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Anais III Congresso da Pós-graduação doIFMS/Campus Corumbá - Interseccionalidades, Identidades e Educação na Contemporaneidade

Author: Monteiro Marcondes, Ianamary
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17704358
Source: https://zenodo.org/records/17704358/files/Anais_III_Congresso_Pos_IFMS_Corumba_2025.pdf
INSTITUTO FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL
CAMPUS CORUMBÁ
III CONGRESSO DA PÓS-GRADUAÇÃO DO IFMS/CAMPUS CORUMBÁ
In e seccionalidades, Iden idades e Educação na Con empo aneidade
25 a 28 de junho de 2025 – IFMS Campus Co umbá
ANAIS DO EVENTO
(Resumos Expandidos)
P o ª D a. Ianama y Mon ei o Ma condes
O ganizado a
2
Ficha Edi o ial
Tí ulo: Anais do III Cong esso da Pós-G aduação do IFMS/Campus Co umbá –
In e seccionalidades, Iden idades e Educação na Con empo aneidade
O ganização: P o ª D a. Ianama y Mon ei o Ma condes
Ins i uição: Ins i u o Fede al de Ma o G osso do Sul – Campus Co umbá
Local e da a de ealização: 25 a 28 de junho de 2025 – IFMS Campus Co umbá
Publicação: IFMS, 2025
DOI: 10.5281/zenodo.17704358
3
Comissão A aliado a
D . And é Luiz da Mo a Sil a
D . F ancisco Leono de Ama ilio
D a. Flá ia Ped osa de Cama go
D . Gilson Lima Domingos
D a. Ianama y Mon ei o Ma condes
Me. Maicon Ma a
Me. Michel Ai es de Souza Dias
Me. Sando Mou a San os
4
Ap esen ação
O III Cong esso da Pós-G aduação do IFMS/Campus Co umbá –
In e seccionalidades, Iden idades e Educação na Con empo aneidade, ealizado en e os
dias 25 e 28 de junho de 2025, cons i uiu-se em um impo an e espaço de diálogo,
e lexão e socialização de sabe es p oduzidos no âmbi o da o mação e da pesquisa em
ní el de pós-g aduação. P omo ido pelo Ins i u o Fede al de Ma o G osso do Sul (IFMS),
o e en o ea i mou o comp omisso ins i ucional com uma ciência plu al, c í ica e
comp ome ida com os desa ios educacionais e sociais da a ualidade.
A emá ica cen al – In e seccionalidades, Iden idades e Educação na
Con empo aneidade – possibili ou deba es sob e as múl iplas dimensões que
a a essam a expe iência humana e educacional, com des aque pa a as elações en e
gêne o, aça, classe, de iciência e ou os ma cado es sociais que es u u am a ida social.
Ao euni es udan es, docen es, pesquisado es e p o issionais de di e en es á eas do
conhecimen o, o cong esso p omo eu a oca de expe iências e o o alecimen o da pós-
g aduação como espaço de p odução cien í ica e de ans o mação social.
Os anais aqui ap esen ados eúnem os esumos expandidos das comunicações e
pôs e es subme idos e ap o ados pela comissão cien í ica do e en o, o ganizados nos
seguin es eixos emá icos:
GT 1 – Educação e Tecnologia
GT 2 – Educação P o issional
GT 3 – Educação Inclusi a
A o ganização dos abalhos a pa i desses eixos e le e a di e sidade de olha es
e abo dagens que compuse am o cong esso, e idenciando a iqueza e a complexidade
das discussões con empo âneas em Educação. Espe a-se que es e olume con ibua
como egis o his ó ico e como e e ência pa a no as pesquisas, p oje os e p á icas
pedagógicas que isem à cons ução de uma sociedade mais jus a, inclusi a e
democ á ica.
P o ª D a. Ianama y Mon ei o Ma condes
Coo denado a do e en o
Ins i u o Fede al de Ma o G osso do Sul – Campus Co umbá
5
Sumá io
GT 1 – EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA....................................................................................................
6
ONDE MORA A CRIATIVIDADE? ENTRE O SILÊNCIO DOS CLÁSSICOS E A VOZ DOS
NATIVOS DIGITAIS....................................................................................................................................................
7
A FLEXIBILIZAÇÃO CURRICULAR E A POLÍTICA DE ACCOUNTABILITY: PERSPECTIVAS DE
RECONSTRUÇÃO DA PRÁTICA DOCENTE E DE INCLUSÃO SOCIAL NO CONTEXTO DO
NOVO ENSINO MÉDIO..............................................................................................................................................
10
GT 2 – EDUCAÇÃO PROFISSIONAL.....................................................................................................
13
FORMAÇÃO DOCENTE NA ABORDAGEM DIDÁTICA: REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA
DOCENTE NO CURSO TÉCNICO INTEGRADO EM INFORMÁTICA DO INSTITUTO FEDERAL
DE MATO GROSSO DO SUL – CAMPUS DE CORUMBÁ................................................................................
14
O SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO E A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL, CIENTÍFICA E
TECNOLÓGICA: A IMPORTÂNCIA DA PARCERIA ENTRE O INSTITUTO FEDERAL DE MATO
GROSSO DO SUL E AS FORÇAS ARMADAS PARA A QUALIFICAÇÃO SOCIAL E
PROFISSIONAL DE JOVENS VOLUNTÁRIOS...................................................................................................
19
A REFORMA NO ENSINO MÉDIO: A DIVERSIDADE E MODALIDADES EDUCACIONAIS.............
25
ENTRE VOZES E AÇÕES: O IMPACTO DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E DA ESCUTA ATIVA
NO PROTAGONISMO JUVENIL..............................................................................................................................
29
GT 3 – EDUCAÇÃO INCLUSIVA.............................................................................................................
33
ALÉM DA MATRÍCULA: O ESTIGMA, A EXCLUSÃO E A POBREZA COMO OBSTÁCULOS À
EDUCAÇÃO INCLUSIVA............................................................................................................................................
34
DOCÊNCIA E INCLUSÃO..........................................................................................................................................
38
ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO NO ENSINO SUPERIOR: NORMATIVAS E DESAFIOS DO
APOIO EDUCACIONAL NO CÂMPUS DO PANTANAL..................................................................................
41
PRÁTICAS DO APOIO EDUCACIONAL NO CÂMPUS DO PANTANAL DA UNIVERSIDADE
FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL .............................................................................................................
44
EDUCAÇÃO INCLUSIVA COMO DIREITO HUMANO.....................................................................................
47
TECNOLOGIA ASSISTIVA: UMA ANÁLISE DO CONCEITO, OBJETIVOS GERAIS E
ESPECÍFICOS DO PNTA............................................................................................................................................
51
EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS EM CORUMBÁ-MS: UM OLHAR SOBRE INCLUSÃO DE
ALUNOS MIGRANTES NO CONTEXTO DE FRONTEIRA.............................................................................
56
EDUCAÇÃO ESPECIAL EM FOCO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA E SUAS VIVÊNCIAS.
60

6
GT 1 – EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA
7
ONDE MORA A CRIATIVIDADE? ENTRE O SILÊNCIO DOS CLÁSSICOS E A VOZ DOS
NATIVOS DIGITAIS
Sil ana do Valle Leone
1
And eza Suma a Gomes dos San os Roman
2
Lilian Ca denas Al es
3
1. INTRODUÇÃO:
O p esen e ela o de expe iência su ge a pa i de uma p o ocação i ida no
co idiano docen e, ao ecebe de um amigo um áudio ques ionando a c ia i idade da
no a ge ação e azendo c í icas ao uso da In eligência A i icial (IA), como o Cha GPT, no
p ocesso educacional. A e lexão se in ensi icou ao ou i a música “Como Nossos Pais”,
de Belchio , in e p e ada po Elis Regina, suges ão de sua ilha da Ge ação Z, que, po
meio da canção, ouxe uma espos a simbólica às c í icas. Essa si uação inspi ou a
cons ução de uma a i idade in e ge acional com o obje i o de omen a o pensamen o
c í ico, a c ia i idade e o uso é ico da ecnologia na educação. O abalho em como
obje i o ela a essa expe iência educa i a, discu indo o papel da c ia i idade no
con ex o digi al, bem como o diálogo en e ge ações a pa i do uso conscien e da
ecnologia.
2. LUZ, SOM E PENSAMENTOS:
A a i idade pedagógica desen ol ida oi in i ulada “Luz, Som e Pensamen os
Filosó icos”, ol ada pa a jo ens ap endizes de um p og ama de quali icação p o issional
do Senac de Co umbá-MS. O pon o de p a ida oi a escu a da música “Como Nossos Pais”,
que ab iu espaço pa a e lexões sob e con li os ge acionais, iden idade, expec a i as e
libe dade de exp essão. A u ma, compos a po jo ens na i os digi ais, oi incen i ada a
analisa le as de músicas an igas e a uais, p oduzindo ídeos cu os com ecu sos de
in eligência a i icial, como o Cha GPT e edi o es de ídeo. A p á ica baseou-se em
me odologias a i as, com oco no p o agonismo ju enil, uso de mu ais colabo a i os de
g andes pensado es da Filoso ia e na exibição de um ilme.
1
SENAC – Co umbá/MS, con a o: sil anado alleleone@ho mail.com
2
UFMS – Campus Pan anal, con a o: and ezasuma [email protected]
3
UFMS – Campus Pan anal, con a o: lilian.al [email protected]
8
Du an e a a i idade, os es udan es o am es imulados a p oblema iza o que é
c ia i idade, de onde ela em e como a In eligência A i icial (IA) pode se uma aliada ou
uma ba ei a nesse p ocesso. Fo am deba idos pensamen os dos g andes ilóso os e
ex os eó icos que abo dam a c ia i idade como um p ocesso social e cul u al, como
apon a Flei h (2012), e como uma habilidade pode se desen ol ida em ambien es
educado es que alo izam a escu a e o e o como pa e da ap endizagem.
