Uni e sidade do Es ado do Rio de Janei o
Ins i u o Poli écnico
Labo a ó io de Ensaios Mecânicos e Me ologia – LEMec
Labo a ó io Químico
Cu so de Ex ensão
In o mações Básicas de Segu ança em
Labo a ó ios
No a F ibu go
Ve são 3
2023
Labo a ó io de Ensaios Mecânicos e Me ologia – LEMec
Labo a ó io Químico
Cu so de Ex ensão
A p esen e apos ila oi o ganizada pela D a.
Kelly C is ine da Sil ei a, pós-dou o anda do
Ins i u o Poli écnico (IPRJ/UERJ), pa a o
cu so de ex ensão “In o mações Básicas de
Segu ança em Labo a ó ios”. O obje i o
des e cu so é p opo ciona conhecimen os
in odu ó ios de segu ança em labo a ó io,
e i ando e en uais aciden es du an e a
ealização de expe imen os di e sos.
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO 4
2. PROCEDIMENTOS RECOMENDADOS NO LABORATÓRIO 5
2.1 COMPORTAMENTO INDIVIDUAL 5
2.2 REALIZAÇÃO DO EXPERIMENTO 9
3. MATERIAL DE LABORATÓRIO E SUA UTILIZAÇÃO SEGURA 9
3.1 VIDRARIAS 9
3.2 MATERIAL DE PORCELANA 11
3.3 USO DE EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS 12
3.4 USO DE CHAMA 12
3.5 USO DE ESTUFAS 13
3.6 USO DE BANHO-MARIA 14
3.7 USO DE PLACA, CHAPA OU MANTA DE AQUECIMENTO 15
3.8 USO DE DESSECADOR E DESSECANTES 16
3.9 MANUSEIO DE REAGENTES E AMOSTRAS 17
3.9.1 MANIPULAÇÃO DE LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS E COMBUSTÍVEIS 18
3.9.2 MANIPULAÇÃO DE PRODUTOS TÓXICOS 20
3.9.3 MANIPULAÇÃO DE PRODUTOS CORROSIVOS 22
3.9.4 MANIPULAÇÃO DE PRODUTOS ESPECIAIS (PERÓXIDOS, PERCLORATOS,
CLORATOS, NITRATOS) 23
3.9.5 MANIPULAÇÃO DE PRODUTOS PIROFÓRICOS 24
4. ARMAZENAMENTO DE REAGENTES 24
5. DESCARTE DE RESÍDUOS 29
6. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO 31
7. FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS – FISPQ 33
8. PRIMEIROS SOCORROS 34
REFERÊNCIAS 37
ANEXOS 39
ANEXO I. LISTA DE SUBSTÂNCIAS INCOMPATÍVEIS 40
ANEXO II. PICTOGRAMAS DE PERIGO 44
ANEXO III. QUEIMADURAS – PRIMEIROS SOCORROS 45
ANEXO IV. MAPAS DE RISCOS DO LEMEC 46
ANOTAÇÕES 48
4
1. INTRODUÇÃO
A segu ança em labo a ó io é c ucial pa a ga an i a saúde e bem-es a dos abalhado es, além
de p o ege o meio ambien e e e i a danos ao equipamen o e ins alações. É impo an e segui as
no mas de segu ança e as ins uções de manuseio de equipamen os e subs âncias químicas pa a
e i a aciden es e inciden es. Além disso, é impo an e e medidas de segu ança em caso de
eme gência, como ex in o es de incêndio e equipamen os de p o eção indi idual. A conscien ização
e o einamen o egula são essenciais pa a man e a segu ança nos mais di e sos labo a ó ios.
Os labo a ó ios químicos ap esen am iscos como abso ção de subs âncias p esen es no a ,
con aminação em caso de aciden es com p odu os químicos e uso inadequado de equipamen os.
Especi icamen e, esses iscos incluem a abso ção cumula i a de subs âncias p esen es na
a mos e a labo a o ial po meio de inalação, abso ção cu ânea ou inges ão, con aminação em g ande
escala de ido a aciden es com p odu os químicos como explosões e p ojeção de ácidos, e mau uso
de ma e iais de id o e equipamen os elé icos.
Os p o issionais que abalham em labo a ó ios de em es a cien es da impo ância das
o ien ações e medidas p e en i as pa a minimiza aciden es. A comp eensão dos iscos associados
ao manuseio inadequado de subs âncias e ma e iais químicos é indispensá el pa a ga an i a
segu ança de odos. A Figu a 1 ap esen a uma elação dos p incipais iscos elacionados à p á ica
labo a o ial inap op iada.
Figu a 1: Riscos elacionados ao manuseio inadequado de p odu os químicos: Aciden es Pessoais
Adap ado de: h p://www.iqm.unicamp.b /
5
Nes e con ex o, esse Manual de Segu ança isa o nece as ecomendações básicas pa a o uso
adequado de p odu os químicos, ma e iais e equipamen os comuns em labo a ó ios de ensino e
pesquisa, além de o ien ações sob e compo amen os segu os pa a man e uma boa p á ica de
segu ança nas a i idades expe imen ais. As o ien ações aqui ap esen adas o am pe sonalizadas
pa a as a uais demandas do Labo a ó io Químico da UDT/LEMec, en e an o, são o ien ações
uni e sais a di e en es ealidades labo a o iais.
2. PROCEDIMENTOS RECOMENDADOS NO LABORATÓRIO
Pa a ga an i a segu ança de odos, é impo an e segui as no mas e p ocedimen os de segu ança
ao en a em um labo a ó io. No en an o, essas eg as simples são equen emen e desconside adas
no dia a dia do labo a ó io. Po an o, é esponsabilidade do p o esso o ien ado lemb a as eg as
de segu ança necessá ias an es de inicia cada a i idade e e i ica se os alunos es ão cump indo
as ecomendações. Pa a ga an i um ambien e de abalho segu o no labo a ó io, é undamen al
segui os p ocedimen os des acados a segui .
2.1 Compo amen o Indi idual
É ob iga ó io o uso de um jaleco de manga longa, con eccionado em algodão, p e e encialmen e,
du an e qualque p á ica labo a o ial, ga an indo p o eção con a subs âncias óxicas e co osi as.
Os alunos de em man e seus cabelos p esos, e i a oupas mui o la gas que possam a apalha o
manuseio de id a ias e ma e iais em ge al. Acos ume-se a usa , no labo a ó io, um sapa o/ ênis
echado, de sal o baixo e sola pouco esco egadia ou an ide apan e. É e ada a u ilização de
be mudas, saias ou simila es; semp e abalhe no labo a ó io com calças longas, pa a sua p óp ia
segu ança. Óculos de segu ança são al amen e ecomendados no labo a ó io, especialmen e onde
o uso é ob iga ó io; semp e que hou e iscos po enciais, usa e aze com que as demais pessoas
usem.
