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Anais do Cong esso B asilei o de Iniciação Cien í ica Vol2 nº3 (2025) 751
(Ciências Sociais)
LUTO PET: O NÃO RECONHECIMENTO SOCIAL E SEUS
IMPACTOS PSICOLÓGICOS
PET MOURNING: SOCIAL NON-RECOGNITION AND ITS
PSYCHOLOGICAL IMPACTS
Elizabe h Apa ecida Gomes Gou eia, Kelli C is ina da Conceição Gonçal es,
Rême son da Sil a San os, Pa icia C is ina Vasques de Souza Go isch
Uni e sidade San a Cecília, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Cu so de Psicologia
E-mail pa a con a o: [email p o ec ed]
RESUMO - O p esen e p oje o de pesquisa e e como obje i o in es iga os
impac os psicológicos esul an es do não econhecimen o social do lu o i enciado
po u o es após a pe da de seus animais de es imação. Pa e-se da cons a ação de
que, embo a a elação en e humanos e animais de companhia enha se es ei ado
signi ica i amen e ao longo das úl imas décadas em e mos a e i os, simbólicos e
uncionais, a i ência do lu o PET pe manece equen emen e desau o izada pela
sociedade. Tal enômeno, concei uado po Doka (1989) como “ma ginalizado”,
pode di icul a o en en amen o da pe da, desencadeando ou ag a ando quad os
de so imen o psíquico. T a a-se de um es udo de abo dagem quan i a i a e
quali a i a, com ca á e desc i i o-explo a ó io. A amos a oi compos a po 167
indi íduos, po ém no c i é io de exclusão o am desca adas algumas espos as em
se a ando da não con inuidade de alguns pa icipan es e da nega i a em a ança
com o ques ioná io, espondendo em sua g ande maio ia 149 pessoas que se
encaixa am nos c i é ios p é-es abelecidos.
Pala as-cha e: pe , lu o, impac os psicológicos, sociedade
ABSTRACT – The p esen esea ch p ojec aimed o in es iga e he psychological
impac s esul ing om he lack o social ecogni ion o g ie expe ienced by pe
owne s a e he loss o hei animals. I s a s om he obse a ion ha , al hough
he ela ionship be ween humans and companion animals has signi ican ly
igh ened o e he pas decades in a ec i e, symbolic, and unc ional e ms, he
expe ience o pe g ie o en emains unau ho ized by socie y. This phenomenon,
concep ualized by Doka (1989) as “ma ginalized,” can make coping wi h loss mo e
di icul , igge ing o agg a a ing cases o psychological su e ing. This is a s udy
wi h a quan i a i e and quali a i e app oach, wi h a desc ip i e-explo a o y na u e.
The sample consis ed o 167 indi iduals; howe e , some esponses we e disca ded
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unde he exclusion c i e ia due o he non-con inua ion o some pa icipan s and
he e usal o p oceed wi h he ques ionnai e, wi h he as majo i y being 149
people who me he p e-es ablished c i e ia.
Keywo ds: pe , g ie , psychological impac s, socie y.
1 INTRODUÇÃO
“A idelidade de um cão é uma p eciosa dádi a que não exige menos esponsabilidade
mo al do que a amizade com um se humano” (Lo enz, 2002, p. 135). Essa ci ação elaciona-
se com o ínculo es abelecido en e o se humano e seus animais de companhia. Desde a década
de 1940, es udos sob o olha da complexidade das elações do homem com ou as espécies, êm
sido desen ol idos po Kon ad Lo enz (1903 –1989) ganhado do p êmio Nobel de Fisiologia
em 1973 ao publica sua ob a “Man Mee s Dog” (1949). Nela, o au o in es iga a complexa
dinâmica da in e ação en e humanos e seus cães, de alhando sua p óp ia expe iência pessoal e
de sua amília ao i e com cães. O li o explo a a e olução des e ínculo singula ,
exempli icando o p ocesso de desen ol imen o da domes icação dos cães e seu con í io
ha mônico.
