Anais da 12ª Semana de Enfermagem do Unipê
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Organizadores: FABIANA Maria Rodrigues Lopes de Oliveira GABRIELA Lisieux Lima Gomes KEYTH Sulamitta de Lima Guimarães Diagramação: NPI - Núcleo de Publicações Institucionais - Raiff Pimentel Félix Almeida Não desperdice papel, imprima somente se necessário. Este e-book foi feito com intenção de facilitar o acesso à informação. Baixe o arquivo e visualize-o na tela do seu computador sempre que necessitar. É possível também imprimir somente partes do texto, selecionando as páginas desejadas nas opções de impressão. Os botões interativos são apenas elementos visuais, utilize-os para navegar pelo documento. Se preferir, utilize as teclas “Page Up” e “Page Down” do teclado ou o “Scroll” do mouse para retornar e prosseguir entre as páginas. A532 Anais da 12ª Semana de Enfermagem do Unipê./ Organizado por Fabiana Maria Rodrigues Lopes de Oliveira, Gabriela Lisieux Lima Gomes, Keyth Sulamitta de Lima Guimarães. Unipê: João Pessoa, 2018. 450p. ISBN 978-85-87868-57-2 1. Produção Acadêmica. 2. Cuidados de Enfermagem. 3. Enfermagem. Título. UNIPÊ / BC CDU 616-083 COMO MELHOR UTILIZAR ESTE E-BOOK DOI: 10.5281/zenodo.17675296
APRESENTAÇÃO Em todo país é comemorado, anualmente, a semana da enfermagem, compreendida entre os dias 12 (dia do enfermeiro) e 20 de maio (dia do técnico e auxiliar de enfermagem) que fazem referência ao nascimento de Florence Nightingale e a morte de Anna Neri, respectivamente. No ano de 2018, a semana de enfermagem teve como tema principal “A centralidade da Enfermagem nas dimensões do cuidar”. Nessa perspectiva o UNIPÊ, realizou entre os dias 14 e 18 de maio deste mesmo ano, sua XII Semana de Enfermagem UNIPÊ, que ocorreu de forma integrada com a 79ª Semana Brasileira de Enfermagem da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEN). Na ocasião foram ofertadas palestras, amostras, fóruns, minicursos e apresentações de trabalhos científicos, acerca da centralidade da Enfermagem no cuidar. O evento contou com docentes, discentes, egressos e profissionais da área. Esta obra traz os 82 resumos expandidos apresentados no evento.
SUMÁRIO O CUIDAR SISTEMATIZADO DA CRIANÇA HOSPITALIZADA COM DOENÇA CRÔNICA ..............................................................................................15 Carlindo Maxshweel Querino da Silva, Wellyson Souza do Nascimento, Thaynara Ferreira Filgueiras, Ronny Anderson de Oliveira Cruz, Marta Miriam Lopes Costa, Thalys Maynnard Costa Ferreira IMPLICAÇÕES DO MODELO CONCEITUAL DE HORTA: TRABALHANDO COM A CRIANÇA HOSPITALIZADA ..................................................22 Carlindo Maxshweel Querino da Silva, Wellyson Souza do Nascimento, Thaynara Ferreira Filgueiras, Ronny Anderson de Oliveira Cruz, Marta Miriam Lopes Costa, Thalys Maynnard Costa Ferreira SUSTENTABILIDADE E SUA INSERÇÃO PARA A ELABORAÇÃO DE CAIXA DE SUGESTÕES E ÁREA KIDS PARA OS USUÁRIOS DA UBS JOÃO ROBERTO BORGES ............................................28 Hyannara Carvalho Correia, Larissa Vilar Melo de Moraes, Maria Izabel Cavalcanti da Silva Barros, Natary Mabe Trindade, Priscila Alves Delgado, Uberlândia Islândia Barbosa Dantas EXAME FÍSICO NA CONSULTA DE ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ..... ..33 Wanessa Maria Castro de Luna Mendes, Erlaine Souza da Silva, Núbia de Souza Rufino, Iraktania Vitorino Diniz CONSULTA DE ENFERMAGEM PRESTADA A CRIANÇAS COM MICROCEFALIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA .....................................................................................38 Giulianna Oliveira de Menezes, Lidiane Mariz de Lima, Amanda Soares, Erlaine Souza da Silva, Fabiana Ângelo Ferreira ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM À CRIANÇA E ADOLESCENTE HOSPITALIZADOS: IMPLICAÇÕES VOLTADAS À SEGURANÇA DO PACIENTE ..........................................43 Eliza Rhaquel Rodrigues Santos, Wellyson Souza do Nascimento, Thaynara Ferreira Filgueiras, Amanda Soares, Ronny Anderson de Oliveira Cruz, Thalys Maynnard Costa Ferreira A UTILIZAÇÃO DO LÚDICO COMO METODOLOGIA PARA ABORDAR A DENGUE COM CRIANÇAS ..................................50 Amanda Kelly Araujo de Almeida, Grêscily de Lima Cabral, Paula Silvanny Porcino Pereira, Camila Teixeira de Carvalho Dias
TECNOLOGIAS ASSISTIVAS EM PESSOA COM DEFICIÊNCIA VISUAL ADQUIRIDA........55 Mariana Beatriz Alves Barbosa, Tailane Vieira da Silva, Vinicius de Morais Santos, Deoclécyo Elias Silva dos Santos Martins, Luiz Henrique Soares de Souza, Ericka Holmes Amorim IMPLEMENTANDO UM PROTOCOLO DE URGÊNCIA E EMERGENCIA PEDIÁTRICA: RESIGNIFICANDO PRÁTICAS .......................................................................................61 Lídia Sonally Costa de Lima, Carolynne Ribeiro Maia do Amaral, Thaynara Ferreira Filgueiras, Amanda Soares, Ronny Anderson de Oliveira Cruz, Thalys Maynnard Costa Ferreira BRINQUEDO TERAPÊUCO NA ASSSITÊNCIA DA CRIANÇA HOSPITALIZADA ...........68 Tailane Vieira da Silva, Mariana Beatriz Alves Barbosa, Vinicius de Morais Santos, Deoclécyo Elias Silva dos Santos Martins, Luiz Henrique Soares de Souza, Ericka Holmes Amorim BIOSSEGURANÇA: ORGANIZAÇÃO SUSTENTÁVEL DO CONSULTÓRIO DE ENFERMAGEM DO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL INFANTOJUVENILCAPSi-CIRANDAR ........................................................................................................73 Alridiany Ferreira Miranda, Rayla Borges Martins, Marina Sarmento Braga Ramalho de Figueiredo, Ana Karine dos Santos Silva, Amanda Lorena Silva Andrade, Elizanete de Magalhães Melo BRINQUEDO TERAPÊUTICO COMO INSTRUMENTO DE INTERVENÇÃO EM ENFERMAGEM À CRIANÇA HOSPITALIZADA: REVISÃO DE LITERATURA ................78 Ana Emília Alcântara de Avelar, Fernanda Ferreira de Oliveira Santos, Rozileide Martins Simões Candeira SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM NA INFANTILIZAÇÃO DA SALA DE VACINA .......................................83 Beatriz da Costa Brito, Franciclea Mayara Trindade, Iara Maria Bernardo Soares, Nathalia Claudino do Nascimento, Poliana Martins Costa, Eveline de Oliveira Barros SEXARCA PREMATURA NA ADOLESCÊNCIA ..............................................................87 Beatriz da Costa Brito, Franciclea Mayara Trindade, Iara Maria Bernardo Soares, Nathalia Claudino do Nascimento, Poliana Martins Costa, Núbia de Souza Rufino BIBLIOTECA SUSTENTÁVEL EM CONSTRUÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA .............91 Khaddija Henriques de Lima, Lucélia Nóbrega da Silva Lima, Juliene de Lacerda Diniz, Carla Braz Evangelista
PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR AO PRÉ-ESCOLAR COM TRANSTORNO HIPERCINÉTICO DE CONDUTA ..................................................96 Larissa Lira de Figueiredo, Giulianna Oliveira de Menezes, Iara Maria Benardo Soares, Larissa Gabriella Alves Fernandes, José Madson Medeiros de Souza, Elizanete de Magalhães Melo EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA ATENÇÃO PRIMARIA: AÇÕES REALIZADAS EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA ...........................101 Mayara Gabriela de Miranda Quirino, Nayara Texeira do Nascimento, Thayna Maria Almeida Silva, Yanka Laryssa Vicente do Nascimento, Carla Braz Evangelista BEM-ESTAR, INDEPENDÊNCIA E AUTONOMIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA EM UM GRUPO DE IDOSAS ............................................106 Amanda Kelly Araujo de Almeida, Raiane Agostinho de Oliveira, Taynah Brito Alves, Paula Silvanny Porcino Pereira, Thayane Lara Patriota Laurindo, Andréia Christine Soares de Assis Ramalho CONSTRUÇÃO DE BIOMBO COM MATERIAIS RECICLÁVEIS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ...................................................................................111 Brenawinnie Souza de Almeida, Henrique Lacet Norat de Holanda, Ianne Mayara Barros Costa, Renata Cosmo Rocha, Wanessa Maria Castro de Luna Mendes, Ana Eloísa Cruz de Oliveira SAÚDE DO TRABALHADOR: ANÁLISE DE NOTIFICAÇÕES DE AGRAVOS AO TRABALHADOR BRASILEIRO .....................................................................................116 Valéria de Sousa Alves Lucena, Uberlândia Islândia Barbosa Dantas de Meneses CANTINHO DA CRIANÇA: ESPAÇO DE ACOLHIMENTO INFANTIL NO ÂMBITO DA ATENÇÃO BÁSICA ............121 Adriana Farias da Silva, Andréa Moreira dos Santos, Julyeanne Souza dos Santos, Maria Rita Chaves PereiraNunes, Sindia Silva Pereira, Ana Eloísa Cruz de Oliveira INTERVEÇÃO EDUCATIVA PARA A PREVENÇÃO DE ACIDENTES COM MATERIAIS PERFUROCORTANTES NA EQUIPE DE ENFERMAGEM ................126 Antônio Carlos Narciso, Aline de Sousa Santos Silva, Ana Karoline Pereira da Silva Luna, Stefhany Graff Souza da Silva OFICINAS TERAPÊUTICAS COM CRIANÇAS MENORES DE 10 ANOS NO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL INFANTOJUVENIL-CAPSI-CIRANDAR .....................131 Raiane Agostinho de Oliveira, Taynah Brito Alves, Juliana Nóbrega Distefano, Luciane Ferreira Videres, Elizanete de Magalhães Melo
USO DE TECNOLOGIAS NA GESTÃO DE CUSTOS E NO PROCESSO DECISÓRIO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ...................................................................................136 Carlindo Maxshweel Querino da Silva, Angélica Barros Araújo, Karla Santos da Silva, Nayara Ferreira Félix da Costa, Yasmin Germana Alves Ferreira, Hebe Janayna Mota Duarte Beserra A IMPORTÂNCIA DOS GRUPOS DE CONVIVÊNCIA COM IDOSOS PARA VIVÊNCIA ACADÊMICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ................................142 Maria Amanda Pereira Leite, Giulianna Oliveira de Menezes, Larissa Gabriella Alves Fernandes, Larissa Lira de Figueiredo, Maria Aparecida Lima de Aquino, Andreia Christine Soares de Assis RELATO DE EXPERIÊNCIA POR MEIO DE UM ESTUDO DE MEDICAMENTOS PARA HIPERTENSOS .........................................147 Raiane Agostinho de Oliveira, Taynah Brito Alves, Thayane Lara Patriota Laurindo, Uberlandia Islândia Barbosa Dantas GRUPO TERAPÊUTICO COM OS FAMILIARES DAS CRIANÇAS DO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL INFANTOJUVENIL – CAPSi-CIRANDAR ...................152 Paula Silvanny Porcino Pereira, Thayane Lara Patriota Laurindo, Rozali Rodrigues de Sousa, Elizanete de Magalhães Melo SOFÁ SUSTENTÁVEL: OLHAR AMPLIADO DA ENFERMAGEM NA ATENÇÃO AS NECESSIDADE DOS PROFISSIONAIS DO CAISI ...........................156 Fabiana Rodrigues da Silva Melo, Karen Danyelle Nascimento Alves, Karolynne de Kassia Rodrigues Raimundo, Nathália Prado de Oliveira Manta, Thais Souza de Lima, Virginia Rodrigues Raimundo, Andreia Christine Soares de Assis ESTUDO DE CASO SOBRE MEDICAMENTOS PARA DIABETES EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA ..................................161 Amanda Kelly Araujo de Almeida, Grêscily de Lima Cabral, Paula Silvanny Porcino Pereira, Uberlândia Islândia Barbosa Dantas PROJETO DE SUSTENTABILIDADE: HORTA DE PLANTAS MEDICINAIS NA UBS SÃO JOSE: RELATO DE EXPERIÊNCIA ..................166 Lisiane Silva Madeiro, Yohana Kelly Da Silva Nascimento, Tereza Carolina Lima Cavalcanti, Uberlandia Islandia Barbosa Dantas IMPLANTAÇÃO DA PIRÂMIDE ALIMENTAR NAS CONSULTAS DE ENFERMAGEM COMO INSTRUMENTO DE EDUCAÇÃO NUTRICIONAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ...................................................................................172 Yohana Kelly da Silva Nascimento, Lisiane Silva Madeiro, Erlaine Souza da Silva, Núbia de Souza Rufino, Jousianny Patrício
PAPEL DO ENFERMEIRO FRENTE AO RECÉM NASCIDO COM ICTERÍCIA ...............178 Amanda Soares, Elisa da Silva Rangel, Evellyn do Nascimento de Souza, Júlia de Oliveira Gomes, Ruth da Silva Grangeiro de Almeida, Silmara Alves Pereira de Santana Silva TECNOLOGIAS ASSISTIDAS NO AUXÍLIO À ADESÃO DE TRATAMENTO MEDICAMENTOSO PARA IDOSOS ANALFABETOS .....................183 Fabrícia Malheiros de Oliveira, Joacil dos Santos Silva Junior, Maria Larissa Miranda de Castro, Priscilla Ramos Nascimento, José Madson Medeiros Souza SISTEMÁTICA DE AVALIAÇÃO DA DOR COMO 5º SINAL VITAL: CONTRIBUIÇÕES DA ENFERMAGEM .........................................................................188 Ana Flávia Ponce de Leon Damasceno, Lilian Maria Seregati, Francisco Nêuton de Oliveira Magalhães, Rita de Cassia Cordeiro de Oliveira PRODUÇÃO DE SUPORTE PARA ROLO DE PAPEL UTILIZADOS PARA RECOBRIR AS MACAS E RECEBER PACIENTES ........................194 Larissa Gabriella Alves Fernandes, Giulianna Oliveira de Menezes, Larissa Lira de Figueiredo, Maria Amanda Pereira Leite, Tayslla Loyhanne Carvalho Silva, Núbia de Souza Rufino ABORDAGEM SOBRE GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA ESCOLA ....................................................199 Rafaela Guilherme do Nascimento, Kaline Dias de Araújo, Larissa Karlla Nascimento de Oliveira, Camila Teixeira de Carvalho Dias ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM À PESSOA COM ANEMIA QUE VIVE COM HIV ....204 Marina Sarmento Braga Ramalho de Figueiredo, Amanda Lucena da Silva, Debora Evelly da Silva Olanda, Fabiana Rodrigues da Silva Melo, Maria Rita Chaves Pereira Nunes, Ronny Anderson de Oliveira Cruz O PAPEL DO ENFERMEIRO FRENTE O PACIENTE PEDIÁTRICO VÍTIMA DE VIOLÊNCIA ........................................................210 Ana Emília Alcântara de Avelar, Joacil dos Santos Silva Junior, Talita Gomes da Silva, Rozileide Martins Simões Candeia VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: A DOR QUE SILENCIA ......................................................215 Alridiany Ferreira Miranda, Luise Vitória Araújo de Almeida, Luanna Silva Braga, Rayla Borges Martins, Ronny Anderson de Oliveira Cruz, Vanessa Jacqueline de Lira Mendes PROMOÇÃO DA SAÚDE ATRAVÉS DE RODAS DE GESTANTES: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE DISCENTES ................................................................220 Railyne Leonardo Cruz, Amanda Lucena da Silva, Iara Maria Bernardo Soares, Lidianne Mariz de Lima, Maria Milaneide Lima Viana, Morgana Guedes Batista
16 INTRODUÇÃO O Processo de Enfermagem (PE) consiste em uma forma metodológica de organizar o cuidado do enfermeiro, trazendo lógica a todos os passos percorridos dentro da sua assistência, associando o senso crítico reflexivo a tomadas de decisões contínuas e imediatas que, poderão assim, confluir em resolutividade aos mais variados problemas de saúde evidenciados no paciente submetido à dinamicidade estabelecida no transcorrer de sua linha de cuidar. Tal ferramenta é utilizada para que ocorra a sistematização da assistência de enfermagem (SAE) em ambientes os quais se desenvolvam cuidados de enfermagem (BENEDETet al, 2016). No que concerne à SAE no ambiente de cuidado pediátrico, a partir do momento que o ser humano encontra-se numa situação de doença grave ou não,passa a inserir-se no quantitativo de indivíduos que buscam os serviços de saúde, galgando suprir asnecessidadesafetadas pela enfermidade. Quando nos remetemos de forma específica ao público pediátrico, a criança necessariamente precisa de um cuidado diferenciado no que diz respeito à atenção de Enfermagem e, em saúde de um modo geral(OLIVEIRA; BORGES, 2017). Para aspectos de atenção à saúde da criança portadora de doença crônica inserida no contexto hospitalar, vemos a importância do acompanhamento dessa desde a admissão, até a sua alta, acompanhamento este que só é passível ao prosseguimento e progressão devido à implementação das estratégias do cuidar elencadas a partir de uma prática sistematizada e fundamentada, desenvolvida pelo profissional enfermeiro e a equipe de saúde inserida na instituição hospitalar(COSTA; MORAIS, 2017). Quando se trata da prática sistematizada do cuidar em enfermagem pediátrica, verifica-se que, para que a SAE possa ser implementada de forma resolutiva e eficaz, deve-se levar em consideração a complexidade do processo do cuidar da criança, principalmente se esta encontra-se em processo de hospitalização, requerendo assim do profissional enfermeiro fundamentos necessários para o acompanhamento integral deste pequeno paciente (MACEDOet al, 2017). Frente ao contexto, levantou-se a seguinte questão norteadora: quais os aspectos pertinentes ao cuidar sistematizado do enfermeiro à criança hospitalizada que vive com
17 doença crônica? Logo, objetivou-se verificar os aspectos pertinentes ao cuidar sistematizado da criança hospitalizada com doença crônica. METODOLOGIA Trata-se de um estudo de revisão integrativa da literatura que, para seleção dos artigos, utilizou-se acesso ao Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES) e às seguintes bases de dados: BDENF (Base de Dados de Enfermagem), MEDLINE (National Library of Medicine and National Institutes of Health), PubMed e SciELO (Scientific Eletronic Libray Online). O levantamento dos artigos foi realizado durante o período de janeiro a abril de 2018, utilizando as palavras-chave: “criança”, “hospitalização”, “doença crônica”, “assistência de enfermagem” as quais foram combinadas por meio dos operadores booleanos AND. Cumpre assinalar que foram adotados os seguintes critérios de inclusão: artigos que abordassem a temática segurança do paciente pediátrico acometido por trauma e que respondessem a questão norteadora desse estudo; artigos completos, originais, com resumo disponível e acesso gratuito de forma eletrônica; nos idiomas inglês e português; publicados entre o período de Janeiro de 2013 a Janeiro de 2018; foram excluídos da amostra: teses, dissertações, monografias, trabalhos de conclusão de curso, relatos de caso, relatos de experiência, manuais, resenhas, notas prévias, artigos que não contivessem resumos disponíveis, publicações duplicadas, artigos redigidos com idioma distinto ao escolhido para refinamento. A partir do cumprimento dos critérios de inclusão e exclusão, permaneceram os artigos selecionados e encontrados nas respectivas bases de dados elencadas para o estudo, totalizando uma amostra de 10 artigos. Para análise e posterior síntese dos artigos que atenderam aos critérios de inclusão e exclusão, utilizou-se da estratégia de categorização temática das informações contidas nos manuscritos levantados.
18 RESULTADOS E DISCUSSÃO A partir da análise, levantou-se duas categorias que compuseram a descrição dos resultados, sendo elas: A criança hospitalizada e o enfrentamento da cronicidade Crianças e adolescentes são sujeitos, muitas vezes passivos, da doença que os acometem. O panorama da realidade do adoecer em pediatria está fracionado diante dos aspectos que configuram a doença e as necessidades que vão além do campo físico do pequeno paciente, albergando, também, o lado psicossocial que excede o entendimento biologicista. Os estudos mostraram que, ao adoecer de forma crônica, as crianças passam a assumir posicionamentos e características que vão além do seu momento de desenvolvimento, ou seja, os aspectos ligados à patologia crônica passam a mediar o processo de desenvolvimento e crescimento, suas interações, sua vida. E, ao reconhecer a condição destes como sujeitos de sua doença, principalmente se este pequeno encontra-se inserido no ambiente hospitalar, enfermeiros precisam assumir seus lados profissionais, enquanto responsáveis pelo cuidar pediátrico,implicando-se com a dignidade da criança e minuciosidades inerentes a cada fase de vida, garantindo assim o respeito pela sua condição humana e estado de saúde vulnerável (MACEDOet al., 2017). O envolvimento social restrito, a mudança de rotinas pertinentes à infância, o distanciamento por vezes dos entes queridos devido à quantidade de hospitalizações, a compreensão do envolvimento hospitalar como algo que sanará a dor mas que, para isso, promove dor, são pontos a serem considerados no cuidar da criança que, tão jovem, enfrenta a situação de cronicidade patológica durante a etapa da vida que deveria se resumir ao brincar e ao desfrutar do mais doce sabor da infância (AZÊVEDOet al., 2017). Além disso, grande parte dos manuscritos levantados deixa claro que, o enfermeiro deve ser capaz de lidar com cada particularidade que a criança hospitalizada pode apresentar como consequência do processo de adoecer por doença crônica, e que isso deve ser contemplado em sua sistematização da assistência de enfermagem, tornando assim o paciente acolhido e assistido de forma coerente mediante sua necessidade de saúde atual (MACEDOet al., 2017).
19 Sistematização da assistência de enfermagem à criança hospitalizada Sendo considerada como competência do enfermeiro, os artigos demonstram que a sistematização da assistência de enfermagem em pediatria é algo complexo, tendo em vista a grande demanda de cuidados que a criança em processo de hospitalização traz. Mencionar o PE como ferramenta primordial à concretização da sistematização da assistência sem correlacioná-lo à dinâmica de trabalho do enfermeiro é algo inviável. O enfrentamento da implementação do PE é permeado por dificuldades e desafios que circundam os enfermeiros assistencialistas a todo instante, mais ainda quando se trata de um cuidar pediátrico (BENEDETet al., 2016). As etapas do desenvolvimento, os marcos de crescimento, os pormenores relacionados à assistência do enfermeiro a cada uma das necessidades humanas básicas alteradas que a criança apresenta, os diagnósticos e peculiaridades voltados aos procedimentos considerados essenciais à resolução do quadro de doença do pequeno paciente são problemáticas que os enfermeiros lidam no cotidiano do cuidar da criança dentro do ambiente hospitalar, requerendo destes um preparo criterioso para o exercer da profissão no ramo da pediátrico(OLIVEIRA; BORGES, 2017). Cada profissional enfermeiro deve sistematizar, prescrever cuidados e, assim, elaborar o plano destinado à criança frente a sua individualidade, para que assim consigam obter resultados satisfatórios no tocante à formalização da prática de enfermagem. Outro ponto que deve ser ressaltado é a presença do acompanhante da criança dentro do processo de enfermagem. Estudos mostram que os enfermeiros demonstram resistência à presença do acompanhante, porém compreendem a importância deste no transcorrer da assistência em pediatria. Além disso, as dificuldades elencadas pelos profissionais acerca dos acompanhantes em ambiente laboral de cuidados infantis, voltam-se às cobranças exercidas por esses pertinentes à práticas básicas do cuidar e o rigor do olhar avaliativo nos procedimentos e implementação de demais práticas de enfermagem, algo mencionado pelos enfermeiros. Logo, é primordial que o profissional enfermeiro entenda a necessidade do acompanhante da criança e o insira em seu processo de enfermagem, tornando-o componente ativo e esclarecendo cada ação que será realizada à criança no momento da internação (AZÊVEDOet al., 2017).
20 CONSIDERAÇÕES FINAIS Conclui-se que, a sistematização da assistência de enfermagem é primordial para o alcance da primazia no cuidar. A qualidade da assistência, reabilitação, promoção, manutenção e prevenção da saúde do paciente pediátrico, são repercussões que giram em torno de um processo de enfermagem bem implementado, no qual o enfermeiro deve deter-se firmemente, na intenção de transformar os planos de cuidar que emergem do seu intelecto, em ações terapêuticas que modifiquem a prática laboral diária. Logo, compreender o pequeno paciente e sua grande capacidade de modificar-se a cada etapa de vida, a cada momento de doença crônica é algo que deve ser considerado pelos enfermeiros que lidam diretamente com o binômio criança-acompanhante inserido no hospital. REFERÊNCIAS AZÊVEDO, A. V. S. LANÇONI JUNIOR, A. C. CREPALDI, M. A. Interação equipe de enfermagem, família, e criança hospitalizada: revisão integrativa. Revista Ciência & Saúde Coletiva da Associação Brasileira de Saúde Coletiva. Rio de Janeiro, v. 22, nº 11, p. 36533666, 2017. BENEDET, S. A. GELBCKE, F. L. AMANTE, L. N. PADILHA, M. I. S. PIRES, D. P. Processo de enfermagem: instrumento da sistematização da assistência de enfermagem na percepção dos enfermeiros. Cuidado é Fundamental: Revista Online de Pesquisa da UFRJ. Rio de Janeiro, v. 8, nº 3, p. 4780-4788, 2016. COSTA, T. S. MORAIS, A. C. A hospitalização infantil: vivência de crianças a partir de representações gráficas. Revista de Enfermagem UFPE On Line. Recife, v.11, p. 358-67, 2017. MACEDO, I. F. SOUZA, T. V. OLIVEIRA, I. C. S. CIBREIROS, S. A. MORAIS, R. C. M. VIEIRA, R. F. C. As concepções da equipe de enfermagem frente à família da criança hospitalizada. Revista Brasileira de Enfermagem da ABEn. Brasília, v. 70, nº5, p. 952-60, 2017.
21 OLIVEIRA, C. S. BORGES, M. S. Representações sociais de enfermeiros que cuidam de crianças sobre a sistematização da assistência de enfermagem. Revista Gaúcha de Enfermagem da UFRGS. Porto Alegre, v. 38, nº 3, 2017.
22 IMPLICAÇÕES DO MODELO CONCEITUAL DE HORTA: TRABALHANDO COM A CRIANÇA HOSPITALIZADA Carlindo Maxshweel Querino da Silva (Relator) Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Wellyson Souza do Nascimento Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Thaynara Ferreira Filgueiras Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Ronny Anderson de Oliveira Cruz Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Marta Miriam Lopes Costa Universidade Federal da Paraíba (UFPB). E-mail: marthamir[email protected] Thalys Maynnard Costa Ferreira (Orientador) Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] RESUMO Introdução: O Modelo Conceitual, instrumentalizado por meio do Processo de Enfermagem (PE), proporciona ao profissional de Enfermagem, uma perspectiva metodológico e científico do cuidar. Estruturado e elaborado por Wanda de Aguiar Horta, alicerçado aos ideais da Teoria das Necessidades Humanas Básicas (NHB) de Maslow, o MC proposto perpassa aspectos holísticos da complexidade humana e, no tocante pediátrico, ter ciência de suas particularidades necessárias à vida, torna o cuidado abrangente e efetivo. Objetivo: Verificar os aspectos pertinentes ao cuidar sistematizado da criança hospitalizada baseado no modelo conceitual das Necessidades Humanas Básicas de Wanda Aguiar Horta.Metodologia: Trata-se de um estudo de revisão integrativa da literatura, utilizando artigos publicados nas plataformas digitais entre os anos de 2013 a 2018. Resultados e Discussões: Observouse a formação de duas principais categorias: o cuidado guiado por necessidades humanas básicas, sendo esta a promoção de um cuidado individual e proporcional às demandas do paciente e, a compreensão do adoecer pediátrico baseada nos domínios de Wanda Aguiar Horta, interpretação dos dados apresentados pelas crianças acometidas por patologias, suas expressões e consequências refletem diretamente nas suas relações sociais. Considerações Finais: A ação de enfermagem, fundamentada e estruturada, propicia a construção de um
23 conhecimento científico e relevante à práxis, bem como, adapta a assistência à realidade e necessidade individual de cada usuário. Descritores: Processo de enfermagem. Hospitalização. Criança. INTRODUÇÃO Modelo conceitual (MC) é um caminho de representação da realidade e pode ser construído de partes de teorias.Os MCde enfermagem explicitam distintas maneiras de o profissional enfermeiro contemplar a ciência da enfermagem: quem é o ser cuidado, a definição de saúde, qual é o real papel do enfermeiro e suas respectivas ações e qual é o meio no qual a enfermagem ocorre. Dentro do processo de enfermagem, são utilizados para liderar as respectivas etapas e promover o desenvolvimento de cada uma delas, os conhecimentos trabalhados nos MC. Sendo assim, os modelos passam a estabelecer uma estrutura que guia a prática da enfermagem a partir de um método, nesse caso, o próprio processo de enfermagem, que por si só alberga em existência os pilares da resolutividade de problemas do cliente sob a perspectiva do percurso científico do cuidar (BRANDÃO et al, 2017; SANTOS, 2014). A Dra. Wanda de Aguiar Horta, por sua vez, criou o modelo conceitual das necessidades humanas básicas, baseado a na teoria das necessidades humanas básicas de Maslow, desenvolvido a partir de uma combinação de características do indivíduo que está sendo cuidado, ou seja, particularidades inerentes às suas necessidades de saúde alteradas pelo processo de adoecimento. Sob o olhar holístico, Horta contempla o trabalho do enfermeiro frente ao uso do processo de enfermagem voltado aos respectivos domínios de vida do cliente: psicobiológico,psicossocial e psicoespiritual (CRUZ et al, 2018). Podendo ser instituído em qualquer âmbito do cuidar, o processo de enfermagem estabelecido pioneiramente pela teórica passou a ser utilizado nos mais variados serviços de saúde pelos enfermeiros como forma de subsidiar os cuidados implementados e elaborados a partir do raciocínio crítico-reflexivo e diagnóstico, tornando a prática assistencial sustentável cientificamente (SANTOS et al, 2016) Em pediatria, a conformidade entre o saber cuidar da criança hospitalizada a partir de uma produção de meios os quais levam a criança a restabelecer a sua situação de saúde conturbada pela doença, assumiu características mais firmes e embasadas quando
24 o enfermeiro passou a sistematizar as ações de cuidado e implementá-las mediante um planejamento conjunto à equipe. Sendo assim, a compreensão do processo da elaboração de cuidados voltados à criança hospitalizadabaseados no constructo das suas necessidades humanas, torna-se necessária (COELHO et al, 2017; SANTOS, et al, 2016). Frente ao contexto, levantou-se a seguinte questão norteadora: quais os aspectos pertinentes ao cuidar do enfermeiro à criança hospitalizada baseado no modelo das Necessidades Humanas Básicas? Logo, objetivou-se verificar os aspectos pertinentes ao cuidar sistematizado da criança hospitalizada baseado no modelo conceitual das Necessidades Humanas Básicas de Wanda Aguiar Horta. METODOLOGIA Trata-se de um estudo de revisão integrativa da literatura que, para seleção dos artigos, utilizou-se acesso ao Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES) e às seguintes bases de dados: BDENF (Base de Dados de Enfermagem), MEDLINE (National Library of Medicine and National Institutes of Health), PubMed e SciELO (Scientific Eletronic Libray Online). O levantamento dos artigos foi realizado durante o período de novembro de 2017 a março de 2018, utilizando as palavraschave: “criança”, “hospitalização”, “necessidades humanas básicas”, “modelo conceitual”, as quais foram combinadas por meio dos operadores booleanos AND. Cumpre assinalar que foram adotados os seguintes critérios de inclusão: artigos que abordassem a temática segurança do paciente pediátrico acometido por trauma e que respondessem a questão norteadora desse estudo; artigos completos, originais, com resumo disponível e acesso gratuito de forma eletrônica; nos idiomas inglês e português; publicados entre o período de Janeiro de 2013 a Janeiro de 2018; foram excluídos da amostra: teses, dissertações, monografias, trabalhos de conclusão de curso, relatos de caso, relatos de experiência, manuais, resenhas, notas prévias, artigos que não contivessem resumos disponíveis, publicações duplicadas, artigos redigidos com idioma distinto ao escolhido para refinamento. A partir do cumprimento dos critérios de inclusão e exclusão, permaneceram os artigos selecionados e encontrados nas respectivas bases de dados elencadas para o estudo, totalizando uma amostra de 8 artigos.
25 Para análise e posterior síntese dos artigos que atenderam aos critérios de inclusão e exclusão, utilizou-se da estratégia de categorização temática das informações contidas nos manuscritos levantados. RESULTADOS E DISCUSSÃO A partir da análise, levantaram-se duas categorias que compuseram a descrição dos resultados, sendo elas: O cuidado guiado por necessidades humanas básicas Mediante o levantamento de dados dos estudos analisados, compreende-se que, quando o cuidado é direcionado e formulado a fim de ser estabelecido integralmente, cada necessidade do indivíduo que se encontra acometido por uma doença precisa ser contemplada (CRUZ et al, 2018). O enfermeiro deve envolver-se com o paciente e, desta forma, identificar precocemente as alterações no estado de saúde deste que deverão ser equilibradas. As necessidades humanas básicas refletem o que o cliente expressa enquanto um todo, que é fracionado em partes, mas configurado como indivisível. Verificou-se que os estudos evidenciam a importância do favorecimento do cuidar a partir das necessidades do cliente, onde o enfermeiro que se implica em cuidar do cliente, sua família, e a comunidade a qual ele pertence, de maneira que as relações estabelecidas possam contribuir para a produção de resultados benéficos a todos os envolvidos nesse processo, é contemplado como profissional exímio. Entender cada paciente é priorizar as necessidades individuais quando existentes, onde o enfermeiro, deve refletir empaticamente sobre o propósito da autonomia do “eu” enquanto “ser cuidado” por um cuidador, levantando assim estratégias que proporcionarão um alcance mais satisfatório dos objetivos laborais de enfermagem elencados no plano de cuidados proposto por Horta (CRUZ et al, 2018).
32 o estreitamento de vínculo como a população, a melhoria do espaço e consequentemente, a partir das críticas e sugestões da comunidade, o aperfeiçoamento da assistência prestada na unidade. Dentro da proposta, concluímos que os objetivos foram alcançados de forma que impulsionaram o crescimento acadêmico e pessoal, instigando a procura pela constante atualização e melhoria de um ambiente sem gastos financeiros. REFERÊNCIAS BARBOSA, G.S. O desafio do desenvolvimento sustentável. Atual, São Paulo, 2008. Disponível em: <http://www.fsma.edu.br/visoes/ed04/4ed_O_Desafio_Do_ Desenvolvimento_Sustentavel_Gisele.pdf>. Acesso em: 29 abr. 2018. Ministério da Saúde. Participação e controle social: ouvidoria. Brasília, 2017. Disponível em:<http://portalms.saude.gov.br/participacao-e-controle-social/ouvidoria-do-sus>. Acesso em: 29 abr. 2018. FEIL, A. A., SCHREIBER, D. Sustentabilidade e desenvolvimento sustentável: desvendando as sobreposições e alcances de seus significados. FGV EBAPE, 2017. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1679-39512017000300667&script=sci_ abstract&tlng=pt>. Acesso em: 01 mai. 2018.