Conhece as saídas de eme gência (quando exis en es), localização dos ex in o es, caixa de
p imei os soco os e con a os de eme gência. Indispensá el a u ilização dos equipamen os de
p o eção indi idual (EPIs) du an e a pe manência em labo a ó io. Ainda, é impo an e a u ilização de
equipamen os de p o eção cole i a (EPCs), como capelas de exaus ão, e o conhecimen o sob e a
u ilização de la a-olhos e chu ei o de eme gência, po exemplo.
6
Ao sai do labo a ó io, e i ique se odos os equipamen os es ão desligados, o nei as e janelas
echadas e luzes apagadas pa a ga an i a segu ança de odos. O úl imo a sai do labo a ó io de e
aze essa e i icação.
As eg as de segu ança pa a u ilização de labo a ó io químico a iam de aco do com o ipo de
abalho e os ma e iais u ilizados, mas algumas medidas ge ais incluem:
1. Usa equipamen o de p o eção pessoal, como óculos de segu ança, lu as, jaleco e
sapa os echados.
2. Conhece os iscos e p ecauções associadas a cada ma e ial químico u ilizado, incluindo
in o mações sob e oxicidade, in lamabilidade e ea i idade (consul e a icha de segu ança
- FISPQ).
a. P epa e-se pa a qualque expe iência, lendo as o ien ações e ichas de segu ança
an es de i pa a o labo a ó io; siga as ins uções de seu o ien ado , ano ando com
cuidado odas as p ecauções a oma em cada e apa da a i idade expe imen al;
b. Acos ume-se a egis a suas a i idades em seu cade no de labo a ó io e nas
planilhas/cade nos disponí eis no labo a ó io em caso de uso de equipamen o ou
desca e de ma e ial;
c. Realiza somen e as expe iências após sua discussão com o p o esso e com
os colegas;
d. Conside e odos os p odu os químicos como pe igosos, e i ica o p ocedimen o
pa a manuseio e desca e, oxidez e incompa ibilidade dos p odu os químicos
di e amen e em suas ichas de segu ança. Lemb e-se: odo p odu o químico em
um isco associado! E i e exposição desnecessá ia.
3. Segui as ins uções ge ais de u ilização do ambien e labo a o ial.
a. Man e o local de abalho bem en ilado e iluminado;
b. Nunca seque id a ias olumé icas ais como: pipe a olumé ica, bu e a e balão
olumé ico, em es u a;
c. A má ios de uso pessoal, no labo a ó io, de em con e apenas as suas oupas e
obje os de uso pessoal. Não u ilize esse espaço pa a ma e iais de labo a ó io;
d. É e ada a colocação de qualque ipo de alimen o sob e as bancadas, em a má ios
e em geladei as de labo a ó io;
e. Nunca u ilize id a ia de labo a ó io (béque , e lenmeye ) como u ensílio domés ico
(copo, ese a ó io) - o isco é ób io;
7
. É e ado o hábi o de alimen a -se no labo a ó io (água/ca é ambém não pode!)
e e i e o uso de len es de con a o: os p odu os químicos ( apo es) podem dani icá-
la, causando g a es lesões nos olhos;
g. Man enha as bancadas semp e limpas e li es de ma e iais que não se ão
u ilizados naquele momen o e deixe o espaço limpo pa a o p óximo usuá io;
h. Ao se ausen a da bancada de abalho ou deixa um expe imen o du an e a noi e,
aça a iden i icação adequada do expe imen o ( e modelo de icha do LEMec);
i. Não deixe desa endidos on es de calo (bicos de gás ou maça icos, placas de
aquecimen o ou man as), bombas de ácuo e ompas d’água. Desligue an es de
se ausen a ;
j. Papéis e esíduos u ilizados de em se colocados no ecipien e de cole a de lixo
comum, somen e quando não ap esen a em isco (con aminação);
k. Não use ma e ial queb ado ou em condições de isco. Faça o desca e adequado
e egis e;
l. Da empo su icien e pa a que um id o quen e es ie; não coloque di e amen e
sob e a bancada ia, use supo e de adequado e indique o isco de queimadu a
(coloque uma e ique a de a iso).
4. A mazena os ma e iais químicos de o ma adequada e segui as ins uções de segu ança
dos ó ulos.
a. E i a a mis u a de p odu os químicos incompa í eis, como ácidos e bases, po
exemplo. Ve i ica a abela de incompa ibilidade;
b. Ve i ica , pe iodicamen e, possí eis de amamen os ou azamen os nos a má ios
de eagen es;
c. Faze a e i icação egula de eagen es o mado es de pe óxidos ou subp odu os
pe igosos (ki de p e enção);
d. Os eagen es de em se , p e e encialmen e, a mazenados em a má ios de
segu ança, com p op iedades an i explosão e/ou co a ogo, po exemplo (mui o
comum pa a líquidos in lamá eis).
5. Segui as ins uções de segu ança pa a o manuseio de ma e iais óxicos, in lamá eis e
co osi os.
a. Não uma no labo a ó io e man e ecipien es com sol en es in lamá eis longe de
on es de calo ;
b. Não iden i ica eagen es pelo chei o ou sabo ;
c. Ve i ica o ó ulo do asco que con ém um dado eagen e an es de e i a dele
qualque po ção do seu con eúdo. Ro ula imedia amen e esse no o ecipien e;
8
d. Risco de con aminação. As po ções de eagen es que não o em usadas nunca
de em ol a pa a o asco de onde o em e i adas; e i e in oduzi qualque obje o
no asco de um eagen e, exceção ei a pa a o con a-go as com o qual ele possa
es a equipado;
e. Não adiciona água ao ácido, mas sim ácido à água ( isco de p ojeção de líquido);
. Nunca pipe e com a boca, nem mesmo água: pa a isso exis em pê as de
bo acha, pipe as au omá icas e se ingas desca á eis; não ale a pena o isco -
ocê não em nenhuma ga an ia da limpeza da ex emidade da pipe a e do ca á e
“ino ensi o” do p odu o químico;
g. La e cuidadosamen e as mãos, com bas an e água e sabão, an es de sai do
labo a ó io. Ainda, ecomenda-se não oca o os o/co po com as lu as (es ão
con aminadas);
h. Ro ule imedia amen e qualque eagen e ou solução p epa ados e as amos as
cole adas; apidamen e ocê pode á não sabe mais o que é o quê, mui o menos
seu colega de abalho;
i. A des ilação de sol en es ou simples manipulação de ácidos e/ou ma e iais óxicos
de e se ealizada em capela de exaus ão.