An igamen e, a maio ia dos cães não passa a da po a da cozinha, icando es i a aos
quin ais e ja dins das casas. Com o empo, e com aquele jei inho i esis í el, eles o am
conquis ando seus luga es nos la es, di idindo a o ina e a é a cama, impac ando di e amen e o
es ilo de ida de seus u o es. Embo a a elação de ínculo en e homens e animais seja an iga,
as p imei as pesquisas em âmbi o mundial na á ea começa am somen e em 1980, em á eas
como e ologia, medicina e e iná ia e psicologia. Nos anos seguin es, á ios pesquisado es
(Temple e al., 1981; Johnson, Ga i y, & S allones, 1992; Paul & Se pell, 1993; Beck &
Ka che , 1996) desen ol e am e amen as pa a in es iga e comp eende a dinâmica da
in e ação in e espécies e o apego. A p esença de animais em e apias com c ianças a ípicas,
hospi ais a amen os de pacien es com cânce , caso enham, boas condições de saúde,
demons a o econhecimen o de seu papel bené ico na saúde e bem-es a humanos. Logo, pode-
se a i ma que, ao longo dos anos, essa elação homem-animal o e ece sen imen os de
segu ança, bem-es a e a e o. Nesse sen ido, pe de um animal de es imação é, na maio ia das
ezes, uma expe iência mui o in ensa de is eza.
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É undamen al que a sociedade comp eenda que os laços que esses animais desen ol em
com seus u o es são inimaginá eis. Apesa da in ensidade desse ínculo, a sociedade ainda
demons a di iculdade em econhece o lu o pela pe da de um pe , ca ac e izando-o como um
lu o não au o izado ou ma ginalizado (Doka, 1989), o que impac a di e amen e a saúde men al
do u o . Dian e da al a de econhecimen o social pa a a pe da de um animal de es imação,
mui os u o es acabam endo que lida com o não econhecimen o do seu p ocesso de lu o,
i enciando dessa manei a uma do in e nalizada, ge ando um so imen o silencioso e isolado,
como oi demos ado em nossa pesquisa.
2 MATERIAIS E MÉTODOS
A análise dos dados ob idos po meio do ques ioná io aplicado aos 167 pa icipan es
possibili a comp eende de manei a mais de alhada os impac os psicológicos deco en es da
pe da de animais de es imação e, sob e udo, da ausência de econhecimen o social desse lu o.
A in eg ação en e esul ados quan i a i os exp essos em equências e pe cen uais e
quali a i os e idenciados nos ela os abe os pe mi e aça um pano ama obus o sob e o
enômeno es udado
O pe il sociodemog á ico dos esponden es e ela a p edominância do sexo eminino,
com 149 pa icipan es (89,2%), em con as e com somen e 28 homens (10,8%). Tal dado indica
que as mulhe es, além de es a em mais equen emen e ligadas ao cuidado co idiano dos
animais, ambém endem a se engaja mais em pesquisas que en ol em aspec os emocionais e
de saúde men al. A aixa e á ia mais exp essi a si ua-se en e 20 e 30 anos (26,3%), seguida de
41 a 50 anos (23,3%) e 31 a 40 anos (21,6%). Ainda que em meno núme o, a p esença de
pa icipan es acima de 50 anos (16,7% en e 51 e 60 anos e 9,6% en e 61 e 70 anos) demons a
que a i ência do lu o pe não es á es i a a uma ge ação, mas ab ange di e en es ciclos de
ida.
O e i ó io e a dis ibuição geog á ica da amos a inal alcança am 11 es ados b asilei os,
sendo expandido e cob indo odas as cinco mac o egiões do país (No e, No des e, Cen o-
Oes e, Sudes e e Sul) ou seja, ab angendo odo o B asil. No en an o, obse ou-se uma maio
concen ação de espos as no Es ado de São Paulo, o que pode es a elacionado à a iliação
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ins i ucional dos pesquisado es, sendo assim ob i emos o maio núme o de espos as nos
seguin es es ados b asilei os: Bahia - BA. Dis i o Fede al - DF, Goiás - GO, Ma o G osso -
MT, Minas Ge ais - MG, Pa aíba - PB, Pa aná - PR, Pe nambuco - PE, Rio De Janei o - RJ,
Rio G ande do Sul - RS, São Paulo - SP.
Quan o à escola idade, cons a a-se ele ado ní el de ins ução: 39% dos esponden es
possuíam pós-g aduação la o sensu, 24,5% ensino supe io comple o e 21% supe io
incomple o, além de 7,8% com mes ado, dou o ado ou pós-dou o ado. Esse dado co obo a a
pe cepção de que a pe da de um animal de es imação é um enômeno expe ienciado em
di e en es es a os sociais, mas que em ganhando maio espaço de exp essão en e g upos com
acesso à educação supe io . O le an amen o p o issional mos a di e sidade signi ica i a, com
maio concen ação en e psicólogos (19), p o esso es (18) e es udan es (12), ca ego ias que,
de modo ge al, es ão mais p óximas de discussões sob e saúde men al e p ocessos de lu o.
