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Anais do Cong esso B asilei o de Iniciação Cien í ica Vol2 nº3 (2025) 800
(Ciências Sociais)
DITADURA MILITAR E CULTURA: OS DESAFIOS
ENFRENTADOS DURANTE A ÉPOCA
MILITARY DICTATORSHIP AND CULTURE: THE
CHALLENGES FACED DURING THAT PERIOD
Lucca Willens Ribei o Pe ei a, Ma iana Maia Lima, Tiago Ba ei a dos San os, Pa icia
C is ina Vasques de Souza Go isch
Uni e sidade San a Cecília (UNISANTA), San os-SP, B asil
E-mail pa a con a o: [email p o ec ed]
Resumo - Es e a igo examina a esis ência cul u al na Di adu a Mili a B asilei a (1964-
1985), iniciada pelo golpe de 1964, isando analisa como música, eligião e a es
desa ia am o au o i a ismo dos A os Ins i ucionais (AI-5, 1968), que ep imiu libe dades
(Michaelis, 2025; To es, 2018).
Pala as-cha e: di adu a mili a ; esis ência cul u al; MPB; censu a; eologia da libe ação.
Abs ac - This a icle examines cul u al esis ance du ing he B azilian Mili a y Dic a o ship
(1964-1985), ini ia ed by he 1964 coup, aiming o analyze how music, eligion, and a s
challenged he au ho i a ianism o he Ins i u ional Ac s (AI-5, 1968), which ep essed
eedoms (Michaelis, 2025; To es, 2018).
Keywo ds: mili a y dic a o ship; cul u al esis ance; MPB; censo ship; libe a ion heology.
1 INTRODUÇÃO
A Di adu a Mili a B asilei a, ins au ada em 31 de ma ço de 1964 po meio de um
golpe de Es ado que depôs o p esiden e João Goula , ep esen ou um pe íodo de 21 anos de
au o i a ismo exace bado, ma cado pela suspensão do es ado de di ei o, censu a à imp ensa e
ep essão sis emá ica à libe dade de exp essão. Esse egime, que se es endeu a é 1985, oi
ca ac e izado po medidas como os A os Ins i ucionais (AIs), especialmen e o AI-5 de 1968,
que consolidou o con ole es a al ao comba e qualque o ma de "sub e são" ou ideologia
con á ia às adições nacionais, con o me des acado em análises his ó icas ecen es. A
ele ância desse ema pe sis e na con empo aneidade, pois as ma cas da di adu a in luenciam
deba es sob e democ acia, di ei os humanos e p ese ação cul u al no B asil, como
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(Ciências Sociais)
e idenciado em es udos que explo am o legado ep essi o em con ex os de pola ização
polí ica a ual.
Es udos p é ios sob e o pe íodo, como os de To es (2018), en a izam o papel da
e ó ica o icial na legi imação da ep essão, enquan o pesquisas mais ecen es, incluindo
análises de a qui os desclassi icados, e elam como a censu a moldou na a i as cul u ais e
sociais [2,6]. No en an o, há lacunas na in eg ação de pe spec i as in e disciplina es que
conec em música, eligião e a es como e o es de esis ência, o que jus i ica es a
in es igação. O obje i o p incipal des e a igo é analisa como essas exp essões cul u ais
desa ia am o au o i a ismo di a o ial, p ese ando a iden idade nacional e omen ando a
ansição pa a a democ acia. Especi icamen e, busca-se examina o p oblema de como a is as
e g upos eligiosos con o na am a censu a pa a eicula c í icas polí icas, hipno izando que a
cul u a a uou como lócus essencial de con es ação simbólica, sus en ando a memó ia cole i a
en e a o u as, exílios e iolações de di ei os humanos.