Shneide man (2007) de ende que a c ia i idade se amplia com o uso de
e amen as ecnológicas, desde que com in encionalidade. Wa d (2020) ac escen a que
a IA, quando bem u ilizada, pode auxilia na cons ução de soluções ino ado as, sem
subs i ui a sensibilidade humana.
A p á ica ouxe à ona a di e ença en e os es ilos de pensamen o das ge ações.
Enquan o a Ge ação X, ma cada pela es abilidade e in ospecção, ende a e a
ecnologia com mais cau ela, a Ge ação Z na ega com luidez em meio à hipe conexão e à
p odução digi al cons an e. No en an o, em ez de e o ça o con li o, a a i idade
p omo eu a escu a in e ge acional, ge ando espei o mú uo e alo ização dos di e en es
epe ó ios cul u ais.
Joab Ma ins (2021) des aca que a IA na educação de e se pensada como supo e
e não como subs i uição do p o esso . Nesse sen ido, a p opos a p á ica buscou esse
equilíb io, com a educado a assumindo o papel de mediado a do conhecimen o e os
alunos como coau o es de sua ap endizagem. Os esul ados o am su p eenden es: a
u ma c iou ídeos c ia i os, esc e eu ex os e lexi os e p oduziu con eúdos que
exp essa am suas ozes, seus sen imen os e suas isões sob e o u u o.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS:
O ela o e idencia que a c ia i idade não mo a em um único luga ou ge ação,
mas lo esce onde há espaço pa a escu a, oca e espei o às di e en es o mas de e e
in e p e a o mundo. O obje i o de p omo e uma p á ica educa i a in e ge acional, que
conec asse o passado e o p esen e po meio da música, da iloso ia e da ecnologia, oi
plenamen e alcançado.
A maio con ibuição oi pe cebe que os con li os ge acionais, quando mediados
com empa ia, podem se o na pon es pa a o ap endizado. A IA, nesse con ex o,
mos ou-se uma aliada pedagógica pode osa, desde que usada com c i icidade e é ica.
Como suges ão pa a es udos u u os, p opõe-se in es iga mais p o undamen e como as
9
e amen as de IA podem po encializa o desen ol imen o da c ia i idade em di e en es
á eas do conhecimen o, sem comp ome e a au o ia e a sensibilidade humana.
REFERÊNCIAS:
FLEITH, Denise de Souza. C ia i idade na escola: di e en es pe spec i as e
possibilidades de a uação. Pe ópolis: Vozes, 2012.
MARTINS, Joab. In eligência a i icial na educação: caminhos e possibilidades. São
Paulo: Edi o a Educacional, 2021.
SHNEIDERMAN, Ben. C ea i i y suppo s ools: Accele a ing disco e y and inno a ion.
Communica ions o he ACM, [S.l.], . 50, n. 12, pp. 20-32, 2007.
WARD, James. The AI C ea i e Companion: Augmen ed In elligence and Inno a ion.
Lond es: Academic Publishing, 2020.
16
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES:
A didá ica pode quali ica a elação aluno-p o esso e possibili a uma
ap endizagem e icaz, a a és da inse ção da ealidade dos alunos na p á ica dos
con eúdos, é necessá ia uma isão ampla e he e ogênea da sala aula: educação e alunos,
que ad ém dos sabe es didá icos. Desse modo, as elações en e p o esso es e alunos
são p odu os da iden idade e o mação docen e, logo essa elação, ambém chamada de
elação pedagógica, se á dada de di e en es manei as, a depende da cons i uição do
p o issional p o esso .
Des a e, a pa i das lei u as de Ma in (2001) e i icamos que, os p o issionais
que êm sua o mação ma cada pela abo dagem didá ica conduzi á suas aulas e man e á
elações com os alunos de manei a di e enciada daqueles que não i e am essa
o mação, sendo es a di e ença ma cada pela melho condução pelo p imei o
p o issional, já que obse a a sala de aula sob a ó ica holís ica.
Segundo Co dei o (2011), às elações en e aluno-p o esso é um abalho
pedagógico, po se da em em ambien e especí ico – a escola, abalho esse que ambém
é de in e ação, uma elação in e pessoal que se con igu a como pedagógica. Nesse
con ex o, o p o esso que se con igu a como aquele que em didá ica ap eendeu na
academia ou a pa i da i ência escola , conside ando que podemos nos o na
didá icos a pa i das elações pedagógicas com docen es que o am didá icos e/ou que
nos aguça am o conhecimen o, c iando um ambien e ha mônico. (MARIN, 2001).
Obse amos que a Didá ica não se cons i ui po comple o na o mação inicial,
uma ez que se á ap eendida a a és das elações pedagógicas, mais ganhando
unicidade e sendo subsidiada na o mação acadêmica.
Apon o que as p á icas didá icas, is o é, um dos bene ícios da o mação docen e
sob es a abo dagem, se e ela na ans o mação que o docen e passa a a és da
inse ção da didá ica em sua o mação. Comp eendê-la é necessá ia pa a e idencia que
es a anscende o que discu imos a é aqui, sendo complexa e endo ca á e
in es iga i o.
A ans o mação se dá quando o docen e comp eende que as elações
pedagógicas es ão in insecamen e ligadas ao ambien e social, ou seja, que a
o ganização da escola é e lexo da o ganização social.
De aco do com Ma in (2015), a elação p o esso -aluno e udo o que oco e
den o da escola é p odu o da in luência das ca ac e ís icas polí ica, econômica, social e

17
cul u al. Po an o, o ambien e ex e no a escola in luencia suas a i idades e elações,
exis e uma ep odução das desigualdades na posição e conhecimen o que cada aluno
possui, sendo dis in a a bagagem de conhecimen o en e os es udan es. Assim, na escola
nem odos es ão no mesmo ní el, seja ele qual o .
Po an o, a Didá ica al e a as elações pedagógicas a pa i do seu su gimen o e
exe cício, caminhando pa a e e i a a unção que busca, p opiciando uma educação
menos desigual, pau ada no planejamen o do con eúdo a ensina e como
ensina . Assim, obse amos uma no a cons i uição da iden idade, sabe es e p á icas
docen es, que em a con ibui com a supe ação das desigualdades den o da ins i uição
escola , o mando es udan es na pe spec i a c í ica, a a és de con eúdos associados à
ealidade, possibili ando ou a ans o mação que é a possibilidade de ascensão desses
es udan es na sociedade.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Essa pesquisa buscou esponde a necessidade da didá ica na cons i uição e
p á ica docen e, e idenciando sua necessidade pa a uma a uação in es iga i a e e icaz
nos mé odos de ensino e a aliação. Usei como obje o de pesquisa o Cu so Técnico
In eg ado de In o má ica do IFMS-CB.
Re le imos nes e abalho sob e a o mação didá ica, como ambém a o mação
inicial de p o esso es, colocando em pau a sua cons i uição iden i á ia a a és da
didá ica e da p á ica docen e. Se p o esso é uma p o issão que em em sua o mação
uma in eg alidade de sabe es, sendo a p á ica e iden idade, po exemplo. P ecisamos
supe a os es e eó ipos da p o issão docen e como dom, o que des alo iza a classe.
Esse a o em ao encon o da p opos a do Ensino Básico Técnico e Tecnológico -
EBTT o e ecido pelo IFMS-CB, logo se az necessá io o sabe didá ico na educação
in eg ada, onde se essal a ampla o mação aos abalhado es u ilizando-se de cu ículo
que con apõe as pedagogias libe ais, aliás, o cu ículo é palco da lu a de classes. O
ensino EBTT p essupõe in eg alidade de sabe es e p á icas, de ensino básico e écnico,
sem mu ila e/ou isola disciplinas, cob a in e disciplina idade e p áxis.
REFERÊNCIAS:
ALARCÃO, Isabel. O que é se p o esso . Re is a Pá io, n. 73, e . 2015.
18
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezemb o de 1996. Es abelece as di e izes e bases da
educação nacional. Diá io O icial da União: seção 1, B asília, DF, 23 dez. 1996.
CORDEIRO, J. A elação pedagógica. In: UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA. Cade no
de o mação: o mação de p o esso es – didá ica ge al. São Paulo: Cul u a
Acadêmica, 2011. . 9, p. 66-79.
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MATO GROSSO DO
SUL. P oje o pedagógico do cu so écnico em In o má ica – Campus Co umbá.
Co umbá: IFMS, 2019. Disponí el em: h ps://www.i ms.edu.b /cen ais-de-
con eudo/documen os-ins i ucionais/p oje os-pedagogicos/p oje os-pedagogicos-dos-
cu sos- ecnicos/p oje o-pedagogico-do-cu so- ecnico-em-in o ma ica-co umba.pd .
Acesso em: 30 jun. 2019.
LIBÂNEO, J. C. Didá ica. São Paulo: Co ez, 1992.
MARIN, Alda. Didá ica ge al. In: Cade no de o mação. Ace o Digi al da UNESP.
Disponí el em:
h ps://ace odigi al.unesp.b /bi s eam/123456789/580/1/01d15 01.pd . Acesso em:
30 jul. 2019.
NÓVOA, A. O passado e o p esen e dos p o esso es. In: NÓVOA, An ónio. P o issão
p o esso . Po o: Po o Edi o a, 1995. p. 13-34.