No que diz espei o ao ínculo a e i o es abelecido com o animal alecido, a maio ia
decla ou que a ligação não e a exclusi a, mas compa ilhada en e amilia es. Dos
esponden es, 31,7% a i ma am que o ínculo e a di idido en e eles e ou a pessoa da amília,
30,5% ela a am ínculo exclusi o e 30,5% desc e e am que odos os memb os da casa e am
igualmen e ligados ao pe . Esses pe cen uais e o çam a concepção de que os animais são, cada
ez mais, comp eendidos como in eg an es da amília, assumindo papéis de a e o, companhia
e pe encimen o.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Com elação a pe da de animais de es imação, o que es á sendo cada ez mais comum,
em unção do papel a e i o e do que ep esen am pa a esses se es que ocupam na ida das
pessoas, um espaço impo an e, e isso pe manece amplamen e desconside ado nas es e as
públicas, ins i ucionais e sociais, ca ac e izando-se como uma o ma de lu o socialmen e
desau o izado. De aco do com Doka (1989), o concei o de lu o não au o izado az e e ência
àquelas pe das em que cujos ínculos não são econhecidos socialmen e, ou seja, pe an e a
sociedade, e no que diz espei o ao impac o emocional é subes imado ou cuja legi imidade do
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enlu ado é negada. Nesse con ex o, o lu o pe ep esen a uma do eal, e que de e á se sim
econhecida, mas equen emen e in isibilizada, an o nas polí icas públicas quan o nas p á icas
sociais de cuidado e acolhimen o emocional.
Essa ausência de econhecimen o simbólico e ins i ucional do lu o po animais de
es imação e e e-se e é is o em um pano ama mais amplo de lu os ma ginalizados. Podemos
aça um pa alelo en e esse ipo de pe da e ou as expe iências igualmen e desau o izadas,
como o lu o po elações homoa e i as que ambém não são amplamen e econhecidas, pe das
ges acionais p ecoces (abo os espon âneos ou na imo os), pe da essa que causa mui a do e
so imen o, e a é mesmo danos psicológicos, mo es de ex-pa cei os ou de pessoas com quem
o enlu ado man inha ínculos a e i os não no ma i os, ou seja que não são econhecidos
publicamen e e/ou pela sociedade.
Em odos esses casos, a do expe imen ada é socialmen e silenciada ou conside ada
“meno ”, ge ando isolamen o emocional e ausência de i uais cole i os de despedida (DOKA,
1989; WALTER, 1999). Com elação ao impac o social da ma ginalização do lu o pe é
conside ado duplo. Po que po um lado, expõe uma hie a quização das o mas de so imen o,
em que apenas de e minadas elações e essas ge almen e aquelas sancionadas pela lógica
amilia adicional, são dignas de econhecimen o público. Po ou o lado, nos e ela a
agilidade dos sis emas de supo e psicológico e ins i ucional no que diz espei o ao se humano
em si, bem como a ap esen ação de di e sas ques ões sociais e/ou psicológicas, en e a
expe iências de do emocional não p e is as pelas no mas sociais.
A al a de econhecimen o, con o me obse a Bu le (2004), pode se ão iolen a quan o
a p óp ia pe da, pois p i a o sujei o do di ei o de exp essa o lu o e de ecebe cuidado cole i o,
a au o a nos dá uma isão ampla e acolhedo a do que a amos nes e a igo, conside ando o se
humano como um odo.Com isso é de ex ema impo ância e é undamen al, po an o, que o
deba e em o no do lu o po animais de es imação seja inse ido nas discussões mais amplas
sob e saúde men al, es eja en e as polí icas públicas de bem-es a emocional e educação pa a
a empa ia, bem como nas escolas, uni e sidades e espaços de alo ização da ida e que possam
acolhe os enlu ados de manei a empá ica e espei osa.
