o p ocesso de a aliação é à longo p azo,
po ém o cump imen o des as e apas ga an em p oje os mais e icien es no
que se diz espei o ao ap o ei amen o dos miné ios ex aídos possuindo
como esul ado uma meno ge ação de esíduos. A ge en e de assun os
ambien ais do IBRAM, Claudia Salles (2018), a i ma que o mapeamen o da
á ea em oda uma escala compa í el pa a pesquisa mine al é undamen al.
Os esíduos são odos os ma e iais p oduzidos no p ocesso de
ab icação, e de aco do com a ABNT 10004 classi ica-os da seguin e o ma:
“Resíduos nos es ados sólido e semi-sólido, que
esul am de a i idades de o igem indus ial, domés ica,
hospi ala , come cial, ag ícola, de se iços e de
a ição. Ficam incluídos nes a de inição os lodos
p o enien es de sis emas de a amen o de água,
aqueles ge ados em equipamen os e ins alações de
con ole de poluição, bem como de e minados líquidos
cujas pa icula idades o nem in iá el o seu lançamen o
na ede pública de esgo os ou co pos de água, ou
exijam pa a isso soluções écnica e economicamen e
in iá eis em ace à melho ecnologia disponí el.”
ABNT-10004 (2004).
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
342
DESENVOLVIMENTO
Modelo de ge enciamen o de esíduos
No p ocesso indus ial da mine ação, po ha e eno mes
quan idades de p odução de ma e ial, é indiscu í el a ge ação de
conside á eis quan idades de esíduos. De ido a es a ca ac e ís ica,
as legislações omam inicia i as pa a as indús ias não ealiza em suas
a i idades de manei a ag essi a à saúde humana e ambien al. A lei nº
9605 de ende que ge a poluição de qualque na u eza em ní eis ais que
p o oquem danos à saúde humana, ou que p o oquem a mo andade de
animais ou a des uição signi ica i a da lo a é conside ado c ime ambien al
digno de pena de um a qua o anos, ac escido de mul a. O lançamen o
de esíduos segundo a lei nº 9605 de e se ealizado de aco do com as
exigências es abelecidas em leis e egulamen os.
A classi icação dos esíduos é de o al necessidade pa a
conhecimen o de soluções ges o as que possam encaminha o ma e ial com o
mínimo de impac os possí eis. De aco do com a No ma 10004, os esíduos
são classi icados em Classe I – Pe igosos, e Classe II – Não pe igosos. De
aco do com o Manual de Ge enciamen o de Resíduos (2006), a iden i icação
da classe dos esíduos é o p imei o passo pa a pode elabo a um plano
de a i idades que si am como modelo de ge enciamen o dos esíduos em
es udo. Ainda a i mam que após sua classi icação, é possí el de ini e apas
de cole a, a mazenagem, anspo e, manipulação e des inação inal, de
aco do com o cada ipo de esíduo ge ado.
Reap o ei amen o após as a i idades de p odução
An es de se abe a qualque ped ei a pa a mine ação, es udos
de em se ei os a im de ga an i que o local a se explo ado possa se
e i alizado u u amen e, ans o mando aquilo que an es e a um “bu aco”
em, po exemplo, pa ques o iciais, cu sos de gol e, á eas de ec eação
e ja dins bo ânicos. Limi a os impac os ambien ais p o enien es da
ex ação dos ag egados eque mui a ges ão, e mui as emp esas em
ecebido a amosa “ce i icação e de” após a aliação da minimização
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
343
dos e ei os danosos ao meio ambien e. Segundo Lange (2009), o aspec o
ambien al explo a a necessidade da melho ia da qualidade de ida an o
da população a ual, como ambém a ga an ia de uso dos bens pa a as
p óximas ge ações, de aco do com isso os an igos locais de ex ação são
con e idos em pa ques na u ais, ja dins bo ânicos e ou os mé odos que
ge em alo es de biodi e sidade à egião.
O Bu cha Ga den, no Canadá, é um dos mais econhecidos
exemplos de ecupe ação de la a no mundo, uma an iga ped ei a de
ex ação de calcá io.
Figu a 1: Bu cha Ga den em a i idade de ex ação. Ano: 1904.
Fon e: www.bu cha ga dens.com
Após exe cido suas a i idades de ex ação, a an iga ped ei a
que an es e a on e de ma é ia p ima de ag egados do ipo calcá io oi
e i alizada e e o nou pa a a sociedade em o ma de ja dim, hoje
conside ado pon o u ís ico pa a egião.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
344
Figu a 2: Bu cha d Ga den, após a ecupe ação. Ano: 2017.
Fon e: www.bu cha ga dens.com
Após uma análise compa a i a en e as imagens é no á el a
capacidade de concessão de um pós-p oje o minei o pa a a população
local do que an es e a conside ado um ambien e insalub e em um local
sadio e de laze .
Engenhei o ci il no se o mine al
F en e aos no os pa adigmas sus en á eis, as no as ge ações de
p o issionais es ão cada ez mais ap imo ando seus conhecimen os pa a
se adequa em às polí icas de sus en abilidade. Um desa io mui as ezes de
ele adas p opo ções, pois as leis em limi ado as a i idades de p odução de
o ma p og essi a. Na engenha ia ci il, obse a-se que di e sos modelos e
al e na i as ecnológicas, como po exemplo, a u ilização de adi i os pa a
diminui o consumo de água, ma e iais de maio du abilidade e esis ência,
po ém a maio ia das endências ecnológicas são aplicadas a p odu os
que já passa am po um p ocesso de indus ialização. As minas abalham
com ma e ial b u o, ou seja, a mais habi ual endência écnica é o modelo
de ge enciamen o de esíduos, capaz de planeja , o ganiza e des ina os
esíduos pa a local ap op iado.
O se o da mine ação, maio on e de ma é ia-p ima pa a o se o
da cons ução ci il é na maio ia das ezes negligenciado pelos p o issionais.
Poucos são os que em conhecimen o sob e de onde em o ma e ial, como
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
345
ele é p oduzido, quais os mé odos de melho amen o, ge enciamen o e sob e
a in luência na p o issão do engenhei o ci il e pa a oda sociedade.
Pa a o engenhei o ci il, o seu abalho no se o da mine ação
não es á mui o longe da ealidade. A i idades como ge enciamen o de
ob as, d enagem, e aplenagem, edi icações, pa imen ação e ob as de
in aes u u a são encon adas no se o . O uso do anspo e ambém de e
se es udado, pois o á ego dos caminhões esponsá eis po encaminha
os p odu os pa a os clien es mui as ezes se in e liga com o á ego
au omobilís ico con encional, aumen ando a p obabilidade de aciden es.
Con udo, as a i idades são mais in ensas, impac os ambien ais
e sociais são p og essi os e as a i idades de ges ão é que i ão de e mina
o andamen o do p oje o. De aco do com o engenhei o ci il Jack Caldwell
em sua publicação na Mining (2012), es emunha que embo a a p esença
do engenhei o ci il nas a i idades minei as seja no á el, de e-se e em
men e que o mesmo es á à me cê do engenhei o de minas, esponsá el po
ge encia a mina. O mesmo au o ambém decla a que não é necessá io
es uda engenha ia de minas pa a en a na indús ia. É possí el o na -
se engenhei o ci il e desempenha as a i idades de p oje o e execução
essenciais à mine ação.
O p o esso e mes e em geo ecnia e anspo es E nes o Tadeu
Bossi, em opinião pa a o jo nal Hoje em Dia (2017) econhece que
u u amen e o engenhei o ci il e á mui as opo unidades de abalho na
mine ação de ido ao aumen o da demanda mundial po miné ios, que como
consequência ha e á maio necessidade de p o issionais na cons ução de
ba agens de ejei os.
Um a o ma can e pa a a sociedade B asilei a que demons a a
impo ância de p o issionais de qualidade nes a á ea, assim como comp o a
as consequências nega i as das a i idades minei as é o desas e ambien al
oco ido em 05 de no emb o de 2015 com o ompimen o da ba agem de
ejei os de mine ação de Fundão, localizado no dis i o de Ben o Rod igues
(município de Ma iana-MG) da emp esa Sama co Mine ação S.A. “Um o al
de 32,6 milhões de m³ de ejei os desceu de Fundão. O ma e ial passou
po cima da ba agem de San a ém, que e e e g ande pa e dos ejei os.
Em seguida, a pa cela es an e desse ma e ial a ingiu Ben o Rod igues”
Sama co (2015).
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
352
O p esen e a igo ap esen a o es udo sob e a iabilidade eólica
pa a a p á ica de i igação em p op iedades de pequenos ag icul o es da
cidade do Conde – PB.
U iliza-se a ação eólica como uma on e de ene gia limpa
pa a iabiliza o bombeamen o de água e desen ol e p ocessos que
subs i uam a u ilização de ene gia con encional po al e na i as que isem
à sus en abilidade na p odução ag ícola, p incipalmen e em locais isolados,
acili ando odo o p ocesso de i igação e isando ambém uma economia
de ene gia, já que es a pode auxilia as comunidades locais no p ocesso de
emancipação e au ossus en abilidade.
MATERIAIS E MÉTODOS
PROCEDIMENTOS
Pa a a ealização des e es udo oi escolhido o Município do
Conde, egião do li o al pa aibano que az pa e do conjun o me opoli ano
de João Pessoa. O obje i o é ca ac e iza o po encial eólico do local
u ilizando in o mações his ó icas de elocidades do en o. Dados da
es ação me eo ológica au omá ica mais p óxima, que se encon a em João
Pessoa (07°06’ LAT S e 34°52’ LONG W e al i ude 7,43 [m]), o am ob idos
a a és do Ins i u o Nacional de Me eo ologia (INMET, 2017) e consul a a
Filho (2007).