33 EXAME FÍSICO NA CONSULTA DE ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Wanessa Maria Castro de Luna Mendes, Acadêmica do sétimo período de Enfermagem pelo Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Erlaine Souza da Silva Enfermeira. Especialista em Saúde da Família. Docente do curso de Enfermagem pelo Centro Universitário de João Pessoa(UNIPÊ). E-mail: erlaine.silv[email protected] Núbia de Souza Rufino Enfermeira. Especialista em Saúde da Família. Docente do curso de Enfermagem pelo Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Iraktania Vitorino Diniz Enfermeira. Estomaterapeuta Ti-Sobest. Mestre em Enfermagem. Doutoranda PPGENF/UFPB. E-mail: [email protected] RESUMO Introdução:O exame físico concretizado pelo Enfermeiro tem o intuito de analisar constitutivas próprias do corpo humano, que servem para nortear os cuidados ofertados. Sendo composto por cinco etapas de forma dinâmica, sistemática e integrada: investigação, diagnóstico, planejamento, execução e avaliação.Objetivos: Relatar a relevância do exame fisico na consulta de enfermagem. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência vivenciado por uma acadêmica do curso de bacharelado em Enfermagem. A partir da realização do Exame físico no estágio supervisionado no Complexo Laboratorial ClínicaEscola Florence Nightingale, foi verificada a importância do exame físico para diagnóstico de enfermagem baseado nos achados que envolvem este processo permitindo traçar um plano de cuidados de forma sistemática e eficaz durante os cuidados bem como o desenvolvimento de uma evolução de enfermagem completa. Relato da Experiência: O Complexo-Laboratorial Clínica-Escola Florence Nightingale – COLACE dispõe de atendimentos e procedimentos por demanda espontânea. Dentre eles, é realizada a consulta de enfermagem a qual é composta pela a anamnese, Exame físico completo seguido de evolução e intervenções.Considerações finais:Diante do exposto, fica clara a relevância do exame físico durante a consulta de enfermagem, em que vale ressaltar o benefício para um diagnóstico de enfermagem precoce para determinadas patologias bem como a prevenção, além de ser fundamental para um plano
34 de cuidados eficiente e eficaz durante tratamentos, além de criar um vinculo de confiança com o usuário conhecendo-o como um todo o que enriquece o processo de cuidar. Descritores: Exame físico, prevenção primaria, cuidados de enfermagem. INTRODUÇÃO O exame físico concretizado pelo enfermeiro tem o intuito de analisar constitutivas próprias do corpo humano, que servem para nortear os cuidados ofertados. Através da anamnese é possível coletar dados relacionados às queixas do paciente e acontecimentos inerentes, que facilitam os primeiros passos norteando, além, de proporcionar um vinculo entre o profissional de saúde e o paciente, instituindo um ambiente agradável, acolhedor e bastante benéfico, cooperando para oentendimento clinico. O exame físico é a etapa inicial do processo de enfermagem de forma sistemática que dispõe de capacidades importantes em seu cumprimento e do fundamento do pensamento do examinador, executado em cinco etapas: (investigação, diagnóstico, planejamento, execução e avaliação), de forma sistemática e humanizada é um processo dinâmico e integrado no contexto da saúde (SILVA; TEIXEIRA, 2011). O Exame físico é relevante para a idealização do cuidado do enfermeiro, visando analisar o paciente através dos relatos e indícios encontrados durante esta etapa, podendo surgir problemas no processo de saúde e doença. O supracitado é realizado de forma sistemática céfalo-podal, seguido de observação meticulosa de todas as partes do corpo através de técnicas propedêuticas: inspeção, palpação, percussão e ausculta. Utilizando-se de esfigmomanômetro, estetoscópio, termômetro, lanterna, otoscópios, luvas de procedimento entre outros. Além da utilização dos órgãos de sentido: visão, audição, tato e olfato para organizar o plano de cuidado do enfermeiro (SANTOS; VEIGA; ANDRADE, 2011). O Exame físico aponta à identificação de enfermidades e dificuldades estruturais, auxiliando na vigilância e análise precoce de doenças, se fazendo fundamental a pesquisa e esboço de cada caso quando realizado, requer bastante prática e estudo sobre como utilizar corretamente as técnicas, é uma ferramenta relevante na consulta de enfermagem e nunca será demais ressaltar sua importância, pois sua execução permite conhecer o paciente como um todo, estabelecendo prioridades e avaliando seu estado geral (SOUSA., et al 2014).
35 A atuação do enfermeiro na Atenção Primaria à Saúde – APS consiste na ampliação de um trabalho que envolve várias técnicas e atos que compreendem o processo de cuidar, visando o bem estar da comunidade como um todo, dentre várias ferramentas o examefisco é uma das mais importantes visto a detectação de problemas ainda na APS, promovendo resolutividade e segurança, logo o enfermeiro tem papel crucial nessas ações. Saber reconhecer e identificar possíveis alterações do organismo ou ate mesmo apresentar um diagnóstico, dentro das especificaçõesdo trabalho em equipe multiprofissional. (VIANA., et al 2015). Nessa perspectiva, o objetivo deste estudo foi relatar a relevância do Exame físico na consulta de enfermagem. METODOLOGIA Trata-se de um relato de experiência vivenciado por uma acadêmica do curso de bacharelado em Enfermagem juntamente com profissionais enfermeiras no Complexo Laboratorial Clínica-Escola Florence Nightingale COLACE, localizado no Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ. Foi realizadoo Exame Físico seguindo as cinco etapas de forma sistemática céfalopodal, seguido de uma observação meticulosa de todas as partes do corpo através de técnicas propedêuticas: inspeção, palpação, percussão e ausculta; desenvolvendo diagnóstico de enfermagem, intervençõese a evolução de enfermagem. RELATO DE EXPERIÊNCIA O COLACE dispõe deatendimentos e procedimentos por demanda espontânea dispondo de uma equipe multiprofissional, composta por enfermeiros, técnicos de enfermagem e nutricionista. Durante as etapas do Exame físico foi realizado a anamnese, que consiste na coleta dos dados em formulário próprio, contendo queixas, história de doença crônica, antecedentes de doença sua e de seus familiares, patologia e doença; seguindo com aplicação dos métodos propedêuticos. A inspeção se inicia no momento em que se recebe o usuário até
36 a sua despedida, ao avaliar cabeça e pescoço buscamos por descamação do couro cabeludo, seborreia, uso de química, alopecia, cicatrizes, se a higiene está satisfatória, pupilas se são isocóricas, olhos simétricos, nariz pérvio, se tem desvio de septo, presença de pelos ciliares, na boca com abaixador de língua e lanterna garganta hiperemiada, tonsilas hiper ou hipotrófica, se uso de prótese ou aparelho ortodôntico, língua saburrosa, uso de piercing, falta de elementos dentários citar sobre a arcada superior ou inferior, utilizar o otóscopio para cavidade auricular observar presença de cerume ou excesso, tamponamento por cerume, perfuração das membranas timpânicas ou presença de algum corpo estranho, principalmente se houver queixa de zumbido, palpar a região posterior da cavidade auricular descendo por pescoço até a supra clavicular buscando nódulo, mobilidade da traqueia. Ausculta pulmonar na anterior ápice e base e posterior em 08 focos, presença de murmúrios vesiculares ou ruídos adventícios, se houver o ultimo precisa identificar roncos, sibilos ou creptos, se expansibilidade bilateral ou unilateral, frêmito toracovocal, na cardíaca passar pelo menos um minuto em cada foco se assegurando se ritmo cardíaco regular ou anormal, a ausculta abdominal é realizada nos quatro quadrantes, percebendo se os ruídos hidroaéreos estão hiper ou hipofonéticos, prosseguindo com palpação superficial e profunda, sempre interagindo com o usuário observando se apresenta dor, por fim a percussão essa deve ser realizada por ultimo principalmente na região abdominal para não ativar o peristaltismo. Continuemos com verificação de membros inferiores e superiores se edema, dor, formigamento, cansaço, perda de força, tugor, hidratação, perfusão, ainda presença ou ausência de fungos, unha encravada, ou pelo encravado, tatuagens, estrias, integridade preservada, higiene satisfatória. Portando ainda nos cabe aferir pressão arterial (PA), batimentos cardíacos, pulso, freqüência respiratória, glicemia capilar, peso, altura e calculo do índice de massa corporal - IMC, após estes passos: é possível, subtrair hipóteses diagnósticas baseadas nos achados clínicos e traçar intervenções plenamente eficazes e seguras. CONSIDERAÇÕES FINAIS Neste sentido, fica clara a relevância do Exame físico na consulta de enfermagem, pois o olhar clínico diante dos achados através do mesmo de forma humanizada e integrada faz toda diferença, é algo um tanto acolhedor, que traz vários benefícios para um diagnóstico
37 precoce de várias patologias, além de ser prático e de baixo custo tem uma grande eficácia na promoção a saúde. Os grandes percalços para a execução do exame físico envolvem: a demanda excessiva para atendimento nos diversos serviços de saúde, e o domínio do profissional sob a técnica. REFERÊNCIAS SANTOS, Neuma; VEIGA, Patrícia; ANDRADE, Renata. Importância da anamnese e do exame físico para o cuidado do enfermeiro. Rev. bras. enferm., Brasília, v. 64, n. 2, mar./ abr. 2011. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/S0034-71672011000200021>. Acesso em: 24 abr. 2018. SILVA, Carlos Magno Carvalho Da; TEIXEIRA, Enéas Rangel. Exame físico e sua integralização ao processo de enfermagem na perspectiva da complexidade. Esc. Anna Nery, Rio de Janeiro, v. 15, n. 4, out./dez. 2011. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/ S1414-81452011000400010>. Acesso em: 24 abr. 2018. SOUSA, K. M. D. et al. A IMPORTÂNCIA DO EXAME FÍSICO, PARA A PRÁTICA DE ENFERMAGEM: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA.Conacis 1° Congresso Nacional de ciências em saúde, Cajazeiras/PB, mar. 2014. Disponível em: <http://www.editorarealize. com.br/revistas/conacis/trabalhos/Modalidade_4datahora_21_03_2014_16_17_15_ idinscrito_41_50c8fbf6c5f2f27ebbd0fb4681e94ea9.pdf>. Acesso em: 24 abr. 2018. VIANA, S. A. A. et al. A IMPORTÂNCIA DO EXAME FÍSICO PARA O ENFERMEIRO QUE ATUA NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA. COFEN, Cabedelo, abr. 2018. Disponível em: <http://apps.cofen.gov.br/cbcenf/sistemainscricoes/arquivosTrabalhos/I66148.E13. T11924.D9AP.pdf>. Acesso em: 25 abr. 2018.
38 CONSULTA DE ENFERMAGEM PRESTADA A CRIANÇAS COM MICROCEFALIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Giulianna Oliveira de Menezes Discente do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Lidiane Mariz de Lima Discente do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Amanda Soares Docente do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: amanda.soar[email protected] Erlaine Souza da Silva Docente do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: erlaine.silv[email protected] Fabiana Ângelo Ferreira Docente do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: fabiana.f[email protected] RESUMO Introdução: a assistência prestada a crianças com microcefalia caracteriza-se como um processo continuo e integral, realizando por uma equipe multiprofissional que atende e estimula de forma precoce as capacidades das crianças para que estes tenham um melhor desenvolvimento. E para efetivação dessa assistência, destaca-se a importância da equipe de enfermagem em sua assistência. Objetivos: relatar a relevância da consulta de enfermagem prestada as crianças com microcefalia. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência vivenciado por acadêmicos de enfermagem do curso de bacharelado em enfermagem. A partir da realização da consulta de enfermagem a crianças com microcefalia do projeto de extensão, destacando a importância da avaliação e acompanhamento do crescimento e desenvolvimento das crianças. Relato de Experiência: na Clínica escola de Fisioterapia dispõe de atendimentos e procedimentos multiprofissional a crianças com microcefalia, através do projeto de extensão intitulado: Programa de atenção continuada a crianças com microcefalia por Zica Vírus. Dentre eles destacam-se a importância da consulta de enfermagem que compõem a anamnese, exame físico completo e medidas antropométricas para avaliação do crescimento e desenvolvimento, realizando acompanhamento individual mensalmente. Considerações Finais: diante do exposto, destaca-se a relevância da
39 consulta de enfermagem prestada as crianças com microcefalia, ressaltando a importância da avaliação e acompanhamento do crescimento e desenvolvimento das mesmas. Descritores: Enfermagem. Consulta. Criança. Microcefalia. INTRODUÇÃO Em outubro de 2015, observou-se o aumento na prevalência de microcefalia em bebês, inicialmente em Pernambuco, e posteriormente em outros estados da região Nordeste, sendo este surto associado à transmissão autóctone da febre pelo vírus Zika no Brasil (BRASIL, 2016). Esse número crescente de casos de microcefalia no Brasil levou o Ministério da Saúde a reconhecê-la como agravo emergencial em saúde pública, pois impacta na qualidade de vida das bebês e famílias, além de ser um incremento nos indicadores de mortalidade neonatal e infantil (BRASIL, 2015b). A assistência à saúde da criança deve ser organizada em linhas de cuidado, como forma de articulação entre os níveis de atenção garantindo assim uma assistência integral. Na consulta de enfermagem à criança presta-se assistência sistematizada de maneira global e individualizada, com o objetivo de acompanhar o crescimento e o desenvolvimento da criança, como também de identificar problemas de saúde, executar e avaliar cuidados de promoção, proteção e recuperação da saúde (CAMPOS et al., 2011). O desenvolvimento infantil é um processo multidimensional que se inicia com o nascimento e que engloba o crescimento físico e a maturação neurológica, comportamental, cognitiva, social e afetiva. Porém, a criança com microcefalia apresenta prejuízos do desenvolvimento neuropsicomotor. Com isso, é recomendada a estimulação precoce da mesma, para estimular e ampliar suas competências (BRASIL, 2015a). Diante disso, o presente trabalho tem por objetivo relatar as experiências vivenciadas por acadêmicas do curso de Enfermagem, em um projeto de extensão multidisciplinar, com crianças acometidos pela microcefalia, descrevendo a relevância da consulta de enfermagem prestada a essas crianças.
40 METODOLOGIA Trata-se de um relato de experiência vivenciado por discentes do curso de bacharelado em enfermagem, em um projeto de extensão multidisciplinar, que envolve os cursos de enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia e odontologia, do Centro Universitário de João Pessoa - PB, com crianças acometidas pela microcefalia, que são acompanhadas na Clínica escola de Fisioterapia, localizada na instituição citada anteriormente, por docentes e discentes dos cursos citados. Neste projeto, é possível a realização da consulta de enfermagem a crianças com microcefalia, com ênfase na anamnese, medidas antropométricas e sinais vitais das crianças, como também a orientação aos pais ou responsáveis, sobre a importância da estimulação precoce das mesmas para que tenham um melhor desenvolvimento, destacando a importância da consulta de enfermagem para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento das crianças. RELATO DE EXPERIÊNCIA Na clínica escola de Fisioterapia dispõe de atendimentos e procedimentos multiprofissional a crianças com microcefalia, através do projeto de extensão intitulado: Programa de atenção continuada a crianças com microcefalia por Zika Vírus, composta por enfermeiras, fisioterapeutas, psicólogos, odontólogos, fonoaudiólogos e acadêmicos dos cursos anteriormente mencionados. O atendimento abordado nesse estudo é a consulta de enfermagem. Para realização da consulta de enfermagem a mãe ou acompanhante da criança recebe uma orientação prévia do que será feito. Os procedimentos realizados compreendem a anamnese, exame físico completo e medidas antropométricas para avaliação do crescimento e desenvolvimento. Ao exame é exposto qualquer achado clinico seja normal ou anormal que a criança venha apresentar, como também a comemoração de achados positivos para o crescimento e desenvolvimento da mesma. Todas as informações são registradas no prontuário individual e ao final de cada consulta é feita uma evolução, sendo este acompanhamento realizado mensalmente.
41 A experiência de poder vivenciar a prática das consultas de enfermagem com os bebês com microcefalia deste projeto, nos traz um aprendizado e um ganho intelectual que contribuirão significativamente para a vida profissional. Pois, através da relação de troca de conhecimentos entre as discentes e docentes do projeto e das mesmas com as mães ou responsáveis e com os bebês podemos desenvolver habilidades ainda na fase da graduação, que a grande maioria dos acadêmicos só vivencia quando entram no mercado de trabalho. Assim, vemos que a participação em um projeto de extensão como este, traz um ganho enorme de aprendizado, nos preparando para a vida profissional. Nos fazendo entender que um bebê com deficiências, precisa de um olhar e um cuidado diferenciado, que possa atender as suas necessidades. As atividades desenvolvidas no projeto de extensão geram aprendizagem de várias formas, tanto na vida profissional, quanto no pessoal. Esta experiência nos possibilita entender as reais necessidades das crianças com microcefalia, gerando aproximação e a criação de vínculos com as mesmas e seus responsáveis, além de nos possibilitar compreender a vivência dos pais de uma criança com deficiências e a sobrecarga que os cuidados diários com essas crianças acarreta. Compreender isso gera empatia entre todos os envolvidos no projeto, sendo extremamente gratificante acompanhar e desenvolver as consultas. Apesar das dificuldades que as crianças apresentam a pureza em cada sorriso com retribuição mutua até mesmo os choros seguidos de consolos, desenvolve nos extensionistas empatia para com as crianças, esses pequenos gestos fazem total diferença, contribuindo para uma satisfação pessoal de dever cumprido, além disso, a sensação de estar ajudando e contribuindo com seu conhecimento para a comunidade é indescritível. CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante do exposto, destaca-se a relevância da consulta de enfermagem prestada a crianças acometidas pela microcefalia, ressaltando a importância da avaliação e acompanhamento do crescimento e desenvolvimento das mesmas. Sendo assim, descreve a importância da equipe de enfermagem no atendimento multiprofissional as crianças com microcefalia, através da vivência de acadêmicas de enfermagem na realização desta consulta. Os artigos relacionados a consulta de enfermagem prestada a crianças com microcefalia são escassos e recomendamos o desenvolvimento de novos estudos sobre
48 efetiva durante a passagem de plantão, reduzindo a transmissão de informações errôneas bem como ausência de dados apropriados, configura-se algo extremamente necessário à prática segura. Registros corretos, técnicas bem executadas, controles de infecção bem desenvolvidos, acompanhamento clínico de acordo com o crescimento e desenvolvimento infantil, adaptações de cuidados à cada faixa etária e procedimento, quando somados ao conhecimento profissional apurado, tornam-se uma potencial ferramenta de segurança ao paciente que deve ser utilizada rotineiramente pelos trabalhadores de enfermagem que atuam em pediatria (WEGNER et al., 2017). CONCLUSÃO O estudo permitiu conhecer melhor acerca da segurança do paciente hospitalizado, bem como promover uma maior conscientização acerca das minuciosidades atreladas ao cuidar seguro em pediatria. A produção enfática de artigos científicos voltados à segurança do paciente é algo visto na atualidade. Crescer a problemática e torna-la visível é essencial, tendo em vista a melhoria dos serviços de saúde a partir da discussão nas bases de dados. O paciente pediátrico é dotado de uma complexidade que desafia profissionais de saúde cotidianamente na assistência em pediatria. Promover cuidados seguros eleva o saber na enfermagem pediátrica e promove resignificação da prática com fundamentos, tornando o cuidado do enfermeiro capaz de ser resolutivo frente aos mais variados casos de internação hospitalar da criança e adolescente fragilizados. REFERÊNCIAS BELELA, A. S. C; PEDREIRA, M. L. G; PERTERLINI, M. A. S. Erros de medicação em pediatria. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, DF, v.64, n.3, p. 563-9, Mai/Jun 2011. CHAGAS, M. C. S. et al. Significado atribuído pela família ao cuidado da criança hospitalizada. Avances en Enfermería, Bogotá, COL, v.35, n.1, p. 7-18, Jan/Abr 2017.
49 FERREIRA, T. M. C. et al. Cuidando da criança hospitalizada com doença de wilson: relato de experiência. Ciência, Cuidado e Saúde, Maringá, PR, v.15, n.3, p.575-81, Jul/Set 2016. LANDRIGAN, C. P. Healthcare provider working conditions and well-being: sharing international lessons to improve patient safety. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v.87, n.6, p.463-5, Nov/Dez 2011. SOUZA, F. T. et al. Percepção da enfermagem sobre os fatores de risco que envolvem a segurança do paciente pediátrico. Revista de Enfermagem da UFSM, Santa Maria, RS, v.4, n.1, p.152-62, Jan/Mar 2014. WEGNER, W. et al. Segurança do paciente no cuidado à criança hospitalizada: evidências para a enfermagem pediátrica. Revista Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre, RS, v.38, n.1, Maio 2017.
50 A UTILIZAÇÃO DO LÚDICO COMO METODOLOGIA PARA ABORDAR A DENGUE COM CRIANÇAS Amanda Kelly Araujo de Almeida Discente do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Grêscily de Lima Cabral Discente do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Paula Silvanny Porcino Pereira Discente do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Camila Teixeira de Carvalho Dias Docente do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] RESUMO Introdução: A dengue corresponde a um grande problema de saúde pública e a educação em saúde corresponde a uma excelente ferramenta para abordar a temática. O Estágio Supervisionado do UNIPÊ apresenta dentre o plano de atividades na ESF que os acadêmicos do sétimo período desenvolvam ações de educação em saúde, seja nas escolas ou no CREI, como parte importante no Programa de Saúde na Escola (PSE). Sendo assim, a escolha da temática a ser abordada acaba sendo realizada pelos acadêmicos e docente responsável, bem como pela equipe. Objetivo: O objetivo geral do presente trabalho é relatar como foi desenvolvida a atividade lúdica sobre a dengue, com as crianças do CREI. Metodologia: A metodologia do presente trabalho corresponde a um relato de experiência, realizado por acadêmicos de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa-UNIPÊ, a respeito de uma atividade lúdica sobre a dengue, que foi desenvolvida no mês de fevereiro, no CREI da área de cobertura da USF Santa Clara, no bairro do Castelo Branco, na cidade de João Pessoa – PB. Resultados e discussões: Inicialmente, realizamos uma reunião em grupo para planejar como seria desenvolvida a atividade. Pensamos em abordar principalmente a importância de não deixarem água parada, seja em pneus, vasos ou garrafas, para a todo momento impedir a reprodução do mosquito e perpetuamente enfatizando também a importância das crianças reproduzirem essas informações aos pais, para que esses também pudessem ter esse conhecimento. Desse modo, a princípio passamos uma mensagem para as crianças, sobre a prevenção da dengue, através de uma paródia, onde a ACS da Unidade de Saúde da
51 Família estava vestida do mosquito da dengue, mostrando a todo momento que o mosquito não faz bem à sociedade. Foram confeccionados cartazes com imagens do mosquito da dengue, bem como os locais de sua proliferação, onde após a explicação do que é o mosquito Aedes Aegypti e onde o mesmo se desenvolve, sintomas da dengue, dividimos as crianças em grupos por faixas etárias e pedimos que eles indicassem com adesivos coloridos os locais onde os mosquitos se desenvolviam, com o intuito que de maneira lúdica fosse obtido um bom resultado sobre a aprendizagem do tema proposto, de maneira que quem acertava ganhava um brinde. Ao término da atividade, pudemos perceber que as crianças conseguiram identificar bem os focos da dengue e tiveram uma aprendizagem satisfatória, demonstrando muito interesse na atividade. Considerações finais: Foi muito satisfatório participar dessa atividade e podermos colaborar um pouco com a comunidade, mostrando a importância de todos se protegerem contra esse mosquito, usando sempre uma linguagem lúdica e de fácil compreensão, por se tratar de um público infantil. Toda a equipe ficou muito grata pela nossa participação, as crianças aprenderam bastante a respeito da importância da prevenção da dengue. A experiência foi bastante enriquecedora para a nossa vida acadêmica e pessoal. Nosso registro foi deixado naquela creche, podendo ter a certeza que fomos um grupo que fizemos a diferença. Descritores: Dengue. Saúde. Lúdico. INTRODUÇÃO A dengue corresponde a um grande problema de saúde pública e a educação em saúde corresponde a uma excelente ferramenta para abordar a temática. A dengue simboliza um evidente problema na saúde pública principalmente nas regiões tropicais e subtropicais de todo o planeta. Refere-se como uma doença viral transmitida por mosquitos que apresentou um grande aumento de 30 vezes em sua incidência global nos últimos 50 anos. A Organização Mundial de Saúde tem estimativa cerca de 50 e 100 milhões de infecções a cada ano e que quase metade da população mundial reside em países onde a dengue é endêmica (JOHANSEN; CARMO; ALVES, 2016). O Estágio Supervisionado do UNIPÊ apresenta dentre o plano de atividades na ESF que os acadêmicos do sétimo período desenvolvam ações de educação em saúde, seja nas
52 escolas ou no CREI, como parte importante no Programa de Saúde na Escola (PSE). Sendo assim, a escolha da temática a ser abordada acaba sendo realizada pelos acadêmicos e docente responsável, bem como pela equipe. Dessa forma, levando em consideração a proposta da equipe, foi desenvolvida uma atividade de educação em saúde, utilizando o lúdico, para orientar as crianças de 02 a 05 anos sobre como prevenir a dengue e quais cuidados necessários que devem ser tomados para que possam evitar a contaminação do local e na casa de cada criança do CREI, por meio da promoção e prevenção em saúde. OBJETIVOS O objetivo geral do presente trabalho é relatar como foi desenvolvida a atividade lúdica sobre a dengue, com as crianças do CREI e como objetivos específicos: sensibilizar os funcionários do serviço, para a necessidade de utilizar hábitos adequados para prevenir a dengue; transmitir orientações relevantes sobre a dengue, para que as crianças reproduzam essas informações em casa, para os pais; utilizar o lúdico como metodologia para facilitar o aprendizado das crianças, a respeito da temática. METODOLOGIA A metodologia do presente trabalho corresponde a um relato de experiência, realizado por acadêmicos de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa-UNIPÊ, a respeito de uma atividade lúdica sobre a dengue, que foi desenvolvida no mês de fevereiro, no CREI da área de cobertura da USF Santa Clara, no bairro do Castelo Branco, na cidade de João Pessoa – PB. Foi proposto pela equipe de saúde da família que fosse realizada uma dinâmica com as crianças do Centro de Referência em Educação Infantil (CREI) acerca da importância do combate ao mosquito Aedes aegypti.
53 RELATO DE EXPERIÊNCIA A Unidade de Saúde da Família Integrada Santa Clara foi o primeiro local de experiência para o Estágio Supervisionado I, onde no transcorrer do cotidiano foi proposto pela ACS da Unidade aos discentes do curso de enfermagem do Unipê a realização de uma atividade, a ser realizada de maneira dinâmica e lúdica com crianças de faixas etárias entre 2 a 5 anos de idade, do Centro de Referência em Educação Infantil (CREI) sobre a dengue, com o objetivo de enfatizar sempre a importância de não se deixar água parada e outros fatores que pudessem facilitar o desenvolvimento do mosquito Aedes Aegypti, sendo essa uma ação desenvolvida pela USF como parte do programa de saúde na escola, focando deste modo em uma saúde preventiva para toda a sociedade. Inicialmente, realizamos uma reunião em grupo para planejar como seria desenvolvida a atividade. Pensamos em abordar principalmente a importância de não deixarem água parada, seja em pneus, vasos ou garrafas, para a todo momento impedir a reprodução do mosquito e perpetuamente enfatizando também a importância das crianças reproduzirem essas informações aos pais, para que esses também pudessem ter esse conhecimento. Desse modo, a príncipio passamos uma mensagem para as crianças, sobre a prevenção da dengue, através de uma paródia, onde a ACS da Unidade de Saúde da Família estava vestida do mosquito da dengue, mostrando a todo momento que o mosquito não faz bem à sociedade. Foram confeccionados cartazes com imagens do mosquito da dengue, bem como os locais de sua proliferação, onde após a explicação do que é o mosquito Aedes Aegypti e onde o mesmo se desenvolve, sintomas da dengue, dividimos as crianças em grupos por faixas etárias e pedimos que eles indicassem com adesivos coloridos os locais onde os mosquitos se desenvolviam, com o intuito que de maneira lúdica fosse obtido um bom resultado sobre a aprendizagem do tema proposto, de maneira que quem acertava ganhava um brinde. Ao término da atividade, pudemos perceber que as crianças conseguiram identificar bem os focos da dengue e tiveram uma aprendizagem satisfatória, demonstrando muito interesse na atividade.
54 CONSIDERAÇÕES FINAIS O projeto foi realizado visando os critérios de qualidade de vida e princípios ambientais. Foi muito satisfatório participar dessa atividade e podermos colaborar um pouco com a comunidade, mostrando a importância de todos se protegerem contra esse mosquito, usando sempre uma linguagem lúdica e de fácil compreensão, por se tratar de um público infantil. Toda a equipe ficou muito grata pela nossa participação, as crianças aprenderam bastante a respeito da importância da prevenção da dengue. A experiência foi bastante enriquecedora para a nossa vida acadêmica e pessoal. Nosso registro foi deixado naquela creche, podendo ter a certeza que fomos um grupo que fizemos a diferença. REFERÊNCIA JOHANSEN, I. C; CARMO, R. L; ALVES, L.C. Desigualdade social intraurbana: implicações sobre a epidemia de dengue em Campinas, SP, em 2014. Cad. Metrop. São Paulo, v. 18, n. 36, pp. 421-440, 2016. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_ arttext&pid=S2236-9962016000200421&lang=pt>Acesso em: 01 Maio 2018.
55 TECNOLOGIAS ASSISTIVAS EM PESSOA COM DEFICIÊNCIA VISUAL ADQUIRIDA Mariana Beatriz Alves Barbosa Graduanda de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Tailane Vieira da Silva Graduanda de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected], Vinicius de Morais Santos Graduando de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Deoclécyo Elias Silva dos Santos Martins Graduando de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Luiz Henrique Soares de Souza Graduando de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Ericka Holmes Amorim Enfermeira. Docente do Curso de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected]. RESUMO O presente estudo tem como objetivo relatar a experiência do projeto integrador em Tecnologias Assistivas (TA), desenvolvido pelos graduandos do curso de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ, nos meses de outubro a dezembro de 2017, junto à Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência – FUNAD. Tratase de um relato de experiência acerca do projeto integrador sob tema transversal de TA, as quais visam promover e ampliar a habilidade funcional deficitária ou possibilitar a realização da função desejada e que se encontra impedida por circunstância de deficiência ou pelo envelhecimento. Como metodologia, professores e alunos desenvolveram diversas atividades de forma integrada e colaborativa como: visita técnica, exposição de material, plenária, produção e apresentação de fórum científico e palestras, nas quais os alunos, mediados pelos professores, atuaram como protagonistas, incentivando-se, assim, o desenvolvimento de um arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover vida independente e inclusão. Dessa maneira, considerando a vivência no serviço visitado, foi construído como TA para deficientes visuais, um suporte de tomada elétrica, que tem por intuito viabilizar e facilitar a plugagem direta na tomada, essa TA foi utilizada por uma pessoa com deficiência visual
56 para comprovar sua efetividade, ficando explícito que influenciou de maneira positiva para sua maior independência. Portanto, por meio deste equipamento, observou-se que a criação de um ambiente que possibilite minimizar as dificuldades, buscando melhorar a qualidade de vida desses indivíduos é essencial para promoção da autonomia da pessoa deficiente visual. Palavras-chave: Projeto Integrador, Tecnologias assistivas, Deficiente visual, Autonomia. INTRODUÇÃO O estudo sobre as Tecnologias Assistivas (TA) reveste-se de fundamental importância nas diversas áreas do conhecimento, pois, é um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover vida independente e inclusão (BERSCH; TONOLLI, 2013). As Tecnologias Assistivas têm como finalidade proporcionar à pessoa com deficiência maior independência, qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente, habilidades de seu aprendizado, trabalho e integração com a família, amigos e sociedade. Então, deve ser entendida como um auxílio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função desejada e que se encontra impedida por circunstância de deficiência ou pelo envelhecimento (BERSCH; TONOLLI, 2013; MANZINI, 2005). A saber, hoje em dia existe uma demanda crescente no mercado de TA, em vista de um número alto de pessoas necessitando de um aporte. Nesse projeto foi desenvolvido um suporte de tomada elétrica para deficientes visuais, que tem por intuito viabilizar e facilitar a plugagem direta na tomada; um método prático e seguro que permite a pessoa com tal deficiência uma melhor desenvoltura nesse quesito. O indivíduo com deficiência visual adquirida encontra no seu dia a dia dificuldades de estabelecer uma convivência de harmonia com tudo o que está ao seu redor e na maioria das vezes essas dificuldades são as mais simples possíveis, esses acabam desconhecendo ambientes que antes lhes eram de fácil acesso e a adaptação dentro de sua própria vivência. Por isso, tem-se hoje em dia uma diversidade de meios que possibilitam minimizar todos esses obstáculos, onde nesse projeto abordamos um desses meios, que são as TA.
