PULSEIRAS DE IDENTIFICAÇÃO DE ALERGIAS NO BLOCO CIRÚRGICO: SEGURANÇA, PREVENÇÃO, SAÚDE E BEM-ESTAR
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159 PULSEIRAS DE IDENTIFICAÇÃO DE ALERGIAS NO BLOCO CIRÚRGICO: SEGURANÇA, PREVENÇÃO, SAÚDE E BEM-ESTAR Rodrigo Souza da Silva ([email protected]) Anna Beatriz de Bulhões Maciel Ana Lídia Costa do Vale Helena Mikaely Monteiro da Silva Layanne da Silva Xavier Paula Alessandra da Silva Marques Dilyane Cabral Frade DOI 10.5281/zenodo.17675496 RESUMO: A identificação correta de pacientes cirúrgicos com alergias é uma etapa essencial para garantir a segurança e a continuidade do cuidado. No ambiente hospitalar, a prevenção de eventos adversos e reações alérgicas exige a adoção de estratégias baseadas em protocolos de segurança do paciente. Entre essas estratégias, destacase o uso de pulseiras de identificação para pacientes alérgicos, que fortalecem pelo menos três etapas do Protocolo de Segurança do Paciente: identificação correta, comunicação efetiva entre a equipe e segurança na administração de medicamentos. Durante o estágio no Hospital Municipal Santa Isabel, no bloco cirúrgico, estudantes de Enfermagem identificaram fragilidades na sinalização de pacientes alérgicos. Em diálogo com a preceptora e após revisão de literatura científica, estudo do protocolo de segurança e análise do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 3 — saúde e bem-estar — foi proposta a implementação de pulseiras de identificação para esse perfil de pacientes. O objetivo desta ação foi relatar a implementação do projeto LABISUS, com foco na adoção de pulseiras como ferramenta inovadora para a promoção da segurança e prevenção de reações adversas no ambiente cirúrgico. Inicialmente, foi realizado um levantamento orçamentário entre diferentes gráficas, optando-se por pulseiras plastificadas com melhor custo-benefício. A cor vermelha foi escolhida por se destacar das demais sinalizações da instituição. No entanto, no momento da apresentação do projeto, foi informado que, de acordo com o protocolo de cores da instituição, a cor vermelha não era utilizada para sinalização de alergias — sendo necessário o ajuste para a cor verde, conforme o padrão institucional. A proposta foi apresentada à coordenação do hospital, ao setor responsável pelo protocolo de segurança do paciente e à equipe do bloco cirúrgico. O grupo destacou os benefícios da padronização da sinalização de alergias, reforçando o impacto positivo na comunicação entre os
160 profissionais, na prevenção de erros e na promoção do bem-estar dos pacientes. Após o alinhamento com o protocolo institucional, as pulseiras verdes foram aceitas e passaram a fazer parte da rotina assistencial, sendo utilizadas para pacientes alérgicos admitidos no bloco cirúrgico. A experiência evidenciou a importância de planejamento, escuta institucional e flexibilidade para adaptação de propostas inovadoras à realidade do serviço. Apesar de desafios iniciais quanto à aceitação da proposta e ao fornecimento do material, a intervenção foi bemsucedida. Observou-se uma melhoria na identificação de pacientes alérgicos e um impacto positivo na segurança assistencial. Conclui-se que a utilização de pulseiras de identificação é uma estratégia simples, porém eficaz, que contribui significativamente para a prevenção de eventos adversos. A ação reforça a importância de protocolos bem definidos e da promoção de práticas seguras baseadas em evidências, alinhadas ao cuidado humanizado e aos princípios do SUS. REFERÊNCIAS: MARTINS, F. Z.; DALL’AGNOL, C. M. Centro cirúrgico: desafios e estratégias do enfermeiro nas atividades gerenciais. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 37, n. 4, e56945, 2016. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1983-1447.2016.04.56945. Acesso em: 2 jun. 29025. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo de segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos. Brasília: MS, 2013. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_seguranca_me dicamentos.pdf. Acesso em: 30 jun. 2025. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Saúde e bem-estar. Objetivo 3. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs/3. Acesso em: 30 jun. 2025.