A pa das in o mações his ó icas diá ias de elocidade do
en o ob idas nes as es ações me eo ológicas au omá icas, ealizou-se a
elabo ação de g á icos e abelas u ilizando-se o a qui o do ipo XLS pa a
análise da iabilidade de e e uação dos ge ado es eólicos pa a i igação.
ESTUDO DE CASO
Escolheu-se uma á ea p i ada i igada de ês hec a es pa a o
es udo de caso, que ica no ín e im da localização u al com a capi al, nos
limi es da Rodo ia Es adual PB-018 com a Rodo ia Con o no de Jacumã e
o io Gu ugi, no qual a p op iedade é co ada po seu cu so. Esse espaço
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
353
es a egicamen e oi escolhido pela impo ância no abas ecimen o ag ícola
à capi al e en o no com a cul u a do eijão, mandioca e p odu i idade do
algodão. Po an o, nes e es udo conside a-se a quan idade híd ica que
sa is az gene alizadamen e o plan io.
Fo am cole ados mensalmen e dados ho á ios de elocidades do
en o egis ados pela es ação no deco e de um ano, iniciando em junho
de 2016 a é o im de maio de 2017.
A es ação au omá ica do INMET (2017) egis a os dados a cada
uma ho a, po an o nesse local oi conside ado que o alo de elocidade
diá io oi ob ido pela média das cinco maio es ho as de elocidades do
en o, e o g á ico dessas elocidades de e ia se desen ol ido u ilizando
a média das ês maio es elocidades egis adas a cada mês, assim, icou
desca ado as demais dezeno e ho as, pois ap esen a am elocidades de
en o a dez me os de al u a abaixo de 2,1 [m/s] (SOUZA,1993), núme os
inacessí eis ao uncionamen o o o . Com isso, o empo de uncionamen o
do ca a en o pa a cap ação de água se á de cinco ho as ao dia.
Deco ido a cole a dos dados das elocidades, disponibilizados
pela es ação me eo ológica em uma al u a de e e ência com dois me os de
a i ude em elação ao solo, log a-se a sua a iação com a al u a con o me
a lei da po ência, que ep esen a o pe il da elocidade do en o pela
(Equação 1). Fixamos aqui, po an o, a al u a desejada em 10 me os
omando o solo como e e encial.
(1)
Onde ep esen a a al u a de e e ência da medida da
elocidade, a elocidade nes a al u a de e e ência, a al u a desejada e é
chamado de expoen e de camada limi e e a ia em unção da ugosidade
da supe ície con o me o Quad o 1.
Quad o 1: Coe icien e de ugosidade da supe ície em unção da ca ac e ís ica do local
DESCRIÇÃO DO TERRENO RUGOSIDADE DA SUPERFÍCIE (β)
SUPERFÍCIE LISA, LAGO OU OCEANO 0,10
GRAMA BAIXA 0,14
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
354
VEGETAÇÃO RASTEIRA (ATÉ O,3M) 0,16
ARBUSTOS, ÁRVORES OCASIONAIS 0,20
ÁVORES, CONSTRUÇÕES OCASONAIS 0,22 - 0,24
ÁREAS RESIDENCIAIS 0,28 -0,40
Fon e: CRESESB – Cen o de Re e ência pa a Ene gia Sola e Eólica Sé gio B i o (2001).
O coe icien e de ugosidade usado oi de η = 0,20. As in o mações
de elocidades do en o o am encaminhadas pa a o ab ican e do
ca a en o, e es e mesmo se enca egou de dimensiona um sis ema eólico
adap ado às ca ac e ís icas do local e ambém in o ma sob e a capacidade
de bombeamen o d’água. Po conseguin e, o am desen ol idos g á icos e
abelas sob e o po encial eólico da egião e po im, a pa dos esul ados,
e i icou-se a po cen agem de água que o ins umen o ca a en o pode á
bombea pa a i iga o e eno de ês hec a es e sua iabilidade na
localização es udada do Conde –PB.
ESPECIFICAÇÃO DO MODELO DE CATAVENTO E DE CÁLCULO PARA
VELOCIDADE DO VENTO
A ab ican e consul ada oi a mais p óxima da á ea e única da
Pa aíba, ela se encon a em Campina G ande e po essa azão iabilizou
economicamen e o sis ema. O ca a en o, ipo con encional, com 18 pás
acopladas à ala anca de A quimedes, o que con e e maio bombeamen o
de água com meno o e a de en os e a é sem en os, ideal pa a o local
p opos o pode se is o na Figu a 1.
Pa a o cálculo da iabilidade conside ou-se apenas aplicações
com bombeamen o d’água, u ilizando in o mações colhidas in loco com
cu as de po ência ob ida pelo ab ican e, como ambém in o mações de
cus o e in aes u u a.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
355
Figu a 1: Modelo de ca a en o usado
Fon e: Ca a en os Y el, 2017.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Conside ou-se que a elocidade média do en o ob ida no local é
cons an e pa a odo o ano. Ob idas pelas ó mulas das elocidades médias
dos en os em um ano e pelo coe icien e de ugosidade pa a uma o e com
al i ude de dez me os a elocidade do en o conc e iza no en o no de 5,37
[m/s] con o me o g á ico da Figu a 2.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
356
Figu a 2: Es ima i a de elocidade do en o no Con e-
PB a al i ude de dez me os de al i ude en e 2016 e 2017
Fon e: Elabo ada pelos au o es (2017).
DISCRIMINAÇÃO TÉCNICA DO CATAVENTO DIMENSIONADO
O ca a en o se á ins alado dis an e de dois a dez me os do
ese a ó io e bombea á água pa a uma caixa d’água ele ada a cinco
me os de al u a, es a com capacidade pa a 150.000 li os. Independen e
da cul u a i igada, a água bombeada se á a mazenada no ese a ó io e
de lá, com um egis o, a á a libe ação da água na quan idade necessá ia
pa a a cul u a egada. Isso po que o luxo de água bombeada não é
cons an e, dependen e do en o. Os ab ican es o necem o es en e dez e
quinze me os de al u a, con udo o mais iá el po condições do e eno e
economicamen e é o ca a en o de aço gal anizado ele ado a dez me os
do solo e com bomba de 4”, la ão de b onze e êmbolo e es ido com dois
cou os de sola o e, assim es imando uma azão em 60.000 [l/h], pa a
en os cons an e de in e e qua o ho as.
O eio e des a amen o au omá ico, p e endo danos po ação de
e en uais enda ais, e eios no pé da o e, pa a pa á-lo quando deseja .
B eque de segu ança que mo imen a o leme a 90 g aus.
A o e com colunas de can onei a pe il L de 2x3/16” ans e sais
em can onei a pe il L de 1x1/8”, es icado es de e o edondo de ¼”, com
ganchos de es icado em e o de 5/16” gal anizado e osqueado com
po ca e acoplado a uma banque a pa a manu enção de base em can onei a
pe il L de 1.1/4x1/8” e las o em madei a, escada de acesso de ba as
cha as 1x1/8” sendo a coluna p incipal, base iangula de ês pés. Raios
e pa a- aios em e o can onei a.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
357
As pás gal anizadas pin adas com dezoi os palhe as, diâme o
em ês me os eco adas cu ilíneas e aio de base cha a com 1x3/16”,
seu supo e de base cha a com 5/8x1/8”.
Ki do ecalque: câma a de ácuo, gaxe a ep esso a de 1.1/4”
em b onze, ál ula de e enção 1”, união 1” e nippy 1”. A sucção de a é
no e me os, pois a água é cap ada do io Gu ugi dis an e seis me os
do ca a en o. O óleo do ipo 140 pa a o equipamen o é es abelecido em
4,5 li os, po ém sua eposição comp eende-se in e anos. A máquina de
qua o eng enagens, com comando duplo de bielas em banho de óleo, eixo
p incipal SAE 1020 de 1.1/2” com pa es mó eis em banho de óleo pe ene
e ampa em chapa gal anizada.
Ala anca de A quimedes, que dá du abilidade pa a o abalho
de bombeamen o po con a do peso de seu a ão, o a em ca a en os sem
a ala anca o uncionamen o é in e ompido quando diminuem os en os.
Teo icamen e a azão em um sal o a iando de 10.000 [l/dia] a é 60.000
[l/dia].
Da inalidade dos ca a en os, são mon ados sob e ou p óximos às
on es de água, na egião es udada do Conde-PB o io que a co a ajuda na
abso ção, mas ainda que ele não o alcançasse, esse ins umen o é indicado
pa a o bombeamen o de água em poços comuns, açudes e cacimbões. A
al u a de dez me os é es a egicamen e posicionada pa a ap o ei amen o
dos en os, que azem gi a o o o ans e indo a ene gia o a i a pa a
conduzi po sucção água abaixo do solo ou em sua supe ície a uma caixa
d’água, nes a si uação. O cus eio do in es imen o ao ag icul o ixa-se em
R$ 7.350,00, mais a mão de ob a de R$ 720,00. Sob e a ida ú il, es a se
es endo os in a anos, aplicando-se as manu enções p e en i as esumidas
em lub i icação das pa es mó eis e pin u a da o e. A bomba pode se
um a o con a es e empo de salu a da es u u a, jus i icado pelos ní eis de
impu ezas sólidas na água, dessa o ma en o a enção a es a si uação pa a
melho p ese ação.
RESULTADOS PARA A CIDADE DO CONDE-PB
O Quad o 2 ap esen a as p obabilidades de oco ência do en o
nos di e en es meses do ano e cons a a a média anual de 5,37 [m/s]. Po
ques ão da in e e ência do io na p op iedade e seu uso como on e de
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
358
água, a capacidade diá ia pa a bombea ele a-se em 50% quando se
compa a a cap ação po poços comuns, logo o ca a en o dimensionado
em capacidade de a é 60.000 [l/dia], dessa o ma, 2.500 [l/dia] de
capacidade pa a bombeamen o.