57 Conquanto, o presente estudo faz parte do Projeto Integrador (PI) do Curso de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). O projeto integrador é uma atividade interdisciplinar, baseado na metodologia ativa com o intuito principal de proporcionar aos alunos o desenvolvimento e conhecimento prático dos conceitos teóricos adquiridos pelos conteúdos vividos em sala, envolvendo os componentes curriculares de cada período. Essas relações teóricas das disciplinas ocorreram através de atividades práticas aplicadas, ou seja, visitas técnicas em um Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (FUNAD), sob a orientação dos docentes. Assim, alunos e professores souberam construir juntos os seus próprios conhecimentos, superando os saberes cotidianos, em razão de novos conhecimentos científicos, construídos com autonomia intelectual. Para tanto, esse estudo traz como objetivo relatar a experiência vivenciada no projeto integrador em Tecnologias Assistivas (TA), desenvolvido pelos graduandos do curso de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa, durante o segundo período. Esse estudo foi norteado pelo seguinte questionamento: Quais Tecnologias Assistivas apresentam grande potencial para auxiliar os deficientes visuais? METODOLOGIA Trata-se de um relato de experiência acerca do projeto integrador do segundo período (2017.2). O projeto foi desenvolvido em várias etapas distintas. Em novembro de 2017 foi realizada a primeira visita técnica, onde lá foram apresentadas as propostas para o projeto, com o intuito de conhecer o local, observar a vivência dos profissionais em relação ao cuidado, levantar hipóteses e possíveis ações. Ao final da visita os integrantes do grupo obtiveram um relato de uma pessoa com deficiência visual, onde afirmava que sua principal dificuldade depois de ter perdido a visão era realizar atividades domésticas que envolvesse eletricidade dentro de sua própria residência. Assim, obteve-se subsídios para a produção das tecnologias assistivas, produzindo-as através de materiais de baixo custo, a fim da promoção da saúde daquele paciente. Cabe destacar que o local escolhido foi a FUNAD, localizada no Conjunto Pedro Gondim – João Pessoa – PB. A fundação é referência nacional no Serviço de Habilitação e Reabilitação nas quatro áreas da deficiência, atendendo mais de 5.000 usuários por mês. A
64 de artigos que referenciam o cuidado com o paciente na triagem que classifica as emergências pediátricas e descrita em três etapas: aproximação à realidade; treinamento em triagem e classificação de risco pediátrico e implementação do protocolo. Como suporte referencial, levou-se em consideração o modelo de Protocolo de Manchester que, segundo Cordeiro et al. (2014), tem como objetivo organizar as filas nos serviços de urgências sem que o paciente espere além do tempo necessário para o atendimento médico, baseando-se em categorias de sinais vitais que são sinalizados com cores e não em escalas de urgências pré-definidas, a fim de não induzir o diagnóstico do usuário. O protocolo criado teve embasamento bibliográfico de artigos publicados em plataformas nos anos de 2007 a 2017, que defendem a implantação de protocolos de classificação de risco voltados à emergência pediátrica, tendo em vista que os pacientes pediátricos compõem um grupo de vulnerabilidade às doenças e às hospitalizações, bem como aos atendimentos em urgências pediátricas (LIMA et al., 2012). A dinâmica utilizada para análise dos dados e descrição da experiência é fundamentada nos momentos de vivência dos discentes durante o estágio na classificação de risco e emergência pediátrica, buscandose assim a fidedignidade e reflexão/ação no contexto da realidade assistencial do serviço de saúde em âmbito emergencial, baseando as ações assistenciais e possíveis mudanças na literatura pertinente à temática. RESULTADOS E DISCUSSÃO Aproximação à realidade Durante a visita na UPA, houve momentos de inserção na Classificação de Risco, observando-se que o setor estava funcionando com a presença de um profissional de ensino superior, mais precisamente um enfermeiro, e um técnico em enfermagem. A sala oferecia dois espaços onde apenas um era preenchido. Os profissionais trabalhavam sob um protocolo geral, onde não se diferenciava parâmetros adultos e pediátricos. A criança é recebida, acompanhada pelos pais e/ou responsáveis que, na maioria das vezes, falam por elas. Como conduta igualitária a todos os atendimentos, verifica-se a temperatura e peso dos pequenos pacientes e, assim, são classificadas. Como em todas as classificações de risco, classificação pediátrica baseia-se na queixa principal e nos sinais e sintomas apresentados pelo paciente,
65 embora isso não queira dizer que as crianças devem ser consideradas como adultos. Uma das principais diferenças são os parâmetros utilizados, sendo também levado em consideração as alterações bastante visíveis no que diz respeito à classificação das crianças, tanto no que diz respeito à importância da intensidade, sistemas corpóreos alterados e respostas fisiológicas, quanto à forma de algumas crianças reagirem frente às queixas apresentadas, por isso, devese atentar às particularidades de cada pequeno paciente. Portanto, segundo DINIZ et al. (2010), a utilização de Sistema de Classificação de Paciente (SCP) permite estimar, quantificar e avaliar a demanda de cuidados de enfermagem por grupos de pacientes, categorizando-os de acordo com a necessidade de cuidados em um período de tempo específico. Treinamento em triagem e classificação de risco Diante disto, foi construído um Protocolo de Classificação de Risco Pediátrico para ser implementado na unidade, sendo este desenvolvido com base na Classificação de Risco de Manchester e frente a uma revisão de literatura ampliada, a fim de buscar artigos que também apresentassem a mesma sistemática de criação e implantação de protocolo em classificação de risco infantil, enfatizado os parâmetros pediátricos e demais aspectos pertinentes às urgências/emergências em crianças, acarretando assim um atendimento mais preciso para o público pediátrico na urgência da UPA. Após a construção, toda equipe de enfermagem da unidade, composta por enfermeiros e técnicos, foi treinada durante dois dias, por discentes e o docente responsável, para a implementação do protocolo no setor de classificação de risco a partir de situações realísticas, otimizando assim o uso e os conhecimentos acerca das classificações emergenciais pediátricas. Implementação do Protocolo Segundo Art 1º da Resolução Cofen 311/2007, o enfermeiro é o único profissional da equipe que pode atuar no processo de classificação de risco e priorização da assistência à saúde, desde que tenha a devida qualificação. Deste modo, o protocolo é uma ferramenta a ser utilizada pelos enfermeiros que funcionará de forma sistemática e permitirá uma classificação adequada, baseada nos sinais e sintomas apresentados pelo paciente pediátrico, de forma que não prejudique a agilidade do serviço perante o processo de classificação, nem muito menos depreciando a singularidade da criança/adolescente inseridos no ambiente hospitalar,
66 culminando assim em uma triagem mais ágil e eficaz. A implementação do protocolo se deu a partir do acompanhamento dos profissionais enfermeiros no setor de classificação de risco, onde os discentes se inseriram no cotidiano assistencial e passaram a classificar junto ao enfermeiro plantonista utilizando o protocolo criado, sanando dúvidas e anseios evidenciados pelo profissional, e assim, oportunizando o cuidar direcionado à criança que se encontrava em situação de urgência/emergência de forma científica e, agora, direcionada e sistematizada perante os critérios pediátricos preconizados. CONSIDERAÇÕES FINAIS Conclui-se que, neste relato de experiência foram identificados problemas relacionados à conduta utilizada na triagem voltada à criança e adolescente que frequentavam a Unidade de Pronto Atendimento 24 horas do bairro do Valentina em João Pessoa-PB. Portanto, foi realizada a implementação de um Protocolo de Classificação de Risco Pediátrico visando melhorias na identificação dos sinais e sintomas apresentados pelos pacientes da pediatria, bem como humanizando o atendimento na triagem para aqueles que vão à procura da assistência pela necessidade do atual estado de saúde conturbado, ofertado assim por pessoas capacitadas e em prontidão para tal. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da saúde. (Org.). Unidade de Pronto Atendimento - UPA 24H. 2014. Disponível em:<http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/oministerio/principal/ secretarias/959-sas-raiz/dahu-raiz urgencia-e-emergencia/l2-urgencia-e-emergencia/13396unidade-de-pronto-atendimento-24-horas-upa-24h>. Acesso em: 07 de set. 2017. BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Acolhimento e classificação de risco nos serviços de urgência. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. Disponível em:<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/acolhimento_ classificaao_risco_servico_urgencia.pdf> Acesso em: 07 de set. 2017.
67 DINIZ, Ariane Polidoro et al. Sistema de Classificação de Pacientes Pediátricos: construção e validação de categorias de cuidados. Rev Esc Enferm Usp, São Paulo, v. 1, n. 9-11, p.576-576, 06 set. 2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v45n3/v45n3a04>. Acesso em: 22 set. 2017. SILVA, Michele de Freitas Neves et al. Protocolo de avaliação e classificação de risco de pacientes em unidade de emergência. Rev. Latino-am Enfermagem, Campinas - Sp, v. 1, n. 3-5, p.219-219, mar-abr 2014. VERAS, Joelna Eline Gomes Lacerda Freitas et al. Classificação de risco em pediatria: construção e validação de um guia para enfermeiros. Revista Brasileira de Enfermagem, Fotaleza Ce, v. 68, n. 5, p.914-914, 21 maio 2015. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_ arttext&pid=S0034-71672015000500913&lng=pt&tlng=pt>. Acesso em: 17 set. 2017.
68 BRINQUEDO TERAPÊUCO NA ASSSITÊNCIA DA CRIANÇA HOSPITALIZADA Tailane Vieira da Silva Graduanda de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Mariana Beatriz Alves Barbosa Graduanda de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Vinicius de Morais Santos Graduando de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Deoclécyo Elias Silva dos Santos Martins Graduando de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Luiz Henrique Soares de Souza Graduando de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Ericka Holmes Amorim Enfermeira. Docente do Curso de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] RESUMO O presente estudo tem como objetivo relatar a experiência a respeito da relação equipe de enfermagem x família/criança/adolescente hospitalizados, bem como o papel da família durante a hospitalização infantil e as abordagens da assistência de enfermagem através do Brinquedo Terapêutico (BT). Desenvolvido pelos graduandos do curso de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ, no ano de 2017, junto ao Hospital Arlinda Marques. Trata-se de um relato de experiência acerca do projeto de extensão Anjos da Enfermagem, o qual visa através do lúdico a mudança de comportamento, aprendizagem e resgate de valores, que promova a melhoria da atenção dos profissionais e futuros profissionais de enfermagem dada a todos os seus clientes. O BT é uma técnica utilizada apenas pela Enfermagem, que consiste na utilização de brinquedos adequados e adaptados para que crianças consigam demonstrar seus medos e angustias que a internação as trouxe. Essas ferramentas podem confortá-las em situação hospitalar, além de educa-las sobre sua saúde de maneira recreativa. Como metodologia, professores e alunos desenvolveram diversas atividades de forma integrada, como: visitas hospitalares, contação de histórias, teatro, musicoterapia, brincadeiras infantis e palestras. Dessa maneira, foi possível inferir que o cuidado de enfermagem prestado à criança hospitalizada e sua família é inclusivo e
69 abstruso, já que a hospitalização representa para a criança uma situação distante de todas as já vivenciadas, visto que seu dia a dia é modificado. Com isso, o enfermeiro pode utilizar de estratégias que facilitem ainda mais essa interação com a criança, conquistando assim a sua confiança, o que é muito importante na realização de procedimentos de enfermagem, exames, entre outros. Palavras-chave: Brinquedo Terapêutico, Assistência de Enfermagem, Hospitalização Infantil. INTRODUÇÃO A assistência de enfermagem vem sofrendo modificações ao longo do tempo. No Brasil, a criação da Lei Estatuto da Criança e Adolescente, com o objetivo de humanizar a internação, passou a recomendar a permanência da mãe junto à criança hospitalizada, valorizando assim a importância da família no processo de recuperação da criança e adolescente (SOARES, 2008). Apesar disso, inúmeras são as dificuldades encontradas na hospitalização destes, a começar pela relação entre a equipe de enfermagem e os familiares. É uma situação crítica e que na maioria das vezes ambas as partes permanecem bloqueadas, devido à falta de diálogo, devido muitas vezes a não explicação de um procedimento a ser feito na criança à mãe, ou muitas vezes a maneira como é feito o mesmo. Contudo, isso depende muito da história de vida de cada profissional, se este se identifica e gosta da área de trabalho, por exemplo, e também da história de vida daquela mãe ou familiar, que na maior parte das vezes nós não sabemos o que está por traz daquela pessoa, que segredos ela tem, que angústias, que medos (FONTES, 2010). O fato da família estar presente na internação da criança se dá principalmente pela sua melhor recuperação, já que a hospitalização é para a criança uma experiência estressante. Segundo Santos (2011), a permanência dos familiares com a criança durante o período de internação é a forma de manter os registros pessoais e o meio de convívio, fazendo com que o momento de hospitalização torne-se mais tranquilo e assim cooperando com a equipe de saúde, facilitando os canais de comunicação, melhorando a assistência.
70 A saber, o BT é uma técnica utilizada apenas pela Enfermagem, que consiste na utilização de brinquedos adequados e adaptados, com os quais as crianças conseguem demonstrar seus medos, angustias que a internação as trouxe. Este também é utilizado antes da realização de procedimentos, cirurgias, como uma forma de mostrar a criança o que será feito com ela, sem esconder nada da mesma, sendo este um direito dela. Tem como objetivo utilizar o brinquedo como recurso terapêutico no alívio das tensões reais e inconscientes da criança (FONTES, 2010). Diante disso enfatiza-se a importância da utilização do BT no tratamento dessas crianças, a fim de tonar o ambiente e os procedimentos menos assustadores, favorecendo sua adaptação ao convívio hospitalar. Acredita-se que o restringimento da dor decorra do fato de que o brinquedo gera satisfação e espairece, aliviando o estresse da criança e, consequentemente, a dor. Assim, esse estudo apresenta como objetivo: relatar a experiência a respeito da relação equipe de enfermagem x família/criança/adolescente hospitalizados, bem como o papel da família durante a hospitalização infantil e as abordagens da assistência de enfermagem através do Brinquedo Terapêutico (BT). METODOLOGIA Trata-se de um relato de experiência acerca do projeto de extensão Anjos da Enfermagem, do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ, no decorrer do ano de 2017. Durante todo o ano, o projeto foi baseado em visitas intra-hospitalares com o objetivo de levar a educação em saúde através do lúdico, usando o BT como ferramenta principal para permitir à criança maior segurança e encorajamento frente às situações estressantes. Durante as visitas no Hospital Arlinda Marques, a mãe de uma determinada criança relatou que seu filho depois do contato com o BT, ele conseguiu compreender e concordar com os procedimentos após a orientação da enfermeira, que reproduzia o procedimento no boneco, e seu filho passou a aceitar melhor sua realização. Perante o exposto, é de suma importância a utilização do brinquedo terapêutico no tratamento das crianças, para desmitificar o medo sentido por eles. E isto é algo claro, mas que ainda não está posto em prática por muitos profissionais e que diante disso nasce a necessidade de uma capacitação, de uma conscientização dos mesmos, com o intuito de melhorar a assistência prestada. Além disso, cabe ao profissional de Enfermagem, por lidar o
71 mais próximo com esses pacientes, mesmo que na prática de muitos hospitais seja diferente, encorajar a sua equipe, assim como capacitá-la para utilizar do brinquedo terapêutico. Dessa forma pode-se notar o quanto a assistência de enfermagem é importante antes, durante e na alta da internação da criança e adolescente. RESULTADOS E DISCUSSÕES Em concordância o estudo buscou compreender a importância da utilização do brinquedo terapêutico na assistência da criança hospitalizada, revelando que o brincar pode modificar o ambiente hospitalar tornando-o mais próximo possível do cotidiano da criança, favorecendo o cuidar e permitindo transforma-lo em algo divertido. É necessário que ações e intervenções dessa natureza sejam implementadas no dia a dia das Unidades hospitalares, pois a utilização do brinquedo terapêutico vai auxiliar na minimização das tensões geradas pela internação e mudança de ambiente pelo qual a criança passa. Então, foi possível inferir que neste estudo, a aceitação aos procedimentos aumentou após a implementação do BT. As crianças passaram a colaborar mostrando-se mais dispostas a ajudar espontaneamente. Sorriam enquanto brincavam, deixando para trás o medo e a tensão. Figura 01: Momentos da utilização do brinquedo terapêutico em crianças no Hospital Arlinda Marques - João Pessoa – PB, 2018. Fonte: dados da pesquisa, 2018.
72 CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente estudo permitiu aos integrantes a observação e comprovação de que antes da utilização do BT, várias crianças mostravam-se assustadas, tristes, caladas, entre outros. Foi visto então, que a maioria desses comportamentos mudou após o uso do BT, elas agora se apresentavam mais alegres, compreensivas do procedimento e colaborativas. Conclui-se que o brincar deve fazer parte da assistência de enfermagem e ser incluído como um cuidado usual na rotina diária da unidade. Através da utilização desses brinquedos, é possível que os mesmos auxiliem a criança hospitalizada a compreender a situação de mudança em que ela se encontra. REFERÊNCIAS FONTES, C.M.B; ET AL. Utilização do Brinquedo Terapêutico na Assistência à Criança Hospitalizada. Revista Brasileira. Ed Esp. Marília, v16, n1, p. 95-106. Jan/abr, 2010. SANTOS, L. F; et al. Reflexos da hospitalização da criança na vida do familiar acompanhante. Rev Brasileira de Enfermagem, Brasília. v. 66, n4, p.473-8. 2013. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/reben/v66n4/v66n4a02.pdf>. Acesso em: 25/04/2018. SOARES, M.F.; LEVENTHAL, L.C. A Relação entre a Equipe de Enfermagem e o Acompanhante da Criança Hospitalizada: Facilidades e Dificuldades. Cienc Cuid Saude. Jul/ Set, v.7, p. 327-332, 2008.
73 BIOSSEGURANÇA: ORGANIZAÇÃO SUSTENTÁVEL DO CONSULTÓRIO DE ENFERMAGEM DO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL INFANTOJUVENILCAPSi-CIRANDAR Alridiany Ferreira Miranda Discentes do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Rayla Borges Martins E-mail: [email protected] Marina Sarmento Braga Ramalho de Figueiredo E-mail: [email protected] Ana Karine dos Santos Silva E-mail: [email protected] Amanda Lorena Silva Andrade E-mail: [email protected] Elizanete de Magalhães Melo Docente do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] RESUMO Introdução: O curso de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ, propões como atividade de Projeto Integrador (PI), para o Estágio Supervisionado I, o desenvolvimento de um Projeto Sustentável (PS). A construção do projeto teve como base o consultório de enfermagem que apresentava inadequações. O objetivo geral do trabalho foi garantir assistência de enfermagem com qualidade e segurança no Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil –Cirandar – CAPSi-CIRANDAR, facilitando o processo de trabalho dos profissionais de enfermagem. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência, realizado por acadêmicos de Enfermagem, durante estágio supervisionado I, em um Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil, localizado no município de João Pessoa, no mês de fevereiro de 2018. Como recursos metodológicos para realização da atividade, utilizouse: matérias de baixo custo e doações, tais como: uma balança de piso, fita antropométrica e suporte para Descarpack. Resultados e discussões: Para o desenvolvimento dos equipamentos foram utilizados materiais de baixo custo e de doações. O suporte para
80 Para a criança, brincar é uma atividade essencial ao bem-estar físico, emocional, mental e social, uma necessidade de desenvolvimento que não cessa quando ela adoece ou é hospitalizada. Quando não se propicia a possibilidade de brincar, ela poderá apresentar distúrbios de comportamento, como alterações do sono, irritabilidade, agressividade, inadequação social e atraso no desenvolvimento. Entre as inúmeras modalidades da brincadeira, destaca-se o Brinquedo Terapêutico (BT), um brincar estruturado que objetiva promover o bem-estar da criança e aliviar a tensão quando enfrenta uma situação difícil ou desconhecida e precisa ser preparada para procedimentos diagnósticos e terapêuticos (OLIVEIRA et al., 2014). Desse modo, é indispensável a utilização do Brinquedo Terapêutico na prática assistencial às crianças, pois é notável os inúmeros benefícios que consolidam no contexto do cuidado ao decorrer de seu desenvolvimento terapêutico. Os profissionais de Enfermagem podem utilizá-lo não só como um meio de alívio para as questões de interesse, pela hospitalização ou pelos procedimentos que podem se dividir em diagnóstico ou terapêutico, mas também como uma possibilidade da criança se comunicar e expressar os seus sentimentos em um âmbito hospitalar. METODOLOGIA Esse trabalho foi elaborado a partir de uma revisão de literatura nas bases de dados Medline, Lilacs e Scielo, no período entre 2009 e 2014 com acesso ao conteúdo completo, publicados em português, com qualis A ou B. As palavras-chave utilizadas foram “brinquedo terapêutico” e “assistência de Enfermagem à criança hospitalizada”. Foram critérios de exclusão: artigos de acesso pago ou incompletos, monografias, dissertações e teses. Somando-se todas as bases de dados, foram encontrados 362 artigos, após a leitura dos títulos dos artigos, foram selecionados 21 artigos para a leitura do resumo e excluídos os que não diziam respeito ao propósito desta revisão, preencheram os critérios de inclusão a sua disponibilidade na íntegra.
81 RESULTADOS E DISCUSSÕES Foi visto que a maioria dos profissionais de Enfermagem tem um conhecimento prévio sobre o brinquedo terapêutico, sejam eles adquiridos na graduação, pós-graduação ou residência. Apesar do conhecimento, grande parte não utiliza esse tipo de terapia ou não fazem uso de maneira sistematizada, pois encontram dificuldades como sobrecarga de atividades, falta de tempo, material e ambiente apropriados, desconhecimento e desvalorização do brincar pelos demais profissionais e instituição. No mais, foi perceptível o sentimento dos pais através de relatos em que eles enxergam a importância da utilização do brinquedo terapêutico na assistência oferecida aos seus filhos, uma vez que eles se tornam mais calmos e flexíveis aos procedimentos dolorosos, acredita-se que com a utilização do brinquedo pode ocorrer uma melhora significativa na interação criança – profissional, criança – crianças e uma maior colaboração da criança com o tratamento. CONSIDERAÇÕES FINAIS Foi evidenciado a partir desta revisão, a eficácia do brinquedo terapêutico no tratamento e evolução da criança hospitalizada, sugerindo que o profissional de Enfermagem faça uso do brinquedo na prática, pois ele pode ser usado em todos os níveis do processo de Enfermagem além de obter respostas a respeito dos problemas psicossociais do paciente, ela também age de forma inviolável, assegurando que a brincadeira faça parte dos cuidados de Enfermagem, o que garante a evolução indispensável da criança adentro do âmbito hospitalar. Através dessas considerações, ressurgimos a importância da utilização do Brinquedo Terapêutico na prática assistencial de Enfermagem à criança e sua família, apontando para a necessidade de realizar de novos estudos que permitam aprofundar a compreensão e benefícios a respeito da vivência dos pais em diferentes contextos assistenciais envolvendo o brinquedo, pois é de suma importância para a evolução da criança a contribuição efetiva dos mesmos.
82 REFERÊNCIAS GIACOMELLO K J, MELO L L. Do faz de conta à realidade: compreendendo o brincar de crianças institucionalizadas vítimas de violência por meio do brinquedo terapêutico. Cien Saude Colet. 16(Supl. 1):1571–80, 2016. Disponível em:< https://periodicos.ufrn.br/rcp/ article/view/11225> Acesso em 14 de abril de 2018. LIMA, K Y N, SANTOS, V E P. O lúdico como estratégia no cuidado à criança com câncer. Rev gaúcha Enferm. Rio Grande do Sul, v. 2 n.3, 6–81, 2015. Disponível em: < http://www. scielo.br/pdf/ean/v20n3/1414-8145-ean-20-03-20160073.pdf> Acesso em 17 de março de 2018. MELO, L A et al. A brinquedoteca na assistência a crianças com câncer: a visão dos familiares. Revista ciência plural. Alagoas. v. 2. n.3, 97 – 110, 2016. Disponível em:<https://periodicos. ufrn.br/rcp/article/view/11225/8307> Acesso em 17 de março de 2018. MONTEIRO L S, CORREA V A C. Reflexões sobre o brincar, a brinquedoteca e o processo de hospitalização. Rev Para Med. v. 3, 2011. Disponível em: < https://periodicos.ufrn.br/rcp/ article/view/11225> Acesso em 18 de março de 2018. NASCIMENTO, R R et al. A brinquedoteca como instrumento na assistência à criança hospitalizada, sob o olhar do cuidador. R. Interd. 2016; 9(2):29-37. Disponível em: < https:// revistainterdisciplinar.uninovafapi.edu.br/index.php/revinter/article/viewFile/885/pdf_309> Acesso em 10 de abril de 2018.
83 SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM NA INFANTILIZAÇÃO DA SALA DE VACINA Beatriz da Costa Brito Acadêmica do sétimo período de Enfermagem pelo Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Franciclea Mayara Trindade Acadêmica do sétimo período de Enfermagem pelo Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Iara Maria Bernardo Soares Acadêmica do sétimo período de Enfermagem pelo Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Nathalia Claudino do Nascimento Acadêmica do sétimo período de Enfermagem pelo Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Poliana Martins Costa Acadêmica do sétimo período de Enfermagem pelo Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Eveline de Oliveira Barros Enfermeira. Mestrado em Enfermagem, Especialista em Saúde Pública e Enfermagem do Trabalho. Docente do curso de Enfermagem pelo Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: eveline.barr[email protected] RESUMO O Presente projeto foi realizado na Unidade Saúde da Família (USF) – Leonor Viana, localizada em Cabedelo – PB, que conta com uma equipe multidisciplinar, cujo objetivo foi o desenvolvimento de um projeto, que atendesse às necessidades da unidade, de forma que não necessite de uma manutenção constante. Visto que as crianças tinham receio de entrar na sala de vacina e de se aproximar dos profissionais o plano de ação constitui-se em infantilizar a sala de Vacina, tornando o ambiente mais acolhedor, minimizando possíveis estresses nas crianças, além disso, as janelas não estavam protegidas contra a incidência direta de luz solar. Palavras-chave: Sustentabilidade, Saúde da família, Vacinação.
84 INTRODUÇÃO O Ministério da Saúde preconiza a supervisão das salas de vacinas, de forma sistemática, para verificar as condições da área física e o cumprimento de normas, que visam garantir a qualidade dos imunobiológicos desde sua fabricação, conservação adequada e aplicação. Cabendo salientar o papel da equipe de enfermagem, com a finalidade de planejar e implantar estratégias, capazes de manter o controle das doenças imunopreveníveis. Sendo de fundamental importância caracterizar a organização atual dos serviços básicos de saúde, com um olhar direcionado especialmente às salas de vacinas. A literatura nacional apresenta poucos trabalhos enfocando a avaliação normativa da rede de frio (VASCONCELOS, 2012). Segundo Boff (2017), sustentabilidade trata-se de um conjunto de processos e ações, que se destinam a manter a vitalidade e a integridade da mãe terra, a preservação de seus ecossistemas com todos os elementos físicos, químicos e ecológicos, que possibilitam a existência e a reprodução da vida, o atendimento das necessidades da presente e das futuras gerações, e a continuidade, a expansão e a realização das potencialidades da civilização humana em suas várias expressões. Em vista disso, o Centro Universitário de João PessoaUnipê vê a necessidade de desenvolver projetos sustentáveis, durante a prática de estágios supervisionados, do 7º período. OBJETIVO Desenvolver um projeto, que atendesse às necessidades da unidade, de forma que não necessite de manutenção constante, e que possa ser mantido na unidade. METODOLOGIA Trata-se de um relato de experiência vivenciado por acadêmicas do curso de bacharelado em Enfermagem, realizado na Unidade Saúde da Família (USF) – Leonor Viana, localizada em Cabedelo – PB, que conta com uma equipe multidisciplinar. Foi encontrado como uma dificuldade a falta de um ambiente acolhedor e infantil na sala de vacinação, onde
85 a claridade, causada pela falta de revestimento, atrapalhava o trabalho dos profissionais e a temperatura não ficava de acordo com o que preconiza o Ministério de Saúde. De acordo com o que foi avaliado no decorrer do estágio, nossa pesquisa terá como margem uma sala acolhedora e infantil, para administração das vacinas, visando o bem estar das crianças, nesse momento que para elas já é temido. Assim, a pesquisa foi realizada através de consultas bibliográficas e a percepção da prática vivenciada no campo de estágio. RELATO DE EXPERIÊNCIA Visto que as crianças tinham receio de entrar na sala de vacina e de se aproximar dos profissionais, que não possui nenhum item de distração, para favorecer a prestação da assistência do profissional de enfermagem durante o seu atendimento e a claridade que atrapalha a assistência desses profissionais, já que a janela não possuía nenhum revestimento. O plano de ação constitui-se em infantilizar a sala de Vacina, tornando o ambiente mais acolhedor, minimizando possíveis estresses nas crianças, além disso, as janelas não estavam protegidas contra a incidência direta de luz solar. Foram três dias para planejamento e organização sendo necessárias 3 horas para a implementação do projeto com as cinco discentes. O projeto gerou resultado enquanto ainda estava sendo implementado, tornandose um ambiente acolhedor. CONSIDERAÇÕES FINAIS O sistema de vacinação vem, ao longo dos anos, evoluindo e se evidenciando como um fenômeno, que deve ter um olhar diferenciado para populações específicas. Destaca-se aqui a importância de um ambiente acolhedor que transmita ao cliente uma aproximação e confiança por parte do profissional ali presente. Embora infantilizar a sala de vacina seja uma ótima ideia, é uma tarefa difícil, pois é imprescindível que os materiais usados estejam de acordo com o preconizado pelo Ministério da Saúde, para que não haja contaminação no ambiente e isso coloque a saúde dos pacientes e a segurança dos imunobiológicos em risco. Além disso, houve a oportunidade de observar o impacto dessa mudança, durante a implementação do projeto, no qual pacientes ficaram encantados pelas figuras expostas. Em
86 resumo, o resultado final foi prazeroso, tornando a sala um ambiente infantil, acolhedor e ilustrativo. REFERÊNCIA BOFF, Leonardo. Sustentabilidade: o que é: o que não é. Petropolis, RJ. Vozes, 2017. Disponível em: <https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=px46DwAAQBAJ& oi=fnd&pg=PT2&dq=sustentabilidade&ots=bDrjmwf9s7&sig=ssU1tU6CL20H6_wjtVio0l_q8A#v=onepage&q=sustentabilidade&f=false >. Acesso em: 14 mar. 2018. BRASIL; Ministério Da Saúde, Manual de rede de frios; Brasília-DF; 2013 <http:// bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_rede_frio4ed.pdf> Acesso em 24 de abr de 2018. OLIVEIRA, Valéria Conceição et al. Práticas da enfermagem na conservação de vacinas. Acta Paulista de Enfermagem. São Paulo, v. 22, n. 6, p.814 - 818, nov/dez, 2009. OLIVEIRA, Valéria Conceição de et al. Supervisão de enfermagem em sala de vacina: a percepção do enfermeiro. Texto & Contexto - Enfermagem, [s.l.], v. 22, n. 4, p.1015-1021, dez. 2013. VASCONCELOS, Kelly Cristina Encide de; ROCHA, Suelen Alves; AYRE, Jairo Aparecido. Avaliação normativa das salas de vacinas na rede pública de saúde do Município de Marília, Estado de São Paulo, Brasil, 2008-2009. Epidemiol. Serv. Saúde v.21 n.1 Brasília mar. 2012.
87 SEXARCA PREMATURA NA ADOLESCÊNCIA Beatriz da Costa Brito Acadêmica do sétimo período de Enfermagem pelo Centro Universitário de João Pessoa UNIPÊ). E-mail: [email protected] Franciclea Mayara Trindade Acadêmica do sétimo período de Enfermagem pelo Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Iara Maria Bernardo Soares Acadêmica do sétimo período de Enfermagem pelo Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Nathalia Claudino do Nascimento Acadêmica do sétimo período de Enfermagem pelo Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Poliana Martins Costa Acadêmica do sétimo período de Enfermagem pelo Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Núbia de Souza Rufino Enfermeira. Especialista em Saúde da Família. Docente do curso de Enfermagem pelo Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] RESUMO O presente trabalho visa relatar a importância de uma educação sexual para a população jovem, abordando os métodos contraceptivos, pois a adolescência é uma fase da vida do ser humano de profundas transformações físicas, psicológicas e sociais, onde a primeira relação sexual é considerada um marco na vida dos jovens e tem início cada vez mais precoce. Palavras-chave: Educação Sexual, Jovem, Métodos Contraceptivos. INTRODUÇÃO As mudanças da puberdade sinalizam que os indivíduos estão biologicamente capacitados à reprodução (CANO; FERRIANI; GOMES, 2000). Contudo, isso não quer dizer que estejam psiquicamente preparados para o exercício sexual e para a parentalidade (PATIAS; DIAS, 2014).
88 No Brasil, são poucos os estudos referentes à idade da primeira relação sexual e sobre uso de métodos anticoncepcionais entre adolescentes. Alguns pesquisadores, e a própria sociedade, alegam que a orientação sobre contraceptivos na adolescência é uma maneira de se estar estimulando a prática sexual que, como se sabe, tem se iniciado cada vez mais cedo. (SCHOR, 1995). Já outros pesquisadores acham importante a existência de uma educação sexual entendida como “informação” que transmita conhecimentos essenciais à compreensão da própria sexualidade e dos processos normais de crescimento e transformações que ocorrem na puberdade, com o objetivo de evitar problemas emocionais, doenças sexualmente transmissíveis e gravidezes indesejadas (BEMFAM, 1992). A iniciação sexual durante a adolescência pode estar associada a comportamentos de riscos como gravidez precoce e infecções sexuais transmissível como HIV/AIDS (OLIVEIRA et. al., 2014). OBJETIVO Nessa perspectiva, o objetivo deste estudo foi relatar a importância da educação sexual como forma de prevenção e promoção da saúde dos adolescentes antes e após a iniciação sexual. METODOLOGIA Trata-se de um relato de experiência vivenciada por acadêmicas do sétimo período do curso de bacharelado em enfermagem Complexo Laboratorial Clínica-Escola Florence Nightingale, localizado no Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ. No qual foi observado através da entrevista para o exame Citológico Papanicolau, a ocorrência da sexarca precoce, sendo possível identificar um início de vida sexual cada vez mais precoce.
89 DISCUSSÃO Durante o estágio supervisionado foi observado na entrevista para realização do exame citológico Papanicolau um grande número de mulheres com uma iniciação sexual precoce, sendo assim notou-se a necessidade de esclarecimento acerca da realização do exame, sua importância e periodicidade. Dessa forma, vimos à importância de realizar orientações voltadas para educação em saúde sexual como forma de prevenção das IST (infecções sexualmente transmissíveis), como também da gravidez na adolescência, e uso de métodos contraceptivos pois muitas apresentavam inúmeras dúvidas, o que acarretava riscos para sua saúde, devido à falta de esclarecimento. Após todas as orientações o exame citológico foi realizado e agendado seu retorno. CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante do que foi exposto, fica clara a importância de uma educação sexual para a população, principalmente para aqueles que estão prestes a iniciar sua vida sexual. Ressaltando que por esse fenômeno acontecer cada dia mais cedo é preciso está preparado para orientar e educar esses jovens e assim, com o conhecimento adequado, orientá-los quanto ao uso do preservativo feminino ou masculino, como também no caso das meninas, a utilização de outros métodos contraceptivos. AGRADECIMENTOS Agradecemos primeiramente a Deus pelo dom da vida e por todas as benções. Agradecemos a nossa família por todo suporte durante esse período de estágios. Agradecemos a professora Núbia por todo acompanhamento, atenção e paciência durante a execução do trabalho.
96 PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR AO PRÉ-ESCOLAR COM TRANSTORNO HIPERCINÉTICO DE CONDUTA Larissa Lira de Figueiredo Discente do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Giulianna Oliveira de Menezes Discente do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Iara Maria Benardo Soares Discente do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: yarasoares@[email protected] Larissa Gabriella Alves Fernandes Discente do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: larissagabif[email protected] José Madson Medeiros de Souza Docente do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Elizanete de Magalhães Melo Docente do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] RESUMO Introdução: O presente estudo se atenta ao transtorno hipercinético associado ao transtorno de conduta, que consiste em um grupo de transtornos de início precoce durante os primeiros cinco anos de vida. Objetivo: Traçar um plano de cuidado para ser implantado ao pré-escolar com transtorno hipercinético associado ao transtorno de conduta através do projeto terapêutico singular. Metodologia: Trata-se de um estudo de caso clínico que foi desenvolvido pelas acadêmicas de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ, através de uma visita ao CAPS I Infanto-Juvenil Cirandar. Os dados foram coletados no prontuário da paciente e através de informações dadas pelos profissionais que acompanhavam a criança e família. Relato de Caso: Y.R.M, sexo feminino, 5 anos, mora com avó paterna, tem comportamento agressivo, quando está em casa, relata vê uma mulher no sofá, que também se esconde na geladeira e embaixo da cama, a criança fala de a mulher ser sua mãe falecida, tendo convivido com a mesma até os 5 meses. Os pais da criança eram usuários de drogas. Foi diagnosticada com CID 10 F90.1 (transtorno hipercinético associado ao transtorno de conduta). A pré-escolar faz tratamento no CAPSi. Considerações Finais: O projeto proporcionou um olhar crítico para que a construção do PTS fosse efetivada e dessa forma o resultado esperado da conduta terapêutica dessa paciente, é sua interação social de
97 forma ordenada, que consiga realizar atividades comuns para a idade de forma organizada e executar uma terapêutica familiar. Descritores: Pré-escolar. Transtorno Mental. Transtorno de Conduta. INTRODUÇÃO Como ferramenta para traçar um plano de cuidado para pacientes com transtornos mentais temos o PTS, que é um instrumento utilizado a partir de discussão coletiva de equipes interdisciplinar ou rede, com intuito de traçar propostas, planos de intervenções e condutas terapêuticas para um sujeito individual ou coletivo diante as necessidades apresentadas (BRASIL, 2015). O presente estudo se atenta ao transtorno hipercinético associado ao transtorno de conduta, que consiste em um grupo de transtornos de início precoce durante os primeiros cinco anos de vida, como característica apresenta a falta de interesse em atividades que requer um envolvimento cognitivo, tendo dificuldades em terminar atividades, além de um comportamento global desorganizado, incoordenado e excessivo (SERRANO; et al., 2015). A direção terapêutica adotada irá depender da avaliação que foi realizada tanto psicopatológica quanto diagnóstica. Por se referir a um transtorno que inicia na infância, será de extrema importância que o tratamento seja realizado nessa fase. Por ser um transtorno que compromete a vida da criança como um todo, merece uma atenção multiprofissional (ASSUMPÇÃO; KUCZYNSKI, 2012). O Objetivo do presente estudo, é apresentar o projeto terapêutico singular para ser implantado ao pré-escolar com transtorno hipercinético associado ao transtorno de conduta. METODOLOGIA Trata-se de um estudo de caso clínico que foi desenvolvido pelas acadêmicas de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ, através de uma visita ao CAPS I Infanto-Juvenil Cirandar.