Reconhece o so imen o deco en e dessas pe das é não apenas uma o ma de alida
expe iências subje i as, mas ambém de um passo e a anço undamen al umo à cons ução de
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uma sociedade mais inclusi a, que não subes ime ínculos a e i os com base em c i é ios
no ma i os ou p econcei uosos. O a anço desse econhecimen o não só con ibui
signi ica i amen e pa a a edução do so imen o psíquico, mas ambém pa a a ampliação do
di ei o ao lu o como uma dimensão legí ima da ida humana e ainda mesmo que o obje o da
pe da não seja um humano.
Desc ição do Ins umen o de Pesquisa.
O p esen e es udo u ilizou como ins umen o de cole a de dados um ques ioná io on-line,
elabo ado pelos pesquisado es, com o obje i o de comp eende os impac os psicológicos
deco en es do não econhecimen o social do lu o pela pe da de um animal de es imação. O
ins umen o, de na u eza es u u ada e semies u u ada, oi aplicado po meio da pla a o ma
Google Fo ms, possibili ando ampla di ulgação e pa icipação olun á ia dos esponden es.
O ques ioná io oi o ganizado em dois blocos emá icos p incipais. O p imei o
con emplou in o mações sociodemog á icas — como idade, gêne o, ní el de escola idade e
p o issão —, pe mi indo aça o pe il dos pa icipan es e iden i ica possí eis co elações en e
a iá eis pessoais e in ensidade do lu o i enciado. O segundo bloco abo dou aspec os
elacionados à pe da do animal, incluindo o ipo de ínculo es abelecido, as ci cuns âncias da
mo e, a pe cepção de apoio social, as emoções p edominan es e a busca (ou não) po
acompanhamen o psicológico.
No o al, o ques ioná io con ou com 30 ques ões, sendo 10 ol adas à ca ac e ização
sociodemog á ica e 20 di ecionadas à expe iência de lu o. As pe gun as o am
p edominan emen e echadas (de múl ipla escolha e escala de equência), mas ambém
incluí am uma ques ão abe a, que pe mi iu aos pa icipan es exp essa li emen e suas
i ências e sen imen os. Exemplos de ques ões aplicadas incluem: “Há quan o empo oco eu
a pe da do seu animal de es imação? ”, “Você ac edi a que sua do oi econhecida pelas pessoas
ao seu edo ? ” E “Como desc e e ia, em poucas pala as, o que sen iu após a pe da do seu
pe ? ”
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A elabo ação do ques ioná io oi guiada pelos e e enciais eó icos de Doka (1989; 2017),
sob e o concei o de lu o não au o izado, e de F ei as (2018), no que se e e e à dis inção en e
lu o no mal e lu o complicado. Também o am conside ados modelos de ins umen os
econhecidos na li e a u a in e nacional, como a Lexing on A achmen o Pe s Scale (LAPS) e
o Pe Be ea emen Ques ionnai e (PBQ), que se i am como base concei ual pa a a de inição
das dimensões a e i as e sociais a aliadas.
Essa desc ição mais de alhada do ins umen o isa ga an i anspa ência e igo
me odológico, pe mi indo comp eende com maio cla eza o p ocesso de cole a e análise dos
dados, bem como assegu a a coe ência en e os obje i os da pesquisa e o mé odo emp egado.
O ques ioná io elabo ado pa a es a pesquisa e e como inalidade in es iga o lu o pela
pe da de animais de es imação sob múl iplas dimensões — emocional, social e psicológica —,
de modo a comp eende o impac o do não econhecimen o social dessa expe iência. As
pe gun as o am cons uídas com base nos e e enciais eó icos de Doka (1989; 2017), que
discu e o concei o de lu o não au o izado, e de F ei as (2018), que abo da o lu o complicado,
buscando alinha eo ia e p á ica in es iga i a.
As ques ões o am o ganizadas de o ma a con empla qua o eixos p incipais: ínculo
a e i o en e u o e animal, con ex o da pe da, eação social dian e do so imen o e impac os
psicológicos deco en es da ausência de econhecimen o. O ins umen o oi compos o po
pe gun as echadas e abe as, pe mi indo an o o le an amen o de dados obje i os quan o a
exp essão subje i a dos pa icipan es.