O alo ixado de 5 ho as pa a o uncionamen o do ca a en o em
um dia obedece à suposição de Souza (1993) e ambém admi e alo es,
já in ínsecos, pa a segu ança, p óximos aos 2,1 [m/s], mas não abaixo.
Isso, po an o, comp o a que em cinco ho as de uncionamen o diá io o
ge ado eólico alcança á o auge de sua e iciência e com o uso da ala anca
de A quimedes es e empo se p oje a pa a 24 ho as. En ão se em que com
a capacidade de bombeamen o de 2.500 [l/h], pa a o empo de en o ú il
ao dia em 5 ho as, alcança-se um es ima i o em 12.500 li os de água em
um dia. Com esse quan i a i o, o ag icul o pode á disponibiliza a água no
alo necessá io ao ipo de cul u a desen ol ida pela p op iedade e ainda
conscien iza -se sob e a ca ência de ou as o es eólicas.
Quad o 2: Po encial eólico e azão bombeada ge ada em unção da elocidade do en o pa a bomba
com o o de 4”
Velocidade Média Po encial Eólico Vazão Bombeada
Mês V (m/s) (W/m²) (m³/ho a) Li os/ho a
Junho 5,27 32,44 11,80 11.804,67
Julho 6,15 37,87 12,94 12.939,48
Agos o 5,99 36,85 12,91 12.914,20
Se emb o 5,55 34,13 11,85 11.846,80
Ou ub o 6,35 39,06 12,97 12.968,97
No emb o 4,55 28,02 9,70 9.695,13
Dezemb o 5,22 32,10 11,80 11.796,24
Janei o 5,49 33,79 11,84 11.838,37
Fe e ei o 4,86 29,89 10,74 10.741,47
Ma ço 4,83 29,72 10,74 10.737,26
Ab il 5,16 31,76 11,79 11.787,82
Maio 5,02 30,91 11,77 11.766,75
Média 5,37 33,04 11,73 11.736,43
Fon e: Elabo ada pelos au o es (2017).
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
359
A iabilidade da ins alação de um ge ado eólico no município
do Conde se jus i ica pela cons a e o e a de en os capazes acioná-lo a
qualque época do ano, como se pe cebe no Quad o 2 e a Figu a 3. A
empo ada da melho p odu i idade do ca a en o inicia-se em julho e e mina
no mês de ou ub o, ol a no mês de dezemb o a e e ei o e conduz-se quase
que cons an e a é maio. Con udo, a aliando os demais meses, a edução
dos alo es bombeados oscila no decu so anual e não é signi ica i a. Pa a
Souza (1993), o po encial eólico ecomen ado encon a-se no alo de 15
[w/m²]. Veja, na egião es udada esse alo de po encial eólico supe a o
dob o ixando-se em 33,04 [w/m²]. Es a e idência en a iza e ga an e o
quão iá el é a u ilização dos ca a en os pa a sis emas de bombeamen o
de água nes a localização.
Figu a 3: Velocidade média do en o no Con e-PB em unção dos meses en e 2016 e 2017
Fon e: Elabo ada pelos au o es (2017).
Independen e do que se es abelecem no Quad o 1 e Figu a 3,
os alo es de po encial eólico não se ealizam in eg almen e, pois pa e
desse po encial é pe dido pela a iação do é eo e a p óp ia ine iciência
dos equipamen os eólicos, daí a impo ância de escolha es a égica pa a
posicionamen o da es u u a, p imando semp e po á eas que pe cu sam
melho es en os.
A e idência da p a icabilidade é apenas a cha e, nes e es udo,
pa a demons a o po encial en iquecimen o de egiões ag ícolas a a és
do consumo sus en á el e g a ui o do en o na p á ica de i igação, pois o
p odu o ga an e o e o no pa a o cus eio o al no in es imen o do ca a en o
em um pe íodo acessí el e com longo bene iciamen o do uso.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
360
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Dian e das in o mações aqui ap esen adas, é possí el conclui que
a es u u a eólica pode se uma solução de al a e iciência pa a o pequeno
p odu o , médio e g ande ambém, conside ando que o en o na egião
es udada com, ês hec a es, é disponí el demasiadamen e o ano odo,
possui e iciência em seu po encial al o, is o que é uma egião li o ânea do
no des e b asilei o.
O uso da ala anca de A quimedes é um inc emen o que ajuda
conside a elmen e no sis ema de bombeamen o, uma ez que é possí el
a a és dela, a cap ação sem que haja boa qualidade de en ania. Ainda
que o ge ado eólico não es eja nas p oximidades li o âneas, a al e na i a
sus en á el de bombea água é uma solução ela i amen e acessí el e
en á el, assim, az luc a i idade aos p odu o es que u ilizam cul u as
i igadas e a é aos que usu uem pa a ins de desseden ação de animais,
pois o e o no de in es imen o é acele ado na con apa ida dos gas os com a
aquisição e manu enção. Po ém, pa a p odu o es u iliza em essa ecnologia
é undamen al boa sondagem do e eno aliada a um e icien e es udo sob e
o compo amen o dos en os na egião. A on e de água não p ecisa se de
um io, como nes e ma e ial, um poço comum pode ap esen a ca ac e ís icas
p óximas, mas há pequenas al e ações na o ma ação es u u al no ge ado
eólico, alguns de alhes que omen am a sucção da água.
O Conde-PB se ap esen ou, po an o, como um e i ó io é il na
p á ica de implemen ação do ins umen o, en a izado pelo al o po encial
eólico, que pode ga an i aos p odu o es que segui em es a indicação, uma
dominação de água diá ia em 12.500 li os po cada dia. Além de iá el
na egião, é sus en á el, acessí el e é um impo an e di iso de águas pa a
o desen ol imen o inancei o do negócio do ag icul o .
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ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
368
eage com o apo d’agua exis en e no a o mando uma neblina de ácido
sul ú ico (TORRES; ROCHA; RIBEIRO, 2008).
A de e minação da qualidade do a es á es i a a um g upo de
poluen es, que po sua maio equência de oco ência, que pelos e ei os
ad e sos que causam ao meio ambien e. Os poluen es p imá ios emi idos
pelos eículos au omo o es incluem o dióxido deca bono (CO2), o monóxido
de ca bono (CO), os hid oca bone os (HC), o dióxido de enxo e (SO2), os
óxidos de ni ogênio (NOx) e os ma e iais pa iculados (MP). Os poluen es
secundá ios associados às emissões dos eículos au omo o es incluem o
dióxidode ni ogênio (NO2), ozônio (O3) os oxidan es o oquímicos (po
exemplo, o ozônio), oácido sul ú ico, o ácido ní ico e seus sais (como os
ae ossóis de sul a os e ni a os) (ONURSAL; GAUTAM, 1997).
Apesa dos no á eis a anços ob idos nas úl imas décadas em
di eção a um ambien e com a mais limpo, especialmen e nos países
desen ol idos, os a uais ní eis de poluição expe imen ados pela maio
pa cela da população humana con inuam a se mos a danosos àsaúde
(GOUVEIA e al., 2006; CASTRO e al., 2007).
Um núme o c escen e de es udos publicados po odo o mundo,
p incipalmen e nos úl imos 20 anos, em mos ado e idências consis en es
dos e ei os noci os da poluição do a na saúde humana (JUNGER;
LEON, 2007; MARCILIO; GOUVEIA, 2007).Os es udos epidemiológicos
e idenciam um aumen o consis en e de mo alidade e doenças espi a ó iase
ca dio ascula es como na mo bidade incluindo aumen os em sin omas
espi a ó ios e diminuições nas unções pulmona es associadas à exposição
a poluen es p esen es na a mos e a, p incipalmen e nos g upos mais
suscep í eis, que incluem as c ianças meno es de05 anos e indi íduos
maio es de 65 anos de idade (IGNOTTI e al., 2007; CASTRO e al.,2009;
MARTINS e al., 2006).
Segundo le an amen o que in es igou se e capi ais b asilei as,
ce ca de 5% do o al de óbi os po causas espi a ó ias en e idosos (≥ 65
anos) e c ianças (≤ 05 anos) a cadaano podem se a ibuídos à poluição
a mos é ica, com g ande con ibuição das on es eicula es.
De aco do com Habe mann, Medei os e Gou eia (2011), á ios
es udos epidemiológicos êm encon ado associação en e a exposição aos
poluen es a mos é icos de o igem eicula e os e ei os ad e sos à saúde,
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
369
como o aumen o no núme o de in e nações hospi ala es, aumen o da
mo alidade, diminuição da expec a i a de ida, e c.
Pa aCendone al. (2006) a incidência e p e alência de doenças
ca dio ascula es êm aumen adonas úl imas décadas e o nou-se uma
das p incipais causas de mo e en e os adul os. Emá eas me opoli anas,
o aumen o dos ní eis de poluen es a mos é icos cons i ui um a o de isco
adicional pa a essas doenças.
MONITORAMENTO DA QUALIDADE DO AR
Pa a F ondizi e Kaly a (2008) o moni o amen o da qualidade do
a pode se di idido em dois g upos: moni o amen o das emissões, que se
a a de medição da concen ação, ou da axa de emissão dos poluen es que
es ão sendo emi idos po du os e chaminés, e moni o amen o da qualidade
do a , quese dedica a medi e quan i ica as concen ações dos poluen es
no a do ambien e, onde as pessoas, animais e plan as es ão expos as,
podendo a e a a saúde e aos ma e iais.