O aciocínio ado ado segue uma abo dagem quali a i a, baseada em e isão
bibliog á ica de on es p imá ias (documen os o iciais) e secundá ias (análises acadêmicas),
delimi ando o escopo às mani es ações u banas e popula es en e 1964 e 1985, sem
ap o undamen o em esis ências u ais ou in e nacionais. Essa delimi ação pe mi e uma
ca ac e ização p ecisa do enômeno cul u al como o ma de esis ência, embasada na
ele ância his ó ica de p ese a libe dades em egimes au o i á ios. Assim, es e es udo
con ibui pa a o en endimen o de como a cul u a não apenas so eu es ições, mas eme giu
como e amen a i al de empode amen o social, alinhando-se a pesquisas con empo âneas
sob e memó ia e democ acia no B asil.
O p esen e es udo em como obje i o ge al analisa as o mas de esis ência cul u al na
Di adu a Mili a B asilei a (1964-1985), examinando como música, eligião e a es
desa ia am o au o i a ismo dos A os Ins i ucionais e p ese a am a iden idade nacional
du an e a ansição democ á ica. Como obje i os especí icos, busca-se iden i ica mecanismos
de con es ação na MPB e T opicalismo; examina o papel da Teologia da Libe ação e
eligiões a o-b asilei as; a alia o impac o da censu a no ea o e cinema; e discu i sua
in luência na abe u a polí ica a pa i de 1974.
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2 MATERIAL E MÉTODOS
Es a pesquisa ado a um desenho quali a i o e desc i i o, baseado em análise his ó ica
da esis ência cul u al na Di adu a Mili a B asilei a (1964-1985), com e isão bibliog á ica
sis emá ica pa a ep odu ibilidade. Ma e iais incluem on es p imá ias (A os Ins i ucionais,
como AI-5 de 1968, de a qui os nacionais; p oduções a ís icas: le as de MPB/T opicalismo,
o ei os de ilmes como Compasso de Espe a [1973]) e secundá ias (li os, a igos de
SciELO, JSTOR e Google Schola , 1964-2023, em po uguês/inglês, ocados em esis ência
u bana).
3 RESULTADOS
A análise quali a i a das on es e elou um pano ama de esis ência cul u al
mul i ace ado du an e a Di adu a Mili a B asilei a (1964-1985), onde música, eligião e a es
a ua am como mecanismos de con es ação ao au o i a ismo, especialmen e in ensi icado pelo
AI-5 de 1968, que suspendeu libe dades ci is e impôs censu a igo osa. Os achados des acam
pad ões de adap ação c ia i a pa a eicula c í icas polí icas, p ese ando a memó ia cole i a
en e à ep essão, com e idências de impac o na ansição democ á ica a pa i de 1974.
A Música Popula B asilei a (MPB) eme giu como p incipal eículo de p o es o
elado, u ilizando me á o as, i onia e imagens poé icas pa a con o na a censu a. Canções
como "P a Não Dize que Não Falei das Flo es" de Ge aldo Vand é (1968) mobiliza am
massas em es i ais an es de sua p oibição, simbolizando o descon en amen o social e
incen i ando espos as en usiás icas do público como o ma de desa io simbólico. Chico
Bua que, ícone da esis ência, con on ou o egime de o ma disc e a em composições que
c i ica am a ep essão, como "Apesa de Você" (1970), e ada e mu ilada pela censu a, mas
amplamen e di undida em ci cui os clandes inos.
O T opicalismo, lide ado po Cae ano Veloso e Gilbe o Gil, combinou elemen os
nacionais (samba, bossa no a) com in luências in e nacionais ( ock psicodélico), desa iando
não apenas o egime, mas es e eó ipos cul u ais, esul ando em exílios o çados dos a is as
em 1969. Fes i ais de música, como o In e nacional da Canção (1967-1968), o na am-se
a enas de comba e simbólico, onde pla eias o aciona am le as con es ado as, ampliando o
alcance da esis ência apesa da igilância es a al. Esses elemen os indicam que a música não
se limi ou a en e enimen o, mas uncionou como linguagem polí ica, alcançando milhões e
omen ando consciência c í ica.