SEVERINO, A. J. Me odologia do abalho cien í ico. 21. ed. São Paulo: Co ez, 2000.
TARDIF, M. Sabe es docen es e o mação p o issional. Pe ópolis: Vozes, 2002.
19
O SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO E A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL, CIENTÍFICA
E TECNOLÓGICA: A IMPORTÂNCIA DA PARCERIA ENTRE O INSTITUTO FEDERAL
DE MATO GROSSO DO SUL E AS FORÇAS ARMADAS PARA A QUALIFICAÇÃO
SOCIAL E PROFISSIONAL DE JOVENS VOLUNTÁRIOS.
Daniel Gus a o de Mo aes
9
José Augus o Albuque que Rabelo
10
1. INTRODUÇÃO:
De aco do com B asil (2021), o Se iço Mili a Ob iga ó io - SMO “é um
impo an e ins umen o de a i mação da unidade nacional, o mando cidadãos com
espí i o cí ico, com alo es de solida iedade e jus iça, p incípios é icos e o e
sen imen o pa ió ico.”
Nesse escopo, o si e do MD des aca o P oje o Soldado Cidadão - PSC como sendo
uma Ação desen ol ida no âmbi o dos Comandos da Ma inha, do Exé ci o e da
Ae onáu ica, com o p opósi o de des ina “ ecu sos o çamen á ios pa a quali ica
social e p o issionalmen e os jo ens olun á ios que p es am o Se iço Mili a pa a
ing essos no me cado de abalho, po ocasião do Licenciamen o po é mino de empo
de se iço.”
Fei as as conside ações iniciais, no ou-se que os ma inhei os ec u as, ao im do
empo de comp omisso inicial, êm sido bene iciados pelos con ênios i mados en e o
Com6ºDN e ins i uições de ensino p o issionalizan es localizadas em Co umbá e
Ladá io.
Com isso, o es udo p opos o busca á esponde quais os p incipais bene ícios
pa a os jo ens olun á ios eg essos do SMO deco en es da pa ce ia en e as Fo ças
A madas e o IFMS, no escopo do P oje o Soldado Cidadão, deco en es da quali icação
social e p o issional?
Pa a que a ques ão seja con emplada, o am es abelecidos os seguin es
obje i os:
Obje i o Ge al: Ap esen a os p incipais bene ícios pa a os jo ens olun á ios,
eg essos do SMO, deco en es da pa ce ia en e as Fo ças A madas e o IFMS, no
9
IFMS – Campus Co umbá, con a o: daniel.mo aes2@es udan e.i ms.edu.b
10
UFMS – Campus Pan anal, con a o: cnjaugus [email protected]
20
escopo do PSC, a pa i da quali icação social e p o issional o e ada.
Obje i os Especí icos:
• Mapea os cu sos já o e ados no IFMS/campus Co umbá, po meio das
pa ce ias ins i ucionais com as Fo ças A madas; e
• Iden i ica quais cu sos pode iam se o e ados, pelo P oje o Soldado Cidadão,
no IFMS/campus Co umbá.
Ap esen ados os obje i os e as conside ações iniciais, a segui se ão
ap esen ados os e e enciais eó icos que con ibuí am pa a a pesquisa, bem como os
p ocedimen os me odológicos que no ea am o es udo.
2. METODOLOGIA:
a) Delineamen o
Pa a o es udo, oi escolhida a cidade Co umbá, onde es á localizado o campus
Co umbá, comp eendendo, ambém, a população da cidade de Ladá io.
Dessa o ma, o am mapeados os cu sos já o e ados nesse campus, pa a as quais
u ilizou-se a Pesquisa Documen al, me odologia já aplicada po Gomes (2023), onde
o am u ilizadas, como on es de pesquisa, documen os in e nos do IFMS, ela ó ios de
pa ce ias exis en es, além de a qui os do PSC, ob idos po meio de consul as à in e ne
e após isi as ao IFMS e ao Se iço de Rec u amen o Dis i al – SRD - da Ma inha do
B asil - MB, em Ladá io.
Em complemen o, pa a a iden i icação dos cu sos que pode iam se o e ados,
no campus Co umbá, oi ealizada uma Análise de Demanda, endo como base os dados
de me cado de abalho local e a aplicação de uma pesquisa su ey, a qual, segundo
Babbie (2003, p. 78), “são mui o semelhan es a censos, sendo a di e ença p incipal
en e eles que um su ey, ipicamen e, examina uma amos a de população, enquan o o
censo ge almen e implica uma enume ação da população oda”.
b) P ocedimen os
Pa a a Pesquisa Documen al, oi ealizada a cole a e a análise dos egis os de
cu sos já o e ados no campus Co umbá, em pa ce ia com as Fo ças A madas, endo
como on e dados ob idos na in e ne e nos sis emas de in o mações acadêmicas do
IFMS e bancos de dados ins i ucionais.
Na Análise de Demanda, op ou-se pelas pesquisas quali a i as, como
ques ioná ios semies u u ados e g upos ocais, di ecionadas aos ma inhei os em
21
o mação.
c) Análise dos dados
Após a cole a, iniciou-se a Análise de Con eúdo, que, de aco do com Ba din
(1977, p. 9), a a-se de “um conjun o de ins umen os me odológicos cada ez mais
su is em cons an e ape eiçoamen o, que se aplicam a ‘discu sos’ (con eúdos e
con inen es) ex emamen e di e si icados”, a im d e iden i ica os cu sos já o e ados.
Ademais, o am a aliadas as a uais lacunas e iden i icadas á eas eme gen es de
in e esse e necessidade pa a o me cado de abalho e pa a as Fo ças A madas. Po im,
compa ou-se as a uais exigências do me cado local com as compe ências adqui idas
pelos jo ens, des acando como o IFMS pode ia a ende a essas demandas.
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES:
Pa a a Pesquisa Documen al, o acesso aos dados elacionados ao Te mo de
Coope ação oi ealizado po meio de consul a à in e ne e pela cole a nos sis emas de
in o mações acadêmicas do IFMS e no banco de dados da MB.
Po im, pa a a Análise de Demanda, o emp ego de ques ioná ios
semies u u ados, di ecionadas aos ma inhei os em o mação, pe mi iu a isualização
das p incipais necessidades, an o dos jo ens quan o do me cado de abalho.
De aco do com os documen os encon ados, e i icou-se que essa pa ce ia,
e e en e ao PSC, igo ou de 2015 a 2018, e a endeu, na egião de Co umbá e Ladá io, a
mais de 400 jo ens, eg essos do SMO, com a o mação p o issional nas mais a iadas
á eas.
Os cu sos já o e ados con emplam aqueles elacionados às ecnologias da
in o mação e aos p ocessos me alú gicos, bem a uais às demandas do me cado de
abalho local.
Além disso, de aco do com o MD, em 2022, os cu sos o e ados aos jo ens
inse idos no PSC nas ou as En idades Ci is de Ensino P o issionalizan e o am de
dis in as na u ezas e á eas, ol ados ao me cado de abalho local, con emplando de
se iços adminis a i os a quali icações mais écnicas, o que se o na essencial pa a
que os eg essos busquem a quali icação que mais se ap oximem dos seus in e esses.
Algumas dessas quali icações es ão disponí eis, ambém, no IFMS/campus Co umbá,
con o me obse ado no si e da Ins i uição.
Dando con inuidade à cole a, oi encaminhado um ques ioná io semies u u ado

22
aos ma inhei os em o mação, da MB, com alguns ques ionamen os que isa am
iden i ica as p incipais necessidades, an o dos jo ens quan o do me cado de abalho.
O g upo con a a com 63 ma inhei os, em o mação mili a e, o p imei o
ques ionamen o pode se obse ado no G á ico 1.
G á ico 1: Den e as opções abaixo, disponí eis no IFMS, qual o senho op a ia po ealiza pelo PSC?
Fon e: Elabo ado pelos au o es (2025) com base nas espos as dos pa icipan es.
Ainda oi pe gun ado sob e quais quali icações, além das já disponí eis, cada
pa icipan e op a ia po ealiza , con o me G á ico 2.
G á ico 2: Além das possibilidades já lis adas, o senho pode ia suge i ou a quali icação a se
o e ada pelo PSC no IFMS/campus Co umbá?
Fon e: Elabo ado pelos au o es (2025) com base nas espos as dos pa icipan es.
Em complemen o, oi pe gun ado quais os maio es bene ícios deco en es da
quali icação p o issional o e ada pelo PSC, con o me G á ico 3.
23
G á ico 3: Em sua opinião, quais os maio es bene ícios deco en es da quali icação p o issional
o e ada pelo PSC?
Fon e: Elabo ado pelos au o es (2025) com base nas espos as dos pa icipan es.
Po im, pelo G á ico 4, é possí el obse a a opinião dos pa icipan es sob e o
papel que o PSC ep esen a na o mação desses ma inhei os.
G á ico 4: Em sua opinião, o que o PSC ep esen a em sua o mação?
Fon e: Elabo ado pelos au o es (2025) com base nas espos as dos pa icipan es.
Assim, oi possí el ap esen a as análises ealizadas sob e os esul ados ob idos
com o es udo, buscando ob e subsídios que pudessem esponde às ques ões iniciais,
p incipalmen e sob e os cu sos já ealizados no IFMS/campus Co umbá, pelo PSC, bem
como as quali icações que pode iam se inse idas e o e adas aos eg essos do SMO,
além do le an amen o dos p incipais bene ícios deco en es desse P oje o, os quais
se ão ap esen adas nas Conside ações Finais.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Cabe menciona que os obje i os açados no início do es udo o am alcançados,
uma ez que, de aco do com os dados cole ados na pesquisa, o IFMS/campus Co umbá
já o e ou, pelo PSC, em pa ce ia com as Fo ças A madas, di e sos cu sos ligados às
24
á eas de Tecnologia da In o mação, Mecânica e T a amen o de Miné ios.