6. Conhece os p ocedimen os de eme gência, incluindo como lida com azamen os,
incêndios e exposições.
a. Limpe imedia amen e odo e qualque de amamen o de p odu os químicos (alguns
labo a ó ios êm ki especial pa a de amamen os); use EPIs adequados pa a
ealiza es a a i idade; de i ados de pe óleo podem se embebidos em es opa,
que de e se desca ada em ecipien e adequado pa a al (ma e ial in lamá el);
ácidos e bases o es de em se neu alizados (com e miculi e, calcá io,
se agem, a eia seca, e c.) an es de se em emo idos;
b. De o ma ge al, se oco e um de amamen o de líquidos in lamá eis, p odu os
óxicos ou co osi os, p oceda da seguin e manei a: 1) in e ompa o abalho; 2)
ad i a as pessoas p óximas ao local sob e o oco ido; 3) solici e ou ealize a
limpeza imedia amen e; 4) ale e seu o ien ado ou esponsá el pelo labo a ó io; 5)
solici e e co ija a causa do p oblema;
7. Man e egis os de alhados de odas as ope ações químicas ealizadas no labo a ó io.
a. Aciden es no labo a ó io;
b. Desca e de esíduos;
c. U ilização de equipamen os po pessoas ex e nas;
d. Regis o diá io de empe a u a de e ige ado es;
e. A e ição da balança analí ica, emp egando-se o peso pad ão (u ilize lu as
adequadas – encon a-se jun o à caixa do pad ão – UDT/LEMec).
9
8. Re isa egula men e as eg as de segu ança pa a ga an i que es ejam a ualizadas e
adequadas às condições a uais do labo a ó io. E, da mesma o ma, o e ece einamen o
pe iódico aos usuá ios do labo a ó io.
Na dú ida, pe gun e! Não execu e nenhuma a i idade que coloque sua segu ança e
dos demais em isco.
2.2 Realização do Expe imen o
Como já mencionado, os labo a ó ios ap esen am po enciais iscos e, po an o, é impo an e que
os alunos e i em b incadei as e es ejam a en os du an e as a i idades. O uso de equipamen os de
segu ança, como jaleco, óculos de segu ança e lu as, é ob iga ó io pa a odos.
Nenhum expe imen o de e se ei o sem o p é io conhecimen o das condições segu as pa a sua
ealização. Além dis o, oda a a i idade de e se p e iamen e discu ida com o o ien ado ou
supe iso , sendo des acados os iscos e os p o ocolos segu os pa a o êxi o do expe imen o.
Des aca-se a necessidade do conhecimen o p é io de possí eis subp odu os eacionais, além da
oxicidade dos eagen es p ecu so es. Além disso, o p ocedimen o adequado em caso de
de amamen os e o adequado desca e dos esíduos ge ados no expe imen o. Semp e consul e as
Fichas de Segu ança disponí eis no labo a ó io.
3. MATERIAL DE LABORATÓRIO E SUA UTILIZAÇÃO SEGURA
Os ma e iais equen emen e usados nos labo a ó ios comp eendem: id a ias de uso ge al;
ma e iais de po celana e me álicos (pinças, bicos de gás, po exemplo) e equipamen os elé icos
( o nos, es u as, man as, equipamen os de ca ac e ização). Sua u ilização segu a eque alguns
cuidados e condições adequadas de manuseio. Obse e algumas ecomendações especí icas a
segui .
3.1 VIDRARIAS
O uso de id a ia dani icada pode causa iscos desnecessá ios aos usuá ios e a e a os
esul ados dos expe imen os. É impo an e e i ica egula men e a condição da id a ia e emo e
imedia amen e qualque i em dani icado ou o a das condições de uso. Além disso, é impo an e
desca a a id a ia de o ma segu a e adequada, de aco do com as egulamen ações locais.
16
supe aquecimen o, pa a isso, u ilizam-se ba as magné icas, pé olas de aquecimen o ou
simplesmen e pedaços de ce âmica ( es os da ua xíca a de ca é, que queb ou!)
Figu a 7: Exemplos de equipamen os pa a aquecimen o
Fon e: Equipe LEMec
3.8 USO DE DESSECADOR E DESSECANTES
O dessecado é u ilizado pa a man e amos as secas enquan o es iam e an es de se em
pesadas, e em alguns casos, pa a seca uma amos a úmida. Um dessecan e, como o clo e o
de cálcio ou sílica gel, é adicionado na pa e in e io do dessecado pa a abso e a umidade.
É impo an e oca o dessecan e pe iodicamen e. Quando um obje o aquecido é colocado no
dessecado , é ecomendado espe a ce ca de 60 segundos an es de coloca a ampa, pois
isso pode causa aumen o de p essão no in e io do dessecado e ompe a edação en e a
ampa e a base. Depois de es ia , pode oco e o e ei o opos o, ou seja, p essão eduzida no
in e io do dessecado , o que pode causa pe da de amos a. Emp ega-se com maio
equência a sílica gel, que pode se eap o ei ada, apenas sendo necessá ia sua secagem
em es u a, a é que a co o iginal seja ees abelecida, indicando a emoção o al da água (de
osa pa a azul, po exemplo).
17
Figu a 8: Dessecado e o dessecan e sílica gel azul (den o do dessecado e na embalagem o iginal);
e den o do béque a sílica gel azul que abso eu umidade ( osa)
Fon e: A qui o pessoal
3.9 MANUSEIO DE REAGENTES E AMOSTRAS
Manipula eagen es químicos eque p ecauções e cuidados especí icos. O p imei o passo
é le a e ique a do eagen e e iden i ica in o mações básicas, como massa mola , ó mula
química e g au de pu eza. A e ique a ambém de e con e in o mações de pe igo, iscos e
o ien ações de p imei os soco os, além de indicações de incompa ibilidade química. Embo a
a e ique a o neça in o mações impo an es, des aca-se que elas são básicas e mais
in o mações podem se encon adas nas ichas écnicas ou de segu ança o necidas pelo
ab ican e, que con ém de alhes como unção, desc ição ísica, a mazenamen o, composição,
impu ezas, oxicidade e p imei os soco os.
Os eagen es químicos são ab icados com di e en es g aus de pu eza, que são
impo an es na escolha adequada do eagen e pa a um de e minado p ocedimen o
expe imen al. Exis em eagen es com g aus especiais pa a p opósi os especí icos, como g au
espec al e g au c oma og á ico. Dependendo da aplicação, os eagen es passam po
di e en es p ocessos de pu i icação e con ole de qualidade. Os eagen es pa a análises
ge ais, como olume ia, po enciome ia e i ulação, são di e en es dos eagen es pa a casos
especí icos, como c oma og a ia líquida, c oma og a ia gasosa e análise de esíduo de
pes icidas, que são pu i icados especi icamen e pa a emo e impu ezas que podem in e e i
em uma aplicação pa icula .