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No campo eligioso, ap esen ou-se ambiguidades, com di isões in e nas que e le i am
o con ole di a o ial. Inicialmen e, se o es da hie a quia ca ólica apoia am o golpe de 1964
como ba ei a ao comunismo, mas a pa i de meados da década de 1960, a Teologia da
Libe ação impulsionou uma guinada p og essis a, com as Comunidades Eclesiais de Base
(CEBs) o ganizando comunidades pa a denúncias de iolações de di ei os humanos, como
o u as e desapa ecimen os. Bispos e pad es mili an es, como Dom Hélde Câma a,
o na am-se al os de pe seguição, com ela os de p isões a bi á ias em a qui os
desclassi icados.
Em con as e, ig ejas e angélicas pen ecos ais ado a am pos u as conse ado as e
apolí icas, p io izando expansão in e na e e i ando con on os di e os, embo a pequenos
mo imen os de endessem di ei os humanos em meno escala. Religiões de ma iz a icana,
como candomblé e umbanda, so e am ep essão exace bada, c iminalizadas como
"cu andei ismo" ou pe u bação da o dem, com e ei os in adidos pela polícia; no en an o,
i uais e danças sob e i e am em es i ais popula es, man endo adições disc iminadas e
se indo como e úgio iden i á io pa a comunidades ma ginalizadas.
Esses pad ões e elam a eligião como espaço de esis ência sele i a, com o
ca olicismo p og essis a exe cendo maio in luência na mobilização social. O ea o e o
cinema en en a am censu a se e a, moldando na a i as cul u ais e limi ando libe dades
a ís icas, mas pe sis i am como en es de p ese ação da memó ia. Filmes como Compasso
de Espe a (1973), de Edua do Esco el, e Eunice, Cla ice, The eza (1979), de José Jo ily,
abo da am emas sociais e polí icos, so endo e os e edições o çadas, libe ados apenas após
p essões de in elec uais. Análises de con eúdo indicam que essas ob as usa am alego ias pa a
c i ica o egime, expondo desigualdades e ep essão, com o cinema documen á io egis ando
iolações de di ei os humanos em exílios e p isões a bi á ias.
No ea o, peças como as de Odu aldo Vianna Filho inco po a am imp o isação e
e e ências indi e as à di adu a, ealizadas em espaços al e na i os pa a e adi a censu a,
con ibuindo pa a a o mação de edes de esis ência a ís ica. Esses achados demons am que
as a es isuais e pe o má icas, apesa das es ições, consolida am-se como espaços de
con es ação, in luenciando a abe u a polí ica e a econs ução social pós-1985. No ge al, os
esul ados delineiam um quad o coe en e de esis ência cul u al como es a égia adap a i a,
com in e conexões en e música, eligião e a es ampliando o impac o simbólico e polí ico,
sus en ando a iden idade b asilei a em meio à ep essão.
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4 DISCUSSÃO
Os esul ados ob idos nes a análise quali a i a des acam a esis ência cul u al como
uma es a égia adap a i a e mul i ace ada du an e a Di adu a Mili a B asilei a (1964-1985),
di e amen e ligada ao con ex o de ep essão exace bada pelo AI-5 de 1968, que suspendeu
ga an ias cons i ucionais e impôs censu a como e amen a de con ole ideológico. Essa
in e p e ação e o ça a isão de que a cul u a não oi me a í ima passi a, mas um locus a i o
de con es ação simbólica, pe mi indo a eiculação de c í icas polí icas em um ambien e de
igilância es a al, como e idenciado pela mobilização em es i ais musicais e i uais
eligiosos.
