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HABITARE MODEL CONDOMINIUM

Author: Ferreira, Vinicius; Capasso, Cesár Augusto
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17704165
Source: https://zenodo.org/records/17704165/files/74.8465.pdf
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Anais do Cong esso B asilei o de Iniciação Cien í ica Vol2 nº3 (2025) 656
(Ciências Sociais)
CONDOMINIO MODELO HABITARE
HABITARE MODEL CONDOMINIUM
Vinicius Ma eus Fe ei a, Cesá Augus o Alonso Capasso
Uni e sidade San a Cecília, Faculdade de Engenha ia, Cu so de A qui e u a e
U banismo
E-mail pa a con a o: [email p o ec ed]
RESUMO - A p esen e pesquisa em como undamen o apon a no p oje o como um
condomínio esidencial u bano pode se e e i amen e sus en á el e com con o o é mico
iá el pa a se habi ada pelos p óximos anos no B asil, le ando em conside ação os
aspec os do aquecimen o global, e p ocu ando mi iga e equilib a as causas dele. O
p oje o se ia um condomínio mul i amilia , que mos a com o mínimo espaço pode-se e
con o o e e gonomia, a qui e u a es é ica e uncional e ainda ag ega o no o es ilo de
ida mode no, que se ia abalho em casa, cul i o e p odução cole i a sus en á el.
Inicialmen e o p oje o se á implan ado em São Vicen e/SP, uma cidade ca en e de
in aes u u a, cole a e a amen o de lixo e esgo o, e com dé ici de a bo ização e
qualque ou o sis ema de edução de adiação sola .
Pala as-cha e: A qui e u a. Con o o. Sus en abilidade. Mi igação
ABSTRACT - This esea ch aims o demons a e how an u ban esiden ial condominium
can be e ec i ely sus ainable and o e iable he mal com o o habi a ion in he
coming yea s in B azil. I conside s aspec s o global wa ming and seeks o mi iga e and
balance i s causes. The p ojec en isions a mul i amily condominium ha shows how,
e en in a minimal space, i is possible o achie e com o and e gonomics, aes he ic and
unc ional a chi ec u e, while inco po a ing a mode n li es yle — including wo king om
home and sus ainable collec i e cul i a ion and p oduc ion. Ini ially, he p ojec will be
implemen ed in São Vicen e/SP, a ci y lacking in as uc u e, was e and sewage collec ion
and ea men , and su e ing om a de ici in u ban g eene y and o he sola adia ion
educ ion sys ems.
Keywo ds: A chi ec u e. Com o . Sus ainabili y. Mi iga ion.
1 INTRODUÇÃO
A c escen e necessidade de desen ol imen o u bano sus en á el em
impulsionado a busca po al e na i as que minimizem os impac os ambien ais da
cons ução ci il. Nesse con ex o, es e abalho p opõe um p oje o modelo de edi icação
bioclimá ica e sus en á el, concebido pa a se in eg a ao ambien e na u al e maximiza o
uso e icien e dos ecu sos disponí eis. A p opos a se undamen a na adoção de p incípios
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que espei am as condições climá icas locais e explo am ecu sos na u ais, como luz sola
e en o, pa a ga an i con o o é mico, e iciência ene gé ica e bem-es a aos ocupan es.
O es udo delimi a-se à cidade de São Vicen e, com oco no Cen o da cidade, em
di isa com o bai o Vila Nossa Senho a do Ampa o. A ques ão cen al que o ien a es a
pesquisa é: como p oje a uma habi ação o almen e bioclimá ica e, ao mesmo empo,
pa a minimiza os impac os ambien ais no Cen o de São Vicen e?
Pa indo dessa p oblema ização, a hipó ese do es udo eside na possibilidade de
concebe um modelo habi acional sus en á el que espei e es a égias de con o o
ambien al e, simul aneamen e, a enda às necessidades dos mo ado es con empo âneos.
Além dos bene ícios ambien ais, como a edução das emissões de ca bono e do consumo
de ecu sos não eno á eis, a habi ação bioclimá ica ambém p opo ciona an agens
di e as aos ocupan es. Um ambien e mais con o á el, saudá el e equilib ado, com
melho qualidade do a , empe a u a e iluminação, pode esul a em maio bem-es a e
economia inancei a a longo p azo, eduzindo gas os com ene gia e água.
A escolha desse ema es á di e amen e ligada à expe iência pessoal do
pesquisado , que c esceu em uma esidência com baixa qualidade é mica e acús ica, além
de al o consumo ene gé ico de ido ao uso excessi o de apa elhos clima izado es. Esse
cená io e le e uma p oblemá ica mais ampla, onde cons uções con encionais mui as
ezes desconside am p incípios ambien ais essenciais.