Manipula eagen es de o ma co e a é c ucial, não somen e de ido aos iscos ine en es
a cada eagen e, mas ambém pa a p ese a as condições do eagen e. Vá ias eg as de em
se seguidas pa a e i a con aminação. Além disso, é impo an e escolhe e limpa
18
cuidadosamen e o ma e ial de cole a, como espá ulas de aço inoxidá el ou po celana. Em
pa icula , pa a eagen es líquidos concen ados (ácidos, po exemplo), é ecomendado e i a
a quan idade necessá ia do eagen e e colocá-lo em ou o ecipien e, como um béque , an es
de u iliza a id a ia olumé ica pa a e i a a quan idade desejada pa a o expe imen o. O
con eúdo es an e não de e e o na ao asco o iginal, de e-se desca á-lo adequadamen e.
A
B
Figu a 9: Manipulação de amos as e eagen es. A) Combus ão de amos a de hid a o de
ciclopen ano; B) Tes e quali a i o de con aminan e em água
Fon e: Equipe LEMec e a qui o pessoal
3.9.1 Manipulação de líquidos in lamá eis e combus í eis
Líquidos in lamá eis são aqueles que ap esen am pon o de ulgo
1
abaixo de 70 ºC. São
classi icados de aco do com suas p op iedades ísicas:
1
É a empe a u a mínima na qual um combus í el libe a apo em quan idade su icien e pa a o ma uma mis u a
in lamá el po uma on e ex e na de calo ; en e an o a chama não se man ém de ido à insu iciência da quan idade
de apo es.
19
• Pon o de Fulgo a é 37,7 ºC: CLASSE I
• Pon o de Fulgo de 37,7 ºC a é 70 ºC: CLASSE II
Os líquidos combus í eis (CLASSE III) ap esen am pon o de ulgo acima de 70 ºC; quando
aquecidos a empe a u as supe io es ao seu pon o de ulgo , compo am-se como líquidos
in lamá eis.
Tabela 1. Líquidos in lamá eis comumen e u ilizados em labo a ó io
Líquidos in lamá eis
Pon o de Fulgo (ºC)
Líquidos in lamá eis
Pon o de Fulgo (ºC)
Ace a o de e ila
-4,4
Cicloexano
-20
Ace a o de me ila
-9
1,2-diclo oe ano
13
Ace ona
-38
É e e ílico
-45
Álcool e ílico
12
É e de pe óleo
-30
Álcool isop opílico
12
Dissul e o de ca bono
-30
Álcool me ílico
23
Hexano
23
Benzeno
11
T ie ilamina
-7
Os líquidos in lamá eis e combus í eis são al amen e pe igosos e de em se manipulados
com ex ema p ecaução. Riscos associados incluem incêndios e explosões, além de
queimadu as g a es. Algumas o ien ações a segui incluem:
• U ilize somen e ecipien es ap op iados pa a a mazena e anspo a esses líquidos.
• Ve i ique se há ex in o es de incêndio disponí eis no local e amilia ize-se com sua
u ilização.
• Man enha esses líquidos longe de on es de calo , chama ou aíscas.
• U ilize equipamen o de p o eção pessoal, como lu as e óculos de segu ança, ao
manipula esses líquidos.
• E i e uma ou usa disposi i os elé icos enquan o manipula esses líquidos.
• Ce i ique-se de que o local de abalho es á bem en ilado.
• Não jogue na pia líquidos in lamá eis e/ou olá eis (consul e as ecomendações pa a
ecolhimen o dos esíduos ge ados);
• Es oque-os em ecipien es de despejo p e is os pa a is o, e adequadamen e
o ulados;
• Gua de ascos con endo líquidos in lamá eis e/ou olá eis, especialmen e nos dias
quen es de e ão, em geladei as ap op iadas;
20
• Tenha cuidado ao ealiza qualque ipo de mis u a, os iscos podem se aumen ados.
3.9.2 Manipulação de p odu os óxicos
A manipulação de p odu os óxicos eque uma sé ie de p ecauções pa a ga an i a
segu ança dos usuá ios. De e se e i ada ou minimizada. Algumas das medidas a se em
omadas incluem:
• Não manipula p odu os óxicos sem o conhecimen o da oxidade e de seus
mecanismos de in oxicação (cu ânea, o al);
• E i e aspi a apo es, pois mui os compos os são ex emamen e i i an es, quando não
óxicos, pa a isso, abalhe somen e na capela, com EPIs adequados;
• Ao ans e i ou maneja sol en es olá eis ou subs âncias que desp endem apo es
óxicos ou co osi os, u ilize uma capela ou abalhe um local bem en ilado (abe o).
• Nas eações onde oco e desp endimen o de apo es ou gases noci os, p o idencia
a ins alação de um ap (a madilha) e icien e;
• Não jogue p odu o óxico na pia ( eagen es ou subp odu os da eação);
• E i e o con a o de p odu os óxicos com a pele, mas em caso de con aminação, la a
a pa e a e ada com água em abundância. Apenas água.
• A ans e ência de sólidos de e se e e uada com o auxílio de espá ulas; líquidos
de em se ans e idos com o auxílio de p o e as ou pipe as ( olumé icas ou
g aduadas);
• E i a que um líquido, ao se e ido do asco que o con ém, esco a sob e o
espec i o ó ulo, dani icando-o;
• Qualque sin oma de mal-es a , in e ompa o abalho, imedia amen e, e a ise seu
supe iso ou o ien ado , acompanhado, en ão, di ija-se ao soco o médico, com a
icha de segu ança do p odu o manuseado.
É impo an e e i a espi a a é mesmo pequenas concen ações de gases e apo es
óxicos, pois mui os deles êm e ei os di e os sob e o sis ema ne oso cen al, ígado e ins,
mesmo que sin omas agudos de en enenamen o não sejam obse ados imedia amen e. Po
exemplo, o me anol e o b ome o de me ila causam danos i e e sí eis ao ne o ó ico, o
benzeno a e a a medula ce eb al e o e aclo e o de ca bono é al amen e óxico pa a o ígado.
Se possí el, esses eagen es de em se subs i uídos po al e na i as menos óxicas, como
e anol, olueno e hexaclo oe ano, espec i amen e. Além disso, é impo an e es a cien e de
que gases como monóxido de ca bono, ácido cianíd ico e ácido sul íd ico podem se a ais
21
quando inalados, mesmo em pequenas concen ações. É impo an e es a cien e dos iscos
e p ecauções a se em omadas ao lida com esses eagen es.