Em complemen o, oi possí el iden i ica a suges ão de inclusão dos cu sos de
Técnico de Adminis ação, Ele ônica e Ope ação com D ones, além dos disponí eis no
IFMS/campus Co umbá, como possibilidades de ealização pelo PSC, nesse mesmo
campus.
Nesse sen ido, cons a ou-se que os p opósi os do PSC êm sido alcançados, uma
ez que os bene iciados pelo P og ama ela a am que as quali icações o e adas
coadunam com as a uais demandas de abalho local e que os cu sos ealizados
possuem um papel impo an e pa a a inse ção no me cado abalhis a.
Além do mais, em que pese não exis i a ualmen e essa pa ce ia com as Fo ças
A madas, esses jo ens já elenca am os p incipais bene ícios p o enien es desse
aco do, no escopo do PSC, a pa i da quali icação social e p o issional o e ada, quais
sejam os de possibili a o ecebimen o de uma boa quali icação p o issional, além de
o e ece condições que pe mi am a conquis a de um bom emp ego e de se ap ende
uma p o issão.
Espe a-se que es e es udo si a de subsídio pa a que an o os ep esen an es das
Fo ças A madas quan o os do IFMS/Campus Co umbá e omem as a a i as pa a a
celeb ação de uma no a pa ce ia es a égica, que p oduza excelen es esul ados, an o
pa a os jo ens eg essos quan o pa a a sociedade local.
REFERÊNCIAS:
BABBIE, Ea l. Mé odos de Pesquisas de Su ey. T adução de Guilhe me Ceza ino. 2ª
Reimp essão. Belo Ho izon e: Edi o a UFMG, 2003.
BARDIN, Lau ence. Análise de Con eúdo. Lisboa: Edições 70, 1977.
BRASIL. Minis é io da De esa. P oje o Soldado Cidadão. B asília, DF: Minis é io da
De esa, 2024. Disponí el em: h ps://www.go .b /de esa/p -b /assun os/p og amas-
sociais/p oje o-soldado-cidadao. Acesso em: 23 no 2024.
GOMES, Ia a Apa ecida Sil a. O Documen o O ien ado ATPC SEDUC/SP como
Ins umen o de Fo mação Con inuada: Uma Análise a Pa i da Teo ia da
A i idade de Leon ie . 2023. Disse ação (Mes ado em Educação). P og ama de Pós-
G aduação em Educação. Uni e sidade Fede al de Ma o G osso do Sul, 2023. 119 .
Disponí el em: h ps:// eposi o io.u ms.b / e ie e/c811a2ce-1676-4735-b610-
86cae75b0dc2/Disse a%c3%a7%c3%a3o_-
_IARA_APARECIDA_SILVA_GOMES.pd . Acesso em: 25 jan 2025.
25
A REFORMA NO ENSINO MÉDIO: A DIVERSIDADE E MODALIDADES EDUCACIONAIS
Gilson Lima Domingos Lima Domingos
11
Simone B um Oli ei a da Sil a
12
1. INTRODUÇÃO:
O Ensino Médio so eu di e sas mudanças na es u u a da g ade cu icula nos
úl imos anos, an o na ca ga ho á ia, quan o nas disciplinas o e adas em odos os
componen es cu icula es. É impo an e essal a , que a o ganização dos documen os da
e apa inal da Educação Básica é um conjun o de ideias, que em como obje i o a
o mação p o issional e ecnológica dos es udan es, em di e en es á eas do
conhecimen o. Sendo assim, o am c iados os i ine á ios o ma i os, que é a capaci ação
e o mação em um de e minado cu so, numa á ea especi ica. Pe an e o expos o, as
ins i uições de ensino, em a au onomia de o e ece cu sos écnicos e p o issionalizan es
pa a os jo ens, e ambém pa a os adul os que não i e am a opo unidade de segui com
os es udos.
É sabido que, A Lei e a Re o ma do NEM, em como inalidade o ma
adolescen es e jo ens pa a ing essa , na Uni e sidade, mas ao mesmo empo, p epa á-
los pa a o me cado de abalho a endendo as necessidades de cada um, o que le a mais
empo pa a se conc e izado, pois é um p ocesso len o, que eque es a égias bem
elabo adas, endo em is a que, a e o mulação do no o cu ículo e e início num
pe íodo de c ise na polí ica, e ambém na economia do país (SOARES, 2021).
O obje i o dessas mudanças, es á na p epa ação dos alunos pa a o me cado de
abalho, po isso o am c iados os i ine á ios o ma i os da Educação P o issional, que
são as disciplinas especi icas do cu so escolhido.
A pesquisa é di idida em ês pa es, além des a in odução e da conclusão. A
p imei a ala sob e a e o ma, a segunda a p opos a de e isão e a e cei a como icou a
pa i do ela ó io de Mendonça Filho.
11
IFMS – Campus Co umbá, con a o: gilson.domingos@i ms.edu.b
12
IFMS – Campus Co umbá, con a o: simoneb [email protected]
32
YIN, Robe K. Es udo de Caso: planejamen o e mé odos. Po o Aleg e: Bookman,
2015.

33
GT 3 – EDUCAÇÃO INCLUSIVA
34
ALÉM DA MATRÍCULA: O ESTIGMA, A EXCLUSÃO E A POBREZA COMO
OBSTÁCULOS À EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Na aly Mendes Nunes Can e i
16
Isabella Fe nanda Fe ei a
17
1. INTRODUÇÃO:
A sociedade de ine meios de ca ego iza as pessoas, es abelecendo o que é
conside ado comum ou incomum em ambien es sociais. Essas classi icações ge am
expec a i as no ma i as que p ecedem o eal conhecimen o da iden idade social do
indi íduo (Go man, 1963). Quando um sujei o ap esen a ca ac e ís icas que o
di e enciam, ele pode se o ulado de o ma nega i a e, consequen emen e,
es igma izado, sendo isolado do con í io social. O es igma ma ca esse a as amen o,
sob e udo quando a di e ença é is a como de ei o.
No con ex o educacional, essas dinâmicas são e iden es. Es udan es com
de iciência, pe encen es a mino ias ou em si uações de pob eza en en am ba ei as
ma e iais e simbólicas, pois o es igma in luencia sua acei ação e pe manência escola .
Go man (1963) de ine o es igma como a disc epância en e a iden idade social i ual
(a imagem a ibuída pelo ou o) e a iden idade social eal (quem o sujei o ealmen e é).
O es igma mani es a-se po a ibu os ísicos ou mo ais que c iam exclusão.
No ambien e escola , o es igma p opaga p econcei os e es e eó ipos, que são
mediado es da exclusão social (Jodele , 2008). O p econcei o é um julgamen o p é io,
emocionalmen e ca egado e baseado em ep esen ações sociais; o es e eó ipo
simpli ica essas ep esen ações, ixando ca ac e ís icas nega i as a g upos especí icos,
negando suas singula idades.
Es e abalho é jus i icado pela necessidade de comp eende como os p ocessos
sociais de es igma, exclusão e pob eza a e am o acesso e a pe manência na educação
inclusi a. Comp eende essas elações é undamen al pa a p opo p á icas
educacionais que p omo am a equidade, comba am a desigualdade e alo izem a
di e sidade, ga an indo o di ei o à educação pa a odos. Po an o, o obje i o desse
abalho consis e na análise das elações en e es igma, exclusão social e pob eza no
con ex o da educação inclusi a.
16
UFMS – Campus Pan anal, con a o: na alyca[email p o ec ed]
17
UFMS – Campus Pan anal.
35
2. METODOLOGIA:
T a a-se de uma pesquisa quali a i a, explo a ó ia e bibliog á ica, baseada na
análise c í ica de ob as eó icas de au o es como Go man, Jodele e Wande ley. Se ão
examinados concei os-cha e sob e es igma, exclusão e pob eza, com oco em sua
elação com a educação inclusi a. Além disso, se ão u ilizados os dados mais ecen es
do Censo Escola e do Ins i u o Nacional de Es udos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixei a (Inep) pa a undamen a a discussão p opos a.
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES:
A ca ego ização social, segundo Jodele (2008), o ganiza o mundo social ao
di idi pessoas em g upos com ca ac e ís icas comuns, es abelecendo on ei as en e
os di os “no mais” e os “di e en es”. Na escola, essa lógica sus en a a seg egação e
impede a cons ução de uma educação inclusi a que econheça e alo ize a
di e sidade.
A pob eza ag a a esse quad o. Wande ley (2008) des aca que a exclusão social
en ol e não apenas a ausência de ecu sos, mas uma exclusão cul u al e simbólica.
Es udan es pob es en en am ulne abilidades múl iplas: mo adias p ecá ias,
insegu ança alimen a , baixa escola idade pa en al e p econcei os que associam pob e
à incapacidade. A pob eza, aliada ao es igma, ompe ínculos sociais, e o çando a
ma ginalização e a e ando a escola ização.
Wande ley (2008) ambém discu e concei os elacionados à exclusão, a sabe :
desquali icação (pe cepção de acasso social); desinse ção (exclusão do abalho e
ínculos sociais) e desa iliação ( up u a dos ínculos ins i ucionais e simbólicos). Esses
elemen os explicam po que alunos excluídos en en am a negação de econhecimen o
e pe encimen o, além da ausência de ecu sos ( a o es essenciais pa a a pe manência
e sucesso escola ).