A u gência do ema ambém se jus i ica pelos ecen es dados climá icos
ala man es. Rela ó ios da ONU indicam que 2024 oi o ano mais quen e egis ado nos
úl imos 175 anos, com uma empe a u a média global p óxima à supe ície 1,55ºC acima
da média his ó ica. Esses núme os, e o çados po es udos do Minis é io do Meio
Ambien e, e idenciam a necessidade de ações climá icas imedia as. Especialis as
apon am que a eliminação de supe poluen es pode e i a 2,4 milhões de mo es
p ema u as a é 2050 e eduzi em a é 20% o aumen o do ní el do ma .
Schmid (2005) abo da o con o o ambien al sob uma pe spec i a que ai além dos
aspec os ísicos mensu á eis, como empe a u a e umidade, conside ando ambém as
sensações e emoções dos indi íduos. O au o ques iona se o con o o se esume apenas à
ausência de descon o o ou se en ol e ambém a p omoção de p aze e bem-es a nos
espaços cons uídos. Além disso, ele analisa como mudanças cul u ais e ecnológicas
in luenciam essa pe cepção ao longo do empo, des acando a necessidade de in eg a
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uncionalidade e expe iência senso ial pa a ga an i qualidade de ida nos ambien es
habi ados.
Bu e a (2005) analisa a e olução das mo adias humanas, desde as ca e nas a é as
cons uções sus en á eis a uais, des acando como as necessidades de con o o
impulsiona am ino ações ao longo do empo. O au o explo a a ansição de soluções
simples, como elas pa a iluminação e id os nas janelas, a é o impac o da ele icidade
no século XIX, que e olucionou o con o o, mas ambém aumen ou o consumo
ene gé ico. Dian e dos desa ios ambien ais, ele p opõe a adoção de es a égias ecológicas
pa a o na as edi icações mais e icien es e sus en á eis.
Dian e desse cená io, es e p oje o p opõe uma in e enção ol ada pa a o
desen ol imen o de um modelo habi acional ino ado , que in eg e sus en abilidade e
qualidade de ida. A p opos a busca c ia uma habi ação que se ha monize com o meio
ambien e, inco po ando a o es climá icos e eduzindo impac os ambien ais, ao mesmo
empo em que p io iza o con o o e o bem-es a dos mo ado es. Com isso, p e ende-se
o e ece uma solução habi acional adap ada às demandas de um u u o mais conscien e e
sus en á el, p omo endo um equilíb io en e desen ol imen o u bano e p ese ação
ambien al.
2 METODOLOGIA
A me odologia ado ada nes e T abalho Final de G aduação é de na u eza mis a,
in eg ando abo dagens quali a i as e quan i a i as com o obje i o de p opo ciona uma
comp eensão ab angen e e undamen ada do ema p opos o. Essa combinação pe mi e
não apenas a análise de dados obje i os e mensu á eis, mas ambém a in e p e ação
c í ica e con ex ual das ques ões en ol idas no desen ol imen o de uma habi ação
bioclimá ica e sus en á el.
O abalho es á es u u ado em qua o e apas p incipais, que se in e - elacionam
ao longo do p ocesso in es iga i o e p oje ual:
1. Fundamen ação Teó ica: Inicialmen e, desen ol eu-se uma e isão bibliog á ica
sob e a qui e u a bioclimá ica, abo dando desde seus p incípios undamen ais a é
sua e olução his ó ica e aplicações con empo âneas. Fo am explo ados concei os
como e iciência ene gé ica, con o o é mico, uso de ma e iais sus en á eis,
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es a égias passi as de en ilação e somb eamen o, além da elação en e
a qui e u a e mudanças climá icas.
2. Es udos de Caso: Na sequência, o am selecionados es udos de caso nacionais e
in e nacionais que exempli icam boas p á icas em a qui e u a sus en á el e
habi ação compac a. Esses exemplos o am analisados quan o às soluções
ado adas em e mos de se o ização uncional, ecnologias cons u i as, e iciência
ene gé ica, es a égias bioclimá icas e in eg ação ao con ex o u bano e ambien al.
As análises o nece am subsídios compa a i os e inspi ado es pa a o
desen ol imen o do p oje o.
3. Análise U bana e Ambien al da Á ea de In e enção: Foi ealizado um
le an amen o de alhado do e eno localizado na Rua F ei Gaspa , em São
Vicen e/SP — an iga á ea indus ial da Sain -Gobain — incluindo aspec os
ísicos, ambien ais e u banos. A análise ab angeu a o es como opog a ia,
in aes u u a, uso e ocupação do solo, acessibilidade, mobilidade u bana,
ege ação, clima, incidência sola , en ilação, p esença de poluição e condições
de d enagem. Também o am mapeados os po enciais posi i os e nega i os do
en o no, p opondo es a égias pa a sua mi igação ou alo ização.
4. Cons ução do P og ama de Necessidades e Di e izes P oje uais: A pa i da
análise do con ex o e da undamen ação eó ica, o am de inidos os se o es
uncionais do p oje o (á ea p i a i a, comum, come cial e de se iços), com
ên ase na modula idade, compacidade e adap abilidade das unidades
habi acionais. O p og ama conside ou ambém os no os modos de habi a ,
e le indo sob e as demandas de mo ado es que abalham em egimes home
o ice, híb ido ou p esencial, e p io izando soluções lexí eis, sus en á eis e
economicamen e iá eis.