Ainda de aco do com os au o es sup aci ados os mé odos
de medição podem se di ididos em: mé odos de amos agem e análise
pos e io e mé odos con ínuos. No B asil, os mais usados são os com
amos agem e análise pos e io , que se a am de mé odos manuais nos
quais p imei amen e é cole ado uma amos a que sepa a ou e ém do a
mos ado, o poluen e desejado. Num segundo momen o, es a amos a é
analisada em labo a ó io.
A magni ude do impac o na qualidade do a em uma de e minada
egião depende das condições a mos é icas dominan es, esponsá el pelo
anspo e, ans o mação e dispe sãodos poluen es emi idos, bem como
possí eis oco ências de si uações c í icas de poluição doa , p o enien es
de on es ixas e mó eis. A dispe são a mos é ica de poluen es é unção
deum conjun o de pa âme os me eo ológico e opog á icos que a uam
simul aneamen e nosen ido de aumen a ou eduzi os ní eis de poluição em
uma de e minada egião (LYRA; TOMAZ, 2006).
São inúme os os a o es me eo ológicos que de e minam o
compo amen o dos poluen es na a mos e a, den e eles, o compo amen o
da p ecipi ação plu iomé ica pe mi e e i ica quan i a i amen e se a
a mos e a es e e mais ou menos es á el, a o ecendo ounão a dispe são
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
370
desses poluen es. Quando a a mos e a es á mais ins á el, ou seja, com
mo imen os de a , a o ece a dispe são de poluen es, p omo endo a
emoção des es, poisuma g ande pa e desses poluen es é inco po ado à
água da chu a. Além disso, o solo úmidoe i a que haja essuspensão das
pa ículas pa a a a mos e a (CETESB, 2009).
A umidade ela i a do a , além de se um pa âme o que
ca ac e iza o ipo de massa de a que es á a uando em uma dada egião, é
um pa âme o bas an e signi ica i o pa a de e mina a qualidade do a , uma
ez que a disponibilidade de apo d’água p óximo àsupe ície, associado
ao pad ão de en os da egião, pode a o ece o desen ol imen o denu ens
e p ecipi ação, o nando o cená io a o á el à dispe são. En e an o, a
oco ência debaixa umidade ela i a pode ag a a o p oblema de doenças
espi a ó ias e quad os clínicos, além de causa descon o o à população
(INEA, 2009).
A empe a u a pode al e a signi ica i amen e a dispe são dos
poluen es em uma de e minada egião, uma ez que sua a iação pode
in luencia di e amen e na es abilidadea mos é ica, azendo com que seja
c iada uma egião a o á el à con ecção. Caso a condição de ins abilidade
seja e i icada, p omo e á uma maio mis u a de poluen es nacamada limi e
a mos é ica a o ecendo uma maio dispe são dos poluen es (INEA, 2009).
Os dados das concen ações dos poluen es e os me eo ológicos
são ob idos a és dees ações au omá icas de moni o amen o con ínuo da
qualidade do a . Pa a a di ulgação desses dados, oi c iado, o índice
de qualidade do a que é uma e amen a ma emá ica desen ol ida pa a
simpli ica o p ocesso de di ulgação da qualidade do a .
A elação en e índice, qualidade do a e e ei os à saúde é
ap esen ado no quad o 01. Também, oi inco po ada uma co pa a
ep esen a cada classi icação da qualidade do a (CETESB, 2009).
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
371
Quad o 01: Índice de qualidade do a
Fon e: CETESB, 2009.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Nes a seção se á ap esen ado os esul ados ob idos nesse es udo
e suas discussões. O es udo oi desen ol ido a a és do modelo de Poisson
pa a elaciona dos ní eis dos p incipais poluen es a mos é icos ao núme o
de no i icações po doenças no apa elho espi a ó io em idosos com idade
igual ou supe io a 65 anos.
ANÁLISE DESCRITIVA DOS DADOS
A abela 01 mos a os alo es e e en es a in e nações na ede
pública de saúde po doenças do apa elho espi a ó io, no município de
Sal ado , onde o o al de in e nações oi de 20.417 sendo 2.692 dessas
in e nações de idosos (≥ 65 anos), o que co esponde a 13,19% do o al.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
372
Tabela 1: Dis ibuição pe cen ual de in e nações po doenças do apa elho espi a ó io em idosos da ede
pública de saúde, em Sal ado , B asil 2010-2012
Ano (meses) In e nações po doenças do apa elho espi a ó io
To al idosos (≥ 65 anos)
n N %
2010 (11-12) 1.603 205 12,79%
2011 (01-12) 11.056 1.628 14,73%
2012 (01-08) 7.758 859 11,07%
TOTAL 20.417 2.692 13,19%
Fon e: DATAASUS, 2012.
A abela 02 ap esen a a média, des io pad ão, mediana, alo
mínimo e máximo pa a o núme o de in e nações mensais po doenças do
apa elho espi a ó io em idosos no município de Sal ado . Foi possí el
cons a a que o núme o máximo de in e nações no pe íodo de es udo oi de
188 no mês de se emb o de 2011.
Tabela 2: Es a ís ica desc i i a pa a as in e nações po doenças do apa elho espi a ó io em Sal ado ,
B asil, 2010-2012
In e nações po mês- Mo bidade Hospi ala do SUS (Lis a mo bidade CID-10)
idosos (≥ 65 anos)
Média (DP) 12236 (25,60)
Mediana 122
Valo Mínimo 80
Valo Máximo 188
Fon e: DATASUS, 2012.
A abela 03 den em-se nas es a ís icas desc i i as das medidas
diá ias dos p incipais poluen es a mos é icos, ais como ma e ial pa iculado
(MP10), dióxido de enxo e (SO2), dióxido de ni ogênio (NO2), monóxido
de ca bono (CO) e ozônio (O3).
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
373
Tabela 3: Es a ís ica desc i i a pa a os ní eis de poluição em Sal ado , B asil, 2010-2012
Pa âme os Nº de dias
(meses) Média (DP) Mediana Valo Mínimo Valo Máximo
MP10 (µg/m³) 670 (22) 27,53 (13,10) 24,99 10,71 116,9
SO2 (µg/m³) 670 (22) 0,86 (0,83) 0,74 <0,01 7,85
NO2 (µg/m³) 671 (22) 22,29 (14,19) 20,7 <0,01 137,38
CO (µg/m³) 672 (22) 546,35
(250,44) 541,01 <0,01 2.644,95
O3 (µg/m³) 673 (22) 23,44 (9,08) 21,76 0,78 75,61
DP = Des io Pad ão
ANÁLISE DO AJUSTE DO MODELO
Nes a sessão ap esen a emos a análise do modelo de eg essão
de Poisson aos dados do es udo. É impo an e salien a que as a iá eis
independen es em um es udo de modelagem só de em se adicionadas no
modelo se ap esen a em sob e o compo amen o da a iá el explica i a um
ní el explo a ó io signi ica i o. Pa a ga an i a inclusão somen e de a iá eis
signi ica i as no modelo, u ilizou-se o ní el de 5% de signi icância pa a a
seleção das a iá eis.
A abela 4 ap esen a as es ima i as dos pa âme os e os espec i os
e os pad ões do ajus e do modelo de eg essão de Poisson pa a o núme o
de in e nações po doenças espi a ó ias em idosos (≥ 65 anos).
É possí el e i ica a a és da abela 4 que apenas as a iá eis
“NO2” e “O3” o am es a is icamen e ele an es ao ní el de signi icância de
5% pa a explica a a iabilidade da a iá el espos a “núme o de in e nações
po doenças espi a ó ias” em idosos. Ma ins e . al. (2002) e i icou que
o ozônio p o oca ia um aumen o na quan idade de a endimen os po
p oblemas espi a ó ios em 8,07% na cidade de São Paulo. Gou eia e .
al. (2003) ambém cons a ou que ec udescimen o de NO2 p o oca ia um
aumen o no núme o de in e nações po p oblemas espi a ó ios em idosos na
cidade do Rio de Janei o. O coe icien e de de e minação (R²) oi de 0,6927,
pa a caso de idosos, mos ando que o modelo explica ap oximadamen e
70% da a iabilidade da a iá el espos a.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
374
Tabela 4: Es ima i a dos pa âme os e e en es ao modelo de eg essão de Poisson ajus ado aos dados
sob e in e nações po doenças espi a ó ias em idosos (≥ 65 anos)
Pa âme os Coe icien es E o
Pad ão P>|z| Exp (β) IC 95%
≥65 anos In e cep o 4,254 0,099 <2e-16 - -
NO2-0,007 0,003 0,0334 0,99 (0,987 ; 0,999)
O30,03 0,005 7,05e-08 1,03 (1,020 ; 1,041)
R² = 0,697
AIC = 228,74
Ní el de signi icância ( α ) = 5%
Em elação ao núme o de in e nações po doenças espi a ó ias
em idosos (≥65 anos)
a o ma pa a o modelo é a ap esen ada pela equação:
AVALIAÇÃO DAS ESTIMATIVAS
Ozônio
Na análise do ozônio (O3) e i ica-se na abela 3 que o alo
médio mensal de sua concen ação oi de 23,44 μg/m³, com des io pad ão
de 9,08 μg/m³. Os alo es máximo e mínimo a ia am en e 0,78 e 75,61
μg/m³. A a és das in o mações na abela sup aci ada e do g á ico de
sé ies empo ais (g á ico 1) é possí el e i ica que o O3 não ul apassou
os pad ões de qualidade do a p e is os na Resolução CONAMA nº
03/1990. Pe cebeu-se nas sé ies abaixo que o ozônio (O3) ap esen ou um
compo amen o sazonal, com maio es alo es nos meses de julho a ou ub o
que co esponde ao pe íodo de in e no.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
375
G á ico 01: Va iação da concen ação média em 24 ho as do ozônio O3 (μg/m³) no município de
Sal ado , no emb o de 2010 a se emb o de 2012
A aliando a es ima i a encon ada pa a o ozônio, obse a-se que
o ajus e do modelo de eg essão de Poisson pa a os casos de in e nações
po doenças espi a ó ias em idosos o isco ela i o oi de 1,03 (exp [βO3]
= exp[0,030]). Isso signi ica que man idos os ní eis das demais a iá eis
ixas, o aumen o de 1 µg/m3 de O3 aumen a a chance em 3% de p o oca
in e nações em idosos po p oblemas espi a ó ios.