De aco do com os dados do Censo Escola 2023, di ulgados pelo Inep, 95% das
ma ículas de es udan es com de iciência es ão em classes comuns do ensino egula ,
indicando um c escimen o em elação aos 94,2% egis ados no ano an e io (INEP,
2024).
Apesa desse p og esso, os dados ambém e elam que os p ocessos sociais de
es igma, exclusão e pob eza ainda impac am o acesso e a pe manência de es udan es
na educação inclusi a. A axa de e asão no ensino médio pa a es udan es da educação
36
especial oi de 6,2% em 2023, núme o supe io à média nacional de 5,9%, o que
e idencia maio es ba ei as en en adas po esse g upo (Coeduca, 2024). Além disso,
32% dos es udan es da educação especial ap esen am dis o ção idade-sé ie supe io a
dois anos, indicando a asos na aje ó ia escola (Di e sa, 2024).
Ga an i o acesso escola não é su icien e pa a inclusão. É p eciso en en a as
es u u as simbólicas do es igma e da exclusão. Es udan es in e nalizam isões
nega i as, le ando à au odep eciação e edução de expec a i as. Go man (1963)
essal a que o sujei o pode en a co igi ou ans o ma o es igma, mas ainda assim
pe manece ma cado como “di e en e”.
A escola ep oduz essa exclusão po meio de p á icas pedagógicas excluden es,
al a de ma e iais adap ados e o mação insu icien e pa a lida com a di e sidade. A
in aes u u a escola ambém é um a o limi an e pa a a inclusão. Segundo dados de
2023, ce ca de 25% das escolas b asilei as não possuíam nenhum ecu so de
acessibilidade, como ampas, sinalização á il ou banhei os adap ados. Essa
p eca iedade comp ome e o di ei o de acesso e pe manência com dignidade e
segu ança (Ins i u o Rod igo Mendes, 2024).
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Es igma, exclusão e pob eza são p ocessos sociais in e ligados que cons i uem
ba ei as signi ica i as à e e i ação da educação inclusi a. Esses enômenos não
apenas limi am o acesso, mas comp ome em o pe encimen o e o desen ol imen o
pleno dos es udan es em si uação de ulne abilidade.
De em se e is as as si uações sociais em que se coloca um indi íduo com
es igma pe cebido em de e minada ca ego ização inadequada. Além disso, é necessá io
e le i sob e o ó ulo do es igma ão acilmen e a ibuído pelos no mais aqueles que
ousem sai do comum e espe ado.
Embo a haja a anços o mais na ma ícula de es udan es com de iciência em
u mas egula es, os desa ios pe sis em. As ba ei as a qui e ônicas, pedagógicas,
sociais e econômicas ainda es ingem signi ica i amen e o acesso e a pe manência
quali icada desses alunos na escola.
Pa a a ança em uma educação e dadei amen e inclusi a, é imp escindí el
que polí icas e p á icas escola es ompam com es e eó ipos e p econcei os,
p omo endo a alo ização da di e sidade e a jus iça social. Assim, a escola pode se
37
o na um espaço de cons ução de igualdade e espei o às singula idades.
REFERÊNCIAS:
COEDUCA. Censo Escola 2023: como es á a Educação Básica do B asil? Coeduca
Digi al, 2024. Disponí el em: h ps://coeduca.digi al/con eudo/educacao-
basica/no icia/censo-escola - 2023-como-es a-educacao-basica-do-b asil. Acesso em:
2 jun. 2025.
DIVERSA. O e a de AEE nas escolas c esce len amen e, apon a Censo Escola 2024.
Ins i u o Rod igo Mendes, 2024. Disponí el em: h ps://di e sa.o g.b /no icias/o e a-
de-aee-nas- escolas-c esce-len amen e-apon a-censo-escola -2024. Acesso em: 2 jun.
2025.
GOFFMAN, E ing. Es igma: no as sob e a manipulação da iden idade de e io ada. Rio
de Janei o: LTC, 1963.
INEP. Ma ículas na educação especial chegam a mais de 1,7 milhão. B asília:
Ins i u o Nacional de Es udos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixei a, 2024.
Disponí el em: h ps://www.go .b /inep/p -b /assun os/no icias/censo-
escola /ma iculas-na-educacao- especial-chegam-a-mais-de-1-7-milhao. Acesso em: 2
jun. 2025.
JODELET, Denise Os p ocessos psicossociais da exclusão in: SAWAIA, Bade (o g.) As
a imanhas da exclusão: análise psicossocial e é ica da desigualdade social.
Pe ópolis, RJ: Edi o a Vozes, p. 53-66, 2008.
WANDERLEY, Ma iangela Bel io e Re le indo sob e a noção de exclusão in: SAWAIA,
Bade (o g.) As a imanhas da exclusão: análise psicossocial e é ica da desigualdade
social. Pe ópolis, RJ: Edi o a Vozes, p. 16-26, 2008.

38
DOCÊNCIA E INCLUSÃO
Ana Cássia Ama al Cos a Fu ado
18
Giulia Luz Chagas Rod igues
19
1. INTRODUÇÃO
A inclusão de pessoas com de iciência no ensino é um ema que p ecisa se
cons an emen e deba ido, de aco do com dados do Censo Escola (2023) o núme o de
ma ículas de alunos com de iciência ísica nas edes de ensino b asilei as e a de
163.790, já no ambien e acadêmico, p o esso es com de iciência en en am desa ios
especí icos e ambém desempenham um papel undamen al na cons ução de um espaço
mais acessí el e acolhedo .
Con o me Singal, N., Kwok, P. e Wijesinghe, T. (2024, p. 47),
À medida que mais c ianças com de iciência ing essam nas escolas
egula es, os p o esso es com de iciência são i ais pa a a c iação de
uma cul u a inclusi a.
Nes e ela o, amos ap esen a a aje ó ia de um p o esso com de iciência
audi i a que a ua em uma ins i uição ede al. Con a emos, segundo seu ela o, os
desa ios en en ados ao longo de sua aje ó ia acadêmica e p o issional e, a pa i disso,
e le i emos sob e a impo ância da acessibilidade na educação.
2. DESENVOLVIMENTO:
O PROFESSOR E SUA TRAJETÓRIA
Segundo o p óp io p o esso , sua aje ó ia é ma cada po de e minação. Su do
de nascença, en en ou ba ei as desde a in ância, especialmen e pa a acompanha o
ensino con encional e, po isso, ecebeu um supo e educacional di e enciado,
equen ando a escola egula no pe íodo da manhã e, à a de, endo aulas com uma
p o esso a pa icula que o auxilia a na al abe ização e no desen ol imen o da sua
comunicação o al.
De aco do com o docen e, oi undamen al o incen i o da amília e de p o esso es
que ac edi a am no seu po encial. Assim ele conseguiu ilha um caminho acadêmico
sólido. Sua escolha p o issional oi di e amen e in luenciada po sua i ência pessoal, o
18
IFMS – Campus Co umbá, con a o: ana. u ado@es udan e.i ms.edu.b
19
IFMS – Campus Co umbá, con a o: giulia. od igues@es udan e.i ms.edu.b
39
que o le ou a a ua na á ea da educação, man endo um comp omisso com a inclusão.
Segundo Bou dieu (2010),
Na ealidade, cada amília ansmi e a seus ilhos, mais po ias
indi e as que di e as, um ce o capi al cul u al e um ce o e hos, sis ema
de alo es implíci os e p o undamen e in e io izados, que con ibui
pa a de ini , en e ou as coisas, as a i udes em ace do capi al cul u al e
da ins i uição escola (BOURDIEU, 2010, p. 42).
En endendo assim um pouco sob e a in luência que os amilia es e os
p o esso es exe ce am sob e ele que o am mui o mais que enco ajado as: o am uma
base que in luenciou posi i amen e a aje ó ia acadêmica.
MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO
A docência desse p o esso exige adap ações pa a ga an i uma comunicação
e icien e. Nesse caso a ecnologia é a maio aliada, possibili ando que sejam minis adas
aulas dinâmicas e acessí eis.
En e os ecu sos mencionados po ele, des acam-se so wa es de ansc ição em
empo eal e aplica i os de comunicação ex ual. Além disso, a lei u a labial e o uso
espo ádico da Língua B asilei a de Sinais (LIBRAS) complemen am suas es a égias.
Já sua abo dagem pedagógica alo iza o ensino p á ico, com o icinas e
expe imen ações em ele omecânica e in o má ica. Essa me odologia a ende às suas
necessidades especí icas, mas ambém con ibui pa a um ensino mais en ol en e e
inclusi o pa a os alunos.
Um exemplo compa ilhado po ele oi a in odução de um so wa e de
ansc ição au omá ica pa a um aluno com de iciência audi i a, o que acili ou sua
pa icipação na aula.
DESAFIOS E O APOIO INSTITUCIONAL
Segundo o p o esso , os desa ios ão mui o além das ba ei as indi iduais. Ele
ela ou que ques ões es u u ais e ins i ucionais ambém impac am sua p á ica docen e.
Um dos desa ios mencionados po ele é a al a de acessibilidade em alguns espaços, além
disso, ele ambém apon ou a necessidade cons an e de adap ação dos mé odos de
ensino e a impo ância da conscien ização da comunidade acadêmica sob e a inclusão.