98 Os dados foram coletados no prontuário da paciente e através de informações dadas pelos profissionais que acompanhavam a criança e família. Com essas informações prévias se deu a construção do PTS. O plano de cuidado empregado se deu a partir do apoio multiprofissional, sendo de suma importância para se obter uma visão holística na atenção integral da pré-escolar portadora do Transtorno Hipercinético associado ao Transtorno de Conduta. Os profissionais envolvidos na construção do PTS, são: enfermeiro, médico psiquiatra, nutricionista e fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. ESTUDO DE CASO Y.R.M, sexo feminino, 5 anos. Queixa principal: tem comportamento agressivo com outras crianças, só não bate em bebê recém-nascido, não se concentra para assistir desenho e não fica em sala trancada. Quando está em casa, relata vê uma mulher no sofá, que também se esconde na geladeira e embaixo da cama, a criança fala de a mulher ser sua mãe, tendo convivido com a mesma até os 5 meses. A noite não consegue dormir e acorda chorando. Foi diagnosticada com CID 10 F90.1 (transtorno hipercinético associado ao transtorno de conduta) em 01/03/2016. Esses sintomas começaram a aparecer assim que a menor começou a falar. Os pais da criança eram usuários de drogas, moravam em Sapé, e devido as agressões físicas praticadas pelo pai, o mesmo foi enquadrado na lei maria da penha. Durante a gestação, a mãe fazia uso abusivo de drogas (crack) e não realizou o prénatal, ocasionando um parto prematuro, cesariano, a criança nasceu com 2500kg e 43 cm. Seu desenvolvimento foi adequado, andou com 1 ano, falou com 1 ano e dois meses e foi para a creche com 2 anos. A pré-escolar mora com a avó paterna de 40 anos e duas tias: uma de 20 e a outra de 9 anos. A avó recebeu a guarda da menor quando sua mãe a abandonou por uso excessivo de drogas quando a criança tinha 5 meses. Seu avô paterno tem transtorno mental (esquizofrenia) onde após a separação, teve um surto e matou a própria irmã a pauladas. A criança utilizou Amplictil e Haldol quando os sintomas iniciaram, e hoje em dia faz uso de Risperidona pela manhã e à noite. Sua estrutura familiar é desequilibrada pelo fato de ter sua mãe falecida por causa das drogas, um pai que constituiu outra família e mora longe e um avô esquizofrênico e assassino.
99 PLANO DE METAS A CURTO PRAZO (PTS): S I N G U L A R METAS ATIVIDADES - Criar vínculo com a equipe do CAPS i; - Mostrar a importância das oficinas como forma de terapia; - Mudança de cardápio com alimentos calmantes, que contribuirão para diminuição da impulsividade e agitação da criança; - Exercícios para melhorar sua percepção cognitiva, motora e social. - Orientar o usuário e família quanto ao transtorno; - Encorajar a participação da usuária em oficinas que aliviem os sintomas dos transtornos. - Atentar para alimentos ricos em vitamina D (carnes, ovos, leite), cálcio (feijão cozido e iogurte) e fitoterápicos (chás); - Executar alongamentos e musicoterapia; S O C I A L METAS ATIVIDADES - Estimular o convívio social de forma harmônica - Aconselhar atividades de lazer em família. F A M I L I A R METAS ATIVIDADES - Prestar assistência a família não somente a criança. - Escutar a avó da criança em relação aos seus sentimentos e experiências; -Buscar informações inerentes a esquizofrenia e passado médico do avô. CONSIDERAÇÕES FINAIS O Projeto terapêutico singular é um instrumento de suma importância para os usuários de toda e qualquer idade acometidos por transtornos mentais do Sistema Único de Saúde, por utilizar meios que proporcionam tratamento para o indivíduo em sua totalidade, fazendo-o tornar-se participativo em sua reabilitação com a interação social. Esse PTS foi desenvolvido a partir da vivencia no CAPS I Infantil Juvenil Cirandar no Roger conta com diversas atividades dinâmicas e de forma lúdica no tratamento das crianças com transtornos mentais. Cada usuário de acordo com as necessidades que apresenta, tem seu objetivo a ser traçado no tratamento terapêutico escolhido a partir da conduta multiprofissional para melhor atender e tratar essas crianças. Conclui-se que o projeto proporcionou um olhar crítico para que a construção do PTS fosse efetivada e dessa forma foi construído com atividades proposta e intervenções a curto, médio e longo prazo.
100 REFERÊNCIAS ASSUMPÇÃO, Francisco; KUCZYNSKI, Eveline. Tratado de Psiquiatria da /Infância e da Adolescência – 2°. Edição, Atheneu, 2012. BRASIL. Projeto Terapêutico Singular. Humaniza SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. SERRANO, A.I.; MENEZES, M.; SILVEIRA, P.A.F.; VIEIRA, G.M.; LOPES, S.M.B.; et al. Transtornos hipercinéticos e déficit de atenção - Protocolo clínico. 2015.
101 EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA ATENÇÃO PRIMARIA: AÇÕES REALIZADAS EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA Mayara Gabriela de Miranda Quirino Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Nayara Texeira do Nascimento Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Thayna Maria Almeida Silva Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Yanka Laryssa Vicente do Nascimento Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Carla Braz Evangelista Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] RESUMO A educação em saúde, utilizada em diversas instituições de saúde, incluindo a atenção básica contribui para prevenção de agravos e a promoção de saúde da população. Assim, o estudo teve o objetivo de relatar o planejamento e a implementação de atividades de educação em saúde, em uma unidade de saúde. Trata-se de um relato de experiência realizado durante vivencia de discentes em uma Unidade de Saúde da Família localizada no município de João Pessoa-PB, no período de abril a maio de 2018. Inicialmente as necessidades que existiam entre os usuários da unidade foram avaliadas e percebeuse que existiam vários casos de conjuntivite; verificou-se a falta de informação sobre a vacinação do adulto, inclusive da importância de possuir o cartão e guardá-lo. Além disso, identificamos um grupo de idosas, no qual poderiam ser realizadas atividades informativas sobre saúde e que estimulassem as idosas participantes. Desse modo foram planejadas as seguintes atividades: explicação, demonstração da lavagem das mãos e a participação dos usuários e idosas com a utilização criativa da tinta guache e tapa olho; elaboração de um cartaz com as vacinas preconizadas para o adulto e o idoso, incluindo doses e discussão acerca da importância da vacinação; realização do bingo da saúde com as idosas do grupo da terapia comunitária; e um chá da tarde com comidas saudáveis e orientação sobre hábitos alimentares. Todas as atividades foram executadas durante a realização do estágio na unidade. O planejamento das atividades de educação em saúde e a sua implementação buscaram contribuir de forma direta para a comunidade e para o aprendizado do discente, servindo de oportunidade para que
102 o futuro profissional reflita sobre suas posturas, atitudes e abordagens que possam colaborar para a promoção e prevenção da saúde. Palavras-chave: Educação em saúde, Atenção básica, Planejamento, Enfermagem, Saúde. INTRODUÇÃO A educação em saúde é constituída por um amplo conjunto de saberes e ações voltadas para promoção da saúde e a prevenção de doenças. Refere-se a um método através do qual o conhecimento cientificamente elaborado e dialogado por profissionais de saúde, atinge o cotidiano das pessoas, contribuindo para realização de hábitos e condutas saudáveis (SOUZA et al., 2013). A educação em saúde é um dos principais elementos para a promoção da saúde, e exige o envolvimento, compromisso e solidariedade, visando sempre às necessidades da população, o estilo de vida, as crenças e valores, mantendo o compromisso de trocar experiências e as vivencias (SOUZA et al., 2013). Entretanto, não deve ser visualizada apenas como atividade prática que se remete a propagar informações em saúde, uma vez que necessita de recursos educacionais e ambientais para alcançar ações que contribuam com a saúde da população (SALCI et al., 2013). Ressalta-se que as ações de educação básica podem ser realizadas em qualquer ambiente, e principalmente na atenção primária, por ser um local de promoção da saúde e prevenção de doenças. A sua própria disposição com um local para sala de espera auxilia no desenvolvimento de atividades de educação em saúde e permite que o usuário, durante o tempo que aguarda o atendimento, possa se apropriar de conhecimentos sobre saúde, discutir questões de saúde e sanar suas dúvidas. Diante dessas considerações, discentes perceberam a necessidade de realizar atividades de educação em saúde para contribuir com a promoção da saúde e prevenção de doenças utilizando-se não apenas do diálogo, mas ensinando, conversando e observando a realização das ações por parte da comunidade, o que permitiu a construção do trabalho que teve o objetivo de relatar o planejamento e a implementação de atividades de educação em saúde, em uma unidade de saúde.
103 METODOLOGIA Trata-se de um relato de experiência realizado em uma Unidade de Saúde da Família, localizada no município de João PessoaPB. Cumpre assinalar que o relato se deu a partir da experiência das discentes que estagiavam na unidade durante o desenvolvimento do componente curricular Estágio Supervisionado I, no turno da tarde, no período de abril a maio de 2018. Para o desenvolvimento das atividades planejadas foram utilizados os seguintes materiais: cartolina, cola, canetas coloridas, papel oficio, tinta guache, máscaras tapa olho, cartão de vacina do adulto, bingo da saúde e brindes. RELATO DE EXPERIÊNCIA Ao chegar na unidade os profissionais foram apresentados, assim como sua estrutura física da unidade e usuários. Com o passar dos dias foi possível perceber a dificuldade dos profissionais em interagir com os estagiários, deixar que procedimentos de enfermagem fossem realizados e permitir a participação dos discentes nas consultas. Diante disso, os estagiários se reuniram com a preceptora para pensar em que estratégias e ações que pudesse ser realizadas na unidade, sem comprometer o aprendizado e aproveitar o período de estágio de maneira mais produtiva, trazendo benefícios para os usuários. Em conjunto com a professora, observando a comunidade e em conversa com a diretora do serviço pensou-se em ações de educação em saúde que pudessem ser implementadas na unidade visando à promoção de saúde e prevenção de agravos. Tendo em vista o surto de conjuntivite na região considerou-se pertinente abordar a temática de higienização das mãos, que é uma forma de prevenção de várias doenças, incluindo a conjuntivite. A atividade foi realizada na sala de espera e com o grupo de idosas que funciona na própria unidade, de forma lúdica e buscando a participação dos usuários de forma ativa, contribuindo para uma melhor troca de informações. Explicou-se a importância, e demostrou-se o passo a passo com imagens ilustrativas e a prática da lavagem das mãos de forma adequada. Em seguida os usuários realizaram a lavagem das mãos com utilização de tinta guache, repetindo os passos da lavagem das mãos
104 com venda nos olhos. Após o término, eles tiravam a venda e visualizavam a área que foi higienizada com tinta e a áreas que deixaram de lavar, que encontrava-se sem tinta. Outra atividade realizada foi sobre vacinas, com o objetivo de demonstrar a importância da imunização em adultos e idosos, uma vez que se percebeu que existe o desconhecimento da importância da vacinação, além da grande perda de cartões de vacina. Muitas vezes os usuários só se preocupavam com o cartão e vacinação das crianças e das gestantes. Neste evento, abordou-se cada vacina do calendário de adulto e do idoso e as respectivas doenças que cada uma prevenia, esclarecendo dúvidas, esquemas e doses e sempre frisando a importância de procurarem a unidade para realizarem a imunização. Para finalizar nossas atividades na unidade, realizamos um bingo da saúde com os idosos, que consistiu em uma atividade recreativa e educativa, na qual conversamos sobre hábitos alimentares saudáveis, em seguida demos continuidade com a realização do bingo, com perguntas sobre hábitos saudáveis e a higiene das mãos. E em forma de agradecimento e despedida da unidade fizemos um chá da tarde com alimentos saudáveis, o qual foi bem recebido pelo grupo e pela terapeuta. CONSIDERAÇÕES FINAIS Com as ações realizadas os usuários puderam ter orientações sobre as doenças que estavam acometendo a comunidade, assim como sobre a importância das vacinas, sendo as atividades de educação em saúde promotoras de conhecimentos sobre saúde e auxiliando na promoção e prevenção de doenças. A execução do bingo da saúde, além de promover a recreação do grupo de idosas, permitiu que questões acerca de hábitos alimentares e higiênicos fossem discutidos, contribuindo para a saúde e para o desenvolvimento cognitivo. A experiência foi enriquecedora, uma vez que as estagiarias repensaram sobre as práticas realizadas nos ambientes de saúde, inclusive em como acolher o outro. Enquanto futuros profissionais poderão realizar ações educativas e criativas que permitam o conhecimento sobre saúde, a promoção e a prevenção de agravos.
105 REFERÊNCIAS SALCI, Maria Aparecida et al. Educação em saúde e suas perspectivas teóricas: algumas reflexões. Texto Contexto Enferm, v. 22, n. 1, p. 224-230, 2013. Disponível em: <http:// www.scielo.br/pdf/tce/v22n1/pt_27>. Acesso em: 25 de abril de 2018. SOUZA, Ilania Vanina Bezerra et.al. Educação em saúde e enfermagem: revisão integrativa da literatura. Rev. Ciênc. Saúde Nova Esperança, v. 11, n. 1, p. 112-121, 2013. Disponível em: <http://www.facene.com.br/wpcontent/uploads/2010/11/Educa%E2%94%9C%C2%BA% E2%94%9C%C3%BAo-em-sa%E2%94%9C%E2%95%91de-e-enfermagem.pdf>. Acesso em: 25 de abril de 2018.
112 saúde da mulher e fortalecendo a relação de confiança entre profissionais e usuárias atendidas pelo serviço. Descritores: Enfermagem, Desenvolvimento sustentável, Exame colpocitológico. INTRODUÇÃO Desenvolvimento sustentável (DS) é compreendido pela Comissão Mundial como aquele que tem a capacidade de suprir as necessidades do serviço, mantendo a economia e sem comprometer as gerações futuras. Para se obter um DS é necessário a participação das pessoas para que soluções sustentáveis sejam implementadas no cotidiano (FREIRE; MOREIRA, 2016). Para os autores Oliveira et al. (2015) a sustentabilidade pode ser definida como forma de amparo ou de mediação no âmbito organizacional e comunitário para alcançar os resultados de saúde almejados. O desenvolvimento da sustentabilidade melhora a qualidade dos serviços de saúde, e uma instituição que se preocupa com a saúde já pensa em atitudes sustentáveis, procurando investir na educação permanente dos funcionários e orientando para que haja mudanças nos hábitos que não priorizam o meio ambiente. Como líderes, os enfermeiros podem fazer algo para que haja transformação das instituições de saúde, promovendo boas práticas e interagindo com a equipe, bem como com os pacientes, para que se tenha um ambiente sustentável. Embora essas práticas estejam voltadas à administração da Unidade, todos podem colaborar através de gestos e atitudes que tragam melhorias para o serviço (FURUKAWA et al., 2017). O exame colpocitológico é tido como instrumento mais adequado, prático e menos oneroso para o rastreamento do câncer de colo de útero, pois possibilita a descoberta de lesões pré-neoplásicas e da doença em seus estágios iniciais. (NETO; FIGUEIREDO; SIQUEIRA, 2008). O espaço físico para realização de tal procedimento deve ser equipado por mesa ginecológica, escada de dois degraus, mesa auxiliadora, foco de luz com cabo flexível, biombo ou local reservado para troca de roupa e cesto de lixo (BRASIL, 2013). No entanto, foi observado que a sala de exame da UBS Lourival Gouveia não dispunha de um biombo para preservação da privacidade durante o procedimento
113 Nessa perspectiva, com base na observação da realidade, buscou-se promover, de forma sustentável, uma solução para a problemática identificada. Com isso, o estudo objetiva descrever a confecção de um biombo utilizando como matéria principal pedaços de cano de PVC e retalhos de lona. METODOLOGIA Trata-se de um relato de experiência vivenciado por acadêmicos do curso de bacharelado em Enfermagem durante o estágio supervisionado curricular, desenvolvido na UBS Lourival Gouveia, localizada no Município de João Pessoa, no período de 20 (vinte) dias, e supervisionado pela Profª Ms. Ana Eloísa Cruz de Oliveira. Entre os objetivos do estágio, precisaríamos desenvolver um Projeto com a característica principal de ser um objeto que promovesse um ambiente sustentável, e que trouxesse benefícios para a UBS Lourival Gouveia e aqueles que são atendidos pelo serviço. Para Fujita et al. (2016), o arco de Maguerez fundamenta-se pela educação problematizadora e funda-se na criatividade estimulando a reflexão e a ação sobre a realidade, composto por cinco etapas, tais como a observação da realidade, pontos chaves, teorização, hipóteses de solução e aplicação da realidade. Seguindo tais etapas, foi possível detectar a necessidade de um biombo no serviço, e assim, desenvolver a sua construção. O mesmo foi confeccionado de maneira sustentável, utilizando um total de seis metros de cano PVC 20 mm segmentados, retalhos de lona de 150 x 60 cm, cola para Cano PVC, abraçadeiras de nylon e tinta spray. RELATO DE EXPERIÊNCIA A UBS Lourival Gouveia possui uma equipe multiprofissional, composta por médicos, enfermeiros, dentista, assistente social e técnicas de enfermagem, e dispõe de atendimentos e procedimentos por demanda espontânea, entre eles, a coleta do exame colpocitológico. Durante o reconhecimento da estrutura física da UBS, foi percebido que na sala de coleta do exame colpocitológico, possuía uma janela que permitia a visibilidade do interior
114 da sala e que a mesma não possuía um biombo, instrumento importante para conservar a privacidade das usuárias no momento do procedimento. Com o objetivo da Sustentabilidade no Projeto, o biombo foi construído com materiais recicláveis, contendo em sua matéria principal canos de PVC e lona de banner. A importância do uso do PVC como objeto principal do Projeto de Sustentabilidade se deve ao fato de ser um objeto versátil e que substitui a utilização de metais pesados como alumínio, cobre, e materiais derivados do petróleo como a borracha. Segundo o Caderno de Diagnóstico de Resíduos Sólidos Urbanos o consumo aparente do PVC (Policloreto de Vinila) no Brasil em 2007 foi de 804,4 mil toneladas (BRASIL, 2012). O período de estágio, além da construção, possibilitou ainda a utilização do biombo. Foi perceptível a satisfação das usuárias, bem como a dos profissionais do serviço, quanto aos benefícios trazidos pelo projeto, uma vez que, no momento da coleta, as pacientes se mostravam mais confortáveis e seguras devido à preservação de sua intimidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS A construção do biombo foi de suma importância para a Unidade de Saúde e as usuárias do serviço, uma vez que sua utilização busca garantir a privacidade no momento do exame colpocitológico, reforçando a relação de confiança do profissional com a mulher que está sendo atendida e auxiliando na construção de vínculos com a mesma, algo primordial na assistência à saúde desenvolvida na Atenção Básica. Além de suprir as necessidades que foram encontradas na UBS, a construção do biombo foi realizada de forma sustentável, utilizando materiais que são recicláveis e demorarão a chegar à destinação final, que são os aterros sanitários e os lixões, diminuindo assim os prejuízos ao meio ambiente e as gerações futuras. REFERÊNCIAS Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ateção Básica. Controle dos cânceres do colo do útero e mama. Brasília, 2013. 2 edição. Cadernos
115 de atenção básica, nº 13. Disponível em: <http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/ publicacoes/cab13.pdf>. Acesso em: 28 de abril de 2018. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Política Nacional de Resíduos Sólidos. Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Brasília, 2012. Disponível em: <http://www.sinir.gov.br/ documents/10180/12308/PNRS_Revisao_Decreto_280812.pdf/e183f0e7-5255-4544-b9fd15fc779a3657>. Acesso em: 25/04/2018. FREIRE, A. E.; MOREIRA, C. R. M. Prospecção científica sobre resíduos de saúde na área das ciências ambientais. Ciência e Sustentabilidade – CeS. Juazeiro do Norte. v.2, n.1, p. 7-22, 2016. Disponível em: <https://periodicos.ufca.edu.br/ojs/index.php/ cienciasustentabilidade/article/view/102/77>. Acesso em: 01/04/2018. FUJITA, J. A. L. M. et al. Uso da metodologia da problematizacão com o Arco de Maguerez no ensino sobre brinquedo terapêutico. Rev. Port. de Educação. v.29, n.1,2016. Disponível em: <http:// www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0871-91872016000100011>. Acesso em: 29 de abril de 2018. FURUKAWA, P. D. O. et al. Características dos profissionais de enfermagem e a prática de ações ecologicamente sustentáveis nos processos de medicação. . Latino-Am. Enfermagem, [S.L], p. 25-29, jan. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rlae/v25/pt_01041169-rlae-25-e2909.pdf>. Acesso em: 07/04/2018. NETO, J.F.R. FIGUEIREDO, M.F.S. SIQUEIRA L.G. Exame citopatológico do colo do útero: fatores associados a não realização em ESF. Rev. Eletr. Enf. v.10, n.3, p.610-621, 2008. OLIVEIRA, A. R. S.; POTVIN, L.; MEDINA, G. M. Sustentabilidade de intervenções em promoção da saúde: uma sistematização do conhecimento produzido. Saúde Debate. Rio de Janeiro. v.40, n.107, p. 1149-1161, 2015. Disponível em: <http://www.scielo.br/ scielo.php?pid=S0103-11042015000401149&script=sci_abstract&tlng=pt>. Acesso em: 01/04/2018.
116 SAÚDE DO TRABALHADOR: ANÁLISE DE NOTIFICAÇÕES DE AGRAVOS AO TRABALHADOR BRASILEIRO Valéria de Sousa Alves Lucena Graduanda do Curso de Bacharelado em Enfermagem. Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). Uberlândia Islândia Barbosa Dantas de Meneses Orientadora. Professora do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). Mestra em Enfermagem pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). RESUMO Objetivo Estudo abordando o tema de como está a saúde do trabalhador no brasil e os principais agravos acometidos. Método: Pesquisa de caráter quantitativa e descritiva que envolveu coleta e apresentação de conjuntos dos dados de acometimento do adoecimento em saúde do trabalhador dando ênfase na SB em um âmbito nacional A amostra foi coletada através dos resultados das informações do Sistema de Informação de Agravos de NotificaçãoSINAN ,tendo sua série histórica construída entre os anos de 2014 a 2016Resultados: foram notificados 454.208 casos, distribuídos com a seguinte relação de números absolutos e de incidência respectivamente: acidentes com material biológico com 160.163 ou 35%; intoxicação exógena com 142.056 ou 31%; acidentes graves com 116.320 ou 25%; LER/DORT com 26.487 ou 5% saúde mental relacionada ao trabalho com 3.399 ou 0,7%, perda auditiva relacionada ao trabaho com 2.980 ou 0,6%; dermatoses com 2.107 ou 0,5%; pneumocomiose com 761 ou 0,2%; câncer realcionado ao trabalho com 604 ou 0,1%. Conclusão: Evidenciou a saúde do trabalhador em âmbito nacional e a importância das notificações compulsórias. Palavras-chave: Saúde do Trabalhador, Agravo, SINAN.
117 INTRODUÇÃO O trabalho é a atividade sobre o qual o ser humano emprega a sua força para produzir os meios para o seu sustento, independente de sua estrutura social em que está inserido, apropriando de recursos da natureza para as necessidades humana (MARX, 1983). A saúde do trabalhador está associada às relações entre o trabalho, o processo saúde/doença e situações de risco, de acidentes e de formas de adoecimento, segundo as condições de gênero que é o “agente de risco” e como atua como direta e indiretamente no corpo do individuo. Em Maio de 1943 o então presidente da República sanciona a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) pelo Decreto-Lei nº 5.452/43, que unifica e formaliza toda legislação trabalhista existente no Brasil, a fim de garantir, proteger e assegurar ao trabalhador carteira de trabalho, jornada de trabalho e período de férias, proteção do trabalho da mulher, contratos individuais, higiene e segurança, justiça e fiscalização do trabalho (BRASIL, 1943). A Portaria MS 104/2011, define a relação de doenças e agravos em Saúde Pública de Notificação compulsória, sendo suas variáveis de estudo: Acidente grave relacionado ao trabalho, Acidente de trabalho grave com exposição a material biológico, Dermatose ocupacional, Lesão por esforço repetitivo/ Doença osteomuscular, Perda auditiva induzida por ruído, Pneumoconiose, Transtorno mental relacionado ao trabalho, Câncer relacionado ao trabalho, intoxicação exógena(BRASIL,2004; BRASIL 2011). OBJETIVO GERAL Analisar o perfil dos agravos relacionados ao trabalho notificados no SINAN no Brasil nos anos de 2014 a 2016. METODOLOGIA Estudo de abordagem quantitativa e descritiva que envolveu coleta e apresentação de conjuntos dos dados de acometimento do adoecimento em saúde do trabalhador em um
118 âmbito nacional entre os anos de 2014 a 2016l, sem distinção de sexo, idade, profissão e carreira., sendo resultados das informações do Sistema de Informação de Agravos de NotificaçãoSINAN, disponível ao domínio público através do Programa Integrado em Saúde Ambiental e do TrabalhadorSIPAT, RESULTADOS O gráfico 1 mostra as notificações de todos os trabalhadores em geral, sem distinção de profissão ou carreira, informações do Sistema de Informação de Agravos de NotificaçãoSINAN, por dados secundários, de acesso público e sem nenhum tipo identificação do sujeito. Gráfico 1: Notificações de Agravos a trabalhadores no Brasil nos anos de 2014 a 2016. Fonte: produção autoral. Legenda: Tnac: Total Nacional; Acgrav: Acidentes graves; Derm: Dermatose; PAIR: Perda auditiva causada por ruído no trabalho; Pnemn: Pneumocomiose; CAL: Câncer relacionado ao trabalho; Iexog: Intoxicação Exógena; Acbio: Acidentes com Material Biológico;LER/ DOR: Lesão esforço repetitivo relacionado ao trabalho/ Doenças osteomuscular ;Sment: Saúde Mental. No Brasil nos anos de 2014 a 2016 foram notificados 454.208 casos, distribuídos com a seguinte relação de números absolutos e de incidência respectivamente: Em primeiro
119 lugar está acidentes com material biológico com 160.163 ou 35%; em segundo lugar ficou intoxicação exógena com 142.056 ou 31%; em terceiro lugar foi acidentes graves com 116.320 ou 25%; em quarto lugar foi LER/DORT com 26.487 ou 5% ; o quinto lugar ficou saúde mental relacionada ao trabalho com 3.399 ou 0,7%, o sexto lugar ficou com perda auditiva relacionada ao trabaho com 2.980 ou 0,6%; em sétimo lugar ficou dermatoses com 2.107 ou 0,5%; em oitavo lugar está pneumocomiose com 761 ou 0,2% e em nona e último lugar está câncer realcionado ao trabalho com 604 ou 0,1%. BRITO (2014) afirma que segundo dados do Instituto Nacional da Seguro Social (INSS) têm demonstrado que os Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho (TMRT) vem assumido o terceiro lugar em concessão de benefícios acidentários nos últimos anos no Brasil, perdendo apenas para os acidentes e doenças osteomusculares, porém segundo as notificações compulsórias do SINAN, os agravos relacionados aos Transtornos mentais relacionados ao trabalho ocupam o quinto lugar dentro do contexto nacional. Os sistemas de informações em saúde do país continuam a demandar melhores registros, tanto na cobertura como na qualidade dos dados, havendo um número considerado de dados em branco ou ignorado, ainda que o SINAN seja a melhor fonte para a análise de dados epidemiológicos, sabe-se que problemas do sistema impossibilitam um diagnóstico situacional da Vigilância em Saúde do Trabalhador sobre bases mais profundas e acuradas. CAVALCANTE et al, (2014). CONSIDERAÇÕES FINAIS O trabalhador tem como um direito social, que o empregador lhe proporcione obrigatoriamente condições para que o trabalho possa ser exercido de forma segura e o empregador o tem a obrigação de exigir que o empregado faça uso de seus equipamentos de proteção sendo de extrema importância que ao ser acometido por qualquer agravo laboral, independente de gravidade ou vínculo empregatício, seja notificado e todo profissional de saúde está apto ao preenchimento da ficha de notificação compulsória, como estabelece o protocolo do MS. Também dever da enfermagem realizar ações que favoreçam a saúde do trabalhador, independente de serem especialistas na área, conhecendo os fatores de risco, buscando sempre as atualizações das normas e leis que regulamentam a segurança do trabalho.
120 REFERÊNCIAS BRITO.C.O Transtornos mentais relacionados ao trabalho no brasil no período de 2006 a 2012. Universidade Estadual de Feira de Santana. Feira de Santana BA. 2014. Disponível em: http://tede2.uefs.br:8080/bitstream/tede/95/2/Disserta%C3%A7%C3%A3o%20 completa%20Word%20cor.pdf. Acesso em 22/04/2018. BRASIL. DECRETO-LEI Nº 5.452, DE 1º de Maio de 1943. Disponível em: http://www2. camara.leg.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-5452-1-maio-1943-415500-publicacaooriginal1-pe.html. Acesso em 07/10/2017. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portaria GM/MS n° 777 /2004. Dispõe sobre procedimentos técnicos para notificação compulsória de agravos a saúde do trabalhador. Disponível em: http://www.saude.am.gov.br/cerest/docs/Port_2004_777.pdf. Acesso em 13/04/2018 BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE , Portaria n° 1339 de novembro de 1999. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/1999/prt1339_18_11_1999.html. Acesso em 25/09/2017. CAVALCANTE C. A. A; SANTOS R.S; CAVALCANTE E. F. O; MARTINS R. L. Perfil dos agravos relacionados ao trabalho notificados no Rio Grande do Norte, 2007 a 2009. Epidemiol. Serv. Saúde v.23 n.4 Brasília dez. 2014. Disponível em: http://scielo.iec.gov.br/ scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-49742014000400016. Acesso em: 09/04/2018.
121 CANTINHO DA CRIANÇA: ESPAÇO DE ACOLHIMENTO INFANTIL NO ÂMBITO DA ATENÇÃO BÁSICA Adriana Farias da Silva Discente de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Andréa Moreira dos Santos Discente de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Julyeanne Souza dos Santos Discente de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Maria Rita Chaves PereiraNunes Discente de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Sindia Silva Pereira Discente de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Ana Eloísa Cruz de Oliveira Docente de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] RESUMO O acolhimento subsidia a geração de reflexões e mudanças na organização dos serviços, como também na qualificação e no estreitamento do vínculo entre usuários e profissionais de saúde. Nessa perspectiva, o estudo objetiva apresentar a construção e implantação do Cantinho da criança, um espaço de acolhimento infantil no âmbito da Atenção Básica. Trata-se de um relato de experiência que apresenta a vivência de acadêmicas de enfermagem na construção de um projeto sustentável na Unidade de Saúde da Família Integrada Santa Clara, em João Pessoa. Durante o período do estágio, foi possível observar a realidade presente no serviço, identificar a necessidade de um melhor acolhimento do público infantil, e assim, intervir por meio da construção de um local de acolhimento apropriado para as crianças. O mesmo foi elaborado de forma sustentável, com materiais e brinquedos recicláveis doados e confeccionados pelas discentes idealizadoras do projeto. A prática do projeto sustentável foi imensurável. Foi possível otimizar o acolhimento infantil na Atenção Básica, e ainda estimular a reflexão sobre a preservação do meio ambiente. Descritores: Atenção primária à saúde, Acolhimento, Desenvolvimento sustentável.
128 perfurocortantes.Dessa maneira foi possível observar no decorrer do estágio supervisionado II, a falta de cuidadosde alguns profissionais e a importância que davam a estes objetos que apresentam altos riscos de contaminação. Acredita-se que os mesmos são conscientes dos riscos que sofrem, porém agem de maneira incoerente e negligenciam conhecimentos outrora apreendidos nas escolas de saúde e faculdade. O objetivo do projeto de intervenção foi Conscientizar os profissionais de enfermagem que trabalham em uma Unidade de Pronto atendimento de João Pessoa – UPA dos riscos de acidentes com materiais perfurocortantes. METODOLOGIA Trata-se de um relato de experiência sobre uma intervenção educativa com os profissionais de uma Unidade de Pronto Atendimento-UPA, sobre a prevenção de acidentes com materiais perfurocortantes. As atividades ocorreram entre os dias 09 e 13 domês de março de 2018. A intervenção compreendeu em ciclos de palestras com os profissionais de enfermagem. A intervenção foi baseada na rotina dos profissionais de enfermagem da UPA e foi desenvolvida através da exposição de um banner, explanação oral, entrega de panfletos ilustrativos e montagem de uma caixa de descarte de material perfurocortantes. Foram seguidos os seguintes passos metodológicos: Identificação do problema - foi observada a rotina de trabalho dos profissionais; Plano de Intervenção – traçada uma estratégia de abordagem que chamasse a atenção dos participantes com informações claras e objetivas; Resultados esperados – a apreensão do conhecimentos mediante apresentação de informações sucintas e objetivas; Recursos utilizados - banner, explanação oral, entrega de panfletos ilustrativos e montagem de uma caixa de descarte de material perfurocortantes; Avaliação da intervenção – pautada na freqüência, participação, interesse e declaração verbal de satisfação dos profissionais. A meta era atingir o maior quantitativo possível dos profissionais que atuam no serviço de atendimento de urgência e emergência.
129 RELATO DE EXPERIÊNCIA O plano de intervenção foi realizado em dois dias consecutivos visando atender o maior número de profissionais de enfermagem. Foram utilizados banners, exposição oral e panfletos ilustrativos como ferramentas pedagógicas para facilitar a transmissão das informações. Também foi utilizada uma caixa de descarte de materiais perfurocortantes, a montagem foi realizada com os profissionais envolvidos na palestra para dirimir dúvidas; tudo realizado em um tempo máximo de 10 minutos. Foram abordados 63 profissionais de enfermagem na unidade, onde 33% (21 profissionais de enfermagem) concordaram em participar da palestra e 67% (42 profissionais de enfermagem) se negaram a participar alegando que não tinham tempo ou falta de interesse particular pelo tema. CONSIDERAÇÕES FINAIS Mediante nossa vivência na Unidade de Pronto Atendimento – UPA, no estágio supervisionado II, identificamos a necessidade de intervir e contribuir com o serviço para a prevenção desses possíveis riscos ocupacionais na unidade de saúde, acreditando que a prevenção é, e sempre será, à medida mais significativa para minimizar acidentes ocupacionais. O projeto de intervenção mostrou-se uma ferramenta muito positiva para a educação continuada dos profissionais de enfermagem deste serviço. Proporcionou o conhecimento de fácil acesso, obedecendo a RDC Nº 306, de 7 de dezembro de 2004 e a NR-32, sendo transmitida as normatizações vigentes de forma clara e objetiva; permitiu ao profissional de enfermagem perceber que cuidados simples no desenvolvimento de suas atividades laborais podem evitar a ocorrência de acidentes graves que podem incapacitá-los para o resto da vida. Ações intervencionistas de curta duração como palestras, minicursos, cursos de capacitação e aperfeiçoamento profissional continuado, ainda é a melhor ferramenta para a redução dos acidentes ocupacionais.