O ozônio é o poluen e mais pe sis en e do a u bano, e é o p incipal
esponsá el pela o mação da né oa o oquímica mais conhecida como
smog o oquímico, cujo nome oi dado pela diminuição da isibilidade na
a mos e a. (RIBEIRO, 2010; SILVEIRA, 2010). O smog a e a a isibilidade
além de causa á ios danos à saúde (LYRA, 2010). Po se a a de um
poluen e ex emamen e óxico na baixa opos e a, o O3 pode causa sé ios
e ei os na saúde humana, mesmo em baixas concen ações (CAVALCANTI,
2010).
No es udo desen ol ido po Ma ins e . al. (2002) em São Paulo,
e i icou-se o aumen o em 18% e 14% nas in e nações po doença pulmona
c ônica e asma, espec i amen e, em idosos, associados a a iações diá ias
de ozônio. A uda em 2008 mos ou em sua disse ação que o ozônio
es e e associado a um ac éscimo de 10% nas in e nações po doenças
espi a ó ias em idosos na cidade de Cuba ão, localizada no es ado de
São Paulo.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
376
Dióxido de Ni ogênio
A abela 3 ap esen a a es a ís ica desc i i a do NO2. É possí el
e i ica que o alo médio mensal da concen ação dióxido de ni ogênio
oi de 22,29 μg/m³, com alo es a iando en e 0,00 e 137,38 μg/m³.
A O ganização Mundial de Saúde ecomenda um limi e máximo
pa a o NO2 de 200 μg/m³ e a legislação b asilei a, 320 μg/m³. A a és
das sé ies médias diá ias do NO2 ap esen adas no g á ico 2, obse ou-
se que os ní eis do dióxido de ni ogênio, pe manece am den o do limi e
p e is o pela Resolução CONAMA nº 03/1990. Pe cebeu-se, a a és des e
g á ico, que os ní eis de concen ação do dióxido de ni ogênio (NO2)
ap esen a am um pad ão sazonal, com maio es alo es nos meses de julho
a ou ub o de 2011, que co esponde ao pe íodo de in e no (SALVADOR,
2010).
G á ico 02: Va iação da concen ação média em 24 ho as do dióxido de ni ogênio
NO2 (μg/m³) no município de Sal ado , no emb o de 2010 a se emb o de 2012
As p incipais on es de emissão do dióxido de ni ogênio (NO2)
são os eículos au omo o es. Esse poluen e, quando inalado, a inge as
po ções mais pe i é icas do pulmão, ge ando e ei os óxicos (CANÇADO
e al., 2006).
Apesa de alguns es udos ap esen a em associação posi i a en e
dióxido de ni ogênio e p oblemas espi a ó ios em idosos, como o es udo
desen ol ido po Gou eia e . al. (2003) no Rio de Janei o, na p esen e
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
377
pesquisa e i icou-se, apesa de pequena, uma associação nega i a en e
esse poluen e e o núme o de in e nações po doenças espi a ó ias em
idosos como mos am os esul ados ob idos na Tabela 04, onde se obse ou
que o isco ela i o oi ap oximadamen e 1 (RR= 0,990 e IC 95%: 0,987;
0,999). Alguns a o es podem e in luenciado sesse esul ado que di e giu
dos achados clássicos da li e a u a, como po exemplo, o amanho da
amos a u ilizado nesse es udo que oi de in e e dois (22) meses.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Embo a os dados ap esen ados pelo DATASUS e em sido
signi ica i os em elação ao núme o de in e nações po doenças espi a ó ias
em idosos, é impo an e lemb a que caso as oco ências não egis adas
i essem ei o pa e desse conjun o, essas in o mações pode iam se ainda
mais ep esen a i as.
Mas mesmo dian e dessa limi ação em elação ao desenho
do es udo u ilizado nessa pesquisa, oi possí el e i ica associação
es a is icamen e signi ica i a en e a poluição a mos é ica e in e nações po
doenças no apa elho espi a ó io em idosos. Dian e do ajus e do modelo
de Poisson oi possí el cons a a que apenas o “O3” ap esen a associação
es a is icamen e,aumen ando a chance de p o oca in e nações po doenças
espi a ó ias em 3% nesse g upo.
REFERÊNCIAS
BRAGA, A. L. F.; PEREIRA, L. A. A.; SALDIVA, P. H. N. Poluição A mos é ica
e seusE ei os na Saúde Humana. Faculdade de Medicina da USP, São
Paulo. 2002. Disponí el em:
<h p://libdigi.unicamp.b /documen /? iew=1039>. Acesso em: 11 Dez
2011.
CANÇADO, J. E. D; BRAGA A.; PEREIRA, L. A. A; ARBEX, M. A. ; SALDIVA
P. H. N; SANTOS, U. P. Repe cussões clínicas da exposição à poluição
a mos é ica. J. b as. pneumol. .32 suppl.2, São Paulo, May 2006.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
384
REFERENCIAL TEÓRICO
Pa a Meye (apud KRAEMER, 2006) a ges ão ambien al pode
se en endida como um conjun o de mé odos, ações e p ocedimen os que
p ese em a in eg idade do meio abió ico ( ísico), bió ico (biológico) e
an ópico. De uma o ma ampla, pode se en endido como a diminuição do
uso excessi o dos ecu sos na u ais, a endendo as necessidades humanas
a uais, sem comp ome e as ge ações u u as.
A implan ação da ges ão ambien al em edi ícios pode aze
inúme os bene ícios pa a cons u o as, na edução signi ica a de impac os
ambien ais e melho amen o no con ole de ações na emp esa. Há mudanças
de compo amen o e na cul u a ambien al, uma ez que eduz o despe dício
de esíduos ad indos da cons ução, aumen ado os ganhos econômicos e
acionalização de ecu sos (DONAIRE, 2010).
Pa a ob e uma ges ão ambien al de qualidade, emp esas de em
passa pelo licenciamen o ambien al, que é um ins umen o que pe mi e
uma e i icação e acompanhamen o dos impac os ambien ais ad indos da
ope ação das a i idades. Com isso, con ibui pa a con ola e p ese a
o meio ambien e, possibili ando um maio c escimen o econômico das
ge ações, aliada com o bem-es a social das comunidades (FINK, 2000).
Licenciamen o Ambien al é uma e amen a adminis a i a pela
qual o ó gão ambien al licencia a localização, ins alação, ampliação e
a ope ação de emp eendimen os e a i idades que u ilizam de ecu sos
ambien ais, conside adas poluido as ou daquelas que possam causa
deg adação ambien al, conside ando as disposições legais e as no mas
écnicas aplicá eis ao caso es udado (BRASIL, 1997).
P á icas sus en á eis ambém se azem mui o impo an e à ges ão
ambien al, es as po sua ez são a i udes que isam um meno impac o
ambien al nas cons uções, a im de p ese a os ecu sos na u ais e as
condições i ais no plane a (DANIELI BERNARDE, 2014). A segui são
lis adas algumas p á icas ado adas em emp eendimen os: eu ilização da
água; ges ão de esíduos; educação ambien al; o imização de al ena ias;
economia ene gé ica com placas sola es; euso de madei as e au omação
de sis emas.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
385
RESULTADOS E DISCUSSÃO
CARACTERIZAÇÃO GERAL DAS CONSTRUTORAS
O quad o abaixo expõe um pano ama das cons u o as no ocan e
a aplicação dos ques ioná ios:
Quad o 1: Aplicação do ques ioná io nas cons u o as.
Cons u o as Sim Não Recolhimen o do ques ioná io
Cons u o a 1 X
Cons u o a 2 X
Cons u o a 3 X
Cons u o a 4 X
Cons u o a 5 X
Cons u o a 6 X
Cons u o a 7 X
Cons u o a 8 X
Cons u o a 9 X
Cons u o a 10 X
Cons u o a 11 X
Cons u o a 12 X
Cons u o a 13 X
Cons u o a 14 X
Cons u o a 15 X
Cons u o a 16 X
Cons u o a 17 X
Cons u o a 18 X
Cons u o a 19 X
Cons u o a 20 X X
Fon e: Au o es.
Analisando o quad o acima, e i icamos que das in e cons u o as,
em 40% (8), os ques ioná ios o am aplicados, 30% (6) não esponde am
(p ocedeu-se a um con a o inicial, mais de uma ez, pa a ma ca a aplicação
do ques ioná io, como ambém deixamos a opção de deixa o ques ioná io
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
386
pa a ecolhe mos depois ou en ia po e-mail, mas mesmo assim não hou e
nenhum e o no) e em 30% (6) os ques ioná ios o am ecolhidos.
Os ipos de ob as que as qua o ze emp esas execu am são
edi ícios esidenciais e emp eendimen os come ciais, emp egando de 20
a 400 uncioná ios ap oximadamen e, ca ac e izando em emp esas de
pequeno a g ande po e.
LICENCIAMENTO AMBIENTAL DAS CONSTRUÇÕES
A legislação ambien al o nece os pa âme os que egem o
emp eendimen o, assim como pe mi e a iden i icação das ações de manejo
que de e ão se ealizadas pelo emp eendedo e pessoas en ol idas, pa a
es a em con o midade com a legislação.
