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PET MOURNING: SOCIAL NON-RECOGNITION AND ITS PSYCHOLOGICAL IMPACTS

Gouveia, Elizabeth; Gonçalves, Kelli Cristina; Santos, Rêmerson; Gorisch, Patricia

Abstract

The present research project aimed to investigate the psychological impacts resulting from the lack of social recognition of grief experienced by pet owners after the loss of their animals. It starts from the observation that, although the relationship between humans and companion animals has significantly tightened over the past decades in affective, symbolic, and functional terms, the experience of pet grief often remains unauthorized by society. This phenomenon, conceptualized by Doka (1989) as “marginalized,” can make coping with loss more difficult, triggering or aggravating cases of psychological suffering. This is a study with a quantitative and qualitative approach, with a descriptive-exploratory nature. The sample consisted of 167 individuals; however, some responses were discarded under the exclusion criteria due to the non-continuation of some participants and the refusal to proceed with the questionnaire, with the vast majority being 149 people who met the pre-established criteria.

Full text

__________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 751 (Ciências Sociais) LUTO PET: O NÃO RECONHECIMENTO SOCIAL E SEUS IMPACTOS PSICOLÓGICOS PET MOURNING: SOCIAL NON-RECOGNITION AND ITS PSYCHOLOGICAL IMPACTS Elizabeth Aparecida Gomes Gouveia, Kelli Cristina da Conceição Gonçalves, Rêmerson da Silva Santos, Patricia Cristina Vasques de Souza Gorisch Universidade Santa Cecília, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Curso de Psicologia E-mail para contato: [email protected] RESUMO - O presente projeto de pesquisa teve como objetivo investigar os impactos psicológicos resultantes do não reconhecimento social do luto vivenciado por tutores após a perda de seus animais de estimação. Parte-se da constatação de que, embora a relação entre humanos e animais de companhia tenha se estreitado significativamente ao longo das últimas décadas em termos afetivos, simbólicos e funcionais, a vivência do luto PET permanece frequentemente desautorizada pela sociedade. Tal fenômeno, conceituado por Doka (1989) como “marginalizado”, pode dificultar o enfrentamento da perda, desencadeando ou agravando quadros de sofrimento psíquico. Trata-se de um estudo de abordagem quantitativa e qualitativa, com caráter descritivo-exploratório. A amostra foi composta por 167 indivíduos, porém no critério de exclusão foram descartadas algumas respostas em se tratando da não continuidade de alguns participantes e da negativa em avançar com o questionário, respondendo em sua grande maioria 149 pessoas que se encaixavam nos critérios pré-estabelecidos. Palavras-chave: pet, luto, impactos psicológicos, sociedade ABSTRACT – The present research project aimed to investigate the psychological impacts resulting from the lack of social recognition of grief experienced by pet owners after the loss of their animals. It starts from the observation that, although the relationship between humans and companion animals has significantly tightened over the past decades in affective, symbolic, and functional terms, the experience of pet grief often remains unauthorized by society. This phenomenon, conceptualized by Doka (1989) as “marginalized,” can make coping with loss more difficult, triggering or aggravating cases of psychological suffering. This is a study with a quantitative and qualitative approach, with a descriptive-exploratory nature. The sample consisted of 167 individuals; however, some responses were discarded __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 752 (Ciências Sociais) under the exclusion criteria due to the non-continuation of some participants and the refusal to proceed with the questionnaire, with the vast majority being 149 people who met the pre-established criteria. Keywords: pet, grief, psychological impacts, society. 