EFEITOS DA FOTOBIOMODULAÇÃO NA REDUÇÃO DA DOR MUSCULAR: UMA REVISÃO NARRATIVA
Luis Eduardo de Moura; Mayara Bocchi; Sofia Morais Tornis; Ícaro Ricardo Rodrigues de Oliveira; Freitas, Joyce Cristina; Morato de Oliveira, Fábio; David Michel de Oliveira; Fernandes, Eduardo Vignoto
- Publisher
- Zenodo
- Language
- en
Abstract
INTRODUÇÃO E OBJETIVOS: A dor muscular de início tardio (DMIT) é um dos principais fatores que limitam o desempenho físico e a recuperação após exercícios intensos. A fotobiomodulação (FBM), realizada com diodo emissor de luz (LED), tem sido estudada como recurso para atenuar dor, modular processos inflamatórios e favorecer a regeneração muscular. Apesar do interesse crescente, os achados ainda divergem, variando conforme parâmetros, momento de aplicação e tipo de exercício. O objetivo deste trabalho foi revisar as evidências sobre a utilização da FBM por LED na redução da dor relacionada à DMIT. MÉTODOS: Revisão narrativa conduzida nas bases SciELO, PubMed e Scopus, utilizando os seguintes descritores: fototerapia, terapia com luz de baixa intensidade, dor muscular após exercício e dor muscular de início tardio. Incluíram-se artigos em português e inglês, publicados entre 2020 e 2025. Foram analisados ensaios clínicos, que avaliaram a aplicação de LED em diferentes momentos (pré, pós ou ambos), em comprimentos de onda entre 660 e 850 nm, doses de 4 a 9 J/cm² e tempos médios de exposição entre 5 e 20 minutos. RESULTADOS: Os efeitos foram heterogêneos. Em ciclistas submetidos à FBM antes de testes de desempenho anaeróbico, não foram observados efeitos significativos na performance, indicando que a técnica pode não impactar exercícios de alta intensidade em atletas. De forma semelhante, em atletas de polo aquático submetidos à aplicação de corpo inteiro (6,9 J/cm², 46,17 mW/cm², 5 minutos), não houve diferenças relevantes em marcadores inflamatórios ou de desempenho em comparação ao placebo. Em contrapartida, em atletas de CrossFit®, a FBM associada a campo magnético estático antes e após o treino reduziu creatina quinase e interleucina-6, além de melhorar o desempenho em 24 e 48 horas. Em jogadores de rúgbi, a aplicação pré-exercício favoreceu o desempenho, enquanto a pós-exercício foi mais eficaz na redução da dor e inflamação. Estudos com protocolos excêntricos também mostraram efeito protetor da FBM aplicada previamente, atenuando dor e dano muscular. CONCLUSÕES: A FBM com LED mostra-se promissora para atenuar a dor muscular, especialmente quando aplicada antes e após o exercício em doses de 4 a 9 J/cm². Contudo, a heterogeneidade metodológica limita conclusões definitivas, sendo necessários ensaios padronizados e com maior rigor para confirmar sua eficácia.
Full text
10.5281/zenodo.17705185 EFEITOS DA FOTOBIOMODULAÇÃO NA REDUÇÃO DA DOR MUSCULAR: UMA REVISÃO NARRATIVA Luis Eduardo de Moura¹, Mayara Bocchi¹²; Sofia Morais Tornis¹²; Ícaro Ricardo Rodrigues de Oliveira¹²; Joyce Cristina Freitas¹³ ; Fábio Morato de Oliveira¹²;David Michel de Oliveira¹³; Eduardo Vignoto Fernandes¹³ . ¹Laboratório de Imunometabolismo, Nutrição e Exercício – LABINE. Universidade Federal de Jataí, Jataí, Goiás. ² Departamento de Medicina. Universidade Federal de Jataí, Jataí, Goiás. ³ Programa de Pós-Graduação em Biociência e Saúde Única. Universidade Federal de Jataí, Jataí, Goiás. 4Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Saúde. Universidade Federal de Jataí, Jataí, Goiás. INTRODUÇÃO E OBJETIVOS : A dor muscular de início tardio (DMIT) é um dos principais fatores que limitam o desempenho físico e a recuperação após exercícios intensos. A fotobiomodulação (FBM), realizada com diodo emissor de luz (LED), tem sido estudada como recurso para atenuar dor, modular processos inflamatórios e favorecer a regeneração muscular. Apesar do interesse crescente, os achados ainda divergem, variando conforme parâmetros, momento de aplicação e tipo de exercício. O objetivo deste trabalho foi revisar as evidências sobre a utilização da FBM por LED na redução da dor relacionada à DMIT. MÉTODOS: Revisão narrativa conduzida nas bases SciELO, PubMed e Scopus, utilizando os seguintes descritores: fototerapia, terapia com luz de baixa intensidade, dor muscular após exercício e dor muscular de início tardio. Incluíram-se artigos em português e inglês, publicados entre 2020 e 2025. Foram analisados ensaios clínicos, que avaliaram a aplicação de LED em diferentes momentos (pré, pós ou ambos), em comprimentos de onda entre 660 e 850 nm, doses de 4 a 9 J/cm² e tempos médios de exposição entre 5 e 20 minutos. RESULTADOS: Os efeitos foram heterogêneos. Em ciclistas submetidos à FBM antes de testes de desempenho anaeróbico, não foram observados efeitos significativos na performance, indicando que a técnica pode não impactar exercícios de alta intensidade em atletas. De forma semelhante, em atletas de polo aquático submetidos à aplicação de corpo inteiro (6,9 J/cm², 46,17 mW/cm², 5 minutos), não houve diferenças relevantes em marcadores inflamatórios ou de desempenho em comparação ao placebo. Em contrapartida, em atletas de CrossFit®, a FBM associada a campo magnético estático antes e após o treino reduziu creatina quinase e interleucina-6, além de melhorar o desempenho em 24 e 48 horas. Em jogadores de rúgbi, a aplicação pré-exercício favoreceu o desempenho, enquanto a pós-exercício foi mais eficaz na redução da dor e inflamação. Estudos com protocolos excêntricos também mostraram efeito protetor da FBM aplicada previamente, atenuando dor e dano muscular. CONCLUSÕES : A FBM com LED mostra-se promissora para atenuar a dor muscular, especialmente
quando aplicada antes e após o exercício em doses de 4 a 9 J/cm². Contudo, a heterogeneidade metodológica limita conclusões definitivas, sendo necessários ensaios padronizados e com maior rigor para confirmar sua eficácia. Palavras-chave : fototerapia; terapia com luz de baixa intensidade; mialgia.