Das 14 emp esas, 13 emp esas ela a am que não possuem se o
de meio ambien e na emp esa. Somen e a cons u o a 19 possui se o de
meio ambien e, c iado no ano de 2012. De aco do com os dados expos os,
pe cebe-se a necessidade de um maio empenho ace ca do comp omisso
com o meio ambien e. Isso pode se no ado no g á ico 2, que escla ece que
as emp esas de e iam e um se o de ambien e e canais abe os ol ados
a esponsabilidade ambien al. As emp esas da cons ução ci il de em
implan a se o es ambien ais pa a demons a sua con ibuição com a
p o eção do meio ambien e. Pa a is o é p eciso se in es ido cada ez mais
em p og amas ecnológicos que auxiliam no cump imen o das imposições
legais, no con ole de cus os, p odu i idade, e na di ulgação da imagem
da ins i uição.
Analisando o g á ico 1, no a-se que só no e cons u o as
decla a am possui um uncioná io esponsá el pela á ea ambien al. Ao
se em ques ionadas a espei o da p o issão desse esponsá el écnico pela
á ea ambien al, oi o decla a am se um écnico de segu ança do abalho
e uma em o ad ogado espondendo po esse assun o. Con udo, o que
cons a ou é que ais uncioná ios não o am con a ados pa a al a i idade,
bem como, se az necessá io que a emp esa aça uso de um p o issional,
de di e sas á eas, com o mação acadêmica e com a ibuições legais
compa í eis pa a implemen a o planejamen o e a ges ão ambien al nos
emp eendimen os das cons u o as.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
387
G á ico 1: Funcioná io esponsá el pela á ea ambien al na emp esa.
Fon e: Au o es.
Po an o, a maio pa e das cons u o as decla ou possui um
p o issional esponsá el pela á ea ambien al, po ou o lado, a maio ia
não em um se o de meio ambien e. As cons u o as 8 e 20 azem uso de
se iços de emp esa de consul o ia ambien al, op ando-se pela con a ação
ou não de um se o / uncioná io esponsá el pela á ea ambien al.
No que se e e e a implemen ação da educação ambien al jun o
aos uncioná ios, en endida como oda ação educa i a que con ibui pa a
a o mação de cidadãos conscien es da p ese ação do meio ambien e e
ap os a oma decisões cole i as sob e ques ões ambien ais necessá ias pa a
o desen ol imen o de uma sociedade sus en á el, somen e a cons u o a 2
e a 10 não p omo em educação ambien al aos seus uncioná ios. 85,71%
das emp esas p omo em educação ambien al (seja po pales as ou cu sos)
aos seus uncioná ios, e, den o des e o al, 57,14% das emp esas o e ecem
o cu so de desca e de esíduos pa a os seus uncioná ios.
Po im, conside ando o desen ol imen o de ações na á ea
ambien al po pa e de alguns Sindica os da Indús ia da Cons ução Ci il
(SINDUSCON) em ou os es ados b asilei os, ao ques iona mos das ações
do SINDUSCON João Pessoa na á ea ambien al jun o as cons u o as, a
maio ia das cons u o as a i mou que o Sinduscon decla ou que não são
disponibilizados ma e iais/pales as de ges ão ambien al po pa e da
mencionada en idade.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
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G á ico 2: Desen ol imen o de ações de educação ambien al jun o aos uncioná ios das cons u o as.
Fon e: Au o es.
Olicenciamen o ambien al éuma exigência legal a que es ão
sujei os odos os emp eendimen os ou a i idades que possam causa algum
ipo de poluição ou deg adação ao meio ambien e. Analisando o g á ico
3, no ou-se que odas as cons u o as pesquisadas possuem um ó gão
esponsá el pelo licenciamen o ambien al, e que a maio ia possui seus
edi ícios licenciados pela SEMAM ou pela SUDEMA. Tan o a SEMAM como
a SUDEMA, em João Pessoa, podem p ocede ao licenciamen o ambien al
dos edi ícios. As emp esas que esponde am “ambos” na pesquisa possuem
edi ícios licenciados pela SEMAM e ou os pela SUDEMA.
G á ico 3: Ó gãos esponsá eis pelo licenciamen o ambien al.
Fon e: Au o es.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
389
Ainda com elação ao licenciamen o ambien al, a pesquisa buscou
sabe como se dá o acompanhamen o do cump imen o das condicionan es
das licenças ambien ais ob idas pelas cons u o as, bem como de ou as
exigências p e is as na legislação ambien al e u banís ica. Todas
a i ma am e o acompanhamen o do licenciamen o ambien al, mas nem
odas possuem um p o issional pa a aze es e se iço. Do o al de ca o ze
cons u o as, cinco a i ma am que já o am a uadas pela iscalização de
algum ó gão ambien al:
• Cons u o a 2: a uada po al a de placa in o mando a egula ização
ambien al da ob a;
• Cons u o a 7: de ubada de á o e na i a e ambém po não expo
ce i icado a placa in o mando a emissão da licença de ope ação;
• Cons u o a 10: a uada pelo ho á io de abalho;
• Cons u o a 12: e enos po á eas em manejos ambien ais;
• Cons u o a 19: poluição sono a no can ei o de ob a.
Duas cons u o as não esponde am se o am a uadas pela
iscalização. Boa pa e das emp esas a i ma am que a equência da
iscalização é anual (36% do o al de 14 emp esas consul adas) e mui o
igo osa (43% do o al de 14 emp esas consul adas).
Na busca po dados o iciais, que en iquecesse a discussão
p opos a pa a o abalho, oi ealizado um le an amen o dos au os de
in ação aplicados pela SEMAM e pela SUDEMA as emp esas selecionadas
(g á ico 4).
G á ico 4: Au os de in ação aplicados às cons u o as do uni e so amos al.
Fon e: SEMAM e SUDEMA.
O g.: Au o es.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
390
O le an amen o ealizado pe mi iu cons a a que a maio ia
das emp esas em es udo já oi au uada pela SEMAM e pela SUDEMA.
Analisando o g á ico, no a-se que nos úl imos cinco anos (comp eendendo
o pe íodo de agos o/2011 a agos o/2016), o maio núme o de au os de
in ação oi no ano de 2014. Vale des aca que 25% das emp esas possuem
mais de um au o no pe íodo analisado. Em elação aos a os ge ado es dos
au os aplicados, es ão:
• “Ins ala ou ealiza ob as em desaco do com a licença ob ida ou
con a iando as no mas legais e egulamen os pe inen es”;
• “Cons ução ob a (edi icação mul i amilia com 69 apa amen os),
conside ado e e i a ou po encialmen e poluido , sem licença ou
au o ização do ó gão ambien al compe en e”;
• “Lança esíduos sólidos ( esíduos de cons ução ci il) em desaco do
com as exigências es abelecidas em leis”;
• “Deixa de a ende as exigências legais ou egulamen a es quando
de idamen e no i icado pela au o idade ambien al compe en e
no p azo concedido, a a és do e mo de comp omisso pa a uso
al e na i o do solo nº 84/2012 - SUDEMA/DIFLOR, descump ido a
condicionan e de nº 03”;
• “Deposi a RCD’s e ma e iais de es o de cons ução ci il em local
inadequado (Via pública). Em desaco do com a legislação em igo ”;
• “Po ins ala ob a de edi icação mul i amilia com 144 apa amen os/
28 lajes sem es a de idamen e licenciado po ó gão ambien al
compe en e”;
• “Obs ui ou di icul a a ação iscalizado a da SEMAM”;
• “Po descump i a condicionan e “F” da licença de ins alação de n°
120/2013”;
• “Pe mi i o lançamen o de esgo o in na u a p o enien e das a i idades
domés icas dos mo ado es do condomínio localizado na A . Senado
Ruy Ca nei o, Ja dim Luna”;
• “U iliza e/ou unciona equipamen o p oduzindo poluição sono a
pa a além do limi e eal da ob a den o de uma zona especialmen e
sensí el a uído ( esidencial)”.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
391
Po an o, o que oi expos o an e io men e demons a a impo ância
do licenciamen o ambien al pa a as emp esas que cons oem edi ícios em
João Pessoa, po se cons i uí em em dados o iciais, a pa i da a uação
do pode público no con ole das a i idades econômicas. Logo, en ende-se
que abo da e quali ica uma cons ução ou emp esa como seguido a de
p á icas sus en á eis passa ambém po le an a os dados no ocan e ao
licenciamen o ambien al e ao cump imen o das condicionan es da licença
ambien al e da legislação ambien al aplicá el.
PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS
As emp esas que se conside am sus en á eis de em ado a a i udes
é icas, no qual isem seu c escimen o sem ag edi o meio ambien e como
ambém colabo a pa a o desen ol imen o da sociedade. Sendo assim,
a adoção de p á icas sus en á eis pode aze á ios bene ícios pa a as
emp esas, como: melho a a imagem da emp esa; economia com edução
do cus o de p odução; melho a as condições ambien ais, en e ou os. O
g á ico 05 expõe o quan i a i o das cons u o as que decla a am não ado a
p á icas sus en á eis e aquelas que ado am, quais locais (can ei o de ob a e
esc i ó io) são implemen adas.
G á ico 5: Local no qual as emp esas ado am p á icas sus en á eis.
Fon e: Au o es.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
392
Cons a a-se que 14,29% das emp esas en e is adas ado am
p á icas sus en á eis an o no esc i ó io como no can ei o de ob a, den e
as p á icas decla adas, es ão: eu ilização de água; ges ão de esíduos;
economia de ene gia po painéis sola es; educação ambien al; o imização
de al ena ias; au omação de sis emas; euso de madei as.
Logo as cons u o as es ão se mode nizando, ou seja, cada ez
mais inse indo sus en abilidade nas suas cons uções, seja po p á icas
sus en á eis, ou po eu iliza ou ecicla p odu os e ma é ias, assim esses
p ocessos são de g ande impo ância pa a o meio ambien e, pois ajudam a
comba e o despe dício de ma e iais.