1 INTRODUÇÃO “A fidelidade de um cão é uma preciosa dádiva que não exige menos responsabilidade moral do que a amizade com um ser humano” (Lorenz, 2002, p. 135). Essa citação relacionase com o vínculo estabelecido entre o ser humano e seus animais de companhia. Desde a década de 1940, estudos sob o olhar da complexidade das relações do homem com outras espécies, têm sido desenvolvidos por Konrad Lorenz (1903 –1989) ganhador do prêmio Nobel de Fisiologia em 1973 ao publicar sua obra “Man Meets Dog” (1949). Nela, o autor investiga a complexa dinâmica da interação entre humanos e seus cães, detalhando sua própria experiência pessoal e de sua família ao viver com cães. O livro explora a evolução deste vínculo singular, exemplificando o processo de desenvolvimento da domesticação dos cães e seu convívio harmônico. Antigamente, a maioria dos cães não passava da porta da cozinha, ficando restrita aos quintais e jardins das casas. Com o tempo, e com aquele jeitinho irresistível, eles foram conquistando seus lugares nos lares, dividindo a rotina e até a cama, impactando diretamente o estilo de vida de seus tutores. Embora a relação de vínculo entre homens e animais seja antiga, as primeiras pesquisas em âmbito mundial na área começaram somente em 1980, em áreas como etologia, medicina veterinária e psicologia. Nos anos seguintes, vários pesquisadores (Templer et al., 1981; Johnson, Garrity, & Stallones, 1992; Paul & Serpell, 1993; Beck & Katcher, 1996) desenvolveram ferramentas para investigar e compreender a dinâmica da interação interespécies e o apego. A presença de animais em terapias com crianças atípicas, hospitais tratamentos de pacientes com câncer, caso tenham, boas condições de saúde, demonstra o reconhecimento de seu papel benéfico na saúde e bem-estar humanos. Logo, podese afirmar que, ao longo dos anos, essa relação homem-animal oferece sentimentos de segurança, bem-estar e afeto. Nesse sentido, perder um animal de estimação é, na maioria das vezes, uma experiência muito intensa de tristeza. __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 753 (Ciências Sociais) É fundamental que a sociedade compreenda que os laços que esses animais desenvolvem com seus tutores são inimagináveis. Apesar da intensidade desse vínculo, a sociedade ainda demonstra dificuldade em reconhecer o luto pela perda de um pet, caracterizando-o como um luto não autorizado ou marginalizado (Doka, 1989), o que impacta diretamente a saúde mental do tutor. Diante da falta de reconhecimento social para a perda de um animal de estimação, muitos tutores acabam tendo que lidar com o não reconhecimento do seu processo de luto, vivenciando dessa maneira uma dor internalizada, gerando um sofrimento silencioso e isolado, como foi demostrado em nossa pesquisa. 2 MATERIAIS E MÉTODOS A análise dos dados obtidos por meio do questionário aplicado aos 167 participantes possibilita compreender de maneira mais detalhada os impactos psicológicos decorrentes da perda de animais de estimação e, sobretudo, da ausência de reconhecimento social desse luto. A integração entre resultados quantitativos expressos em frequências e percentuais e qualitativos evidenciados nos relatos abertos permite traçar um panorama robusto sobre o fenômeno estudado O perfil sociodemográfico dos respondentes revela a predominância do sexo feminino, com 149 participantes (89,2%), em contraste com somente 28 homens (10,8%). Tal dado indica que as mulheres, além de estarem mais frequentemente ligadas ao cuidado cotidiano dos animais, também tendem a se engajar mais em pesquisas que envolvem aspectos emocionais e de saúde mental. A faixa etária mais expressiva situa-se entre 20 e 30 anos (26,3%), seguida de 41 a 50 anos (23,3%) e 31 a 40 anos (21,6%). Ainda que em menor número, a presença de participantes acima de 50 anos (16,7% entre 51 e 60 anos e 9,6% entre 61 e 70 anos) demonstra que a vivência do luto pet não está restrita a uma geração, mas abrange diferentes ciclos de vida. O território e a distribuição geográfica da amostra final alcançaram 11 estados brasileiros, sendo expandido e cobrindo todas as cinco macrorregiões do país (Norte, Nordeste, CentroOeste, Sudeste e Sul) ou seja, abrangendo todo o Brasil. No entanto, observou-se uma maior concentração de respostas no Estado de São Paulo, o que pode estar relacionado à afiliação __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 754 (Ciências Sociais) institucional dos pesquisadores, sendo assim obtivemos o maior número de respostas nos seguintes estados brasileiros: Bahia - BA. Distrito Federal - DF, Goiás - GO, Mato