130 REFERÊNCIAS BRASIL, 2004. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 306. Disponível em: <http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/lab_virtual/descarte-residuos-grupo-e. htm>. Acesso em: 03/03/2018. CORREIA, C.M.A. et al. Fatores predisponentes e medidas preventivas aos acidentes com materiais perfurocortantes: revisão integrativa. Rev. Enferm. UFPE. Vol. 8, n. 3, pp. 726-34, 2014. Disponível em: <http://www.revista.ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/ revista/article/download/50 51/8711>. Acesso em: 20 abr 2018. SOUZA, A. M.; MONTE A. C.; PIRES L. M.; BRASILEIRO, M. E. Protocolo para prevenção de acidentes de trabalho em saúde pública. Revista Eletrônica de Enfermagem do Centro de Estudos de Enfermagem e Nutrição [serial on-line] 2012 jan-jul Vol. 1 nº1, pág. 1-16. Disponível em: http://www.cpgls.pucgoias.edu.br/7mostra/Artigos/SAUDE%20E%20 BIOLOGICAS/Protocolo%20para%20Preven%C3%A7%C3%A3o%20de%20Acidentes%20 de%20Trabalho%20em%20Sa%C3%BAde%20P%C3%BAblica.pdf. Acesso em: 03/03/2018
131 OFICINAS TERAPÊUTICAS COM CRIANÇAS MENORES DE 10 ANOS NO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL INFANTOJUVENIL-CAPSI-CIRANDAR Raiane Agostinho de Oliveira Discentes do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Taynah Brito Alves E-mail: [email protected] Juliana Nóbrega Distefano Psicóloga do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil-CAPSi-CIRANDAR. E-mail: [email protected] Luciane Ferreira Videres Oficineira do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil-CAPSi-CIRANDAR. E-mail: [email protected] Elizanete de Magalhães Melo Docente do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] RESUMO Introdução: As oficinas terapêuticas são utilizadas como uma ferramenta para aguçar a criatividade, desinibição e formação da personalidade. Com elas, buscamos a reinserção do usuário na sociedade, afim de que os mesmos assegurem seus direitos e deveres. Objetivo: Descrever a experiências de acadêmicos de enfermagem ao observarem atividades realizadas nas oficinas terapêuticas com crianças menores de 10 anos. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência, realizado por acadêmicos de Enfermagem, durante estágio supervisionado I, em um Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil, localizado no município de João Pessoa, no mês de abril de 2018. Utilizou-se como recursos metodológicos para realização da atividade: dinâmica, pinturas, problematização sobre o cotidiano e seus sentimentos. Resultados e discussões: Para aguçar a criatividade e a formação de personalidade das crianças, foi realizada uma dinâmica. Com o grupo disposto em círculo, foram feitas perguntas sobre o cotidiano de cada uma e, em seguida, foi solicitado que desenhassem uma “carinha” relacionada ao sentindo individual daquele momento. Por fim, foi expressado verbalmente por elas o porquê daquele sentimento. Logo depois foi colado um aquário feito de papel na parede, explicado que a atividade seria realizada para que eles pudessem se distrair e aprender. Receberam folhas para desenhar e uns desenhos para que
132 identificassem qual estava no papel e pintassem com as cores que mais gostassem ou que fossem parecidas com as cores reais da figura. Em seguida, as crianças foram chamadas a se aproximar do aquário e colar as figuras feitas e pintadas por elas. As crianças que tinham facilidades cumpriram todos os comandos e, ainda demonstraram solidariedade, ajudando as que tinham dificuldades. Considerações finais: Foi possível perceber a satisfação e a interação das crianças por participar do grupo e das atividades realizadas. Ainda, observou se que a brincadeira possibilita que a criança esqueça daquilo que a faz sofrer. A atividade coletiva foi essencial para a promoção da saúde física e mental da criança, contribuindo com o seu desenvolvimento individual e na interação coletiva. Para nós acadêmicas, foi uma experiência enriquecedora, tanto para a vida profissional como para a vida pessoal. Descritores: Saúde Mental. Oficina Terapêutica. Infantojuvenil. INTRODUÇÃO O presente trabalho relata a experiência de acadêmicas de enfermagem, na participação em oficinas terapêuticas, voltada para crianças menores de 10 anos, no CAPSiCIRANDAR, como forma de colaborar e entender toda a dinâmica dessas oficinas. O CAPSi-CIRANDAR é um lugar de referência para acolher crianças e adolescente com transtornos mentais ou que fazem uso abusivo de substâncias psicoativas. O Centro é um serviço substitutivo à internação psiquiátrica, buscando a reinserção do usuário na sociedade através do acompanhamento psicossocial. As oficinas terapêuticas são utilizadas como uma ferramenta para aguçar a criatividade, desinibição e formação da personalidade. O contato com outras crianças faz com que elas desenvolvam mais rápido e elevem a auto estima (BERNADES, 2013). Este desenvolvimento está relacionado ao físico, motor, cognitivo psicológico, emocional e a interação social. Essas oficinas são um dos princípios do CAPS, pois além de ser um instrumento terapêutico que ajuda na Saúde Mental, também auxilia para a integração do paciente com a própria sociedade, além, de ser um espaço onde dá muita autonomia para os mesmos, porque podem construir objetos e explorar a criatividade (PEREIRA CAMARGO, 2017).
133 Dessa forma, levando em consideração a proposta da psicóloga e da oficineira que estavam responsáveis pela atividade, foi possível contribuir e entender todo o processo voltado para a melhoria da qualidade de vida do usuário. OBJETIVOS O objetivo geral do presente trabalho é relatar a experiência de acadêmicas de enfermagem na participação e observação sobre as oficinas terapêuticas realizadas no CAPSi, para a melhoria do usuário. Os objetivos específicos foram: entender a importância das oficinas terapêuticas na vida das crianças em adoecimento mental e reconhecer impactos terapêuticos da oficina sobre o grupo envolvido. METODOLOGIA A metodologia do presente trabalho corresponde a um relato de experiência, realizado por acadêmicas de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa-UNIPÊ. A vivência foi desenvolvida, no mês de março de 2018, no CAPSi-CIRANDAR, no bairro do Roger, na cidade de João Pessoa – PB. Foi proposto pela psicóloga, oficineira e pela professora, que nós participássemos e observássemos toda a rotina dessa oficina para que entendêssemos todo o contexto vivido pelo usuário, de forma terapêutica e, podendo assim, reconhecer impactos da oficina para o grupo. RELATO DE EXPERIÊNCIA O Centro de Referência Psicossocial Infantil (CAPSI) foi o terceiro local de experiência para o Estágio Supervisionado I, onde no transcorrer do cotidiano foi proposto pela professora Elizanete, a participação em oficinas terapêuticas realizada de maneira dinâmica e lúdica. Eles utilizam métodos que façam o usuário se sentir seguros e a vontade para expressar seus sentimentos e dúvidas.
134 Nessa oficina, especificamente, participaram crianças de 5 a 10 anos de idade. Participamos, também, de maneira interativa sob a condução da psicóloga responsável, com apoio da oficineira, sempre observando a interação da criança, seu comportamento para com os amigos, e sua participação nas atividades propostas. No decorrer da oficina, foram executadas atividades nas quais as crianças puderam aguçar a criatividade, desinibição e formação da personalidade. Elas também puderam expressar como se sentiam no momento desenhando em um papel e partilhar sobre as coisas que estavam vivenciando no seu dia a dia. Para construção de vínculo e confiança durante a oficina, conversamos com elas para que se sentissem à vontade, e assim, expressar verbalmente o motivo de estarem com aqueles sentimentos. A terapeuta foi propondo algumas estratégias de enfrentamento, e encorajando-as a utilizá-las nas situações ou problemas que elas estivessem passando. Foi confeccionado um cartaz com a imagem de um aquário vazio, onde, após a explicação da atividade proposta, eles teriam que criar desenhos de coisas que se tem dentro de um aquário. Papéis em branco e alguns desenhos já prontos foram distribuídos para que elas desenhassem, recortassem e/ou apenas pintassem usando a imaginação. Em seguida, dialogando com o grupo, foram identificadas as figuras que poderiam colar no aquário e as que não poderiam. O objetivo dessa etapa, era avaliar se realmente estavam atentos ao tema proposto e, como organização, pediu-se que colassem as figuras no local correto, para dar espaço para os desenhos de todos os colegas. Tudo isso teve o intuito de obter, de maneira lúdica, um bom resultado sobre a criatividade, desinibição e formação da personalidade. No entanto, fomos bem acolhidas na oficina, tanto pelos profissionais, quanto pelas crianças. Nos deixaram participar das atividades, de forma interativa. Nela podemos contribuir com a proposta de terapia e vivenciar a experiência que foi muito enriquecedora para a nossa vida profissional e pessoal. CONSIDERAÇÕES FINAIS Essa atividade contemplou os objetivos propostos, assim como, promoveu melhoria na qualidade de vida e no bem-estar de todos os envolvidos. A integração e a interação das crianças ao participarem do grupo e das atividades realizadas, nos mostrou que a brincadeira possibilita que as mesmas superem aquilo que as fazem sofrer.
135 A oficina terapêutica é essencial para a promoção da saúde física e mental da criança, contribuindo com o seu desenvolvimento psicossocial. Toda a equipe expressou satisfação com a nossa colaboração e, essa experiência, foi muito enriquecedora para a nossa vida profissional. REFERÊNCIAS PEREIRA CAMARGO, Valéri et al. Costurando saúde: Possibilidades de integração por meio da confecção de bonecos(as) de pano em um CAPS infantil. Psicologia Argumento, [S.l.], v. 29, n. 64, nov. 2017. ISSN 1980-5942. Disponível em: <https://periodicos.pucpr.br/index.php/ psicologiaargumento/article/view/20365/19633>. Acesso em: 02 mai. 2018. BERNARDES, Daniela Maria. (2013). O lúdico no auxílio do ensino da matemática: uma proposta possível. Disponível em:< https://pedagogiaaopedaletra.com/o-ludico-noauxilio-do-ensino-da-matematica-uma-proposta-possivel/> . Acesso em: 03 maio. 2018.
136 USO DE TECNOLOGIAS NA GESTÃO DE CUSTOS E NO PROCESSO DECISÓRIO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Carlindo Maxshweel Querino da Silva Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] (Relator) Angélica Barros Araújo Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Karla Santos da Silva Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Nayara Ferreira Félix da Costa Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Yasmin Germana Alves Ferreira Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Hebe Janayna Mota Duarte Beserra Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] (Orientadora) Introdução: O campo de atuação da Enfermagem perpassa as esferas que estão inseridas no processo do cuidar. Ao enfermeiro cabe-lhe, privativamente, a gestão de todas as vertentes da assistência e, como tal, requer informações precisas e que impulsionem a tomada de decisão, promovida por diversos meios de produção de dados. O Prontuário Eletrônico do Paciente soluciona problemas a cerca da falta de organização, do preenchimento incoerente das informações dos pacientes e do armazenamento e, quando aperfeiçoado, pode gerar importantes subsídios ao processo de gestão. Objetivo: Aperfeiçoar o processo decisório da gestão por meio de um controle maior dos custos inerentes às ações de Enfermagem, através da utilização do PEP e alicerçado em dados coletados no decorrer da prática assistencial. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência, elaborado através de observações em visitas técnicas feitas pelos discentes, em unidades hospitalares e de saúde, tendo como percurso metodológico o Arco de Problematização de Maguerez . Relato de Experiência: De acordo com as informações encontradas no decorrer das visitas, o que mais chamou atenção com relevância negativa, foram a falta de organização dos prontuários, fichas sem a devida atenção, falta de preenchimento dos dados de custeio, revelando um descaso com o registro das ações de saúde, apresentando inclusive, reproduções de dados coletados por outros profissionais. Considerações Finais: Através das visitas técnicas foi possível elaborar um plano de sistema, que funcione tanto na área hospitalar como na unidade de
137 saúde da família, alimentando o sistema de forma completa e tornando possível a rapidez na utilização de dados do paciente. Descritores: Registros Eletrônicos de Saúde. Custos e Análise de Custos; Organização e Administração. INTRODUÇÃO O Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) instituiu o Projeto Integrador (PI) como método de ensino e aprendizagem, com objetivo de agregar à vivência da prática, a interdisciplinaridade vista na teoria. Esse método avalia o desenvolvimento técnico do discente quanto à realização dos procedimentos que lhe foram concedidos pelo (a) preceptor (a) responsável, proporcionando ao estudante estratégias de aperfeiçoamento nos campos da profissão. O desenvolvimento do PI deu-se por meio da Visita Técnica (VT), recurso adotado que busca a obtenção de subsídios para resolutividade de questões inerentes à prática profissional e que, promova a descoberta de fenômenos influenciadores no processo social do trabalho, além de tornar significante a aprendizagem discente (MARCONI; LAKATOS, 2010). No decorrer da VT, notou-se que recursos utilizados dentro da prática assistencial podem ser elencados desde a mão-de-obra humana até o menos dos materiais físicos de procedimento. Cada um deles representa um gasto aos órgãos financiadores da rede hospitalar, caracterizados como custos, estes são recursos consumidos para a obtenção de bens e serviços. Qualquer ação por parte da equipe de saúde, causada pela necessidade específica do atendimento, gera custos em sua execução (VEIGA; SANTOS, 2016) O enfermeiro encontra-se diretamente relacionado aos custos que acarretam à prestação de assistência devido ao uso diário de materiais essenciais à sua prática onde, seu papel de gestor objetiva a utilização ponderada desses insumos. Todos os procedimentos realizados pela equipe demandam materiais, equipamentos específicos e, sem considerar, custos com os mais diversos fármacos, exames clínicos, recursos físicos, materiais e imateriais utilizados nos cuidados de cada paciente assistido nos hospitais (SIQUEIRA; SCHUTZ, 2010) Enquanto gestor, o enfermeiro, no decorrer do processo decisório, demanda informações precisas acerca da assistência prestada, estas, presentes nos prontuários
144 e prevenção de doenças, e que consequentemente, proporcionam bem-estar e melhoram a qualidade de vida dessa população (WANDERBROOCKE, 2015). Diante disso, o presente trabalho tem como objetivo relatar a vivência de discentes do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa/UNIPÊ, durante a realização de atividades em grupo de memória. METODOLOGIA Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência. A atividade foi realizada no dia 02 de abril de 2018, sob supervisão da docente enfermeira Andréia Christine Soares de Assis. A atividade compreendeu a leitura de dois textos, o primeiro falava sobre rugas e o segundo a história de Charles Chaplin, em seguida foi feito um feedback com os participantes. Tendo sido realizada no Centro de Atenção Integral à Saúde da Pessoa Idosa-CAISI, localizado no Lot. Eugenio Neiva, s/n, João Pessoa - PB, 58013-025. O público alvo da atividade foram idosos, ou seja, pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. RELATO DE EXPERIÊNCIA A atividade foi dividida em dois momentos. Inicialmente foi realizada a leitura de um texto que abordava o tema “rugas e a história que se esconde atrás delas”, após a leitura os participantes expressaram suas opiniões acerca do texto e trouxeram histórias de cunho pessoal que vinham de encontro a reflexão proposta. No segundo momento, foi realizada a leitura de um texto que contemplava toda a história pessoal e profissional do Charles Chaplin, maior ator da história do cinema mudo, em seguida a psicóloga do serviço escolhia aleatoriamente um participante para responder perguntas. Todos os idosos presentes participaram ativamente da atividade e demonstraram bastante interesse na atividade. As perguntas que eram realizadas buscavam estimular a cognição dos idosos, ou seja, sua memória, linguagem, percepção, raciocínio, entre outros. A cada indagação, as expectativas das estudantes eram superadas, pelo tamanho desempenho dos anciões.
145 CONSIDERAÇÕES FINAIS Durante o processo de formação do enfermeiro é imprescindível a utilização de estratégias direcionadas à promoção da saúde e prevenção de doenças, em qualquer ambiente, pois tal prática propicia a formação de um (a) enfermeiro (a) capacitado para identificar os principais problemas de sua área de atuação, e mediante os achados traçar metas para conseguir impedir o agravamento de uma determinada situação. Destarte, esse deve utilizar de metodologias ativas que promovem simultaneamente interação social e disseminação de informações relevantes para controle de doenças e agravos. REFERÊNCIAS WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). World Health Statistics 2014. Disponível em<http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/112739/1/WHO_HIS_HSI_14.1_eng. pdf?ua=1>. Acesso em 04 de abr. 2018 LIMA C.M.F; Estudo de Coorte de Idosos de Bambuí (1997-2008). Cad. Saúde Pública, v. 27 (Sup 3), Rio de Janeiro (RJ) 2011. Disponível em <http://www.scielosp.org/pdf/csp/v27s3/ pt_01.pdf> acesso 19 de out. 2017. ÁVILA, R.I.; MACHADO, A.M. Transição demográfica brasileira: desafios e oportunidades na educação, no mercado de trabalho e na produtividade. Textos Para Discussão FEE. Texto n° 133. Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional. Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser. Porto Alegre. 2015. Chariglione, I. P. F; Janczura, G. A. Contribuições de um treino cognitivo para a memória de idosos institucionalizados. Psico-USF, Bragança Paulista, v. 18, n. 1, p. 13-22, jan./abril 2013. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/pusf/v18n1/v18n1a03.pdf >. Acesso em 04 de mai. 2018.
146 Wanderbroocke, A.C. et al. Oficina de memória para idosos em uma unidade básica de saúde: um relato de experiência. Psic. Rev. São Paulo, v. 24, n.2, p. 253-263, 2015. Disponível em: < https://revistas.pucsp.br/index.php/psicorevista/article/view/27798/19627>. Acesso em: 04 mai. 2018.
147 RELATO DE EXPERIÊNCIA POR MEIO DE UM ESTUDO DE MEDICAMENTOS PARA HIPERTENSOS Raiane Agostinho de Oliveira Discente do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Taynah Brito Alves Discente do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Thayane Lara Patriota Laurindo Discente do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Uberlandia Islândia Barbosa Dantas Docente do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] RESUMO Introdução: O intuito deste estudo é relatar o que foi visto sobre a importância de conhecer sobre os mecanismos e efeitos dos medicamentos de Hipertensão Arterial Sistólica (HAS). Objetivo: relatar de forma descritiva a experiência vivenciada na Unidade de Saúde da Família João Roberto Borges, focando deste modo como objetivo específico o conhecimento dos medicamentos para pessoas com hipertensão, o que irá contribuir para a nossa formação profissional. Metodologia: A metodologia do presente trabalho corresponde a um relato de experiência, realizado por acadêmicos de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa-UNIPÊ que foi desenvolvido no mês de abril, na Unidade de Saúde da Família João Roberto Borges, localizado no Centro, na cidade de Cabedelo. Relato de Experiência: A USF João Roberto Borges foi o quarto local de experiência para o Estágio Supervisionado I, onde no transcorrer do cotidiano foi proposto pela preceptora Uberlandia a realização de um estudo a ser realizado de maneira dinâmica e lúdica, onde teríamos que nos dirigir até a farmácia da Unidade e separar os medicamentos nos quais achávamos que fossem utilizados por pessoas hipertensas, para assim levarmos até a nossa preceptora e em seguida debatermos tais medicamentos. No transcorrer de tais conhecimentos nos quais estávamos adquirindo, a professora Uberlandia pôde esclarecer um pouco mais sobre os medicamentos, o que com toda certeza contribuiu para a nossa formação profissional como acadêmicos de Enfermagem. Considerações finais: este trabalho
148 contribuiu de forma valiosa, onde essa experiência foi bastante enriquecedora para a nossa vida acadêmica e pessoal, o que nos permitiu o desenvolvimento de olhares mais sensíveis trazendo a compreensão da relevância e singularidade de um indivíduo diante da sua realidade de vida. Descritores: Relato de Experiência. Estágio supervisionado I. Hipertensão. INTRODUÇÃO O intuito deste estudo é relatar o que foi visto sobre a importância de conhecer sobre os mecanismos e efeitos dos medicamentos de Hipertensão Arterial Sistólica (HAS). A hipertensão arterial sistêmica é caracterizada pela diminuição dos níveis de pressão arterial. Por isso a verificação é indispensável para saber se a mesma está normotensa ou hipertensa, o que vai definir são os valores pressóricos aferidos (SILVA; PIERIN, 2012). A hipertensão arterial (HA) é um dos fatores que causam as doenças cardiovasculares, levando a morte súbita, infarto agudo do miocárdio (IAM), edema agudo de pulmão e acidente vascular encefálico (AVE) (SANTOS; MOREIRA, 2012). A adesão do tratamento está totalmente ligada a mudanças no estilo de vida. O paciente deve ser devidamente orientado quanto a melhoria dos hábitos alimentares e realizações de atividades físicas. A não adesão de medicamentos, vai está voltada para como o paciente vai se portar diante do tratamento, sua força de vontade, sentimentos e fatores psicológicos influenciam diretamente na convivência com a doença (BEZERRA et al., 2014). O relato de experiência do Curso de Enfermagem do UNIPÊ expõe como concepção para os alunos do sétimo período que identifiquem a importância de conhecer mais sobre a doença, para que saibam se portar diante de pacientes com essa enfermidade. OBJETIVOS O objetivo geral do presente estudo é relatar de forma descritiva a experiência vivenciada na Unidade de Saúde da Família João Roberto Borges, localizado em Cabedelo, por acadêmicos de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa – PB, focando
149 deste modo como objetivo específico: o conhecimento dos medicamentos para pessoas com hipertensão, o que irá contribuir para a nossa formação profissional. METODOLOGIA A metodologia do presente estudo corresponde a um relato de experiência, realizado por acadêmicos de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa-UNIPÊ que foi desenvolvido no mês de abril, na Unidade de Saúde da Família João Roberto Borges, localizado no Centro, na cidade de Cabedelo. Foi proposto pela preceptora Uberlândia, na qual é quem nos acompanha no presente campo de estágio supervisionado I, que fosse realizado uma atividade na qual iríamos adquirir conhecimentos diante de todos os medicamentos para uma pessoa que tenha hipertensão, acerca da importância de que tal conhecimento irá contribuir para a nossa formação profissional como acadêmicos de Enfermagem. RELATO DE EXPERIÊNCIA A Unidade de Saúde da Família João Roberto Borges, localizado no Centro, na cidade de Cabedelo foi o quarto local de experiência para o Estágio Supervisionado I, onde no transcorrer do cotidiano foi proposto pela preceptora Uberlandia na qual acompanha a nós discentes do Unipê no presente estágio, a realização de um estudo a ser realizado de maneira dinâmica e lúdica, onde teríamos que nos dirigir até a farmácia da Unidade e separar os medicamentos nos quais achávamos que fossem utilizados por pessoas hipertensas, para assim levarmos até a nossa preceptora e em seguida debatermos tais medicamentos. Os medicamentos nos quais estavam disponíveis na farmácia da Unidade de Saúde foram: atenolol, enalapril, hidroclorotiazida, losartana, captopril, furosemida e anlodipino, onde tais medicamentos são prescritos pelo médico da unidade, tendo em vista que só podem ser tomados por profissionais que autorizam o seu uso, considerando as características de cada paciente. Com fundamento no tema proposto, a nossa preceptora nos mandou pesquisar a função de tais medicamentos nos quais encontramos na farmácia da Unidade, para assim
150 em seguida nos fazer algumas perguntas para avaliar se tínhamos compreendido bem. No transcorrer de tais conhecimentos nos quais estávamos adquirindo, a professora Uberlandia pôde esclarecer um pouco mais sobre os medicamentos, o que com toda certeza contribuiu para a nossa formação profissional como acadêmicos de Enfermagem. CONSIDERAÇÕES FINAIS O projeto foi realizado visando adquirir conhecimentos diante de todos os medicamentos para uma pessoa que tenha hipertensão, acerca da importância de que tal conhecimento irá contribuir para a nossa formação profissional como acadêmicos de Enfermagem, onde foi muito satisfatório participar dessa atividade, sendo assim de grande importância, pois possibilita a junção da teoria e prática, através desses exercícios que são realizadas durante a vivência. Assim, este trabalho contribuiu de forma valiosa, onde essa experiência foi bastante enriquecedora para a nossa vida acadêmica e pessoal, o que nos permitiu o desenvolvimento de olhares mais sensíveis trazendo a compreensão da relevância e singularidade de um indivíduo diante da sua realidade de vida. REFERÊNCIA BEZERRA, Amanda Silva de Macêdo; LOPES, Juliana de Lima; BARROS, Alba Lúcia Bottura Leite de. Adesão de pacientes hipertensos ao tratamento medicamentoso. Rev. bras. enferm., Brasília , v. 67, n. 4, p. 550-555, Aug. 2014 . Disponível em: <http://www. scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672014000400550&lng=en&nrm=i so>. Acesso em: 03. Mai. 2018. SANTOS, Jênifa Cavalcante dos; MOREIRA, Thereza Maria Magalhães. Fatores de risco e complicações em hipertensos/diabéticos de uma regional sanitária do nordeste brasileiro. Rev. esc. enferm. USP, São Paulo , v. 46, n. 5, p. 1125-1132, out. 2012 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342012000500013&ln g=pt&nrm=iso>. acessos em 03. Mai. 2018.
151 SILVA, Giane Christina Alves da; PIERIN, Angela Maria Geraldo. A monitorização residencial da pressão arterial e o controle de um grupo de hipertensos. Rev. esc. enferm. USP, São Paulo , v. 46, n. 4, p. 922-928, ago. 2012 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342012000400020&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 03. Mai. 2018.
152 GRUPO TERAPÊUTICO COM OS FAMILIARES DAS CRIANÇAS DO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL INFANTOJUVENIL – CAPSi-CIRANDAR Paula Silvanny Porcino Pereira Discente do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] Thayane Lara Patriota Laurindo Discente do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: tha[email protected] Rozali Rodrigues de Sousa Assistente Social do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil-CAPSi-CIRANDAR. E-mail: [email protected] Elizanete de Magalhães Melo Docente do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). E-mail: [email protected] RESUMO Introdução: Oficina Terapêutica Familiar é uma abordagem indicada como grupo de apoio, com função terapêutica e ferramenta de cuidado as famílias. Objetivo: Descrever a experiência de acadêmicos de enfermagem que participaram da Oficina Terapêutica Familiar, realizada pela Assistente Social do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil CAPSiCIRANDAR. E como específico foi observar, a partir da oficina, o alivio da dor, angustia, tristeza e ansiedade, e compreender o sofrimento dos que vivenciam a doença mental na família. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência, realizado por acadêmicos de enfermagem, durante estágio supervisionado I, no mês de abril de 2018, com 10 familiares de um Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil, localizado no município de João Pessoa. Utilizaram-se como recursos metodológicos: dinâmicas e roda de conversa. Na roda, todos os familiares puderam expor suas angústias, medos e dificuldades. Partilharam, também, o que era vivenciado com os seus filhos no ambiente familiar e suas estratégias de superação. Resultados e discussões: Para tratar dos assuntos a serem dialogados com os familiares, foi lançado por eles sentimentos que estavam incomodando. Em seguida foi feita uma votação para a escolha do tema a ser debatido. Os mais comuns foram: angústia, ansiedade, estresse e o medo. Angústia foi o mais votado. Os familiares relataram seus enfrentamentos e declararam se sentirem acolhidos no CAPSi. Ali é um espaço onde, os mesmos, podem expor todas as dificuldades e sentirem-se, também, cuidados. Conclusão: Foi possível perceber a satisfação
153 dos familiares pela oportunidade de partilhar todas as suas dificuldades, medos e angústias. Os mesmos expressaram sentir-se mais aliviados e assistidos. Para nós fica o aprendizado para a vida profissional e pessoal. Descritores: Saúde Mental. Terapia Familiar. Infantojuvenil. INTRODUÇÃO O presente trabalho relata a experiência vivenciada por discentes do curso de Bacharelado em Enfermagem, durante oficina terapêutica familiar, realizada em um CAPSi. De acordo com (FARIAS et al, 2016) as oficinas terapêuticas são capazes de estabelecer um importante instrumento para conduzir os pensamentos das pessoas a formação de algo importante para si e para a coletividade a sua volta. A importância da oficina é coletiva, uma vez que todos aprendem com a forma de enfrentamento do outo, diante de sofrimentos parecidos ou de maior sofrimento. Instituído como práticas de cuidados as oficinas terapêuticas tem realizado diversos papéis. Desse modo é perceptível que as oficinas estão introduzidas como o método de compreender o fenômeno do sofrimento e da vida (KINKER et al, 2015). As oficinas terapêuticas precisam estar inclusas em um método dinâmico, os diferentes ambientes terapêuticos precisam proporcionar uma avaliação ampla do indivíduo para que dessa forma consiga ser acessada como um todo, notando-se as suas evidências diante do coletivo (FARIAS et al, 2016). É necessário levar em consideração o que a família sente, sofre, e que por muitas vezes se calam para não expor suas angustia e frustações diante dos problemas enfrentados com seus familiares, podendo desse modo gerar uma futura doença nos mesmos. Esse contexto mostra o quanto é importante a terapia familiar como ferramenta de cuidado. OBJETIVOS O objetivo geral do presente trabalho é descrever a experiência de acadêmicas de enfermagem na dinâmica de uma oficina terapêutica com familiares de crianças com
256 MONITORIA ACADÊMICA NO COMPONENTE CURRICULAR SEMIOLOGIA E SEMIOTÉCNICA DO CUIDADO HUMANO II: RELATO DE EXPERIÊNCIA Railyne Leonardo Cruz Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ - [email protected] Eliza Rhaquel Rodrigues Santos Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ - [email protected] Carla Braz Evangelista Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ - [email protected] RESUMO A monitoria constitui um auxílio para as atividades de ensino e aprendizagem, na qual os monitores são encorajados à docência. No caso do componente curricular Semiologia e Semiotécnica do Cuidado Humano II, os estudantes aprendem a maior parte das práticas de enfermagem e que serão utilizadas em outros componentes, desse modo, auxilia no desenvolvimento de habilidades que serão utilizadas ao longo do curso e durante as atividades profissionais. O presente estudo trata-se de um relato de experiência que teve o objetivo de relatar a experiência de discentes de enfermagem durante o exercício de monitoria de Semiologia e Semiotécnica do Cuidado Humano II. As monitorias são realizadas no laboratório e contemplam os seguintes temas: preparo e administração de medicamentos pelas vias parenterais, glicemia capilar, oxigenoterapia, cateterismo gástrico e entérico, enemas, sonda vesical de demora e alívio, curativos e preparo do corpo. Além disso, os monitores procuram auxiliar os estudantes a partir da utilização de redes sociais, sendo realizados exercícios, casos clínicos, resumos e envio de material de apoio. É evidente que as atividades de monitoria contribuem positivamente para a melhoria do rendimento acadêmico e prático do aluno e também do monitor. Palavras-chave: Monitoria, Saúde, Ensino de enfermagem, Aprendizado.
257 INTRODUÇÃO A monitoria auxilia as atividades de ensino e aprendizagem durante o curso de graduação. Junto a ela, os discentes são encorajados à docência e ampliam seus horizontes no que diz respeito às práticas e aperfeiçoamentos disciplinares. As atividades estão dispostas na Resolução do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão do Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ, nº 56 (CONSEPE, 2016). O exercício de monitoria revela a oportunidade para o resgate e aprofundamento de conteúdos abordados, o desenvolvimento de práticas pedagógicas, aproximando o monitor da realidade docente, e proporciona vivências que irão auxiliar a prática profissional (SILVA, 2016). Segundo SCHMITT (2013), o aluno monitor exerce a função de colaborador, assim como de intermediador dos docentes responsáveis pelas unidades curriculares, formando vínculos e incentivando o raciocínio crítico. É a partir dos conhecimentos semiológicos que os profissionais e estudantes poderão realizar técnicas indispensáveis para o processo de recuperação do paciente. Tal fato, revela a necessidade de momentos, para além da sala de aula, que permitam aos estudantes revisar, e resgatar habilidades inerentes aos cuidados de enfermagem, que podem ocorrer nas monitorias. Desse modo, a monitoria do componente curricular Semiologia e Semiotécnica do Cuidado Humano II tem a finalidade de aproximar os conceitos teórico e práticos da realidade do discente, servindo de espaço para discussão, ensino e aprendizagem em tempo hábil. Considerando a importância da realização da monitoria para o aluno e sua prática enquanto futuro profissional realizou-se o presente trabalho que teve o objetivo de relatar a experiência de monitoras durante o exercício da monitoria do componente curricular Semiologia e Semiotécnica do Cuidado Humano II. METODOLOGIA Trata-se de um relato de relato de experiência referente às atividades de monitoria realizadas por discentes do Curso de Enfermagem no componente curricular de Semiologia
258 e Semiotécnica do Cuidado Humano II, o qual compõe a grade curricular do 4º período do Curso de Graduação em Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa -UNIPÊ. A seleção para monitoria se deu em três etapas, sendo a primeira eliminatória, com prova objetiva, depois a etapa classificatória, com entrevista, prova prática, e análise curricular, sendo selecionados dois monitores. Após confirmação da seleção, ocorreu o encontro com a docente orientadora da referida monitoria, a qual repassou suas orientações e diretrizes para a sistematização das atividades que aconteceriam no período 2018.1, e para maior aprofundamento teóricoprático dos discentes e monitores. Nesse momento, também foi elaborado o cronograma de atividades. A partir disso, as atividades foram realizadas no Complexo Laboratorial Clínica Escola Florence Nightingale - COLACE, nas terças, quartas e sextas-feiras, nos turnos da tarde e noite. RELATO DE EXPERIÊNCIA Após a reunião com a orientadora da monitoria e definição do cronograma para a realização das atividades, foram propostos os seguintes temas: preparo e administração de medicamentos pelas vias parenterais (intradérmica, subcutânea, intramuscular e endovenosa), glicemia capilar, oxigenoterapia, cateterismo gástrico e entérico, enemas, sonda vesical de demora e alívio, curativos e preparo do corpo. Os temas das monitoria foram programados de forma a acompanhar o cronograma de aulas pré-estabelecido pelos docentes responsáveis da disciplina, com foco na realização e aprimoramento das técnicas aprendidas. As monitoras também utilizaram as redes sociais com alunos para que estes pudessem participar ativamente das atividades. Nesses momentos, conteúdos foram resgatados e houve a preparação de resumos, exercícios, casos clínicos e envio de material de apoio. Quando surgem dúvidas inerentes ao conteúdo ministrado, como quando há dualidade de pensamentos de professores, profissionais e na literatura, para execução de procedimentos, ocorre o contato com a professora orientadora para que possamos refletir sobre que procedimento utilizar e se ambos são pertinentes.
259 Devido a diversidade de docentes que lecionam, e suas diferentes metodologias de ensino e aprendizagem, o monitor tem a oportunidade de desenvolver uma análise crítica de tais processos, estimulando seu instinto pedagógico e possibilitando a elaboração de sua própria metodologia. Esta experiência é de grande importância caso o monitor tenha interesse de seguir no caminho da docência (CARVALHO et al, 2012). Percebe-se que através da monitoria, os alunos têm a oportunidade de revisar o conteúdo ministrado e sanar dúvidas, proporcionando um melhor aproveitamento do processo de ensino e aprendizagem. As práticas de monitoria são muito importantes, pois ajudam o discente a superar problemas, bloqueios, dificuldades internalizadas que limitam a aprendizagem, sendo perceptível quando no início das monitorias há insegurança, e no decorrer e ao final de tais atividades existe a reversão dessa situação. Essas atividades também estimulam o ensino-aprendizagem do monitor, que ao estudar os conteúdos para realizar as monitorias, a pesquisar as diversas literaturas, em discussões com o professor, desenvolve raciocínio crítico e reflexivo, além de adquirir maior segurança para realizar os procedimentos. CONSIDERAÇÕES FINAIS É extremamente gratificante poder colaborar na formação acadêmica dos alunos e ver o interesse dos mesmos durante a monitoria. Contudo, há algumas frustrações, relacionadas à menor demanda no início de cada unidade e uma procura maior nos dias que antecedem às avaliações e práticas assistidas. É evidente que as atividades de monitoria contribuem positivamente para a melhoria do rendimento acadêmico e prático do aluno e também do monitor, proporcionando seu crescimento pessoal e profissional, uma vez que a repetição contínua dos procedimentos realizados nas atividades faz com que ocorra um melhor desempenho de suas habilidades técnicas, o que facilita desenvolvimento prático e também teórico.
260 REFERÊNCIAS CARVALHO, I. S. et al. Monitoria em semiologia e semiotécnica para a enfermagem: um relato de experiência. Revista de Enfermagem da UFSM, v. 2, n. 2, p.464-471, 2012. CONSEPE. Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão. Resolução N º56, de 07 de novembro de 2016. Dá nova redação a Resolução 09/16, que regulamenta a atividade de Monitoria nos cursos de graduação (presenciais e a distância) do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ. João Pessoa, 2016. SCHMITT, M. D. et al. Contribuições da monitoria em Semiologia e Semiotécnica para a formação do enfermeiro: relato de experiência. Cidadania em Ação: Revista de Extensão e Cultura, v.7, n.1, p. 1-8, 2013. SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO DA UNIPAMPA, 8., 2016, Bagé, RS. Anais eletrônicos. Bagé: UNIPAMPA, 2016. A importância da monitoria de semiologia em Enfermagem para o discente-monitor: relato de experiência, v.8, n.1.
261 RÉGUA INDICADORA DE ÂNGULOS DE ELEVAÇÃO DE CABECEIRA DO LEITO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA Evaneide Vieira de Sousa Discente de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), João Pessoa, Paraíba (PB), Brasil, ev[email protected] David Lopes Cordeiro Discente de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), João Pessoa, Paraíba (PB), Brasil, [email protected] Josefa Ilma Salvino de Santana Discente de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), João Pessoa, Paraíba (PB), Brasil, [email protected]. João Batista Rodrigues Albuquerque Enfermeiro. Docente do Curso de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), João Pessoa, Paraíba (PB), Brasil, jbr[email protected]. Zaíra Veríssimo de Aguiar Enfermeira. Docente do Curso de Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), João Pessoa, Paraíba (PB), Brasil, zairav[email protected]. RESUMO A ventilação mecânica vem sendo utilizada há muitos anos, соmo um recurso importante para salvar vidas nas UTls. Por se tratar de um método invasivo, apresenta riscos próprios, à maior a incidência de PAV. O objetivo do plano de intervenção, foi reduzir a incidência de Pneumonia Associada a Ventilação (PAV). Trata-se de um plano de intervenção em saúde, desenvolvido durante os meses de Fevereiro e Março de 2018, na Unidade de Terapia Intensiva – UTI do Hospital Municipal Santa Isabel em João Pessoa/PB. A atividade realizada na UTI do Hospital Santa Isabel, foi de grande relevância, tendo em vista o efeito positivo que se espera em relação a redução dos índices de pneumonia associada a ventilação mecânica, a partir da elaboração e implantação da régua como também das outras medidas de prevenção e controle de PAV, de incumbência dos profissionais da UTI. Palavras-chave: Ventilação mecânica, Unidade de Terapia Intensiva, Pneumonia.