Po im, com base na sín ese de odas as e apas an e io es, o p oje o a qui e ônico
busca o e ece uma solução que al a qualidade espacial, desempenho ambien al e
in eg ação u bana, con ibuindo pa a a mi igação dos e ei os do aquecimen o global e
p omo endo modos de ida mais esilien es e sus en á eis.
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3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os esul ados espe ados com a implemen ação do Condomínio Modelo Habi a e
e le em a aplicação p á ica dos concei os de a qui e u a bioclimá ica e sus en abilidade
u bana discu idos ao longo des e abalho. Embo a o p oje o ainda se encon e em ase
concei ual, as simulações, di e izes e p incípios es abelecidos pe mi em an e e seus
possí eis impac os ambien ais, sociais e econômicos em um cená io eal.
P e ê-se que a adoção de es a égias passi as — como o ien ação sola adequada,
en ilação c uzada na u al e uso de ma e iais de al a e le ância é mica — eduza
signi ica i amen e a demanda po sis emas a i iciais de clima ização. Essa edução no
consumo ene gé ico pode ep esen a um ganho es imado de e iciência supe io a 30%
em compa ação a edi icações con encionais de ipologia semelhan e, conside ando
pa âme os médios de edi icações esidenciais b asilei as.
O p oje o ambém p opõe a in eg ação de sis emas de eap o ei amen o de águas
plu iais, painéis o o ol aicos e á eas e des mul i uncionais. Espe a-se que ais soluções
não apenas minimizem o impac o ambien al di e o do condomínio, mas ambém c iem
uma mic oa mos e a u bana mais equilib ada, con ibuindo pa a a mi igação de ilhas de
calo e pa a o aumen o da umidade ela i a local. Esses bene ícios cole i os e o çam a
impo ância de se a a a sus en abilidade como um p incípio de planejamen o u bano e
não apenas como elemen o es é ico ou de con o o indi idual.
Além do desempenho ambien al, o Habi a e busca o e ece con o o é mico e
qualidade de ida aos mo ado es, com oco em lexibilidade de uso dos espaços e
incen i o à con i ência social. Ambien es mul i uncionais, á eas de cowo king e ho as
comuni á ias sus en á eis são exemplos de como o p oje o inco po a no os modos de
habi a , alinhados às ans o mações pós-pandemia e às endências de u banismo
egene a i o. A expec a i a é de que esses espaços con ibuam pa a o o alecimen o da
economia ci cula local, es imulando p á icas de au oconsumo e coope ação en e os
esiden es.
A discussão eó ica sus en ada po au o es como Schmid (2005) e Bu e a (2005)
e o ça a iabilidade do concei o. Schmid des aca que o con o o ambien al de e
anscende os pa âme os ísicos, conside ando a pe cepção e o bem-es a dos
indi íduos. Já Bu e a essal a que a a qui e u a sus en á el con empo ânea nasce da
ein e p e ação de soluções e nacula es em sin onia com a ecnologia mode na. Assim,

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o Habi a e se posiciona como um labo a ó io u bano aplicá el a cidades médias
b asilei as, como São Vicen e/SP, o e ecendo um modelo eplicá el de habi ação
compac a, e icien e e socialmen e inclusi a.
4 CONCLUSÃO
O p oje o Habi a e p opõe uma e lexão sob e o papel da a qui e u a na cons ução
de cidades mais esilien es, sus en á eis e socialmen e equilib adas. Ao in eg a
p incípios de e iciência ene gé ica, con o o é mico e con i ência comuni á ia em um
modelo mul i amilia compac o, o es udo e idencia que é possí el concilia qualidade
espacial e esponsabilidade ambien al, mesmo em con ex os u banos com limi ações
es u u ais, como o município de São Vicen e/SP. A isão p oje ual ap esen ada
demons a que soluções simples e acessí eis — como a co e a o ien ação sola , o
ap o ei amen o de en ilação na u al e o uso de ma e iais de baixo impac o — podem
ge a bene ícios exp essi os de desempenho ambien al e bem-es a humano. A adoção
dessas es a égias, combinada ao uso acional da ene gia e da água, ende a eduzi o
consumo de ecu sos não eno á eis e minimiza os impac os das ilhas de calo u banas.
Embo a o abalho ainda se si ue em ase concei ual, os esul ados p oje ados indicam o
po encial de aplicação p á ica do modelo em p og amas habi acionais de in e esse social
ou em emp eendimen os p i ados ol ados à sus en abilidade. O Habi a e su ge, po an o,
como um p o ó ipo u bano pa a o u u o, alinhado às me as globais de desen ol imen o
sus en á el e às demandas con empo âneas de con o o, lexibilidade e e iciência.
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