Grosso - MT, Minas Gerais - MG, Paraíba - PB, Paraná - PR, Pernambuco - PE, Rio De Janeiro - RJ, Rio Grande do Sul - RS, São Paulo - SP. Quanto à escolaridade, constata-se elevado nível de instrução: 39% dos respondentes possuíam pós-graduação lato sensu, 24,5% ensino superior completo e 21% superior incompleto, além de 7,8% com mestrado, doutorado ou pós-doutorado. Esse dado corrobora a percepção de que a perda de um animal de estimação é um fenômeno experienciado em diferentes estratos sociais, mas que vem ganhando maior espaço de expressão entre grupos com acesso à educação superior. O levantamento profissional mostra diversidade significativa, com maior concentração entre psicólogos (19), professores (18) e estudantes (12), categorias que, de modo geral, estão mais próximas de discussões sobre saúde mental e processos de luto. No que diz respeito ao vínculo afetivo estabelecido com o animal falecido, a maioria declarou que a ligação não era exclusiva, mas compartilhada entre familiares. Dos respondentes, 31,7% afirmaram que o vínculo era dividido entre eles e outra pessoa da família, 30,5% relataram vínculo exclusivo e 30,5% descreveram que todos os membros da casa eram igualmente ligados ao pet. Esses percentuais reforçam a concepção de que os animais são, cada vez mais, compreendidos como integrantes da família, assumindo papéis de afeto, companhia e pertencimento. 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO Com relação a perda de animais de estimação, o que está sendo cada vez mais comum, em função do papel afetivo e do que representam para esses seres que ocupam na vida das pessoas, um espaço importante, e isso permanece amplamente desconsiderado nas esferas públicas, institucionais e sociais, caracterizando-se como uma forma de luto socialmente desautorizado. De acordo com Doka (1989), o conceito de luto não autorizado faz referência àquelas perdas em que cujos vínculos não são reconhecidos socialmente, ou seja, perante a sociedade, e no que diz respeito ao impacto emocional é subestimado ou cuja legitimidade do __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 755 (Ciências Sociais) enlutado é negada. Nesse contexto, o luto pet representa uma dor real, e que deverá ser sim reconhecida, mas frequentemente invisibilizada, tanto nas políticas públicas quanto nas práticas sociais de cuidado e acolhimento emocional. Essa ausência de reconhecimento simbólico e institucional do luto por animais de estimação refere-se e é visto em um panorama mais amplo de lutos marginalizados. Podemos traçar um paralelo entre esse tipo de perda e outras experiências igualmente desautorizadas, como o luto por relações homoafetivas que também não são amplamente reconhecidas, perdas gestacionais precoces (abortos espontâneos ou natimortos), perda essa que causa muita dor e sofrimento, e até mesmo danos psicológicos, mortes de ex-parceiros ou de pessoas com quem o enlutado mantinha vínculos afetivos não normativos, ou seja que não são reconhecidos publicamente e/ou pela sociedade. Em todos esses casos, a dor experimentada é socialmente silenciada ou considerada “menor”, gerando isolamento emocional e ausência de rituais coletivos de despedida (DOKA, 1989; WALTER, 1999). Com relação ao impacto social da marginalização do luto pet é considerado duplo. Porque por um lado, expõe uma hierarquização das formas de sofrimento, em que apenas determinadas relações e essas geralmente aquelas sancionadas pela lógica familiar tradicional, são dignas de reconhecimento público. Por outro lado, nos revela a fragilidade dos sistemas de suporte psicológico e institucional no que diz respeito ao ser humano em si, bem como a apresentação de diversas questões sociais e/ou psicológicas, frente a experiências de dor emocional não previstas pelas normas sociais. A falta de reconhecimento, conforme observa Butler (2004), pode ser tão violenta quanto a própria perda, pois priva o sujeito do direito de expressar o luto e de receber cuidado coletivo, a autora nos dá uma visão ampla e acolhedora do que tratamos neste artigo, considerando o ser humano como um todo.Com isso é de extrema importância e é fundamental, portanto, que o debate em torno do luto por animais de estimação seja inserido nas discussões mais amplas sobre saúde mental, esteja entre as políticas