Pa a uma edi icação se sus en á el, a cons u o a esponsá el po
essa cons ução pode usa di e sos mecanismos pa a o na isso possí el,
den e esse mecanismo es ão as p á icas ado adas na en ega do edi ício,
no qual o p oje o se á es udo pa a a ende as necessidades do clien e como
ambém diminui o impac o ambien al. O g á ico a segui ap esen a essas
p á icas ci adas pelas cons u o as.
G á ico 6: P á icas ado adas na en ega do edi ício
Fon e: Au o es.
Analisando o g á ico acima, pe cebe-se que a p á ica mais
u ilizada na en ega dos edi ícios são os senso es de mo imen o. Além das
p á icas elencadas no g á ico, ou as p á icas o am ci adas po meio dos
ques ioná ios aplicados: a a i a e de, eduzindo o consumo em a é 70%;
sis ema pa a edução do consumo da água; equipamen os com meno
consumo ene gé ico
Ou a ques ão oi le an ada com as cons u o as, elacionada
a implemen ação de p á icas sus en á eis, é se os clien es êm p ocu ado
e alo izado a ques ão da sus en abilidade na ase da cons ução dos
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
393
edi ícios e naquilo que o p édio i á o e ece , quando es i e p on o. Pa a
64,29% das emp esas os clien es não p ocu am po p á icas sus en á eis.
No en an o, 92,86% das cons u o as conside am que o meio ambien e
é uma ó ima opo unidade pa a negócio, ou seja, o desen ol imen o da
ges ão ambien al pode p opo ciona á ios bene ícios (conscien ização
ambien al; ma ke ing e de; edução de cus os; des aque no me cado;
esponsabilidade social, meno possibilidade de au uação po pa e dos
ó gãos ambien ais e de ações judiciais).
Con udo, se as emp esas ado a em p á icas sus en á eis como
op a po a o ece o uso de luz na u al; busca o equilíb io en e iluminação
e sis emas de en ilação na u ais e a i iciais; economiza água po á el
e eduzi as pe das no ap o ei amen o das águas de chu a, en e ou as
inúme as p á icas que exis e e, além disso, u iliza p odu os e ma e iais de
meno impac o ambien al, as emp esas es a ão azendo bene ícios an o
pa a si mesmo como ambém pa a o ambien e.
Po im, o g á ico 7 mos a os esul ados ob idos a a és dos
le an amen os ealizados nos si es das in e emp esas escolhidas no mês
de se emb o de 2016, no que ange a disponibilização de algum espaço
ol ado pa a o meio ambien e e/ou esponsabilidade social.
G á ico 7: Cons u o as que disponibilizam algum espaço em seus si es ol ado ao meio ambien e e a
esponsabilidade social.
Fon e: Au o es.
Analisando o g á ico pe cebe-se que no conjun o das in e
emp esas, 76% delas não possuem nenhum espaço em seu si e dedicado
ao meio ambien e e a esponsabilidade social.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
400
METODOLOGIA
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Nes a seção se á ealizada uma sucin a e isão eó ica sob e
a ob enção da Fo ma F aca pelo Mé odo da Ene gia. Es a e isão se á
impo an e pa a in oduzi os concei os undamen ais que se ão aplicados
pa a o mula o p oblema em es udo. Maio es de alhes sob e es e ópico
os au o es ecomendam os abalhos de Sa assi (2016), Paccola (2015),
P oença (2010), So iano (2003) e Sa assi (2000).
FORMA FRACA PELO MÉTODO DA ENERGIA
Com aplicação dos p incípios a iacionais a o ma aca pode
se ob ida pelo mé odo da ene gia, onde, conside ando um sis ema
conse a i o compos o po uma es u u a ou sólido de o má el e oças
aplicadas, pode-se encon a a Ene gia Po encial To al do sis ema. Es a é
di idida em ene gia po encial das o ças ex e nas aplicadas e ou a pa cela
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
401
da ene gia po encial elás ica ou de de o mação. Os chamados p incípios
a iacionais de e minam que na si uação de equilíb io, a Ene gia Po encial
To al ap esen a alo es acioná io e que, den o dos limi es da espos a
es u u al linea , um mínimo local dessa quan idade é condição necessá ia e
su icien e pa a a es abilidade do equilíb io (PROENÇA, 2010).
Pa a o caso elás ico-linea , a Ene gia Especí ica de De o mação (ue) é dado
po :
2
00
(1
2
2)
e
E
u d Ed
εε ε σε
= σ ε= ε ε= =
∫∫
De ine-se
a ene gia po encial elás ica como uma g andeza especí ica, ou seja, po
unidade de olume, que em uma desc ição Lag angeana é de e minada
pela seguin e in eg al:
0
0
U (2)
e
V
u dV=
∫
A ene gia po encial das o ças aplicadas é de inida como a ene gia
ex e na. Assim quando um sólido passa de sua con igu ação inicial à uma
con igu ação a ual ou de o mada, em-se que oco eu uma a iação da
ene gia po encial de posição, dada pela seguin e exp essão:
n
TT
E ii
i1
äW b äu dV p äu dS p äu (3)
VS
σ
=
=++
∑
∫∫
Pa a o ças conse a i as a ene gia po encial ex e na é dada po :
n
TT
ii
i1
Ù b äu dV p äu dS p äu (4)
VS
σ
=
=−−−
∑
∫∫
A Ene gia Po encial To al é ob ida a pa i da soma dessas pa celas, ou seja:
( )
[ ]
( )
Ð u U å(u) Ù u (5)= +
n
TT
E ii
i1
äW b äu dV p äu dS p äu (3)
VS
σ
=
=++
∑
∫∫
n
TT
ii
i1
Ù b äu dV p äu dS p äu (4)
VS
σ
=
=−−−
∑
∫∫
( )
[ ]
( )
Ð u U å(u) Ù u (5)= +
2
00
(1
2
2)
e
E
u d Ed
εε ε σε
= σ ε= ε ε= =
∫∫
0
0
U (2)
e
V
u dV=
∫
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
402
1º Teo ema Va iacional: Em um sólido elás ico sujei o a o ças
ex e nas conse a i as, em sua con igu ação a ual, ap esen a a p imei a
a iação nula com elação a qualque a iação cong uen e do campo de
deslocamen o.
2º Teo ema Va iacional: Em um sólido elás ico-linea sujei o a o ças
ex e nas conse a i as, no âmbi o das pequenas de o mações. Pa a a sua
con igu ação a ual, o uncional ap esen a segunda a iação posi i a com
elação a qualque a iação cong uen e do campo de deslocamen os.
Seja, a iga subme ida a lexão mos ada na Figu a 1. Logo, conside ando
as seguin es hipó eses: egime elás ico linea , com pequenos deslocamen os
e gi os de suas seções ans e sais. Reco dando alguns concei os da Teo ia
Clássica de Viga, a Ene gia Po encial To al do p oblema, o na-se:
Figu a 1: Viga subme ida a lexão.
Fon e: (PACCOLA, 2015).
2
0
(6
2)
L
ii
i
V
EdV q dx P
ε
Π= − −∑
∫∫
U ilizando, a hipó ese de pequenos gi os e deslocamen os pequenos, ob ém-
se pa a ɛ a seguin e elação:
7' (' )
xy ε=−
Subs i uído (7) em (6), e pela hipó ese de Eule -Be noulli, seção plana
pe manece plana e o ogonal a linha neu a, em-se:
2
0
(6
2)
L
ii
i
V
EdV q dx P
ε
Π= − −∑
∫∫
7' (' )
xy ε=−
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
403
2
00
( '')
2
LL
ii
i
A
E y dA dx q dx P
−
Π= − −
∑
∫∫ ∫
22
00
( '')
2
LL
ii
i
A
E y dA q dx P Π= − −∑
∫∫∫
2
00
( '' 8)) (
2
LL
ii
i
EI dx q dx P Π= − −∑
∫∫
Onde E, I, q e P ep esen am, espec i amen e, o módulo de elas icidade,
o momen o de iné cia, a ca egamen o dis ibuída e a ca ga concen ada.
2.3– MÉTODO DE RAYLEIGH-RITZ
Sendo a Ene gia Po encial To al ep esen ada po :
( )
( )
2
1
x
' '' n
x
Ð y x F x,y, y ,y , ., y dx (9)= …
∫
Sendo y(x) a unção p ocu ada, ado ando um unção ap oxima i a exp essa
po :
( ) ( ) ( )
ii 0
yxá x y x com i 1, ,n (10)=φ+ =…
Onde são pa âme os incógni os, y0(x) é uma unção que sa is az as
es ições essenciais de con o no e as unções são homogêneas naquelas
es ições. Dessa o ma subs i uído no uncional e ealizando as in eg ais, a
o ma ap oxima i a passa a se .
( )
12
Ð Ð , , , (11)
n
= α α …α
Pa a as condições de es aciona iedade, em-se:
12
12
ÐÐ Ð
Ð 0 (12)
n
n
∂∂ ∂
δ = δα + δα +…+ δα =
∂α ∂α ∂α
2
00
( '' 8)) (
2
LL
ii
i
EI dx q dx P Π= − −∑
∫∫
( )
( )
2
1
x
' '' n
x
Ð y x F x,y, y ,y , ., y dx (9)= …
∫
( ) ( ) ( )
ii 0
yxá x y x com i 1, ,n (10)=φ+ =…
( )
12
Ð Ð , , , (11)
n
= α α …α
12
12
ÐÐ Ð
Ð 0 (12)
n
n
∂∂ ∂
δ = δα + δα +…+ δα =
∂α ∂α ∂α
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
404
Em unção da a bi a iedade dos implica que:
Ð0 1, ., (13)
i
com i n
∂= = …
∂α
Sendo o uncional quad á ico, a elação o na-se possí el po um sis ema de
equações linea es.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Pa a a alidação da o mulação ap esen ada conside e um es udo
de caso em uma es u u a simples de conc e o a mado, em que a plan a
de o ma é mos ada na Figu a 2. P imei amen e, amos e i ica o es ado
limi e de de o mação excessi a conside ando somen e os ca egamen os
e icais que es ão a uando na iga V1. Depois amos in oduzi no modelo
a a iação de empe a u a nas aces in e io e supe io da iga V1.