Compa a i amen e, os achados alinham-se aos de Napoli ano (2001), que desc e e a
MPB como "linguagem codi icada" de p o es o, onde me á o as em canções como "P a Não
Dize que Não Falei das Flo es" de Ge aldo Vand é não apenas con o na am a censu a, mas
omen a am uma consciência cole i a, alcançando camadas sociais amplas. No en an o,
enquan o Napoli ano en a iza o papel dos es i ais como ca alisado es de e e escência
popula , es a pesquisa c i ica essa isão ao des aca limi ações, como a p oibição subsequen e
que agmen ou o mo imen o, le ando a ci cui os clandes inos – um pon o de disco dância
com in e p e ações mais o imis as que subes imam o cus o humano, incluindo exílios, como
no caso de Chico Bua que.
A implicação aqui é que a i onia e a poesia na música se i am como mecanismos de
sob e i ência cul u al, p ese ando na a i as de descon en amen o que in luencia am a
ansição democ á ica, ao con á io de es udos que eem a cul u a como pe i é ica à polí ica
o mal.
O T opicalismo, po sua ez, ep esen a uma ino ação in e p e a i a nos esul ados,
combinando hib idismo cul u al pa a desa ia an o o egime quan o no mas es é icas
adicionais, esul ando em exílios o çados de Cae ano Veloso e Gilbe o Gil em 1969. Essa
usão de elemen os nacionais e in e nacionais, como samba com ock, pode se compa ada ao
concei o de "con acul u a" em Dunn (2001), que a gumen a que o mo imen o não só esis iu
à di adu a, mas ede iniu a iden idade b asilei a, p omo endo uma isão cosmopoli a con a o
nacionalismo au o i á io.
Conco damos com essa pe spec i a, pois os dados indicam que es i ais como o
In e nacional da Canção (1967-1968) amplia am o impac o simbólico, com o acionamen os
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públicos a uando como a os de ebelião cole i a; en e an o, c i icamos a ên ase de Dunn no
aspec o es é ico, pois os esul ados e elam implicações polí icas mais p o undas, como a
o mação de edes de solida iedade que sus en a am a oposição du an e a "abe u a" de 1974.
Essa disco dância su ge da necessidade de con ex ualiza o T opicalismo não isoladamen e,
mas em in e seção com ou as esis ências, des acando seu papel na e osão g adual do egime,
o que implica uma lição con empo ânea: a hib idização cul u al pode se uma e amen a
esilien e con a au o i a ismos eme gen es.
No âmbi o eligioso, os esul ados expõem ambiguidades que e le em di isões sociais
mais amplas, com o ca olicismo e oluindo de apoio inicial ao golpe pa a uma esis ência a i a
ia Teologia da Libe ação e Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), o ganizando denúncias
de o u as e desapa ecimen os. Essa guinada p og essis a, exempli icada po igu as como
Dom Hélde Câma a, alinha-se aos achados de Bo (1987), que in e p e a as CEBs como
"ig eja dos pob es", mobilizando base comuni á ia pa a con es a iolações de di ei os
humanos. Con udo, es a análise c í ica a oman ização em Bo ao e idencia pe seguições
documen adas em a qui os desclassi icados, como p isões de clé igos, o que suge e azões
pa a maio disco dância com isões que minimizam o isco pessoal en ol ido.
Em con as e, a pos u a conse ado a das ig ejas e angélicas, p io izando expansão
in e na sob e engajamen o polí ico, co obo a Ma iano (2015), que a ibui isso a uma eologia
apocalíp ica alinhada ao s a us quo; os esul ados es endem essa in e p e ação ao no a
mo imen os mino i á ios de de esa de di ei os, implicando que o conse ado ismo
e angélico, embo a limi an e, não oi monolí ico, e sua expansão du an e a di adu a
pa imen ou in luências polí icas a uais, como no bolsona ismo.
Pa a eligiões de ma iz a icana, a ep essão como "cu andei ismo" e ela
disc iminação acial in e seccional, com i uais sob e i endo em es i ais popula es; isso
conco da com O iz (1985), que ê essas p á icas como e úgios iden i á ios con a o
e nocen ismo es a al , mas c i ica a subes imação de O iz quan o ao impac o psicológico,
pois os dados indicam que essa esis ência p ese ou não só adições, mas uma
con ap opaganda cul u al, com implicações pa a deba es a uais sob e in ole ância eligiosa
no B asil.