públicas de bem-estar emocional e educação para a empatia, bem como nas escolas, universidades e espaços de valorização da vida e que possam acolher os enlutados de maneira empática e respeitosa. Reconhecer o sofrimento decorrente dessas perdas é não apenas uma forma de validar experiências subjetivas, mas também de um passo e avanço fundamental rumo à construção de __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 756 (Ciências Sociais) uma sociedade mais inclusiva, que não subestime vínculos afetivos com base em critérios normativos ou preconceituosos. O avanço desse reconhecimento não só contribui significativamente para a redução do sofrimento psíquico, mas também para a ampliação do direito ao luto como uma dimensão legítima da vida humana e ainda mesmo que o objeto da perda não seja um humano. Descrição do Instrumento de Pesquisa. O presente estudo utilizou como instrumento de coleta de dados um questionário on-line, elaborado pelos pesquisadores, com o objetivo de compreender os impactos psicológicos decorrentes do não reconhecimento social do luto pela perda de um animal de estimação. O instrumento, de natureza estruturada e semiestruturada, foi aplicado por meio da plataforma Google Forms, possibilitando ampla divulgação e participação voluntária dos respondentes. O questionário foi organizado em dois blocos temáticos principais. O primeiro contemplou informações sociodemográficas — como idade, gênero, nível de escolaridade e profissão —, permitindo traçar o perfil dos participantes e identificar possíveis correlações entre variáveis pessoais e intensidade do luto vivenciado. O segundo bloco abordou aspectos relacionados à perda do animal, incluindo o tipo de vínculo estabelecido, as circunstâncias da morte, a percepção de apoio social, as emoções predominantes e a busca (ou não) por acompanhamento psicológico. No total, o questionário contou com 30 questões, sendo 10 voltadas à caracterização sociodemográfica e 20 direcionadas à experiência de luto. As perguntas foram predominantemente fechadas (de múltipla escolha e escala de frequência), mas também incluíram uma questão aberta, que permitiu aos participantes expressar livremente suas vivências e sentimentos. Exemplos de questões aplicadas incluem: “Há quanto tempo ocorreu a perda do seu animal de estimação? ”, “Você acredita que sua dor foi reconhecida pelas pessoas ao seu redor? ” E “Como descreveria, em poucas palavras, o que sentiu após a perda do seu pet? ” __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 757 (Ciências Sociais) A elaboração do questionário foi guiada pelos referenciais teóricos de Doka (1989; 2017), sobre o conceito de luto não autorizado, e de Freitas (2018), no que se refere à distinção entre luto normal e luto complicado. Também foram considerados modelos de instrumentos reconhecidos na literatura internacional, como a Lexington Attachment to Pets Scale (LAPS) e o Pet Bereavement Questionnaire (PBQ), que serviram como base conceitual para a definição das dimensões afetivas e sociais avaliadas. Essa descrição mais detalhada do instrumento visa garantir transparência e rigor metodológico, permitindo compreender com maior clareza o processo de coleta e análise dos dados, bem como assegurar a coerência entre os objetivos da pesquisa e o método empregado. O questionário elaborado para esta pesquisa teve como finalidade investigar o luto pela perda de animais de estimação sob múltiplas dimensões — emocional, social e psicológica —, de modo a compreender o impacto do não reconhecimento social dessa experiência. As perguntas foram construídas com base nos referenciais teóricos de Doka (1989; 2017), que discute o conceito de luto não autorizado, e de Freitas (2018), que aborda o luto complicado, buscando alinhar teoria e prática investigativa. As questões foram organizadas de forma a contemplar quatro eixos principais: vínculo afetivo entre tutor e animal, contexto da perda, reação social diante do sofrimento e impactos psicológicos decorrentes da ausência de reconhecimento. O instrumento foi composto por perguntas fechadas e abertas, permitindo tanto o levantamento de dados objetivos quanto a expressão subjetiva dos participantes. Entre as perguntas aplicadas, destacam-se: “Qual era a espécie do seu animal de estimação (cão, gato, ave, outro)? ” “Há quanto tempo ocorreu a perda do seu pet? ” “Você acredita que sua dor foi compreendida e acolhida pelas pessoas ao seu redor? ” “Após a perda, você buscou apoio psicológico, espiritual ou social para lidar com o luto? ” __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 758 (Ciências Sociais) “Como você descreveria, em suas próprias palavras, a experiência de perder seu animal de estimação? ” As perguntas objetivas permitiram a obtenção de dados quantitativos sobre o perfil dos participantes e sobre a percepção social do luto, enquanto as perguntas abertas possibilitaram o acesso a relatos pessoais e emocionais, revelando sentimentos como saudade, vazio, culpa, solidão e falta de reconhecimento. Essa combinação de abordagens conferiu amplitude à análise, permitindo captar tanto os aspectos mensuráveis quanto as expressões simbólicas e afetivas do fenômeno. A exemplificação das perguntas reforça a coerência entre o referencial teórico e o método adotado, evidenciando que o instrumento de coleta foi cuidadosamente estruturado para investigar o tema com profundidade e sensibilidade. Essa apresentação também contribui para o rigor metodológico e para a transparência científica, assegurando a reprodutibilidade da pesquisa e a credibilidade dos resultados obtidos. Validação do instrumento de pesquisa. O questionário utilizado neste estudo foi desenvolvido pelos próprios pesquisadores com base em referenciais teóricos da Psicologia do Luto e da relação humano-animal, especialmente nas obras de Doka (1989; 2017), Freitas (2018) e Testoni et al. (2019). O instrumento teve como propósito investigar as dimensões emocionais, sociais e psicológicas do luto pela perda de animais de estimação, com foco na ausência de reconhecimento social desse sofrimento. Embora o questionário tenha se mostrado adequado aos objetivos da pesquisa, reconhecese a necessidade de explicitar o processo de validação do instrumento. Nesta versão, passa-se a descrever as etapas seguidas para assegurar sua coerência interna e relevância conceitual. Análise ética da pesquisa. __________________________________________________________________________________ Anais do Congresso Brasileiro de Iniciação Científica Vol2 nº3 (2025) 759 (Ciências Sociais) A presente pesquisa foi conduzida em conformidade com os princípios éticos estabelecidos pela Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, que regulamenta estudos envolvendo seres humanos no Brasil. Considerando que o questionário aplicado abordou experiências pessoais e emocionais relacionadas à perda de animais de estimação, todas as etapas do estudo foram planejadas de modo a garantir o respeito à dignidade, à privacidade e à autonomia dos participantes. O projeto foi submetido à apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Santa Cecília (CEP-UNISANTA), instituição responsável pela avaliação ética das atividades científicas que envolvem coleta de dados com pessoas. A pesquisa foi aprovada sob o número de parecer [inserir número do parecer após aprovação], o que assegura que o estudo atendeu aos critérios éticos de confidencialidade, voluntariedade e consentimento informado. Antes de iniciar o questionário, cada participante teve acesso ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), apresentado de forma digital, no qual eram informados os objetivos da pesquisa, a natureza voluntária da participação, a garantia de anonimato e a possibilidade de desistência a qualquer momento, sem qualquer prejuízo pessoal. Somente após a leitura e o aceite do termo foi possível prosseguir para as perguntas do formulário. Os dados coletados foram tratados de maneira estritamente confidencial, preservando-se a identidade dos respondentes e assegurando que as informações fossem utilizadas exclusivamente para fins científicos. Nenhum dado individual foi divulgado, e os resultados foram apresentados de forma agregada, garantindo o sigilo e a integridade ética dos participantes. A inclusão desta seção visa evidenciar o compromisso dos pesquisadores com a ética científica e o respeito às normas de proteção dos sujeitos da pesquisa, reafirmando que o estudo foi desenvolvido com responsabilidade, sensibilidade e observância das boas práticas de pesquisa em Psicologia e Ciências Humanas. 4 CONCLUSÃO