DINÂMICA EDUCATIVA COMO ESTRATÉGIA PARA O ENSINO DO DESCARTE ADEQUADO DE RESÍDUOS INFECTANTES
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163 DINÂMICA EDUCATIVA COMO ESTRATÉGIA PARA O ENSINO DO DESCARTE ADEQUADO DE RESÍDUOS INFECTANTES Carla Ellen Cavalcanti Mendes de Andrade Emanuelle Laysa Ramos Valério Costa Kévelyn Monteiro dos Santos Maria Eduarda dos Santos Lima Maria Heloiza da Silva Alves Tainara da Conceição Silva Ingrid Bergman do Nascimento Silva DOI 10.5281/zenodo.17675522 RESUMO: O manejo seguro de resíduos infectantes nos serviços de saúde é essencial para a promoção da biossegurança, prevenção de infecções e redução dos impactos ambientais. Considerando a relevância do tema na formação em Enfermagem, este trabalho tem como objetivo relatar a experiência de uma atividade educativa voltada ao descarte adequado de resíduos infectantes, realizada na Clínica Escola de Enfermagem Florence Nightingale, com enfoque em metodologias ativas e ludicidade. Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência, realizado com discentes de Enfermagem, organizados aleatoriamente em dois grupos. A atividade foi conduzida por meio de uma dinâmica lúdica que utilizou imagens representando resíduos comuns e infectantes, as quais deveriam ser descartadas em caixas previamente identificadas. A equipe que realizasse o maior número de acertos dentro de um tempo préestabelecido foi premiada simbolicamente, promovendo engajamento e aprendizagem ativa. A iniciativa permitiu a vivência prática de um tema fundamental, muitas vezes abordado apenas de forma teórica. Durante a execução, foi possível identificar dúvidas recorrentes, como o descarte de resíduos aparentemente inofensivos, mas contaminados por material orgânico. Tais equívocos foram esclarecidos ao final da dinâmica, com a mediação dos docentes, conforme preconiza a RDC nº 222/2018 da Anvisa, que trata do gerenciamento de resíduos dos serviços de saúde. A proposta também se alinha à Agenda 2030, especialmente à ODS 3 – Saúde e Bem-Estar, ao contribuir para a construção de ambientes assistenciais mais seguros e sustentáveis. A ação fomentou a reflexão crítica sobre a importância da segregação correta dos resíduos desde a origem, e sobre o papel ético do profissional de saúde na prevenção de riscos biológicos e na proteção da saúde coletiva e ambiental. Além do aprendizado técnico, a atividade destacou-se pelo estímulo ao trabalho em equipe, à comunicação e ao raciocínio rápido,
164 competências essenciais à atuação profissional. O retorno dos participantes foi positivo, evidenciando maior segurança na identificação de resíduos e maior consciência sobre a importância do descarte adequado como ato de cuidado com o outro e com o ambiente. Conclui-se que a metodologia ativa, incorporada por meio da ludicidade, revelou-se eficaz no processo ensino-aprendizagem sobre o gerenciamento de resíduos infectantes. A experiência reforça a necessidade de ampliar o uso de estratégias interativas no ensino em saúde, garantindo formação técnica sólida e, ao mesmo tempo, sensível aos princípios da biossegurança, da sustentabilidade e da promoção do bem-estar coletivo. REFERÊNCIAS: AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 222, de 28 de março de 2018: dispõe sobre os requisitos de boas práticas de gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde. Brasília: ANVISA, 2018. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2018/rdc0222_28_03_ 2018.pdf. Acesso em: 30 jun. 2025. SILVA, M. C. R.; ANDRADE, S. R. Metodologias ativas de aprendizagem: práticas no ensino da Saúde Coletiva. Revista Brasileira de Educação Médica, Brasília, v. 44, n. 1, e013, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbem/a/FbQhxnCxNVyQysGxSQLtdzS/. Acesso em: 30 jun. 2025. INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA (IPEA). ODS 3 – Saúde e bem-estar. Brasília: IPEA, 2025. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/ods/ods3.html. Acesso em: 30 jun. 2025.