As a es isuais e pe o má icas, po im, ilus am o cus o da censu a na o mação de
na a i as o iciais, com ilmes como Compasso de Espe a (1973) e Eunice, Cla ice, The eza
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(Ciências Sociais)
(1979) usando alego ias pa a expo desigualdades, libe ados apenas sob p essão in elec ual.
Essa dinâmica ecoa S am (1997), que discu e o cinema como " esis ência documen ada",
egis ando exílios e p isões pa a con apo a e são o icial do egime; conco damos, mas
in e p e amos c i icamen e que a mu ilação de ob as, como edições o çadas, não só limi ou
libe dades, mas ca alisou edes al e na i as de exibição, in luenciando a econs ução pós-
1985.
Compa ado a Schwa zman (2009), que en a iza o ea o imp o isado de Odu aldo
Vianna Filho como e asão à censu a, os esul ados des acam in e conexões com música e
eligião, ampliando o signi icado simbólico e polí ico. Uma disco dância su ge com
abo dagens que eem as a es como eli is as, pois os achados demons am acessibilidade ia
espaços al e na i os, implicando que essa esis ência omen ou empode amen o social amplo,
com lições pa a a p ese ação da memó ia em democ acias ágeis.
Em sín ese, os esul ados in e p e ados e elam a esis ência cul u al como ede
in e ligada, onde adap ações c ia i as desa ia am o au o i a ismo, conco dando com li e a u a
que en a iza seu papel na ansição democ á ica, mas c i icando isões educionis as que
igno am cus os e in e seccionalidades. As implicações apon am pa a a cul u a como
sal agua da da democ acia, ele an e em con ex os de pola ização a ual, jus i icando es udos
u u os sob e legados digi ais dessas esis ências.
5 CONCLUSÕES
A análise ealizada con i ma que a esis ência cul u al du an e a Di adu a Mili a
B asilei a (1964-1985) ep esen ou uma o ma i al de con es ação ao au o i a ismo,
alinhando-se aos obje i os p opos os de examina como música, eligião e a es desa ia am o
egime e p ese a am a iden idade nacional. Os esul ados demons am que, apesa da
ep essão in ensi icada pelo AI-5 de 1968, exp essões como a MPB e o T opicalismo, com
suas me á o as e hib idizações, mobiliza am consciências cole i as em es i ais e ci cui os
clandes inos, enquan o a Teologia da Libe ação e as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs)
no ca olicismo, con as ando com pos u as conse ado as e angélicas e a pe seguição a
eligiões a o-b asilei as, omen a am denúncias de iolações de di ei os humanos. No ea o e
cinema, ob as censu adas como Compasso de Espe a (1973) a ua am como p ese ado as da
memó ia, in luenciando a ansição g adual pa a a democ acia a pa i de 1974. Essa
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(Ciências Sociais)
esis ência não apenas con o nou a censu a, mas e odiu o con ole ideológico do egime,
sus en ando a libe dade de exp essão e a econs ução social pós-1985, como co obo ado po
es udos his ó icos que en a izam seu legado na democ acia b asilei a con empo ânea. As
implicações são cla as: a cul u a eme ge como sal agua da con a au o i a ismos, com lições
pa a con ex os a uais de pola ização e ameaças a di ei os humanos. Recomenda-se pesquisas
u u as sob e o impac o digi al dessas na a i as, como a qui os online de p oduções
censu adas, pa a amplia a acessibilidade e o deba e público. Em suma, a Di adu a Mili a ,
embo a aumá ica, e elou o po encial ans o mado da cul u a como e amen a de
empode amen o e memó ia cole i a, e o çando a necessidade de igilância democ á ica
con ínua.
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