Tabela 2. P odu os óxicos equen emen e u ilizados em labo a ó io
Agen e Químico
A aliação de Riscos*
Inalação
Inges ão
I i ação
cu ânea
Con a o ocula
Ácido cianíd ico
4
4
2
4
Ácido luo íd ico
4
4
4
4
Ácido ó mico
4
3
4
4
Ácido oxálico
3
3
3
3
Ac oleína
4
3
3
4
Anid ido álico
3
-
2
3
Anilina
3
3
2
2
Benzeno
3
2
2
2
B omo
4
4
4
4
Ciane o de
po ássio
-
4
3
4
Clo o
4
-
3
4
Clo oni obenzeno
4
3
3
3
E anolamina
3
2
2
3
Fenol
2
3
4
4
Flúo
4
-
-
-
Fo maldeído
3
3
3
3
Hid oca bone os
halogenados
4
3
2
3
Iodo
4
4
4
4
Iodome ano
4
-
-
-
Isociana os
4
-
3
3
Me cú io
4
1
-
1
Ni obenzeno
-
4
3
4
Pi idina
3
2
2
3
Vapo es ni osos
4
-
2
3
*Exposição aciden al pode aca e a : (1) Lesão mínima, (2) Lesão le e, (3) Lesão mode ada, (4) Lesão g a e.
Vapo es de me cú io e poei a de chumbo e sílica são enenos que se acumulam no
co po e causam doenças c ônicas se inalados em baixas concen ações po longos pe íodos.
22
Po isso, é impo an e manipulá-los em capelas de segu ança e, no caso da sílica e do
chumbo, usa másca as com il os de p o eção. Em caso de de amamen o de me cú io,
pode-se espalha enxo e em pó, pois as pequenas go as de me cú io ade em ao enxo e e
podem, en ão, se acilmen e emo idas a endo-se o enxo e espalhado.
Alguns p odu os químicos são conhecidos como cance ígenos. Essas subs âncias de em
se manuseadas com ex ema p ecaução ou, se possí el, e i adas comple amen e. Exemplos
de cance ígenos conhecidos incluem be ana ol, al ana ilamina, benzeno, 3,4-benzopi eno e
ou os hid oca bone os de es u u a semelhan e. Ainda, compos os ali á icos e a omá icos
con endo g upos ni oso e ni osoaminas ambém o am incluídos nes a ca ego ia. O apo da
mis u a sul oc ômica (usada pa a limpeza de id a ias) ambém é conside ado cance ígeno,
po an o, ecomenda-se a in e upção de seu uso.
3.9.3 Manipulação de P odu os Co osi os
Os líquidos co osi os de em se manipulados com ex ema p ecaução, pois podem
causa queimadu as g a es em con a o com a pele ou ecidos i os. É impo an e usa lu as
(PVC- Clo e o de poli inila), óculos de segu ança e ou os equipamen os de p o eção pa a
minimiza o isco de aciden es. Além disso, os ecipien es que a mazenam esses p odu os
de em es a de idamen e e ique ados e o local de a mazenamen o de e se en ilado
adequadamen e. Se esses líquidos en a em em con a o com ou os ma e iais, como o ácido
sul ú ico e dic oma o de po ássio, pode ha e isco de incêndio. Es ão nes a ca ego ia as
bases e ácidos o es, alguns agen es o emen e oxidan es. Po isso, é impo an e segui as
ins uções de segu ança e manuseio o necidas pelo ab ican e.
• Não jogue p odu os co osi os concen ados na pia; alguns podem se desca ados
depois de neu alizados e diluídos. Ve i ique as o ien ações de desca e.
Tabela 3. P odu os óxicos comumen e u ilizados em labo a ó io
Ácido b omíd ico
B omo
Ácido clo oacé ico
Clo e o de ace ila
Ácido luo íd ico
Clo e o de es anho
Ácido ó mico
Fenol
Ácido iodíd ico
Hid óxido de sódio e po ássio
Ácido ní ico
Oxiclo e o e iclo e o de ós o o
Ácido pe cló ico
Água oxigenada
Mis u a sul oc ômica
Pe óxido de sódio
Ácido sul ú ico
23
3.9.4 Manipulação de P odu os Especiais (Pe óxidos, Pe clo a os, Clo a os,
Ni a os)
Os pe óxidos o gânicos são moléculas que possuem ligação -O-O-, podendo se
ex emamen e ins á eis e decompondo-se espon aneamen e. Quase odos os pe óxidos são
o o e e micamen e sensí eis, pois essa ligação química é mui o aca e, po an o, acilmen e
ompida. São classi icados en e os p odu os mais pe igosos. Alguns pe óxidos manipulados
em labo a ó ios são mais sensí eis ao choque do que o TNT-T ini o olueno. É impo an e
segui as ins uções de segu ança do ab ican e e as no mas locais pa a o a mazenamen o.
Ou os p odu os, como os clo a os, pe clo a os e ni a os, ambém êm compo amen o
pe igoso ace a impac os e exposição à luz, po exemplo.
Alguns eagen es o mam pe óxidos com acilidade, pois eagem com o oxigênio do a .
Esses pe óxidos ins á eis podem explodi iolen amen e quando concen ados po
e apo ação ou des ilação, aquecidos ou subme idos ao choque/ icção (ace a o de inila,
aldeídos, e ahid o u ano (THF), ce onas cíclicas, ciclohexano, ciclooc eno, decalina, é e
e ílico e isop opílico, p-dioxano, en e ou os); eque em cuidados especiais pa a a sua
manipulação e seu a mazenamen o. Não podem se jogados na pia! Risco de explosão!
Ainda, a embalagem de e se incine ada numa ins alação de incine ação adequada.
Com a necessidade de u ilização desses eagen es, o ien a-se a comp a de ki s de
e i icação da p esença desses subp odu os e de emoção desses pe óxidos. Alguns
eagen es possuem inibido , como o BHT, en e an o, ainda exis e a necessidade de es e
quali a i o ou semiquan i a i o pa a e i icação desses subp odu os. Di e sos p o ocolos de
e i icação e con ole de pe óxidos es ão disponí eis na li e a u a.
Obse e na sua manipulação alguns cuidados:
• Não use espá ula de me al pa a manipula pe óxidos;
• Não e o ne ao asco o iginal qualque quan idade de pe óxido ou compos os
o mado es de pe óxidos não u ilizados;
• Não jogue pe óxidos na pia; eles de em se al amen e diluídos, e desca ados
adequadamen e;
• Não es ie soluções com pe óxido abaixo da empe a u a de congelamen o deles; na
o ma c is alina, são mais sensí eis ao choque;
• Abso a imedia amen e, com e miculi e, po exemplo, soluções de pe óxidos
de amadas;
• Ve i ique a o mação de pe óxidos pe iodicamen e de aco do com a necessidade de
cada p odu o. Alguns labo a ó ios possuem i a pa a es e de o mação desses
subp odu os (ki de p e enção).