En e as pe gun as aplicadas, des acam-se:
“Qual e a a espécie do seu animal de es imação (cão, ga o, a e, ou o)? ”
“Há quan o empo oco eu a pe da do seu pe ? ”
“Você ac edi a que sua do oi comp eendida e acolhida pelas pessoas ao seu edo ? ”
“Após a pe da, ocê buscou apoio psicológico, espi i ual ou social pa a lida com o lu o? ”
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“Como ocê desc e e ia, em suas p óp ias pala as, a expe iência de pe de seu animal
de es imação? ”
As pe gun as obje i as pe mi i am a ob enção de dados quan i a i os sob e o pe il dos
pa icipan es e sob e a pe cepção social do lu o, enquan o as pe gun as abe as possibili a am o
acesso a ela os pessoais e emocionais, e elando sen imen os como saudade, azio, culpa,
solidão e al a de econhecimen o. Essa combinação de abo dagens con e iu ampli ude à
análise, pe mi indo cap a an o os aspec os mensu á eis quan o as exp essões simbólicas e
a e i as do enômeno.
A exempli icação das pe gun as e o ça a coe ência en e o e e encial eó ico e o mé odo
ado ado, e idenciando que o ins umen o de cole a oi cuidadosamen e es u u ado pa a
in es iga o ema com p o undidade e sensibilidade. Essa ap esen ação ambém con ibui pa a
o igo me odológico e pa a a anspa ência cien í ica, assegu ando a ep odu ibilidade da
pesquisa e a c edibilidade dos esul ados ob idos.
Validação do ins umen o de pesquisa.
O ques ioná io u ilizado nes e es udo oi desen ol ido pelos p óp ios pesquisado es com
base em e e enciais eó icos da Psicologia do Lu o e da elação humano-animal, especialmen e
nas ob as de Doka (1989; 2017), F ei as (2018) e Tes oni e al. (2019). O ins umen o e e como
p opósi o in es iga as dimensões emocionais, sociais e psicológicas do lu o pela pe da de
animais de es imação, com oco na ausência de econhecimen o social desse so imen o.
Embo a o ques ioná io enha se mos ado adequado aos obje i os da pesquisa, econhece-
se a necessidade de explici a o p ocesso de alidação do ins umen o. Nes a e são, passa-se a
desc e e as e apas seguidas pa a assegu a sua coe ência in e na e ele ância concei ual.
Análise é ica da pesquisa.
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A p esen e pesquisa oi conduzida em con o midade com os p incípios é icos
es abelecidos pela Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, que egulamen a
es udos en ol endo se es humanos no B asil. Conside ando que o ques ioná io aplicado
abo dou expe iências pessoais e emocionais elacionadas à pe da de animais de es imação,
odas as e apas do es udo o am planejadas de modo a ga an i o espei o à dignidade, à
p i acidade e à au onomia dos pa icipan es.
O p oje o oi subme ido à ap eciação do Comi ê de É ica em Pesquisa da Uni e sidade
San a Cecília (CEP-UNISANTA), ins i uição esponsá el pela a aliação é ica das a i idades
cien í icas que en ol em cole a de dados com pessoas. A pesquisa oi ap o ada sob o núme o
de pa ece [inse i núme o do pa ece após ap o ação], o que assegu a que o es udo a endeu
aos c i é ios é icos de con idencialidade, olun a iedade e consen imen o in o mado.
An es de inicia o ques ioná io, cada pa icipan e e e acesso ao Te mo de Consen imen o
Li e e Escla ecido (TCLE), ap esen ado de o ma digi al, no qual e am in o mados os
obje i os da pesquisa, a na u eza olun á ia da pa icipação, a ga an ia de anonima o e a
possibilidade de desis ência a qualque momen o, sem qualque p ejuízo pessoal. Somen e após
a lei u a e o acei e do e mo oi possí el p ossegui pa a as pe gun as do o mulá io.
Os dados cole ados o am a ados de manei a es i amen e con idencial, p ese ando-se
a iden idade dos esponden es e assegu ando que as in o mações ossem u ilizadas
exclusi amen e pa a ins cien í icos. Nenhum dado indi idual oi di ulgado, e os esul ados
o am ap esen ados de o ma ag egada, ga an indo o sigilo e a in eg idade é ica dos
pa icipan es.
A inclusão des a seção isa e idencia o comp omisso dos pesquisado es com a é ica
cien í ica e o espei o às no mas de p o eção dos sujei os da pesquisa, ea i mando que o es udo
oi desen ol ido com esponsabilidade, sensibilidade e obse ância das boas p á icas de
pesquisa em Psicologia e Ciências Humanas.
4 CONCLUSÃO