262 INTRODUÇÃO A diversidade de mecanismos tecnológicos avançados, utilizados na Unidade de Terapia Intensiva – UTI, contribuem significativamente para o prolongamento da vida dos clientes críticos, em uma variedade de cenários. Dentre os contratempos, são evidenciados, o uso antecipado de antimicrobiano indiscriminado a patologia inicial, o prolongamento do paciente na UTI e métodos invasivos, destacando-se a ventilação mecânica. Não obstante, resultam no aumento de condições propícias ao desenvolvimento de Pneumonia Associada a Ventilação Mecânica – PAV (FERREIRA et al., 2017). Um dos fatores predisponente mais relevante para o aparecimento da PAV é o tubo endotraqueal, visto que interfere nos mecanismo de defesa do hospedeiro e proporciona que microrganismos aspirados tenham acesso continuo às vias aéreas inferiores (MOTA et al., 2017). Sabe-se que a PAV é uma das complicações mais formidáveis e mais comum dentre as infecções que acometem pacientes de UTIs, chegando a compor 85% das pneumonias nosocomiais e até 40% das infecções em geral. Além de estar associada a um aumento no período de hospitalização e índices de morbimortalidade (PERUGINI et al., 2015). Apesar da ventilação mecânica ser um recurso indispensável para salvar vidas nas UTls, por se tratar de um método invasivo, com implicações em riscos próprios, sua utilização deve ser criteriosa, certificando-se sempre de cuidados específicos, uma vez que vários estudos demonstram que quanto maior a duração da VM, maior a incidência de PAV. Dessa forma, a equipe responsável pelo cuidado de pacientes em ventilação mecânica, devem manter a atenção redobrada, por se tratar de uma população com altos índices de morbimortalidade, comprovadamente em vários estudos (SHIMABUKURO; PAULON; FELDMAN, 2014). Nesta perspectiva, os acadêmicos de enfermagem, durante o estágio curricular supervisionado II, criaram uma régua graduada, específica para implantação nos leitos da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital, no qual aconteceu o estágio. O instrumento foi desenvolvido especialmente para indicação dos ângulos de elevação da cabeceira do leito, deixando-a acima da posição horizontal e com alta precisão. O plano de intervenção, teve como objetivo, reduzir a incidência de Pneumonia Associada à Ventilação (PAV); prevenir aspiração do conteúdo gástrico e melhorar a estabilidade hemodinâmica dos pacientes. O instrumento foi importante para agilizar o
263 trabalho da equipe de assistência, e manter o ângulo de inclinação da cabeceira dos leitos, na posição correta. Contribuindo dessa forma, para uma assistência mais qualificada aos pacientes críticos e melhor abordagem laboral dos profissionais. METODOLOGIA Trata-se de um plano de intervenção em saúde como devolutiva ensino-serviço, desenvolvido pelos acadêmicos de enfermagem do 8º período, em cumprimento das atividades do Estágio Curricular Supervisionado II. A execução do plano de intervenção ocorreu durante os meses de Fevereiro e Março de 2018, na Unidade de Terapia Intensiva – UTI do Hospital Municipal Santa Isabel em João Pessoa/PB. Participam: enfermeiros (as), técnicos de enfermagem, fisioterapeuta, odontólogo e médico da UTI. Além do preceptor responsável pelo suporte dos acadêmicos. Os passos para sua execução, consistiram em palestra sobre estatísticas de Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica – PAV, taxa de mortalidade e apresentação das boas práticas clínicas de prevenção do insulto. Essas práticas consistem em higienização das mãos, antes e após a realização de procedimentos; elevação da cabeceira da cama de 30º à 45º; aspiração das vias aéreas; manutenção da pressão do cuff entre 25 e 30 cmH2O; higiene oral diária com clorexidina 0,12%; redução da sedação (SAS OU RASS); e nutrição enteral. Ao final da palestra, apresentou-se a proposta de elaboração de uma régua graduada, para afixação na parede dos leitos dos pacientes, em local de visibilidade à toda equipe multidisciplinar. O instrumento, facilita a permanência da elevação da cabeceira do leito entre 30° e 45° graus, com o objetivo de prevenir PAV e aspiração do conteúdo gástrico. A segunda atividade, correspondeu à medição do comprimento da parte que eleva a cabeceira do leito, para elaboração da régua e consulta a um engenheiro mecânico para calcular as medidas exatas, relacionando ângulo de inclinação da cabeceira e comprimento vertical da régua, levando-se em consideração as diferenças de cada ângulo, confecção da régua e afixação na parede dos 10 leitos da UTI. A régua foi dividida em três níveis de elevação, respectivamente: 0° à 15° (18cm), 15° à 30° (17cm) e 30° à 45° (14cm). As dimensões da régua são: altura total de 49cm (correspondente à 45°) e largura de 10cm. Utilizada para ajuste de 3 ângulos de elevação adequada da cabeceira do leito do paciente.
264 Medidas dos ângulos da régua 30° à 45° (14 cm) 15° à 30° (17 cm) Altura total = 49 cm CONSIDERAÇÕES FINAIS A atividade realizada na UTI do Hospital Santa Isabel, foi de grande relevância, tendo em vista o efeito positivo que se espera em relação a redução dos índices de pneumonia associada a ventilação mecânica, a partir da elaboração e implantação da régua como também das outras medidas de prevenção e controle de PAV, de incumbência dos profissionais da UTI. Dessa forma, aprimorar а prática de enfermagem na atenção а pacientes em uso de suporte ventilatório é questão que deve merecer discussões e reflexões entre enfermeiros intensivistas e demais profissionais que compõe o time da UTI. É válido ressaltar, a importância da equipe atentar sempre para aos fatores envolvidos na melhoria da qualidade da assistência, relacionada aos procedimentos técnicos, realizados nos pacientes críticos. Como pode ser verificado, o uso da régua
265 de elevação da cabeceira, associado ao conjunto de boas práticas clínicas é um método eficiente e eficaz, no que diz respeito a prevenção de PAV e suas complicações, além de ter como objetivo, diminuir em 50% a incidência de tal infecção. REFERÊNCIAS FERREIRA, Elenice Gomes et al. Prevalência de pneumonia associada à ventilação mecânica por meio de análise das secreções traqueobrônquicas. Rev Rene. 2017 jan-fev; 18(1):11420. Disponível em: <http://www.periodicos.ufc.br/rene/article/viewFile/19223/29940>. Acesso em: 08 Abr. 2018. MOTA, Écila C. et al. Incidência da pneumonia associada à ventilação mecânica em unidade de terapia intensiva. Revista FMRP USP, Ribeirão Preto v. 50, n. 6, p. 39-46, 2017. Disponível em: <http://revista.fmrp.usp.br/2017/vol50n1/AO5-Incidencia-da-pneumonia-associadaa-ventilacao-mecanica-em-UTI.pdf>. Acesso em 06 Mar. 2018. PERUGINI, Marcia Regina Eches et al. Impacto de um bundle nas taxas de pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) em uma unidade de terapia intensiva pediátrica em Londrina-PR. Semina: Ciências Biológicas e da Saúde, Londrina, v. 36, n. 1, supl, p. 259-266, ago. 2015. Disponível em: <http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/seminabio/ article/view/19396>. Acesso em: 09 Abr. 2018. SHIMABUKURO, Patrícia Mitsue Saruhashi; PAULON, Priscila; FELDMAN, Liliane Bauer. Implantação de bundles em unidade de terapia intensiva: um relato de experiência. Revista de Enfermagem da UFSM, [S.l.], v. 4, n. 1, p. 227 - 236, jul. 2014. ISSN 2179-7692. Disponível em: <https://periodicos.ufsm.br/reufsm/article/view/11097>. Acesso em: 06 Abr. 2018.
272 GUERRA, Camilla de Sena et.al Do Sonho a Realidade: Vivência de Mães de Filhos com Deficiência: Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 24(2): 459-66 2015. Disponível em<file:///C:/Users/Positivo/Documents/saude%20mental.pdf>. Acesso em 22 de abr.2018. RIBEIRO, Igor Gonçalves et.al Microcefalia no Piauí, Brasil: estudo descritivo durante a epidemia do vírus Zika, 2015-2016: Epidemiol. Serv. Saude, Brasília, 27(1):e20163692 2017. Disponível em< file:///C:/Users/Positivo/Documents/ziii.pdf >. Acesso em 22 de abr.2018. SALGE,Ana Karina Marques et.al Infecção pelo vírus Z i k a na gestação e microcefalia em recém-nascidos: Rev. Eletr. E n f . [Internet] 2016. Disponível em< file:///C:/Users/Positivo/Documents/kaaaa.pdf >. Acesso em 22 de abr.2018.
273 TRABALHANDO O LÚDICO COM CRIANÇAS NA SALA DE ESPERA DA ATENÇÃO PRIMÁRIA: REVISÃO DA LITERATURA Dilaércio Oliveira Soares Nascimento Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ. E-mail: dilaerciooliv[email protected] Tamires Dayanna Alves Resende Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ. E-mail: tamiresda[email protected] Gabriela Lisieux Lima Gomes Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ. E-mail: [email protected] RESUMO Estudo do tipo revisão bibliográfica, que parte da compreensão da utilização de atividades lúdicas com crianças na atenção básica, destacando a importância da realização desse tipo de atividade na sala de espera, como principal forma de executar educação em saúde. Tendo em vista a obrigatoriedade de brinquedotecas e atividades lúdicas em ambientes hospitalares e também a sua utilização em diversos serviços de saúde, com o objetivo de proporcionar um acolhimento com qualidade e humanizado, utiliza-se de estratégias lúdicas visando oferecer uma educação em saúde pela prática da brincadeira. Essa metodologia é uma medida simples e eficaz, que oferece um ambiente de distração, conhecimento, atenção, cuidado, alegria e afeto, capaz de ajudar na adaptação, frequência, socialização, e evitando um ambiente traumático, por diminuir o estresse emocional, além de promover um vínculo entre o profissional e paciente. Palavras-chave: Educação em Saúde, Sala de espera, Atenção Básica, Lúdico, Criança. INTRODUÇÃO O lúdico é a união das atividades educativas com o tipo de abordagem recreativa, que proporcionam maneiras divertidas de educar. Tal ação tem ocupado um espaço no âmbito
274 da saúde, sendo uma estratégia humanizada que promove o bem do cliente, influenciando na sua recuperação e, nesse contexto, a utilização de métodos ludoterápicos proporcionam à criança um momento de alegria diante da tensão ou crise, ao realizar uma consulta ou procedimento (ALMEIDA, 2005). Nos últimos anos a atividade lúdica vem tornando-se mais conhecida, e está exercendo funções em ambientes diferenciados, que posteriormente não exercia, sendo trabalhada nos níveis da assistência à saúde, utilizando-se de recursos como a arteterapia, musicoterapia, Biblioterapia e brincadeiras, com o objetivo de promover a humanização baseada cientificamente, possibilitando uma transformação na qualidade do atendimento e na assistência da equipe multiprofissional. Oferecer um ambiente humanizado ao usuário é promover um cuidado cheio de amor, alegria e conhecimento, além de influenciar na reabilitação do paciente, alcançando resultados positivos e desejáveis e na inter-relação entre o cliente e o profissional. Na Atenção Básica, também conhecida como atenção primária à saúde, as atividades lúdicas são poucas e se limitam apenas a utilização da brinquedoteca, por corresponder a um conjunto de serviços de caráter individual ou coletivo, que visam a promoção, prevenção, diagnóstico e redução de danos à saúde, por meio de atividades, desenvolvidas por uma equipe multiprofissional a uma população de determinado território (BRASIL, 2012). Nessa perspectiva, a utilização do lúdico nas atividades da sala de espera, facilita a compreensão das crianças sobre educação em saúde. Todavia, o atendimento às crianças da atenção básicas de saúde, têm de ser diferenciado e humanizado, pois ele está inteiramente vinculado ao bem estar dos pacientes e usuários de uma unidade de saúde. Por isso é de grande importância que a equipe multiprofissional, além de proporcionar os mais diversos serviços de saúde, venham a oferecer métodos ludoterápicos como um cuidado terapêutico que possibilite uma melhoria na sistematização da assistência, desfazendo possíveis traumas e medos que a criança tem do serviço de saúde e ajudando na promoção e prevenção de possíveis patologias. MÉTODOLOGIA O estudo trata-se de uma revisão bibliográfica referente ao lúdico na sala de espera na atenção primária, onde realizou-se um levantamento bibliográfico nas bases de dados
275 BVS, Scielo e Pubmed com a utilização dos descritores, lúdico AND atenção básica AND sala de espera, criança AND atenção primária AND sala de espera, lúdico AND atenção primária AND criança. Foram utilizados como critérios de inclusão para utilização no estudo os artigos disponíveis na íntegra que abordassem a temática, realizados na atenção primária, publicados entre os anos de 2010 e 2018, sem custo para acesso em todos os idiomas. Os critérios de exclusão foram: artigos repetidos nas bases, não abordar a temática de interesse e publicados antes de 2010. Após realizar a exclusão, apenas 2 artigos encontrados atendiam os critérios e foram utilizados como base cientifica para a elaboração desse estudo, sendo complementados com outras referências. DISCUSSÃO A sala de espera nos serviços de atenção básica são espaços essenciais para o desenvolvimento de ações educacionais em saúde. A criação desse ambiente, consiste em um local fundamental para o descanso e preparo do paciente para a consulta, se tornando um ambiente ideal para a troca de saberes entre profissional e usuário, além de estabelecer uma conexão maior entre o saber científico e popular. (VERISSIMO; VALE; 2006). A utilização de atividades lúdicas na sala de espera culmina no desenvolvimento de habilidades cognitivas nas crianças, onde o ato de brincar está entrelaçado com o processo de educação em saúde. O brincar é uma atividade indispensável para o desenvolvimento social, físico e mental da criança, fortalecendo o saber e o aprender (ALMEIDA, 2005). A aplicação desse recurso, reforça a ideia de que saúde se faz com educação, criando um ciclo de atividades que culminaram na promoção de saúde. Essa promoção, é feita por meio da educação em saúde, que corresponde a um conjunto de fatores, éticos, socais, físicos, mental e ambiental que um indivíduo possui, onde o profissional, por meio da transmissão de conhecimentos, transforma esse usuário em autor e responsável pelo seu processo de cura ou adoecimento (SALCI, 2013). A legislação brasileira reconhece explicitamente o direito de brincar, tanto no artigo 227 da Constituição Federal (1988), quanto no Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA (1990), em seus artigos 4º e 16, que abordam o direito de brincar para todas as crianças,
276 garantido por lei. A atividade lúdica traz grandes benefícios, e por isso surgiu à necessidade da implantação de brinquedotecas em todos os hospitais que atendem crianças. A Lei Nº 11.104, de 21 de Março de 2005, regulamentada pela Portaria nº 2.261, de 23 de novembro de 2005, ‘‘obriga’’ todos os hospitais que ofereçam atendimento pediátrico a implantarem brinquedotecas em suas dependências, estabelecendo diretrizes para o seu funcionamento e criação (BRASIL, 2005). Haja vista, que em ambientes hospitalares pediátricos já são obrigatórios um ambiente específico para crianças, com atividades lúdicas, reforça ainda mais a ideia de que a humanização e o lúdico são ações estratégicas que proporcionam bons resultados para os clientes e profissionais, tornando o ambiente mais acolhedor e menos traumático, possibilitando à família levar, com mais frequência, as crianças à unidade de saúde, para serem acompanhadas, desmistificando, desse modo, a má impressão que as crianças adquirem com possíveis traumas sofridos no procedimento da assistência à saúde. Portanto, é de grande importância na Atenção Primária, colocar esse direito em prática, como uma estratégia para o bom desenvolvimento de uma assistência humanizada à criança no âmbito da saúde familiar, sendo trabalhado através do lúdico. Humanização e a ludicidade juntas irão oferecer resultados positivos ao cuidar de crianças, facilitando a relação destas com o profissional de saúde. Quando se concebe uma nova maneira de utilizar o espaço da sala de espera, provoca-se um processo de reflexão das práticas e dos modos de operar naquele espaço, contribui-se para a construção de novas situações. Nesta concepção, a elaboração de atividades lúdicas, consiste em estratégias que incluem ambientes com cores, cheiros, iluminações, sons e objetos, que estimulam e proporcionam um desenvolvimento psicomotor e emocional, solucionando o déficit no acompanhamento do crescimento, e possíveis traumas das vacinas, apresentando um atendimento de qualidade, através de um ambiente voltado para as crianças, consistindo em estratégias baseadas na humanização e no lúdico, deixando as crianças, mas à vontade para fazer qualquer procedimento esperado. Todavia, é pertinente trabalhar o lúdico na atenção básica, estabelecendo os meios certos para realizar educação em saúde, compreendendo a natureza única da criança e disponibilizando os meios ideias para alcançar resultados.
277 CONCLUSÃO A partir da temática desenvolvida, é evidente a necessidade do melhoramento das atividades lúdicas na sala de espera de unidades básicas de saúde, voltada para crianças, visando uma melhoria no atendimento e na relação entre os profissionais e a família. Embora o enfoque deste trabalho seja a influência dessa característica na Unidade de Saúde Básica, esses cuidados devem estender-se a todos os demais setores de saúde, objetivando um melhor acolhimento da população. O desenvolvimento dessas atividades é feito através da otimização da utilização da estrutura física e dos serviços proporcionados por esses estabelecimentos. Semelhante, a decoração da sala de acolhimento promovendo o bem-estar de grande parte daqueles que utilizam a unidade de saúde da família, considerando o número de crianças que frequentam a unidade. Tais pensamentos reforçam os ideais e as expectativas que a enfermagem deve ter com o compromisso de tornar a saúde pública mais humana e acolhedora, pensando sempre no bem estar físico, mental e social das crianças, respeitando e mantendo sempre nossos princípios enquanto enfermeiros e os princípios da criança enquanto ser humano e usuário. REFERÊNCIAS ALMEIDA, F. A.; Lidando com a morte e o luto por meio do brincar: a criança com câncer no hospital. Boletim de psicologia. São Paulo; v. 55; n. 123; p. 149-167, jul./dez. 2005. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Atenção Básica / Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2012. . Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal. 1988. . Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o estatuto da criança e do adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União - Seção 1 - 16/7/1990, Página 13563 (Publicação Original).
278 . Lei nº 11.104, de 21 de março de 2005. Dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de brinquedotecas nas unidades de saúde que oferecem atendimento pediátrico em regime de internação. Diário Oficial da União – Seção 122/03/2005, Página 1. . Portaria nº 2.261, de 23 de novembro de 2005. Aprova o Regulamento que estabelece as diretrizes de instalação e funcionamento das brinquedotecas nas unidades de saúde que ofereçam atendimento pediátrico em regime de internação. Diário Oficial da União – Seção 124/11/2005, Página 70. SALCI, M. A. et al. EDUCAÇÃO EM SAÚDE E SUAS PERSPECTIVAS TEÓRICAS: ALGUMAS REFLEXÕES. Texto contexto - enfermagem. Florianópolis; vol.22; n.1; p. 224-230, jan./ mar. 2013. VERISSIMO, D. S; VALLE, E.R.M. A experiência vivida por pessoas com tumor cerebral e por seus familiares. Psicologia Argumenta. Curitiba, v. 24, n. 45 p. 45-57, abr./jun. 2006.
279 SAPATEIRA E TAPETE: CONSTRUINDO UM PROJETO SUSTENTÁVEL Ana Cláudia Marinho Lyra Centro Universitário de João Pessoa – Unipê [email protected] Tainelly Souza de Vieira Centro Universitário de João Pessoa – Unipê [email protected] Nirleide Silva Martins Centro Universitário de João Pessoa – Unipê [email protected] Ana Cristina de Araújo Melo Centro Universitário de João Pessoa – Unipê [email protected] Fabiana Duarte Ferreira Centro Universitário de João Pessoa – Unipê [email protected] Erlaine Souza da Silva Centro Universitário de João Pessoa – Unipê [email protected] RESUMO Foi desenvolvido no Complexo Laboratorial e Clínica Escola Florence Nightingale-COLACE durante o Estágio Supervisionado I, um Projeto Sustentável que deu-se pela necessidade local de construir um utensílio que fosse durável, funcional e preservasse nossos recursos naturais na brinquedoteca. Sendo observado a ausência de algo no local que pudesse complementar de forma positiva sendo agradável e atrativo para as crianças que aguardam atendimento ou mesmo seus familiares. O projeto deu-se início de 15/02/18 a 14/03/2018, sendo identificado o que poderia contribuir de forma positiva e sustentável para a ambiência, seguindo a diretriz de ambiência da Política Nacional de Humanização na qual inclui a criação espaços saudáveis, acolhedores e confortáveis, que respeitem a privacidade, propiciem mudanças no processo de trabalho e sejam lugares de encontro entre as pessoas. Para o desenvolvimento do projeto foi utilizado a metodologia da Problematização com o Arco de Maguerez, onde foi possível realizar o seguimento das cinco etapas, sendo finalizada com a aplicação da solução que foi a construção da sapateira e a instalação do tapete colorido. Foi realizado de forma ativa a busca por materiais, os canos foram recolhidos de uma obra realizada no bairro do Valentina Figueiredo em João Pessoa-PB, afetando de forma negativa ao meio ambiente.
280 O projeto atendeu seus objetivos e obedeceu as etapas da metodologia, iniciando com a observação da realidade e pôr fim a aplicação a realidade. Assim a construção e implantação destes utensílios passará a fazer parte da brinquedoteca e proporcionará às crianças mais incentivo a brincadeira, servindo também de incentivo à educação das crianças para manter a organização do espaço, bem como a colocação do tapete proporcionando mais conforto e oportunidade de usar os brinquedos com mais liberdade no chão. Palavras-chave: Sustentabilidade, Reutilização, Enfermagem. INTRODUÇÃO O Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ possui o projeto denominado UNIPÊ Sustentável, o qual busca o fortalecimento da capacidade do Campus em contribuir de forma inovadora e eficaz para o desenvolvimento sustentável na Região Nordeste (UNIPÊ, 2018).“O desenvolvimento sustentável procura a melhoria da qualidade de vida de todos os habitantes do mundo sem aumentar o uso de recursos naturais além da capacidade da Terra. ” (ONU, 2002). Para a consecução do Projeto foi verificado a necessidade local de construir um utensílio que fosse durável, funcional e preservasse nossos recursos naturais. Assim, durante o Estagio Supervisionado I do curso de enfermagem realizado no Complexo Laboratorial e Clínica Escola Florence Nightingale-COLACE foi observada a necessidade local que pudesse complementar de forma positiva, agradável e atrativa para as crianças que aguardam atendimento ou mesmo os seus familiares. De acordo com a Política Nacional de Humanização (2013) uma de suas diretrizes é a Ambiência na qual inclui a criação espaços saudáveis, acolhedores e confortáveis, que respeitem a privacidade, propiciem mudanças no processo de trabalho e sejam lugares de encontro entre as pessoas. Sendo realizado a partir da discussão compartilhada do projeto arquitetônico, das reformas e do uso dos espaços de acordo com as necessidades de usuários e trabalhadores de cada serviço é uma orientação que pode melhorar o trabalho em saúde. O objetivo do trabalho foi apresentar a construção de uma sapateira infantil e instalação de um tapete colorido para contribuir com a ambiência, educação, conforto e organização da brinquedoteca.
281 METODOLOGIA Trata-se de um relato de experiência vivenciado por acadêmicas do curso de bacharelado em Enfermagem no Complexo Laboratorial Clínica-Escola Florence Nightingale, localizado no Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ durante o Estágio Supervisionado I no período de 15/02/18 a 14/03/2018. Para a realização deste relato utilizou-se a metodologia da Problematização com o “Arco de Maguerez” apresentado pela primeira vez por Bordenave e Pereira, em 1982. São cinco etapas que se desenvolvem a partir de um recorte da realidade e que para ela retornam: a observação da realidade e a identificação do problema, os pontos-chave, a teorização, as hipóteses de solução e a aplicação à realidade. RELATO DE EXPERIÊNCIA PRIMEIRA ETAPA: OBSERVAÇÃO DA REALIDADE: Com o atendimento clínico realizado para as crianças no COLACE, era necessário que houvesse um ambiente acolhedor e que proporcionasse bem estar e amenizasse a ansiedade para o atendimento ou até mesmo para que servisse de espera para um familiar que faz uso do serviço. Assim, foi criada a brinquedoteca na recepção da Clínica Escola. Há um espaço com vários jogos, brinquedos, materiais de pintura e desenho e uma mesinha pequena com cadeiras. Porém, faltavam recursos que proporcionasse conforto as crianças para brincarem descalças, ao mesmo tempo em que delimitasse o espaço e organização da brinquedoteca. SEGUNDA ETAPA: Pontos-chave do estudo. Falta de um tapete para delimitação do espaço da brincadeira, já que a recepção é um espaço onde há a circulação de muitas pessoas (alunos, professores, funcionários, usuários dos serviços, entre outros) e o fato de não haver essa delimitação contribui para ocasionar algum acidente, pois os objetos ficavam espalhados por toda a recepção.
288 CONSIDERAÇÕES FINAIS A iniciativa de introduzir a temática sustentabilidade na atenção básica através do projeto sustentável com o eixo temático sustentabilidade na saúde foi um excelente instrumento de aprendizado que nos desafiou, levando-nos a refletir sobre a realidade encontrada na USF Oceania VI e suas particularidades, e a partir destas observações, implementamos a criação de um banco de pallets (madeira), a fim de possibilitar conforto aos usuários da unidade durante a espera por atendimento. Esse projeto teve boa aceitação pela equipe da unidade de Cabedelo e pelos usuários onde se fez de maneira singela, porém com carinho e cuidado levando em consideração a utilidades do banco para a comunidade como forma de melhoria com a reutilização de matérias que não tem utilidade reformando e tendo um destino diferente do lixo. A implantação desse projeto sustentável teve grande relevância para nossa vida acadêmica e profissional uma vez que possibilitou experiências únicas. Além disso, foi possível agregar na comunidade a conscientização sobre a reutilização de materiais e a importância sobre sustentabilidade. REFERÊNCIAS FELISBERTO, E. et al. Análise da sustentabilidade de uma política de avaliação: o caso da atenção básica no Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 26, n. 6, p. 1079-95, 2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/csp/v26n6/03.pdf>. Acesso em: 18 abr. 2018. SILVA, B. S. M.; MERCES, M. C.; ARAÚJO; T. M. Interface entre saúde, ambiente e trabalho na ótica da sustentabilidade. Rev. Epidemiol. Control. Infect., v. 4, n. 2, p. 165-70, 2014. Disponível em: <https://online.unisc.br/seer/index.php/epidemiologia/article/ view/4259/3789>. Acesso em: 18 de abr. 2018. UNIPÊ. Unipê Sustentável. João Pessoa, 2018. Disponível em: <http://unipe.br/unipesustentavel/>. Acesso em: 19 abr. 2018.
289 CUIDANDO DE CUIDADORES: RELATO DE EXPERIÊNCIA EM UMA INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA Debora Evelly da Silva Olanda Discente. Graduação em Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa, PB. E-mail: [email protected] Amanda Lucena da Silva Discente. Graduação em Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa, PB. E-mail: [email protected] Cassia Maria Bento Discente. Graduação em Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa, PB. E-mail: [email protected] Laryssa Evelyn Mariano da Silva Discente. Graduação em Enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa, PB. E-mail: [email protected] Michelle Alves de Carvalho Orientadora. Enfermeira. Docente do Curso de Enfermagem no Centro Universitário de João Pessoa, PB. E-mail: [email protected] RESUMO O envelhecimento populacional é uma realidade mundial. Em 2025 o Brasil passará a ser o sexto país com maior número de idosos, desta forma as políticas públicas têm o papel de responder as necessidades de cuidados, principalmente para aqueles dependentes e cuja família não apresenta condições de assisti-los. Nesse contexto, vê-se a necessidade de inserir cuidadores para atender as demandas do idoso. Porém, ao assumir esse papel, essas pessoas podem vivenciar situações desgastantes e de sobrecarga. Ante ao exposto, o estudo em tela objetivou realizar oficinas de massagem terapêutica para minimizar a sobrecarga tensional de cuidadores em uma instituição de longa permanência para idosos no município de João Pessoa, Paraíba. Trata-se de um relato de experiência de atividades desenvolvidas durante o primeiro campo de estágio supervisionado I, no período de 15 a 28 de fevereiro de 2018. Primeiramente realizou-se o levantamento das dificuldades encontradas no referido campo de estágio (pequeno número de cuidadores e sobrecarga destes), após isso foram desenvolvidas hipóteses de solução, planejamento das atividades a serem implementadas, treinamento das técnicas de massagem entre os colegas de turma e, por fim a realização das oficinas com os cuidadores da instituição. Os benefícios da massagem são inúmeros, desde o alívio da
290 dor e melhor funcionamento da fisiologia corporal até auxílio na recuperação de sequelas patológicas. Desta forma, nota-se que o desenvolvimento desse projeto permitiu reduzir a sobrecarga de estresse desses profissionais do cuidado, beneficiando de forma indireta também o idoso, visto que as técnicas foram repassadas aos cuidadores para reproduzirem com seus clientes. Palavras-chave: Enfermagem, Cuidadores, Massagem, Terapias Complementares. INTRODUÇÃO O envelhecimento populacional é uma realidade mundial. Com isso, países em desenvolvimento como o Brasil têm vivenciado o desafio de enfrentar essa nova realidade com soluções criativas e viáveis. Esse processo tem exigido respostas referentes às políticas de saúde e políticas sociais dirigidas à população idosa, com o intuito de preservar sua saúde e qualidade de vida, bem como de atendê-las em suas enfermidades (CERQUEIRA, 2002). Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) até o ano de 2025 o número de idosos no Brasil aumentará aproximadamente 15 vezes. Desta forma, o Brasil passará a ser o sexto país quanto ao contingente de idosos, apresentando aproximadamente 32 milhões de pessoas com mais de 60 anos (OLIVEIRA, 2014). Nesse contexto, cerca de 40% dos indivíduos brasileiros com a faixa etária de 65 anos ou mais dependem de algum tipo de ajuda para realização de, pelo menos, uma tarefa (MEIKA UESUGU, 2011), evidenciando a necessidade de inserir cuidadores para atender as demandas dessa população. Ao assumir esse papel, muitas vezes, os cuidadores acabam enfrentando situações de sobrecarga laboral e o estresse, devido ao número reduzido de profissionais nas instituições de longa permanência para os idosos. As principais queixas referidas pelos cuidadores dizem respeito a dores no aparelho locomotor, cefaléia tensional, fadiga crônica, ansiedade e insônia. Nesse sentido, percebe-se que esses fatores, além de comprometerem asaúde do cuidador, acabam prejudicando o processo de cuidar do idoso (GRATÃO et al, 2012). A fim de minimizar um pouco essa sobrecarga, objetivou-se realizar oficinas de massagem terapêutica para aos cuidadores de uma Instituição de Longa Permanência para
291 Idosos (ILPI), tendo em vista minimizar as tensões musculares proporcionando relaxamento e, por conseguinte, melhorar qualidade de assistência prestada a população residente na ILPI. Essa proposta se justifica pelos inúmeros benefícios que a massagem traz à saúde, visto que os transmissores hormonais liberam “substancias sinalizadoras” para o cérebro e as recebem de volta. O toque proporciona oaumento do nível de oxitocina, hormônio responsável pelo relaxamento e sensação de felicidade. Desta forma, a massagem contribui para o equilíbrio físico, emocional e espiritual (KAVANAGH, 2003). METODOLOGIA Trata-se de um relato de experiência, oriundo das atividades desenvolvidas em uma ILPI no município de João Pessoa-PB, durante o estágio supervisionado I do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), onde foram realizadas oficinas de massagens para os cuidadores da ILPI. Segundo Pozes et al. (2013),relato de experiência consiste em observar a sistemática da realidade, vinculado a vivências que cooperam como fonte de difusão de saberes e fazeres. Todo o processo aconteceu no período de 15 a 28 de fevereiro de 2018, mediante aos seguintes passos: identificação das dificuldades no local de estágio, desenvolvimento das hipóteses de solução, pesquisas e discussões sobre a temática com os profissionais da instituição, entre os membros do grupo e a supervisora de estágio, planejamento das ações, treinamento com os colegas da sala e, por fim, implementação das massagens. Os materiais utilizados foram álcool gel (para assepsia), hidratante corporal e óleo próprio para massagem. Foram distribuídas amostras grátis desses materiais para que os cuidadores replicassem as técnicas apreendidas com os idosos. RELATO DE EXPERIÊNCIA Inicialmente conheceu-se o campo de estágio (espaço físico, profissionais atuantes, idosos residentes), após isso foi realizado um levantamento dos principais problemas encontrados a fim de intervir na realidade e melhorar a assistência prestada.
292 Nesse sentido observou-se a sobrecarga física e emocional dos cuidadores dos idosos, visto que a instituição só apresenta três cuidadores diurnos e dois noturnos para o quantitativo de 64 idosos, sendo metade dependentes para realização de atividades básicas da vida diária. Segundo literatura pertinente, a maioria dos cuidadores apresentam cansaço físico e percepção que sua saúde decaiu desde que iniciaram as atividades de cuidado ao idoso dependente (PEREIRA; CARVALHO, 2012), corroborando com o encontrado na ILPI. Nessa perspectiva, foram desenvolvidas hipóteses de solução para a referida problemática, buscou-se também a opinião dos profissionais atuantes na instituição (diretoria, equipe de enfermagem, cuidadores) e foi realizada ampla busca na literatura acerca dos benefícios e técnicas de massagens a serem desenvolvidas. Após isso, discutiu-se entre os membros do grupo e a supervisora de estágio quais pontos seriam abordados e como se daria a realização das oficinas de massagem, a fim de beneficiar tanto os cuidadores como estender esse cuidado aos idosos. As buscas na literatura evidenciaram que a prática da massagem alivia dores, reduz edemas, auxilia a circulação e promove nutrição dos tecidos. Além desses benefícios também proporciona relaxamento a apoio emocional (CASSAR, 2001). Nesse sentido, optou-se por realizar a massagem em pontos específicos das mãos, visto que cada um desses pontos está diretamente relacionado a órgãos e músculos, sendo capaz de proporcionar relaxamento em todo o corpo. Desta forma, a massagem proporcionou o bem-estar dos cuidadores e, indiretamente, dos idosos, pois foram repassadas as técnicas de massagens para que os cuidadores as desenvolvessem durante a assistência ao idoso. CONSIDERAÇÕES FINAIS As práticas realizadas permitiram ampliar o conhecimento para além dos problemas patológicos encontrados no processo do cuidar, sensibilizando e conscientizando sobre o desenvolvimento de soluções para os desafios encontrados no cotidiano do profissional enfermeiro. Portanto, foi possível elaborar de forma criativa, sustentável e de baixo custo, uma atividade que beneficiasse a tanto os trabalhadores da instituição que se encontravam
293 sobrecarregados (cuidadores), como o público a quem se destina o cuidado (idosos), pela possibilidade de replicação das massagens. REFERÊNCIAS CASSAR, M.P. Manual de massagem terapêutica. São Paulo: Manole, 2001. CERQUEIRA, A.T.A.R.; OLIVEIRA, N.I.L. Programa de apoio a cuidadores: Uma ação terapêutica e preventiva na atenção à Saúde dos Idosos. Psicologia USP, v. 13, n. 1, p. 133150, 2002. GRATAO, A.C.M. et al. Sobrecarga e desconforto emocional em cuidadores de idosos. Texto & Contexto Enfermagem, v. 21, n. 2, p. 304-312, 2012. KAVANAGH, WENDY. Exercícios básicos de Massagem. São Paulo: Manole, 2003. UESUGUI, H. M.; FAGUNDES, D.S.; PINHO, D.L.M. Perfil e grau de dependência de idosos e sobrecarga de seus cuidadores. Acta Paulista de Enfermagem, v. 24, n. 5, 2011. OLIVEIRA, A.B. Avaliação da pele em idosos de um Hospital Universitário do Distrito Federal: ocorrência de alterações. 2014. 28f. Monografia (Graduação em Enfermagem)- Universidade de Brasília-DF, 2014. PEREIRA, M. G.; CARVALHO, H. Qualidade vida, sobrecarga, suporte social, ajustamento conjugal e morbidade psicológica em cuidadores de idosos com dependência funcional. Temas em psicologia, v. 20, n. 2, p. 369-384, 2012. POZES, V.L.S.; DAHER,D.V.; FONSECA,T.C. Resgate de reservas cognitivas em idosos com demência de Alzheimer: Relato de Experiência. Cuidado é Fundamental Online,v.5, n.5, p.148-154,2013.