24
3.9.5 Manipulação de P odu os Pi o ó icos
P odu os pi o ó icos são aqueles que, em condições ambien e no mais (a mos e a,
empe a u a e umidade), eagem iolen amen e com o oxigênio do a ou com a umidade,
ge ando calo , gases in lamá eis e ogo. Den e es es, podem se ci ados os me ais alcalinos
e alguns de i ados o ganome álicos: bu il-lí io, die il-zinco, po ássio, sódio, lí io, ie il-
alumínio.
Cuidados:
A manipulação des es p odu os eque cuidados especiais, de aco do com o seu es ado ísico:
Sólidos:
• Lí io, sódio e po ássio, são sólidos; de em se manipulados sob um líquido ine e,
ge almen e que osene; exposições p olongadas ao a podem le a à ignição
espon ânea.
• Não jogue apa as de me ais alcalinos na pia; podem explodi e p o oca incêndios!
• Conse e os p odu os pi o ó icos sólidos longe de sol en es in lamá eis pa a e i a
p opagação do ogo;
• Desca e apa as de me ais alcalinos e endo-as, aos poucos, em me anos, e anos ou
p opanol (secos).
Líquidos:
• Os de i ados o gano-me álicos, com exceção do Bu il-lí io; são líquidos que de em
se acondicionados em ecipien es me álicos, munidos de uma ál ula.
• A manipulação des es p odu os só de e se ei a sob a o ien ação de especialis a;
• Nunca se de e ab i a ál ula pa a a a mos e a;
• Os ecipien es só de em se abe os pa a a mos e a de gás ine e seco ou em câma a
especial;
• A ans e ência des es p odu os di e amen e sob o sol en e da eação, diminui o pe igo
de incêndio; diluídos, o nam-se menos in lamá eis;
• Nunca u ilize água pa a apaga incêndio des a na u eza; use ex in o de pó químico
seco ou a eia seca.
4. ARMAZENAMENTO DE REAGENTES
A es ocagem e o manuseio dos p odu os químicos são a i idades que exigem cuidado e
p ecaução, pois em um labo a ó io é manipulada e es ocada uma g ande a iedade de
25
subs âncias químicas, com as mais di e en es p op iedades ísicas e químicas. De e-se
conhece a in e ação en e os p odu os químicos, seus compo amen os em di e en es
condições ( empe a u a, umidade, incidência di e a de luz sola ), e sua oxicidade. Quando as
p op iedades ísicas e químicas dos p odu os a mazenados no labo a ó io são igno adas, os
iscos podem aumen a de al o ma que aciden es como explosões, emissões de gases
óxicos ou incêndios o nam-se ine i á eis. Ve i ique a abela de incompa ibilidade pa a
adequado a mazenamen o.
Figu a 10: A mazenamen o de eagen es no LEMec
Fon e: A qui o pessoal
4.1 CAPELA DE EXAUSTÃO
Quando se abalha com subs âncias olá eis (baixa empe a u a de apo ização) ou com
eações que desp endam p odu os gasosos, az-se necessá io o uso de uma capela de
exaus ão. Ainda, ecomenda-se seu uso du an e abalhos (pesagem, mis u a, eações) com
eagen es po encialmen e óxicos. Man enha a capela limpa e desocupada ao acaba seu
abalho.
32
3. CHUVEIRO DE EMERGÊNCIA: de e á possui um diâme o de 20 a 30 cm, se
acionado com ál ula de abe u a ápida (ala anca penden e ipo iângulo), e a
azão ga an ida po 15 minu os (não esquece de es a semanalmen e pa a e i a
empe amen o).
4. EXTINTOR DE INCÊNDIO: de e á ha e pelo menos um ex in o de incêndio em cada
labo a ó io, sendo que é impo an e essal a que cada ipo de ex in o de incêndio
des ina-se a um ipo especí ico de ogo. Ainda, é necessá io que haja um einamen o
cons an e no manuseio dos mesmos.
5. JALECO: usa de p e e ência jaleco ou gua da-pó b anco de manga longa, em
algodão; e i a o uso de ecidos sin é icos de ido a in lamabilidade des es.
6. LAVA-OLHOS: de e á possui um esguicho duplo em sen ido ans e sal, e acionado
po ala anca la e al (não esquece de es a semanalmen e pa a e i a
empe amen o).
7. LUVAS DE KEVLAR: de e ão se u ilizadas exclusi amen e nos abalhos com
ma e ial quen e, e i ado da es u a, po exemplo.
8. LUVAS DE BORRACHA: de e ão se u ilizadas nos abalhos com subs âncias óxicas
e/ou co osi as, na limpeza de ma e ial e/ou do p óp io labo a ó io (não esquece de
desca a as lu as u adas pa a e i a possí eis aciden es).
9. LUVAS DESCARTÁVEIS: de e ão se u ilizadas o empo odo du an e a ealização de
qualque p ocedimen o no labo a ó io. Podem se ni ílicas ou de lá ex, po exemplo,
desde que não sejam mui o inas.
10. MÁSCARA CONTRA GASES: de e á se u ilizada nos casos em que haja abalho
com subs âncias olá eis óxicas e/ou co osi as, sem que possa se u ilizada a
capela de exaus ão, sendo que o il o u ilizado de e se adequado pa a a(s)
subs ância(s) com a qual es eja abalhando. Con ola o p azo de alidade dos il os,
e uma ez abe o o lac e do il o, o mesmo de e á se gua dado em dessecado , ao
ab igo do a , ou em ambien e ex e no ao labo a ó io.
11. ÓCULOS DE SEGURANÇA: con eccionado em ma e ial esis en e ao impac o, com
abas la e ais p o e o as, indispensá el u iliza quando es i e abalhando com ácuo,
com eações que podem p oduzi p ojeções de ma e ial e/ou compos os químicos
pe igosos (siga as o ien ações de segu ança – FISPQ – de cada compos o).
12. PIPETADOR DE BORRACHA: pode á se u ilizado o modelo simples (uma só ia) ou
modelo com ês ias, de endo se u ilizado nos casos de líquidos co osi os, óxicos
e/ou i i an es (subs âncias pu as e/ou soluções) - pa a conse a o pipe ado e i a
de aspi a o líquido a é o bulbo do mesmo, ou seja, a ende os limi es da escala da
pipe a.
33
13. PROTETOR FACIAL: con eccionado em ma e ial esis en e ao impac o, es e
equipamen o subs i ui os óculos de segu ança de endo es a con enien emen e
adap ado ao os o da pessoa que i á u iliza .
7. FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS – FISPQ
A FISPQ é um documen o no malizado pela Associação B asilei a de No mas
Técnicas (ABNT) con o me no ma, ABNT-NBR 14725. Es e documen o, denominado
“Ficha de In o mação de Segu ança de P odu os Químicos”, de e se ecebido pelos
usuá ios de p odu os químicos, o nando-se um documen o ob iga ó io pa a a
come cialização des es p odu os. A FISPQ o nece in o mações sob e á ios aspec os
dos p odu os químicos (subs âncias ou mis u as) quan o à segu ança, à saúde e ao meio
ambien e; ansmi indo des a manei a, conhecimen os sob e p odu os químicos,
ecomendações sob e medidas de p o eção e ações em eme gência.
A FISPQ é um ins umen o de comunicação dos pe igos e possí eis iscos le ando
em conside ação o uso p e is o dos p odu os químicos; o documen o não le a em con a
odas as si uações que possam oco e em um ambien e de abalho, cons i uindo apenas
pa e da in o mação necessá ia pa a a elabo ação de um p og ama de saúde, segu ança
e meio ambien e.
MSDS/SDS (Ma e ial Sa e y Da a Shee / Sa e y Da a Shee ) são as siglas
mundialmen e conhecidas e e en es a es e documen o, o qual é ap esen ado po di e sos
modelos.
Caso não es eja disponí el a FISPQ do ma e ial que p e ende u iliza no labo a ó io,
solici e ao seu o ien ado que a disponibilize pa a ocê e compa ilhe a cópia imp essa
com os demais colabo ado es do LEMec, que de e se gua dada na pas a disponí el
no labo a ó io químico, denominada FICHAS DE SEGURANÇA.
34
Figu a 13: As FISPQs ela i as aos eagen es disponí eis no LEMec es ão disponibilizadas pa a
odos os usuá ios do labo a ó io
Fon e: A qui o pessoal
Consul e as Fichas de Segu ança disponí eis aqui:
h p://sis emasin e .ce esb.sp.go .b /p odu os/p odu o_consul a_comple a.asp
8. PRIMEIROS SOCORROS
No labo a ó io podem oco e , p incipalmen e, e igens, co pos es anhos e subs âncias
químicas nos olhos, queimadu as, co es e en enenamen os. Alguns lemb e es impo an es
pa a auxilia nos p ocedimen os de p imei os soco os:
1. Te no labo a ó io um cobe o , pa a caso de ogo e p o eção de e idos.
2. E i a , semp e que possí el, oca e imen os com as mãos, peças de oupas ou
qualque ou o ma e ial con aminado.
3. Em caso de desmaio, dei a o indi íduo de cos as, com a cabeça mais baixa que o
co po, azendo-o espi a amoníaco ou inag e.
4. Em caso de sinais de desmaio sen a o indi íduo e cu a sua cabeça en e as pe nas,
azendo-o espi a p o undamen e.
5. Em caso de hemo agias, aze comp essão do e imen o com cu a i os es e ilizados.
Dependendo do local do e imen o, es a comp essão pode á se ei a di e amen e ou
a uma ce a dis ância do mesmo.
6. Em caso de con a o da pele com subs âncias químicas p omo e uma la agem
abundan e do local com água.
35
7. Em caso de queimadu as po con a o ou espingos, p o idencia a la agem da á ea
com água ia, po um pe íodo de pelo menos 20 minu os, encaminhando em seguida
o aciden ado ao soco o médico mais p óximo.
8. Co pos es anhos nos olhos: com mui o cuidado la a os olhos abundan emen e com
água limpa e após man e a pálpeb a echada.
9. Subs ância química nos olhos: la a os olhos abundan emen e com água limpa. E i e
a u ilização de subs âncias neu alizan es de acidez ou basicidade, colí ios
anes ésicos, en e ou os.
10. Queimadu as: a queimadu a pelo calo de e se la ada abundan emen e com água
ia a é melho a do quad o e após, con o me a ex ensão, p ocu a auxílio médico.
Se o queimadu a química, de e-se la a com água ia abundan emen e a é a
eliminação da subs ância (no mínimo 20 minu os). Não usa p odu os pa a
queimadu a. P ocu e ajuda médica imedia amen e.
11. Inges ão de p odu os químicos: não p o oca ômi o. P ocu e ajuda médica imedia a.
Se a inges ão não oi aciden al, p ocu e ajuda psiquiá ica ambém.
12. P odu os químicos em con a o com a pele: de e-se p omo e a diluição e eliminação
da subs ância a a és de la agem exaus i a com água. E i e coloca subs âncias que
podem ocasiona desen ol imen o de ou a eação química na pele, como po
exemplo, eações de neu alização.
13. Co es: la a abundan emen e o local do e imen o com água. Não e i a agmen os
ixados no local do co e. Se necessá io in e ompa a pe da de sangue (hemo agia)
po ele ação do memb o e ido, seguido de p essão p óxima do e imen o. E i e aze
o nique e. P ocu e ajuda médica caso a pe da de sangue não pa e e/ou em caso de
con aminação po eagen es químicos du an e o aciden e.
É ob iga ó io que odos os aciden es de labo a ó io sejam comunicados (P eenche a
planilha disponibilizada jun o ao ki de p imei os soco os). O ien ação médica de e se
p ocu ada com u gência, em qualque caso.
Ao inal des e cu so, como no o memb o do labo a ó io Químico do LEMec, ocê se á
esponsá el po sua segu ança e de seus colegas. Siga as di e izes básicas de segu ança
que ocê ap endeu aqui e as que seu p o esso o ien ado ecomenda .
36
Figu a 14: O ien ações de p imei os soco os, ki de p imei os soco os, ele ones de eme gência e
P o ocolos de Ope ação Pad ão (POPs) pa a odos os equipamen os disponí eis no LEMec
Fon e: A qui o pessoal
Na dú ida, pe gun e!
Po a o , caso seja aluno do LEMec ou LEMA, p eencha a Ficha de Dados Pessoais e a
Decla ação de Responsabilidade pa a que seu cadas o, jun o ao LEMec, seja e e uado.
37
Con a os Impo an es
Tele one de Eme gência P ó-Química/Abiquim: 0800-118270
Pe óxidos do B asil: 0800-418182
Polícia Mili a : 190
Polícia Rodo iá ia Fede al: 191
Ambulância: 192
Bombei os: 193
De esa Ci il: 199
REFERÊNCIAS
Au o ia desconhecida. Lis a comple a de odos os p odu os químicos.
h p://sis emasin e .ce esb.sp.go .b /p odu os/p odu o_consul a_comple a.asp. Acesso em: 6
de maio de 2017.
Au o ia desconhecida. Lis a de subs âncias incompa í eis.
h ps://www.uni esp.b /campus/san7/images/pd s/Tabela_Incompa ibilidade.pd . Acesso em:
26 de junho de 2017.