A es u u a é o mada po pila es com dimensões de 15x30 cm,
igas com dimensões de 15x40 cm e a laje sendo p é-moldada do ipo
eliçada unidi ecional com EPS e espessu a de 12 cm. As pa edes de
edação se ão de ijolos u ados com espessu a de 15 cm e al u a de 2,8
m. Como os pila es não possuem igidez su icien e pa a engas a as igas,
conside ou-se que as igas são o uladas.
Calculando o peso p óp io da laje e da iga V1, ob e e-se 1,5
kN/m2 e 1,5 kN/m, espec i amen e. Ainda, conside ou-se um ac éscimo
de 1,0 kN/m2 a uan e na laje de ido ao peso p óp io de um con a piso
e e es imen o ce âmico, logo, a ca ga pe manen e na laje é de 2,5 kN/
m2. De aco do com a ABNT NBR 6120:1980 em edi icações esidenciais,
a ca ga a iá el mínima pa a do mi ó ios, sala, copa, cozinha e banhei o
é de 1,5 kN/m2; e pa a despensa, á ea de se iço e la ande ia é de 2,0
kN/m2, assim, ado ou-se uma sob eca ga de 2,0 kN/m2.
Ð0 1, ., (13)
i
com i n
∂= = …
∂α
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
405
Figu a 2 – Plan a de o ma da es u u a analisada.
O le an amen o dos es o ços pa a cada elemen o es u u al oi
ealizado a a és do p ocesso das á eas, con o me o i em 14.7.6.1 da ABNT
NBR 6118:2014. O ão e e i o da laje e da iga V1 o am de e minados
a pa i das dis âncias eixo a eixo de cada elemen o. Po an o, a ca ga
uni o memen e dis ibuída na iga V1 é de 15,96 kN/m.
Conside ando que a iga V1 seja conc e ada com um conc e o de
ck igual a 25 MPa, dosado com ag egado o mado po g ani o e gnaisse, a
ABNT NBR 6118:2014 p esc e e que o módulo de elas icidade inicial, Eci,
seja de e minado pela seguin e exp essão:
5600 5600 25 28000
ci ck
E MPa= = =
O módulo de elas icidade secan e, Ecs, u ilizado pa a a e i icação
do es ado limi e de se iço é es imado pela seguin e equação:
0.8 0.2 24080
80
ck
cs i ci ci
E E E MPa
=α= + =
Pa indo do esquema es á ico dado na Figu a 3, sendo que a
o igem do sis ema de coo denadas oi ado ada no pon o A, pode-se esc e e
a Ene gia Po encial To al do p oblema, e a a és da minimização des a
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
406
ene gia de e mina a unção que ege o compo amen o da de o mada da
iga. Reco dando o es udo de de lexão em iga, obse a-se que a equação
exa a pa a os deslocamen os e icais pa a es a iga é dada po um
polinômio do 4º g au. Assim, pa a de e mina a unção da de o mada pelo
Mé odo da Ene gia, conside ou-se ambém um polinômio 4º g au. No a-se
que as condições de con o no essenciais do p oblema, são os deslocamen os
nulo no pon o A e no pon o B.
Figu a 3 – Esquema es á ico da iga em es udo.
432
1 2 3 45
() x ax ax ax ax a=++++
Aplicando as condições de con o no, a unção da de o mada, o na-se:
( ) ( ) ( )
4 32
123
(14)4)( 64 16 xax xax xax x=−+−+−
En ão, o po encial de ene gia é dado po :
( )
44
2
00
'' (15
2)
EI dx q dxΠ= −
∫∫
Subs i uindo (14) em (15), aplicando o Mé odo de Rayleigh-Ri z e a
u ilização de uma o ina no so wa e Wol am Ma hema ica 9.0 S uden
Edi ion, ob emos a de o mada da iga.
( )
44
2
00
'' (15
2)
EI dx q dxΠ= −
∫∫
( ) ( ) ( )
4 32
123
(14)4)( 64 16 xax xax xax x=−+−+−
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
407
Figu a 4 – De o mada da iga sem o e ei o da empe a u a.
A lecha máxima (meio do ão) de e minada oi de 2,76 mm.
No a-se que como a unção de ap oximação dos deslocamen os oi do
mesmo g au que a solução exa a do p oblema, a equação da de o mada
da iga e o na os alo es exa os pon o a pon o ao longo do comp imen o
da iga. Reco dando da Mecânica dos Sólidos que a lecha máxima pa a
a iga em es udo é dada po :
4
52,76
384
qL mm
EI
δ= =
En ão, a lecha o al é dada pela lecha inicial (elás ica) mais a lecha di e ida.
A mesma pode se ob ida mul iplicando-se a lecha inicial pelo coe icien e
(1+α ), com α dado no i em 17.3.2.12 da ABNT NBR 6118:2014. Em
que es e coe icien e le a em conside ação o e ei o da luência que oco e
ao longo do empo no conc e o. Assim, conside ando um empo ( ≥ 70
meses) e ca egamen o aplicado em 0 = 1 mês (Tabela 17.1 da ABNT NBR
6118:2014), esul a:
(1 ) 2,76(1 1,32) 6,40
mmδ =δ +α = + =
A lecha limi e admi ida pela e e ida no ma, na Tabela 13.2, pa a
acei abilidade senso ial é dada pelo comp imen o do ão di idido po 250,
esul ando em 16 mm. Logo, como a lecha o al é meno que a lecha limi e,
ela a ende as especi icações no ma i as.
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
408
Ago a amos analisa a iga mos ada na Figu a 3 conside ando uma
a iação linea de empe a u a, a uando na ace in e io da iga uma
empe a u a (ΔTi) e na ace supe io uma empe a u a (ΔTs), assim, pa indo
de uma seção de comp imen o dx podemos de e mina a de o mação o al
que a iga es á subme ida, azendo:
Figu a 5: De o mações de ido a uma a iação de empe a u a em um elemen o de comp imen o dx.
Fon e: (PACCOLA, 2015).
o al elás ico esidual
ε =ε +ε
(16)
elás ico o al esidual
ε =ε −ε =ε−ε
Combinando (16) e a equação pa a o caso da elas icidade (Lei de Hooke),
a ene gia especí ica de de o mação, o na-se:
2
00
(7() 21)
e
E
u dE d E
εε
ε
= σ ε= ε−ε ε= − εε
∫∫
A de o mação esidual é dada pela elação de compa ibilidade o que
esul a em:
( )
2
((18
)() )
is
du y y
y TT
dx h
α
=ε = ∆ −∆
Em que, α, h e y são, espec i amen e, o coe icien e de dila ação, al u a da
iga e a posição da ib a analisada. Logo, a Ene gia de De o mação é dada
(16)
elás ico o al esidual
ε =ε −ε =ε−ε
2
00
(7() 21)
e
E
u dE d E
εε
ε
= σ ε= ε−ε ε= − εε
∫∫
( )
2
((18
)() )
is
du y y
y TT
dx h
α
=ε = ∆ −∆
ENGENHARIA CIVIL | Temas, écnicas e aplicações - Volume III
409
combinando (18), (17) e a ene gia po encial de de o mação, aplicando a
elação dada na equação (7), ob ém-se:
2
2
VV
E
U dV E dV
ε
= − εε
∫∫
( )
2
00
( '') ( '')
2
LL
is
AA
E y y
U dAdx E T T y dxdA
h
−α
= − ∆ −∆ −
∫∫ ∫∫
( )
222
00
( '')
2
LL
is
AA
E E
U y dA dx T T y dA dx
h
α
= + ∆ −∆
∫∫ ∫ ∫
( )
2
00
( '') ( '' )
2 (19)
LL
is
EI T T
EI
U dx dx
h
α ∆ −∆
= +
∫∫
A equação (19) pode se u ilizada pa a de e mina a Ene gia de De o mação
pa a igas com di e en es ipos de inculações e ca egamen os. Assim,
pa a o caso em es udo a Ene gia Po encial To al, o na-se:
( )
( )
44 4
2
00 0
(2'' ( '')
20)
is
EI T T
EI dx dx q dx
h
α ∆ −∆
Π= + −
∫∫ ∫
U ilizando a equação de ap oximação dos deslocamen os dado em (14),
e conside ando que a empe a u a na ace supe io da iga pe maneça
cons an e em 20 ºC, pode-se de e mina os deslocamen os máximo da
mesma (meio do ão), a iando a empe a u a na ace in e io em 20, 50,
75 e 100 ºC, como ap esen ado na Tabela 1. A empe a u a oi limi ada
em 100 ºC pa a ga an i que o módulo de elas icidade do conc e o não
hou esse edução de seu alo , con o me a ABNT NBR 15200:2012. A
pa cela de ido a a iação de empe a u a oi in oduzida na o ina do
so wa e Ma hema ica®. O coe icien e de dila ação é mica pa a o conc e o
oi admi ido como sendo igual a 0,00001 ºC-1 de aco do com a ABNT NBR
6118:2014.
( )
( )
44 4
2
00 0
(2'' ( '')
20)
is
EI T T
EI dx dx q dx
h
α ∆ −∆
Π= + −
∫∫ ∫
( )
2
00
( '') ( '' )
2 (19)
LL
is
EI T T
EI
U dx dx
h
α ∆ −∆
= +
∫∫