294 DESENVOLVIMENTO DE UM KIT DE PRIMEIROS SOCORROS SUSTENTÁVEL EM UM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL Igo de Oliveira Santos Discente do curso de Enfermagem no Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ. E-mail: [email protected] Katiana Rodrigues Correia Gama Discente do curso de Enfermagem no Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ - E-mail: [email protected] Roberto Carlos da Silva Santos Discente do curso de Enfermagem no Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ. E-mail: [email protected], Alan Barbosa de Jesus Discente do curso de Enfermagem no Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ - E-mail: [email protected] Ana Eloisa Cruz de Oliveira Enfermeira Mestre em Modelos de Decisão e Saúde-PPGMDS/UFPB. Docente do curso de Enfermagem no Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ. E-mail: eloisa.oliv[email protected] Myrian Carneiro de Franca Enfermeira. Docente do curso de Enfermagem no Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ. E-mail: [email protected] RESUMO O desenvolvimento da sustentabilidade é capaz de promover melhorias na qualidade dos serviços de saúde, e uma instituição que se preocupa com a saúde já pensa em atitudes sustentáveis, buscando investir nesse âmbito. Desta forma, o estudo objetiva descrever o desenvolvimento de um kit de primeiros socorros sustentável em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), na cidade de João Pessoa. Trata-se de um relato de experiência, desenvolvido a partir da construção e implantação de um kit de primeiros socorros sustentável, durante o período de estágios dos discentes de enfermagem do UNIPÊ no CAPS. Ao perceber a importância do enfermeiro e sua equipe estarem preparados para prestar os primeiros socorros aos seus pacientes, foi possível observar que não existia um kit de primeiros socorros disponível no serviço, despertando um interesse para tal necessidade. Ao efetivar a construção de um kit de primeiros socorros, e de forma sustentável, foi perceptível a importância da sua utilização diante do ambiente e das demandas existentes, dando melhor suporte para que os profissionais pudessem ofertar um cuidado com maior qualidade aos pacientes. O projeto beneficiou os usuários e profissionais do serviço, trouxe satisfação aos discentes em poder
295 contribuir na melhoria das condições de trabalho e ainda de forma sustentável, colaborando para a preservação do meio ambiente. Descritores: Enfermagem, Primeiros socorros, Desenvolvimento sustentável. INTRODUÇÃO O termo “sustentável” vem do latim sustentare, que significa sustentar, defender, favorecer, apoiar, conservar e cuidar, conforme (SICHE 2007). No que diz respeito ao desenvolvimento da sustentabilidade, Oliveira et al. (2015) afirma que a mesma é capaz de promover melhorias efetivas na qualidade dos serviços de saúde, e uma instituição que se preocupa com a saúde já pensa em atitudes sustentáveis, buscando investir nesse âmbito. Diante desse contexto, o UNIPÊ (Centro Universitário de João Pessoa) traz a construção de um projeto sustentável como parte integrante do seu processo pedagógico, buscando adotar soluções para problemáticas identificadas nos campos de estágio e promover saúde pela sustentabilidade, despertando no aluno a responsabilidade social, com a preservação do meio ambiente e com o bem estar do homem e suas futuras gerações. Durante o período de estágio desenvolvido no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), foi possível perceber que era um local susceptível para acidentes, até mesmo por tratar de pacientes com transtornos mentais. Porém, observou-se que mesmo diante da importância do enfermeiro e sua equipe estarem preparados para prestar os primeiros socorros, não existia um kit para este fim, disponível no serviço, despertando um interesse para tal necessidade. Diante de tal problemática identificada, a construção de um kit de primeiros socorros sustentável foi planejada, buscando aperfeiçoar a assistência aos pacientes do Centro, tornando ainda mais qualificado o cuidado ofertado pelos profissionais de saúde do serviço. Desta forma, o estudo objetiva descrever o desenvolvimento de um kit de primeiros socorros sustentável em um Centro de Atenção Psicossocial.
296 METODOLOGIA Trata-se de um relato de experiência, vivenciado por acadêmicos de Enfermagem, durante estágio supervisionado do sétimo período. O mesmo foi desenvolvido entre os dias 15 e 28 de fevereiro de 2018, no CAPS Caminhar, localizado na cidade João Pessoa – PB. No decorrer das atividades efetuadas no serviço em questão, observaram-se as necessidades apresentadas, para que fosse possível construir um projeto sustentável que trouxesse benefícios para o seu funcionamento e a assistência prestada aos seus usuários. Para a concretização do projeto, todo o seu processo de execução foi realizado com base na metodologia problematizadora, conhecida como o Arco de Maguerez. Tal método favorece a problematização da vivência, na busca de soluções para os problemas encontrados e desenvolve-se em cinco etapas, a partir de um recorte da realidade e que para ela retorna por meio das seguintes etapas: a observação da realidade e identificação do problema, os pontoschave, a teorização, as hipóteses de solução e a aplicação à realidade, conforme (VILLARDI, 2015). Dessa forma, diante da problemática identificada no local de estágio, foi possível implantar um kit de primeiros socorros, construído de forma sustentável, visando melhorar a assistência prestada aos seus usuários e ainda contribuindo na preservação do meio ambiente. Para a confecção do projeto foram utilizados os seguintes materiais: papel cartonagem, cola, tesoura, adesivo e corda. RELATO DE EXPERIÊNCIA Durante o período de estágio desenvolvido no CAPS, foi possível perceber que era um local susceptível para acidentes, porém, o mesmo não contava com um kit de primeiros socorros disponível para a realização de uma assistência apropriada nessas circunstâncias. Diante desse panorama, foi possível planejar, construir, e implantar um kit que pudesse dá um maior suporte aos profissionais durante o seu processo de trabalho, melhorando a qualidade do cuidado ofertado aos pacientes que frequentam o serviço. Colocando o projeto em prática, os discentes construíram uma caixa com papel cartonagem, cola, adesivo e corda, equipando-a com insumos como: soro fisiológico, gazes,
297 ataduras, curativos, algodão, luvas, esparadrapo e sulfadiazina de prata. Todos os materiais utilizados nesse processo foram doados ao serviço pelos próprios discentes. Na implantação do projeto, o kit foi apresentado aos profissionais do CAPS e disposto em um local adequado, com visibilidade, possibilitando a sua utilização. Na ocasião, também foi estimulada a realização da manutenção dessa significativa ferramenta, tanto por parte dos profissionais, como pelos demais estagiários que participam do cotidiano do serviço, fazendo doações de materiais e garantindo a continuidade do projeto. CONSIDERAÇÕES FINAIS Durante a vivência no estágio supervisionado, observou-se que o CAPS era um espaço vulnerável para acidentes, principalmente por assistir pacientes com transtornos mentais, e que mesmo diante dessa realidade, o local não dispunha de um kit de primeiros socorros, despertando um interesse para tal necessidade. Ao efetivar a construção de um kit de primeiros socorros, e de forma sustentável, foi perceptível a importância da sua utilização diante do ambiente e das demandas existentes, dando melhor suporte para que os profissionais pudessem ofertar um cuidado com maior qualidade aos seus pacientes. O desenvolvimento do projeto não só beneficiou o serviço, seus profissionais e usuários, mas também trouxe aos discentes participantes a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos teóricos, adquiridos ao longo do curso de Graduação em Enfermagem, possibilitando um significativo crescimento acadêmico, que refletirá na futura prática profissional de cada um. REFERÊNCIAS CANOTILHO, J. J. G. O Princípio da sustentabilidade como Princípio estruturante do Direito Constitucional. Tékhne, Barcelos , n. 13, p. 07-18, jun. 2010 . Disponível em <http://www. scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-99112010000100002&lng=pt&nrm =iso>. Acesso em 03 de maio de 2018.
304 AVALIAÇÃO DO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO APÓS INCENTIVO ÀS MÃES VIA REDE SOCIAL ONLINE Roseane Vieira Silva dos Santos Graduanda de Enfermagem, aluna do projeto de iniciação científica -PIBICUniversidade Federal da Paraíba. E-mail: [email protected]. João Pessoa-PB. Débora Silva Cavalcanti Nutricionista do Hospital Universitário Lauro Wanderley-HULW, Doutoranda Universidade Federal de Pernambuco. E-mail: [email protected]. João Pessoa-PB. Rodrigo Pinheiro Vianna de Toledo Engenheiro do Alimento, Professor adjunto da Universidade Federal da ParaíbaDepartamento de Nutrição, Doutor em Saúde Coletiva. E-mail: [email protected]. João Pessoa-PB. A prática do aleitamento materno é considerada uma estratégia isolada de prevenção de morbimortalidade infantil e materna. Estudos apontam que se o aleitamento materno fosse utilizado de maneira universal poderia prevenir 823.000 mortes a cada ano em crianças menores de 5 anos e 20.000 mortes por câncer de mama. Além de outros benefícios. No entanto, as taxas de aleitamento materno no país, sobretudo do exclusivo, encontram-se abaixo do recomendado. Nesse contexto, e sabendo que o aleitamento materno, apesar de ser um ato individual, sofre influência de fatores externos à mulher. Objetivou-se avaliar o aleitamento materno das mães participantes do projeto de extensão, durante o período de fevereiro a agosto de 2017. Tal projeto incentiva o aleitamento materno por meio de redes sociais online, funciona no Hospital Universitário Lauro Wanderley, no setor da clínica obstétrica. Contou-se com uma amostra de 246 binômios mãe e filho. Todas as participantes assinaram um termo de consentimento livre esclarecido, número do parecer do CEP n.1.515.096. As mães foram acompanhadas durante os seis primeiros meses pós-alta hospitalar. Sendo divididas em dois grupos: grupo controle e grupo intervenção. As mães do grupo controle recebiam o acompanhamento através de ligações realizadas mensalmente Já as mães do grupo intervenção, além do acompanhamento mensal por telefone, também participavam do grupo online no Facebook, onde podiam interagir com estudantes e profissionais de saúde, tirando suas dúvidas e recebendo informações sobre aleitamento. Ao comparar os dias de amamentação exclusiva entre os dois grupos, observou-se uma diferença significativa de 63 dias a mais de aleitamento materno no grupo intervenção do que no grupo controle, sendo 149 dias versus 86 dias. Diante do exposto, fica evidente o efeito positivo da intervenção via
305 rede online na duração do aleitamento materno, portanto, recomenda-se a utilização desses meios para ampliar e fortalecer a rede de apoio às mães lactantes, de modo que elas se sintam seguras e confiantes para amamentar seus filhos de maneira exclusiva até o sexto mês e de maneira complementar até os dois anos ou mais de idade. Palavras-chave: Aleitamento materno, rede social, incentivo. INTRODUÇÃO A prática do aleitamento materno é considerada uma estratégia isolada de prevenção de morbimortalidade infantil e materna. Resultados de uma metanálise realizada em países de baixa e média renda apontaram que se o aleitamento materno fosse praticado de maneira universal poderia prevenir 823.000 mortes a cada ano em crianças menores de 5 anos e 20.000 mortes por câncer de mama. Outros resultados apontam que a amamentação associou-se a uma redução de 36% na ocorrência de morte súbita infantil, redução de 58 % na ocorrência de enterocolite necrotizante, prevenção de 72% das internações por diarreia e 57% por infecções respiratórias. (VICTORA et al; 2016). Inúmeros são os benefícios do aleitamento materno, comprovados cientificamente e amplamente conhecidos e debatidos, contudo, as taxas de aleitamento materno no país estão abaixo das recomendadas pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde do Brasil, os quais recomendam o aleitamento materno exclusivo, ou seja, aquele no qual se oferece somente leite materno à criança, até o sexto mês de idade e de maneira complementar, com a adição progressiva de outros alimentos, até os dois anos ou mais. (BRASIL, 2015) Segundo Pinho et al. (2016) existem diversos fatores que interferem no ato da amamentação, como: a inserção da mulher no mercado de trabalho, dificuldades da amamentação, baixa escolaridade, falta de conhecimento sobre os benefícios da prática, hábitos culturais, uso precoce de chupeta e mamadeira, depressão pós-parto, entre outros. Nesse contexto, o presente trabalho objetivou avaliar a duração do aleitamento materno exclusivo das mães participantes do projeto: “Uma intervenção para promoção e apoio ao aleitamento materno por meio de rede social on line”, durante o período de fevereiro a agosto de 2017, e verificar seus fatores associados. Tal projeto funciona no Hospital Universitário Lauro Wanderley, é vinculado ao Departamento de Nutrição da Universidade
306 Federal da Paraíba, conta com a participação de estudantes e profissionais de saúde, que oferecem apoio e incentivo ao aleitamento materno, ao binômio, mãe e filho, desde a alta hospitalar até o sexto mês de vida do lactente, através da rede social Facebook. Todas as participantes após serem informadas sobre a pesquisa assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido, com número do parecer de aprovação do comitê de ética 1.515.096. METODOLOGIA Contou-se com uma amostra de 246 binômios, sendo divididos em dois grupos: grupo controle e grupo intervenção. As mulheres do grupo controle recebiam um acompanhamento mensal via telefone, através da realização de um questionário semi-estruturado, com perguntas abertas e fechadas sobre a permanência da amamentação exclusiva, a saúde da criança e da mãe; já as mulheres do grupo intervenção, além das ligações mensais, também participavam do grupo no Facebook, onde, diariamente eram postadas informações sobre aleitamento materno, como seus principais benefícios, posição e pega correta, desmitificação de mitos sobre o leite e a mamada, dicas sobre a alimentação materna, forma de retirar e armazenar o leite materno, principalmente para as mulheres durante o retorno ao trabalho. Neste grupo, as mães possuíam um atendimento personalizado, permitindo que estas compartilhassem suas dúvidas e dificuldades enfrentadas durante a amamentação, obtendo retorno, quase que imediato, com respostas embasadas em estudos científicos e dependendo do problema era aconselhado procurar um serviço especializado. RESULTADOS E DISCUSSÕES Ao analisar os dados, comparativamente, dos dois grupos, verificou-se uma mediana total de aleitamento materno exclusivo de 117 dias. Quando comparado o tempo de aleitamento materno exclusivo entre os grupos, de intervenção e controle, observou-se que a mediana do tempo do AME do grupo intervenção, ou seja, aquele que recebeu apoio através da rede social online foi 63 dias maior que do grupo controle, 149 dias versus 86 dias. Uma
307 diferença significativa, demostrando a efetiva influência da intervenção via rede online na duração do aleitamento materno exclusivo. O que pode ser visualizado na figura 1 abaixo Figura 1: Intervalos de Confiança (IC95%) para as estatísticas dos grupos Intervenção (GI) e grupo controle (GC). Na linha a observa-se que a mediana total do AME foi de 117, correspondendo à união dos grupos intervenção e controle. Comparando-se os valores das medianas dos grupos GI e GC (linhas b e c) observa-se um aumento de 63 dias de AME no grupo de intervenção. Por tanto, podemos concluir que a sobrevivência do AME está diretamente relacionada com as atividades e ações de promoção ao aleitamento materno, realizadas durante o período do estudo, via redes sociais online. Portanto, a ampla utilização desses meios, juntamente com outros meios de apoio existentes, pode influenciar positivamente nas taxas de aleitamento materno, diminuindo assim o desmame precoce e o uso de leites artificias. Quanto aos fatores associados, verificou-se que características da mãe, do bebê e parto, como idade, número de filhos, trabalhar fora de casa, renda econômica, possuir parceiro fixo, tipo de parto, peso ao nascer e sexo do bebê não representou influência na duração do aleitamento, visto que as mães de ambos os grupos possuíam tais características similares, dando maior credibilidade a aleatoriedade composição dos grupos de estudo. Resultados semelhantes foram observados no estudo de Giglia et al, (2015) realizado na Austrália, em que se objetivou avaliar o efeito de uma intervenção de apoio à amamentação na Internet sobre os resultados da amamentação em mulheres que vivem na Austrália Ocidental regional, no qual, as mulheres matriculadas no grupo de intervenção apresentaram maior probabilidade de estarem exclusivamente amamentando aos 6 meses pós-parto em comparação com os participantes do grupo controle. O que vem reforçar o efeito
308 positivo do apoio durante o pós-parto. O apoio via rede online foi capaz de apoiar às mulheres que apresentaram problemas durante a amamentação, ajudando-as a cumprir a intenção de amamentar. CONSIDERAÇÕES FINAIS Inúmeros são os benefícios do aleitamento materno, tanto para a mãe quanto para o bebê, além dos benefícios relacionados à economia familiar, que não precisa comprar fórmulas artificiais, nem bicos e mamadeiras, apresentando ainda benefícios ao ambiente, no entanto, as taxas de aleitamento materno estão muito aquém do recomendado. E apesar do aleitamento materno ser um ato individual, sofre influência de diversos fatores externos à mulher que amamenta, tais como: o apoio recebido durante o período de aleitamento materno. O apoio e incentivo ao aleitamento materno oferecido às mães via rede social online, através do projeto de extensão universitária apresenta um efeito positivo na duração do aleitamento materno exclusivo, devendo, portanto, ser incentivado e recriado em outras localidades. Acredita-se que este método associado a outros métodos já existentes, como o Hospital amigo da criança, as restrições as publicidade de fórmulas artificias, o incentivo fiscal às empresas que aderem a licença maternidade estendida, horas de descanso para amamentar nos trabalhos, locais apropriados para amamentar, retirar e armazenar o leite materno, creches próximas ao trabalho, entre outros, possa contribuir decisivamente no aumento das taxas de aleitamento materno exclusivo, o que consequentemente terminaria por reduzir a morbimortalidade infantil e materna, um problema presente na saúde pública brasileira. REFERÊNCIAS BRASIL, Ministério da Saúde. Saúde da Criança: Aleitamento Materno e Alimentação Complementar. Cadernos de Atenção Básica, no 23. 2ª edição. Brasília. Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde. Disponível em: www.saude.gov.br/bvs, 2015. acesso:04/11/17.
309 GIGLIA, Roslyn; Cox, Kylee; ZHAO, Yun; BINS, Colin. W. Exclusive breastfeeding increased by an internet intervention. Breastfeeding Medicine: The Official Journal of the Academy of Breastfeeding Medicine, 10(1), 20–25.2015. PINHO,Lucineia.DE.;OLIVEIRA,Camila;MARQUES,Fulvia.Karine;RODRIGUES,Jesica. Alkmim;CALDEIRA,Antonio Prates. Aleitamento materno nos últimos cinco anos: um estudo bibliométrico. Rev Med Minas Gerais ; 26 (Supl 2): S17-S22.2016. VICTORA, Cesar. G., BAHL, R., BARROS, Aluisio. J. D, FRANÇA; Giovany. V. A., HORTON, Susan. KRASEVEC, Julia., … Amamentação no século 21: epidemiologia, mecanismos, e efeitos ao longo da vida.Brasília, Epidemiol. Serv. Saúde. 2016
310 PRÁTICA DE AUTOMEDICAÇÃO ENTRE GRADUANDOS DE ENFERMAGEM DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA Damião Romero Firmino Alves Graduando em enfermagem, Universidade Federal da Paraíba/UFPB, João Pessoa (PB), Brasil. E-mail: [email protected] Gerson da Silva Ribeiro Professor de História da Enfermagem, Ética e Legislação de Enfermagem da Universidade Federal da Paraíba/UFPB, João Pessoa (PB), Brasil. E-mail: gersondasilvaribeir[email protected] Gesualdo Gonsalves de Abrantes Graduando em enfermagem, Universidade Federal da Paraíba/UFPB, João Pessoa (PB), Brasil. E-mail: [email protected] Herbert Kauan Alves Martins Graduando em enfermagem, Universidade Federal da Paraíba/UFPB, João Pessoa (PB), Brasil. E-mail: [email protected] RESUMO A automedicação é a utilização de medicamentos sem a orientação de um profissional habilitado, sendo esta uma prática muito comum na atualidade, mas que também é permeada por vários riscos. Este trabalho tem por objetivo verificar a ocorrência da prática de automedicação entre acadêmicos do curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Para isso, optou-se por realizar um estudo exploratório descritivo com abordagem quantitativa, realizado com graduandos de enfermagem da Universidade Federal da Paraíba - UFPB, na população de 380 estudantes, desta foi constituída uma amostra de 100. Utilizouse um questionário adaptado e os dados foram analisados a partir de um banco de dados com o auxílio do software estatístico SPSS (Statistical Package for Sopcial Sciences, versão 21.1.). Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética, sob CAAE: 67176317.6.0000.5188. Como resultados, observou-se que quase a totalidade dos investigados, mais especificamente 99,0%, afirmaram que já praticaram automedicação, enquanto que apenas 1,0% referem nunca terem feito uso de medicamento sem prescrição de profissionais habilitados legalmente. A partir dos dados, é possível constatar que a automedicação é uma prática comum entre os acadêmicos do curso de Enfermagem da Universidade Federal da Paraíba e que é um problema importante que necessita de intervenções educacionais sobre o uso de tal prática.
311 Palavras-chave: Automedicação, Enfermagem, Estudantes. INTRODUÇÃO A automedicação, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), é definida como sendo o uso de medicamento sem a prescrição, orientação e/ ou acompanhamento de profissional habilitado, e ainda complementa colocando que a automedicação responsável é a prática pela qual os indivíduos tratam doenças, sinais e sintomas utilizando medicamentos aprovados para venda sem prescrição de profissional habilitado, sendo estes de eficácia e segurança comprovadas quando utilizados racionalmente (BRASIL, 2001). Segundo Aquino (2008), no Brasil pelo menos 35% dos medicamentos adquiridos são feitos através da automedicação. Os brasileiros tendem a se automedicar por não encontrar disponibilidade de serviços de saúde com rapidez e acessibilidade. Soma-se a isto, uma grande disponibilidade de produtos, a veiculação de propagandas de medicamentos isentos de prescrição na mídia, a presença da farmacinha caseira nos domicílios e a crença de que os medicamentos resolvem tudo, constituindo também fatores importantes para a prática da automedicação (NAVES, 2010). Esta realidade supracitada gera maior familiaridade dos usuários com os medicamentos tornando a automedicação um problema de saúde pública (LOYOLA FILHO et al., 2008). Caso a automedicação seja realizada de maneira irresponsável, a mesma pode gerar graves consequências. Os riscos possíveis para a saúde do indivíduo causados pela automedicação são: retardamento do reconhecimento do distúrbio, com possível agravamento; escolha da terapia inadequada; uso excessivamente curto ou prolongado; aumento do erro nos diagnósticos das doenças; utilização de dosagem insuficiente ou excessiva; aparecimento de efeitos indesejáveis graves ou reações alérgicas; comprometimento posteriormente do tratamento adequado de determinadas patologias, por mascarar os verdadeiros sintomas; gastos supérfluos; risco de dependência; causa efeitos adversos podendo resultar em riscos acrescidos; pode causar interação com outros medicamentos que o doente já esteja fazendo uso; internação hospitalar e morte (SÁ, BARROS E SÁ 2007). Estatísticas do Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológica (SINITOX, 2013), da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), revelam que os medicamentos respondem
312 por (28,78%) das intoxicações no Brasil, e (22,1%) dos casos de morte por intoxicações são causadas por medicamentos. A partir deste contexto, diversos estudos indicam que os indivíduos com maior grau de instrução são os que mais recorrem à automedicação (GALATO, MADALENA e PEREIRA, 2012; AQUINO, BARROS e SILVA, 2010). Para esses autores, o acúmulo de conhecimento, seja ele adquirido nas instituições educacionais, especialmente nos centros de estudos superiores voltados para as ciências da saúde, ou em experiências de vida, gera uma maior confiança naqueles que se automedicam. Frente a este cenário, justifica-se o presente estudo, pois, acredita-se que a caracterização e análise acerca do consumo de medicamentos na população em estudo, possam subsidiar projetos de intervenção e programas que visem a maximização da compreensão dos estudantes universitários a respeito da autoadministração de medicamentos. Dessa forma, este trabalho tem por objetivo verificar a ocorrência da prática de automedicação entre acadêmicos do curso de graduação em enfermagem da Universidade Federal da Paraíba. METODOLOGIA Trata-se de uma pesquisa do tipo Exploratória Descritiva, com abordagem quantitativa, fundamentada em Pesquisa Bibliográfica. Realizada com os acadêmicos de enfermagem do Centro de Ciência da Saúde (CCS), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A população total de estudantes do curso de enfermagem da UFPB é de aproximadamente 380 alunos regularmente matriculados nos períodos letivos correntes. Tais alunos centram-se no Campus I da instituição. Para efeito exploratório investigativo, fora analisada uma amostra de 100 alunos, os quais voluntariamente se dispuseram a participar da pesquisa através da assinatura no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Para a seleção da amostra foi definido os seguintes critérios de inclusão: ser aluno regularmente no curso de Graduação em Enfermagem (Bacharelado/Licenciatura) e estar presente na sala de aula no momento da coleta de dados. Como critério de exclusão, adotamos o fato do referido aluno se recusar a assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
313 O instrumento para coleta de dados foi um formulário composto de duas partes: sendo a primeiro referente aos dados de caracterização da amostra e a segunda relacionada à prática da automedicação. A coleta de dados foi realizada durante o mês de maio de 2017 após a aprovação do presente projeto pela comissão científica do DENC (Departamento de Enfermagem Clínica) e pelo Comitê de Ética em Pesquisa do CCS/UFPB, CAAE: 67176317.6.0000.5188. A análise dos dados foi feita estatisticamente pelo Método Quantitativo. Todos os dados foram apresentados através de tabelas com as devidas discussões, analisados a partir de um banco de dados com o auxílio do software estatístico SPSS (Statistical Package for Sopcial Sciences, versão 21.1.). A pesquisa foi realizada levando-se em consideração os aspectos éticos em pesquisa envolvendo seres humanos, preconizados pela Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, como também o que rege a Resolução 311/2007 do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN, 2007), que trata do Código de Ética dos Profissionais. RESULTADOS E DISCUSSÕES Os dados obtidos a partir desse estudo são alarmantes, e revelam que quase a totalidade dos investigados, mais especificamente 99,0%, afirmaram praticar a automedicação, enquanto que apenas 1,0% referem nunca terem feito uso de medicamento sem prescrição de profissionais habilitados legalmente. Além disso, os dados também relevam que a grande maioria dos pesquisados, 91,0%, referem já ter indicado medicamentos para outras pessoas, enquanto que apenas 9,0% afirmam nunca terem indicado a outras pessoas o uso de nenhum tipo de medicamento sem prescrição de profissionais legalmente habilitados. Segundo Penna (2004) o que leva os universitários da área de saúde a se automedicarem é o fato dos mesmos serem detentores de informações e conhecimentos privilegiados em relação ao restante da população. Fato que expressa consonância com os estudos de Galato, Madalena e Pereira (2012); Aquino, Barros e Silva (2010) que indicaram que os indivíduos com maior grau de instrução são os que mais recorrem à automedicação. Para estes, o acúmulo de conhecimento, seja ele adquirido nas instituições educacionais, especialmente nos centros de estudos superiores voltados para as ciências da saúde, ou em experiências de vida, gera uma maior confiança naqueles que se automedicam.
320 de 10 de julho de 2013, e de acordo com esta portaria, tem como função principal reunir as informações sobre a AB a nível nacional com o objetivo de modernizar e facilitar o sistema de gerenciamento de informações desta rede de atenção. Nota-se a importância deste último para o funcionamento adequado e esperado na rede de AB, sendo assim, o mais relevante SIS para o presente estudo. OBJETIVO Refletir a luz da literatura sobre a importância da utilização do Sistema de Informação em Saúde, e sua aplicabilidade na Atenção Básica. METODOLOGIA Trata-se de um estudo bibliográfico, e para o sal elaboração foi realizada uma busca de publicações acerca da temática no período de abril a maio de 2018, na base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde, fazendo o uso dos seguintes descritores: “Sistema de Informação em Saúde”, “Planejamento em Saúde” e “Atenção Básica”. Nesse contexto, ao utilizar o descritor ‘’Sistema de Informação em Saúde’ obteve-se 21.415 publicações. Este número foi reduzido para 2.268 ao inserir o operador booleano AND juntamente ao descritor “Planejamento em Saúde”. Com o objetivo de realizar uma triagem ainda maior foi associado à busca, o operador AND juntamente ao descritor “Atenção Básica”, resultando em 233 publicações. Ao limitar o ano de publicação de 2015 a 2017, resultou em 77 publicações. Desse total foram selecionados apenas os que eram artigos, que estavam disponíveis de forma completa e gratuita, e no idioma português, resultando em um total de 15 artigos, os quais tiveram seus resumos lidos, e desses foram selecionados apenas 02. Também foram utilizados para construção deste estudo, informações do site do Ministério da Saúde e do Departamento de Atenção Básica, além de artigos acadêmicos os quais contribuíram na fundamentação teórica, compondo desta forma as referências bibliográficas do estudo.
321 RESULTADO E DISCUSSÕES O SISAB foi idealizado para atender a demanda nacional do armazenamento de informações visando as mais variadas realidades da informatização e conectividade nos serviços da saúde, e por isso conta com dois softwares para a captação de dados, com o objetivo de coletar as informações. Mesmo que as USF não tenham acesso aos serviços eletrônicos podem utilizar o citado sistema de informação. Estes dois softwares são a Coleta de Dados Simplificada (CDS) e o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC). Segundo o Departamento de Atenção Básica (DAB), o CDS é composto por fichas para o registro de informações das ações realizadas pelas equipes da AB. Este software é utilizado principalmente nas Unidades de Saúde que não possuem um sistema informatizado, e acesso à internet para utilização do software online. Sete fichas são utilizadas para a coleta de dados simplificada, sendo elas divididas em três categorias: cadastro da atenção básica, que conta com cadastro individual e familiar; fichas de atendimento de nível superior, compostas pela ficha de atendimento individual, ficha de atendimento individual odontológico, ficha de atividade coletiva e ficha de procedimentos; e a ficha de atendimento nível médio, dentre outras. Em contrapartida, de acordo com o DAB, o PEC foi formulado para atender às equipes de AB em UBS parcialmente ou totalmente informatizadas. Esse sistema é usado para inserir os registros clínicos dos atendimentos, e também as fichas de CDS preenchidas, manualmente, pela equipe de saúde. As diferenças e grandes revoluções da coleta do SISAB foram à individualização do registro através do CDS e PEC, uma vez que os relatórios passaram a ser agregados do microterritório ao macroterritório, e não apenas por equipe, de modo que o acompanhamento no território passou a ser por domicílio, núcleos familiares e indivíduos. Além disso, os relatórios gerenciais deixaram de ser limitados aos dados consolidados, e se tornaram dinâmicos. Entretanto, alguns desafios são evidenciados no SISAB, como podemos destacar: a necessidade de treinamento para que o servidor possa utilizar o sistema; o retrabalho no registro dos dados, uma vez que precisam ser digitados após a coleta dos dados por meios de formulários escritos; a exposição das condutas clínicas no PEC; e principalmente a segurança das informações, pois segundo Guimarães e Évora (2004), os sistemas devem permitir o acesso de um usuário somente aos módulos relacionados ao seu perfil cadastrado,
322 ou seja, é imprescindível que as informações disponíveis aos usuários sejam apenas, aquelas relativas às suas necessidades de trabalho. CONSIDERAÇÕES FINAIS O SIS tem como papel principal transformar os dados obtidos em informações confiáveis e fidedignas, com o objetivo de contribuir para o processo de decisão de mudanças na gestão das políticas públicas. No que tange a importância do SISAB e do e-SUS AB evidenciou-se que são sistemas modernos que tendem a inovar o sistema de coleta e a integrar as equipes, com vista à supressão de retrabalhos e elaboração de dados confiáveis. A implantação destes sistemas condiciona e melhora a estrutura do trabalho em equipe nas Unidades de Saúde, e consequentemente, promove o atendimento centrado na demanda e na realidade da população local. Estes sistemas também dão suporte ao Ministério da Saúde para pôr em prática a Política Nacional da Atenção Básica (PNAB), de forma que toda a população possa ter maior acessibilidade às informações e aos dados produzidos pelos sistemas, através das plataformas eletrônicas disponíveis de forma transparente. REFERÊNCIAS BEZERRA CAVALCANTE, RICARDO; CAVALCANTE SILVA, POLIANA; NAGATA FERREIRA, MARINA. Sistema de informação em saúde: Possibilidade e desafios. 2011. 10 p. Artigo de reflexão (Enfermagem)- Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul, 2011. 2. Disponível em: <https://periodicos.ufsm.br/reufsm/article/view/2580/1643>. Acesso em: 03 maio 2018. BRASIL. Ministério da Saúde PORTAL DO DEPARTAMENTO DA ATENÇÃO BÁSICA. Disponível em: <http://dab.saude.gov.br/portaldab/esus.php?conteudo=perguntas_frequentes_esus%20do%20 DAB>. Acesso em: 03 maio 2018.
323 BRASIL. Ministério da Saúde. Ações e Programas. Estratégia Saúde da Família. Disponível em: <http://dab.saude.gov.br/portaldab/esus.php?conteudo=perguntas_frequentes_esus%20do%20DAB>. Acesso em: 03 maio 2018. BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria Nº 1.412, de 10 de Julho de 2013. Disponível em: < http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt1412_10_07_2013.html >. Acesso em: 03 maio 2018. BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Informação e Informática em Saúde: Proposta versão 2.0 (Inclui deliberações da 12ª Conferência Nacional de Saúde). Brasília (DF): Departamento de Informação e Informática do SUS; 2004. CONASS. Estratégias e-SUS: Atenção básica e sistema de informação em saúde da atenção básica - SISAB. Brasília, 2013. Disponível em: <http://www.conass.org.br/biblioteca/wpcontent/uploads/2013/01/NT-07-2013-e-SUS-e-SISAB.pdf>. Acesso em: 03 maio 2018. GUIMARÃES EMP, ÉVORA YDM. Sistema de Informação: Instrumento para tomada de decisão no exercício da gerência. Rev Ci Inf. 2004; 33(1):72-80. HEIDEMANN, I.T.S.B.; COSTA, M.F.B.N.A.; HERMIDA, P.M.V.; MARÇAL, C.C.B.; CYPRIANO, C.C. Sistema de informação da atenção básica: potencialidades para a promoção da saúde. Acta Paul Enferm. 2015; 28(2): 152-9. MARTINS, L.M.P.; SILVA, E.M.; MARQUES, D. Informações em Saúde na Ótica de Enfermeiras da Saúde da Família. REME - Rev Min Enferm. 2016; 20:e932
324 UTILIZAÇÃO DE METODOLOGIAS ATIVAS NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE TEORIAS DE ENFERMAGEM Ronny Anderson de Oliveira cruz Docente do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPE, r[email protected] Larruane Suellen Aruaste Discente de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPE, [email protected] Thaynara Ferreira Filgueiras Docente do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPE, tha[email protected] Thalys Maynnard Costa Ferreira Docente do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPE, thalys_ma[email protected] Simone Helena dos Santos Oliveira Docente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem – UFPB, [email protected] Marta Miriam Lopes Costa Docente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem – UFPB, marthamir[email protected] RESUMO Trata-se de um relato de experiência com o objetivo de apresentar a utilização de metodologias ativas de ensino na disciplina “Processo do Cuidar em Enfermagem I” que faz parte do segundo período do curso de graduação em enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPE, que ocorreu durante uma manhã de atividades no mês de abril de 2018. Foram utilizadas de forma combinada as técnicas: tempestade de idéias, snowball e hot potatoes no ensino de Teorias de Enfermagem. Desenvolveu-se em quatro fases distintas, sequenciais e complementares. Participaram da atividade um docente e trinta e três alunos. Atuar com métodos ativos e estratégias diversificadas de aprendizagem exige tempo, planejamento e dedicação do ser docente onde infere-se ainda a necessidade de apoio humano, logístico e financeiro das instituições formadoras. Podemos ressaltar o entusiasmo dos alunos, o envolvimento e a construção de um corpus de conhecimentos ampliado, crítico e reflexivo que se contrapõem as metodologias conservadoras do modelo de ensino reducionista e cartesiano. Palavras-chave: Enfermagem, Teoria de enfermagem, Ensino, Aprendizagem.