Apesa das di iculdades en en adas, o p o esso pa icipan e ela a encon a
apoio na ins i uição onde a ua, ela ando que a ecep i idade dos alunos e de ou os
40
p o esso es
em
sido
um
a o
undamen al
pa a
a
cons ução
de
um
ambien e
acadêmico mais colabo a i o. O uso de ecnologias assis i as, aliado a
me odologias a i as, é apon ado como um ecu so que con ibui pa a a edução de
ba ei as.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS:
A expe iência do docen e e idencia como a inclusão e a acessibilidade são
essenciais pa a ga an i equidade na educação. Sua aje ó ia e idencia que é possí el
supe a desa ios e cons ui um ambien e acadêmico mais jus o e acessí el pa a odos.
A inclusão educacional não se esume a apenas ajus es me odológicos: ela exige
uma mudança de men alidade e um comp omisso eal com a di e sidade.
Con udo, po se a a de um ela o indi idual, es e es udo ap esen a algumas
limi ações. Po isso, pesquisas u u as podem abo da a expe iência de ou os
p o issionais, inclui di e en es ins i uições e conside a ambém o ela o de alunos e
colegas de abalho.
REFERÊNCIAS:
BOURDIEU, Pie e. Esc i os de educação. 7. ed. Seleção e o ganização de Ma ia Alice
Noguei a e A ânio Ca ani. Rio de Janei o: Vozes, 2010.
BRASIL. Ins i u o Nacional de Es udos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixei a (Inep).
MEC celeb a Dia da Pessoa com De iciência Física. 2024. Disponí el em:
h ps://www.go .b /inep/p -b /assun os/no icias/ins i ucional/mec-celeb a-dia-da-
pessoa-com-de iciencia- isica. Acesso em: 9 jun. 2025.
LAHIRE, Be na d. Re a os sociológicos: disposições e a iações indi iduais.
(T adução de Didie Ma in e Pa ícia C. R. Reuilla d). Po o Aleg e: A med, 2004.
SINGAL, N.; KWOK, P.; WIJESINGHE, T. P o esso es com de iciência: pe spec i es,
p ac ices and oppo uni ies. B i ish Council, 2024. DOI: 10.57884/NP7V-WC92.
Disponí el em:
h ps://www.b i ishcouncil.o g.b /si es/de aul / iles/being_a_ eache _wi h_disabili ies_
e isado.pd . Acesso em: 2 jun. 2025.
41
ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO NO ENSINO SUPERIOR: NORMATIVAS E DESAFIOS DO
APOIO EDUCACIONAL NO CÂMPUS DO PANTANAL
F anciele A iene Lopes San ana
20
Robe a de Oli ei a Maisa o
21
1. INTRODUÇÃO:
O obje i o des e abalho é ap esen a os disposi i os no ma i os e es u u as
o ganizacionais da Uni e sidade Fede al de Ma o G osso do Sul ol ados pa a inclusão
no ensino supe io .
2. DESENVOLVIMENTO:
Na UFMS, a P ó-Rei o ia de Assun os Es udan is (PROAES), jun amen e com as
Unidades de Apoio ao Es udan e dos Campus são esponsá eis pela execução das ações
da Polí ica de Inclusão e Ações A i ma i as (UFMS, 2021a).
An es da ap o ação da polí ica, em 2019, o Câmpus do Pan anal já con a a com
uma esolução egulamen ando o Se iço de Psicologia e Acessibilidade Pedagógica -
SEPAP (UFMS, 2019). O SEPAP em como obje i os p imá ios de p omo e saúde e
o imiza o bem-es a e desen ol imen o da comunidade acadêmica, p es a
a endimen o psicológico e pedagógico, em ca á e p e en i o, auxilia no p ocesso de
inclusão e cons ução da di e sidade; apoia o desen ol imen o de compe ências
discen es e o e ece supo e pa a o p ocesso de ensino-ap endizagem e, apoia a
p omoção do p ocesso educa i o.
No âmbi o cen al, a UFMS con a com uma Di e o ia de Inclusão e
Desen ol imen o Es udan il (DIDEST), que em unção de coo denação,
acompanhamen o e a aliação de polí icas e p og amas de ações a i ma i as,
acessibilidade, es ágios, eg essos e de supo e aos es udan es. A di e o ia o e a
a endimen os na in e ace da Psicologia e Educação aos (às) Es udan es com De iciência
(EcD), ealiza a aliações psicossociais e le an amen o de necessidades educa i as
especiais
dos
(as)
a endidos
(as),
iabilizando o p ocesso de ensino-
ap endizagem com a u ilização de ecu sos acessí eis e e amen as de apoio.
20
UFMS – Campus Pan anal, con a o: anciele.sa[email p o ec ed]
21
UFMS – Campus Pan anal, con a o: obe a.maisa o@u ms.b
48
Os c i é ios de inclusão ado ados o am: (i) ex os publicados en e os anos de
1997 e 2024; (ii) ob as disponí eis em língua po uguesa; (iii) p oduções com
abo dagem eó ica, c í ica e in e disciplina ; e (i ) es udos que a iculassem
di e amen e a emá ica da educação inclusi a com os di ei os humanos e a cidadania.
Po ou o lado, os c i é ios de exclusão en ol e am: (i) ma e iais opina i os ou não
acadêmicos; (ii) ex os desa ualizados; e (iii) es udos que não es abelecessem elação
explíci a en e inclusão e di ei os undamen ais.
A análise dos dados consis iu na lei u a sis emá ica e in e p e a i a dos
ex os selecionados, buscando iden i ica os p incipais concei os, a gumen os e
con ibuições p esen es na li e a u a.
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES:
Es e es udo p opõe uma análise c í ica dessas di iculdades, conside ando o
impac o das polí icas públicas, das p á icas pedagógicas e da a uação docen e no
acesso equi a i o à escola (ONU, 2006), e busca e i ica se ais en a es con i mam a
hipó ese de que a educação inclusi a, embo a econhecida ju idicamen e como di ei o
humano, en en a desa ios que limi am sua implemen ação plena no co idiano escola .
Com isso au o es discu em sob e esses desa ios, os quais são des acados nas seções
abaixo:
3.1 PERSPECTIVAS DE PESQUISADORES SOBRE A INCLUSÃO EDUCACIONAL
A pa i da p oblemá ica cen al p opos a “Como os di ei os humanos
undamen am e o ien am a implemen ação da educação inclusi a no B asil, e quais são
os p incipais obs áculos?” é possí el comp eende que os di ei os humanos, ao
econhece em a dignidade e a di e sidade como undamen os uni e sais.
Pesquisado es como Man oan (2003) e Sousa (2013) a i mam que a educação
inclusi a não de e se comp eendida apenas como a adap ação do sis ema escola pa a
a ende a um g upo especí ico de es udan es. Pelo con á io, a a-se de um p ocesso
con ínuo e ans o mado , que exige uma ees u u ação p o unda das p á icas
pedagógicas e das polí icas ins i ucionais.
Sassaki (1997), po sua ez, des aca que a inclusão escola exige mudanças
es u u ais e ma e iais den o das ins i uições de ensino, econhecendo que a
de iciência é uma ca ac e ís ica ine en e à di e sidade humana e não um impedimen o

49
à ap endizagem.
3.2 DESAFIOS DA IMPLEMENTAÇÃO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
En e os p incipais desa ios, des acam-se as desigualdades es u u ais, a
ca ência de o mação con inuada dos p o issionais da educação e a pe sis ência de
p á icas pedagógicas. Esses a o es comp ome em a consolidação de uma p opos a
inclusi a que es eja e dadei amen e em consonância com os p incípios dos di ei os
humanos Pimen el (2016).
Ou o desa io es u u an e é a al a de in aes u u a acessí el nas escolas
públicas. Mesmo com a p e isão legal de acessibilidade p e is a na Lei B asilei a de
Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e no Dec e o nº 5.296/2004, mui as ins i uições
ainda ca ecem de condições ísicas básicas pa a o acolhimen o de es udan es com
de iciência, como ampas, pisos á eis, banhei os adap ados e sinalização adequada.
Sassaki (1997) essal a que a acessibilidade de e se ampla, indo além da es u u a ísica
e con emplando ambém os aspec os comunicacionais, a i udinais e pedagógicos.
A escassez de p o issionais de apoio é ou o a o limi an e que a e a
di e amen e a qualidade da inclusão. In é p e es de Lib as, guias-in é p e es,
p o esso es de apoio, psicopedagogos e e apeu as ocupacionais são igu as essenciais
pa a ga an i um p ocesso educacional e e i amen e inclusi o Man oan (2006).
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O es udo alcançou seu obje i o ao e idencia a p oblemá ica cen al que a
inclusão demanda, não apenas de polí icas públicas consis en es, mas ambém
comp omisso cole i o, o mação docen e adequada e ecu sos su icien es. A análise
median e a discussão de au o es ci ados no ex o, pe mi iu cons a a que a educação
inclusi a no B asil, apesa dos a anços legais, ainda en en a en a es es u u ais,
pedagógicos e cul u ais que di icul am sua e e i ação como um di ei o humano. Como
limi ação, apon a-se a al a de pesquisa empí ica, suge indo que u u as in es igações
ado em abo dagens quali a i as ou quan i a i as com a pa icipação dos en ol idos no
con ex o escola .
REFERÊNCIAS
B asil. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Lei B asilei a de Inclusão da Pessoa com
50
De iciência (Es a u o da Pessoa com De iciência). Diá io O icial da União: seção 1,
B asília,DF, 72015. Disponí elem: h ps://www.planal o.go .b /cci il_03/_a o2015-
2018/2015/lei/l13146.h m. Acesso em: 9 e . 2025.