Azzi, Gab iel Luis. Manual de P ocedimen os de Segu ança do T abalho pa a os Labo a ó ios
de Pesquisa do CBPF. 2011. h ps://www.ipen.b /biblio eca/sl /cel/0133. Acesso em: 26 de
maio de 2017.
Del Pino, José Claudio. Segu ança no labo a ó io.
h p://www.iq.u gs.b /aeq/h ml/publicacoes/ma did/li os/pd /Segu anca%20labo a o io.pd .
Acesso em: 27 de ab il de 2017.
38
Galacho, C is ina. No a Classi icação e o ulagem de P odu os Químicos: Regulamen o CLP.
2015. h p://www.spq.p /magazines/BSPQ/670/a icle/30001991/pd . Acesso em: 28 de maio
de 2017.
Val, Amélia Ma ia Gomes; Nascen es, Clésia C is ina; Machado, José Cae ano. Segu ança e
Técnicas de Labo a ó io I. 2008.
h p://www.u j .b /quimicaead/ iles/2013/09/TecnicasBasicasSegLab_I_ inal_edi o a-
_130409.pd . Acesso em: 12 de maio de 2017.
Ve ga Filho, An onio Fe ei a. Segu ança em labo a ó io químico. 2008.
h p://www.iqm.unicamp.b /si es/de aul / iles/manual_de_segu an%C3%A7a_em_labo a o io
_quimico.pd . Acesso em: 26 de junho de 2017.
39
ANEXOS
40
Anexo I. Lis a de subs âncias incompa í eis
SUBSTÂNCIA
INCOMPATÍVEL COM
(Não de em se a mazenadas ou mis u adas com)
Ace ona
Ácido ní ico (concen ado); Ácido sul ú ico (concen ado);
Pe óxido de hid ogênio
Ace oni ila
Oxidan es, ácidos
Ácido Acé ico
Ácido c ômico; Ácido ní ico; Ácido pe cló ico; Pe óxido de
hid ogênio; Pe mangana os
Ácido clo íd ico
Me ais mais comuns; Aminas; Óxidos me álicos; Anid ido
acé ico; Ace a o de inila; Sul a o de me cú io; Fos a o de
cálcio; Fo maldeído; Ca bona os; Bases o es; Ácido
sul ú ico; Ácido clo ossul ônico
Ácido clo ossul ônico
Ma e iais o gânicos; Água; Me ais na o ma de pó
Ácido c ômico
Ácido acé ico; Na aleno; Cân o a; Glice ina; Álcoois; Papel
Ácido luo íd ico (anid o)
Amônia (anid a ou aquosa)
Ácido ní ico (concen ado)
Ácido acé ico; Ace ona; Alcoóis; Anilina; Ácido c ômico
Ácido oxálico
P a a e seus sais; Me cú io e seus sais; Pe óxidos o gânicos
Ácido pe cló ico
Anid ido acé ico; Alcoóis; Papel; Madei a
Ácido sul ú ico
Clo a os; Pe clo a os; Pe mangana os; Pe óxidos o gânicos
Me ais alcalinos e alcalino-
e osos
(como o sódio, po ássio,
lí io,
magnésio, cálcio)
Dióxido de ca bono; Te aclo e o de ca bono e ou os
hid oca bone os clo ados; quaisque ácidos li es; Quaisque
halogênios; Aldeídos; Ce onas.
NÃO USAR ÁGUA, ESPUMA, NEM EXTINTORES DE PÓ
QUÍMICO EM INCÊNDIO QUE ENVOLVAM ESTES METAIS.
USAR AREIA SECA.
Álcool amílico, e ílico e
me ílico
Ácido clo íd ico; Ácido luo íd ico; Ácido os ó ico
Álquil alumínio
Hid oca bone os halogenados; Água
Amide o de sódio
A ; Água
Amônia anid a
Me cú io; Clo o; Hipoclo i o de cálcio; iodo, b omo, Ácido
luo íd ico, P a a
Anid ido acé ico
Ácido c ômico; Ácido ní ico; Ácido pe cló ico; Compos os
hid oxilados; E ileno glicol; Pe óxidos; Pe mangana os; Soda
cáus ica; Po assa cáus ica; Aminas
41
Anid ido maleico
Hid óxido de sódio; Pi idina e ou as aminas e ciá ias
Anilina
Ácido ní ico; Pe óxido de hid ogênio
Azidas
Ácidos
Benzeno
Ácido clo íd ico; Ácido luo íd ico; Ácido os ó ico; Ácido
ní ico concen ado; Pe óxidos
B omo
Amoníaco; Ace ileno; Bu adieno; Bu ano; Me ano; P opano;
Ou os gases de i ados do pe óleo; Ca bona o de sódio;
Benzeno; Me ais na o ma de pó; Hid ogênio
Ca ão a i o
Hipoclo i o de cálcio; Todos os agen es oxidan es
Ciane os
Ácidos
Clo a os
Sais de amônio; Ácidos; Me ais na o ma de pó; Enxo e;
Ma e iais o gânicos combus í eis inamen e -di ididos
Clo e o de me cú io
Ácidos o es; Amoníaco; Ca bona os; Sais me álicos; Álcalis
os a ados; Sul i os; Sul a os; B omo; An imônio
Clo o
Amoníaco; Ace ileno; Bu adieno; Bu ano; P opano; Me ano;
Ou os gases de i ados do pe óleo; Hid ogênio; Ca bona o
de sódio; Benzeno; Me ais na o ma de pó
Clo o ó mio
Bases o es; Me ais alcalinos; Alumínio; Magnésio; agen es
oxidan es o es
Cob e me álico
Ace ileno; Pe óxido de hid ogênio; Azidas
É e e ílico
Ácido clo íd ico; Ácido luo íd ico; Ácido sul ú ico; Ácido
os ó ico
Fenol
Hid óxido de sódio; Hid óxido de po ássio; Compos os
halogenados; Aldeídos
Fe ociane o de po ássio
Ácidos o es
Flúo
Isola de udo
Fo maldeído
Ácidos ino gânicos
Fós o o (b anco)
A ; Álcalis; agen es edu o es; Oxigênio
Hid azina
Pe óxido de hid ogênio; Ácido ní ico; qualque ou o oxidan e
Hid e os
Água; A ; Dióxido de ca bono; Hid oca bone os clo ados
Hid oca bone os (como o
benzeno, bu ano, p opano,
gasolina, e c.)
Flúo ; Clo o; B omo; Ácido c ômico; Pe óxidos
Hid óxido de amônio
Ácidos o es; Me ais alcalinos; agen es oxidan es o es;
B omo; Clo o; Alumínio; Cob e; B onze; La ão; Me cú io
Hid oxilamina
Óxido de bá io; Dióxido de chumbo; Pen aclo e o e iclo e o
de ós o o; Zinco; Dic oma o de po ássio
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Ano ações