325 INTRODUÇÃO A formação em saúde foi historicamente alicerçada em metodologias reducionistas, fragmentadas e assistencialistas, com foco em abordagens conservadoras e centralizadas no saber docente, onde existiu o privilégio do saber curativista em detrimento das práticas proativas que deveriam estar voltadas para a proteção e a promoção da saúde (CRUZ et al., 2017). Esse tipo de formação trouxe ao profissional da enfermagem como característica um aspecto de fragilidade em reconhecer e refletir acerca do ser humano nas suas dimensões de singularidade e pluralidade, bem como em sua coletividade, levando em consideração sua historia de vida, seus contextos social, cultural, econômico e espiritual (SALVIANO et al., 2016). Nesse contexto surge à necessidade de articulação e a sistematização de novas visões teórico-filosóficas no campo da enfermagem ganhando força a partir da década de 1950. O marco referencial do surgimento das Teorias de Enfermagem (TE) se deu em 1952, com a publicação do livro de Hildegard Peplau, que abordava o relacionamento interpessoal na enfermagem e desde então, os caminhos para novas teoristas foram abertos e enfermeiras norte-americanas passaram a desenvolver e publicar, sob diferentes pontos de vistas filosóficos, novas teorias de enfermagem. As TE paulatinamente foram incorporadas na elaboração de currículos vindo a favorecer o desenvolvimento de uma educação crítica, que abarca as questões relacionadas à integralidade da saúde (PINTO et al., 2017). As instituições de ensino têm buscado formar profissionais críticos e reflexivos que busquem embasamento e orientação com base nas teorias de enfermagem, e com isso tem-se observado a busca por meios de reorientar este processo com metodologias voltadas para o desenvolvimento de competências e habilidades, bem como para o exercício de práticas e saberes que consolidem os princípios que fundamentam o processo de cuidar em enfermagem. As Metodologias Ativas de Ensino (MAE) contribuem nessa perspectiva, uma vez que estudos nacionais recentes relatam experiências positivas de aplicação dessas metodologias e discutem a relevância que vem sendo atribuída à sua implementação na formação dos profissionais da saúde (HERMIDA et al., 2015).
326 Assim, este estudo tem como objetivo descrever a experiência do ensino de Teorias de Enfermagem com a utilização de metodologias ativas no curso de graduação em enfermagem de uma instituição privada na cidade de João Pessoa – PB. METODOLOGIA Trata-se de um relato de experiência a partir da utilização de metodologias ativas de ensino desenvolvido na disciplina “Processo do Cuidar em Enfermagem I” que faz parte do segundo período do curso de graduação em enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPE, que ocorreu durante uma manhã de atividades no mês de abril de 2018. Participaram da atividade um docente e trinta e três discentes e a construção deste momento foi planejada por três docentes mestrandos pertencentes à instituição sob orientação de duas professoras doutoras do PPGENF - UFPB. Com vistas a alcançar os objetivos planejados foi utilizado um mix de estratégias que buscaram tornar os alunos ativos e co-responsáveis pela construção do conhecimento, traço presente na utilização de metodologias ativas. O projeto político pedagógico do curso contempla a utilização de MAE que contempla um princípio teórico significativo que é a autonomia. Assim, a problematização é presente como estratégia de ensino-aprendizagem, com o objetivo de alcançar e motivar os discentes que frente aos problemas é estimulado a examinar, refletir, relacionar a sua história e ressignificar suas descobertas. Um estudo realizado por Matos et al., (2011) sinaliza que o contato que os discentes possuem com as teorias de enfermagem dá-se no geral, de forma pontual e usualmente no início do curso de Enfermagem. Sendo assim, pode resultar em dificuldade para relacionar os conteúdos teóricos com a prática, o que interfere na compreensão do que vem a ser uma teoria de enfermagem. Por isso, as abordagens não significativas sobre as teorias, causam esquecimento das mesmas ou até dificuldades importantes em aplicá-las na assistência ao cliente. A disciplina se divide em três componentes que são anotações e registros de enfermagem, Teorias de Enfermagem e Sistematização da Assistência de Enfermagem. Este relato tem enfoque no segundo momento da disciplina que aborda as Teorias de Enfermagem e sua aplicabilidade durante o processo de cuidar. Para fins didáticos, esta experiência será relatada em quatro distintas, sequenciais e complementares.
327 RELATO DA EXPERIÊNCIA 1° fase Os alunos foram convidados com uma semana de antecedência através da plataforma virtual de ensino a realizarem a leitura de três estudos sendo o primeiro sobre os pressupostos gerais de uma Teoria de Enfermagem, a Teoria das Necessidades Humanas Básicas de Wanda Aguiar Horta e por fim sobre a aplicabilidade das Teorias de Enfermagem durante a prática de enfermagem. 2° fase No encontro em sala de aula os alunos foram convidados a fazer um círculo e em seguida explicados sobre como a aula ocorreria à aula. Para o primeiro momento optouse por relatar o conceito de Teoria de Enfermagem como disparador e em seguida iniciar com a estratégia de “Tempestade de idéias”. Ao perceber que a dinâmica começou a saturar com a participação dos mesmos alunos optou-se por utilizar o “Snowball” com aqueles que não tinham participado ainda. Esta fase durou aproximadamente 30 min. Ambas são possibilidades de tornar o aluno protagonista central, ou seja, co-responsável e proativo pela sua trajetória educacional e o professor apresenta-se como coadjuvante, um facilitador das experiências relacionadas ao processo de aprendizagem (URIO, 2016). 3° fase Com vistas a otimizar as possíveis lacunas, ou conceitos e discussões que não fossem contempladas procedeu-se com a estratégia “Hot Potatoes”. Ao som de músicas que são ouvidas no cotidiano dos alunos foi observado um relaxamento e o emergir da discussão à medida que uma bola de tênis passava de mão em mão simulando a batata quente. Para direcionar a construção do conhecimento nesta etapa os alunos tiravam tiras com perguntas inerentes aos textos estudados anteriormente e caso não conseguissem elaborar a resposta a questão voltava para a roda. Esta fase durou 1h30min. 4° fase Para concluir a atividade os alunos foram solicitados a relatar o que acharam da aula e o que trouxe de aprendizado. Para conclusão utilizou-se 30min.
328 CONSIDERAÇÕES FINAIS A busca por MAE bem como de tornar o projeto pedagógico dos cursos de graduação em enfermagem cada vez mais voltados a uma formação ativa e com uma perspectiva de ensino híbrido sinaliza a necessidade de um processo de ensino e aprendizagem diferente fazendo do aluno protagonista e co-responsável por sua formação onde o ser docente assume a figura de facilitador deste caminhar. Atuar com métodos ativos e estratégias diversificadas de aprendizagem exige tempo, planejamento e dedicação do ser docente onde infere-se ainda a necessidade de apoio humano, logístico e financeiro das instituições formadoras. Podemos ressaltar o entusiasmo dos alunos, o envolvimento e a construção de um corpus de conhecimentos ampliado, crítico e reflexivo que se contrapõem as metodologias conservadoras do ensino fragmentado e cartesiano. REFERÊNCIAS CRUZ, R.A.O. et al. Ensino do processo de enfermagem na academia: relato à luz de Maguerez. Revista de Enfermagem UFPE on line, [S.l.], v. 11, n. 12, p. 5471-5477, dez. 2017. Disponível em: <https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/ view/22496>. Acesso em: 11 abr. 2018. HERMIDA, P.M.V. et al. Metodologia ativa de ensino na formação do enfermeiro: inovação na atenção básica. Revista de Enfermagem da UFSM, [S.l.], v. 5, n. 4, p. 683-691, dez. 2015. Disponível em: <https://periodicos.ufsm.br/reufsm/article/view/16920>. Acesso em: 11 abr. 2018. MATOS, J.C. et al . Ensino de teorias de enfermagem em Cursos de Graduação em Enfermagem do Estado do Paraná - Brasil. Acta paul. enferm., v. 24, n. 1, p. 23-28, 2011. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21002011000100003&ln g=en&nrm=iso>. Acesso em 11 abr. 2018. PINTO, A. C. et al. Conceito de ser humano nas teorias de enfermagem: aproximação com o ensino da condição humana. Pro-Posições, [S.l.], v. 28, n. 1, p. 88-110, dez.
329 2017 . Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010373072017000400088&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 11 abr. 2018. SALVIANO, M.E.M. et al. Epistemologia do cuidado de enfermagem: uma reflexão sobre suas bases. Rev Bras Enferm, v. 69, n. 6, p. 172-7, nov. 2016. Disponível em: <http://dx.doi. org/10.1590/0034-7167-2016-0331>. Acesso em 11 abr. 2018. URIO, Â. Ações educativas em saúde no espaço escolar: a utilização de metodologias ativas. ANAIS DA JIC - JORNADA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA, [S.l.], v. 1, n. 6, set. 2016. ISSN 2526-205X. Disponível em: <https://periodicos.uffs.edu.br/ index.php/JORNADA/article/view/4691>. Acesso em: 15 abr. 2018.
336 MENDES, K.D.S; SILVEIRA, R.C.C.P; GALVÃO, C.M. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto contexto -enferm. v. 17, n. 4, pp. 758-64, 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_ arttext&pid=S0104-07072008000400018&lng=en>. Acesso em: 21 mai, 2017. RAMALHO NETO, J.M; FONTES, W.D; NÓBREGA, M.M.L. Instrumento de coleta de dados de enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva Geral. Rev Bras Enferm. v. 66, n. 4, p. 535-42, 2013. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S003471672013000400011&script=sci_arttext>. Acesso em: 18 mai, 2017.
337 INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS RELACIONADA À UTI: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DO TEMA Aristófenes Rolim de Holanda Centro Universitário de João Pessoa Unipê Brhunna Jéssyka Cavalcanti de Souza Centro Universitário de João Pessoa Unipê Luana Alves Gomes Centro Universitário de João Pessoa Unipê Mariana Guedes de Vasconcelos Silva Centro Universitário de João Pessoa Unipê RESUMO Interação medicamentosa é aquela quando um medicamento é alterado pela ação de outro medicamento, fitoterápico, alimento, bebida ou algum agente químico ambiental e contribui significativamente para maiores incidências de reações adversas no âmbito hospitalar, ocasionando uma maior permanência do paciente no hospital e aumento de custos com a saúde. Os enfermeiros são constantemente desafiados na busca de conhecimento científico a fim de promoverem a melhoria do cuidado ao paciente. A polifarmácia é um problema importante no atendimento em terapia intensiva, sendo os pacientes nesse setor aqueles com riscos aumentados, por apresentarem muitas doenças limitantes, fragilidade e baixa funcionalidade. Diante do exposto surgiu o seguinte questionamento: o que se sabe acerca de interações medicamentosas e como elas ocorrem dentro de uma unidade de terapia intensiva, lugar onde mais se realiza polifarmácia. Foi utilizado para esse estudo a revisão integrativa que inclui a análise de pesquisas relevantes que dão suporte para a tomada de decisão e a melhoria da prática clínica, possibilitando a síntese do estado do conhecimento de um determinado assunto, além de apontar lacunas do conhecimento que precisam ser preenchidas com a realização de novos estudos. A maioria das interações medicamentosas se encontra entre os graus moderados a leve, seguidas pelas interações de grau maior, além disso, elas dependem das condições do paciente, ou seja, uma mesma interação em indivíduos diferentes poderá resultar em níveis de severidade desiguais. Portanto os profissionais de saúde devem estar
338 atentos às informações sobre interações medicamentosas e devem ser capazes de descrever o resultado da potencial interação e sugerir intervenções apropriadas. Descritores: Interações medicamentosas, UTI, Prescrição. INTRODUÇÃO Os pacientes de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) frequentemente recebem medicamentos através de acessos venosos ou sondas. A maioria dos medicamentos prescritos para serem administrados por essa via, quando na forma sólida, precisam ser triturados e diluídos para sua administração. Pode acontecer de serem triturados medicamentos sólidos de liberação controlada com revestimento ou cápsulas gelatinosas, sendo possível que as propriedades farmacológicas do medicamento não sejam garantidas. Nesses casos, considerase que houve um erro. Também é possível ocorrer interação quando o enfermeiro intensivista apraza as medicações no mesmo horário. O monitoramento das prescrições de UTI é muito importante diante da grande quantidade de medicamentos prescritos nesta unidade, sendo que as complicações relacionadas ao uso de medicações são o tipo de evento adverso mais comum na internação, representando 3 a 5% das reações adversas a medicamentos, que podem ser prevenidas em hospitais (GASRKE, 2016). Os erros envolvendo medicamentos ocorrem frequentemente em hospitais, podendo ser classificados como eventos adversos em média, por média um paciente hospitalizado é vítima de pelo menos um erro de medicação por dia. Por isso é necessário todo o conhecimento sobre a droga que irá utilizar, a dosagem prescrita, principal ação no organismo, a via a ser administrada afim de evitar certos erros de medicação (SILVA, 2012). A reação adversa ao medicamento também pode ser entendida como reação nociva e desagradável, resultante de intervenção relacionada ao uso de um medicamento, da qual a identificação permite prever riscos de futura administração, assegurar a prevenção e tratamento específico, bem como determinar alteração da dose ou cessação do tratamento (BRASIL, 2010). Interação medicamentosa é aquela quando um medicamento é alterado pela ação de outro medicamento, fitoterápico, alimento, bebida ou algum agente químico ambiental
339 e contribui significativamente para maiores incidências de reações adversas no âmbito hospitalar, ocasionando uma maior permanência do paciente no hospital e aumento de custos com a saúde (BRASIL, 2010). METODOLOGIA A revisão integrativa inclui a análise de pesquisas relevantes que dão suporte para a tomada de decisão e a melhoria da prática clínica, possibilitando a síntese do estado do conhecimento de um determinado assunto, além de apontar lacunas do conhecimento que precisam ser preenchidas com a realização de novos estudos. Este método de pesquisa permite a síntese de múltiplos estudos publicados e possibilita conclusões gerais a respeito de uma particular área de estudo. É um método valioso para a enfermagem, pois muitas vezes os profissionais não têm tempo para realizar a leitura de todo o conhecimento científico disponível. Para a elaboração da revisão integrativa, no primeiro momento o revisor determina o objetivo específico, formula os questionamentos a serem respondidos ou hipóteses a serem testadas, então realiza a busca para identificar e coletar o máximo de pesquisas primárias relevantes dentro dos critérios de inclusão e exclusão previamente estabelecidos. O revisor avalia criticamente os critérios e métodos empregados no desenvolvimento dos vários estudos selecionados para determinar se são válidos metodologicamente. Esse processo resulta em uma redução do número de estudos incluídos na fase final da revisão. Os dados coletados desses estudos são analisados de maneira sistemática. Finalmente os dados são interpretados, sintetizados e conclusões são formuladas originadas dos vários estudos incluídos na revisão integrativa. A revisão integrativa da literatura consiste na construção de uma análise ampla da literatura, contribuindo para discussões sobre métodos e resultados de pesquisas, assim como reflexões sobre a realização de futuros estudos. O propósito inicial deste método de pesquisa é obter um profundo entendimento de um determinado fenômeno baseando-se em estudos anteriores. É necessário seguir padrões de rigor metodológico, clareza na apresentação dos resultados, de forma que o leitor consiga identificar as características reais dos estudos incluídos na revisão (MENDES et al; 2008).
340 DISCUSSÕES Interações medicamentosas ocorrem quando os efeitos de um fármaco são alterados pela presença de outro fármaco, alimento, bebida ou algum agente químico ambiental. Constitui causa comum de efeitos adversos. Há interações que podem ser benéficas e muito úteis, como na co-prescrição deliberada de anti-hipertensivos e diuréticos, em que esses aumentam o efeito dos primeiros por diminuírem a pseudotolerância dos primeiros. A incidência de problemas é mais alta nos idosos porque a idade afeta o funcionamento de rins e fígado, de modo que muitos fármacos são eliminados muito mais lentamente do organismo. As interações medicamentosas classificam-se em: Interações Farmacocinéticas: São aquela em que o fármaco altera a velocidade ou a extensão de absorção, distribuição, biotransformação ou excreção de outro fármaco. Interações Farmacodinâmicas: Ocorrem nos sítios de ação dos fármacos, envolvendo os mecanismos pelos quais os efeitos desejados se processam. Interação de efeito: Ocorre quando dois ou mais fármacos em uso concomitante têm ações farmacológicas similares ou opostas. Podem produzir sinergias ou antagonismos sem modificar farmacocinética ou mecanismo de ação dos fármacos envolvidos. Interações Físico-químicas também conhecida como incompatibilidade, ocorrem in vitro, ou seja, antes da administração dos fármacos no organismo,quando se misturam dois ou mais deles numa mesma seringa, equipo de soro ou outro recipiente (FUCHS F.D., WANNMACHER L., FERREIRA M. B. C; 2004). A maioria das interações medicamentosas se encontra entre os graus moderados a leve, seguidas pelas interações de grau maior, além disso, elas dependem das condições do paciente, ou seja, uma mesma interação em indivíduos diferentes poderá resultar em níveis de severidade desiguais. Portanto os profissionais de saúde devem estar atentos às informações sobre interações medicamentosas e devem ser capazes de descrever o resultado da potencial interação e sugerir intervenções apropriadas. Também é responsabilidades dos profissionais de saúde aplicar a literatura disponível para uma situação e individualizar recomendações com base nos parâmetros específicos de um paciente. Todavia, é quase impossível lembrar de todas as interações medicamentosas conhecidas e de como elas ocorrem (FUCHS F.D., WANNMACHER L., FERREIRA M. B. C; 2004).
341 REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Secretária de Ciência, Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Formulário terapêutico nacional 2010. Brasília: [s.n.], 2010. FUCHS F.D., WANNMACHER L., FERREIRA M. B. C. (Eds). Farmacologia clínica: fundamentos da terapêutica racional. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2004. GARSKE, C. C. D. et al. Avaliação das Interações Medicamentosas Potenciais em Prescrições de Pacientes em uma Unidade de Terapia Intensiva. Saúde e Pesquisa - Maringá-PR, 2016. MENDES. K. D. S. SILVEIRA R. C. C. P. GALVÃO. C. M. Revisão integrativa: MÉTODO DE PESQUISA PARA INCORPORAÇÃO DE EVIDÊNCIAS NA SAÚDE E NA ENFERMAGEM. Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2008 Out-Dez; 17(4): 758-64. SILVA. D. L. Et al. Análise da administração de medicamentos intravenosos em hospital da rede sentinela. Texto Contexto Enferm. [Internet], v.21, n.3, 2012. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/tce/v21n3/v21n3a19>. Acesso em 18 abr. 2018.
342 PROMOÇÃO DA MELHORIA NA ESPERA PELO ATENDIMENTO ATRAVÉS DA SUSTENTABILIDADE Raiane Agostinho de Oliveira Discente do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ. [email protected] Taynah Brito Alves Discente do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ. [email protected] Thayane Lara Patriota Laurindo Discente do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ. [email protected] Camila Teixeira de Carvalho Dias Docente do curso de enfermagem do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ. [email protected] RESUMO Introdução: o Projeto de Sustentabilidade do Curso de Enfermagem do UNIPÊ apresenta como proposta que os alunos do sétimo período identifiquem alguma necessidade no campo de estágio e possam lançar uma proposta para melhorar a realidade do local, por meio da sustentabilidade. Dessa forma, levando em consideração a proposta da instituição, foi desenvolvido o projeto de sustentabilidade para melhoraria da espera pelo atendimento, na USF Santa Clara. Objetivo: o objetivo geral deste trabalho é relatar a experiência de acadêmicas de enfermagem na implantação do projeto de sustentabilidade, para a melhoria da espera pelo atendimento, na USF Santa Clara. Metodologia: corresponde a um relato de experiência, que foi desenvolvido mediante a proposta de Projeto de Sustentabilidade da instituição, no mês de fevereiro, na USF Santa Clara, no bairro do Castelo Branco, na cidade de João Pessoa – PB, por um grupo de alunos do sétimo período. Resultados e discussões: ao longo das atividades realizadas na unidade em questão, que foi o local aonde demos início às nossas atividades do Estágio Supervisionado I, identificamos que uma grande demanda de usuários chegava ao local para terem acesso aos serviços que a unidade oferecia, antes mesmo dela abrir e tinham que esperar em pé, por falta de comodidade. Diante do exposto, surgiu a ideia de produzirmos como projeto de sustentabilidade bancos para que os usuários pudessem se acomodar, até que a unidade fosse aberta e um balanço para que as crianças pudessem brincar, enquanto esperavam os seus pais, feito à base de objetos reciclados e fruto de doações, no intuito de que fosse o início de uma praça no local, com o desenvolvimento
343 de práticas sustentáveis. Após várias reflexões, chegamos à conclusão que os materiais mais indicados para realizar o projeto seriam pneus de automóveis, devido a sua resistência e durabilidade, assim como as cordas, para que as pessoas pudessem se sentar. Passamos para a fase de coleta dos materiais que seriam necessários, onde conseguimos os pneus, cordas e tintas vencidas, por meio de doações da comunidade. Após coletados os materiais, passamos para a fase de limpeza, onde retiramos toda a água que estava acomodada nos pneus, para assim poder pintá-los, juntamente com as idosas da Terapia Comunitária, que nos ajudaram no processo. Ao finalizarmos todo o processo prático de construção do nosso projeto de sustentabilidade, os bancos e balanço feitos de pneus foram entregues à unidade, através de um momento onde esclarecemos o que é sustentabilidade e o porquê de termos implantado aqueles bancos, tendo como foco da discussão a humanização na melhoria da espera. Considerações finais: foi gratificante contribuir com o serviço, na preservação do meio ambiente e sensibilizar a comunidade para a importância de utilizar a sustentabilidade como alternativa de vida. A equipe ficou muito grata pela nossa contribuição, a comunidade tem utilizado bastante o espaço, foi maravilhoso inserir o grupo de Terapia Comunitária nesse processo, sendo uma experiência enriquecedora. Descritores: Sustentabilidade. Atendimento. Humanização. INTRODUÇÃO O presente trabalho irá relatar a experiência de implantação de um projeto de sustentabilidade, em uma Unidade de Saúde da Família, como forma de melhoria da espera pelo atendimento, através da sustentabilidade. Muito se fala sobre a sustentabilidade e, esta palavra envolve um conjunto de paradigmas para o uso o uso dos recursos que objetivam atender as necessidades humanas. Este termo foi falado em 1987 no Relatório Brundtland da Organização das Nações Unidas, que determinou que desenvolvimento sustentável fosse o desenvolvimento que atende as necessidades do presente, sem prejudicar a capacidade das gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades. É necessário levar em consideração a sustentabilidade ambiental, econômica e sociopolítica. Assim, tudo que nos envolve precisa de cuidados especiais para
344 que continue existindo. Com isto, a conservação do meio ambiente deve ser estar incluída em uma política de desenvolvimento do país (TORRESI, 2010). O Projeto de Sustentabilidade do Curso de Enfermagem do UNIPÊ apresenta como proposta que os alunos do sétimo período identifiquem alguma necessidade no campo de estágio e possam lançar uma proposta para melhorar a realidade do local, por meio da sustentabilidade. Dessa forma, levando em consideração a proposta da instituição, foi desenvolvido o projeto de sustentabilidade para melhoraria da espera pelo atendimento, na USF Santa Clara, que será relatado a seguir. OBJETIVOS O objetivo geral do presente trabalho é relatar a experiência de acadêmicas de enfermagem na implantação do projeto de sustentabilidade, para a melhoria da espera pelo atendimento, na USF Santa Clara e os objetivos específicos são: abordar a importância da humanização na espera pelo atendimento e sensibilizar a população sobre a importância da sustentabilidade na preservação do meio ambiente. METODOLOGIA A metodologia do presente trabalho corresponde a um relato de experiência, que foi desenvolvido mediante a proposta de Projeto de Sustentabilidade da instituição, no mês de fevereiro, na USF Santa Clara, no bairro do Castelo Branco, na cidade de João Pessoa – PB, por um grupo de alunos do sétimo período. Durante o tempo de realização do estágio, percebemos que muitos usuários chegavam antes da abertura da unidade e não tinham aonde sentar, até o horário de abertura, que por vezes demorava bastante.
345 RELATO DE EXPERIÊNCIA Ao longo das atividades realizadas na USF Santa Clara, local aonde demos início às nossas atividades do Estágio Supervisionado I, identificamos que uma grande demanda de usuários chegava ao local para terem acesso aos serviços que a unidade oferecia, antes mesmo dela abrir e tinham que esperar em pé, por falta de comodidade. Alguns se acomodavam no chão, até que o serviço fosse aberto às 07h, para assim poderem ser atendidos pelos profissionais de saúde que ali se encontravam. Diante do exposto, surgiu a ideia de produzirmos como projeto de sustentabilidade bancos para que os usuários pudessem se acomodar, até que a unidade fosse aberta e um balanço, para que as crianças pudessem brincar enquanto esperavam os seus pais, feito à base de objetos reciclados e fruto de doações, no intuito de que fosse o início de uma praça no local, com o desenvolvimento de práticas sustentáveis. Após várias reflexões, juntamente com Isolda, que é ACS do serviço e líder do grupo de Terapia Comunitária, chegamos à conclusão que os materiais mais indicados para realizar o projeto seriam pneus de automóveis, devido a sua resistência e durabilidade, assim como as cordas, para que as pessoas pudessem sentar-se. Passamos para a fase de coleta dos materiais que seriam necessários, onde conseguimos os pneus, cordas e tintas vencidas, por meio de doações da comunidade. Após coletados os materiais, passamos para a fase de limpeza, onde retiramos toda a água que estava acomodada nos pneus, para assim poder pintá-los, juntamente com as idosas da Terapia Comunitária, que nos ajudaram no processo. Utilizados uma furadeira para realizar furos nos pneus, para que pudéssemos passar as cordas e, assim, as pessoas pudessem sentar-se. Ao finalizarmos todo o processo prático de construção do nosso projeto de sustentabilidade, os bancos e o balanço feitos de pneus foram entregues à unidade, através de um momento onde esclarecemos o que é sustentabilidade e o porquê de termos implantado aqueles bancos, tendo como foco da discussão a humanização na melhoria da espera. A USF em questão recebeu com satisfação nossa contribuição e vem utilizando os bancos e o balanço no cotidiano, dando um conforto melhor para a espera. A importância da inserção de Terapia Comunitária neste projeto, que possui idosas em sua maioria, vai além da ajuda para a criação, pois este trabalho serviu como uma terapia e fortalecimento da coordenação motora destas.
352 CUIDADOS PALIATIVOS E FÉ: UMA ABORDAGEM SISTEMÁTICA DA ENFERMAGEM Bruno Gonçalo Souza de Araújo Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ, [email protected] Joelma Rocha Felipe da Silva Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ, [email protected] Lilian Maria Seregati Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ, [email protected] Marisa Martins Fernandes Dias Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ, [email protected] Marta Estelle Xavier Soares Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ, [email protected] Rejane Ferreira de Oliveira Mota Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ, [email protected] Kaisy Pereira Martins. Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ, kaisy[email protected] RESUMO Introdução: O presente trabalho possui como temática principal os cuidados paliativos e fé, visto que durante as práticas assistidas estudou-se o caso clínico de uma cliente hospitalizada apresentando Doença de Crohn e em decorrência da patologia apresentou complicações a qual foi submetida a laparotomia exploratória associada a um câncer (CA) no intestino e posteriormente a uma ileostomia, necessitando de cuidados paliativos. Este se dá através de uma assistência individualizada englobando toda sua conjuntura e evidenciando a fé como característica essencial no que diz respeito ao processo saúde-doença. Metodologia: Trata-se de um estudo de caso decorrente de uma pesquisa observacional que ocorreu durante dois dias de práticas assistidas por universitários do quinto período do curso de Enfermagem do Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ. Resultados: Em decorrência dos profissionais pouco qualificados no que diz respeito aos cuidados paliativos e de como a fé tem seus efeitos positivos em pacientes terminais, o hospital ainda depara-se com um cenário de profissionais despreparados quanto ao acompanhamento e tratamento nesse tipo de situação. Conclusão: Diante do discorrido, o desenvolvimento de uma assistência satisfatória se inicia a partir da sensibilidade e empatia da equipe em não se limitar apenas
353 à visão centrada no diagnóstico, caracterizada pela visão biomédica e curativista, uma vez que negligenciaria possíveis resultados positivos decorrentes de intervenções simples que proporcionariam uma assistência humanizada embasada em uma visão holística. Palavras-chave: Cuidados Paliativos; Espiritualidade; Fé; Enfermagem. INTRODUÇÃO O significado de proteger, paliar, é derivado do latim pallium, termo que nomeia o manto que os cavaleiros usavam para se proteger das tempestades pelos caminhos que percorriam. É o prestar de cuidados por unidades e equipes específicas, em internamento ou no domicílio a doentes em situação de sofrimento decorrente de doença incurável com o objetivo de promover o seu bem-estar, sua qualidade de vida, através do alívio do sofrimento da dor física, psicológica, social e espiritual (WHO, 2017). A paciente L.S.M encontrava-se em cuidados paliativos devido a doença de Crohn não descoberta e, consequentemente, não tratada. A doença de Crohn caracteriza-se por uma inflamação crônica da mucosa do trato digestivo que pode acometer desde a boca, passando por todo o trato intestinal até o ânus. Porém, é mais comum na região do intestino delgado e grosso. OBJETIVOS O presente trabalho tem como objetivo, estabelecer um plano de cuidados individual para a paciente L.S.M., que possui clínica irreversível, necessitando de cuidados paliativos, abordando a significância dessa prática pela equipe de saúde quando somada a uma assistência holística.
354 METODOLOGIA A pesquisa observacional ocorreu durante dois dias consecutivos de práticas assistidas por universitários do quinto período do curso de Enfermagem do Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ. As práticas foram realizadas no Hospital Municipal Santa Isabel, nos dias 25 de Outubro e 08 de novembro de 2017 e os dados sobre o caso clínico foram obtidos a partir do prontuário do paciente e informações fornecidas pelo cuidador familiar da paciente L.S.M, com 57 anos de idade, sexo feminino e que até o presente momento permanecia institucionalizado. RELATO DE CASO Caso clínico: L.S.M, 57 anos, casada, natural de São João do Rio do PeixePB. Foi atendida no hospital de sua cidade onde diagnosticou-se, através da anamnese, exame físico cefalopodálico e exames complementares, câncer intestinal associado à Doença de Crohn. Foi encaminhada em seguida para o Hospital Municipal Santa Isabel, sendo admitida com queixa de dor intensa no abdome e melena. Nega DM, HAS, histórico de fumo e não pratica atividade física. Medidas de melhorias: Observou-se o não detalhamento do quadro clínico da paciente para si e seus familiares/acompanhantes. A mesma relatou que havia um “caroço” no intestino e que foi retirado. No entanto, a paciente tinha um câncer intestinal que não foi removido e não poderá ser devido a possíveis complicações. Os familiares/acompanhantes também desconheciam esse fato. Da mesma forma, observou-se a carência de profissionais capacitados em cuidados paliativos e/ou familiares/cuidadores que compreendessem sua definição e a aplicassem rotineiramente com fim de promover uma melhor qualidade de vida ao paciente.
355 Por último, observou-se que a ambiência da enfermaria não estava de acordo. A paciente está em regime de cuidados paliativos, permanece institucionalizada, sem previsão de alta, necessitando assim de aparato estrutural e físico que contribuirá com o seu emocional e consequentemente com o seu processo de enfrentamento da doença durante toda a sua estadia hospitalar. Propostas de melhorias: Dentre as propostas viáveis para melhorar a qualidade de vida da paciente em questão, as desenvolvidas foram a elaboração de materiais religiosos concernentes à fé da paciente, visando a preservação da comunhão com Deus e sua espiritualidade, a aplicação da ambiência adequada ao regime terapêutico em que a paciente estava inserida e a elaboração de um Manual de Instruções para os familiares/cuidadores, para que através desse protocolo, os cuidados pelos familiares leigos sejam eficazes, minimizando demais riscos à saúde da paciente. Para facilitar a preservação da comunhão com Deus foram selecionados 365 versículos bíblicos, os mesmos foram impressos, recortados, dobrados e colocados dentro de um recipiente. Todos os dias é retirado um versículo, durante um ano. Tal recipiente foi customizado com material E.V.A. em forma de pétalas simulando uma rosa. Levando em consideração o tempo de internação e a falta de lazer que existe no hospital, foi confeccionado um livro que contém várias imagens para pintura. Abaixo de cada figura encontra-se um espaço para colar os versículos retirados diariamente. Assim, a paciente além de fortalecer o seu dia com mensagens da Bíblia, ela ainda tem uma atividade para distração. Foi disponibilizado para ela os lápis de colorir, apontador e cola. Pensando não só na questão psicoemocional e espiritual, como também na lesão que a faz permanecer no ambiente hospitalar, foi elaborado um Manual de Instruções para que o acompanhante possa realizar a troca do curativo, pelos motivos citados no item anterior, que é a não disponibilidade da equipe responsável sempre que há a necessidade de troca (que, segundo a paciente, tem uma média de cinco a sete vezes por dia).
356 CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante de tudo que foi abordado no presente trabalho passamos a refletir que reconhecer e dar importância de um cuidado diferenciado de forma holística, trabalhando de forma multidisciplinar, por meio do qual seja priorizada a qualidade de vida, o conforto, a diminuição da dor e a interação com a família na busca de um cuidado efetivo ao paciente que não corresponde à terapêutica curativa, destaca como uma ferramenta essencial a promoção dos cuidados paliativos para essa família, tanto no processo de finitude e luto associada à fé e respeito, como propõe uma morte digna ao paciente terminal. REFERÊNCIAS Brasil. Ministério da Saúde(MS), Brasília: CNS; 2002. (Série CNS-Cadernos Técnicos, Série A, Normas e Manuais Técnicos, N. 133). CABRE, E.; DOMENECH, E. Impact of environmental and dietary factors on the Course of inflammatory bowel disease. World Journal of Gastroenterology, 2012. CERVELIN, A. F. Espiritualidade e religiosidade nos cuidados paliativos: conhecer para governar. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, v. 18, n. 1, p. 1-7, 2013. CORREIA, J. P. Gastrenterologia. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1986. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2015-2017/ NANDA International; tradução Regina Machado Garcez. - Porto Alegre: Artmed, 2015. ESCOTT, G. M. Prevalência de anemia nas doenças inflamatórias intestinais. Ciência em Movimento, 2009. EVANGELISTA, C. B. Bioethics, palliative care and terminality: a integrative review of the literature. Journal of Nursing, v. 7, n. 3, p. 1-1, 2013.
357 INFECÇÃO RELACIONADA À ASSISTÊNCIA À SAÚDE (IRAS) Marcelo Ferreira da Silva Junior Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ, [email protected] Marisa Martins Fernandes Dias Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ, [email protected] Marta Estelle Xavier Soares Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ, [email protected] Patrícia Maria Rodrigues Bento Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ, [email protected] Rejane Ferreira de Oliveira Mota Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ, [email protected] Vitória Maria Vieira de Azevêdo Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ, [email protected] Taynara Gomes da Silva Costa Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ, [email protected] Carla Braz Evangelista Centro Universitário de João PessoaUNIPÊ, [email protected] RESUMO Introdução: Para prevenção da Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS) estratégias precisam ser discutidas e implementadas, de maneira a reduzir os danos à saúde do paciente e profissional, os gastos com a saúde e o tempo de internação, melhorando consequentemente a qualidade da assistência. Metodologia: O presente estudo trata-se de um relato de experiência desenvolvido durante as práticas assistidas realizadas no Hospital Padre Zé por discentes do terceiro período. Durante as visitas foi possível identificar problemáticas, refletir e proporcionar medidas cabíveis para tentar solucionar problemas encontrados no ambiente hospitalar. Resultados: Diante das problemáticas observadas e das possíveis soluções para evadir determinados agravos relacionados a IRAS, a medida mais viável foi a implantação de relógios em todas as enfermarias, com o propósito de reduzir os índices de contaminação cruzada. Conclusão: Diante de toda a problemática acerca da IRAS, foram doados relógios de parede ao Hospital Padre Zé, com o intuito de trazer benefícios para o paciente no que diz respeito a manutenção do seu estado mental, social e físico, resgatar medidas assépticas, sustentáveis e preventivas para a equipe de saúde, e assim também poder minimizar os altos índices de infecção.
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