B uzaca, R. D.; Conceição, G. A. G. Educação inclusi a como di ei o humano. Cade nos
UniFOA, Vol a Redonda, . 19, n. 54, p. 1–13, 2024. DOI:
h ps://doi.o g/10.47385/caduni oa. 19.n54.5056.
K ame , S. A p á ica da educação inclusi a nas escolas b asilei as. Rio de Janei o:
Edi o a Z, 2010.
Luck, H. Educação inclusi a: desa ios e pe spec i as pa a o século XXI. São Paulo: Edi o a
X, 2009.
Mon oan, M. T. E. A inclusão escola : o que é? Po que é? Como aze ? São Paulo:
Mode na, 2003.
ONU. Con enção sob e os Di ei os das Pessoas com De iciência. No a Yo k:
Assembleia Ge al das Nações Unidas, 2006. Disponí el em:
h ps://www.go .b /mdh/p - b /na egue-po - emas/pessoa-com-
de iciencia/con encao-sob e-os-di ei os-das-
pessoas-com-de iciencia. Acesso em: 9 e . 2025.
Pimen el, F. S. Educação inclusi a: desa ios e pe spec i as. Re is a B asilei a de
Educação, . 21, n. 66, p. 33–50, 2016.
Sassaki, R. K. Inclusão: cons uindo a igualdade. São Paulo: Summus, 1997.
Sil a, M. R. A inclusão de pessoas com de iciência na escola: desa ios e p opos as de
supe ação. Re is a de Educação Inclusi a, . 23, n. 2, p. 45–62, 2019.
Sousa, M. F. Educação inclusi a: aspec os eó icos e p á icos pa a p o esso es. Po o
Aleg e: A med, 2013.
UNESCO. Decla ação de Salamanca e o amewo k de ação pa a a educação de
necessidades especiais. Pa is: UNESCO, 2005. Disponí el em:
h ps://unesdoc.unesco.o g/a k:/48223/p 0000098427. Acesso em: 9 e . 2025.
51
TECNOLOGIA ASSISTIVA: UMA ANÁLISE DO CONCEITO, OBJETIVOS GERAIS E
ESPECÍFICOS DO PNTA
Ca la Ad iana dos San os
27
1. INTRODUÇÃO:
O e mo “ ecnologia assis i a” em g ande impac o nas mídias sociais. Mui o se
ala, discu e, no icia, mas na ealidade: ocê sabe qual o concei o e o signi icado desse
e mo?
Es e abalho em po obje i o ap esen a uma b e e análise do concei o,
obje i os ge ais e especí icos do Plano Nacional de Tecnologia Assis i a (PNTA), pa a
que as pessoas possam conhece e en ende a sua aplicabilidade à ealidade da
pessoa com de iciência.
2. TECNOLOGIA ASSISTIVA
O e mo ecnologia assis i a su giu em 2015, no B asil, com a publicação da Lei
nº 13.146, de 6 de julho de 2015, Lei B asilei a de Inclusão da Pessoa com De iciência
(LBI), ambém conhecida como Es a u o da Pessoa com De iciência. A Lei de ine, no
a igo 3º, Inciso III, “ ecnologia assis i a ou ajuda écnica como p odu os,
equipamen os, disposi i os, ecu sos, me odologias, es a égias, p á icas e se iços
que obje i am p omo e a uncionalidade, elacionada à a i idade e à pa icipação da
pessoa com de iciência ou com mobilidade eduzida, isando à sua au onomia,
independência, qualidade de ida e inclusão social.” (PNTA, pág. 7)
O in ui o é pe mi i que a pessoa com de iciência mo o a, senso ial ou men al
possa usu ui e supe a as ba eias da comunicação e da mobilidade, possibili ando
sua inclusão social e melho ia da qualidade de ida. Po ém, na p á ica, o acesso aos
p odu os e se iços mos am as di iculdades e desigualdades. Se, ecnologia assis i a
ou ajuda écnica, isa a uncionalidade e au onomia da pessoa com de iciência, amos
supo que seja um a o e que odas essas pessoas enham acesso a equipamen os
especí icos, con o me dispõe a LBI. Nessa mesma linha de aciocínio, analisemos, po
exemplo, a si uação de acessibilidade das calçadas e ampas u banas. A maio ia dos
cadei an es, não conseguem se locomo e com au onomia e mui o menos
anquilidade de ido à si uação p ecá ia das calçadas na maio ia das cidades
27
IFMS – Campus Co umbá, con a o: ca la.ad.san [email protected]
52
b asilei as, e mui as ezes, p ecisam anda nas uas, a iscando suas idas em meio
aos ca os, mo os, ônibus e c.
O B asil p omulgou a Con enção In e nacional sob e os Di ei os das Pessoas
com De iciência da ONU, po meio do Dec e o nº 6.949, de 25 de agos o de 2009,
inse indo- a no o denamen o ju ídico b asilei o e conside ando pon os impo an es:
1- A anços ao econhece que as ba eias de idas às a i udes e ao ambien e são
limi adas, ou impedem o acesso, não dando condições de igualdade pa a as
pessoas com de iciência. Nesse en endimen o é que se ap op iou da
e minologia “pessoa com de iciência” u ilizada a ualmen e, como sinônimo do
uso do pode pessoal pa a aze escolhas, oma decisões e se em
econhecidas como sujei os sociais e não somen e, pelas suas di e enças na
sociedade;
2- De iniu oi o p incípios que são a base pa a legislações especí icas sob e
pessoas com de iciência: a) espei o à dignidade; b) não-disc iminação; c)
pa icipação e inclusão na sociedade; d) espei o pela di e ença e acei ação; e)
igualdade de opo unidades; ) acessibilidade; g) igualdade en e homens e
mulhe es; h) o espei o e os di ei os das c ianças com de iciência;
3- O Plano Nacional dos Di ei os da Pessoa com De iciência – Plano Vi e sem
Limi e – com a inalidade de p omo e p og amas e ações de acesso à
educação, inclusão social, a enção à saúde e acessibilidade.
Além desse, ale a pena des aca a Lei B asilei a de Inclusão da Pessoa com
De iciência (LBI) – ou Es a u o da Pessoa com De iciência – ins i uída po meio da Lei
nº 13.146, de 6 de julho de 2015, “des inada a assegu a e a p omo e , em condições
de igualdade, o exe cício dos di ei os e das libe dades undamen ais po pessoa com
de iciência, isando à sua inclusão e cidadania.” É no seu a igo 75, que o pode
público dispõe sob e a ecnologia assis i a e que, po meio do Dec e o nº 10.645, de
11 de ma ço de 2021, egulamen a as di e izes, os obje i os e os eixos do Plano
Nacional de Tecnologia Assis i a – PNTA - e sua elabo ação. (BRASIL, 2021, p. 9-10)
O Plano Nacional de Tecnologia Assis i a, em como obje i o ge al es u u a
e o ien a as ações do Es ado B asilei o pa a apoia a pesquisa, o desen ol imen o
ecnológico, a ino ação e a disponibilização de p odu os e se iços, isando p omo e
a au onomia e a independência das pessoas com de iciência ou mobilidade eduzida;
como obje i os especí icos: I) acili a o acesso a c édi o especializado; II) agiliza ,
53
simpli ica e p io iza p ocedimen os de impo ação de ecnologias ela i as a
p ocedimen os al andegá ios e sani á ios; III) c ia mecanismos de omen o à
pesquisa po meio da concessão de linhas de c édi os; IV) elimina ou eduzi a
ibu ação; V) acili a e agiliza o p ocesso de inclusão de no os ecu sos de
ecnologia assis i a no ol de p odu os dis ibuídos pelo Sis ema único de Saúde - SUS
(BRASIL, 2021, p. 31).
Quando es amos lendo os obje i os ge ais e especí icos do PNTA ou da LBI,
emos pala as bem signi ica i as como: acili a , agiliza , simpli ica , elimina ,
eduzi . Ap o ei o pa a ela a uma his ó ia bem apidamen e de uma si uação que
p esenciei em uma iagem em que ui de acompanhan e com minha mãe pa a uma
consul a médica. Fomos no ônibus cedido pela Sec e a ia de Saúde e conhecemos uma
jo em, mãe de uma c iança de 8 anos com de iciência men al e mo o a, que na ocasião
es a a indo pa a consul a e con ecção da ó ese pa a as pe nas e os pés da menina. Uma
di iculdade g ande, bolsas, malas, a c iança que dependia dessa mãe pa a udo. En im,
chegando no des ino, omos pa a o mesmo hospi al, apenas se o es di e en es. Com
oda essa di iculdade de locomoção pe gun o: A menina conseguiu a consul a e aze o
p oje o da ó ese? Respondo: Não. Me lemb ei desse a o, pa a ci a como exemplo e
expo a con adição dos ex os desc i os no PNTA. A dependência do sis ema de
saúde pública o na as pessoas e éns de si uações descon o an es e desgas an es,
con a iando o que p egam as leis de ampa o e di ei os às pessoas com de iciência.
As abelas 1 e 2 ap esen am dados do Censo Demog á ico de 2022 (BRASIL,
2021, p. 33-34), com as amos as da população de 2 anos ou mais, po sexo e
exis ência de de iciências no B asil e egiões, somando um o al de 14,4 milhões de
pessoas com de iciências e equi alen e à 7,3 % da média nacional.

54
A ealidade da si uação da pessoa com de iciência e o PNTA são con adi ó ios,
p incipalmen e em elação à acessibilidade ao meio ambien e, à educação, à saúde. Os
núme os e elam o quan o as polí icas públicas p ecisam se e isadas pa a que
essas pessoas possam usu ui de um sis ema mais amplo e que p opo cione mais
qualidade de ida e au onomia como p opõe o PNTA.
Luciana dos San os, analis a do IBGE, obse a:
“Embo a ainda não seja possí el a alia a a és dos dados do Censo 2022, a
elação da incidência de de iciência com a enda, há es udos que iden i icam
uma co elação en e a p e alência da de iciência com meno acesso a se iços
básicos, educação, saúde e qualidade de ida em ge al. Nesse con ex o, a Região
No des e, his o icamen e ma cada po baixos índices de desen ol imen o
humano, acaba sendo mais ulne á el a ci cuns âncias que podem causa
de iciência, como má nu ição, al a de acesso à saúde e c. Ou seja, a maio
incidência de de iciência no No des e é um e lexo das desigualdades sociais e
econômicas da egiã o”. (Agência IBGE de No ícias, 2025)
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS:
O Plano Nacional de Tecnologia Assis i a (PNTA) é um impo an e documen o
de p omoção da acessibilidade e inclusão das pessoas com de iciência, e que
ep esen a um a anço nos di ei os des as como cidadãos. Po ém, há mui as ba eias
que ainda impedem que as pessoas com de iciência enham seus di ei os ga an idos,
que sejam a endidas com espei o e conside ação. P opo ciona qualidade de ida po
meio da ecnologia assis i a é um di ei o e de e dos di e sos ó gãos e en idades
públicas.
55
REFERÊNCIAS:
Agência IBGE de no ícias. Disponí el em:
h ps://agenciadeno icias.ibge.go .b /agencia- no icias/2012-agencia-de-
no icias/no icias/43463-censo-2022-b asil- em-14-4-milhoes- de-pessoas-com-
de iciencia acesso em: 14 jun. 2025.
Biblio eca IBGE. Disponí el em: h ps://biblio eca.ibge.go .b /index.php/biblio eca-
ca alogo? iew=de alhes&id=2102178 Acesso em: 14 jun. 2025.
Biblio eca IBGE. Censo Demog á ico 2022: pessoas com de iciência e pessoas
diagnos icadas com ans o no do espec o au is a: esul ados p elimina es da amos a
/ IBGE. Rio de Janei o: 2025. 80 p. Disponí el em:
h ps://biblio eca.ibge.go .b / isualizacao/li os/li 102178.pd Acesso em: 14 jun.
2025.
BRASIL. Minis é io da Ciência, Tecnologia e Ino ações. Plano nacional de ecnologia
assis i a/Comi ê In e nacional de Tecnologia Assis i a. B asília: 2021. 70 p.
Disponí el em: h ps://biblio eca.ibge.go .b / isualizacao/li os/li 102178.pd
Acesso em: 14 jun. 2025.
56
EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS EM CORUMBÁ-MS: UM OLHAR SOBRE
INCLUSÃO DE ALUNOS MIGRANTES NO CONTEXTO DE
FRONTEIRA
Claudia Luciana San ana de Souza
28
Jussa a Jesus Fe nandes Fa ias
29
Pa ícia Teixei a Ta ano
30
1. INTRODUÇÃO:
A p esen e pesquisa em como obje i o abo da o campo da Educação em
Di ei os Humanos no município de Co umbá, ap esen ando a ealidade dos educandos
mig an es que i em em con ex o de on ei a. P e ende-se des aca a impo ância da
ga an ia e pe manência da educação aos mig an es, ap esen ando ques ões que
p ecisam se abalhadas como o idioma, acesso e pe manência.
A Decla ação Uni e sal dos Di ei os Humanos (ONU, 1948) ma ca a his ó ia
quando susci a o p ocesso de mudança compo amen al na sociedade do pós-gue a,
omen ando ações que isam a colabo ação e o espei o à dignidade da pessoa humana e
da colabo ação amis osa en e os po os. P ocedimen os e mecanismos in e nacionais
o am sendo implemen ados jun o ao o denamen o ju ídico, en e os países signa á ios
pa a o cump imen o des e documen o.
O in ui o é mino a si uações de des espei o às ga an ias dos di ei os humanos,
de iolência, mi igando con li os, deg adação ambien al, in ole ância é nico- acial,
eligiosa, cul u al, de nacionalidade, como disc iminação a imig an es, en e ou os.
(PNEDH, 2018)
Educa em di ei os humanos o na-se um disposi i o c ucial na busca pela
cons ução de uma sociedade global mais jus a, c í ica e iguali á ia. Essa a enção em
sendo edob ada no con ex o da Amé ica La ina, pelo seu his ó ico de g a es iolações
aos di ei os humanos, di ei os mínimos de segu ança, sob e i ência e iden idade
cul u al e pela agilidade e debilidade dos sis emas de p o eção e ga an ias desses
di ei os (PNEDH, 2018).
28
Mes anda em Educação pela Uni e sidade Fede al do Ma o G osso do Sul-UFMS
29
Mes anda em Educação pela Uni e sidade Fede al do Ma o G osso do Sul-UFMS
30
P o esso a da Uni e sidade Fede al do Ma o G osso do Sul-UFMS
57
O município de Co umbá, no Es ado de Ma o G osso do Sul, es abelece linha de
on ei a com as cidades de Pue o Quija o e Pue o Sua ez na Bolí ia. Pa e des a
on ei a é seca, o que acili a o ânsi o de pessoas, eículos, p odu os e se iços,
le ando cidadãos a c uza em o pos o de on ei a pa a a i idades co idianas, inclusi e
pa a equen a o sis ema educacional. Ainda que a educação básica em ambos os países
seja de o e a pública e g a ui a, o luxo de c ianças pa a as escolas na cidade de
Co umbá é maio , pois a educação b asilei a é conside ada de melho qualidade
compa ada à boli iana (SILVA; ALMEIDA, 2019).
2. DESENVOLVIMENTO:
Co umbá-MS, localizada na po ção oes e do es ado possui limi e e es e com a
Bolí ia, man endo elações de comé cio e p es ação de se iços com a nação izinha.
Mui os mig an es compõem pa e do co po discen e das escolas da ede pública do
município, azendo à luz desa ios en en ados não somen e pelas c ianças, mas ambém
pelos p o esso es e ede de ensino, que p ecisam es a sensí eis a ques ões como
idioma, diale os, cul u a, cos umes, en e ou os.
Sendo assim, Co umbá exe ce di e sas cen alidades no âmbi o de on ei a, na
á ea da educação, jun amen e no campo labo al da saúde, comé cio e en e ou os, e po
se a a de um e i ó io on ei iço, obse a-se esse con ínuo mo imen o pendula ,
como é o caso dos es udan es b asilei os que i em na Bolí ia e c uzam o limi e en e os
países pa a as suas a i idades es udan is em Co umbá (Golin, 2017); ou os ei an es que
pendulam dia iamen e pa a ende seus p odu os nas ei as li es da cidade ( Oli ei a;
Loio, 2019). Como nos apon a Oli ei a (2008, p.10) “Essa zona de on ei a ap esen a
um conjun o de múl iplas elações econômicas, sociais, polí icas, cul u ais, pessoais,
abalhis as e mui as ou as que se es abelecem num espaço ansnacional’’.
A ga an ia de acesso e pe manência aos alunos on ei iços co esponde a um
a anço nas leis do nosso país, que sinaliza uma con o midade e es o ços pa a
cump imen o da Decla ação Uni e sal dos Di ei os Humanos. (BRASIL, 2017). Vale a
e lexão sob e o papel da educação nessa á ea: conscien ização de di ei os e de e es,
p omoção de incen i o ao espei o às di e sidades e à digni icação humana. Des a e, a
Educação em Di ei os Humanos (EDH) se ap esen a com g ande po encial no que diz
espei o à discussão de emas que abo dem a jus iça, igualdade e di e sidade, mas que
ambém p omo a a i ência desses p incípios no co idiano escola . F ei e (1996),
ap endizagem dos alunos com de iciência ou necessidades educacionais especí icas.
Além disso, o p o esso de apoio desempenha um papel essencial na a iculação en e os
docen es egen es e o A endimen o Educacional Especializado (AEE), assegu ando que
as p á icas pedagógicas sejam ajus adas às necessidades indi iduais dos es udan es.
Con udo, o cu ículo escola e os ecu sos de ambos es i e em in e ligados ga an em o
di ei o à educação de qualidade pa a odos, con o me p e is o na Polí ica Nacional de
Educação Especial na Pe spec i a da Educação Inclusi a (BRASIL, 2008).
REFERÊNCIAS:
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BRASIL.
Minis é io
da
Educação.
Polí ica
Nacional
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Pe spec i a da Educação Inclusi a. B asília: MEC/SEESP, 2008.
INEP. Educação Especial na Pe spec i a da Inclusão Escola . MEC, 2022.
MANTOAN. Ma ia Te esa Eglé . Inclusão escola : o que é? po quê? como aze ? /
Ma ia Te esa Eglé Man oan. São. Paulo : Mode na , 2003.
MEC. Di e izes Ope acionais pa a o A endimen o Educacional Especializado
na Educação Básica. B asília, 2015.
MITTLER, P. Educação Inclusi a: con ex os sociais. Po o Aleg e: A med, 2003.
TIBYRIÇÁ, Rena a Flo es e MENDES, Enicéia Gonçal es. O modelo social da
de iciência e as decisões do j/sp: análise a pa i de demandas po p o issional de apoio.
Re . B as. Ed. Esp., Co umbá, .29, e0052, 2023